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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DEBATEDORES</b> DISCUSSANTS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os autores   respondem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The   authors reply</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nas falas dos debatedores, podemos considerar que a   discuss&atilde;o acerca de pol&iacute;ticas voltadas para os homens &eacute;, no m&iacute;nimo, pol&ecirc;mica e   aberta. Pol&ecirc;mica por suscitar diversos dissensos com distintos pontos de vista.   Aberta porque, mais do que trazer respostas visando a (re)formula&ccedil;&atilde;o de   princ&iacute;pios de a&ccedil;&atilde;o, especialmente no que toca os homens e as masculinidades na   atual agenda de g&ecirc;nero nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, nos traz in&uacute;meros   questionamentos. Esse amplo espectro de abordagens e questionamentos nos aponta   que o debate acerca do assunto, embora j&aacute; tenha mais de uma d&eacute;cada de   exist&ecirc;ncia, ainda se encontra em constru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caminhando na l&oacute;gica da continuidade do debate, retomamos   alguns importantes aspectos pontuados pelos debatedores que podem servir de   ponto de partida para futuras discuss&otilde;es acerca de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas   para os homens. Um desses aspectos &#150; pontuado praticamente em todos os debates   &#150; se refere &agrave; necessidade de se resgatar historicamente como a categoria g&ecirc;nero   foi introduzida e vem sendo utilizada na produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento no campo da   sa&uacute;de em geral e, de modo particular e articulado a este processo, discutir   acerca das dificuldades e deslizes quando da transposi&ccedil;&atilde;o do conceito para o   &acirc;mbito da interven&ccedil;&atilde;o do Estado. Nesse resgate, ora se constatam reducionismos   que podem ser exemplificados pela sobreposi&ccedil;&atilde;o imediata de homens e   masculinidades e pela corrente redu&ccedil;&atilde;o da masculinidade ao referente da hete&shy;ros&shy;sexualidade,   ora se despontam caminhos para se repensar as rela&ccedil;&otilde;es homens-mulheres visando   a emancipa&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e a subvers&atilde;o das hierarquias de poder hist&oacute;ricas e   social&shy;mente institu&iacute;das. Para que esses caminhos sejam exitosos, refor&ccedil;amos   alguns questionamentos dos nossos debatedores: Como pensar a sa&uacute;de dos homens &#150;   e a das mulheres tamb&eacute;m &#150; sem que sejam refor&ccedil;adas a opress&atilde;o e a exclus&atilde;o?   Como ver os sujeitos &#150; homens e mulheres &#150; sem que sejam enquadrados pura e   simplesmente de forma instrumental num plano pol&iacute;tico de medicaliza&ccedil;&atilde;o? Como   n&atilde;o reficar os modelos de g&ecirc;nero de forma que as pol&iacute;ticas tenham forte acento   na heteronormatividade, deixado de lado outras l&oacute;gicas dos desejos e das   pr&aacute;ticas sexuais? Como fazer coexistirem as metas que tentam responder &agrave;   realidade epidemiol&oacute;gica e dimens&otilde;es simb&oacute;licas suscitadas tanto pelas demandas   institucionais quanto pelos sujeitos?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Junto a essas quest&otilde;es, n&atilde;o podemos deixar de observar que o   conjunto dos debates, mais do que conclus&otilde;es finais, nos contempla com um   princ&iacute;pio de m&eacute;todo para as futuras discuss&otilde;es: o da problematiza&ccedil;&atilde;o. Nesse   sentido, seja qual for o posicionamento acerca das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de voltadas   para os homens, uma assertiva &eacute; a pr&aacute;tica de submeter as ideias &agrave; critica,   tomando como par&acirc;metro a historicidade e as intencionalidades das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, recuperando o argumento de Wilza Villela e Pedro Paulo   Pereira fundamentado em Joan Scott, a qual prop&otilde;e tomar g&ecirc;nero como categoria   &uacute;til se voltada &agrave; abertura e ao questionamento, refor&ccedil;amos a necessidade de   sofisticarmos as an&aacute;lises acerca das diferentes formas de opress&atilde;o e exclus&atilde;o   de g&ecirc;nero no campo da sa&uacute;de. Deste modo, tornar-se-&aacute; poss&iacute;vel fundamentar as   a&ccedil;&otilde;es de cuidado desde uma perspectiva cr&iacute;tica e n&atilde;o reducionista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De modo articulado, o questionamento de S&eacute;rgio Carrara e   Marcos Nascimento sobre a preemin&ecirc;ncia de um 'homem gen&eacute;rico' no texto da   PNAISH, o que potencializaria interven&ccedil;&otilde;es que desconsideram a imbricada e   inconteste vincula&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero com outros marcadores sociais (classe,   ra&ccedil;a/etnia, gera&ccedil;&atilde;o, orienta&ccedil;&atilde;o sexual), nos remete ao debate, igualmente   levantado por Benedito Medrado e Jorge Lyra, acerca da transversalidade de   g&ecirc;nero e equidade no campo da sa&uacute;de. Sem d&uacute;vida, se a equidade pressup&otilde;e o   reconhecimento das diferen&ccedil;as e o dever de redistribuir poder e recursos   segundo tais diferen&ccedil;as, a efetiva&ccedil;&atilde;o deste princ&iacute;pio no campo da sa&uacute;de dos   homens (e das mulheres) s&oacute; seria poss&iacute;vel com outras 'adjetiva&ccedil;&otilde;es' para homens   e mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As contribui&ccedil;&otilde;es trazidas por Eduardo Schwarz e Tarcila   Machado sobre o processo institucional de formula&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o da PNAISH,   sugerem que &eacute; pelo questionamento e debate entre grupos, institui&ccedil;&otilde;es e   segmentos da sociedade brasileira que se pode desenhar novos rumos para a   PNAISH, orientados com base nas a&ccedil;&otilde;es afirmativas e na constru&ccedil;&atilde;o e defesa da   autonomia dos sujeitos e dos direitos humanos. Ressaltamos, como potencialidade   para este debate que se inicia no pa&iacute;s, a necessidade de interlocu&ccedil;&atilde;o com grupos   (acad&ecirc;micos e da milit&acirc;ncia) e formuladores de pol&iacute;ticas para al&eacute;m de nossas   fronteiras, j&aacute; que outros pa&iacute;ses como Irlanda, Austr&aacute;lia e Canad&aacute; se inserem   neste mesmo processo hist&oacute;rico de implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas orientadas pela   perspectiva de g&ecirc;nero e voltadas &agrave; sa&uacute;de do homem. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por esse legado que nos deixa os debates, agradecemos a   Benedito Medrado, Eduardo Schwarz, Jorge Lyra Pedro, Marcos Nascimento, Pedro   Paulo Gomes Pereira, S&eacute;rgio Carrara, Tarcila de Castro e Silva Machado e Wilza   Vieira Villela, pelas suas ideias seminais.</font></p>      ]]></body>
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