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<journal-title><![CDATA[Psicologia em Estudo]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Departamento de Psicologia - Universidade Estadual de Maringá]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A avaliação da compreensão em leitura e o desempenho acadêmico de universitários]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The reading comprehension evaluation and academic performance of undergraduate students]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade São Francisco  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The undergraduates reading comprehension and their relationship with the performance in the Portuguese language test in college admission exams was analysed as well as the achievement in their first year in college. The Cloze Test was applied to 782 freshmen of eight university courses and, among the main results, the low scoring obtained on the Cloze, inferior to the average of a possible score stood out, indicating that these students present a level of comprehension below the expected for this schooling stage. The positively and statistically meaningful correlation among the Cloze's scores, the academic productivity and the grade in Portuguese language in the college admission exams allow the affirmation that the Cloze test can be used as a predictive instrument of academic performance. It is believed that new researches on the subject will enable an enlargement of knowledge on the abilities required for an adequate formation of the college student.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação educacional]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[comportamento verbal]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[cognitive abilities]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[verbal performance]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><a name=topo></a><b>A avaliação da compreensão    em leitura e o desempenho acadêmico de universitários</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>The reading comprehension evaluation and academic    performance of undergraduate students</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Maria José Moraes da Silva<sup>I</sup>; Acácia    Aparecida Angeli dos Santos<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Psicóloga; mestre em Psicologia pelo    Programa de Pós-graduação Stricto-sensu em Psicologia da Universidade São Francisco    <br>   <sup>II</sup>Psicóloga; doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano    pela USP; docente da graduação e do Programa de Pós-graduação Stricto-sensu    em Psicologia da Universidade São Francisco</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#correspond"><font face="Verdana" size="2">Endereço para correspondência</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho avaliou a compreensão em leitura    de universitários e sua relação com o desempenho na prova de língua portuguesa    no vestibular e o rendimento médio no primeiro ano. Aplicou-se o Teste de Cloze    em 782 ingressantes de oito cursos de uma universidade particular e entre os    principais resultados destaca-se a baixa pontuação obtida no Cloze, inferior    à média de pontos possíveis, indicando que os estudantes apresentam um nível    de compreensão aquém do esperado para essa etapa de escolaridade. A identificação    de uma correlação positiva e estatisticamente significativa entre a pontuação    no Cloze, o rendimento acadêmico e a nota em língua portuguesa no vestibular    permite afirmar que o teste de Cloze pode ser utilizado como um instrumento    preditivo do desempenho acadêmico. Acredita-se que novas pesquisas sobre o tema    possibilitarão uma ampliação do conhecimento sobre as habilidades necessárias    para a formação adequada do universitário.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>avaliação educacional,    habilidades cognitivas, comportamento verbal.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The undergraduates reading comprehension and    their relationship with the performance in the Portuguese language test in college    admission exams was analysed as well as the achievement in their first year    in college. The Cloze Test was applied to 782 freshmen of eight university courses    and, among the main results, the low scoring obtained on the Cloze, inferior    to the average of a possible score stood out, indicating that these students    present a level of comprehension below the expected for this schooling stage.    The positively and statistically meaningful correlation among the Cloze's scores,    the academic productivity and the grade in Portuguese language in the college    admission exams allow the affirmation that the Cloze test can be used as a predictive    instrument of academic performance. It is believed that new researches on the    subject will enable an enlargement of knowledge on the abilities required for    an adequate formation of the college student.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>educational evaluation, cognitive    abilities, verbal performance.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A psicologia cognitiva tem procurado, ao longo    dos anos, compreender e descrever os mecanismos que possibilitam a compreensão    da leitura, sendo que a análise desse processo permite identificar diversas    operações elementares e complexas que nele interferem. Os estudos realizados    com base na teoria do processamento humano da informação têm contribuído amplamente    para a melhor compreensão dos fenômenos envolvidos (Daneman, 1982; Hannon &amp;    Daneman, 2001; Kintsch, 1988, 1994; Kintsch &amp; Van Dijk, 1978).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Além da investigação dos processos subjacentes    à compreensão da leitura, pesquisadores de diversos países vêm investigando    a existência de relação entre desempenho em leitura e rendimento acadêmico.    A pesquisa de Einbecker e Wilson (1974) com 898 universitários de quatro instituições    norte-americanas verificou a existência de uma correlação positiva e estatisticamente    significativa entre essas variáveis. Ao realizar uma pesquisa documental sobre    a leitura no âmbito universitário, Robinson, Faraone, Hittleman e Unruh (1990)    destacaram sua importância como um dos caminhos que levam o aluno ao acesso    e à produção do conhecimento, enfatizando a leitura crítica como forma de recuperar    todas as informações acumuladas historicamente e de utilizá-las de maneira eficaz.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho de muitos pesquisadores tem buscado    analisar o sujeito enquanto leitor, bem como identificar as habilidades e estratégias    envolvidas na leitura entendidas como fundamentais para o processo da compreensão    nas diversas etapas da escolarização e, em especial, no ensino superior (Marini,    1986; Oakill &amp; Garnham, 1988; Oliveira, 1993; Pereira, 1983; Santos, 1990;    Santos &amp; cols., 2000; Silva, 1998; Witter, 1997). A leitura compreensiva    de universitários deve englobar a leitura crítica, que é definida por Hussein    (1999) como a capacidade do estudante para discernir se as informações contidas    no texto estão baseadas em fatos ou na opinião do autor, mantendo o nível de    adequação ao contexto da leitura. Testando a eficiência de estratégias específicas    no treino da compreensão em leitura, este último autor verificou ser possível    fazer com que os universitários desenvolvam a leitura crítica e a criativa.    Após o programa utilizado os alunos conseguiam não só compreender as informações    contidas no texto, mas também relacioná-las com outros conteúdos e com a sua    própria vida, bem como com soluções e proposições diversas, quer em apoio ao    autor, quer em oposição a ele, porém mantendo o nível de adequação da resposta.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pesquisas brasileiras com universitários ingressantes    têm procurado caracterizar as habilidades básicas que interferem no desempenho    acadêmico, definindo-as como aspectos referentes aos conhecimentos processuais    que englobam, por exemplo, além da compreensão em leitura,  o nível de conhecimentos    gerais e atualização e a capacidade de raciocínio. Tais fatores são requisitados    constantemente no aprendizado de novos conteúdos, exigindo do universitário    a ativação dos processos de apreensão, retenção e contextualização de novas    informações obtidas por meio da leitura. Os resultados encontrados demonstram    que a probabilidade de ser bem-sucedido num curso universitário está diretamente    relacionada à maturidade do estudante enquanto leitor, que inclui habilidades    como, compreensão, ritmo, concentração, flexibilidade, criticidade e criatividade.    Outros fatores também parecem estar envolvidos, entre eles o interesse, a motivação    e as atitudes frente à leitura (Brown, 1994; Pellegrini, Santos &amp; Sisto,    2002; Santos, 1990 e 1997; Santos &amp; cols, 2000; Sampaio &amp; Santos 2002;    Santos &amp; Santos, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudos têm demonstrado que tais habilidades    não estão presentes no momento do ingresso na universidade. Os resultados de    pesquisas desenvolvidas com vestibulandos já apontam para dificuldades expressivas    na leitura e escrita, incluindo a dificuldade de organização de idéias e a limitação    de vocabulário (Carone, 1976; Rocco, 1981).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tais dificuldades se refletem no desempenho do    aluno que ingressa na universidade, sendo aparente logo no início do curso.    Contudo, a investigação de outras variáveis que podem também estar relacionadas    com o desempenho, como a idade de ingresso dos estudantes, por exemplo, só tem    sido realizada por pesquisadores estrangeiros, sugerindo a existência de vantagens    no desempenho de estudantes mais velhos quando comparados aos mais novos. Resultados    similares aparecem em pesquisas que identificaram relações estatisticamente    significativas entre a nota média e a idade de estudantes, ressaltando que os    alunos maduros (com 25 anos ou mais no momento do ingresso) obtiveram melhores    notas do que alunos tradicionais (com menos de 21 anos no momento do ingresso)    durante o primeiro ano de graduação (Simonite, 1997; Trueman &amp; Hartley,    1996; Woodley, 1984).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo de Hoskins, Newstead e Dennis (1997)    mostrou que os estudantes maduros, e em especial as mulheres, conseguiram melhores    classificações de rendimento do que alunos mais jovens. Os autores consideram    que isso pode estar relacionado com a motivação do estudante ao ingressar no    curso superior, com a habilidade do estudante maduro em utilizar enfoques apropriados    para estudar e com uma condição econômica mais favorável. Apesar desses resultados,    Richardson (1994) salienta que a maior parte das pesquisas no ensino superior    tem ignorado a idade como uma variável explicativa importante para o desempenho    acadêmico. Entretanto, cabe lembrar que muitos alunos maduros estão fazendo    um segundo curso de graduação, o que pode ser um aspecto relevante nos resultados    encontrados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outros estudos têm focalizado especificamente    diferenças no desempenho acadêmico de universitários que possam estar relacionadas    ao gênero. Destacam-se entre eles os desenvolvidos por Chapman (1995), Hoskins,    Newsted e Dennis (1997) e Nowell e Hedges (1998), dentre outros, que apontam    para um melhor rendimento das mulheres em relação aos homens.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Carelli (2002) considera que estudos científicos    brasileiros que incluam a análise de variáveis como gênero, idade de ingresso    e notas obtidas nos primeiros períodos universitários certamente contribuirão    para o estabelecimento de caminhos para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem    no ensino superior. Em seu estudo documental, identificou mais de quinhentos    trabalhos de pesquisa sobre leitura de quatro universidades brasileiras na última    década do século XX e constatou que foram, prioritariamente, realizados com    crianças normais. A autora refere-se à falta de especificação do gênero dos    sujeitos pesquisados e sugere que haja maior rigor científico, assim como uma    ampliação no número de pesquisas, enfocando alunos do ensino médio e superior.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Alguns pesquisadores brasileiros, cientes da    importância da compreensão em leitura para o bom desempenho acadêmico, têm realizado    pesquisas empíricas sobre o tema, procurando encontrar resultados confiáveis    para fundamentar o diagnóstico das dificuldades de leitura compreensiva. A preocupação    com o uso adequado de instrumentos de avaliação tem levado muitos estudiosos    da área a se debruçarem sobre uma análise mais acurada do teste de Cloze, em    busca de evidências de validade para a mensuração da compreensão em leitura,    enquanto fenômeno psicológico, possibilitando que as decisões tomadas com base    nos seus resultados sejam as mais adequadas (Santos, 1990; Santos, Primi, Taxa    &amp; Vendramini, 2002; Witter, 1997). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>TESTE DE CLOZE</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Buscando formas confiáveis para avaliar a compreensão    em leitura, Taylor (1953) fundamentou-se em princípios gestálticos e desenvolveu    o que denominou Teste de Cloze, instrumento que tem se revelado eficaz e amplamente    utilizado. Na medida em que os estudos sobre o teste foram avançando, consolidaram-se    variações do teste, que são utilizadas dependendo do objetivo pretendido, seja    para diagnóstico, seja para remediação da compreensão em leitura (Ashby-Davis,    1985; Bachman, 1990; Condemarín &amp; Milicic, 1988; Oliveira, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Hayes (1991) destaca que a facilidade da construção,    de aplicação e correção tem favorecido o uso do Cloze e a fidedignidade dos    resultados tem sido confirmada em muitas pesquisas. Há ainda autores que consideram    que o Cloze é mais que um instrumento de avaliação da compreensão em leitura,    pois possibilita o acesso aos processos de pensamento relacionados tanto com    a leitura como com a escrita (Abraham, &amp; Chapelle, 1992; Helfeldt &amp;    Henk, 1985). No entanto, vale destacar que a proporção de acertos depende não    só da habilidade de quem faz o teste, mas também da dificuldade criada pelas    lacunas, que em razão da categoria gramatical suprimida e também do assunto    abordado (Santos,1990). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, Santos, Primi, Taxa e Vendramini    (2002) investigaram as propriedades psicométricas do teste de Cloze na avaliação    da compreensão em leitura de 612 estudantes em quatro cursos diferentes de uma    universidade particular. Concluíram que a habilidade de compreensão de textos,    na forma como é exigida pelo instrumento, depende de muitas variáveis, entre    as quais a recuperação das palavras da memória de longo prazo, da recuperação    das palavras em função da estrutura sintática das frases nas quais se insere    a palavra omitida. Além disso, depende também da competência do leitor em estabelecer    relações entre os elementos do texto e da sua capacidade em desenvolver associações    apropriadas entre o conhecimento anteriormente adquirido e a informação expressa.    Valendo-se da análise da Teoria de Resposta ao Item (TRI), observaram que o    teste utilizado atingiu um alto grau de consistência interna, reafirmando a    utilidade da técnica como um instrumento de boa qualidade para a avaliação da    compreensão em leitura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo de Bormuth (1968) propõe categorias    que levam em conta os níveis de compreensão identificados com base na porcentagem    de acertos obtida, a saber, nível de frustração, com menos de 44% de respostas    corretas; nível instrucional, entre 44% e 56% de respostas corretas e nível    independente, com acertos superiores a 56%. Estudos que adotaram esse critério    têm demonstrado que muitos universitários encontram-se no nível inferior de    compreensão em leitura, o que poderia explicar as dificuldades acadêmicas que    apresentam (Alvarez, 1990; Pellegrini, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O elemento desencadeador do presente estudo foi    a crença de que a avaliação confiável da compreensão da leitura em universitários    pode possibilitar o incremento de práticas educativas mais eficazes,  para a    remediação tanto de dificuldades pontuais como daquelas que favorecem o desenvolvimento    do seu potencial como leitor. Pelas considerações realizadas verifica-se, por    um lado, a necessidade da ampliação do conhecimento sobre a técnica de Cloze    em estudos brasileiros e, por outro, a importância do diagnóstico da compreensão    em leitura, e para tanto foram estabelecidos os objetivos que se seguem.</font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">1. Identificar e correlacionar os resultados      da avaliação da compreensão em leitura mensurada pelo teste de Cloze e o rendimento      acadêmico, considerando as variáveis idade de ingresso e gênero;</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">2. comparar os resultados obtidos no Teste      de Cloze, o rendimento acadêmico e a nota em língua portuguesa obtida no processo      seletivo, em função do tipo de curso.</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Compuseram a amostra 782 universitários, sendo    254 homens (32,5%) e 528 mulheres (67,5%). A média de idade dos sujeitos pesquisados    foi de 22,03 anos, com idade mínima de 18 anos e a máxima de 50 anos (DP=5,07).    Os alunos eram provenientes de oito cursos distintos de graduação de diferentes    áreas do conhecimento, a saber, Medicina, Odontologia, Administração, Pedagogia,    Psicologia, Letras, Engenharia Civil e Matemática.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material</b></font></p>     <blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">1. Instrumento de avaliação: o teste de Cloze      utilizado foi elaborado no padrão de razão fixa, com o quinto vocábulo omitido,      num total de 40 omissões. O texto escolhido foi <i>Desentendimento<a name=n1></a><a href="#n01"><sup>1</sup></a></i>,      de Luiz Fernando Veríssimo, e os escores obtidos resultaram da soma das lacunas      preenchidas corretamente. Foi atribuído um ponto para cada palavra grafada      de forma idêntica à omitida e usada a forma de correção literal, podendo ser      alcançado o número máximo de 40 pontos.</font></p>       <p><font face="Verdana" size="2">2. Planilha com as notas resultantes da média      anual das disciplinas que o aluno cursou no ano anterior e a pontuação em      Língua Portuguesa obtida no vestibular.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os testes foram aplicados em situação de sala    de aula nos alunos que consentiram em participar voluntariamente da pesquisa.    As notas e a pontuação no vestibular foram obtidas na secretaria da instituição.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As comparações propostas entre rendimento médio    e os escores do Cloze apontaram para um índice de correlação positiva entre    as duas variáveis (<i>r</i>=0,339), considerado estatisticamente significativo    (<i>p</i>&lt;0,001). Este resultado é congruente com estudos anteriores, que    estabelecem correlações positivas entre o desempenho acadêmico e os resultados    obtidos no Cloze (Einbecker &amp; Wilson, 1974; Oliveira, 2003; Pellegrini,    1996; Santos, 1997). Assim, confirma-se a importância do Cloze tanto como instrumento    de avaliação da compreensão em leitura, como para a compreensão de suas relações    com o desempenho acadêmico. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As estatísticas descritivas referentes aos escores    no Teste de Cloze e o rendimento médio dos estudantes no 1º ano do curso estão    a seguir apresentados, por faixa etária e por gênero na <a href="#tab1">Tabela    1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a13t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se que os estudantes com melhor desempenho    no Cloze são os com menos de 21 anos. Os escores de todos os grupos ficaram    abaixo da metade de acertos possíveis, o que pode ser considerado muito baixo    para alunos que estão adentrando num curso superior. Tais resultados são similares    aos obtidos por Alvarez (1990) com universitários venezuelanos, o qual identificou    que a maioria dos sujeitos focalizados em seu estudo encontravam-se no nível    de frustração em leitura, ou seja, não atingiam o percentual de acertos de 44%.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com relação ao rendimento acadêmico, observou-se    que a média dos estudantes maduros foi mais elevada do que a das demais faixas    etárias, embora nenhum dos grupos apresentasse uma superação expressiva da média    cinco adotada, à época, para a aprovação na universidade em que os dados foram    coletados. Estes resultados confirmam as pesquisas de Woodley (1984), Trueman    e Hartley (1996), Simonite (1997) e Hoskins, Newstead e Dennis (1997), nas quais    os alunos maduros obtiveram melhores notas do que alunos tradicionais durante    o primeiro ano de graduação. A inaptidão para a leitura e escrita em estudantes    que chegam ao nível superior também foi constatada por Pereira (1983), Marini,    1986, Oakhill e Garnham (1988) e, mais recentemente, por Silva (1998), que observaram    a falta de compreensão de textos como um dos determinantes do baixo desempenho    de alunos, visto que, compreendendo apenas parcialmente o que lêem, deixam de    entender aspectos essenciais do material a ser aprendido. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados relativos à comparação entre o rendimento    acadêmico, considerando-se a faixa etária de ingresso, foram submetidos à análise    de variância. Os resultados demonstraram a existência de diferença estatisticamente    significativa entre as faixas etárias, sendo <i>F</i>(2,779)=3,699; <i>p</i>=0,025,    com superioridade do grupo mais jovem. Tais resultados são convergentes com    o de Woodley (1984), que encontrou alunos maduros com desempenho médio mais    elevado do que o de alunos mais velhos. Pesquisas mais recentes, como as Trueman    e Hartley (1996) e de Hoskins, Newstead e Dennis (1997), também apresentaram    resultados similares quando compararam a idade de ingresso e o rendimento acadêmico    médio no primeiro ano de universitários. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Não obstante, com relação ao desempenho no Cloze    não houve diferenças estatisticamente significativas quando se considerou a    variável idade, tendo a análise realizada apresentado os seguintes índices <i>F</i>(2,779)=0,243;    <i>p</i>=0,785. Com base nestes resultados, a idade não pode ser identificada    como um fator relacionado aos escores obtidos. Sugere-se que outros estudos    explorem mais detalhadamente as essa variável, já que ela se mostra relevante    quando se considera o rendimento acadêmico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mediante os resultados obtidos em relação ao    gênero e aos escores do Cloze pode-se afirmar que as pontuações alcançadas pelo    gênero feminino foram maiores do que as obtidas pelo gênero masculino em todas    as faixas de idade e sempre acima da média total de 17,768. No que diz respeito    ao rendimento médio, o gênero feminino também obteve resultados mais altos do    que o gênero masculino nos três grupos de idade, tendo as mulheres com idade    madura um melhor desempenho, cuja média foi de 6,900, contra o maior desempenho    masculino de homens maduros, com média de 6,225.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observa-se, portanto, a existência de uma diferença    entre as pontuações do Cloze e rendimento acadêmico, quando se considera a variável    gênero, e que essa diferença se mantém favorável ao gênero feminino entre os    três grupos etários. As provas que avaliaram possíveis efeitos de interação    entre ambas as variáveis não apresentaram significância estatística, sendo que    para o Cloze os resultados obtidos foram <i>F</i>(2,776)=0,032; <i>p</i>=0,969,    e para o rendimento médio, <i>F</i>(2,776)=1,580; <i>p</i>=0,207.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A diferença existente entre os gêneros no rendimento    acadêmico já havia sido destacada por Nowell e Hedges (1998), com superioridade    a favor das mulheres nos estudos publicados nos últimos trinta anos. Além disso,    outros pesquisadores, como Hoskins, Newstead e Dennis (1997) e Chapmam (1995),    também apontam em seus estudos a probabilidade maior de as mulheres obterem    melhores resultados do que os homens. Vale lembrar que outros autores têm enfatizado    a falta de pesquisas enfocando essas variáveis no ensino superior, o que dificulta    maiores reflexões sobre os resultados aqui encontrados (Carelli, 2002; Richardson,    1994).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando-se o segundo objetivo deste estudo,    a análise estatística dos dados mostrou índices de correlações significativos    (<i>p</i>&lt;0,001) em todas as comparações realizadas. Assim, entre o teste    de Cloze e a pontuação em Língua Portuguesa obteve-se o índice de <i>r</i>=0,250,    e para o rendimento acadêmico e a pontuação em Língua Portuguesa o índice foi    de <i>r</i>=0,259. O maior índice de correlação foi obtido entre os escores    do teste de Cloze e o rendimento acadêmico (<i>r</i>=0,339). Tais correlações,    embora significativas, são consideradas baixas para a generalização dos resultados.    Com base nestes índices é possível inferir-se que a baixa pontuação do Cloze    tenha refletido o fraco desempenho em Língua Portuguesa na ocasião do ingresso,    estando também relacionada às médias obtidas nas disciplinas do curso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes achados são congruentes com os trabalhos    anteriores de Carone (1976) e Rocco (1981), que encontraram dificuldades expressivas    na leitura e escrita de vestibulandos. Ambos os autores destacam que, mesmo    tendo concluído o ensino médio, os candidatos ao ingresso no ensino superior    apresentavam incapacidades sérias como falta de coesão ns redações, incoerência    de pensamento, uso excessivo de clichês e frases feitas, falta de originalidade    e criatividade. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que diz respeito à identificação do desempenho    dos sujeitos no teste de Cloze e rendimento médio em função do curso escolhido,    os resultados obtidos aparecem ilustrados na <a href="#tab2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a13t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando-se a média no Cloze (17,768) e o    rendimento médio anual (6,397) do total dos alunos, pode-se constatar que os    alunos dos cursos de Administração e Engenharia Civil ficaram abaixo da média    em ambos os indicadores. Os alunos do curso de medicina obtiveram pontuações    médias (21,500) superiores nos resultados do Cloze, ficando em segundo lugar    quando se considerou a média anual. Apresentaram ainda um menor desvio-padrão    tanto no Cloze (3,329) como no rendimento médio (0,501). Levando-se em conta    a média de notas, os estudantes de pedagogia obtiveram maior rendimento (7,393)    que os dos outros cursos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre este aspecto, vale refletir sobre as formas    de avaliação do desempenho acadêmico. Os parâmetros utilizados pelos professores    de diferentes cursos para analisar a aprendizagem de seus alunos são heterogêneos    e aplicados sem o mesmo rigor. Sabe-se que os cursos não podem ter as médias    dos alunos comparadas cegamente entre si, visto que as áreas e o corpo docente    têm olhares diversos sobre os critérios e as exigências quanto à avaliação da    aprendizagem. Seria interessante que fossem realizados estudos qualitativos    dos cursos para que as relações entre esses resultados pudessem ser melhor exploradas,    especialmente no que se refere ao nível socioeconômico-cultural dos alunos e    às diferenças da demanda pela vaga.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A análise de variância aplicada para verificar    a eventual significância das diferenças entre as pontuações no Cloze e o rendimento    anual entre os cursos apresentou diferenças estatisticamente significativas.    Entre os escores do Cloze obteve-se <i>F</i>(7,774)=11,553 e <i>p</i>&lt;0,001    e entre as médias <i>F</i>(7,774)=41,388 e <i>p</i>&lt;0,001. Considerando-se    que todos os índices demonstraram diferenças estatísticas altamente significativas,    aplicou-se uma análise <i>post<u> </u>hoc, </i>com o <i>teste Student- Newman-Keuls,</i>    para melhor compreensão das diferenças detectadas na análise de variância. Os    resultados obtidos aparecem ilustrados na <a href="#tab3">Tabela 3</a> e <a href="#tab4">4</a>.    </font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a13t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a13t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"></font><font face="Verdana" size="2">Com base    nos resultados apresentados pode-se verificar que, em relação ao Cloze, os alunos    do curso de Letras obtiveram uma pontuação alta, ficando agrupados com alunos    da Medicina, o que revela um nível de leitura melhor destes estudantes em relação    aos dos outros cursos analisados. Pressupõe-se que estudantes que optam pelo    curso de Letras são sujeitos que possuem um maior interesse pela leitura de    textos e talvez, por isso, uma facilidade maior de compreensão. Outro aspecto    a ser considerado é que, pelo cadastro de informações obtido durante o vestibular,    constatou-se que os alunos de Medicina são oriundos, na grande maioria, de escolas    particulares e que realizaram cursos pré-vestibulares preparatórios para sua    aprovação em um curso altamente disputado. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todo esse conjunto de situações e um melhor preparo    para o ingresso no ensino superior parecem possibilitar aos alunos de Medicina    um desempenho acima de todos os demais cursos nas variáveis focalizadas. Vale    ressaltar que, embora tenham atingido resultados mais elevados, isso não significa    necessariamente que sejam bons leitores, pois pode apenas refletir que possuem    algumas das competências necessárias para tanto. Cabe, no entanto, analisar    se eles têm o hábito de ler e se a escolha do material lido é rico e variado    para proporcionar-lhes um conhecimento amplo não apenas na área para a qual    estão sendo formados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No agrupamento resultante da análise do rendimento    médio anual, novamente o destaque vai para os alunos de Medicina. Acredita-se    que alguns fatores podem contribuir para isso, uma vez que são alunos mais     bem-preparados e melhor treinados em suas habilidades e no uso de estratégias    para o ingresso na universidade, tendo-se como referência que o curso exige    dedicação em tempo integral no período diurno. Essas considerações vêm amparadas    em pesquisas que indicam que a habilidade em utilizar as estratégias para resolver    problemas de compreensão no ato de ler é que diferencia os leitores de alto    e baixo rendimento (Brown, 1994; Santos, 1997; Santos &amp; Santos, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maior habilidade em compreensão de leitura    dos alunos de Medicina permitia a hipótese de que seu rendimento médio anual    também estaria entre os mais elevados, o que pôde ser aqui detectado. Como já    ressaltado por vários pesquisadores, o nível de compreensão em leitura interfere    diretamente no desempenho acadêmico (Pereira, 1983; Sampaio &amp; Santos, 2002;    Santos, 1990; Santos, 1997; Witter, 1997).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base nos resultados obtidos é possível concluir    que o teste de Cloze mostrou-se um instrumento adequado para avaliar a compreensão    em leitura e que apresenta evidências de validade concorrente, tendo como critério    o desempenho acadêmico. Verificou-se que o número médio de acertos no Cloze    ficou abaixo do que se espera para alunos universitários, demonstrando que os    estudantes possuem um nível de compreensão aquém do desejado para obter os conhecimentos    necessários no nível superior. Por um lado, observou-se que não houve diferença    na compreensão em leitura relacionada à idade de ingresso do estudante e, por    outro, que o rendimento acadêmico médio dos alunos maduros foi significativamente    melhor do que o de alunos mais jovens. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando se focalizou a variável gênero, verificou-se    que as mulheres apresentaram melhor <i>performance</i> do que os homens quando    comparados em função das variáveis compreensão em leitura e desempenho acadêmico.    Vale também ressaltar que o tipo de texto utilizado não parece ter interferido    na sua compreensão, porquanto os alunos que obtiveram os escores mais altos    são advindos de áreas diferentes do conhecimento, a saber, Letras e Medicina.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As pesquisas enfocando os aspectos investigados    neste trabalho são insuficientes para que se possam obter resultados conclusivos    em relação às variáveis idade e gênero. Há fatores - como o contexto social,    familiar, cultural e econômico, dentre muitos outros - que podem ter colaboração    fundamental tanto para o desenvolvimento da compreensão de textos como para    o sucesso acadêmico. Seria interessante que novos estudos com universitários    investigassem e estabelecessem relações com essas e outras variáveis que aqui    não foram focalizadas e, também, apontassem caminhos alternativos para que o    processo de ensino-aprendizagem no ensino superior fosse otimizado. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As correlações encontradas entre o desempenho    no Cloze, nota em Língua Portuguesa no vestibular e posterior desempenho acadêmico    sugerem a possibilidade de se identificar precocemente os estudantes "de risco".    No entanto, seria necessária a realização de estudos similares, com outras amostras,    visando à confirmação dos resultados aqui encontrados. De qualquer forma, é    urgente o investimento em investigações dessa natureza, considerando-se que    estudos anteriores desenvolvidos por pesquisadores estrangeiros e brasileiros    têm apontado a importância da identificação das habilidades básicas do ingressante    no ensino superior. Um diagnóstico precoce de possíveis dificuldades pode favorecer    a criação de mecanismos que propiciem uma aprendizagem mais eficaz e, conseqüentemente,    um desempenho acadêmico melhor. Dessa forma, estaria sendo garantida a formação    de um profissional mais competente. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sabe-se, não obstante, que as instituições educacionais    superiores, bem como seus docentes, não estão adequadamente preparados para    ajudar os alunos a reconhecer e superar os <i>déficits</i> em leitura que apresentam    no momento do ingresso. Assim, ressalta-se a necessidade de diagnósticos precisos    para determinar ações remediativas e preventivas apropriadas, tendo-se em vista    a importância da educação superior, não só para a formação técnica, mas também,    a de sujeitos ativos e conscientes de sua cidadania, capazes de melhorar a sociedade    na qual estão inseridos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Abraham, R. G., &amp; Chapelle, C. A. (1992).    The meaning of cloze test scores: an item difficulty perspective. <i>The Modern    Language Journal,</i> 76, 468-479.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1413-7372200400030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alvarez, M. S. (1990). Entrenamiento en comprensión    lectora utilizando la tecnica de Cloze con estudiantes del primer semestre de    educación superior. <i>Transinformação</i>, <i>2</i>, 99-113.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1413-7372200400030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Ashby-Davis, C. (1985). Cloze and comprehension:    A qualitative analysis and critique,<i>Journal of Reading</i>, <i>28</i>,    585-589. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1413-7372200400030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Bachman, L. (1990). <i>Fundamental considerations    in language testing</i>. Oxford-UK: Oxford University Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1413-7372200400030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Bormuth, J. R. (1968)<i>. </i>Cloze Test readability:    Criterion references scores. <i>Journal of Educational Measurement, 5</i>, 189-196.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1413-7372200400030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Brown, D. (1994). <i>Principles of language    learning and teaching</i>. New Jersey: Prentice-Hall.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1413-7372200400030001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Carelli, A. M. (2002). <i>Produção científica    em leitura: Dissertações e Teses (1990-1999).</i> Tese de Doutorado Não-Publicada.    Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1413-7372200400030001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Carone, F. B. (1976). O desempenho lingüístico    dos candidatos ao vestibular: Concordância verbal. <i>Cadernos de Pesquisa,    19</i>, 39-52. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1413-7372200400030001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Chapman, K. (1995). Geography degrees and gender:    patterns and possible explanations. <i>Area, 27</i>, 1, 62-73.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1413-7372200400030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Condemarín, M., &amp; Milicic, N. (1988). <i>Test    de Cloze: Procedimiento para el desarrollo y la evaluación de la comprensión    lectora. </i>Santiago-Chile: Editorial Andrés Bello.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1413-7372200400030001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Daneman, M. (1982). The measurement of reading    comprehension: How not to trade construct validity for predictive power<i>.    Intelligence, 6</i>, 331-345.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1413-7372200400030001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Einbecker, P. E., &amp; Wilson, R. C. (1974).    Does reading ability predict college performance? <i>Journal of Reading, 18</i>,    234-237.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1413-7372200400030001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hannon, B., &amp; Daneman, M. (2001). A new    tool for measuring and understanding individual differences in the component    processes of reading comprehension. <i>Journal of Educational Psychology, 93</i>,    103-128.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1413-7372200400030001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hayes, B. L. (1991). <i>Effective strategies    for teaching reading</i>. Needham Heights: Allyn and Bacon.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1413-7372200400030001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Helfeldt, J, P., &amp; Henk, W. A (1985). Usefulness    of conventional vs total random cued cloze tests as measure of reading comprehension,    <i>Journal of Reading, 28</i>, 719-725. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1413-7372200400030001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hoskins, S. L., Newstead S. E., &amp; Dennis    I. (1997). Degree performance as a function of age, gender, prior qualifications    and discipline studied. <i>Assessment and Evaluation in Higher Education, 22,</i>    317-328.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1413-7372200400030001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Hussein, C. L. (1999).Treino e generalização    de leitura crítica e criativa- Um estudo experimental com universitários. <i>Estudos    de Psicologia, 16</i>, 16-27. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1413-7372200400030001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Kintsch, W. (1988). The role of knowledge in    discourse comprehension a construction &#151; Integration model<i>. Psychological    Review, 95,</i> 163-182.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1413-7372200400030001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Kintsch, W. (1994). Text comprehension, memory    and learning. <i>American Psychologist, 49</i>, 294-303.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1413-7372200400030001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Kintsch, W., &amp; van Dijk, T.A. (1978). Toward    a model of text comprehension and production<i>.Psychological Review,    85</i>, 363-394. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1413-7372200400030001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Marini, A. (1986). <i>Compreensão de leitura    no ensino superior: Teste de um programa para treino de habilidades</i>. Tese    de Doutorado Não-Publicada, Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1413-7372200400030001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Nowell, A., &amp; Hedges L. V. (1998). Trends    in gender differences in academic achievement from 1960 a 1994. <i>Sex Roles,    39</i>, 21-43</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1413-7372200400030001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Oakhill, J., &amp; Garnham, A. (1988). <i>Becoming    a Skilled Reader</i>. New York: Basil Blackwell.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1413-7372200400030001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Oliveira, K. L. (2003). <i>Compreensão de leitura,    desempenho acadêmico e avaliação da aprendizagem</i>. Dissertação de Mestrado    Não-Publicada. Programa de Pós-Graduação <i>Strictu-sensu</i> em  Psicologia,    Universidade São Francisco. Itatiba. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1413-7372200400030001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Oliveira, M. H. M. (1993). <i>A leitura do universitário:    Estudo comparativo entre cursos de engenharia e fonoaudiologia da PUCCAMP</i>.    Dissertação de Mestrado Não-Publicada. Departamento de Pós-Graduação do Instituto    de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1413-7372200400030001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Pellegrini, M. C. K. (1996). Avaliação dos níveis    de compreensão e atitudes frente à leitura em universitários. Dissertação de    Mestrado Não-Publicada, Programa de Estudos Pós-graduados em Educação da Universidade    São Francisco, Bragança Paulista.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1413-7372200400030001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Pellegrini, M. C. K., Santos, A. A. A. &amp;    Sisto, F. F. (2002). Evaluación de las actitudes de lectura en universitarios<i>.    Lectura y Vida, 23</i>, 26-33. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1413-7372200400030001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Pereira, M. E. M. (1983).<i> Uma análise das    dificuldades de compreensão de textos entre estudantes universitários</i>. Dissertação    de Mestrado Não-Publicada, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1413-7372200400030001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Richardson, J. T. E. (1994). Mature students    in higher education: A literature survey on approaches to studying. <i>Studies    in Higher Education, 19</i>, 309-325. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1413-7372200400030001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Robinson, H. A., Faraone, V., Hittleman D. R.,    &amp; Unruh, E. (1990). <i>Reading comprehension instruction</i>. Newark- DE:    International Reading Association.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1413-7372200400030001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Rocco, M. T. F. (1981). <i>Crise na linguagem:    A redação no vestibular</i>. São Paulo: Mestre Jou.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1413-7372200400030001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Sampaio, I. S., &amp; Santos A. A. A. (2002).    Leitura e redação entre universitários: Avaliação de um programa de remediação.    <i>Psicologia em Estudo, 7</i>, 31-38.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1413-7372200400030001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Santos, A. A. A. (1990).Compreensão    em leitura na universidade: Um estudo comparativo entre dois procedimentos de    treino. <i>Estudos de Psicologia, 7</i>, 39-53.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1413-7372200400030001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos, A. A. A. (1997). Psicopedagogia no 3º    grau: Avaliação de um programa de remediação em leitura e estudo. <i>Proposições,    8</i>, 27-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1413-7372200400030001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Santos A. A. A., Primi R., Taxa F., &amp; Vendramini    C. M. M. (2002). O Teste de Cloze na avaliação da compreensão em leitura. <i>Psicologia:    Reflexão e Crítica, 15</i>, 549-560.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1413-7372200400030001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Santos, A. A. A, Primi, R, Vendramini, C. M,    Taxa, F., Luckjanenko, M. F., Muller, F, Sampaio I., Andraus Jr., S., Kuse,    F. K, &amp; Bueno C. H. (2000). Habilidades básicas de ingressantes universitários.    <i>Revista Avaliação, 2</i>, 33- 45.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1413-7372200400030001400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Santos, A. A. A., &amp; Santos, E. C. P (2002).    Avaliação de um programa de intervenção para o ensino de espanhol. Maracay-VE,    <i>Paradigma, XXIII</i>, 49-76.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1413-7372200400030001400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Silva, E. M. T. (1998). <i>Compreensão de leitura    em estudantes de direito</i>. Dissertação de Mestrado Não-Publicada, Instituto    de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1413-7372200400030001400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Simonite, V (1997). Academic achievement of    mature students on a modular degree. <i>Journal of Further and Higher Education,    21</i>, 2, 241-249.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1413-7372200400030001400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Taylor, W. L. (1953). Cloze procedure: A new    tool for measuring readability. <i>Journalism Quarterly, 30</i>, 434-438.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1413-7372200400030001400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Trueman, M., &amp; Hartley, J (1996). A comparison    between the time-management skills and academic performance of mature and traditional-entry    university students<i>.Higher Education, 32</i>, 199-215.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1413-7372200400030001400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Witter, G. P. (1997). <i>Psicologia leitura    e universidade</i>. Campinas: Alínea.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1413-7372200400030001400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Woodley, A. (1984). The order the better? A    study of mature student performance in British universities, <i>Research in    Education, 32</i>, 32-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1413-7372200400030001400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=correspond></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/seta.gif" border="0"></a><b>    Endereço para correspondência</b>     <br>   Acácia Aparecida Angeli dos Santos:     <br>   Universidade São Francisco - Campus Itatiba    <br>   Programa de Pós-graduação em Psicologia    <br>   Rua Alexandre Rodrigues Barbosa, 45    <br>   CEP 13 251-040, Itatiba-SP.    <br>   E-mail: <a href="mailto:acacia.santos@saofrancisco.edu.br"> acacia.santos@saofrancisco.edu.br</a>    / <a href="mailto:acaciasantos@terra.com.br">acaciasantos@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 03/10/2003    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Aceito em 21/07/2004</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=n01></a><a href="#n1">1</a> Veríssimo,    L.F. (1995) Desentendimento. Ícaro - Revista de bordo, 136, Ano XII.</font></p>      ]]></body><back>
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