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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo da imunofluorescência direta, imunomapeamento e microscopia ótica na porfiria cutânea tardia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Study of direct immunofluorescence, immunofluorescence mapping and light microscopy in porphyria cutanea tarda]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[BACKGROUND: Even though porphyria cutanea tarda is the most frequent type of porphyria, there are few studies about its cutaneous physiopathology. OBJECTIVE: To evaluate skin changes in porphyria cutanea tarda using light microscopy and direct immunofluorescence before and after treatment with chloroquine. To perform antigen immunomapping of bullae to study their level of cleavage. METHODS: Light microscopy and direct immunofluorescence of 28 patients are reported in three different phases: 23 patients with active porphyria before treatment (Phase A), 7 patients with clinical remission during treatment (Phase B), and 8 patients with biochemical remission (Phase C). Immunomapping was performed on 7 patients. RESULTS: In active porphyria, direct immunofluorescence showed homogenous and intense fluorescence on the inside and on the walls of blood vessels as well as in the dermal-epidermal junction. In clinical remission (Phase B) and biochemical remission (Phase C), the deposit of immunoglobulins was maintained, but the deposit of complement was reduced in most cases. Immunomapping revealed no standard cleavage plane. CONCLUSION: No correlation was observed between clinical response and immunoglobulin deposits. The reduction of complement favors the hypothesis that activation of the complement cascade represents an additional pathway that leads to endothelial damage.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Imunofluorescência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INVESTIGA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="topo"></a><b>Estudo da imunofluoresc&ecirc;ncia direta, imunomapeamento e    microscopia &oacute;tica na porfiria cut&acirc;nea tardia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>F&aacute;tima Mendon&ccedil;a Jorge Vieira<sup>I</sup>; Val&eacute;ria Aoki<sup>II</sup>; Zilda Najjar Prado de Oliveira<sup>III</sup>; Jos&eacute; Eduardo Costa Martins<sup>IV</sup></b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre em Ci&ecirc;ncias pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fmusp) - S&atilde;o Paulo (SP), Brasil    <br> <sup>II</sup>Doutora em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fmusp); docente do Departamento de Dermatologia da Fmusp - S&atilde;o Paulo (SP), Brasil    <br> <sup>III</sup>Doutora em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fmusp); diretora t&eacute;cnica da Divis&atilde;o de Dermatologia do Hospital das Cl&iacute;nicas da Fmusp - S&atilde;o Paulo (SP), Brasil    <br> <sup>IV</sup>Professor em&eacute;rito do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (Fmusp) - S&atilde;o Paulo (SP), Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FUNDAMENTO:</b> Apesar de a porfiria cut&acirc;nea tardia ser a mais frequente das porfirias, h&aacute; poucos estudos que abordam sua fisiopatologia cut&acirc;nea.    <br>     <b>OBJETIVO:</b> Avaliar as altera&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas na porfiria cut&acirc;nea tardia utilizando a microscopia &oacute;tica e a imunofluoresc&ecirc;ncia direta, antes e depois do tratamento com cloroquina. Realizar o imunomapeamento antig&ecirc;nico da bolha para estudo do seu n&iacute;vel de clivagem.    <br>     <b>M&Eacute;TODOS:</b> Relata-se a microscopia &oacute;tica e imunofluoresc&ecirc;ncia direta de 28 pacientes em tr&ecirc;s fases diferentes: 23 pacientes com porfiria ativa antes do tratamento (Fase A), sete pacientes com remiss&atilde;o cl&iacute;nica durante o tratamento (Fase B) e oito pacientes com remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C). O imunomapeamento foi realizado em sete pacientes.    <br> <b>RESULTADOS:</b> Na porfiria ativa, a imunofluoresc&ecirc;ncia direta demonstrou fluoresc&ecirc;ncia homog&ecirc;nea e intensa no interior e na parede dos vasos e na jun&ccedil;&atilde;o dermoepid&eacute;rmica. Na remiss&atilde;o cl&iacute;nica (Fase B) e na remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C), o dep&oacute;sito de imunoglobulinas se manteve, mas o dep&oacute;sito de complemento apresentou diminui&ccedil;&atilde;o na maioria. O imunomapeamento n&atilde;o demonstrou plano de clivagem fixo.    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> N&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o entre a resposta cl&iacute;nica e os dep&oacute;sitos de imunoglobulinas. A diminui&ccedil;&atilde;o do complemento favorece a hip&oacute;tese de que a ativa&ccedil;&atilde;o da cascata do complemento representa uma via adicional que leva &agrave; les&atilde;o endotelial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Imunofluoresc&ecirc;ncia; Microscopia; Porfiria cut&acirc;nea tardia; Porfiria cut&acirc;nea tardia/fisiopatologia</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A porfiria cut&acirc;nea tardia (PCT), forma mais frequente de porfiria, se caracteriza pela defici&ecirc;ncia parcial da uroporfirinog&ecirc;nio decarboxilase. A imunofluoresc&ecirc;ncia direta (IFD) da pele lesada apresenta dep&oacute;sito de imunoglobulinas (Ig) G, M e A e/ou complemento (C3) com fluoresc&ecirc;ncia caracter&iacute;stica, que se estende da parede &agrave; luz dos vasos e na jun&ccedil;&atilde;o dermoepid&eacute;rmica (JDE).<sup>1,2 </sup>A pele foi avaliada com a microscopia &oacute;tica e a IFD, antes e depois do tratamento com cloroquina, com o objetivo de investigar poss&iacute;veis correla&ccedil;&otilde;es entre o tratamento e as altera&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas. Para conhecer melhor a fisiopatologia das les&otilde;es na PCT, as bolhas subepid&eacute;rmicas foram submetidas a: imunomapeamento antig&ecirc;nico; imunofluoresc&ecirc;ncia indireta, que utiliza anticorpos espec&iacute;ficos marcados, direcionados contra ant&iacute;genos conhecidos da JDE, como o ant&iacute;geno do penfigoide bolhoso, a laminina, o col&aacute;geno tipo IV e o col&aacute;geno tipo VII, para determinar o n&iacute;vel da clivagem na JDE.<sup>3 </sup>O ant&iacute;geno do penfigoide bolhoso fica acima da l&acirc;mina l&uacute;cida nas c&eacute;lulas epid&eacute;rmicas da camada basal. A laminina, uma glicoprote&iacute;na n&atilde;o col&aacute;gena, presente na membrana basal, tem sido implicada na ades&atilde;o das c&eacute;lulas epid&eacute;rmicas &agrave; membrana basal e &eacute; o principal componente da l&acirc;mina l&uacute;cida. O col&aacute;geno tipo IV &eacute; o principal elemento da l&acirc;mina densa da membrana basal. O col&aacute;geno tipo VII comp&otilde;e as fibrilas ancorantes que se localizam na subl&acirc;mina densa. Como a localiza&ccedil;&atilde;o dos ant&iacute;genos na membrana basal da bolha &eacute; conhecida, pode-se estabelecer o n&iacute;vel exato da clivagem subepid&eacute;rmica.<sup>4 </sup>Nas diversas doen&ccedil;as bolhosas, esse m&eacute;todo pode ajudar no diagn&oacute;stico diferencial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O delineamento do estudo foi n&atilde;o direcional e ambispectivo. No in&iacute;cio, obtiveram-se de forma transversal todos os dados dos pacientes j&aacute; em seguimento no ambulat&oacute;rio e, durante tr&ecirc;s anos, inclu&iacute;ram-se todos os casos novos e os dados dos pacientes que apresentavam remiss&atilde;o cl&iacute;nica e/ou bioqu&iacute;mica ap&oacute;s o tratamento. Utilizou-se a planilha Excel <sup>&reg; </sup>(Microsoft <sup>&reg;</sup>) para descrever os dados e aplicaram-se medidas para a an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia de alguns fatores na popula&ccedil;&atilde;o de estudo. Descreveram-se as propor&ccedil;&otilde;es de cada achado e, para a an&aacute;lise comparativa de alguns dados, aplicou-se o Teste Exato de Fisher, considerando-se um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05. Para a an&aacute;lise estat&iacute;stica, utilizou-se o programa estat&iacute;stico SPSS para Windows, vers&atilde;o 10.0.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pacientes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes responderam, ap&oacute;s assinatura do consentimento livre e esclarecido, a quest&otilde;es relacionadas ao objeto da pesquisa e tiveram material coletado conforme descrito no item a seguir. Vinte e oito pacientes com PCT foram selecionados para este estudo, com idades variando de 16 a 66 anos. O diagn&oacute;stico de PCT baseou-se em: 1 - manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas t&iacute;picas; 2 - teste de <i>screening </i>com a l&acirc;mpada de Wood (M&eacute;todo de Rimington e Rimington-Doyle)<sup>5 </sup>para detectar porfirinas na urina, fezes e hem&aacute;cias; 3 - exame de urina de 24 horas com aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de uroporfirina (URO) pelo menos tr&ecirc;s vezes maior que o n&iacute;vel de coproporfirina (Copro), ou seja, a rela&ccedil;&atilde;o URO/Copro maior que 3:1;<sup>6 </sup>e 4 - histologia e imunofluoresc&ecirc;ncia direta. A quantifica&ccedil;&atilde;o das porfirinas urin&aacute;rias na urina de 24 horas foi realizada pelo m&eacute;todo de cromatografia l&iacute;quida de alta efici&ecirc;ncia (Clae).<sup>7 </sup>O padr&atilde;o de excre&ccedil;&atilde;o das porfirinas urin&aacute;rias &eacute; diagn&oacute;stico para a PCT.<sup>6 </sup>Os pacientes an&uacute;ricos ou sem o padr&atilde;o de excre&ccedil;&atilde;o das porfirinas (rela&ccedil;&atilde;o URO/Copro maior que 3:1) foram exclu&iacute;dos do estudo. O desaparecimento das bolhas e a melhora da fragilidade cut&acirc;nea foram os crit&eacute;rios usados para remiss&atilde;o cl&iacute;nica e a redu&ccedil;&atilde;o das porfirinas totais na urina de 24 horas para par&acirc;metros normais (mulheres &lt; 159 <i>&#181;</i>g e homens &lt; 199 <i>&#181;</i>g) foi considerada remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bi&oacute;psias de pele</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As bi&oacute;psias para histopatologia e IFD foram obtidas conforme o organograma descrito (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig01.jpg">Figura 1</a>). Estudaram-se 28 pacientes no total. Em 23 deles (Fase A), colheu-se a primeira bi&oacute;psia de pele da pele lesada, independentemente da sua localiza&ccedil;&atilde;o. Cinco pacientes j&aacute; estavam em tratamento e n&atilde;o apresentavam bi&oacute;psia da pele antes de inici&aacute;-lo. Em sete deles (Fase B), a bi&oacute;psia foi obtida da pele clinicamente normal do dorso da m&atilde;o (pele exposta) durante o tratamento com cloroquina e em remiss&atilde;o cl&iacute;nica, por&eacute;m sem remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica. Em oito pacientes (Fase C), realizou-se a bi&oacute;psia na pele clinicamente normal do dorso da m&atilde;o, quando em remiss&atilde;o cl&iacute;nica e bioqu&iacute;mica (porfiria inativa). Em sete pacientes com PCT ativa (Fase A), procedeu-se a uma bi&oacute;psia independente das demais, da regi&atilde;o perilesional &agrave; bolha, para o imunomapeamento antig&ecirc;nico da JDE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Histopatologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o exame histopatol&oacute;gico, os fragmentos de pele foram fixados em formol a 10%, embebidos em parafina e submetidos &agrave; t&eacute;cnica histol&oacute;gica de rotina com colora&ccedil;&atilde;o pela hematoxilina-eosina, <i>periodic acid-Schiff </i>(PAS) e colora&ccedil;&atilde;o de Perls (para identificar hemossiderina).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Imunofluoresc&ecirc;ncia direta (IFD)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fragmento de pele foi transportado em gaze umedecida com solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica a 0,9%, levado para criopreserva&ccedil;&atilde;o imediata no meio de inclus&atilde;o para esp&eacute;cimes (<i>tissue freezing medium, </i>marca Leica) e estocado no <i>freezer </i>a -20ºC at&eacute; o momento da criomicrotomia. Ap&oacute;s a criossec&ccedil;&atilde;o, depositaramse tr&ecirc;s cortes, de 4<i>&#181;</i> de espessura, sobre as l&acirc;minas albuminizadas. As l&acirc;minas foram colocadas em c&acirc;mara &uacute;mida, &agrave; temperatura ambiente, e, sobre os cortes, foram adicionados os conjugados (anti-imunoglobulinas humanas produzidas em animais imunizados e marcados com isotiocianato de fluoresce&iacute;na). Os conjugados foram dilu&iacute;dos em TBS pH 7,5 (<i>trizma buffer saline -</i>tamp&atilde;o acetato de c&aacute;lcio) contendo 3mg% de corante Azul de Evans (marca Interlab). Foram utilizados anti-IgA humana, marca Sigma (dilui&ccedil;&atilde;o de 1:20); anti-IgM humana, marca Sigma (dilui&ccedil;&atilde;o de 1:20); anti-IgG humana, marca Sigma (dilui&ccedil;&atilde;o de 1:130) e anti-C3 humano, marca Dako (dilui&ccedil;&atilde;o 1:40). Para cada l&acirc;mina, usou-se um conjugado. Ap&oacute;s um per&iacute;odo de 30 minutos de incuba&ccedil;&atilde;o, as l&acirc;minas foram lavadas em TBS pH 7,5 por duas vezes durante dez minutos cada. Para a montagem das l&acirc;minas, empregou-se glicerina tamponada (pH 9/0,5M) e lam&iacute;nula de vidro. A leitura foi realizada em microsc&oacute;pio de epiluminesc&ecirc;ncia (marca Zeiss, modelo Axiolab).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Imunomapeamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fragmento de pele foi transportado em gaze umedecida com solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica a 0,9% e levado para criopreserva&ccedil;&atilde;o imediata no meio de inclus&atilde;o para esp&eacute;cimes (<i>tissue freezing medium </i>marca Leica) e estocado no <i>freezer </i>a -20ºC at&eacute; o momento da criomicrotomia. Realizou-se a criossec&ccedil;&atilde;o em criostato e depositaram-se quatro cortes (4<i>&#181;</i>) sobre as l&acirc;minas albuminizadas. Sobre cada corte colocou-se um dos anticorpos monoclonais (produzidos em camundongo), a saber, antilaminina humana (clone LAM-89, dilui&ccedil;&atilde;o de 1:20), anticol&aacute;geno IV humano (clone col-94, dilui&ccedil;&atilde;o de 1:25) e anticol&aacute;geno VII humano (clone LH7-2, dilui&ccedil;&atilde;o 1:25), todos da marca Sigma Aldrich, adquiridos comercialmente. Como fonte de anticorpos contra o ant&iacute;geno do penfigoide bolhoso, utilizou-se o soro de um paciente com essa patologia previamente diagnosticada (dilui&ccedil;&atilde;o 1:20). As dilui&ccedil;&otilde;es foram feitas em TBS pH 7,5. Cada um dos anticorpos dilu&iacute;dos foi depositado num corte e incubado por um per&iacute;odo de 30 minutos em c&acirc;mara &uacute;mida &agrave; temperatura ambiente. Findo esse prazo, as l&acirc;minas foram lavadas em TBS por dois per&iacute;odos de 10 minutos cada. A seguir, para se revelar a rea&ccedil;&atilde;o, empregou-se o anticorpo anti-IgG conjugado com isotiocianato de fluoresce&iacute;na. Para a liga&ccedil;&atilde;o aos anticorpos monoclonais, utilizou-se uma IgG anticamundongo (dilui&ccedil;&atilde;o 1:30) produzida em coelho &#91;<i>mouse immunoglobulins / FITC-rabbit F </i>(ab')2, marca Dako&#93; e, para a liga&ccedil;&atilde;o ao anticorpo do ant&iacute;geno do penfigoide, utilizou-se uma IgG anti-humana (dilui&ccedil;&atilde;o 1:130), tamb&eacute;m produzida em coelhos (<i>anti-Human IgG-Whole molecule-FITC conjugate</i>, marca Sigma Aldrich). As dilui&ccedil;&otilde;es foram realizadas em tamp&atilde;o TBS contendo 3mg% do corante Azul de Evans. Ap&oacute;s 30 minutos de incuba&ccedil;&atilde;o (em c&acirc;mara &uacute;mida e temperatura ambiente), as l&acirc;minas foram novamente lavadas em TBS por dois per&iacute;odos de 10 minutos cada. Depois de levemente secas, elas foram montadas com glicerina tamponada e lam&iacute;nula de vidro e a leitura foi feita em microsc&oacute;pio de epiluminesc&ecirc;ncia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Selecionaram-se 28 pacientes com PCT antes e depois do tratamento com cloroquina. Sete foram do sexo feminino (25%) e 21, do sexo masculino (75%). A idade m&eacute;dia foi de 30,3 anos (mediana de 29,0 anos) para as mulheres e de 44,5 anos (mediana de 49 anos) para os homens. A ingest&atilde;o de &aacute;lcool foi o fator desencadeante predominante nos homens e, nas mulheres, a terapia com estr&oacute;geno (anticoncep&ccedil;&atilde;o e reposi&ccedil;&atilde;o hormonal). A hepatite C esteve presente em 57,1% do total dos pacientes (71,4% dos homens e 14,3% das mulheres). N&atilde;o houve relato de exposi&ccedil;&atilde;o a hidrocarbonetos policlorados porfirinog&ecirc;nicos. Outras doen&ccedil;as presentes foram hepatite B (39,3%), diabetes <i>mellitus </i>(17,9%), infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana - HIV (7,1%), insufici&ecirc;ncia renal cr&ocirc;nica (3,6%), carcinoma hepatocelular (3,6%), mieloma m&uacute;ltiplo (3,6%) e mielofibrose (3,6%). Todos os pacientes foram tratados com difosfato de cloroquina (250mg, duas vezes por semana), exceto um, tratado com flebotomia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As bi&oacute;psias foram realizadas em tr&ecirc;s fases diferentes. Fase A antes de iniciar o tratamento, fase B durante o tratamento com cloroquina e em remiss&atilde;o cl&iacute;nica, por&eacute;m sem remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica, e fase C em remiss&atilde;o cl&iacute;nica e bioqu&iacute;mica, ou seja, porfiria inativa (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig01.jpg">Figura 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microscopia &oacute;ptica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos pacientes com PCT ativa (Fase A), a microscopia &oacute;ptica com a colora&ccedil;&atilde;o de hematoxilina-eosina revelou bolha subepid&eacute;rmica em 86,9% (20 de 23 pacientes), sendo que 47,8% (11 de 23) apresentavam papilas d&eacute;rmicas armadas estendendo-se irregularmente a partir da base da bolha para dentro da cavidade com aspecto de festonamento (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig02.jpg">Figura 2</a>). Infiltrado inflamat&oacute;rio linfomononuclear perivascular foi encontrado ocasionalmente. Nenhuma fibrose foi observada, exceto na les&atilde;o esclerodermoide de um paciente em quem a derme apresentava fibras de col&aacute;geno espessadas e dispostas de forma mais compacta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na colora&ccedil;&atilde;o com &aacute;cido peri&oacute;dico-Schiff (PAS) da pele lesada de 95,6% dos pacientes (22 de 23) (Fase A), os vasos da derme superior apresentavam espessamento homog&ecirc;neo da parede dos vasos por material hialino PAS-positivo e diastase-resistente (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig02.jpg">Figura 2</a>). Esse espessamento da parede vascular manteve-se em 92,9% dos pacientes (13 de 14) com a pele clinicamente normal (Fases B e C). As altera&ccedil;&otilde;es vasculares eram mais acentuadas na derme papilar e a quantidade de material hialino em torno dos vasos variava nas diferentes bi&oacute;psias. Em cinco pacientes foi poss&iacute;vel comparar o espessamento da parede vascular antes do tratamento (Fase A) e na remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C). Eles apresentavam espessamento do vaso ao PAS antes do tratamento e, na remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica, quatro deles apresentavam espessamento mais leve e um n&atilde;o apresentava espessamento da parede (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua01.jpg">Quadro 1</a>). Desconhece-se o per&iacute;odo em que dois pacientes (casos 20 e 21) j&aacute; se apresentavam em remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica quando realizaram a segunda bi&oacute;psia (ap&oacute;s dez e seis anos, respectivamente); quanto aos outros tr&ecirc;s pacientes, tiveram a segunda bi&oacute;psia realizada logo que entraram em remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as amostras (Fases A, B e C) foram submetidas &agrave; colora&ccedil;&atilde;o de Perls, mas n&atilde;o se identificou dep&oacute;sito de hemossiderina na derme.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Imunofluoresc&ecirc;ncia direta (IFD)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na porfiria ativa (Fase A), a IFD demonstrou fluoresc&ecirc;ncia caracter&iacute;stica homog&ecirc;nea e intensa no interior e na parede dos vasos e na jun&ccedil;&atilde;o dermoepid&eacute;rmica (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig03.jpg">Figura 3</a>). No <a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua02.jpg">quadro 2</a> est&atilde;o descritos os resultados da IFD de cada paciente nas diferentes fases (A, B e C). Na Fase A, quatro pacientes apresentaram a IFD negativa e 19 apresentaram imunofluoresc&ecirc;ncia com dep&oacute;sitos de IgG e de C3 nos vasos (65,2% e 52,2%, respectivamente) e na JDE (47,8% e 39,1%, respectivamente) (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua03.jpg">Quadro 3</a>). A fluoresc&ecirc;ncia nos vasos por IgG era moderada em quatro pacientes (17,4%) e intensa em nove (39,1%); por C3, era moderada em quatro (17,4%) e intensa em seis (26,1%). O dep&oacute;sito era mais proeminente nos vasos papilares, mas os vasos da derme reticular tamb&eacute;m estavam envolvidos com frequ&ecirc;ncia. Na JDE, a fluoresc&ecirc;ncia era focal ou cont&iacute;nua e apresentava padr&atilde;o granular ou homog&ecirc;neo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Fase B, o dep&oacute;sito de IgG na parede dos vasos ocorreu em 85,7% dos sete pacientes testados, sendo que tr&ecirc;s (42,9%) eram de intensidade moderada e dois (28,6%) apresentavam fluoresc&ecirc;ncia intensa. O dep&oacute;sito de C3 nos vasos estava presente somente em um caso (14,3%), mas com fluoresc&ecirc;ncia discreta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na porfiria inativa (Fase C), a imunofluoresc&ecirc;ncia foi negativa em um caso e o dep&oacute;sito de IgG ocorreu na parede dos vasos de 87,5% dos oito pacientes testados, sendo que tr&ecirc;s (37,5%) apresentavam fluoresc&ecirc;ncia de intensidade moderada e quatro (50,0%), fluoresc&ecirc;ncia intensa. Nessa fase, o dep&oacute;sito de C3 estava presente em 37,5% (tr&ecirc;s de oito) e a intensidade da fluoresc&ecirc;ncia era discreta, moderada e intensa em cada um dos tr&ecirc;s casos (12,5% cada).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando-se os pacientes com doen&ccedil;a ativa (Fase A) com os pacientes em remiss&atilde;o cl&iacute;nica (Fases B e C), o n&uacute;mero de casos com dep&oacute;sito de IgG na parede dos vasos aumentou: de 65,2% (IC <sub>95% </sub>&#91;42,7; 83,6&#93;), na Fase A, para 85,7% (IC <sub>95% </sub>&#91;42,1; 99,6&#93;) e 87,5% (IC <sub>95% </sub>&#91;47,3; 99,7&#93;) nas Fases B e C, respectivamente) e n&atilde;o houve diminui&ccedil;&atilde;o na intensidade da fluoresc&ecirc;ncia. J&aacute; o n&uacute;mero de casos com dep&oacute;sito de complemento (C3) nos vasos diminuiu: de 52,2% (IC <sub>95% </sub>&#91;30,6; 73,2&#93;), na Fase A, para 14,3% (IC <sub>95% </sub>&#91;0,4; 57,9&#93;) e 37,5% (IC <sub>95% </sub>&#91;8,5; 75,5&#93;) nas Fases B e C, respectivamente, e apresentaram diminui&ccedil;&atilde;o na intensidade da fluoresc&ecirc;ncia. Essa diminui&ccedil;&atilde;o de C3 foi importante, sendo mais significativa para os pacientes na Fase B (<i>p </i>= 0,089) do que para os pacientes na Fase C (<i>p </i>= 0,382). Ao observar se essa diminui&ccedil;&atilde;o foi significativamente diferente entre as Fases B e C, nada se constatou (<i>p </i>= 0,338).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando-se os pacientes que apresentavam a IFD positiva (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua02.jpg">Quadro 2</a>) na Fase A, 57,9% (11 de 19) demonstravam a intensidade da fluoresc&ecirc;ncia na parede dos vasos t&atilde;o not&aacute;vel quanto a da JDE e 31,6% (seis de 19) mostravam fluoresc&ecirc;ncia mais intensa na parede dos vasos do que na JDE. Quanto aos pacientes com remiss&atilde;o cl&iacute;nica da Fase B, 42,9% (tr&ecirc;s de sete) demonstravam a intensidade da fluoresc&ecirc;ncia na parede dos vasos t&atilde;o not&aacute;vel quanto a da JDE e 57,1% (quatro de sete) demonstravam a fluoresc&ecirc;ncia mais intensa na parede dos vasos do que na JDE. Os pacientes com PCT inativa da Fase C (28,6% - dois de sete) demonstravam a intensidade da fluoresc&ecirc;ncia dos vasos equivalente &agrave; da JDE e 71,4% dos pacientes (cinco de sete) demonstravam fluoresc&ecirc;ncia mais intensa na parede dos vasos do que na JDE. Observou-se que a fluoresc&ecirc;ncia passa a ser mais proeminente na parede dos vasos do que na JDE &agrave; medida que o paciente passa da porfiria ativa (Fase A) para a remiss&atilde;o cl&iacute;nica (Fase B) e, depois, para a remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Imunomapeamento antig&ecirc;nico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizou-se o imunomapeamento antig&ecirc;nico para determinar o n&iacute;vel de clivagem em sete pacientes com PCT ativa (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua04.jpg">Quadro 4</a>). Em tr&ecirc;s casos, todos os ant&iacute;genos (ant&iacute;geno do penfigoide bolhoso, a laminina, o col&aacute;geno tipo IV e o col&aacute;geno tipo VII) foram encontrados nos dois lados da bolha e n&atilde;o apresentaram n&iacute;vel de clivagem definido. Dois casos apresentaram todos os ant&iacute;genos na base da bolha, portanto, a clivagem foi intraepid&eacute;rmica. Em um caso, o col&aacute;geno IV foi encontrado no teto e o col&aacute;geno VII, em ambos os lados da bolha, sendo a clivagem, portanto, no n&iacute;vel da subl&acirc;mina densa; em outro, todos os ant&iacute;genos foram encontrados no teto da bolha; consequentemente, a clivagem ocorreu abaixo da subl&acirc;mina densa (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08fig04.jpg">Figura 4</a>). N&atilde;o houve, assim, um padr&atilde;o caracter&iacute;stico no n&iacute;vel de clivagem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas dos pacientes assemelham-se aos da literatura,<sup>8 </sup>que enfatizam o predom&iacute;nio em homens e o &aacute;lcool como o principal fator desencadeante. A associa&ccedil;&atilde;o com HCV, hepatite B, diabetes <i>mellitus</i>, HIV, insufici&ecirc;ncia renal cr&ocirc;nica, carcinoma hepatocelular, mieloma m&uacute;ltiplo e mielofibrose foi consistente com estudos anteriores.<sup>812 </sup>Detectou-se uma frequ&ecirc;ncia alta de HCV, mas seu papel patog&ecirc;nico no desencadeamento da PCT ainda n&atilde;o foi elucidado. Cloroquina em baixas doses foi o tratamento de escolha e seus efeitos ben&eacute;ficos j&aacute; foram enfatizados em diversos relatos.<sup>13,14 </sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A colora&ccedil;&atilde;o pelo PAS revelou na parede dos vasos da derme superior dep&oacute;sito de material PAS-positivo e diastase-resistente em 95,6% dos casos, como j&aacute; foi visto em outros trabalhos.<sup>15 </sup>Estudos de microscopia eletr&ocirc;nica demonstraram que esse material hialino &eacute; composto por m&uacute;ltiplas camadas da l&acirc;mina basal e alargamento dos espa&ccedil;os perivasculares com fibras col&aacute;genas finas e dispersas por pequena quantidade de material filamentar e amorfo.<sup>2,16 </sup>A rea&ccedil;&atilde;o imunoistoqu&iacute;mica para col&aacute;geno tipo IV e a t&eacute;cnica de imunofluoresc&ecirc;ncia, empregando soro anticol&aacute;geno tipo IV e antilaminina, comprovaram que esse material perivascular resulta do excesso na s&iacute;ntese de membrana basal.<sup>17 </sup>Os dep&oacute;sitos hialinos seriam uma resposta decorrente de epis&oacute;dios repetidos de les&atilde;o &agrave; parede vascular com vazamento do seu conte&uacute;do.<sup>18 </sup>Estudos histoqu&iacute;micos indicaram que os dep&oacute;sitos hialinos cont&ecirc;m triptofano, que &eacute; derivado do sangue e n&atilde;o &eacute; encontrado no col&aacute;geno ou no tecido el&aacute;stico.<sup>19 </sup>Esses estudos sugerem, portanto, que o material hialino amorfo deriva da parede e do conte&uacute;do vascular. A JDE apresenta altera&ccedil;&otilde;es estruturais id&ecirc;nticas &agrave;s descritas nos vasos.<sup>2,16 </sup>Os vasos da pele n&atilde;o exposta s&atilde;o de espessura normal.<sup>15,16 </sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas Fases B e C, o material hialino PAS-positivo na parede do vaso manteve-se em 92,9% dos pacientes. Timonen et al.<sup>15 </sup>acreditavam que o espessamento da parede vascular seria uma altera&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica e irrevers&iacute;vel. Entretanto, Epstein et al.<sup>16 </sup>demonstraram que a hialiniza&ccedil;&atilde;o vascular era mais pronunciada na pele lesada de pacientes com porfiria ativa do que na pele exposta de pacientes com porfiria inativa, mas n&atilde;o compararam as bi&oacute;psias, antes e depois do tratamento, no mesmo paciente, de modo que essa diminui&ccedil;&atilde;o da hialiniza&ccedil;&atilde;o da parede dos vasos poderia ser em raz&atilde;o de os pacientes com a PCT inativa apresentarem altera&ccedil;&otilde;es vasculares mais discretas na fase ativa ou de o per&iacute;odo de remiss&atilde;o ser longo e as altera&ccedil;&otilde;es vasculares melhorarem durante esse per&iacute;odo. Entre os cinco pacientes do presente estudo (<a href="/img/revistas/abd/v85n6/a08qua01.jpg">Quadro 1</a>), h&aacute; diminui&ccedil;&atilde;o desse dep&oacute;sito ap&oacute;s a remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica, mas falta uma casu&iacute;stica maior e um per&iacute;odo mais longo de acompanhamento ap&oacute;s a remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica para se chegar a uma conclus&atilde;o definitiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo da imunofluoresc&ecirc;ncia na PCT foi realizado pela primeira vez por Baart de la Faille-Kuyper e Cormane em 1968, utilizando conjugados poliespec&iacute;ficos sem especificidade imunol&oacute;gica.<sup>20 </sup>Cormane et al.,<sup>1 </sup>em 1971, com a melhoria do equipamento microsc&oacute;pico (diminui&ccedil;&atilde;o da autofluoresc&ecirc;ncia das fibras col&aacute;genas), detectaram imunoglobulinas (IgG, IgA e IgM) e dep&oacute;sitos de complemento no interior e na parede dos vasos e na JDE; eles sugerem a exist&ecirc;ncia de uma via alternativa que ativa a sequ&ecirc;ncia do complemento, induzida por rea&ccedil;&atilde;o fotodin&acirc;mica e independente de rea&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas. Epstein et al.,<sup>16 </sup>em 1973, demonstraram a IgG, e o complemento de forma espor&aacute;dica, na parede dos vasos e na JDE da pele lesada de pacientes com PCT ativa. J&aacute; nos pacientes com PCT inativa, a fluoresc&ecirc;ncia apresentava-se com menor intensidade na pele exposta e ausente na pele protegida da luz, indicando que a luz e as porfirinas eram essenciais para produzir a les&atilde;o. Timonen et al.,<sup>15 </sup>em 1991, estudaram a IFD antes e depois do tratamento com cloroquina em quatro pacientes: antes do tratamento, IgG estava presente na parede vascular em tr&ecirc;s deles e o complemento, em um. Ap&oacute;s a remiss&atilde;o, o dep&oacute;sito de IgG era menos intenso (dois), aumentado (um) ou negativo (um). Seis a doze meses ap&oacute;s a remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica, dep&oacute;sitos intensos de IgG foram encontrados em dois pacientes, sendo que, em um deles, nenhum dep&oacute;sito de IgG havia sido observado antes do tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados da IFD confirmam estudos pr&eacute;vios, pois revelam dep&oacute;sitos de IgG e C3, al&eacute;m de IgA e IgM, produzindo fluoresc&ecirc;ncia caracter&iacute;stica que se estende da parede &agrave; luz do vaso e na JDE da pele lesada de 18 pacientes com PCT ativa (cinco apresentaram IFD negativa). Na maioria dos pacientes com PCT ativa, a fluoresc&ecirc;ncia era homog&ecirc;nea e muito intensa. Os pacientes com remiss&atilde;o cl&iacute;nica (Fase B) e com remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C) mant&ecirc;m, na pele exposta, o dep&oacute;sito de IgG na parede vascular e na JDE e n&atilde;o se observou diminui&ccedil;&atilde;o na intensidade da fluoresc&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; observada na PCT ativa. Ap&oacute;s o tratamento, o dep&oacute;sito de Ig se mant&eacute;m, apesar de os n&iacute;veis de porfirinas estarem normais e, portanto, n&atilde;o haver absor&ccedil;&atilde;o de luz para produzir les&atilde;o vascular. V&aacute;rios autores consideram que esses dep&oacute;sitos n&atilde;o s&atilde;o resultado de um fen&ocirc;meno imunol&oacute;gico, pois n&atilde;o se identificaram autoanticorpos circulantes contra ant&iacute;genos vasculares, perivasculares ou da JDE.<sup>2,16,21 </sup>Sup&otilde;e-se que os dep&oacute;sitos de imunoglobulinas (Igs) sejam resultado da difus&atilde;o, pela parede vascular, de Igs circulantes e seu enclausuramento no material hialinizado perivascular.<sup>2,21 </sup>O mesmo n&atilde;o ocorreu com o dep&oacute;sito de C3, que, nas Fases B e C, apresentou diminui&ccedil;&atilde;o importante no n&uacute;mero de casos com dep&oacute;sito nos vasos (de 52,2% na Fase A para 14,3% e 37,5% nas Fases B e C, respectivamente) e na intensidade da fluoresc&ecirc;ncia. Esse decr&eacute;scimo foi importante, mas n&atilde;o estatisticamente significativo (<i>p </i>= 0,089 e <i>p </i>= 0,382, respectivamente). Possivelmente o complemento esteja envolvido na patog&ecirc;nese da les&atilde;o. S&atilde;o v&aacute;rias as evid&ecirc;ncias de que o complemento estaria envolvido: (1) a radia&ccedil;&atilde;o <i>in vitro </i>do soro de pacientes com PCT resulta na ativa&ccedil;&atilde;o do complemento;<sup>22,23 </sup>(2) a fotossensibilidade induzida por porfirinas, em modelos animais, est&aacute; associada &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o do complemento e est&aacute; suprimida em animais com deple&ccedil;&atilde;o do complemento ou defici&ecirc;ncia cong&ecirc;nita de C5;<sup>24 </sup>(3) observouse atividade quimiot&aacute;tica induzida pelo C5 ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o da pele de pacientes com PCT &agrave; irradia&ccedil;&atilde;o na banda de Soret.<sup>25 </sup>Acredita-se que as porfirinas e a luz ativem a via alternativa da cascata do complemento, independentemente de rea&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas, levando &agrave; les&atilde;o endotelial.<sup>1 </sup>Presume-se que a ativa&ccedil;&atilde;o do complemento, mediada pelas porfirinas ap&oacute;s a radia&ccedil;&atilde;o da luz, resultaria da gera&ccedil;&atilde;o de fatores reatores do oxig&ecirc;nio, mais provavelmente, o oxig&ecirc;nio <i>singlet</i>.<sup>25 </sup>N&atilde;o se estabeleceu de forma clara se a les&atilde;o endotelial se segue &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o da cascata do complemento ou se as duas ocorrem de forma independente.<sup>2 </sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos dep&oacute;sitos na JDE, provavelmente possuam a mesma origem dos dep&oacute;sitos na parede vascular, j&aacute; que n&atilde;o se identificaram anticorpos circulantes contra a JDE e as imunoglobulinas s&atilde;o equivalentes &agrave;s encontradas nos vasos.<sup>2 </sup>&Agrave; medida que o paciente evolui de porfiria ativa para remiss&atilde;o cl&iacute;nica e, posteriormente, para remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica, a fluoresc&ecirc;ncia passa a predominar mais na parede dos vasos do que na JDE. O que se pode concluir com base nesses dados &eacute; que as porfirinas que levam &agrave; les&atilde;o endotelial fazem com que, na fase ativa (Fase A), o vazamento de imunoglobulinas (Igs) e complemento (C3) seja maior e, portanto, a fluoresc&ecirc;ncia na JDE seja mais frequente. J&aacute; na remiss&atilde;o cl&iacute;nica (Fase B) e na remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica (Fase C) h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o da fluoresc&ecirc;ncia na JDE, provavelmente, porque o vazamento das Igs e de C3 &eacute; menor e fica mais restrito &agrave; &aacute;rea perivascular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de as altera&ccedil;&otilde;es histopatol&oacute;gicas e imunofluoresc&ecirc;ncia sugerirem que o foco prim&aacute;rio da les&atilde;o cut&acirc;nea &eacute; a parede vascular, a patog&ecirc;nese da fragilidade cut&acirc;nea e da forma&ccedil;&atilde;o de bolhas ainda n&atilde;o p&ocirc;de ser definitivamente elucidada. As bolhas podem ser induzidas por fric&ccedil;&atilde;o,<sup>2 </sup>mas n&atilde;o com a mesma frequ&ecirc;ncia por fototeste.<sup>26 </sup>As imunoglobulinas depositadas na JDE n&atilde;o podem ser responsabilizadas pela fragilidade, pois tamb&eacute;m ocorrem na Protoporfiria Eritropoi&eacute;tica (PPE) e esta n&atilde;o apresenta bolha.<sup>2 </sup>Outra evid&ecirc;ncia de que as imunoglobulinas n&atilde;o s&atilde;o respons&aacute;veis pela fragilidade e forma&ccedil;&atilde;o das bolhas &eacute; a sua presen&ccedil;a na JDE da pele normal de pacientes com PCT inativa. As altera&ccedil;&otilde;es na microscopia eletr&ocirc;nica da JDE s&atilde;o encontradas somente nos pacientes com PCT e Porfiria Variegata (PV);<sup>16 </sup>essa diferen&ccedil;a pode estar relacionada &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o e &agrave; solubilidade das porfirinas envolvidas. Na PPE, a protoporfirina est&aacute; presente em grandes quantidades dentro dos vasos sangu&iacute;neos e, como n&atilde;o &eacute; hidrossol&uacute;vel, n&atilde;o se difunde facilmente para fora do vaso. Isso explica por que, nessa condi&ccedil;&atilde;o, a les&atilde;o vascular &eacute; mais acentuada do que as altera&ccedil;&otilde;es na JDE.<sup>16 </sup>Na PCT, as bolhas resultam de clivagem vari&aacute;vel, ora na l&acirc;mina l&uacute;cida,<sup>3,27,28 </sup>ora na derme papilar,<sup>2,15,29 </sup>ora no n&iacute;vel dos queratin&oacute;citos basais que mostram altera&ccedil;&otilde;es degenerativas.<sup>30 </sup>Em alguns pacientes, os tr&ecirc;s tipos de clivagem podem ser observados em diferentes bi&oacute;psias, ou at&eacute; na mesma bi&oacute;psia.<sup>30 </sup>Alguns autores acreditam que a bolha se origine, inicialmente, na zona juncional e depois, com est&iacute;mulo adicional, rapidamente se torne uma bolha de clivagem d&eacute;rmica, o que explicaria a ocorr&ecirc;ncia de cicatriz.<sup>28 </sup>Outros autores apresentam a hip&oacute;tese de que o paciente com PCT tem a pele exposta t&atilde;o r&iacute;gida que n&atilde;o tolera fric&ccedil;&atilde;o ou trauma.<sup>2 </sup>Refor&ccedil;ando essa hip&oacute;tese, observaram experimentalmente, nos pacientes com PCT ativa, que a pele exposta com aspecto cl&iacute;nico normal apresentava, na microscopia eletr&ocirc;nica, a forma&ccedil;&atilde;o de clivagem. Esta se forma abaixo da l&acirc;mina basal nas camadas superficiais da derme e as reduplica&ccedil;&otilde;es da membrana basal resultam, provavelmente, de m&uacute;ltiplos epis&oacute;dios de clivagem microsc&oacute;pica e sua subsequente regenera&ccedil;&atilde;o.<sup>2 </sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro estudo do evento morfol&oacute;gico de forma&ccedil;&atilde;o da bolha, com a microscopia eletr&ocirc;nica, demonstrou que o fen&ocirc;meno &eacute; condicionado pela forma&ccedil;&atilde;o de vac&uacute;olos limitados por membrana; estes s&atilde;o observados na derme superficial, em torno dos vasos e imediatamente abaixo da l&acirc;mina basal.<sup>29 </sup>A irradia&ccedil;&atilde;o das porfirinas concentradas nos lisossomos<sup>19 </sup>levaria &agrave; les&atilde;o fotodin&acirc;mica das membranas lisossomais, fazendo com que as enzimas escapassem para o citoplasma e a c&eacute;lula sofresse apoptose. Os vac&uacute;olos formados pela cit&oacute;lise das c&eacute;lulas d&eacute;rmicas e a ruptura das membranas vacuolares causariam a clivagem dermoepid&eacute;rmica. A les&atilde;o lisossomal tamb&eacute;m pode comprometer as c&eacute;lulas endoteliais e os queratin&oacute;citos da camada basal. Outra sugest&atilde;o desses autores que explicaria o desenvolvimento da bolha seria a forma&ccedil;&atilde;o de pseud&oacute;podes das c&eacute;lulas da camada basal protraindo pelos espa&ccedil;os na membrana basal para a derme.<sup>29 </sup>Esse fen&ocirc;meno degenerativo nas c&eacute;lulas basais explicaria por que alguns autores afirmam que a bolha pode ocorrer acima da membrana basal.<sup>3,27,28,30 </sup>Eles concluem que a clivagem &eacute; consequ&ecirc;ncia da les&atilde;o fotodin&acirc;mica dos lisossomos, comprometendo c&eacute;lulas endoteliais, c&eacute;lulas d&eacute;rmicas e queratin&oacute;citos da camada basal.<sup>29 </sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, utilizou-se o imunomapeamento antig&ecirc;nico para determinar o n&iacute;vel da clivagem da bolha em sete pacientes. Em tr&ecirc;s deles n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar o n&iacute;vel de clivagem, pois apresentavam todos os ant&iacute;genos do lado epid&eacute;rmico e d&eacute;rmico da bolha, tratando-se, provavelmente, de bolhas em regenera&ccedil;&atilde;o; em dois pacientes, a clivagem foi intraepid&eacute;rmica; em outro, a clivagem foi na subl&acirc;mina densa; em outro paciente, a clivagem ocorreu abaixo da subl&acirc;mina densa. N&atilde;o foi encontrado, portanto, um &uacute;nico n&iacute;vel de clivagem, o que concorda com as descobertas de diversos autores que encontraram n&iacute;vel de clivagem vari&aacute;vel na microscopia eletr&ocirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apenas dois estudos utilizaram o imunomapeamento da JDE para determinar o n&iacute;vel de clivagem da bolha: um de cinco bolhas grandes, no qual quatro foram juncionais e uma foi de clivagem d&eacute;rmica,<sup>27 </sup>e outro com cinco casos de PCT e dois de pseudoporfiria, onde se observou a clivagem na l&acirc;mina l&uacute;cida (juncional) nos sete casos.<sup>3 </sup>Outros autores<sup>2,15 </sup>acreditam que a diferen&ccedil;a entre as clivagens encontradas na microscopia eletr&ocirc;nica e no imunomapeamento se deve a um problema de amostragem, ou seja, ao tamanho das bolhas. Na microscopia eletr&ocirc;nica, descreveu-se clivagem na derme superior, pois nesta s&atilde;o necess&aacute;rias ves&iacute;culas pequenas e recentes. As ves&iacute;culas pequenas seriam de clivagem d&eacute;rmica e as bolhas grandes seriam juncionais. A vantagem do imunomapeamento sobre a microscopia eletr&ocirc;nica &eacute; que permite a an&aacute;lise de uma &aacute;rea maior da clivagem, ou seja, de uma bolha inteira e maior.<sup>27 </sup>A bolha juncional n&atilde;o pode ser considerada uma caracter&iacute;stica morfol&oacute;gica espec&iacute;fica decorrente de mecanismo patol&oacute;gico espec&iacute;fico, pois pode ser um fen&ocirc;meno secund&aacute;rio resultante da forma&ccedil;&atilde;o da bolha d&eacute;rmica, cujo conte&uacute;do fluido extravasa e separa a l&acirc;mina basal ao n&iacute;vel da l&acirc;mina l&uacute;cida, pois essa regi&atilde;o atua como um <i>locus minoris resistentiae</i>.<sup>27 </sup>Diferentemente dos demais trabalhos que utilizaram o imunomapeamento da JDE para estudar o n&iacute;vel de clivagem da bolha, n&atilde;o se obteve, aqui, nenhum caso de clivagem ao n&iacute;vel da l&acirc;mina l&uacute;cida. Os achados deste estudo est&atilde;o mais de acordo com os da microscopia eletr&ocirc;nica, em que os n&iacute;veis de clivagem foram vari&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo contribui para o conhecimento da fisiopatologia das les&otilde;es cut&acirc;neas na PCT. Observouse que os dep&oacute;sitos de imunoglobulinas n&atilde;o apresentam rela&ccedil;&atilde;o com a fragilidade e a forma&ccedil;&atilde;o de bolhas, mas a diminui&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito de complemento na remiss&atilde;o bioqu&iacute;mica favorece a hip&oacute;tese de que a ativa&ccedil;&atilde;o da cascata do complemento representa uma via adicional que leva &agrave; les&atilde;o endotelial. J&aacute; o mecanismo mais prov&aacute;vel que define os diferentes n&iacute;veis de clivagem na JDE se deve ao fato de a les&atilde;o fotodin&acirc;mica dos lisossomos acometerem diferentes c&eacute;lulas-alvo, os queratin&oacute;citos basais e/ou as c&eacute;lulas d&eacute;rmicas.</font><img src="/img/revistas/abd/v85n6/quad.jpg" align="absmiddle"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Cormane RH, Szab&ograve; E, Hoo TT. Histopathology of skin in acquired and hereditary porphyria cutanea tarda. Br J Dermatol. 1971;85:531-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0365-0596201000060000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Wolff K, H&ouml;nigsmann H, Rauschmeier W, Schuler G, Pechlaner R. Microscopic and fine structural aspects of porphyrias. Acta Derm Venereol Suppl (Stockh). 1982;100:17-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0365-0596201000060000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Dabski C, Beutner EH. Studies of laminin and type IV collagen in blisters of porphyria cutanea tarda and drug-induced pseudoporphyria. J Am Acad Dermatol. 1991;25(1 Pt 1):28-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0365-0596201000060000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Burgeson RE, Christiano AM. The Dermal-epidermal Junction. Curr Opin Cell Biol. 1997;9:651-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0365-0596201000060000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Magnus IA. Dermatological Photobiology. Clinical and Experimental Aspects. Appendix II - Clinical Screening tests for excess porphyrins. London: Blackwell Scientific Publications; 1976. p.253-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0365-0596201000060000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bickers DR, Pathak MA. The porphyrias. In: Fitzpatrick TB, Eisen AZ, Wolff K, Freedberg IM, Austen KF, eds. Dermatology in General medicine. 4th ed. New York: McGraw-Hill; 1993. p.1854-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0365-0596201000060000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Lim CK, Peters TJ. Urine and faecal porphyrin profiles by reversed-phase high-performance liquid chromatography in the porphyrias. Clin Chim Acta. 1984;139:55-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0365-0596201000060000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Vieira FMJ, Martins JEC. Porfiria cut&acirc;nea tardia. An Bras Dermatol. 2006;81:573-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0365-0596201000060000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Roengk HH Jr, Gottlob ME. Estrogen-induced porphyria cutanea tarda. Arch Dermatol. 1970;102:260-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0365-0596201000060000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Chuang TY, Brashear R, Lewis C. Porphyria cutanea tarda and hepatitis C virus: A case-control study and meta-analysis of the literature. J Am Acad Dermatol. 1999;41:31-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0365-0596201000060000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Mansourati FF, Stone VE, Mayer KH. Porphyria cutanea tarda and HIV/AIDS: a review of pathogenesis, clinical manifestations and management. Int J STD AIDS. 1999;10:51-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0365-0596201000060000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Fracanzani AL, Taioli E, Sampietro M, Fatta E, Bertelli C, Fiorelli G, et al. Liver cancer risk is increased in patients with porphyria cutanea tarda in comparison to matched control patients with chronic liver disease. J Hepatol. 2001;35:498-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0365-0596201000060000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Kordac V, Papezov&aacute; R, Semr&aacute;dov&aacute; M. Chloroquine in the treatment of porphyria cutanea tarda. N Eng J Med. 1977;296:949.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0365-0596201000060000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Freesemann A, Frank M, Sieg I, Doss MO. Treatment of porphyria cutanea tarda by the effect of chloroquine on the liver. Skin Pharmacol. 1995;8:156-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0365-0596201000060000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Timonen K, Niemi KM, Mustajoki P. Skin morphology in porphyria cutanea tarda does not improve despite clinical remission. Clin Exp Dermatol. 1991;16:355-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0365-0596201000060000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Epstein JH, Tuffanelli DL, Epstein WL. Cutaneous changes in the porphyrias: A microscopic study. Arch Dermatol. 1973;107:689-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0365-0596201000060000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Wick G, H&ouml;nigsmann H, Timpl R. Immunofluorescence demonstration of type IV collagen and a noncollagenous glycoprotein in thickened vascular basal membranes in protoporphyria. J Invest Dermatol. 1979;73:335-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0365-0596201000060000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. H&ouml;nigsmann H, Gschnaiat F, Konrad K, Stingl G, Wolff K. Mouse model for protoporphyria. III. Experimental production of chronic erythropoietic proto porphyrialike skin lesions. J Invest Dermatol. 1976; 66:188-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0365-0596201000060000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Ryan EA. Histochemistry of the skin in erythropoietic protoporphyria. Br J Dermatol. 1966;78:501-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0365-0596201000060000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Baart de la Faille-Kuyp, Cormane RH. The occurrence of certain serum factors in the dermal-epidermal junction and vessel walls of the skin in lupus eythematosus and other (skin) diseases. Acta Derm Venereol. 1968;48:578-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0365-0596201000060000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Krajnc I, Vizjak A, Hvala A, Jurcic V, Rozman B. The significance of histologic analysis of skin lesions in porphyria cutanea tarda. Light microscopy, electron microscopy, immunohistochemical and immuno fluorescence analysis. Wien Klin Wochenschr. 1998;110:651-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0365-0596201000060000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lim HW, Perez HD, Poh-Fitzpatrick M, Goldstein IM, Gigli I. Generation of chemotactic activity in serum from patients with erythropoietic protoporphyria and porphyria cutanea tarda. N Engl J Med. 1981;304:212-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0365-0596201000060000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Torinuki W, Miura T, Tagami H. Activation of complement by 405-nm light in serum from porphyria cutanea tarda. Arch Dermatol Res. 1985;277:174-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0365-0596201000060000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Lim HW, Gigli I. Role of complement in porphyrin-induced photosensitivity. J Invest Dermatol. 1981;76:4-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0365-0596201000060000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Lim HW, Poh-Fitzpatrick MB, Gigli I. Activation of the complement system in patients with porphyrias after irradiation in vivo. J Clin Invest. 1984;74:1961-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0365-0596201000060000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Rimington C, Magnus IA, Ryan EA, Cripps DJ. Porphyria and photosensitivity. Q J Med. 1967;36:29-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0365-0596201000060000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Klein GF, Hintner H, Schuler G, Fritsch P. Junctional blisters in acquired bullous disorders of the dermal-epidermal junction zone: role of the lamina lucida as the mechanical locus minoris resistentiae. Br J Dermatol. 1983;109:499-508.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0365-0596201000060000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Nagato N, Nonaka S, Ohgami T, Murayama F, Yamashita K, Irifune H, et al. Mechanism of blister formation in porphyria cutanea tarda. I. Histopathological observation of blisters in three cases of porphyria cutanea tarda.. J Dermatol. 1987;14:551-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0365-0596201000060000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Caputo R, Berti E, Gasparini G, Monti M. The morphologic events of blister formation in porphyria cutanea tarda. Int J Dermatol. 1983;22:467-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0365-0596201000060000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Perrot H, Schmitt D, Thivolet J, Leung J, Germain DU. &Eacute;tude ultrastructurale de la bulle dans les porphyries cutan&eacute;es h&eacute;patiques. Bull Soc Fr Derm Syph. 1972;79:12-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0365-0596201000060000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/abd/v85n6/seta.jpg" border="0"></a> <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> F&aacute;tima Mendon&ccedil;a Jorge Vieira    <br> Rua Volunt&aacute;rios da P&aacute;tria, 4.370 - Conj. 121 -    Santana    <br>   02402-600 S&atilde;o Paulo - SP - Brasil    <br>   Tel./Fax: (11) 2281-8712 / 2978-5090    <br>   E-mail: <a href="mailto:fmjvieira@hotmail.com">fmjvieira@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 26.04.2009.    <br> Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 18.06.10.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Conflito de interesse: Nenhum    <br> Suporte financeiro: Nenhum</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">* Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital das Cl&iacute;nicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo (HC/Fmusp) - S&atilde;o Paulo (SP), Brasil.</font></p>      ]]></body><back>
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