<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0104-8775</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Varia Historia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Varia hist.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0104-8775</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0104-87752012000100021</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0104-87752012000100021</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Por uma história do político]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[João Batista Ribeiro]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade do Estado do Rio de Janeiro  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>47</numero>
<fpage>445</fpage>
<lpage>448</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0104-87752012000100021&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0104-87752012000100021&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0104-87752012000100021&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESENHAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Jo&atilde;o    Batista Ribeiro Santos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mestre em Ci&ecirc;ncias    da Religi&atilde;o pela Universidade Metodista de S&atilde;o Paulo (UMESP),    mestrando em Hist&oacute;ria pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ),    pesquisador-bolsista da Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas Filho de Amparo    &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). <u><a href="mailto:jj.batist@gmail.com">jj.batist@gmail.com</a></u></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROSANVALLON.    Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria do pol&iacute;tico</i>. S&atilde;o Paulo:    Alameda Casa Editorial, 2010, 101p.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria    filos&oacute;fica e a hist&oacute;ria conceitual s&atilde;o &acirc;mbitos das    proposi&ccedil;&otilde;es enunciadas sobre o pol&iacute;tico e sobre a pol&iacute;tica.    O autor, Pierre Rosanvallon, tem por objetivo historicizar os &uacute;ltimos    dec&ecirc;nios de estudo do pol&iacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O livro come&ccedil;a    com o artigo que apresenta Pierre Rosanvallon, "A democracia como problema:    Pierre Rosanvallon e a Escola Francesa do Pol&iacute;tico", escrito por Christian    Edward Cyril Lynch. Nesse artigo a obra te&oacute;rica e a vida acad&ecirc;mica    de Rosanvallon, suas influ&ecirc;ncias, import&acirc;ncia e, sobretudo, seu    debate nos dom&iacute;nios do pol&iacute;tico s&atilde;o apresentados tendo    por intuito facilitar ao leitor o acesso &agrave; hist&oacute;ria do pol&iacute;tico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Christian Edward    afirma que o estudo da teoria pol&iacute;tica foi colocado &agrave; margem,    como "idealista e elitista" pela <i>humanitas</i>, representada pelas hist&oacute;rias    social e das mentalidades, mas tamb&eacute;m pelo marxismo; mesmo no s&eacute;culo    XX, ap&oacute;s a Primeira Guerra Mundial, a hist&oacute;ria do pol&iacute;tico,    como estudo acad&ecirc;mico, foi tida como "aned&oacute;tica e individualista".    Poderia mencionar que o resgate da hist&oacute;ria pol&iacute;tica s&oacute;    acontece destacadamente com Reinhart Koselleck e John A. Pocock.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; nessa    &eacute;poca que os te&oacute;ricos da hist&oacute;ria do pol&iacute;tico reagem    aos seus advers&aacute;rios, mormente com Ren&eacute; R&eacute;mond<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    e seu livro, <i>Por uma hist&oacute;ria pol&iacute;tica</i>. R&eacute;mond postula    "a renova&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria pol&iacute;tica a partir da multidisciplinaridade";    nesse sentido, alarga os dom&iacute;nios do pol&iacute;tico e busca dialogar    com as v&aacute;rias disciplinas das ci&ecirc;ncias humanas e sociais, sem negar    ao pol&iacute;tico a sua capacidade de arbitrar os conflitos. Entretanto, quem    define o conceito de pol&iacute;tico s&atilde;o os pesquisadores do Centro de    Pesquisas Pol&iacute;ticas Raymond Aron, do qual Rosanvallon participou desde    o in&iacute;cio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo procura    demonstrar a import&acirc;ncia de Alexis de Tocqueville (1805-1859) para a teoria    pol&iacute;tica e para as pesquisas coet&acirc;neas realizadas na Fran&ccedil;a,    destacando a sua compreens&atilde;o da democracia como regime pol&iacute;tico    moderno capaz de fornecer ferramentas adequadas para a igualdade de condi&ccedil;&otilde;es    entre os cidad&atilde;os, a democracia como op&ccedil;&atilde;o frente ao desaparecimento    da ordem aristocr&aacute;tica e o retorno ao liberalismo atrav&eacute;s da democracia.    Estes tr&ecirc;s eixos de Alexis de Tocqueville fizeram parte da historiografia    dos pesquisadores do Centro Aron. Christian Edward procura ainda delimitar as    a&ccedil;&otilde;es e influ&ecirc;ncias de Fran&ccedil;ois Furet e Claude Lefort    sobre a obra de Rosanvallon. Esclarecedor do pensamento daqueles dois mestres    &eacute; a trajet&oacute;ria de Furet e Lefort, da esquerda marxista ao liberalismo    conservador pensado por Raymond Aron, seja por decep&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica,    seja por virada ideol&oacute;gica da maturidade cient&iacute;fica - sendo ambos    cr&iacute;ticos da "experi&ecirc;ncia sovi&eacute;tica". &Eacute; importante    salientar que Claude Lefort entendia que o pol&iacute;tico &eacute; anterior    ao social; seguindo esse racioc&iacute;nio, eu diria que o pol&iacute;tico arquiteta    o &acirc;mbito social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O artigo de Christian    Edward demonstra que Rosanvallon sente-se seguro para retomar seu objetivo inicial,    ou seja, reconstruir a teoria geral da democracia; &eacute; nesse contexto que    o autor do artigo o situa como historiador do pol&iacute;tico. Demonstra mais    espanto por n&atilde;o compreender o motivo que levou Rosanvallon a trocar,    na aula inaugural no Col&eacute;gio de Fran&ccedil;a em 2002, em sua abordagem    historiogr&aacute;fica, a qualifica&ccedil;&atilde;o "filos&oacute;fica" por    "conceitual". Tamb&eacute;m o autor do artigo n&atilde;o se d&aacute; conta    que quando Rosanvallon afirma que "a tarefa do historiador &eacute; a de tentar    restituir ao passado sua dimens&atilde;o de presente"<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>    est&aacute;, possivelmente, dialogando com Reinhart Koselleck,<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>    o Koselleck de <i>Futuro passado</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Politicamente discordo    dos postulados liberais, mas leio com agrado a exposi&ccedil;&atilde;o concisa    da trajet&oacute;ria do pensador do pol&iacute;tico Pierre Rosanvallon, que    "define o mundo da pol&iacute;tica como segmento do mundo do pol&iacute;tico,    operado pela mobiliza&ccedil;&atilde;o dos mecanismos simb&oacute;licos de representa&ccedil;&atilde;o".<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No ensaio "Por    uma hist&oacute;ria filos&oacute;fica do pol&iacute;tico", Pierre Rosanvallon    faz um balan&ccedil;o, como acad&ecirc;mico engajado, pelo "retorno do pol&iacute;tico".    Analisa a hist&oacute;ria filos&oacute;fica do pol&iacute;tico, trazendo ao    centro do debate a quest&atilde;o da democracia, mormente o sufr&aacute;gio    universal. Considera que at&eacute; a d&eacute;cada de 1960 a divis&atilde;o    ideol&oacute;gica serviu para preparar a qualifica&ccedil;&atilde;o intelectual    para o debate entre marxistas e liberais. A qualifica&ccedil;&atilde;o se deu    tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; metodologia da filosofia do    pol&iacute;tico quanto ao entendimento dos problemas das sociedades contempor&acirc;neas.    Na defini&ccedil;&atilde;o dessa hist&oacute;ria, Rosanvallon recorre mais uma    vez a Claude Lefort: o pol&iacute;tico &eacute; "o conjunto de procedimentos    a partir dos quais desabrocha a ordem social",<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a>    unindo assim o pol&iacute;tico e o social. E para tanto, para pensar a sociedade,    Rosanvallon declara juntar textos cl&aacute;ssicos a obras menos nobres, cujo    objetivo prec&iacute;puo &eacute; fundamentar uma abordagem e um conte&uacute;do    originais no campo da hist&oacute;ria filos&oacute;fica do pol&iacute;tico -    consciente das obje&ccedil;&otilde;es suscitadas, cuja voz mais potente &eacute;    a de Roger Chartier.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na aula inaugural    proferida no Col&eacute;gio de Fran&ccedil;a, cujo t&iacute;tulo &eacute; "Por    uma hist&oacute;ria conceitual do pol&iacute;tico", era de se esperar que Rosanvallon    justificasse a mudan&ccedil;a de abordagem do pol&iacute;tico entre hist&oacute;ria    filos&oacute;fica e hist&oacute;ria conceitual. Eis aqui algo que merece cr&iacute;tica.    Por essa raz&atilde;o, justifico a men&ccedil;&atilde;o a um poss&iacute;vel    di&aacute;logo entre Pierre Rosanvallon e Reinhart Koselleck. Para o pesquisador    alem&atilde;o, conceito &eacute; ferramenta para realizar uma hist&oacute;ria    dos conceitos, mas que tamb&eacute;m se preocupa com a modernidade, tendo esta    como fundamento da democracia. Por outro lado, em s&iacute;ntese, Rosanvallon    faz hist&oacute;ria conceitual do pol&iacute;tico, e logo define o seu conceito    de pol&iacute;tico: "compreendo o pol&iacute;tico ao mesmo tempo a <i>um campo    e a um trabalho</i>".<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a> Como    campo o pol&iacute;tico abarca os &acirc;mbitos sociais dos seres humanos; como    trabalho, movimenta-se nos contextos vitais, nas atividades que tornam a <i>polis</i>    uma comunidade viva. Notem que o conceito quase se assemelha &agrave; filosofia    do pol&iacute;tico.<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a> Talvez    isso o possibilite a permanecer no campo do pol&iacute;tico. Assim, Rosanvallon    p&ocirc;de teorizar sobre a democracia como fundamento da modernidade, ainda    que a considere "uma solu&ccedil;&atilde;o problem&aacute;tica" na constitui&ccedil;&atilde;o    de uma <i>polis</i> de cidad&atilde;os. Ao que parece, n&atilde;o &eacute; apenas    a democracia que &eacute; considerada problem&aacute;tica, mas tamb&eacute;m    o povo; como o sufr&aacute;gio universal institui a igualdade pol&iacute;tica,    o povo &eacute; considerado conflituoso. Deter-me-ei agora em duas quest&otilde;es    historiogr&aacute;ficas.</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria      do pol&iacute;tico distingue-se ent&atilde;o, pelo pr&oacute;prio objeto,      da hist&oacute;ria da pol&iacute;tica propriamente dita. Al&eacute;m da reconstru&ccedil;&atilde;o      da sucess&atilde;o cronol&oacute;gica e dos acontecimentos, esta &uacute;ltima      analisa o funcionamento das institui&ccedil;&otilde;es, disseca os mecanismos      de tomada de decis&otilde;es p&uacute;blicas, interpreta os resultados das      elei&ccedil;&otilde;es, lan&ccedil;a luz sobre a raz&atilde;o dos atores e      o sistema de suas intera&ccedil;&otilde;es, descreve os ritos e s&iacute;mbolos      que organizam a vida. A hist&oacute;ria do pol&iacute;tico incorpora evidentemente      essas diferentes contribui&ccedil;&otilde;es. Com tudo o que ela acarreta      de batalhas subalternas, de rivalidades de pessoas, de confus&otilde;es intelectuais,      de c&aacute;lculos de curto prazo, a atividade pol&iacute;tica <i>stricto      sensu</i> &eacute;, de fato, o que ao mesmo tempo limita e permite, na pr&aacute;tica,      a realiza&ccedil;&atilde;o do pol&iacute;tico. Ela &eacute; ao mesmo tempo      uma tela e um meio.<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Muito esclarecedora    a defini&ccedil;&atilde;o acima, a menos que se confronte a considera&ccedil;&atilde;o    acerca do povo, conflituoso, por um lado, quando considerado "n&oacute;s"; mas    quando visto inserido na democracia, legitimado pelo sufr&aacute;gio universal,    torna-se detentor do poder. Concomitantemente, o autor alude a "fic&ccedil;&otilde;es    jur&iacute;dicas" arroladas ao desenvolvimento das conven&ccedil;&otilde;es    para "assegurar uma igualdade de tratamento e de instituir um espa&ccedil;o    comum para homens e mulheres que s&atilde;o, contudo, bastante diferentes entre    si"<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>. E esta &eacute; a segunda    quest&atilde;o. Pierre Bourdieu destacou que o campo pol&iacute;tico &eacute;    um campo de for&ccedil;a e que a tarefa dos l&iacute;deres, nesse caso, seria    obter a ades&atilde;o dos cidad&atilde;os. Como o fict&iacute;cio n&atilde;o    &eacute; nem verdadeiro nem falso (Carlo Ginzburg), quais as mudan&ccedil;as    que podem ocorrer na "comunidade" e em que medida? Rosanvallon poderia se considerar    com mais um problema de conceito para resolver. Quanto ao pessimismo com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; democracia, Rosanvallon traz consigo, como apoio argumentativo, Aleksandr    Issaievitch Soljenitsyn e, mais uma vez, a cr&iacute;tica ao bolchevismo. No    entanto, mesmo para quem prefere endurecer mais contra o que se seguiu a Vladimir    Illitch Ulianov Lenin ao nazismo, a democracia n&atilde;o deveria ser t&atilde;o    ruim. N&atilde;o obstante, por fim chega Marcel Mauss, "nenhuma lentid&atilde;o    &eacute; suficiente; em mat&eacute;ria de pr&aacute;tica, n&atilde;o se pode    esperar".<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a> A pr&aacute;tica    &eacute; um risco, sem fal&aacute;cia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfim, Pierre Rosanvallon    atinge tanto o objetivo historiogr&aacute;fico quanto, especificamente, conceitual,    e insere as suas pesquisas nos debates contempor&acirc;neos sobre a hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico, mormente quando analisa a pr&aacute;tica pol&iacute;tica    no &acirc;mbito do pol&iacute;tico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Resenha recebida    em: 30/11/2011    <br>   Aprovado em: 23/03/2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>    R&Eacute;MOND, Ren&eacute;. <i>Por uma historia pol&iacute;tica</i>. Rio de    Janeiro: FGV, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S0104-8775201200010002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back2"></a><a href="#top2">2</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.34.    <!-- ref --><br>   <a name="back3"></a><a href="#top3">3</a> KOSELLECK, Reinhardt. <i>Futuro passado</i>:    contribui&ccedil;&atilde;o &agrave; sem&acirc;ntica dos tempos hist&oacute;ricos.    Rio de Janeiro: Contraponto/ Editora PUC Rio, 2006    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0104-8775201200010002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>   <a name="back4"></a><a href="#top4">4</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.30.    <br>   <a name="back5"></a><a href="#top5">5</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.41.    <br>   <a name="back6"></a><a href="#top6">6</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.71.    <br>   <a name="back7"></a><a href="#top7">7</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.78.    <br>   <a name="back8"></a><a href="#top8">8</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.78.    <br>   <a name="back9"></a><a href="#top9">9</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma hist&oacute;ria    do pol&iacute;tico</i>, p.82.    <br>   <a name="back10"></a><a href="#top10">10</a> ROSANVALLON. Pierre. <i>Por uma    hist&oacute;ria do pol&iacute;tico</i>, p.100.</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RÉMOND]]></surname>
<given-names><![CDATA[René]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Por uma historia política]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FGV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KOSELLECK]]></surname>
<given-names><![CDATA[Reinhardt]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Contraponto/ Editora PUC Rio]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
