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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Índice de sustentabilidade agroambiental para o perímetro irrigado Ayres de Souza]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Environmental sustainability index for Ayres de Souza irrigated district]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this work was to make an analysis of natural resources at Ayres de Souza Irrigated District sited in Acaraú basin, Ceará, Brazil. This study was performed through an agro ecological sustainability index (ASI). The approach was based on 33 cross-over form applied to small farms located in the irrigated district. Factors Analysis/Principal Components Analysis were applied to select the sustainability indicators of the irrigated district as well as to define the agro ecological sustainability index. The results showed that the Index is capable of demonstrating clear differences among productivity unit management system with respect to sustainability. 60% of the pooled productivity units presented weak sustainability and the other 39.4% were unsustainable. The dominants factors of the Index were: level of agricultural management practices, family agriculture, framework of irrigation and alternative income source.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ENGENHARIA RURAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>&Iacute;ndice de sustentabilidade agroambiental    para o per&iacute;metro irrigado Ayres de Souza</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Environmental sustainability index for Ayres    de Souza irrigated district</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Jos&eacute; Alves Carneiro Neto<SUP>I</SUP>;    Eunice Maia de Andrade<SUP>II</SUP>; Morsyleide de Freitas Rosa<SUP>III</SUP>;    Francisco Suet&ocirc;nio Bastos Mota<SUP>IV</SUP>; Jos&eacute; Fr&eacute;dson    Bezerra Lopes<SUP>V</SUP></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</SUP>Engenheiro Civil, Mestre em Irriga&ccedil;&atilde;o    e Drenagem &#150; Companhia de Gest&atilde;o dos Recursos H&iacute;dricos/COGERH    &#150; Rua Adualdo Batista, 1550 &#150; Cambeba &#150; 60830-080 &#150;    Fortaleza, CE &#150; <a href="mailto:alvesneto@superig.com.br">alvesneto@superig.com.br</a>    <br>   <SUP>II</SUP>Engenheira Agr&ocirc;noma, PhD, Professora &#150; Departamento    de Engenharia Agr&iacute;cola/DENA &#150; Universidade Federal do Cear&aacute;/UFC    &#150; Avenida Mister Hull, s/n &#150; Campus do Pici &#150; Cx. P. 12168    &#150; 60455-970 &#150; Fortaleza, CE &#150; <a href="mailto:eandrade@ufc.br">eandrade@ufc.br</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <SUP>III</SUP>Engenheira Qu&iacute;mica, Doutora, Pesquisadora &#150; Embrapa    Agroind&uacute;stria Tropical &#150; Rua Sara Mesquita, 2270 &#150; Planalto    Pici &#150; 60511110 &#150; Fortaleza, CE &#150; <a href="mailto:morsy@cnpat.embrapa.br">morsy@cnpat.embrapa.br</a>    <br>   <SUP>IV</SUP>Engenheiro Civil, Doutor, Professor &#150; Departamento de Engenharia    Agr&iacute;cola/DENA &#150; Universidade Federal do Cear&aacute;/UFC &#150;    Avenida Mister Hull, s/n &#150; Campus do Pici &#150; Cx. P. 12168 &#150;    60455-970 &#150; <a href="mailto:suetonio@ufc.br">suetonio@ufc.br</a>    <br>   <SUP>V</SUP>Graduando em Agronomia &#150; Departamento de Engenharia Agr&iacute;cola/DENA    &#150; Universidade Federal do Cear&aacute;/UFC &#150; Avenida Mister Hull,    s/n &#150; Campus do Pici &#150; Cx. P. 12168 &#150; 60455-970 &#150; <a href="mailto:fredsonufc@yahoo.com.br">fredsonufc@yahoo.com.br</a>    &#150; Bolsista do PET</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma an&aacute;lise integrada do atual uso dos    recursos naturais do Per&iacute;metro Irrigado de Ayres de Souza, localizado    no Vale do Acara&uacute;, Cear&aacute;, foi realizada atrav&eacute;s do desenvolvimento    de um &iacute;ndice de sustentabilidade agroecol&oacute;gica. Os dados dessa    pesquisa foram oriundos de question&aacute;rios aplicados a 33 produtores agr&iacute;colas    beneficiados pelo projeto de irriga&ccedil;&atilde;o. Os indicadores de sustentabilidade    foram estimados pelo emprego de an&aacute;lise fatorial, m&eacute;todo da an&aacute;lise    fatorial/an&aacute;lise de componentes principais. O &iacute;ndice de sustentabilidade    estimado a partir dos indicadores selecionados registrou uma situa&ccedil;&atilde;o    de sustentabilidade fragilizada ou de insustentabilidade revers&iacute;vel.    As unidades produtivas apresentaram um porcentual de 60,6% com alguma sustentabilidade;    e os demais 39,4% est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de insustentabilidade.    Os resultados tamb&eacute;m mostraram que os fatores dominantes do &iacute;ndice    de sustentabilidade foram: n&iacute;vel da atividade agr&iacute;cola praticada,    agricultura familiar, condi&ccedil;&otilde;es atuais do sistema &aacute;gua-solo    e infra-estrutura, fontes alternativas de renda e experi&ecirc;ncia em tratos    culturais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Termos para indexa&ccedil;&atilde;o:</B> An&aacute;lise    fatorial, agricultura sustent&aacute;vel, impacto ambiental. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The aim of this work was to make an analysis    of natural resources at Ayres de Souza Irrigated District sited in Acara&uacute;    basin, Cear&aacute;, Brazil. This study was performed through an agro ecological    sustainability index (ASI). The approach was based on 33 cross-over form applied    to small farms located in the irrigated district. Factors Analysis/Principal    Components Analysis were applied to select the sustainability indicators of    the irrigated district as well as to define the agro ecological sustainability    index. The results showed that the Index is capable of demonstrating clear differences    among productivity unit management system with respect to sustainability. 60%    of the pooled productivity units presented weak sustainability and the other    39.4% were unsustainable. The dominants factors of the Index were: level of    agricultural management practices, family agriculture, framework of irrigation    and alternative income source. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>Index terms: </B>Factorial analysis, sustainable    agriculture, environmental impacts. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B></font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os problemas ambientais no meio rural est&atilde;o    aumentando &agrave; medida que novas t&eacute;cnicas de agricultura, apoiadas    no emprego de adubos qu&iacute;micos, agrot&oacute;xicos e mecaniza&ccedil;&atilde;o,    v&ecirc;m sendo empregadas desordenadamente. Al&eacute;m disso, o desmatamento    da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa para a utiliza&ccedil;&atilde;o do solo acarreta    a extin&ccedil;&atilde;o da fauna local, e a altera&ccedil;&atilde;o do regime    das chuvas e no curso dos rios. Tal condi&ccedil;&atilde;o se torna mais agravante    nas regi&otilde;es secas, onde o equil&iacute;brio dos ecossistemas &eacute;    extremamente fr&aacute;gil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Semi-&aacute;rido nordestino, em especial o    Estado do Cear&aacute;, destaca-se por apresentar muitos problemas no que diz    respeito aos recursos h&iacute;dricos (MONTEIRO &amp; PINHEIRO, 2004). Essas    regi&otilde;es apresentam uma alta variabilidade temporal e espacial das precipita&ccedil;&otilde;es,    sendo que a pr&aacute;tica da irriga&ccedil;&atilde;o quando adequadamente empregada,    pode ser uma das melhores formas de promover a ocupa&ccedil;&atilde;o e o aproveitamento    econ&ocirc;mico dos seus recursos naturais. Desde 1950, com a constru&ccedil;&atilde;o    de grandes a&ccedil;udes (capacidade de armazenamento superior a 500 milh&otilde;es    de m<SUP>3</SUP>), o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) vem    empregando a t&eacute;cnica da irriga&ccedil;&atilde;o, em pol&iacute;ticas    sociais no meio rural das regi&otilde;es semi-&aacute;ridas do Nordeste brasileiro.    Os distritos de irriga&ccedil;&atilde;o contribu&iacute;ram com a reforma agr&aacute;ria    pela distribui&ccedil;&atilde;o de lotes, por&eacute;m n&atilde;o obtiveram    satisfat&oacute;rio suporte do governo para a fase de opera&ccedil;&atilde;o,    resultando na decad&ecirc;ncia de v&aacute;rios projetos. Uma das causas do    insucesso de muitos projetos p&uacute;blicos de irriga&ccedil;&atilde;o foi    a falta de um manejo adequado, geralmente, por desconhecimento ou por falta    de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica ou por ambos os fatores (MELO, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sustentabilidade da irriga&ccedil;&atilde;o,    como parte integrante das explora&ccedil;&otilde;es dos recursos naturais, passa    por um embasamento te&oacute;rico e reflexivo e acima de tudo de conscientiza&ccedil;&atilde;o    e treinamento de todos os que trabalham na agricultura (BRANCO, 2003). Nos dias    atuais, um dos maiores desafios enfrentados pela discuss&atilde;o sobre o desenvolvimento    sustent&aacute;vel &eacute; a elabora&ccedil;&atilde;o de metodologias aplicadas    que permitam avaliar a sustentabilidade de diferentes projetos, tecnologias    ou agroecossistemas em situa&ccedil;&otilde;es concretas (MANGABEIRA et al.,    2002; MARZALL &amp; ALMEIDA, 1998). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sustentabilidade dos projetos de irriga&ccedil;&atilde;o    depende do uso da terra, geologia, qualidade da &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o,    drenagem natural do solo, condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas locais,    comercializa&ccedil;&atilde;o, n&iacute;vel educacional do irrigante, entre    outros (MELO, 1999; WICHELNS et al., 2002). A complexidade desse sistema torna    dif&iacute;cil estabelecer uma &uacute;nica vari&aacute;vel como um indicador    padr&atilde;o para qualquer projeto de irriga&ccedil;&atilde;o (GALLOPIN, 1997;    TOLEDO &amp; NICOLELLA, 2002). Nessa busca, &iacute;ndices de sustentabilidade    t&ecirc;m sido desenvolvidos para refletir resumidamente as altera&ccedil;&otilde;es    sofridas pelo meio ambiente em decorr&ecirc;ncia da agricultura irrigada. Um    &iacute;ndice ou indicador &eacute; uma ferramenta que permite a obten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es sobre uma dada realidade. Tem como principal caracter&iacute;stica    a de poder sintetizar um conjunto complexo de informa&ccedil;&otilde;es, retendo    apenas o significado essencial dos aspectos analisados (FOSSATTI &amp; FREITAS,    2004; PAL&Aacute;CIO, 2004). O per&iacute;metro Ayres de Souza retrata em sua    hist&oacute;ria todo o contexto dessa realidade, observando-se o abandono das    infra-estruturas existentes e a ado&ccedil;&atilde;o, hoje, de um manejo ultrapassado    com grandes desperd&iacute;cios de &aacute;gua. Esse estudo se prop&otilde;e    ao desenvolvimento de um &iacute;ndice de sustentabilidade agroecol&oacute;gica    onde se possa tra&ccedil;ar o perfil dos irrigantes, pela realiza&ccedil;&atilde;o    de uma an&aacute;lise integrada do atual uso dos recursos naturais do per&iacute;metro    irrigado de Ayres de Souza (PIAS).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O Per&iacute;metro Irrigado Ayres de Souza (PIAS)    est&aacute; localizado no munic&iacute;pio de Sobral, Cear&aacute; (<a href="#fig01">Figura    1</a>). As suas coordenadas geogr&aacute;ficas s&atilde;o: 3º 45' S e 40º 27'    W. A implanta&ccedil;&atilde;o do per&iacute;metro irrigado foi iniciada no    ano de 1974 e a sua conclus&atilde;o ocorreu em 1978. Possui uma &aacute;rea    de 615 ha irrigada por superf&iacute;cie, associada a 7.980 ha de &aacute;reas    de sequeiro. </font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta de dados foi realizada em julho de 2004,    quando se iniciam as atividades de irriga&ccedil;&atilde;o nos per&iacute;metros.    O question&aacute;rio aplicado aos irrigantes segue o padr&atilde;o <I>cross-section</I>,    com perguntas objetivas e fechadas obtendo respostas diretas, de forma a padronizar    os dados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se as informa&ccedil;&otilde;es    da sede regional do DNOCS sobre os produtores agr&iacute;colas, optou-se por    definir a quantidade de question&aacute;rios aplicados a partir de uma confian&ccedil;a    de 95%, por meio da seguinte equa&ccedil;&atilde;o: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36frm01.gif"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">em que: <I>N</I> (tamanho da popula&ccedil;&atilde;o):    45 irrigantes; <I>z</I> (intervalo de confian&ccedil;a): 0,95; </font><font>&#960;</font><font size="2" face="Verdana">    (propor&ccedil;&atilde;o na amostra): 0,5; <I>E</I><SUB>o</SUB> (erro amostral    toler&aacute;vel): 0,05. A popula&ccedil;&atilde;o amostral proposta seria composta    por 30 unidades produtivas no PIAS, por&eacute;m foram aplicados 33 question&aacute;rios    em campo, o que reduziu o erro amostral (<I>E<SUB>o</SUB></I>) para 4,25%. Foi    realizada uma amostragem explorat&oacute;ria, adotando um modelo n&atilde;o    probabil&iacute;stico. Por isso, as infer&ecirc;ncias extra&iacute;das da amostra    devem ser ressalvadas em fun&ccedil;&atilde;o das limita&ccedil;&otilde;es desse    tipo de abordagem (VERGARA, 1998). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Defini&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice</B></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Aplicou-se o m&eacute;todo da an&aacute;lise    fatorial/an&aacute;lise de componentes principais (AF/ACP), para a constru&ccedil;&atilde;o    do &Iacute;ndice de Sustentabilidade (IS). Essa metodologia &eacute; composta    pelas seguintes etapas: prepara&ccedil;&atilde;o da matriz de correla&ccedil;&atilde;o;    extra&ccedil;&atilde;o dos fatores comuns com poss&iacute;vel redu&ccedil;&atilde;o    dos par&acirc;metros que definem a sustentabilidade ambiental; rota&ccedil;&atilde;o    dos eixos relativos aos fatores comuns (SANDS &amp; PODMORE, 2000). Antes de    aplicar o m&eacute;todo para a extra&ccedil;&atilde;o de fatores, verificou-se,    a partir da matriz de correla&ccedil;&atilde;o, a adequabilidade do conjunto    de vari&aacute;veis ao procedimento estat&iacute;stico. Nesse estudo, a adequabilidade    dos dados foi aferida pelo m&eacute;todo de Kayser Mayer Olkim, calculando-se    o &iacute;ndice conhecido como KMO (NORUSIS, 1990). A correla&ccedil;&atilde;o    de cada vari&aacute;vel com os fatores &eacute; expressa, em termos alg&eacute;bricos,    por: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36frm02.gif"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">em que: <I>X<SUB>1</SUB>, X<SUB>2</SUB>, ...,    X<SUB>i</SUB></I> (vari&aacute;veis observadas); <I>F<SUB>1</SUB>, F<SUB>2</SUB>,    ..., F<SUB>n</SUB></I> (fatores<I>); a<SUB>i1</SUB>, a<SUB>i2</SUB>, ..., a<SUB>in</SUB></I>    (cargas fatoriais); <I>e</I> (erro residual). Em seguida, elaborou-se a transforma&ccedil;&atilde;o    ortogonal, ou simplesmente, rota&ccedil;&atilde;o, da matriz das cargas fatoriais.    Finalmente, a determina&ccedil;&atilde;o da matriz dos escores fatoriais, com    a qual foi poss&iacute;vel construir-se o &iacute;ndice para hierarquizar as    observa&ccedil;&otilde;es, atrav&eacute;s da soma, simples ou ponderada, dos    escores pertencentes a uma mesma observa&ccedil;&atilde;o. Os escores fatoriais    de cada fator possuem distribui&ccedil;&atilde;o normal, com m&eacute;dia zero    e vari&acirc;ncia unit&aacute;ria e, desse modo, podem ser utilizados para indicar    a import&acirc;ncia de cada observa&ccedil;&atilde;o no conceito expresso pelo    fator (PAL&Aacute;CIO, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como os fatores captam em n&iacute;veis diferentes    as vari&acirc;ncias das vari&aacute;veis, uns mais e outros menos, &eacute;    razo&aacute;vel que, na constru&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice envolvendo    todos os fatores, seja utilizado um crit&eacute;rio de pondera&ccedil;&atilde;o    capaz de conferir a cada fator sua import&acirc;ncia relativa. No caso, a raiz    caracter&iacute;stica, por expressar a capacidade de cada fator em captar a    vari&acirc;ncia das vari&aacute;veis, foi empregada como o termo de pondera&ccedil;&atilde;o.    Todas as an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram formuladas pelo programa    SPSS, v.10 (Statistical Package for the Social Sciences), por apresentar uma    boa versatilidade na manipula&ccedil;&atilde;o dos dados, inclusive o tratamento    pr&eacute;vio de padroniza&ccedil;&atilde;o e escalonamento dos dados (NORUSIS,    1990). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os indicadores de sustentabilidade foram obtidos    da diferen&ccedil;a dos pesos (<I>p<SUB>i</SUB></I>) atribu&iacute;dos a cada    vari&aacute;vel, com base nos fatores extra&iacute;dos pela AF/ACP O valor do    peso (<I>p<SUB>i</SUB></I>) de cada vari&aacute;vel foi ponderado em fun&ccedil;&atilde;o    da raiz caracter&iacute;stica de cada componente associado &agrave; explicabilidade    de cada vari&aacute;vel, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s componentes principais    extra&iacute;das. O peso associado aos par&acirc;metros do &iacute;ndice de    sustentabilidade de cada vari&aacute;vel foi estimado por: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36frm03.gif"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">em que: <I>p<SUB>i</SUB></I>: peso a ser associado    aos par&acirc;metros de sustentabilidade; F: autovalor das componentes principais;    <I>P<SUB>i</SUB></I>: explicabilidade de cada vari&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o    a componente principal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &iacute;ndice proposto retrata n&atilde;o s&oacute;    as condi&ccedil;&otilde;es de sustentabilidade local, mas tamb&eacute;m as atividades    humanas que t&ecirc;m impactos sobre essa sustentabilidade e as medidas mitigadoras    adotadas para a corre&ccedil;&atilde;o de " situa&ccedil;&otilde;es de insustentabilidade" .    Algebricamente, a constru&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de sustentabilidade    (IS) &eacute; a combina&ccedil;&atilde;o, digamos linear, dos indicadores: </font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36frm04.gif"></p>     <p><font size="2" face="Verdana">em que: <I>I<SUB>n</SUB></I><SUB>:</SUB> indicadores    de sustentabilidade; P: termos de pondera&ccedil;&atilde;o dos indicadores.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As classes dos n&iacute;veis do &iacute;ndice    desenvolvido nesse estudo fundamentaram-se nos trabalhos de Melo (1999) e Vasconcelos    &amp; Torres Filho (1994). Como conseq&uuml;&ecirc;ncia, as unidades produtivas    foram classificadas da seguinte forma: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sustent&aacute;vel: ISP &lt; 0,20. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sustentabilidade Amea&ccedil;ada: 0,20 &pound;    ISP &lt; 0,40. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sustentabilidade Comprometida: 0,40 &pound; ISP    &lt;0,60. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Insustent&aacute;vel: 0,60 &pound; ISP &lt; 0,80.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Seriamente Insustent&aacute;vel: ISP <sup>3</sup>    0,80.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vari&aacute;veis originais, com freq&uuml;&ecirc;ncia    de resposta positiva superiores a 90%, foram descartadas por representarem pouco    ou nenhuma diferen&ccedil;a em termos estat&iacute;sticos (MANGABEIRA et al.,    2002). Os procedimentos preliminares de adequa&ccedil;&atilde;o do conjunto    de vari&aacute;veis &agrave; an&aacute;lise fatorial resultaram na elimina&ccedil;&atilde;o    de algumas vari&aacute;veis, permanecendo 16 vari&aacute;veis significativas    (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="2" face="Verdana">O emprego da an&aacute;lise fatorial pelo m&eacute;todo  dos componentes principais a essas 16 vari&aacute;veis resultou em seis fatores  (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) com ra&iacute;zes caracter&iacute;sticas superiores  &agrave; unidade e que, em conjunto, explicaram 70,64% da vari&acirc;ncia total  das vari&aacute;veis selecionadas. Pelo teste Kayser Mayer Olkim (KMO = 0,563),  o modelo se ajusta aos dados, uma vez que apresentou valores superiores a 0,5.  Os pesos, atribu&iacute;dos &agrave;s vari&aacute;veis em cada fator, ap&oacute;s  a rota&ccedil;&atilde;o ortogonal pelo crit&eacute;rio varimax, podem ser observados  na <a href="#tab01">Tabela 1</a>. A rota&ccedil;&atilde;o dos dados foi gerada  para se obter fatores com a maior ortogonalidade poss&iacute;vel, uma vez que  o objetivo principal foi medir as componentes que apresentam maior influ&ecirc;ncia  no sistema (HAWKINS, 1974). Procedimento semelhante foi empregado por Monteiro  &amp; Pinheiro (2004) na sele&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rio para a implanta&ccedil;&atilde;o  de tecnologias de suprimentos de &aacute;gua pot&aacute;vel, em munic&iacute;pios  cearenses afetados por alto teor de sal. </font>      <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se observar que a comunalidade de cada vari&aacute;vel    foi superior a 0,5; ou seja, o fator correspondente reproduziu mais da metade    da vari&acirc;ncia da referida vari&aacute;vel (NORUSIS, 1990). O total da vari&acirc;ncia,    explicado por cada um dos seis fatores, apresentou porcentagem de explicabilidade    semelhante, variando de 13,5 a 10,8%. Isso demonstra que a sustentabilidade    agroambiental apresenta depend&ecirc;ncia aproximadamente igual aos seis fatores    selecionados pelo modelo da AF/ACP. O conceito de cada fator, ou seja, que aspecto    o fator melhor traduz, foi definido a partir das vari&aacute;veis que apresentaram    maior carga fatorial (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). Mediante a interpreta&ccedil;&atilde;o    do processamento da an&aacute;lise fatorial, foi poss&iacute;vel qualificar    os fatores que caracterizam o meio agroambiental e as vari&aacute;veis de maior    contribui&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab02">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ordem dos fatores gerados revela seu grau de    import&acirc;ncia, bem como as caracter&iacute;sticas inerentes aos mesmos,    na perspectiva dos entrevistados. Pode-se observar que as vari&aacute;veis de    maior comunalidade est&atilde;o relacionadas a fatores como " Produ&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola"  e " Agricultura familiar" . Esses resultados confirmaram    os encontrados por Fossatti &amp; Freitas (2004) em estudos relacionados &agrave;s    vari&aacute;veis determinantes das caracter&iacute;sticas sociais e econ&ocirc;micas    da agricultura familiar no munic&iacute;pio de Santa Cruz/RS, onde foram identificados    como fatores determinantes entre outros: o tamanho da fam&iacute;lia, o n&uacute;mero    de crian&ccedil;as, a experi&ecirc;ncia, a escolaridade e o tamanho da propriedade.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pela <a href="#tab01">Tabela 1</a> pode-se observar    que a vari&aacute;vel " Porcentual da &aacute;rea de plantio"  apresentou    maior peso (-0,775), com rela&ccedil;&atilde;o ao fator 1 " produ&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola" . Nessa vari&aacute;vel est&atilde;o inseridos aspectos    t&eacute;cnicos e s&oacute;cio-econ&ocirc;micos, como: ado&ccedil;&atilde;o    de novas esp&eacute;cies vegetais pelos irrigantes; comercializa&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o; disponibilidade e especializa&ccedil;&atilde;o da    m&atilde;o-de-obra; sistema de irriga&ccedil;&atilde;o adotado; aspecto cultural    da regi&atilde;o (voca&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o para determinadas culturas    e mercado regional). Mangabeira et al. (2002) mostraram que o n&iacute;vel de    desenvolvimento de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o apresenta uma rela&ccedil;&atilde;o    direta com o n&iacute;vel de desenvolvimento em que se encontravam os produtores    rurais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para o fator " Agricultura Familiar" ,    foi observado um baixo envolvimento e uma total falta de interesse em continuar    com as atividades da agricultura irrigada por parte dos filhos. Isto se explica    pela dificuldade de comercializa&ccedil;&atilde;o do produto agr&iacute;cola    e a oferta em empregos na ind&uacute;stria no munic&iacute;pio de Sobral, Cear&aacute;.    Foi identificada, tamb&eacute;m, a falta do uso de equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o    individual e adequada conserva&ccedil;&atilde;o de agroqu&iacute;micos (principalmente    defensivos agr&iacute;colas). Os trabalhadores rurais est&atilde;o expostos    a riscos muito diversificados, sobretudo a exposi&ccedil;&atilde;o direta a    agrot&oacute;xicos, sujeitos a graves problemas de sa&uacute;de (MARZALL &amp;    ALMEIDA, 1998). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores 4 e 6 est&atilde;o intimamente relacionados    &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de bens provenientes da m&atilde;o-de-obra    agr&iacute;cola, no caso, associados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de bem-estar    social da fam&iacute;lia, como ter um ve&iacute;culo pr&oacute;prio que permita    uma maior liberdade do produtor quanto ao escoamento de sua produ&ccedil;&atilde;o.    Um aspecto preocupante, relacionado ao fator 4, " Fontes alternativas de    renda, &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    tempor&aacute;rios externos &agrave; propriedade, tanto pelos irrigantes como    por seus filhos, mostrando uma realidade financeira desassociada da atividade    agr&iacute;cola. Entretanto, constatou-se <I>in-loco</I> a exist&ecirc;ncia    de sistemas de cooperativas onde o irrigante, na impossibilidade de pagar por    uma m&atilde;o-de-obra externa, trabalha em conjunto com outros irrigantes no    cultivo de suas &aacute;reas, assim, conseguem cultivar todos os lotes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A defini&ccedil;&atilde;o do peso (<I>p<SUB>i</SUB></I>),    associado a cada indicador de sustentabilidade, foi obtido com base nos escores    extra&iacute;dos na an&aacute;lise fatorial/an&aacute;lise da componente principal    (<a href="#tab03">Tabela 3</a>). O valor <I>p<SUB>i</SUB></I> de cada indicador    foi ponderado em fun&ccedil;&atilde;o da raiz caracter&iacute;stica de cada    fator (<a href="#tab01">Tabela 1</a>) associado &agrave; explicabilidade de    cada vari&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores extra&iacute;dos (Equa&ccedil;&atilde;o    3). A soma dos valores resultantes foi igualada a um, e em seguida ponderado    o valor do <I>p<SUB>i</SUB></I> de cada vari&aacute;vel, de forma que a soma    de todos os (<I>p<SUB>i</SUB></I>) seja igual a um (<a href="#tab03">Tabela    3</a>). Procedimento semelhante foi adotado por Pal&aacute;cio (2004), ao desenvolver    um &iacute;ndice de qualidade de &aacute;gua para avaliar as &aacute;guas do    rio Trussu, Cear&aacute;. </font></p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os maiores coeficientes do &iacute;ndice de sustentabilidade    est&atilde;o associados &agrave;s vari&aacute;veis " Realiza trabalhos tempor&aacute;rios    fora da propriedade"  e " Desejam receber treinamento" , o que indica    a agricultura como &uacute;nica ocupa&ccedil;&atilde;o laboral. A an&aacute;lise    de campo identificou que 88% dos irrigantes n&atilde;o realizam outra atividade,    com dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva &agrave; propriedade. Por outro lado,    observou-se uma certa acomoda&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o quanto    &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias, confirmando o aspecto cultural,    apreensivo, que dificulta o aperfei&ccedil;oamento atrav&eacute;s de cursos    e treinamentos (BRANCO, 2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab04">Tabela 4</a> apresenta os    &iacute;ndices de sustentabilidade gerados pela equa&ccedil;&atilde;o 4 e a    classifica&ccedil;&atilde;o de cada unidade produtiva no <I>ranking</I> do universo    estudado. Os valores negativos associados &agrave;s vari&aacute;veis podem ser    explicados pela complexidade das quest&otilde;es de sustentabilidade, onde um    indicador pode ter um impacto negativo sob um aspecto e positivo sob outro (GALLOPIN,    1997). A hierarquiza&ccedil;&atilde;o dos IS, para cada unidade produtora, foi    feita a partir de &iacute;ndices absolutos. Os &iacute;ndices de sustentabilidade    obtidos variaram no intervalo de 0,002 a 1,000. Os menores valores significam    n&iacute;veis de maior sustentabilidade, enquanto os mais elevados IS significam    n&iacute;veis de menor sustentabilidade. </font></p>     <p><a name="tab04"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36tab04.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A m&eacute;dia global de sustentabilidade entre    os produtores situa-se em torno de 0,52, representando um resultado mais para    insustent&aacute;vel do que para sustent&aacute;vel. Para que se possa tecer    maiores considera&ccedil;&otilde;es a esse respeito, no entanto, foi preciso    que algumas medidas de padroniza&ccedil;&atilde;o, para a classifica&ccedil;&atilde;o    dos resultados obtidos fossem tomadas. Essas medidas devem girar em torno de    se estabelecer os limites que devem ser colocados sobre os &iacute;ndices que    ser&atilde;o considerados mais ou menos sustent&aacute;veis, prop&otilde;e Melo    (1999) na estima&ccedil;&atilde;o de um &iacute;ndice de agricultura sustent&aacute;vel:    o caso da agricultura irrigada do vale do S&atilde;o Francisco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para uma melhor visualiza&ccedil;&atilde;o dos    resultados, procedeu-se &agrave; uma parti&ccedil;&atilde;o das unidades em    classes, de acordo com sua posi&ccedil;&atilde;o relativa (<a href="#tab05">Tabela    5</a>). Para tanto, foi feita uma an&aacute;lise de agrupamento (<I>Cluster    Analysis)</I>, pelo m&eacute;todo de K-m&eacute;dias (NORUSIS, 1990). A partir    da classifica&ccedil;&atilde;o adotada, percebeu-se que apenas 15,2% das unidades    produtivas estudadas apresentam uma situa&ccedil;&atilde;o de sustentabilidade    com relativo equil&iacute;brio. Um porcentual pouco menor dos produtores (12,1%)    ainda &eacute; considerado sustent&aacute;vel, mas h&aacute; nessa condi&ccedil;&atilde;o    uma amea&ccedil;a, que pode advir de qualquer um dos fatores contabilizados    no &iacute;ndice. Por&eacute;m, 33,3% dos colonos pesquisados registraram uma    sustentabilidade que j&aacute; se apresenta de alguma forma comprometida e os    demais 39,4% est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de insustentabilidade.    </font></p>     <p><a name="tab05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cagro/v32n4/a36tab05.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma informa&ccedil;&atilde;o importante a ser    adicionada &eacute; o fato de que 78% dos entrevistados consideraram a situa&ccedil;&atilde;o    atual do per&iacute;metro entre boa e regular, o que mostra certa acomoda&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o com o estado censur&aacute;vel em que se encontra    o per&iacute;metro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>CONCLUS&Atilde;O</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O modelo proposto para a cria&ccedil;&atilde;o    do &iacute;ndice de sustentabilidade mostrou-se adequado adaptando-se bem aos    indicadores sugeridos, apresentando um comportamento esperado, quanto aos resultados    obtidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &iacute;ndice desenvolvido demonstrou claramente    a diferen&ccedil;a entre unidades produtivas, no que concerne a sustentabilidade    do modelo de explora&ccedil;&atilde;o adotado pelos produtores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores dominantes do &iacute;ndice de sustentabilidade    foram: n&iacute;vel da atividade agr&iacute;cola praticada, agricultura familiar,    condi&ccedil;&otilde;es atuais do sistema &aacute;gua-solo e infra-estrutura,    fontes alternativas de renda e experi&ecirc;ncia em tratos culturais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &iacute;ndice de sustentabilidade, estimado    a partir dos indicadores selecionados pelo m&eacute;todo de componentes principais/    an&aacute;lise fatorial, registrou uma situa&ccedil;&atilde;o que ainda pode    ser tida como otimista (0,52), visto que ainda representa uma fragilizada condi&ccedil;&atilde;o    de sustentabilidade ou de insustentabilidade revers&iacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</B>    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRANCO, M. C. Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento    do r&oacute;tulo dos inseticidas por agricultores em uma &aacute;rea agr&iacute;cola    do Distrito Federal. <B>Revista Horticultura Brasileira</B>, Bras&iacute;lia,    v. 21, n. 3, p. 570-573, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1413-7054200800040003600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FOSSATTI, D. M.; FREITAS, C. A. O car&aacute;ter    familiar da atividade fumageira em Santa Cruz do Sul, RS. In: Congresso Brasileiro    de Economia e Sociologia Rural, 42., 2004, Cuiab&aacute;. <B>Anais</B><I>...</I>    Cuiab&aacute;: Passo, 2004. CD-ROM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1413-7054200800040003600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GALLOPIN, G. C. Indicators and their use: information    for decision-making. In: Moldan, B.; Billharz, S. <B>Sustainability indicators</B>:    report of the project on indicators of sustainable development. New York: J.    Wiley and Sons, 1997. cap. 1, p. 13-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1413-7054200800040003600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HAWKINS, D. M. The detection of errors in multivariate    data using principal components. <B>Journal of the American Statistical Society</B>,    Alexandria, v. 69, p. 340-344, 1974.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1413-7054200800040003600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MANGABEIRA, J. A. de C.; ROMEIRO, A. R.; AZEVEDO,    E. C. de; ZARONI, M. M. H. <B>Tipifica&ccedil;&atilde;o de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o    rural</B>: a abordagem da an&aacute;lise de correspond&ecirc;ncia m&uacute;ltipla    em Machadinho d'Oeste-RO. Campinas: Embrapa, 2002. 30 p. (Embrapa monitoramento    por sat&eacute;lite - circular t&eacute;cnica, 8).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1413-7054200800040003600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MARZALL, K.; ALMEIDA, J. Par&acirc;metros e indicadores    de sustentabilidade na agricultura: limites, potencialidades e significado no    contexto do desenvolvimento rural. <B>Extens&atilde;o Rural</B>, &#91;S.l.&#93;, v.    5, p. 25-38, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1413-7054200800040003600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MELO, A. S. S. A. <B>Estima&ccedil;&atilde;o    de um &iacute;ndice de agricultura sustent&aacute;vel</B>: o caso da &aacute;rea    irrigada do Vale do Subm&eacute;dio S&atilde;o Francisco. 1999. 167 f. Tese    (Doutorado em Economia) &#150; Universidade Federal de Pernambuco, Recife,    1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1413-7054200800040003600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MONTEIRO, V. P.; PINHEIRO, J. C. V. Crit&eacute;rio    para implanta&ccedil;&atilde;o de tecnologias de suprimentos de &aacute;gua    pot&aacute;vel em munic&iacute;pios cearenses afetados pelo alto teor de sal.    <B>Revista de Economia e Sociologia Rural</B>, Bras&iacute;lia, v. 42, n. 2,    p. 365-387, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1413-7054200800040003600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NORUSIS, M. J. <B>SPSS base system user's guide</B>.    Chicago: SPSS, 1990. 520 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1413-7054200800040003600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PAL&Aacute;CIO, H. A. Q.<B> &Iacute;ndice de    qualidade das &aacute;guas na parte baixa da bacia hidrogr&aacute;fica do rio    Trussu Cear&aacute;</B>. 2004. 96 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em    Irriga&ccedil;&atilde;o e Drenagem) &#150; Universidade Federal do Cear&aacute;,    Fortaleza, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1413-7054200800040003600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SANDS, G. R.; PODMORE, T. H. A generalized environmental    sustainability index for agricultural systems. <B>Agriculture, Ecosystems and    Environment</B>, Netherlands, v. 79, n. 1, p. 29-41, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1413-7054200800040003600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TOLEDO, L. G.; NICOLELLA, G. &Iacute;ndice de    qualidade de &aacute;gua em microbacia sob uso agr&iacute;cola e urbano. <B>Scientia    Agr&iacute;cola</B>, Piracicaba, v. 59, n. 1, p. 181-186, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1413-7054200800040003600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VASCONCELOS, R. R.; TORRES FILHO, W. <B>Impactos    ambientais das atividades humanas sobre a base de recursos renov&aacute;veis    no semi-&aacute;rido</B>: relat&oacute;rio preliminar. Bras&iacute;lia, DF:    IPEA/SEPLAN, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1413-7054200800040003600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VERGARA, S. C. <B>Projetos e relat&oacute;rios    de pesquisa em administra&ccedil;&atilde;o</B>. S&atilde;o Paulo: Atlas, 1998.    90 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1413-7054200800040003600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WICHELNS, D.; CONE, D.; STUHR, G. Evaluating    the impact of irrigation and drainage policies on agricultural sustainability.    <B>Irrigation and Drainage Systems</B>, Netherlands, v. 16, n. 1, p. 1-14, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1413-7054200800040003600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">(Recebido em 14 de junho de 2007 e aprovado em    14 de mar&ccedil;o de 2008)</font></p>      ]]></body><back>
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