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<journal-title><![CDATA[Psicologia em Estudo]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Departamento de Psicologia - Universidade Estadual de Maringá]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise fatorial do Maslach Burnout Inventory (MBI) em uma amostra de professores de instituições particulares]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factorial analysis of the Maslach Burnout Inventory (MBI) in a sample of teachers from private schools]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Maslach Burnout Inventory (MBI) was projected to evaluate the Burnout Syndrome in working people. This article analyses the psychometric behaviour (reliability and construct validity) of the MBI in a sample of 563 teachers, workers from private institutions of elementary, high school and college levels in the metropolitan area of Porto Alegre-RS. The factorial analysis identified three factors originally related to the three dimensions identified in the inventory: emotional exhaustion, depersonalization and professional accomplishment. The three factors explained in this study 47% of the total variance of the answers by the individuals subjected to MBI. All of them reached a satisfactory level of consistence, and the factor 1 (emotional exhaustion) and the factor 2 (professional accomplishment) could function independently. As for the factor 3 (depersonalization), in the present study it is used in an explanatory level, contributing to a wider understanding concerning the configuration of Burnout in teachers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align=right><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><a name=topo></a><b>Análise fatorial do Maslach    Burnout Inventory (MBI) em uma amostra de professores de instituições particulares</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Factorial analysis of the Maslach B<i>urnout</i>    Inventory (MBI) in a sample of teachers from  private schools</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Mary Sandra Carlotto<sup>I</sup>; Sheila Gonçalves    Câmara<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Psicóloga. Especialista em Gestão    de Recursos Humanos (UCAM-RJ), Mestre em Saúde Coletiva (ULBRA-RS), Docente    da área de Psicologia do Trabalho do Curso de Psicologia - ULBRA/Canoas    <br>   <sup>II</sup>Psicóloga. Mestre em Psicologia Social e da Personalidade e Doutora    em Psicologia (PUCRS), Docente da área de Psicologia Social Comunitária do Curso    de Psicologia - ULBRA/Canoas</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#correspond"><font face="Verdana" size="2">Endereço para correspondência</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Inventário de <i>Burnout</i> de Maslach  (MBI)    foi projetado para avaliar a Síndrome de <i>Burnout</i> em trabalhadores. Este    artigo analisa o comportamento psicométrico (fidedignidade e validade de construto)    do MBI numa amostra de 563 professores que atuam em  instituições particulares    de ensino fundamental, médio e superior, na região metropolitana de Porto Alegre-RS.    A análise fatorial identificou três fatores correlatos às três dimensões originalmente    identificadas pelo inventário: exaustão emocional, despersonalização e realização    profissional. Os três fatores explicaram, neste estudo, 47% da variância total    das respostas dos sujeitos ao MBI. Todos eles alcançaram um nível satisfatório    de consistência interna, sendo que o fator 1 (exaustão emocional) e o fator    2 (realização profissional) poderiam funcionar independentemente. Já o fator    3 (despersonalização) é utilizado no âmbito deste estudo em nível explicativo,    contribuindo para uma compreensão mais ampla acerca da configuração de <i>Burnout</i>    em professores.</font></p> <font face="Verdana" size="2">      <p><b>Palavras-chave:</b> Inventário de <i>Burnout</i> de Maslach (MBI), análise    fatorial.</p> <hr size="1" noshade>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The Maslach <i>Burnout</i> Inventory (MBI) was projected to evaluate the <i>Burnout</i>    Syndrome in working people. This article analyses the psychometric behaviour    (reliability and construct validity) of the MBI in a sample of 563 teachers,    workers from private institutions of elementary, high school and college levels    in the metropolitan area of Porto Alegre-RS. The factorial analysis identified    three factors originally related to the three dimensions identified in the inventory:    emotional exhaustion, depersonalization and professional accomplishment. The    three factors explained in this study 47% of the total variance of the answers    by the individuals subjected to MBI. All of them reached a satisfactory level    of consistence, and the factor 1 (emotional exhaustion) and the factor 2 (professional    accomplishment) could function independently. As for the factor 3 (depersonalization),    in the present study it is used in an explanatory level, contributing to a wider    understanding concerning the configuration of <i>Burnout</i> in teachers.</p>     <p><b>Key words: </b>Burnout, the Maslach  Burnout Inventory (MBI), factorial    analysis. </p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O presente trabalho constitui-se de um estudo complementar que faz parte de    uma pesquisa mais ampla, na qual visamos identificar a associação da síndrome    de <i>burnout</i> (SB) com variáveis demográficas e profissionais características    de cargo e satisfação laboral (Carlotto, 2002 e 2003). Nosso interesse neste    estudo centrou-se em uma avaliação do Maslach <i>Burnout</i> Inventory (MBI),    de maneira a identificar sua distribuição fatorial em nosso contexto.</p>     <p>O termo <i>burnout</i> foi utilizado primeiramente por Freudenberger, médico    psicanalista que descreveu este fenômeno como um sentimento de fracasso e exaustão    causado por um excessivo desgaste de energia e recursos. Freudenberger complementou    seus estudos em 1975 e 1977, incluindo em sua definição comportamentos de fadiga,    depressão, irritabilidade, aborrecimento, sobrecarga de trabalho, rigidez e    inflexibilidade (Freudenberger, 1974; França, 1987; Perlman &amp; Hartman, 1982).</p>     <p>As primeiras pesquisas sobre a SB são resultado de um trabalho sobre o estudo    das emoções e maneiras de lidar com elas, desenvolvido com profissionais que,    pela natureza de seu trabalho, necessitavam manter contato direto com outras    pessoas (trabalhadores da área da saúde, serviços sociais e educação), uma vez    que se percebia a manifestação de estresse emocional e sintomas físicos por    parte de tais profissionais. Os estudos iniciais foram realizados a partir de    experiências pessoais de alguns autores, estudos de caso, estudos exploratórios,    observações, entrevistas ou narrativas baseadas em programas e populações específicos    (Cordes &amp; Dougherty, 1993; Maslach, Schaufeli, &amp; Leiter, 2001).  Dos    trabalhos publicados sobre SB entre 1974 e 1981, segundo Perlman e Hartman (1982),    apenas cinco, identificados neste período, tratavam do fenômeno com alguma evidência    empírica. </p>     <p>Assim, verifica-se que somente a partir de 1976 os estudos sobre <i>burnout</i>    adquiriram um caráter científico, uma vez que foram construídos modelos teóricos    e instrumentos capazes de registrar e compreender este sentimento crônico de    desânimo, apatia e despersonalização. Christina Maslach, psicóloga social, foi    quem entendeu primeiramente, em  estudos com profissionais de serviços sociais    e de saúde, que as pessoas com <i>burnout </i>apresentavam atitudes negativas    e de distanciamento pessoal. Christina Maslach, Ayala Pines e Cary Cherniss    foram os estudiosos que popularizaram o conceito de <i>burnout</i> e o legitimaram    como uma importante questão social (Farber, 1991).</p>     <p>A definição mais aceita atualmente sobre a SB fundamenta-se na perspectiva    social-psicológica (Maslach &amp; Jackson, 1981; Maslach &amp; Leiter, 1997;    Maslach &amp; Golberg, 1998). Esta perspectiva considera a síndrome como uma    reação à tensão emocional crônica causada por se lidar excessivamente com pessoas.    É um construto formado por três dimensões relacionadas, mas independentes. A    primeira delas é a de exaustão emocional, caracterizada pela falta ou carência    de energia e entusiasmo e sentimento de esgotamento de recursos. È possível    somarem-se sentimentos de frustração e tensão, pois os trabalhadores podem perceber    que já não têm condições de despender mais energia para o atendimento de seu    cliente ou demais pessoas, como faziam antes. Outra dimensão é a de despersonalização,    situação em que o profissional passa a tratar os clientes, colegas e a organização    como objetos. Os trabalhadores podem desenvolver uma insensibilidade emocional.    A terceira dimensão é e baixa realização pessoal no trabalho, definida como    uma tendência do trabalhador a se auto-avaliar de forma negativa. As pessoas    se sentem infelizes consigo mesmas e insatisfeitas com seu desenvolvimento profissional.    Também experimentam um declínio do sentimento de competência e êxito, bem como    de sua capacidade de interagir com os outros.</p>     <p>De acordo com Maslach, Schaufeli e Leiter (2001), o que tem emergido de quase    todos os estudos é a conceituação de <i>burnout</i> como uma síndrome psicossocial    surgida como uma resposta crônica aos estressores interpessoais ocorridos na    situação de trabalho. Depois de anos de investigações mantém-se a consistência    dos fatores situacionais inicialmente correlacionados a este fenômeno. "Os resultados    destes estudos têm deixado claro o impacto da situação de trabalho sobre o <i>Burnout</i>    individual" (p. 401).</p>     <p>Os avanços nos estudos da SB têm ocorrido, porquanto as questões metodológicas    têm sido qualificadas desde a sua fase pioneira. Schaufeli, Maslach e Marek    (1993) observam que os progressos localizam-se em três grandes áreas: as medidas    adotadas, uma vez que o MBI tem sido o instrumento utilizado pela maioria dos    pesquisadores; os estudos transnacionais; e as investigações sobre o processo    de desenvolvimento da síndrome.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>HISTÓRICO E EVOLUÇÃO DO MBI</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O instrumento mais utilizado para avaliar <i>burnout</i>, independentemente    das características ocupacionais da amostra e de sua origem, segundo Gil-Monte    e Peiró (1999), é o MBI - Maslach <i>Burnout</i> Inventory, elaborado por Christina    Maslach e Susan Jackson em 1978. Sua construção partiu de duas dimensões, exaustão    emocional e despersonalização, sendo que a terceira dimensão, realização profissional,    surgiu após estudo desenvolvido com centenas de pessoas de uma ampla gama de    profissionais (Maslach, 1993). </p>     <p>Inicialmente, o inventário possuía 47 itens que foram administrados em uma    amostra de 605 sujeitos de várias ocupações profissionais. Dez fatores emergiram    e, por meio de uma avaliação criteriosa, foram eliminados seis deles, juntamente    com 24 itens que não possuíam peso fatorial superior a 0,40. Após aplicação    em uma nova amostra de 420 sujeitos com perfil igual ao anterior, os mesmos    quatro fatores emergiram, sendo que somente três destes apresentaram significância    empírica (Maslach &amp; Jackson, 1981; Cordes &amp; Dougherty, 1993; Moreno,    Bustos, Matallana &amp; Mirrales, 1997). A consistência interna das três dimensões    do inventário é satisfatória, pois apresenta um alfa de Cronbach que vai desde    0,71 até 0,90 e os coeficientes de teste e reteste vão de 0,60 a 0,80 em períodos    de até um mês (Maslach &amp; Jackson, 1981).</p>     <p>O MBI avalia como o trabalhador vivencia seu trabalho, de acordo com três dimensões    conceituais: exaustão emocional, realização profissional e despersonalização.    Em sua primeira versão, o inventário avaliava a intensidade e a freqüência das    respostas com uma escala de pontuação do tipo Likert, variando de 0 a 6 (Maslach    &amp; Jackson, 1981;  Maslach &amp; Leiter, 1997). A segunda edição do MBI,    realizada em 1986, passou a utilizar somente a avaliação da freqüência, pois    foi detectada a existência de alta associação entre as duas escalas, sendo que    muitos estudos apontaram correlação superior a 0,80 (Maslach &amp; Jackson,    1986; Maslach, 1993; Moreno e cols<i>., </i>1997).  </p>     <p>O MBI é um instrumento utilizado exclusivamente para a avaliação da síndrome,    não levando em consideração os elementos antecedentes e as conseqüências de    seu processo. Ele avalia índices de <i>burnout</i> de acordo com os escores    de cada dimensão, sendo que altos escores em exaustão emocional e despersonalização    e baixos escores em realização profissional (esta subescala é inversa) indicam    alto nível de <i>burnout</i> (Maslach &amp; Jackson, 1986). Gil-Monte e Peiró    (1997) reforçam a importância de avaliar o MBI como um construto tridimensional,    ou seja, as três dimensões devem ser avaliadas e consideradas, a fim de manter    sua perspectiva de síndrome. </p>     <p>Diversos  estudos de validação do MBI têm apresentado diferentes distribuições    fatoriais, normalmente variando de 3 a 5 fatores. Neste sentido, este estudo    objetivou explorar a distribuição do MBI na população de professores de instituições    privadas de ensino da região metropolitana de Porto Alegre-RS.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>MÉTODO</b></font></p>     <p><b>Participantes</b></p>     <p>A amostra se constituiu de 563 professores que exercem atividade docente em    instituições particulares de ensino localizadas na região metropolitana de Porto    Alegre-RS. O estudo foi realizado em oito escolas e uma universidade. A maior    parte do grupo pertence ao sexo feminino (69,4%), é casada (62%), possui filhos    (58,1%) e concentra-se na faixa de 30 a 50 anos (68,9%). Os professores trabalham    de 20 a 40 horas semanais (80,5%) e possuem, em média, 12 anos e 6 meses (dp    = 9,25) de experiência profissional. Do grupo estudado, 50,08% pertencem ao    ensino superior e 49,92% aos ensinos infantil, médio e fundamental.  </p>     <p><b>Instrumento</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O MBI foi incluído em um instrumento mais amplo, composto de  cinco áreas referentes    a dados demográficos, profissionais, características de cargo e satisfação laboral    e Síndrome de <i>burnout</i> (MBI) de Maslach  e Jackson (1986). Neste estudo,    somente abordaremos os dados referentes a este último.</p>     <p>O inventário, traduzido e adaptado por Lautert (1995), é auto-aplicado e totaliza    22 itens. Em sua versão americana, a freqüência das respostas é avaliada através    de uma escala de pontuação que varia de 0 a 6. Utilizamos, neste estudo, o sistema    de pontuação de 1 a 5, também usado por Tamayo (1997) na adaptação brasileira    do instrumento, pois foi verificado que os sujeitos apresentavam dificuldade    em responder muitos itens dos instrumentos, devido à especificidade dos critérios    da escala original. Embora tenhamos optado pela escala de 5 itens, utilizamos    o mesmo tipo de  categorias de freqüência utilizadas na versão americana (Maslach     &amp;  Jackson,1986). Isto é, 1 para nunca, 2 para algumas vezes ao ano, 3 para    algumas vezes ao mês, 4 para indicar algumas vezes na semana e 5 para diariamente.    Na versão original americana, a consistência interna das três dimensões do inventário    é satisfatória, pois apresenta um alfa de Cronbach que vai de 0,71 até 0,90    e os coeficientes de teste e reteste vão de 0,60 a 0,80 em períodos de até um    mês (Maslach &amp; Jackson,1981).</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>Para a coleta dos dados, primeiramente foi realizado um contato com as direções    das instituições de ensino, quando foi apresentado o objetivo do estudo a fim    de obter a autorização e o apoio para a aplicação do instrumento. Este foi entregue    aos professores em seus diários de classe, tendo sido a coleta realizada utilizando-se     urnas colocadas no apoio docente ou na sala de professores. A pesquisa tem aprovação    do Comitê de Ética da instituição de afiliação dos pesquisadores, tendo sido    realizados os procedimentos éticos conforme resolução 196 do Conselho Nacional    de Saúde (CNS), no que diz respeito à pesquisa com seres humanos (Hutz &amp;    Spink,1996). O banco de dados foi digitado e, posteriormente, analisado no pacote    estatístico SPSS, versão 10.0. </p>     <p>A validação das dimensões de <i>burnout </i>foi feita através de medidas de    adequação da amostra à análise fatorial, determinação do número de fatores adequados    à análise fatorial, validade de construto pelo método de componentes principais,    confiabilidade pelo método do alfa de Cronbach e normatização utilizando-se    estatísticas descritivas dos construtos resultantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><b>Valida&ccedil;&atilde;o do construto</b></p>     <p>Antes da realização da análise fatorial foram contemplados alguns critérios,    necessários à sua realização. A adequação da amostra foi mensurada pelos seguintes    critérios: determinante da matriz de correlação, medida de adequação da amostra    de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO), teste de esfericidade de Bartlett e medidas individuais    de adequação da amostra (MSA).</p>     <p>O valor do determinante da matriz de correlação calculado para a amostra foi    de 6,74E-4, um valor bastante baixo, indicando que as variáveis são bastante    intercorrelacionadas. Esta intercorrelação foi confirmada pelo teste de esfericidade    de Bartlett (<i>X</i><sup>2</sup>= 3722,9; p=0,000). Tais valores rejeitam a    hipótese nula de que não haja intercorrelação entre os valores. Ao contrário,    existem intercorrelações estatisticamente significativas e de valores altos.    Isso indica que a matriz de dados é adequada para proceder à análise fatorial.    O índice de adequação da amostra de KMO foi calculado em 0,904, considerado    excelente por Bisquerra-Alzina (1989). Os índices de MSA individuais foram todos    altos, variando de 0,773 a 0,938.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para realização da análise fatorial incluímos os 22 itens do MBI, que se encontram    descritos em sua distribuição fatorial na matriz estrutural (<a href="/img/revistas/pe/v9n3/n3a17t1.gif">Tabela    1</a>). Assumindo-se, de acordo com o manual do MBI, que os fatores são independentes    entre si (Maslach, Jackson  &amp; Leiter, 1996), foi utilizado o método de extração    de fatores usando componentes principais, com rotação ortogonal Varimax. Os    três fatores encontrados a partir da distribuição de seus componentes e de seus    autovalores (<i>eigenvalue </i><u>&gt;</u> 1,000) nos permitiram identificar    uma distribuição fatorial bem delimitada tanto em termos de proximidade dos    itens na análise quanto em termos de aderência à teoria.  </p>     <p>Como se observa na <a href="/img/revistas/pe/v9n3/n3a17t1.gif">Tabela 1</a>,    os autovalores foram, respectivamente, de 6,61, 2,22 e 1,47 para os fatores    1, 2 e 3. O total dos fatores explica 46,89% da variância acumulada das respostas    dos sujeitos de nossa amostra ao MBI. O primeiro fator (exaustão emocional),    mais forte, explica  30,07%, o segundo (realização profissional) 10,09% e o    terceiro (despersonalização) 6,72 % da variância.</p>     <p>Os três fatores encontrados através da análise fatorial do MBI em nossa amostra    confirmam, tanto em número de itens como semanticamente, as dimensões de <i>burnout</i>    propostas por Maslach e Jackson (1981): exaustão emocional, baixa realização    profissional e despersonalização. Os nove itens que compõem o fator 1 expressam    claramente a dimensão de exaustão emocional.  O fator 2, composto de 8 itens,    refere-se diretamente aos sentimentos e situações que caracterizam a realização    profissional. Já o fator 3 focaliza aspectos indicativos de distanciamento emocional,    ou seja, de despersonalização.</p>     <p>Na <a href="#tab2">Tabela 2</a> se apresentam a média, o desvio-padrão e o    valor do Alfa de Crombach para cada fator, além das correlações obtidas. A média    para a dimensão de Exaustão foi de 2,27 (<i>dp</i> = 0,67), para Realização    profissional, 1,60 (<i>dp</i> = 0,52) e para Despersonalização, 1,49 (0,48).    Ao observarmos os valores de correlação (Pearson) verificamos que são mais fortes    as correlações entre exaustão e realização profissional (0,45, <i>p</i> &lt;    0,001) e  exaustão e despersonalização (0,44, <i>p</i> &lt; 0,001), sendo o    valor de r de Pearson menor para a correlação entre realização profissional    e despersonalização  (0,31, <i>p</i> &lt; 0,001).</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a17t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Estes resultados indicam a fidedignidade do MBI em nossa amostra, demonstrando    a capacidade deste inventário na medição da síndrome de <i>burnout</i> em professores.    Os dois primeiros fatores, exaustão emocional (a)0,88) e realização profissional    (a 0,82), constituem-se em subescalas com alto índice de consistência interna,    podendo constituir-se, estatisticamente, em escalas independentes. O fator 3    &#151; despersonalização &#151; obteve um coeficiente considerado médio, de    0,58, próximo ao do reteste realizado pelas autoras do instrumento (Maslach    &amp;Jackson, 1986), isto é, de 0,60. A partir dos resultados obtidos, conclui-se    que cada uma das subescalas do Inventário de <i>burnout</i> tem sua confiabilidade    interna de moderada a alta.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>DISCUSSÃO</b></font></p>     <p>Resultados obtidos nesta amostra confirmam o modelo  teórico de <i>burnout</i>    no que diz respeito à constituição de três dimensões, como propõe o inventário    original americano (Malach &amp; Jackson, 1981), assim como  estudos obtidos    em outros países que se propuseram a avaliar a validade de construto deste inventário    (Koeske &amp; Koeske, 1989; Byrne, 1993; Moreno e cols., 1997).  Em nossa realidade,    resultado similar foi encontrado por Tamayo (1997) em uma amostra de auxiliares    de enfermagem e de enfermeiras. </p>     <p>Os três fatores  explicam, neste estudo, 46,89% da variância, resultado bastante    semelhante ao  encontrado no estudo original americano de Maslach e Jackson    (1986), o qual identificou 46,04% da variância explicada. Koeske e Koeske (1989)     encontraram 51% em seu estudo com trabalhadores sociais americanos, e Gil-Monte    e Peiró (1999) identificaram 43,7% com uma amostra multifuncional de trabalhadores    espanhóis</p>     <p>O teste de fidedignidade avaliado pelo Alfa de Cronbach, neste estudo, constatou    que as subescalas de exaustão emocional (0,88) e baixa realização profissional    no trabalho (0,82) apresentam uma boa consistência interna (alfa &gt; 0,70),     o que possibilita a criação de um índice a partir da média dos escores atribuídos    aos itens pertencentes a estas subescalas. De acordo com Lautert (1995), a subescala    de despersonalização possui fidedignidade mais baixa nas diferentes investigações,    exceto quando aplicada em norte-americanos, no idioma original em que a mesma    foi elaborada. Quanto à fidedignidade da subescala de realização profissional,    esta se apresenta mais alta em outros idiomas do que no original, resultado    confirmado pelo índice obtido neste estudo (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/n3a17t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Com relação à subescala de exaustão emocional, os índices obtidos no estudo    seguem a tendência de estudos de outros países. Esse aspecto pode evidenciar    que esta dimensão é a menos vulnerável a questões culturais, uma vez que o sentimento    de desgaste pelo trabalho e as questões que o abordam têm um caráter mais universal,    pela estreita relação desta dimensão com o construto de estresse.  </p>     <p>No caso das demais subescalas,  considerando-se a síndrome de forma mais ampla,    é possível pensar que diferenças culturais tenham influência relevante na maneira    como a síndrome de <i>burnout</i> se apresenta em diferentes países, especialmente    no que se refere aos indicadores de realização profissional. Embora a escala    esteja validada em diferentes realidades, os resultados comparativos demonstram    maior consistência interna dessa dimensão nos países europeus e, inclusive,    no Brasil. Considerando que o presente estudo foi realizado no Rio Grande do    Sul, estado brasileiro com forte imigração européia, acreditamos ser plausível    manejar esta hipótese.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por outro lado, no que tange à dimensão de despersonalização, a validade de    construto encontrada neste estudo vai ao encontro das considerações de Koeske    e Koeske (1989), que ressaltam a discrepância quantitativa entre o número de    itens componentes de cada subescala. Nesta comparação, observamos que a dimensão    de despersonalização é medida apenas com  cinco itens, o que pode estar influenciando    o comportamento do inventário, posto que o construto de despersonalização, potencialmente,    está composto de mais aspectos além de "tornar-se mais duro com as pessoas",    "preocupar-se por tornar-se mais rígido emocionalmente", "não importar-se pelas    pessoas que atende profissionalmente", "sentir-se tratando com as pessoas como    se fossem objetos impessoais" e "perceber que os receptores do trabalho culpam    os sujeitos por alguns de seus problemas".</p>     <p>Relacionamos aqui, os itens componentes desta dimensão ainda por outros aspectos,    que gostaríamos de ressaltar. Primeiramente, retomamos os aspectos culturais.    Em algumas culturas, a preocupação por este enrijecimento emocional pode  ser    relevante e bastante considerada pelos trabalhadores, entretanto, em outras,    a simples idéia de que este fator possa estar fazendo-se presente pode representar    uma ameaça tanto externa quanto interna. Externamente, seria o caso de sentir-se    melindrado frente ao próprio posto de trabalho. Nesse sentido, poderíamos pensar    em um efeito de desejabilidade social sobre as respostas a esta dimensão. Internamente,    a própria percepção do trabalho como um aspecto ameaçador para os diversos âmbitos    de relação do indivíduo pode ser afastada do campo cognitivo no momento de responder    ao inventário. </p>     <p>Manejamos esta hipótese considerando, especialmente, os fatores envolvidos    em nossa realidade, de uma profissão (docência) valorizada socialmente, porém    desvalorizada economicamente, o que faz com que muitos indivíduos utilizem-se    da estratégia de evitação cognitiva, na tentativa de dissociar o trabalho (em    alguns casos, frustrante) da vida pessoal. Além disso, considerando a docência    como uma profissão que permeia e caracteriza de forma muito específica a vida    do professor, podemos pensar que as respostas a esta dimensão possam apresentar    algum viés.  </p>     <p>Conforme Nacarato, Varani e Carvalho (2000), "a atividade do professor é muitas    vezes entendida/vivenciada  como vocação missionária, negando-se à sua ação    uma dimensão crítica da ética e das políticas educacionais" (p. 77). O perfil    idealizado de professor funciona, segundo Moura (1997), como uma estratégia    defensiva elaborada pelo professor de escolas particulares<b>.</b></p>     <p>Consideramos, também, em termos semânticos, a possibilidade real de os sujeitos     compreenderem os itens referentes a essa dimensão. Possivelmente os aspectos    abordados não estejam conectados, de maneira lógica, ao contexto de trabalho.    Chamamos atenção especialmente para o item 22, que talvez não seja adequado    à realidade de trabalhadores em geral. No caso de professores, os receptores    de seu trabalho são os alunos e também seus pais. Estes podem apresentar diversos    comportamentos que levem o professor a apresentar indicadores de despersonalização;    entretanto, não operam como chefes ou superiores, que atribuiriam ao docente    a responsabilidade por seus problemas. Mesmo sendo a realidade da sala de aula    um ambiente onde o professor possa ser culpado por baixos índices de desempenho,    não podemos afirmar que o pensamento do sujeito se direcione a esta questão.</p>     <p>Após o estudo do MBI em nossa amostra, embora tenhamos encontrado baixo índice    de consistência interna em uma de suas dimensões (despersonalização), podemos    afirmar que este inventário apresenta uma distribuição fatorial bastante clara,    ou seja, que em  estudos realizados, em análise fatorial sem delimitação de    fatores, as três dimensões se apresentam claramente definidas (Koeske &amp;    Koeske, 1989; Byrne, 1993; Moreno e cols., 1997; Gil-Monte &amp; Peiró (1999).</p>     <p>As subescalas de exaustão emocional e realização profissional alcançam altos    níveis de consistência interna, enquanto despersonalização alcança um índice    médio. Neste sentido, nosso estudo apóia as sugestões de Koeske e Koeske (1989),    ao analisar a validade de construto do MBI de que as três dimensões poderiam    ser revisadas visando alcançar um número-padrão de itens, sugerindo que elas    devam possuir 10 itens. Ressalta-se principalmente a necessidade de inclusão    de novos itens na dimensão de despersonalização, em função de esta possuir somente    cinco questões.</p>     <p>Como o inventário avalia uma síndrome, é preciso considerar uma série de aspectos    que ainda podem ser inseridos como itens no MBI. Entretanto, no atual estado    da arte dos estudos sobre <i>burnout</i>, o MBI apresenta-se como uma escala    válida e fidedigna nas diferentes realidades onde a síndrome tem sido estudada.    Considerando a amostra de professores utilizada no presente estudo, podemos    afirmar que a versão brasileira do MBI apresenta os requisitos necessários em    termos de consistência interna e validade fatorial para ser amplamente utilizada    na avaliação da síndrome de <i>burnout</i> em nossa realidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>REFERÊNCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Bisquerra-Alzina, R. (1989). <i>Introducción conceptual al análisis multivariable</i>.    Barcelona: PPU&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1413-7372200400030001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Byrne, B. M. (1993). The Maslach Burnout Inventory: Testing for factorial    validity and invariance across elementary, intermediate and secondary teachers.    <i>Journal of Occupational and Organizational Psychology, 66</i>(3), 197-213.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1413-7372200400030001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Carlotto, M. S. (2002). Síndrome de Burnout e satisfação no trabalho: um estudo    com professores universitários. Em A. M. T. Benevides-Pereira (Org), <i>Burnout:    quando o trabalho ameaça o bem estar do trabalhador </i>(pp. 187-212). São Paulo:    Casa do Psicólogo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1413-7372200400030001800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Carlotto, M.S. (2003). Síndrome de burnout e gênero em docentes de instituições    particulares de ensino. Revista de Psicologia da Universidade do Contestado,    1 (1) Disponível em:  <a href="http://www.nead.uncnet.br/revista/psicologia" target="_blank">http://www.nead.uncnet.br/revista/psicologia</a>.    (Acessado em 24/12/2003)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1413-7372200400030001800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Cordes C. L., &amp; Dougherty, T. W. (1993). A review and integration of research    on job burnout. <i>Academy of Management Review, 18 </i>(4) 632- 636.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1413-7372200400030001800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Farber, B. A. (1991). <i>Crisis in education. Stress and burnout in the american    teacher. </i>São Francisco: Jossey-Bass Inc.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1413-7372200400030001800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> França, H. H. (1987). A síndrome de burnout. <i>Revista Brasileira de Medicina,    44</i>(8) 197-199.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1413-7372200400030001800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Freudenberger, H. J. (1974). Staff burnout. <i>Journal of Social Issues, 30,</i>    159-165. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1413-7372200400030001800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Gil-Monte, P. R., &amp; Peiró, J. M. (1997). <i>Desgaste psíquico en el trabajo:    El síndrome de quemarse.</i> Madrid: Sínteses.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1413-7372200400030001800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Gil-Monte, P. R., &amp; Peiró, J. M. (1999). Validez factorial del Maslach    Burnout Inventory en una muestra multiocupacional. <i>Psicothema, 11</i>(3),    679-689.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1413-7372200400030001800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Hutz, C. S. &amp;  Spink, M. J. (1996). Orientações éticas para psicólogos    envolvidos em pesquisas com seres humanos. Disponível em: <a href="http://www.psicologia.urgrs.etica2.htm" target="_blank">http://www.psicologia.urgrs.etica2.htm</a>.    (Acessado em 09/03/2002)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1413-7372200400030001800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Koeske, G. F., &amp; Koeske, R. D. (1989). Construct validity of the Maslach    Burnout Inventory: a critical review and reconceptualization. <i>The Journal    of Applied Behavioral Science  25</i>(2) 131-144.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1413-7372200400030001800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Lautert, L. (1995). <i>O desgaste profissional do enfermeiro.</i> Tese de    doutorado Não-Publicada, Programa de Pós Graduação em Psicologia, Universidade    Pontificia de Salamanca - Facultad de Psicologia, Salamanca.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1413-7372200400030001800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C. (1993). Burnout: A multidimensional perspective. Em W.B.Schaufeli,    C. Maslach &amp; T. Marek (Eds.), <i>Professional burnout: Recent developments    in theory and research</i> (pp.19-32). New York: Taylor &amp; Francis.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1413-7372200400030001800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., &amp; Goldberg, J. (1998). Prevention of burnout: News perspectives.    <i>Applied &amp; Preventive Psychology, 7,</i> 63-74. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1413-7372200400030001800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., &amp; Jackson, S. E. (1981). The  measurement of experienced    burnout. <i>Journal  of  Ocuppational Behavior, 2</i>, 99-113.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1413-7372200400030001800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., &amp; Jackson, S. E. (1986) (2<sup>nd</sup> ed). <i>Maslach Burnout    Inventory.</i> Palo Alto, CA: Consulting Psychologist Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1413-7372200400030001800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., S.E., Jackson  &amp; Leiter, M. P. (1996, 3<sup>rd</sup> ed.).     <i>The Maslach Burnout Inventory &#151; Test manual</i>. Palo Alto, CA. Consulting    Psycologist Press.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1413-7372200400030001800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., &amp; Leiter, M. P. (1997). <i>The truth about burnout: How organization    cause, personal stress and what to do about It. </i>San Francisco: Jossey-Bass.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1413-7372200400030001800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Maslach, C., Schaufeli, W. B., &amp; Leiter, M. P. (2001). Job burnout. <i>Annual    Review Psychology, 52</i>, 397-422.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1413-7372200400030001800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Moreno, B. J., Bustos, R. R., Matallana, A. A., &amp; Mirrales, C. T. (1997).    La evaluacion del burnout. Problemas y alternativas. El CBB como avaliação dos    elementos do processo. <i>Revista de Psicología del Trabajo, 13</i>(2) 185-207.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1413-7372200400030001800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Moura, E. P. G. (1997). <i>Saúde mental e trabalho. Esgotamento profissional    em professores da Rede de Ensino Particular de Pelotas - RS. </i>Dissertação    de Mestrado Não-Publicada, Programa de Pós-graduação em Psicologia, Pontifícia    Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1413-7372200400030001800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Nacarato, A.M.; Varani, A. &amp; Carvalho,V. (2000). O cotidiano do trabalho    docente: palco, bastidores e trabalho invisível...abrindo as cortinas. Em C.    M. G Geraldi,  D. Fiorentina &amp; E. M. de A. Pereira (Orgs.), <i>Cartografias    do trabalho docente</i> (pp.45-79). Campinas: Mercado de Letras.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1413-7372200400030001800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Perlman, B., &amp; Hartman A. E. (1982). Burnout: Sumary and future research.    <i>Human Relations, 35</i>(4), 283-305.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1413-7372200400030001800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Schaufeli, W. B., Maslach, C., &amp; Marek, T. (1993). <i>Professional burnout.    Recent developments in theory and research. </i>New York: Taylor &amp; Francis.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1413-7372200400030001800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Tamayo, R. M. (1997). Relação entre a síndrome de burnout e os valores organizacionais    no pessoal de enfermagem de dois hospitais públicos. Dissertação de Mestrado    Não-Publicada. Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1413-7372200400030001800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name=correspond></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/pe/v9n3/seta.gif" border="0"></a><b>    Endereço para correspondência</b>     <br>   Mary Sandra Carlotto:    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Av. Mauá, 645, apto. 504, Centro    <br>   CEP 93110-320, São Leopoldo-RS.    <br>   E-mail: <a href="mailto:mscarlotto@superig.com.br"> mscarlotto@superig.com.br</a></p>     <p>Recebido em 30/01/2004    <br>   Aceito em 31/08/2004</p> </font>       ]]></body><back>
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