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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A preparação dos agentes de informação e a ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The training of information agents and the civil-military dictatorship in Brazil (1964-1985)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal Fluminense Pesquisadora do Núcleo de Estudos Contemporâneos ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article analyzes the training of information and repression agents who acted in civil and military public institutions during last Brazilian dictatorship. In order to do so, we focus on changes occurred in military ideas under the influence of United States and France. We also examine the organization of the new courses in Escola Superior de Guerra (ESG) and Escola Nacional de Informações (EsNI), the later created by the civil-military dictatorship. A third aspect under analysis is the interactions between Brazilian agents and foreigner military officials through training in Brazilian territory as well as outside the country. This had been of fundamental importance for the articulation of Condor Plan, which gathered Southern Cone dictatorships actions in persecution of political opponents through borders.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>DOSSI&Ecirc;:    HIST&Oacute;RIA E INTELIG&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>A    prepara&ccedil;&atilde;o dos agentes de informa&ccedil;&atilde;o e a ditadura    civil-militar no Brasil (1964-1985)<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The training    of information agents and the civil-military dictatorship in Brazil (1964-1985)<a href="#backa"><sup>**</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Samantha Viz    Quadrat</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professora Adjunta    de Hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Contempor&acirc;nea. Pesquisadora do N&uacute;cleo    de Estudos Contempor&acirc;neos (NEC). Universidade Federal Fluminense. Rua    Miguel de Frias, 9, Icara&iacute;, Niter&oacute;i, RJ, CEP 24210-380. <a href="mailto:samantha.quadrat@gmail.com">samantha.quadrat@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo analisa    a forma&ccedil;&atilde;o dos agentes de informa&ccedil;&atilde;o e/ou repress&atilde;o    que atuaram em depend&ecirc;ncias p&uacute;blicas civis e/ou militares durante    a &uacute;ltima ditadura brasileira (1964-1985). Para isso, analisamos as mudan&ccedil;as    ocorridas no pensamento militar sob a influ&ecirc;ncia estadunidense e francesa,    bem como a cria&ccedil;&atilde;o de cursos, como os ministrados na Escola Superior    de Guerra (ESG) e na Escola Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es (ESNI), esta    &uacute;ltima uma cria&ccedil;&atilde;o da ditadura civil-militar brasileira.    Um terceiro aspecto analisado diz respeito ao contato estabelecido com oficiais    estrangeiros atrav&eacute;s do oferecimento de treinamento em territ&oacute;rio    nacional e/ou no envio de brasileiros para a realiza&ccedil;&atilde;o de cursos    fora do pa&iacute;s. Consideramos este &uacute;ltimo ponto como fundamental    para a cria&ccedil;&atilde;o do Plano Condor, a a&ccedil;&atilde;o conjunta    das ditaduras do Cone Sul na persegui&ccedil;&atilde;o aos oponentes pol&iacute;ticos    al&eacute;m das suas fronteiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Ditadura, Brasil, servi&ccedil;os secretos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The article analyzes    the training of information and repression agents who acted in civil and military    public institutions during last Brazilian dictatorship. In order to do so, we    focus on changes occurred in military ideas under the influence of United States    and France. We also examine the organization of the new courses in Escola Superior    de Guerra (ESG) and Escola Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es (EsNI), the    later created by the civil-military dictatorship. A third aspect under analysis    is the interactions between Brazilian agents and foreigner military officials    through training in Brazilian territory as well as outside the country. This    had been of fundamental importance for the articulation of Condor Plan, which    gathered Southern Cone dictatorships actions in persecution of political opponents    through borders.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Dictatorship, Brazil, secret services</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A segunda metade    do s&eacute;culo XX pode ser apontada como um per&iacute;odo de enfrentamento    e lutas pol&iacute;ticas, especialmente entre os anos 1960 e 1980, no Cone Sul    da Am&eacute;rica Latina. As ditaduras marcaram a trajet&oacute;ria do Paraguai    (1954), Brasil (1964), Argentina (1966 e 1976), Uruguai (1973) e Chile (1973).<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    Nesses anos, a viol&ecirc;ncia, ainda que n&atilde;o seja uma exclusividade    dos governos autorit&aacute;rios da regi&atilde;o, foi uma das principais caracter&iacute;sticas    da vida pol&iacute;tica, tornando a tortura e outras formas de viola&ccedil;&otilde;es    dos direitos humanos uma pr&aacute;tica institucionalizada de Estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais ditaduras    e seus processos de justi&ccedil;a de transi&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido    permanentemente alvos de compara&ccedil;&atilde;o. Muito se discute sobre como    um pa&iacute;s "avan&ccedil;ou" enquanto outro ficou "para tr&aacute;s" no processo    de revis&atilde;o do passado. Contudo, acreditamos que tais "avan&ccedil;os"    e "atrasos" correspondam &agrave;s formas como cada ditadura se estruturou,    &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas com a sociedade enquanto o governo    perdurou e aos pr&oacute;prios processos de transi&ccedil;&atilde;o &agrave;    democracia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    uma das principais caracter&iacute;sticas da ditadura brasileira foi o forte    investimento no bin&ocirc;mio informa&ccedil;&atilde;o-repress&atilde;o. Para    isso, criou uma bem estruturada "comunidade de informa&ccedil;&otilde;es"<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>    e na busca de legitimidade legislou intensamente ao longo de toda a sua dura&ccedil;&atilde;o.<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    import&acirc;ncia do bin&ocirc;mio, o objetivo deste artigo &eacute; justamente    discutir uma das caracter&iacute;sticas que a nosso ver muito marcou a ditadura    brasileira, a saber: a prepara&ccedil;&atilde;o dos quadros que atuavam, seja    em &acirc;mbito militar ou civil, nos servi&ccedil;os de intelig&ecirc;ncia    e/ou repress&atilde;o pol&iacute;tica. Tal forma&ccedil;&atilde;o era realizada    tanto em cursos realizados no Brasil quanto no exterior. Aos cursos aqui descritos    e analisados uniam-se, no caso militar, a pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o    e os cursos preparat&oacute;rios, como os ministrados pela Escola de Aperfei&ccedil;oamento    de Oficiais (EsAO) e pela Escola de Comando e Estado-Maior do Ex&eacute;rcito    (ECEME). No entanto, antes de iniciarmos a nossa an&aacute;lise, outro fator    importante que devemos destacar &eacute; que nem todos os homens que atuaram    na intelig&ecirc;ncia e/ou repress&atilde;o tiveram a mesma forma&ccedil;&atilde;o.    Como veremos no decorrer deste texto, na maioria das vezes os cursos eram ministrados    de acordo com a patente ou posto ocupado dentro da esfera civil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>As transforma&ccedil;&otilde;es    no pensamento militar</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o t&eacute;rmino    da Segunda Guerra Mundial e o in&iacute;cio da Guerra Fria ocorreram transforma&ccedil;&otilde;es    importantes nas For&ccedil;as Armadas latino-americanas, que pouco a pouco abandonaram    o car&aacute;ter nacional assumindo uma postura internacionalista de combate    &agrave; "subvers&atilde;o". As transforma&ccedil;&otilde;es no pensamento militar    e na forma de combate &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o tiveram origens em duas    correntes: a francesa e a norte-americana.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Autores, como Joseph    Comblin,<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a> conceituam o conjunto    dessas transforma&ccedil;&otilde;es como "ideologia da seguran&ccedil;a nacional",    enquanto Alfred Stepan<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a> o    cunhou de "novo profissionalismo".<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A nova conduta    militar seria marcada por um alto grau de politiza&ccedil;&atilde;o, pelo incentivo    &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que havia a capacidade de interven&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica nos destinos do pa&iacute;s e pelo abandono da ideia de "interven&ccedil;&atilde;o    cir&uacute;rgica". Ou seja, com a doutrina da seguran&ccedil;a nacional os integrantes    das For&ccedil;as Armadas passaram a se ver como militares e ao mesmo tempo    administradores, e a quest&atilde;o do desenvolvimento do pa&iacute;s passou    a estar intimamente ligada &agrave; seguran&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No quesito seguran&ccedil;a    nacional, alvo deste artigo, um ponto se destacava: o combate ao comunismo se    daria em v&aacute;rias esferas, inclusive militar, pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica    e psicossocial. Uma das principais altera&ccedil;&otilde;es da doutrina consistia    na formula&ccedil;&atilde;o do conceito de inimigo de interno. O que deveria    ser combatido n&atilde;o era mais um ex&eacute;rcito com outra bandeira ou outra    farda, mas sim uma ideia. A mudan&ccedil;a na concep&ccedil;&atilde;o de inimigo    tamb&eacute;m acabou gerando a percep&ccedil;&atilde;o da necessidade de novas    estrat&eacute;gias de combate. Com isso, as For&ccedil;as Armadas dos pa&iacute;ses    que adotaram a doutrina da seguran&ccedil;a nacional passaram a intervir cada    vez mais na vida pol&iacute;tica e a fazer altos investimentos na &aacute;rea    de informa&ccedil;&atilde;o e seguran&ccedil;a interna.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    se at&eacute; ent&atilde;o as For&ccedil;as Armadas estavam voltadas para a    defesa das fronteiras, com o novo contexto hist&oacute;rico mundial e diante    da "amea&ccedil;a comunista", ocorreu a internaliza&ccedil;&atilde;o do conceito    de inimigo e, ao mesmo tempo, uma <i>internacionaliza&ccedil;&atilde;o</i> do    combate.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para conter o avan&ccedil;o    desse "inimigo" e se manter no poder, os militares procuraram exercer um excessivo    controle na vida da sociedade civil. Isso acarretou um grande investimento no    setor de informa&ccedil;&otilde;es que, em alguns casos, al&eacute;m da coleta    e processamento da informa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ficou respons&aacute;vel    por exercer a repress&atilde;o.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A doutrina da seguran&ccedil;a    nacional recorrentemente tem sido caracterizada como a grande respons&aacute;vel    pelas torturas ocorridas nas ditaduras. Sem d&uacute;vida, a conceitua&ccedil;&atilde;o    de inimigo interno teve grande impacto na viol&ecirc;ncia pol&iacute;tica na    regi&atilde;o. No entanto, em recentes trabalhos, Jo&atilde;o Roberto Martins    Filho tem apontado a forte influ&ecirc;ncia francesa no que diz respeito &agrave;    repress&atilde;o.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a> N&atilde;o    &eacute; a primeira vez que os franceses s&atilde;o trazidos &agrave; tona,    nos livros <i>Las locas de la Plaza de Mayo</i><a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>    <i> e Seguridad Nacional y sedici&oacute;n militar</i><a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>    a presen&ccedil;a francesa tanto em treinamentos quanto em a&ccedil;&otilde;es    repressivas j&aacute; havia aparecido.<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O insucesso franc&ecirc;s    nas guerras de liberta&ccedil;&atilde;o do Vietn&atilde; e da Indochina deixou    profundas marcas e decep&ccedil;&otilde;es no ex&eacute;rcito e o combate no    territ&oacute;rio argelino levou a uma mudan&ccedil;a significativa nas tropas    francesas. O conceito de <i>guerra revolucion&aacute;ria</i> passou a ser profundamente    estudado pelos militares franceses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em maio de 1958,    o governo franc&ecirc;s, atrav&eacute;s do ministro de Defesa, Jacques Chaban-Delmas,    criou o Centro de Treinamento em Guerra Subversiva. O principal manual da escola    seria <i>A guerra moderna</i> do coronel Roger Trinquier, que justificou a tortura    como uma arma de guerra anti-subversiva, pois "ao ser preso, o terrorista sabe    que ser&aacute; interrogado, que n&atilde;o ter&aacute; escapat&oacute;ria.    Para ele, chegou a hora da verdade".<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os primeiros latino-americanos    a entrarem em contato com a nova doutrina foram os argentinos e brasileiros    que estudavam na Escola de Guerra de Paris. Em 1956, o ent&atilde;o coronel    Carlos J. Rosas assumiu a subdire&ccedil;&atilde;o da Escola Superior de Guerra    na Argentina. Rosas havia sido adido militar na embaixada argentina da Fran&ccedil;a,    oportunidade que entrou em contato com as novas concep&ccedil;&otilde;es francesas    de combate. Quando retornou &agrave; Argentina e assumiu seu trabalho na Escola    Superior de Guerra promoveu uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as: buscou reformular    uma s&eacute;rie de conceitos, cursos e publica&ccedil;&otilde;es;<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    convidou militares franceses - como Fran&ccedil;ois Badie, Patrice de Naurois,    Robert Bentresque e Jean Nougues - para darem cursos e/ou prestarem algum tipo    de assessoria na Escola; bem como reformulou a revista da institui&ccedil;&atilde;o,    que passou a publicar artigos sobre guerra revolucion&aacute;ria e guerra at&ocirc;mica    etc.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1961 ocorreu    na Argentina o Primeiro Curso Interamericano de Guerra Contrarrevolucion&aacute;ria.    O curso contou com a presen&ccedil;a de militares de 14 pa&iacute;ses, inclusive    brasileiros<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a> e estadunidenses.    Na cerim&ocirc;nia de abertura, o general de brigada Carlos Turolo invocou o    esp&iacute;rito da "solidariedade internacional com os povos das Am&eacute;ricas    (...) &#91;que est&atilde;o diante da&#93; (...) necessidade imperiosa de coordenar    a&ccedil;&otilde;es, deter e combater o inimigo comum, o comunismo".<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a influ&ecirc;ncia    francesa no Brasil podemos afirmar que, do mesmo modo que a Argentina, os contatos    brasileiros tiveram in&iacute;cio no final dos anos 1950 e vieram a exercer    profunda influ&ecirc;ncia no golpe civil-militar de 1964, como avalia o general    Oct&aacute;vio Costa:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Comete-se grande      injusti&ccedil;a debitando aos americanos a inspira&ccedil;&atilde;o do movimento      de 64. Acho que o pensamento franc&ecirc;s influenciou mais. A guerra que      se estudava nas escolas francesas era a guerra insurrecional, a guerra revolucion&aacute;ria.      Como nunca deixamos de mandar estudantes &agrave; Escola Superior de Guerra      de Paris, nossos oficiais voltaram com esse material na m&atilde;o, toda a      racionaliza&ccedil;&atilde;o francesa sobre o assunto. Isso entrou pelo canal      da nossa ESG, e foi ela que lan&ccedil;ou as id&eacute;ias sobre as guerras      insurrecional e revolucion&aacute;ria e passou a nelas identificar o quadro      da nossa pr&oacute;pria poss&iacute;vel guerra. Para n&oacute;s ainda n&atilde;o      havia uma guerra nuclear, a guerra convencional j&aacute; estava ultrapassada.      Mas havia uma guerra que nos parecia estar aqui dentro. Era a guerra que acendia      o estopim da revolta nos campos e a insatisfa&ccedil;&atilde;o popular nas      cidades. Via-se nela um retrato daquilo que fora estudado por (Gabriel) Bonnet,      Tamb&eacute;m havia o testemunho dos portugueses sobre sua experi&ecirc;ncia      em Angola. Isso tudo contribuiu para a formula&ccedil;&atilde;o da nossa pr&oacute;pria      doutrina de guerra revolucion&aacute;ria, que resultou no movimento militar      de 64.<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim como avalia    o coronel Adyr Fi&uacute;za de Castro: "&#91;j&aacute; no tempo de JK&#93; mand&aacute;vamos    &#91;homens&#93; para v&aacute;rios lugares, principalmente para a Inglaterra    e Fran&ccedil;a, e, sobretudo, para aprenderem t&eacute;cnicas de interrogat&oacute;rio".<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1962, entre    31 de Agosto e 05 de Novembro, foi organizado um curso para sessenta oficiais    das cinco se&ccedil;&otilde;es do Estado-Maior do Ex&eacute;rcito (EME), vinte    oficiais das quatro diretorias do Ex&eacute;rcito e cinco oficiais da Marinha    e da Aeron&aacute;utica. As aulas foram ministradas no pr&eacute;dio do EME,    no Rio de Janeiro. O curso possu&iacute;a basicamente o mesmo programa do curso    que fora realizado na Argentina, salvo as adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;s    quest&otilde;es nacionais.<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>    Algumas palestras foram ministradas pelos militares que estiveram na Argentina    e que remetem na bibliografia ao uso das notas do Primeiro Curso Interamericano    de Guerra Contrarrevolucion&aacute;ria - Escola Superior de Guerra - Buenos    Aires - Argentina.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As palestras do    curso foram publicadas no livro Guerra Revolucion&aacute;ria, 2ª Se&ccedil;&atilde;o    da EMAer.<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a> Na palestra    de Danilo da Cunha E. Mello, o tenente-coronel chama a nossa aten&ccedil;&atilde;o    para o fato de que a "guerra revolucion&aacute;ria est&aacute; desencadeada,    praticamente, em todos os pa&iacute;ses do mundo, ela existe e vive no subterr&acirc;neo,    pois se caracteriza na luta entre os dois mundos ideol&oacute;gicos - ocidental    e oriental".<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a> Em tom alarmante    pergunta:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil a quem      cabe contrapor-se &agrave; guerra revolucion&aacute;ria? Eis uma pergunta      que n&atilde;o estamos em condi&ccedil;&otilde;es de responder integralmente,      pois podemos afirmar que realizam algo nesse sentido: as For&ccedil;as Armadas,      a Igreja, as diferentes Pol&iacute;cias de Ordem Pol&iacute;tica e Social,      os Partidos Pol&iacute;ticos realmente democr&aacute;ticos e as classes mais      conservadoras.<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim como a influ&ecirc;ncia    francesa, a doutrina estadunidense representou para as For&ccedil;as Armadas    um novo caminho a ser pensado dentro da institui&ccedil;&atilde;o militar. Sob    esses novos olhares foram ministrados os cursos doravante analisados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>As primeiras    reflex&otilde;es sobre a forma&ccedil;&atilde;o dos agentes</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A chegada dos militares    ao poder em 31 de mar&ccedil;o de 1964 n&atilde;o significou o in&iacute;cio    da montagem do sistema de informa&ccedil;&otilde;es e a prepara&ccedil;&atilde;o    dos seus agentes.<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a> Suas    origens remontam ao per&iacute;odo democr&aacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O primeiro &oacute;rg&atilde;o    com essa fun&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s foi o Servi&ccedil;o Federal de    Informa&ccedil;&otilde;es e Contra-Informa&ccedil;&otilde;es (SFICI). Criado    pelo Decreto n.º 44.489, de 15 de Setembro de 1958, o SFICI estava subordinado    &agrave; Secretaria Geral do Conselho de Seguran&ccedil;a Nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o    do SFICI veio preencher uma lacuna, pois at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o    havia um &oacute;rg&atilde;o central de informa&ccedil;&otilde;es na Uni&atilde;o.    Os minist&eacute;rios militares contavam com um setor especializado, mas voltado    principalmente para as quest&otilde;es internas da For&ccedil;a ou b&eacute;licas.    Para as quest&otilde;es pol&iacute;ticas havia o Departamento de Ordem Pol&iacute;tica    e Social (DOPS), ligado ao Departamento Federal de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica    (D.F.S.P.). Tanto um quanto o outro sofreram altera&ccedil;&otilde;es em sua    compet&ecirc;ncia ao longo dos anos, o que n&atilde;o impediu que o DOPS<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>    acumulasse em seus arquivos importantes informa&ccedil;&otilde;es sobre a movimenta&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica, sindical e estudantil do pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo as palavras    de Alves Filho,</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O SFICI deveria      funcionar como uma ag&ecirc;ncia central processando informes ou informa&ccedil;&otilde;es      recebidas de todas as ag&ecirc;ncias do pa&iacute;s, por ele coordenadas.      Deveria, portanto, coordenar-se com as Se&ccedil;&otilde;es de Seguran&ccedil;a      Nacional dos Minist&eacute;rios Civis, o Departamento Nacional de Seguran&ccedil;a      P&uacute;blica, os DOPS e Secretarias de Seguran&ccedil;a dos Estados, Entidades      paraestatais, autarquias e sociedades mistas.<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra fun&ccedil;&atilde;o    do SFICI era o apoio ao Grupo de Estudos e Planejamento (GEP), criado pelo Decreto    n.º 45.040, de 06 de Dezembro de 1958, com as seguintes finalidades: promover    ou realizar os necess&aacute;rios estudos de todos os problemas relativos &agrave;    Seguran&ccedil;a Nacional, elaborar as diretrizes governamentais relativas aos    problemas encontrados e opinar sobre quaisquer assuntos ligados &agrave; Seguran&ccedil;a    Nacional.<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com uma estrutura    reduzida, em compara&ccedil;&atilde;o a que vai ter o Servi&ccedil;o Nacional    de Informa&ccedil;&otilde;es (SNI),<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a>    e sem verbas pr&oacute;prias,<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a>    o SFICI era composto por uma chefia e mais quatro subse&ccedil;&otilde;es: exterior,    interior, opera&ccedil;&otilde;es e seguran&ccedil;a interna. No decorrer dos    anos de exist&ecirc;ncia do SFICI a preocupa&ccedil;&atilde;o com os problemas    internos superaram as inquieta&ccedil;&otilde;es com o que ocorria para al&eacute;m    das fronteiras brasileiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Afora o SFICI,    que era subordinado &agrave; Junta Coordenadora de Informa&ccedil;&otilde;es    (JCI),<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a> havia tamb&eacute;m    os servi&ccedil;os de informa&ccedil;&otilde;es militares, consagrados no formato    franc&ecirc;s das segundas se&ccedil;&otilde;es presentes nos Estados Maiores    das For&ccedil;as Armadas (EMFA), na Aeron&aacute;utica, no Ex&eacute;rcito    e na Marinha.<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a> Eram ao    todo cinco se&ccedil;&otilde;es com atribui&ccedil;&otilde;es diversas, como:    pessoal, informa&ccedil;&atilde;o, opera&ccedil;&otilde;es, apoio log&iacute;stico    e rela&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas.<a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a>    Cabe destacar que no ent&atilde;o minist&eacute;rio da Guerra havia a 2ª Divis&atilde;o    e no minist&eacute;rio da Marinha, o CENIMAR,<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a>    respons&aacute;veis pelo assessoramento direto dos seus respectivos ministros    acerca de assuntos considerados de seguran&ccedil;a interna, tais como: atividades    pol&iacute;ticas de militares, sindicatos e estudantes.<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi dentro dessa    estrutura que tiveram in&iacute;cio os primeiros cursos de forma&ccedil;&atilde;o    dos agentes de informa&ccedil;&otilde;es no Brasil. O fundo "Informante secreto    do regime militar",<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a> sob    a guarda do Arquivo Nacional e disponibilizado no site do projeto Mem&oacute;rias    Reveladas,<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a> nos permite    conhecer um pouco mais dos primeiros cursos atrav&eacute;s de apostilas, aulas,    palestras, manuais sobre criptografia e grava&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio,    gloss&aacute;rio,<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a> tradu&ccedil;&otilde;es,    etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No documento reservado    intitulado <i>No&ccedil;&otilde;es sobre opera&ccedil;&otilde;es clandestinas</i>,<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a>    de abril de 1960, &eacute; poss&iacute;vel conhecer as orienta&ccedil;&otilde;es    sobre como deveriam ser organizadas as a&ccedil;&otilde;es secretas. O material    &eacute; extremamente did&aacute;tico e ensina desde como deveria ser a estrutura    de comando at&eacute; o comportamento do agente. A se&ccedil;&atilde;o intitulada    <i>Infiltra&ccedil;&atilde;o</i> j&aacute; nos demonstra algumas das t&eacute;cnicas    adotadas durante o per&iacute;odo ditatorial. Segundo o documento, o infiltrado    deveria adotar uma nova personalidade e criar uma hist&oacute;ria sobre suas    atividades anteriores que fosse sensata e, na medida do poss&iacute;vel, pr&oacute;xima    &agrave; realidade do agente. A ideia era que o agente n&atilde;o fosse pego    em contradi&ccedil;&otilde;es no decorrer da sua infiltra&ccedil;&atilde;o.    Para isso deveria estudar minuciosamente detalhes da cidade, poss&iacute;vel    profiss&atilde;o etc. Outro fator que foi destacado era para que o agente n&atilde;o    se mostrasse importante e nem pr&oacute;ximo dos l&iacute;deres, pois, segundo    o manual, as lideran&ccedil;as se conhecem, convivem e o agente poderia ser    facilmente desmentido. Por fim, um aconselhamento sobre bebidas alco&oacute;licas    e mulheres nas organiza&ccedil;&otilde;es criminosas ou pol&iacute;ticas sociais,    ainda que nesta &uacute;ltima fosse mais raro, demonstra o car&aacute;ter moralista    que viria a caracterizar a pr&oacute;pria ditadura brasileira.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em qualquer caso,      para estar sempre alerta, o melhor &eacute; beber o m&iacute;nimo poss&iacute;vel.      Quanta &agrave;s mulheres, se bem que em caso dos solteiros possa ser aconselh&aacute;vel      para n&atilde;o despertar suspeitas, conv&eacute;m evit&aacute;-las. Raras      vezes as rela&ccedil;&otilde;es com mulheres compensam as desvantagens e preocupa&ccedil;&otilde;es      que acarretam.<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro documento    bastante interessante dos anos que precedem o golpe de 1964 e que nos permite    acompanhar como a quest&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&otilde;es estava    se articulando independente do pr&oacute;prio governo de Jo&atilde;o Goulart    intitula-se <i>A&ccedil;&atilde;o educativa contra a 'Guerra Revolucion&aacute;ria'    - Unidade II - Mobiliza&ccedil;&atilde;o da Opini&atilde;o P&uacute;blica, Propaganda    e boato</i>, que re&uacute;ne palestras e textos de v&aacute;rios militares,    numa publica&ccedil;&atilde;o sob a dire&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio    da Guerra-EME.<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a> Ao longo    das 123 p&aacute;ginas os autores discutem a import&acirc;ncia do fomento de    uma opini&atilde;o favor&aacute;vel ao combate das esquerdas e &agrave;s pr&oacute;prias    For&ccedil;as Armadas. Para o conjunto de autores, era mister a cria&ccedil;&atilde;o    de uma Se&ccedil;&atilde;o de Guerra Psicol&oacute;gica no Ex&eacute;rcito e    demais For&ccedil;as, bem como no Conselho de Seguran&ccedil;a Nacional, reivindica&ccedil;&atilde;o    que vinha sendo feita desde 1961.<a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a>    Ao final do documento, apresentam uma proposta para a estrutura&ccedil;&atilde;o    da se&ccedil;&atilde;o que teria como miss&atilde;o, dentre outros fatores:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cooperar na propaganda      de integra&ccedil;&atilde;o da democracia; criar e incentivar uma mentalidade      democr&aacute;tica; esclarecer os militares do Ex&eacute;rcito sobre as t&eacute;cnicas      da infiltra&ccedil;&atilde;o comunista; - Tornar evidentes as vantagens do      regime democr&aacute;tico sobre os extremismos; fazer levantamentos da opini&atilde;o      geral dos militares; cooperar na manuten&ccedil;&atilde;o do moral do pessoal      do M. G. &#91;Minist&eacute;rio da Guerra&#93;; Esclarecer a opini&atilde;o      p&uacute;blica sobre atos das autoridades militares.<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preocupa&ccedil;&atilde;o    externada por esse conjunto de autores encontrar&aacute; eco no governo autorit&aacute;rio    p&oacute;s-1964, que investir&aacute; em propagandas, campanhas ufanistas e    na dissemina&ccedil;&atilde;o de boatos.<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a>    Algo semelhante ao que vimos ocorrer em outras ditaduras do s&eacute;culo XX    como, por exemplo, a franquista na Espanha.<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a>    Ainda que no Brasil n&atilde;o tenhamos tido o mesmo n&iacute;vel de investimento    que outros governos autorit&aacute;rios do s&eacute;culo passado tiveram.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Da ESG &agrave;    EsNI: o amadurecimento dos cursos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Escola Superior    de Guerra (ESG) foi pioneira no oferecimento de cursos sobre informa&ccedil;&otilde;es,    al&eacute;m de promover palestras e confer&ecirc;ncias com especialistas da    &aacute;rea. Embora a Divis&atilde;o de Assuntos de Informa&ccedil;&otilde;es    e Contra-Informa&ccedil;&otilde;es apenas tenha sido criada em 1963, a ESG ofereceu    o primeiro curso na &aacute;rea durante o ano de 1959, sendo o mesmo retomado    somente em 1965.<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos cursos ministrados    na ESG era defendida a necessidade de um governo ter um sistema de informa&ccedil;&otilde;es    forte; era ensinado desde quest&otilde;es conceituais, como o conceito de informa&ccedil;&atilde;o;    como quest&otilde;es metodol&oacute;gicas, quando ensinavam a redigir um informe    e como transform&aacute;-lo em informa&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m eram    realizadas v&aacute;rias an&aacute;lises acerca dos servi&ccedil;os de informa&ccedil;&otilde;es    em outros pa&iacute;ses, tais como EUA, Inglaterra, Alemanha, Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica    dentre outros. Observava-se nessas an&aacute;lises, em especial, a cadeia de    comando, a estrutura, a metodologia e procurava-se enfatizar o que poderia ser    ou n&atilde;o aproveitado no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como p&oacute;lo    irradiador da doutrina da seguran&ccedil;a nacional, a ESG foi alterando o seu    regulamento e os cursos oferecidos, de modo a atender as novas prerrogativas    ditadas em nome da seguran&ccedil;a e do desenvolvimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta maneira,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O 1º Regulamento      estabeleceu as Divis&otilde;es de Assuntos Nacionais, Assuntos Internacionais      e Assuntos Militares. O 2º, as Divis&otilde;es de Assuntos Pol&iacute;ticos,      Assuntos Psicossociais, Assuntos Econ&ocirc;micos e Assuntos Militares, que      substituem as anteriores. O 3º Regulamento (17-3-61) acrescenta duas Divis&otilde;es,      a de Assuntos Doutrin&aacute;rios e de Coordena&ccedil;&atilde;o e a de Assuntos      Cient&iacute;ficos e Tecnol&oacute;gicos. Finalmente, o Regulamento de 4-12-63      suprime a &uacute;ltima Divis&atilde;o e cria duas outras: a de Assuntos de      Log&iacute;stica e Mobiliza&ccedil;&atilde;o e a de Assuntos de Informa&ccedil;&otilde;es      e Contra-Informa&ccedil;&otilde;es.<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conte&uacute;do    program&aacute;tico do curso de informa&ccedil;&otilde;es no ano de 1969 estava    assim dividido:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Movimento Estudantil      (1. Estudo das Organiza&ccedil;&otilde;es Nacionais; 2. Relacionamento do      Movimento Estudantil no Pa&iacute;s e no Exterior e suas conseq&uuml;&ecirc;ncias;      3. Recomenda&ccedil;&otilde;es para equacionar o problema); Estudos de Estado-Maior;      Exerc&iacute;cios de Estado-Maior; Trabalho Especial; Viagem de Estudos e      Est&aacute;gio (no SNI).<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para compreendermos    melhor a forma&ccedil;&atilde;o de militares e civis pela ESG devemos recuperar    algumas defini&ccedil;&otilde;es e conceitos difundidos pela Escola e aceitos    por todo o meio de informa&ccedil;&otilde;es. Para esses te&oacute;ricos, o    processo de obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; dividido    em duas etapas. A primeira etapa correspondia ao recolhimento de informes -    um dos itens principais da informa&ccedil;&atilde;o - realizados pelos agentes,    e a segunda fase dizia respeito ao momento em que os dados recolhidos eram processados    e elaborados dando origem &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">INFORMA&Ccedil;&Atilde;O      &eacute; conhecimento, mas s&oacute; tem valor integral quando auxilia a decidir,      quer seja procurada para fim quer seja obtida, sem que - por circunst&acirc;ncia      qualquer - tenha havido esfor&ccedil;o para obt&ecirc;-la. Desse modo, a INFORMA&Ccedil;&Atilde;O      &eacute; sempre ligada ao conhecimento necess&aacute;rio a uma decis&atilde;o.      <a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E mais:</font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a informa&ccedil;&atilde;o      produzida serve normalmente de base para medidas de execu&ccedil;&atilde;o,      a planejamentos e a decis&otilde;es. E tanto mais acertadas ser&atilde;o estas,      se fundadas em INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES cuidadosamente elaboradas; em outras      palavras, que sejam completas, seguras e oportunas. (...) A INFORMA&Ccedil;&Atilde;O      &eacute; indispens&aacute;vel.<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo os manuais    da ESG, para os te&oacute;ricos existiam tr&ecirc;s tipos de informa&ccedil;&otilde;es,    podendo as mesmas serem voltadas para o desenvolvimento ou seguran&ccedil;a.    S&atilde;o elas:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) A informa&ccedil;&atilde;o      descritiva (est&aacute;tica): conhecimento dos aspectos mut&aacute;veis e      imut&aacute;veis de uma na&ccedil;&atilde;o (ou na&ccedil;&otilde;es);</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2) A informa&ccedil;&atilde;o      din&acirc;mica (din&acirc;mica): conhecimento do momento atual de uma na&ccedil;&atilde;o      ( ou na&ccedil;&otilde;es) (mobilidade dos acontecimentos humanos) e</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3) A informa&ccedil;&atilde;o      estimativa (potencial): conhecimento da atitude futura de uma na&ccedil;&atilde;o      (ou na&ccedil;&otilde;es) (possibilidades e inten&ccedil;&otilde;es).<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro conceito    que precisa ser recuperado &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o de contrainforma&ccedil;&atilde;o,    entendido como o "conhecimento" obtido &agrave; luz da raz&atilde;o e apresentado    clara e oportunamente, com a finalidade de proporcionar medidas de prote&ccedil;&atilde;o    ao preparo e execu&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica ou empreendimento.<a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda na ESG era    ensinado um procedimento para qualificar uma fonte e a informa&ccedil;&atilde;o    processada, conhecido como o sistema letra-n&uacute;mero, que gradua a idoneidade    da fonte com uma letra de A a F e a veracidade da informa&ccedil;&atilde;o com    um n&uacute;mero de 1 a 6. Dessa maneira, a fonte poderia receber a seguinte    classifica&ccedil;&atilde;o: "A-Fonte absolutamente id&ocirc;nea; B-Fonte usualmente    id&ocirc;nea; C-Fonte razoavelmente id&ocirc;nea; D-Fonte sempre id&ocirc;nea;    E-Fonte inid&ocirc;nea; F-N&atilde;o p&ocirc;de ser julgada a idoneidade da    fonte".<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a> Segundo o general    Adyr Fi&uacute;za de Castro, o grosso das fontes seria de n&iacute;vel C.<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a>    O outro crit&eacute;rio dizia respeito &agrave; probabilidade do informe: "1-Informe    confirmado por outras fontes; 2-Informe provavelmente verdadeiro; 3-Informe    possivelmente verdadeiro; 4-Informe duvidoso; 5-Informe prov&aacute;vel; 6-A    veracidade do informe n&atilde;o pode ser julgada".<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa classifica&ccedil;&atilde;o    foi amplamente aceita por todos os &oacute;rg&atilde;os de intelig&ecirc;ncia    e utilizada nos pedidos de averigua&ccedil;&atilde;o da den&uacute;ncia, conforme    podemos observar em documentos produzidos pela "comunidade de informa&ccedil;&otilde;es"    em diversos acervos, como nos localizados nos Arquivos P&uacute;blicos Estaduais    do Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na ESG tamb&eacute;m    eram ensinadas as etapas relativas &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o ou difus&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o, que tamb&eacute;m podem ser observadas nos mesmos    documentos. Segundo as apostilas, a dissemina&ccedil;&atilde;o era um fator    primordial no processamento da informa&ccedil;&atilde;o, pois o item que estava    faltando poderia estar em algum arquivo ou poderia j&aacute; estar sendo investigado    por outro grupo e/ou institui&ccedil;&atilde;o. A ideia era evitar que os esfor&ccedil;os    de dois &oacute;rg&atilde;os diferentes fossem destinados para o mesmo fim.    Contudo, mesmo que os documentos hoje liberados para consulta comprovem tal    preocupa&ccedil;&atilde;o com a difus&atilde;o, &eacute; importante destacar    que apesar da intensa troca de informa&ccedil;&otilde;es havia uma grande disputa    entre os diversos &oacute;rg&atilde;os que integravam a chamada "comunidade    de informa&ccedil;&otilde;es". Com isso, muitas vezes informa&ccedil;&otilde;es    consideradas mais importantes n&atilde;o eram repassadas nem mesmo para o SNI,    institui&ccedil;&atilde;o principal da cadeia de comando durante a exist&ecirc;ncia    do Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es (SISNI) e que a rigor deveria    receber o material.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo assim, o    cabe&ccedil;alho dos documentos de todos os &oacute;rg&atilde;os de informa&ccedil;&otilde;es    seguia o padr&atilde;o ditado pela ESG: assunto; origem; classifica&ccedil;&atilde;o;    difus&atilde;o, difus&atilde;o anterior; anexos e refer&ecirc;ncias. Tal cabe&ccedil;alho    &eacute; de extrema import&acirc;ncia para quem pesquisa nos acervos das pol&iacute;cias    pol&iacute;ticas, pois permite que o pesquisador acompanhe a trajet&oacute;ria    daqueles dados, o n&iacute;vel do informante e a confiabilidade a ele atribu&iacute;da.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar dos cursos    oferecidos pela ESG, desde 1967 j&aacute; havia nos meios militares uma acirrada    discuss&atilde;o sobre a cria&ccedil;&atilde;o de uma escola especializada na    forma&ccedil;&atilde;o dos agentes. Os primeiros debates ocorreram no Centro    de Estudos e Pessoal do Ex&eacute;rcito (CEP), localizado no forte Duque de    Caxias, no Leme (Rio de Janeiro), onde se discutia a necessidade de se possuir    uma escola voltada especificamente para a forma&ccedil;&atilde;o do pessoal    da intelig&ecirc;ncia.<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, tal    cria&ccedil;&atilde;o s&oacute; foi efetivada em 31 de mar&ccedil;o de 1971,    com a instala&ccedil;&atilde;o da Escola Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es    (EsNI), em Bras&iacute;lia.<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a>    A cria&ccedil;&atilde;o da Escola envolveu tamb&eacute;m a constru&ccedil;&atilde;o    de um novo pr&eacute;dio onde as atividades seriam desenvolvidas. Em fun&ccedil;&atilde;o    disso, toda a obra deveria ser executada no mais absoluto sigilo atendendo ao    procedimento de seguran&ccedil;a a ser seguido para evitar que os dados vazassem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A EsNI absorveu    o curso de intelig&ecirc;ncia ministrado na ESG, inclusive parte do acervo e    de seus professores, considerados os mais especializados e capacitados do pa&iacute;s.    Apesar dessa absor&ccedil;&atilde;o a EsNI se diferenciava da ESG em alguns    pontos. Segundo Alfred Stepan,</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">La EsNI ten&iacute;a      un cuerpo permanente de investigadores; la ESG ya carec&iacute;a por entonces      de ellos. La EsNI se ocupaba de estudiar casos concretos y hechos reales,      y estaba vinculada a una agencia operativa, mientras que la ESG tend&iacute;a      a formular doctrinas abstracta y no ten&iacute;a v&iacute;nculos operacionales.      LA EsNI reg&iacute;a una escuela profesional, con cuatro diferentes secuencias;      entrenaba todos os candidatos para el sistema nacional de inteligencia, administraba      ex&aacute;menes y ense&ntilde;aba los idiomas ingl&eacute;s, espa&ntilde;ol,      ruso, alem&aacute;n, franc&eacute;s, italiano y eventualmente &aacute;rabe,      mientras que la ESG, en su opini&oacute;n, se ubicaba a medio camino entre      un curso de orientaci&oacute;n y uno de extensi&oacute;n universitaria.<a name="top56"></a><a href="#back56"><sup>56</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    ESG, v&aacute;rios outros &oacute;rg&atilde;os, como as 2ªs Se&ccedil;&otilde;es,    tiveram parte do seu pessoal capitaneado para a EsNI.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grupo fundador    da EsNI foi convidado a realizar cursos no exterior, mais precisamente no Estados    Unidos, Alemanha, Israel, Fran&ccedil;a e Inglaterra. Ao primeiro diretor da    escola, o general &Ecirc;nio Pinheiro, coube ir aos Estados Unidos visitar a    CIA e o FBI, al&eacute;m de receber treinamento para a montagem da escola brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo &Ecirc;nio    dos Santos Pinheiro, a EsNI formava tanto o intelectual como o agente que trabalhava    na linha de frente das opera&ccedil;&otilde;es.<a name="top57"></a><a href="#back57"><sup>57</sup></a>    At&eacute; mesmo os ministros e secret&aacute;rios-gerais realizavam um curso    com dura&ccedil;&atilde;o de dois dias.<a name="top58"></a><a href="#back58"><sup>58</sup></a>    De certa forma, h&aacute; um consenso entre militares e especialistas de que    a principal diferen&ccedil;a entre os curso ministrados pela ESG e pela ESNI    reside justamente na quest&atilde;o do aspecto pr&aacute;tico. A ESG era considerada    bastante te&oacute;rica num momento em que o enfrentamento com os opositores    ao governo tornou-se ainda mais acirrado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A EsNI oferecia    cursos tanto para civis quanto para militares, assim como recebia alunos brasileiros    e estrangeiros, em sua maioria de pa&iacute;ses latino-americanos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os alunos da EsNI    eram indicados pelos minist&eacute;rios e pelas pr&oacute;prias For&ccedil;as    Armadas. E segundo o ex-chefe do SNI, o general Carlos Alberto da Fontoura,    cerca de &frac34; dos alunos eram civis e no decorrer de um ano eram formados    cerca de 120 alunos. <a name="top59"></a><a href="#back59"><sup>59</sup></a>    Cabe destacar que existiam cursos de diferentes n&iacute;veis que variavam de    acordo com a fun&ccedil;&atilde;o que o aluno receberia ao sair da escola ou    a que j&aacute; fosse por ele exercida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na EsNI existiam    tr&ecirc;s cursos de n&iacute;veis diferentes, A, B e C.<a name="top60"></a><a href="#back60"><sup>60</sup></a>    O curso A era destinado a militares e civis que ocupariam fun&ccedil;&otilde;es    de Chefia e de analistas. O recrutamento era feito entre os oficiais superiores    das For&ccedil;as Armadas possuidores do Curso de Comando e Estado-Maior, e    entre civis com n&iacute;vel superior. O curso era realizado em 41 semanas e    abrangia dois m&oacute;dulos, A e B. Aqueles que realizavam o curso B, estavam    dispensados do m&oacute;dulo A.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o curso    B era destinado a civis e militares que iriam ocupar as fun&ccedil;&otilde;es    de Informa&ccedil;&otilde;es de n&iacute;vel m&eacute;dio ou de chefias em escal&otilde;es    intermedi&aacute;rios do Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es. Esse    curso era realizado em 20 semanas. E os recrutados eram majores ou capit&atilde;es    e civis com n&iacute;vel equivalente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O n&iacute;vel    mais baixo era o curso C que compreendia dois subcursos: C1 e C2. O C1 era destinado    a capit&atilde;es e tenentes e o C2 era voltado para os sargentos. O objetivo    era formar quadros para as chefias das se&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&otilde;es,    bem como o planejamento e a dire&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es    de Informa&ccedil;&otilde;es. Os sargentos, por sua vez, seriam os agentes de    informa&ccedil;&otilde;es, respons&aacute;veis pelas coletas de dados.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m dos      cursos, a EsNI oferecia est&aacute;gios de diferentes tipos:</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De informa&ccedil;&otilde;es      - analista; auxiliar de analista, adido militar e auxiliar de adido militar.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De contra-informa&ccedil;&otilde;es      - contra-espionagem, criptologia, auxiliar de criptologia, an&aacute;lise      de propaganda adversas, JID/CID e seguran&ccedil;a de familiares de adidos.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De opera&ccedil;&otilde;es      - chefe de se&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es, adjunto de se&ccedil;&atilde;o      de opera&ccedil;&otilde;es, opera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es      p&aacute;ra-quedistas, entrevista, auxiliar de entrevista, eletr&ocirc;nica,      fotografia para agente, fotografia para t&eacute;cnico de laborat&oacute;rio,      prote&ccedil;&atilde;o de autoridades, foto-interpreta&ccedil;&atilde;o e      auxiliar de foto-interpreta&ccedil;&atilde;o.<a name="top61"></a><a href="#back61"><sup>61</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No fundo "DSI-Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a", sob a guarda do Arquivo Nacional, foi poss&iacute;vel consultar    duas convocat&oacute;rias para os cursos de instru&ccedil;&atilde;o da EsNI    para os anos de 1974 e 1975.<a name="top62"></a><a href="#back62"><sup>62</sup></a>    Em ambos os processos &eacute; poss&iacute;vel acompanhar as exig&ecirc;ncias    para civis, militares e militares da reserva. Os exames variavam de acordo com    as patentes e posto ocupado, bem como pelo pr&oacute;prio curso a ser realizado.    Nesse sentido, eram solicitados exames f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos,    assim como provas de hist&oacute;ria do Brasil, portugu&ecirc;s e geografia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A EsNI destinava    um certo n&uacute;mero de vagas para os minist&eacute;rios militares e civis    que deveriam indicar os nomes para preenche-las. O aluno tamb&eacute;m poderia    ser diretamente convidado pelo pr&oacute;prio diretor da EsNi.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inscri&ccedil;&atilde;o    era feita mediante requerimento pr&oacute;prio e ap&oacute;s a checagem se o    candidato estava de acordo com os requisitos era efetuada a sua matr&iacute;cula    em um dos cursos da escola.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto nos curso    da ESG quanto da EsNi havia a presen&ccedil;a de civis e militares que muitas    vezes faziam o mesmo curso. N&atilde;o obstante houve no pa&iacute;s cursos    de informa&ccedil;&otilde;es exclusivos para integrantes das For&ccedil;as Armadas,    que ora passam a ser analisados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A forma&ccedil;&atilde;o    militar e os cursos no Brasil e no exterior</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao longo dos anos,    especialmente a partir da d&eacute;cada de 1950, os la&ccedil;os de camaradagem    e coopera&ccedil;&atilde;o entre as For&ccedil;as Armadas de v&aacute;rios pa&iacute;ses    da Am&eacute;rica foram estreitados por meio da conviv&ecirc;ncia nas academias    militares de treinamento tanto no Panam&aacute; como nos Estados Unidos. A divulga&ccedil;&atilde;o    da doutrina da seguran&ccedil;a nacional e a cren&ccedil;a na necessidade de    combater o comunismo na Am&eacute;rica Latina acabou por aproximar os oficiais    e as pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es - que superaram disputas hist&oacute;ricas    e territoriais - diante da necessidade de coopera&ccedil;&atilde;o entre os    pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como forma de disseminar    a doutrina estadunidenses para os militares latino-americanos, o presidente    Jonh Kennedy promoveu uma reelabora&ccedil;&atilde;o da US Army Scholl of Americas    ou Escola das Am&eacute;ricas. O novo centro de treinamento foi desenvolvido    a partir da reformula&ccedil;&atilde;o da Escola do Ex&eacute;rcito Americano,    em funcionamento no Caribe desde 1946.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Cerca de 60 mil    oficiais latino-americanos estudaram na Escola das Am&eacute;ricas, localizada    no Forte Gullick, no Panam&aacute;. Centenas desses militares s&atilde;o hoje    acusados pelas Comiss&otilde;es da Verdade, que apuram as viola&ccedil;&otilde;es    dos direitos humanos durante os governos ditatoriais, de terem participado desses    crimes. Dentre esses militares podemos identificar os ditadores Roberto Viola    e Leopoldo Galtieri, da Argentina; o fundador do Centro de Informa&ccedil;&otilde;es    de Seguran&ccedil;a da Aeron&aacute;utica (CISA), Jo&atilde;o Paulo Moreira    Burnier, do Brasil; Jorge Zara, envolvido no assassinato de Carlos Prats, realizado    na Argentina, no &acirc;mbito do Plano Condor; Augusto Lutz, participante do    golpe de 11 de setembro de 1973, que destituiu Salvador Allende, no Chile; Hugo    Banzer, ex-ditador e posterior presidente eleito da Bol&iacute;via; e o ditador    panamenho Manuel Noriega.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o    da Escola visava superar os novos desafios que o governo estadunidense avaliava    enfrentar diante do quadro internacional da Guerra fria. Nesse sentido, a nova    Escola divulgou as ideias anticomunistas e treinou os oficiais latino-americanos    no combate aos movimentos guerrilheiros ou de oposi&ccedil;&atilde;o em seus    pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No folheto de propaganda    de 1963, os novos objetivos da escola j&aacute; haviam sido reformulados: "realizar    el adiestramiento de personal escogido latinoamericano para que logre niveles    altos de profesionalismo, mayores capacidades en el mantenimiento de la seguridad    interna".<a name="top63"></a><a href="#back63"><sup>63</sup></a> Ou ainda nas    palavras do secret&aacute;rio de Defesa norte-americano Robert McNamara,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">estos estudiantes      son seleccionados por sus pa&iacute;ses para convertirse en instructores a      su regreso. Son los futuros l&iacute;deres, los hombres que tendr&aacute;n      los conocimientos y los impartir&aacute;n. No necesito destacar el valor de      tener en posiciones de liderazgo a hombres con un conocimiento de primera      mano de c&oacute;mo hacen los norteamericanos las cosas. No tiene precio para      nosotros hacer de esos hombres nuestros amigos.<a name="top64"></a><a href="#back64"><sup>64</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um ponto importante    da cria&ccedil;&atilde;o da Escola foi o est&iacute;mulo ao contato entre os    oficiais dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, permitindo a forma&ccedil;&atilde;o    de la&ccedil;os de camaradagem e de um pensamento pol&iacute;tico comum. Esse    foi, sem d&uacute;vida, um ponto fundamental para a cria&ccedil;&atilde;o do    Plano Condor, pela qual ser promoveu a oficializa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    conjuntas de persegui&ccedil;&atilde;o aos oponentes pol&iacute;ticos nos pa&iacute;ses    sob ditadura no Cone Sul.<a name="top65"></a><a href="#back65"><sup>65</sup></a>    O curso tamb&eacute;m aproximou oficiais latino-americanos e estadunidenses,    a qual se demonstrou bastante prof&iacute;cua durante os golpes civil-militares    que ocorreram durante os anos 1960 e 1970 na regi&atilde;o. N&atilde;o sendo    por acaso o per&iacute;odo de maior envio de agentes para a realiza&ccedil;&atilde;o    de cursos como combate na selva, t&eacute;cnicas de r&aacute;dio, contra-informa&ccedil;&atilde;o    e informa&ccedil;&atilde;o, combate &agrave;s guerrilhas, p&aacute;ra-quedismo,    planejamento da a&ccedil;&atilde;o militar etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1979, um ex-militar    boliviano e ex-aluno da escola Arturo Montalvo testemunhou no Tribunal Russell.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos lavaban el      cerebro (...) A partir de 1961 iban las promociones completas del instituto      militar. Esta modalidad respond&iacute;a claramente al objectivo de prepararse      para dar respuesta a las posibles consecuencias y efecto de la revoluci&oacute;n      cubana.(...) La orientaci&oacute;n central de la formaci&oacute;n est&aacute;      marcada por el se&ntilde;alamiento del enemigo a quien se debe combatir. A      &eacute;ste se lo presenta como a un civil, no as&iacute; como otro militar;      ese enemigo civil ser&aacute; en un momento un obrero, un estudiante o un      militante revolucionario. Ese enemigo es se&ntilde;alado como portador de      ideas for&aacute;neas (...). En Panam&aacute; estudi&aacute;bamos, le&iacute;amos,      se nos le&iacute;a a Marx, a Lenin, porque hay que conocer al enemigo para      poderlo combatir.<a name="top66"></a><a href="#back66"><sup>66</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A campanha pelo    fechamento da Escola permitiu que fossem divulgadas as apostilas de curso, assim    como a listagem dos alunos e respectivos cursos e per&iacute;odo em que estudaram.<a name="top67"></a><a href="#back67"><sup>67</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A leitura desse    material nos permite conhecer um pouco mais do pensamento militar da &eacute;poca.    Nesse sentido, foram estudadas as principais guerrilhas e grupos guerrilheiros    da Am&eacute;rica Latina, como os Montoneros e o Ej&eacute;rcito Revolucionario    del Pueblo/ERP (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Fuerzas Armadas Revolucionarias    de Colombia/FARC (Col&ocirc;mbia), Sendero Luminoso (Peru) e a Alian&ccedil;a    Libertadora Nacional (Brasil). No entanto, a leitura das apostilas tamb&eacute;m    deixa clara a fragilidade de algumas informa&ccedil;&otilde;es transmitidas    com erros grosseiros, como o fato do embaixador sequestrado por grupos guerrilheiros    brasileiros ter sido o su&iacute;&ccedil;o Giovanni Enrico Bucher e n&atilde;o    o sueco, e que a mesma a&ccedil;&atilde;o teria sido levada a cabo pela VPR    e pelo MR-8 e n&atilde;o pela ALN. Sobre a ALN, outra informa&ccedil;&atilde;o    errada era de que teria deixado de existir ap&oacute;s o assassinato de Carlos    Mariguella, em 1969, pelas for&ccedil;as da repress&atilde;o em S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m da    identifica&ccedil;&atilde;o do modus operandi dos guerrilheiros, outra preocupa&ccedil;&atilde;o    presente nas apostilas era a identifica&ccedil;&atilde;o das armas mais usadas    pelos "subversivos", assim como a discuss&atilde;o sobre quais as estrat&eacute;gias    e armas deveriam ser usadas pelas For&ccedil;as Armadas para combat&ecirc;-los.    Nessas apostilas encontramos tamb&eacute;m "receitas" de bombas, a exemplo do    coquetel molotov; an&aacute;lise de propaganda; modelos de fichas pessoais;    informa&ccedil;&otilde;es sobre como conduzir um interrogat&oacute;rio e desenvolver    a&ccedil;&otilde;es de contrainforma&ccedil;&atilde;o, assim como uma descri&ccedil;&atilde;o    dos perfis dos "terroristas", sempre associados aos jovens e a l&iacute;deres    como J. St&aacute;lin, Carlos Mariguela, Che Guevara, Lenin e Fidel Castro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas das apostilas    divulgadas nos remetem a meados da d&eacute;cada de 1980, o que reflete que    mesmo diante dos processos de transi&ccedil;&atilde;o &agrave; democracia no    Cone Sul e da fragilidade j&aacute; demonstrada pela Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica,    ainda havia uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o com a poss&iacute;vel dissemina&ccedil;&atilde;o    do comunismo no continente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m desse    treinamento oferecido no Panam&aacute;, os Estados Unidos tamb&eacute;m se ocuparam    em treinar policiais militares em seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio e enviar    para diversos pa&iacute;ses, como o Brasil e Uruguai, especialistas para treinar    a corpora&ccedil;&atilde;o local. A pesquisadora Martha Huggins<a name="top68"></a><a href="#back68"><sup>68</sup></a>    aponta que essa coopera&ccedil;&atilde;o j&aacute; existia desde os anos 1920    e que o contexto da Guerra Fria s&oacute; fez aumentar esses la&ccedil;os.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    a doutrina francesa n&atilde;o promoveu impactos apenas na Am&eacute;rica Latina.    Ainda no in&iacute;cio dos anos 1960, militares franceses foram contatados para    cursos nos Estados Unidos, especialmente para treinar oficiais que seguiriam    para o Vietn&atilde;. Os franceses tamb&eacute;m estariam presentes na Escola    das Am&eacute;ricas nesse mesmo per&iacute;odo, segundo narra Paul Aussaresses,    um dos principais assessores, que no outono de 1966 serviu como instrutor no    Fortes Bening e Bragg.<a name="top69"></a><a href="#back69"><sup>69</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No territ&oacute;rio    americano, a Academia Internacional de Pol&iacute;cia (IPA), em Washington,    foi um grande centro de treinamento para policiais e militares latino-americanos    e asi&aacute;ticos. Era a linha de frente no combate ao comunismo e servia tamb&eacute;m    como ponte de informa&ccedil;&otilde;es sobre o estado da pol&iacute;cia em    seus pa&iacute;ses e a pol&iacute;tica de seguran&ccedil;a do seu governo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A origem da AIP    est&aacute; fincada na Academia Interamericana de Pol&iacute;cia (IAPA), criada    em 1962 pela CIA, no Panam&aacute;. No momento da sua transfer&ecirc;ncia para    a capital norte-americana e transforma&ccedil;&atilde;o em IPA, j&aacute; havia    formado cerca de 700 policiais em apenas um ano de funcionamento.<a name="top70"></a><a href="#back70"><sup>70</sup></a>    Os latino-americanos convidados para cursarem a Academia Internacional de Pol&iacute;cia    compunham 60% do quadro de alunos, os quais j&aacute; possu&iacute;am cargos    importantes dentro do sistema de intelig&ecirc;ncia em seu pa&iacute;s de origem.<a name="top71"></a><a href="#back71"><sup>71</sup></a>    Ao lado da AIP funcionavam tamb&eacute;m o National War College e o Col&eacute;gio    Interamericano de Defesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre as t&eacute;cnicas    de interrogat&oacute;rio ensinadas, tema comum em v&aacute;rios manuais do setor    de informa&ccedil;&otilde;es, inclu&iacute;am instru&ccedil;&otilde;es sobre    o ambiente f&iacute;sico em que deveria ser feito (salas fechadas e sem janelas);    bem como os procedimentos a serem adotados para isolar o ambiente, que deveria    ser a prova de som, impedir interrup&ccedil;&otilde;es (o telefone n&atilde;o    deveria ter campainha); sua luminosidade (apenas uma luz); assim como comportamento    a ser seguido pelo interrogador, de acordo com a import&acirc;ncia do interrogado    (os interrogat&oacute;rios mais importantes deveriam ser gravados sem que o    interrogado percebesse). Todo interrogat&oacute;rio deveria ser realizado com    a presen&ccedil;a de mais de um policial (que deveriam ser dividir entre os    "bons" e os "maus"), e aos interrogadores tamb&eacute;m reca&iacute;a a responsabilidade    de observar se o preso estava mentindo, por meio da an&aacute;lise de sinais    como: suor, perda da cor, pulso acelerado, respira&ccedil;&atilde;o pesada e    boca seca.<a name="top72"></a><a href="#back72"><sup>72</sup></a> A tortura    era oficialmente condenada pela institui&ccedil;&atilde;o, o que n&atilde;o    impedia que os instrutores tivessem opini&atilde;o pr&oacute;pria acerca do    tema e que o seu uso n&atilde;o fosse discutido amplamente durante os cursos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os cursos da AIP    inclu&iacute;am palestras, exibi&ccedil;&atilde;o de filmes, atividades com    explosivos e exerc&iacute;cios pr&aacute;ticos criados a partir de situa&ccedil;&otilde;es    hipot&eacute;ticas. <a name="top73"></a><a href="#back73"><sup>73</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que concerne    &agrave; vinda de especialistas dos Estados Unidos para assessorar e treinar    os membros dos &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a no Brasil, um dos casos    de maior destaque diz respeito ao policial Dan Mitrione, que treinou tanto a    pol&iacute;cia brasileira quanto a uruguaia, e acabou morto durante um sequestro    realizado pelos tupamaros, no Uruguai, em agosto de 1970. Cabia a esses agentes    um duplo papel: fortalecer o ideal anticomunista treinando as for&ccedil;as    de seguran&ccedil;a e enviar relat&oacute;rios peri&oacute;dicos sobre a situa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e militar do pa&iacute;s onde atuavam. Sobre Dan Mitrione, que    veio para Am&eacute;rica Latina atrav&eacute;s do Programa de Seguran&ccedil;a    P&uacute;blica da Ag&ecirc;ncia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional    (Usaid), recaem ainda acusa&ccedil;&otilde;es de que ele costumava sequestrar    mendigos das ruas de Belo Horizonte para servirem de cobaias em aulas de torturas.<a name="top74"></a><a href="#back74"><sup>74</sup></a>    Apesar dessas intensas acusa&ccedil;&otilde;es, presentes inclusive no livro    Brasil: nunca mais,<a name="top75"></a><a href="#back75"><sup>75</sup></a> concordamos    com Rodrigo Patto S&aacute; Motta que elas s&atilde;o pouco prov&aacute;veis    em fun&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio per&iacute;odo que Dan Mitrione esteve    no Brasil, entre 1960 e 1962.<a name="top76"></a><a href="#back76"><sup>76</sup></a>    Para al&eacute;m do aprendizado sobre poss&iacute;veis m&eacute;todos de tortura,    o que n&atilde;o era novidade para a pol&iacute;cia brasileira, havia o af&atilde;    dos militares e policiais brasileiros e latino-americanos de adquirir tecnologias    e as possibilidades de viagens oferecidas pelo governo dos Estados Unidos.<a name="top77"></a><a href="#back77"><sup>77</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m de    realizarem cursos no exterior, na ESG e na EsNi, os militares brasileiros tamb&eacute;m    realizavam cursos no Centro de Instru&ccedil;&atilde;o de Guerra na Selva, o    Cigs, que funciona em Manaus, na Amaz&ocirc;nia, e que acabou se constituindo    em um dos maiores mist&eacute;rios no que diz respeito ao treinamento de oficiais    que atuaram na repress&atilde;o. Assim como na Escola das Am&eacute;ricas, v&aacute;rios    dos alunos que passaram por esse Centro foram denunciados por crimes de viola&ccedil;&otilde;es    aos direitos humanos. Em entrevista &agrave; Folha de S&atilde;o Paulo, o tenente-coronel    Antonio Manoel Barros reconheceu que foram ensinadas t&eacute;cnicas de torturas    no Cigs durante a ditadura civil-militar brasileira. Nas palavras do militar:    "n&atilde;o era um procedimento operacional, mas em determinado contexto se    sabia que a t&eacute;cnica poderia ser usada. A For&ccedil;a (o Ex&eacute;rcito)    n&atilde;o aceitava isso como algo trivial".<a name="top78"></a><a href="#back78"><sup>78</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Cigs recebeu    alunos estrangeiros (latino-americanos, estadunidenses e europeus), professores    e verbas internacionais. O general franc&ecirc;s Aussaresses, por exemplo, foi    um nome importante nos quadros do Cigs. Entre 1973 e 1975, o general foi adido    militar da Fran&ccedil;a no Brasil e atuou como professor em Manaus.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    o pr&oacute;prio general chileno Manuel Contreras, nome forte na repress&atilde;o    daquele pa&iacute;s, reconhece: <i>"no lo conoc&iacute; pero envi&eacute; a    muchos oficiales chilenos para que los entrenara, en Manaos. Cada dos meses    le mandaba un nuevo contingente de oficiales para que los entrenara. &Eacute;l    trabajaba habitualmente"</i>.<a name="top79"></a><a href="#back79"><sup>79</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em entrevista realizada    para o document&aacute;rio Les escadr&oacute;ns de la mort, Contreras "esqueceu"    de dizer que al&eacute;m de militares para serem treinados, tamb&eacute;m enviava    verbas para manter seus homens no centro de treinamento. Num raro documento    da DINA, datado de 16 de setembro de 1975, Contreras se dirigiu ao presidente    da Rep&uacute;blica, o ditador Augusto Pinochet, solicitando 600 mil d&oacute;lares    adicionais para atender as seguintes demandas:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1- aumento del      personal de la DINA (ileg&iacute;vel) a las misiones diplom&aacute;ticas de      Chile. En total diez personas: 2 en Per&uacute;, 2 en Brasil, 2 en Argentina,      1 en Venezuela, 1 en Costa Rica, 1 en B&eacute;lgica y 1 en Italia.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2- Gasto adicionales      para la neutralizaci&oacute;n de los principales adversarios de la Junta de      Gobierno en el exterior, especialmente en M&eacute;xico, Argentina, Costa      Rica, EE UU, Francia y Italia.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3- Gastos relacionados      con las operaciones en el Per&uacute;: ayuda a nuestros partid&aacute;rios      en la (ileg&iacute;vel) peruana y en la prensa, particularmente contribuciones      a (ileg&iacute;vel) y Opini&oacute;n Libre.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4- Asignaciones      para los oficiales de esta Direcci&oacute;n que (ileg&iacute;vel) cursos de      preparaci&oacute;n antiguerrilleros en el Centro de Adiestramiento de la ciudad      de Manaos, Brasil.<a name="top80"></a><a href="#back80"><sup>80</sup></a></font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No decorrer da    nossa pesquisa foi poss&iacute;vel observar que apesar de encontrarmos diversas    escolas e cursos voltados para a &aacute;rea de informa&ccedil;&otilde;es, o    treinamento era praticamente igual no que concerne aos aspectos te&oacute;ricos.    O que nos pareceu diferente foi a &ecirc;nfase dada &agrave; teoria e &agrave;    pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    embora n&atilde;o tenhamos visto incentivo ao uso da tortura f&iacute;sica nos    materiais consultados, n&atilde;o podemos descartar que v&aacute;rias declara&ccedil;&otilde;es    militares afirmam que a tortura aos prisioneiros era vista como um m&eacute;todo    necess&aacute;rio. Segundo o pr&oacute;prio presidente Ernesto Geisel,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a tortura em      certos casos torna-se necess&aacute;ria, para obter confiss&otilde;es. J&aacute;      contei que no tempo do governo Juscelino alguns oficiais, inclusive o Humberto      de Melo, que mais tarde comandou o Ex&eacute;rcito de S&atilde;o Paulo, foram      mandados &agrave; Inglaterra para conhecer as t&eacute;cnicas do servi&ccedil;o      de informa&ccedil;&otilde;es e contra-informa&ccedil;&otilde;es ingl&ecirc;s.      Entre o que aprenderam havia v&aacute;rios procedimentos sobre tortura. O      ingl&ecirc;s, no seu servi&ccedil;o secreto, realiza com discri&ccedil;&atilde;o.      E o nosso pessoal, inexperiente e extrovertido faz abertamente. N&atilde;o      justifico a tortura, mas reconhe&ccedil;o que h&aacute; circunst&acirc;ncias      em que o indiv&iacute;duo &eacute; impelido a praticar a tortura, para obter      determinadas confiss&otilde;es e, assim, evitar um mal maior.<a name="top81"></a><a href="#back81"><sup>81</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre o mesmo tema,    o coronel Jarbas Passarinho chegou a justificar a tortura afirmando que: "se    voc&ecirc; tem um preso nas m&atilde;os e sabe que ele sabe em que momento e    local vai estourar uma bomba que pode ferir e matar v&aacute;rias pessoas, que    fazer se ele se recusa a revelar o seu segredo?".<a name="top82"></a><a href="#back82"><sup>82</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa maneira,    a tortura foi utilizada por esses &oacute;rg&atilde;os como forma de conseguir    mais rapidamente as informa&ccedil;&otilde;es e confiss&otilde;es acerca dos    crimes contra a Lei de Seguran&ccedil;a Nacional, e embora n&atilde;o constassem    nas apostilas, estavam impl&iacute;citas e expl&iacute;citas nos discursos de    v&aacute;rios instrutores. A certeza da impunidade e o anonimato eram as garantias    para a pr&aacute;tica da tortura nos c&aacute;rceres do pa&iacute;s. Em algumas    batidas era recorrente o uso de disfarces e a ado&ccedil;&atilde;o de pseud&ocirc;nimos    comuns para todos os membros do grupo, que eram livres da obriga&ccedil;&atilde;o    de usar o uniforme militar e de utilizar o corte de cabelo adotado pelas For&ccedil;as    Armadas, dificultando sua identifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A guerra psicol&oacute;gica,    um dos pontos mais destacados pelos militares em reuni&otilde;es de treinamentos,    especialmente porque para os militares a a&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    era principal arma do comunismo internacional, foi estabelecida. Por meio dela    a a&ccedil;&atilde;o das For&ccedil;as Armadas atingia os campos escolhidos    pelo inimigo: os sindicatos, a universidade, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o,    a Igreja.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, para    a vit&oacute;ria atrav&eacute;s da guerra psicol&oacute;gica eram usadas outras    formas de estrat&eacute;gias, dentre as quais podemos destacar:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(1) Expedi&ccedil;&atilde;o      de notas &agrave; imprensa para esclarecer a opini&atilde;o p&uacute;blica      e evitar distor&ccedil;&otilde;es sobre as pris&otilde;es dos comunistas e      seus antecedentes em atividades subversivas.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(2) Atua&ccedil;&atilde;o      direta do CMT da ZDI/A, junto:</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">- aos principais      dirigentes de empresas jornal&iacute;sticas da &aacute;rea;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">- ao clero, &agrave;      ABI e o OAB, buscando neutraliz&aacute;-los;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">- aos reitores      para conscientiz&aacute;-los da miss&atilde;o que lhes cabe, em especial,      na puni&ccedil;&atilde;o legais.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(3) Trabalho      de acompanhamento junto aos familiares de presos</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(4) Progressiva      melhoria dos padr&otilde;es de interrogat&oacute;rios, buscando sensibilizar      os presos nos seus &acirc;ngulos vulner&aacute;veis (fam&iacute;lia, emprego,      etc.);</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(5) In&iacute;cio      de campanhas de influ&ecirc;ncia&ccedil;&atilde;o buscando motivar rea&ccedil;&otilde;es      favor&aacute;veis ao combate &agrave; subvers&atilde;o nas '&aacute;reas de      funcionalidades' da ZDI/A, entidades de classes;</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(6) Publica&ccedil;&atilde;o      de artigos favor&aacute;veis &agrave;s atua&ccedil;&otilde;es dos &oacute;rg&atilde;os      de seguran&ccedil;a e contra as atividades subversivas, em jornais de maiores      circula&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(7) Guerra Psicol&oacute;gica      visando intimida&ccedil;&atilde;o dos l&iacute;deres subversivos mais atuantes,      por meio de: panfletos, artigos, telegramas, telefonemas e material de propaganda.<a name="top83"></a><a href="#back83"><sup>83</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seria objetivo    da a&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1) Alertar os      inocentes-&uacute;teis sobre a atua&ccedil;&atilde;o subversiva das falsas      lideran&ccedil;as, desmascarando-as e desmoralizando-as.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2) esclarecer      os corpos docente e discente das Universidades e estabelecimentos de ensino      sobre o procedimento de subversivos infiltrados no meio universit&aacute;rio.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3) Explorar ao      m&aacute;ximo, as declara&ccedil;&otilde;es de Luiz Carlos Prestes, na Fran&ccedil;a,      que vieram a confirmar o envolvimento de elementos do MDB com o PCB, iniciando      uma campanha de descr&eacute;dito desses elementos junto ao p&uacute;blico      externo.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4) Iniciar o      acompanhamento de figuras de destaque dos diversos setores de vida p&uacute;blica,      art&iacute;stica, pol&iacute;tica, religiosas e jornal&iacute;stica ligados      de alguma forma &agrave; subvers&atilde;o, para levantar seus pontos vulner&aacute;veis      que possam provocar desconfian&ccedil;a e descr&eacute;dito no seio da coletividade,      especialmente de seus adeptos.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5) Difundir as      informa&ccedil;&otilde;es concretas j&aacute; existentes, sobre envolvimento      de personalidades com o movimento comunista, no intuito principal de desmoraliz&aacute;-las.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(6) Buscar intimidar      ou desencorajar a livre manifesta&ccedil;&atilde;o subversiva, especialmente      por meio de pris&otilde;es de subversivo/s selecionados por suas atua&ccedil;&otilde;es      destacadas, cadastrando-os nos &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a p&uacute;blica      para comprometer suas atividades profissionais atuais ou futuras.</font></p>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(7) Manter press&atilde;o      cont&iacute;nua e constante contra a subvers&atilde;o, demonstrando o n&atilde;o      esmorecimento no seu combate.<a name="top84"></a><a href="#back84"><sup>84</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atua&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de informa&ccedil;&otilde;es e/ou repress&atilde;o segue    despertando interesse e curiosidade, bem como suscitando o debate, especialmente    em fun&ccedil;&atilde;o das viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos. Com    rela&ccedil;&atilde;o ao treinamento, embora tenhamos avan&ccedil;ado bastante    sobre o que conhecemos, sobretudo no que diz respeito aos impactos das doutrinas    de guerra revolucion&aacute;ria francesa, as atividades da EsNI e do Cigs ainda    se configuram sob pactos de sil&ecirc;ncio e inacessibilidade aos seus documentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em 16/01/12.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br>   <a name="back"></a><a href="#top">*</a> Autor convidado.    <br>   </font><a name="backa"></a><a href="#top"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">**</font></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Este artigo &eacute; fruto das reflex&otilde;es iniciadas em minha disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado intitulada Poder e informa&ccedil;&atilde;o: o sistema de intelig&ecirc;ncia    e o regime militar no Brasil, defendida em 2000 no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Hist&oacute;ria Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Durante    o mestrado contei com a bolsa do CNPq.    <!-- ref --><br>   <a name="back1"></a><a href="#top1">1</a> Para uma an&aacute;lise dos trabalhos    que visam explicar as raz&otilde;es dos golpes e a dura&ccedil;&atilde;o das    ditaduras ver QUADRAT, Samantha Viz. Ditadura, viol&ecirc;ncia pol&iacute;tica    e direitos humanos na Argentina, Brasil e Chile. In: AZEVEDO, Cec&iacute;lia    e RAMINELLI, Ronald (orgs.) Hist&oacute;ria das Am&eacute;ricas. Rio de Janeiro:    FGV, 2011, p.241-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0104-8775201200010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> O Sistema Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es    (SisNI) estava longe de ser uma "comunidade" harm&ocirc;nica na qual n&atilde;o    havia espa&ccedil;o para rupturas e disputas de informa&ccedil;&otilde;es, verbas,    agentes, etc.    <br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> Concordamos com Fico (FICO, Carlos.    Como eles agiam. Rio de Janeiro: Record, 2001) no que diz respeito &agrave;    intensa cria&ccedil;&atilde;o de leis que visavam assegurar a legitimidade das    a&ccedil;&otilde;es e, por conseguinte, do pr&oacute;prio governo.    <!-- ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> COMBLIN, Joseph. A ideologia da seguran&ccedil;a    nacional. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0104-8775201200010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> STEPAN, Alfred. Os militares: da abertura    &agrave; Nova Rep&uacute;blica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0104-8775201200010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> Ao longo do texto optamos por usar    o termo doutrina da seguran&ccedil;a nacional.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> &Eacute; importante frisar que nem    todos os &oacute;rg&atilde;os integrantes do SisNI praticavam a tortura ou faziam    uso de qualquer tipo de viol&ecirc;ncia.    <!-- ref --><br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> MARTINS FILHO, Jo&atilde;o Roberto.    Tortura e ideologia: os militares brasileiros e a doutrina da guerre r&eacute;volutionnaire    (1959-1974). In: SANTOS, Cec&iacute;lia; TELES, Edson e TELES, Jana&iacute;na    de Almeida. Desarquivando a ditadura: mem&oacute;ria e justi&ccedil;a no Brasil.    S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2009, v.1, p.179-203.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S0104-8775201200010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> BOUSQUET, Jean-Pierre. Las locas de    la Plaza de Mayo. Buenos Aires: El Cid, 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0104-8775201200010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> L&Oacute;PEZ, Ernesto. Seguridad    Nacional y sedici&oacute;n militar. Buenos Aires: Legasas,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S0104-8775201200010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &#91;s.d&#93;.    <!-- ref --><br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> H&aacute; tamb&eacute;m o document&aacute;rio    Les Escadr&oacute;ns de la Mort - L'ecole fran&ccedil;aise (2003) de Marie-Monique    Robin. O document&aacute;rio foi transformado em livro com o mesmo nome e publicado    em franc&ecirc;s e espanhol. Ver: ROBIN, Marie-Monique. Escuadrones de la muerte:    la escuela francesa. Buenos Aires: Sudamericana, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S0104-8775201200010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> TRINQUIER, Roger. La Guerre apud    GASPARI, Elio. A ditadura escancarada. S&atilde;o Paulo: Cia das Letras, 2002,    p. 37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0104-8775201200010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Devemos destacar que at&eacute; hoje ningu&eacute;m teve acesso &agrave;    documenta&ccedil;&atilde;o sob a guarda do jornalista e com a qual ele escreveu    sua cole&ccedil;&atilde;o sobre a hist&oacute;ria da ditadura brasileira.    <br>   <a name="back13"></a><a href="#top13">13</a> A mudan&ccedil;a na orienta&ccedil;&atilde;o    da Escola tem a ver tamb&eacute;m com o pr&oacute;prio momento que a Argentina    passava com a queda do presidente Juan Per&oacute;n e as tentativas de retirar    das For&ccedil;as Armadas, especialmente do Ex&eacute;rcito, as marcas do peronismo.    <!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> L&Oacute;PEZ, Ernesto. Seguridad    Nacional y sedici&oacute;n militar, p. 138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S0104-8775201200010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> Foram enviados tr&ecirc;s militares    brasileiros dos quais identificamos apenas dois, os majores Paulo Campos Paiva    e Walter Mesquita de Siqueira.    <!-- ref --><br>   <a name="back16"></a><a href="#top16">16</a> ANDERSON, Jon Lee. Che Guevara:    uma biografia. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999, p. 598.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S0104-8775201200010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back17"></a><a href="#top17">17</a> D'ARAUJO, Maria Celina, SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso (Orgs.). Vis&otilde;es do golpe: a    mem&oacute;ria militar sobre 1964. Rio de Janeiro, Relume Dumar&aacute;, 1994,    p.78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0104-8775201200010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back18"></a><a href="#top18">18</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso (Orgs.). Os anos de chumbo: a mem&oacute;ria    militar sobre a repress&atilde;o. Rio de Janeiro: Relume Dumar&aacute;, 1994,    p.66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S0104-8775201200010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back19"></a><a href="#top19">19</a> MARTINS FILHO, Jo&atilde;o Roberto.    A educa&ccedil;&atilde;o dos golpistas: cultura militar, influ&ecirc;ncia francesa    e golpe de1964, p.1. Mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0104-8775201200010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back20"></a><a href="#top20">20</a> Essa vers&atilde;o foi dirigida    para a Aeron&aacute;utica, mas as palestras tamb&eacute;m foram reunidas e publicadas    pelo Mens&aacute;rio de Cultura Militar do EME, n&uacute;mero especial, ano    XV, outubro de 1962.    <!-- ref --><br>   <a name="back21"></a><a href="#top21">21</a> MELLO, Danilo da Cunha E. T&eacute;cnicas    Destrutivas e Construtivas. In: EMAer. Guerra Revolucion&aacute;ria, 1962, p.69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0104-8775201200010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back22"></a><a href="#top22">22</a> MELLO, Danilo da Cunha E. T&eacute;cnicas    Destrutivas e Construtivas, p.69.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0104-8775201200010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back23"></a><a href="#top23">23</a> Vimos na se&ccedil;&atilde;o anterior    um desses primeiros cursos.    <br>   <a name="back24"></a><a href="#top24">24</a> Apesar do DOPS processar as informa&ccedil;&otilde;es    ditas pol&iacute;ticas e psicossociais, elas ficavam fracionadas por n&atilde;o    haver um &oacute;rg&atilde;o central para atuar junto ao que foi descoberto.    Al&eacute;m disso, o DOPS n&atilde;o estava aparelhado para opera&ccedil;&otilde;es    consideradas de grande porte.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back25"></a><a href="#top25">25</a> ALVES FILHO, Thomaz. Sistema Nacional    de Informa&ccedil;&otilde;es. Rio de Janeiro: ESG, 1964, p.31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0104-8775201200010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back26"></a><a href="#top26">26</a> ALVES FILHO, Thomaz. Sistema Nacional    de Informa&ccedil;&otilde;es, p.29.    <br>   <a name="back27"></a><a href="#top27">27</a> O SNI foi criado em 13 de junho    de 1964, atrav&eacute;s do decreto nº 4.341.    <br>   <a name="back28"></a><a href="#top28">28</a> O seu or&ccedil;amento estava vinculado    &agrave; Secretaria Geral do Conselho de Seguran&ccedil;a Nacional.    <br>   <a name="back29"></a><a href="#top29">29</a> A JCI foi criada pelo Decreto n.º    46.508-A, de 20 de Julho de 1959.    <br>   <a name="back30"></a><a href="#top30">30</a> N&atilde;o &eacute; minha inten&ccedil;&atilde;o    fazer um hist&oacute;rico da cria&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os    de intelig&ecirc;ncia e/ou repress&atilde;o que integraram a "comunidade de    informa&ccedil;&otilde;es". J&aacute; o fiz na pr&oacute;pria disserta&ccedil;&atilde;o    citada anteriormente e na tese A repress&atilde;o sem fronteiras: persegui&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e colabora&ccedil;&atilde;o entre as ditaduras do Cone Sul,    defendida em 2005, no Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Hist&oacute;ria    da Universidade Federal Fluminense. Durante a realiza&ccedil;&atilde;o do doutorado    tamb&eacute;m contei com bolsa CNPq.    <!-- ref --><br>   <a name="back31"></a><a href="#top31">31</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso (Orgs.). Os anos de chumbo: a mem&oacute;ria    militar sobre a repress&atilde;o , p.15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0104-8775201200010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back32"></a><a href="#top32">32</a> O CENIMAR foi criado em 21 de novembro    de 1957, atrav&eacute;s do Decreto n.º 42.687.    <br>   <a name="back33"></a><a href="#top33">33</a> ALVES FILHO, Thomaz. Sistema Nacional    de Informa&ccedil;&otilde;es, p.32.    <br>   <a name="back34"></a><a href="#top34">34</a> A documenta&ccedil;&atilde;o data    de 1946 a 1975.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back35"></a><a href="#top35">35</a> Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br" target="_blank">www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br</a>&gt;.    <br>   <a name="back36"></a><a href="#top36">36</a> Uma preocupa&ccedil;&atilde;o comum    aos integrantes do SisNI foi a uniformiza&ccedil;&atilde;o de conceitos e da    pr&oacute;pria linguagem adotada, que servia como um diferencial dentro da corpora&ccedil;&atilde;o.    Nesse sentido, em nossas pesquisas encontramos tr&ecirc;s dicion&aacute;rios    divulgados pela &aacute;rea. O Dicion&aacute;rio de termos, express&otilde;es,    nomes e siglas utilizados pelos subversivos terroristas, produzido pelo delegado    brasileiro Edsel Magnotti, foi localizado nos arquivos da pol&iacute;cia secreta    paraguaia, outro feito pela equipe do CISA, datado de 1971 e enviado por um    exemplar para cada servi&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia pedindo sugest&otilde;es    e corre&ccedil;&otilde;es (consultado no Arquivo P&uacute;blico do Estado do    Rio de Janeiro, fundo DOPS, REF: Setor COMUNI - Pasta 98) e o &uacute;ltimo    chamado Seguran&ccedil;a Nacional e subvers&atilde;o (dicion&aacute;rio te&oacute;rico    e pr&aacute;tico), produzido pela Secretaria de Estado de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica    do Rio de Janeiro e escrito por Zonildo Castello Branco (consultado no Arquivo    P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro, fundo DOPS, Publica&ccedil;&otilde;es).    <br>   <a name="back37"></a><a href="#top37">37</a> Rio de Janeiro. Arquivo Nacional    (AN). Fundo: Informante secreto do regime militar, REF: BR AN. RIO X9.0.TAI-    1/14.    <br>   <a name="back38"></a><a href="#top38">38</a> AN. Fundo: Informante secreto do    regime militar, REF: BR AN. RIO X9.0.TAI- 1/14, p.47.    <br>   <a name="back39"></a><a href="#top39">39</a> AN. Fundo: Informante secreto do    regime militar, REF: BR AN. RIO X9.0.TAI- 1/19.    <br>   <a name="back40"></a><a href="#top40">40</a> AN. Fundo: Informante secreto do    regime militar, REF: BR AN. RIO X9.0.TAI- 1/19, p.120.    <br>   <a name="back41"></a><a href="#top41">41</a> AN. Fundo: Informante secreto do    regime militar, REF: BR AN. RIO X9.0.TAI- 1/19, p.120, p.122.    <!-- ref --><br>   <a name="back42"></a><a href="#top42">42</a> Ver FICO, Carlos. Reinventando    o otimismo. Rio de Janeiro: FGV, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0104-8775201200010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back43"></a><a href="#top43">43</a> Ver, por exemplo, SEVILLANO, Francisco.    Ecos de papel. Madrid: Biblioteca Nueva, 2000 e tamb&eacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S0104-8775201200010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->m ROLLEMBERG, Denise    e QUADRAT, Samantha. (orgs.) A constru&ccedil;&atilde;o social dos regimes autorit&aacute;rios    do s&eacute;culo XX. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2010.    3 volumes    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000232&pid=S0104-8775201200010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back44"></a><a href="#top44">44</a> O curso chegou a ser agraciado    com uma medalha pelo presidente-ditador Em&iacute;lio G. M&eacute;dici.    <!-- ref --><br>   <a name="back45"></a><a href="#top45">45</a> OLIVEIRA, Eli&eacute;zer R. de.    As For&ccedil;as Armadas: pol&iacute;tica e ideologia no Brasil (1964-1969).    Petr&oacute;polis: Vozes, 1976, p.23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000234&pid=S0104-8775201200010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back46"></a><a href="#top46">46</a> ARGOLO, Jos&eacute; A. et al. A    direita explosiva no Brasil. Rio de Janeiro: Mauad, 1996, p.320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S0104-8775201200010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back47"></a><a href="#top47">47</a> CURSO DE INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES.    Conceitua&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica da informa&ccedil;&atilde;o (1ª parte)    e T&eacute;cnica de produ&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o (2ª parte).    Rio de Janeiro, ESG, 1959. p.4.    <br>   <a name="back48"></a><a href="#top48">48</a> CURSO DE INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES...,    p.8.    <br>   <a name="back49"></a><a href="#top49">49</a> CURSO DE INFORMA&Ccedil;&Otilde;ES...,    p.10.    <br>   <a name="back50"></a><a href="#top50">50</a> Equipe do DAICI. A contra-informa&ccedil;&atilde;o:    conceitos b&aacute;sicos. Rio de Janeiro: EGS, 1968, p.3.    <!-- ref --><br>   <a name="back51"></a><a href="#top51">51</a> CARLOS, Edson Maia. Os servi&ccedil;os    de intelig&ecirc;ncia: origem, organiza&ccedil;&atilde;o e m&eacute;todos de    atua&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: ESG, 1992, p.21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000240&pid=S0104-8775201200010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back52"></a><a href="#top52">52</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso. (orgs.) Os anos de chumbo..., p.47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S0104-8775201200010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back53"></a><a href="#top53">53</a> CARLOS, Edson Maia. Os servi&ccedil;os    de intelig&ecirc;ncia: origem, organiza&ccedil;&atilde;o e m&eacute;todos de    atua&ccedil;&atilde;o, p.22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000242&pid=S0104-8775201200010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back54"></a><a href="#top54">54</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso. (orgs.) Os anos de chumbo..., p.263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S0104-8775201200010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back55"></a><a href="#top55">55</a> Institu&iacute;da atrav&eacute;s    do decreto nº 68.448, de 31 de mar&ccedil;o de 1971.    <!-- ref --><br>   <a name="back56"></a><a href="#top56">56</a> STEPAN, A. Repensando a los militares    en pol&iacute;tica: Cono Sur: un an&aacute;lisis comparado. Buenos Aires: Planeta,1988,    p.34-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S0104-8775201200010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back57"></a><a href="#top57">57</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso. (orgs.) Os anos de chumbo, p.136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000246&pid=S0104-8775201200010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back58"></a><a href="#top58">58</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso. (orgs.) Os anos de chumbo, p.138-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S0104-8775201200010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back59"></a><a href="#top59">59</a> D'ARAUJO, Maria Celina; SOARES,    Gla&uacute;cio Ary Dillon e CASTRO, Celso. (orgs.) Os anos de chumbo, p. 95    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000248&pid=S0104-8775201200010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back60"></a><a href="#top60">60</a> As informa&ccedil;&otilde;es sobre    o recrutamento e os cursos oferecidos pela EsNI foram retiradas de: LEE, Leone    da Silveira. A implanta&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal militar da &aacute;rea    de informa&ccedil;&otilde;es nas For&ccedil;as Armadas do Brasil. Rio de Janeiro:    ESG, 1980, p.29-31.    <!-- ref --><br>   <a name="back61"></a><a href="#top61">61</a> LEE, Leone da Silveira. A implanta&ccedil;&atilde;o    do quadro de pessoal militar da &aacute;rea de informa&ccedil;&otilde;es nas    For&ccedil;as Armadas do Brasil. p.30-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000250&pid=S0104-8775201200010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back62"></a><a href="#top62">62</a> NA. Processos 60273/73(caixa 35321/000002)    e 64250/74 (caixa 3533/000003). A documenta&ccedil;&atilde;o foi consultada    no decorrer do ano de 2003. Nas duas convocat&oacute;rias observa-se uma import&acirc;ncia    para o Minist&eacute;rio de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, n&atilde;o por    acaso s&atilde;o anos de intenso contato com governos autorit&aacute;rios dos    pa&iacute;ses vizinhos e/ou de espionagem de exilados brasileiros no continente    e na Europa.    <!-- ref --><br>   <a name="back63"></a><a href="#top63">63</a> SIVAK, Mart&iacute;n. El dictador    elegido. La Paz: Plural Editores, 2001, p.105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000252&pid=S0104-8775201200010000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back64"></a><a href="#top64">64</a> SIVAK, Mart&iacute;n. El dictador    elegido. La Paz: Plural Editores, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000253&pid=S0104-8775201200010000200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back65"></a><a href="#top65">65</a> Ver QUADRAT, Samantha. A repress&atilde;o    sem fronteiras: persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e colabora&ccedil;&atilde;o    entre as ditaduras do Cone Sul, 2005.    <!-- ref --><br>   <a name="back66"></a><a href="#top66">66</a> SIVAK, Martin. El dictador elegido,    p.105-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000255&pid=S0104-8775201200010000200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back67"></a><a href="#top67">67</a> Ver www.soa.org    <!-- ref --><br>   <a name="back68"></a><a href="#top68">68</a> HUGGINS, M. Pol&iacute;cia e pol&iacute;tica.    S&atilde;o Paulo: Cortez, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000257&pid=S0104-8775201200010000200035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back69"></a><a href="#top69">69</a> AUSSARESSES, Paul. Services Sp&eacute;ciaux    - Alg&eacute;rie - 1955-1957. Paris: Perrin, 2001, p.196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000258&pid=S0104-8775201200010000200036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back70"></a><a href="#top70">70</a> HUGGINS, M. Pol&iacute;cia e pol&iacute;tica,    p.127.    <br>   <a name="back71"></a><a href="#top71">71</a> HUGGINS, M. Pol&iacute;cia e pol&iacute;tica,    p.128.    <br>   <a name="back72"></a><a href="#top72">72</a> HUGGINS, M. Pol&iacute;cia e pol&iacute;tica,    p.117-118.    <br>   <a name="back73"></a><a href="#top73">73</a> HUGGINS, M. Pol&iacute;cia e pol&iacute;tica,    p.112-115.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back74"></a><a href="#top74">74</a> Para mais informa&ccedil;&otilde;es    acerca das atividades de Dan Mitrione ver: LANGGUTH, A-J. A face oculta do terror.    Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 1979.    <br>   <a name="back75"></a><a href="#top75">75</a> Arquidiocese de S&atilde;o Paulo.    Brasil: nunca mais. Petr&oacute;polis: Vozes, 1987    <br>   <a name="back76"></a><a href="#top76">76</a> MOTTA, Rodrigo. O instrutor. Dispon&iacute;vel    no site <a href="http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/o-instrutor" target="_blank">http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/o-instrutor</a>.    (consulta em dezembro de 2011).    <br>   <a name="back77"></a><a href="#top77">77</a> MOTTA, Rodrigo. O instrutor.    <br>   <a name="back78"></a><a href="#top78">78</a> Folha de S&atilde;o Paulo, 15 de    junho de 2008.    <br>   <a name="back79"></a><a href="#top79">79</a> Em entrevista ao document&aacute;rio    Les Escadr&oacute;ns de la Mort - L'ecole fran&ccedil;aise (2003).    <!-- ref --><br>   <a name="back80"></a><a href="#top80">80</a> O documento est&aacute; reproduzido    no livro: BERM&Uacute;DEZ, Norberto y GASPARINI, Juan. El testigo secreto. Buenos    Aires: Javier Vergara Editor, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000269&pid=S0104-8775201200010000200037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> A nossa consulta foi feita a uma c&oacute;pia    do documento no Arquivo Funda&ccedil;&atilde;o de Ajuda Social das Igrejas Crist&atilde;s,    em Santiago do Chile, em 2003.    <!-- ref --><br>   <a name="back81"></a><a href="#top81">81</a> D'ARAUJO e CASTRO. (orgs.). Ernesto    Geisel. Rio de Janeiro, FGV, 1997, p. 225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000271&pid=S0104-8775201200010000200038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back82"></a><a href="#top82">82</a> MARTINS, Roberto R. Seguran&ccedil;a    nacional. S&atilde;o Paulo, Brasiliense, 1986, p.32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000272&pid=S0104-8775201200010000200039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back83"></a><a href="#top83">83</a> Rio de Janeiro. CPDOC-FGV. S&iacute;ntese    da Conjuntura interna dos &uacute;ltimos doze anos. Documento Confidencial,p.21-22.    <!-- ref --><br>   <a name="back84"></a><a href="#top84">84</a> CPDOC-FGV. S&iacute;ntese da Conjuntura    interna dos &uacute;ltimos doze anos, p.19-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000274&pid=S0104-8775201200010000200040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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