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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[História do Tempo Presente, eventos traumáticos e documentos sensíveis: o caso brasileiro]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[History of the Present, traumatic events and sensitive documents: the Brazilian experience]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyses the formerly confidential documents of the Brazilian military dictatorship (1964-1985) considering the notions of History of the Present and "traumatic events".]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>DOSSI&Ecirc;:    HIST&Oacute;RIA E INTELIG&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Hist&oacute;ria    do Tempo Presente, eventos traum&aacute;ticos e documentos sens&iacute;veis:    o caso brasileiro<a href="#back"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>History of the    Present, traumatic events and sensitive documents: the Brazilian experience<a href="#backa"><sup>**</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Carlos Fico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Professor Titular    de Hist&oacute;ria do Brasil da UFRJ e pesquisador do CNPq. Largo de S&atilde;o    Francisco de Paula, 01. Centro. Rio de Janeiro, RJ, CEP 20051-070. <a href="mailto:carlos_fico@uol.com.br">carlos_fico@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo trata    dos fundos documentais produzidos pelo regime militar brasileiro (1964-1985)    a partir do enfoque da Hist&oacute;ria do Tempo Presente e da no&ccedil;&atilde;o    de eventos traum&aacute;ticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Ditadura Militar, Hist&oacute;ria do Tempo Presente, eventos traum&aacute;ticos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This paper analyses    the formerly confidential documents of the Brazilian military dictatorship (1964-1985)    considering the notions of History of the Present and "traumatic events".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Military Dictadorship, Present History, traumatic events</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Si    le pass&eacute; (qui a eu lieu et forme d'un moment d&eacute;cisif au cours    d'une crise) est refoul&eacute;, il revient mais subreptice, dans le pr&eacute;sent    d'o&ugrave; il a &eacute;t&eacute; exclu.</i>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   (Michel De Certeau. Psychanalyse et Histoire)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A recente aprova&ccedil;&atilde;o    da nova legisla&ccedil;&atilde;o brasileira sobre o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    p&uacute;blicas coroa um longo processo de lutas contra o excesso de sigilo    na esfera governamental que se iniciou muitos anos atr&aacute;s, antes ainda    do fim da ditadura militar.<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    O tema envolve quest&otilde;es que ultrapassam o campo de atua&ccedil;&atilde;o    do historiador, interessando o cidad&atilde;o em geral, inclusive as v&iacute;timas    do regime militar que necessitam de documentos outrora sigilosos para fundamentar    pedidos de anistia.<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a> Para    algumas institui&ccedil;&otilde;es, como o Arquivo Nacional, a abertura dos    chamados "arquivos secretos" da ditadura militar conflitaria com o direito &agrave;    privacidade, &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da imagem e da honra das v&iacute;timas,    por vezes descritas naqueles documentos em situa&ccedil;&otilde;es degradantes.    Tais fundos documentais, portanto, podem ser entendidos como "arquivos sens&iacute;veis",    express&atilde;o mais comum em outros pa&iacute;ses que viveram graves viola&ccedil;&otilde;es    dos direitos humanos<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a> Em    se tratando de um processo hist&oacute;rico que envolveu grande dose de viol&ecirc;ncia    - sobretudo a pris&atilde;o arbitr&aacute;ria de pessoas, seguida quase sempre    de tortura e, v&aacute;rias vezes, de morte - , a ditadura militar brasileira    pode ser pensada em conjunto com outros "eventos traum&aacute;ticos" caracter&iacute;sticos    do s&eacute;culo XX, o que situa esse tema no contexto dos debates te&oacute;ricos    sobre a Hist&oacute;ria do Tempo Presente. S&atilde;o essas as quest&otilde;es    que abordarei no presente artigo. Ele consolida reflex&otilde;es que tenho publicado,    esporadicamente, em outras ocasi&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Testemunhos    do tempo vivido</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das principais    peculiaridades da Hist&oacute;ria do Tempo Presente &eacute; a press&atilde;o    dos contempor&acirc;neos ou a coa&ccedil;&atilde;o pela verdade, isto &eacute;,    a possibilidade desse conhecimento hist&oacute;rico ser confrontado pelo testemunho    dos que viveram os fen&ocirc;menos que busca narrar e/ou explicar. Trata-se,    talvez, da &uacute;nica particularidade que verdadeiramente distingue essa especialidade    das demais, embora muitos autores tenham tentado destacar outras singularidades    do ponto de vista metodol&oacute;gico ou mesmo te&oacute;rico.<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>    De fato, a marca central da Hist&oacute;ria do Tempo Presente - sua imbrica&ccedil;&atilde;o    com a pol&iacute;tica - decorre da circunst&acirc;ncia de estarmos, sujeito    e objeto, mergulhados em uma mesma temporalidade, que, por assim dizer, "n&atilde;o    terminou".<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a> Isso traz importantes    consequ&ecirc;ncias epistemol&oacute;gicas para o conhecimento que se deseja    construir.<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A principal delas    diz respeito ao estatuto do testemunho. Em termos gerais, pode-se dizer que,    desde a Antiguidade, o testemunho do historiador era a seguran&ccedil;a de credibilidade    para a hist&oacute;ria, especialmente o testemunho ocular, garantia de que se    trabalhava com fatos que presenci&aacute;ramos com "nossos pr&oacute;prio olhos"    e n&atilde;o apenas de que "ouv&iacute;ramos falar", como mencionou Isidoro    de Sevilha. A &ecirc;nfase no <i>videre</i> tamb&eacute;m foi reiterada por    S&atilde;o Jer&ocirc;nimo e outros autores da Idade M&eacute;dia. Para S&atilde;o    Beda, a hist&oacute;ria deveria ser feita a partir de tr&ecirc;s fontes: os    documentos antigos, a tradi&ccedil;&atilde;o "dos maiores" e o seu pr&oacute;prio    conhecimento (<i>mea ipse cognitione scire potui</i>) - o que mescla o ver e    o testemunhar.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal convic&ccedil;&atilde;o    ancestral n&atilde;o foi inteiramente abandonada, como se v&ecirc; em Eric Hobsbawm,    que se considera mais capacitado para compreender os epis&oacute;dios do s&eacute;culo    XX do que um jovem historiador que n&atilde;o os viveu.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a>    Esse otimismo longevo, entretanto, vinha sendo questionado desde o s&eacute;culo    XVIII<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a> e sofreria grave interdi&ccedil;&atilde;o    no XIX quando Leopold von Ranke, j&aacute; octogen&aacute;rio, tomou uma posi&ccedil;&atilde;o    definitiva contra &agrave; Hist&oacute;ria do Tempo Presente (que ele praticara    quando mais jovem). Ele renunciou &agrave;s reflex&otilde;es pol&iacute;ticas    sobre os acontecimentos de sua &eacute;poca. Ranke, havia algum tempo, constru&iacute;ra    paulatinamente a convic&ccedil;&atilde;o de que o historiador somente alcan&ccedil;aria    objetividade quando se afastasse do turbilh&atilde;o dos acontecimentos recentes.    Referindo-se a Georg Gervinus - que havia lan&ccedil;ado uma pol&ecirc;mica    introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; hist&oacute;ria do s&eacute;culo XIX - disse:    "Gervinus destruiu o presente".<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>    Depois de aposentado, quando escreveu um texto sobre Frederico Guilherme IV,    afirmou que faria apenas poucas considera&ccedil;&otilde;es sobre o monarca    prussiano porque as "simpatias e antipatias concorrentes" ainda intervinham    "diretamente no presente".<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>    Assim, Ranke sublinhou as supostas distor&ccedil;&otilde;es factuais, ilus&otilde;es    e ignor&acirc;ncia de "qualquer um que queira escrever a hist&oacute;ria do    seu pr&oacute;prio tempo", a "mais abrangente, mais pretensiosa e ainda mais    perigosa tarefa a que pode ousar um autor preocupado com a verdade".<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa interdi&ccedil;&atilde;o    do tempo presente perduraria com for&ccedil;a, inclusive ap&oacute;s o t&eacute;rmino    do predom&iacute;nio da escola met&oacute;dica rankeana. Na verdade, ainda hoje    persiste alguma suspeita contra a hist&oacute;ria que n&atilde;o tenha um bom    recuo temporal, na medida em que isso impossibilitaria a an&aacute;lise imparcial    dos fen&ocirc;menos. Muitas vezes se confunde recuo temporal e perspectiva (no    sentido de &acirc;ngulo ou ponto de vista): "a dist&acirc;ncia cronol&oacute;gica    estabiliza a perspectiva", disse Eric Hobsbawm,<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    mesmo sendo evidente que o recuo temporal n&atilde;o conduz necessariamente    a uma an&aacute;lise isenta de perspectiva, j&aacute; que se pode analisar um    objeto muito recuado no tempo a partir de diversos enfoques.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A quest&atilde;o    da neutralidade ou da imparcialidade era o ponto importante para Ranke. Para    ele, o distanciamento temporal fundamentava sua pretens&atilde;o de abstrair-se    do presente. Ali&aacute;s, Ranke julgava que a quest&atilde;o central n&atilde;o    estava na proximidade ou dist&acirc;ncia de seus objetos:</font></p>     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A diferen&ccedil;a      da hist&oacute;ria contempor&acirc;nea para a hist&oacute;ria remota (...)      &eacute; apenas uma quest&atilde;o de grau'. O rem&eacute;dio para ambas -      al&eacute;m do car&aacute;ter moral do historiador - era construir seu ponto      de vista acima da perspectiva individual e identificar o objeto hist&oacute;rico      com uma verdade mais geral. O historiador 'deve conquistar um ponto de vista      independente a partir do qual a verdade objetiva, uma vis&atilde;o geral,      torna-se cada vez mais confi&aacute;vel.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">In&uacute;meros    historiadores corroborariam o anseio objetivista, como Fustel de Coulanges,    para o qual nosso olhar sobre o presente &eacute; sempre tendencioso por causa    de interesses pessoais, preconceitos e paix&otilde;es: "Compreendemos melhor    os acontecimentos e revolu&ccedil;&otilde;es dos quais nada temos a temer nem    nada a esperar", disse.<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a>    Foi a rejei&ccedil;&atilde;o do subjetivismo em favor da busca pelo historiador    de uma pretensa neutralidade ou imparcialidade - a <i>"parfait ind&eacute;pendance    de son esprit"</i>,<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a> longe    das injun&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas ou morais - que afastou a Hist&oacute;ria    do Tempo Presente da "esfera do conhecimento acad&ecirc;mico rigoroso".<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o paulatino    descr&eacute;dito da tradicional hist&oacute;ria do tempo vivido afetou gravemente    o papel da testemunha ocular.<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a>    O historiador presente aos acontecimentos, outrora o fiador da narrativa verdadeira,    tornou-se suspeito de envolvimento, de tendenciosidade. Desde ent&atilde;o,    assumiu preponder&acirc;ncia heur&iacute;stica o documento escrito, sobretudo    o oficial, especialmente aquele nobilitado pela p&aacute;tina do tempo. Esse    &eacute; um aspecto mais conhecido: ap&oacute;s o predom&iacute;nio quase fetichista    do documento desse tipo no final do s&eacute;culo XIX e in&iacute;cio do s&eacute;culo    XX, algumas correntes, como a Escola dos Annales, contribu&iacute;ram para a    amplia&ccedil;&atilde;o do rol de fontes utilizadas pelo historiador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    a reabilita&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria do Tempo Presente, em novos    moldes, ap&oacute;s as grandes guerras mundiais, introduziu o relato testemunhal    como um dado essencial para a compreens&atilde;o daqueles conflitos. A Primeira    Guerra Mundial j&aacute; havia despertado algum interesse nesse sentido, mas    a segunda foi mais importante. No p&oacute;s-guerra, v&aacute;rios institutos    foram criados com o prop&oacute;sito de conservar documentos e depoimentos,<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>    mas os temas caracter&iacute;sticos da Hist&oacute;ria do Tempo Presente - como    a deporta&ccedil;&atilde;o de judeus ou a problem&aacute;tica da mem&oacute;ria    - s&oacute; se tornariam marcantes a partir dos anos 1980.<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, praticamos,    hoje, uma Hist&oacute;ria do Tempo Presente bastante distinta da que prevaleceu    na Antiguidade e Idade M&eacute;dia e perdurou de algum modo at&eacute; a interdi&ccedil;&atilde;o    estabelecida por Ranke. Ap&oacute;s uma fase de busca de legitima&ccedil;&atilde;o    posterior &agrave; Segunda Guerra Mundial,<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a>    o recurso &agrave;s fontes orais e &agrave; tem&aacute;tica dos eventos traum&aacute;ticos    tornou a quest&atilde;o do testemunho proeminente.<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a>    Muito dessa hist&oacute;ria se fez a partir do depoimento dos que sobreviveram    a aqueles eventos. Frequentemente, isso se deu com o prop&oacute;sito expl&iacute;cito    (e pol&iacute;tico) de se evitar o esquecimento. A velha quest&atilde;o te&oacute;rica    da perspectiva transparece, muito embora esse debate n&atilde;o tenha animado    os historiadores.<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a> Apesar    disso, em alguns momentos ele se imp&ocirc;s: o historiador franc&ecirc;s Henry    Rousso entendeu que n&atilde;o devia atuar como perito e recusou-se a testemunhar    diante do tribunal que julgou, no final de 1997 e in&iacute;cio de 1998, Maurice    Papon, acusado de colaboracionismo com o regime de Vichy. No Brasil, a rec&eacute;m-criada    Comiss&atilde;o da Verdade certamente suscitar&aacute; debates desse tipo. Os    historiadores devem participar de uma iniciativa que, quase sempre, resulta    em uma narrativa un&iacute;voca? Sabe-se que a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional    de Hist&oacute;ria encaminhou demanda nesse sentido ao governo, a quem incumbe    nomear os membros da comiss&atilde;o.<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o &eacute;    uma quest&atilde;o simples. Ela conflita com as dimens&otilde;es epistemol&oacute;gica    e &eacute;tico-moral da Hist&oacute;ria do Tempo Presente. Tenho exemplificado    essa tens&atilde;o com a narrativa de dois epis&oacute;dios que de fato aconteceram    comigo. Vou referi-los brevemente para n&atilde;o enfadar algum raro leitor    frequente. No primeiro, durante uma palestra, eu fui contestado por uma ex-militante    da esquerda que n&atilde;o concordava com minha tentativa de desmitificar o    tom heroico que algumas narrativas sobre a luta armada t&ecirc;m assumido: "Eu    fui torturada!", ela disse, levantado-se e me calando. No segundo, durante uma    entrevista que fazia com um militar, eu o flagrei quando ele dizia que o AI-5,    decretado em 1968, veio depois do sequestro do embaixador norte-americano, ocorrido    em 1969; mas ele n&atilde;o estava mentido: para o conforto de seu esp&iacute;rito,    a mem&oacute;ria do velho general construiu essa cronologia adequada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O testemunho verdadeiro    do primeiro exemplo interditou o debate. No segundo caso, a "falsa" mem&oacute;ria    do general forneceu-me uma percep&ccedil;&atilde;o compreensiva da constitui&ccedil;&atilde;o    de sua trajet&oacute;ria. Como historiador, n&atilde;o tenho como definir o    que &eacute; a "verdade hist&oacute;rica", mas posso estimular a reflex&atilde;o    sobre a multiplicidade de interpreta&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Viol&ecirc;ncia/trauma,    esperan&ccedil;a/frustra&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A condena&ccedil;&atilde;o    do mal &eacute; um tru&iacute;smo; explica pouco. Por isso, &eacute; importante    desmontar simplismos e estere&oacute;tipos decorrentes dessa tend&ecirc;ncia    natural. Entretanto, a busca por explica&ccedil;&otilde;es complexas, refinadas,    n&atilde;o pode ser confundida com o que poder&iacute;amos chamar de "humaniza&ccedil;&atilde;o    do algoz". Se todas as interpreta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o poss&iacute;veis,    o historiador deve legitimar a leitura da repress&atilde;o? Esse &eacute; um    dos riscos impl&iacute;citos na atua&ccedil;&atilde;o do historiador como perito,    mas compreender o passado n&atilde;o significa justific&aacute;-lo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute;, portanto,    um limite &eacute;tico-moral que tornaria quase c&iacute;nico contrapor-se a    algu&eacute;m que, em defesa de seus pontos de vista, levanta o argumento de    que foi torturado. N&atilde;o se trata de abrir m&atilde;o das explica&ccedil;&otilde;es    plurais, mas de se perceber que os eventos traum&aacute;ticos possuem esse car&aacute;ter    "intermin&aacute;vel" justamente em fun&ccedil;&atilde;o de sua constante reelabora&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s das mem&oacute;rias. Portanto, a mem&oacute;ria dos eventos traum&aacute;ticos    integra inelutavelmente o esfor&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento    hist&oacute;rico sobre tais processos. Ao contr&aacute;rio do que possa parecer    em um primeiro momento, n&atilde;o se trata de uma contraposi&ccedil;&atilde;o    entre mem&oacute;ria e hist&oacute;ria: no caso da Hist&oacute;ria do Tempo    Presente, trata-se de uma imbrica&ccedil;&atilde;o constituinte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa atitude compreensiva    poderia comprometer a objetividade do conhecimento hist&oacute;rico? Infelizmente,    desenvolvemos uma reflex&atilde;o ainda incipiente sobre o papel da emo&ccedil;&atilde;o    na compreens&atilde;o hist&oacute;rica, como diz Dominick LaCapra, para quem    "o historiador deve se p&ocirc;r no lugar do outro sem tomar seu lugar nem converter-se    em seu substituto e sem sentir-se autorizado a falar com sua voz". Desse modo,    a empatia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas de experi&ecirc;ncias    traum&aacute;ticas &eacute; admiss&iacute;vel, mas &eacute; preciso distingui-la    da ideia de identifica&ccedil;&atilde;o, "confus&atilde;o que conduz &agrave;    idealiza&ccedil;&atilde;o e at&eacute; &agrave; sacraliza&ccedil;&atilde;o da    v&iacute;tima".<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a> Trata-se    de uma fronteira t&ecirc;nue.<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por exemplo, os    debates sobre a Comiss&atilde;o da Verdade, no Brasil, t&ecirc;m suscitado a    quest&atilde;o de que os "dois lados" deveriam ser investigados. &Eacute; a    mesma tese que, na Espanha, &eacute; chamada de "equivalencia" e, na Argentina,    de "dos demonios", isto &eacute;, a viol&ecirc;ncia da repress&atilde;o comparar-se-ia    &agrave; viol&ecirc;ncia da esquerda. Por que esse argumento, aparentemente    s&oacute;brio, &eacute; falso? H&aacute; uma resposta formal: as comiss&otilde;es    da verdade s&atilde;o criadas para apurar crimes cometidos pelo Estado, n&atilde;o    por pessoas. Mais importante, entretanto, &eacute; o seguinte: o Estado brasileiro,    mesmo durante o regime autorit&aacute;rio, poderia ter combatido a luta armada    sem apelar para a tortura e o exterm&iacute;nio. Al&eacute;m disso, muitos ex-integrantes    da luta armada - ao menos os que sobreviveram - j&aacute; foram julgados e punidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil &eacute;    pequeno o movimento em prol do que, na Argentina, j&aacute; foi chamado de "memorias    denegadas",<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a> isto &eacute;,    o esfor&ccedil;o de grupos sociais, sobretudo os militares, de terem reconhecido    oficialmente pelo Estado o estatuto de mem&oacute;ria traum&aacute;tica para    suas interpreta&ccedil;&otilde;es sob a alega&ccedil;&atilde;o de que tamb&eacute;m    tiveram suas v&iacute;timas, combateram em nome da democracia, cumpriram ordens    de escal&otilde;es superiores e assim por diante.<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a>    Para a narrativa hist&oacute;rica, esse n&atilde;o &eacute; um problema dif&iacute;cil    de resolver: tudo depende da maneira como constru&iacute;mos tal narrativa.    Para a realidade pol&iacute;tica, trata-se de um confronto de mem&oacute;rias    sem uma solu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel. Uma "narrativa oficial", como    as que surgem de comiss&otilde;es da verdade, resvala para o terreno da simples    ideologia, da mem&oacute;ria oficial constituidora de her&oacute;is, v&iacute;timas    etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o uso da    no&ccedil;&atilde;o de trauma para descrever os eventos relacionados &agrave;s    ditaduras militares latino-americanas deve ser cuidadoso, muito mais do que    no caso do Holocausto.<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a>    A viol&ecirc;ncia foi muito diferente em pa&iacute;ses como o Chile, a Argentina    ou o Brasil. Se, na Argentina, ela definitivamente perpassou a sociedade, no    Brasil ela foi escamoteada pela censura e outros mecanismos. A Guerrilha do    Araguaia foi censurada, as a&ccedil;&otilde;es armadas urbanas eram vistas pela    sociedade como terrorismo, a tortura era negada e ocultada do grande p&uacute;blico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A palavra "trauma"    soa algo grandiloquente quando se trata de analisar a ditadura militar brasileira.    A ideia de que a viol&ecirc;ncia e o trauma podem ser boas chaves anal&iacute;ticas    para entendermos os fen&ocirc;menos que marcaram o final do s&eacute;culo XX    est&aacute; por tr&aacute;s desse uso talvez excessivamente espraiado. Para    Henry Rousso, a queda do muro de Berlim, a incrimina&ccedil;&atilde;o de antigos    chefes da pol&iacute;cia pol&iacute;tica alem&atilde; nos anos 1990, o julgamento    na Fran&ccedil;a, 50 anos depois, de crimes acontecidos durante a Segunda Guerra    Mundial, bem como a derrubada de ditaduras militares na Am&eacute;rica Latina,    seriam correlatos e integrariam um momento que &eacute; poss&iacute;vel comparar.<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a>    O estudioso de literatura, Andreas Huyssen, tamb&eacute;m considera haver um    v&iacute;nculo que identifica os processos hist&oacute;ricos posteriores aos    eventos traum&aacute;ticos de pa&iacute;ses que viveram totalitarismos, ditaduras    militares, o apartheid e exterm&iacute;nios do final do s&eacute;culo XX. Segundo    sua interpreta&ccedil;&atilde;o, a revis&atilde;o dos respectivos passados nacionais,    regionais ou locais deveria ser pensada em conjunto. Ele v&ecirc; no Holocausto    um "&iacute;ndice" ou "chave" do s&eacute;culo XX e do fracasso do Iluminismo:    o evento teria se transformado em uma met&aacute;fora de outras hist&oacute;rias    traum&aacute;ticas, como as pol&iacute;ticas genocidas em Ruanda, B&oacute;snia    e Kosovo.<a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a> A marca do    ter&ccedil;o final do s&eacute;culo XX seria a de uma grande instabilidade e    ang&uacute;stia diante de mudan&ccedil;as demasiado aceleradas. Essa nova temporalidade    geraria um "intenso p&acirc;nico p&uacute;blico pelo esquecimento" que explicaria    a convers&atilde;o da mem&oacute;ria em uma "obsess&atilde;o cultural de propor&ccedil;&otilde;es    monumentais no mundo inteiro".<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a>    A professora argentina de literatura, Beatriz Sarlo, tamb&eacute;m compartilha    a ideia de que os debates sobre o Holocausto e a transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica    no sul da Am&eacute;rica Latina se entrela&ccedil;aram nos meados dos anos 1980.<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; certa    generaliza&ccedil;&atilde;o nesse uso, mas n&atilde;o deixa de ser &uacute;til    considerarmos a quest&atilde;o do trauma no caso brasileiro. Diferentemente    da Argentina (para mencionarmos um exemplo pr&oacute;ximo), o tra&ccedil;o marcante    da mem&oacute;ria sobre a ditadura militar brasileira n&atilde;o &eacute; o    trauma pela viol&ecirc;ncia, mas a frustra&ccedil;&atilde;o das esperan&ccedil;as.    Naturalmente, trauma e frustra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o a mesma    coisa, mas integram o vocabul&aacute;rio psicanal&iacute;tico que predomina    no debate que estamos mencionando. Talvez seja poss&iacute;vel identificar dois    momentos culminantes que nos permitiriam entender a ditadura brasileira como    um fen&ocirc;meno que "n&atilde;o terminou", ambos marcados pela frustra&ccedil;&atilde;o:    refiro-me &agrave; Lei de Anistia, de 1979, e &agrave; Campanha das Diretas,    em 1984.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o se deve    confundir a Campanha da Anistia com a lei de 1979. A campanha surgiu ainda em    1975, quando foi criado o "Movimento Feminino pela Anistia". Em 1977, com a    eclos&atilde;o de manifesta&ccedil;&otilde;es estudantis em diversas cidades    do pa&iacute;s, a campanha ganhou maior f&ocirc;lego: realizaram-se os "Dias    Nacionais de Protesto e Luta pela Anistia" e formaram-se os "Comit&ecirc;s Primeiro    de Maio pela Anistia", que teriam dura&ccedil;&atilde;o ef&ecirc;mera. Finalmente,    em 1978, formou-se o "Comit&ecirc; Brasileiro pela Anistia", lan&ccedil;ado    no Rio de Janeiro com o apoio do general Pery Bevilacqua, punido pelo AI-5 em    1969. A exig&ecirc;ncia de uma anistia "ampla, geral e irrestrita" tornou-se    o slogan da campanha.<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a>    Ela foi marcada pela esperan&ccedil;a. A Lei da Anistia, ao contr&aacute;rio,    aprovada em agosto de 1979,<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a>    compunha uma estrat&eacute;gia delineada por um grupo restrito de integrantes    do regime (especialmente Geisel, Golbery e Petr&ocirc;nio Portela) e fazia parte    da l&oacute;gica segundo a qual era preciso enfraquecer o partido de oposi&ccedil;&atilde;o,    o MDB, a fim de se garantir o controle da abertura pol&iacute;tica, planejada    para transcorrer sem maiores percal&ccedil;os e, sobretudo, sem que os respons&aacute;veis    pelos desmandos da ditadura fossem punidos. Com a anistia e o fim do bipartidarismo    esperava-se que l&iacute;deres pol&iacute;ticos exilados retornassem ao Brasil    e criassem novos partidos, enfraquecendo a sigla de Ulysses Guimar&atilde;es.    A exclus&atilde;o da anistia dos "condenados pela pr&aacute;tica de crimes de    terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal" e o chamado "perd&atilde;o    aos torturadores" frustraram a expectativa otimista da campanha. A lei de 1979,    que beneficiou oposicionistas, mas tamb&eacute;m foi uma autoanistia, tornou-se    a principal cl&aacute;usula da transi&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica dos    anos 1980 e consagrou a impunidade.<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Campanha das    Diretas, anos depois, tentou contrapor-se ao projeto de abertura "lenta, gradual    e segura" dos militares - que, al&eacute;m de outras etapas preliminares,<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a>    pressupunha a escolha do primeiro presidente civil atrav&eacute;s do sistema    indireto no famoso "Col&eacute;gio Eleitoral". Os com&iacute;cios da campanha,    em diversas cidades brasileiras, eram muito concorridos, com a presen&ccedil;a    de multid&otilde;es. O clima era festivo, mas havia um forte componente pol&iacute;tico.    &Iacute;dolos populares, como cantores e atores, animavam o p&uacute;blico,    mas as multid&otilde;es tamb&eacute;m se emocionavam com l&iacute;deres pol&iacute;ticos,    ouvindo atentamente os discursos de governadores, parlamentares e sindicalistas.    A ideia era pressionar o Congresso Nacional a aprovar a Emenda Dante de Oliveira,    apresentada pelo at&eacute; ent&atilde;o desconhecido parlamentar mato-grossense.    Como o partido do regime militar, o PDS (sucessor da ARENA), detinha a maioria,    era imposs&iacute;vel conseguir a aprova&ccedil;&atilde;o sem o apoio de parlamentares    governistas. A Campanha das Diretas foi t&atilde;o impactante que muitas pessoas    acreditaram na vit&oacute;ria. No dia da vota&ccedil;&atilde;o, quando a derrota    foi confirmada, a TV mostrou pessoas chorando pelo Brasil afora. Como planejado,    a escolha do presidente foi indireta, atrav&eacute;s de negocia&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica que consagrou a conciliabilidade. A morte inesperada de Tancredo    Neves enfatizaria o car&aacute;ter frustrante do processo.<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A frustra&ccedil;&atilde;o    diante da impunidade e da aus&ecirc;ncia de uma verdadeira ruptura torna a transi&ccedil;&atilde;o    brasileira um processo que n&atilde;o terminou. N&atilde;o surpreende que ainda    estejamos &agrave;s voltas com o tema. Em 2008, a Ordem dos Advogados do Brasil    (OAB) registrou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma "Argui&ccedil;&atilde;o    de Descumprimento de Preceito Fundamental" cujo objetivo era excluir "os crimes    comuns praticados pelos agentes da repress&atilde;o contra opositores pol&iacute;ticos    durante o regime militar" dos abrangidos pela Lei da Anistia de 1979.<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a>    A a&ccedil;&atilde;o somente foi julgada em 2010 e o STF confirmou o entendimento    do "perd&atilde;o aos torturadores".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; um aspecto    a mais que vincula o tema da frustra&ccedil;&atilde;o ao dos documentos secretos:    a desconfian&ccedil;a da pol&iacute;tica. A antiga percep&ccedil;&atilde;o de    que seria dif&iacute;cil realizar uma hist&oacute;ria pol&iacute;tica sobre    o per&iacute;odo vivido, na medida em que as decis&otilde;es realmente importantes    s&atilde;o ocultadas do p&uacute;blico - problem&aacute;tica muito discutida    quando da divulga&ccedil;&atilde;o, em 1918, de documentos anteriores &agrave;    eclos&atilde;o da Primeira Guerra Mundial -, <a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a>ressurgiu,    de algum modo, com os debates sobre a libera&ccedil;&atilde;o de documentos    sigilosos das pol&iacute;cias pol&iacute;ticas dos regimes totalit&aacute;rios    e, mais recentemente, das ditaduras militares latino-americanas.<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a>    Ap&oacute;s o colapso da antiga Alemanha Oriental, a decis&atilde;o de praticamente    liberar todos os arquivos, sem a observ&acirc;ncia dos prazos regulamentares,    tamb&eacute;m criou uma situa&ccedil;&atilde;o inusual do ponto de vista &eacute;tico.    Por essa raz&atilde;o, a Associa&ccedil;&atilde;o Alem&atilde; de Historiadores    aprovou, em 1994, uma resolu&ccedil;&atilde;o aparentemente &oacute;bvia, reiterando    que as fontes t&ecirc;m valor informativo apenas limitado, que &eacute; preciso    observar os contextos diferenciados, os v&iacute;nculos do historiador etc.<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Documentos sens&iacute;veis</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A transi&ccedil;&atilde;o    brasileira foi, assim, marcada pela impunidade, concilia&ccedil;&atilde;o e    frustra&ccedil;&atilde;o, l&oacute;gica que prevaleceu at&eacute; pouco tempo.    De fato, ela n&atilde;o acabou, como estou tentando sugerir, e talvez esteja    sendo retomada em outros moldes, sobretudo em fun&ccedil;&atilde;o do que se    costuma chamar de "justi&ccedil;a de transi&ccedil;&atilde;o", isto &eacute;,    os procedimentos atrav&eacute;s dos quais as pessoas atingidas por viola&ccedil;&otilde;es    dos direitos humanos buscam repara&ccedil;&otilde;es em pa&iacute;ses que viveram    regimes autorit&aacute;rios ou outros processos violentos. No caso do Brasil,    tudo come&ccedil;ou tardiamente, dez anos ap&oacute;s o t&eacute;rmino da ditadura,    quando o presidente Fernando Henrique Cardoso criou, em 1995, uma lei que reconheceu    como mortas pessoas desaparecidas durante o per&iacute;odo. A morte de mais    de cem "desaparecidos" foi imediatamente reconhecida e uma comiss&atilde;o foi    criada para examinar outras den&uacute;ncias. A partir de 2001, uma Comiss&atilde;o    de Anistia passou a analisar pedidos de indeniza&ccedil;&otilde;es de pessoas    atingidas pelo regime militar e grande pol&ecirc;mica se criou em fun&ccedil;&atilde;o    do valor elevado de algumas repara&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros epis&oacute;dios    foram despertando a sociedade para o car&aacute;ter inconcluso da transi&ccedil;&atilde;o    brasileira. Um deles, por seu car&aacute;ter pungente, chama a aten&ccedil;&atilde;o    para a viol&ecirc;ncia da repress&atilde;o, que muitos desconheciam durante    a ditadura em fun&ccedil;&atilde;o da censura. Refiro-me &agrave;s buscas dos    restos mortais dos militantes que foram mortos durante a chamada "Guerrilha    do Araguaia", tentativa de levante popular na regi&atilde;o centro-oeste e norte    do Brasil na primeira metade dos anos 1970. O Ex&eacute;rcito brasileiro, que    reprimiu a guerrilha, at&eacute; hoje n&atilde;o forneceu informa&ccedil;&otilde;es    sobre a localiza&ccedil;&atilde;o dos corpos das v&iacute;timas e alguns familiares    acalentam a esperan&ccedil;a de que documentos sigilosos possam trazer essa    informa&ccedil;&atilde;o. Assim, a luta pela abertura dos documentos da ditadura,    que em um primeiro momento mobilizou apenas alguns poucos historiadores, passou    a ser assumida por outros setores e a ter repercuss&atilde;o na imprensa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, a demanda    pela abertura dos arquivos do regime militar assumiu grande centralidade, tornando-se    um aspecto decisivo da Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o. Os pedidos    de anistia tamb&eacute;m t&ecirc;m sido importantes para ampliar o debate: todos    os documentos comprobat&oacute;rios reunidos por v&iacute;timas que pleitearam    suas indeniza&ccedil;&otilde;es junto &agrave; Comiss&atilde;o de Anistia constituem    um acervo documental peculiar, na medida em que cada processo &eacute; uma esp&eacute;cie    de "antidossi&ecirc;", o reverso dos velhos dossi&ecirc;s da espionagem ou da    pol&iacute;cia pol&iacute;tica. Para muitas dessas v&iacute;timas, a necessidade    de reunir documentos para solicitar a devida repara&ccedil;&atilde;o &agrave;    Comiss&atilde;o de Anistia foi um processo doloroso. Entretanto, al&eacute;m    das repara&ccedil;&otilde;es materiais, a constitui&ccedil;&atilde;o desses    "antidossi&ecirc;s" permitir&aacute; outra forma de "justi&ccedil;a", na medida    em que, agora, temos a vers&atilde;o dos que foram espionados, presos e torturados    e n&atilde;o apenas a dos que espionaram, prenderam e torturaram.<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o por    acaso, a quest&atilde;o do conhecimento hist&oacute;rico foi bastante lembrada    pelos ministros do STF quando julgaram a a&ccedil;&atilde;o que contestava a    Lei de Anistia de 1979. Um dos argumentos apresentados pelos que impetraram    a a&ccedil;&atilde;o reclamava o direito &agrave; verdade. Por isso, embora    tenham confirmado a interpreta&ccedil;&atilde;o segundo a qual a lei perdoou    os torturadores, quase todos os ju&iacute;zes se pronunciaram como a ministra    C&aacute;rmen L&uacute;cia, que disse: "o direito &agrave; verdade, o direito    &agrave; hist&oacute;ria, o dever do Estado brasileiro de investigar, encontrar    respostas, divulgar e adotar as provid&ecirc;ncias sobre os desmandos cometidos    no per&iacute;odo ditatorial n&atilde;o est&atilde;o em quest&atilde;o".<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; &eacute;    relativamente longo o hist&oacute;rico da luta pela abertura dos arquivos da    ditadura. Os acervos das antigas delegacias de ordem pol&iacute;tica e social    (DOPS), vinculadas &agrave;s secretarias estaduais de seguran&ccedil;a p&uacute;blica,    come&ccedil;aram a ser liberados no in&iacute;cio dos anos 1990, como foi o    caso do DOPS de S&atilde;o Paulo.<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a>    Outros assemelhados vieram com o tempo.<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A documenta&ccedil;&atilde;o    federal passou por um longo processo at&eacute; chegarmos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o    atual. Eu pr&oacute;prio fiz uma solicita&ccedil;&atilde;o, em 1993, visando    &agrave; abertura do que seria o primeiro fundo documental do servi&ccedil;o    de informa&ccedil;&otilde;es do regime militar a vir a p&uacute;blico, o da    extinta Divis&atilde;o de Seguran&ccedil;a e Informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a, um &oacute;rg&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es do regime    militar instalado em todos os minist&eacute;rios civis, que se subordinava hierarquicamente    ao ministro, mas que permanecia sob a superintend&ecirc;ncia do &oacute;rg&atilde;o    federal de informa&ccedil;&otilde;es, o SNI (Servi&ccedil;o Nacional de Informa&ccedil;&otilde;es).    Ap&oacute;s quatro anos de espera, pude consultar essa documenta&ccedil;&atilde;o.<a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fiz isso baseado    na legisla&ccedil;&atilde;o que havia na ocasi&atilde;o, especialmente a Lei    8.159, de 8 de janeiro de 1991, que assegurava "o direito de acesso pleno aos    documentos p&uacute;blicos". Essa era a lei que regulamentava o direito de acesso    &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es previsto pelo artigo 5º da Constitui&ccedil;&atilde;o    brasileira de 1988.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No in&iacute;cio    de 1997, foi aprovado um decreto que regulamentava essa lei.<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a>    O decreto possu&iacute;a dispositivos que permitiam, afinal, o acesso &agrave;    documenta&ccedil;&atilde;o, pois dizia que os arquivos podiam "autorizar o acesso    a documentos p&uacute;blicos de natureza sigilosa a pessoas devidamente credenciadas,    mediante apresenta&ccedil;&atilde;o, por escrito, dos objetivos da pesquisa".    Entretanto, o decreto tamb&eacute;m impedia, por cem anos, a revela&ccedil;&atilde;o    dos documentos cuja divulga&ccedil;&atilde;o irrestrita comprometesse "a intimidade,    a vida privada, a honra e a imagem das pessoas", bem como daqueles que tivessem    sido parte de processos que tramitaram em segredo de justi&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tanto quanto a    Lei 8.159 tinha um car&aacute;ter democr&aacute;tico, o Decreto 2.134 resultou    do trabalho de arquivistas e outros profissionais interessados em criar regras    justas. O Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) teve papel fundamental nesse    processo, devendo-se a ele o Decreto 2.134. Como &eacute; vis&iacute;vel, essas    duas legisla&ccedil;&otilde;es davam ao Brasil, na segunda metade dos anos 1990,    um razo&aacute;vel suporte legal para o acesso &agrave; documenta&ccedil;&atilde;o    sigilosa da ditadura militar. Algumas comiss&otilde;es de acesso j&aacute; haviam    sido instaladas e come&ccedil;avam a funcionar em v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os    da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No apagar das luzes    do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, o Conselho Nacional de Arquivos    foi pego de surpresa: em dezembro de 2002, o presidente assinou o Decreto 4.553,    que passaria a vigorar 45 dias ap&oacute;s sua publica&ccedil;&atilde;o, j&aacute;    no governo de Lula. O novo decreto n&atilde;o foi discutido com o CONARQ, ao    contr&aacute;rio do anterior, ent&atilde;o revogado. As novas regras eram mais    rigorosas, especialmente as que estabeleciam os prazos de classifica&ccedil;&atilde;o    (per&iacute;odo durante o qual o documento fica inacess&iacute;vel). Os documentos    reservados tinham prazo de cinco anos e passaram para dez; os confidenciais    subiram de dez para vinte anos; os secretos, de vinte para trinta anos, e os    ultrassecretos (prazo inicial de cinquenta anos) podiam permanecer sigilosos    para sempre. Al&eacute;m disso, as regras para desclassifica&ccedil;&atilde;o    tornaram-se confusas. As comiss&otilde;es de acesso foram eliminadas, o Executivo    passou a ser o &uacute;nico poder competente para a atribui&ccedil;&atilde;o    de sigilo e o n&uacute;mero de autoridades com tal poder aumentou. Muito questionado    quanto &agrave; sua constitucionalidade, o decreto ultrapassava a Lei 8.159    ao estabelecer o prazo de cinquenta anos para os documentos ultrassecretos (j&aacute;    que o per&iacute;odo m&aacute;ximo de classifica&ccedil;&atilde;o estabelecido    pela lei era de trinta anos).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, o    governo do presidente Lu&iacute;s In&aacute;cio Lula da Silva aceitou a revoga&ccedil;&atilde;o    do Decreto 2.134, em aparente arranjo com seu antecessor, o que motivou suspeitas    diversas. Em outubro de 2003, entretanto, surgiram not&iacute;cias na imprensa    informando que o governo concordaria com a revoga&ccedil;&atilde;o do Decreto    4.553, o que se efetivou atrav&eacute;s de legisla&ccedil;&atilde;o afinal publicada    em dezembro de 2004, quando foi criada a "Comiss&atilde;o de Averigua&ccedil;&atilde;o    e An&aacute;lise de Informa&ccedil;&otilde;es Sigilosas", uma inst&acirc;ncia    interministerial. Essa iniciativa foi transformada pelo Congresso Nacional na    Lei 11.111, em maio de 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse meio tempo,    alguns epis&oacute;dios come&ccedil;aram a chamar a aten&ccedil;&atilde;o do    p&uacute;blico para o problema. Em 17 de outubro de 2004, o <i>Correio Braziliense</i>    divulgou duas fotos que seriam do jornalista Vladimir Herzog, morto em 1975    nas depend&ecirc;ncias do II Ex&eacute;rcito, em S&atilde;o Paulo. As fotos    mostravam um homem nu, apoiando a cabe&ccedil;a com as m&atilde;os em atitude    que denotava sofrimento ou cansa&ccedil;o. Soube-se, depois, que n&atilde;o    se tratava de Herzog, mas, possivelmente, do padre canadense Leopoldo d'Astous,    p&aacute;roco durante 31 anos na Igreja de S&atilde;o Jos&eacute; Oper&aacute;rio,    em Bras&iacute;lia, que foi investigado pelo SNI entre 1972 e 1974 por envolvimento    com grupos de esquerda. Em 12 de dezembro seguinte, o programa Fant&aacute;stico,    da Rede Globo, noticiou a queima clandestina de documentos sigilosos na Base    A&eacute;rea de Salvador, na Bahia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As den&uacute;ncias    da imprensa foram importantes para que alguns acervos significativos fossem    transferidos para o Arquivo Nacional. Em novembro de 2005, um decreto do presidente    Lula, tamb&eacute;m assinado pela ent&atilde;o chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,    determinou o recolhimento de tr&ecirc;s fundos documentais valiosos: do SNI,    do Conselho de Seguran&ccedil;a Nacional e da Comiss&atilde;o Geral de Informa&ccedil;&otilde;es.<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a>    Outros fundos importantes tamb&eacute;m j&aacute; foram recolhidos ao Arquivo    Nacional, destacando-se os da Divis&atilde;o de Intelig&ecirc;ncia do Departamento    de Pol&iacute;cia Federal, o do Centro de Informa&ccedil;&otilde;es do Exterior    do Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, da Comiss&atilde;o    Geral de Inqu&eacute;rito Policial-Militar e v&aacute;rios outros.<a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isso torna o Brasil    detentor de um dos maiores acervos p&uacute;blicos de documentos outrora sigilosos    produzidos por uma ditadura militar. Entretanto, essa significativa opera&ccedil;&atilde;o    de recolhimento de documentos - que muito deveu ao governo Lula e &agrave; a&ccedil;&atilde;o    de Dilma Rousseff, deve-se reconhecer - esbarra na quest&atilde;o da privacidade.    Sob essa alega&ccedil;&atilde;o, o Arquivo Nacional (e alguns arquivos estaduais)    restringem o acesso a documentos que fa&ccedil;am men&ccedil;&atilde;o a nomes    pr&oacute;prios. Para alguns dirigentes de arquivos, haveria o risco de a&ccedil;&otilde;es    na justi&ccedil;a (contra os pr&oacute;prios arquivos) caso algu&eacute;m se    sentisse invadido em sua privacidade por conta da divulga&ccedil;&atilde;o desses    documentos. Trata-se de um equ&iacute;voco muito grande que gerou in&uacute;meros    problemas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 2009, o governo    federal havia criado o projeto "Mem&oacute;rias Reveladas", no Arquivo Nacional,    justamente com o prop&oacute;sito de divulgar informa&ccedil;&otilde;es sobre    a hist&oacute;ria pol&iacute;tica recente do Brasil. Sua Comiss&atilde;o de    Altos Estudos, da qual eu era vice-presidente, tendo em vista o mencionado problema    da privacidade, promoveu, em maio de 2010, o "Semin&aacute;rio Arquivos da Ditadura    e Democracia: a Quest&atilde;o do Acesso" que aprovou uma recomenda&ccedil;&atilde;o    aos arquivos estaduais para que adotassem o procedimento de S&atilde;o Paulo    e do Paran&aacute;, arquivos que franqueiam o acesso aos documentos dos DOPS    daqueles estados. Em agosto, o CONARQ aprovou uma minuta de decreto nesse sentido.    A proposta, entretanto n&atilde;o frutificou.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante a campanha    eleitoral de 2010, o Arquivo Nacional proibiu o acesso aos fundos da ditadura    militar sob a alega&ccedil;&atilde;o de que jornalistas estavam fazendo mau    uso dos documentos buscando informa&ccedil;&otilde;es sobre os candidatos Dilma    Rousseff e Jos&eacute; Serra. Isso me fez abandonar o Mem&oacute;rias Reveladas    causando grande celeuma na imprensa.<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tamb&eacute;m estava    em curso, naquele momento, uma demanda do jornal <i>Folha de S. Paulo</i> que    pretendia ter acesso ao processo que levou Dilma Rousseff &agrave; pris&atilde;o    durante a ditadura militar. O aspecto interessante a ser ressaltado &eacute;    que, quando finalmente foi liberada a consulta ao processo, em novembro de 2010,    o insuspeito Superior Tribunal Militar rejeitou o argumento de que todo e qualquer    relato de tortura deveria ser mantido sob sigilo para se preservar a intimidade    dos envolvidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfim, retomo esses    epis&oacute;dios aqui apenas com o prop&oacute;sito de sublinhar as imbrica&ccedil;&otilde;es    que h&aacute; entre a Hist&oacute;ria do Tempo Presente - sobretudo a que se    debru&ccedil;a sobre eventos "traum&aacute;ticos" - e a pol&iacute;tica de nossa    &eacute;poca. Como procurei mencionar no in&iacute;cio deste artigo, quest&otilde;es    epistemol&oacute;gicas e &eacute;ticas confrontam-se.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve, assim, um    longo percurso at&eacute; a recente aprova&ccedil;&atilde;o da Lei de Acesso    &agrave;s Informa&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas em 2011.<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a>    Felizmente, em um de seus dispositivos, a nova lei estabelece que "a restri&ccedil;&atilde;o    de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o relativa &agrave; vida privada,    honra e imagem de pessoa n&atilde;o poder&aacute; ser invocada (...) em a&ccedil;&otilde;es    voltadas para a recupera&ccedil;&atilde;o de fatos hist&oacute;ricos de maior    relev&acirc;ncia".<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a> A    regulamenta&ccedil;&atilde;o de lei estar&aacute; dispon&iacute;vel em 2012.    Mais cedo ou mais tarde, o acesso aos acervos da ditadura ser&aacute; franqueado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos desses fundos    documentais foram expurgados, mas, ainda assim, a pesquisa detalhada desses    pap&eacute;is poder&aacute; trazer importantes revela&ccedil;&otilde;es. A produ&ccedil;&atilde;o    historiogr&aacute;fica sobre o per&iacute;odo j&aacute; foi bastante impactada    por eles, mesmo que tenhamos conseguido consultar t&atilde;o poucos documentos.    H&aacute; um n&uacute;mero razo&aacute;vel de trabalhos em andamento que utilizam    esses acervos e que mudar&atilde;o o enfoque que prevaleceu at&eacute; recentemente,    em grande medida determinado pela documenta&ccedil;&atilde;o at&eacute; h&aacute;    pouco dispon&iacute;vel - mem&oacute;rias e depoimentos sobretudo.<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por isso, creio    que a Comiss&atilde;o da Verdade deveria centrar seus esfor&ccedil;os no mapeamento    desses arquivos. N&atilde;o se trata da revivesc&ecirc;ncia do fetiche historicista    em rela&ccedil;&atilde;o ao documento, mas do fato de que a abertura dos arquivos    pode permitir a supera&ccedil;&atilde;o de alguns equ&iacute;vocos, como o mito    de que a ditadura brasileira n&atilde;o foi violenta. Milhares de pessoas foram    prejudicadas - al&eacute;m daquelas que foram obviamente atingidas pela tortura,    pela viol&ecirc;ncia expl&iacute;cita. Crian&ccedil;as foram separadas de seus    pais. Jovens foram impedidos de estudar. Profissionais qualificados tiveram    suas carreiras destru&iacute;das. Esposas, maridos, filhos, pais e av&oacute;s    foram massacrados psicologicamente pela crueldade do "desaparecimento".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos descreem    da efic&aacute;cia da Comiss&atilde;o da Verdade.<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a>    Tamb&eacute;m n&atilde;o guardo ilus&otilde;es. H&aacute; um aspecto, no entanto,    que conv&eacute;m registrar (contando, mais uma vez, com a benevol&ecirc;ncia    do leitor para o excesso de relatos pessoais): trabalhando, h&aacute; tantos    anos, com os documentos sigilosos da ditadura militar, sei o quanto eles s&atilde;o    impactantes. Se a Comiss&atilde;o da Verdade direcionar seus esfor&ccedil;os    para a pesquisa da documenta&ccedil;&atilde;o ainda desconhecida (e a lei que    a criou assegura isso), os resultados poder&atilde;o ser significativos, alterando    a l&oacute;gica da impunidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A a&ccedil;&atilde;o    da OAB junto ao STF foi descrita por um ativista dos direitos humanos como um    "raio em c&eacute;u azul" no sentido de que surgiu repentinamente e sem uma    mobiliza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da sociedade. Houve, antes disso, a    expectativa de que os parentes de v&iacute;timas de tortura abarrotassem a justi&ccedil;a    com pedidos de averigua&ccedil;&atilde;o a fim de for&ccedil;ar o debate, mas    isso n&atilde;o aconteceu.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os documentos da    ditadura n&atilde;o s&atilde;o um testemunho da verdade, mas a mem&oacute;ria    do arb&iacute;trio. Mas se n&oacute;s entendermos "verdade" em seu sentido relativo,    como um esfor&ccedil;o cont&iacute;nuo de esclarecimento e explica&ccedil;&atilde;o    dos fen&ocirc;menos, ent&atilde;o podemos afirmar que a "verdade" que os documentos    da ditadura registram &eacute; mobilizadora. A Comiss&atilde;o Nacional da Verdade    n&atilde;o tem poderes de puni&ccedil;&atilde;o por causa da Lei da Anistia    de 1979, mas se a sociedade brasileira quiser alterar essa lei ou impor qualquer    tipo de puni&ccedil;&atilde;o, o Congresso Nacional pode faz&ecirc;-lo. &Eacute;    um cen&aacute;rio bastante improv&aacute;vel, pois demandaria uma press&atilde;o    muito grande, uma demanda social. No m&iacute;nimo, poderemos ter um conhecimento    menos estereotipado do per&iacute;odo. Comiss&otilde;es da verdade - como o    nome indica - sempre correm o risco de apenas constituir uma narrativa oficial,    mas a abertura dos arquivos pode funcionar como uma esp&eacute;cie de sublima&ccedil;&atilde;o    ou catarse que talvez seja capaz de superar o sentimento de frustra&ccedil;&atilde;o    e a sensa&ccedil;&atilde;o de impunidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em: 18/01/2012.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    <br>   <a name="back"></a><a href="#top">*</a> Autor convidado.    <br>   <a name="backa"></a><a href="#top">**</a> Agrade&ccedil;o a leitura e coment&aacute;rios    de Ronald Polito.    <br>   <a name="back1"></a><a href="#top1">1</a> Os governadores da oposi&ccedil;&atilde;o    eleitos em 1982 tiveram de lidar com os &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a    e de informa&ccedil;&otilde;es ligados &agrave;s Secretarias Estaduais de Seguran&ccedil;a    P&uacute;blica, os antigos DOPS.    <br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> A Comiss&atilde;o de Anistia foi instalada    pelo Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a no dia 28 de agosto de 2001.    <!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> Ver, por exemplo, WSCHEBOR, Isabel    e MARKARIAN, Vania. (orgs.) Archivos y derechos humanos: los casos de Argentina,    Brasil y Uruguai. Montevideo: Archivo General de la Universidad de la Rep&uacute;blica,    2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0104-8775201200010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Ver, a prop&oacute;sito, Richard Rorty    em HASKELL, Thomas L. Objectivity: perspective as problem and solution. <i>History    and Theory</i>, v.43, n.3, p.346, oct. 2004;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0104-8775201200010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Martin Broszat em KLESSMANN, Christoph    e SABROW, Martin. Contemporary History in Germany after 1989. Contemporary European    History, v.6, n.2, p.220, jul. 1997;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0104-8775201200010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CHARTIER, Roger. Le regard d'un historien    moderniste. In: Institut D'Histoire du Temps Present. Ecrire l'histoire du temps    pr&eacute;sent: en hommage &agrave; Fran&ccedil;ois B&eacute;darida. Paris,    CNRS, 14 mai. 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0104-8775201200010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> <i>Actes de la journ&eacute;e d'&eacute;tudes de l'IHTP.</i>    Paris: CNRS &Eacute;ditions, 1993, p.252; LAGROU, Pieter. Sobre a atualidade    da Hist&oacute;ria do Tempo Presente. In: P&Ocirc;RTO JR, Gilson. <i>Hist&oacute;ria    do Tempo Presente</i>. Bauru: EDUSC, 2007, p.34;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0104-8775201200010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> HOBSBAWM, Eric. O presente    como hist&oacute;ria. In: Sobre hist&oacute;ria: ensaios. S&atilde;o Paulo:    Companhia das Letras, 1998, p.245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0104-8775201200010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> Sobre a ideia de que o tempo presente    "n&atilde;o terminou" ver, entre outros, WOODWARD, Llewellyn. The study of Contemporary    History. Journal of Contemporary History, v.1, n.1, p.1-13, 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0104-8775201200010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> Discuto o tema em detalhes na confer&ecirc;ncia    "Hist&oacute;ria do tempo vivido" que integrar&aacute; os anais do "4ºSemin&aacute;rio    Nacional de Hist&oacute;ria da Historiografia: Tempo Presente &amp; Usos do    Passado", promovido pela Sociedade Brasileira de Teoria e Hist&oacute;ria da    Historiografia (SBTHH), na UFOP, em agosto de 2010, a sair pela Editora FGV.    <!-- ref --><br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> KARKOV, Catherine E. Text and picture    in <i>Anglo-Saxon England</i>: narrative strategies in the Junius 11 Manuscript.    Cambridge: Cambridge University Press, 2001, p.177;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0104-8775201200010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> ERNST, Fritz. Zeitgeschehen    und Geschichtschreibung: Eine Skizze. Welt als Geschichte, v.17, p.141, 1957.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0104-8775201200010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> HOBSBAWM, Eric. Sobre hist&oacute;ria,    p.247.    <!-- ref --><br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> Ver, por exemplo, a famosa afirma&ccedil;&atilde;o    de Wilhelm von Humboldt, em 1797, de que "o &uacute;ltimo e derradeiro ju&iacute;zo    fica sempre reservado para a posteridade". HUMBOLDT, Wilhelm von. <i>Gesammelte    Schriften</i>, Berlin, <u>Deutsche Akademie der Wissenschaften zu Berlin</u>,    v.2, p.30, 1904.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0104-8775201200010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> Apud ERNST, Fritz. Zeitgeschehen    und Geschichtschreibung: Eine Skizze, p.160.    <br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> ERNST, Fritz. Zeitgeschehen und    Geschichtschreibung: Eine Skizze, p.161.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> RANKE, Leopold von. Burnet's history    of his own times. In: <i>A history of England principally in the seventeenth    century</i>, <i>1859-1869. Oxford, 1875,</i>p.46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0104-8775201200010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back13"></a><a href="#top13">13</a> HOBSBAWM, Eric. Un historien et    son temps pr&eacute;sent. In: Institut D'histoire du Temps Pr&eacute;sent, p.102.    <!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> Os trechos entre aspas simples    s&atilde;o de Ranke <i>apud</i> KRIEGER, Leonard. Ranke: The meaning of History.    Chicago: The University of Chicago Press, 1977, p.271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0104-8775201200010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> COULANGES, Fustel de. La mission    de l'historien. In: SAUVIGNY, G. Bertier de. (ed.) Recherches et questions.    Notes sur l'histoire en France au XIX<sup>e</sup>si&egrave;cle. Suivies d'extraits    des historiens fran&ccedil;ais du XIX<sup>e</sup>si&egrave;cle. Paris: Collection    Ressources, 1913, p.664-665.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0104-8775201200010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back16"></a><a href="#top16">16</a> MONOD, Gabriel. Introduction: du    progr&egrave;s des &eacute;tudes historiques en France depuis le XVI<sup>e</sup>si&egrave;cle.    Revue Historique, Paris, Librairie Germer Bailli&eacute;re et Cie, t.1, ann&eacute;e    1, p.37, Janvier &agrave; Juin 1876.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0104-8775201200010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back17"></a><a href="#top17">17</a> WOODWARD, Llewellyn. The study    of Contemporary History, p.1.    <!-- ref --><br>   <a name="back18"></a><a href="#top18">18</a> KOSELLECK, Reinhart. Ponto de vista,    perspectiva e temporalidade. Contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; apreens&atilde;o    historiogr&aacute;fica da hist&oacute;ria. In: Futuro passado: contribui&ccedil;&atilde;o    &agrave; sem&acirc;ntica dos tempos hist&oacute;ricos. Rio de Janeiro: Contraponto,    PUC-Rio, 2006, p.174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0104-8775201200010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back19"></a><a href="#top19">19</a> LAGROU, Pieter. L'histoire du temps    pr&eacute;sent en Europe depuis 1945, ou comment se constitue et se d&eacute;veloppe    un nouveau champ disciplinaire. <i>La Revue pour l'Histoire du CNRS</i>, n.9,    nov. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0104-8775201200010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back20"></a><a href="#top20">20</a> ROUSSO, Henry. El duelo es imposible    y necesario. Entrevista concedida a Claudia Feld. Puentes, Dic. 2000, p.32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0104-8775201200010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back21"></a><a href="#top21">21</a> Descrita em cores quase &eacute;picas    no contexto franc&ecirc;s, como se v&ecirc; em REMOND, Ren&eacute;. Quelques    questions de port&eacute;e g&eacute;n&eacute;rale en guise d'introduction. In:    Institut D'Histoire du Temps Pr&eacute;sent.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back22"></a><a href="#top22">22</a> Sobre o tema consultar WIEVIORKA,    <i> Annette. L'&egrave;re du t&eacute;moin. Paris</i>: Plon, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0104-8775201200010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back23"></a><a href="#top23">23</a> N&atilde;o obstante, consulte a    instigante reflex&atilde;o sobre a quest&atilde;o do distanciamento hist&oacute;rico    de HOLLANDER, Jaap Den. Contemporary History and the art of self-distancing.    <i> History and Theory</i>, n.50, p.51-67, dec. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0104-8775201200010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back24"></a><a href="#top24">24</a> Para conhecer os motivos de minha    opini&atilde;o contr&aacute;ria &agrave; da Associa&ccedil;&atilde;o veja a    videopalestra sobre o tema que proferi no blog Brasil Recente. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=g8-T3UhSK38&amp;list=UURtaVZTb3eHqDS9bW-l6Sbg&amp;index=4&amp;feature=plcp" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=g8-T3UhSK38&amp;list=UURtaVZTb3eHqDS9bW-l6Sbg&amp;index=4&amp;feature=plcp</a>&gt;.    <!-- ref --><br>   <a name="back25"></a><a href="#top25">25</a> LACAPRA, Dominick. <i>Historia    em tr&aacute;nsito</i>: experiencia, identidad, teor&iacute;a cr&iacute;tica.    Buenos Aires: Fondo de Cultura Econ&oacute;mica, 2006, p.94-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0104-8775201200010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back26"></a><a href="#top26">26</a> Veja, a prop&oacute;sito, o sempre    renovado ensaio de Michel De Certeau, "Psican&aacute;lise e hist&oacute;ria",    que agora conta com boa edi&ccedil;&atilde;o brasileira: CERTEAU, Michel de.    Hist&oacute;ria e Psican&aacute;lise: entre ci&ecirc;ncia e fic&ccedil;&atilde;o.    Tradu&ccedil;&atilde;o de Guilherme Jo&atilde;o de Freitas Teixeira. Belo Horizonte:    Aut&ecirc;ntica, 2011. (Cole&ccedil;&atilde;o Hist&oacute;ria &amp; Historiografia    coordenada por Eliana de Freitas Dutra).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0104-8775201200010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Sobre a quest&atilde;o da simpatia    consultar p.72.    <!-- ref --><br>   <a name="back27"></a><a href="#top27">27</a> CATELA, Ludmila da Silva. Violencia    pol&iacute;tica y dictadura en Argentina: de memorias dominantes, subterr&aacute;neas    y denegadas In: FICO, Carlos et al. (orgs.) Ditadura e democracia na Am&eacute;rica    Latina: balan&ccedil;o hist&oacute;rico e perspectivas. Rio de Janeiro: FGV,    2008, p.179-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0104-8775201200010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back28"></a><a href="#top28">28</a> Para um exemplo brasileiro, veja    o site do Grupo Terrorismo Nunca Mais. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ternuma.com.br" target="_blank">http://www.ternuma.com.br</a>&gt;.    <!-- ref --><br>   <a name="back29"></a><a href="#top29">29</a> Ver, a prop&oacute;sito, SENKMAN,    Leonardo. El horizonte de la Shoa y el nazismo en la memoria del terrorismo    de estado en Argentina y Chile. <i>Revista Digital</i> do NIEJ, n.5, ano 3,    p.18-29, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-8775201200010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back30"></a><a href="#top30">30</a> ROUSSO, Henry. El duelo es imposible    y necesario, p. 39.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back31"></a><a href="#top31">31</a> Sobre as perdas de indiv&iacute;duos    em situa&ccedil;&otilde;es diferentes como na &Aacute;frica do Sul ou na Alemanha,    ver LACAPRA, Dominick. Trauma, absence, loss. <i>Critical Inquiry</i>, v.25,    n.4, p.698, summer 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0104-8775201200010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Para a suposi&ccedil;&atilde;o de que &eacute; poss&iacute;vel    encontrar "rela&ccedil;&otilde;es significativas e de informa&ccedil;&atilde;o    m&uacute;tua" entre acontecimentos como o Holocausto, genoc&iacute;dios etc.    ver LACAPRA, Dominick. Historia em tr&aacute;nsito, p.356.    <!-- ref --><br>   <a name="back32"></a><a href="#top32">32</a> HUYSSEN, Andreas. En busca del    tiempo futuro. <i>Puentes</i>, n.2, p.15, 18, 19, 22 e 23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-8775201200010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back33"></a><a href="#top33">33</a> SARLO, Beatriz. <i>Tempo passado</i>:    cultura da mem&oacute;ria e guinada subjetiva. S&atilde;o Paulo/Belo Horizonte:    Companhia das Letras/UFMG, 2007, p.46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0104-8775201200010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back34"></a><a href="#top34">34</a> Sobre a campanha pela anistia,    consultar GRECO, Heloisa Am&eacute;lia. Dimens&otilde;es fundacionais da luta    pela anistia. 2003. Tese (Doutorado em Hist&oacute;ria), UFMG, Belo Horizonte;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-8775201200010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    DEL PORTO, Fab&iacute;ola Brigante. A luta pela anistia no regime militar brasileiro:    a constitui&ccedil;&atilde;o da sociedade civil no pa&iacute;s e a constru&ccedil;&atilde;o    da cidadania. 2002. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Ci&ecirc;ncias Pol&iacute;ticas),    UNICAMP, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0104-8775201200010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back35"></a><a href="#top35">35</a> A Lei da Anistia &eacute; a de    nº 6.683, de 28 de agosto de 1979.    <!-- ref --><br>   <a name="back36"></a><a href="#top36">36</a> Para maiores detalhes consultar    FICO, Carlos. A negocia&ccedil;&atilde;o parlamentar da anistia de 1979 e o    chamado "perd&atilde;o aos torturadores". <i>Revista Anistia Pol&iacute;tica    e Justi&ccedil;a de Transi&ccedil;&atilde;o, Bras&iacute;lia</i>, Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a, n.4, p.318-333, jul./dez. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0104-8775201200010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back37"></a><a href="#top37">37</a> O abrandamento da censura (1975),    o fim do AI-5 (1978), a anistia e o fim do bipartidarismo (1979).    <!-- ref --><br>   <a name="back38"></a><a href="#top38">38</a> Sobre o impacto da morte e do funeral    de Tancredo Neves consultar MARCELINO, Douglas Attila. O corpo da Nova Rep&uacute;blica:    funerais de presidentes e mem&oacute;ria de Tancredo Neves. 2011. Tese (Doutorado    em Hist&oacute;ria), UFRJ, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0104-8775201200010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back39"></a><a href="#top39">39</a> A argui&ccedil;&atilde;o foi registrada    no STF sob o nº 153, em 21 de outubro de 2008, e teve como relator o ministro    Eros Grau.    <br>   <a name="back40"></a><a href="#top40">40</a> ERNST, Fritz. Zeitgeschehen und    Geschichtschreibung: Eine Skizze, p.182.    <br>   <a name="back41"></a><a href="#top41">41</a> O mesmo pode ser dito, de algum    modo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; libera&ccedil;&atilde;o de documentos    sigilosos da diplomacia e do servi&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia das grandes    pot&ecirc;ncias, notadamente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, em fun&ccedil;&atilde;o    do alcance das opera&ccedil;&otilde;es secretas que tais pa&iacute;ses patrocinaram    sobretudo durante a Guerra Fria.    <br>   <a name="back42"></a><a href="#top42">42</a> KLESSMANN, Christoph e SABROW,    Martin. Contemporary History in Germany after 1989, p.224-226.    <br>   <a name="back43"></a><a href="#top43">43</a> A Comiss&atilde;o de Anistia promete    divulgar esses documentos (cerca de 60.000 processos) no Memorial da Anistia    que se encontra em constru&ccedil;&atilde;o em Belo Horizonte.    <br>   <a name="back44"></a><a href="#top44">44</a> &Iacute;ntegra do voto da ministra    C&aacute;rmen L&uacute;cia no julgamento da Argui&ccedil;&atilde;o de Descumprimento    de Preceito Fundamental nº 153. 29 de abril de 2010. Supremo Tribunal Federal.    <!-- ref --><br>   <a name="back45"></a><a href="#top45">45</a> Ver, por exemplo, AQUINO, Maria    Aparecida de, MATTOS, Marco Aur&eacute;lio Vannucchi e SWENSSON JR, Walter Cruz    (orgs.). No cora&ccedil;&atilde;o das trevas: o DEOPS/SP visto por dentro. S&atilde;o    Paulo: Arquivo do Estado/Imprensa Oficial, 2001;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0104-8775201200010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PIMENTA, Jo&atilde;o Paulo    Garrido. Os arquivos do DEOPS-SP: nota preliminar. Revista de Hist&oacute;ria,    S&atilde;o Paulo, v.132, p.149-154, 1995;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0104-8775201200010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> LEIT&Atilde;O, Alfredo. Fundo Deops:    organiza&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o. In: SILVA, Z&eacute;lia    Lopes da. Arquivos, patrim&ocirc;nio e mem&oacute;ria: trajet&oacute;rias e    perspectivas. S&atilde;o Paulo: Unesp, 1999;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0104-8775201200010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> KOSSOY, B., SOBRINHO, F. Couto    e CARNEIRO, M. L. T. (orgs.) PROIN: projeto integrado. Arquivo P&uacute;blico    do Estado e Universidade de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo: Humanitas; FAPESP,    1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0104-8775201200010000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back46"></a><a href="#top46">46</a> RIO DE JANEIRO, Arquivo P&uacute;blico    do Estado do Rio de Janeiro. Os Arquivos das pol&iacute;cias pol&iacute;ticas:    reflexos de nossa hist&oacute;ria contempor&acirc;nea. Rio de Janeiro: Faperj,    1994;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0104-8775201200010000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> RIO DE JANEIRO, Arquivo P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro. Dops:    a l&oacute;gica da desconfian&ccedil;a. Rio de Janeiro: O Arquivo, 1996;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0104-8775201200010000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> RIO    DE JANEIRO, Arquivo P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro. Cat&aacute;logo    de folhetos apreendidos pelas pol&iacute;cias pol&iacute;ticas. Rio de Janeiro:    O Arquivo, 2001;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0104-8775201200010000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> RIO DE JANEIRO, Arquivo P&uacute;blico do Estado do Rio de    Janeiro. Cat&aacute;logo de livros apreendidos pelas pol&iacute;cias pol&iacute;ticas.    Rio de Janeiro: O Arquivo, 2001;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0104-8775201200010000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> DAVIS, Dari&eacute;n. The arquivos das pol&iacute;cias    pol&iacute;ticas of the State of Rio de Janeiro. Latin American Research Review,    v.31, n.1, p.99-104, 1996;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-8775201200010000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> FURTADO, Eliana e RAMALHO, L&uacute;cia. A pol&iacute;tica    de acesso do Aperj ao acervo Dops. Arquivo &amp; Hist&oacute;ria, n.3, 1997;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-8775201200010000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    RIO DE JANEIRO. Arquivo P&uacute;blico do Estado do Rio de Janeiro. Invent&aacute;rio    preliminar do Fundo Departamento de Ordem Pol&iacute;tica e Social do Estado    da Guanabara. Rio de Janeiro, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0104-8775201200010000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back47"></a><a href="#top47">47</a> Para maiores detalhes sobre esse    epis&oacute;dio consultar FICO, Carlos. Como eles agiam. Os subterr&acirc;neos    da ditadura militar: espionagem e pol&iacute;cia pol&iacute;tica. Rio de Janeiro:    Record, 2001, p.25-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0104-8775201200010000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back48"></a><a href="#top48">48</a> BRASIL. Decreto 2.134, de 24 de    fevereiro de 1997. Regulamenta o art. 23 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de    1991, que disp&otilde;e sobre a categoria dos documentos p&uacute;blicos sigilosos    e o acesso a eles, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.    <br>   <a name="back49"></a><a href="#top49">49</a> Decreto no. 5.584, de 18 de novembro    de 2005.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back50"></a><a href="#top50">50</a> Veja rela&ccedil;&atilde;o completa    em: &lt;<a href="http://www.arquivonacional.gov.br/media/2010/tabela_acervos_governos_militares.pdf" target="_blank">http://www.arquivonacional.gov.br/media/2010/tabela_acervos_governos_militares.pdf</a>&gt;.    <!-- ref --><br>   <a name="back51"></a><a href="#top51">51</a> Ver, por exemplo, OTAVIO, Chico.    Professor se demite em protesto contra sigilo. O Globo, Rio de Janeiro, 3 nov.    2010, p.10;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0104-8775201200010000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> R&Ouml;TZSCH, Rodrigo. Historiador protesta contra censura do Arquivo    Nacional. Folha de S&atilde;o Paulo, SP, 4 nov. 2010, p.5;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0104-8775201200010000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> BOGHOSSIAN, Bruno.    Historiador renuncia por falta de acesso ao Arquivo Nacional. O Estado de S.    Paulo, S&atilde;o Paulo, 4 nov. 2010, p.14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0104-8775201200010000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back52"></a><a href="#top52">52</a> A Lei de Acesso &agrave;s Informa&ccedil;&otilde;es    P&uacute;blicas foi sancionada em 18 de novembro de 2011.    <br>   <a name="back53"></a><a href="#top53">53</a> BRASIL. Lei nº 12.527, de 18 de    novembro de 2011. Par&aacute;grafo 4ºdo art. 31.    <!-- ref --><br>   <a name="back54"></a><a href="#top54">54</a> Para uma avalia&ccedil;&atilde;o    da historiografia sobre o regime militar ver FICO, Carlos. Al&eacute;m do golpe:    vers&otilde;es e controv&eacute;rsias sobre 1964 e a ditadura militar. Rio de    Janeiro: Record, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0104-8775201200010000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back55"></a><a href="#top55">55</a> Para exemplo de uma abordagem da    grande imprensa com claro enfoque negativo, mas com informa&ccedil;&otilde;es    muito precisas consulte DIEGUEZ, Consuelo. Concilia&ccedil;&atilde;o, de novo.    Piau&iacute;, n.64, p.26-36, jan. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0104-8775201200010000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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