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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O desenho e a história da técnica na arquitetura do Brasil colonial]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the growing availability of visual documents of architecture, especially the period of colonial Brazil, this paper proposes to historians a set of procedures to explore the technical and artistic value of these important documentary records.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DOSSI&Ecirc;:    ELEMENTOS MATERIAIS DA CULTURA E PATRIM&Ocirc;NIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O    desenho e a hist&oacute;ria da t&eacute;cnica na arquitetura do Brasil colonial<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The history    of technical design in the Brazilian colonial architecture</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Marcos Tognon</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Departamento de    Hist&oacute;ria. IFCH/UNICAMP. Cidade Universit&aacute;ria, Campinas, SP. Brasil.    Caixa-Postal: 6110. <a href="mailto:tognon@unicamp.br">tognon@unicamp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a crescente    disponibiliza&ccedil;&atilde;o de documentos visuais de Arquitetura, especialmente    do per&iacute;odo do Brasil colonial, esse artigo prop&otilde;e aos historiadores    um conjunto de procedimentos para explorar os valores art&iacute;sticos e t&eacute;cnicos    desses importantes registros documentais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    desenho arquitet&ocirc;nico, hist&oacute;ria da t&eacute;cnica, arquitetura</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">With the growing    availability of visual documents of architecture, especially the period of colonial    Brazil, this paper proposes to historians a set of procedures to explore the    technical and artistic value of these important documentary records.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    drawing of architecture, history of technology, architecture</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O desenho foi certamente    o "instrumento" cultural, lembrando Francisco de Holanda,<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    mais ambicioso que o projeto intelectual do Renascimento art&iacute;stico europeu    nos legou at&eacute; os dias de hoje para compreender n&atilde;o s&oacute; a    Hist&oacute;ria das t&eacute;cnicas de edifica&ccedil;&atilde;o mas tamb&eacute;m    da pr&oacute;pria Arquitetura. O desenho como o estabelecimento racional de    um verdadeiro conjunto codificado de elementos gr&aacute;ficos n&atilde;o ambicionava    substituir a realidade emp&iacute;rica, mas, se afirmava como uma realidade    aut&ocirc;noma art&iacute;stica capaz de representar ideias sobre espa&ccedil;os,    formas e t&eacute;cnicas. Sim, esse foi e &eacute; o maior desafio do desenho    renascentista, a "representa&ccedil;&atilde;o" entendida como a institui&ccedil;&atilde;o    de uma linguagem capaz de se referir diretamente &agrave;s mais distintas realidades    da manufatura, da edifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">At&eacute; o Renascimento    europeu n&oacute;s temos uma longa e complexa hist&oacute;ria do desenho, desde    os tempos mais remotos como nos apresentou Mario Mendon&ccedil;a de Oliveira<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>    na Mesopot&acirc;mia e no Egito, as fun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas mais    relevantes da gigante <i>Forma Urbis</i> feita pelo "prefeito da cidade" Fabio    Cilone no in&iacute;cio do III d.C. em Roma,<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>    at&eacute; o caderno excepcional de Villard de Honnercourt no medieval s&eacute;culo    XIII, onde grande parte das conven&ccedil;&otilde;es de representa&ccedil;&atilde;o    j&aacute; se encontra amadurecidas como a as modalidades planim&eacute;tricas    (planta, eleva&ccedil;&otilde;es), as figura&ccedil;&otilde;es de valores mat&eacute;ricos    (&aacute;gua, pedra, madeira) ou das fun&ccedil;&otilde;es e pesos gr&aacute;ficos    de linhas especificando planos, proje&ccedil;&otilde;es ou ordenamento geom&eacute;trico.<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para compreendermos    o desenho como um moderno instrumento cultural n&atilde;o podemos negligenciar,    sobretudo entre a segunda metade do s&eacute;culo XV e todo o s&eacute;culo    XVI, o compromisso que arquitetos e engenheiros interessados na arte de edificar    estabelecem com o grande legado antigo, com o patrim&ocirc;nio edificado dir&iacute;amos    n&oacute;s hoje, na representa&ccedil;&atilde;o dos seus valores construtivos    e ornamentais.<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a> A representa&ccedil;&atilde;o    dos sistemas construtivos antigos &eacute; comprometida com a mesma necessidade    de uma leitura intelig&iacute;vel dos sistemas ornamentais: alguns autores s&atilde;o    not&aacute;veis nesse sentido, como por exemplo a obra de Antonio da Sangallo    il Giovane.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Arquiteto respons&aacute;vel    pela constru&ccedil;&atilde;o da grande bas&iacute;lica vaticana ap&oacute;s    a morte de Rafaello Sanzio em 1520, Antonio da Sangallo il Giovane, em grande    parte dos seus desenhos, seja sobre o patrim&ocirc;nio arquitet&ocirc;nico de    matriz romana, quanto para seus pr&oacute;prios projetos, sintetiza a construtibilidade    de estruturas e ornatos. Os desenhos sobre o Coliseu ou aqueles para a conclus&atilde;o    da Bas&iacute;lica original de Bramante em Roma demonstram que o desenho deve    geral uma capacidade intelig&iacute;vel e articulada entre as propor&ccedil;&otilde;es    e formas, entre as solu&ccedil;&otilde;es estruturais e o conjunto de espa&ccedil;os    e ambientes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O s&eacute;culo    XVI europeu ser&aacute; o centen&aacute;rio inaugural de uma nova modalidade    da representa&ccedil;&atilde;o da arquitetura: o livro impresso. Desde a primeira    edi&ccedil;&atilde;o ilustrada de Vitr&uacute;vio em 1511 por Fra Giocondo<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>    at&eacute; aquela vers&atilde;o de Giovanni Rusconi,<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a>    poderemos acompanhar todos os desdobramentos da representa&ccedil;&atilde;o    arquitet&ocirc;nica, com as demonstra&ccedil;&otilde;es dos princ&iacute;pios    euclidianos para a composi&ccedil;&atilde;o de formas geom&eacute;tricas, o    repert&oacute;rio das modenaturas e ordens arquitet&ocirc;nicas, e os aspectos    da constru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Palladio e Serlio    certamente ocupam um lugar central nesse s&eacute;culo da Arquitetura Cl&aacute;ssica    impressa. Se olharmos com aten&ccedil;&atilde;o a prancha X do livro II de Palladio,    para a Villa Thiene,<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a> ou    a grande prancha para o Coliseu no livro III de Sebastiano Serlio,<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>    os nossos arquitetos tratadistas utilizam de um recurso muito moderno, a dupla    representa&ccedil;&atilde;o de partes sim&eacute;tricas do edif&iacute;cio,    apontando a harmonia entre a concep&ccedil;&atilde;o ornamental, estrutural    e t&eacute;cnica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Uma metodologia    para lermos os desenhos coloniais no Brasil</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda nos falta    um cat&aacute;logo sistematizado dos desenhos arquitet&ocirc;nicos no &acirc;mbito    da col&ocirc;nia brasileira. Desde a publica&ccedil;&atilde;o do estudioso portugu&ecirc;s    Alberto Iria sobre a <i>Iconografia brasileira</i> em 1965<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>    at&eacute; os grandes projetos que culminaram direta ou indiretamente com comemora&ccedil;&atilde;o    dos Descobrimentos Portugueses, em 2000,<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>    os desenhos coloniais brasileiros certamente permitiram grandes avan&ccedil;os    interpretativos para a nossa Hist&oacute;ria da Arquitetura. Acreditamos que    uma metodologia de estudo sobre esses desenhos deve ser constru&iacute;da a    partir de todas as experi&ecirc;ncias at&eacute; agora estabelecidas, como tamb&eacute;m,    &eacute; o momento de avan&ccedil;armos para certas an&aacute;lises sob a perspectiva    da Hist&oacute;ria da T&eacute;cnica que ainda n&atilde;o foram explorados sistematicamente.    Apontamos para quatro abordagens:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primeira, unidade    de mensura&ccedil;&atilde;o: esse &eacute; um dos aspectos mais centrais no    universo da constru&ccedil;&atilde;o ainda nos dias de hoje, ou seja, a determina&ccedil;&atilde;o    das grandezas formais da Arquitetura por meio de um par&acirc;metro que indique    todas as medidas, por seus m&uacute;ltiplos e fra&ccedil;&otilde;es, tornando-se    o principal dado de refer&ecirc;ncia desde a elabora&ccedil;&atilde;o at&eacute;    os pagamentos por execu&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio. A mais conhecida    proposta para uma compreens&atilde;o dessas unidades de mensura&ccedil;&atilde;o    em Minas colonial adv&eacute;m do cl&aacute;ssico Gloss&aacute;rio, organizado    por Afonso &Aacute;vila entre outros.<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a>    No desenho, a unidade de mensura&ccedil;&atilde;o &eacute; poucas vezes indicada    objetivamente nas larguras, comprimentos ou alturas, mas, predominantemente,    na apresenta&ccedil;&atilde;o de uma escala gr&aacute;fica, uma r&eacute;gua    que demarca progressivamente os valores lineares que servem de modo proporcional    a todo o desenho, a sua "escala", a sua redu&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    ao tamanho original.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f06.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segunda, o confronto    entre os desenhos e as respectivas obras edificadas: no Brasil n&oacute;s temos    uma cultura profissional entre arquitetos e t&eacute;cnicos da preserva&ccedil;&atilde;o    muito rarefeita ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; representa&ccedil;&atilde;o    exata do nosso patrim&ocirc;nio edificado. Logo, &eacute; muito dif&iacute;cil    encontrarmos acervos, gr&aacute;ficos e ou digitais, disponibilizados para os    estudiosos mesmo sobre os nossos maiores &iacute;cones dos bens edificados.    Se essas plantas existem geralmente repousam em grandes processos para restauro,    e t&ecirc;m pouca chance de serem publicadas. O pr&oacute;prio IPHAN n&atilde;o    solicita arquivos digitais vetorizados de levantamentos para projetos de restauro    a serem beneficiados pela Lei Rouanet. No caso da arquitetura setecentista de    Minas Gerais, grande parte dos estudos recentes que utilizam o desenho como    base para suas interpreta&ccedil;&otilde;es ainda recorrem a Paulo F. Santos    e sua tese de livre doc&ecirc;ncia dos anos de 1940.<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    Assim, confrontar um desenho, e quando isso &eacute; poss&iacute;vel, com a    sua respectiva edifica&ccedil;&atilde;o, &eacute; um passo tamb&eacute;m fundamental    para verificarmos a consist&ecirc;ncia formal e t&eacute;cnica das ideias propostas.    N&atilde;o &eacute; uma tarefa simples obviamente, pela assimetria de dificuldade    entre verificar medidas e solu&ccedil;&otilde;es em um desenho, na palma da    m&atilde;o, e em um edif&iacute;cio acabado em toda a sua grandeza espacial.    Mas tal confronto permitir&aacute; avaliarmos certamente muitas diverg&ecirc;ncias    que resultavam daquela tens&atilde;o cotidiana na rela&ccedil;&atilde;o entre    os in&uacute;meros empreendimentos edif&iacute;cios religiosos, por exemplo,    entre Minas e a Torre do Tombo.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Terceira abordagem,    descrever o repert&oacute;rio ornamental: toda a arquitetura monumental constru&iacute;da,    desenhada, ou mesmo apenas descrita em peti&ccedil;&otilde;es ou relat&oacute;rios    no Brasil colonial se comprometeu em sua ess&ecirc;ncia com o l&eacute;xico    da tradi&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica moderna. Ou seja, mesmo nas mais sutis    eleva&ccedil;&otilde;es ou acabamentos de fachadas sempre teremos algumas das    oito modenaturas cl&aacute;ssicas que os tratadistas do Renascimento europeu    designaram em seus projetos e tratados. Para al&eacute;m das modenaturas temos    as cinco ordens arquitet&ocirc;nicas e suas deriva&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis,    as pe&ccedil;as ornamentais aut&ocirc;nomas como &acirc;nforas e vasos, os conjuntos    de recursos mais funcionais como os bala&uacute;stres, ou seja, um vasto repert&oacute;rio    onde as articula&ccedil;&otilde;es sint&aacute;ticas podem ou n&atilde;o receber    certas "inova&ccedil;&otilde;es" como ocorreu mesmo na It&aacute;lia ainda no    s&eacute;culo XVI. Seja dentro das regras ou das liberdades assumidas aqui no    Brasil, o emprego do vocabul&aacute;rio cl&aacute;ssico em nossa arquitetura    &eacute; certamente o atestado mais essencial do compartilhamento, entre os    dois lados do Atl&acirc;ntico, dos mesmos ide&aacute;rios formais e est&eacute;ticos.    Nos desenhos arquitet&ocirc;nicos coloniais a anota&ccedil;&atilde;o do repert&oacute;rio    ornamental, mesmo que sum&aacute;ria ou esquematizada, est&aacute; sempre presente    e orienta, certamente, as primeiras impress&otilde;es das escalas e das propor&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quarta, a compreens&atilde;o    do sistema construtivo: essa abordagem talvez seja bem mais exemplificada quando    analisamos um desenho muito conhecido da Arquitetura colonial em Minas Gerais,    a se&ccedil;&atilde;o longitudinal da capela-mor da Ordem Terceira de S&atilde;o    Francisco da Penit&ecirc;ncia de Ouro Preto, atribu&iacute;da pelo IPHAN ao    Aleijadinho.<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/vh/v27n46/08f07.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este desenho traz    uma informa&ccedil;&atilde;o de grande originalidade sobre as solu&ccedil;&otilde;es    construtivas geralmente apresentadas nos nossos registros coloniais: trata-se    da representa&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica da constru&ccedil;&atilde;o    das estruturas mur&aacute;rias desenvolvida em grande parte das constru&ccedil;&otilde;es,    sejam monumentais que dom&eacute;sticas, a "opus" mineira que consiste no revezamento    de pedras sobrepostas criando uma coer&ecirc;ncia de engastes assim&eacute;tricos.    Podemos notar, de fato, no desenho dessa capela-mor dois tipos de alvenarias    de pedra, aquela &agrave; esquerda, que encerra a &aacute;rea posterior do altar-mor    quando s&atilde;o dois alinhamentos de sobreposi&ccedil;&otilde;es que se intercalam    e, &agrave; direita, acima do arco cruzeiro, vemos a configura&ccedil;&atilde;o    em linha de tr&ecirc;s pedras que se intercalam em uma espessura de parede mais    significativa. Ainda neste detalhe acima do arco cruzeiro, podemos notar a arte    da cantaria em sua plena express&atilde;o: blocos de pedra que articulam modenaturas    externas para a capela e para a nave, dispondo o tamb&eacute;m o acabamento    em almofadas do intradorso do arco. O pequeno fragmento da estrutura da cobertura    tamb&eacute;m &eacute; enigm&aacute;tico pela sua quase minimalista presen&ccedil;a    sobre a c&uacute;pula de aresta da capela-mor, por&eacute;m, indica claramente    a cota da trave horizontal como limite superior desse ambiente. Nesse &uacute;nico    desenho podemos ver a mobiliza&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias t&eacute;cnicas:    a carpintaria, a cantaria, o estuque cujo perfil sutil&iacute;ssimo configura    o extradorso da c&uacute;pula.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Poderemos ainda    somar, aos desenhos coloniais da nossa Arquitetura, outros registros visuais    que possuem tamb&eacute;m um valor documental interessante, j&aacute; no &acirc;mbito    da frui&ccedil;&atilde;o, da fortuna cr&iacute;tica das t&eacute;cnicas de edificar    no Brasil, especialmente no s&eacute;culo XVIII e in&iacute;cio do XIX como    os desenhos dos viajantes, e destacamos dois entre os melhores, o ingl&ecirc;s    Willian Burchell e o alem&atilde;o Rugendas, ou ainda, dos nossos modernistas    que se engajaram na preserva&ccedil;&atilde;o do nosso patrim&ocirc;nio com    uma compreens&atilde;o muitas vezes baseada no registro gr&aacute;fico, como    o pioneiro Jos&eacute; Wasth Rodrigues, L&uacute;cio Costa, Paulo F. Santos    e Sylvio de Vasconcellos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em: 27/07/2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Organiza&ccedil;&atilde;o:    Jos&eacute; Newton Coelho Meneses    <br>   <a name="back"></a><a href="#top">*</a> Autor convidado.    <!-- ref --><br>   <a name="back1"></a><a href="#top1">1</a> HOLANDA F. de. Lembran&ccedil;a ao    muyto Serenissimo e Christianissimo Rey Dom Sebastiam..., 1571, f.37r.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0104-8775201100020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Apud:    BUENO, Beatriz P.Siqueira. Desenhar (projetar) em Portugal e Brasil nos s&eacute;culos    XVI-XVIII. <i>Cadernos de Pesquisa do LAP</i>, FAU/USP, n.36, p.7, julho-dezembro    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S0104-8775201100020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> OLIVEIRA, M&aacute;rio Mendon&ccedil;a    de. <i>Desenho de arquitetura pr&eacute;-Renascentista.</i> Salvador: Edufba,    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0104-8775201100020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> DOCCI, Mario e MAESTRI, Diego. <i>Storia    del rilevamento architettonico e urbano</i>. Bari: Laterza, 1993, p.26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S0104-8775201100020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Cf. a edi&ccedil;&atilde;o e tradu&ccedil;&atilde;o    de Carreira, Eduardo. <i>Estudos de iconografia medieval</i>: o caderno de Villard    de Honnecourt, arquiteto do s&eacute;culo XIII. Bras&iacute;lia: Editora da    UNB, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0104-8775201100020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> Certamente a mais importante antologia    de desenhos e estudos derivou de um cat&aacute;logo para a exposi&ccedil;&atilde;o    no Palazzo Grassi em 1994: MILLON, H. e LAMPUGNANI, V. M. <i>Rinascimento -    da Brunelleschi a Michelangelo</i>: la rappresentazione dell'architettura. Mil&atilde;o:    Bompiani, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0104-8775201100020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> FRA GIOCONDO, M. <i>Vitrvvius per    Iocvndvm solito castigatior factvs cvm figvris et tabvla vt iam legi et intellegi    possit</i>. Veneza, 1511. C&oacute;pia em microfilme na Biblioteca Cicognara    - UNICAMP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0104-8775201100020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> RUSCONI, Gio Antonio. <i>Dell'architettura    di Gio Antonio Rusconi</i>. Veneza: Gioliti, 1590. C&oacute;pia em microfilme    na Biblioteca Cicognara - UNICAMP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0104-8775201100020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> A. PALLADIO. <i>I quattro libri di    Architettura</i>. Veneza, 1570, Liv.II, p.15. C&oacute;pia em microfilme na    Biblioteca Cicognara - UNICAMP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0104-8775201100020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> SERLIO, S. <i>Il Terzo libro di Sabastiano    Serlio Bolognese, nel qual si figurano, e descrivono le antiquit&agrave; di    Roma, e le altre che sono in Italia, e fuori d'Italia</i>. Veneza: Francesco    Marcolini da Forli, 1540, p.44-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0104-8775201100020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> C&oacute;pia em microfilme na Biblioteca    Cicognara - UNICAMP.    <br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> IRIA, Alberto. Invent&aacute;rio    da iconografia brasileira existente no Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino.    <i>Revista Stvdia</i>, n.16, p.111-152, 1965.    <br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> Destacamos as antologias organizadas    pela <i>Revista Oceanos</i> (Lisboa) e sobretudo pelo Projeto Resgate que digitalizou    os fundos do Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino desde 1995.    <!-- ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> &Aacute;VILA, Affonso; GONTIJO,    Jo&atilde;o Marcos Machado e MACHADO, Reinaldo Guedes. <i>Barroco mineiro</i>:    gloss&aacute;rio de arquitetura e ornamenta&ccedil;&atilde;o. Belo Horizonte/Rio    de Janeiro: Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro/Funda&ccedil;&atilde;o    Roberto Marinho/Companhia Editora Nacional, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0104-8775201100020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Ap&ecirc;ndice: Medidas de    Comprimento e Peso.    <!-- ref --><br>   <a name="back13"></a><a href="#top13">13</a> SANTOS, Paulo F. <i>Subs&iacute;dios    para o estudo da Arquitetura religiosa de Ouro Preto</i>. Rio de Janeiro: Livraria    Kosmos, 1951.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0104-8775201100020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> Sobre isso ver os desenhos da pretendida    nova Capela mor da matriz da ent&atilde;o Casa Branca, hoje Glaura, em meados    do XVIII, estudados por BASTOS, Rodrigo de Almeida. <i>A maravilhosa f&aacute;brica    de virtudes</i>: o decoro na arquitetura religiosa de Vila Rica, Minas Gerais    (1711-1822). S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo, 2009, p.89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0104-8775201100020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    (Arquitetura e Urbanismo, Tese de doutorado).    <br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> Acervo do Museu da Inconfid&ecirc;ncia.</font></p>      ]]></body><back>
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