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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fidalgos, capitães e senhores de engenho: o Humanismo, o Barroco e o diálogo cultural entre Castela e a sociedade açucareira (Pernambuco, séculos XVI e XVII)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Noblemen, captains and sugar landlords: Humanism, Baroque and the cultural dialogue between Spain and the sugar plantation society (Pernambuco, XVI and XVII centuries)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study examines the cultural relationship between the sugar elites in Pernambuco and the Habsburg Spain. It also emphasizes the value system inspired in the courtship practices and the humanistic-baroque philosophical structure of Spanish intellectuals. The argument is based on the analyses of baroque and humanistic mentalité and courtship practices, aiming to understand the cultural exchanges between the sugar cities of Pernambuco and the Spanish Court through the exchange of men and ideas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Fidalgos,    capit&atilde;es e senhores de engenho: o Humanismo, o Barroco e o di&aacute;logo    cultural entre Castela e a sociedade a&ccedil;ucareira (Pernambuco, s&eacute;culos    XVI e XVII)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Noblemen, captains    and sugar landlords: Humanism, Baroque and the cultural dialogue between Spain    and the sugar plantation society (Pernambuco, XVI and XVII centuries)<a href="#backa"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Kalina Vanderlei    Silva</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Prof.ª Adjunta    da Universidade de Pernambuco Prof.ª Colaboradora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Hist&oacute;ria - UFRPE Faculdade de Forma&ccedil;&atilde;o de Professores    de Nazar&eacute; da Mata/UPE Av. Am&eacute;rico Brand&atilde;o, 43. Centro.    Nazar&eacute; da Mata. PE. CEP. 55.800-800 <a href="mailto:kalinavan@uol.com.br">kalinavan@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo prop&otilde;e    uma an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es culturais entre a elite a&ccedil;ucareira    da Capitania de Pernambuco e a Espanha Habsburga durante a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica,    a partir do sistema de valores inspirado nas pr&aacute;ticas cortes&atilde;s    da fidalguia ib&eacute;rica e na estrutura filos&oacute;fica humanista e barroca    dos letrados castelhanos. Partindo das linhas gerais do pensamento humanista    e barroco, e das pr&aacute;ticas cortes&atilde;s portuguesas e castelhanas,    focalizam-se as trocas culturais entre as vilas do a&ccedil;&uacute;car e a    Corte Habsburga atrav&eacute;s do interc&acirc;mbio de homens e ideias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    imagin&aacute;rio barroco, nobreza castelhana, elite a&ccedil;ucareira</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&nbsp;This study    examines the cultural relationship between the sugar elites in Pernambuco and    the Habsburg Spain. It also emphasizes the value system inspired in the courtship    practices and the humanistic-baroque philosophical structure of Spanish intellectuals.    The argument is based on the analyses of baroque and humanistic <i>mentalit&eacute;</i>    and courtship practices, aiming to understand the cultural exchanges between    the sugar cities of Pernambuco and the Spanish Court through the exchange of    men and ideas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    baroque imaginary, Spanish nobility, sugar plantation elites</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Humanismo e    Barroco em Castela e a nobreza portuguesa nos s&eacute;culos XVI e XVII</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O intenso interc&acirc;mbio    cultural entre as elites eruditas e cortes&atilde;s portuguesas e castelhanas,    entre os s&eacute;culos XV e XVII, resultou na constru&ccedil;&atilde;o de um    sistema de valores marcado pela filosofia dirigista absolutista, expresso tanto    em pr&aacute;ticas cotidianas quanto em manuais e obras liter&aacute;rias, que    s&eacute;culos depois seria definido pela historiografia como barroco. Um sistema    de valores fundado sobre exig&ecirc;ncias de pureza de sangue e princ&iacute;pios    culturais do Conc&iacute;lio de Trento, difundido no cotidiano das cortes, nas    pr&eacute;dicas religiosas e obras liter&aacute;rias, e que ultrapassou os limites    da nobreza, inspirando um imagin&aacute;rio que seria cultivado pela elite da    sociedade a&ccedil;ucareira da Am&eacute;rica portuguesa, pelos senhores de    Pernambuco e Bahia.<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante o s&eacute;culo    XVI, tais elementos &eacute;ticos, pr&aacute;ticas e discursos, que se constitu&iacute;am    em Castela, tiveram ampla difus&atilde;o entre a nobreza lisboeta, acompanhando    a propaga&ccedil;&atilde;o do castelhano como l&iacute;ngua cortes&atilde; e    a presen&ccedil;a de s&eacute;quitos espanh&oacute;is na Corte de Avis. J&aacute;    desde as &uacute;ltimas d&eacute;cadas dos Quatrocentos, gra&ccedil;as &agrave;    pol&iacute;tica de casamento entre pr&iacute;ncipes portugueses e princesas    castelhanas, a nobreza cortes&atilde; lusitana passou a conviver cada vez mais    com nobres espanh&oacute;is pertencentes &agrave; Casa da Rainha, institui&ccedil;&atilde;o    onde predominava a l&iacute;ngua e os h&aacute;bitos castelhanos em um espa&ccedil;o    cultural que incentivava a reprodu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas cortes&atilde;s    desse reino em Lisboa. Nesse contexto, tais s&eacute;quitos atuavam como propagadores    de h&aacute;bitos que gradualmente iam constituindo uma sociedade de corte portuguesa    cujo auge seria alcan&ccedil;ado no XVIII. No entanto, j&aacute; desde o s&eacute;culo    XV, Lisboa e Castela intercambiavam nobres, fazendo com que tanto os s&eacute;quitos    das rainhas em Portugal, quanto os fidalgos portugueses influentes em Madrid    - como Crist&oacute;v&atilde;o de Moura - , atuassem como difusores dos valores    cortes&atilde;os castelhanos em Portugal. Valores caracterizados "fundamentalmente    pela 'dist&acirc;ncia' imposta pelo monarca a seus s&uacute;ditos e por uma    disciplina rigorosa na observ&acirc;ncia dos rituais de etiqueta pelos nobres,    pelas damas e pelos criados".<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse cen&aacute;rio    foi constru&iacute;da uma cultura cortes&atilde; de base castelhana no ambiente    da nobreza lisboeta entre os s&eacute;culos XV e XVII, difundida a partir de    um bilinguismo mantido pelos constantes casamentos entre nobres dos dois reinos.    Uma cultura que extrapolou a nobreza e atingiu tamb&eacute;m letrados e artistas    - que passaram a escrever em castelhano - e institui&ccedil;&otilde;es estatais,    como o ex&eacute;rcito. Este, especificamente, adotou uma configura&ccedil;&atilde;o    castelhana na reorganiza&ccedil;&atilde;o de suas tropas a partir da unidade    militar b&aacute;sica espanhola, o tercio. Al&eacute;m disso, logo passaria    tamb&eacute;m a empregar pr&aacute;ticos de guerra experimentados nos muitos    conflitos do Imp&eacute;rio Espanhol, travados entre os s&eacute;culos XVI e    XVII: desde comandantes nobres que estiveram a servi&ccedil;o dos Habsburgo    e depois foram aproveitados pela restaura&ccedil;&atilde;o, como Vasco de Mascarenhas    e Matias de Albuquerque, at&eacute; pr&aacute;ticos que teorizaram sobre a arte    da guerra em uma s&eacute;rie de tratados bem barrocos, publicados em Portugal    sob o governo dos Filipes.<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa se manteve sempre fortemente anticastelhana,    temerosa de uma invas&atilde;o vinda do leste. Fato que fez com que a aproxima&ccedil;&atilde;o    cultural entre os dois reinos permanecesse um fen&ocirc;meno basicamente nobre.    E a despeito dos v&aacute;rios extratos que compunham a extremamente hierarquizada    nobreza ib&eacute;rica estarem longe de uma homogeneidade - de qualquer lado    da fronteira entre Castela e Portugal - , os mesmos compartilhavam um imagin&aacute;rio    comum: um conjunto de cren&ccedil;as, imagens, representa&ccedil;&otilde;es    e valores que se somavam para compor a identidade idealizada da <i>hidalgu&iacute;a</i>.    Uma identidade melhor representada pelos <i>hidalgos</i> castelhanos: grupo    social que constitu&iacute;a a ampla maioria do estamento nobili&aacute;rquico    da Espanha nos s&eacute;culos XVI e XVII, monopolizando importantes of&iacute;cios    estatais, como os postos de <i>alcaides</i> de fortalezas e pres&iacute;dios,    e exercendo papel hegem&ocirc;nico nos <i>tercios</i> da It&aacute;lia, Flandres    e na conquista americana.<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por sua vez, o    grupo dos fidalgos portugueses vivenciou uma r&aacute;pida ascens&atilde;o durante    a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica, gra&ccedil;as &agrave; alian&ccedil;a com a Coroa    Habsburga e ao apoio concedido &agrave; coroa&ccedil;&atilde;o de Felipe II,    que os converteu em seus mediadores no reino. E at&eacute; o reinado de Felipe    IV os Habsburgo conseguiram cultivar a lealdade desses nobres portugueses, dentre    os quais se encontravam personagens intensamente vinculados &agrave; administra&ccedil;&atilde;o    e coloniza&ccedil;&atilde;o do Brasil, como os Albuquerque Coelho, donat&aacute;rios    de Pernambuco.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao mesmo tempo,    paralelamente a uma cultura fidalga de &iacute;ndole castelhana, as elites letradas    portuguesas tamb&eacute;m criaram uma cultura erudita em constante di&aacute;logo    com Castela, principalmente atrav&eacute;s dos estudos universit&aacute;rios    e da circula&ccedil;&atilde;o de estudantes e livros entre as universidades    de Salamanca e Coimbra.<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde a Idade M&eacute;dia    os intelectuais portugueses se voltavam para a Universidade de Salamanca em    busca de forma&ccedil;&atilde;o, e tamanha era a prefer&ecirc;ncia pelo Estudo    Salmantino que dom Jo&atilde;o III chegou a proibir a sa&iacute;da de estudantes    portugueses, visto o preju&iacute;zo que tal evas&atilde;o causava &agrave;    Universidade de Coimbra. Isso, no entanto, n&atilde;o impediu a cont&iacute;nua    transfer&ecirc;ncia para Salamanca, principalmente devido ao prest&iacute;gio    que essa universidade conheceu durante o s&eacute;culo XV, e que levou muitos    estudantes a intercalarem os cursos entre uma e outra universidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E foram essas idas    e vindas que promoveram a passagem de ideias humanistas e barrocas de Castela    para Portugal. Ideias gestadas na Salamanca dos s&eacute;culos XV e XVI, lar    de juristas e te&oacute;logos respons&aacute;veis pela organiza&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de Estado e Igreja dos Reis Cat&oacute;licos, assim como    por um pensamento humanista que teria n&atilde;o pouca influ&ecirc;ncia sobre    as ordens religiosas atuantes na conquista da Am&eacute;rica, principalmente    jesu&iacute;tas e dominicanos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seriam os disc&iacute;pulos    de mestres salmantinos como Mart&iacute;n Azpilcueta Navarro e Francisco de    Vit&oacute;ria que ao conseguirem posi&ccedil;&otilde;es na Europa e na Am&eacute;rica    ajudariam a difundir os ideais gerados na Universidade de Salamanca. Inclusive    portugueses como o Padre Manuel de N&oacute;brega, que exerceria papel fundamental    na constru&ccedil;&atilde;o da sociedade a&ccedil;ucareira.<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao mesmo tempo    em que a Universidade de Salamanca vivenciava seu apogeu, o pensamento humanista    espanhol, cultivador das virtudes cl&aacute;ssicas, come&ccedil;ava a dar lugar    ao pensamento barroco da racionaliza&ccedil;&atilde;o, das estrat&eacute;gias    de controle e das tentativas de mecanizar o comportamento dos indiv&iacute;duos.    Enquanto o humanismo, que se desenvolveu entre meados do s&eacute;culo XV e    o s&eacute;culo XVI, fazia apologia de no&ccedil;&otilde;es como a franqueza,    o barroco, predominante no s&eacute;culo XVII, elaborava li&ccedil;&otilde;es    de dissimula&ccedil;&atilde;o muito apreciadas pelas pr&aacute;ticas cortes&atilde;s.    J&aacute; n&atilde;o interessava ent&atilde;o a busca pela harmonia plat&ocirc;nica    das paix&otilde;es, e a generosidade senhorial virava apenas uma estrat&eacute;gia    nas intrigas cortes&atilde;s e nos modelos de bom comportamento caros a cortes&atilde;os    e te&oacute;logos.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, enquanto    a racionalidade fria gerada pela crise das concep&ccedil;&otilde;es plat&ocirc;nicas,    no fim do XVI, alimentava um sentimento de desengano e uma busca por condutas    rigidamente controladas, o ideal humanista, que n&atilde;o desapareceu de todo    do imagin&aacute;rio fidalgo, transformava-se cada vez mais em uma f&oacute;rmula    ret&oacute;rica e discursiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi nesse contexto    que o imagin&aacute;rio barroco da nobreza castelhana criou um homem dissimulador,    mec&acirc;nico, cujas a&ccedil;&otilde;es e condutas racionalmente pensadas    para se encaixar nos perfis da corte seriam elas pr&oacute;prias a fronteira    definitiva entre o pensamento humanista e o barroco. Nesse cen&aacute;rio uma    mir&iacute;ade de tratados floresceu entre os s&eacute;culos XVI e XVII, propondo    a racionaliza&ccedil;&atilde;o das condutas cotidianas que deveriam ter como    objetivo m&aacute;ximo o controle externo e interno do indiv&iacute;duo. Um    cen&aacute;rio no qual os jesu&iacute;tas assumiram um papel central.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A virtude cara    ao humanismo continuava, entretanto, a ser cultivada como um ideal fidalgo que    gerou, ao se contrapor &agrave;s pr&aacute;ticas dissimuladas, uma &acirc;nsia    pelo parecer que se tornou marca da corte em Madrid e um modelo cortes&atilde;o    para a Europa. Tanto a &eacute;tica quanto a est&eacute;tica da civilidade barroca    definiam o ser pelo parecer, a ilus&atilde;o, a ess&ecirc;ncia pela apar&ecirc;ncia,    o sup&eacute;rfluo antes do decoro, priorizando assim a exibi&ccedil;&atilde;o    de uma imagem de respeitabilidade como a via de integra&ccedil;&atilde;o no    tecido social. A usurpa&ccedil;&atilde;o das formas de tratamento, defer&ecirc;ncia    e cortesia; a invoca&ccedil;&atilde;o de falsos t&iacute;tulos nobili&aacute;rquicos;    a tenta&ccedil;&atilde;o por imitar os usos do estamento dominante para conseguir    prest&iacute;gio e &ecirc;xito social: todas essas eram pr&aacute;ticas desenvolvidas    na corte, mas que se alastraram para o espa&ccedil;o urbano, copiadas da nobreza    cortes&atilde;.<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em tal cen&aacute;rio    surgiu a Companhia de Jesus, cuja rigidez de princ&iacute;pios - que inclu&iacute;am    a imposi&ccedil;&atilde;o de uma obedi&ecirc;ncia sistem&aacute;tica e da resigna&ccedil;&atilde;o    das vontades dos fi&eacute;is - partilhava da intensa busca filos&oacute;fica    pelo controle social total que come&ccedil;ou a ser tecida baixo a monarquia    cat&oacute;lica espanhola no s&eacute;culo XVI, e desde cedo. Mas tamb&eacute;m    ao longo do s&eacute;culo XVII, a Companhia compartilhou o conjunto de valores,    imagens, doutrinas e comportamentos vigente no processo de confessionaliza&ccedil;&atilde;o    e disciplinariza&ccedil;&atilde;o que proliferou na Europa moderna nos Quinhentos.<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os la&ccedil;os    da Companhia com a mentalidade de Castela eram profundos, a despeito de seus    primeiros seguidores terem sa&iacute;do da Universidade de Paris. Loyola, que    tal como outros humanistas espanh&oacute;is fora intensamente influenciado pela    <i>devotio</i> erasmiana, fora educado nos princ&iacute;pios cortes&atilde;os    castelhanos e em uma religiosidade fidalga cujos elementos filos&oacute;ficos    e discursivos s&atilde;o vis&iacute;veis em seus escritos. T&atilde;o forte    seria a inser&ccedil;&atilde;o da Companhia no pensamento barroco, inclusive    mundano e cortes&atilde;o, que foi o jesu&iacute;ta Baltasar Graci&aacute;n,    no s&eacute;culo XVII, um dos formuladores desse paradigma, com suas dissimula&ccedil;&otilde;es,    segredos, c&oacute;digos &eacute;ticos e condutas teatrais.<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais valores e    imagens constitu&iacute;am o tecido sociocultural espanhol dos s&eacute;culos    XVI e XVII, marcado pela pol&iacute;tica da monarquia absoluta e cat&oacute;lica    que procurava dirigir a sociedade segundo padr&otilde;es hier&aacute;rquicos    rigorosos, impostos sobre gestos e pensamentos, pr&aacute;ticas e institui&ccedil;&otilde;es.    Uma cultura transplantada para a Europa Ocidental e as Am&eacute;ricas na esteira    da expans&atilde;o do Imp&eacute;rio Espanhol, alcan&ccedil;ando te&oacute;logos,    fil&oacute;sofos e artistas que se esmeraram em codificar e decodificar aqueles    valores em tratados de comportamento e obras de arte.<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A arte e a teologia    foram inseridas, assim, no planejamento estrat&eacute;gico do poder absoluto,    inclusive nas diretrizes do Conc&iacute;lio de Trento, devendo seduzir atrav&eacute;s    da glorifica&ccedil;&atilde;o da autoridade pol&iacute;tica e religiosa. Nesse    contexto, a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento deveria ser pr&aacute;tica,    almejando o controle do indiv&iacute;duo e da sociedade, raz&atilde;o pela qual    proliferaram ent&atilde;o os manuais de comportamento e tratados sobre diferentes    &aacute;reas do saber, no mesmo momento em que se difundia a pr&aacute;tica    da confiss&atilde;o. Essa busca incessante por ordem, pelo controle das pr&oacute;prias    a&ccedil;&otilde;es e da conduta alheia, onipresente na Companhia de Jesus,    refletia os valores <i>hidalgos</i> e o dirigismo barroco, ao mesmo tempo em    que era refletida em suas pr&aacute;ticas cotidianas.<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os escritos de    Loyola estavam intrinsecamente relacionados com a busca pelo controle total    sobre o outro. Enquanto seus Exerc&iacute;cios Espirituais apresentavam diretrizes    para o controle mental, de atitude e o pleno dom&iacute;nio de si, antecipando    as muitas obras sobre esse tema que surgiriam no s&eacute;culo XVII, suas Constitui&ccedil;&otilde;es    pregavam a obedi&ecirc;ncia estrita aos superiores, em um discurso t&iacute;pico    da estratifica&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica <i>hidalga</i>. Nesse sentido,    quando Loyola propunha a ordena&ccedil;&atilde;o da vida, defendia tamb&eacute;m    a manuten&ccedil;&atilde;o da ordem vigente, da hierarquia e dos costumes tradicionais,    inserindo-se assim no contexto da nobreza ib&eacute;rica, &aacute;vida por impor    seus valores sobre a ascendente burguesia, desejosa de mudan&ccedil;as sociais.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, os    elementos &eacute;ticos, doutrin&aacute;rios e est&eacute;ticos barrocos, presentes    na Companhia de Jesus, iam al&eacute;m das f&oacute;rmulas dirigistas de controle    de si e da busca por ordem da filosofia de Loyola. Por um lado, a Companhia    esteve intimamente ligada ao desenvolvimento da teatralidade barroca, atrav&eacute;s    da promo&ccedil;&atilde;o de cerim&ocirc;nias p&uacute;blicas como prociss&otilde;es    e encena&ccedil;&otilde;es. Por outro, os jesu&iacute;tas teorizaram sobre o    cotidiano das cortes em escritos como os de Baltasar Graci&aacute;n, obras primas    do tratadismo barroco com suas f&oacute;rmulas para o bom governo de si e dos    outros, inspiradas em experientes pol&iacute;ticos e cortes&atilde;os do Imp&eacute;rio    Espanhol. Para Graci&aacute;n, o <i>hidalgo</i> - o &uacute;nico Homem que parecia    importar para o barroco - deveria ser discreto, prudente, pol&iacute;tico, mas    tamb&eacute;m incompreens&iacute;vel, reproduzindo assim o gosto pela ilus&atilde;o    e pelo rebuscado.<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto esse imagin&aacute;rio    era gestado em Castela, Portugal era atravessado pelo crescente castelhanismo    da nobreza cortes&atilde;, de letrados e religiosos, ao mesmo tempo em que o    projeto de capitanias heredit&aacute;rias para a coloniza&ccedil;&atilde;o do    Brasil come&ccedil;ava a ser elaborado. Um projeto que seria gerido por aqueles    mesmos grupos sociais, envolvidos com os valores barrocos, que forneceriam modelos    de comportamento e moral para as novas capitanias americanas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>As redes culturais    entre Castela, Lisboa e as vilas do a&ccedil;&uacute;car</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi nesse cen&aacute;rio    que a sociedade urbana a&ccedil;ucareira come&ccedil;ou a ser constitu&iacute;da    entre Pernambuco e Bahia no s&eacute;culo XVI, regida por fidalgos como Tom&eacute;    de Souza e Duarte Coelho. Nela, senhores de terra se esmeravam em reproduzir    condutas pr&oacute;prias da <i>hidalgu&iacute;a</i>, ao mesmo tempo em que fundavam    canaviais e engenhos, tecendo rela&ccedil;&otilde;es sociais e pr&aacute;ticas    culturais que iam configurando aos poucos um sistema de valores e imagin&aacute;rio    pr&oacute;prios. Uma elite em forma&ccedil;&atilde;o que dependia economicamente    do mundo rural, mas que mantinha uma significativa rela&ccedil;&atilde;o com    a urbanidade em vilas fundadas antes dos engenhos. Um cen&aacute;rio no qual    os jesu&iacute;tas atuariam como ve&iacute;culo de propaga&ccedil;&atilde;o    dos valores nascidos nas universidades, na corte e nas c&aacute;tedras can&ocirc;nicas    dos Habsburgo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em tal paisagem    urbana se estendeu a rede cultural entre Castela e as vilas do a&ccedil;&uacute;car,    intermediada tamb&eacute;m pela fidalguia lusitana, no momento mesmo em que    a elite a&ccedil;ucareira, formada por senhores de engenho e lavradores de cana,    consolidava-se enquanto grupo social.<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a>    E enquanto os colonos transitavam de simples donos de engenhos a integrantes    de uma elite coesa, a prega&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;ta se tornava mais    intensa e organizada, realizada por mission&aacute;rios cuja forma&ccedil;&atilde;o    human&iacute;stico-barroca era significativamente devedora da cultura castelhana.    Assim, a <i>virtu</i> humanista e o dirigismo barroco chegaram &agrave; Am&eacute;rica    a&ccedil;ucareira na esteira dos padres comandados por Manuel de N&oacute;brega.    Um grupo que, ao mesmo tempo em que se dedicava &agrave; catequiza&ccedil;&atilde;o    ind&iacute;gena tamb&eacute;m punha em pr&aacute;tica um projeto educacional    dirigista voltado para as elites coloniais.<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses jesu&iacute;tas,    aportados com o primeiro Governador Geral, vinham de uma imers&atilde;o na &eacute;tica    formulada pelos centros intelectuais da Espanha, sendo dois de seus mais atuantes    e prol&iacute;ficos pregadores s&uacute;ditos de Castela - Jos&eacute; de Anchieta    e Jo&atilde;o Azpilcueta Navarro - , enquanto o pr&oacute;prio Manuel de N&oacute;brega    integrava o grupo dos portugueses que dividiam seus estudos entre a Universidade    de Salamanca e a Universidade de Coimbra, tendo criado, nesse interst&iacute;cio,    uma intensa liga&ccedil;&atilde;o intelectual com um dos principais pensadores    do barroco salmantino, Mart&iacute;n Azpilcueta Navarro.<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma vez no Brasil    os padres fundaram col&eacute;gios e dividiram seus esfor&ccedil;os entre a    catequese ind&iacute;gena e a educa&ccedil;&atilde;o dos colonos, em uma e outra    buscando incutir os preceitos da Companhia e as novas regras estabelecidas pelo    Conc&iacute;lio de Trento.<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>    E apesar da aten&ccedil;&atilde;o dedicada &agrave; miss&atilde;o catequ&eacute;tica,    N&oacute;brega n&atilde;o descuidou dos colonos; preocupa&ccedil;&atilde;o refletida    em suas cartas: al&eacute;m de incentivar a pr&aacute;tica da confiss&atilde;o,    ele cultivava a rotina de pregar para os colonos em domingos e dias festivos,    levando para o p&uacute;lpito toda a for&ccedil;a de sua forma&ccedil;&atilde;o    humanista-barroca.<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto,    as duas metas educacionais jesu&iacute;tas estavam em perfeita conson&acirc;ncia    com o dirigismo barroco: a busca por ordem no mundo e pelo controle sobre o    indiv&iacute;duo e as vontades, pois enquanto o ind&iacute;gena era considerado    o <i>Outro</i> por excel&ecirc;ncia a ser conhecido e convertido, os colonos    se encaixavam na descri&ccedil;&atilde;o que In&aacute;cio de Loyola fez dos    meninos que deveriam ser educados para melhor administrarem no futuro. O pr&oacute;prio    N&oacute;brega espelhou essas palavras quando escreveu que "Principalmente pretendemos    ensinar bem os mo&ccedil;os, porque estes bem doutrinados e acostumados em virtude    ser&atilde;o firmes e constantes".<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    filos&oacute;fica de N&oacute;brega devia muito a seu mentor, o padre Mart&iacute;n    Azpilcueta Navarro, que exerceu uma consider&aacute;vel influ&ecirc;ncia sobre    os jesu&iacute;tas portugueses e intelectuais em Coimbra. Basco de nascimento,    Navarro foi um te&oacute;logo humanista de forma&ccedil;&atilde;o castelhana    que levou os debates da Universidade de Salamanca para Portugal, influindo consideravelmente    na difus&atilde;o do confessionalismo ao redigir o <i>Manual de Confessores    e Penitentes</i>, publicado em Coimbra em 1560, com significativa repercuss&atilde;o    em Portugal e no Brasil.<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sua obra espelhava    o dirigismo jesu&iacute;ta e a rigidez das pr&aacute;ticas para o controle de    si e do outro, presentes na Companhia.<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a>    Parente de Loyola e tio de Jo&atilde;o Azpilcueta Navarro - padre do grupo de    N&oacute;brega que se destacou na convers&atilde;o dos tupi - <a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>    o Padre Mart&iacute;n foi tamb&eacute;m correspondente de N&oacute;brega enquanto    esse esteve no Brasil. Seu manual reproduzia os ideais de Trento, fundamentais    para a mentalidade barroca, focando o sacramento tridentino por excel&ecirc;ncia,    a confiss&atilde;o, cuja institui&ccedil;&atilde;o pelo Conc&iacute;lio respondia    &agrave; &acirc;nsia dirigista pelo controle das vontades, pr&oacute;prias e    alheias, do catolicismo moderno. Assim, ao submeter os desejos e segredos mais    &iacute;ntimos ao controle da Igreja, a confiss&atilde;o assumia o papel central    inclusive nos projetos catequ&eacute;ticos jesu&iacute;tas.<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Imbu&iacute;dos    dessas influ&ecirc;ncias, N&oacute;brega, Anchieta e seus pares procederam &agrave;    educa&ccedil;&atilde;o dos colonos nas vilas do a&ccedil;&uacute;car, dando    aten&ccedil;&atilde;o especial a donat&aacute;rios e suas fam&iacute;lias. Tal    foi o caso do Padre Jo&atilde;o de Mello que chegou a ser conselheiro dos filhos    e parentes do donat&aacute;rio de Pernambuco, Duarte Coelho; os mesmos personagens    que se uniriam &agrave; cruzada de dom Sebasti&atilde;o em Alc&aacute;cer Quibir;    a mesma fam&iacute;lia que, no s&eacute;culo XVII, atuaria cotidianamente junto    &agrave; Corte Habsburga em Madrid e em Lisboa.<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto isso,    os col&eacute;gios jesu&iacute;tas na Bahia e em Pernambuco se tornavam n&uacute;cleos    de forma&ccedil;&atilde;o de intelectuais que, por sua vez, passavam eles tamb&eacute;m    a educar os filhos dos senhores de engenho. Tais institui&ccedil;&otilde;es    funcionavam como centros culturais, crescendo na propor&ccedil;&atilde;o que    as vilas se desenvolviam, e disponibilizando suas bibliotecas para padres, alunos    e leigos. Nelas os jesu&iacute;tas incentivavam o h&aacute;bito de leitura,    distribuindo livros em festas como as da abertura do ano letivo no Col&eacute;gio    de Olinda, em 1573 e 1574, celebradas com sess&otilde;es liter&aacute;rias e    representa&ccedil;&otilde;es teatrais.<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas institui&ccedil;&otilde;es    atra&iacute;am letrados que se tornavam frequentadores contumazes das bibliotecas.    Caso de Bento Teixeira, egresso do Col&eacute;gio da Bahia que se estabeleceu    em Olinda onde, entre 1595 e 1599, escreveu a <i>Prosopop&eacute;ia</i> em louvor    do donat&aacute;rio Jorge de Albuquerque. Da forma&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;ta    Teixeira adquirira o gosto pelos cl&aacute;ssicos latinos e espanh&oacute;is    a partir dos quais come&ccedil;ara a escrever em castelhano, al&eacute;m de    portugu&ecirc;s e latim.<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A biblioteca da    Bahia tornou-se tamb&eacute;m o ref&uacute;gio intelectual de dom Francisco    Manuel de Melo, nobre portugu&ecirc;s fiel aos Habsburgo e exilado na Bahia.    Cortes&atilde;o que vivia sobre as regras do "discreto" de Graci&aacute;n e    Castiglione, dom Francisco &eacute; um perfeito exemplo do interc&acirc;mbio    de ideias e pessoas que de Castela e Lisboa se estendeu tamb&eacute;m &agrave;    periferia do Imp&eacute;rio e &agrave;s vilas a&ccedil;ucareiras.<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Filho de pai portugu&ecirc;s    e m&atilde;e castelhana, dom Francisco estudou em col&eacute;gio jesu&iacute;ta    em Portugal, tendo por mentor o Padre Telles, autor de uma <i>Summa Philosophae</i>    lida, segundo ele, tamb&eacute;m na Am&eacute;rica portuguesa. Lutou pelo imp&eacute;rio    espanhol e jurou lealdade a Felipe IV, o que lhe garantiu uma boa situa&ccedil;&atilde;o    na corte, mas tamb&eacute;m um ex&iacute;lio de tr&ecirc;s anos na Bahia, depois    da restaura&ccedil;&atilde;o. Cultor das letras barrocas, escreveu variada obra,    tanto em portugu&ecirc;s quanto em castelhano, seguindo as modas da corte lisboeta,    inclusive um tratado barroco de grande repercuss&atilde;o, a <i>Carta de Guia    de Casados</i> (1651).<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao ser exilado,    fez a viagem para o Brasil sob as ordens de Francisco de Brito Freyre, fidalgo    portugu&ecirc;s e erudito general da restaura&ccedil;&atilde;o, aportando na    Bahia na esteira dos sucessos da capitula&ccedil;&atilde;o da WIC em Recife.    Durante sua temporada baiana se dedicou &agrave;s letras, chegando inclusive    a compor um <i>Diario del Brasil</i>, mais tarde perdido, al&eacute;m das dedicat&oacute;rias    de seus <i>Apologos Dialogaes</i> (1655), <i>Epanophora</i> (1657) e <i>Hospital    das Letras</i> (1657). Para esta &uacute;ltima, inclusive, &eacute; prov&aacute;vel    que tenha utilizado livros raros do acervo da biblioteca do Col&eacute;gio baiano.    <a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa biblioteca    era a maior dos n&uacute;cleos urbanos a&ccedil;ucareiros j&aacute; no s&eacute;culo    XVI, sendo ampliada ap&oacute;s a reconstru&ccedil;&atilde;o de Salvador em    1625, chegando a contar com tr&ecirc;s mil t&iacute;tulos registrados em 1694.    Por sua vez, Pernambuco abrigava duas bibliotecas jesu&iacute;tas no s&eacute;culo    XVII: a do Real Col&eacute;gio de Olinda, fundada no XVI e reconstru&iacute;da    depois da restaura&ccedil;&atilde;o, e a biblioteca do Col&eacute;gio do Recife,    fundada em 1677.<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As leituras poss&iacute;veis    nessas salas deveriam auxiliar a prega&ccedil;&atilde;o dos mission&aacute;rios.    Portanto, as obras de autores jesu&iacute;tas de grande repercuss&atilde;o na    Companhia, e especialmente sobre os padres de N&oacute;brega, j&aacute; deveriam    preencher as bibliotecas entre o fim do XVI e o XVII. Caso do <i>Manual de Confessores    e Penitentes</i>, de Mart&iacute;n Azpilcueta Navarro e El H&eacute;roe, de    Baltasar Graci&aacute;n, al&eacute;m de textos dos pr&oacute;prios padres de    N&oacute;brega, como Anchieta. Todas essas obras de forte car&aacute;ter dirigista.<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a forma&ccedil;&atilde;o    de letrados nas terras do a&ccedil;&uacute;car esteve, desde o in&iacute;cio,    vinculada a um grupo de jesu&iacute;tas intensamente influenciado pelas universidades    castelhanas e sua produ&ccedil;&atilde;o intelectual. Por outro lado, tamb&eacute;m    &eacute; certo que houve uma conex&atilde;o mais direta entre as elites letradas    de Pernambuco e Castela, atrav&eacute;s de personagens que das vilas a&ccedil;ucareiras    iam eles pr&oacute;prios estudar em Salamanca, passando primeiro por Coimbra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O bilinguismo dos    portugueses em Salamanca e sua altern&acirc;ncia de estudos entre Coimbra e    a universidade castelhana, antes e durante a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica, produziu    uma permeabilidade cultural entre os estratos letrados dos dois reinos que logo    passou a incluir tamb&eacute;m a gente do a&ccedil;&uacute;car. Situa&ccedil;&atilde;o    que permitiu que, entre o s&eacute;culo XVI e o XVII, v&aacute;rios naturais    do Brasil se matriculassem na Universidade de Salamanca, em sua maioria oriundos    de Pernambuco.<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto a maioria    dos portugueses em Salamanca cursava Medicina, dos sete estudantes encontrados    no per&iacute;odo da uni&atilde;o de coroas cujos registros informavam serem    eles naturais de Pernambuco, tr&ecirc;s cursavam C&acirc;nones, tr&ecirc;s Medicina    e um Artes. Eram personagens como Bernadino Pessoa de Almeida, filho de senhor    de engenho de Tracunha&eacute;m, que se bacharelou em Medicina por Salamanca    em 1638, onde havia estudado com seus dois irm&atilde;os, tamb&eacute;m alunos    de Medicina. Anos depois, de volta a Pernambuco, Bernadino passaria a atuar    como m&eacute;dico da C&acirc;mara de Olinda p&oacute;s-restaura&ccedil;&atilde;o.<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse tr&acirc;nsito    de estudantes entre Pernambuco e Salamanca inclu&iacute;a personagens que sugerem    que a presen&ccedil;a castelhana nas vilas a&ccedil;ucareiras ia al&eacute;m    da circula&ccedil;&atilde;o de ideias: naturais da capitania, registrados na    universidade castelhana, filhos ou netos de espanh&oacute;is estabelecidos em    Pernambuco, como Don Pedro Ramires de Urrea, fidalgo das vilas do a&ccedil;&uacute;car    - com a confusa matr&iacute;cula de "natural de Pernambuco de todos santos en    Brasil" - e Sim&atilde;o &Aacute;lvares de La Penha, neto de Antonio &Aacute;lvares    de La Penha, castelhano ido a Pernambuco a mando da Coroa de Castela. Tamb&eacute;m    o pai de Sim&atilde;o &Aacute;lvares havia sido funcion&aacute;rio dos Habsburgo,    para quem exercera a fun&ccedil;&atilde;o de pagar "a los soldados de Pernambuco    en campa&ntilde;a contra los holandeses y &#91;que&#93; fue objeto de diversas    Mercedes, para &eacute;l y para sus hijos, por sus servicios en dita campa&ntilde;a".<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fam&iacute;lia    &Aacute;lvares de La Penha representava, assim, uma parte da gente de guerra    enviada pelos Habsburgo e que se estabeleceu em Pernambuco. Por outro lado,    representava tamb&eacute;m uma parcela bem espec&iacute;fica dessa gente: um    grupo situado entre as fileiras da elite a&ccedil;ucareira. Situa&ccedil;&atilde;o    comprovada pela presen&ccedil;a massiva da nobreza da terra na gradua&ccedil;&atilde;o    de Sim&atilde;o &Aacute;lvares, em Coimbra:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram testemunhas      em Lisboa: dom Diogo Descalante e Guevara, castelhano e governador que foi      da fortaleza de S&atilde;o Jo&atilde;o da F&oacute;z, Porto, preso no Castelo,      de 70 anos, disse que o av&ocirc; era filho de un cavaleiro de Ast&uacute;rias      e casou em Granada com uma fidalga de Ponce de Li&atilde;o e depois falando      em Lisboa com o dito av&ocirc; Pedro &Aacute;lvares de La Penha, este &uacute;ltimo      lhe disse que era casado em Pernambuco com uma Dona Filipa Correia; Manuel      de Madureira de Morais, capit&atilde;o de cavalos de Pernambuco, na guerra      contra os holandeses, e ora estante em Lisboa, disse que o bacharel veio de      Pernambuco para a Bahia, servindo de auditor geral do exercito do Conde de      Banholo, foi depois provedor-mor na Bahia e provedor dos Defuntos e Ausentes;      c&ocirc;nego Feliz de Vasconcelos, de Pernambuco, conhece o bacharel de cria&ccedil;&atilde;o;      Afonso de Albuquerque, mo&ccedil;o fidalgo e capit&atilde;o de cavalos na      guerra de Pernambuco, morador em Lisboa em casa do conde de alegrete &agrave;      cal&ccedil;ada do Congro&#91;sic&#93;, conheceu o habilitado de cria&ccedil;&atilde;o;      capit&atilde;o Diogo Coelho de Albuquerque, de Pernambuco; capit&atilde;o      Felipe Bandeira de Mello, de Pernambuco, ora estante em Lisboa, no Castelo;      Fern&atilde;o de Melo de Albuquerque, alferes que foi em Flandres, natural      de Pernambuco; alferes Dom Antonio de Gusm&atilde;o, castelhano morador no      Castelo; dom Jo&atilde;o de Salinas, castelhano, preso no Castelo; Constantino      Cadena, sargento-mor do Castelo; Dona M&eacute;cia Benavides, vi&uacute;va      de Pero Sanches Farinha.<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ou seja, entre    os convidados &agrave; cerim&ocirc;nia contavam-se quatro capit&atilde;es -    um deles fidalgo - , um c&ocirc;nego e um alferes, todos naturais de Pernambuco    que naquele momento viviam no reino. Al&eacute;m de veteranos das guerras no    Brasil, tr&ecirc;s deles eram da fam&iacute;lia Albuquerque, um deles inclusive    residindo em casa do Conde de Alegrete - ningu&eacute;m menos que Matias de    Albuquerque.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E nesse cen&aacute;rio,    Sim&atilde;o Alvarez - neto do s&uacute;dito de Castela Pedro &Aacute;lvares    de La Penha, que casara em Pernambuco com dona Filipa Correa, mulher da nobreza    da terra - , ele pr&oacute;prio um veterano das tropas de Bagnuolo, desponta,    juntamente com seus convidados, como pe&ccedil;a fundamental da trama que envolvia    os grandes do mundo a&ccedil;ucareiro e a fidalguia reinol durante a Uni&atilde;o    Ib&eacute;rica. Uma trama que interligava a presen&ccedil;a das fam&iacute;lias    senhoriais no reino e dos capit&atilde;es castelhanos em Pernambuco. Ind&iacute;cios,    uns e outros, das conex&otilde;es entre o centro e a periferia do Imp&eacute;rio,    ampliadas com as guerras holandesas na capitania duartina.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Capit&atilde;es    de Castela e fidalgos de Pernambuco</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse contexto    de nobreza da terra em circula&ccedil;&atilde;o pela Corte Habsburga era forte    a presen&ccedil;a da fam&iacute;lia donatarial de Pernambuco, os Albuquerque    Coelho, na esteira da qual muitos senhores de engenho engendraram rela&ccedil;&otilde;es    pr&oacute;prias com Madrid, ao mesmo tempo se aproveitando de um imagin&aacute;rio    fidalgo j&aacute; instalado nas vilas do a&ccedil;&uacute;car, e ajudando a    consolidar tal imagin&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se ecos da cultura    humanista e barroca castelhana ressoaram nas pr&aacute;ticas e imagin&aacute;rio    dessa elite j&aacute; nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XVI,<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a>    seriam as primeiras d&eacute;cadas dos seiscentos que multiplicariam os ind&iacute;cios    das rela&ccedil;&otilde;es culturais e pol&iacute;ticas desse grupo com a Corte    Habsburga, na forma de escritos liter&aacute;rios, peti&ccedil;&otilde;es e    correspond&ecirc;ncia administrativa: desde os muito conhecidos textos de Gabriel    Soares de Souza e Duarte de Albuquerque Coelho, elaborados especificamente para    a leitura em Madrid, at&eacute; pedidos de merc&ecirc;s de senhores de engenho    empenhados no servi&ccedil;o Habsburgo. Senhores educados dentro da &eacute;tica    barroca ensinada pela Companhia de Jesus.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pr&aacute;ticas    cortes&atilde;s que definiam o comportamento da fidalguia ib&eacute;rica parecem    ter assomado &agrave; sociedade a&ccedil;ucareira atrav&eacute;s da conduta    de personagens como Tom&eacute; de Souza, primeiro Governador Geral, e dos filhos    de Duarte Coelho, sendo depois cultivadas, durante a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica,    por governadores como Diogo Botelho. Na Bahia, o Padre N&oacute;brega e Gabriel    Soares de Souza descreveriam o primeiro Governador Geral como um perfeito exemplo    de fidalguia: Soares de Souza, por exemplo, retratou-o como fidalgo honrado,    avisado, prudente e cavaleiro valoroso, atribuindo-lhe as qualidades que constitu&iacute;am    a imagem her&oacute;ica do <i>hidalgo</i> barroco.<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a>    Enquanto isso, em Pernambuco, os filhos do fundador da capitania conviviam ao    mesmo tempo com o nascimento da elite a&ccedil;ucareira e com o gradativo processo    de castelhaniza&ccedil;&atilde;o da corte lisboeta. &Eacute; poss&iacute;vel,    inclusive, que o ambiente criado por eles em Olinda tenha contribu&iacute;do    para que, d&eacute;cadas depois, Diogo Botelho, fidalgo da Casa Real e cortes&atilde;o    de Felipe II, ao ser nomeado Governador Geral, escolhesse permanecer por um    ano nessa vila, antes de se transferir para a Bahia. Fruto de fam&iacute;lia    nobre, Botelho lutara em Alc&aacute;cer Quibir por dom Sebasti&atilde;o, sendo    mais tarde acolhido por Felipe II na corte madrile&ntilde;a. Em 1603, bem-recebido    pelos senhores de engenho instalados na C&acirc;mara de Olinda, provavelmente    difundiu entre eles os modos cortes&atilde;os aprendidos em Lisboa e Madrid.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa Olinda pela    qual Botelho circulava j&aacute; era descrita, desde o s&eacute;culo XVI, como    lar de senhores opulentos e costumes ostentat&oacute;rios. Um cen&aacute;rio    teatral que datava da administra&ccedil;&atilde;o dos herdeiros de Duarte Coelho.<a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Duarte Coelho de    Albuquerque e seu irm&atilde;o, Jorge de Albuquerque, respectivamente segundo    e terceiro donat&aacute;rios, nasceram em Pernambuco, mas foram educados na    corte lisboeta, s&oacute; voltando &agrave; Capitania, j&aacute; adultos, em    1560. Pouco depois, em 1565, Jorge partiria mais uma vez para Lisboa, unindo-se    ao s&eacute;quito de dom Sebasti&atilde;o. Mais tarde, Duarte se juntaria a    ele e os dois acompanhariam o desditoso rei a Alc&aacute;cer Quibir, onde seriam    aprisionados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os poucos dados    biogr&aacute;ficos sobre esses dois irm&atilde;os sugerem sua proximidade com    a vida cortes&atilde; - os dois estavam entre os oitenta nobres portugueses    resgatados do Marrocos depois da derrota em 1578 - , e sua conviv&ecirc;ncia    com a elite a&ccedil;ucareira nos per&iacute;odos passados na administra&ccedil;&atilde;o    da capitania. Em Lisboa integravam uma corte na qual os s&eacute;quitos das    rainhas castelhanas ditavam modas: cen&aacute;rio que certamente exerceu papel    central na forma&ccedil;&atilde;o de seu imagin&aacute;rio e no di&aacute;logo    com a elite a&ccedil;ucareira, travado durante as temporadas em Pernambuco.    Atuaram, assim, como difusores dos valores fidalgos atrav&eacute;s de suas condutas    cotidianas - das quais infelizmente n&atilde;o restam quase ind&iacute;cios    - e do patroc&iacute;nio de institui&ccedil;&otilde;es culturais, elas pr&oacute;prias    propagadoras da &eacute;tica e da est&eacute;tica barroca: apadrinharam o col&eacute;gio    jesu&iacute;ta de Olinda, fundado em 1576 e logo transformado em um espa&ccedil;o    de produ&ccedil;&atilde;o de poetas e textos no estilo cortes&atilde;o; e patrocinaram    letrados, o mais famoso dos quais, Bento Teixeira, escreveria sua principal    obra como um paneg&iacute;rico em homenagem a Jorge de Albuquerque.<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas se os la&ccedil;os    entre a elite a&ccedil;ucareira e a nobreza ib&eacute;rica se consolidaram com    os filhos de Duarte Coelho - Jorge de Albuquerque, por casamento, tornara-se    parente do Conde de Redondo - seriam seus netos a aprofundar essas rela&ccedil;&otilde;es,    n&atilde;o mais apenas com Lisboa, mas tamb&eacute;m com Madrid.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jorge de Albuquerque    teve dois filhos homens, Duarte de Albuquerque Coelho e Matias de Albuquerque,    educados, ap&oacute;s a morte do pai, por um tio tamb&eacute;m chamado Matias    de Albuquerque, antigo vice-rei das &Iacute;ndias. Nascidos em Lisboa, ambos    cresceram com poucas liga&ccedil;&otilde;es com a capitania da qual eram herdeiros,    mas fort&iacute;ssimas rela&ccedil;&otilde;es com a nobreza portuguesa fiel    aos Habsburgo: seu tio, dom Luis Coutinho, era cunhado do vice-rei de Portugal,    o poderoso Crist&oacute;v&atilde;o de Moura, al&eacute;m de Duarte ser genro    do Conde de Bastos, tamb&eacute;m governador de Portugal.<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, diferentemente    de pai e tio, que alternaram sua educa&ccedil;&atilde;o entre Olinda e Lisboa,    os netos do primeiro donat&aacute;rio cresceram longe das terras do a&ccedil;&uacute;car.    Um afastamento findo, todavia, com os eventos que desencadearam a perda de Pernambuco    para a WIC, e que estabeleceram que seu di&aacute;logo com a elite mazomba seria    travado em um contexto de presen&ccedil;a espanhola f&iacute;sica na zona a&ccedil;ucareira,    na forma das tropas e comandantes de Castela.<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma conjuntura    na qual Madrid preferiu sempre nomear comandantes espanh&oacute;is antes dos    portugueses, a d&eacute;cada de 1630 viu a chegada massiva dos s&uacute;ditos    de Castela &agrave; capitania duartina: inicialmente com a primeira for&ccedil;a    luso-castelhana, em 1631, comandada pelo napolitano Conde de Bagnuolo e trazida    pela armada de socorro de dom Ant&ocirc;nio de Oquendo, com ordens de se agregar    &agrave;s for&ccedil;as comandadas por Matias de Albuquerque, que ent&atilde;o    exercia o cargo de superintendente da guerra. Mais tarde, em 1635, com a nova    armada de socorro, comandada por dom Lope de Hoces, que trazia dom Lu&iacute;s    de Rojas y Borja com ordens de substituir - e prender - Matias de Albuquerque    no comando.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por fim, Castela    enviou uma armada de restaura&ccedil;&atilde;o sob o comando do Conde da Torre    em 1637, cujo fracasso teve significativo peso na situa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    de Pernambuco perante Madrid.<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a>    Mas a despeito dos resultados, o Conde da Torre estabeleceu seus soldados castelhanos,    portugueses e napolitanos por meses na zona a&ccedil;ucareira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse cen&aacute;rio,    a presen&ccedil;a de fidalgos castelhanos e seus subordinados intensificou o    di&aacute;logo cultural entre a elite a&ccedil;ucareira e a cultura <i>hidalga</i>,    pois nessas tropas vieram nobres de Espanha como dom Luis Roja y Borja e dom    Fernando Mascarenhas, o Conde da Torre, al&eacute;m de letrados e aspirantes    &agrave; fidalguia, n&atilde;o sendo raros entre esses os que se estabeleceram    na terra.<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a> Por outro lado,    a elite a&ccedil;ucareira instituiu uma ponte direta com a Corte Habsburga atrav&eacute;s    de sua correspond&ecirc;ncia, composta basicamente por pedidos de merc&ecirc;s    e juramentos de fidelidade dirigidos &agrave; Madrid.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E foi nesse contexto    que, em 1635, o comandante das for&ccedil;as luso-espanholas em Pernambuco,    dom Lu&iacute;s de Rojas y Borja, defendeu a concess&atilde;o de recompensas    para os vassalos leais que, apesar das perdas sofridas, mantinham-se fi&eacute;is    ao imp&eacute;rio. Segundo ele, a melhor maneira de recompens&aacute;-los era    conceder-lhes h&aacute;bitos da Ordem de Cristo de forma mais generosa que a    promovida at&eacute; ent&atilde;o por Matias de Albuquerque. Por isso, em carta    ao rei, descreveu os senhores que estiveram na perda da Para&iacute;ba, afirmando    que aqueles que "se hallaron leales al servicio de VMg&#91;de&#93; y le acompa&ntilde;aron    dejando sus ingenios y haciendas son muy dignos de q VMg&#91;de&#93; se lo agradezca    con alguna demostraci&oacute;n para ejemplo de los que fueron traidores y de    los que no los imitaron". E para corroborar essa afirma&ccedil;&atilde;o, apresentava    uma lista dos senhores leais que haviam abandonado suas propriedades na Para&iacute;ba    invadida para servir a Vossa Majestade: o Capit&atilde;o Martin Soares Moreno;    Jorge Lopes Brand&atilde;o, Luis Brand&atilde;o e Francisco Camelo Brand&atilde;o;    o Capit&atilde;o Manoel Coresma Carneiro; Balthasar da Rocha Pitta; o Capit&atilde;o    Jacinto de Siqueira Sampaio; o Capit&atilde;o Don Gaspar de Valcacer Sottomayor;    o Capit&atilde;o Matheos Gomes de Lemos; o Capit&atilde;o Leonardo de Albuquerque;    o Sargento-mor Antonio de Madureira e seu ajudante Domingo Ramello Pinto; o    Alferes Antonio &Aacute;lvares Pinheiro; Don Fernando de Alvarado; Marcos Pinto    e Miguel Dias de Oliveira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sugeria ainda que    o rei escrevesse cartas de agradecimento a todos esses personagens que, como    a maior parte da gente nobre da capitania, em demonstra&ccedil;&atilde;o de    "fidelidad largaron todo y se retiraron" da capitania perdida. Esses senhores    leais eram contrapostos &agrave;queles que haviam ficado, como "un hijo del    dicho Antonio de Valladares que era labrador del ingenio el cual se dec&iacute;a    que pusiera bandera blanca en su casa, y que per eso no le toco en nada".<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por tudo isso,    D. Lu&iacute;s recomendava honrarias para esses v&aacute;rios capit&atilde;es,    todos integrantes de fam&iacute;lias afidalgadas de Pernambuco, Carneiro, Sampaio,    Albuquerque, com exce&ccedil;&atilde;o do fidalgo de sobrenome espanhol, Don    Fernando de Alvarado. E entre esses s&uacute;ditos leais estavam os Brand&atilde;o,    senhores paraibanos que naquele mesmo ano escreveriam para Madrid pedindo merc&ecirc;s,    em uma carta que oferece mais detalhes sobre a fuga de vassalos descrita por    Rojas y Borja.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi Duarte Brand&atilde;o    que assinou essa carta, endere&ccedil;ada ao rei, na qual advogava por seus    irm&atilde;os, Jorge Lopes Brand&atilde;o, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Luis    Brand&atilde;o, Capit&atilde;o de Infantaria, e pelo sobrinho, Francisco Carmelo    Brand&atilde;o, fidalgo da Casa de Sua Majestade, todos na lista de Rojas y    Borja e ent&atilde;o residentes em Pernambuco. A fam&iacute;lia havia deixado    a Para&iacute;ba quando a resist&ecirc;ncia contra os invasores se provara in&uacute;til,    perdendo nessa ocasi&atilde;o cento e cinquenta mil cruzados de fazenda. Tudo    para servir a Vossa Majestade. Por isso, Brand&atilde;o aproveitava aquele momento    em que o rei fazia "demonstra&ccedil;&otilde;es de sua real grandeza" a v&aacute;rios    senhores que haviam se destacado na defesa de Pernambuco para pedir remunera&ccedil;&atilde;o    por sua participa&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, seus irm&atilde;os e sobrinho    eram notoriamente conhecidos por terem defendido a Para&iacute;ba com tanto    "zelo" que durante cinco anos nem mesmo haviam se preocupado em lavrar cana    em benef&iacute;cio pr&oacute;prio. Al&eacute;m disso:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Y teniendo      ocasiones de poder embarcar para el Reyno aprovech&aacute;ndose de mucha partte      de su hacienda no lo encentaron, porque la dicha ciudad y capit&aacute;n mayor      les pidieron no lo hiciesen porque ser&iacute;a desconsuelo, y desaliento      de todo el pueblo = en este ultimo Reguento en que se perdi&oacute; la plaza,      oprimida con la superior fuerza del enemigo, es notorio que pelearon valerosamente      per sus personas hasta (...) a la espada; y ofreciendo el enemigo libremente      sus haciendas a los moradores ellos dejaron las suyas (siendo sin comparaci&oacute;n      las mayores q ning&uacute;n particular pose&iacute;a en la dicha capitan&iacute;a)      y se fes (...) con las armas retir&aacute;ndose al Reconcavo de Pernambuco,      adonde quedan sirviendo Y pretenden acabar la vida en servicio de VMg<sup>500</sup>      = y que estas Circunstancias, no concurren ninguna persona de aquella Capitan&iacute;a      como pregona la fama, que los singulariza con demostraci&oacute;n, los premiar,      no solamente con honras, sino con mercedes que puedan ayudarlos a pasar la      vida, pues se halla sin remedio de sustentarlas; y no han recibido hasta ahora      merced alguna por d los servicios = suplican a VMg q en consideraci&oacute;n      a de lo que refiere le haga VMg<sup>500</sup> merced honrar el dicho su hermano      Luis Brand&atilde;o con el fuero de Fidalgo, como tiene su hermano mayor;      y con el h&aacute;bito de Cristo con una pension efectiva de que pueda sustentarse,      (...) = y su hermano Jorge Lopes Brand&atilde;o, con el fuero de Fidalgo que      tiene su hermano mayor = y una encomenda, o pensi&oacute;n con el h&aacute;bito      que tiene = y a su sobrino Francisco Camelo Brand&atilde;o con el h&aacute;bito      de una de las ordenes militares, y un pensi&oacute;n con que pueda sustentarse.<a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a></i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Aqui as imagens    da fidalguia permeiam todo o discurso que Duarte Brand&atilde;o usa para descrever    seus irm&atilde;os: zelo, desprendimento, bravura e honra. Mas tamb&eacute;m,    e talvez a mais importante, a lealdade. Tal imagem, cultivada pelo imagin&aacute;rio    barroco castelhano e comum, por exemplo, na obra de Lope de Vega, estava ausente    das formula&ccedil;&otilde;es de Graci&aacute;n e dos tratados de cortesia escritos    pelos nobres Habsburgo: aparentemente, na busca pelo comportamento prudente    e her&oacute;ico, a lealdade representava um papel secund&aacute;rio nas a&ccedil;&otilde;es    do cortes&atilde;o castelhano.<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a>    No entanto, na Am&eacute;rica a&ccedil;ucareira ela seria basilar para o sistema    de valores da elite, levando os senhores de engenho a oferecerem a Madrid lealdade    como seu servi&ccedil;o mais importante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em seu discurso,    os Brand&atilde;o se autorepresentaram como senhores de comportamento fidalgo    em contraposi&ccedil;&atilde;o aos vassalos que abandonavam a luta e "embarcavam    para o Reino". Al&eacute;m disso, apesar das dificuldades materiais que os impelia    a solicitar rendimentos, pleiteavam tamb&eacute;m honrarias na forma de h&aacute;bitos    de ordens militares, fi&eacute;is ao culto barroco &agrave;s apar&ecirc;ncias.    Para tanto, reproduziam em seu texto a ret&oacute;rica barroca da bravura, da    discri&ccedil;&atilde;o e da prud&ecirc;ncia, encontradas j&aacute; na defini&ccedil;&atilde;o    proposta por Baltasar Graci&aacute;n para o her&oacute;i ideal.<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E se o cultivo    dessa imagem de fidalguia foi possibilitado pela pr&oacute;pria guerra de resist&ecirc;ncia    contra a WIC, que criou o ambiente prop&iacute;cio para que a elite a&ccedil;ucareira    empregasse f&oacute;rmulas de vassalagem que lhes poderia render merc&ecirc;s,    por outro lado, o mesmo per&iacute;odo permitiu a conviv&ecirc;ncia intensa    dos mazombos com as tropas castelhanas e seus comandantes. Estes tinham ordens    de somar os colonos a suas companhias: sob o comando de Bagnuolo vieram novecentos    soldados espanh&oacute;is e napolitanos, al&eacute;m de quatrocentos portugueses.    Mais tarde dom Lu&iacute;s de Rojas y Borja aportou setecentos portugueses,    quinhentos castelhanos e quatrocentos napolitanos.<a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a>    E se os soldados, gente mec&acirc;nica, pouco agregavam ao imagin&aacute;rio    fidalgo, seus capit&atilde;es, muitos deles fidalgos ou aspirantes, entabulavam    di&aacute;logo frequente com os senhores de Pernambuco.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, a presen&ccedil;a    da gente de Castela n&atilde;o era novidade em Pernambuco: os comandantes da    resist&ecirc;ncia encontraram s&uacute;ditos de Madrid j&aacute; bem estabelecidos,    inclusive como propriet&aacute;rios na capitania. Caso de Pedro &Aacute;lvares    de La Penha, av&ocirc; do bacharel Sim&atilde;o &Aacute;lvares, e de dom Fernando    de Alvarado e Antonio Valladares, senhores de engenho citados por Rojas y Borja.    D&eacute;cadas antes, o visitador Heitor de Mendon&ccedil;a Furtado, ao chegar    &agrave; capitania em 1593, tamb&eacute;m se deparara com gente de Castela,    al&eacute;m de napolitanos e galegos, transformada em colonos em Pernambuco.    Personagens como Jo&atilde;o Rodrigues de Mendon&ccedil;a, soldado natural de    Badajoz, ent&atilde;o morador de engenho; Jo&atilde;o de Paris, bombardeiro    castelhano que servia no Forte de Cabedelo, na Para&iacute;ba; e Salvador Jorge    e Manuel Pinto, ambos de Tenerife, moradores de engenho. Oficiais mec&acirc;nicos    todos eles, assim como a maior parte dos denunciantes e confidentes do visitador.<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a>    Por outro lado, Frei Vicente de Salvador registraria, mais tarde, em sua <i>Hist&oacute;ria    do Brasil</i>, o estabelecimento de pelo menos cento e dez soldados castelhanos    no forte da Para&iacute;ba, em 1584, al&eacute;m de fidalgos de Castela que,    como dom Diego Flores de Valdez, circulavam na zona a&ccedil;ucareira naquela    fase de conquistas territoriais.<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esses personagens    traziam os costumes de Castela no momento mesmo em que a elite a&ccedil;ucareira    se consolidava enquanto grupo social e formulava um sistema de valores de forte    inspira&ccedil;&atilde;o <i>hidalga</i> e dirigista. E, no entanto, se letrados    e comandantes fidalgos tiveram um papel destacado na difus&atilde;o de imagin&aacute;rio    e valores barrocos, sua mais perfeita representa&ccedil;&atilde;o em Pernambuco    tomaria forma na figura de Duarte de Albuquerque Coelho, quarto donat&aacute;rio    da capitania, cortes&atilde;o habituado &agrave;s intrigas e pr&aacute;ticas    da Corte Habsburga em Lisboa e em Madrid.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 1654 foram editadas    em Madrid suas <i>Memorias Diarias de la Guerra del Brasil</i>, escritas principalmente    como resposta &agrave;s muitas acusa&ccedil;&otilde;es que pesavam sobre ele    e seu irm&atilde;o como respons&aacute;veis pela derrota em Pernambuco. Ent&atilde;o    Matias de Albuquerque j&aacute; n&atilde;o mais defendia a causa Habsburga,    tendo lutado por dom Jo&atilde;o IV na restaura&ccedil;&atilde;o de Portugal.    Duarte, por sua vez, permanecera ao lado de Madrid, mas ostentando t&iacute;tulos    portugueses, como o de Marqu&ecirc;s de Bastos. Em suas mem&oacute;rias di&aacute;rias,    escritas a partir de sua experi&ecirc;ncia e de relatos de outros comandantes    da guerra de resist&ecirc;ncia, sobretudo de Matias, fez um grande esfor&ccedil;o    para mostrar que a derrota, longe de ter sido culpa dos Albuquerque, deveu-se    principalmente &agrave; falta de apoio metropolitano.<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a>    Ao mesmo tempo retratava o irm&atilde;o, referido quase sempre como o General,    como um personagem her&oacute;ico:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Arrojou-se &agrave;      passagem, e os nossos a impedir-lhes. Precedia-os o general Matias de Albuquerque      com a espada na m&atilde;o. Por&eacute;m, durando nossa defesa (por ser t&atilde;o      desigual o partido) pouco mais de meia hora, sa&iacute;ram as tr&ecirc;s barca&ccedil;as      inimigas da boca do rio e vieram batendo toda a margem e praia com a sua artilharia;      com o que os nossos, vendo-se cortados delas, foram entrando mais pronto pela      mata do que pelo perigo. Mas, por serem t&atilde;o poucos, e moradores, mais      acostumados &agrave;s delicias do que &agrave;s armas e a ver o rosto e a      sentir as balas de um inimigo t&atilde;o oposto ao &oacute;cio, ainda resistiram      mais do que se podia esperar deles. Somente cem homens, entre infantes e cavaleiros,      ficaram com o general Matias de Albuquerque.<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, ele    contrapunha a figura valorosa de Matias ao descaso da Coroa e ao despreparo    da elite a&ccedil;ucareira, mais acostumada com &oacute;cios do que com a guerra.    Por outro lado, a defasagem num&eacute;rica dos defensores apenas servia para    ressaltar, em sua ret&oacute;rica do hero&iacute;smo, a coragem e o valor daqueles    que teriam persistido na luta a despeito das circunst&acirc;ncias em contr&aacute;rio:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para que n&atilde;o    faltasse ao General a &uacute;ltima calamidade, at&eacute; suspeita de pouca    fidelidade teve de alguns; porque n&atilde;o s&oacute; desejavam que n&atilde;o    tivesse o cuidado e o zelo que tinha na defesa, mas at&eacute; a procuravam    estorvar com toda a dissimula&ccedil;&atilde;o; querendo antes negociar logo    com o inimigo, de quem pensavam (enganados) tirar proveito, do que tratar de    fazer-lhes guerra. Supondo que o melhor conseguiriam (estes n&atilde;o eram    muitos) desembara&ccedil;ando-se do General, que temiam, atreveram-se (o que    n&atilde;o faz a maldade pelo interesse) a por fogo por duas vezes na casa da    Aseca que habitava. Parecendo casual a primeira, foi a segunda com tal desvergonha,    que fizeram voar as t&aacute;buas da mesma casa, deixando-o ferido no rosto.    Isto obrigou o sargento-mor do estado Pedro Corr&ecirc;a da Gama a meter m&atilde;o    &aacute; espada dizendo: trai&ccedil;&atilde;o! Trai&ccedil;&atilde;o! Ao que    o general, com semblante sereno respondeu: deve ser algum desastre. Dissimulando    prudentemente, mostrou que n&atilde;o conhecia o perigo, por n&atilde;o declarar    suspeitos os mesmos de quem esperava alguma ajuda. Sofrer e contemporizar com    tal gente por espa&ccedil;o de seis anos, n&atilde;o foi a menor a&ccedil;&atilde;o    nem a de menos m&eacute;rito que do nosso general se possa escrever.<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, a alegada    deslealdade dos naturais da terra era usada por Duarte para enfatizar as qualidades    de seu irm&atilde;o, o General: n&atilde;o apenas a bravura, mas tamb&eacute;m    a prud&ecirc;ncia. Elementos que transformavam Matias em um her&oacute;i gracianesco,    principalmente porque sua prud&ecirc;ncia n&atilde;o era isenta de dissimula&ccedil;&atilde;o.    E nesse sentido o her&oacute;i constru&iacute;do por Duarte de Albuquerque Coelho    se apresentava como o her&oacute;i <i>hidalgo</i> ideal, ou seja, como o homem    dissimulador, racional e mec&acirc;nico do barroco espanhol.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essas mem&oacute;rias    di&aacute;rias foram escritas em espanhol para serem lidas pelos fidalgos de    Madrid. Escritas por um donat&aacute;rio que era mais perfeitamente adaptado    &agrave; Corte Habsburga do que jamais fora &agrave;s vilas do a&ccedil;&uacute;car,    onde ele e o irm&atilde;o aparentemente n&atilde;o conseguiram se fazer amar.    No entanto, amados ou n&atilde;o, eles conviveram com aqueles senhores que pareciam    desprezar em um momento em que a presen&ccedil;a de s&uacute;ditos nobres de    Castela e fidalgos portugueses leais aos Habsburgo inspirava, na elite a&ccedil;ucareira,    comportamentos que poderiam resultar em afidalgamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E em seu discurso,    t&atilde;o direcionado para a corte, Duarte n&atilde;o deixa de refletir o imagin&aacute;rio    que ele deve ter ajudado a consolidar nas vilas a&ccedil;ucareiras: seu texto    reproduz um ide&aacute;rio barroco permeado por valores como honra, bravura    e prud&ecirc;ncia, al&eacute;m de uma ret&oacute;rica da lealdade, uns e outra    presentes tamb&eacute;m nos discursos de senhores do a&ccedil;&uacute;car leais    a Madrid, como Duarte Brand&atilde;o, e fidalgos castelhanos aportados em Pernambuco,    como dom Lu&iacute;s de Rojas y Borja.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E se Duarte, o    Marqu&ecirc;s de Bastos e seu irm&atilde;o, o Conde de Alegrete, representavam    a imagem da fidalguia perfeita pr&oacute;pria de Lisboa e Madrid, e mais pr&oacute;xima    da corte do que das vilas a&ccedil;ucareiras, por outro lado, nessas n&atilde;o    faltaram personagens, como os Brand&atilde;o da Para&iacute;ba, o bacharel Sim&atilde;o    Alvarez, o m&eacute;dico Bernadino Pessoa e os capit&atilde;es castelhanos instalados    na terra desde a d&eacute;cada de 1580, que atuaram como difusores de uma forma    de pensar e se comportar marcadas pelos valores e imagin&aacute;rio da <i>hidalgu&iacute;a</i>,    em um cen&aacute;rio cultural constru&iacute;do sobre o dirigismo da Companhia    de Jesus. Cen&aacute;rio que vivenciaria a performance de personagens como a    fam&iacute;lia Mendon&ccedil;a, natural de Pernambuco, mas inserida na cultura    cortes&atilde; Habsburga, repetidas vezes agraciada com h&aacute;bitos da prestigiada    Ordem de Calatrava.<a name="top56"></a><a href="#back56"><sup>56</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi nesse processo    que a elite a&ccedil;ucareira se constituiu enquanto grupo social, entre as    &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;culo XVI e a primeira metade do XVII,    dentro de um barroquismo crescente, oriundo de pr&aacute;ticas e discursos castelhanos,    que modelaria um imagin&aacute;rio cerimonialista e ostentat&oacute;rio pr&oacute;prio    e que persistiria mesmo ap&oacute;s a restaura&ccedil;&atilde;o. Um barroquismo    que seria particularmente vis&iacute;vel na mir&iacute;ade de cerim&ocirc;nias    p&uacute;blicas cultivadas pelas c&acirc;maras das vilas a&ccedil;ucareiras    ap&oacute;s 1654.<a name="top57"></a><a href="#back57"><sup>57</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em: 23/02/2011.    <br>   Aprovado em: 25/11/2011.    <br>   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="backa"></a><a href="#top"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">*</font></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    Pesquisa financiada pela Fundaci&oacute;n Carolina/Espanha, desenvolvida com    o apoio do Departamento de Historia Medieval, Moderna y Contempor&aacute;nea/Facultad    de Geograf&iacute;a e Historia, Universidad de Salamanca sob orienta&ccedil;&atilde;o    do Prof.º Drº Jos&eacute; Manuel dos Santos P&eacute;rez - USAL.    <!-- ref --><br>   <a name="back1"></a><a href="#top1">1</a> Jos&eacute; Antonio Maravall definiu    as manifesta&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas e pol&iacute;ticas do s&eacute;culo    XVII espanhol, voltadas para o controle absoluto das a&ccedil;&otilde;es e pensamentos    dos indiv&iacute;duos, como cultura barroca. Considerando essa como a articula&ccedil;&atilde;o    cultural das estruturas sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas da Espanha    seiscentista promovida pelo Estado moderno, al&eacute;m de um contexto de crise    econ&ocirc;mica associada ao desenvolvimento do absolutismo, que se manifestaria    tamb&eacute;m na produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e na gesticula&ccedil;&atilde;o    dram&aacute;tica daquele que seria conhecido como homem barroco. MARAVALL, Jos&eacute;    Antonio. <i>A Cultura do barroco</i>: an&aacute;lise de uma estrutura hist&oacute;rica.    S&atilde;o Paulo: Edusp/Imprensa Oficial, 1997, p.22-25, p.42-45 e p.88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0104-8775201200010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> O sistema    de valores &eacute; entendido aqui como o conjunto de cren&ccedil;as duradouras    em condutas sociais espec&iacute;ficas e que orienta as condutas sociais. Consideramos    que tal conjunto est&aacute; intimamente ligado ao imagin&aacute;rio social,    entendido como reposit&oacute;rio de representa&ccedil;&otilde;es, imagens,    mitos e ideias. Assim, a &eacute;tica barroca, repleta de valores como honra,    bravura, decoro, constitu&iacute;a um sistema de valores vinculado &agrave;    nobreza ib&eacute;rica e associado &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es de    hero&iacute;smo, prud&ecirc;ncia, discri&ccedil;&atilde;o. Ver ROKEACH, M. <i>The    nature of human values</i>. New York: Free Pres, 1973 apud PEREIRA, C&iacute;cero;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0104-8775201200010001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    LIMA, Marcus Eug&ecirc;nio e CAMINO, Leoncio. Sistemas de valores e atitudes    democr&aacute;ticas de estudantes universit&aacute;rios de Jo&atilde;o Pessoa.    <i>Psicologia: reflex&atilde;o e cr&iacute;tica</i>, Porto Alegre, n.14, v.1,    p.178, 2001;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0104-8775201200010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> LE GOFF, Jacques. <i>O imagin&aacute;rio medieval</i>. Lisboa:    Editorial Estampa. 1994, p.12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0104-8775201200010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> Maria P. M. Louren&ccedil;o considera    que esse ritual, chamado borgonh&ecirc;s-habsburgo, foi marcado por um sincretismo    durante a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica, respons&aacute;vel pela instala&ccedil;&atilde;o    de um gosto castelhano nos rituais de corte portugueses, como de resto em toda    a Europa. E ap&oacute;s Carlos V tal ritual teria se tornando cada vez mais    castelhano. LOUREN&Ccedil;O, Maria P. M. Os s&eacute;quitos das rainhas de Portugal    e a influ&ecirc;ncia dos estrangeiros na constru&ccedil;&atilde;o da "Sociedade    de Corte" (1640-1754). <i>Pen&eacute;lope</i>, Lisboa, n.29, p.53-54, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0104-8775201200010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    Para a circula&ccedil;&atilde;o de fidalgos entre as duas cortes ver RAMINELLI,    Ronald. Servi&ccedil;os e merc&ecirc;s de vassalos da Am&eacute;rica portuguesa.    <i>Historia y Sociedad</i>, Colombia, Escuela de Historia de la facultad de    Ciencias Humanas y Econ&oacute;micas de la Universidad Nacional de Colombia,    v.12, p.107-131, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0104-8775201200010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> Para o bilinguismo da nobreza portuguesa    ver ROMO, Eduardo Javier Alonzo. Portugu&ecirc;s e castelhano no Brasil quinhentista    &agrave; volta dos jesu&iacute;tas. <i>Revista de &Iacute;ndias</i>, v.LXV,    n.234, p.491-492, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0104-8775201200010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> J&aacute; para os casamentos nobres ver SILVA, Ana Maria    Nogueira e HESPANHA, Antonio Manuel. A identidade portuguesa. In: MATTOSO, Jos&eacute;    (org). <i>Hist&oacute;ria de Portugal</i>: o Antigo Regime. Lisboa: Estampa,    1998, v.IV, p.26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0104-8775201200010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> E para os tratados militares e os comandantes leais aos Habsburgo    ver BEBIANO, Rui. Literatura militar da restaura&ccedil;&atilde;o. Pen&eacute;lope,    Lisboa, n.9/10, p.83-98, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0104-8775201200010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> J&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre os tercios    e a estrutura militar portuguesa est&aacute; em SILVA, Kalina Vanderlei. <i>O    miser&aacute;vel soldo &amp; A Boa Ordem da sociedade colonial</i>: militariza&ccedil;&atilde;o    e marginalidade na capitania de Pernambuco nos s&eacute;c. XVII e XVIII. Recife:    FCCR, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0104-8775201200010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Para Matias de Albuquerque e sua lealdade aos Habsburgo, depois    posta a servi&ccedil;o dos Bragan&ccedil;a, ver VALLADARES, Rafael. Las dos    guerras de Pernambuco. In: PEREZ, Jos&eacute; Manuel Santos e SOUZA, George    Cabral (orgs.). <i>El desaf&iacute;o holand&eacute;s al dom&iacute;nio ib&eacute;rico    en Brasil en el siglo XVII.</i> Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca,    2006, p.42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0104-8775201200010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> O mesmo autor aborda tamb&eacute;m a complexidade da rela&ccedil;&atilde;o    entre a fam&iacute;lia Mascarenhas e os Habsburgo.    <!-- ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> Esse imagin&aacute;rio fazia parte    do que Eduardo D'Oliveira Fran&ccedil;a denomina <i>hidalgu&iacute;a</i>, o    complexo de qualidades &eacute;ticas da nobreza castelhana. FRAN&Ccedil;A, Eduardo    D'Oliveira. <i>Portugal na &eacute;poca da restaura&ccedil;&atilde;o</i>. S&atilde;o    Paulo: Hucitec, 1997, p.78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0104-8775201200010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> O grupo dos <i>hidalgos</i> representava 90% da    nobreza de Castela. BENNASSAR, Bartolom&eacute;. <i>La monarquia espa&ntilde;ola    de los Austrias</i>: conceptos, poderes y expresiones sociales. Salamanca: Ediciones    Universidad de Salamanca, 2006, p.108, p.120-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-8775201200010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> O interc&acirc;mbio de estudantes    entre as duas universidades, e o predom&iacute;nio de Salamanca nessa rela&ccedil;&atilde;o,    pode ser visto em DIOS, Angel Marcos de. <i>Portugueses en la universidad de    Salamanca</i> (1580-1640). 1975. Tesis (Doctoral) - Universidad de Salamanca/Facultad    de Filosof&iacute;a y Letras/C&aacute;tedra de Filolog&iacute;a Rom&aacute;nica,    Salamanca;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0104-8775201200010001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> RODR&Iacute;GUEZ, Marciano Sanchez. Coimbra Y Salamanca. Transfer&ecirc;ncia    de Pautas Universitarias. In: TORRES, Ana Mar&iacute;a Carabias (org). <i>Las    relaciones entre Portugal y Castilla en la &eacute;poca de los descubrimientos    y la expansi&oacute;n colonial</i>. Salamanca: Ediciones Universidad de Salamanca,    1994, p.211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0104-8775201200010001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> Para a influ&ecirc;ncia da filosofia    de Salamanca sobre o Estado Espanhol do XVI e a coloniza&ccedil;&atilde;o americana    ver RUIZ, Rafael. <i>Francisco de Vit&oacute;ria e o direito dos &iacute;ndios    americanos</i>. Porto Alegre: Edpucrs, 2002. E para o papel de Salamanca no    contexto humanista da Pen&iacute;nsula Ib&eacute;rica ver VENTURA, Ricardo Nuno    de Jesus. <i>D. Gaspar de Le&atilde;o e o 'desengano dos perdidos'</i>: estudo    hist&oacute;rico-cultural. 2005. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado, Estudos    Rom&acirc;nticos) - Universidade de Lisboa, Lisboa, p.20-30. Por sua vez, N&oacute;brega    estudou C&acirc;nones durante cinco anos em Salamanca, antes de conseguir o    t&iacute;tulo de Bacharel por Coimbra, em 1541. FRANCO, Antonio. Vida do Padre    Manuel da N&oacute;brega. In: N&Oacute;BREGA, Manuel da. Cartas do Brasil: cartas    jesu&iacute;ticas I. Belo Horizonte/ S&atilde;o Paulo: Itatiaia/Edusp, 1988,    p.21-22.    <!-- ref --><br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> Essa compara&ccedil;&atilde;o entre    o humanismo e o barroco espanhol pode ser vista em DE LA FLOR, Fernando R. <i>Pasiones    fr&iacute;as</i>: secreto y disimulaci&oacute;n en el barroco hispano. Madrid:    Marcial Pons, 2005. J&aacute; o papel das universidades castelhanas, no reinado    dos Reis Cat&oacute;licos, como institui&ccedil;&otilde;es gestadoras de um    modelo filos&oacute;fico de Estado e de um humanismo castelhano pr&oacute;prio    pode ser visto em MORSE, Richard. <i>O espelho de Pr&oacute;spero</i>: cultura    e ideias nas Am&eacute;ricas. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 1988,    p.39-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0104-8775201200010001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Segundo ele, esse humanismo foi caracteristicamente distinto do italiano    por ser mon&aacute;rquico, nacionalista e sustentar uma vis&atilde;o hier&aacute;rquica    do universo que propunha o dom&iacute;nio da mente sobre os apetites.    <br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> Para a rela&ccedil;&atilde;o dos jesu&iacute;tas    com a cria&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio barroco ver DE LA FLOR, Fernando    R. Pasiones fr&iacute;as, p.26-28, p.124-125 e p.178. Para os tratados barrocos    ver, entre outros, BEBIANO. Literatura militar da Restaura&ccedil;&atilde;o,    p.83-98; ALMEIDA, &Acirc;ngela Mendes de. <i>O gosto do pecado</i>: casamento    e sexualidade nos manuais de confessores dos s&eacute;culos XVI e XVII. Rio    de Janeiro: Rocco, 1993, p.32; e ALVAREZ, Fernando Bouza. <i>Portugal no tempo    dos Filipes</i>: pol&iacute;tica, cultura, representa&ccedil;&otilde;es (1580-1668).    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Cosmos, 2000, p.26. No caso de tratados escritos    por jesu&iacute;tas, al&eacute;m de Graci&aacute;n, encontram-se exemplos como    o <i>Tratado de la religi&oacute;n y virtudes que deve tener el pr&iacute;ncipe    christiano</i>, que ensinava o crist&atilde;o a dissimular. DE LA FLOR, Fernando    R. <i>Pasiones fr&iacute;as</i>, p.26 e p.178.    <br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> Para a &eacute;tica e a est&eacute;tica    barroca ver CANAVESE, Gabriela Fernanda. &Eacute;tica y est&eacute;tica de la    civilidad barroca: Coacci&oacute;n exterior y gobierno de la imagen en la primera    modernidad hisp&aacute;nica. <i>Cuadernos de Historia de Espa&ntilde;a</i>,    Buenos Aires, v.78, n.1, ene/dic, 2003.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> Para a busca por controle social    baixo a monarquia cat&oacute;lica ver MARAVALL. <i>A cultura do barroco</i>,    p.68-69. E para o processo de confessionaliza&ccedil;&atilde;o ver ALMEIDA.    <i>O gosto do pecado</i>, p.32-33; EGIDO, Te&oacute;fanes; SANCHEZ, Javier e    GONZ&Aacute;LEZ, Manuel. <i>Los jesuitas en Espa&ntilde;a y en el mundo hisp&aacute;nico</i>.    Madrid: Marcial Pons, 2004, p.33.    <!-- ref --><br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> As origens da Companhia est&atilde;o    em SCHMITZ, Eg&iacute;dio. <i>Os jesu&iacute;tas e a educa&ccedil;&atilde;o</i>:    filosofia educacional da Companhia de Jesus. S&atilde;o Leopoldo: Editora Unisinos,    1994;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0104-8775201200010001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> e KARNAL, Leandro. Teatro da f&eacute;: representa&ccedil;&atilde;o religiosa    no Brasil e no M&eacute;xico do s&eacute;culo XVI. S&atilde;o Paulo: Hucitec,    1998, p.50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0104-8775201200010001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Ver rela&ccedil;&atilde;o entre valores barrocos, jesu&iacute;tas    e Graci&aacute;n em DE LA FLOR, Fernando R. <i>Pasiones fr&iacute;as</i>, p.113-122.    <!-- ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> A influ&ecirc;ncia cultural do    Imp&eacute;rio Espanhol sobre a Europa moderna foi observada por FRAN&Ccedil;A,    Eduardo D'Oliveira. <i>Portugal na &eacute;poca da restaura&ccedil;&atilde;o</i>,    p.31. J&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre artistas e cultura barroca &eacute;    objeto de discuss&atilde;o em vasta historiografia especializada, por exemplo:    BAZIN, Germain. Barroco: um estado de consci&ecirc;ncia. In: &Aacute;VILA, Affonso.    <i>Barroco:</i> teoria e an&aacute;lise. S&atilde;o Paulo: Perspectiva, 1997,    p.17-22;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0104-8775201200010001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> DE LA FLOR, Fernando. Barroco: representaci&oacute;n e ideolog&iacute;a    en el mundo hisp&aacute;nico (1580-1680). Madrid: C&aacute;tedra, 2002;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0104-8775201200010001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> PRAZ,    Mario. <i>Im&aacute;genes del barroco:</i> estudios de emblem&aacute;tica. Madrid:    Ediciones Siruela, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0104-8775201200010001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back13"></a><a href="#top13">13</a> O dirigismo &eacute; uma das caracter&iacute;sticas    b&aacute;sicas que constituem, segundo Maravall, a cultura barroca e que agrega    formula&ccedil;&otilde;es de te&oacute;logos, juristas, escritores e artistas,    muitas vezes traduzidas em manuais, elaboradas para impor padr&otilde;es de    comportamento sobre todos os aspectos da vida, da arte ao governo. MARAVALL.    <i>A Cultura do barroco</i>, p.119-150.    <!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> Para Loyola e seus escritos ver    LONDO&Ntilde;O, Fernando Torres. Escrevendo Cartas. Jesu&iacute;tas, escrita    e miss&atilde;o no s&eacute;culo XVI. <i>Revista Brasileira de Hist&oacute;ria</i>,    S&atilde;o Paulo, v.22, n.43, p.11-32, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0104-8775201200010001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> J&aacute; para a rela&ccedil;&atilde;o    entre ascens&atilde;o da burguesia e o imagin&aacute;rio da nobreza ib&eacute;rica,    ver FRAN&Ccedil;A. <i>Portugal na &eacute;poca da restaura&ccedil;&atilde;o</i>.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> A rela&ccedil;&atilde;o de Graci&aacute;n    com os cortes&atilde;os do per&iacute;odo est&aacute; em P&Eacute;CORA, Alcir.    Pref&aacute;cio &agrave; edi&ccedil;&atilde;o brasileira. In: CASTIGLIONE, Baldassar.    <i>O cortes&atilde;o</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 1997, p.VII-XV e    p.XIII.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0104-8775201200010001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> E a teatralidade pode ser vista, no caso da Europa, em WRIGHT, Jonathan.    <i>Os jesu&iacute;tas:</i> miss&otilde;es, mitos e hist&oacute;rias. Rio de    Janeiro: Relume Dumar&aacute;, 2006, p.57,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0104-8775201200010001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> e para a Am&eacute;rica hisp&acirc;nica    em KARNAL. Teatro da f&eacute;, p.137.    <!-- ref --><br>   <a name="back16"></a><a href="#top16">16</a> Para o papel pol&iacute;tico e    sociocultural dos n&uacute;cleos urbanos na sociedade a&ccedil;ucareira ver    SILVA, Kalina Vanderlei. <i>Nas solid&otilde;es e assustadoras:</i> a conquista    do sert&atilde;o de Pernambuco pelas vilas a&ccedil;ucareiras nos s&eacute;culos    XVII e XVIII. Recife: CEPE, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0104-8775201200010001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> E para a composi&ccedil;&atilde;o da elite    a&ccedil;ucareira ver FERLINI, Vera L&uacute;cia Amaral. Pobres do a&ccedil;&uacute;car:    Estrutura produtiva e rela&ccedil;&otilde;es de poder no Nordeste colonial.    In: SZMRECS&Aacute;NYI, Tam&aacute;s (org.). <i>Hist&oacute;ria econ&ocirc;mica    do per&iacute;odo colonial</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec/Edusp/ Imprensa Oficial,    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-8775201200010001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Aparentemente foi durante as primeiras d&eacute;cadas do s&eacute;culo    XVII, ou seja, auge da Uni&atilde;o Ib&eacute;rica, que a elite a&ccedil;ucareira    se consolidou atrav&eacute;s da estabiliza&ccedil;&atilde;o de suas fam&iacute;lias    principais. MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Olinda restaurada:</i> guerra e a&ccedil;&uacute;car    no nordeste, 1630-1654. Rio de Janeiro, Topbooks, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-8775201200010001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back17"></a><a href="#top17">17</a> Para o projeto educacional jesu&iacute;ta    ver SCHMITZ. Os jesu&iacute;tas e a educa&ccedil;&atilde;o; PISNITCHENKO, Olga.    <i>A arte de persuadir nos autos religiosos de Jos&eacute; de Anchieta.</i>    2004. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Letras) - Unicamp, Campinas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0104-8775201200010001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back18"></a><a href="#top18">18</a> Sobre os la&ccedil;os castelhanos    dos jesu&iacute;tas de N&oacute;brega ver ROMO, Eduardo Javier Alonzo. Portugu&ecirc;s    e castelhano no Brasil quinhentista &agrave; volta dos jesu&iacute;tas, p.496-497.    J&aacute; a imers&atilde;o dos jesu&iacute;tas portugueses no humanismo castelhano    a partir da Universidade de Salamanca pode ser vista em VENTURA, Ricardo Nuno    de Jesus. <i>D. Gaspar de Le&atilde;o e o 'desengano dos perdidos'</i>.    <!-- ref --><br>   <a name="back19"></a><a href="#top19">19</a> Ver EGIDO, Te&oacute;fanes; SANCHEZ,    Javier e GONZ&Aacute;LEZ, Manuel. <i>Los jesuitas en Espa&ntilde;a y en el mundo    hisp&aacute;nico</i>, p.33. J&aacute; para as metas jesu&iacute;tas na Am&eacute;rica    Portuguesa, ver N&Oacute;BREGA, Manuel da. <i>Cartas do Brasil</i>: Cartas jesu&iacute;ticas    I, p.72. O primeiro col&eacute;gio, que seria tamb&eacute;m o maior pelos s&eacute;culos    seguintes, foi fundado na Bahia, em 1556, seguido pelos de S&atilde;o Paulo,    Rio de Janeiro e Pernambuco, respectivamente em 1554, 1568 e 1576. FRANZEN,    Beatriz Vasconcelos. <i>Jesu&iacute;tas portugueses e espanh&oacute;is no sul    do Brasil e Paraguai coloniais.</i> S&atilde;o Leopoldo: Editora Unisinos, 2003,    p.7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0104-8775201200010001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back20"></a><a href="#top20">20</a> N&Oacute;BREGA, Manuel da. <i>Cartas    do Brasil</i>: Cartas jesu&iacute;ticas I, p,121. As vilas a&ccedil;ucareiras    foram centros de difus&atilde;o cultural tamb&eacute;m a partir dos serm&otilde;es    pregados nos p&uacute;lpitos, muitos dos quais seriam posteriormente escritos.    Tanto em Salvador, quanto em Olinda e Recife foram os beneditinos aqueles que    mais se destacaram nessa atividade, mas seguidos de perto pelos jesu&iacute;tas    e franciscanos. MASSIMI, Marina. <i>Palavras, almas e corpos no Brasil colonial</i>.    S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola, 2005, p.37-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0104-8775201200010001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back21"></a><a href="#top21">21</a> N&Oacute;BREGA, Manuel da. Cartas    do Brasil: Cartas jesu&iacute;ticas I, p.115. Tamb&eacute;m SCHMITZ, Eg&iacute;dio.    <i>Os jesu&iacute;tas e a educa&ccedil;&atilde;o</i>, p.13.    <br>   <a name="back22"></a><a href="#top22">22</a> Para o manual de Navarro ver MOTA,    Jacqueline Ferreira da. Notas sobre confession&aacute;rio no s&eacute;culo XVI    na Europa e no Brasil: Azpilcueta Navarro e Anchieta. <i>Anais do XII Encontro    Regional de Hist&oacute;ria ANPUH-RJ</i>, Niter&oacute;i, p.1-10, 2006. J&aacute;    para sua repercuss&atilde;o no Brasil ver ROMO, Eduardo Javier Alonzo. Portugu&ecirc;s    e castelhano no Brasil quinhentista &agrave; volta dos jesu&iacute;tas, p.502.    <br>   <a name="back23"></a><a href="#top23">23</a> O Manual definia, por exemplo,    qual deveria ser a extens&atilde;o do conhecimento do confessor e o que ele    deveria saber para distinguir os pecados. No cap&iacute;tulo 5, 'como o confessor    &eacute; obrigado a perguntar ao penitente e a prud&ecirc;ncia que acerca disso    deve guardar', diz: "<i>o sacerdote deve com diligencia esquadrinhar a consci&ecirc;ncia    do pecador em a confiss&atilde;o; assim como o m&eacute;dico a enfermidade;    e o juiz a causa porque o que o penitente muitas vezes cala perguntado o revela.    Onde diz Angel.interrog.i que o confessor &eacute; obrigado sob pena de pecado    mortal, fazer aquelas perguntas, as quais conhece, e a consci&ecirc;ncia lhe    dita, serem necess&aacute;rias para a confiss&atilde;o ser valiosa quando tem    prov&aacute;vel opini&atilde;o que o que se confessa, por ignor&acirc;ncia ou    esquecimento, as n&atilde;o diz</i>". Suas diretrizes compunham, assim, um rigoroso    exerc&iacute;cio de controle n&atilde;o apenas da conduta, mas tamb&eacute;m    do pensamento dos confidentes. NAVARRO, Martim Azpilcueta. <i>Manual de confessores    e penitentes, em ho qual breve e particular, y muy verdadeyramente se decidem,    &amp; declar&atilde; quase todas as duuidas, y casos, que nas confiss&otilde;es    soem ocorrer acerca dos peccados, absolui&ccedil;&otilde;es, restituy&ccedil;&otilde;es,    &amp; censuras:</i> composto por hum religioso da Ordem de San Francisco da    prov&iacute;ncia da piedade. Coimbra: Joam de Barreyra, 1560, p.20-21.    <br>   <a name="back24"></a><a href="#top24">24</a> NAVARRO, Azpilcueta. <i>Cartas    avulsas:</i> 1550-1568. Belo Horizonte: Itatiaia, 1988, v.2, p.80.    <br>   <a name="back25"></a><a href="#top25">25</a> Para a rela&ccedil;&atilde;o jesu&iacute;tas    e confiss&atilde;o ver PISNITCHENKO, Olga. <i>A arte de persuadir nos autos    religiosos de Jos&eacute; de Anchieta</i>; DE LA FLOR, Fernando R. <i>Pasiones    fr&iacute;as</i>.    <br>   <a name="back26"></a><a href="#top26">26</a> Para a rela&ccedil;&atilde;o do    jesu&iacute;ta Padre Mello com os Albuquerque Coelho ver PEIXOTO, Afr&acirc;nio.    Introdu&ccedil;&atilde;o. In: NAVARRO, Azpilcueta. <i>Cartas avulsas</i>: 1550-1568,    v.2, p.38.    <br>   <a name="back27"></a><a href="#top27">27</a> SILVA, Luiz Antonio Gon&ccedil;alves    da. As bibliotecas dos jesu&iacute;tas: Uma vis&atilde;o a partir da obra de    Serafim Leite. <i>Perspectivas em ci&ecirc;ncias da informa&ccedil;&atilde;o</i>,    v.13, n.2, p.226-230, maio/agosto de 2008. Em 1549, enquanto outros jesu&iacute;tas    pediam ferramentas e sementes &agrave; Ordem na Europa, N&oacute;brega e Jo&atilde;o    Azpilcueta Navarro pediam livros. N&Oacute;BREGA, Manuel da. <i>Cartas do Brasil</i>:    Cartas jesu&iacute;ticas I, p.87.    <!-- ref --><br>   <a name="back28"></a><a href="#top28">28</a> RIBEIRO, Mar&iacute;lia Azambuja.    Livros defensos e bibliotecas privadas no Brasil em finais do s&eacute;culo    XVI. In: MONTENEGRO et al. <i>Hist&oacute;ria:</i> cultura e sentimento. Outras    hist&oacute;rias do Brasil. Recife: Editora UFMT/ Editora Universit&aacute;ria/    UFPE, 2008, p.110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0104-8775201200010001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Tamb&eacute;m BOSI, Alfredo. <i>Hist&oacute;ria concisa da    literatura brasileira</i>. S&atilde;o Paulo: Cultrix, 1994, p.34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0104-8775201200010001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back29"></a><a href="#top29">29</a> D. Francisco era um exemplo pr&aacute;tico    das ideias do "cortes&atilde;o discreto" de Graci&aacute;n, influenciado tanto    por Castiglione, quanto pelo pr&oacute;prio Graci&aacute;n. Foi tamb&eacute;m    leitor de Rodrigues Lobo que em sua Corte na aldeia, de 1619, adaptava esses    preceitos para a corte lisboeta. FRANCO, Luis Farinha. Da fortuna liter&aacute;ria    de D. Francisco de Melo e do Barroco. In: RAFAEL, G; FRANCO, L. (coords). <i>D.    Francisco Manuel de Melo 1608-1666</i>. Lisboa: Biblioteca Nacional de Lisboa,    2008, p.09-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0104-8775201200010001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Sua obra po&eacute;tica, tanto em portugu&ecirc;s quanto em castelhano,    &eacute; considerada uma das mais variadas do barroco ib&eacute;rico. TOBELLA,    Joan E. Cuarenta sonetos manuscritos de Francisco Manuel de Melo. <i>Critic&oacute;n</i>,    n.61, p.7-8, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0104-8775201200010001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back30"></a><a href="#top30">30</a> Para a vida, forma&ccedil;&atilde;o    e obras de Melo ver PRESTAGE, Edgar. <i>D. Francisco Manuel de Melo</i>: esbo&ccedil;o    biogr&aacute;phico. Coimbra: Editora da Universidade, 1914, p.10-11, p.20 e    p.31-32; e TOBELLA. Cuarenta sonetos manuscritos de Francisco Manuel de Melo,    p.7-8. Al&eacute;m disso, sua vasta correspond&ecirc;ncia com cortes&atilde;os,    escritores e atores sociais os mais diversos na Corte Habsburga pode ser encontrada    em AZEVEDO, Antonio Luis (org.). <i>Cartas familiares de D. Francisco Manuel,    escritas a varias pessoas sobre assuntos diversos</i>. Lisboa: Oficina dos Herdeiros    de Antonio Pedroso Galram, 1752.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0104-8775201200010001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back31"></a><a href="#top31">31</a> Prestage afirmou que D Francisco    era "amic&iacute;ssimo" dos jesu&iacute;tas e por isso tinha acesso &agrave;    biblioteca do Col&eacute;gio da Bahia, apesar de defender que provavelmente    ele j&aacute; trouxera de Portugal o esbo&ccedil;o de seu livro. PRESTAGE, Edgar.    <i>D. Francisco Manuel de Melo</i>, p.271-273, p.281-283. Por sua vez, o estudo    mais recente de Luiz Antonio Gon&ccedil;alves da Silva indica que o fidalgo    era frequentador ass&iacute;duo da referida biblioteca. SILVA, Luiz Antonio    Gon&ccedil;alves da. As bibliotecas dos jesu&iacute;tas, p.226-230.    <br>   <a name="back32"></a><a href="#top32">32</a> SILVA, Luiz Antonio Gon&ccedil;alves    da. As bibliotecas dos jesu&iacute;tas, p.226-230.    <br>   <a name="back33"></a><a href="#top33">33</a> O &uacute;nico estudo sistem&aacute;tico    sobre os livros trazidos para Pernambuco, referente ao s&eacute;culo XVIII,    registra a compra das obras de Navarro e Graci&aacute;n por indiv&iacute;duos    na capitania. VERRI, Gilda Maria Whitaker. <i>Tinta sobre papel</i>: livros    e leituras em Pernambuco no s&eacute;culo XVIII 1759-1807. Recife: Ed. Universit&aacute;ria/    UFPE, 2006, v.2, p.78 e 101. Para os s&eacute;culos anteriores existem ind&iacute;cios    esparsos sobre os t&iacute;tulos pertencentes a essas bibliotecas: Luiz Antonio    Gon&ccedil;alves da Silva localiza a vida de Santo In&aacute;cio entre as obras    lidas no Col&eacute;gio do Par&aacute;, ao lado de Plutarco, Terencio, Hor&aacute;cio,    Marcial e Ov&iacute;dio - que teriam sido expurgados da Bahia de 1583 - , das    obras completas de Vieira e Cam&otilde;es e diversos t&iacute;tulos sobre teologia,    direito, moral e asc&eacute;tica. SILVA, Luiz Antonio Gon&ccedil;alves da. As    bibliotecas dos jesu&iacute;tas, p.228 e 231. Podemos presumir que tais obras    tamb&eacute;m compunham as bibliotecas de Bahia e Pernambuco, ent&atilde;o mais    prestigiadas. Por sua vez, Dom Francisco de Melo afirmou ter lido o tratado    do Padre Telles na Bahia do s&eacute;culo XVII. PRESTAGE, Edgar. <i>D Francisco    Manuel de Melo</i>. J&aacute; a rela&ccedil;&atilde;o intelectual de N&oacute;brega    com o Padre Mart&iacute;n Navarro sugere fortemente que o <i>Manual de confessores    e penitentes</i> fosse leitura frequente entre seus subordinados. Uma rela&ccedil;&atilde;o    que transparece na carta escrita ao pr&oacute;prio Navarro em 1549. N&Oacute;BREGA,    Manuel da. <i>Cartas do Brasil:</i> Cartas jesu&iacute;ticas I, p.88-96. Al&eacute;m    disso, tanto N&oacute;brega quanto Anchieta produziram obra variada, escrita    no Brasil e impressa na Metr&oacute;pole, que presumivelmente era conhecida    nos col&eacute;gios jesu&iacute;tas.    <br>   <a name="back34"></a><a href="#top34">34</a> DIOS, Angel Marcos de. Estudiantes    de Brasil en La Universidad de Salamanca durante los siglos XVI y XVII. <i>Separata    da Revista de Hist&oacute;ria</i>, S&atilde;o Paulo, n.105, p.215-229, 1976.    <br>   <a name="back35"></a><a href="#top35">35</a> Esses dados foram compilados a    partir das descri&ccedil;&otilde;es de DIOS, Angel Marcos de. Estudiantes de    Brasil en la Universidad de Salamanca durante los siglos XVI y XVII, p.224-226.    <br>   <a name="back36"></a><a href="#top36">36</a> Registros transcritos por DIOS,    Angel Marcos de. Estudiantes de Brasil en la Universidad de Salamanca durante    los siglos XVI y XVII, p.221 e 228. Tradu&ccedil;&atilde;o: "aos soldados de    Pernambuco em campanha contra os holandeses e que foi objeto de diversas merc&ecirc;s,    para ele e para seus filhos, por seus servi&ccedil;os na dita campanha."    <br>   <a name="back37"></a><a href="#top37">37</a> FONSECA, Luiza de. Bachar&eacute;is    brasileiros: elementos biogr&aacute;ficos (1635-1830). Anais IV Congresso de    Hist&oacute;ria Nacional, Rio de Janeiro, v.XI, p.140-141, 1951 apud DIOS, Angel    Marcos de. <i>Estudiantes de Brasil La Universidad de Salamanca durante los    siglos XVI y XVII</i>, p.222.    <br>   <a name="back38"></a><a href="#top38">38</a> Exemplo dessas pr&aacute;ticas    foram as cerim&ocirc;nias de recep&ccedil;&atilde;o do visitador Heitor de Mendon&ccedil;a    Furtado, ele tamb&eacute;m um representante da pol&iacute;tica Habsburga para    a Am&eacute;rica a&ccedil;ucareira. MENEZES, Raul Goiana. Olinda visitada: uma    an&aacute;lise do cerimonial barroco na chegada e instala&ccedil;&atilde;o da    visita&ccedil;&atilde;o do Santo Of&iacute;cio em 1593. <i>Anais Eletr&ocirc;nicos    do I Encontro Nordestino de Hist&oacute;ria Colonial - Territorialidades, Poder    e Identidades na Am&eacute;rica Portuguesa - S&eacute;culos XVI a XVIII</i>,    Jo&atilde;o Pessoa, PPGH-UFPB, 2006.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   <a name="back39"></a><a href="#top39">39</a> SOUZA, Gabriel Soares de. <i>Tratado    Descritivo do Brasil em 1587</i>. Recife: Ed. Massangana. 2000, p.90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0104-8775201200010001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Por sua    vez, N&oacute;brega sempre atribuiu a Tom&eacute; de Souza as melhores qualidades,    inclusive um alto grau de compreens&atilde;o do esp&iacute;rito da Companhia.    N&Oacute;BREGA, Manuel da. Cartas do Brasil: cartas jesu&iacute;ticas I, p.131.    <br>   <a name="back40"></a><a href="#top40">40</a> Para a vida de Diogo Botelho, sua    administra&ccedil;&atilde;o e sua estadia em Olinda, ver SERR&Atilde;O, Joaquim    Ver&iacute;ssimo. <i>Do Brasil Filipino ao Brasil de 1640</i>. S&atilde;o Paulo:    Companhia Editora Nacional, 1968, p.89-93; Para os costumes dos senhores em    Olinda antes da invas&atilde;o da WIC, ver CARDIM, Fern&atilde;o. <i>Tratados    da terra e gente do Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Companhia Editora Nacional,    1978, p.201: "A gente da terra &eacute; honrada: h&aacute; homens muito grossos    de 40, 50, e 80 mil cruzados de seu: alguns devem muito pelas grandes parcelas    que t&ecirc;m com a escravaria de Guin&eacute;; que lhe morrem muito, e pelas    demasias e gastos grandes que t&ecirc;m em seu tratamento. Vestem-se, e as mulheres    e filhos de toda a sorte de veludos, damascos e outras sedas, e nisto t&ecirc;m    grandes exce&ccedil;&otilde;es. As mulheres s&atilde;o muito senhoras, e n&atilde;o    muito devotas, nem freq&uuml;entam as missas, prega&ccedil;&otilde;es, confiss&otilde;es,    etc..."; e para a atua&ccedil;&atilde;o dos Albuquerque Coelho junto a D. Sebasti&atilde;o    ver DUTRA, Francis. Notas sobre a vida e morte de Jorge de Albuquerque Coelho    e a tutela de seus filhos. <i>Separata da Stvdia - Revista Semestral, Lisboa,    Centro de Estudos Hist&oacute;ricos Ultramarinos</i>, n.37, p.265-267, dez.    1973.    <br>   <a name="back41"></a><a href="#top41">41</a> Sobre os col&eacute;gios jesu&iacute;tas    como produtores de paneg&iacute;ricos ver SILVA, Luiz Antonio Gon&ccedil;alves    da. As bibliotecas dos jesu&iacute;tas, p.227.    <br>   <a name="back42"></a><a href="#top42">42</a> Matias, na verdade, foi batizado    Paulo, tendo seu nome trocado em homenagem ao tio. DUTRA, Francis. Notas sobre    a vida e morte de Jorge de Albuquerque Coelho e a tutela de seus filhos, p.273,    274, 278. Para o parentesco dos Albuquerque com a nobreza portuguesa ver DUTRA,    Francis. Notas sobre a vida e morte de Jorge de Albuquerque Coelho e a tutela    de seus filhos, p.285, e MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Olinda Restaurada</i>,    p.32.    <br>   <a name="back43"></a><a href="#top43">43</a> Matias de Albuquerque chegou a    Pernambuco pela primeira vez em 1620, nomeado governador e capit&atilde;o-mor,    e como procurador do irm&atilde;o. DUTRA, Francis. Matias de Albuquerque and    the defense of northeastern Brazil, 1620-1626. <i>Separata Stvdia - Revista    Semestral</i>. Lisboa, n.36, p.118-119, jul. 1973.    <br>   <a name="back44"></a><a href="#top44">44</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Olinda    restaurada</i>, p.50, 04,33.    <!-- ref --><br>   <a name="back45"></a><a href="#top45">45</a> Ver sobre isso <i>Requerimento    do mo&ccedil;o fidalgo da casa real, Louren&ccedil;o de Azevedo Vasconcelos,    ao rei &#91;d Filipe III&#93;, pedindo provis&atilde;o para levantar uma companhia    no minho, beira e tr&aacute;s os montes para ir servir na guerra da capitania    de Pernambuco.</i> Lisboa. Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, AHU/ACL/CU/015,    cx2, p.131. Tamb&eacute;m pedido de confirma&ccedil;&atilde;o de t&iacute;tulo    de fidalguia concedido a portugu&ecirc;s que servira na guerra em Pernambuco.    Lisboa. Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino, cx.2, p.108, e KRAUSE, Thiago.    Em busca da honra: os pedidos de h&aacute;bitos da Ordem de Cristo na Bahia    e em Pernambuco, 1644-76. <i>Anais do XIII Encontro de Hist&oacute;ria da ANPUH-RJ</i>,    Niter&oacute;i, 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://encontro2008.rj.anpuh.org/#" target="_blank">http://encontro2008.rj.anpuh.org/#</a>&gt;.    E Sobre <i>las pesquisas que se devem hacer de los procedimientos de Matias    d'Albuquerque y Diego Luis d'Oliveira; y letrado que Se&ntilde;ora Princesa    havia nombrado P&#91;a&#93; ir al Brasil a estas diligencias</i>. Espanha. Archivo    General de Simancas, Secretar&iacute;as Provinciales, Libro 1478, hojas 137-138v.    Tamb&eacute;m CAMENIETZKI, Carlos Ziller e PASTORE, Gianriccardo Grassia. 1625,    o fogo e a tinta: a batalha de Salvador nos relatos de guerra. <i>Topoi, Revista    de Hist&oacute;ria</i>, v.6, n.11, p.265, jul/dez 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0104-8775201200010001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back46"></a><a href="#top46">46</a> <i>Sobre lo que escribe Don Luis    de Rojas cerca de las mercedes que se devem hacer a las personas que asisten    en la guerra de Phernambuco dineros que se deven he dar, y perdon que se devem    dar</i>. Espanha. Archivo General de Simancas, Secretar&iacute;as Provinciales,    libro 1478, hoja 37. A tradu&ccedil;&atilde;o dos trechos aqui citados: "se    acharam leais ao servi&ccedil;o de Vossa Majestade e o acompanharam deixando    seus engenhos e fazendas s&atilde;o muito dignos de que Vossa Majestade os agrade&ccedil;a    com alguma demonstra&ccedil;&atilde;o para exemplo dos que foram traidores e    dos que n&atilde;o os imitaram"; "fidelidade largaram tudo e se retiraram" ficando    "um filho do dito Antonio de Valladares que era lavrador de engenho o qual se    dizia que pusera bandeira branca em sua casa, e que por isso n&atilde;o se lhe    tocou em nada."    <br>   <a name="back47"></a><a href="#top47">47</a> <i>Sobre lo que pide Duarte Brand&atilde;o    en nombre de sus hermanos Jorge Lopes Brand&atilde;o; y de su sobrino Francisco    Camelo Brand&atilde;o: que se hallaron en la evasi&oacute;n de la Parahyba Y    dejaron todos sus haciendas perseguir el servicio de VMg&#91;de&#93;</i>. Espanha.    Archivo General de Simancas, Secretar&iacute;as Provinciales, libro 1478, hj.51-51v.    Aqui, ao contr&aacute;rio do que dizia a lista de Rojas y Borja, Jorge Lopes    Brand&atilde;o aparece como j&aacute; possuindo h&aacute;bito da Ordem de Cristo.    Tradu&ccedil;&atilde;o: "E tendo ocasi&atilde;o de poder embarcar para o Reino,    aproveitando-se da muita parte de sua fazenda, n&atilde;o o fizeram, porque    a dita cidade y capit&atilde;o-mor lhes pediram n&atilde;o o fizessem porque    seria desconsolo e desalento de toda a vila. Nesse &uacute;ltimo reguento em    que se perdeu a pra&ccedil;a, oprimida com a superior for&ccedil;a do inimigo,    &eacute; not&oacute;rio que lutaram valorosamente por suas pessoas at&eacute;    (...) &agrave; espada; e oferecendo o inimigo livremente suas fazendas aos moradores,    eles deixaram as suas (sendo sem compara&ccedil;&atilde;o as maiores que nenhum    particular possu&iacute;a na dita capitania) e se fez (...) com as armas, retirando-se    ao Rec&ocirc;ncavo de Pernambuco, aonde est&atilde;o servindo e pretendem acabar    a vida a servi&ccedil;o de Vossa Majestade. E que essas circunstancias n&atilde;o    concorrem nenhuma pessoa daquela Capitania como alardeia a fama que os singulariza    com demonstra&ccedil;&atilde;o, os premiar, n&atilde;o somente com honras, mas    tamb&eacute;m com merc&ecirc;s que possam ajudar-los a passar a vida, pois se    acham sem rem&eacute;dio para sustent&aacute;-las; e n&atilde;o t&ecirc;m recebido    at&eacute; agora nenhuma merc&ecirc; pelos servi&ccedil;os. Suplicam a Vossa    Majestade que em considera&ccedil;&atilde;o do que se refere lhe fa&ccedil;a    Vossa Majestade merc&ecirc; honrar o dito seu irm&atilde;o Luis Brandao com    o foro de fidalgo, como tem seu irm&atilde;o mais velho, e com o h&aacute;bito    de Cristo com uma pens&atilde;o efetiva de que possa se sustentar, (...). e    seu irm&atilde;o Jorge Lopes Brand&atilde;o com o foro de fidalgo que tem seu    irm&atilde;o mais velho. E uma comenda, ou pens&atilde;o com o h&aacute;bito    que tem. E a seu sobrinho Francisco Camelo Brand&atilde;o com o h&aacute;bito    de uma das ordens militares,e uma pens&atilde;o com que possa se sustentar."    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back48"></a><a href="#top48">48</a> A lealdade como elemento barroco    pode ser vista em VEGA, Lope de. <i>Valor, fortuna y lealtad</i>. Alicante:    Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2003; VEGA, Lope de. <i>El assalto de    Mastrique por el Principe de Parma</i>. Alicante: Biblioteca Virtual Miguel    de Cervantes, 2009. E enquanto os principais conceitos em Graci&aacute;n foram    detalhados em CANTARINO, Elena; BLANCO, Emilio (coord). <i>Diccionario de conceptos    de Baltasar Graci&aacute;n</i>. Madrid: Catedra, 2005, um exemplo de tratado    de cortesia escrito por nobre de Castela &eacute; a <i>INSTRU&Ccedil;I&Oacute;N    de Don Juan de Silva, Conde de Portalegre, partiendo de la Corte para este Reyno    por mandado del Rey Don Felipe II, dejo a su hijo don Diego de Silva que em    ella estava</i>. Son algunos destos documentos de Juan de Vega que dio a un    su hijo y van por el mismo conde de Portalegre aqui comentados y por ele acre&ccedil;entados.    In: CONSULTAS a Felipe IV. Salamanca: Biblioteca Universitaria de Salamanca.    &#91;Manuscrito&#93; MS 2496, 12.    <br>   <a name="back49"></a><a href="#top49">49</a> O her&oacute;i de Graci&aacute;n    era o <i>hidalgo</i> por excel&ecirc;ncia, o 'var&atilde;o m&aacute;ximo' que    deveria ser destro em artif&iacute;cios e ostentar conhecimento, mas sem se    fazer muito compreens&iacute;vel; que n&atilde;o se rendesse aos mandos da vontade;    que fosse grande orador, fil&oacute;sofo e grande de cora&ccedil;&atilde;o;    e tivesse bom gosto e fosse eminente. O her&oacute;i, discreto e prudente, era    aquele que tinha o entendimento do mundo e subordinava suas vontades. GRACIAN,    Baltasar. <i>El H&eacute;roe</i> (1669). Alicante: Biblioteca Virtual Miguel    de Cervantes, 2005, p.09-10, 15, 19 e 28.    <br>   <a name="back50"></a><a href="#top50">50</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Olinda    restaurada</i>, p.184-185 e p.226-229.    <br>   <a name="back51"></a><a href="#top51">51</a> PRIMEIRA <i>Visita&ccedil;&atilde;o    do Santo Of&iacute;cio &agrave;s partes do Brasil; Denuncia&ccedil;&otilde;es    e Confiss&otilde;es de Pernambuco</i> 1593-1595. Recife: FUNDARPE, 1984, p.132,    165, 166, 187, 196, 353; p.133.    <br>   <a name="back52"></a><a href="#top52">52</a> SALVADOR, Frei Vicente de. <i>Hist&oacute;ria    do Brasil</i> 1500-1627. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1982, p.216-223.    <br>   <a name="back53"></a><a href="#top53">53</a> "Sabendo-se na Espanha do apresto    desta armada, e achando-se Matias de Albuquerque em Madrid, ent&atilde;o, chegado    do Brasil (aonde tinha servido de governador e capit&atilde;o geral), pareceu    que, tanto pela sua qualidade, valor e experi&ecirc;ncia que tinha daquele Estado,    como por ser Pernambuco de seu irm&atilde;o mais velho, Duarte de Albuquerque    Coelho, convinha envi&aacute;-lo a sua defesa. (...) Julgou ele que, quando    chegasse a Lisboa, acharia o necess&aacute;rio para opor-se ao poder do inimigo,    que avisaram que ia ao Brasil. E o que achou foi uma caravela com 27 soldados    e algumas muni&ccedil;&otilde;es." COELHO, Duarte de Albuquerque. <i>Mem&oacute;rias    di&aacute;rias da guerra do Brasil.</i> S&atilde;o Paulo: Beca, 2003, p.17.    <br>   <a name="back54"></a><a href="#top54">54</a> COELHO, Duarte de. <i>Mem&oacute;rias    di&aacute;rias da guerra do Brasil</i>, p.33.    <br>   <a name="back55"></a><a href="#top55">55</a> COELHO. Duarte de. <i>Mem&oacute;rias    di&aacute;rias da guerra do Brasil</i>, p.41.    <br>   <a name="back56"></a><a href="#top56">56</a> Para os Mendon&ccedil;a de Pernambuco,    agraciados com h&aacute;bitos de Calatrava, ver os processos de Bartolom&eacute;    de Mendoza e Jer&ocirc;nimo de Mendoza. Archivo Hist&oacute;rico Nacional/Espanha.    Consejo de &Oacute;rdenes, OM-Expedientellos, n.10316; OM-Caballeros Calatrava,    exp.1620 e OM-Caballeros Calatrava, exp.1618. A fam&iacute;lia ascendeu durante    a Uni&atilde;o Ib&eacute;rica, chegando a ocupar importantes cargos eclesi&aacute;sticos    em Pernambuco, inclusive na Inquisi&ccedil;&atilde;o, e a atuar na Santa Casa    de Miseric&oacute;rdia.    <br>   <a name="back57"></a><a href="#top57">57</a> Depois da restaura&ccedil;&atilde;o    os senhores de Pernambuco se esmeraram na pompa barroca de festas p&uacute;blicas    que se tornaram os espa&ccedil;os por excel&ecirc;ncia da demarca&ccedil;&atilde;o    de prest&iacute;gio e status de 'fi&eacute;is vassalos' a&ccedil;ucareiros.    SILVA, Kalina Vanderlei. Festa e mem&oacute;ria da elite a&ccedil;ucareira no    s&eacute;culo XVII: a A&ccedil;&atilde;o de Gra&ccedil;as pela restaura&ccedil;&atilde;o    da capitania de Pernambuco contra os holandeses. In: OLIVEIRA, Carla Mary S.;    MENEZES, Mozart Vergetti de e GON&Ccedil;ALVES, Regina (orgs.). <i>Ensaios sobre    a Am&eacute;rica portuguesa</i>. Jo&atilde;o Pessoa: Editora Universit&aacute;ria    UFPB, 2009, p.67-80.</font></p>     ]]></body>
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