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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Dermatologia]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0365-05962006000200005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias de coping e níveis de estresse em pacientes portadores de psoríase]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Coping strategies and stress levels in patients with psoriasis]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Professora adjunta Faculdade de Psicologia Coordenadora do Grupo Psicologia da Saúde do Programa de Pós-graduação em Psicologia]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Doutor em Ciências Médicas UFRGS Professor adjunto de Dermatologia da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[ABSTRACT BACKGROUND: Psychosocial aspects are the current focus of research on chronic dermatoses. These aspects may contribute to exacerbation of psoriasis in 40 to 80% of cases, thus having great impact on patients’ quality of life. OBJECTIVES: This study aims to assess coping strategies and to identify stress levels of patients with psoriasis. METHODS: This is a cross-sectional study of a sample of 115 patients, which included 61 patients with psoriasis and 54 patients with other chronic dermatoses as controls. Instruments: The Ways of Coping Questionnaire and the Lipp Stress Symptoms Inventory for Adults. RESULTS: The coping strategies of self-control (p=0.027) and escape-avoidance (p=0.014) were the most used by patients with psoriasis and both groups present high stress levels (p=0.838). CONCLUSION: Patients with psoriasis use specific coping strategies to deal with their skin disorder when compared to other patients with chronic skin disorders; they also present stress levels as high as the control group. The integration of results enables understanding the special state of mind experienced by psoriasis patients to deal with the condition, thus showing the urgent need to develop broader intervention strategies, which also involve the social and psychic dimensions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Adaptação psicológica]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O CL&Iacute;NICA, EPIDEMIOL&Oacute;GICA, LABORATORIAL E TERAP&Ecirc;UTICA</b></font></p>               <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="4"><a name="topo"></a><b>Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e n&iacute;veis de estresse em pacientes portadores de psor&iacute;ase<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>               <p>&nbsp;</p>               <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="2"><b>Juliana Dors Tigre da Silva<sup>I</sup>; Marisa Campio Muller<sup>II</sup>; Renan Rangel Bonamigo<sup>III</sup></b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2"> <sup>I</sup>Psic&oacute;loga. Mestre em Psicologia    Cl&iacute;nica - PUC-RS. Especialista em Sa&uacute;de Coletiva- ESP - Porto    Alegre (RS), Brasil    <br>   <sup>II</sup>Doutora em Psicologia Cl&iacute;nica - PUC-SP - S&atilde;o Paulo    (SP). Professora adjunta da Faculdade de Psicologia - PUC-RS e Coordenadora    do Grupo Psicologia da Sa&uacute;de do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Psicologia da PUC-RS - Porto Alegre (RS), Brasil    <br>   <sup>III</sup>Doutor em Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas pela Universidade Federal    do Rio Grande do Sul - UFRGS. Professor adjunto de Dermatologia da Funda&ccedil;&atilde;o    Faculdade Federal de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas de Porto Alegre. Preceptor    da Resid&ecirc;ncia em Dermatologia da Secretaria Estadual da Sa&uacute;de do    Rio Grande do Sul e Coordenador do Servi&ccedil;o de Dermatologia do Hospital    M&atilde;e de Deus - Porto Alegre (RS), Brasil</font></p>               <p><font face="Verdana" size="2"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>               ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>               <p>&nbsp;</p>  <hr size="1" noshade>               <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>               <p><font face="Verdana" size="2"><b>FUNDAMENTOS:</b> Pesquisas atuais est&atilde;o direcionando seu foco aos aspectos psicossociais envolvidos nas dermatoses cr&ocirc;nicas. Esses fatores podem contribuir para a exacerba&ccedil;&atilde;o da psor&iacute;ase entre 40 e 80&#37; dos casos, causando grande impacto na qualidade de vida desses pacientes.         <br>   <b>OBJETIVOS:</b> Verificar estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e identificar n&iacute;veis de estresse do portador de psor&iacute;ase.      <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Estudo transversal, com amostra de 115 pacientes, divididos em 61 com psor&iacute;ase e 54 do grupo controle com dermatoses cr&ocirc;nicas. Instrumentos: Invent&aacute;rio de Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e Invent&aacute;rio de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp.     <br>   <b>RESULTADOS:</b> Destacam-se as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> autocontrole (p=0,027) e fuga e esquiva (p=0,014) utilizadas mais pelo grupo com psor&iacute;ase e n&iacute;veis de estresse altos para os dois grupos (p=0,838).         <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Pacientes com psor&iacute;ase utilizam estrat&eacute;gias de <i>coping</i> espec&iacute;ficas para o enfrentamento da doen&ccedil;a de pele, quando comparados a outros pacientes com doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas de pele demonstrando relevante n&iacute;vel de estresse. A integra&ccedil;&atilde;o dos resultados possibilita o entendimento do estado espec&iacute;fico que portadores de psor&iacute;ase vivenciam e que denuncia a prem&ecirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es mais abrangentes que envolvam tamb&eacute;m as dimens&otilde;es ps&iacute;quica e social.</font></p>               <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica; Estresse; Pele; Psor&iacute;ase; Qualidade de vida</font></p>  <hr size="1" noshade>               <p>&nbsp;</p>               ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>               <p><font face="Verdana" size="2">Ultimamente as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas de pele v&ecirc;m sendo estudadas n&atilde;o apenas do ponto de vista f&iacute;sico – maior aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo direcionada aos aspectos psicossociais envolvidos nas dermatoses. As influ&ecirc;ncias de fatores tanto emocionais como sociais est&atilde;o sendo consideradas por parte dos pesquisadores que possuem uma vis&atilde;o interdisciplinar em sa&uacute;de. Mais recentemente a psiconeuroimunologia vem tamb&eacute;m contribuindo para a compreens&atilde;o das doen&ccedil;as sob um enfoque multidimensional. A psor&iacute;ase, uma das doen&ccedil;as de pele que causa mais restri&ccedil;&otilde;es aos pacientes, pode ser vista sob esse enfoque, sendo considerada em um contexto em que os preju&iacute;zos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos e sociais possuem igual relev&acirc;ncia.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A psor&iacute;ase &eacute; uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica de pele que afeta, igualmente, homens e mulheres em cerca de um a 3&#37; da popula&ccedil;&atilde;o mundial e, em geral, ocorre na segunda ou terceira d&eacute;cada de vida. Essa dermatose emerge da intera&ccedil;&atilde;o de uma base gen&eacute;tica (heran&ccedil;a polig&ecirc;nica) e fatores ambientais e psicol&oacute;gicos.<sup>1,2</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dos v&aacute;rios aspectos que interferem no aparecimento dessa dermatose, o estresse emocional &eacute; citado na bibliografia em geral como um fator importante que influencia tanto o aparecimento como o agravamento da les&atilde;o, sendo a psor&iacute;ase classificada como uma psicodermatose. Al&eacute;m disso, a estigmatiza&ccedil;&atilde;o e o tratamento dif&iacute;cil contribuem para altos n&iacute;veis de frustra&ccedil;&atilde;o e baixa auto-estima do paciente.<sup>1-5</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">O estresse e as repercuss&otilde;es que ele pode causar na vida das pessoas devem ser analisados em um contexto multicausal, assim como todo processo de adoecimento pode ser compreendido. Quando o estressor causa problemas significativos na vida do indiv&iacute;duo, as diferen&ccedil;as individuais referentes &agrave; vulnerabilidade org&acirc;nica e &agrave; forma de avaliar e enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o inadequadamente contribuem para seu desequil&iacute;brio.<sup>6</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Folkman e Lazarus denominaram estrat&eacute;gias de <i>coping</i> todos os esfor&ccedil;os cognitivos e comportamentais que a pessoa utiliza para enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o de estresse. As diferentes maneiras de lidar com as situa&ccedil;&otilde;es estressantes, que s&atilde;o a&ccedil;&otilde;es deliberadas aprendidas, usadas e/ou descartadas, podem constelar padr&otilde;es de comportamento que se repetem ao longo da vida do indiv&iacute;duo, n&atilde;o necessariamente de forma consciente. Essa rea&ccedil;&atilde;o de mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos naturais tem o objetivo de manter o equil&iacute;brio do organismo, diminuindo a resposta de distress.<sup>7,8</sup> A palavra <i>coping</i> n&atilde;o possui tradu&ccedil;&atilde;o literal para o portugu&ecirc;s, mas seu significado aproximado pode ser entendido como lidar ou enfrentar.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que o processo de desenvolvimento da identidade do indiv&iacute;duo passa tamb&eacute;m pelo reconhecimento do externo, nesse aspecto a pele desempenha papel fundamental, pois uma de suas fun&ccedil;&otilde;es &eacute; representar o indiv&iacute;duo como ser &uacute;nico. O descontentamento pessoal em n&atilde;o cumprir as exig&ecirc;ncias externas pode-se refletir em dificuldades nos relacionamentos interpessoais e em elevado n&iacute;vel de estresse.<sup>9</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A intensidade do impacto das doen&ccedil;as de pele depende de algumas vari&aacute;veis, como sua hist&oacute;ria natural e as implica&ccedil;&otilde;es da desordem espec&iacute;fica. As caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, de personalidade, car&aacute;ter e valores do paciente, sua situa&ccedil;&atilde;o de vida e as atitudes da sociedade como um todo quanto ao significado dos dist&uacute;rbios de pele s&atilde;o aspectos fundamentais a serem analisados.<sup>10</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Fatores psicossociais podem contribuir para a exacerba&ccedil;&atilde;o da psor&iacute;ase em percentual que varia de 40 a 80&#37; dos casos. Mas &eacute; sobretudo o impacto na qualidade de vida dos pacientes que deve ser destacado e atrair a aten&ccedil;&atilde;o do profissional de sa&uacute;de. A psor&iacute;ase pode afetar por muito tempo a vida profissional, social e privada do portador.<sup>11</sup></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Pessoas com psor&iacute;ase acreditam que a doen&ccedil;a tem um profundo impacto emocional, f&iacute;sico e social em sua qualidade de vida. Muitos pacientes, especialmente aqueles com psor&iacute;ase grave, relatam estar frustrados com o manejo da doen&ccedil;a e com a inefetividade dos  tratamentos. Sentem tamb&eacute;m que o impacto da doen&ccedil;a ainda &eacute; subestimado pelos profissionais de sa&uacute;de.<sup>12</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Estudos realizados com o “Sickness Impact Profile” destacam o preju&iacute;zo que a psor&iacute;ase causa na vida das pessoas, de magnitude igual &agrave; do preju&iacute;zo provocado por angina e hipertens&atilde;o ou qualquer outra doen&ccedil;a considerada hoje de grande impacto. Os preju&iacute;zos que esse paciente sofre em sua vida s&atilde;o suficientes para confirmar a necessidade de prioridade tamb&eacute;m para as doen&ccedil;as dermatol&oacute;gicas.<sup>13</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Programas especiais de cuidado ao paciente com dermatose cr&ocirc;nica que envolvem n&atilde;o s&oacute; prescri&ccedil;&atilde;o de medicamentos, mas tamb&eacute;m aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s contribui&ccedil;&otilde;es da sincronia da fisiologia entre mente e corpo j&aacute; est&atilde;o sendo desenvolvidos em alguns locais. Especial aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo dada nesses programas &agrave; completa avalia&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e psicol&oacute;gica a fim de elucidar melhor os fatores impl&iacute;citos, fatores f&iacute;sicos e mentais estressantes, assim como &agrave; qualidade dos estilos de vida e &agrave;s pr&aacute;ticas dos pacientes e a sua educa&ccedil;&atilde;o, geralmente em grupos de auto-ajuda e treinamento de relaxamento do estresse.<sup>5,14,15</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com essas id&eacute;ias, desenvolveu-se uma pesquisa com o intuito de buscar maior compreens&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos portadores de psor&iacute;ase, investigando de que maneira enfrentam a doen&ccedil;a. Prop&ocirc;s-se, ent&atilde;o, verificar as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e identificar os n&iacute;veis de estresse que o portador de psor&iacute;ase apresenta por meio de dois instrumentos validados na literatura.</font></p>        <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p><b>        <p><font face="Verdana" size="2">Participantes e vari&aacute;veis em estudo</font></p></b>       <p><font face="Verdana" size="2">O delineamento da pesquisa &eacute; transversal, e 115 pacientes dela participaram, divididos em dois grupos: 61 portadores de psor&iacute;ase e, como controle, 54 portadores de diversas dermatoses cr&ocirc;nicas n&atilde;o infecciosas (vitiligo, dermatite at&oacute;pica, dermatite seborr&eacute;ica, acne, ros&aacute;cea, l&uacute;pus eritematoso, p&ecirc;nfigo, l&iacute;quen planus e ictiose). Os pacientes, selecionados em tr&ecirc;s servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia em dermatologia de Porto Alegre – Ambulat&oacute;rio de Dermatologia Sanit&aacute;ria-RS, Complexo Hospitalar Santa Casa e Hospital S&atilde;o Lucas da PUC-RS – entre os meses de fevereiro e julho de 2004, foram encaminhados pelos dermatologistas de forma seq&uuml;encial, de acordo com crit&eacute;rios de inclus&atilde;o – ter o diagn&oacute;stico de psor&iacute;ase ou outra doen&ccedil;a cr&ocirc;nica de pele n&atilde;o infecciosa, com no m&iacute;nimo um m&ecirc;s de evolu&ccedil;&atilde;o; estar em tratamento m&eacute;dico; ter entre 20 e 70 anos de idade – e de exclus&atilde;o – apresentar mais de uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica de pele; ser portador de alguma doen&ccedil;a grave n&atilde;o dermatol&oacute;gica reconhecida (por exemplo, c&acirc;ncer, HIV/AIDS e cardiopatias). </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizado um question&aacute;rio estruturado com dados sociodemogr&aacute;ficos e dados sobre a doen&ccedil;a, incluindo a idade, o sexo, a escolaridade, o estado civil, a profiss&atilde;o, a cidade, o diagn&oacute;stico e a dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, o local da les&atilde;o, os tratamentos utilizados, a presen&ccedil;a de fatores estressantes na mesma &eacute;poca do surgimento da doen&ccedil;a e a descri&ccedil;&atilde;o de outro tipo de problema de sa&uacute;de. Em seguida foram aplicados os dois instrumentos:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">1) Invent&aacute;rio de Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> de Folkmam e Lazarus (Ways of <i>coping</i>): 66 itens que avaliam a maneira como as pessoas lidam com as demandas internas ou externas de um evento estressante espec&iacute;fico. &Eacute; composto por pensamentos e a&ccedil;&otilde;es, podendo ser definida a intensidade do uso por meio de escala de 0 (n&atilde;o utiliza) a 3 (utiliza em grande quantidade). Os itens que comp&otilde;em o invent&aacute;rio foram divididos em oito fatores: confronto, afastamento, autocontrole, busca de suporte social, aceita&ccedil;&atilde;o de responsabilidade, fuga e esquiva, planejamento e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, reavalia&ccedil;&atilde;o positiva. Os participantes foram orientados a responder &agrave;s quest&otilde;es pensando especificamente no enfrentamento de sua doen&ccedil;a de pele.<sup>16</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">2) Invent&aacute;rio de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL): tr&ecirc;s quadros que se referem &agrave;s quatro fases do estresse. No total inclui 37 sintomas de natureza som&aacute;tica e 19 de car&aacute;ter psicol&oacute;gico distribu&iacute;dos pelos tr&ecirc;s quadros. O primeiro quadro refere-se &agrave;s &uacute;ltimas 24 horas, o segundo &agrave; &uacute;ltima semana, e o terceiro ao &uacute;ltimo m&ecirc;s. Os resultados s&atilde;o conferidos pelas tabelas de avalia&ccedil;&atilde;o que definir&atilde;o a fase de estresse em que se encontra o indiv&iacute;duo.<sup>17</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimentos</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O encaminhamento dos pacientes foi feito pela equipe de dermatologistas de cada local, respeitando os crit&eacute;rios escolhidos. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi apresentado a cada participante e assinado por todos eles. Os instrumentos foram aplicados igualmente nos dois grupos por pesquisadores treinados. A pesquisa teve in&iacute;cio ap&oacute;s o projeto ter sido aprovado pelos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa da PUC-RS e do Complexo Hospitalar Santa Casa. </font></p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise dos Dados</b></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada utilizando-se o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5&#37; (p£0,05), pelo programa SPSS 11.5. Foram empregadas a estat&iacute;stica descritiva e a estat&iacute;stica inferencial com os seguintes testes: Qui-Quadrado e Teste de diferen&ccedil;a entre duas propor&ccedil;&otilde;es. Para a valida&ccedil;&atilde;o interna dos instrumentos foi utilizado o &iacute;ndice Alfa de Cronbach, considerando-se acima de 0,60 um bom &iacute;ndice de consist&ecirc;ncia interna. </font></p>         <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2"> Na amostra coletada de 115 pacientes, 56&#37; eram do sexo feminino, a m&eacute;dia de idade foi de 43,12 anos (DP = 12,78), 43&#37; deles eram casados, e 40&#37; possu&iacute;am o n&iacute;vel fundamental incompleto. A maioria dos participantes (65&#37;) j&aacute; convivia com a doen&ccedil;a h&aacute; mais de cinco anos, e 80&#37; deles j&aacute; haviam realizado tratamento t&oacute;pico ou sist&ecirc;mico, ou ambos (a metade). &Agrave; quest&atilde;o sobre estar passando por alguma situa&ccedil;&atilde;o estressante na &eacute;poca do surgimento da doen&ccedil;a, 68&#37; da amostra respondeu positivamente, sendo 30&#37; dos problemas apontados relacionados a conflitos e doen&ccedil;as na fam&iacute;lia.     As vari&aacute;veis estado civil, escolaridade e presen&ccedil;a das co-morbidades n&atilde;o foram relevantes sob o ponto de vista estat&iacute;stico em ambos os grupos, bem como, entre as diferentes doen&ccedil;as do grupo controle.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">O Alfa de Cronbach dos question&aacute;rios foi de 0,71 para o Invent&aacute;rio de Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e de 0,84 para o Invent&aacute;rio de Sintomas de Estresse.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os dados da <a href="/img/revistas/abd/v81n2/a5tab01.gif">tabela    1</a>, verificou-se que a estrat&eacute;gia de <i>coping</i> menos utilizada    ou n&atilde;o utilizada nos dois grupos foi a de confronto, sem diferen&ccedil;a    significativa entre eles (p = 0,306). A estrat&eacute;gia mais utilizada nos    dois grupos foi o autocontrole, mais pelo grupo com psor&iacute;ase (55&#37;)    do que pelo grupo controle (35&#37;), (p = 0,027). O grupo com psor&iacute;ase    tamb&eacute;m utiliza bastante a estrat&eacute;gia fuga e esquiva (54&#37;),    novamente mais do que o grupo controle (31&#37;), (p = 0,014).</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">J&aacute; no Invent&aacute;rio de Sintomas de    Estresse – ISSL, constatou-se que a maioria dos pacientes, tanto do grupo com    psor&iacute;ase (57&#37;) quanto do grupo controle (59&#37;) possuem o diagn&oacute;stico    de estresse, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a significativa entre eles (p    = 0,838) (<a href="#tab2">Tabela 2</a>). A fase do estresse em que a maioria    dos pacientes se encontra nos dois grupos &eacute; a de resist&ecirc;ncia (p    = 0,840) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Quanto &agrave; vari&aacute;vel sexo,    verificou-se que as mulheres possuem significativamente mais diagn&oacute;stico    de estresse do que os homens (p = 0,012) (<a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a>).    </font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/abd/v81n2/a5tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/abd/v81n2/a5tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="gra1"></a></p>         <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/abd/v81n2/a5gra01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos pacientes estudados convivia com a doen&ccedil;a h&aacute; mais de cinco anos. Uma grande quantidade (68&#37;) referiu estar passando por alguma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil em sua vida no per&iacute;odo do desencadeamento da dermatose, o que vai ao encontro da literatura que aborda os aspectos emocionais como importante contribui&ccedil;&atilde;o para o desencadeamento e o agravamento da doen&ccedil;a de pele.<sup>1-5,8,18</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2"><b>Invent&aacute;rio de Estrat&eacute;gias de <i>coping</i> de Folkmam e Lazarus</b>  </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os resultados mais importantes (p&lt;0,05), destacam-se as estrat&eacute;gias confronto, autocontrole e fuga e esquiva, utilizadas pelos dois grupos.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estrat&eacute;gia de confronto descreve esfor&ccedil;os agressivos para alterar situa&ccedil;&otilde;es (por exemplo, “De alguma forma extravasei meus sentimentos”, “Descontei minha raiva em outras pessoas em geral”). A estrat&eacute;gia de autocontrole traduz o esfor&ccedil;o que a pessoa faz para regular seus sentimentos (por exemplo, “Tento guardar meus sentimentos para mim mesmo”, “N&atilde;o deixei que os outros soubessem da situa&ccedil;&atilde;o”), assim como suas a&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o aos sentimentos (por exemplo, “Procurei n&atilde;o deixar que os meus sentimentos interferissem muito nas outras coisas que eu estava fazendo”). J&aacute; a estrat&eacute;gia de fuga e esquiva descreve desejos (por exemplo, “Espero que um milagre aconte&ccedil;a”, “Desejei que de alguma forma a situa&ccedil;&atilde;o acabasse ou desaparecesse”), assim como esfor&ccedil;os para escapar e evitar o fator estressante (por exemplo, “Procurei me sentir melhor, comendo, fumando, bebendo, ou utilizando drogas ou medica&ccedil;&otilde;es”, “Procurei fugir das pessoas em geral”).<sup>19</sup></font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Independente do grupo experimental ou controle, os pacientes estudados com dermatose cr&ocirc;nica parecem evitar o confronto com a situa&ccedil;&atilde;o estressante, procurando ter na maioria das vezes autocontrole de suas emo&ccedil;&otilde;es. Destaca-se dentre os resultados o fato de que o grupo com psor&iacute;ase utiliza significativamente mais do que o grupo controle a estrat&eacute;gia de <i>coping</i> de autocontrole, assim como a estrat&eacute;gia de fuga e esquiva. O grupo com psor&iacute;ase pode estar utilizando a estrat&eacute;gia de autocontrole e de  fuga e esquiva para evitar o confronto com a situa&ccedil;&atilde;o estressante. O autocontrole pode estar servindo para refrear a express&atilde;o de sentimentos agressivos ou de qualquer outra emo&ccedil;&atilde;o, assim como a estrat&eacute;gia de fuga e esquiva n&atilde;o permitindo o contato interno com essas emo&ccedil;&otilde;es, procurando um meio de fuga para n&atilde;o confrontar o fator estressante. </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Considerando esses dados, &eacute; poss&iacute;vel come&ccedil;ar a pensar sobre estilos de <i>coping</i> evitativo ou passivo que os pacientes portadores de psor&iacute;ase possam tender a utilizar em seu repert&oacute;rio individual diante do enfrentamento da doen&ccedil;a. Posteriormente, ser&aacute; necess&aacute;rio desenvolver mais estudos para verificar como essa tend&ecirc;ncia interfere no percurso da psor&iacute;ase e no manejo do tratamento.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Fortune et al.<sup>5</sup> destacam que, de acordo com relatos te&oacute;ricos e cl&iacute;nicos, o <i>coping</i> evitativo tende a manter a desordem emocional. Pacientes com psor&iacute;ase apresentam diferen&ccedil;a significativa quando comparados a controles no processamento da emo&ccedil;&atilde;o, sugerindo uma hipervigil&acirc;ncia para poss&iacute;veis amea&ccedil;as e a preocupa&ccedil;&atilde;o sobretudo com tentativas de as evitar. A utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de evita&ccedil;&atilde;o no estudo desses pesquisadores est&atilde;o associadas positivamente a altos escores de ansiedade; evidencia-se, por outro lado o fato de que pacientes que relatam maior incapacidade por causa da doen&ccedil;a usam mais estrat&eacute;gias de evita&ccedil;&atilde;o.<sup>5</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Observa-se tamb&eacute;m que a estrat&eacute;gia de afastamento, mesmo n&atilde;o possuindo diferen&ccedil;a significativa entre os grupos, salienta-se por ter sido mais utilizada pelos portadores de psor&iacute;ase, o que pode refor&ccedil;ar a atitude de isolamento (por exemplo, “Dormi mais do que o normal”). Esse dado corrobora o padr&atilde;o de <i>coping</i> evitativo que os pacientes com psor&iacute;ase neste estudo tendem a utilizar.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">A estrat&eacute;gia de busca de suporte social (por exemplo, “Falei com algu&eacute;m sobre como estava me sentindo”), apesar de n&atilde;o obter diferen&ccedil;a significativa tamb&eacute;m, foi mais utilizada pelo grupo controle, que demonstra estar mais disposto a pedir ajuda e a compartilhar seus sentimentos, o que fortalece a id&eacute;ia acima citada sobre <i>coping</i> evitativo do grupo investigado. Pode-se considerar tamb&eacute;m, o fato de que a psor&iacute;ase por si s&oacute; &eacute; uma doen&ccedil;a que j&aacute; dificulta a busca de contato, pelo constrangimento que causa ao portador.</font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">Em contraponto, estudos sobre estrat&eacute;gias de enfrentamento em doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas em geral demostram que estrat&eacute;gias caracterizadas por atividade, express&atilde;o e pensamento positivo resultam em altos n&iacute;veis de funcionamento, assim como escores positivos em medidas cl&iacute;nicas e altos n&iacute;veis de bem-estar.<sup>20</sup> </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Invent&aacute;rio de Sintomas de Estresse para Adultos de Lipp</b>  </font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">O alto &iacute;ndice de diagn&oacute;stico de estresse destacou-se nos dois grupos, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;a significativa entre eles. Este &uacute;ltimo dado reporta &agrave; id&eacute;ia de que na amostra estudada a doen&ccedil;a cr&ocirc;nica inflamat&oacute;ria de pele, n&atilde;o importando de qual tipo, causa um preju&iacute;zo consider&aacute;vel no esfor&ccedil;o adaptativo do paciente, produzindo um processo de estresse negativo (distress), o que, inevitavelmente, interfere em sua qualidade de vida.<sup>5,11,12,21</sup> A fase de resist&ecirc;ncia em que se encontram a maioria dos pacientes pesquisados, demonstra que est&aacute; ocorrendo por sua parte a tentativa autom&aacute;tica de manter a homeostase interna. Se os fatores estressantes persistirem em freq&uuml;&ecirc;ncia ou intensidade poder&aacute; haver uma quebra da resist&ecirc;ncia, podendo o paciente passar para uma fase mais grave de estresse.<sup>17,22</sup></font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">As mulheres apresentam maior freq&uuml;&ecirc;ncia de sintomas de estresse comparadas aos homens (p = 0,012), o que coincide com outros estudos realizados no Brasil com pacientes portadores de dermatoses.<sup>23</sup> Esses estudos consideram que a est&eacute;tica, do ponto de vista social, &eacute; fator de mais press&atilde;o para a mulher do que para o homem, o que deve ser levado em conta nos estudos dessa quest&atilde;o. De forma geral, os diferentes pap&eacute;is destinados culturalmente &agrave; mulher, assim como as altera&ccedil;&otilde;es hormonais, tamb&eacute;m podem influenciar os n&iacute;veis de estresse.<sup>24</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2"><b>Integra&ccedil;&atilde;o dos instrumentos</b> </font></p>        <p><font face="Verdana" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de estresse e das estrat&eacute;gias de <i>coping</i> &eacute; de suma import&acirc;ncia para uma melhor compreens&atilde;o da maneira como o paciente portador de psor&iacute;ase maneja o estresse e, conseq&uuml;entemente, pode buscar melhor qualidade de vida. &Eacute; importante lembrar que sa&uacute;de mental e f&iacute;sica existem quando o n&iacute;vel de estresse e as respostas defensivas do organismo para esse fator est&atilde;o em equil&iacute;brio. Quando, por&eacute;m, o estresse &eacute; suficiente para aniquilar as defesas, ent&atilde;o os sintomas poder&atilde;o se desenvolver, podendo as respostas ser f&iacute;sicas ou psicossociais.<sup>25</sup></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A integra&ccedil;&atilde;o dos resultados possibilita o entendimento de um estado espec&iacute;fico que os portadores de psor&iacute;ase vivenciam no enfrentamento da doen&ccedil;a. Essa condi&ccedil;&atilde;o denuncia a prem&ecirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es que envolvam n&atilde;o s&oacute; o tratamento f&iacute;sico, mas tamb&eacute;m tratamentos que abarquem as dimens&otilde;es ps&iacute;quica e social do paciente e que possam igualmente agir de forma preventiva.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">Da perspectiva individual, os resultados apontam indica&ccedil;&otilde;es para que o portador de psor&iacute;ase possa identificar sua maneira de enfrentar o estresse, abrindo a possibilidade de a&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a de suas condi&ccedil;&otilde;es. A psicoterapia nesse sentido &eacute; apontada aqui, assim como em outros estudos realizados com pacientes com dermatoses cr&ocirc;nicas, como um recurso poss&iacute;vel para complementar o tratamento. O recurso psicoterap&ecirc;utico pode auxiliar o paciente no aprendizado do melhor manejo da doen&ccedil;a e dos fatores psicossociais envolvidos, tendo como principal objetivo proporcionar melhor qualidade de vida.<sup>13,18,26,27</sup></font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Considera-se que este estudo tem a limita&ccedil;&atilde;o de esclarecer seq&uuml;&ecirc;ncia causal entre as vari&aacute;veis, assim como ter acesso retrospectivo a dados anteriores da vida dos pacientes. Julga-se necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos com amostras maiores para um melhor aprofundamento dos dados. </font></p>        <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2">Os pacientes portadores de psor&iacute;ase focalizados    neste estudo demonstraram utilizar estrat&eacute;gias de <i>coping</i> espec&iacute;ficas    para o enfrentamento da doen&ccedil;a de pele, al&eacute;m de apresentar elevados    n&iacute;veis de estresse.</font></p>      <p><font face="Verdana" size="2">Ao resgatar informa&ccedil;&otilde;es sobre os portadores de psor&iacute;ase por uma perspectiva biopsicossocial e apontar para a necessidade de desenvolver conhecimentos interdisciplinares, o presente estudo sugere que a melhor abordagem do paciente com psor&iacute;ase &eacute; a que envolve uma perspectiva ampla de interven&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de que possa embasar, tanto no contexto individual quanto no coletivo, a&ccedil;&otilde;es para promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>       <p>&nbsp;</p>            <p><font face="Verdana" size="3"><b>AGRADECIMENTOS </b></font></p>                <p><font face="Verdana" size="2">Aos dermatologistas do Ambulat&oacute;rio de Dermatologia Sanit&aacute;ria/RS, do Ambulat&oacute;rio de Dermatologia do Hospital S&atilde;o Lucas da PUC-RS e do Ambulat&oacute;rio de Dermatologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; Capes e &agrave; PUC-RS pelo financiamento da pesquisa.</font></p>       <p>&nbsp;</p>            <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>                <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Azulay RD, Azulay DR. Dermatologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1997. p.01-692.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0365-0596200600020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Fitzpatrick T, Johnson R, Woff K, Polano M, Suurmond D. Dermatology. New York: Mc Graw-Hill; 1997. p.164-99.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0365-0596200600020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Sampaio S, Rivitti E. A dermatologia b&aacute;sica. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1999. p.111-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0365-0596200600020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Kimyai-Asadi A, Usman A. The role of psychological estresse in skin disease. J Cutan Med Surg. 2001;5:140-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0365-0596200600020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Fortune D, Richards H, Kirby B, McElhone K, Markham T, Rogers S. Psychological diestresse impairs clearance of psoriasis in patients treated with photochemotherapy. Arch  Dermatol. 2003;139:752-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0365-0596200600020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Fran&ccedil;a ACL, Rodrigues AL. Estresse e trabalho: uma abordagem psicossom&aacute;tica. S&atilde;o Paulo: Atlas; 2002. p.27-71.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0365-0596200600020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Folkman S, Lazarus RS. Analysis of coping in a middle-aged community sample. J  Health Soc Behav. 1980;21:219-39.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0365-0596200600020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Folkman S. Personal control and estresse and coping processes: a theorical analysis. J Pers Soc Psychol. 1984;46:839-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0365-0596200600020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Mingnorance R, Loureiro S, Okino L. Pacientes com psor&iacute;ase: qualidade de vida e adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial. An Bras Dermatol. 2002;77:147-59.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0365-0596200600020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Ginsburg IH, Link BH. Psychosocial consequences of rejection and stigma feelings in psoriasis patients. Int J Dermatol. 1993;32:587-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0365-0596200600020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Haynal A, Pasini W, Archinard M. Medicina Psicossom&aacute;tica: abordagens Psicossociais. S&atilde;o Paulo: Medsi; 2001. p.342–10.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0365-0596200600020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Krueger G, Koo J, Lebwohl M, Menter A . The impact of psoriasis on quality of life: results of a 1998 National psoriasis Foundation patien-membership survey. Arch Dermatol. 2001;137:280.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0365-0596200600020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Finlay A. Psoriasis from the patienst’s point of view. Arch Dermatol. 2001;137:01-4.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0365-0596200600020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Raychaudhuri SP, Faber EM. Neuroimmunologic aspects of psoriasis. Cutis Chatham. 2000;66:01-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0365-0596200600020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Papadopoulos L, Bor R, Legg C. Coping with disfiguring effects of Vitiligo: a preliminary investigation into the effects of cognitive-behavioural therapy. Br J Med Psychol. 1999;72:385-97.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0365-0596200600020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Sav&oacute;ia MG, Santana PR, Meijas NP. Adapta&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio de estrat&eacute;gias de coping de Folkman e Lazarus para o portugu&ecirc;s. Psicol USP. 1996;7:183-201.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0365-0596200600020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Lipp MN. Manual do invent&aacute;rio de sintomas de estresse para adultos de Lipp. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo; 2000. p.55-03.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0365-0596200600020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Azambuja R. Dermatologia integrativa: a pele em novo contexto. An Bras Dermatol. 2000;75:393-420.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0365-0596200600020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Folkman S, Lazarus RS, Dunkel-Schetter C, DeLongis A,  Gruen R. Dynamics of a estresseful encounter: cognitive appraisal, coping, and encounter outcomes. J Pers Soc Psychol. 1986;50:992-1003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0365-0596200600020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Scharloo M, Kaptein A, Weinman J, Hazes J, Willems L, Bergman W, et al. Illness perceptions, coping and functioning in patiens with reumatoid arthritis, chronic obstrutive pulmonary disease and psoriasis. J Psychosom Res. 1998;44:573-85.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0365-0596200600020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Amorin-Gaud&ecirc;ncio C, Roustan G, Sirgo A. Evaluation of anxiety in chronic dermatoses: differences between sexes. Interamerican Journal of Psychology. 2004;38:105-14.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0365-0596200600020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Selye H. The estresse of life. Nova York: McGraw-Hill Book Company; 1956. p.633-4.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0365-0596200600020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Lipp MN, Org. Pesquisas sobre o estresse no Brasil: sa&uacute;de, ocupa&ccedil;&otilde;es e grupos de Risco. S&atilde;o Paulo: Papirus Editora; 1996. p.17–31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0365-0596200600020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Lipp MN. Mecanismos Neuropsicofisiol&oacute;gicos do Estresse: teoria e aplica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo; 2003. p.89-98.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0365-0596200600020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Koblenzer P. A brief history of psychosomatic dermatology. Dermatol Clin. 1996;14:295-397.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0365-0596200600020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Muller MC. Um estudo psicossom&aacute;tico de pacientes com vitiligo numa abordagem anal&iacute;tica. &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo; 2001. p.158-03.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0365-0596200600020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Frtzsche K, Ott J, Zschocke I, Scheib P, Burger T, Augustin M. Psychosomatics liaison service in dermatology. Dermatology. 2001;203:27-31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0365-0596200600020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>               <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="2"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/abd/v81n2/seta.gif"  border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia </b>         <br>Juliana Dors Tigre da Silva               <br> Desemb. Moreno Loureiro Lima, 485/501 – Bela Vista      <br>90450-130 – Porto Alegre - RS      <br>Tel.: (51) 9808-4838      <br>E-mail: <a href="mailto:julianadts@terra.com.br">julianadts@terra.com.br</a>       </font></p>               <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 08.06.2005.                 <br>  Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 22.01.2006.        ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Conflito de interesse declarado: Nenhum </font></p>               <p>&nbsp;</p>               <p>&nbsp;</p>               <p><font face="Verdana" size="2"><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a> Trabalho    realizado no Ambulat&oacute;rio de Dermatologia Sanit&aacute;ria, Ambulat&oacute;rio    de Dermatologia do Hospital S&atilde;o Lucas da PUC-RS e Ambulat&oacute;rio    de Dermatologia do Complexo Hospitalar Santa Casa - Porto Alegre (RS), Brasil.</font></p>       ]]></body><back>
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