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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1413-73722004000300011</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influências de um programa de criatividade no desempenho cognitivo e acadêmico de alunos com dificuldade de aprendizagem<A NAME="n1"></A>]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influences of a program of creativity in the cognitive and academic performance of students with learning disabilities]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Universitário de Vila Velha Departamento de Ciências da Computação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Creativity in children with learning disabilities is a complex process due to the academic difficulties that those children have to face. This research has investigated the effects of a creativity program on the academic and cognitive performance of 17 students with learning disabilities, from the second and third grades of elementary public school in Vitória/ES, comparing to the control group. The results indicated a significant improvement in the academic (School Performance Test) and cognitive performance (Raven) of the group who was trained.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><a name=topo></a><b>Influências de um programa    de criatividade no desempenho cognitivo e acadêmico de alunos com dificuldade    de aprendizagem<a name=n1></a><a href="#n01"><sup>1</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Influences of a program of creativity in the    cognitive and academic performance of students with learning disabilities</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tatiane Lebre Dias<sup>I</sup>; Sônia Regina    Fiorim Enumo<sup>II</sup>; Romildo Rocha Azevedo Junior<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Doutora, Docente Departamento de    Pedagogia &#151; Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)    <br>   <sup>II</sup>Doutora, Docente Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento    e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Centro de Ciências Humanas e    Naturais, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Docente do Departamento de Ciências da Computação, Centro Universitário    de Vila Velha (UVV); Mestre em Genética e Melhoramento</font></p>     <p><a href="#correspond"><font face="Verdana" size="2">Endereço para correspondência</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A criatividade em crianças com dificuldade de    aprendizagem é um processo complexo em face das dificuldades acadêmicas que    enfrentam. Esta pesquisa investigou os efeitos de um programa de criatividade    sobre o desempenho acadêmico e cognitivo de 17 alunos com dificuldade de aprendizagem,    da 2ª e 3ª séries do Ensino Fundamental público de Vitória/ES, comparando-os    a um grupo-controle. Os resultados indicaram uma melhora significativa no desempenho    acadêmico (Teste de Desempenho Escolar -TDE) e cognitivo (Raven) do grupo que    participou do treinamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>criatividade, dificuldade    de aprendizagem, desempenho acadêmico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Creativity in children with learning disabilities    is a complex process due to the academic difficulties that those children have    to face. This research has investigated the effects of a creativity program    on the academic and cognitive performance of 17 students with learning disabilities,    from the second and third grades of elementary public school in Vitória/ES,    comparing to the control group. The results indicated a significant improvement    in the academic (School Performance Test) and cognitive performance (Raven)    of the group who was trained.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>creativity, learning disability;    academic performance. </font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Criatividade é um tema investigado desde a Antiguidade    pela Filosofia e, a partir do século XX, pela Psicologia, procurando-se compreender    o desenvolvimento de capacidades pouco conhecidas ou estimuladas nas pessoas    (Cunha, 1977; Hickson &amp; Skuy, 1990; Kneller, 1978). Também na Educação observa-se    uma preocupação crescente com a criatividade, almejando-se que, por meio do    processo educacional, os alunos desenvolvam um potencial cognitivo para a produção    de inovações e que o professor seja um agente motivador para o desenvolvimento    da criatividade nos alunos (Alencar, 1995; Kneller, 1978; Torrance, 1963; Wechsler,    1998).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A utilização desse construto na Psicologia ou    sua aplicação na Educação, porém, tem sido complicada, pois definir a criatividade,    assim como avaliá-la, é uma tarefa complexa, pelo fato de se situar num campo    multidimensional. Pode-se ter um panorama da área considerando quatro categorias    que guiam as definições atuais: (a) a pessoa que cria (temperamento, hábitos,    valores, atitudes emocionais, por exemplo); (b) os processos mentais ou o processo    criador (motivação, percepção, pensamento criador, comunicação, entre outros);    (c) as influências ambientais e culturais (condicionamento educativo e cultural)    e (d) o produto criado (invenções, teorias e obras artísticas) (Alencar, 1995;    Cunha, 1977; Kneller, 1978; Novaes, 1972; Torrance, 1976; Wechsler, 1998). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Analisando ainda essa questão da definição, observa-se    que as abordagens mais recentes, denominadas <i>integrativas</i>, consideram    a presença do componente cognitivo, buscando englobar todos os elementos envolvidos    no processo de criação, a exemplo da conceituação de Lubart (1994). Este autor    considera duas características como centrais: a <i>novidade</i> e o <i>propósito    do produto criado</i>; sendo características periféricas a <i>qualidade</i>,    a <i>importância</i> e a <i>história de produção</i>, e o <i>julgamento</i>    dessa produção pelo consenso social, atentando às nuanças de terminologia entre    <i>performance criativa</i>, <i>pessoa criativa</i> e <i>potencial criativo.</i>    Em consonância com esta definição, Sternberg (2000) considera que a "(...) criatividade    envolve a produção de alguma coisa que é ao mesmo tempo original e de valor"    (p. 337).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das várias tentativas de operacionalização    desse conceito, há dificuldades de mensuração, bem como de criação dos instrumentos    para avaliá-lo, decorrentes da complexidade da própria definição. No geral,    os instrumentos disponíveis são: testes de pensamento divergente, inventários    de atitudes e interesses, de personalidade e biográficos, nomeação por professores,    pares e supervisores, julgamento de produto, auto-registro de atividades e realizações    criativas (Alencar, 1996; Eysenck, 1999; Fleith &amp; Alencar, 1992a; Lubart,    1994; Torrance, 1976; Wechsler, 1998). Também para conhecer e desenvolver essas    habilidades há os programas de treinamento (Fleith &amp; Alencar, 1992b; Pereira,    1996).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa dificuldade de definição e avaliação da    criatividade possibilitou paradoxalmente uma expansão do campo conceitual. Nesse    sentido, tem se destacado a abordagem cognitiva da criatividade, a qual busca    conhecer e compreender os processos cognitivos envolvidos na expressão do comportamento    criativo (Alencar &amp; Fleith, 2003). Considera-se, por exemplo, que a criatividade    se associa à inteligência e à solução de problemas (Eysenck, 1999; Gardner,    2000; Sternberg, 1992). Contudo, parte da dificuldade de se compreender a relação    entre criatividade e inteligência está nos próprios instrumentos de avaliação    da criatividade, bem como nos da inteligência, pois ambos sofrem questionamentos    acerca da natureza do construto que está sendo avaliado (Ausubel, Novak &amp;    Hanesian, 1980). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Avançando nessa relação entre criatividade e    inteligência, para Sternberg (2000), a inteligência está relacionada a diferentes    componentes (mundo interno da pessoa, experiência, mundo externo) que expressam    um estilo intelectual, podendo este ser também um estilo intelectual criativo.    Em outras palavras, a expressão da criatividade está vinculada à inteligência,    principalmente à inteligência criativa (criar, inventar, planejar), à inteligência    analítica (analisar, comparar, avaliar) e à inteligência prática (aplicar, usar    e utilizar).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A análise das relações entre a solução de problemas    e a criatividade, por sua vez, considera que a solução de um problema envolve    vários aspectos, desde a natureza do problema até o uso do conhecimento para    solucioná-lo. Desse modo, há certas soluções de problemas que podem ser criativas;    porém, não é justificado pressupor a criatividade somente como um caso de solução    de problema, pois faltam pesquisas sobre as fronteiras entre esses processos    cognitivos e a própria criatividade, cujas relações têm sido exploradas por    muitos autores, destacando-se as contribuições de Eysenck (1999), Gardner (2000),    Kneller (1978), Lubart (1994) e Sternberg (1992, 1994, 2000). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A discussão envolvendo os processos cognitivos    presentes na criatividade chama a atenção para investigações sobre a expressão    do pensamento criativo em crianças com problemas de aprendizagem escolar. Também    aqui há dificuldades, pois, de acordo com Dockrell e McShane (2000), é difícil    um consenso sobre o conceito. Entretanto, esses autores consideram dois tipos    de dificuldade de aprendizagem (DA): (a) dificuldades específicas, que se apresentam    em tarefas cognitivas específicas (leitura, por exemplo) e (b) dificuldades    gerais, representadas pelo aprendizado mais lento do que o normal em uma série    de tarefas. Neste último tipo, poderiam ser incluídos casos de retardo mental,    com o que Ausubel, Novack e Hanesian (1980) discordam. Esses autores entendem    que as crianças com DA possuem dificuldade específica em certa área, embora    sejam capazes de aprender em muitas outras; além disso, as diferenças entre    indivíduos se manifestam através da oscilação no desempenho escolar em várias    matérias e em diferentes testes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A definição de dificuldade de aprendizagem, consensualmente    entendida pela área como transtorno que ocorre na aprendizagem escolar, podendo    se manifestar na aquisição da leitura, escrita ou aritmética, foi proposta pelo    <i>National Joint Committe on Learning Disabilities</i> (NJCLD). Acrescentam-se    a esta definição os problemas de auto-regulação, de percepção social e de interação    social, que podem acompanhar as dificuldades de aprendizagem, mas que não constituem,    por si sós, uma dificuldade de aprendizagem (Fonseca, 1995; García, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim como ocorre na área da criatividade, a    definição de dificuldade de aprendizagem sofre influência do conceito de quociente    de inteligência - QI. Siegel (1989), a partir de uma análise conceitual e empírica    do uso de testes de inteligência na definição de DA, propõe o abandono do seu    uso nessa área. Considera que os testes de QI fornecem informações sobre habilidades    cognitivas, mas o baixo desempenho dessas crianças nos testes não significa    que não possam aprender a ler ou escrever. Por outro lado, há autores, como    Almeida (1996), que consideram ser impossíveis o diagnóstico e a prevenção de    problemas e dificuldades individuais sem a aplicação de instrumentos de medida    adequados, inclusive na área da DA. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, ambas as áreas, criatividade e dificuldade    de aprendizagem, enfrentam problemas de definição e avaliação, aos quais se    somam os efeitos de variáveis internas e externas, que afetam o desenvolvimento    do indivíduo nas áreas cognitiva, afetiva, social e criativa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando-se, então, não haver evidências    conclusivas da linearidade de relações entre inteligência e criatividade, e    que os programas de criatividade permitem conhecer e desenvolver o potencial    criativo, pode-se questionar: ao se estimular a criatividade de alunos com dificuldade    de aprendizagem, o desempenho cognitivo e acadêmico desses alunos poderia ser    afetado? E ainda, o uso de testes cognitivos na avaliação da dificuldade de    aprendizagem, embora bastante discutido, poderia auxiliar na avaliação dos efeitos    de uma intervenção em criatividade para alunos com dificuldade de aprendizagem?    Levando em conta esses aspectos, esta pesquisa investigou os efeitos de um programa    de promoção da criatividade sobre o desempenho acadêmico e cognitivo de alunos    do Ensino Fundamental com dificuldade de aprendizagem. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Participaram da pesquisa 34 alunos freqüentando    a 2ª e a 3ª série do Ensino Fundamental de uma escola pública de Vitória, ES,    sendo 20 meninas e 14 meninos (idade média: 9 anos e 4 meses). Esses alunos    obtiveram no Teste de Desempenho Escolar (TDE) (Stein, 1994) classificação <i>inferior</i>    e <i>médio-inferior</i>, sendo então referidos como portadores de dificuldade    de aprendizagem escolar, dentre um total de 144 alunos dessas séries escolares    avaliados pelo TDE (23,6% da amostra); tiveram também classificação <i>limítrofe</i>,    <i>médio-inferior</i> e <i>média</i> nas Escalas de Inteligência Wechsler para    Crianças - WISC (Wechsler, 1964). Aleatoriamente, esses 34 alunos foram divididos    em grupo experimental (GE, n = 17; 9 meninas e 8 meninos) e controle (GC, n    = 17; 11 meninas e 6 meninos). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A coleta de dados e a intervenção foram feitas    na própria escola, escolhida por apresentar o maior número de alunos com DA,    segundo a Secretaria Municipal de Educação de Vitória (1999).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Utilizaram-se para isso três instrumentos. Um    deles  foi o Teste de Desempenho Escolar - TDE (Stein, 1994), instrumento psicométrico    brasileiro que avalia as capacidades básicas para o desempenho escolar, nas    áreas de escrita, aritmética e leitura. Para as séries avaliadas, tem-se a seguinte    classificação para a pontuação de acertos: 2ª série (inferior: <u>&lt;</u>86; média:    87-105; superior: <u>&lt;</u>106), 3ª série (inferior: <u>&lt;</u>101; média: 102-112;    superior: <u>&lt;</u>113). Esse instrumento foi utilizado para composição da amostra    e no pré e pós-teste. Outro instrumento empregado foi  o WISC (Wechsler, 1964),    que visa a avaliar o nível intelectual de indivíduos de 5 a 15 anos e 11 meses;    foi aplicado em 10 subtestes, divididos em verbal e execução, sendo utilizado    para composição da amostra e no pré e pós-teste. O terceiro instrumento foi    Matrizes Progressivas Coloridas de Raven &#151; Escala Especial (MPC) (Raven, 1947;    Angelini, Alves, Custódio, Duarte, &amp; Duarte, 1999). Esse instrumento avalia    a habilidade de estabelecer relações analógicas em crianças entre 5 e 11 anos    de idade, uma habilidade não-verbal, que poderia estar relacionada às habilidades    criativas, especialmente com caráter figurativo. Foi aplicado no pré e pós-teste.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Intervenção</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi aplicado um programa de promoção da criatividade,    contendo exercícios para habilidades de fluência, flexibilidade e originalidade,    baseados em Alencar (2000), Virgolim, Fleith e Pereira (1999) e Wechsler (1998).    Esse programa tinha os seguintes objetivos: (a) promover o desenvolvimento de    habilidades do pensamento criativo; (b) propiciar o desenvolvimento na habilidade    de solução de problemas pela elaboração de idéias; (c) desenvolver atitudes    afetivo-motivacionais, de modo a conhecer e expressar seus sentimentos, apresentar    atitudes de autoconfiança e interagir no grupo; (d) promover o desenvolvimento    de habilidades cognitivas no âmbito geral, como também habilidades psicomotoras;    (e) assegurar a promoção de um ambiente diferenciado do contexto de sala de    aula. As atividades realizadas envolviam: expressão de sentimentos, elaboração    de idéias, imaginação/fantasia, adivinhação, desenho criativo, analogias, resolução    de problemas, entre outras. O programa foi aplicado pela pesquisadora em 25    sessões, executadas 3 vezes por semana, durante 3 meses, no primeiro semestre    de 2002, em sessões com duração média de 60 minutos, antes do recreio. Na sessão,    as atividades eram realizadas sob supervisão. Ao final, os produtos e a sessão    eram avaliados pelos alunos e pela pesquisadora em protocolo especialmente construído.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a seleção dos alunos com DA, primeiramente,    avaliaram-se 144 alunos da 2ª e 3ª séries pelo TDE, por classe escolar (exceção    do subteste de Leitura, que foi individualizado), em novembro de 2001, após    assinatura do termo de consentimento para participação em pesquisa e do parecer    da Comissão de Ética do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade    Federal do Espírito Santo. A partir de tratamento estatístico da variável "escore    bruto total" obtido no teste, realizou-se uma amostragem proporcional estratificada    com relação à série e intencional em relação ao escore obtido no TDE. Assim,    foram selecionados alunos com desempenho dentro de duas faixas classificatórias    (<i>inferior</i> e <i>média</i>), obtendo-se 22 alunos da 2ª série com pontuação    no "escore bruto total" na faixa de 78 a 89 e, 20 alunos da 3ª série na faixa    de 92 a 105, totalizando 42 alunos. Desses 42 alunos, 37 foram avaliados individualmente    pelo WISC. Para manter a homogeneidade da amostra, 2 alunos foram excluídos    devido à classificação <i>médio-superior</i> e 1 devido à classificação <i>débil    mental</i>. Os demais alunos obtiveram classificações <i>limítrofe</i>, <i>médio-inferior</i>    e <i>média</i> no WISC. Assim, com os resultados do TDE e do WISC, foi composta    a amostra final com 34 alunos, os quais foram divididos em GE e GC, sendo GE    submetido ao programa de criatividade. Antes desse programa, foi aplicado o    Raven (MPC), individualmente, nesses 34 alunos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a aplicação do programa de promoção de habilidades    criativas, o GE foi subdividido em dois subgrupos (8 a 9 alunos cada). As sessões    foram filmadas com auxílio de bolsista de iniciação científica/CNPq. Após o    término do programa, em Julho de 2002, os alunos foram reavaliados (pós-teste)    pelo TDE, WISC e Raven.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>ANÁLISE DOS DADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir da correção dos resultados do TDE, WISC    e Raven, realizou-se uma análise qualitativa dos resultados no pré e pós-teste,    baseada na classificação dos testes. Para avaliar se foram significativas as    diferenças dos alunos entre o pré e o pós-teste, no TDE, WISC e Raven, aplicou-se    o Teste de t pareado (diferenças intragrupo). Para verificar se houve diferenças    significativas de desempenho intergrupos (GE <i>versus</i> GC), utilizou-se    o Teste t.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados da avaliação acadêmica &#151; Teste    de Desempenho Escolar - TDE</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Houve um maior número de alunos com classificação    total <i>Inferior</i> no TDE em ambos os grupos, inclusive com um aumento    de alunos com esta classificação (pré: 0.73; pós: 0.94). Na Escrita houve o    maior número de alunos com classificação <i>Inferior </i>no pré-teste (GE: 0.88;    GC: 0.94), com pequena diminuição no pós-teste (GE: 0.82; GC: 0.88). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No pré-teste, na Aritmética, foi grande o número    de alunos que tiveram classificação <i>inferior</i>, principalmente no GE (0.82).    Já GC apresentou maior número de alunos na classificação <i>média</i> (0.58;    GE: 0.17). No pós-teste, houve o mesmo número de alunos no GE e GC com classificação    <i>inferior</i> (0.88) e classificação <i>média</i> (0.11).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na Leitura, houve aumento de alunos do GE com    classificação <i>média</i> (pré: 0.47; pós: 0.58), manteve-se a classificação    <i>inferior</i> (0.41), e a classificação <i>superior</i> deixou de existir    no pós-teste. No GC, houve aumento de alunos com classificação <i>inferior</i>    (pré: 0.41; pós: 0.88), e diminuição na <i>média</i> (pré: 0.58; pós: 0.5);    e passou a haver alunos com classificação <i>superior</i> (0.5).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre o pré e o pós-teste, houve diferenças intragrupo    significativas para GE em Escrita, Aritmética e no resultado total, e, para    GC, somente em Escrita. Nas comparações intergrupo, não houve diferenças (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t1.gif"></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora os resultados da classificação no total    do TDE demonstrem um aumento no número de alunos com classificação <i>Inferior</i>    nos dois grupos, constata-se que, no intervalo de 8 meses decorridos entre o    pré e pós-teste, nos quais se incluem o período de escolarização e os 3 meses    de intervenção no GE, houve um aumento na média de acertos nos grupos nos subtestes    de Escrita, Aritmética e no total, enquanto em Leitura houve diminuição. Comparando    os grupos, observa-se que GE melhorou significativamente o desempenho nas habilidades    de escrita e de aritmética, alterando, assim, seu resultado total no TDE; enquanto    isso, GC melhorou significativamente apenas na escrita (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados obtidos no WISC</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observando a <a href="#tab3">Tabela 3</a>, nota-se    que, no QI-Geral, houve aumento de alunos do GE com classificação <i>média</i>    (pré: 0.58; pós: 0.76). GE se destaca, principalmente, pelas mudanças no QI-Execução,    com aumento no número de alunos com classificação <i>média</i> (pré: 0.29; pós:    0.53) e <i>acima da média</i> (pré: 0.5; pós: 0.11). No QI-Verbal, observou-se    diminuição de alunos do GE com classificação <i>média</i>, o que foi acompanhado    por um pequeno aumento no número de alunos com classificação <i>abaixo da média</i>    (pré: 0.11; pós: 0.17); porém, melhorou o desempenho, pois passaram a existir,    no pós-teste, alunos com classificação <i>acima da média</i> (0.17). </font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para GC, houve aumento de alunos que obtiveram    classificação <i>média</i> (pré: 0.58; pós: 0.70) no QI-Geral. No QI-Verbal    do GC, houve aumento na classificação <i>média</i> (pré: 0.76; pós: 0.88), e    passou a haver, no pós-teste, alunos com classificação <i>acima da média</i>    (0.11). Em relação ao QI-Execução, manteve-se o número de alunos com classificação    <i>média</i> (0.53); porém, no pós-teste, houve um aluno com a classificação    <i>acima da média</i> (0.5) (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por exigência de composição da amostra, no pré-teste,    os dois grupos tinham um perfil geral semelhante, sem diferenças significativas,    em termos de habilidades cognitivas avaliadas pelo WISC. Após 8 meses e a intervenção    no GE, de acordo com a <a href="#tab4">Tabela 4</a>, nota-se um aumento significativo    das médias do QI-Execução (88 para 95) e QI-Geral (92 para 98), nos dois grupos.    Houve também aumento da média no QI-Verbal, em ambos os grupos, mas este não    foi significativo. Em síntese, alunos de ambos os grupos melhoraram o desempenho    cognitivo no QI-Execução, ou seja, nas habilidades relacionadas à reprodução    de desenhos abstratos, coordenação e destreza manual, percepção visomotora,    entre outras. A melhora nessas habilidades afetou o desempenho cognitivo geral,    como se vê no aumento do QI-Geral. </font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados obtidos nas Matrizes Progressivas    Coloridas de Raven &#151; Escala Especial</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#tab5">Tabela 5</a>, pode-se observar    que, no pré-teste, os dois grupos se diferenciavam em termos das habilidades    exigidas pelo Raven (MPC). No pré-teste, foi maior o número de alunos com classificação    <i>média</i>, principalmente no GE (0.64; GC: 0.35). Esta classificação diminuiu    no pós-teste para GE (0.47) e aumentou no GC (0.47). </font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t5.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em relação à classificação <i>acima da média</i>,    houve aumento expressivo no GE (pré: 0.14; pós: 0.29), enquanto, no GC, diminuiu    (pré: 0.53; pós: 0.35).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na classificação <i>abaixo da média</i>, diminuiu    em 50% o número de alunos nos dois grupos. Nota-se melhor desempenho do GE pelo    aumento no número de alunos com classificação <i>superior</i> (pré: 0.5; pós:    0.11), a qual só ocorreu no GC no pós-teste (0.5). No GC, ainda houve 1 aluno    com classificação <i>deficiente</i> no pós-teste (0.5) (<a href="#tab5">Tabela    5</a>). Houve diferença significativa entre as médias obtidas pelo GE e GC,    no pré-teste. Com o aumento da média do GE após a intervenção, essa diferença    entre os  grupos diminuiu expressivamente no pós-teste, deixando de ser significativa    (<a href="#tab6">Tabela 6</a>). </font></p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Resumindo os dados da avaliação cognitiva psicométrica,    os resultados revelaram, no pós-teste, que não houve diferenças entre GE e GC    em relação ao desempenho nos testes WISC e Raven (MPC). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados das correlações entre as avaliações    acadêmica e cognitiva </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#tab7">Tabela 7</a>, verificam-se    correlações positivas para GE entre o desempenho acadêmico e o cognitivo, entre    a Leitura do TDE com o QI-Verbal e QI-Geral do WISC, indicando que, quanto melhor    a capacidade para reconhecer textos ou palavras, melhor será o desempenho da    memória, compreensão, da capacidade de associação da curiosidade intelectual,    e vice-versa. No GE, observam-se ainda, correlações significativas entre o total    do TDE e o QI-Geral do WISC.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a10t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ocorreram correlações significativas, no GE e    GC, entre o Raven e o QI-Execução e QI-Geral do WISC. Isto indica a presença    de relações entre o raciocínio analógico e atividades que envolvem a percepção    visomotora, a coordenação e a destreza manual, de modo a afetar o desempenho    cognitivo geral (<a href="#tab7">Tabela 7</a>). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados indicam um resultado favorável ao GE,    pois somente neste grupo houve significativas correlações entre desempenho acadêmico    e cognitivo. Com base nisso, pode-se supor que o estímulo à criatividade em    crianças com dificuldade de aprendizagem pode afetar seu desempenho acadêmico    e cognitivo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Visando a investigar os efeitos de um programa    de criatividade sobre o desempenho acadêmico e cognitivo de alunos com dificuldade    de aprendizagem cursando o início do Ensino Fundamental, foram analisados os    dados de avaliações - acadêmica (TDE) e cognitiva (WISC e Raven) - em dois grupos    (GE e GC), antes e após a aplicação do programa. A existência de correlações    significativas, no pós-teste, entre variáveis dos testes acadêmico e cognitivo,    somente no GE, parece indicar que o estímulo à criatividade pode contribuir    no desempenho acadêmico e cognitivo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De modo geral, as avaliações acadêmica e cognitiva    desses 34 alunos com indicação de dificuldade de aprendizagem mostraram índices    baixos. Em termos acadêmicos (TDE), esses baixos resultados, em particular no    subteste de Escrita, corroboram os dados do SAEB (INEP, 2002), principalmente    no desempenho em Língua Portuguesa. Os resultados obtidos no TDE poderiam sugerir    que tais dificuldades seriam específicas dos alunos. Entretanto, é importante    ressaltar também as dificuldades geradas, em grande parte, pelas condições de    ensino do nosso país, conforme destaca Leite (1988) ao salientar, por exemplo,    as diferenças culturais e socioeconômicas entre os profissionais e a população    atendida, a formação dos professores, a insatisfação e a baixa remuneração,    como fatores intra-escolares que afetam o desempenho escolar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O baixo desempenho na avaliação cognitiva (WISC    e Raven) desses alunos com dificuldade de aprendizagem foi também verificado    por Linhares, Marturano, Loureiro, Machado e Lima (1996), especialmente no WISC,    quando comparados às crianças sem dificuldade de aprendizagem. Esse resultado    estaria relacionado a falta de adaptação ao ambiente escolar, segundo essas    autoras. A maior concentração de alunos com classificação <i>média</i> e <i>abaixo    da média</i> no Raven é um dado semelhante aos resultados encontrados por Gera    (2001), indicando ser o Raven mais discriminativo para a identificação de diferenças    no raciocínio analógico do que o WISC, conforme se observou na amostra desta    pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As análises estatísticas feitas entre as avaliações    acadêmica e cognitiva mostraram correlações para GE entre o QI&#151;Geral e QI&#151;Verbal    do WISC e o subteste de leitura do TDE. As correlações entre testes de natureza    acadêmica e de natureza cognitiva encontradas nesta amostra contrariam a afirmação    de Siegel (1989) a respeito da ineficiência dos testes que trabalham com o conceito    de QI na definição de dificuldade de aprendizagem. Diferentemente desse autor,    pode-se dizer que os testes cognitivos fornecem também informações sobre a capacidade    dessas crianças para aprender (saber ler, escrever e resolver problemas aritméticos),    confirmando a posição de Almeida (1996) a respeito do uso de testes como medida    preditiva do desempenho escolar do aluno. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A correlação encontrada entre os testes de natureza    acadêmica e cognitiva diverge dos dados de Marturano, Loureiro, Linhares e Machado    (1997) ao avaliarem os recursos lingüísticos - oral e escrito - em grupos de    crianças com dificuldade de aprendizagem. Essas autoras observaram que as dificuldades    de linguagem encontradas nessas crianças não estavam refletindo limitações cognitivas    de caráter global. Contrariamente a esses resultados, nota-se que, na presente    pesquisa, a área da linguagem parece estar relacionada ao desempenho cognitivo    dos alunos, uma vez que o subteste de Leitura do TDE apresentou correlações    significativas com o QI-Verbal e QI-Geral do WISC, no GE.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Particularmente, os ganhos significativos do    GE em Escrita e Aritmética, afetando o total do TDE, parecem indicar os efeitos    positivos do programa de criatividade no desempenho acadêmico. Este dado assemelha-se    aos resultados de Pereira (1996), que constatou o mesmo efeito de um programa    de treinamento de criatividade em relação às médias escolares obtidas por alunos    com dificuldade de aprendizagem, entre os bimestres, durante um ano letivo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Questionou-se, inicialmente, a contribuição do    uso de testes cognitivos na avaliação de um programa de criatividade em crianças    com DA. Na presente pesquisa, os resultados dos ganhos significativos do GE    nas variáveis do TDE e o aumento do percentil médio do Raven (aproximando-se    do GC) parecem mostrar a sensibilidade dos testes para avaliar o programa de    criatividade. O uso dos testes de inteligência (WISC e Raven) e da avaliação    acadêmica (TDE) nesta pesquisa corrobora a análise de Linhares (1998) quanto    à contribuição que os testes oferecem ao pensamento clínico. Ees permitem uma    aproximação do problema, reunindo sinais sugestivos que possam oferecer dados    a respeito do funcionamento cognitivo da criança, e, sobretudo, ajudando a formular    hipóteses que possam contribuir para a compreensão de um diagnóstico. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em síntese, a presente pesquisa revelou algumas    importantes informações: (a) os ganhos obtidos no teste de desempenho acadêmico    e o aumento no percentil médio do Raven do GE parecem indicar possíveis efeitos    do programa de criatividade, (b) os resultados encontrados nos testes de desempenho    cognitivo (WISC e Raven) confirmam o perfil de alunos com dificuldade de aprendizagem    - não apresentam rebaixamento mental, mas dificuldades em certas áreas, (c)    os resultados no teste de desempenho acadêmico (TDE) aproximam-se dos dados    do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), principalmente, em relação    à disciplina Língua Portuguesa (maior concentração de alunos com classificação    inferior no subteste de escrita do TDE, no pré e pós-teste). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados ora encontrados, revelando as possibilidades    de contribuição das avaliações acadêmica e cognitiva em programa de criatividade,    mostraram a importância de outras investigações que possam fornecer informações    a respeito do uso de testes na avaliação de programas de intervenção, levando    em consideração o grupo investigado, como também os construtos de validade e    fidedignidade do teste. Pôde-se observar também a necessidade de se analisar    mais atentamente a intervenção, pesquisando a adequação do conteúdo e das atividades.    Como salientam Alencar e Fleith (2003), têm sido mínimos os esforços para favorecer    o desenvolvimento e manifestação da criatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Finalizando, os dados da pesquisa podem contribuir    para a mudança de professores e profissionais que trabalham com alunos com queixa    de dificuldade de aprendizagem ou atraso escolar, de forma a passarem a acreditar    no potencial de desempenho acadêmico e cognitivo dos alunos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alencar, E. M. L. S. (1995). <i>Criatividade</i>.    Brasília: Ed. Universidade de Brasília.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1413-7372200400030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alencar, E. M. L. S. (1996). A medida da criatividade.    Em L. Pasquali (Org.), <i>Teoria e métodos de medidas em Ciências do Comportamento</i>    (pp. 305-318). Brasília: MEC/INEP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1413-7372200400030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alencar, E. M. L. S. (2000). <i>O processo da    criatividade: Produção de idéias e técnicas criativas</i>. São Paulo: Makron    Books.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1413-7372200400030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alencar, E. M. L. S., &amp; Fleith, D. S. (2003).    <i>Criatividade: Múltiplas perspectivas</i>. Brasília: Editora Universidade    de Brasília.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1413-7372200400030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Almeida, L. S. (1996). Considerações em torno    da medida da inteligência. Em L. Pasquali (Org.). <i>Teoria e Métodos de Medida    em Ciências do Comportamento</i> (pp. 199-223). Brasília: Laboratório de Pesquisa    em Avaliação e Medida/Instituto de Psicologia/UnB:INEP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1413-7372200400030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Angelini, A. L., Alves, I. C. B., Custódio,    E. M., Duarte, W. F., &amp; Duarte, J. L. M. (1999). <i>Manual de Matrizes Progressivas    Coloridas de Raven &#151; Escala Especial</i>. São Paulo: Centro Editor de Testes    de Pesquisas em Psicologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1413-7372200400030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Ausubel, D. P., Novak, J. D., &amp; Hanesian,    H. (1980). <i>Psicologia Educacional</i> (2ª ed., E. Nick; H. B. C. Rodrigues;    L. Peotta; M. A. Fontes; M. G. R. Maron, Trad.) Rio de Janeiro: Interamericana.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1413-7372200400030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Cunha, R. M. (1977). <i>Criatividade e processos    cognitivos</i>. Petrópolis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1413-7372200400030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Dockrell, J., &amp; McShane, J. (2000). <i>Crianças    com dificuldades de aprendizagem</i> (A. Negreda, Trad.). Porto Alegre: Artes    Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1413-7372200400030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Eysenck, H. J. (1999). As formas de medir a    criatividade. In M. A. Boden (Org.), <i>Dimensões da Criatividade</i> (P. Theobaldo,    Trad., pp. 203-244). Porto Alegre: Artes Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1413-7372200400030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Fleith, D. S., &amp; Alencar, E. M. L. S. (1992a).    Medidas de criatividade. <i>Psicologia: Teoria e Pesquisa</i>, <i>8</i>(30),    319-327.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1413-7372200400030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Fleith, D. S., &amp; Alencar, E. M. L. S. (1992b).    Efeitos de um programa de treinamento de criatividade em estudantes normalistas.    <i>Estudos de Psicologia: Revista do Instituto de Psicologia PUCCAMP</i>, <i>9</i>(2),    9-38.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1413-7372200400030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Fonseca, V. (1995). <i>Introdução às dificuldades    de aprendizagem</i>. Porto Alegre: Artes Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1413-7372200400030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Foster, R. (1976). <i>Desarrollo del espírito    creativo del niño</i>. México: Publicacionees Cultural.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1413-7372200400030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> García, J. N. (1998). <i>Manual    de dificuldades de aprendizagem: Linguagem, leitura, escrita e matemática</i>    (J. H. Rodrigues, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1413-7372200400030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Gardner, H. (2000). <i>Inteligência: Um conceito    reformulado</i>. (A. C. Silva, Trad.), Rio de Janeiro: Objetiva.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1413-7372200400030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Gera, A. A. S. (2001). <i>Estratégias de pergunta    de busca de informações na resolução de problemas de crianças com queixa de    dificuldade de aprendizagem</i>. Dissertação de Mestrado Não-Publicada, Programa    de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1413-7372200400030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hickson, J., &amp; Skuy, M. (1990). Creativity    and cognitive modifiability in gifted disadvantaged pupils. <i>School Psychology    International</i>, <i>11</i>, 295-301.  </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1413-7372200400030001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais    &#151; INEP. Sistema de Avaliação Básica da Educação - SAEB. <i>Taxas de escolarização    e atendimento</i>. Disponível em: &lt;<a href="http://www.inep.gov.br/imprensa/indicadores/atend_escol.htm" target="_blank">http://www.inep.gov.br/imprensa/indicadores/atend_escol.htm</a>&gt;    (Acessado em 27/04/2002).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1413-7372200400030001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Kneller, G. F. (1978). <i>Arte e ciência da    criatividade</i> (J. Reis, Trad.). São Paulo: Ibrasa.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1413-7372200400030001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Leite, S. A. S. (1988). O fracasso escolar no    ensino de Primeiro Grau. <i>Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos</i>, <i>69</i>(163),    510-540.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1413-7372200400030001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Linhares, M. B. M. (1998). Avaliação psicológica    de aspectos cognitivos em crianças com queixa de dificuldades de aprendizagem.    Em C. A. R. Funayama (Org.), <i>Problemas de Aprendizagem: Enfoque multidisciplinar</i>    (pp. 41-59). Ribeirão Preto: Legis Summa.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1413-7372200400030001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Linhares, M. B. M., Marturano, E. M., Loureiro,    S. R., Machado, V. L., &amp; Lima, A. S. (1996). Crianças com queixa de dificuldade    escolar que procuram ajuda intelectual: avaliação intelectual através do WISC.    <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>13</i>(1), 27-39.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1413-7372200400030001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Lubart, T. I. (1994). Criativity. In R. Sternberg    (Ed.), <i>Thinking and Problem Solving</i> (pp. 289-332). New York: Academic    Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1413-7372200400030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Marturano, E. M., Loureiro, S. R., Linhares,    M. B. M., &amp; Machado, V. L. S. (1997). A avaliação psicológica pode fornecer    indicadores de problemas associados a dificuldades escolares? In C. A. R. Funayama    (Org.), <i>Estudos em Saúde Mental</i> (pp. 11-47). Ribeirão Preto: Comissão    de Pós-Graduação em Saúde Mental &#151; FMRP/USP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1413-7372200400030001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Novaes, M. H. (1972). <i>Psicologia da criatividade</i>.    Petrópolis: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1413-7372200400030001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Pereira, M. S. N. (1996). <i>Efeitos de um treinamento    de criatividade no desempenho escolar e nas habilidades criativas de crianças    com dificuldades de aprendizagem</i>. Dissertação de Mestrado Não-Publicada,    Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade de Brasília.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1413-7372200400030001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Secretaria Municipal de Educação. Divisão de    Educação Especial (1999). <i>Programa de atendimento ao aluno com NE na Rede    de Ensino de Vitória</i>. Vitória: Prefeitura Municipal de Vitória.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1413-7372200400030001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Siegel, L. S. (1989). Why we do not need intelligence    test score in the definition and analyses of learning disabilities. <i>Journal    of Learning Disabilities</i>, <i>22</i>(8), 514-518.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1413-7372200400030001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Stein, L. M. (1994). <i>TDE &#151; Teste de Desempenho    Escolar: Manual para aplicação e interpretação</i>. São Paulo: Casa do Psicólogo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1413-7372200400030001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sternberg, J. R. (1992). <i>As capacidades intelectuais    humanas: Uma abordagem em processamento de informação</i> (D. Batista, Trad.)    Porto Alegre: Artes Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1413-7372200400030001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sternberg, J. R. (1994). Intelligence. Em J.    R. Sternberg (Ed.), <i>Thinking and problem solving</i> (pp. 289-332). New York:    Academic Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1413-7372200400030001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Sternberg, J. R. (2000). <i>Psicologia Cognitiva</i>    (M. R. B. Osório, Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1413-7372200400030001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Torrance, E. P. (1963). <i>Education and the    Creative Potential</i>. Minneapolis: The University of Minnesota Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1413-7372200400030001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Torrance, E. P. (1976). <i>Criatividade: medidas,    testes e avaliações</i> (A. Arruda, Trad.). São Paulo: Ibrasa.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1413-7372200400030001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Virgolim, A. M., Fleith, D. S., &amp; Pereira,    M. S. N. (1999). <i>Toc, Toc... Plim, Plim! Lidando com as emoções, brincando    com o pensamento através da criatividade</i>. Campinas: Papirus.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1413-7372200400030001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Wechsler, D. (1964). <i>Escala de Inteligência    para Crianças &#151; WISC &#151; Manual de aplicação e cotação</i> (A. M. Poppovic, Trad.).    Rio de Janeiro: CEPA.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1413-7372200400030001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Wechsler, S. M. (1998). <i>Criatividade: descobrindo    e encorajando</i>. Campinas: Ed. Psy.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1413-7372200400030001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name=correspond></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/seta.gif" border="0"></a><b>    Endereço para correspondência</b>     <br>   Sônia Regina Fiorim Enumo:     <br>   Avenida Nossa Senhora da Penha, 2432, Apto. 1205-B; Bairro Santa Luiza    <br>   CEP 29045-909, Vitória-ES.    <br>   E-mail: <a href="mailto:soniaenumo@terra.com.br"> soniaenumo@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 24/10/2003    <br>   Aceito em 20/09/2004</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=n01></a><a href="#n1">1</a> Apoio: Facitec    e CNPq. Agradecimentos as bolsistas Flávia Almeida Turini, Maria Júlia de Sá    Barbosa e Pereira, Juliana Soares Rabbi, Cláudia Patrocínio Pedroza e Érika    da Silva Ferrão, que auxiliaram na coleta e processamento dos dados.</font></p>     ]]></body>
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