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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Matrizes progressivas coloridas de Raven - escala especial: normas para Porto Alegre, RS]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Raven's Coloured Progressive Matrices was proposed standards to Porto Alegre (RS) children. The sample was composed by 779 children from Porto Alegre state public schools, aged from 4 years and 9 months to 11 years and 9 months. It was found a progressive increase in average scores as age increased and it was not verified differences between boys and girls. Comparing average scores between children from São Paulo and Porto Alegre public schools we found that the average scores from Porto Alegre children was higher, but they were lower than the scores from São Paulo private schools children. Percentile ranks were obtained to each age level with range of six months. Research results show the need to establish specific norms to different Brazilian regions, mainly concerning intelligence tests.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><a name=topo></a><b>Matrizes progressivas coloridas    de Raven &#151; escala especial: normas para Porto Alegre, RS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>The Raven's coloured    progressive matrices: norms for Porto Alegre, RS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Denise Ruschel Bandeira<sup>I</sup>; Irai Cristina Boccato Alves<sup>II</sup>; Angélica Elisa Giacomel<sup>III</sup>; Luciano Lorenzatto<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul    <br> <sup>II</sup>Docente de Graduação e de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo  e  Coordenadora do LITEP &#151; Laboratório Interdepartamental de Técnicas de Exame Psicológico    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>III</sup>Bolsista PIBIC/CNPq durante a realização da pesquisa, atualmente cursando o Mestrado em Psicologia Social no Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul    <br> <sup>IV</sup>Bolsista PIBIC/CNPq durante a realização da pesquisa e atualmente Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pelo Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul</font></p>       <p><a href="#correspond"><font face="Verdana" size="2">Endereço para correspondência</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>       <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Teste    das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven destina-se à avaliação do desenvolvimento    intelectual de crianças de 5 a 11 anos de idade. O presente trabalho teve como    objetivo estabelecer normas para as crianças de Porto Alegre &#151; RS. A amostra    foi composta por 779 crianças matriculadas em escolas estaduais, de 4 anos e    9 meses a 11 anos e 9 meses. Foi constatado aumento progressivo nas médias de    pontos com o aumento da idade e não foram encontradas diferenças entre meninos    e meninas. Na comparação com as crianças de escolas públicas de São Paulo, as    médias das crianças de Porto Alegre foram mais altas, mas em geral foram inferiores    às das escolas particulares de São Paulo.  Foram estabelecidas as normas em    percentis para cada faixa etária. Os resultados reforçam a necessidade do estabelecimento    de normas distintas para as diferentes regiões do Brasil, principalmente em    relação aos testes de inteligência..</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>matrizes progressivas coloridas de Raven, avaliação    da inteligência, normas.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The Raven's Coloured Progressive Matrices was proposed standards to Porto    Alegre (RS) children. The sample was composed by 779 children from Porto Alegre    state public schools, aged from 4 years and 9 months to 11 years and 9 months.    It was found a progressive increase in average scores as age increased and it    was not verified differences between boys and girls. Comparing average scores    between children from São Paulo and Porto Alegre public schools we found that    the average scores from Porto Alegre children was higher, but they were lower    than the scores from São Paulo private schools children. Percentile ranks were    obtained to each age level with range of six months. Research results show the    need to establish specific norms to different Brazilian regions, mainly concerning    intelligence tests.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Raven's Coloured Progressive Matrices, norms, intelligence assessment.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Teste das Matrizes Progressivas de Raven foi desenvolvido    por John C. Raven na Universidade de Dumfries, Escócia, sendo padronizado e    publicado em 1938. A forma original, denominada Matrizes Progressivas Standard    (Standard Progressive Matrices &#151; SPM), é conhecida no Brasil como Escala Geral.    Ela foi "planejada para abranger todas as faixas de desenvolvimento intelectual,    desde o momento em que a criança é capaz de compreender a idéia de encontrar    o pedaço que falta para completar um desenho" (Angelini, Alves, Custódio, Duarte    &amp; Duarte, 1999, p. XVII).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1947, o autor desenvolveu mais duas escalas, as Matrizes    Progressivas Coloridas (<i>Coloured Progressive Matrices</i> &#151; CPM) e as Matrizes    Progressivas Avançadas (<i>Advanced Progressive Matrices</i> &#151; APM). A primeira,    para ser empregada com crianças pequenas, pessoas idosas  e deficientes mentais,    destina-se à faixa de 5 a 11 anos, no que se refere a crianças. A segunda, para    testar pessoas com capacidade intelectual superior à média,  é mais usada para    pessoas com escolaridade universitária.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As Matrizes Progressivas Coloridas são conhecidas no Brasil    como Escala Especial, que é constituída por três séries de 12 itens: A, Ab e    B. Os itens estão dispostos em ordem de dificuldade crescente em cada série,    sendo cada série mais difícil do que a série anterior. No início de cada série    são sempre colocados itens mais fáceis, cujo objetivo é introduzir o examinando    num novo tipo de raciocínio, que vai ser exigido para os itens seguintes. Os    itens consistem em um desenho ou matriz com uma parte faltando, abaixo do qual    são apresentadas seis alternativas, uma das quais completa a matriz corretamente.    O examinando deve escolher uma das alternativas  como a parte que falta.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A escala colorida recebe este nome porque a maior parte de    seus itens são impressos com um fundo colorido, cujo objetivo é atrair a atenção    e motivar as crianças pequenas. Esta escala foi revista em 1956 por seu autor,    que modificou a ordem de dois itens, alterou o desenho de algumas alternativas    de itens e mudou as alternativas de alguns itens de posição. Desde essa revisão    o teste não foi mais modificado. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O teste foi elaborado tendo como base o referencial da teoria    bifatorial de Charles Spearman e tem como objetivo avaliar o que o autor define    como capacidade intelectual geral &#151; fator "g". Na verdade, as Matrizes Progressivas    pretendem avaliar um dos componentes do fator "g", a capacidade edutiva.  O    outro componente é a capacidade reprodutiva, que é avaliada por testes de vocabulário,    como as escalas Mill Hill e Crichton, não publicadas no Brasil. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A capacidade edutiva consiste em extrair novos <i>insights</i>    (compreensões) e informações do que já é percebido ou conhecido.  </font></p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As Matrizes medem a capacidade de eduzir relações... porque    as variáveis entre as quais as relações devem ser vistas, não são óbvias em    si mesmas (Angelini, Alves, Custódio,  Duarte,  &amp; Duarte 1999, p. 5).</font></p> </blockquote>       <p><font face="Verdana" size="2">A relação precisa ser descoberta para que as variáveis possam    ser reconhecidas. Portanto a capacidade edutiva relaciona-se à capacidade "de    extrair significado de uma situação confusa, de desenvolver novas compreensões,    de ir além do que é dado para perceber o que não é imediatamente óbvio, de estabelecer    constructos", principalmente não verbais (p. 3).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A capacidade reprodutiva relaciona-se ao domínio, à lembrança    e à reprodução de materiais, em geral verbais, que constituem a base cultural    de conhecimentos. É avaliada principalmente por testes de vocabulário.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em função do referencial teórico do qual deriva, o Teste de    Raven avalia a inteligência medida pelo seu produto final, ou seja, pelos resultados    (Davidoff, 1983). Dessa forma, desconsidera os processos ou diferenças qualitativas    que interferem nas respostas dos indivíduos. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As normas para a escala de 1947, obtidas em Dumfries com uma    amostra de 608 crianças, foram publicadas pelo seu autor em 1949. Em 1982, houve    uma nova padronização, com uma amostra de 598 crianças, usando o teste revisto.    No Manual do CPM publicado em 1995, Raven, Court e Raven apresentam diversos    estudos normativos recentes, realizados em diversos países. Em 1984, Roberts    testou crianças de uma escola no Sudeste da Inglaterra e encontrou resultados    muito semelhantes aos da padronização de 1982, feita em Dumfries. Entre os estudos    normativos citados, encontram-se o de Reddington e Jackson, em 1988, na Austrália;    o de Schmidtke, Schaller e Becker, em 1978, e o de Guthke, em 1986, na Alemanha;    o de Ferjencik, em 1985, na Eslováquia; o de Van bom, na Holanda em 1986; o    de Gehriger, em 1970, e o de Martinolli, em 1989, na Suíça; o de Kahn, Spears    e Rivera, em 1977 em Porto Rico, o de Dolores Munoz numa área isolada das montanhas    do Peru em 1993; o de Angelini, Alves, Custódio e Duarte, em São Paulo em 1988;    o da Espanha em 1994 e  o dos Estados Unidos em 1986.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As normas nacionais americanas    foram obtidas em vários locais do país e os dados foram ponderados para refletir    a proporção de crianças que viviam nas diversas regiões do país. Essas normas    indicaram resultados mais baixos do que os britânicos, mas variaram consideravelmente    entre os distritos escolares, sendo que os resultados foram mais altos, conforme    aumentava o nível socioeconômico das amostras, com resultados mais baixos para    as áreas rurais. Os autores chamam a atenção para a necessidade de normas adequadas    para o contexto em que vão ser usadas. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil foram feitas algumas    pesquisas normativas com a forma de 1947 do CPM, destacando-se entre elas a    de Angelini, Rosamilha e Almeida (1966) e a de Jacquemin e Xavier (1982). O    estudo de Angelini, Rosamilha e Almeida foi realizado com 505 crianças entre    7 e 11 anos de idade, na região Centro-Sul do Brasil, das cidades de Belo Horizonte,    São Paulo, Rio de Janeiro e Americana. A pesquisa de Jacquemin e Xavier foi    realizada com 1131 crianças de 5 a 11 anos, da cidade de Ribeirão Preto, com    o nível de escolaridade compatível com a idade, excluindo assim as crianças    atrasadas ou adiantadas em relação à escolaridade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Posteriormente, Jacquemin e Xavier (1984) realizaram com a    mesma amostra um estudo da fidedignidade pelo método das metades aplicando a    correção de Spearman-Brown. Os coeficientes variaram de 0,45 a 0,93 para as    diversas idades,  sendo de 0,90 para a amostra total.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a forma de 1947, também foi realizada a pesquisa de Pasquali,    Wechsler e Bensusan (2002), que examinaram a validade de construto do teste    com uma amostra de crianças do Distrito Federal, através da análise fatorial.    Constataram a presença de quatro fatores e um fator geral, constituído por 25    dos 36 itens do teste. No entanto, esses resultados não podem ser considerados    para a forma atual do teste, pois a forma de 1956 sofreu várias modificações.    Foram alteradas as posições de várias alternativas em 11 itens, dois itens tiveram    sua ordem trocada (A11 e A12) e um item sofreu modificação no desenho em uma    das alternativas (Angelini e cols., 1999). Dessa forma, não é possível saber    qual o efeito dessas alterações sobre a estrutura fatorial do teste. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Empregando a forma de 1956, pode ser citada a pesquisa de    Bandeira e Hutz (1994), que investigaram o uso conjunto do Desenho da Figura    Humana, do Bender e do Raven como preditores do rendimento escolar na primeira    série. Os resultados indicaram que, embora o teste de Raven tenha apresentado    correlações significantes com o rendimento escolar, não contribuía de forma    significativa na predição do rendimento escolar, quando combinado com os outros    dois testes. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A revisão da escala colorida também foi usada como parâmetro    para estabelecer a validade de critério nas pesquisas de padronização de vários    testes. Entre eles podem ser citados a Escala de Maturidade Mental Colúmbia    (Alves e Duarte, 1993), o Teste de Inteligência Não Verbal para Crianças &#151; R2    (Rosa e Alves, 2000) e a Escala Wechsler de Inteligência para Crianças &#151; WISC    III (Figueiredo, 2002). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O caderno do teste referente à revisão de 1956 foi publicado    em 1988 pela Casa do Psicólogo, com um manual abreviado (Raven, Raven &amp;    Court,1988), que incluía as normas da padronização realizada na cidade de São    Paulo (SP) por Angelini, Alves, Custódio e Duarte.  Esse manual foi substituído    pela sua versão atual (Angelini, Alves, Custódio, Duarte e Duarte, 1999), publicada    pelo Centro Editor de Testes e Pesquisas em Psicologia (CETEPP), que desde 1992    também é responsável pela publicação dos cadernos de aplicação do teste.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pesquisa de padronização do teste foi feita na cidade de    São Paulo, pela dificuldade de se conduzir uma pesquisa nacional, em função    da grande extensão territorial do Brasil, bem como pela grande diversidade cultural    existente nas diferentes regiões do país, o que leva à necessidade de construção    de normas regionais. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A primeira fase da pesquisa de padronização foi feita com    uma amostra de 1417 sujeitos, considerando-se as variáveis sexo, idade e tipo    de escola. As idades variaram de 4 anos e 9 meses a 11 anos e 9 meses, divididas    em 14 faixas etárias, com amplitude de 6 meses, sendo aproximadamente metade    de cada sexo. O tipo de escola foi incluído como uma forma de controle do nível    socioeconômico da amostra, procurando-se manter na amostra a mesma proporção    de sujeitos que a existente nas matrículas dos três tipos de escola (particular,    municipal e estadual), de acordo com as estatísticas oficiais. As normas obtidas    foram publicadas no manual de 1988 (Raven, Raven &amp; Court, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na segunda fase da pesquisa, a amostra original foi complementada    com mais 130 sujeitos nas faixas de 11 e 11,5 anos, que cursavam a 5ª    e 6ª séries do primeiro grau, uma vez que a amostra anterior incluía    crianças apenas até a 4ª série. A amostra ficou composta então de    1547 sujeitos e foi denominada como Amostra Geral. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo-se em vista que a comparação dos resultados das crianças    em função do tipo de escola indicou que havia diferenças estatisticamente significantes    entre as médias das crianças de escolas particulares em relação às das escolas    municipais e estaduais (públicas), decidiu-se fazer tabelas de normas para esses    dois tipos de escola. Como a amostra de crianças de escolas particulares era    insuficiente para se estabelecerem normas, foi coletada uma amostra complementar    nas escolas particulares de 361 crianças, totalizando a amostra final 1908 crianças.  </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Não foram elaboradas tabelas separadas para meninos e meninas    porque foi constatado não haver diferenças estatisticamente significantes nos    resultados em função do sexo. As pesquisas relatadas no manual de Raven, Court    e Raven de 1995 não fazem referência a diferenças nos resultados quanto aos    sexos na literatura internacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No manual brasileiro de 1999, também foram feitas comparações    dos resultados da padronização com as pesquisas brasileiras anteriores e com    as de Raven em Dumfries. Nessas comparações foi observado que os resultados    da padronização eram superiores aos da pesquisa de 1966 e inferiores aos da    pesquisa de Ribeirão Preto, bem como eram inferiores às normas de Dumfries de    1982. Isto mostrou a existência de diferenças entre as diversas normas e a necessidade    de  fazer pesquisas em outras regiões do país. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As duas tabelas de normas obtidas na Suíça em 1970 e 1989    mostraram um aumento nos escores médios por idade num período de aproximadamente    20 anos, semelhante ao que foi encontrado na comparação das normas de 1947 e    1982 de Dumfries, indicando a necessidade de contínua atualização das normas    (Raven, Court &amp; Raven, 1995). O mesmo foi observado na comparação entre    as normas de 1966 e 1988 no Brasil. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Além da necessidade de atualização    de normas, Alves (1998) aponta variáveis que influenciam os resultados dos testes    de inteligência. No Raven, especialmente, a autora aponta para a influência    do nível socioeconômico, que pode variar de região para região. Considerando    a necessidade de estabelecer normas regionais para as diversas regiões do Brasil,    o presente trabalho tem como objetivo apresentar os resultados relativos às    crianças da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e compará-las com    os resultados da padronização paulistana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Amostra</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Participaram deste estudo    779 crianças, matriculadas em escolas da rede pública estadual desde o Nível    A do Ensino Infantil à quinta série do Ensino Fundamental. Dentre estas, 386    são do sexo masculino e 393 do sexo feminino. As crianças foram distribuídas    em 14 faixas etárias com amplitude de seis meses, dos 4 anos e 9 meses aos 11    anos e 9 meses. Os limites das faixas etárias foram estabelecidos da mesma forma    que na pesquisa realizada em São Paulo, da seguinte forma: para a faixa etária    de 5 anos, consideram-se os limites de 4 anos e 9 meses a 5 anos, 2 meses e    29 dias. Para a faixa de 5,5 anos, os limites de 5 anos e 3 meses a 5 anos,    8 meses e 29 dias, e assim sucessivamente. A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta a distribuição    de freqüência por faixas etárias e sexo, sendo que se procurou manter um número    semelhante de meninos e meninas em cada faixa etária.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O instrumento utilizado foi o    Teste de Matrizes Progressivas Coloridas de Raven ou Escala Especial,  publicado    em 1988. O material foi constituído do caderno de aplicação, folha de respostas    e lápis para anotação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Procedimento</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Conforme a listagem das    escolas cadastradas de Porto Alegre, recebida da Secretaria de Educação e Cultura    (SEC), foram sorteadas 27 escolas estaduais, sendo 11 escolas de Ensino Infantil    e 16 escolas de Ensino Fundamental. Nesta distribuição, procurou-se respeitar    a proporção de escolas segundo as três categorias &#151; estadual, municipal e particular    &#151; existentes em Porto Alegre. Dentre os órgãos competentes, somente a SEC, que    controla as escolas estaduais, autorizou a realização da pesquisa. A Secretaria    de Educação do Município não autorizou a realização nas escolas municipais e    as particulares consultadas também não autorizaram.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em cada escola estadual de Ensino Infantil, foram sorteadas    para participar 16 crianças e em cada escola estadual de Ensino Fundamental,    40 crianças, segundo os critérios do projeto paulista (Alves, s/d). Todas foram    escolhidas aleatoriamente através de sorteio, pelas listas de matrículas fornecidas    pela direção de cada escola.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Após o sorteio da amostra e uma vez obtido o consentimento    do professor e da criança para a retirada desta da sala de aula, o aplicador    conduzia uma turma de, no máximo, 8 crianças, para uma sala especial, disponibilizada    pela própria escola, onde a testagem era realizada. As instruções foram dadas    coletivamente, num primeiro momento, e individualmente, conforme fosse necessário.    Contudo, todas as crianças da Escola Infantil, bem como as que não apresentavam    condições de anotar as respostas na folha de respostas, foram testadas individualmente,    de acordo com as instruções padronizadas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a análise estatística dos resultados, foi utilizado o    programa SPSS. A análise de variância demonstrou não haver diferença significante    entre as médias dos dois sexos &#91;<i>F</i> (777, 1) = 3,01 e <i>p</i> = 0,083&#93;.    Os meninos apresentaram média de 21,77 (<i>DP</i> = 5,93) e as meninas 21,05    (<i>DP</i> = 5,75). Por essa razão, decidiu-se reunir os dados referentes ao    dois sexos, sendo realizada uma nova análise de variância para determinar se    havia diferenças entre as idades. O resultado constatou um valor para <i>F</i>    (765, 13) = 61,014 significante a 0,001, o que indica diferenças significantes    estatisticamente em função da idade. Uma análise de seguimento de Tukey mostrou    quais faixas etárias se diferenciaram. As médias de acertos para cada faixa    etária, assim como os desvios-padrão e os resultados do teste de Tukey são apresentadas    na  <a href="#tab2">Tabela 2</a>.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2">Como o teste de Tukey não mostrou    diferença significativa entre todas as faixas etárias, indicando não haver necessidade    de médias a cada seis meses, optou-se por reduzir o número de faixas de quatorze    para sete, com amplitude de um ano. Dessa forma, a faixa etária de 5 anos compreendeu    os limites de 4 anos e 9 meses a 5 anos, 8 meses e 29 dias, a de 6, os limites    de 5 anos e 9 meses a 6 anos, 8 meses e 29 dias. Com essa nova distribuição    das faixas etárias, uma análise de variância foi realizada indicando a diferença    significativa entre as mesmas &#91;<i>F</i> (772, 6) = 128,87 a <i>p</i>&lt; 0,0001&#93;.    O teste de Tukey mostrou haver diferença significativa entre todas as faixas    etárias, menos entre as de 9 e 10 anos. A partir desses resultados, optou-se    por estabelecer as normas para Porto Alegre de forma diferente do proposto por    Angelini e colaboradores (1999). A <a href="#tab3">Tabela 3</a> apresenta esses resultados.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>       <p><font face="Verdana" size="2">Para fins de comparação entre as médias obtidas em Porto Alegre    e as médias obtidas pelos vários grupos de São Paulo, é apresentada a <a href="#tab4">Tabela    4</a>. Estes resultados podem ser comparados com os da <a href="#tab2">Tabela 2</a>. Ainda, na  <a href="#fig1">Figura    1</a>, podem ser observadas as curvas polidas obtidas a partir das médias por idade    da amostra do Rio Grande do Sul comparada com as das escolas públicas e as de    particulares de São Paulo. Para que o nível de significância das diferenças    pudesse ser verificado, foram realizados testes "t" da comparação das médias    dos diversos subgrupos de São Paulo com a amostra de Porto Alegre. </font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15t4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a15t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com as comparações feitas entre os resultados das    escolas estaduais de São Paulo e Porto Alegre, observa-se que as diferenças    foram significantes em todas as faixas etárias. Os resultados foram sempre mais    altos para as crianças de Porto Alegre, com exceção da faixa de 11 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na comparação entre as escolas estaduais de Porto Alegre e    as municipais de São Paulo, as diferenças foram significantes em todas as comparações    exceto aos 7,5, 8,0, 10,5 e 11 anos. Todas as médias foram mais altas para as    crianças de Porto Alegre, exceto aos 8 anos, em que as crianças das escolas    municipais de São Paulo tiveram um resultado maior, embora a diferença não tenha    sido significante. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Comparando-se os resultados do    Rio Grande do Sul com o total de escolas públicas de São Paulo, novamente as    diferenças foram significantes, exceto aos 11 anos, com resultados maiores para    as crianças gaúchas em todas as idades.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na comparação com as crianças das escolas particulares de    São Paulo não foram encontradas diferenças nas idades de 5,0; 5,5; 6,0; 6,5;    9,0 e 11,0. Nas outras, idades, as diferenças foram significantes. Em geral,    as médias das crianças de escolas particulares de São Paulo foram maiores, embora    em muitos casos a diferença fosse muito pequena. Além disso, aos 6 anos as crianças    gaúchas tiveram resultados maiores, ainda que a diferença não tenha sido significante.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observando-se    os dados polidos da <a href="#fig1">Figura 1</a> pode-se constatar que as crianças das escolas particulares    tiveram resultados mais altos que os de todos os outros grupos. Os resultados    das crianças das escolas estaduais de Porto Alegre foram superiores aos das    crianças das escolas públicas de São Paulo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados desta pesquisa reforçam    a necessidade de se obterem normas distintas para as diversas regiões do Brasil    para o Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven, bem como para outros    testes de inteligência, uma vez que no país existem grandes diferenças culturais    e de nível socioeconômico. Assim mesmo, considerando crianças de escolas públicas    de duas regiões diferentes, foi possível constatar diferenças significativas    nos resultados obtidos no teste, o que pode estar refletindo parcialmente a    grande diversidade de níveis socioeconômicos existente em São Paulo, que parece    ser bem menor no Rio Grande do Sul. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">É interessante se pensar que Porto Alegre<a name=n1></a><a href="#n01"><sup>1</sup></a>, quando comparada    a São Paulo, conforme o IBGE (2002), possui uma menor renda mensal (R$ 852,10    e R$ 1031,10, respectivamente) e uma média de anos de estudo para sujeitos com    10 anos ou mais similar (7,5 e 7,6, respectivamente). A maior diferença, mas    que não é tanta, está na taxa de analfabetismo, que é maior em São Paulo (4,0    e 4,7 respectivamente).  Portanto, provavelmente, não são variáveis desse nível    que estão provocando tais diferenças.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda quanto à discussão sobre as diferenças entre os resultados    das pesquisas normativas brasileiras é interessante apresentar as razões fornecidas    por Angelini, Alves,  Custódio e Duarte (1989). Segundo esses autores, os resultados    mais baixos obtidos por Angelini, Rosamilha e Almeida (1966) são atribuídos    a diferenças no processo de amostragem, uma vez que neste caso a amostra foi    coletada sorteando-se casas, o que fez com que na amostra fossem incluídas crianças    que nunca freqüentaram a escola, crianças que abandonaram a escola e outras    atrasadas em termos de escolarização. Tal fato, conseqüentemente, fez com que    os resultados medianos obtidos em cada faixa etária fossem mais baixos do que    os da pesquisa normativa de 1988, realizada em São Paulo. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pesquisa de Jacquemin e Xavier    (1982), como já foi mencionado, foi composta apenas de crianças que estavam    na série escolar compatível com a idade, eliminando as crianças atrasadas em    termos de escolaridade, o que causou um aumento nos resultados médios por idade.    A pesquisa normativa de Angelini e cols. (1988) incluiu muitas crianças atrasadas    na escolaridade, fazendo com que as médias fossem mais baixas do que as de Jacquemin    e Xavier. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Outro tipo de explicação, que pode ser responsável pelos resultados    mais altos das crianças das escolas estaduais de Porto Alegre e também pelas    diferenças entre as pesquisas de 1966 e 1988, foi levantada por Flynn (1999)    e por Raven, Raven e Court (1998), referente ao que é conhecido na literatura    internacional como "efeito Flynn". Segundo Flynn (1999), os significativos ganhos    no QI, observados ao examinar estudos normativos realizados em diferentes épocas,    indicam que a presente geração tem uma grande vantagem no QI  sobre a geração    prévia, a qual, porém, não é acompanhada por uma vantagem correspondente nos    testes de aproveitamento. Para Flynn as diferenças no QI entre gerações são    claramente ambientais na origem. Dados relatados por este autor, obtidos a partir    de 73 estudos realizados com cerca de 7.500 participantes, com idades variando    de 2 a 48 anos de idade, entre 1932 e 1978, mostraram que os resultados dos    americanos brancos tiveram um aumento de 14 pontos de QI, o que significa um    aumento de 0,30 pontos de QI por ano. Uma discussão mais detalhada sobre esse    assunto pode ser encontrada no artigo de Flynn (1999). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Raven, Raven e Court (1998) apontam também que houve um aumento    na capacidade edutiva relacionada à data de nascimento, mas o mesmo não aconteceu    em relação à capacidade reprodutiva. Entretanto, no caso da presente pesquisa    o intervalo de tempo é relativamente pequeno para justificar as diferenças.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra explicação possível seria uma superioridade em termos    do desenvolvimento da capacidade intelectual das crianças do Rio Grande do Sul    sobre as de outras regiões do país, conforme foi apontado por Cunha, Carvalho,    Moraes e Maraninchi (1968), ao compararem os resultados obtidos no INV Forma    A, de sujeitos de 11 a 19 anos desta região com as normas publicadas no manual    do teste de 1000 adolescentes que participaram da padronização deste teste no    Rio de Janeiro. Resultado semelhante foi obtido por Cunha e colaboradores (citado    por Campos, 1979) em um estudo realizado em 1959 com a Escala Geral do Raven,    onde os resultados do Rio Grande do Sul foram comparados com os dos sujeitos    de 12 a 18 anos do estudo de Angelini, Rosamilha e Almeida  (1966). Deve-se    lembrar ainda que esse resultado precisa ser encarado com cuidado, pois no estudo    de 1966 foi usado o mesmo processo de amostragem que para Escala colorida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro aspecto que pode ter contribuído    para a diferença nos resultados das escolas públicas entre as duas cidades pode    ser o fato de que São Paulo é uma cidade que recebeu durante muito tempo um    número significativo de migrantes nordestinos, que vieram de condições ambientais    e culturais muito desfavorecidas e muito pobres, o que pode ter se refletido    nas normas. Fato semelhante não ocorre em Porto Alegre, onde as condições socioeconômicas    e culturais são mais favoráveis e permitem um maior desenvolvimento do nível    intelectual das crianças. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A questão pode, ainda, estar centrada no tipo de escola, tal    como foi referido por Alves (1998), mas não devido a questões socioeconômicas,    e sim, ao tipo de ensino. É provável que as escolas de Porto Alegre estejam    sendo mais eficientes no treinamento da capacidade edutiva dos seus alunos do    que as de São Paulo. O mesmo pode-se dizer das escolas particulares, que em    São Paulo foram as que apresentaram resultados mais altos. Pelo que pode ser    observado, ainda há muita dúvida em se explicar o porquê dessas diferenças regionais.    Portanto, é importante que, nos próximos estudos de normas a serem realizados    em Porto Alegre e outras cidades do Brasil, sejam levadas em consideração variáveis    tais como renda e escolaridade dos pais, tipo de ensino das escolas e outras    que possam interferir nos resultados de testes de inteligência. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alves, I.C.B. (s/d). <i>Plano de coleta de dados para obtenção de normas    para o Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven. </i>(Manuscrito Não-Publicado.)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1413-7372200400030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alves, I.C.B. &amp; Duarte, J.L.M.  (1993). Padronização Brasileira da Escala    de Maturidade Mental Colúmbia. Em Burgemeister, B.B.; Burgemeister, L.H. &amp;    Lorge, I., <i>Escala de Maturidade Mental Colúmbia: manual para aplicação e    interpretação</i>. (3ª ed.) (pp. 24-32).  São Paulo: Casa    do Psicólogo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1413-7372200400030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Alves, I. C. B. (1998). Variáveis significativas na avaliação da inteligência.    <i>Psicologia Escolar e Educacional, </i>2(2), 109-114.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1413-7372200400030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Angelini, A.L.; Rosamilha, N. &amp; Almeida, R.M. (1966).  Normas Brasileiras    do Teste de Matrizes Progressivas. <i>Ciência e Cultura</i>, <i>18</i>(2), 113-114.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1413-7372200400030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Angelini, A.L., Alves, I.C.B.; Custódio, E.M.;    Duarte, W.F. &amp; Duarte, J.L.M. (1999). <i>Matrizes Progressivas Coloridas    de Raven: Escala Especial. Manual</i>. São Paulo: CETEPP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1413-7372200400030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Bandeira, D.R. &amp; Hutz, C.S.  (1994). A contribuição dos testes DFH,    Bender e Raven na predição do rendimento escolar na primeira série. <i>Psicologia:    Teoria e Pesquisa</i>, <i>10</i>(1), 59-72.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1413-7372200400030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Campos, F. (1979). O    Teste de Raven (Escala Geral) no Brasil. En: Raven, J.C., <i>Testes das Matrizes    Progressivas &#151; Escala Geral: Séries A, B, C, D e E.</i> Rio de Janeiro: CEPA.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1413-7372200400030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Cunha, J.A., Carvalho,    L.C, Moraes, I.B.&amp; Maraninchi, S. (1968). Nível intelectual dos estudantes    de escolas médias de Porto Alegre. <i>Arquivos Brasileiros de Psicotécnica</i>,    <i>20</i>(3), 39-44. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1413-7372200400030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Davidoff, L.L. (1983).    <i>Introdução à Psicologia.</i> São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1413-7372200400030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Figueiredo, V.L.M. (2002).    <i>Adaptação e Padronização Brasileira da Escala de Inteligência Wechsler para    Crianças, Terceira Edição &#151; WISC-III</i>. São Paulo: Casa do Psicólogo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1413-7372200400030001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Fynn, J.R.  (1999). Searching for justice. The Discovery of IQ gains    over time. <i>American Psychologist, 54</i>(1), 5-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1413-7372200400030001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face="Verdana" size="2"> IBGE. (2002). Disponível em: <a href="http://www2.ibge.gov.br/pub/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_anual/2002/">http://www2.ibge.gov.br/pub/    Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_anual/2002/</a>.    (Acessado em 18/08/2004).</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Jacquemin, A. &amp; Xavier, M.A. (1982). O Teste das Matrizes Progressivas    de Raven &#151; Escala Especial. Estudo normativo em crianças de  5 a 11 anos. <i>Ciência    e Cultura, 34</i>(4), 524-529.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1413-7372200400030001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Jacquemin, A.    &amp; Xavier, M.A. (1984). O Teste das Matrizes Progressivas de Raven    &#151; Escala Especial. Estudo de  sua fidedignidade. <i>Ciência e Cultura, 36 </i>(1),    77-79.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1413-7372200400030001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Pasquali, L.; Wechsler, S.M. &amp; Bensusan,  E. (2002). Matrizes Progressivas    do Raven Infantil: um estudo de validação para o Brasil. <i>Avaliação Psicológica,    1</i>(2), 95-110.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1413-7372200400030001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Raven, J.C.; Court, J.H    &amp; Raven, J. (1995). <i>Manual for Raven's Progressive    Matrices and Vocabulary Scales. Section 2. Coloured Progressive Matrices. (1995    edition).</i> Oxford: Oxford Psychologists Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1413-7372200400030001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Raven, J.C;    Raven, J. &amp; Court, J.H. (1988). <i>Matrizes Progressivas Coloridas de Raven. Manual</i>. São Paulo: Casa do Psicólogo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1413-7372200400030001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Raven, J.C.; Court, J.H    &amp; Raven, J. (1998). <i>General overview (1999    edition).</i> Oxford: Oxford Psychologists Press.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1413-7372200400030001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"> Rosa, H.R. &amp; Alves,    I.C.B. (2000). <i>R-2: Teste Não Verbal de Inteligência para Crianças. Manual</i>.    São Paulo: Vetor.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1413-7372200400030001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=correspond></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/seta.gif" border="0"></a><b>    Endereço para correspondência</b>     <br>   Denise Ruschel Bandeira:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Ramiro Barcelos, 2600 sala 120    <br>   CEP 90035-003, Porto Alegre-RS.    <br>   E-mail: <a href="mailto:drbandei@terra.com.br"> drbandei@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recebido em 07/04/2004    <br> Aceito em 25/08/2004</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><a name=n01></a><a href="#n1">1</a> Referência    às regiões metropolitanas de Porto Alegre e São Paulo    <br>   </font><font face="Verdana" size="2">Os autores agradecem o apoio do Centro    Editor de Testes Psicológicos, que forneceram todo o material para a pesquisa.</font></p>      ]]></body><back>
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