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<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fortunas e infortúnios ultramarinos: alguns casos de enriquecimento e conflitos políticos de governadores na América portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Overseas richness and misfortunes: enrichment and politicians' conflicts of the Portuguese America's governors]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article approaches the involvement of Portuguese America's governors who had conflicts of authority in the captainships that they governed and how they were inserted in clientelistic networks throughout these disagreements. Having as protagonist the 3º Count of Assumar, dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, we compare his trajectory to governors that were also accused of enrichment and disobediences. All our analysis privileges the way the social networks function and how such nets served to give support or offered resistance to the governors nominated for the Crown.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Fortunas    e infort&uacute;nios ultramarinos: alguns casos de enriquecimento e conflitos    pol&iacute;ticos de governadores na Am&eacute;rica portuguesa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Overseas richness    and misfortunes: enrichment and politicians' conflicts of the Portuguese America's    governors</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Marcos Aur&eacute;lio    de Paula Pereira</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doutor em Hist&oacute;ria    Social pela Universidade Federal Fluminense/UFF Professor Adjunto da Universidade    de Bras&iacute;lia/UnB Campus Universit&aacute;rio Darci Ribeiro, Asa Norte,    Bras&iacute;lia, DF CEP 70910-900 <a href="mailto:marcospereira@unb.br">marcospereira@unb.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo aborda    o envolvimento de governadores da Am&eacute;rica portuguesa que vivenciaram    conflitos de autoridade nas capitanias que governaram e de como estavam inseridos    em redes clientelares ao longo dessas desaven&ccedil;as. Tendo por protagonista    o 3º Conde de Assumar, dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, comparamos sua    trajet&oacute;ria a de outros governadores tamb&eacute;m acusados de enriquecimento    e desmandos. Toda nossa an&aacute;lise privilegia o funcionamento das redes    sociais e de como tais redes serviram para dar apoio ou ofereceram resist&ecirc;ncia    aos governadores nomeados pela Coroa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    governadores, redes clientelares, redes governativas, conflitos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article approaches    the involvement of Portuguese America's governors who had conflicts of authority    in the captainships that they governed and how they were inserted in clientelistic    networks throughout these disagreements. Having as protagonist the 3º Count    of Assumar, dom Pedro Miguel de Almeida Portugal, we compare his trajectory    to governors that were also accused of enrichment and disobediences. All our    analysis privileges the way the social networks function and how such nets served    to give support or offered resistance to the governors nominated for the Crown.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    governor, clientelistic networks, governance networks, conflicts</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Antigo Regime,    na vastid&atilde;o do Imp&eacute;rio ultramarino portugu&ecirc;s, para um nobre    lusitano, ser indicado para um cargo nas conquistas podia ser sinal de sacrif&iacute;cio    e futuros infort&uacute;nios pol&iacute;ticos no seu regresso, por&eacute;m    n&atilde;o deixou de ser um dos principais meios de aumentar as honras da Casa    e o patrim&ocirc;nio.<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a> Vamos    aqui discutir como alguns governantes e representantes da Coroa enriqueceram    envolvendo-se em redes clientelares que lhes renderam pequenas fortunas, mas    que tamb&eacute;m tiveram de enfrentar a oposi&ccedil;&atilde;o de poderosos    locais que com suas redes desafiavam a autoridade dos governantes e administradores    nomeados por Portugal. Nosso maior exemplo incidir&aacute; sobre a hist&oacute;ria    do 3º Conde de Assumar. Partiremos de seu exemplo para de forma comparativa    a outros governadores examinarmos a quest&atilde;o das fortunas e infort&uacute;nios    ultramarinos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pretendemos examinar    de forma mais minuciosa os neg&oacute;cios e redes que o Conde de Assumar desenvolveu    nas Minas antes da revolta de 1720 e os percal&ccedil;os pol&iacute;ticos resultantes    de seu governo na capitania. Em seguida, atrav&eacute;s da literatura sobre    outros governadores ultramarinos que estiveram envolvidos em redes de clientela    e disputas locais pelo poder e controle de com&eacute;rcio, explanamos como    em situa&ccedil;&otilde;es an&aacute;logas a de Assumar, os resultados podem    ser diferentes dependendo das circunst&acirc;ncias. Por fim, discutimos como    o conceito de rede social tem sido utilizado na historiografia que aborda o    Imp&eacute;rio ultramarino portugu&ecirc;s. Procuramos n&atilde;o apenas abordar    os tipos de redes empregadas, mas perceber quais tipos s&atilde;o melhor identific&aacute;veis    em cada situa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; operacionalidade    que lhes s&atilde;o poss&iacute;veis dentro das atua&ccedil;&otilde;es e circunstancias    dos protagonistas hist&oacute;ricos de nosso estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Um nobre nos    tr&oacute;picos: o governo e os neg&oacute;cios do Conde de Assumar na Am&eacute;rica</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Destarte, dom Pedro    Miguel de Almeida, 3º Conde de Assumar, seguiu a tradi&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia    no servi&ccedil;o real nas conquistas e nas guerras europeias. N&atilde;o que    fosse a primeira vez, pois se destacou com bravura, desprendimento e coragem    na guerra de sucess&atilde;o espanhola quando contava apenas 16 anos de idade    e, a partir da&iacute;, seguiu sempre galgando postos na hierarquia militar    at&eacute; os seus 24 anos.<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dom Pedro foi nomeado    para o governo da ent&atilde;o capitania de S&atilde;o Paulo e Minas do Ouro    em mar&ccedil;o de 1717. Sua administra&ccedil;&atilde;o procurou diminuir o    poder dos potentados locais, fortalecer a presen&ccedil;a do Estado na capitania    e aumentar a arrecada&ccedil;&atilde;o fiscal. Tornou-se o "prot&oacute;tipo    dos indesej&aacute;veis governadores".<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>    Por&eacute;m, n&atilde;o vamos aqui discorrer sobre a pol&iacute;tica desse    governador; atentemo-nos sobre seus neg&oacute;cios como demonstrativo da forma&ccedil;&atilde;o    de redes em torno dos poderosos e, nesse caso, como sua trajet&oacute;ria pode    servir de exemplo de um governante que enriquecia ou aumentava o cabedal enquanto    estava a servi&ccedil;o do bem p&uacute;blico.<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; atrav&eacute;s    do testamento de seu pai, o 2º Conde, dom Jo&atilde;o de Almeida, que temos    uma boa evid&ecirc;ncia dos neg&oacute;cios, das transa&ccedil;&otilde;es de    empr&eacute;stimos e do com&eacute;rcio de produtos de que ambos participavam    e da aferi&ccedil;&atilde;o de lucros durante a estadia do jovem nobre em Minas.    A inten&ccedil;&atilde;o do testamento era esclarecer quais d&iacute;vidas o    velho Conde deixava para que seus filhos, especialmente seu primog&ecirc;nito,    honrassem. Mas ao lado dessas preocupa&ccedil;&otilde;es, h&aacute; tamb&eacute;m    descri&ccedil;&otilde;es de envio de remessas de carrega&ccedil;&otilde;es a    serem comercializadas, associa&ccedil;&otilde;es, empr&eacute;stimos e rendimentos    respectivos &agrave;s tais transa&ccedil;&otilde;es do seu filho durante sua    estadia na Am&eacute;rica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; ao partir    de Portugal para assumir o posto de governador, dom Pedro trouxe uma "carrega&ccedil;&atilde;o    de fazendas de import&acirc;ncia de vinte e dois contos quinhentos e noventa    e quatro mil duzentos e sessenta e hum r&eacute;is".<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a>    Seu principal parceiro nesse neg&oacute;cio era o pr&oacute;prio pai e, considerando    o dote da sua esposa empregado nas transa&ccedil;&otilde;es, ela poderia tamb&eacute;m    ser inclu&iacute;da como s&oacute;cia nesses empreendimentos. Al&eacute;m disso,    dom Pedro Miguel de Almeida contribuiu com o montante dessa carrega&ccedil;&atilde;o    com quatorze contos, cento e noventa e seis mil, duzentos e sessenta e um r&eacute;is,    compostos de cinco mil cruzados graciosamente emprestados por Francisco de Amaral    Coutinho, s&oacute;cio em outras transa&ccedil;&otilde;es de Assumar.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos neg&oacute;cios    do Conde de Assumar foram feitos atrav&eacute;s de procuradores. Manuel Antunes    Colla&ccedil;o foi um dos homens que tratou de neg&oacute;cios do Conde nas    Minas. Outro que fez parte da mesma viagem e tamb&eacute;m veio a ser procurador    de Assumar nas Minas foi Domingos Rodrigues Cobra. Um primo do procurador Manuel    Antunes, chamado Matheos Colla&ccedil;o, tamb&eacute;m veio de Lisboa na mesma    embarca&ccedil;&atilde;o. Matheus Colla&ccedil;o era tenente e foi testemunha    da negocia&ccedil;&atilde;o dos escravos do Conde, sendo ele o "portador seguro"    dos neg&oacute;cios que Manuel Antunes realizava no Rio de Janeiro em nome de    dom Pedro. O outro procurador, Domingos Rodrigues Cobra, permaneceu nas Minas    e, posteriormente, foi feito sargento-mor das ordenan&ccedil;as do distrito    de Santa B&aacute;rbara. Tamb&eacute;m, recebeu uma sesmaria em "Itaubira" em    14 de Janeiro de 1719. Entre os muitos neg&oacute;cios que Domingos fez em nome    do Conde, encontram-se alguns de compra e venda de terras, lavras e escravos    com os poderosos das Minas, como Francisco do Amaral Coutinho, s&oacute;cio    do governador. Al&eacute;m desses, o di&aacute;rio da jornada que narra a viagem    do governador de Lisboa ao Rio de Janeiro, e da&iacute; at&eacute; as Minas,    menciona a presen&ccedil;a de outras pessoas importantes, como a do futuro vice-rei    da &Iacute;ndia, Ant&ocirc;nio Furtado de Mendon&ccedil;a, e do governador da    capitania do Rio de Janeiro, dom Antonio de Brito Freire de Menezes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave;s vezes,    as negocia&ccedil;&otilde;es estavam por traz das merc&ecirc;s concedidas, mas    o apoio pol&iacute;tico dado ao governador e a boa receptividade poderiam, no    futuro, ser recompensados com postos de comando.<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>    Isso, contudo, n&atilde;o exclu&iacute;a a l&oacute;gica que perpassava as redes,    fossem clientelares ou n&atilde;o, de pessoas diversas que compartilhavam os    mesmo interesses num dado per&iacute;odo. Tamb&eacute;m, h&aacute; de se considerar    as redes formadas por pessoas de categorias sociais variadas. Nem todos eram    iguais. Cada um dos integrantes das diversas redes possu&iacute;a recursos e    obriga&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias diferentes dos demais, o que fazia    das redes espa&ccedil;o de troca e interdepend&ecirc;ncias v&aacute;rias que,    de acordo com as situa&ccedil;&otilde;es, os aproximava ou afastava.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o &eacute;    poss&iacute;vel esclarecer o total do montante movimentado e auferido com os    neg&oacute;cios que o Conde de Assumar tinha nas Minas. Sabe-se, pelo testamento    de seu pai, que, ap&oacute;s regressar ao Reino, pagou aos criados, as d&iacute;vidas    da Casa, as de seu pai e a referente &agrave; sua pr&oacute;pria moradia, comprada    quando casou; saldou, tamb&eacute;m, as contas de uma das principais propriedades    da fam&iacute;lia, a quinta de Almada. Al&eacute;m disso, mandou dinheiro para    a compra da quinta de Almeirim, e quitou d&eacute;bitos mais antigos, feitos    ainda no tempo em que o pai servia nas embaixadas da Espanha, como se verifica    nas declara&ccedil;&otilde;es de dom Jo&atilde;o de Almeida.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; interessante    mencionar que, tendo o Conde regressado, seus procuradores continuaram a enviar    remessas de pagamentos a ele. Rendas essas que lhe permitiram adquirir terras    e revelavam, dentre outros neg&oacute;cios, o feito entre ele e Gaspar Dias    de Oliveira Ceutta Marreca, para adquirir "todas as terras e prazos, moxas e    as que pertencem ao morgado sitas todas junto ao campo de Mon&ccedil;&atilde;o    pelo pre&ccedil;o de cincoenta e cinco mil cruzados, livres de cizas, e laudeiros".    Afirmava que ainda mais estava por vir, comprometendo-se a pagar, al&eacute;m    de 22 mil cruzados pela escritura, os juros de 5% at&eacute; a conclus&atilde;o    de todos os pagamentos, pois, argumentava: "poder&aacute; ser maior a quantia    e o resto de toda ela o satisfar&aacute; na chegada da frota pr&oacute;xima    do Rio de Janeiro".<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De fato, parte    da nobreza que ocupava os postos de comando nos dom&iacute;nios ultramarinos    enriquecia atrav&eacute;s de neg&oacute;cios coloniais adquirindo sesmarias,    lavras e escravos atrav&eacute;s do com&eacute;rcio. Nas Minas, n&atilde;o foi    diferente.<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a> Quando dom    Louren&ccedil;o de Almeida, sucessor de Assumar, retornou a Lisboa e foi beijar    a m&atilde;o del Rey, acompanhado de seus parentes, mencionou-se o detalhe que    um de seus criados trazia na m&atilde;o um diamante de 82 quilates e meio.<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>    De dom Pedro de Almeida, dizia-se que regressou a Lisboa com mais de 100.000    moedas de ouro. Sua grande fortuna levantou suspeitas e esteve afastado da Corte    enquanto suas contas eram investigadas, embora corresse &agrave; boca pequena    que seu afastamento se dera n&atilde;o s&oacute; pela devassa instaurada sobre    sua administra&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m por inveja do Marqu&ecirc;s    de Abrantes.<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a> Tal situa&ccedil;&atilde;o    exemplifica as tens&otilde;es que Nobert Elias menciona como existentes na sociedade    de corte. As rivalidades entre os diversos grupos e partidos da nobreza faziam    parte da pol&iacute;tica que se constitu&iacute;a nas sociedades mon&aacute;rquicas,    focalizadas no acesso ao rei. Afastar algu&eacute;m da presen&ccedil;a real    era uma estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia nesse cen&aacute;rio.<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    Dizia-se que o Marqu&ecirc;s de Abrantes, enquanto esteve mais pr&oacute;ximo    de dom Jo&atilde;o V, procurava afastar seus rivais para manter seu prest&iacute;gio    na nobreza e poder pol&iacute;tico. Como bem lembra Virginia Rau, a nobreza    lusitana foi afastada dos neg&oacute;cios por imperativos de interesse de grupo    e contornou esse impedimento atrav&eacute;s de procuradores portadores de cartas    de procura&ccedil;&atilde;o. Esses homens de neg&oacute;cios cuidavam para que,    aos olhos da Coroa, os nobres e governantes aparecessem de m&atilde;os limpas.<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a>    Em 1720, dom Jo&atilde;o V tentava impedir que seus servidores do Reino e do    ultramar se envolvessem direta ou indiretamente no com&eacute;rcio e demais    negocia&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Daqui em diante      nenhum vice-rei, Capit&atilde;o-general ou governador, ministro ou oficial      de justi&ccedil;a ou fazenda, nem tamb&eacute;m os de guerra que tiverem patente      que s&atilde;o do posto de capit&atilde;o para cima inclusive, assim deste      reino como de suas conquistas, possam comerciar per si, nem por outrem, em      lojas abertas, assim em suas pr&oacute;prias casas, como fora delas, nem atravessar      fazendas algumas.<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Via de regra, os    governantes das conquistas eram afastados da presen&ccedil;a real at&eacute;    que as devassas abertas para investigar suas contas fossem encerradas. Dom Pedro    e seu amigo, o 5º Conde de Ericeira, foram exemplos not&oacute;rios desse isolamento    como relatado por Trist&atilde;o da Cunha Ata&iacute;de.<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a>    O degredo da corte significava a quebra dos la&ccedil;os que existiam entre    um determinado nobre e o rei. Era ind&iacute;cio da perda de confian&ccedil;a    do monarca na pessoa ou na sua fam&iacute;lia. O nobre, enquanto estivesse degredado,    perdia o acesso ao pal&aacute;cio real, a chance de aconselhar o monarca e participar    no r&eacute;gio sistema de distribui&ccedil;&atilde;o de merc&ecirc;s.<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a>    O afastamento de dom Pedro Miguel de Almeida da corte lisboeta se deu at&eacute;    o ano de 1732 (alguns estudos indicam que seria at&eacute; 1733, mas seu perd&atilde;o    foi no dia de S. Jo&atilde;o Evangelista quando permaneceu com dom Jo&atilde;o    V por mais de uma hora), quando foi perdoado e recebido no beija m&atilde;os.<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Passado o per&iacute;odo    de ostracismo e da vida na corte, a Casa de Assumar sofreu com perdas e tinha    adquirido v&aacute;rias d&iacute;vidas com as despesas de uma fam&iacute;lia    nobre portuguesa da &eacute;poca. A m&atilde;e de dom Pedro faleceu em 1724,    e o pai, dom Jo&atilde;o de Almeida, em 1733.<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>    Em 1744, muito a contra-gosto, Assumar foi nomeado vice-rei da &Iacute;ndia    e recebeu o t&iacute;tulo de Marqu&ecirc;s de Castelo Novo. Seu governo durou    at&eacute; 1751. Ao regressar &agrave; Lisboa caiu novamente em desgra&ccedil;a    sendo acusado de corrup&ccedil;&atilde;o. O ent&atilde;o Marqu&ecirc;s de Alorna    - t&iacute;tulo conferido a ele pela her&oacute;ica conquista daquela pra&ccedil;a    por suas tropas - foi acusado de venalidade em rela&ccedil;&atilde;o aos cargos    dados, na &Iacute;ndia, a mediadores e padrinhos pr&oacute;ximos. Isso se configurava    n&atilde;o s&oacute; como usurpa&ccedil;&atilde;o de um direito da liberalidade    r&eacute;gia,<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a> mas que    tamb&eacute;m incorria em crime.<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a>    As acusa&ccedil;&otilde;es partiam, principalmente, do arcebispo primaz do Oriente,    Frei Louren&ccedil;o de Santa Maria, que dizia: "o Vice-rei Marqu&ecirc;s de    Alorna depois que chegou a este estado em 19 de setembro de 1744, em nenhuma    couza tem cuidado mais como em ajuntar cabedais para enriquecer a sua casa".<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a>    Assim, visto as situa&ccedil;&otilde;es vividas pelo 3º Conde de Assumar passemos    rapidamente - e comparativamente - a outros casos not&oacute;rios da historiografia    de governadores que se envolveram em redes e viveram infort&uacute;nios enquanto    eram acusados de fazerem fortunas na Am&eacute;rica portuguesa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Outros governadores    ultramarinos em apuros e seus governos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na historiografia    sobre o Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s, uma obra de refer&ecirc;ncia traz os    primeiros exemplos a utilizarmos, de trajet&oacute;rias de governantes que,    na Am&eacute;rica, principalmente, e, posteriormente, em outras paragens do    Imp&eacute;rio, se envolveram em disputas motivadas por redes de clientela e    interesses diversos; referimo-nos a <i>Fronda dos Mazombos</i>, de Evaldo Cabral    de Mello. Essa obra nos fornece alguns casos interessantes, como Xumbergas e    Castro e Caldas.<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jer&ocirc;nimo    de Mendon&ccedil;a Furtado, de alcunha Xumbergas, governador de Pernambuco de    1664 a 1666, foi deposto por uma junta dos principais homens da terra, vereadores    e oficiais da C&acirc;mara de Olinda. Recebeu voz de pris&atilde;o dada pelo    juiz ordin&aacute;rio em nome do rei. Esse ato se deu no contexto de uma revolta,    n&atilde;o de iniciativa popular, mas dos poderosos. N&atilde;o adentremos no    m&eacute;rito do tipo de revolta que se estabelecia, apenas salientemos como    fica latente na composi&ccedil;&atilde;o dos envolvidos na deposi&ccedil;&atilde;o    do governador que n&atilde;o se tratava de uma revolta fiscal, mas que se almejava    o restabelecimento da ordem tradicional aos olhos dos habitantes da capitania.    Os amotinados alegaram que o governador administrou como um tirano. Segundo    seus opositores, ele interferiu no funcionamento do judici&aacute;rio, executou    d&iacute;vidas, sequestrou bens e, al&eacute;m disso, teria embolsado parte    do donativo da Rainha da Inglaterra e contribui&ccedil;&otilde;es para a paz    com a Holanda. Tamb&eacute;m teria embarcado, por sua conta, pau-brasil e permitido    o com&eacute;rcio com franceses. Chegou a ser acusado de cunhar moeda em sua    casa e de ser conivente com devedores da fazenda real. Al&eacute;m disso, quebrou    imunidades eclesi&aacute;sticas e introduziu um amigo seu no cargo de ouvidor.    O pior seria a acusa&ccedil;&atilde;o de estar de conluio com franceses para    entregar a terra ao rei da Fran&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Xumbergas estava    associado com seu irm&atilde;o, Lu&iacute;s de Mendon&ccedil;a, em v&aacute;rios    neg&oacute;cios, encontrando-se em sua casa ouro, prata e j&oacute;ias dele,    montante proveniente do tr&aacute;fico de escravos que o irm&atilde;o fazia    com Angola. Mendon&ccedil;a Furtado tamb&eacute;m se intrometera em quest&otilde;es    de heran&ccedil;as e obrigava que as d&iacute;vidas dos comerciantes viajantes    fossem pagas sem demora. Isso tudo acontecia enquanto o governador se envolvia    em v&aacute;rias desaven&ccedil;as com o vice-rei do Brasil, dom Vasco Mascarenhas,    Conde de &Oacute;bidos, sobre provimentos de postos e invas&atilde;o de jurisdi&ccedil;&otilde;es    em outros territ&oacute;rios. A autoridade de Mendon&ccedil;a Furtado n&atilde;o    podia ir al&eacute;m de Pernambuco e as ditas capitanias anexas, sendo que houve    disc&oacute;rdia exatamente na defini&ccedil;&atilde;o de quais seriam essas.    Evaldo Cabral de Mello nota, nessa querela, que os cargos e postos eram negociados    &agrave;s escusas, pois constitu&iacute;am fontes de poder e de renda. Por fim    o governador foi expulso sem poder reagir. Especula-se que os vassalos da C&acirc;mara    de Olinda tinham o apoio do vice-rei, Conde de &Oacute;bidos.<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>    Al&eacute;m disso, procuraram dar ao levante um aspecto de legitimidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Charles Boxer,    em sua obra <i>Idade de ouro do Brasil</i>, faz uma an&aacute;lise da guerra    dos mascates (1710-1711) pelo prisma da rivalidade de senhores de engenhos (Olinda)    e mascates (Recife). Descartando uma poss&iacute;vel leitura de movimento de    independ&ecirc;ncia nativista, o historiador ingl&ecirc;s enfatiza os grupos    e as atitudes dos representantes da Coroa ao longo da disputa entre as duas    pra&ccedil;as. Um dos personagens principais que sofreu rev&eacute;s semelhante    a Xumbergas foi Castro e Caldas. Por&eacute;m, Boxer, nessa obra, n&atilde;o    fez incurs&atilde;o &agrave;s liga&ccedil;&otilde;es e redes de Castro e Caldas.<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a>    &Eacute; nesse aspecto que vamos aprofundar agora para continuar a exemplificar    as redes clientelares ao longo da hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Portuguesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sebasti&atilde;o    de Castro e Caldas foi um fidalgo portugu&ecirc;s, com longa experi&ecirc;ncia    militar, que governou Pernambuco em meio a uma forte oposi&ccedil;&atilde;o    e acabou expulso da capitania. Entrou na carreira das armas ainda mo&ccedil;o    e participou da guerra de Restaura&ccedil;&atilde;o. Foi governador do Rio de    Janeiro e, ao regressar a Lisboa, foi encarcerado no per&iacute;metro urbano    at&eacute; que se apurassem as den&uacute;ncias contra ele. Saiu ileso das acusa&ccedil;&otilde;es    e lhe ofereceram o governo da Col&ocirc;nia do Sacramento, o que ele recusou.    Por &uacute;ltimo, aceitou o mesmo posto em Pernambuco.<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a>    De acordo com Evaldo Cabral de Mello, sua escolha teria sido, em tese, fruto    de maquina&ccedil;&otilde;es de comerciantes do Recife que atuaram em Lisboa    atrav&eacute;s de seus s&oacute;cios no reino. Seu governo ficou marcado por    um alinhamento de for&ccedil;as, fruto direto de interesses particulares: de    um lado, o governador e os mascates; do outro, o ouvidor, o juiz de fora e a    c&acirc;mara de Olinda, significando a oposi&ccedil;&atilde;o entre o com&eacute;rcio    e a nobreza da terra.<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa disputa,    estava claro que, apesar das acusa&ccedil;&otilde;es do governador contra a    c&acirc;mara e algumas medidas que o Conselho Ultramarino referendou, muitas    atitudes de Castro e Caldas realmente feriam jurisdi&ccedil;&otilde;es e privil&eacute;gios.    Ele mandou prender devedores por pedidos de seus credores sem ter senten&ccedil;a    para tal; autorizou empr&eacute;stimos a juros com recursos do cofre dos &oacute;rf&atilde;os;    e interferiu nos neg&oacute;cios de Leonardo Bezerra no transporte e armazenamento    do a&ccedil;&uacute;car. Al&eacute;m do com&eacute;rcio que praticou por meio    de terceiros, tamb&eacute;m se intrometeu na arremata&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a    de impostos em favor de amigos. At&eacute; no abastecimento de carne se envolveu,    coagindo os criadores a vender o gado para o Recife no pre&ccedil;o estipulado    pelos contratadores. Do mesmo modo que outros governadores, tamb&eacute;m foi    acusado de vender cargos subalternos, tanto civis quanto militares, e de vender,    contras as ordens r&eacute;gias, escravos para o Rio de Janeiro, de onde eram    encaminhados para Minas. A mais grave acusa&ccedil;&atilde;o contra ele foi    de ter desrespeitado &agrave;s ordens r&eacute;gias de expuls&atilde;o dos franceses    e dado resid&ecirc;ncia a alguns deles, mediante avultado pagamento.<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a>    Os resultados do governo de Castro e Caldas foram muitas revoltas e conflitos    entre os comerciantes e os fazendeiros que extrapolaram sua capacidade de resistir.    Nesse &iacute;nterim, a eleva&ccedil;&atilde;o do Recife a vila, com pelourinho    e os apan&aacute;gios de praxe, surgiu como um agravante, culminando na invas&atilde;o    dos principais de Olinda com suas for&ccedil;as na rec&eacute;m-criada vila.    Por fim, Castro e Caldas foi ferido em outubro de 1710. Abriu-se sindic&acirc;ncia    sem conseguir apurar o autor do atentado. No dia sete de novembro, o governador,    acuado no Recife por um ex&eacute;rcito de revoltosos de Olinda, fugiu na madrugada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao leitor pode    surgir a pergunta de por que dentre os exemplos de Evaldo Cabral de Mello e    outros tantos do nordeste termos escolhido esses dois. A resposta &eacute; que    o interesse sobre eles se deu em fun&ccedil;&atilde;o do desfecho de seus governos    e do fato de ambos terem se inserido em redes de interesses, especialmente,    na Am&eacute;rica. O primeiro n&atilde;o teve nem as condi&ccedil;&otilde;es    de resistir, pois lhe faltaram recursos; o segundo resistiu por pouco tempo.    Ainda, Castro e Caldas viu os amotinados serem perdoados e tentarem colocar    no seu posto um dos seus. Nesse sentido, notamos que as redes de clientela dos    dois governadores expulsos de Pernambuco n&atilde;o foram o suficiente para    garantir a governabilidade - sendo esta entendida como reconhecimento e exerc&iacute;cio    da autoridade do Estado na pessoa dos governantes - quando tais redes entraram    em conflito com outras que, tamb&eacute;m, almejavam o aumento de seu poder    pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico.<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a>    Aqui, vemos outra face que, nas periferias do Imp&eacute;rio, como no centro,    as redes revelavam: eram uma base para a resist&ecirc;ncia contra governos tendencialmente    centralizadores.<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a> Chamamos    a aten&ccedil;&atilde;o para as rea&ccedil;&otilde;es dos governadores em compara&ccedil;&atilde;o    com a de Assumar em 1720. O contexto e a situa&ccedil;&atilde;o permitiram ao    governador das Minas responder de forma muito mais en&eacute;rgica na defesa    da autoridade que ele entendia representar: raz&otilde;es do Estado e as raz&otilde;es    do governador confundiram-se em uma mesma postura e discurso pol&iacute;tico.    Em Minas, os conflitos resultaram do choque de m&uacute;ltiplos interesses de    pessoas inseridas em v&aacute;rias redes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Continuemos, por    enquanto, com alguns casos para podermos entender a operacionaliza&ccedil;&atilde;o    dessas redes clientelares. Apresentaremos mais dois casos sobre governadores    e suas redes, que exemplificam como o interesse particular se misturava com    o do bem p&uacute;blico. Vejamos as trajet&oacute;rias de Rodrigo C&eacute;sar    de Menezes e Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral. A escolha n&atilde;o &eacute;    aleat&oacute;ria. Rodrigo C&eacute;sar exemplifica o governante que participa    de redes, sendo j&aacute; descendente de uma fam&iacute;lia que, como a de Assumar,    tinha larga experi&ecirc;ncia no servi&ccedil;o ultramarino. Al&eacute;m disso,    sua rede de parentela foi repleta de agentes da Coroa espalhados pelo Imp&eacute;rio.    Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral foi um aventureiro, cuja trajet&oacute;ria    de vida e ambi&ccedil;&otilde;es esbarraram com a de dom Pedro Miguel de Almeida    Portugal. Ele esteve envolvido diretamente na revolta de 1720 e participou de    v&aacute;rias redes de interesse pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Rodrigo C&eacute;sar    de Menezes nasceu em 11 de julho de 1675 e faleceu no in&iacute;cio de julho    de 1739. Filho de Lu&iacute;s C&eacute;sar de Menezes, foi alcaide-mor de Alenquer,    alferes-mor de Portugal, governador do Rio de Janeiro e capit&atilde;o general    de Angola e da Bahia. Sua m&atilde;e, dona Mariana de Lencastre, era filha de    Rodrigo de Lencastre, comendador de Coruche, casado com dona Ignes de Noronha.    Seu irm&atilde;o mais velho foi dom Vasco Fernandes C&eacute;sar de Menezes,    I Conde de Sabugosa, que ocupou os cargos de vice-rei da &Iacute;ndia de 1721    a 1727 e, depois, vice-rei do Brasil entre 1720 e 1735. Pelo lado materno, dom    Rodrigo &eacute; visto por Maria de F&aacute;tima Silva Gouv&ecirc;a como pertencente    a uma extensa rede familiar de servidores do Imp&eacute;rio cujos neg&oacute;cios    prosperaram e que, em termos de administra&ccedil;&atilde;o, foi redefinidora    das pr&aacute;ticas administrativas da Coroa no ultramar, pois teriam conseguido    uma sistematiza&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meras medidas inovadoras.<a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a>    Sua m&atilde;e era irm&atilde; de Jo&atilde;o de Lencastre, que foi governador-geral    de Angola (1688-1692) e governador geral do Brasil (1694-1702); e prima de Ant&ocirc;nio    Lu&iacute;s Gon&ccedil;alves da C&acirc;mara Coutinho, que foi governador de    Pernambuco (1689-90) e, logo depois, governador geral do Brasil (1690-1694).<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal extensa rede    de familiares, com certeza, abria os caminhos na governan&ccedil;a e permitia-lhe    estabelecer contatos nos dois lados do Atl&acirc;ntico. N&atilde;o adentremos    nas discuss&otilde;es das liga&ccedil;&otilde;es e neg&oacute;cios entre o tio    de dom Rodrigo, Jo&atilde;o de Lencastre, e seu primo de segundo grau, C&acirc;mara    Coutinho. Os relatos anteriores servem para estabelecermos um nexo entre as    redes de parentela e as clientelares, e verificarmos como elas podem atuar de    forma equivalente, perdurando ao longo de v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es    e distribu&iacute;dos na vastid&atilde;o do Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s.    Quais seriam propriamente os neg&oacute;cios e as redes de dom Rodrigo C&eacute;sar    de Menezes? O resultado de seu governo pode ser comparado ao do Conde de Assumar?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na historiografia,    Rodrigo C&eacute;sar de Menezes aparece como bom soldado com exemplar participa&ccedil;&atilde;o    na guerra de sucess&atilde;o espanhola e tendo o seu governo em Angola sido    considerado como prudente e certo. Na Am&eacute;rica portuguesa, durante o tempo    que esteve &agrave; frente da capitania de S&atilde;o Paulo, ent&atilde;o desmembrada    de Minas, deu-se a descoberta das minas de ouro de Goi&aacute;s. Entretanto,    Laura de Mello e Souza, em seu estudo sobre os administradores do Imp&eacute;rio    que passaram pela Am&eacute;rica, identificou leituras historiogr&aacute;ficas    que v&ecirc;em Rodrigo C&eacute;sar como um tirano que teria governado com m&atilde;os    de ferro. Apesar dessa leitura que a historiadora mostra, ela n&atilde;o deixa    de identificar em sua an&aacute;lise uma nova fase, na qual o Estado portugu&ecirc;s    procurava fazer sua autoridade mais presente perante os poderosos do sert&atilde;o.<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a>    Por&eacute;m, dentro da problem&aacute;tica deste artigo, nos interessa perscrutar    as redes em que esse governador se envolveu e as acusa&ccedil;&otilde;es que    sobre ele pesaram.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A not&iacute;cia    da chegada de Rodrigo C&eacute;sar de Menezes em S&atilde;o Paulo foi registrada    por Trist&atilde;o da Cunha Ata&iacute;de junto com o relato da chegada de Assumar    a Lisboa e o in&iacute;cio do seu primeiro degredo da corte.<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a>    Apenas nesse ponto as hist&oacute;rias, segundo os di&aacute;rios da &eacute;poca,    parecem se cruzar. As primeiras acusa&ccedil;&otilde;es e suspeitas sobre Rodrigo    C&eacute;sar faziam men&ccedil;&atilde;o ao contrabandista In&aacute;cio de    Almeida Jord&atilde;o que enviara remessas de produtos manufaturados &agrave;    Costa da Mina. Tamb&eacute;m, se dizia, esteve envolvido com Sebasti&atilde;o    Fernandes do Rego que falsificava moedas.<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a>    De volta ao reino em 1729, o governador teve suas contas questionadas. O rei    mandou o juiz de fora Roberto Car Ribeiro tirar devassa de sua atua&ccedil;&atilde;o    no governo da capitania.<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a>    Antes que suas contas fossem aprovadas, Rodrigo C&eacute;sar foi agraciado,    de novo, com um governo ultramarino: Angola, o dom&iacute;nio mais importante    no fornecimento de escravos do Imp&eacute;rio. Em Angola, o governador importou    suprimentos da Bahia e procurou aumentar o tr&aacute;fico de escravos, negociando    com os chefes africanos locais. Tamb&eacute;m causou indigna&ccedil;&atilde;o    o recebimento de um navio de mercadorias inglesas que fez uma passagem em Angola.    J&aacute; na partida de Lisboa para Luanda, atrasou a viagem para que Jer&ocirc;nimo    Lobo Guimar&atilde;es embarcasse dois mil rolos de tabaco. Em Angola, o tabaco    seria trocado por escravos e esses remetidos &agrave;s Minas para extra&ccedil;&atilde;o    de diamantes. Laura de Mello e Souza observa que os detratores de Rodrigo C&eacute;sar    centraram suas criticas na sua forma de governo e n&atilde;o nas negociatas    em que esteve envolvido. Por fim, morrendo na col&ocirc;nia, foi sepultado no    Rio de Janeiro com todas as ex&eacute;quias de um governador. Deixava mais de    150.000 cruzados em bens.<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nosso pr&oacute;ximo    exemplo de governante que se envolveu em redes de clientela foi um verdadeiro    aventureiro na busca de fortuna. Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral ficou marcado    na mem&oacute;ria dos primeiros habitantes da regi&atilde;o aur&iacute;fera    por sua ambi&ccedil;&atilde;o. Tentou ardilosamente ser governador da ent&atilde;o    capitania de S&atilde;o Paulo e Minas do Ouro. Dele se dizia, ainda, na primeira    metade do setecentos:</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; ambi&ccedil;&atilde;o      do Mosqueira se ajuntou a de Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral querer ser governador      das Minas, porque j&aacute; neste tempo o ouvidor Martinho Vieira tinha partido      para o Rio de Janeiro, por conselho do governador, e o Mosqueira metido seus      dependentes, tamb&eacute;m mascarados, entre o maior tumulto, que uns perguntassem:      quem h&aacute; de ser ouvidor? E aqueles respondiam: O Mosqueira! E Sebasti&atilde;o      da Veiga - presumindo que o governador tomaria os seus conselhos de que lhe      entregasse o governo e fosse para S&atilde;o Paulo, que assim n&atilde;o quebrava      homenagem e que, sossegado o povo, o avisaria para tornar para o governo,      e o conde de Assumar sendo por Sebasti&atilde;o da Veiga, de cujo g&ecirc;nio      ardiloso e orgulhoso tinha muitas noticias, mais lograva e estripava do que      lhe dava cr&eacute;dito - tamb&eacute;m tinha metido seus mascarados, que,      perguntando quem havia de ser governador, respondessem: O Veiga!<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Natural de Bragan&ccedil;a    e filho de mestre de campo general, Sebasti&atilde;o da Veiga seguiu carreira    militar at&eacute; ser escolhido como governador da col&ocirc;nia do Sacramento    em 1696. Veiga Cabral, como governador de Sacramento, foi um dos ferrenhos defensores    de que tais dom&iacute;nios n&atilde;o poderiam ser deixados aos espanh&oacute;is    tanto pelo valor das ditas terras - que Veiga Cabral afirmava a dom Jo&atilde;o    V serem excelentes<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a> -    quanto pela forma&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de tipo ideal de uma Ilha-Brasil,    defendido pelo rei, e, depois, por Pombal com per&iacute;metro que desce do    Amazonas at&eacute; o Prata.<a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a>    J&aacute; no Rio de Janeiro, meses antes de tomar posse, se envolveu em um motim    de soldados em que acabou sendo, no fim, incriminado na devassa de averigua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Laura de Mello    e Souza compartilha das opini&otilde;es de Ferrand de Almeida quando este indica    que Sebasti&atilde;o da Veiga teria participado do com&eacute;rcio de gado e    couro na regi&atilde;o.<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a>    Quando esteve para ser substitu&iacute;do, tentou permanecer no cargo para defender    seus interesses. Em 1705, encerrou sua experi&ecirc;ncia como governador, quando    a Col&ocirc;nia do Sacramento caiu em poder dos espanh&oacute;is. Talvez, tendo    percebido o que poderia acontecer, concorreu, em 1701, ao cargo de governador    da Ilha Terceira.<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a> Em    1709, disputou o governo da capitania do Rio de Janeiro com os irm&atilde;os    Castros Morais.<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a> O motivo    era a frequente aus&ecirc;ncia de Antonio de Albuquerque Coelho de Carvalho,    ent&atilde;o governador que ia para as Minas.<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a>    Quando dom Pedro Miguel de Almeida Portugal foi escolhido governador da capitania    do ouro, Sebasti&atilde;o da Veiga foi um dos concorrentes. Em 1717, tentou    obter uma fazenda quando atuou como fiador numa transa&ccedil;&atilde;o de terras    entre Antonio de Andrade G&oacute;is e Pedro Fraz&atilde;o Brito.<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a>    Ao tomar conhecimento que o mestre de campo Manuel de Queiroz tinha uma precat&oacute;ria    para haver de G&oacute;is, acerca da compra de uma mulata, quis fazer uma cobran&ccedil;a    indevida, ao mesmo tempo que n&atilde;o satisfazia o pagamento das parcelas.    Tamb&eacute;m tentou difamar o ouvidor Martinho Vieira em artimanha montada    com o padre Andr&eacute; Pereira.<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sebasti&atilde;o    da Veiga Cabral &eacute; citado como um dos lideres do levante de 1720, ao lado    de Sebasti&atilde;o Carlos, pelo pr&oacute;prio Assumar, assim como os coautores    do <i>Discurso hist&oacute;rico da &eacute;poca</i>, junto a Pedro da Rocha    Gandavo e outros.<a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a> Sebasti&atilde;o    da Veiga devia avultadas somas na corte, tinha feito um empr&eacute;stimo de    mais de mil cruzados com Ventura Capdevilla e a d&iacute;vida estava para ser    executada. Nesse caso, a rede principal na qual Sebasti&atilde;o da Veiga estava    inserido era a dos sublevados de 1720, da qual era um dos l&iacute;deres, contando    com o apoio de Pascoal da Silva Guimar&atilde;es. A extensa rede de revoltosos    do levante, que acabou entrando para a hist&oacute;ria brasileira como revolta    de Filipe dos Santos, era composta de mais de 50 pessoas, ligadas diretamente    a Sebasti&atilde;o da Veiga. Al&eacute;m das pessoas acima citadas, encontramos,    ainda, ligados diretamente a ele, Sebasti&atilde;o Carlos Leit&atilde;o e Pedro    da Rocha Gandavo e, indiretamente, Ant&ocirc;nio de Pinto Almendra.<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que enfatizamos    no comportamento de Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral &eacute; o quanto fazia    jogo duplo e dissimulava para alcan&ccedil;ar seu objetivo de tornar-se governador.    Por tr&aacute;s de suas industrias e cavila&ccedil;&otilde;es,<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a>    em que procurava sem sucesso enganar o Conde de Assumar, almejava o cargo para    poder, junto com seus aliados, amealhar o dinheiro que precisava para pagar    suas d&iacute;vidas e, mesmo, estabelecer-se em outras negociatas com os ricos    da regi&atilde;o.<a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a> Para    ele, servir &agrave; Coroa significava garantia de novos ganhos e a capitania    era o quinh&atilde;o mais rico do Imp&eacute;rio. Muitos j&aacute; tinham enriquecido,    e ele queria essa oportunidade mesmo &agrave;s custas de usurpar a autoridade.    Era um aventureiro que vivia no ultramar &agrave; procura de honras e fortuna.    N&atilde;o era um governador oriundo do seleto grupo dos Grandes do Reino, tal    como Assumar e Rodrigo C&eacute;sar de Meneses. Ele exemplificou o europeu no    c&eacute;lebre ditado do Brasil como "purgat&oacute;rio dos brancos, inferno    dos negros e para&iacute;so dos mulatos e mulatas", num claro caso de algu&eacute;m    que n&atilde;o queria voltar &agrave; Europa pobre e endividado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Alguns questionamentos    no exame dos governadores e suas redes</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muitos outros exemplos    poderiam ser citados aqui, mas escolhemos essas trajet&oacute;rias de servidores    da Coroa na Am&eacute;rica - alguns transitaram tamb&eacute;m na &Aacute;frica    - n&atilde;o apenas pelas redes das quais participaram, mas tamb&eacute;m pelo    desfecho de suas hist&oacute;rias. Quando comparadas &agrave; carreira ultramarina    de dom Pedro Miguel de Almeida, seja na resposta que deu &agrave;s revoltas,    ou na forma como foi recebido quando voltou a Lisboa, alguns questionamentos    aparecem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vimos que o governador    Jer&ocirc;nimo de Mendon&ccedil;a Furtado, o Xumbergas, enfrentou a oposi&ccedil;&atilde;o    dos poderosos de Pernambuco, sendo por eles expulso. Evaldo Cabral de Mello    questiona: por que a c&acirc;mara de Olinda se atrevera a tanto? Outras perguntas    tamb&eacute;m s&atilde;o poss&iacute;veis comparando os casos levantados por    Evaldo Cabral de Mello &agrave; trajet&oacute;ria do Conde de Assumar. Quais    os recursos e as estrat&eacute;gias que o Xumbergas tinha e desenvolveu para    impedir sua deposi&ccedil;&atilde;o? Por que n&atilde;o mandou, como Assumar,    prender os amotinados ou se serviu do apoio de outras autoridades e poderosos    para contrapor aos seus algozes? Entendemos que as redes locais n&atilde;o eram    fortes o suficiente para assegurar a autoridade nestes casos. Al&eacute;m disso,    h&aacute; de se considerar outras circunst&acirc;ncias como meios f&iacute;sicos    - tropas armadas - para o exerc&iacute;cio do poder. Portanto, o contexto do    Conde de Assumar nas Minas era diferente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Castro e Caldas    tamb&eacute;m encarou a situa&ccedil;&atilde;o de um levante contra ele e tentou    se defender. Na guerra dos mascates ele pode ser visto como a autoridade r&eacute;gia    que apoiava os comerciantes do Recife. Mas mesmo o apoio de tais poderosos n&atilde;o    lhe foi suficiente para garantir sua perman&ecirc;ncia no cargo. A nobreza da    terra venceu-lhe e aos seus e depois foi perdoada. Percebemos que, como Assumar,    ele procurou lutar contra os poderosos e estava imerso numa rede maior que a    de dom Pedro em Minas, mas os recursos do Estado, a for&ccedil;a oficial e o    aparato militar n&atilde;o lhe foram suficientes. Militar experiente, j&aacute;    tinha acusa&ccedil;&otilde;es contra ele de outros governos, o que n&atilde;o    impediu que voltasse a ocupar o comando de uma das pra&ccedil;as mais ricas    do Imp&eacute;rio. Por que ele n&atilde;o conseguiu com t&atilde;o grande apoio    permanecer no cargo? Com certeza, sua rede era vasta e rica; tinha influ&ecirc;ncia    na corte, visto que n&atilde;o viveu o longo ostracismo de Assumar; e, tamb&eacute;m,    teria experi&ecirc;ncia para contornar os revoltosos armados. Mas que argumentos    usaria para o uso de for&ccedil;a? Que tipo de aparato dispunha? Novamente o    contexto aparece como um diferencial. Ele, tal como Rodrigo C&eacute;sar de    Meneses, quando regressou &agrave; corte, ap&oacute;s o primeiro governo no    ultramar, sendo acusado de corrup&ccedil;&atilde;o e desmandos, fora rapidamente    perdoado, e de forma contr&aacute;ria Assumar enfrentou um processo que o condenou    ao ostracismo pol&iacute;tico por onze anos. Poderia se supor que Rodrigo C&eacute;sar    tivesse uma longa e extensa rede composta por membros de sua fam&iacute;lia    que intercediam por ele junto aos &oacute;rg&atilde;os da Coroa, mas lembremos    que o pai de Assumar era Vedor da Casa Real e membro do Conselho de Estado,    e que tamb&eacute;m tinha acesso &agrave; realeza e aos principais secret&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mais intrigante    seria o ambicioso Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral que, mesmo incriminado numa    investiga&ccedil;&atilde;o sobre motim, seguiu seu caminho para o governo sem    ser punido. Voltou &agrave; corte e n&atilde;o se abriu processo para averiguar    seu envolvimento no com&eacute;rcio na regi&atilde;o do Prata. Ao que parece,    a Coroa estava mais preocupada com a defesa daquele territ&oacute;rio e sua    povoa&ccedil;&atilde;o; tarefas bem cumpridas por Veiga Cabral enquanto teve    meios para tal. Ainda que sua atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica numa regi&atilde;o    estrat&eacute;gica abonasse suas faltas, por que a mesma l&oacute;gica n&atilde;o    foi usada para Assumar ap&oacute;s o seu regresso das Minas? Veiga Cabral, ao    menos, foi detido e remetido a Portugal com outros para responder pelo levante    e acusarem o Conde.<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que se percebe    &eacute; que inexistia uma pol&iacute;tica clara e definida de punir os governantes    envolvidos em com&eacute;rcios ou outras redes de interesse que concorressem    - especialmente na arrecada&ccedil;&atilde;o do fisco e provimento de cargos    estrat&eacute;gicos - direta ou indiretamente com a Coroa. Obviamente &eacute;    preciso averiguar at&eacute; que ponto as redes clientelares formadas no ultramar    encontravam apoio no reino e que tipo de benef&iacute;cios gerava aos seus membros.    Nossa inten&ccedil;&atilde;o com os casos aqui mostrados &eacute; compararmos    as redes dos governadores da Am&eacute;rica. O resultado, a cobran&ccedil;a,    a forma de rela&ccedil;&atilde;o com os poderosos foi diferente e a Coroa atuou    em cada caso de uma maneira. Por&eacute;m, como Maria Ver&ocirc;nica Campos    notou, a Coroa era amb&iacute;gua na puni&ccedil;&atilde;o aos governadores,    envolvidos em redes clientelares e outras acusa&ccedil;&otilde;es de corrup&ccedil;&atilde;o.    Mesmo que se alegasse que, em 1720, foi institu&iacute;da a proibi&ccedil;&atilde;o    dos governadores, comandantes militares e outras autoridades de comercializarem,    cabe comparar - como fez Maria Ver&ocirc;nica Campos - que o sucessor do Conde    de Assumar, dom Louren&ccedil;o de Almeida, voltou com grande fortuna para o    reino e nada sofreu, mesmo tendo se envolvido em falsifica&ccedil;&atilde;o    de moedas, contrabando de ouro e diamantes.<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a>    Estranha-se a situa&ccedil;&atilde;o porque, segundo o relator das Gazetas de    &Eacute;vora, dom Louren&ccedil;o de Almeida teria feito queixas contra o ouvidor    Rafael Pires Pardinho, respons&aacute;vel pela devassa do governo de Assumar,    culminando no afastamento do ouvidor at&eacute; 1733. Dom Pedro foi perdoado    em 1732 e a devassa de Pires Pardinho tinha lhe sido favor&aacute;vel. Quais    seriam os reais interesses de dom Louren&ccedil;o?</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">El Rey nomeou      Raphael Pires Pardinho, que estava fora do servi&ccedil;o; e n&atilde;o ia      ao Pa&ccedil;o por queixas que tinha feito dele D. Louren&ccedil;o de Almeida      por ser este ministro quem tirou a devassa favor&aacute;vel, e verdadeira      do Conde de Assumar D. Pedro e fez agora uma peti&ccedil;&atilde;o ao Conselho      Ultramarino, em que protestava que dava este ministro de suspeito se acaso      lhe ia tirar resid&ecirc;ncia.<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para n&oacute;s    a simples identifica&ccedil;&atilde;o do envolvimento dos governadores nas redes    n&atilde;o explica os diferentes percal&ccedil;os e infort&uacute;nios vividos    por tais administradores no ultramar. Permita-nos conjecturar com base no demonstrado    no in&iacute;cio deste texto acerca da sociedade de corte e suas intrigas palacianas:    provavelmente a situa&ccedil;&atilde;o de ostracismo vivenciada por Assumar,    ap&oacute;s regressar dos governos ultramarinos na Am&eacute;rica e no Oriente,    seja fruto mais da varia&ccedil;&atilde;o do seu capital simb&oacute;lico e    pol&iacute;tico de nobre, de suas rela&ccedil;&otilde;es na corte e da oposi&ccedil;&atilde;o    que ele enfrentara, assim como os pr&oacute;ximos a ele, na luta constante da    fidalguia portuguesa por prest&iacute;gio. Consideramos que s&oacute; um estudo    comparativo de v&aacute;rios casos como os mencionados e outros conhecidos pela    historiografia durante os s&eacute;culos XVII e XVIII, nos quais as redes desses    governadores fossem analisados, abarcando seu grau de influ&ecirc;ncia desde    o ultramar at&eacute; o reino, poder&aacute; lan&ccedil;ar luzes de forma satisfat&oacute;ria    na quest&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Redes sociais,    administra&ccedil;&atilde;o e conflitos: redes governativas e clientelares.</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Qual o ponto de    intercess&atilde;o entre as redes clientelares de dom Pedro Miguel de Almeida    no ultramar e as que ele participava no reino? Uma vez na Corte, ele exercia    influ&ecirc;ncia em grupos sociais nos dom&iacute;nios que governou, atuando    atrav&eacute;s das redes de que l&aacute; participou ou isso n&atilde;o aconteceu?    Principalmente, qual o significado dessas redes na cultura pol&iacute;tica da    primeira metade do s&eacute;culo XVIII? Essas perguntas n&atilde;o podem ser    satisfatoriamente respondidas sem definirmos como entendemos as redes e seu    funcionamento no Antigo Regime. O que se pretende n&atilde;o &eacute; reformular    o conceito, muito menos fazer um longo debate historiogr&aacute;fico sobre o    assunto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em todo Imp&eacute;rio    ultramarino portugu&ecirc;s, os circuitos dos oficiais r&eacute;gios, momentaneamente    representados na figura dos governadores, foram alimentados por redes clientelares    ou de parentesco que aproximaram e afastaram pessoas e grupos de diversas categorias,    com interesses v&aacute;rios em termos de pol&iacute;tica e finan&ccedil;as.    Enfatiza-se que as redes clientelares n&atilde;o s&atilde;o id&ecirc;nticas    em estrutura ou forma de atua&ccedil;&atilde;o, nem os diferentes atores sociais    nelas inseridos almejam os mesmos objetivos ou t&ecirc;m o mesmo comportamento.    Do mesmo modo, as trocas dentro das redes s&atilde;o de v&aacute;rios conte&uacute;dos    e n&iacute;veis, quase sempre assim&eacute;tricas e desiguais. Essa assimetria    &eacute; ind&iacute;cio de uma hierarquia na rede e de acesso diferenciado aos    recursos dispon&iacute;veis internos e externos de uma rede.<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a>    Al&eacute;m dessas caracter&iacute;sticas, cabe perguntar de que forma os conflitos    e as disputas internas de uma mesma rede clientelar serviam para fortalec&ecirc;-la    ou minar seus efeitos. Note-se que isso tudo revela a interdepend&ecirc;ncia    dos indiv&iacute;duos participantes de tais redes. Explicaremos como vemos essa    interdepend&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como dito e bem    abordado pela historiografia, os monarcas tinham, no ultramar, um enorme campo    de exerc&iacute;cio da liberalidade r&eacute;gia, onde podiam agraciar aqueles    vassalos que o bem servissem.<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a>    Do mesmo modo, os dom&iacute;nios configuraram-se como espa&ccedil;o para boa    parcela da fidalguia sedenta de honrarias e dignidades galgar prest&iacute;gio    social e amealhar fortuna.<a name="top56"></a><a href="#back56"><sup>56</sup></a>    Temos nos reportado a algumas redes que alguns vice-reis e governadores participaram    no ensejo de examinar os contatos e as pol&iacute;ticas vivenciadas enquanto    estavam servindo. Notamos a exist&ecirc;ncia de dois tipos de redes: as redes    governativas, de que participavam como oficiais r&eacute;gios, e as redes clientelares,    formadas para defender seus pr&oacute;prios interesses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Redes governativas    s&atilde;o compreendidas como uma articula&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica    de indiv&iacute;duos no &acirc;mbito da administra&ccedil;&atilde;o. Tal articula&ccedil;&atilde;o    combinava as trajet&oacute;rias dos governantes e oficiais que estavam conectados    em uma rede, com as jurisdi&ccedil;&otilde;es estabelecidas dos cargos que detinham.    Segundo Maria de F&aacute;tima Silva Gouv&ecirc;a, esse tipo de rede resultava    do entrela&ccedil;amento e aproxima&ccedil;&atilde;o de pessoas que ocupavam    cargos na administra&ccedil;&atilde;o. Somava-se a isso o modo como esses sujeitos,    no exerc&iacute;cio de suas atribui&ccedil;&otilde;es, sabiam aproveitar as    oportunidades que os regimentos e os procedimentos de seus postos conferiam-lhes.<a name="top57"></a><a href="#back57"><sup>57</sup></a>    Da&iacute; os sujeitos imersos nessas redes serem considerados transmissores    de poder e conhecimento.<a name="top58"></a><a href="#back58"><sup>58</sup></a>    A historiadora sublinha que a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos cargos no ultramar    baseava-se na delega&ccedil;&atilde;o da autoridade e de poderes aos escolhidos    como representantes da Coroa no ultramar.<a name="top59"></a><a href="#back59"><sup>59</sup></a>    Redes articuladas surgiam na din&acirc;mica relacional da troca de experi&ecirc;ncias    desses indiv&iacute;duos e grupos, combinadas com as atribui&ccedil;&otilde;es    e jurisdi&ccedil;&otilde;es que detinham. Maria de F&aacute;tima Gouv&ecirc;a    vislumbra o panorama dessas redes a partir do que ela designa como elite imperial    formada pelos fidalgos recrutados no seio da nobreza, zelosos no servi&ccedil;o    &agrave; Coroa desde a Restaura&ccedil;&atilde;o e recebedores das merc&ecirc;s    r&eacute;gias. Assumar, sua fam&iacute;lia e amigos inseriam-se nesse meio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doutro lado, na    periferia do Imp&eacute;rio, no ultramar, redes clientelares formadas pela nobreza    da terra, pelos homens bons, pelos poderosos locais se articulavam para receber    os administradores e demais autoridades, procurando coopt&aacute;-los e, muitas    vezes, mesmo subjug&aacute;-los. N&atilde;o se tratava de um enfrentamento direto    contra o Estado, muitas vezes esses poderosos ocupavam postos nas c&acirc;maras    municipais, fazendo, assim, parte da administra&ccedil;&atilde;o. No per&iacute;odo    colonial, as c&acirc;maras tinham v&aacute;rias atribui&ccedil;&otilde;es, desde    quest&otilde;es tribut&aacute;rias, donativos e posturas, at&eacute; a administra&ccedil;&atilde;o    dos contratos que passavam por suas prerrogativas. Maria Fernanda Bicalho demonstra    em seus estudos que os oficiais camar&aacute;rios no ultramar, em especial da    Am&eacute;rica, apareciam, dadas suas compet&ecirc;ncias, como mediadores do    poder local com o poder central. Como as c&acirc;maras podiam se comunicar diretamente    com o rei, queixando, solicitando e fornecendo informa&ccedil;&otilde;es, elas    interessavam ao rei e ao Conselho ultramarino como mecanismo para administrar    sabiamente os conflitos e melhor governar a col&ocirc;nia.<a name="top60"></a><a href="#back60"><sup>60</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vimos, nos casos    dos governadores Xumbergas e Castro e Caldas, que eles enfrentaram a oposi&ccedil;&atilde;o    dos poderosos locais que, muitas vezes, estendiam a sombra de seu poder at&eacute;    as c&acirc;maras. Mesmo quando houve reclama&ccedil;&otilde;es e oposi&ccedil;&atilde;o    entre os governadores e os poderosos com representa&ccedil;&atilde;o na c&acirc;mara,    n&atilde;o se pode afirmar que se tenham seguido os tr&acirc;mites normais para    alcan&ccedil;ar seus objetivos de depor os governantes. A expuls&atilde;o dos    governadores em Pernambuco n&atilde;o foi fruto de um processo que respeitou    as jurisdi&ccedil;&otilde;es estabelecidas. Os mencionados expulsos n&atilde;o    foram formalmente acusados do crime de lesa majestade pelo Conselho Ultramarino    e nem o Conselho, nem os vice-reis levantaram suspeita sobre isso. O que fica    evidente nesses casos &eacute; que as redes clientelares dos governadores referidos    n&atilde;o foram fortes o bastante para enfrentar as demais redes regionais.    N&atilde;o se pode dizer que foi um conflito entre rede governativa e rede clientelar    local. Foi mais um conflito de interesses, ou melhor, defesa de interesses dos    poderosos locais ante a amea&ccedil;a de seu poder econ&ocirc;mico e privil&eacute;gios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No caso da experi&ecirc;ncia    do Conde de Assumar, quando esteve governando Minas no in&iacute;cio do setecentos,    vimos que apesar de se envolver em redes que tinham sua extens&atilde;o iniciada    desde o reino, na capitania, sua atua&ccedil;&atilde;o e infiltra&ccedil;&atilde;o    nos cargos administrativos n&atilde;o foi t&atilde;o ampla quanto poderia se    supor. Quanto ao vice-reinado, seus inimigos o acusavam, principalmente, de    venda de cargos. Nos dois dom&iacute;nios ultramarinos ele agiu de forma diferente    e enfrentou diversa oposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em Minas, Assumar    n&atilde;o governou com as redes, mas contra elas. Oriundo de uma rede governativa    com base no processo de recrutamento dos governantes no seio da nobreza, o jovem    governador, informado dos conflitos que dividiam os habitantes da extensa capitania,    almejava p&ocirc;r um fim &agrave;s divis&otilde;es entre paulistas e rein&oacute;is,    seguindo as diretrizes da Coroa.<a name="top61"></a><a href="#back61"><sup>61</sup></a>    Para Adriana Romeiro, o Conde introduziu transforma&ccedil;&otilde;es na administra&ccedil;&atilde;o    que resultaram no fim da supremacia que a guerra dos emboabas concedeu aos rein&oacute;is.<a name="top62"></a><a href="#back62"><sup>62</sup></a>    Acredita-se que a forma empregada para isso n&atilde;o tenha sido a for&ccedil;a    ou trucul&ecirc;ncia. O uso do aparato militar s&oacute; foi empregado nos momentos    de conflito. Sua estrat&eacute;gia foi minar as redes clientelares dos poderosos    na governan&ccedil;a local para fortalecer sua autoridade de representante do    rei. Maria Ver&ocirc;nica Campos &eacute; enf&aacute;tica sobre isso na an&aacute;lise    que faz das pol&iacute;ticas dos governadores perante as redes clientelares    locais: dom Pedro de Almeida destruiu redes de clientela em beneficio de si    mesmo e da Coroa; dom Louren&ccedil;o construiu redes de clientela em favor    de lucros pessoais e da Coroa.<a name="top63"></a><a href="#back63"><sup>63</sup></a>    Lembremos que mesmo alguns ricos e poderosos que receberam o governador e estiveram    por algum momento indiretamente envolvidos em neg&oacute;cios que passavam pela    figura do Conde ou de algum de seus procuradores, na ocasi&atilde;o do levante    de 1720 n&atilde;o se colocaram a favor dele.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assumar lutava    contra as redes de Pascoal da Silva Guimar&atilde;es, Manuel Mosqueira da Rosa    e Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral. O primeiro, um rico fazendeiro, o segundo,    ex-ouvidor, e o &uacute;ltimo, um ex-governador e militar. Al&eacute;m disso,    em outras situa&ccedil;&otilde;es procurou minar o poder de muitos poderosos    das Minas em v&aacute;rias regi&otilde;es. Criou vilas, visando &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o    do poder de Jos&eacute; do Amaral Gurgel, Ambr&oacute;sio Caldeira Brant e Francisco    do Amaral Coutinho, que atuaram na guerra dos emboabas. Procurou, de toda maneira,    reduzir a influ&ecirc;ncia de Manuel Nunes Viana, a quem tinha verdadeira ojeriza.    Lutou contra todas essas redes clientelares sem necessariamente colocar em expl&iacute;cita    oposi&ccedil;&atilde;o as redes de que ele participava. Ainda assim, n&atilde;o    se pode afirmar que os parceiros envolvidos em suas transa&ccedil;&otilde;es    compunham com ele uma rede governativa, seria mais uma rede clientelar visando    ao lucro. N&atilde;o houve a substitui&ccedil;&atilde;o de uma rede por outra.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Am&eacute;rica,    redes clientelares locais de tipo tradicionais faziam valer sua caracter&iacute;stica    de tentar manter as ag&ecirc;ncias governamentais fora de seus dom&iacute;nios    de poder. Ao mesmo tempo, tais redes mantinham dispersas rela&ccedil;&otilde;es    com os canais formais da administra&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o estavam fundidas    a tais &oacute;rg&atilde;os oficiais.<a name="top64"></a><a href="#back64"><sup>64</sup></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que fica claro    &eacute; que redes clientelares e redes governativas tinham no Estado um ponto    comum - ora conflitante, ora associativo - e, muitas vezes, fonte de poder.    Como afirmou Xavier Gil Pujol: entre o poder central e o poder local havia uma    densa rede de rela&ccedil;&otilde;es. Pujol, tamb&eacute;m, lembra que a atua&ccedil;&atilde;o    das redes, o comportamento classista, suas solidariedades e seus la&ccedil;os    de patroc&iacute;nio combinavam-se com a outorga de honras e privil&eacute;gios    concedidos pelo monarca. Isso significou, em v&aacute;rias sociedades, cujo    Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s no Antigo Regime n&atilde;o se furtou, que as    redes de clientela e de intermedi&aacute;rios floresceram no processo de forma&ccedil;&atilde;o    do Estado.<a name="top65"></a><a href="#back65"><sup>65</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Chamamos a aten&ccedil;&atilde;o    para o fato de que as redes clientelares dos habitantes da Am&eacute;rica, bem    como as redes governativas, eram formadas por pessoas que, pelos la&ccedil;os    de sujei&ccedil;&atilde;o e vassalagem junto ao monarca acabavam por se incluir    na estrutura pol&iacute;tica do Imp&eacute;rio de alguma maneira.<a name="top66"></a><a href="#back66"><sup>66</sup></a>    Todos os exemplos citados demonstram conflitos de atores que, ao que parece,    vislumbravam na Coroa a san&ccedil;&atilde;o, o perd&atilde;o ou a confirma&ccedil;&atilde;o    de seus atos. Esperavam por uma resposta do Estado e, obviamente, os percursos    n&atilde;o era &uacute;nicos, nem se podia prever todos os comportamentos, pois    se trata de redes sociais.<a name="top67"></a><a href="#back67"><sup>67</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Consideramos que    as redes sociais e seus tipos aqui discutidos fazem parte da sociedade com um    centro e suas periferias. Se &eacute; preciso pensar a sociedade do Antigo Regime    em transforma&ccedil;&atilde;o, especialmente quanto &agrave; cultura pol&iacute;tica,    o estudo do funcionamento dessas redes n&atilde;o pode prescindir das an&aacute;lises    sobre as altera&ccedil;&otilde;es do centro em sua forma de lidar com as periferias.    Se a pol&iacute;tica estava em transforma&ccedil;&atilde;o no Imp&eacute;rio,    as redes tamb&eacute;m estavam.<a name="top68"></a><a href="#back68"><sup>68</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo recebido    em: 13/09/2010.    <br>   Aprovado em: 15/07/2011.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    MONTEIRO, Nuno Gon&ccedil;alo. Trajet&oacute;rias pessoais e governo das capitanias.    In: FRAGOSO Jo&atilde;o; BICALHO, Maria Fernanda e GOUVEA, Maria de F&aacute;tima    Silva. (orgs.). O <i>Antigo Regime nos Tr&oacute;picos</i>: a din&acirc;mica    imperial portuguesa (s&eacute;culos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o    Brasileira, 2001, p.269.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0104-8775201200010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> NORTON, Manuel Artur. <i>D. Pedro    Miguel de Almeida Portugal</i>. Lisboa: Ag&ecirc;ncias Gerais do Ultramar, 1967,    p.15-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0104-8775201200010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> CAMPOS, Maria Ver&ocirc;nica. Governo    de mineiros: "de como meter as minas numa moenda e beber-lhe o caldo dourado"    1693 a 1737. Tese (Doutorado em Hist&oacute;ria) - USP, S&atilde;o Paulo, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0104-8775201200010001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> "O bem p&uacute;blico &eacute; um    conceito aristot&eacute;lico, que coloca em primeiro plano o interesse do corpo    pol&iacute;tico. Mas esse corpo, (...) o entendem no sentido nominalista, como    composto de part&iacute;culas principescas, cada uma das quais defende seus    investimentos pr&oacute;prios, sob o pretenso e por vezes sincero pretexto dos    interesses gerais" In: LADURIE, Emmanuel Le Roy. <i>O Estado mon&aacute;rquico</i>.    (1460-1610). S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 1994, p.74.    <br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> Portugal. Arquivo Nacional da Torre    do Tombo (ANTT). <i>Testamento de D. Jo&atilde;o de Almeida, 2º Conde de Assumar</i>.    Invent&aacute;rios Orfanol&oacute;gicos, letra c, n.60, f.20. (Agrade&ccedil;o    a Nuno Gon&ccedil;alo Monteiro que generosamente me cedeu a c&oacute;pia desse    documento).    <br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> A disserta&ccedil;&atilde;o de Carlos    Leonardo Kelmer Mathias examina as estrat&eacute;gias de governo e dos poderosos    locais das Minas nas primeiras d&eacute;cadas do setecentos. Em seu trabalho,    Mathias levantou as redes clientelares de alguns governadores e poderosos, inclusive    a de Assumar e dos lideres da sedi&ccedil;&atilde;o de 1720; ver MATHIAS, Carlos    Leonardo Kelmer. <i>Jogos de interesse e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o    no contexto da revolta mineira de Vila Rica</i>: 1709-1736. Disserta&ccedil;&atilde;o    (Mestrado em Hist&oacute;ria) - UFRJ, Rio de Janeiro, 2005.    <!-- ref --><br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima    Silva. Di&aacute;logos historiogr&aacute;ficos e cultura pol&iacute;tica na    forma&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica Ib&eacute;rica. In: SOIHET, Rachel;    BICALHO, Maria Fernanda Baptista e GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva.    <i>Culturas pol&iacute;ticas</i>: ensaios de hist&oacute;ria cultural, hist&oacute;ria    pol&iacute;tica e ensino de hist&oacute;ria. Rio de Janeiro: Mauad, 2005, p.79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0104-8775201200010001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> Portugal. ANTT. <i>Testamento de D.    Jo&atilde;o de Almeida, 2º Conde de Assumar</i>. Invent&aacute;rios Orfanol&oacute;gicos,    letra c, n.60, f.20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0104-8775201200010001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> Portugal. ANTT. <i>Ajuste de compras    de terras do Mon&ccedil;&atilde;o por D. Pedro com dinheiro vindo do Rio de    Janeiro, 01/08/1722</i>. Arquivo Casa de Fronteira e Alorna, n.391, cx.1.    <!-- ref --><br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> FURTADO, J&uacute;nia Ferreira.    <i>Homens de neg&oacute;cio</i>: a interioriza&ccedil;&atilde;o da metr&oacute;pole    e do com&eacute;rcio nas Minas setecentistas. S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1999,    p.34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0104-8775201200010001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back11"></a><a href="#top11">11</a> LISBOA, Jo&atilde;o Lu&iacute;s;    MIRANDA, Tiago C. P dos Reis e OLIVAL, Fernanda. (orgs.). <i>Gazetas manuscritas    da biblioteca p&uacute;blica de &Eacute;vora</i>, v.2 (1732-1734). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    Colibri, 2005, p.224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0104-8775201200010001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back12"></a><a href="#top12">12</a> MERVEILLEUX, Charles Fr&eacute;deric    de. Mem&oacute;rias instrutivas sobre Portugal. 1723-26. In: <i>O Portugal de    D. Jo&atilde;o V visto por tr&ecirc;s forasteiros</i>. Lisboa: Biblioteca Nacional,    1989, p.153.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0104-8775201200010001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back13"></a><a href="#top13">13</a> ELIAS, Norbert. A sociedade de    Corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2001, p.85-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0104-8775201200010001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back14"></a><a href="#top14">14</a> RAU, Virginia e SILVA, Maria Fernanda    Gomes da. <i>Os manuscritos da Casa de Gadaval respeitantes ao Brasil</i>. Coimbra:    Universidade de Coimbra, 1956, p.35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0104-8775201200010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back15"></a><a href="#top15">15</a> Rio de Janeiro. Instituto Hist&oacute;rico    e Geogr&aacute;fico Brasileiro (IHGB). <i>Ordem r&eacute;gia ao governador de    S&atilde;o Paulo proibindo os governadores das conquistas de comerciarem</i>,    1720. Arquivo 17201, 3, n.1, f.89-91.    <br>   <a name="back16"></a><a href="#top16">16</a> POVOLIDE (1º Conde de Portugal).    <i>Lisboa e a corte no reinado de D. Pedro II e D. Jo&atilde;o V</i>: mem&oacute;rias    hist&oacute;ricas de Trist&atilde;o da Cunha Ata&iacute;de. Lisboa: Chaves Ferreira    Publica&ccedil;&otilde;es, 1990, p.52, 72.    <!-- ref --><br>   <a name="back17"></a><a href="#top17">17</a> CARDIM, Pedro. A Casa Real e os    &oacute;rg&atilde;os centrais de governo no Portugal da segunda metade de seiscentos.    Tempo, Rio de Janeiro, n.13, p.26, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0104-8775201200010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back18"></a><a href="#top18">18</a> Lisboa. Biblioteca Nacional de    Lisboa (BNL). C&oacute;d. 10745. Serenata e perd&atilde;o do Conde de Assumar    D. Pedro de Almeida no dia de S. Jo&atilde;o, 27 de outubro de 1732; f.97-97v.    <i>Novidades de Lisboa, 1732-1733:</i> "Hoje ouve serenata no Passo por ocasi&atilde;o    do dia de S. Jo&atilde;o Evangelista, como sempre he costume, e se mandou aviso    aos cavalheiros que viessem de gala por aquele dia ser do Sto do nome de El    Rey: O qual veio de Mafra e mandou ao secret&aacute;rio de Estado que escrevesse    ao Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida, para que podesse ir ao Pa&ccedil;o    n&atilde;o obstante estar inibido havia 11 anos porque desta sorte ficava perdoado;    e assim o fez o secretario, e o Conde foi beijar a m&atilde;o a El Rey, e esteve    com ele mais de uma ora."    <!-- ref --><br>   <a name="back19"></a><a href="#top19">19</a> NORTON, Manuel Artur. <i>D. Pedro    Miguel de Almeida Portugal</i>, p.353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0104-8775201200010001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back20"></a><a href="#top20">20</a> OLIVAL, Fernanda. <i>As ordens    militares de o Estado Moderno</i>: honra, merc&ecirc; e venalidade em Portugal    (1641-1789). Lisboa: Estar Editora, 2001, p.239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0104-8775201200010001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back21"></a><a href="#top21">21</a> Cf. <i>Ordena&ccedil;&otilde;es    Filipinas</i>, livro I, t&iacute;tulo XCVI, D&eacute;cima quarta edi&ccedil;&atilde;o,    1870, p.233-234.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back22"></a><a href="#top22">22</a> Portugal. ANTT. AHMF, cx.3578;    O arcebispo primaz do Oriente, Frei Louren&ccedil;o de Santa Maria, escreve    a D. Jo&atilde;o V dando informa&ccedil;&otilde;es do Vice-rei, D. Pedro de    Almeida, e de outros membros do governo e administra&ccedil;&atilde;o do Estado    da &Iacute;ndia. 1 jan. 1749; f.1.    <!-- ref --><br>   <a name="back23"></a><a href="#top23">23</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Fronda    dos mazombos</i>: nobres contra mascates, Pernambuco, 1666-1715. S&atilde;o    Paulo: Editora 34, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0104-8775201200010001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back24"></a><a href="#top24">24</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Fronda    dos mazombos</i>, p.31.    <!-- ref --><br>   <a name="back25"></a><a href="#top25">25</a> BOXER, Charles. <i>A idade de ouro    do Brasil</i>: dores de crescimento de uma sociedade colonial. 3.ed. Rio de    Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p.133-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0104-8775201200010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back26"></a><a href="#top26">26</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Fronda    dos mazombos</i>, p.218-219.    <br>   <a name="back27"></a><a href="#top27">27</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Fronda    dos mazombos</i>, p.233.    <br>   <a name="back28"></a><a href="#top28">28</a> MELLO, Evaldo Cabral de. <i>Fronda    dos mazombos</i>, p.239-247.    <!-- ref --><br>   <a name="back29"></a><a href="#top29">29</a> Segundo Maria de F&aacute;tima    Gouv&ecirc;a, as redes clientelares ao longo do imp&eacute;rio portugu&ecirc;s    atuaram como elementos que permitiram, a seu modo, uma governabilidade por se    constitu&iacute;rem tamb&eacute;m como espa&ccedil;os de media&ccedil;&atilde;o    de poder e conhecimento. "Esse circuito de oficiais r&eacute;gios foi alimentado    especialmente por rela&ccedil;&otilde;es clientelares e de parentesco que historicamente    aproximaram e afastaram diferentes grupos no que se refere &agrave;s suas alian&ccedil;as    pol&iacute;ticas e aos interesses materiais ao longo dos s&eacute;culos XVII    e XVIII. <i>&Eacute; poss&iacute;vel argumentar que esse circuito de rela&ccedil;&otilde;es    deu lugar a determinadas formas de acumula&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es, bem como de estrat&eacute;gias governativas voltadas    para o acrescentamento pol&iacute;tico e material dos interesses portugueses    naquela macrorregi&atilde;o"</i>. GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva.    Conex&otilde;es imperiais: oficiais r&eacute;gios no Brasil e Angola (1680-1730).    In: BICALHO, Maria Fernanda e FERLINI, Vera L&uacute;cia Amaral. (orgs.). <i>Modos    de governar</i>: id&eacute;ias e pr&aacute;ticas pol&iacute;ticas no imp&eacute;rio    portugu&ecirc;s. S&atilde;o Paulo: Alameda, 2005, p.180.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0104-8775201200010001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> (Grifo nosso).    <!-- ref --><br>   <a name="back30"></a><a href="#top30">30</a> "Como uma das principais motiva&ccedil;&otilde;es    subjacentes ao comportamento dos indiv&iacute;duos era sua preponder&acirc;ncia    pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica e simb&oacute;lica, a qual se baseava na posse    ou uso fruto de determinados recursos, era natural o estabelecimento de redes    de interdepend&ecirc;ncia que possibilitassem o acesso &agrave;queles, principalmente    se este acesso fosse institucionalmente mais dificultado. <i>Tamb&eacute;m se    entende o refor&ccedil;o destas redes como forma de resist&ecirc;ncia ao movimento    de centraliza&ccedil;&atilde;o que o aparelho administrativo central procurava    realizar, estendendo a sua jurisdi&ccedil;&atilde;o sobre &aacute;reas que tradicionalmente    tinham outro senhor "</i>. In: XAVIER, &Acirc;ngela Barreto e HESPANHA, Ant&oacute;nio    Manuel. As redes clientelares. In: MATTOSO, Jos&eacute;. (dir.). Hist&oacute;ria    de Portugal. O Antigo Regime. Lisboa: Editorial Estampa, 1993, p.341. (Grifo    nosso).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0104-8775201200010001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back31"></a><a href="#top31">31</a> GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima    Silva; FRAZ&Atilde;O, Gabriel Almeida e SANTOS, Mar&iacute;lia Nogueira dos.    Redes de poder e conhecimento na governa&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio    Portugu&ecirc;s, 1688-1735. TOPOI, Rio de Janeiro, v.5, n.8, p.96-137, jan.-jun.    de 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0104-8775201200010001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back32"></a><a href="#top32">32</a> GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima    Silva; FRAZ&Atilde;O, Gabriel Almeida e SANTOS, Mar&iacute;lia Nogueira dos.    Redes de poder e conhecimento na governa&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio    Portugu&ecirc;s, 1688-1735, p.113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0104-8775201200010001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back33"></a><a href="#top33">33</a> SOUZA, Laura de Mello e. <i>O sol    e a sombra</i>: pol&iacute;tica e administra&ccedil;&atilde;o na Am&eacute;rica    portuguesa do s&eacute;culo XVIII. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras, 2006,    p.292-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0104-8775201200010001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Na historiografia o sert&atilde;o tem sido visto como lugar onde    a falta de autoridade fazia crescer a influ&ecirc;ncia dos poderosos atrav&eacute;s    da viol&ecirc;ncia. Bandoleiros e chefes locais desafiavam a d&eacute;bil estrutura    da autoridade institu&iacute;da. ANASTASIA, Carla Maria Junho. <i>A geografia    do crime</i>: viol&ecirc;ncia nas Minas setecentistas. Belo Horizonte: Editora    UFMG, 2007, p.56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0104-8775201200010001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back34"></a><a href="#top34">34</a> POVOLIDE (1º Conde de Portugal).    <i>Lisboa e a corte no reinado de D. Pedro II e D. Jo&atilde;o V</i>, p.340.    <br>   <a name="back35"></a><a href="#top35">35</a> CAMPOS, Maria Ver&ocirc;nica. <i>Governo    de mineiros</i>, p.314; SOUZA, Laura de Mello e. <i>O sol e a sombra</i>, p.298-303.    <br>   <a name="back36"></a><a href="#top36">36</a> RIBEIRO, Roberto Car (juiz do Fisco    do Rio de Janeiro) - <i>&#91;Carta&#93; 28 jan. 1730, Rio de Janeiro &#91;ao&#93;    rei &#91;D. Jo&atilde;o V&#93;</i>. 1730. cx.22, doc.7. Acess&iacute;vel no    Arquivo Hist&oacute;rico Ultramarino (AHU), Lisboa, Portugal. Sobre o cumprimento    da ordem r&eacute;gia para se deslocar &agrave; cidade de S&atilde;o Paulo e    tirar a devassa dos procedimentos do ouvidor-geral daquela comarca, Francisco    Galv&atilde;o da Fonseca, e do tenente de mestre-de-campo general, Manoel Borges    de Figueiredo, bem como do &#91;ex-&#93; governador daquela capitania, Rodrigo    C&eacute;sar de Meneses,.    <br>   <a name="back37"></a><a href="#top37">37</a> SOUZA, Laura de Mello e. <i>O sol    e a sombra</i>, p.302-301.    <br>   <a name="back38"></a><a href="#top38">38</a> Rela&ccedil;&atilde;o de um morador    de Mariana e de algumas coisas memor&aacute;veis sucedidas. In: <i>C&oacute;dice    Costa Matoso</i> Coordena&ccedil;&atilde;o de Luciano Raposo de Almeida Figueiredo    e Maria Ver&ocirc;nica Campos. Belo Horizonte: Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o    Pinheiro, 1999, p.209.    <!-- ref --><br>   <a name="back39"></a><a href="#top39">39</a> CORTES&Atilde;O, Jaime. <i>Alexandre    de Gusm&atilde;o e o tratado de Madri.</i> Bras&iacute;lia: Senado Federal,    2001, v.2, p.167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0104-8775201200010001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back40"></a><a href="#top40">40</a> CORTES&Atilde;O, Jaime. <i>Alexandre    de Gusm&atilde;o e o tratado de Madri</i>, p.177.    <br>   <a name="back41"></a><a href="#top41">41</a> SOUZA, Laura de Mello e. <i>O sol    e a sombra</i>, p.264.    <br>   <a name="back42"></a><a href="#top42">42</a> Pal&aacute;cio da Ajuda. 54-IX-18,    n.150. Carta de Sebasti&atilde;o da Veiga Cabral, governador da Col&ocirc;nia    do Sacramento, em que diz pretender o lugar de governador da ilha Terceira.    Col&ocirc;nia do Sacramento. 20 abr. 1720.    <br>   <a name="back43"></a><a href="#top43">43</a> AHU. PARECER do Conselho Ultramarino    sobre a nomea&ccedil;&atilde;o de pessoas para o Governo do Rio de Janeiro,    cujos concorrentes eram Francisco de Castro de Moraes, Sebasti&atilde;o da Veiga    Cabral e o mestre-de-campo Greg&oacute;rio de Castro de Moraes. Rio de Janeiro,    cx.8, doc.5306, 06 nov. 1709.    <br>   <a name="back44"></a><a href="#top44">44</a> BOXER, Charles. <i>A idade de ouro    do Brasil</i>, p.377.    <br>   <a name="back45"></a><a href="#top45">45</a> No <i>discurso hist&oacute;rico</i>    o termo &eacute; engenho. <i>Discurso hist&oacute;rico e pol&iacute;tico sobre    a subleva&ccedil;&atilde;o que nas Minas houve no ano de 1720</i>. Estudo cr&iacute;tico    de Laura de Mello e Souza, Belo Horizonte: Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o    Pinheiro, 1994, p.122.    <!-- ref --><br>   <a name="back46"></a><a href="#top46">46</a> VASCONCELOS. Diogo de. <i>Hist&oacute;ria    m&eacute;dia de Minas Gerais</i>. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974, p.355.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0104-8775201200010001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back47"></a><a href="#top47">47</a> <i>Discurso hist&oacute;rico e    pol&iacute;tico sobre a subleva&ccedil;&atilde;o que nas Minas houve no ano    de 1720</i>, p.80.    <br>   <a name="back48"></a><a href="#top48">48</a> MATHIAS, Carlos Leonardo Kelmer.    <i>Jogos de interesse e estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o no contexto    da revolta mineira de Vila Rica</i>, p.206.    <br>   <a name="back49"></a><a href="#top49">49</a> Discurso hist&oacute;rico e pol&iacute;tico    sobre a subleva&ccedil;&atilde;o que nas Minas houve no ano de 1720, p.117.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="back50"></a><a href="#top50">50</a> Sobre a vida e a passagem de Sebasti&atilde;o    da Veiga Cabral nas Minas ver: SOUZA, Laura de Mello e. <i>O sol e a sombra</i>,    p.253-283.    <br>   <a name="back51"></a><a href="#top51">51</a> AHU. PROVIS&Atilde;O do rei &#91;D.    Jo&atilde;o V&#93; ordenando ao governador do Rio de Janeiro, Aires de Saldanha    de Albuquerque, que remeta para o Reino os presos que se encontram naquela pra&ccedil;a,    Pascoal Silva Guimar&atilde;es, Manoel Mosqueira da Rosa, Sebasti&atilde;o da    Veiga Cabral, Ant&ocirc;nio Antunes Reis, Jos&eacute; Peixoto da Silva, Jos&eacute;    Ribeiro Dias, Jo&atilde;o Ferreira Dinis, Ant&ocirc;nio de Figueiredo Botelho,    Manoel Moreira da Silva e o padre frei Francisco do Monte Alberne, conforme    o pedido feito pelo governador de Minas, conde de Assumar, &#91;D. Pedro de    Almeida Portugal&#93;, Lisboa. Rio de Janeiro, cx.13, doc. 59, 27 abr. 1722.    <br>   <a name="back52"></a><a href="#top52">52</a> CAMPOS, Maria Ver&ocirc;nica. <i>Governo    de mineiros</i>, p.318.    <!-- ref --><br>   <a name="back53"></a><a href="#top53">53</a> LISBOA, Jo&atilde;o Lu&iacute;s;    MIRANDA, Tiago C. P dos Reis e OLIVAL, Fernanda (orgs.). <i>Gazetas manuscritas    da biblioteca p&uacute;blica de &Eacute;vora</i>, v.2, (1732-1734), p.293.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0104-8775201200010001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back54"></a><a href="#top54">54</a> CUNHA, Mafalda Soares da. Redes    sociais e decis&atilde;o pol&iacute;tica no recrutamento dos governantes das    conquistas. 1580-1640. In: GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva e FRAGOSO,    Jo&atilde;o Luiz R. (orgs.). <i>Na trama das redes</i>: pol&iacute;tica e neg&oacute;cios    no imp&eacute;rio portugu&ecirc;s, s&eacute;culos XVI-XVIII. Rio de Janeiro:    Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0104-8775201200010001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back55"></a><a href="#top55">55</a> RUSSELL-WOOD, Anthony John. Governantes    e agentes. In: BETHENCOURT, Francisco. (dir.). <i>Hist&oacute;ria da expans&atilde;o    portuguesa</i>: o Brasil na balan&ccedil;a do imp&eacute;rio. 1697-1808. Lisboa:    Circulo de Leitores, 1998, v.3;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0104-8775201200010001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> CUNHA, Mafalda Soares da e MONTEIRO, Nuno Gon&ccedil;alo.    Governadores e capit&atilde;es mores do imp&eacute;rio Atl&acirc;ntico portugu&ecirc;s    nos s&eacute;culo XVII e XVIII. In: CUNHA, Mafalda Soares da e MONTEIRO, Nuno    Gon&ccedil;alo. (orgs). <i>&Oacute;ptima pars</i>: elites ibero-americanas do    Antigo Regime. Lisboa: ICS, 2005;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0104-8775201200010001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> MONTEIRO, Nuno Gon&ccedil;alo. <i>O crep&uacute;sculo    dos grandes</i>: a casa e o patrim&ocirc;nio da aristocracia em Portugal (1750-    1832). Lisboa: INCM, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0104-8775201200010001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back56"></a><a href="#top56">56</a> MONTEIRO, Nuno Gon&ccedil;alo.    trajet&oacute;rias sociais e governos das conquistas: notas preliminares sobre    os vice-reis e governadores-gerais do Brasil e da &Iacute;ndia nos s&eacute;culos    XVII e XVIII. In: FRAGOSO Jo&atilde;o; BICALHO, Maria Fernanda e GOUVEA, Maria    de F&aacute;tima. (orgs.). <i>O Antigo Regime nos tr&oacute;picos</i>, p.249-284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0104-8775201200010001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->    CUNHA, Mafalda Soares da. Redes sociais e decis&atilde;o pol&iacute;tica no    recrutamento dos governantes das conquistas. 1580-1640. In: GOUV&Ecirc;A, Maria    de F&aacute;tima Silva e FRAGOSO, Jo&atilde;o Luiz. R. (orgs.). <i>Na trama    das redes</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0104-8775201200010001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back57"></a><a href="#top57">57</a> GOUVEA, Maria de F&aacute;tima    S. Redes governativas e centralidades r&eacute;gias no mundo portugu&ecirc;s,    ca. 1680-1730. In: GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva e FRAGOSO, Jo&atilde;o    Luiz. R. (orgs.). <i>Na trama das redes</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0104-8775201200010001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back58"></a><a href="#top58">58</a> Cf: "No interior dessa rede, os    "indiv&iacute;duos" se transformam em "centros de produ&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o"    tanto de poder, quanto de saberes, de conhecimento. Poder se apresenta aqui    enquanto algo necessariamente "relacional", que se movimentava e circulava em    cadeias de rea&ccedil;&atilde;o". GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva;    FRAZ&Atilde;O, Gabriel Almeida e SANTOS, Mar&iacute;lia Nogueira dos. Redes    de poder e conhecimento na governa&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio Portugu&ecirc;s,    p.102.    <!-- ref --><br>   <a name="back59"></a><a href="#top59">59</a> GOUVEA, Maria de F&aacute;tima    Silva. Poder pol&iacute;tico e administra&ccedil;&atilde;o na forma&ccedil;&atilde;o    do complexo Atl&acirc;ntico. In: FRAGOSO Jo&atilde;o; BICALHO, Maria Fernanda    e GOUVEA, Maria de F&aacute;tima Silva. (orgs.). <i>O Antigo Regime nos tr&oacute;picos</i>,    p.302-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0104-8775201200010001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back60"></a><a href="#top60">60</a> BICALHO, Maria Fernanda. <i>A cidade    e o imp&eacute;rio</i>: O Rio de Janeiro no s&eacute;culo XVIII. Rio de Janeiro:    Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2003, p.346-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0104-8775201200010001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back61"></a><a href="#top61">61</a> No seu discurso de posse, Assumar    lembrava da guerra dos emboabas e do perd&atilde;o concedido pelo rei: "veja    se o perd&atilde;o geral, que el Rei D. Pedro de gloriosa mem&oacute;ria antes    de feitos os servi&ccedil;os j&aacute; remunerados concedeu na primeira abertura    da Minas, perdoando todos os crimes ali cometidos". Discurso de posse de dom    Pedro de Almeida, Conde de Assumar, como governador das capitanias de S&atilde;o    Paulo e Minas do Ouro em 1717. In: SOUZA, Laura de Mello e. <i>Norma e conflito</i>:    aspectos da hist&oacute;ria de Minas no s&eacute;culo XVIII. Belo Horizonte:    Editora UFMG, 1999, p.39.    <!-- ref --><br>   <a name="back62"></a><a href="#top62">62</a> ROMEIRO, Adriana. <i>Um vision&aacute;rio    na corte de D. Jo&atilde;o V</i>: revolta e milenarismo nas Minas Gerais. Belo    Horizonte: Editora UFMG, 2001, p.199-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0104-8775201200010001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back63"></a><a href="#top63">63</a> CAMPOS, Maria Ver&ocirc;nica. <i>Governo    de mineiros</i>, p.318.    <!-- ref --><br>   <a name="back64"></a><a href="#top64">64</a> Para uma caracteriza&ccedil;&atilde;o    das redes clientelares tradicionais de forma a perceber como as redes locais    lidam com os poderes que lhe s&atilde;o externos e das estrat&eacute;gias que    desenvolvem para manter seus dom&iacute;nios ver: EISENSTADT, S. N. e RONIGER,    Luis. <i>Patrons, client and friends</i>: interpersonal relations and the structure    of trust in society. Cambridge: Cambridge University Press, 1994, p.243-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0104-8775201200010001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back65"></a><a href="#top65">65</a> PUJOL, Xavier Gil. Centralismo    e localismo? Sobre as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e culturais entre    Capital e territ&oacute;rios nas monarquias europ&eacute;ias dos s&eacute;culos    XVI e XVII. <i>Pen&eacute;lope</i>. <i>Fazer e desfazer a Hist&oacute;ria</i>,    n.6, p.129-130, 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0104-8775201200010001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><br>   <a name="back66"></a><a href="#top66">66</a> FRAGOSO, Jo&atilde;o Luiz Ribeiro;    GOUVEA, Maria de F&aacute;tima Silva e BICALHO, Maria Fernanda Baptista. Uma    leitura do Brasil colonial. Bases da materialidade e da governabilidade no imp&eacute;rio.    <i>Pen&eacute;lope. Fazer e desfazer a Hist&oacute;ria</i>, n.23, p.75, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0104-8775201200010001300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back67"></a><a href="#top67">67</a> CUNHA, Mafalda Soares da. Redes    sociais e decis&atilde;o pol&iacute;tica no recrutamento dos governantes das    conquistas. 1580-1640. In: GOUV&Ecirc;A, Maria de F&aacute;tima Silva e FRAGOSO,    Jo&atilde;o Luiz R. (orgs.). <i>Na trama das redes</i>.    <br>   <a name="back68"></a><a href="#top68">68</a> Conforme bem colocado por Edward    Shills. "Vemos assim que a sociedade n&atilde;o &eacute; apenas um conjunto    de indiv&iacute;duos, corpos corporativos, e coletividades primordiais e culturais,    interagindo e realizando trocas umas com as outras, e ligadas umas &agrave;s    outras por v&aacute;rios motivos. Todas estas coletividades formam uma sociedade    pelo facto de se encontrarem sob uma autoridade comum, que exerce essa sua autoridade    sobre um territ&oacute;rio delimitado e mant&eacute;m e imp&otilde;e uma cultura    mais ou menos comum". In: SHILLS, Edward. <i>Centro e periferia</i>. Lisboa:    Difel, 1992, p.99.</font></p>      ]]></body><back>
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