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<journal-title><![CDATA[Ambiente & Sociedade]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transformações da terra: para uma perspectiva agroecológica na história]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Transformation of the land: towards an agroecological perspective in history]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Kansas História Americana ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article discusses the formation of the field of environmental history which originated in the 1970s in the middle of the debates on the ecologic crisis and the emergence of the environmental movement. This history rejects the notion that human societies do not cause significant environmental alterations and analyzes the specific conditions of that recurring interaction. The agroecologic system is one of the most typical cases of the intervention of human activity on natural ecosystems in a complex interaction between indigenous plants, exotic vegetation, fertility of the soil and diverse agricultural practices. The roadmap of these changes is essential to understand history from the view point of the environment.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[sistemas agro-ecológicos]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO/ARTICLES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"> <b><a name="tx"></a>Transforma&ccedil;&otilde;es    da terra: para uma perspectiva agroecol&oacute;gica na hist&oacute;ria<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Transformation of the land: towards an agroecological    perspective in history</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Donald Worster</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Donald Worster &eacute; Professor de Hist&oacute;ria    Americana na Universidade de Kansas e &eacute; considerado um dos fundadores    da ''Hist&oacute;ria Ambiental''</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" font size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O artigo discute a constitui&ccedil;&atilde;o    do campo da hist&oacute;ria ambiental, que se deu nos anos 70 em meio aos debates    sobre a crise ecol&oacute;gica e a eclos&atilde;o do movimento ambientalista.    Esta hist&oacute;ria n&atilde;o aceita a no&ccedil;&atilde;o de que as sociedades    humanas n&atilde;o produzem altera&ccedil;&otilde;es ambientais significativas,    e interpela as condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas dessa intera&ccedil;&atilde;o    recorrente. O sistema agroecol&oacute;gico representa um dos casos mais t&iacute;picos    de rearranjo da atividade humana sobre os ecossistemas naturais, em uma rela&ccedil;&atilde;o    complexa de intera&ccedil;&atilde;o entre plantas nativas, vegeta&ccedil;&atilde;o    forasteira, fertilidade dos solos e diversas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas.    O itiner&aacute;rio dessas mudan&ccedil;as &eacute; essencial para se compreender    a hist&oacute;ria do ponto de vista ambiental </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> sistemas agro-ecol&oacute;gicos,    hist&oacute;ria ambiental, ecossistemas. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana"><font size="2"><b>ABSTRACT</b></font></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article discusses the formation of the field    of environmental history which originated in the 1970s in the middle of the    debates on the ecologic crisis and the emergence of the environmental movement.    This history rejects the notion that human societies do not cause significant    environmental alterations and analyzes the specific conditions of that recurring    interaction. The agroecologic system is one of the most typical cases of the    intervention of human activity on natural ecosystems in a complex interaction    between indigenous plants, exotic vegetation, fertility of the soil and diverse    agricultural practices. The roadmap of these changes is essential to understand    history from the view point of the environment. </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> agroecologic systems, environmental    history, ecosystems.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; quarenta anos atr&aacute;s, um homem    s&aacute;bio e vision&aacute;rio, o conservacionista e bi&oacute;logo da vida    selvagem, Aldo Leopold, de Wisconsin, reivindicou uma ''interpreta&ccedil;&atilde;o    ecol&oacute;gica da Hist&oacute;ria'', pela qual propunha usar as id&eacute;ias    e a pesquisa do emergente campo da ecologia para ajudar a explicar porque os    fatos que constituem o passado desenvolveram-se da maneira como os <a name="tx01"></a>conhecemos<a href="#nt01"><SUP>1</SUP></a>.    Naquela &eacute;poca a ecologia ainda estava em sua inf&acirc;ncia cient&iacute;fica,    mas sua promessa era radiante e a necessidade de suas aprecia&ccedil;&otilde;es    estava come&ccedil;ando a ficar evidente para um grande n&uacute;mero de l&iacute;deres    nas ci&ecirc;ncias, na pol&iacute;tica e na sociedade. Levou algum tempo para    os historiadores darem aten&ccedil;&atilde;o ao conselho de Leopold, mas finalmente    o campo da hist&oacute;ria ambiental come&ccedil;ou a ganhar forma e seus praticantes    est&atilde;o tentando construir a partir de sua iniciativa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A pr&oacute;pria sugest&atilde;o de Leopold de    como uma hist&oacute;ria ecologicamente informada deveria proceder tinha a ver    com as terras de fronteira do Kentucky, cruciais no movimento da na&ccedil;&atilde;o    em dire&ccedil;&atilde;o ao oeste. No per&iacute;odo da guerra revolucion&aacute;ria    era incerto quem possuiria e controlaria aquelas terras: os &iacute;ndios nativos,    os imp&eacute;rios Franc&ecirc;s ou Ingl&ecirc;s, ou os colonizadores americanos    ? E ent&atilde;o, de uma forma r&aacute;pida, a luta se resolveu a favor dos    americanos, que trouxeram seus arados e seu gado para tomar posse. Foi mais    do que sua bravura como lutadores, sua determina&ccedil;&atilde;o como conquistadores,    ou sua virtude aos olhos de Deus, que permitiu &agrave;queles colonos agricultores    ganhar a competi&ccedil;&atilde;o; a pr&oacute;pria terra contribu&iacute;ra    para o seu sucesso. Leopold acentuou que, crescendo ao longo das terras planas    do Kentucky, os locais mais acess&iacute;veis aos rec&eacute;m-chegados eram    formid&aacute;veis taquarais, onde os p&eacute;s de taquara cresciam bem uns    quinze p&eacute;s de altura (cerca de cinco metros) e se colocavam como uma    barreira instranspon&iacute;vel ao arado. Mas, felizmente para os americanos,    quando a taquara era queimada ou pisoteada pelo gado, o m&aacute;gico capim-do-prado    do Kentucky ou ''Kentucky bluegrass'', (<I>Poa pratensi L.)</I> germinava    em seu lugar. O pasto substitu&iacute;a a   taquara no que os ecologistas chamam de padr&atilde;o da sucess&atilde;o ecol&oacute;gica    secund&aacute;ria, que ocorre quando a vegeta&ccedil;&atilde;o sofre perturba&ccedil;&otilde;es,    mas o solo n&atilde;o &eacute; destru&iacute;do, como quando o fogo arrasa uma    pradaria ou um furac&atilde;o derruba uma floresta. A sucess&atilde;o refere-se    ao fato de que um novo conjunto de esp&eacute;cies entra e substitui o que havia    antes. No Kentucky, a principal daquelas novas esp&eacute;cies era o capim-do-prado,    e uma ampla extens&atilde;o de capim-do-prado era tudo o que qualquer pioneiro    rural, &agrave; procura de um pouso fixo e de uma pastagem para seus animais,    poderia querer. Ao descobrir este fato, os americanos entraram no Kentucky aos    milhares, e logo a luta pela posse estava terminada. Leopold se perguntava ''o    que aconteceria se a sucess&atilde;o de plantas inerente a este solo escuro    e cruel tivesse, sob o impacto dessas for&ccedil;as, oferecido-nos algum capim    com espinhos, arbustos ou ervas daninhas sem valor?'' Teria o Kentucky se    transformado em territ&oacute;rio americano da maneira e quando    se <a name="tx02"></a>transformou?<a href="#nt02"><SUP>2</SUP></a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realmente, os fatos no caso s&atilde;o mais complicados    do que Leopold poderia ter explorado nos limites de seu ensaio, e eles exigem    mais do que uma forma simples de determinismo ambiental, que &eacute; o que    um leitor menos atento poderia encontrar em seu exemplo. O capim-do-prado do    Kentucky n&atilde;o era uma esp&eacute;cie nativa, mas uma importa&ccedil;&atilde;o    <a name="tx03"></a>europ&eacute;ia<a href="#nt03"><SUP>3</SUP></a>. Trazida    pelos imigrantes nos bagageiros dos navios, suas sementes se espalharam por    meio das viagens e estercagem de seu gado, brotando primeiro ao redor dos cochos    de sal, onde se aglomeravam os animais, e dispersando-se depois sobre a &aacute;rea    antes ocupada pelos taquarais e ganhando ascend&ecirc;ncia sobre suas competidoras    ind&iacute;genas, assim como os colonizadores estavam fazendo com os &iacute;ndios.    A conquista do Kentucky foi, em outras palavras, imensamente ajudada pelo fato    de que os invasores humanos trouxeram suas plantas aliadas acidentalmente. Assim,    de continente em continente, aconteceu o triunfo do que Alfred Crosby Jr. Chamou    de ''imperialismo <a name="tx04"></a>ecol&oacute;gico''<a href="#nt04"><SUP>4</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; sobre estas quest&otilde;es que trata    o novo campo da hist&oacute;ria ecol&oacute;gica ou ambiental (a maioria dos    especialistas prefere usar o &uacute;ltimo termo, por ser mais amplo quanto    ao m&eacute;todo e ao material). Esta nova hist&oacute;ria rejeita a suposi&ccedil;&atilde;o    comum de que a experi&ecirc;ncia humana tem sido isenta de constrangimentos    naturais, que as pessoas s&atilde;o uma esp&eacute;cie separada e singularmente    especial, que as conseq&uuml;&ecirc;ncias ecol&oacute;gicas de nossos feitos    passados podem ser ignorados. A hist&oacute;ria mais antiga dificilmente poderia    negar o fato de que as pessoas v&ecirc;m vivendo h&aacute; bastante tempo neste    planeta, mas a desconsidera&ccedil;&atilde;o geral deste fato sugeriria que    elas n&atilde;o eram e verdadeiramente n&atilde;o s&atilde;o parte do planeta.    Os historiadores ambientais, por outro lado, compreendem que o conhecimento    n&atilde;o pode mais se permitir ser t&atilde;o ing&ecirc;nuo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O campo da hist&oacute;ria ambiental come&ccedil;ou    a tomar forma nos anos 70, quando houve diversas confer&ecirc;ncias sobre a    grave situa&ccedil;&atilde;o global e os movimentos ambientais cresciam, popularizando-se.    Foi uma resposta &agrave;s perguntas que as pessoas estavam come&ccedil;ando    a se fazer em muitas na&ccedil;&otilde;es: Quantos seres humanos a biosfera    pode suportar sem entrar em colapso sob o impacto da polui&ccedil;&atilde;o    e do consumismo? As mudan&ccedil;as na atmosfera, causadas pela atividade humana,    levar&atilde;o &agrave; uma maior incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer ou a menores    colheitas de gr&atilde;os, ou ao derretimento das calotas polares? Est&aacute;    a tecnologia tornando a vida mais perigosa, ao inv&eacute;s de mais segura?    Tem o <I>Homo sapiens </I>quaisquer obriga&ccedil;&otilde;es morais para com    a terra e seu ciclo de vida, ou esta vida existe meramente para satisfazer aos    desejos infinitamente expansivos de nossa pr&oacute;pria esp&eacute;cie? A Hist&oacute;ria    n&atilde;o foi o &uacute;nico campo da ci&ecirc;ncia a ser atingido por essas    preocupa&ccedil;&otilde;es emergentes; os acad&ecirc;micos em Direito, Filosofia,    Economia, Sociologia e outras &aacute;reas foram igualmente receptivos. Certamente    &eacute; uma receptividade permanente, que ganha import&acirc;ncia &agrave;    medida que as quest&otilde;es que a precipitam aumentam em urg&ecirc;ncia, freq&uuml;&ecirc;ncia    e amplitude. A hist&oacute;ria ambiental nasceu de uma forte preocupa&ccedil;&atilde;o    moral, podendo ainda ter alguns compromissos de reforma pol&iacute;tica, mas    &agrave; medida que amadurecia, tornava-se um empreendimento intelectual que    n&atilde;o tem qualquer agenda moral ou pol&iacute;tica simplista ou &uacute;nica    para promover. Seu objetivo &eacute; aprofundar nossa compreens&atilde;o de    como os humanos t&ecirc;m sido afetados pelo seu ambiente natural atrav&eacute;s    do tempo e, contrariamente e talvez de modo mais importante, na vis&atilde;o    da insustent&aacute;vel situa&ccedil;&atilde;o global atual, como a a&ccedil;&atilde;o    humana afetou o ambiente e quais foram as <a name="tx05"></a>conseq&uuml;&ecirc;ncias<a href="#nt05"><SUP>5</SUP></a>.</font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muito do material para a hist&oacute;ria ambiental,    como o que adv&eacute;m do trabalho acumulado dos ge&oacute;grafos, dos especialistas    ligados &agrave;s ci&ecirc;ncias naturais, dos antrop&oacute;logos, e de outros,    tem estado dispon&iacute;vel h&aacute; gera&ccedil;&otilde;es e est&aacute;    simplesmente sendo absorvido pelo pensamento hist&oacute;rico &agrave; luz da    experi&ecirc;ncia recente. Ele inclui dados sobre as mar&eacute;s e os ventos,    sobre as correntes oce&acirc;nicas, a posi&ccedil;&atilde;o dos continentes    uns em rela&ccedil;&atilde;o aos outros, e as for&ccedil;as geol&oacute;gicas    e hidrol&oacute;gicas que criam a base para a &aacute;gua e para a terra do    planeta. E inclui a hist&oacute;ria do clima e das condi&ccedil;&otilde;es metereol&oacute;gicas,    enquanto estes contribu&iacute;ram para danificar ou beneficiar as colheitas,    para fazer os pre&ccedil;os subirem ou ca&iacute;rem, promoveram ou colocaram    fim &agrave;s epidemias, ou levaram a um aumento ou decl&iacute;nio demogr&aacute;fico.    Todas essas foram poderosas influ&ecirc;ncias no curso da hist&oacute;ria, e    continuam sendo. Numa categoria de algum modo diferente desses fatores f&iacute;sicos    est&atilde;o os recursos vivos da terra, ou a biota, que o ecologista George    Woodwell considera o mais importante de tudo para o bem-estar humano: as plantas    e animais que, em sua pr&oacute;pria express&atilde;o, ''mant&ecirc;m a    biosfera como o <I>habitat</I> adequado para a <a name="tx06"></a>vida''<a href="#nt06"><SUP>6</SUP></a>.    Estes recursos vivos tamb&eacute;m t&ecirc;m sido mais suscet&iacute;veis &agrave;    manipula&ccedil;&atilde;o humana do que os fatores n&atilde;o-biol&oacute;gicos,    sobretudo hoje em dia. Devemos incluir o fen&ocirc;meno da reprodu&ccedil;&atilde;o    humana como uma for&ccedil;a natural que d&aacute; forma &agrave; hist&oacute;ria,    e que de forma alguma &eacute; uma for&ccedil;a desprez&iacute;vel, como as    &uacute;ltimas d&eacute;cadas de explosiva fertilidade global t&ecirc;m amplamente demonstrado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, definida etimologicamente, a hist&oacute;ria    ambiental lida com o papel e o lugar da natureza na vida humana. Ela estuda    todas as intera&ccedil;&otilde;es que as sociedades do passado tiveram com o    mundo n&atilde;o humano, o mundo que n&atilde;o criamos em nenhum sentido prim&aacute;rio.    O ambiente tecnol&oacute;gico, o conjunto de coisas que as pessoas produziram,    que pode ser t&atilde;o onipresente a ponto de constituir um tipo de ''segunda    natureza'' em torno dela, tamb&eacute;m &eacute; parte deste estudo, mas    no sentido muito espec&iacute;fico em que a tecnologia &eacute; um produto da    cultura humana assim como condicionada pelo ambiente n&atilde;o-humano. Mas,    diante de tais fen&ocirc;menos, como o deserto e o ciclo da &aacute;gua, n&oacute;s    encontramos energias aut&ocirc;nomas e independentes que n&atilde;o derivam    das tend&ecirc;ncias e inven&ccedil;&otilde;es de nenhuma cultura. Pode-se argumentar    que, &agrave; medida que a vontade humana    crescentemente deixa sua marca sobre as florestas, cadeias gen&eacute;ticas    e mesmo oceanos, n&atilde;o h&aacute; uma maneira pr&aacute;tica de se distinguir    entre o natural e o cultural. Entretanto, a maioria dos historiadores ambientais    argumentariam que vale a pena manter a distin&ccedil;&atilde;o, porque esta    nos lembra que nem todas as for&ccedil;as que trabalham no mundo emanam dos    humanos. Onde quer que as duas esferas, a natural e a cultural, se confrontem    ou interajam, a hist&oacute;ria ambiental encontra seus temas essenciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; tr&ecirc;s n&iacute;veis em que a nova    hist&oacute;ria opera, cada um dos quais retirando de uma variedade de outras    disciplinas e requerendo m&eacute;todos especiais de an&aacute;lise. O primeiro    envolve a descoberta da estrutura e distribui&ccedil;&atilde;o dos ambientes    naturais do passado. Antes que se possa escrever sobre a hist&oacute;ria ambiental,    deve-se primeiro entender a pr&oacute;pria natureza – especificamente como a    natureza estava organizada e funcionava nos tempos passados. A tarefa &eacute;    mais dif&iacute;cil do que poderia parecer &agrave; primeira vista, pois embora    a natureza, como a sociedade, tenha uma hist&oacute;ria de mudan&ccedil;a para    contar, h&aacute; poucos registros escritos para revelar a maior parte desta    hist&oacute;ria. Conseq&uuml;entemente, para empreender uma tal reconstru&ccedil;&atilde;o,    o historiador ambiental deve buscar o aux&iacute;lio de um amplo conjunto de    ci&ecirc;ncias naturais e deve basear-se em suas metodologias, fontes e evid&ecirc;ncias,    embora tanto antes como agora, os materiais documentais com os quais os historiadores    trabalham podem ser de uma ajuda valiosa ao trabalho dos <a name="tx07"></a>cientistas<a href="#nt07"><SUP>7</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo n&iacute;vel da hist&oacute;ria ambiental    &eacute; mais diretamente de responsabilidade do historiador e de outros estudiosos    da sociedade, pois se concentra na tecnologia produtiva, na medida em que esta    interage com o meio ambiente. Para ajudar na compreens&atilde;o deste complicado    n&iacute;vel, em que os instrumentos, o trabalho e as rela&ccedil;&otilde;es    sociais est&atilde;o interconectados, os historiadores neste novo campo come&ccedil;aram    a voltar-se para a extensa literatura que trata do conceito de ''modos de    produ&ccedil;&atilde;o'', enfatizando (como muitos daqueles que usam a express&atilde;o    n&atilde;o o fazem) que estes modos t&ecirc;m estado engajados n&atilde;o somente    na organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho humano e do maquin&aacute;rio, mas    tamb&eacute;m na transforma&ccedil;&atilde;o da <a name="tx08"></a>natureza<a href="#nt08"><SUP>8</SUP></a>.    Aqui, o foco est&aacute; na compreens&atilde;o de como a tecnologia reestruturou    as rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas humanas, isto &eacute;, na an&aacute;lise    sobre as v&aacute;rias formas com as quais as pessoas tentaram transformar a    natureza num sistema que produz recursos para o consumo. Neste processo de transforma&ccedil;&atilde;o    da terra, as pessoas t&ecirc;m igualmente reestruturado a si mesmas e as suas    rela&ccedil;&otilde;es sociais. Uma comunidade organizada para a pesca mar&iacute;tima    tem tido institui&ccedil;&otilde;es, pap&eacute;is de g&ecirc;nero, ou ritmos    sazonais muito diferentes daquelas comunidades que criam ovelhas nos pastos    de altas montanhas. Uma sociedade de ca&ccedil;adores pode ter tido uma configura&ccedil;&atilde;o    muito diferente daquela de uma sociedade camponesa. Nesse n&iacute;vel de indaga&ccedil;&atilde;o,    uma das quest&otilde;es mais interessantes &eacute; quem ganhou e quem perdeu    poder quando os modos de produ&ccedil;&atilde;o <a name="tx09"></a>mudaram<a href="#nt09"><SUP>9</SUP></a>.</font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, formando um terceiro n&iacute;vel    para o historiador ambiental est&aacute; aquele tipo de encontro mais intang&iacute;vel,    puramente mental, em que as percep&ccedil;&otilde;es, ideologias, &eacute;tica,    leis e mitos tornaram-se parte de um di&aacute;logo de indiv&iacute;duos e de    grupos com a natureza. As pessoas est&atilde;o continuamente construindo mapas    cognitivos do mundo ao redor delas, definindo o que &eacute; um recurso, determinando    que tipos de comportamento podem ser ambientalmente    degradantes e deveriam ser proibidos, e geralmente escolhendo os fins que se    imp&otilde;e &agrave; natureza. Tais padr&otilde;es de percep&ccedil;&atilde;o    humana, de ideologia e de valores t&ecirc;m sido muitas vezes altamente conseq&uuml;entes,    movendo-se com todo o poder de grandes camadas de gelo glacial, triturando e    empurrando, reorganizando e recriando a superf&iacute;cie do planeta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O grande desafio da nova hist&oacute;ria n&atilde;o    est&aacute; em meramente identificar tais n&iacute;veis de indaga&ccedil;&atilde;o,    mas em decidir como e onde fazer as conex&otilde;es entre eles. Correm as linhas    da causalidade hist&oacute;rica desde o primeiro n&iacute;vel, o da natureza,    atrav&eacute;s da tecnologia, at&eacute; a ideologia, como insistiria um rigoroso    determinista ambiental? Ou as linhas correm precisamente na dire&ccedil;&atilde;o    contr&aacute;ria, de modo que a pr&oacute;pria natureza finalmente nada mais    seja do que o produto do desejo ou da inven&ccedil;&atilde;o humana? &Eacute;    claro que este &eacute; um velho debate sobre a explica&ccedil;&atilde;o que    a nova historia apenas herdou, mas n&atilde;o inventou; o debate &eacute; muito    amplo e complexo para se reproduzir, menos ainda para se julgar resolv&ecirc;-lo    aqui. &Eacute; o suficiente observar que a maioria dos historiadores ambientais    t&ecirc;m se fixado filosoficamente numa posi&ccedil;&atilde;o que &eacute;    ao mesmo tempo materialista e idealista; eles normalmente sustentam que o historiador    n&atilde;o pode rigidamente aderir <I>a priori </I>a qualquer teoria &uacute;nica    de causalidade, mas deve estar aberto ao contexto e ao tempo. Em alguns casos,    os padr&otilde;es de mudan&ccedil;a de ordem natural – uma condi&ccedil;&atilde;o    sustentada de severa aridez, por exemplo, ou uma mudan&ccedil;a abrupta de um    ciclo de umidade para um de seca – t&ecirc;m sido poderosos, for&ccedil;ando    as pessoas a se adaptarem tanto aos n&iacute;veis produtivos quanto cognitivos.    Em outros casos, entretanto, e crescentemente nos tempos modernos, quando o    equil&iacute;brio de poder se tem transferido cada vez mais da natureza em favor    dos homens, o terceiro n&iacute;vel, a soma das id&eacute;ias e percep&ccedil;&otilde;es    das pessoas acerca da natureza, tem claramente se transformado no fator decisivo    na promo&ccedil;&atilde;o da mudan&ccedil;a. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A for&ccedil;a acumulada da imagina&ccedil;&atilde;o    humana &eacute; t&atilde;o &oacute;bvia e dram&aacute;tica que n&atilde;o corre    mais o perigo de ser negligenciada pelos historiadores. O que, no entanto, tem    sido negligenciado ou conceitualmente relegado ao subdesenvolvimento, &eacute;    o segundo n&iacute;vel de indaga&ccedil;&atilde;o que mencionei. E &eacute;    ao n&iacute;vel m&eacute;dio – a an&aacute;lise dos modos de produ&ccedil;&atilde;o    como fen&ocirc;menos ecol&oacute;gicos, e particularmente como estes est&atilde;o    articulados na agricultura – que se dedica o restante deste ensaio. A inten&ccedil;&atilde;o    aqui n&atilde;o &eacute; fazer uma declara&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica definitiva    sobre o assunto, mas revisar, especialmente com os n&atilde;o-especialistas    em mente, alguns dos temas mais amplos e identificar as &aacute;reas onde s&atilde;o    necess&aacute;rias mais pesquisas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os homens t&ecirc;m extra&iacute;do um conjunto    extraordinariamente diverso de recursos do mundo natural, e o n&uacute;mero    e a magnitude destes est&atilde;o crescendo o tempo todo. Mas o mais b&aacute;sico    e revelador destes recursos no estudo da ecologia humana t&ecirc;m sido os recursos    que designamos de alimento. Todo grupo social na hist&oacute;ria teve de identificar    tais recursos e criar um modo de produ&ccedil;&atilde;o para obt&ecirc;-los    da terra e lev&aacute;-los para dentro do est&ocirc;mago. Al&eacute;m disso,    &eacute; atrav&eacute;s deste processo que as pessoas t&ecirc;m se conectado    ao mundo natural de forma mais vital, constante e concreta. Poucos desses modos    de produzir os alimentos, entretanto, t&ecirc;m sido abordados pelos historiadores    com uma perspectiva ecol&oacute;gica. Se devemos progredir na compreens&atilde;o    dos v&iacute;nculos que os seres humanos    estabelecem com a natureza, desenvolver esta perspectiva e aplic&aacute;-la    &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos devem ser as principais atividades deste novo campo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para empreender este projeto, o historiador deve    come&ccedil;ar adotando o conceito dos cientistas de <I>ecossistema</I> e, ent&atilde;o,    se perguntar como este pode ser aplicado &agrave; agricultura praticada em qualquer    assentamento ou per&iacute;odo. H&aacute; uma grande quantidade de livros e    artigos cient&iacute;ficos sobre as formas complicadas como se estruturam, trabalham    e evoluem os ecossistemas; mas, em termos mais simples, deve-se definir um ecossistema    como uma entidade coletiva de plantas e animais que interagem uns com os outros    e com o ambiente n&atilde;o-vivente (abi&oacute;tico) num dado lugar. Alguns    ecossistemas s&atilde;o nitidamente pequenos e facilmente demarcados, como um    &uacute;nico lago na Nova Inglaterra, enquanto outros est&atilde;o espalhados    e mal definidos, t&atilde;o altamente amb&iacute;guos quanto a floresta Amaz&ocirc;nica    ou a plan&iacute;cie Serengeti. At&eacute; muito recentemente, todos aqueles    ecossistemas t&ecirc;m sido entendidos pelos ecologistas como tendo poderes    auto-equilibrantes, como mecanismos autom&aacute;ticos que se desaceleram quando    ficam muito quentes ou que aceleram quando come&ccedil;am a engasgar e parar.    As perturba&ccedil;&otilde;es externas poderiam afetar o equil&iacute;brio,    tirando o sistema temporariamente de seu ritmo regular, mas sempre (ou quase    sempre) se supunha que retornasse a algum estado uniforme. Acreditava-se que    o n&uacute;mero de esp&eacute;cies que constituem um ecossistema flutuasse em    torno de um ponto determin&aacute;vel, o fluxo de nutrientes e energia atrav&eacute;s    do sistema ficando mais ou menos constante. Uma preocupa&ccedil;&atilde;o dominante    entre os ecologistas tem sido a de explicar como tais sistemas conseguem ser    coerentes, manter a ordem e o equil&iacute;brio, em meio a todas as perturba&ccedil;&otilde;es    &agrave;s quais est&atilde;o <a name="tx10"></a>sujeitos<a href="#nt10"><SUP>10</SUP></a>. </font></p>      <p><font size="2" face="Verdana">Mas, os historiadores desejosos de empreender    uma an&aacute;lise ecol&oacute;gica deveriam estar conscientes de que, ultimamente,    o modelo convencional de ecossistema esquematizado acima tem estado sob consider&aacute;vel    cr&iacute;tica por parte de alguns cientistas e n&atilde;o h&aacute; nenhum    consenso sobre como funciona ou qual &eacute; sua resili&ecirc;ncia . Os ecossistemas    s&atilde;o t&atilde;o est&aacute;veis quanto os cientistas t&ecirc;m admitido    – os cr&iacute;ticos perguntam – ou s&atilde;o todos eles suscet&iacute;veis    &agrave; f&aacute;cil perturba&ccedil;&atilde;o? &Eacute; correta a descri&ccedil;&atilde;o    dos ecossistemas como firmemente equilibrados e em ordem at&eacute; a entrada    dos humanos em cena, como alguns dos antigos manuais sugeriam, ou a perturba&ccedil;&atilde;o    humana &eacute; apenas uma das muitas fontes de instabilidade na natureza? At&eacute;    mais disputadas s&atilde;o essas quest&otilde;es: Como e quando as pessoas come&ccedil;am    a produzir mudan&ccedil;as nos ecossistemas que possam ser designadas como danosas,    e quando este dano torna-se irrevers&iacute;vel? Ningu&eacute;m realmente contesta    que a morte de todas as &aacute;rvores, p&aacute;ssaros e insetos significaria    a morte de uma floresta tropical, ou que a drenagem de um lago criaria o fim    deste ecossistema; mas, a maior parte das mudan&ccedil;as, induzidas pelos humanos    ou por qualquer outra coisa, n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o catastr&oacute;ficas,    e o conceito de dano n&atilde;o tem uma defini&ccedil;&atilde;o clara ou um    m&eacute;todo f&aacute;cil de mensura&ccedil;&atilde;o. Dependente como &eacute;    da teoria ecol&oacute;gica para o aux&iacute;lio na an&aacute;lise e explica&ccedil;&atilde;o,    o novo campo da hist&oacute;ria ambiental se encontra numa posi&ccedil;&atilde;o    muito estranha – presa no meio de uma oscila&ccedil;&atilde;o revisionista que    tem deixado em certa desordem a no&ccedil;&atilde;o do que &eacute; um ecossistema    e como funciona, e que at&eacute; tem criado d&uacute;vidas acerca de antigas    no&ccedil;&otilde;es intuitivas como a    do ''equil&iacute;brio da natureza'' e o papel da diversidade na promo&ccedil;&atilde;o    da estabilidade <a name="tx11"></a>ecol&oacute;gica<a href="#nt11"><SUP>11</SUP></a>.    Os historiadores h&aacute; muito t&ecirc;m tido de lidar com esse revisionismo    em seu pr&oacute;prio campo e est&atilde;o muito familiarizados com a confus&atilde;o    resultante. Ao aprender com esta experi&ecirc;ncia, eles n&atilde;o deveriam    se apressar em admitir que o mais recente artigo cient&iacute;fico sobre o ecossistema    &eacute; o verdadeiro evangelho ou que as no&ccedil;&otilde;es de ontem est&atilde;o    agora completamente erradas; por outro lado, se eles quiserem trabalhar em colabora&ccedil;&atilde;o    com os cientistas, eles devem ser cuidadosos em n&atilde;o tomar emprestadas    suas id&eacute;ias sobre a natureza irrefletidamente, ou de forma inocente,    de manuais fora de moda ou de modelos descartados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essas disputas te&oacute;ricas n&atilde;o deveriam    obscurecer o fato de que a ci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica continua a descrever    um mundo natural que &eacute; maravilhosamente organizado e vital &agrave; exist&ecirc;ncia    humana. A natureza, aos olhos da maioria dos ecologistas, n&atilde;o &eacute;    um mundo inerte ou disforme ou incoerente &agrave; espera do aux&iacute;lio    das pessoas. &Eacute; um mundo de coisas vivas que est&atilde;o em constante    funcionamento, em padr&otilde;es discern&iacute;veis, produzindo bens e servi&ccedil;os    que s&atilde;o essenciais &agrave; sobreviv&ecirc;ncia m&uacute;tua de todos.    Os microorganismos, por exemplo, est&atilde;o permanentemente ocupados em quebrar    a mat&eacute;ria org&acirc;nica para formar os constituintes do solo, e outros    organismos, em troca, fazem uso deste solo para sua nutri&ccedil;&atilde;o e    crescimento. A ci&ecirc;ncia da ecologia ainda revela um reino al&eacute;m das    economias humanas, e al&eacute;m do trabalho nele realizado, um reino que tem    sido descrito como uma vasta, elaborada e complexa ''economia da natureza'',    um reino organizado que est&aacute; funcionando en&eacute;rgica e habilmente    para satisfazer &agrave;s necessidades de todas as coisas vivas, criando o que    poderia ser chamado de ''valores'' indispens&aacute;veis da exist&ecirc;ncia.    Sem o funcionamento cont&iacute;nuo da economia maior, sem aqueles valores que    s&atilde;o criados por uma natureza laboriosa, nenhum grupo de pessoas poderia    sobreviver durante uma hora, e a forma&ccedil;&atilde;o da hist&oacute;ria chegaria    a um fim abrupto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um ecossistema, ent&atilde;o, &eacute; um subgrupo    da economia global da natureza – um sistema local ou regional de plantas e animais    que trabalham em conjunto para criar os meios de sobreviv&ecirc;ncia. A partir    desta compreens&atilde;o, o historiador deve se perguntar como podemos melhor    proceder para compreender de forma mais completa o passado humano com base neste    conceito de ecossistema. Dar esse pr&oacute;ximo passo exige de n&oacute;s a    ado&ccedil;&atilde;o de um outro conceito – que alguns t&ecirc;m come&ccedil;ado    a chamar de sistema agroecol&oacute;gico que, como o nome sugere, &eacute; um    ecossistema reorganizado para prop&oacute;sitos agr&iacute;colas – um ecossistema    domesticado. Trata-se de uma reestrutura&ccedil;&atilde;o dos processos tr&oacute;ficos    na natureza, ou seja, os processos de fluxo de alimento e energia na economia    dos organismos vivos. Em qualquer lugar, uma tal reestrutura&ccedil;&atilde;o    envolve uma press&atilde;o das energias produtivas de algum ecossistema para    servir mais exclusivamente a um conjunto de prop&oacute;sitos conscientes, muitas    vezes localizados fora dele – a saber, a alimenta&ccedil;&atilde;o e a prosperidade    de um grupo de humanos. Seja qual for seu lugar no tempo, se seus planejadores    humanos s&atilde;o primitivos ou avan&ccedil;ados, todo ecossistema tem pelo    menos duas caracter&iacute;sticas gerais. &Eacute; sempre uma vers&atilde;o    truncada de algum sistema natural original: h&aacute; menos esp&eacute;cies    interagindo em seu interior, e muitas linhas de intera&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m    sido encurtadas e direcionadas numa &uacute;nica dire&ccedil;&atilde;o. Normalmente,    &eacute; um sistema de exporta&ccedil;&atilde;o, em que alguns dos produtos    aliment&iacute;cios produzidos s&atilde;o    colhidos e transportados, &agrave;s vezes apenas a uma pequena dist&acirc;ncia    de um vilarejo agr&iacute;cola, por vezes encontrando o caminho de um porto    internacional. Em ambos os casos, deixam o sistema em perigo de tornar-se esgotado    e degradado. Para sobreviver por tanto tempo, o sistema agroecol&oacute;gico    deve alcan&ccedil;ar um equil&iacute;brio entre suas exporta&ccedil;&otilde;es    e importa&ccedil;&otilde;es, ou ele perde sua produtividade e as pessoas decaem    na pobreza e na <a name="tx12"></a>fome<a href="#nt12"><SUP>12</SUP></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora tenha algo de um artefato humano, o sistema    agroecol&oacute;gico permanece inevitavelmente dependente do mundo natural –    da fotoss&iacute;ntese, dos ciclos bioqu&iacute;micos, da estabilidade da atmosfera,    e dos servi&ccedil;os de organismos n&atilde;o-humanos. &Eacute; um rearranjo,    n&atilde;o uma anula&ccedil;&atilde;o dos processos naturais. Isto &eacute;    t&atilde;o verdadeiro numa moderna agroind&uacute;stria da Calif&oacute;rnia    ou numa planta&ccedil;&atilde;o de pinheiros em Douglas, Oregon, quanto o &eacute;    tamb&eacute;m num antigo arrozal na China. Sejam quais forem as diferen&ccedil;as    entre os sistemas agroecol&oacute;gicos, todos eles est&atilde;o sujeitos &agrave;s    leis da ecologia, e estas mesmas leis governam as florestas selvagens, as matas,    as savanas e os pastos, determinando qu&atilde;o est&aacute;veis ou flex&iacute;veis    ou sustent&aacute;veis eles s&atilde;o como entidades coletivas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reorganiza&ccedil;&atilde;o de plantas e animais    nativos em sistemas agroecol&oacute;gicos come&ccedil;ou bem antes da idade    moderna. Muitas vezes come&ccedil;ou com um fogo deliberadamente iniciado e    impulsionado por um enorme inc&ecirc;ndio, limpando uma &aacute;rea de solo    aberto; nas cinzas desta clareira, os agricultores plantaram suas esp&eacute;cies    favoritas, preservando-as contra as press&otilde;es sucess&oacute;rias da vegeta&ccedil;&atilde;o    circundante por alguns anos at&eacute; que a fertilidade do solo se esgotasse    e tivessem que mudar para novas <a name="tx13"></a>terras<a href="#nt13"><SUP>13</SUP></a>.    Este m&eacute;todo primitivo de limpeza, encontrado entre os &iacute;ndios norte-americanos,    os pioneiros do Kentucky, e os abor&iacute;gines da Nova Guin&eacute;, ainda    &eacute; praticado hoje em v&aacute;rias partes do mundo, onde quer que a terra    seja abundante e haja pouca press&atilde;o para se maximizar a produ&ccedil;&atilde;o;    e possui v&aacute;rios nomes, como agricultura em turnos, agricultura rotativa,    cultivo itinerante, <I>swidden cultivation</I>, corte-e-queimada, e de <a name="tx14"></a>milpa,<a href="#nt14"><SUP>14</SUP></a>    ou ainda coivara. Em quase todos os casos, esses agricultores de estilo prim&aacute;rio    introduziram plantas que n&atilde;o faziam parte do ecossistema nativo, que    podem at&eacute; ter sido trazidas de v&aacute;rias partes do planeta. O trigo,    o milho, e o arroz, os cereais mais amplamente cultivados, todos eles foram    transportados bem distantes de seus pontos de origem e t&ecirc;m substitu&iacute;do    a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa numa vasta extens&atilde;o da superf&iacute;cie    terrestre. Como plantas ex&oacute;ticas, em muitos casos elas se desenvolveram    excepcionalmente bem em seus novos ambientes, liberadas como t&ecirc;m sido    dos animais herb&iacute;voros e ruminantes e das plantas competitivas que certa    vez as mantiveram sob controle. Entretanto, em outros casos, as plantas rec&eacute;m-chegadas    n&atilde;o t&ecirc;m se adaptado t&atilde;o bem ao seu novo ambiente, ou pelo    menos n&atilde;o t&atilde;o bem quanto as plantas nativas; por esta raz&atilde;o,    muito esfor&ccedil;o deve ser feito para oferecer-lhes seguran&ccedil;a contra    as for&ccedil;as destrutivas, adaptando-as t&atilde;o bem quanto permite a engenhosidade    humana, tentando duplicar em poucas d&eacute;cadas ou s&eacute;culos de cultivo    o que a natureza pode ter levado milh&otilde;es de anos para evoluir, com uma    vigil&acirc;ncia permanente. Da mesma maneira, em cada continente a fauna nativa    tem sido radicalmente diminu&iacute;da, at&eacute; mesmo exterminada em muitos    casos, pela limpeza do ro&ccedil;ado para a agricultura, e a nova fauna – incluindo    algumas pragas – apareceu ao longo do tempo para   prosperar naqueles sistemas agroecol&oacute;gicos. Tra&ccedil;ar tais transforma&ccedil;&otilde;es    ecol&oacute;gicas deve ser o primeiro e mais essencial passo na reda&ccedil;&atilde;o    da hist&oacute;ria do planeta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os antrop&oacute;logos e arque&oacute;logos ainda    est&atilde;o debatendo as causas da revolu&ccedil;&atilde;o Neol&iacute;tica,    que aconteceu h&aacute; uns dez mil anos atr&aacute;s no Oriente M&eacute;dio    (mais tarde em outras &aacute;reas), e o apoio conclusivo para qualquer teoria    quanto &agrave;s raz&otilde;es pelas quais os humanos abdicaram de uma vida    de ca&ccedil;a e coleta pelo cultivo rotativo, ou mais tarde, j&aacute; mais    assentados, pela agricultura, pode ser sempre dif&iacute;cil de se alcan&ccedil;ar.    Uma das hip&oacute;teses padr&atilde;o &eacute; a de que a origem encontra-se    numa escassez na oferta de alimentos advinda do crescimento da popula&ccedil;&atilde;o,    uma situa&ccedil;&atilde;o que pode ter acontecido em muitos lugares e em diferentes    &eacute;pocas da pr&eacute;-hist&oacute;ria, mas que, supostamente, sempre teve    por tr&aacute;s a mesma press&atilde;o demogr&aacute;fica. A hip&oacute;tese    tem muitos cr&iacute;ticos, e n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o que os    historiadores possam julgar decidida, embora possa ocorrer que os estudos hist&oacute;ricos    sobre a mudan&ccedil;a agr&iacute;cola nos pa&iacute;ses desenvolvidos nos s&eacute;culos    recentes possam ser sugestivos. Uma das mais influentes te&oacute;ricas sobre    a agricultura, a economista dinamarquesa Ester Boserup, seguiu precisamente    esta estrat&eacute;gia e concluiu que a press&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    tem sido a for&ccedil;a-chave por tr&aacute;s da intensifica&ccedil;&atilde;o    do uso da terra, compelindo os grupos a cultivar produtos agr&iacute;colas em    primeiro lugar, e depois, na medida em que a press&atilde;o se mant&eacute;m,    a trabalhar cada vez mais nesta tarefa, desenvolvendo novas habilidades no processo    e se organizando em unidades de trabalho mais amplas. A pura necessidade, em    outras palavras, tem sido a m&atilde;e da inova&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica    nas condi&ccedil;&otilde;es <a name="tx15"></a>pr&eacute;-industriais<a href="#nt15"><SUP>15</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em todo o tempo em que tais grupos est&atilde;o    reorganizando a flora e a fauna nativa para produzir mais alimentos, as pessoas    s&atilde;o for&ccedil;adas a se adaptarem &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    locais do solo, do clima e da &aacute;gua. Poder-se-ia at&eacute; chamar tais    condi&ccedil;&otilde;es de determinantes suaves da exist&ecirc;ncia humana,    j&aacute; que elas influenciam significativamente como e onde as pessoas obt&eacute;m    seus meios de vida e de que tipo de vida se trata. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ningu&eacute;m pode sobreviver sem alguma coisa    do solo. Antes que as pessoas comecem a cultiv&aacute;-lo, a camada superficial    do solo pode ter necessitado de milhares de anos para se desenvolver, acumulando-se    a uma taxa de apenas uma fra&ccedil;&atilde;o de polegada por s&eacute;culo.    Um dos maiores desafios colocados a qualquer comunidade &eacute; manter aquela    fertilidade sob seu planejado sistema alimentar, e o historiador deve estudar    as t&eacute;cnicas pelas quais a comunidade o planeja, se atrav&eacute;s de    descanso do solo, de aduba&ccedil;&atilde;o verde, da planta&ccedil;&atilde;o    de legumes, ou misturando excremento humano e esterco animal ao solo, assim    como as conseq&uuml;&ecirc;ncias resultantes quando tais t&eacute;cnicas n&atilde;o    s&atilde;o utilizadas. O segundo fator cr&iacute;tico, o clima, tem estado at&eacute;    recentemente bem acima do controle humano; portanto, a vulnerabilidade do sistema    agroecol&oacute;gico &agrave;s for&ccedil;as naturais tem sido maior aqui. A    &aacute;gua tem sido menos soberana. Foi uma das primeiras for&ccedil;as da    natureza a estar sob a administra&ccedil;&atilde;o humana, embora aqui tamb&eacute;m    uma escassez ou um excesso tenha, muitas vezes e em muitos lugares, colocado    limites severos ao desenvolvimento <a name="tx16"></a>social<a href="#nt16"><SUP>16</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inquestionavelmente, toda agricultura trouxe    mudan&ccedil;as revolucion&aacute;rias aos ecossistemas do planeta; e, a maioria    dos agroecologistas concordaria, estas mudan&ccedil;as t&ecirc;m sido muitas    vezes destrutivas para a ordem natural, e imperfeitas em seu   projeto e execu&ccedil;&atilde;o. Contudo, como eles adquiriram a compreens&atilde;o    de como os sistemas agr&iacute;colas t&ecirc;m interagido com a natureza, os    cientistas descobriram muitas raz&otilde;es para respeitar as antigas realiza&ccedil;&otilde;es    de bilh&otilde;es de an&ocirc;nimos agricultores tradicionais. Como assevera    Miguel A. Altieri: ''Muitas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, outrora consideradas    primitivas ou mal orientadas, est&atilde;o sendo reconhecidas como sofisticadas    e apropriadas. Confrontados com problemas espec&iacute;ficos de declives, enchentes,    secas, pestes, doen&ccedil;as e baixa fertilidade do solo, pequenos agricultores    em todo o mundo desenvolveram sistemas de gerenciamento &uacute;nico para superar    essas restri&ccedil;&otilde;es''. Uma das mais impressionantes e tamb&eacute;m    mais usuais de tais t&eacute;cnicas gerenciais consiste em diversificar os produtos    agr&iacute;colas em cultivo; os tradicionais agricultores filipinos, por exemplo,    cultivam simultaneamente at&eacute; quarenta plantas distintas numa &uacute;nica    &aacute;rea. As vantagens dessa diversifica&ccedil;&atilde;o incluem ter um    uso mais eficiente da luz, da &aacute;gua e dos nutrientes pelo cultivo de plantas    de diferente altura, estrutura de forragem e requerimentos de nutrientes, obtendo,    assim, um maior rendimento total por hectare; deixar mais nitrog&ecirc;nio no    solo com a produ&ccedil;&atilde;o intercalada de leguminosas; e alcan&ccedil;ar    uma cobertura do solo mais efetiva, controle de pragas e erradica&ccedil;&atilde;o    de ervas <a name="tx17"></a>daninhas<a href="#nt17"><SUP>17</SUP></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As paisagens resultantes destas pr&aacute;ticas    tradicionais foram cuidadosamente integradas, mosaicos funcionais que retiveram    muito da sabedoria da natureza; elas se basearam numa atenta observa&ccedil;&atilde;o    e imita&ccedil;&atilde;o da ordem natural. Aqui, uma pastagem foi selecionada    e preparada para a produ&ccedil;&atilde;o intensiva de produtos agr&iacute;colas;    ali foi preservada uma floresta como fonte de combust&iacute;vel e madeira;    l&aacute; longe, um caminho de terra marginal foi usado para pastagem do gado.    O que pode ter parecido disperso e casual no cen&aacute;rio agr&iacute;cola    pr&eacute;-moderno, sempre teve uma estrutura por tr&aacute;s – uma estrutura    que era ao mesmo tempo o produto de fatores n&atilde;o-humanos e da intelig&ecirc;ncia    humana, trabalhando para uma acomoda&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua. Em muitas    partes do mundo, esse sistema agroecol&oacute;gico levou milhares de anos para    ser alcan&ccedil;ado e, mesmo assim, nunca atingiu qualquer estado perfeito    de <a name="tx18"></a>descanso<a href="#nt18"><SUP>18</SUP></a>. Os aumentos    e quedas nos n&uacute;meros de humanos, as mudan&ccedil;as repentinas do clima    e das doen&ccedil;as, as press&otilde;es externas advindas das guerras e dos    impostos, as trag&eacute;dias do esgotamento e do colapso, tudo isso manteve    os sistemas alimentares do mundo num estado constante de mudan&ccedil;a. Contudo,    examinados sob a longa dura&ccedil;&atilde;o, eles tiveram duas caracter&iacute;sticas    notavelmente persistentes e amplamente compartilhadas, se estivessem na Su&eacute;cia    Medieval ou na antiga Sum&eacute;ria, no vale do Rio Ohio ou no vale do M&eacute;xico,    se os sistemas tivessem se baseado no milho, ou no trigo ou na farinha de mandioca.    Primeiramente, os sistemas agroecol&oacute;gicos tradicionais baseavam-se numa    estrat&eacute;gia predominantemente de subsist&ecirc;ncia, em que a maioria    das pessoas cultivava o que consumia, embora de tempos em tempos elas enviassem    alguns de seus excedentes para as cidades para comercializ&aacute;-los ou para    o pagamento de tributos. Em segundo lugar, os sistemas agroecol&oacute;gicos    orientados &agrave; subsist&ecirc;ncia, no entanto, apesar de realizarem as    maiores mudan&ccedil;as na natureza, preservaram muito de sua diversidade e    complexidade, e esse empreendimento foi uma fonte de estabilidade social, gera&ccedil;&atilde;o    ap&oacute;s gera&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">E isto foi assim, pelo menos, at&eacute; a era    moderna e a ascens&atilde;o do modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista. Come&ccedil;ando    no s&eacute;culo XV e se acelerando no s&eacute;culo XVIII e    XIX, a estrutura e a din&acirc;mica dos sistemas agroecol&oacute;gicos come&ccedil;aram    a mudar radicalmente. Eu creio que a reorganiza&ccedil;&atilde;o capitalista    realizada nesses anos e, para al&eacute;m de nosso pr&oacute;prio tempo, trouxe    um conjunto de mudan&ccedil;as no uso da terra t&atilde;o revolucion&aacute;rias    e arrasadoras quanto o da revolu&ccedil;&atilde;o Neol&iacute;tica. Apesar de    sua import&acirc;ncia, n&oacute;s ainda n&atilde;o compreendemos completamente    a raz&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia desta segunda revolu&ccedil;&atilde;o, e    nem indagamos quais t&ecirc;m sido seus efeitos sobre o ambiente natural. Eu    sugiro que a tarefa mais importante para os acad&ecirc;micos da hist&oacute;ria    da agroecologia moderna consista em tra&ccedil;ar o que Karl Polanyi chamou    de ''a grande transforma&ccedil;&atilde;o'', tanto em termos planet&aacute;rios    gerais como em todas suas permutas de um lugar a <a name="tx19"></a>outro<a href="#nt19"><SUP>19</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&oacute;s ainda n&atilde;o temos um quadro completamente    pesquisado sobre como e onde os fatores ecol&oacute;gicos possam ter desempenhado    um papel causal na grande transforma&ccedil;&atilde;o. Uma vez que quase todos    os estudos sobre a ascens&atilde;o do capitalismo foram escritos por historiadores    econ&ocirc;micos e sociais, esses fatores n&atilde;o receberam muita aten&ccedil;&atilde;o.    Ser&aacute; que o antigo modo de vida campon&ecirc;s medieval, entrou em colapso    porque estava degradando o ambiente? Estava ele entrando em decad&ecirc;ncia    por conta das demandas prementes do crescimento populacional? Foi ele pressionado    a ponto de entrar em colapso? At&eacute; foi poss&iacute;vel dar aten&ccedil;&atilde;o    &agrave;s solu&ccedil;&otilde;es oferecidas por uma nova gera&ccedil;&atilde;o    de empreendedores capitalistas em ascens&atilde;o? Ou, muito ao contr&aacute;rio,    foi o novo modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista imposto aos camponeses    que estavam vivendo em equil&iacute;brio com seu ambiente e eram relutantes    &agrave; mudan&ccedil;a? As quest&otilde;es s&atilde;o evidentemente muito amplas    e necessitam de refinamento, enquanto que a evid&ecirc;ncia coletada at&eacute;    aqui &eacute; muito esparsa para sugerir qual explica&ccedil;&atilde;o &eacute;    a correta. Podemos estar numa posi&ccedil;&atilde;o de fazer os melhores questionamentos    e dar uma resposta coerente quando obtemos uma compreens&atilde;o mais clara    de como vem se dando a transforma&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses do Terceiro    Mundo, destruindo a agricultura tradicional, da mesma forma como foi destru&iacute;da    na Inglaterra, Fran&ccedil;a e <a name="tx20"></a>Alemanha<a href="#nt20"><SUP>20</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando menciono o modo capitalista de produ&ccedil;&atilde;o    na agricultura, significa algo mais amplo do que os Marxistas queriam dizer    quando usavam a express&atilde;o. Para eles, a caracter&iacute;stica distinta    crucial do novo modo tem sido a reestrutura&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    <I>humanas</I>: a compra da for&ccedil;a-de-trabalho como uma mercadoria no    mercado e sua organiza&ccedil;&atilde;o para produzir mais mercadorias para    a <a name="tx21"></a>venda<a href="#nt21"><SUP>21</SUP></a>. Em minha opini&atilde;o,    a compra da for&ccedil;a-de-trabalho &eacute; um aspecto muito estreito para    abarcar um modo de produ&ccedil;&atilde;o t&atilde;o amplo, multifacetado e    mutante como o capitalismo, mesmo considerado em termos meramente humanos. Isto    deixaria de fora os plantadores de algod&atilde;o escravista do Sul dos EUA,    que compravam as pessoas, n&atilde;o apenas a sua for&ccedil;a-de-trabalho;    n&atilde;o incluiria os produtores de trigo das agroind&uacute;strias das Grandes    Plan&iacute;cies, os quais raramente tiveram acesso &agrave; m&atilde;o-de-obra    assalariada e, ao inv&eacute;s disso, investiram em tecnologia; e, hoje em dia,    ter-se-ia que omitir do mundo capitalista os produtores da Calif&oacute;rnia,    que acabaram de adquirir uma colheitadeira mec&acirc;nica de tomates para substituir    os trabalhadores imigrantes. A fim de definir o capitalismo mais adequadamente,    alguns estenderam o conceito a qualquer forma de trabalho, tecnologia ou t&eacute;cnica    para a produ&ccedil;&atilde;o de mercadorias para venda no mercado. Se poucos    produtores agr&iacute;colas foram capitalistas no estrito sentido Marxista,    se disse, um n&uacute;mero cada vez maior    destes teriam se tornado ''capitalistas'' ao longo dos &uacute;ltimos    quatro s&eacute;culos, e em nenhum outro lugar a n&atilde;o ser os EUA. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mas esta defini&ccedil;&atilde;o mais imprecisa    tamb&eacute;m n&atilde;o resolver&aacute; o problema, porque &eacute; t&atilde;o    imprecisa que poderia descrever a agricultura tanto dos tempos antigos quanto    modernos, tanto na &Aacute;frica, na Am&eacute;rica Central e &Aacute;sia bem    como na Europa – onde quer que homens e mulheres tenham criado mercados para    comercializar seus produtos por bens e dinheiro. O mais importante aqui &eacute;    que ela n&atilde;o incorpora a perspectiva do historiador ambiental: ela n&atilde;o    reconhece que a era capitalista na produ&ccedil;&atilde;o introduziu uma rela&ccedil;&atilde;o    nova e distintiva das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o ao mundo natural. A <I>reorganiza&ccedil;&atilde;o    da natureza</I>, n&atilde;o apenas da sociedade, &eacute; o que devemos desvelar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma defini&ccedil;&atilde;o adequada da transforma&ccedil;&atilde;o    capitalista da natureza &eacute; de uma ordem maior do que posso alcan&ccedil;ar    aqui, mas alguns pensamentos preliminares podem esclarecer o que quero dizer.    Em primeiro lugar, uma distin&ccedil;&atilde;o deve ser feita entre mercados    e o sistema de mercado ou economia. A nova ordem n&atilde;o era uma quest&atilde;o    de exist&ecirc;ncia de mercados isolados aqui e alhures, mas de uma economia    inteira desenhada de acordo com um modelo simplificado e idealizado de comportamento    humano: o encontro de um comprador e de um vendedor com o objetivo de maximizar    livremente a riqueza pessoal. A defini&ccedil;&atilde;o mais satisfat&oacute;ria    dessa economia de mercado, uma que capte sua ess&ecirc;ncia moral subjacente, &eacute; a de Polanyi: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">''A transforma&ccedil;&atilde;o implica em    uma mudan&ccedil;a nas raz&otilde;es das a&ccedil;&otilde;es de parte dos membros    da sociedade: por esta raz&atilde;o a produ&ccedil;&atilde;o de subsist&ecirc;ncia    deve ser substitu&iacute;da pela produ&ccedil;&atilde;o que visa o lucro. Todas    as transa&ccedil;&otilde;es transformam-se em transa&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias,    e essas, por sua vez, requerem que um meio de troca seja introduzido na articula&ccedil;&atilde;o    da vida industrial. Toda a renda deve advir da venda de alguma coisa, e qualquer    que seja a fonte real da renda pessoal, esta deve ser considerada como resultante    de uma venda. Mas, a mais surpreendente peculiaridade do sistema reside no fato    de que, uma vez estabelecido, deve-se permitir que ele funcione sem interfer&ecirc;ncia    externa.'' </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como explica Polanyi, o capitalismo foi marcante    no sentido em que era claramente baseado ''num objetivo muito raramente    reconhecido como v&aacute;lido na hist&oacute;ria das sociedades humanas, e    certamente nunca antes levado ao n&iacute;vel de uma justificativa de a&ccedil;&atilde;o    e do comportamento na vida cotidiana, ou seja, o <a name="tx22"></a>lucro''<a href="#nt22"><SUP>22</SUP></a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O capitalismo introduziu ainda uma outra inova&ccedil;&atilde;o,    que mudaria profundamente a forma como as pessoas se relacionavam com a natureza    em geral: ele criou, pela primeira vez na hist&oacute;ria, um mercado geral    de terras. Todas as for&ccedil;as e intera&ccedil;&otilde;es complexas, seres    e processos que designamos como ''natureza'' (&agrave;s vezes at&eacute;    elevada ao <I>status</I> honor&iacute;fico de uma ''Natureza'' capitalizada),    foram reduzidas a uma simplificada abstra&ccedil;&atilde;o, ''terra''.    Embora n&atilde;o seja verdadeiramente uma mercadoria no sentido comum do termo,    isto &eacute;, algo produzido pela for&ccedil;a-de-trabalho humana para a venda    no mercado, a terra tornou-se ''mercantilizada''; ela veio a ser considerada    como se fosse uma mercadoria e, por essa maneira de pensar, foi disponibilizada    para ser comercializada sem restri&ccedil;&atilde;o. Quaisquer que tenham sido    os significados emocionais da terra para o ego do individuo e sua identidade,    qualquer preocupa&ccedil;&atilde;o moral   que tivesse engendrado foi agora suprimida a fim de que a economia de mercado    pudesse funcionar livremente. As implica&ccedil;&otilde;es ambientais de tal    mudan&ccedil;a mental est&atilde;o al&eacute;m do c&aacute;lculo    <a name="tx23"></a>f&aacute;cil<a href="#nt23"><SUP>23</SUP></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O que realmente aconteceu ao mundo da natureza,    uma vez que tivesse sido reduzido &agrave; abstra&ccedil;&atilde;o ''terra'',    &eacute; um dos problemas hist&oacute;ricos mais interessantes apresentados    pela transforma&ccedil;&atilde;o capitalista e ir&aacute; requerer muito mais    pesquisa dos historiadores ambientais. H&aacute; muitas linhas poss&iacute;veis    para se fazer esta pesquisa, mas entre as mais promissoras, h&aacute; uma indaga&ccedil;&atilde;o    sobre a reestrutura&ccedil;&atilde;o dos sistemas agroecol&oacute;gicos que    o capitalismo promoveu. Primeiro na Inglaterra e, depois, em todas as partes    do planeta, os sistemas agroecol&oacute;gicos foram racional e sistematicamente    reformados a fim de intensificar, n&atilde;o apenas a produ&ccedil;&atilde;o    de alimentos e fibras, mas a acumula&ccedil;&atilde;o da riqueza pessoal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de muitas varia&ccedil;&otilde;es de tempo    e lugar, o sistema agroecol&oacute;gico capitalista mostra uma tend&ecirc;ncia    clara ao longo da expans&atilde;o da hist&oacute;ria moderna: um movimento em    dire&ccedil;&atilde;o &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o radical da ordem    ecol&oacute;gica natural no n&uacute;mero de esp&eacute;cies encontradas em    uma &aacute;rea e o intricado de suas interconex&otilde;es. Enquanto os mercados    se desenvolviam e os transportes melhoravam, os agricultores concentravam cada    vez mais suas energias na produ&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero cada vez    menor de produtos agr&iacute;colas para venda rent&aacute;vel. Eles se tornaram,    em suma, especialistas em produ&ccedil;&atilde;o, at&eacute; ao ponto de virtualmente    nada produzirem para seu pr&oacute;prio consumo pessoal e direto. Mas isto n&atilde;o    &eacute; tudo: a pr&oacute;pria terra evoluiu para um conjunto de instrumentos    especializados de produ&ccedil;&atilde;o. O que certa vez havia sido uma comunidade    biol&oacute;gica de plantas e animais t&atilde;o complexa que os cientistas    dificilmente poderiam compreender, o que havia sido mudado pelos agricultores    tradicionais para um sistema ainda altamente diversificado para a planta&ccedil;&atilde;o    de produtos aliment&iacute;cios locais e outros materiais, agora se tornou cada    vez mais um aparato rigidamente restrito para competir em mercados ampliados    para se obter o sucesso econ&ocirc;mico. Na linguagem de hoje, n&oacute;s chamamos    este novo tipo de sistema agroecol&oacute;gico de <I>monocultura</I>, significando    uma parte da natureza que vem sendo reconstitu&iacute;da a ponto de produzir    uma &uacute;nica esp&eacute;cie, que est&aacute; sendo plantada na terra apenas    porque em algum lugar h&aacute; uma forte demanda de mercado por ela. Embora    os agricultores das isoladas vizinhan&ccedil;as rurais possam ter continuado    a plantar um n&uacute;mero amplo e variado de esp&eacute;cies, a tend&ecirc;ncia    nos &uacute;ltimos duzentos anos ou mais tem sido em dire&ccedil;&atilde;o ao    estabelecimento de monoculturas em todos os continentes. Como Adam Smith compreendeu    no s&eacute;culo XVIII, a especializa&ccedil;&atilde;o est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o    do modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista. Portanto, n&atilde;o deveria    surpreender a ningu&eacute;m que a especializa&ccedil;&atilde;o eventualmente    se tornaria a regra na agricultura e no uso da terra assim como o &eacute; na    <a name="tx24"></a>manufatura<a href="#nt24"><SUP>24</SUP></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na &eacute;poca de Adam Smith, no entanto, os    problemas relacionados com a complexidade ecol&oacute;gica, causados pela nova    agricultura, n&atilde;o eram f&aacute;ceis de se prever. Ao contr&aacute;rio,    durante muito tempo foi camuflado pela descoberta e coloniza&ccedil;&atilde;o    das Am&eacute;ricas pelas na&ccedil;&otilde;es europ&eacute;ias, o que repentinamente    p&ocirc;s &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos agricultores uma quantidade    deslumbrante de novas esp&eacute;cies de plantas para experimentar em seus campos:    milho, batata, fumo, para citar algumas das mais valiosas entre elas. </font><font size="2" face="Verdana">Nos    dois lados do Atl&acirc;ntico, os sistemas agroecol&oacute;gicos poderiam conter    agora mais tipos de plantas do que nunca. Este resultado era parte de um processo    mais geral de troca biol&oacute;gica global, migra&ccedil;&atilde;o e mistura    que ocorreu com as grandes descobertas e a subseq&uuml;ente migra&ccedil;&atilde;o    de Europeus por todo o mundo, revertendo, como escrevera Alfred Crosby, os efeitos    do deslocamento continental e do isolamento geogr&aacute;fico obtidos durante    milh&otilde;es de <a name="tx25"></a>anos<a href="#nt25"><SUP>25</SUP></a>.    O entusiasmo de Thomas Jefferson com a introdu&ccedil;&atilde;o de amoreiras    e com o cultivo do bicho da seda vindos da China na Virg&iacute;nia, foi apenas    um exemplo do que parecia ser, nos primeiros dias da moderna agricultura, a    possibilidade de uma nova plenitude na produ&ccedil;&atilde;o. Havia mais variedade    na moderna economia de mercado agr&iacute;cola, considerada como um todo, do    que em cada economia tradicional dispersa do passado – uma base mais ampla para    os consumidores do que at&eacute; mesmo o agricultor filipino desfrutara com    suas d&uacute;zias de variedades crescendo nas clareiras das florestas. Ironicamente,    contudo, o produtor individual teve, em sua &aacute;rea, que lidar com uma complexidade    bi&oacute;tica menor do que antes; suas terras cercadas e com escrituras transformaram-se,    em termos ecol&oacute;gicos, em ambientes depauperados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma outra raz&atilde;o para a longa tend&ecirc;ncia    da agricultura capitalista em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; simplifica&ccedil;&atilde;o    radical, a monocultura, consistiu na ascens&atilde;o quase simult&acirc;nea    da ci&ecirc;ncia moderna, tanto pr&aacute;tica quanto te&oacute;rica, e sua    aplica&ccedil;&atilde;o aos problemas agr&iacute;colas. A ''revolu&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola'' que come&ccedil;ou na Inglaterra durante o s&eacute;culo    XVIII foi um fen&ocirc;meno dual: uma de suas metades foi capitalista, a outra    cient&iacute;fica, e as duas metades nunca foram completamente compat&iacute;veis.    Nos primeiros anos de seu relacionamento, os reformadores de inclina&ccedil;&atilde;o    cient&iacute;fica ensinaram aos agricultores ingleses tradicionais, que enfrentavam    o decl&iacute;nio da fertilidade do solo e o baixo rendimento das colheitas,    a realizar a rota&ccedil;&atilde;o de culturas, alternando plantas comerciais    anuais com o pasto, para melhorar o uso dos animais e aumentar a oferta de adubo.    As plantas recomendadas eram o nabo forrageiro, para alimentar o gado, e as    leguminosas, tais como o trevo, para adicionar nitrog&ecirc;nio ao <a name="tx26"></a>solo<a href="#nt26"><SUP>26</SUP></a>.    Hoje, essas inova&ccedil;&otilde;es seriam vistas como pr&aacute;ticas ecol&oacute;gicas    saud&aacute;veis – melhorias reais sobre m&eacute;todos arcaicos. Inquestionavelmente,    elas tamb&eacute;m melhoraram a produtividade e se somaram ao crescimento econ&ocirc;mico    da Inglaterra. Por uns tempos, elas se mantiveram atrativas aos empres&aacute;rios    em busca de lucros, que pregavam o evangelho do nabo e do trevo por toda a zona    rural inglesa. Mas, em per&iacute;odos posteriores, a maioria dos agricultores    na Inglaterra e na Am&eacute;rica do Norte se afastariam lentamente dessas reformas,    substituindo, por exemplo, as leguminosas fixadoras de nitrog&ecirc;nio por    fertilizantes qu&iacute;micos. Um sistema de agricultura inspirado na biologia,    baseado em cuidadosas rota&ccedil;&otilde;es de culturas e buscando um maior    equil&iacute;brio entre plantas e animais, falhou ao n&atilde;o estabelecer-se    de forma duradoura e confi&aacute;vel no imagin&aacute;rio dos propriet&aacute;rios    de terras capitalistas. A raz&atilde;o para isso foi que, no longo prazo, este    tipo de agricultura interferia com o sistema de economia de mercado. Em outras    palavras, t&ecirc;m havido dois tipos de l&oacute;gicas na agricultura moderna    – a do cientista e a do capitalista – e com muita freq&uuml;&ecirc;ncia, elas    n&atilde;o t&ecirc;m estado de <a name="tx27"></a>acordo<a href="#nt27"><SUP>27</SUP></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Minha pr&oacute;pria pesquisa sobre a reestrutura&ccedil;&atilde;o    dos ecossistemas pela agricultura capitalista tratou principalmente da ascens&atilde;o    do trigo nas plan&iacute;cies do oeste    da Am&eacute;rica do Norte no s&eacute;culo XX. Como em qualquer caso particular,    ela pode apenas dispor de um entendimento parcial das tend&ecirc;ncias ecol&oacute;gicas    no modo de produ&ccedil;&atilde;o capitalista; mas o trigo fornece muito da    nutri&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do mundo, e os seus padr&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o    e consumo podem ser considerados sintom&aacute;ticos do conjunto do moderno    modo de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e fibras. A hist&oacute;ria da regi&atilde;o    das Grandes Plan&iacute;cies seguiu uma linha familiar de desenvolvimento: ela    come&ccedil;ou com uma destrui&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e dr&aacute;stica    da complexidade ecol&oacute;gica e a substitui&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica    esp&eacute;cie mercantil (de fato, uma variedade &uacute;nica daquelas esp&eacute;cies    particulares em muitos casos) sobre amplos espa&ccedil;os de acres de terra.    Em seu estado pr&eacute;-agr&iacute;cola, as Plan&iacute;cies – embora parecessem    desprotegidas e mon&oacute;tonas a muitos viajantes – eram, na verdade, um ambiente    altamente diversificado, contendo centenas de gram&iacute;neas e vegeta&ccedil;&otilde;es    de &aacute;reas &uacute;midas, como as <a name="tx32"></a>ciper&aacute;ceas<a href="#nt32"><SUP>**</SUP></a>,    algumas dessas anuais, outras perenes, al&eacute;m de pequenos e grandes herb&iacute;voros    e, adicionando &agrave; cadeia tr&oacute;fica popula&ccedil;&otilde;es de carn&iacute;voros    e de animais de rapina, que consomem os herb&iacute;voros e devolvem sua mat&eacute;ria    ao solo. Do Texas em dire&ccedil;&atilde;o ao norte, para o Canad&aacute;, este    ecossistema, ou mais precisamente, esta s&eacute;rie de ecossistemas deram passagem    ao trigo e a outras culturas dispersas. Nem tudo da antiga ordem desapareceu,    mas uma grande por&ccedil;&atilde;o sim e algumas partes podem ter desaparecido    para <a name="tx28"></a>sempre<a href="#nt28"><SUP>28</SUP></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de rigorosa simplifica&ccedil;&atilde;o    ambiental come&ccedil;ou entre os colonos agr&iacute;colas que apareceram pela    primeira vez nas Plan&iacute;cies na d&eacute;cada de 1870, procurando por um    produto agr&iacute;cola que pudessem cultivar e exportar para o leste pelas    ferrovias. O processo deu um grande salto durante a Primeira Guerra Mundial,    quando os mercados do trigo cresceu enormemente, e continuou at&eacute; o fim    da d&eacute;cada de 1920. O mais interessante foi o fato de que o gado – o principal    remanescente da fauna na maioria dos sistemas agroecol&oacute;gicos – era j&aacute;    de in&iacute;cio minoria, e foi diminuindo como parte da explora&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola das Plan&iacute;cies. O gado, os porcos, as ovelhas e frangos    raramente eram encontrados mais do que em n&uacute;meros simb&oacute;licos naquelas    propriedades e iam desaparecendo. Eles constitu&iacute;am uma distra&ccedil;&atilde;o    do principal neg&oacute;cio do cultivo de gr&atilde;os. &Eacute; claro que eles    apareceram em outros locais, incluindo os ranchos pecuaristas da regi&atilde;o,    mas enormes concentra&ccedil;&otilde;es, em agrupamentos de milhares de animais,    todas as esp&eacute;cies reunidas novamente. O resultado mais importante deste    corte dos sistemas agroecol&oacute;gicos pela faca afiada da especializa&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica foi tornar mais dif&iacute;cil a manuten&ccedil;&atilde;o da    fertilidade e da estabilidade do solo. Os subsolos das Plan&iacute;cies e das    pradarias s&atilde;o profundos – de um a dois p&eacute;s em m&eacute;dia – e    poderiam produzir muitas colheitas antes que a produtividade come&ccedil;asse    a declinar. Em algum momento, contudo, o agricultor deve devolver ao solo aquilo    que lhe tirou; se n&atilde;o houver nenhum b&uacute;falo ou gado ou c&atilde;es    de pradarias para fazer por ele, ele deve adquirir algum outro tipo de fertilizante    no mercado dom&eacute;stico ou internacional; com efeito, ele deve comprar combust&iacute;veis    f&oacute;sseis, j&aacute; que o moderno fertilizante sint&eacute;tico &eacute;    feito de g&aacute;s <a name="tx29"></a>natural<a href="#nt29"><SUP>29</SUP></a>.    Quando o agricultor foi for&ccedil;ado a faz&ecirc;-lo, ele veio a depender    de uma rede impessoal de fornecedores de cr&eacute;dito, fabricantes e de corpora&ccedil;&otilde;es    comerciais, e ele poderia apenas esperar que o que ele pudesse comprar deles    seria t&atilde;o bom para o solo quanto os grandes montes de esterco de b&uacute;falo teriam sido. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As vulnerabilidades inerentes &agrave; monocultura    moderna t&ecirc;m agora uma longa hist&oacute;ria a ser estudada e compreendida.    Elas incluem um grau sem precedentes de suscetibilidades &agrave; doen&ccedil;a,    &agrave; depreda&ccedil;&atilde;o e &agrave;s explos&otilde;es populacionais    de pragas; uma elevada instabilidade total do sistema; uma tend&ecirc;ncia constante    do administrador humano em se arriscar por lucros de curto prazo, incluindo    a ara&ccedil;&atilde;o do solo (e no Oeste Americano, a extra&ccedil;&atilde;o    de uma limitada fonte d'&aacute;gua subterr&acirc;nea); uma depend&ecirc;ncia    crescente dos substitutos tecnol&oacute;gicos dos produtos das plantas e dos    animais; uma depend&ecirc;ncia dos insumos qu&iacute;micos que muitas vezes    t&ecirc;m sido altamente t&oacute;xicos aos humanos e a outros organismos; uma    depend&ecirc;ncia de importa&ccedil;&otilde;es de regi&otilde;es distantes para    manter o sistema local funcionando; e, finalmente, uma demanda por capital e    conhecimentos aos quais cada vez menos agricultores individuais poderiam <a name="tx30"></a>obter<a href="#nt30"><SUP>30</SUP></a>.    Esta &uacute;ltima caracter&iacute;stica &eacute; uma das primeiras a aparecer    e tem sido amplamente estudada na hist&oacute;ria rural, embora raramente sob    perspectiva ecol&oacute;gica. As comunidades agr&iacute;colas refletem os sistemas    biol&oacute;gicos nos quais se baseiam. Uma sociedade n&atilde;o pode radicalmente    diminuir a diversidade dos ecossistemas materiais em favor da m&aacute;xima    produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, nem manter a terra organizada em fun&ccedil;&atilde;o    do lucro, nem aumentar o fluxo de energia atrav&eacute;s do sistema pela introdu&ccedil;&atilde;o    de combust&iacute;veis f&oacute;sseis sem mudar os ritmos, a diversidade e a    estrutura de poder dentro de suas v&aacute;rias comunidades. Uma abordagem ecol&oacute;gica    ajuda a explicar porque a agricultura capitalista tem tido seus efeitos sociais    peculiares tanto quanto seus problemas gerenciais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda n&atilde;o mencionei o que veio a ser a    mais s&eacute;ria vulnerabilidade de todas na agricultura das Grandes Plan&iacute;cies:    sua suscetibilidade &agrave; eros&atilde;o e&oacute;lica e &agrave;s tempestades    de poeira do tipo que arruinou a regi&atilde;o nos anos 30 (''<I>dust bowls</I>''),    que seguiram com furor as &aacute;reas de alto risco cultivadas intensamente    com trigo, nas d&eacute;cadas precedentes. Os s&oacute;rdidos anos 30 foram    testemunhas de um grande desastre ecol&oacute;gico nunca previsto para as Plan&iacute;cies;    de fato, eles constitu&iacute;ram uma das piores cat&aacute;strofes ambientais    j&aacute; registradas na experi&ecirc;ncia humana. Em parte, &eacute; claro,    o desastre deveu-se &agrave; seca, a mais severa em aproximadamente duzentos    anos no clima da regi&atilde;o. Mas tamb&eacute;m foi o resultado de um sistema    agroecol&oacute;gico radicalmente simplificado que os agricultores das Plan&iacute;cies    haviam tentado criar. O que esses agricultores demonstraram nos anos 30 foi    que a redu&ccedil;&atilde;o do sistema agr&iacute;cola &agrave; monocultura    de trigo n&atilde;o lhes forneceu uma prote&ccedil;&atilde;o adequada contra    a seca. O trigo foi uma esp&eacute;cie espl&ecirc;ndida para ganhar dinheiro,    plantado em imensas monoculturas com ara&ccedil;&atilde;o intensiva, em locais    nos quais tantas outras formas de vida melhor adaptadas haviam sido eliminadas,    e demostrou ser um sistema de baixa defesa, quando as chuvas <a name="tx31"></a>falhavam<a href="#nt31"><SUP>31</SUP></a>.    E nesse ponto situa-se uma das li&ccedil;&otilde;es mais importantes que podemos    encontrar na hist&oacute;ria do novo modo de produ&ccedil;&atilde;o: ele teve    a capacidade de fazer com que a terra produzisse feij&atilde;o ou milho ou trigo    em quantidades nunca antes vistas, e de criar mais riqueza e uma nutri&ccedil;&atilde;o    melhor para mais pessoas do que qualquer sistema agroecol&oacute;gico tradicional    poderia ostentar. Mas o outro lado deste impressionante sucesso foi (e &eacute;)    uma tend&ecirc;ncia em apostar alto contra a natureza, em elevar as apostas    constantemente num esfor&ccedil;o febril para evitar o insucesso – e por vezes,    perder a aposta e perder muito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nem a ecologia e nem a hist&oacute;ria, nem    as duas trabalhando juntas, podem revelar inequivocamente se o moderno uso capitalista    da terra tem sido um sucesso ou um fracasso; a quest&atilde;o &eacute; muito    ampla para uma resposta f&aacute;cil, e os crit&eacute;rios para o julgamento    muito numerosos. Mas elas podem demonstrar a necessidade de que os acad&ecirc;micos    comecem a estudar este assunto. Tamb&eacute;m as respostas convencionais, que    geralmente t&ecirc;m sido reducionistas e estreitamente enfocadas na efici&ecirc;ncia    econ&ocirc;mica ou tecnol&oacute;gica, precisam ser suplementadas por uma perspectiva    ecol&oacute;gica. Desta forma, a interpreta&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica    de alguns dos &uacute;ltimos s&eacute;culos provavelmente resultar&aacute; ainda    mais negativa e menos complacente do que t&ecirc;m sido dado conhecer. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este mundo da natureza que nos rodeia – florescente,    murmurante, excitante – sempre foi uma for&ccedil;a na vida humana. E &eacute;    assim hoje, a despeito de todos os nossos esfor&ccedil;os para nos livrarmos    desta depend&ecirc;ncia, e apesar de nossa freq&uuml;ente indisposi&ccedil;&atilde;o    em reconhecer nossa depend&ecirc;ncia, at&eacute; que seja muito tarde e a crise    nos atinja. A hist&oacute;ria ambiental objetiva trazer de volta &agrave; nossa    consci&ecirc;ncia este significado da natureza e, com o aux&iacute;lio da ci&ecirc;ncia    moderna, descobrir algumas verdades recentes sobre n&oacute;s mesmos e nosso    passado. N&oacute;s precisamos desta compreens&atilde;o em muitos lugares: por    exemplo, no pequeno Haiti, que vem suportando uma longa e tr&aacute;gica espiral    de pobreza, doen&ccedil;as e degrada&ccedil;&atilde;o da terra, e nas florestas    tropicais do Born&eacute;o, onde se passou da tradicional propriedade tribal    para a moderna propriedade corporativa e gerencial. Nesses dois casos, o destino    dos habitantes e da terra t&ecirc;m estado inseparavelmente ligadas como nas    Grandes Plan&iacute;cies, e em ambas, a economia mundial de mercado criou ou    intensificou um problema ecol&oacute;gico. Qualquer que seja o assunto que o    historiador ambiental escolha investigar, ele deve enfrentar o antigo problema    da humanidade, que tem que se alimentar sem degradar a fonte b&aacute;sica da    vida. Hoje, como sempre, este problema &eacute; o desafio fundamental na ecologia    humana, e enfrent&aacute;-lo demandar&aacute; conhecer bem a terra – conhecer    sua hist&oacute;ria e seus limites. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>BIBLIOGRAFIA</B> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALTIERI, M.; LETOUMEAU, D.K.; DAVIS, J.R. ''Desenvolvendo    os sistemas agroecol&oacute;gicos sustent&aacute;veis'', <I>Bioscience</I>,    33 (Janeiro de 1983), pp. 45-49. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1414-753X200300020000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALTIERI, M. <B>Agroecology: The Scientific Basis    of Alternative Agriculture.</B> Boulder, 1987. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000067&pid=S1414-753X200300020000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">AUCLAIR, A.N. ''Ecological Factors in the    Development of Intensive Management Ecosystems in the Midwestern United States'',    <I>Ecology</I>, 57 (Late Spring, 1976), pp. 431-44. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1414-753X200300020000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BAYLISS-SMITH, T.P. <B>The Ecology of Agricultural    Systems</B> Cambridge, 1982. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000069&pid=S1414-753X200300020000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BENNETT, J. ''Ecosystemic Effects of Extensive    Cultivation'', <I>Annual Review of Anthropology</I>, 2 (1973), pp. 36-45. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1414-753X200300020000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BERTRAND, G. ''Pour une histoire ecologique    de la France rurale'', In: DUBY, G. (ed.) <B>Histoire le la France rurale</B>,    3 vols., Paris, 1975. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S1414-753X200300020000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BLOUET, B. &amp; LUEBKE, F. (eds.) <B>The Great    Plains: Environment and Culture.</B> Lincoln, 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1414-753X200300020000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BOSERUP, E. ''The Impact of Scarcity and    Plenty on Development'', In: ROTBERG, R. &amp; RABB, T. (eds.) <B>Hunger    and History: The Impact of Changing Food Production and Consumption Patterns    of Society</B>, Cambridge, Eng., 1983. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1414-753X200300020000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> BRYSON, R. &amp; MURRAY, T. <B>Climates of Hunger:    Mankind and the World's Changing Weather</B> Madison, 1977. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1414-753X200300020000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHAMBERS, J.D. &amp; MINGAY, G.E. <B>The Agricultural    Revolution, 1750-1880 </B>Nova York, 1966. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S1414-753X200300020000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COHEN, M.N. <B>The Food Crisis in Prehistory:    Overpopulation and the Origins of Agriculture</B> New Haven, 1977. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1414-753X200300020000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COLINVAUX, P. <B>Why Big Fierce Animals are Rare.</B>    Princeton, 1978. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S1414-753X200300020000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CONKLIN, H. ''An Ethnological Approach to    Shifting Agriculture'', In: VAYDA, A.P. (ed.) <B>Environment and Cultural    Behavior</B>, Nova York, 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1414-753X200300020000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CONKLIN, H. ''The Study of Shifting Cultivation'',    <I>Current Anthropology</I>, 2 (Fevereiro, 1961), pp. 27-61. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S1414-753X200300020000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COX, G. &amp; ATKINS, M. <B>Agricultural Ecology</B>.    S&atilde;o Francisco, 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1414-753X200300020000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CRONON, W. <B>Changes in the Land: Indians, Colonists    and the Ecology of New England.</B> Nova York, 1983. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S1414-753X200300020000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CROSBY, A.. <B>Ecological Imperialism: The Biological    Expansion of Europe, 900-1900</B> Nova York, 1986. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1414-753X200300020000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CROSBY, A. ''The British Empire as a Product    of Continental Drift'', In: BAILES, K. (ed.) <B>Environmental History: Critical    Issues in Comparative Perspective</B>, Lanham, 1985. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S1414-753X200300020000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DARLINGTON, D.C. ''The Origins of Agriculture'',    <I>Nature History</I>, 79 (Maio de 1970), pp. 46-57. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1414-753X200300020000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DAVIS, M.. ''Climatic Instability, Time Lags,    and Community Disequilibrium'', in: DIAMOND, J. &amp; CASE, T. (eds.) <B>Community    Ecology</B>. Nova York, 1986, pp. 269-84 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1414-753X200300020000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DEANE, P. <B>The First Industrial Revolution.</B>    Cambridge, Eng., 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1414-753X200300020000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DODD, J.R. &amp; STANTON, R.J. <B>Paleoecology:    Concepts and Applications. </B>Nova York, 1981. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1414-753X200300020000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EHRLICH, P. <B>The Machinery of Nature, </B>Nova  York, 1986. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1414-753X200300020000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EHRLICH, P. &amp; ROUGHGARDEN, J. <B>The Science    of Ecology</B> Nova York, 1987. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1414-753X200300020000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">EVANS, E.. ''The Ecology of Peasant Life    in Western Europe'', In: <B>Man's Role in Changing the Face of the Earth</B>,  ed. Thomas. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1414-753X200300020000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FLANNERY, K.V. ''The Origins of Agriculture'',    <I>Annual Review of Anthropology</I>, 2 (1973), pp. 271-310. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1414-753X200300020000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FUSSELL, G.E. ''Science and Practice in Eighteenth-Century    British Agriculture'', <I>Agricultural History</I>, 43 (Jan. 1969), pp. 7-18. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1414-753X200300020000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GLIESSMAN, S.R. ''An Agroecological Approach    to Sustainable Agriculture'', In: JACKSON, W. et.al. (eds.) <B>Meeting the    Expectations of the Land: Essays in Sustainable Agriculture and Stewardship,</B>    S&atilde;o Francisco, 1984, pp. 160-71. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1414-753X200300020000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GRIGG, D.B. <B>The Agricultural Systems of the    World: An Evolutionary Approach.</B> London, 1974. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1414-753X200300020000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HAHN, S. &amp; PRUDE, J. (eds.) <B>The Countryside    in the Age of Capitalist Transformation: Essays in the Social History of Rural    America.</B> Chapel Hill, 1985. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1414-753X200300020000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HARRIS, M. <B>Cultural Materialism: The Struggle    for a Science of Culture.</B> Nova York, 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1414-753X200300020000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> HUDSON, N. <B>Soil Conservation</B> Ithaca, 1971. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1414-753X200300020000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KERRIDGE, E. <B>The Agricultural Revolution</B> London, 1967. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1414-753X200300020000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KING, F.H. <B>Farmers of Forty Centuries.</B> Madison, 1911. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1414-753X200300020000300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KLAGES, K <B>Ecological Crop Geography.</B> Nova  York, 1942. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1414-753X200300020000300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LEOPOLD, A. <B>A Sand County Almanac, and Sketches    Here and There</B> (1949; reimpresso em Nova York, 1987), p. 205. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1414-753X200300020000300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LEVINS, R. &amp; LEWONTIN, R. <B>The Dialectical    Biologist.</B> Cambridge, Mass., 1985. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1414-753X200300020000300037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LOCKERETZ, W. (ed.) <B>Agriculture and Energy.</B>  Nova York, 1977. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1414-753X200300020000300038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MALIN, J.C. <B>The Grassland of North    America: Prolegomena to Its History</B>. Lawrence, 1947. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1414-753X200300020000300039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MAY, R. <B>Stability and Complexity in Model    Ecosystems.</B> Princeton, 1973. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1414-753X200300020000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">McNAUGHTON, S.J. ''Diversity and Stability'',    <I>Nature</I>. 19 de Maio de 1988, pp. 204-5. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1414-753X200300020000300041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ODUM, E. ''Properties of Agroecosystems'',    In: LOWRANCE, R. et.al. (ed.) <B>Agricultural Ecosystems: Unifying Concepts</B>, Nova York, 1986. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1414-753X200300020000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ODUM, E. <B>Fundamentals of Ecology</B>. Philadelphia,  1971. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1414-753X200300020000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PIMENTEL, D. et. al. ''Land Degradation:    Effects on Food and Energy Resources'', <I>Science</I>, 8 de Outubro de  1976, pp. 149-55. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1414-753X200300020000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PIMENTEL, D. ''Energy Flow in Agroecosystems'',    In: LOWRANCE, R. et.al. (ed.) <B>Agricultural Ecosystems: Unifying Concepts</B>, Nova York, 1986. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1414-753X200300020000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POLANYI, K. <B>The Great Transformation: The    Political and Economic Origins of Our Time.</B> Nova York, 1944. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1414-753X200300020000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PYNE, S. <B>Fire in America: A Cultural History    of Wildland and Rural Fire.</B> Princeton, 1982. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1414-753X200300020000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROTBERG, R. &amp; RABB, T. (eds.) <B>Climate    and History: Studies in Interdisciplinary History.</B> Princeton, 1981. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1414-753X200300020000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RUSSELL, E. ''Indian-Set Fires in the Forests    of the Northeastern United States'', <I>Ecology</I>, 64 (Fevereiro, 1983), pp. 78-88. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1414-753X200300020000300049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RYSZKOWSKI, L. (ed) <B>Ecological Effects of    Intensive Agriculture</B> Warsaw, 1974. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1414-753X200300020000300050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SEARS, P. <B>Deserts on the March. </B>Norman, 1980. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1414-753X200300020000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SKIPP, V. <B>Crisis and Development: An Ecological    Case Study of the Forest of Arden, 1570-1674</B> Cambridge, Eng., 1978. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1414-753X200300020000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SMITH, A. <B>An Inquiry into the Nature and Causes    of the Wealth of Nations.</B> Nova York, 1937. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1414-753X200300020000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STEINHART, J.S. &amp; STEINHART, C.E. ''Energy    Use in the U.S. Food System'', <I>Science</I>, 19 de abril de 1974, pp. 307-16 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1414-753X200300020000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STEWARD, J. <B>The Theory of Culture Change:    The Methodology of Multilinear Evolution </B>Urbana, 1955. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1414-753X200300020000300055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STEWART, O. ''Fire as the First Great Force    Employed by Man'', In: THOMAS, W. (ed.) <B>Man's Role in Changing the Face    of the Earth</B>, 2 vols., Chicago, 1956. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1414-753X200300020000300056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STRUEVER, S. (ed.) <B>Prehistoric Agriculture</B> Garden City, 1971. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1414-753X200300020000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TISCHLER, W. <B>Agrookologie.</B> Jena, 1965. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1414-753X200300020000300058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WEBB, W.P. <B>The Great Plains.</B> Boston, 1931 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1414-753X200300020000300059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> WHITE, R. ''American Environmental History:    The Development of a New Historical Field'', <I>Pacific Historical Review</I>, 54 – agosto de 1985, pp. 297-335. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1414-753X200300020000300060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WITKAMP, M. ''Soils as Components of Ecosystems'',    <I>Annual Review of Ecology and Systematics</I>, 2 (1971), pp. 85-110. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1414-753X200300020000300061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WOLF, E. <B>Europe and the People Without History</B>. Berkeley, 1982. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1414-753X200300020000300062&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WORSTER, D. <B>Dust Bowl: The Southern Plains    in the 1930's </B>Nova York, 1979. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1414-753X200300020000300063&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WORSTER, D. <B>Rivers of Empire: Water, Aridity    and the American West</B> Nova York, 1985. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1414-753X200300020000300064&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WOODWELL, G. ''On the limits of Nature'',    In: <B>The Global Possible: Resources, Development, and the New Century</B>,    REPETTO, R. (ed.) New Haven, 1985. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1414-753X200300020000300065&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 12/11/2002     <br>   Aceito em 23/02/2003</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt"></a><a href="#tx">*</a> Esse artigo    foi originalmente publicado em <I>Journal of American History</I>, em Mar&ccedil;o    de 1990. Tradu&ccedil;&atilde;o do Ingl&ecirc;s para o Portugu&ecirc;s de Maria    Clara Abalo Ferraz de Andrade, com apoio financeiro da Clacso. Revis&atilde;o    t&eacute;cnica de Eli de Jesus.     <br>   <a name="nt32"></a><a href="#tx32">**</a> Fam&iacute;lia de plantas monocotiled&ocirc;neas,    semelhante &agrave;s gram&iacute;neas, por&eacute;m dotadas de caule tr&iacute;gono    e folhas com bainhas fechadas. H&aacute; umas tr&ecirc;s mil esp&eacute;cies    distribu&iacute;das por todo o planeta, sendo o Brasil riqu&iacute;ssimo em    representantes, sobretudo em h&aacute;bitat &uacute;mido. Para maiores informa&ccedil;&otilde;es,    ver o verbete no <I>Novo Dicion&aacute;rio B&aacute;sico da L&iacute;ngua Portuguesa    – Aur&eacute;lio</I>. &#91;N.T&#93; </font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Notas</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#tx01">1</a>    LEOPOLD, A. <I>A Sand County Almanac, and Sketches Here and There</I> (1949;    reimpresso em Nova York, 1987), p. 205.    <br>   <a name="nt02"></a><a href="#tx02">2</a> <I>Ibid.</I> Quando o solo &eacute;    destru&iacute;do por uma erup&ccedil;&atilde;o vulc&acirc;nica ou alguma outra    cat&aacute;strofe, come&ccedil;a um outro processo chamado de sucess&atilde;o    prim&aacute;ria, em que as esp&eacute;cies que podem se fixar sobre a pedra    nua ou sob o subsolo invadem e se proliferam. Uma esclarecedora discuss&atilde;o    sobre os dois tipos de sucess&atilde;o pode ser encontrada em EHRLICH, P. <I>The    Machinery of Nature</I> (Nova York, 1986), pp. 268-71.    <br>   <a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a> LEOPOLD tinha consci&ecirc;ncia de    que a hist&oacute;ria era mais complexa: ''n&oacute;s nem mesmo sabemos'',    ele admitia, ''de onde veio o capim-do-campo, - se &eacute; uma esp&eacute;cie    nativa, ou de uma intrusa proveniente da Europa''. LEOPOLD. <I>A Sand County    Almanac</I>, p. 206.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a> Tomo a express&atilde;o do seguinte    texto de CROSBY, A. <I>Ecological Imperialism: The Biological Expansion of Europe,    900-1900</I> (Nova York, 1986).    <br>   <a name="nt05"></a><a href="#tx05">5</a> O melhor esfor&ccedil;o para tra&ccedil;ar    a emerg&ecirc;ncia do campo, pelo menos em uma parte influente do mundo, &eacute;    o de WHITE, R. ''American Environmental History: The Development of a New    Historical Field'', <I>Pacific Historical Review</I>, 54 – agosto de 1985,    pp. 297-335. White argumenta que o estudo da fronteira e da hist&oacute;ria    do oeste tem sido a influ&ecirc;ncia formativa neste campo. Uma outra fonte    de id&eacute;ias importante, realmente retirada da influ&ecirc;ncia de Frederick    Jackson Turner, tem sido a dos historiadores e ge&oacute;grafos franceses, particularmente    Fernand Braudel, Lucien Febvre e Emmanuel Le Roy Ladurie, todos associados &agrave;    revista dos <I>Annales</I>.    <br>   <a name="nt06"></a><a href="#tx06">6</a> WOODWELL, G. ''On the limits of    Nature'', in: <I>The Global Possible: Resources, Development, and the New    Century</I>, ed. Robert Repetto (New Haven, 1985), p. 47.    <br>   <a name="nt07"></a><a href="#tx07">7</a> Um bom guia neste campo &eacute; o    trabalho de DODD, R. &amp; STANTON, R.J. <I>Paleoecology: Concepts and Applications.    </I>(Nova York, 1981).    <br>   <a name="nt08"></a><a href="#tx08">8</a> A express&atilde;o ''modos de produ&ccedil;&atilde;o''    foi criada por Karl Marx, que a usou em mais de um sentido. Em alguns casos    ele estava se referindo ao ''modo material'', definido por COHEN, G.A.    como ''a forma como os homens trabalham com suas for&ccedil;as produtivas,    os tipos de processo material que elas desencadeiam, as formas de especializa&ccedil;&atilde;o    e divis&atilde;o do trabalho entre eles''. Em outros casos, Marx empregou    a express&atilde;o para denotar as ''propriedades sociais do processo de    produ&ccedil;&atilde;o'', incluindo o prop&oacute;sito de controle da produ&ccedil;&atilde;o    (quer para uso ou troca), a forma do trabalho excedente produtor e os meios    de explora&ccedil;&atilde;o dos produtores. Ainda assim, por vezes, Marx parece    ter remetido tanto aos aspectos materiais quanto sociais ao mesmo tempo. Ver    COHEN, G.A. <I>Karl Marx's Theory of History: A Defense</I>. (Princeton, 1978),  pp. 79-84.    <br>   <a name="nt09"></a><a href="#tx09">9</a> Um fundamento te&oacute;rico &uacute;til    para este estudo se encontra em STEWARD, J. <I>The Theory of Culture Change:    The Methodology of Multilinear Evolution</I> (Urbana, 1955), pp. 30-42; e HARRIS,    M. <I>Cultural Materialism: The Struggle for a Science of Culture</I> (Nova    York, 1979), pp. 46-76.    <br>   <a name="nt10"></a><a href="#tx10">10</a> A explica&ccedil;&atilde;o cl&aacute;ssica    do conceito de ecossistema est&aacute; em ODUM, E. <I>Fundamentals of Ecology</I>.    (Philadelphia, 1971), pp. 8-23.     <br>   <a name="nt11"></a><a href="#tx11">11</a> O debate    est&aacute; sintetizado em EHRLICH, P. &amp; ROUGHGARDEN, J. <I>The Science    of Ecology</I> (Nova York, 1987), pp. 541-52. Dentre as cr&iacute;ticas detalhadas    &agrave; id&eacute;ia de ecossistema est&aacute;vel se inclui o trabalho de    MAY, R. <I>Stability and Complexity in Model Ecosystems</I>. (Princeton, 1973);    o de COLINVAUX, P <I>Why Big Fierce Animals are Rare.</I> (Princeton, 1978),    pp. 199-211; DAVIS, M. ''Climatic Instability, Time Lags, and Community    Disequilibrium'', in: <I>Community Ecology</I>. Ed. DIAMOND, J. &amp; CASE,    T. (Nova York, 1986), pp. 269-84; e McNAUGHTON, S. ''Diversity and Stability'',    <I>Nature</I>. 19 de Maio de 1988, pp. 204-5.    <br>   <a name="nt12"></a><a href="#tx12">12</a> ODUM, E. ''Properties of Agroecosystems'',    in: <I>Agricultural Ecosystems: Unifying Concepts</I>, ed. Richard LOWRANCE    et al. (Nova York, 1986), pp. 5-11. Ver tamb&eacute;m COX, G. &amp; ATKINS,    M. <I>Agricultural Ecology</I>. (S&atilde;o Francisco, 1979). Os cientistas    pioneiros em aplicar a ecologia &agrave; agricultura foram KLAGES, K. <I>Ecological    Crop Geography</I>. (Nova York, 1942); e TISCHLER, W. <I>Agrookologie</I>. (Jena, 1965).    <br>   <a name="nt13"></a><a href="#tx13">13</a> STEWART, O. ''Fire as the First    Great Force Employed by Man'', in: <I>Man's Role in Changing the Face of    the Earth</I>, ed. THOMAS, W. (2 vols., Chicago, 1956), I, pp. 115-33; PYNE,    S. <I>Fire in America: A Cultural History of Wildland and Rural Fire</I>. (Princeton,    1982); e RUSSELL, E. ''Indian-Set Fires in the Forests of the Northeastern    United States'', <I>Ecology</I>, 64 (Fevereiro, 1983), pp. 78-88.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt14"></a><a href="#tx14">14</a> CONKLIN, H. ''The Study of Shifting    Cultivation'', <I>Current Anthropology</I>, 2 (Fevereiro, 1961), pp. 27-61;    BENNETT, J. ''Ecosystemic Effects of Extensive Cultivation'', <I>Annual    Review of Anthropology</I>, 2 (1973), pp. 36-45; NETTING, R. ''Agrarian    Ecology'', <I>ibid</I>., 3 (1974), pp. 24-28.    <br>   <a name="nt15"></a><a href="#tx15">15</a> COHEN, M. <I>The Food Crisis in Prehistory:    Overpopulation and the Origins of Agriculture</I> (New Haven, 1977), pp. 18-70;    DARLINGTON, D. ''The Origins of Agriculture'', <I>Nature History</I>,    79 (Maio de 1970), pp. 46-57; STRUEVER, S. ed., <I>Prehistoric Agriculture </I>(Garden    City, 1971); FLANNERY, K.. ''The Origins of Agriculture'', <I>Annual    Review of Anthropology</I>, 2 (1973), pp. 271-310; BOSERUP, E. ''The Impact    of Scarcity and Plenty on Development'', in <I>Hunger and History: The Impact    of Changing Food Production and Consumption Patterns of Society</I>, ed. ROTBERG,    R. e RABB, T. (Cambridge, Eng., 1983), pp. 185-209. Boserup nega que haja quaisquer    limites ambientais definitivos sobre o crescimento populacional; a escassez,    em sua opini&atilde;o, sempre gera inova&ccedil;&atilde;o e abund&acirc;ncia maiores.    <br>   <a name="nt16"></a><a href="#tx16">16</a> De acordo com HUDSON, N., o solo pode    ser formado sob condi&ccedil;&otilde;es naturais &agrave; taxa de uma polegada    de 300 a 1000 anos; boas t&eacute;cnicas agr&iacute;colas podem acelerar este    processo consideravelmente. Ver HUDSON <I>Soil Conservation</I> (Ithaca, 1971),    p. 38. Ver tamb&eacute;m WITKAMP, M. ''Soils as Components of Ecosystems'',    <I>Annual Review of Ecology and Systematics</I>, 2 (1971), pp. 85-110. Sobre    o papel do clima na hist&oacute;ria, ver, por exemplo, BRYSON, R. e MURRAY,    T. <I>Climates of Hunger: Mankind and the World's Changing Weather</I> (Madison,    1977); e ROTBERG, R. e RABB, T., eds. <I>Climate and History: Studies in Interdisciplinary    History</I>. (Princeton, 1981). Sobre os principais tipos de controle da &aacute;gua    na hist&oacute;ria, ver WORSTER, D. <I>Rivers of Empire: Water, Aridity and    the American West</I> (Nova York, 1985), pp. 17-60.    <br>   <a name="nt17"></a><a href="#tx17">17</a> ALTIERI, M. <I>Agroecology: The Scientific    Basis of Alternative Agriculture</I>. (Boulder, 1987), pp. 69-71; CONKLIN, H..    ''An Ethnological Approach to Shifting Agriculture'', in: <I>Environment    and Cultural Behavior</I>, ed.VAYDA, A. (Nova York, 1979), p. 228.    <br>   <a name="nt18"></a><a href="#tx18">18</a> Uma das melhores descri&ccedil;&otilde;es    do mosaico na agricultura tradicional pode ser encontrado em BERTRAND, G. ''Pour    une histoire ecologique de la France rurale'', in: <I>Histoire le la France    rurale</I>, ed. DUBY, G. (3 vols., Paris, 1975), I, pp. 96-102. Ver tamb&eacute;m    EVANS, E. ''The Ecology of Peasant Life in Western Europe'', in: <I>Man's    Role in Changing the Face of the Earth</I>, ed. Thomas, pp. 217-39. Os sistemas    agr&iacute;colas incrivelmente duradouros do Leste da &Aacute;sia, como existiam    antes que o s&eacute;culo XX lhes impusesse mudan&ccedil;as decisivas, est&atilde;o    descritos em KING, F.<I> Farmers of Forty Centuries.</I> (Madison, 1911).    <br>   <a name="nt19"></a><a href="#tx19">19</a> POLANYI, K. <I>The Great Transformation:    The Political and Economic Origins of Our Time</I>. (Nova York, 1944)    <br>   <a name="nt20"></a><a href="#tx20">20</a> Um dos poucos acad&ecirc;micos a tentar solucionar esta transforma&ccedil;&atilde;o    no n&iacute;vel local &eacute; SKIPP, V. <I>Crisis and Development: An Ecological    Case Study of the Forest of Arden, 1570-1674</I> (Cambridge, Eng., 1978). Para    a experi&ecirc;ncia deste per&iacute;odo, ver DEANE, P. <I>The First Industrial    Revolution</I>. (Cambridge, Eng., 1979), pp. 20-52. Sobre a transi&ccedil;&atilde;o    ao capitalismo na zona rural dos EUA, ver HAHN, S. e PRUDE, J. eds. <I>The Countryside    in the Age of Capitalist Transformation: Essays in the Social History of Rural    America. </I>(Chapel Hill, 1985). Infelizmente, esta cole&ccedil;&atilde;o de    ensaios n&atilde;o inclui nenhuma discuss&atilde;o a respeito das mudan&ccedil;as    ecol&oacute;gicas que acompanharam e podem ter contribu&iacute;do para as mudan&ccedil;as  sociais.     <br>   <a name="nt21"></a><a href="#tx21">21</a> Uma  boa discuss&atilde;o recente encontra-se em WOLF, E. <I>Europe and the People    Without History. </I>(Berkeley, 1982), pp. 73-100.    <br>   <a name="nt22"></a><a href="#tx22">22</a> POLANYI. <I>The Great Transformation</I>., pp.30-41.    <br>   <a name="nt23"></a><a href="#tx23">23</a> Para uma discuss&atilde;o instigante    do novo mercado de terras, ver: CRONON, W. <I>Changes in the Land: Indians,    Colonists and the Ecology of New England</I>. (Nova York, 1983), pp. 54-81.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a name="nt24"></a><a href="#tx24">24</a> — Sobre as monoculturas, ver    RYSZKOWSKI, L. ed., <I>Ecological Effects of Intensive Agriculture</I> (Warsaw,    1974). Esta autoridade observa que as na&ccedil;&otilde;es do bloco sovi&eacute;tico    seguiram o Ocidente na ado&ccedil;&atilde;o da agricultura monocultora, com    muitos dos mesmos efeitos ambientais danosos. Ver tamb&eacute;m Tim P. BAYLISS-SMITH.    <I>The Ecology of Agricultural Systems</I> (Cambridge, 1982), pp. 83-97, que    trata da fazenda coletiva russa. Desde que os Marxistas concordaram com a opini&atilde;o    de que o capitalismo logra o dom&iacute;nio tecnol&oacute;gico final da natureza    e sustentam que o comunismo &eacute; simplesmente um rearranjo da propriedade    da tecnologia, &eacute; dificilmente surpreendente que n&atilde;o tenham reapresentado    qualquer alternativa real de um ponto de vista ecol&oacute;gico. Sobre a especializa&ccedil;&atilde;o    no com&eacute;rcio de alfinetes como modelo de desenvolvimento capitalista,    como percebido em 1776, ver SMITH, A. <I>An Inquiry into the Nature and Causes    of the Wealth of Nations</I>. (Nova York, 1937), pp. 4-5.    <br>   <a name="nt25"></a><a href="#tx25">25</a> CROSBY, A. ''The British Empire    as a Product of Continental Drift'', in: <I>Environmental History: Critical    Issues in Comparative Perspective</I>, ed. BAILES, K. (Lanham, 1985), pp. 553-76.    <br>   <a name="nt26"></a><a href="#tx26">26</a> As fontes para esta discuss&atilde;o    incluem o trabalho de CHAMBERS, J. e MINGAY, G..<I>The Agricultural Revolution,    1750-1880</I> (Nova York, 1966), pp. 54-76; de KERRIDGE, E. <I>The Agricultural    Revolution</I> (London, 1967), pp. 181-348; de FUSSELL, G. ''Science and    Practice in Eighteenth-Century British Agriculture'', <I>Agricultural History</I>,    43 (Jan. 1969), pp. 7-18; e o de GRIGG, D. <I>The Agricultural Systems of the    World: An Evolutionary Approach</I>. (London, 1974), pp. 152-86.    <br>   <a name="nt27"></a><a href="#tx27">27</a> N&atilde;o nego que a ci&ecirc;ncia    tem se tornado, em muitos lugares e de v&aacute;rias maneiras, numa ferramenta    da moderna agricultura de mercado. Ver, por exemplo, as cr&iacute;ticas de dois    cientistas: LEVINS, R. e LEWONTIN, R. <I>The Dialectical Biologist</I>. (Cambridge, Mass., 1985).    <br>   <a name="nt28"></a><a href="#tx28">28</a> WORSTER, D. <I>Dust Bowl: The Southern    Plains in the 1930's</I> (Nova York, 1979). A literatura sobre a ecologia e    o assentamento humano das Grandes Plan&iacute;cies &eacute; volumosa. Boas introdu&ccedil;&otilde;es    incluem as de WEBB, W.P. <I>The Great Plains</I>. (Boston, 1931); MALIN, J.<I>    The Grassland of North America: Prolegomena to Its History</I>. (Lawrence, 1947);    e BLOUET, B e LUEBKE, F. eds. <I>The Great Plains: Environment and Culture</I>.    (Lincoln, 1979). Sobre o cont&iacute;guo cintur&atilde;o do milho, que tem muito    em comum com as Plan&iacute;cies, ver AUCLAIR, A. ''Ecological Factors in    the Development of Intensive Management Ecosystems in the Midwestern United    States'', <I>Ecology</I>, 57 (Late Spring, 1976), pp. 431-44.    <br>   <a name="nt29"></a><a href="#tx29">29</a> STEINHART, J. e STEINHART, C. ''Energy    Use in the U.S. Food System'', <I>Science</I>, 19 de abril de 1974, pp.    307-16; LOCKERETZ, W. ed. <I>Agriculture and Energy</I>. (Nova York, 1977);    PIMENTEL, D. ''Energy Flow in Agroecosystms'', in: <I>Agricultural Ecosystems</I>,    ed. LOWRANCE et al., pp. 121-32    <br>   <a name="nt30"></a><a href="#tx30">30</a> PIMENTEL, D. et. al. ''Land Degradation:    Effects on Food and Energy Resources'', <I>Science</I>, 8 de Outubro de    1976, pp. 149-55. Esses autores argumentam que devido ao cultivo cont&iacute;nuo    e intensivo, a perda anual de sedimentos atrav&eacute;s da lavagem da superf&iacute;cie    aumentou de 3 bilh&otilde;es de toneladas nacionalmente nos anos 30 a 4 bilh&otilde;es    de toneladas nos anos recentes. Outras cr&iacute;ticas cient&iacute;ficas da    agricultura moderna aparecem em ALTIERI, M. et al. ''Desenvolvendo os sistemas    agroecol&oacute;gicos sustent&aacute;veis'', <I>Bioscience</I>, 33 (Janeiro    de 1983), pp. 45-49; e GLIESSMAN, S. ''An Agroecological Approach to Sustainable    Agriculture'', in: <I>Meeting the Expectations of the Land: Essays in Sustainable    Agriculture and Stewardship</I>, ed. JACKSON, W. et al. (S&atilde;o Francisco, 1984), pp. 160-71.    <br>   <a name="nt31"></a><a href="#tx31">31</a> Ver SEARS, P. <I>Deserts on the March</I>. (Norman, 1980), pp. 170-86. </font></p>      ]]></body><back>
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