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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Processamento cognitivo em crianças com e sem dificuldades de leitura]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To identify cognitive skills that may be diminished in reading difficulties, 90 preschoolers and first graders were tested in reading, spelling, phonological awareness, phonological memory, vocabulary, arithmetic, visual processing, and sequential processing. Comparison between good readers and poor readers (above and below one standard deviation, respectively), revealed that good readers were significantly superior to poor readers in spelling, phonological awareness, vocabulary, phonological memory and visual memory. Results suggest strong functional relationship between phonological processing and reading, moderate functional relationships between sequential processing and arithmetic on one hand and reading on the other, and weak correlation between visual processing and reading.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><a name=topo></a><b>Processamento cognitivo em    crianças com e sem dificuldades de leitura</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Cognitive skills in children: comparing good    readers and poor readers</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla<sup>I</sup>;    Fernando César Capovilla<sup>II</sup>; Ingrid Suiter<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Universidade São Francisco. Doutora    e Pós-doutorada em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Bolsista de Produtividade    do CNPq    <br>   <sup>II</sup>Universidade de São Paulo. Ph.D. em Psicologia Experimental pela    Temple University, EUA, e Livre-Docente em Psicologia Clínica pela Universidade    de São Paulo. Bolsista de Produtividade do CNPq    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Universidade de Santo Amaro. Mestre em Psicopedagogia pela Universidade    de Santo Amaro</font></p>     <p><a href="#correspond"><font face="Verdana" size="2">Endereço para correspondência</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para buscar identificar habilidades cognitivas    mais freqüentemente prejudicadas nas dificuldades de leitura, 90 crianças de    pré-escola e 1ª Série foram avaliadas em leitura, escrita, consciência    fonológica, memória fonológica, vocabulário, aritmética, processamento visual    e seqüenciamento. Comparando as habilidades de bons e maus leitores (acima e    abaixo de 1 desvio-padrão em relação à média, respectivamente), observou-se    que bons leitores foram significativamente superiores em escrita, consciência    fonológica, vocabulário, memória fonológica e memória visual. Resultados sugerem    uma relação funcional e forte entre processamento fonológico e leitura; funcional    e moderada entre processamento seqüencial, aritmética e leitura; e fraca e correlacional    entre processamento visual e leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>leitura, escrita, cognição.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">To identify cognitive skills that may be diminished    in reading difficulties, 90 preschoolers and first graders were tested in reading,    spelling, phonological awareness, phonological memory, vocabulary, arithmetic,    visual processing, and sequential processing. Comparison between good readers    and poor readers (above and below one standard deviation, respectively), revealed    that good readers were significantly superior to poor readers in spelling, phonological    awareness, vocabulary, phonological memory and visual memory. Results suggest    strong functional relationship between phonological processing and reading,    moderate functional relationships between sequential processing and arithmetic    on one hand and reading on the other, and weak correlation between visual processing    and reading.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b> reading, spelling, cognition.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">As dificuldades de leitura e escrita são uma    queixa freqüente tanto no âmbito escolar quanto no atendimento clínico por psicólogos,    psicopedagogos e fonoaudiólogos. Segundo levantamento conduzido por Andrade    (2001) com cerca de 10.000 casos, atendidos gratuitamente em clínicas-escola    de psicologia e psicopedagogia, 78% deles incluíam queixas relacionadas a problemas    de leitura e escrita.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A análise das dificuldades cognitivas relacionadas    aos problemas de leitura e escrita é de fundamental importância para o desenvolvimento    de modelos teóricos explicativos que identifiquem as diversas habilidades necessárias    para que a leitura e a escrita ocorram de forma competente, permitindo diagnóstico    e intervenção eficazes. Diversas teorias foram desenvolvidas buscando explicar    as causas dos problemas de leitura e escrita. A tradicional <i>Hipótese do Déficit    Visual</i> (Ajuriaguerra, 1953; Orton, 1937), por exemplo, atribuía problemas    de leitura e escrita a dificuldades com o processamento de padrões visuais.    Tal hipótese perdurou por cerca de 50 anos, da década de 1920 à década de 1970    (Capovilla &amp; Capovilla, 2004b), com a ênfase no estudo da percepção, discriminação    e organização visuais como fatores causais dos problemas de leitura e escrita.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Não obstante, estudos como os de Bonnato e Piérart    (1990) sugeriram que os distúrbios de organização visoespacial não têm, com    as dificuldades de linguagem escrita,  relação causal, mas sim, meramente correlacional.    Ou seja, eles não são responsáveis pelas dificuldades de leitura e escrita,    mas estão meramente associados a elas. Isto é demonstrado pelo fato de que,    embora a reeducação visoespacial seja capaz de elevar o desempenho visoespacial    de disléxicos para níveis normais, de acordo com os testes de Rey, Kohls, Edfeldt,    e Piaget-Head, ela é inócua com respeito aos distúrbios de leitura. Tal estudo,    juntamente com os do grupo de Vellutino (Vellutino, 1979), levaram à rejeição    da hipótese de uma relação funcional entre distúrbios de percepção visuoespacial    e dificuldades na aquisição de leitura e escrita (Hempenstall, 1997; Nicolson    &amp; Fawcett, 1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir da década de 1970, o processamento verbal    passou a ser enfatizado com a <i>Hipótese do Déficit Fonológico</i>, segundo    a qual os problemas de leitura e escrita não são devidos a distúrbios visuais    ou distúrbios gerais de processamento de informação, mas sim, a distúrbios específicos    concernentes à informação fonológica (Liberman, Mann, Shankweiler &amp; Werfelman,    1982; Vellutino, 1979). Com base nesta hipótese, intervenções focais para o    desenvolvimento fonológico foram conduzidas e apresentaram bons resultados,    confirmando a importância do processamento fonológico para a linguagem escrita.    Desde então, estudos buscando as causas das dificuldades em leitura e escrita    têm mostrado que o processamento fonológico e, em especial, a consciência fonológica,    são importantes para a alfabetização e, se não desenvolvidos de forma apropriada,    tornam-se dois dos principais fatores de dificuldades com leitura e escrita    (Cardoso-Martins e cols., 2003; Morais, 1995; Share, 1995; Vellutino, 1979).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas décadas de 1980 e 1990, estudos como os de    Brady, Mann e Schmidt (1987) e de Share (1995) iniciaram outro debate, buscando    compreender se distúrbios no processamento temporal relativos a material não-verbal    também poderiam estar presentes nas dificuldades de leitura e escrita. Neste    enfoque, supõe-se a existência de algum tipo de distúrbio temporal mais geral    subjacente ao fonológico, que poderia acarretar também distúrbios não-verbais.    Dessa forma, os distúrbios em leitura e escrita estariam relacionados ao seqüenciamento    de estímulos apresentados em curto período (curtos intervalos entre um estímulo    apresentado e outro), dificultando os processos de discriminação, coordenação    e integração de informações (Share, 1995). Estudos, como o de Capovilla e Capovilla    (2001), revelaram que de fato maus leitores apresentam maior dificuldade em    discriminar entre sílabas sutilmente diferentes (revelando pobre discriminação    fonológica), sendo que a dificuldade maior com intervalos entre sílabas muito    curtos (revelando dificuldades de processamento temporal). Contudo, ainda não    foram desenvolvidos estudos experimentais e sistemáticos para verificar a relação    de causalidade entre distúrbios de processamento temporal não&#151;verbal e problemas    de leitura e escrita.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Morais (no prelo) analisou a existência de possíveis    problemas de percepção da fala subjacentes às dificuldades de leitura e escrita.    Segundo o autor, a dislexia fonológica resulta de uma anomalia das capacidades    de percepção da fala, o que dificulta o desenvolvimento da consciência fonêmica    (e, portanto, da segmentação fonêmica intencional), acarretando problemas com    a de/codificação grafofonêmica necessária para o uso da rota fonológica. Assim,    as dificuldades com tarefas de consciência fonêmica, que exigem manipulação    voluntária e intencional dos sons da fala, seriam conseqüência de distúrbios    anteriores nas habilidades involuntárias e inconscientes de percepção da fala.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos anos de 1990, Elbro (1998) levantou a hipótese    de que as dificuldades dos maus leitores estão no estabelecimento de representações    fonológicas precisas na memória de longo prazo. As representações fonológicas    das palavras ouvidas estariam armazenadas de forma pouco precisa na memória    dos maus leitores, de modo que uma dada representação fonológica seria pouco    distinta das representações vizinhas (i.e., foneticamente semelhantes), o que    acarretaria dificuldades em tarefas envolvendo discriminação fonológica, nomeação,    memória de trabalho fonológica e consciência fonológica. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A presença de diversas teorias explicativas das    possíveis causas das dificuldades de leitura e escrita é devida, em grande parte,    à complexidade da área. Há abundantes evidências de uma correlação positiva    entre habilidades de leitura, escrita e habilidades fonológicas, como a percepção,    a discriminação e o armazenamento de informação fonológica (Morais, 1995; Share,    1995; Torgesen &amp; Davis, 1996; Vellutino, 1979); porém ainda permanecem em    aberto as questões de se as dificuldades apresentadas pelos maus leitores serem    específicas ao material verbal ou conseqüência de problemas mais gerais de uma    natureza perceptual, e/ou temporal, e/ou de armazenamento na memória de longo    prazo. Neste contexto, o presente estudo buscou ampliar os conhecimentos sobre    as possíveis causas das dificuldades em leitura e escrita, correlacionando os    escores em leitura e escrita aos desempenhos em outras tarefas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>OBJETIVO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo objetivou comparar os desempenhos de    bons e de maus leitores (aqueles com desempenho de leitura acima e abaixo de    um desvio-padrão em relação à média de sua classe, respectivamente) em diversas    tarefas, como processamento visual, consciência fonológica, memória e seqüenciamento,    de modo a traçar seus respectivos perfis cognitivos e verificar em quais habilidades    os dois grupos diferem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Participaram do estudo 90 crianças com idades    entre 5 e 9 anos, cursando da pré-escola à 1ª Série do ensino fundamental de    quatro escolas da cidade de São Paulo, sendo três escolas públicas e uma particular.    A idade média das crianças de pré-escola era de 6 anos e 5 meses, e a das crianças    da 1ª. Série era de 7 anos e 2 meses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram usados instrumentos para a avaliação de    diversas habilidades, tais como leitura, escrita, consciência fonológica, vocabulário,    memória, aritmética, processamento visual e raciocínio. Os instrumentos usados    encontram-se descritos a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Teste de Competência de Leitura Silenciosa    (TeCoLeSi)</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O "Teste de Competência de Leitura Silenciosa"    ou TeCoLeSi (Capovilla &amp; Capovilla, 2004) permite a avaliação da competência    de leitura silenciosa e o diagnóstico diferencial de distúrbio de aquisição    de leitura. É constituído de oito tentativas de treino e 70 de teste, cada qual    com um par composto de uma figura e de um item escrito. A tarefa da criança    é marcar com um X os pares figura-escrita incorretos. Há sete tipos de pares,    distribuídos aleatoriamente ao longo do teste, com dez itens de teste para cada    tipo de par. Eles são: 1) palavras corretas regulares, como fada sob a figura    de fada; 2) palavras corretas irregulares, como táxi sob a figura de táxi; 3)    palavras com incorreção semântica, como trem sob a figura de ônibus; 4) pseudopalavras    com trocas visuais, como cabeça sob a figura de caebça; 5) pseudopalavras com    trocas fonológicas, como cancuru sob a figura de canguru; 6) pseudopalavras    homófonas, como páçaru sob a figura de pássaro; 7) pseudopalavras estranhas,    como rassuno sob a figura de mão.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os pares figura-escrita compostos de palavras    corretas regulares e irregulares devem ser aceitos, enquanto aqueles compostos    de palavras com incorreção semântica ou de pseudopalavras devem ser rejeitados.    O padrão de erros em cada tipo de item é indicativo das estratégias de leitura    usadas pela criança e daquelas com que ela tem dificuldade, desde que esse padrão    se configure com significância estatística. O erro de rejeitar pares com palavras    corretas irregulares pode indicar dificuldade com o processamento lexical ou    falta dele. O erro de deixar de rejeitar pseudopalavras homófonas também pode    indicar dificuldade no processamento lexical, porém em nível mais acentuado,    com uso exclusivo da rota fonológica. O erro de deixar de rejeitar pseudopalavras    com trocas fonológicas pode indicar que a criança está lendo pela rota fonológica,    ou seja, pela decodificação grafofonêmica estrita, sem fazer uso da rota lexical,    mas com o agravante de dificuldades com o processamento fonológico. O erro de    deixar de rejeitar palavras semanticamente incorretas indica que a criança não    está fazendo acesso ao léxico semântico. O erro de deixar de rejeitar pseudopalavras    com trocas visuais pode indicar dificuldade com o processamento fonológico e    recurso à estratégia de leitura logográfica. Finalmente, o erro de deixar de    rejeitar pseudopalavras estranhas pode sugerir problemas sérios de leitura ou    de atenção. Devido às relações intrínsecas aos sete tipos de pares figura-escrita    do Teste de Competência de Leitura Silenciosa, é possível uma checagem interna    das conclusões e uma considerável validação cruzada das evidências fornecidas    em cada tipo de par figura-escrita. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Prova de Consciência Fonológica por Figuras    (PCFF)</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A "Prova de Consciência Fonológica por escolha    de Figuras" ou PCFF (Capovilla &amp; Capovilla, no prelo) avalia a habilidade    da criança de manipular os sons da fala. Baseia-se na Prova de Consciência Fonológica    por produção Oral (Capovilla &amp; Capovilla, 2003). A PCFF é composta de nove    subtestes. Cada subteste é composto de dois itens de treino e cinco itens de    teste. Portanto, o escore máximo na PCFF é de 45 acertos, sendo cinco acertos    por subteste. Em cada item há cinco desenhos e a criança deve escolher, dentre    os desenhos, aquele que corresponde à palavra pronunciada pelo avaliador. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os nove subtestes são: 1) "Rima": tendo ouvido    um nome pronunciado pelo avaliador, a criança deve escolher, dentre cinco figuras,    aquela cujo nome falado termina com os mesmos sons do nome falado pelo avaliador;    2) "Aliteração": tendo ouvido um nome pronunciado pelo avaliador, a criança    deve escolher, dentre cinco figuras, aquela cujo nome falado começa com os mesmos    sons do nome falado pelo avaliador; 3) "Adição Silábica": tendo ouvido o avaliador    pronunciar uma palavra e uma sílaba adicional, a criança deve escolher, dentre    cinco figuras, aquela cujo nome falado corresponde à adição da sílaba ao nome    falado. (Ex.: PATO + SA no começo = SAPATO); 4) "Adição Fonêmica": tendo ouvido    o avaliador pronunciar uma palavra e um fonema adicional, a criança deve escolher,    dentre cinco figuras, aquela cujo nome falado corresponde à adição do fonema    ao nome falado. (Ex.: ALA + /S/ no começo = SALA); 5) "Subtração Silábica":    tendo ouvido o avaliador pronunciar uma palavra e uma sílaba, a criança deve    escolher, dentre cinco figuras, aquela cujo nome falado corresponde à palavra    falada pelo avaliador menos aquela sílaba. (Ex.: MACACO - MA = CACO); 6) "Subtração    Fonêmica": tendo ouvido o avaliador pronunciar uma palavra e um fonema, a criança    deve escolher, dentre cinco figuras, aquela cujo nome falado corresponde à palavra    falada pelo avaliador menos aquele fonema. (Ex.: BOCA &#151; B = OCA); 7) "Transposição    Silábica": tendo ouvido o avaliador pronunciar uma palavra, a criança deve inverter    a ordem das sílabas que compõem essa palavra e escolher, dentre cinco figuras,    aquela cujo nome falado corresponde ao resultado dessa inversão de sílabas.    (Ex.: LOBO / BOLO); 8) "Transposição Fonêmica": tendo ouvido o avaliador pronunciar    uma palavra, a criança deve inverter a ordem dos fonemas que compõem essa palavra    e escolher, dentre cinco figuras, aquela cujo nome falado corresponde ao resultado    dessa inversão de fonemas. (Ex.: ÍRIS / SIRI); 9) "Trocadilho": tendo ouvido    o avaliador pronunciar duas palavras, a criança deve inverter a ordem dos fonemas    iniciais dessas duas palavras e escolher, dentre cinco figuras, aquela cujo    nome falado corresponde ao resultado dessa inversão de fonemas. (Ex.: CULAR    PORDA / PULAR CORDA). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Teste de Vocabulário por Imagens Peabody (TVIP)</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O "Teste de Vocabulário por Imagens Peabody"    ou TVIP (Dunn &amp; Dunn, 1981) avalia o desenvolvimento lexical no domínio    receptivo, i.e., as habilidades de compreensão de vocabulário, de indivíduos    entre dois anos e seis meses até 18 anos de idade. Permite uma avaliação objetiva,    rápida e precisa do vocabulário receptivo auditivo em uma ampla variedade de    áreas, incluindo pessoas, ações, qualidades, partes do corpo, tempo, natureza,    lugares, objetos, animais, termos matemáticos, ferramentas e instrumentos. Desde    a sua versão original em inglês, o teste tem sido revisado e adaptado a outras    línguas como espanhol (Dunn, Padilla, Lugo &amp; Dunn, 1986) e português (Dunn,    Dunn, Capovilla &amp; Capovilla, no prelo). O TVIP correlaciona-se fortemente    com a maior parte dos testes de vocabulário e inteligência verbal. Neste estudo    foi usada a versão hispano-americana de 125 itens, que pode ser aplicada em    crianças a partir de dois anos e seis meses (Dunn &amp; cols., 1986), adaptada,    validada e normatizada no Brasil para a faixa de dois a seis anos (Capovilla    &amp; Capovilla, 1997) e de seis a 14 anos (Capovilla &amp; cols., 1997; Capovilla    &amp; cols., 1997). Esta versão consiste em cinco pranchas de prática seguidas    de 125 pranchas de teste, organizadas em ordem crescente de dificuldade. As    pranchas são compostas de quatro desenhos de linha preta em fundo branco. O    teste é organizado de acordo com um modelo de múltipla escolha. Ele não requer    que o examinando leia, escreva ou vocalize qualquer coisa. A tarefa consiste    simplesmente em selecionar, dentre as alternativas, a figura que melhor representa    a palavra falada apresentada pelo examinador. O escore máximo no TVIP é de 125    pontos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b><i>Internacional Dyslexia Test</i> (IDT).</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O "Internacional Dyslexia Test" ou IDT (Capovilla,    Smythe, Capovilla &amp; Everatt, 2001) avalia diferentes habilidades cognitivas    e é aplicado em duas partes, uma coletiva e outra individual. A parte coletiva    do IDT é composta por cinco subtestes: 1) "alfabeto": a criança deve escrever    as letras do alfabeto, em seqüência; 2) "cópia de formas": a criança deve copiar    quatro diferentes formas geométricas; 3) "aritmética": a criança deve solucionar    20 problemas aritméticos simples, com operações de adição, subtração, multiplicação    e divisão; 4) "ditado": o examinador pronuncia um total de 30 palavras e 10    pseudopalavras que a criança deve escrever; 5) "memória fonológica de curto    prazo (digit span)": o examinador pronuncia 16 seqüências de dígitos, que contêm    de dois a nove dígitos cada uma, e a criança deve escrever os dígitos quando    o examinador terminar de pronunciar a seqüência. Com base no desempenho da criança    são analisados: 1) "qualidade da escrita": escore de 1 (ruim) a 5 (muito boa);    2) "espelhamento": freqüência total de espelhamentos observados no subteste    de memória fonológica de curto prazo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A parte individual contém os seguintes subtestes:    leitura de palavras, leitura de pseudopalavras, aliteração, rima, contagem regressiva,    repetição de palavras, repetição de pseudopalavras, batidas rítmicas, nomeação    rápida de figuras, nomeação de números, desenho de memória de formas, seqüência    de formas, habilidades motoras, discriminação de sons, repetição inversa de    números, e seqüências. Assim, os subtestes do IDT avaliam diferentes habilidades    cognitivas, incluindo: 1) leitura, 2) escrita; 3) habilidades matemáticas; 4)    consciência fonológica; 5) processamento auditivo; 6) processamento visual;    7) velocidade de processamento; 8) seqüenciamento; 9) habilidades motoras; e    10) raciocínio. Neste estudo, foram aplicados todos os subtestes da parte coletiva    (i.e., alfabeto, cópia de formas, aritmética, ditado e memória de curto prazo)    e os subtestes individuais de desenho de memória de formas e seqüências, além    das Matrizes Progressivas de Raven.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Teste de Matrizes Progressivas de Raven</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O "Teste de Matrizes Progressivas de Raven" (Raven,    1988) avalia o raciocínio não verbal. Consiste em pranchas contendo uma figura    modelo e alternativas de escolha para que o examinando assinale a alternativa    que corresponde ao modelo. Como a tarefa da criança consiste apenas em assinalar    a alternativa desejada, o teste permite avaliar a habilidade de raciocínio independentemente    de respostas verbais. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As 90 crianças foram avaliadas em todos os instrumentos    descritos. As aplicações ocorreram durante o período escolar regular. Os instrumentos    coletivos foram aplicados na própria sala de aula das crianças e os instrumentos    individuais foram aplicados em salas reservadas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os desempenhos de bons e maus leitores foram    comparados nas diversas habilidades avaliadas, de modo a verificar em quais    tarefas haveria diferenças entre os dois grupos. Para tanto, após a coleta dos    dados com todos os 90 participantes, as crianças de cada uma das cinco classes    (i.e., duas classes de Pré e três classes de 1a. Série) foram distribuídas em    dois grupos a partir de seus desempenhos no TeCoLeSi. O grupo de bons leitores    foi constituído de crianças com escores de leitura acima de um desvio-padrão    em relação à média da série. O grupo de maus leitores foi constituído de crianças    com escores em leitura abaixo de um desvio-padrão em relação à média da série.    Ao todo foram selecionadas 58 crianças, divididas em 29 bons leitores e 29 maus    leitores, sendo, para cada um desses dois grupos, sete crianças do Pré e 22    crianças da 1<sup>ª</sup> Série.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Análises de covariância unifatoriais intersujeitos    foram então conduzidas. A variável independente foi o nível de leitura (bons    leitores <i>versus</i> maus leitores) e as variáveis dependentes foram os desempenhos    das crianças nas várias avaliações. A série escolar das crianças foi usada como    covariante, de modo a subtrair das análises os efeitos da série que elevariam    demasiadamente a dispersão dos dados. O estanino das crianças no teste Raven    também foi usado como covariante, de modo a controlar o efeito da variação no    nível de inteligência das crianças. Tal controle é essencial, pois sem ele não    seria possível atribuir os efeitos ao nível de leitura em si, já que eles poderiam    decorrer simplesmente de diferenças nos níveis de inteligência entre os grupos    (Goswami &amp; Bryant, 1990).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em leitura no TeCoLeSi</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> sumaria os resultados    no "Teste de Competência de Leitura Silenciosa" ou TeCoLeSi, com os escores    total e em cada tipo de item, para cada grupo (bons e maus leitores). São apresentados    os escores médios e os erros-padrão obtidos após as ANCOVAs do efeito do nível    de leitura sobre os desempenhos no TeCoLeSi, tendo a série escolar e o estanino    no Raven como covariantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a12t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANCOVA do efeito do nível de leitura sobre o    desempenho das crianças no "Teste de Competência de Leitura Silenciosa" demonstrou    efeito significativo de nível de leitura, <i>F </i>(1, 54) = 85,14; <i>p</i>    = 0,000, e dos covariantes série escolar e estanino no Raven, <i>F </i>(1, 54)    = 9,94 e 13,67; <i>p</i> = 0,003 e 0,001, respectivamente. Tais resultados eram    esperados, visto que os grupos de bons e maus leitores foram divididos a partir    dos desempenhos em leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANCOVA do efeito do nível de leitura e do tipo    de subteste no TeCoLeSi sobre o desempenho das crianças, tendo a série escolar    e o estanino no Raven como covariantes, demonstrou efeitos significativos de    nível de leitura, <i>F </i>(1, 54) = 85,14; <i>p</i> &lt; 0,000, tipo de subteste,    <i>F </i>(6, 324) = 3,68; <u>p</u> = 0,001, além do covariante série escolar,    <i>F</i> (1, 54) = 9,94; <i>p </i>= 0,003, e do covariante estanino no Raven,    <i>F </i>(1, 54) = 13,67; <i>p</i>&nbsp;= 0,001. Revelou também interação significativa    entre nível de leitura e tipo de subteste, <i>F </i>(6, 324) =&nbsp;3,37; <i>p</i>    = 0,027. Dada a interação significativa entre nível de leitura e tipo de subteste,    estamos autorizados a analisar a interação par a par. Para tanto, foram realizadas    ANCOVAs do efeito do nível de leitura em cada um dos subtestes, tendo sempre    como covariantes a série escolar e o estanino no Raven.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como pode ser observado na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, itens com trocas semânticas e pseudopalavras estranhas foram os mais    fáceis, provavelmente porque os erros nestes itens podem ser reconhecidos com    o uso de qualquer uma das três estratégias de leitura - logográfica, alfabética    ou ortográfica (Capovilla &amp; Capovilla, 2004). A logográfica permite sucesso    porque a forma visual das palavras corretas é bastante diferente da forma visual    do item escrito, possibilitando a identificação do erro a partir do padrão visual    global. Assim, basta que o leitor use uma das três estratégias para que ele    responda corretamente aos itens com trocas semânticas e com pseudopalavras estranhas.    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Já os demais tipos de item exigem uma leitura    mais refinada. Por exemplo, o acerto em itens com trocas visuais, com trocas    fonológicas e com corretas regulares pode ser obtido se a leitura for feita    pela rota fonológica ou lexical. Finalmente, o acerto em itens com corretas    irregulares e com pseudopalavras homófonas só pode ser obtido se a leitura for    feita pela rota lexical. Os resultados mostraram, portanto, que essas crianças    boas leitoras de Pré e 1a. série apresentam boa leitura logográfica, leitura    fonológica razoavelmente desenvolvida mas leitura lexical ainda bastante incipiente.    Os resultados mostraram também que as crianças más leitoras, por outro lado,    apresentam desempenhos rebaixados em todas as rotas, especialmente na fonológica    e na lexical, com desempenhos próximos ao acaso (i.e., escores próximos a cinco).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram conduzidas ANCOVAs do nível de leitura    sobre o desempenho em cada tipo de item do TeCoLeSi, tendo a série escolar e    o estanino no Raven como covariantes. Tais análises demonstraram que houve diferença    significativa entre bons e maus leitores nos itens de Trocas Semânticas, <i>F    </i>(1, 54) = 57,74; <i>p</i> = 0,000; Trocas Visuais, <i>F </i>(1, 54) = 31,24;    <u>p</u> = 0,000; Trocas Fonológicas, <i>F </i>(1, 54) = 57,35; <i>p</i> = 0,000;    Pseudopalavras Homófonas, <i>F </i>(1, 54) = 4,48; <i>p</i>&nbsp;= 0,039; e    Pseudopalavras Estranhas, <i>F </i>(1, 54) = 29,98, <i>p</i> = 0,000. Em todos    esses itens, os escores dos bons leitores foram significativamente superiores    aos dos maus leitores. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Não houve diferença significativa entre bons    e maus leitores nos itens Corretos Regulares e Corretos Irregulares, o que pode    sugerir que, diante de palavras reais e conhecidas, a discrepância entre bons    e maus leitores não é significativa, mas esta discrepância se torna evidente    quando o item a ser lido não faz parte do cotidiano da criança e por isso deve    ser decodificado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em escrita sob ditado no IDT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram conduzidas ANCOVAs do efeito do nível de    leitura sobre o desempenho das crianças no subteste de escrita sob ditado do    IDT, avaliado de três formas: escore no Ditado de Palavras, escore no Ditado    de Pseudopalavras e escore no Ditado Total. Foram usados como covariantes a    série escolar e o estanino no Raven. As análises revelaram efeitos significativos    do nível de leitura sobre Ditado de Palavras e Ditado Total, <i>F </i>(1, 54)    = 4,99 e 4,72; <i>p</i> = 0,03 e 0,034, respectivamente, bem como dos covariantes    série escolar, <i>F </i>(1, 54) = 8,32 e 8,23, respectivamente, <i>p</i> = 0,006    para ambos, e estanino no Raven, <i>F </i>(1, 54) = 35,02 e 33,01, respectivamente,    <i>p</i> = 0,000 para ambos. Tais resultados, sumariados na <a href="#tab2">Tabela    2</a>, mostram que o grupo de maus leitores apresentou desempenhos rebaixados    em escrita sob ditado, relevando a relação entre as habilidades de leitura e    de escrita.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a12t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em consciência fonológica na PCFF</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> sumaria os resultados    na "Prova de Consciência Fonológica por Figuras" &#151; PCFF, total e em cada subteste,    para bons e maus leitores. São apresentados os escores médios e os erros-padrão    obtidos após as ANCOVAs do efeito do nível de leitura sobre os desempenhos na    PCFF, tendo a série escolar e o estanino no Raven como covariantes.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a12t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANCOVA do efeito do nível de leitura sobre o    escore total na PCFF, tendo a série escolar e o estanino no Raven como covariantes,    revelou efeito significativo do nível de leitura, <i>F </i>(1, 54) = 10,85;    <i>p</i> = 0,002, bem como do covariante estanino no Raven, <i>F </i>(1, 54)    = 23,22; <i>p</i> = 0,000. Ou seja, as crianças com bons desempenhos em leitura    apresentaram escores significativamente maiores em consciência fonológica do    que as crianças más leitoras. Tais resultados revelam a correlação entre leitura    e consciência fonológica, corroborando a importância das habilidades metalingüísticas    para a competência em leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANCOVA do efeito do nível de leitura e do tipo    de subteste na PCFF sobre o desempenho das crianças, tendo a série escolar e    o estanino no Raven como covariantes, demonstrou efeito significativo de nível    de leitura, <i>F</i>(1, 54) = 10,85; <i>p</i> = 0,002, de tipo de subteste,    <i>F</i>(8, 432) = 2,16; <u>p</u> = 0,029, e do covariante estanino no Raven,    <i>F</i>(1, 54) = 23,22; <i>p</i> = 0,000. Porém, não houve evidência de interação    significativa entre nível de leitura e tipo de subteste. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Destarte, os maus leitores apresentaram, de forma    geral, desempenhos inferiores aos dos bons leitores em consciência fonológica.    Como exposto anteriormente, estes resultados sugerem uma forte relação entre    consciência fonológica e leitura, enfatizando a importância da consciência fonológica    para a competência em leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em vocabulário no TVIP</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi conduzida ANCOVA do efeito do nível de leitura    sobre o desempenho das crianças no "Teste de Vocabulário por Imagens Peabody"    (TVIP), tendo a série escolar e o estanino no Raven como covariantes. Tal análise    revelou efeito significativo do nível de leitura, <i>F </i>(1, 52) = 5,22; <i>p</i>    = 0,026. Ou seja, os bons leitores apresentaram desempenhos em vocabulário significativamente    superiores aos dos maus leitores, sendo o desempenho médio dos bons leitures    de 70,7 (erro-padrão = 3,2) e o dos maus leitores de 60,2 (erro-padrão = 3,2).    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em memória fonológica no IDT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi conduzida ANCOVA do efeito do nível de leitura    sobre o desempenho das crianças no subteste de "Memória fonológica de curto    prazo" do IDT, em termos de total de seqüências corretas, tendo série escolar    e estanino no Raven como covariantes. Houve efeito significativo do nível de    leitura, <i>F </i>(1, 54) = 5,72; <i>p</i> = 0,02, e do covariante estanino    no Raven, <i>F </i>(1, 54) = 20,94; <i>p</i> = 0,000. Ou seja, bons leitores    apresentaram desempenhos em memória fonológica de curto prazo significativamente    superiores aos de maus leitores, sendo o desempenho médio dos bons leitures    de 4,5 (erro-padrão = 0,5) e o dos maus leitores de 2,6 (erro-padrão = 0,5).    </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em processamento visual no IDT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram conduzidas ANCOVAs do efeito do nível de    leitura sobre o desempenho das crianças nos subtestes de "Cópia de formas geométricas"    e de "Memória visual com desenho de formas de memória" do IDT, tendo a série    escolar e o estanino no Raven como covariantes. Ambos os subtestes avaliam o    processamento visual. Houve efeito significativo de nível de leitura apenas    sobre o escore em Memória visual com desenho de formas de memória, <i>F</i>(1,    54) = 12,26; <i>p</i> = 0,001, e, neste mesmo subteste, efeito do covariante    estanino no Raven, <i>F</i>(1, 54) = 15,70; <i>p</i> = 0,000, sendo o desempenho    médio dos bons leitures de 2,3 (erro-padrão = 0,2) e o dos maus leitores de    1,6 (erro-padrão = 0,2). Não houve efeito significativo de nível de leitura    sobre o escore em Cópia de formas geométricas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados sugerem que bons leitores e    maus leitores diferem na tarefa de processamento visual relacionada à memória,    mas não no processamento visual menos refinado envolvido na cópia de formas    em presença do modelo. Esta relação entre habilidades de processamento visual    e linguagem escrita tem sido relatada pela literatura. Porém, tal relação somente    é causal em cerca de 20% dos casos de dificuldades de leitura e escrita, sendo    que, na maior parte das vezes, ela consiste meramente em uma correlação. Ou    seja, distúrbios de processamento visual, apesar de ocorrem concomitantemente    aos problemas de leitura e escrita, não são o fator causal principal de tais    problemas (Mody, Studdert-Kennedy &amp; Brady, 1997).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em aritmética no IDT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi conduzida ANCOVA do efeito do nível de leitura    sobre o desempenho das crianças no subteste de "Aritmética" do IDT, tendo a    série escolar e o estanino no Raven como covariantes. Apesar de o escore médio    dos bons leitores (1,2, erro-padrão = 0,3) ter sido superior ao dos maus leitores    (0,7, erro-padrão = 0,3), tal análise falhou em revelar efeitos significativos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Desempenhos em seqüenciamento no IDT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi conduzida ANCOVA do efeito do nível de leitura    sobre o desempenho das crianças no subteste de "Seqüências" do IDT, tendo a    série escolar e o estanino no Raven como covariantes. Também neste subteste,    apesar do escore médio dos bons leitores (0,9, erro-padrão = 0,1) ter sido ligeiramente    superior ao dos maus leitores (0,7, erro-padrão = 0,1), a análise falhou em    revelar efeitos significativos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo buscou analisar quais são as    habilidades cognitivas mais freqüentemente prejudicadas nas dificuldades de    leitura e escrita. Participaram 90 crianças de pré-escola e 1a. Série, avaliadas    em leitura, escrita, consciência fonológica, memória fonológica, vocabulário,    aritmética, processamento visual (cópia e desenho de memória) e seqüenciamento.    Com base no escore no Teste de Competência de Leitura Silenciosa, foram selecionadas    as crianças com desempenho abaixo de um desvio padrão em relação à média de    sua série (os maus leitores) e aquelas com desempenho acima de um desvio padrão    (os bons leitores). Foram comparados os desempenhos de bons e maus leitores    em cada teste. Resultados revelaram que os bons leitores tiveram desempenhos    significativamente superiores aos dos maus leitores em tarefas de escrita, consciência    fonológica, vocabulário, memória fonológica de curto prazo e memória visual    com desenho de memória.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, os resultados sugerem que os processos    cognitivos envolvidos na leitura e na escrita estão relacionados fortemente    ao processamento fonológico, incluindo consciência fonológica e memória fonológica.    Houve, ainda, uma correlação significativa dos desempenhos em leitura e escrita    com os desempenhos em aritmética e em seqüenciamento. O estudo sugere, ainda,    que as dificuldades dos maus leitores, em comparação com os bons leitores, estão    relacionadas principalmente ao processamento fonológico, que inclui a consciência    fonológica, o vocabulário receptivo auditivo, e a memória fonológica, todas    habilidades que envolvem processamento da informação baseada na estrutura fonológica    da linguagem oral. Houve também um desempenho significativamente rebaixado dos    maus leitores, em relação aos bons leitores, no desenho de memória. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tais resultados são compatíveis com estudos recentes    que sugerem uma forte relação entre processamento fonológico e linguagem escrita,    relação esta causal e bidirecional. Ou seja, as habilidades de processamento    fonológico seriam um pré-requisito para a aquisição da linguagem escrita e,    ao mesmo tempo, a competência em leitura e escrita promoveria o desenvolvimento    dos níveis mais refinados de processamento fonológico, numa relação de causalidade    recíproca (Capovilla &amp; Capovilla, 2003; Capovilla &amp; Capovilla, 2002;    Morais, 1995; Share, 1995). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A relação entre algumas habilidades de processamento    visual e linguagem escrita, aqui encontrada, também é relatada pela literatura.    Porém, tal relação somente é causal em cerca de 20% dos casos de dificuldades    de leitura e escrita, sendo que, na maior parte das vezes, ela consiste meramente    em uma correlação (Mody, Studdert-Kennedy &amp; Brady, 1997).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, a relação, também encontrada neste    estudo, entre escrita e habilidades de seqüenciamento tem sido relatada pela    literatura, estando provavelmente relacionada a dificuldades para processar    informações apresentadas seqüencialmente com curtos intervalos de tempo entre    si (Capovilla &amp; Capovilla, 2002b; Rudel, Denkla &amp; Broman, 1981; Swanson,    1987). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, ao apontar algumas das principais    dificuldades cognitivas dos maus leitores, o presente estudo fortalece as diretrizes    já delineadas (Capovilla &amp; Capovilla, 2003, 2004a) para a atuação junto    a essas crianças. Faz-se necessário trabalhar com o processamento fonológico,    em especial, e também com as habilidades de seqüenciamento e memória. Pesquisas    futuras devem continuar a empregar novos instrumentos de avaliação psicológica    de modo a ampliar a compreensão sobre os fatores causais subjacentes a problemas    com a linguagem escrita, permitindo, desta forma, maior conhecimento sobre os    processos envolvidos e desenvolvimento de procedimentos preventivos e remediativos    cada vez mais focais e eficazes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Ajuriaguerra, J. de. (1953). Les dyslexies d'évolution,    problème théoriques et pratiques de neuropsychiatrie infantile. <i>Annales médico-psychologiques,    1</i>, 540-551.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1413-7372200400030001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Andrade, M. (2001). A psicopedagogia e a escrita.    Em A. Capovilla &amp; M. Andrade (Orgs.), <i>Linguagem escrita: aspectos semântico    e fonológicos </i>(pp.10-14). São Paulo: Memnon.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1413-7372200400030001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Bonnato, B. &amp; Piérart, B. (1990). De la    liaison entre lecture, latéralisation et structuration spatiale chez les dyslexiques    et les normolexiques de 10 a 12 ans. <i>Neuropsychiatrie de l'Enfant et de l'Adolescent,    38</i>, 134-142.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1413-7372200400030001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Brady, S., Mann, V. &amp; Schmidt, R. (1987).    Errors in short-term memory for good and poor readers. <i>Memory and Cognition,    15</i>, 444-453. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1413-7372200400030001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, A. G. S. &amp; Capovilla, F. C. (no    prelo). Prova de Consciência Fonológica por escolha de Figuras: para avaliação    coletiva em classe escolar, e individual em paralisia cerebral. Em F. Capovilla,    A. Capovilla (Orgs.), <i>Compêndio de avaliação de desenvolvimento da linguagem    oral, escrita e de sinais</i>. São Paulo: EDUSP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1413-7372200400030001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, A. G. S. &amp; Capovilla, F. C. (2003).    <i>Problemas de leitura e escrita: como identificar, prevenir e remediar numa    abordagem fônica.</i> (3ª. ed.). São Paulo: Memnon, Fapesp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1413-7372200400030001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla,    A. G. S. &amp; Capovilla, F. C. (2004a). <i>Alfabetização: método fônico. </i>(3ª.    ed.). São Paulo: Memnon, Fapesp, CNPq.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1413-7372200400030001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, A. G. S., Smythe, I., Capovilla,    F. C. &amp; Everatt, J. (2001). Adaptação brasileira do International Dyslexia    Test: perfil cognitivo de crianças com escrita pobre. <i>Temas sobre Desenvolvimento,    10</i>(57), 30-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1413-7372200400030001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C. &amp; Capovilla, A. G. S. (1997).    Desenvolvimento lingüístico da criança dos dois aos seis anos: tradução e estandardização    do Peabody Picture Vocabulary Test de Dunn &amp; Dunn, e da Language Development    Survey de Rescorla. <i>Ciência Cognitiva: Teoria, Pesquisa e Aplicação, 1</i>,    353-380.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1413-7372200400030001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C. &amp; Capovilla, A. G. S. (2001).    Compreendendo o processamento do código alfabético: como entender os erros de    leitura e escrita de crianças surdas. Em F. C. Capovilla &amp; W. D. Raphael    (Orgs.), <i>Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngüe da Língua de Sinais    Brasileira. Volume II: Sinais de M a Z </i>(2ª Ed., Vol. 2, pp. 1497-1516).    São Paulo: Edusp e Imprensa Oficial. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1413-7372200400030001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C. &amp; Capovilla, A. G. S. (2002).    Research on the role of phonology, orthography and cognitive skills upon reading,    spelling and dyslexia in Brazilian Portuguese. In I. Smythe, J. Everatt, R.    Salter (Orgs.), <i>International Book of Dyslexia: A cross language comparison    and practice guide </i>(pp. 159-172). London: Wiley &amp; Sons.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1413-7372200400030001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C. &amp; Capovilla, A. G. S. (2004b).    Atraso na aquisição de leitura: relação com problemas de discriminação fonológica,    velocidade de processamento e memória fonológica. Em F. C. Capovilla (Org.),    <i>Neuropsicologia e aprendizagem: uma abordagem multidisciplinar </i>(2ª Ed.,    pp. 167-186). São Paulo: Memnon.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1413-7372200400030001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C., Nunes, L. R. O. P., Nogueira,    D., Nunes, D., Araújo, I., Bernat, A. B. &amp; Capovilla, A. G. S. (1997). Análise    da validade concorrente do Teste de Vocabulário por Imagens Peabody por comparação    com o desempenho escolar de pré-escola a 8ª. série: amostra fluminense.    <i>Ciência Cognitiva: Teoria, Pesquisa e Aplicação, 1</i>, 533-560.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1413-7372200400030001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Capovilla, F. C., Nunes, L. R. O. P., Nunes,    D., Araújo, I., Nogueira, D., Bernat, A. B. &amp; Capovilla, A. G. S. (1997).    O desenvolvimento do vocabulário receptivo-auditivo da pré-escola à oitava série:    normatização fluminense baseada em aplicação coletiva da tradução brasileira    do Teste de Vocabulário por Imagens Peabody. <i>Ciência Cognitiva: Teoria, Pesquisa    e Aplicação, 1</i>, 381-440.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1413-7372200400030001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Cardoso-Martins, C., Capovilla, F. C., Gombert,    J. E., Oliveira, J. B. A., Morais, J. C. J., Adams, M. J. &amp; Beard, R. B.    (2003). <i>Alfabetização infantil: os novos caminhos</i>. 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(no prelo). <i>Teste de Vocabulário por Figuras Peabody    &#151; Versão Brasileira</i>. São Paulo: Casa do Psicólogo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1413-7372200400030001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Dunn, L. M., Padilla, E. R., Lugo, D. E. &amp;    Dunn, L. M. (1986). <i>Test de Vocabulario en Imágenes Peabody: Adaptación hispanoamericana</i>.    Circle Pines: American Guidance Service.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1413-7372200400030001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Elbro, C. (1998). When reading is "readn" or    "somthn". Distinctness of phonological representations of lexical items in normal    and disabled readers. <i>Scandinavian Journal of Psychology, 39</i>, 149-153.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1413-7372200400030001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Goswami, U. &amp; Bryant, P. (1990). <i>Phonological    skills and learning to read</i>. East Sussex: Lawrence Erlbaum.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1413-7372200400030001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hempenstall, K. (1997). The whole language -    phonics controversy: An historical perspective. <i>Educational Psychology, 17</i>,    399-418.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1413-7372200400030001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Liberman, I. Y., Mann, V. A., Shankweiler, D.    &amp; Werfelman, M. (1982). Children's memory for recurring linguistic and nonlinguistic    material in relation to reading ability. <i>Cortex, 18</i>, 367-375.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1413-7372200400030001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Mody, M., Studdert-Kennedy, M. &amp; Brady,    S. A. (1997). Speech perception deficits in poor readers: auditory processing    or phonological coding? <i>Journal of Experimental Child Psychology, 64</i>,    199-231.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1413-7372200400030001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Morais, J. (1995). <i>A arte de ler</i>. São    Paulo: Editora Unesp.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1413-7372200400030001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Morais, J. (no prelo). Estudo comparativo das    representações fonológicas e metafonológicas nos iletrados e nos disléxicos.    Em F. C. Capovilla (Org.), <i>Desenvolvimento da cognição e linguagem: Avaliação,    teoria e intervenção</i>. São Paulo: Sociedade Brasileira de Neuropsicologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1413-7372200400030001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Nicolson, R. I. &amp; Fawcett, A. J. (1994).    Reaction times and dyslexia. <i>Quarterly Journal of Experimental Psychology,    47</i>, 29-48.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1413-7372200400030001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Orton, S. T. (1937). <i>Reading, writing and    speech problems in children</i>. London: Chapman and Hall.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1413-7372200400030001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Raven, J. C. (1988). <i>Matrizes progressivas    coloridas</i>. São Paulo: Centro Editor de Testes e Pesquisas em Psicologia.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1413-7372200400030001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Rudel, R. G., Denkla, M. B. &amp; Broman, M.    (1981). The effect of varying stimulus context on word finding ability: Dyslexia    further differentiated from other reading disabilities. <i>Brain and Language,    13</i>, 130-144.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1413-7372200400030001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Share, D. (1995). Phonological recoding and    self-teaching: Sine qua non of reading acquisition. <i>Cognition, 55</i>, 151-218.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1413-7372200400030001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Swanson, H. L. (1987). Verbal coding deficits    in the recall of pictorial information by learning disabled readers: The influence    of a lexical system. <i>American Educational Research Journal, 24</i>, 143-170.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1413-7372200400030001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Torgesen, J. K. &amp; Davis, C. (1996). Individual    difference variables that predict response to training in phonological awareness.    <i>Journal of Experimental Child Psychology, 63</i>, 1-21.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1413-7372200400030001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Vellutino, F. R. (1979). <i>Dyslexia: theory    and practice</i>. Cambridge: MIT Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1413-7372200400030001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=correspond></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/seta.gif" border="0"></a><b>    Endereço para correspondência</b>     <br>   Alessandra G. S. Capovilla.     <br>   Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia, Universidade São Francisco.    <br>   Rua Alexandre Rodrigues Barbosa, 45,     <br>   CEP 13.251-040, Itatiba-SP.    <br>   E-mail: <a href="mailto:alessandra.capovilla@saofrancisco.edu.br"> alessandra.capovilla@saofrancisco.edu.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 08/12/2003    <br>   Aceito em 24/08/2004</font></p>       ]]></body><back>
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