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<publisher-name><![CDATA[ANPPAS - Revista Ambiente e Sociedade]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1414-753X2011000200005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lazer e área protegida: conflitos na busca de "emoções agradáveis"]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The increase of creation of protected areas in the world in the last 20 years and the complexities which surround them have resulted in a new field of studies under human and social sciences. This paper approaches the issue of leisure and protected areas with an empirical focus on a biological conservation unit and the populations who live and stay around it. The claim is that the categorization of the protected area disputes, by a group of actors, values and practices on conservation. In such dispute, leisure is a tense and (im)possible mediation for the relations between society and nature. From observations, interviews, photographs and questionnaires with non-governmental organizations , local residents, representatives of tourism enterprises and public powers, we intend to discuss the dynamics of the social relations constituted in the social processes of nature preservation and the particularity of leisure as a practice and a value in the interactions among different social actors and also the issue of the preservation of protected area.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Lazer e &aacute;rea    protegida: conflitos na busca de "emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis"</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Lucia Lucas    Martins</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Soci&oacute;loga,    professora adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Departamento    de Hist&oacute;ria e Economia. Coordena a linha de pesquisa <i>&Aacute;reas    Protegidas e Intera&ccedil;&otilde;es Sociais.</i> E-mail: <u><a href="mailto:allumar@uol.com.br">allumar@uol.com.br</a></u></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da cria&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas protegidas no mundo nos &uacute;ltimos vinte anose a complexidade    que as cerca geraram um novo campo de estudos nas ci&ecirc;ncias humanas e sociais.    Este estudo aborda o tema &aacute;reas protegidas e lazer. O recorte emp&iacute;rico    &eacute; uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica e popula&ccedil;&otilde;es    que vivem e frequentam o seu entorno. A problem&aacute;tica constitu&iacute;da    &eacute; que a categoriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea protegida p&otilde;e    em disputa, por um conjunto de atores, valores e pr&aacute;ticas acerca da conserva&ccedil;&atilde;o.    Nessa disputa, o lazer &eacute; uma tensa e (im)poss&iacute;vel media&ccedil;&atilde;o    para as rela&ccedil;&otilde;es entre sociedade e natureza. A partir de observa&ccedil;&otilde;es,    entrevistas, fotografias, question&aacute;rios com representantes de entidades    n&atilde;o-governamentais, moradores locais, representantes de empreendimentos    de turismo e poder p&uacute;blico, procuro apreender a din&acirc;mica de rela&ccedil;&otilde;es    sociais constitu&iacute;das nos processos sociais de preserva&ccedil;&atilde;o    da natureza e a particularidade do lazer como uma pr&aacute;tica e um valor    nas intera&ccedil;&otilde;es entre diferentes atores sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    &Aacute;reas protegidas, sociedade, lazer.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The increase of    creation of protected areas in the world in the last 20 years and the complexities    which surround them have resulted in a new field of studies under human and    social sciences. This paper approaches the issue of leisure and protected areas    with an empirical focus on a biological conservation unit and the populations    who live and stay around it. The claim is that the categorization of the protected    area disputes, by a group of actors, values and practices on conservation.&nbsp;    In such dispute, leisure is a tense and (im)possible mediation for the relations    between society and nature. From observations, interviews, photographs and questionnaires    with non-governmental organizations , local residents, representatives of tourism    enterprises and public powers, we intend to discuss the dynamics of the social    relations constituted in the social processes of nature preservation and the    particularity of leisure as a practice and a value in the interactions among    different social actors and also the issue of the preservation of protected    area.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Protected areas, society, leisure.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>A natureza      &eacute; cheia de obscenidade. A natureza aqui &eacute; abomin&aacute;vel,      imoral (...). Eu diria que h&aacute; fornica&ccedil;&atilde;o, e asfixia,      e sufoca&ccedil;&atilde;o, e luta pela sobreviv&ecirc;ncia, e crescimento,      e decomposi&ccedil;&atilde;o generalizada (...). Esta &eacute; uma terra inacabada      (...). &Eacute; o &uacute;nico lugar em que a cria&ccedil;&atilde;o ainda      n&atilde;o foi conclu&iacute;da (...). Olhando com cuidado em torno, de fato      h&aacute; uma esp&eacute;cie de harmonia de matan&ccedil;a coletiva e acachapante(...).      Por&eacute;m quando eu digo isso, digo-o cheio de admira&ccedil;&atilde;o      pela floresta. Eu n&atilde;o odeio a floresta, ao contr&aacute;rio eu a amo      a despeito de minha pr&oacute;pria raz&atilde;o.</i> (Depoimento de Werner      Herzog no document&aacute;rio Burden of Dreams, do diretor Les Blank (1982),      durante a filmagem de Fitzcarraldo na floresta amaz&ocirc;nica peruana). </font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o    do problema</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da cria&ccedil;&atilde;o    de &aacute;reas protegidas no mundo nos &uacute;ltimos 20 anos<a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a>    e a complexidade que as cercam geraram novos estudos nas ci&ecirc;ncias humanas    e sociais. No Brasil, o crescimento do n&uacute;mero de &aacute;reas protegidas<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>    originou um campo de estudo nas ci&ecirc;ncias sociais desde meados da d&eacute;cada    de 90. Os problemas de pesquisa colocados pelo tema se intensificaram<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>,e    aparecem como um recorte no interior do debate sobre as chamadas quest&otilde;es    ambientais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns dados apontados    por um recente trabalho<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a>    ajudam a esclarecer tanto as op&ccedil;&otilde;es de recortes emp&iacute;ricos    quanto as op&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas dos estudos no Brasil. O aspecto    que interessa &eacute; perceber que, em termos de recorte emp&iacute;rico, o    Sudeste<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a> prevalece sobre    outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, seguido pelo Nordeste. Ao mesmo tempo,    nesse recorte, o Sudeste, os objetos de an&aacute;lise emp&iacute;rica incidem    sobre situa&ccedil;&otilde;es que se desenvolvem em "ambientes" que estariam    menos transformados pela a&ccedil;&atilde;o humana, ou seja, ambientes pouco    urbanizados. Pode-se pensar que s&atilde;o ambientes que ainda possuem amostras    significativas de Mata Atl&acirc;ntica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os estudos que    se apresentam sob a categoria "rural" t&ecirc;m como escolha as zonas rurais    do Sudeste, seguidos por florestas e regi&otilde;es litor&acirc;neas, com menos    destaque para os trabalhos sob a categoria "urbano". A maioria dos estudos sobre    ambiente rural direciona o foco aos atores sociais, com poucas op&ccedil;&otilde;es    de trabalhos sobre popula&ccedil;&otilde;es urbanas. Prevalece o entendimento    do Estado e do capital privado<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>    como atores que amea&ccedil;am o ambiente, ou o territ&oacute;rio de grupos    sociais (grupos subalternos e "povos/popula&ccedil;&otilde;es tradicionais"<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a>),    principalmente no caso do Estado, com a&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter    conservacionista por meio da cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais op&ccedil;&otilde;es    emp&iacute;ricas estariam problematizadas do ponto de vista te&oacute;rico sob    duas orienta&ccedil;&otilde;es priorit&aacute;rias<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a>    que parecem confrontadas &agrave;s correntes de caracteriza&ccedil;&otilde;es    macrossociol&oacute;gicas relacionadas ao risco e ligadas ao paradigma da "moderniza&ccedil;&atilde;o    reflexiva", a teoria do risco e a moderniza&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>,    que disputam outro cen&aacute;rio de debates<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>.    Conceitos como meio ambiente, sustentabilidade, sociedade de risco, mudan&ccedil;as    sociais, recursos naturais e biodiversidade s&atilde;o evocados na constru&ccedil;&atilde;o    de problem&aacute;ticas e nas an&aacute;lises, sugerindo um di&aacute;logo renovado    entre as ci&ecirc;ncias sociais e as ci&ecirc;ncias naturais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo aborda    o tema de &aacute;reas protegidas, conserva&ccedil;&atilde;o e lazer. O recorte    emp&iacute;rico &eacute; uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>    - Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute; (Rebio-Tingu&aacute;) - e popula&ccedil;&otilde;es    que vivem e frequentam o seu entorno - a &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o    Ambiental (APA) do rio Tingu&aacute;-Igua&ccedil;u - na regi&atilde;o do Tingu&aacute;<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a>,    periferia metropolitana do Rio de Janeiro. A problem&aacute;tica constitu&iacute;da    &eacute; que a categoriza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea protegida coloca em    disputa um conjunto de atores, valores e pr&aacute;ticas de conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir de observa&ccedil;&otilde;es,    entrevistas, fotografias, aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios com    representantes de entidades n&atilde;o-governamentais (ONGs), moradores locais,    representantes de empreendimentos de lazer, turismo, do poder p&uacute;blico    (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o    da Biodiversidade) e de fontes impressas (jornais de &eacute;poca), procurei    apreender a din&acirc;mica de rela&ccedil;&otilde;es sociais constitu&iacute;das    nos "processos sociais" (WIESE, 1983) de prote&ccedil;&atilde;o da natureza,    a particularidade do lazer como uma pr&aacute;tica, um valor nas intera&ccedil;&otilde;es    entre diferentes atores sociais e a quest&atilde;o da conserva&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea protegida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A hist&oacute;ria    da Rebio-Tingu&aacute;</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diferentes processos    de ocupa&ccedil;&atilde;o que deixaram registros materiais circunscrevem a hist&oacute;ria    da Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;: as fazendas e engenhos que faziam    o cultivo da cana-de-a&ccedil;&uacute;car, o fabrico de a&ccedil;&uacute;car    e aguardente, os "caminhos novos"<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a>    (s&eacute;culo XVIII), a F&aacute;brica de P&oacute;lvora Estrela, a Estrada    Real do Com&eacute;rcio<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a>,    os moinhos de farinha, a esta&ccedil;&atilde;o de trem<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a>    (s&eacute;culo XIX), as transforma&ccedil;&otilde;es no uso do solo (s&eacute;culo    XX) que, com a crise da citricultura na d&eacute;cada de 1930, tornou a cidade    de Nova Igua&ccedil;u em uma regi&atilde;o de loteamentos para uma parcela da    popula&ccedil;&atilde;o urbana, e as medidas de preserva&ccedil;&atilde;o de    florestas no Maci&ccedil;o do Tingu&aacute;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A hist&oacute;ria    da preserva&ccedil;&atilde;o das florestas que comp&otilde;em a Reserva Biol&oacute;gica    do Tingu&aacute; est&aacute; diretamente associada &agrave; escassez de abastecimento    de &aacute;gua da cidade do Rio de Janeiro no s&eacute;culo XIX, cuja causa    &eacute; atribu&iacute;da aos desmatamentos das encostas devido &agrave; intensa    pr&aacute;tica agr&iacute;cola do ciclo do caf&eacute;. Com a perda de mata    das encostas e dos leitos de rios, o problema de abastecimento se tornou cr&ocirc;nico    na cidade. A prote&ccedil;&atilde;o das florestas que hoje fazem parte da Rebio-Tingu&aacute;    teve sua origem em 1833, quando a &aacute;rea foi doada ao Imp&eacute;rio, e    um decreto a tornou inacess&iacute;vel, visando &agrave; prote&ccedil;&atilde;o    dos mananciais de &aacute;gua<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a>    que abasteciam a cidade do Rio de Janeiro (SARACURUNA, 1995: 32 <i>apud</i>    SOUZA, 2003). Com o C&oacute;digo Florestal de 1934, o governo federal criou    as Florestas Protetoras<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a>da    Uni&atilde;o de Tingu&aacute;, Xer&eacute;m e Mantiqueira, tornando-as terras    de dom&iacute;nio p&uacute;blico federal de natureza inalien&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Rebio-Tingu&aacute;    foi criada pelo Decreto Federal n&#186; 97.780, em 3 de maio de 1989. Com uma    extens&atilde;o de 26.260 ha, ela &eacute; considerada uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o    de grande porte quando comparada com a &aacute;rea m&eacute;dia das unidades    de mesma categoria. &Eacute; tamb&eacute;m a maior reserva biol&oacute;gica    de Mata Atl&acirc;ntica, e corresponde a 8% das florestas protegidas do Rio    de Janeiro<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a>. Localizada    no Sudeste do Brasil, regi&atilde;o de grandes perdas de &aacute;reas florestadas    pela atividade urbano-industrial e situada em &aacute;rea metropolitana, a reserva    tem import&acirc;ncia estrat&eacute;gica dentro do Sistema Nacional de Unidades    de Conserva&ccedil;&atilde;o<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>,    e sua inscri&ccedil;&atilde;o como Reserva da Biosfera em 1991, reconhecida    pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o,    a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (UNESCO), institui e amplia novos direitos e regras    para a prote&ccedil;&atilde;o da reserva, aliando conserva&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sucessivos decretos    de preserva&ccedil;&atilde;o, a amplia&ccedil;&atilde;o dos direitos de prote&ccedil;&atilde;o    do patrim&ocirc;nio natural com reconhecimento internacional, a cria&ccedil;&atilde;o    de plano de manejo, a regulamenta&ccedil;&atilde;o das APAs criadas no entorno    da reserva e a defini&ccedil;&atilde;o recente sobre a recategoriza&ccedil;&atilde;o<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a>    da reserva s&atilde;o um conjunto de medidas que representam as rela&ccedil;&otilde;es    entre atores sociais, seus modos de vida, interesses pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Localiza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A regi&atilde;o    da unidade de conserva&ccedil;&atilde;o &eacute; circundada por seis munic&iacute;pios    no limite entre a regi&atilde;o Serrana e a chamada Baixada Fluminense<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a>    na regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro. &Agrave; sua volta, est&atilde;o    os munic&iacute;pios que comp&otilde;em as duas regi&otilde;es da unidade: Petr&oacute;polis    e Miguel Pereira na Regi&atilde;o Serrana e Duque de Caxias, Nova Igua&ccedil;u    na Regi&atilde;o Metropolitana, integrando a Baixada Fluminense.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Atores em a&ccedil;&atilde;o:    a constru&ccedil;&atilde;o de uma categoria de prote&ccedil;&atilde;o da natureza</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma hist&oacute;rica    disputa sobre a categoriza&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea protegida, parque    nacional ou reserva biol&oacute;gica antecede a cria&ccedil;&atilde;o da unidade    de conserva&ccedil;&atilde;o, em 1989. De um lado, as concep&ccedil;&otilde;es    defendidas pelo extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF)<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a>    e por grupos interessados em desenvolver atividades relacionadas ao turismo    de visita&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de floresta, que advogam a cria&ccedil;&atilde;o    de um parque nacional; de outro, representantes da comunidade cient&iacute;fica,    grupos de defesa ecol&oacute;gica, uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    governamental, representa&ccedil;&atilde;o de moradores e atores locais contr&aacute;rios    &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do parque, em defesa de uma reserva biol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Diversos s&atilde;o    os relatos<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a> sobre as atividades    pol&iacute;ticas que agregam os partid&aacute;rios da cria&ccedil;&atilde;o    da reserva biol&oacute;gica. As den&uacute;ncias expunham a inefic&aacute;cia    das a&ccedil;&otilde;es de funcion&aacute;rios do IBDF com pr&aacute;ticas que    comprometiam os valores da conserva&ccedil;&atilde;o e possibilitavam as a&ccedil;&otilde;es    de palmiteiros, ca&ccedil;adores e desmatadores: a destrui&ccedil;&atilde;o    da floresta nativa com a retirada de lenha para as olarias, padarias e cer&acirc;micas    da Baixada e regi&otilde;es lim&iacute;trofes; a a&ccedil;&atilde;o ilegal das    pedreiras e areais clandestinos; o uso da floresta para manifesta&ccedil;&otilde;es    religiosas com pr&aacute;ticas consideradas predadoras (umbanda e evang&eacute;licos),    e a capta&ccedil;&atilde;o ilegal da &aacute;gua dos rios para a constru&ccedil;&atilde;o    de piscinas por propriet&aacute;rios de terrenos de clubes de lazer e recrea&ccedil;&atilde;o.    A ideia da conserva&ccedil;&atilde;o, representada pela categoria de reserva    biol&oacute;gica, atra&iacute;a partidos pol&iacute;ticos (Partido Verde), o    parlamento (c&acirc;maras municipais do Rio de Janeiro, Paracambi e Nova Igua&ccedil;u),    ONGs, universidades, a ordem dos advogados, entidades estudantis, federa&ccedil;&otilde;es    de associa&ccedil;&otilde;es de moradores e a Igreja Cat&oacute;lica, representada    pelos movimentos eclesiais de base. Um documento elaborado por cientistas naturais,    o parecer t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas    e as assinaturas foram o resultado deste processo, que culminou com a assinatura    do decreto federal de reserva biol&oacute;gica em 1989, que p&ocirc;s termo    &agrave; disputa pela categoriza&ccedil;&atilde;o da reserva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na d&eacute;cada    de 1990, diversas din&acirc;micas associativas para garantir direitos e ampliar    as conquistas sobre a prote&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea s&atilde;o colocadas    em pr&aacute;tica por pesquisadores de universidades, centros de pesquisa, ONGs    de defesa da natureza com variadas orienta&ccedil;&otilde;es, o poder p&uacute;blico,    a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente    e Recursos Renov&aacute;veis (Ibama), etc. As quest&otilde;es postas pelos atores,    e que motivam a associa&ccedil;&atilde;o, ainda s&atilde;o, prioritariamente,    a prote&ccedil;&atilde;o da diversidade biol&oacute;gica, a repress&atilde;o    &agrave;s a&ccedil;&otilde;es lesivas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e a    puni&ccedil;&atilde;o de crimes ambientais. Cumprir a legisla&ccedil;&atilde;o    ambiental &eacute; um elemento decisivo para os atores envolvidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ocorre que, se    no &acirc;mbito legal a categoriza&ccedil;&atilde;o &eacute; definida de forma    a regular a ideia de conserva&ccedil;&atilde;o argumentada pelo conhecimento    cient&iacute;fico, a prote&ccedil;&atilde;o da fauna, da flora local e dos mananciais    de &aacute;gua, na pr&aacute;tica cotidiana, o decreto n&atilde;o possibilita    media&ccedil;&otilde;es eficazes para os conflitos. As a&ccedil;&otilde;es de    fiscaliza&ccedil;&atilde;o do Ibama, institui&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel    pela execu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional do meio ambiente, n&atilde;o    s&atilde;o suficientes para conter as atividades ilegais em uma &aacute;rea    protegida, principalmente a proibi&ccedil;&atilde;o da extra&ccedil;&atilde;o    de areias e a a&ccedil;&atilde;o de palmiteiros e ca&ccedil;adores<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>,    deixando vulner&aacute;veis as a&ccedil;&otilde;es de grupos ativistas e dos    atores locais em defesa da reserva biol&oacute;gica. Al&eacute;m disso, os atores    que advogam a cria&ccedil;&atilde;o de um parque nacional continuam em a&ccedil;&atilde;o,    em particular aqueles que representam interesses de empreendimentos de lazer    e recrea&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A discuss&atilde;o    sobre a recategoriza&ccedil;&atilde;o da Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;    surgida no rec&eacute;m-criado Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o    da Biodiversidade (ICMbio)<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a>    reativa, vinte anos depois, o velho debate parque nacional x reserva biol&oacute;gica    em novas bases institucionais, com transforma&ccedil;&otilde;es nos significados    das &aacute;reas protegidas e novas l&oacute;gicas nas intera&ccedil;&otilde;es    sociais. Se, por um lado, a proposta de recategoriza&ccedil;&atilde;o da reserva    biol&oacute;gica resulta de disputas pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas locais,    &eacute; de se supor tamb&eacute;m que as mudan&ccedil;as institucionais sobre    a gest&atilde;o das &aacute;reas protegidas do ICMbio estejam reorientadas por    pol&iacute;ticas mais amplas da Uni&atilde;o Internacional da Conserva&ccedil;&atilde;o    da Natureza (Uicn), com novos paradigmas sobre as &aacute;reas protegidas no    mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Gest&atilde;o,    conserva&ccedil;&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o local</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Paige West <i>et    al.</i> (2006<i>)</i>, autores de <i>Parks and Peoples</i>, afirmam que as &aacute;reas    protegidas impactam a vida das pessoas e seu "<i>surroundings</i>" porque s&atilde;o    uma maneira de ver, compreender e (re)produzir o mundo a partir de ricas produ&ccedil;&otilde;es    e intera&ccedil;&otilde;es sociais. O entendimento dos efeitos sociais das &aacute;reas    protegidas implica a apreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o da sociedade    com este tipo de produ&ccedil;&atilde;o espacial e da intera&ccedil;&atilde;o    entre uma diversidade de atores, popula&ccedil;&otilde;es locais, ONGs, ag&ecirc;ncias    de governo, organismos nacionais e internacionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir de 2003,    surge um novo modelo de gest&atilde;o da reserva com uma orienta&ccedil;&atilde;o    que relaciona duas quest&otilde;es para a conserva&ccedil;&atilde;o: ampliar    a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades e a cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas. Este novo modo de perceber a quest&atilde;o das &aacute;reas    protegidas reconhece a necessidade de aliar a quest&atilde;o da preserva&ccedil;&atilde;o    aos problemas locais. H&aacute; um entendimento, por parte de alguns atores,    cientistas naturais, ONGs e poder p&uacute;blico que atuaram juntos na cria&ccedil;&atilde;o    da Rebio, de que as ideias conservacionistas/preservacionistas que sustentaram    as a&ccedil;&otilde;es do grupo durante mais de uma d&eacute;cada apresentavam    uma limita&ccedil;&atilde;o. As popula&ccedil;&otilde;es locais, empobrecidas,    apareciam como atores pouco ativos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os processos sociais    que levaram &agrave; categoriza&ccedil;&atilde;o da reserva e &agrave; cria&ccedil;&atilde;o    da &aacute;rea protegida mudaram suas din&acirc;micas: o afastamento dos cientistas    naturais de uma posi&ccedil;&atilde;o mais engajada para se dedicar a problemas    de pesquisa biol&oacute;gica na reserva<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a>,    cis&otilde;es na ONG que atuou na origem dos debates sobre a cria&ccedil;&atilde;o    da reserva, cuja pr&aacute;tica se caracterizava por uma "milit&acirc;ncia"    da conserva&ccedil;&atilde;o, o surgimento de novas ONGs com orienta&ccedil;&otilde;es    consideradas pragm&aacute;ticas (ecoturismo, educa&ccedil;&atilde;o ambiental,    projetos de gera&ccedil;&atilde;o de renda a partir da coleta de lixo, cultivo    de hortas, reflorestamento etc.) que disputam projetos, financiamentos etc.    e a intensifica&ccedil;&atilde;o dos conflitos por superposi&ccedil;&atilde;o    dos poderes federais, estaduais e municipais<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a>.    Na esfera estadual, o conflito resulta da falta de contrapartida do &oacute;rg&atilde;o    do Estado na capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no interior da reserva. Na    esfera municipal, por sua vez, os conflitos s&atilde;o atribu&iacute;dos &agrave;    aus&ecirc;ncia de corpo t&eacute;cnico para lidar com as estruturas de gest&atilde;o    ambiental na APA do entorno da reserva, j&aacute; que, em geral, os ocupantes    dos cargos cumprem o papel de cabos eleitorais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobre a popula&ccedil;&atilde;o    local<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a>, pesaram os efeitos    da aplica&ccedil;&atilde;o das leis de prote&ccedil;&atilde;o de uma reserva    biol&oacute;gica: a falta de acesso ao interior da floresta, restri&ccedil;&atilde;o    para a coleta de plantas e de ervas, o controle sobre express&otilde;es religiosas    que identificam na natureza lugares simb&oacute;licos do sagrado, a "subida    ao monte" para orar nos cultos evang&eacute;licos e o uso das matas e cachoeiras    para os rituais da umbanda e candombl&eacute;, e a criminaliza&ccedil;&atilde;o    da captura de p&aacute;ssaros (h&aacute;bito comum da vida rural brasileira),    da ca&ccedil;a e do corte de palmito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A estrat&eacute;gia    de gest&atilde;o instalada em 2003 prop&otilde;e o di&aacute;logo com a popula&ccedil;&atilde;o    local como uma maneira de ampliar o valor da conserva&ccedil;&atilde;o e assegurar    as pr&aacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o da floresta. O que se percebe &eacute;    que a constru&ccedil;&atilde;o deste di&aacute;logo encontraria diversos obst&aacute;culos,    tais como: o baixo envolvimento da popula&ccedil;&atilde;o com o problema da    conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, um modo de vida em que a ca&ccedil;a    e o corte de palmito ainda s&atilde;o praticados, a aus&ecirc;ncia do poder    p&uacute;blico na regi&atilde;o para prover servi&ccedil;os b&aacute;sicos de    abastecimento de &aacute;gua e saneamento, a precariedade dos recursos financeiros,    materiais e humanos para implementar a&ccedil;&otilde;es para a gest&atilde;o    e a atividade de moradores com pr&aacute;ticas agr&iacute;colas cuja percep&ccedil;&atilde;o    da floresta protegida &eacute; a restri&ccedil;&atilde;o do uso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para os moradores    mais antigos, as mudan&ccedil;as ocorridas desde a cria&ccedil;&atilde;o da    &aacute;rea protegida, o adensamento populacional e a consequente car&ecirc;ncia    dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos locais e a restri&ccedil;&atilde;o de uso    da floresta evocam as lembran&ccedil;as de um tempo em que os rios eram limpos,    a &aacute;gua da perfura&ccedil;&atilde;o dos po&ccedil;os era abundante e de    boa qualidade, a ca&ccedil;a<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a>    e a coleta do palmito eram atividades praticadas para a subsist&ecirc;ncia,    "vivia-se em harmonia com a floresta". Segundo relato de uma antiga moradora,    a ca&ccedil;a era uma atividade regulamentada, havia uma carteira de autoriza&ccedil;&atilde;o    que ordenava a &eacute;poca da ca&ccedil;ada dos pequenos mam&iacute;feros,    roedores e aves (como tatu, gamb&aacute;, paca, cotia, macuco e porco-do-mato)    e r&eacute;pteis silvestres (lagartos) nativos da Mata Atl&acirc;ntica e a ca&ccedil;a    a animais de m&eacute;dio e grande porte (macacos, on&ccedil;as, veado). O corte    de palmito era regulado por necessidades da vida cotidiana, por exemplo, "na    semana santa, todo mundo tirava palmito".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pouco foi feito    da orienta&ccedil;&atilde;o idealizada para a gest&atilde;o da reserva biol&oacute;gica.    Em termos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, os projetos s&atilde;o prec&aacute;rios    e descont&iacute;nuos. O Projeto Brigada Florestal, um programa de treinamento    do governo federal para os jovens da regi&atilde;o atuarem no combate ao inc&ecirc;ndio    nas matas da reserva, foi desativado em 2006, ap&oacute;s um ano de experi&ecirc;ncia.    Tentativas de implanta&ccedil;&atilde;o de projetos de reconvers&atilde;o de    pequenos agricultores para pr&aacute;ticas agr&iacute;colas ecologicamente corretas    s&atilde;o descont&iacute;nuas; o movimento das "mulheres da biquinha", que    reivindicava canaliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua para uma popula&ccedil;&atilde;o    que vive na borda da floresta, foi o mais significativo esfor&ccedil;o de media&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o com as demandas populares locais por melhores condi&ccedil;&otilde;es    de vida. Cinco anos depois, em 2009, ap&oacute;s um acordo com as esferas de    poder (federal, estadual e municipal), desagradando a gest&atilde;o da reserva,    j&aacute; que ele n&atilde;o contempla saneamento, &eacute; implantada a rede    de canaliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pressuponho que    um dos motivos para uma nova forma de gest&atilde;o n&atilde;o ter prosperado    &eacute; o fato de a concep&ccedil;&atilde;o de conserva&ccedil;&atilde;o, at&eacute;    ent&atilde;o representada pelo valor da diversidade biol&oacute;gica, n&atilde;o    ser ampliada. A inclus&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o local aparece apenas    como uma estrat&eacute;gia de instrumentaliza&ccedil;&atilde;o desses atores    locais, na medida em que novos valores n&atilde;o s&atilde;o agenciados com    o conceito de conserva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O problema &eacute;    discutido por Phillipe Descola (2007; 2008). Para o autor, a diversidade biol&oacute;gica    &eacute; um conceito que se universaliza como um valor nas pol&iacute;ticas    internacionais de prote&ccedil;&atilde;o da natureza. Dessa forma, ele reconhece    que a concep&ccedil;&atilde;o de natureza empregada nas pol&iacute;ticas de    prote&ccedil;&atilde;o &eacute; particular &agrave;quela constitu&iacute;da    no Ocidente a partir do Iluminismo, baseada na ideia de que a natureza existe    como uma esfera independente dos humanos. O universalismo do argumento cient&iacute;fico    sustentado no conceito de biodiversidade, que funda o valor da natureza, exclui    outras configura&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o pressup&otilde;em a natureza    como uma externalidade. Se ent&atilde;o a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade    aparece como um valor universal, como ficariam as especificidades locais? Seria    poss&iacute;vel rever os princ&iacute;pios abrangentes do universalismo naturalista    e reconhecer a exist&ecirc;ncia de diversas naturezas, e n&atilde;o somente    a natureza biodiversidade? Como pensar e praticar eficazmente a prote&ccedil;&atilde;o    da natureza a partir de atividades humanas em <i>rela&ccedil;&atilde;o</i> com    a natureza, n&atilde;o <i>contrapostas</i> a ela? O autor pressup&otilde;e ent&atilde;o    um universalismo relativo suscet&iacute;vel de possibilitar uma &eacute;tica    que reja os usos da natureza relacionados a valores que podem ser extensivos    a diferentes grupos sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora o discurso    da gest&atilde;o tivesse, em sua origem, uma orienta&ccedil;&atilde;o voltada    para a participa&ccedil;&atilde;o da comunidade, observa-se que a alian&ccedil;a    &eacute; feita com cientistas naturais, universidades e centros de pesquisa.    S&atilde;o estes os atores que estariam legitimando a categoria de reserva biol&oacute;gica,    pela relev&acirc;ncia da diversidade biol&oacute;gica local afirmada pelo conhecimento    cient&iacute;fico. Por&eacute;m, o pouco uso e a pouca visibilidade deste conhecimento    cient&iacute;fico obscurecem a identidade da &aacute;rea protegida, ou seja,    como um local de produ&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A fiscaliza&ccedil;&atilde;o    &eacute; o foco da atua&ccedil;&atilde;o do grupo gestor: os enfrentamentos    com ca&ccedil;adores (ver Wallace, 2010, tabela 1), palmiteiros e madeireiras,    a explora&ccedil;&atilde;o clandestina de areais, a instala&ccedil;&atilde;o    de lix&atilde;o em &aacute;rea pr&oacute;xima &agrave; reserva, a especula&ccedil;&atilde;o    imobili&aacute;ria, os complexos de turismo e lazer, a repress&atilde;o aos    banhistas que invadem a reserva em busca de cachoeiras, as ocupa&ccedil;&otilde;es    das &aacute;reas lim&iacute;trofes da reserva por estabelecimentos de lazer,    as moradias na &aacute;rea de mata ciliar, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O assassinato de    um morador local, um guarda florestal aposentado e diretor de uma ONG com ativa    participa&ccedil;&atilde;o na cria&ccedil;&atilde;o da reserva, e as amea&ccedil;as    de morte a funcion&aacute;rios do Ibama ocorridas em 2005 definiram, a meu ver,    uma tend&ecirc;ncia na orienta&ccedil;&atilde;o do modelo de gest&atilde;o implementada:    a repress&atilde;o &agrave;s atividades ilegais executadas por funcion&aacute;rios    do Ibama, pol&iacute;cias federal e militar. O limite desta tend&ecirc;ncia    pode ter sido a exonera&ccedil;&atilde;o do gestor da reserva biol&oacute;gica,    ap&oacute;s ser preso por porte ilegal de arma, em 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Lazer, desenvolvimento    e sustentabilidade</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As atividades de    lazer na regi&atilde;o da APA do Tingu&aacute;, entorno da reserva biol&oacute;gica,    se impuseram ao longo do tempo a partir de dois vetores: a) o lazer &eacute;    um elemento dos conflitos e dos interesses pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos    h&aacute; pelo menos 20 anos; b) o lazer &eacute; um modo como a popula&ccedil;&atilde;o    local e das adjac&ecirc;ncias da regi&atilde;o da periferia metropolitana disp&otilde;e    historicamente dos recursos da floresta no seu entorno para o desfrute de atividades    que promovem o afloramento do que Elias e Dunning (1992) chamaram de "emo&ccedil;&otilde;es    agrad&aacute;veis".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um debate apresentado    por John Terborgh e Carel van Schaik (2002) sobre as &aacute;reas protegidas,    protagonizado por representantes da ecologia da conserva&ccedil;&atilde;o, e    no qual o lazer &eacute; entendido como possibilidade de <i>bom uso</i> da natureza,    coloca em posi&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria conservacionistas e preservacionistas.    Por um lado, afirma-se que os conservacionistas advogam a prote&ccedil;&atilde;o    pensando no bom uso dos bens da natureza; por outro, preservar significa a ideia    de <i>wilderness</i>, que esteve na origem da cria&ccedil;&atilde;o dos parques    modernos, a est&eacute;tica da natureza intoc&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O conceito de sustentabilidade/uso    sustent&aacute;vel &eacute; um dos modos dos conservacionistas pensarem as rela&ccedil;&otilde;es    entre as popula&ccedil;&otilde;es locais e o uso de recursos naturais dispon&iacute;veis.    Neste caso, a prote&ccedil;&atilde;o da diversidade biol&oacute;gica est&aacute;    diretamente relacionada ao desenvolvimento econ&ocirc;mico e ao bom uso dos    recursos naturais. Na perspectiva preservacionista, a cr&iacute;tica ao conceito    de uso sustent&aacute;vel adv&eacute;m do entendimento da incompatibilidade    entre usos sociais e a urg&ecirc;ncia da prote&ccedil;&atilde;o dos processos    naturais amea&ccedil;ados em sua din&acirc;mica, em seus equil&iacute;brios    vitais. Esses processos naturais deveriam ent&atilde;o ser resguardados dos    longos e conflituosos processos sociais, por exemplo, de modelos de desenvolvimento    com padr&otilde;es devastadores para a prote&ccedil;&atilde;o da natureza. Existe    um argumento conservacionista, uma aposta, de que as &aacute;reas protegidas    e os parques podem adquirir um papel importante na constru&ccedil;&atilde;o    de um <i>novo valor</i> da natureza, pois as popula&ccedil;&otilde;es urbanas    buscam a natureza para pr&aacute;ticas de recrea&ccedil;&atilde;o, contempla&ccedil;&atilde;o    de paisagens, observa&ccedil;&atilde;o de vida silvestre, entre outras coisas.    Podemos admitir que o aumento da urbaniza&ccedil;&atilde;o tenha uma rela&ccedil;&atilde;o    direta com a conserva&ccedil;&atilde;o da natureza, na medida em que a necessidade    de fuga da metr&oacute;pole criasse as condi&ccedil;&otilde;es para que a natureza    ocupe um novo lugar num sistema de valores e o lazer seja um modo de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    deste valor. Para o conservacionismo, as &aacute;reas protegidas poderiam ter    sentido ao aliar as necessidades da preserva&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica,    na ideia de "ref&uacute;gio da natureza", &agrave;s necessidades de bem estar    social com a experi&ecirc;ncia da "fuga da metr&oacute;pole".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As linhas gerais    deste debate organizam os argumentos que apreendi de diferentes atores sociais,    donos de estabelecimentos de lazer, ONGs<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a>,    poder p&uacute;blico, gestores e educadores ambientais. Por meio de apropria&ccedil;&otilde;es    materiais e simb&oacute;licas, estes atores disputam o sentido do lazer na &aacute;rea    do entorno da unidade de preserva&ccedil;&atilde;o integral Rebio-Tingu&aacute;.    Entendo que o conceito de sustentabilidade &eacute; requisitado pela pr&aacute;tica    destes atores a partir da coexist&ecirc;ncia do valor econ&ocirc;mico da natureza    com valores ecol&oacute;gicos, recreativos, est&eacute;ticos e espirituais,    na medida em que outras fun&ccedil;&otilde;es associadas ao uso destes espa&ccedil;os    s&atilde;o acionadas, diferentemente do debate passado, em que o valor cient&iacute;fico    e a biodiversidade prevaleciam como argumento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A regi&atilde;o    do entorno da &aacute;rea protegida, o Tingu&aacute;, possui hoje um n&uacute;mero    significativo de s&iacute;tios, pousadas e fazendas funcionando como empreendimentos    de lazer.<a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a> Esta voca&ccedil;&atilde;o    est&aacute; ancorada em parte na decad&ecirc;ncia e na transforma&ccedil;&atilde;o,    ao longo de d&eacute;cadas, de antigas &aacute;reas de atividade agr&iacute;cola    e de cria&ccedil;&atilde;o de animais, bois e avicultura, em espa&ccedil;os    de lazer, recrea&ccedil;&atilde;o e turismo. O que se observa, de modo geral,    &eacute; a tend&ecirc;ncia para a forma&ccedil;&atilde;o de uma segmenta&ccedil;&atilde;o    dos empreendimentos de lazer para p&uacute;blicos com determinados perfis, como    ecoturismo e turismo de aventura, amantes da natureza, grupos profissionais    (sindicato), p&uacute;blico jovem, fam&iacute;lias e p&uacute;blico religioso    (evang&eacute;lico). A tend&ecirc;ncia &eacute; motivada tanto por quest&otilde;es    econ&ocirc;micas, a segmenta&ccedil;&atilde;o resolve o problema da diminui&ccedil;&atilde;o    do fluxo sazonal de frequentadores, quanto por orienta&ccedil;&otilde;es religiosas    dos donos da propriedade que compreendem as necessidades espec&iacute;ficas    deste p&uacute;blico, condi&ccedil;&otilde;es para a realiza&ccedil;&atilde;o    dos batismos, local para as ora&ccedil;&otilde;es, interdi&ccedil;&otilde;es    ao uso de bebidas alco&oacute;licas, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao lado do crescimento    destas atividades associadas a pr&aacute;ticas de lazer, outras iniciativas    est&atilde;o em curso, e acenam com a diversifica&ccedil;&atilde;o dos empreendimentos,    gerando a percep&ccedil;&atilde;o de um desenvolvimento local. Agregam-se a    este cen&aacute;rio, pol&iacute;ticas recentes de governos municipais para a    retomada da "quest&atilde;o agr&iacute;cola"<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a>    pelo fortalecimento da agricultura familiar, possibilitando a reintrodu&ccedil;&atilde;o    de um ator social - o pequeno agricultor - nas orienta&ccedil;&otilde;es de    desenvolvimento local e na interlocu&ccedil;&atilde;o com os interesses da conserva&ccedil;&atilde;o    da natureza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um cen&aacute;rio    de conflito &eacute; sugerido por Simmel (1983), como um elemento que produz    ou modifica grupos de interesses, uni&otilde;es e organiza&ccedil;&otilde;es.    As condi&ccedil;&otilde;es objetivas para o desenvolvimento de concorr&ecirc;ncias,    como uma modalidade de conflito entre os grupos de empreendimentos de lazer,    est&atilde;o postas nas diferentes disposi&ccedil;&otilde;es para atrair p&uacute;blicos    segmentados nas novas modalidades de empreendimentos e de projetos de desenvolvimento    local.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A atual disputa    pela recategoriza&ccedil;&atilde;o da Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;    para transform&aacute;-la em parque nacional e, portanto, ampliar o uso do espa&ccedil;o    da floresta para lazer dos visitantes (trilhas, caminhadas, cavalgadas, cachoeiras,    s&iacute;tios hist&oacute;ricos etc.), afasta a ideia de natureza como um valor    em si, de certa forma contido rigorosamente na categoria de reserva biol&oacute;gica,    e apela ao valor do "poder simb&oacute;lico" dos parques (BOURDIEU, 2000: 8).    Amplia-se, assim, a contradi&ccedil;&atilde;o entre os valores cient&iacute;ficos    que sustentam a prote&ccedil;&atilde;o da natureza e os valores de outros usos    sustent&aacute;veis. O lazer, como possibilidade de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    para um novo valor da natureza, estar&aacute; diretamente relacionado &agrave;    conserva&ccedil;&atilde;o como uma meta, uma "unidade supraindividual, objetiva    e social" (SIMMEL, 1983: 137), e n&atilde;o apenas &agrave; apropria&ccedil;&atilde;o    da natureza e sua transforma&ccedil;&atilde;o num "pitoresco parque" (SCHAMA,    1996: 513).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A recategoriza&ccedil;&atilde;o    pode ainda ser situada em rela&ccedil;&atilde;o a um dos mitos arc&aacute;dios    que sobreviveram na mem&oacute;ria moderna. O imagin&aacute;rio sobre dois tipos    de arc&aacute;dias - a id&iacute;lica e a agreste - que op&otilde;em o parque    (selvagem ou pastoril) ao gramado dom&eacute;stico (industrialmente organizado)    e a civilidade e harmonia ou integridade e indisciplina &eacute; uma quest&atilde;o    que persiste no centro dos debates travados nos movimentos ambientalistas, entre    as fac&ccedil;&otilde;es mais ou menos ardorosas dos defensores da natureza    (op.cit.: 520). Neste caso, parque, como s&iacute;mbolo da conserva&ccedil;&atilde;o,    mostra ser mais eficaz para sustentar os interesses econ&ocirc;micos e pol&iacute;ticos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>A frui&ccedil;&atilde;o    de "emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis": as experi&ecirc;ncias l&uacute;dicas,    terap&ecirc;uticas e religiosas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O lazer pode ser    considerado como parte de um "processo complexo que inventou o tempo livre nas    sociedades ocidentais" (CORBIN, 2001: 8-9). Um conjunto de valores &eacute;    tamb&eacute;m associado &agrave;s pr&aacute;ticas de lazer surgidas com as sociedades    industriais modernas. De forma geral, as pr&aacute;ticas podiam ser categorizadas    como "empobrecedoras" ou "enriquecedoras", uma tens&atilde;o entre a busca de    um "lazer racional" e do "divertimento sem finalidade moral", e tratavam, acima    de tudo, de vigiar, controlar, moralizar e promover as virtudes preventivas    e terap&ecirc;uticas do lazer. As a&ccedil;&otilde;es e os debates se estruturaram    de modos diferentes nos Estados Unidos e Europa, embora associados a uma rela&ccedil;&atilde;o    comum entre lazer e trabalho. Na tradi&ccedil;&atilde;o norte-americana, as    reflex&otilde;es sobre o lazer estavam estruturadas nas no&ccedil;&otilde;es    de <i>play</i> e <i>recreation</i>, e evocavam o aspecto l&uacute;dico do lazer    e a sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o sob a forma de divers&atilde;o, seu    poder educativo e de desenvolvimento de potencialidades dos indiv&iacute;duos.    Na tradi&ccedil;&atilde;o europeia, por sua vez, o lazer &eacute; a recria&ccedil;&atilde;o    da for&ccedil;a de trabalho por meio da organiza&ccedil;&atilde;o e do enquadramento    do lazer popular, de modo a regular comportamentos, o uso de bebidas, o problema    da ordem social e a generaliza&ccedil;&atilde;o da aquisi&ccedil;&atilde;o de    instru&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para Thomas (1989),    uma nova sensibilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s plantas, aos animais    e &agrave;s paisagens e a mudan&ccedil;a de valores associados ao mundo natural    criam disposi&ccedil;&otilde;es para o lazer no encontro com a natureza. As    elites e os pensadores desenvolvem uma afei&ccedil;&atilde;o real ou imagin&aacute;ria    pela vida no campo, ideias rom&acirc;nticas difundem o contato com a natureza,    o "amor pelas montanhas", a "paz e a solid&atilde;o das florestas" como forma    de redescobrir a pr&oacute;pria natureza e a natureza do mundo (SCHAMA, 1996:    520). O desenvolvimento da hist&oacute;ria natural aumenta o desejo de conhecer    as esp&eacute;cies naturais, e o crescimento da vida urbana constr&oacute;i    o car&aacute;ter l&uacute;dico com a natureza, o lazer das popula&ccedil;&otilde;es    nos parques, o escotismo e o campismo expressam uma nova rela&ccedil;&atilde;o    do lazer com a natureza.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando observamos    as tend&ecirc;ncias das pesquisas sobre lazer nas ci&ecirc;ncias sociais no    Brasil<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a>, percebemos que    os estudos s&atilde;o orientados por abordagens cl&aacute;ssicas, cujo quadro    explicativo op&otilde;e a rela&ccedil;&atilde;o entre as categorias "trabalho"    e "lazer". Este quadro de oposi&ccedil;&atilde;o &eacute; refutado por Elias    e Dunning (1992), que argumentam que os conceitos de lazer e trabalho foram    distorcidos por uma heran&ccedil;a de valor em que o trabalho aparece como um    dever moral, superior e como um fim em si mesmo, enquanto o lazer seria uma    forma de pregui&ccedil;a, uma indulg&ecirc;ncia, um prazer que nas sociedades    industriais teria uma avalia&ccedil;&atilde;o negativa na escala de valor nominal.    Ao descolar a polariza&ccedil;&atilde;o trabalho-lazer, fica como sugest&atilde;o    a ideia de que o lazer &eacute; um conceito que se refere a estruturas e fun&ccedil;&otilde;es    sociais pouco compreendidas do ponto de vista da an&aacute;lise sociol&oacute;gica,    portanto, pode ser abordado como uma esfera independente do trabalho. Um aspecto    central da teoria de Elias e Dunning (1992) &eacute; que o lazer permite o afloramento    de emo&ccedil;&otilde;es significativas para as formas de sociabilidade, pois    satisfaz a necessidade de experimentar em p&uacute;blico tens&otilde;es-excita&ccedil;&otilde;es,    sem preocupa&ccedil;&atilde;o com os controles e restri&ccedil;&otilde;es que    permeiam todas as esferas da vida p&uacute;blica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Das cinco esferas    diferentes de tempo livre definidas pelos autores<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a>,    as categorias "sociabilidade" e "atividades mim&eacute;ticas" pertencem &agrave;s    atividades de lazer observadas: banhos, visita&ccedil;&atilde;o a cachoeiras,    contempla&ccedil;&atilde;o da natureza, m&uacute;sica, churrasco, passeios a    cavalo, pescaria, futebol, <i>shows</i>, batismos, encontros com fun&ccedil;&otilde;es    terap&ecirc;uticas, namoros, amizades, idas a clubes e bares. Exercitando o    argumento de Elias e Dunning (1992), representaria o lazer, pensado a partir    do afloramento de "emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis", proporcionadas,    neste caso, por experi&ecirc;ncias l&uacute;dicas, terap&ecirc;uticas e religiosas    situadas nas categorias "sociabilidade" e "atividades mim&eacute;ticas", uma    expectativa na funcionalidade da conserva&ccedil;&atilde;o?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como vimos anteriormente,    no caso em quest&atilde;o existe uma tens&atilde;o na racionalidade dos atores    envolvidos no uso do lazer, sejam eles especialistas em conserva&ccedil;&atilde;o    (gestores, educadores ambientais, ONGs) ou empreendedores do lazer. Do ponto    de vista de atores especialistas da conserva&ccedil;&atilde;o, este tipo de    lazer deve, associado a uma sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, prover a aquisi&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos, a mudan&ccedil;a de atitudes e comportamentos em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; natureza, aumentar as intera&ccedil;&otilde;es entre especialistas    em conserva&ccedil;&atilde;o e o p&uacute;blico. A experi&ecirc;ncia do lazer    pode ser transformadora para o indiv&iacute;duo e para a vida social, na medida    em que forma valores que retornam &agrave; rotina cotidiana e propagam ideias    e pr&aacute;ticas do conceito de sustentabilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para al&eacute;m    das regulamenta&ccedil;&otilde;es e normatividades no contexto do lazer em &aacute;reas    de conserva&ccedil;&atilde;o, a experi&ecirc;ncia da frui&ccedil;&atilde;o de    "emo&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis" trabalha com um aspecto essencial:    os sentimentos espont&acirc;neos dos indiv&iacute;duos em suas aproxima&ccedil;&otilde;es    e afastamentos rec&iacute;procos e na gera&ccedil;&atilde;o de um tipo de excita&ccedil;&atilde;o    espont&acirc;nea, elementar, que procuramos de forma volunt&aacute;ria, e que    possui uma tens&atilde;o liberat&oacute;ria distinta da tens&atilde;o e excita&ccedil;&atilde;o    geradas pelas situa&ccedil;&otilde;es "s&eacute;rias" da vida p&uacute;blica    ou privada. O lazer, pensado a partir da ideia da frui&ccedil;&atilde;o de "emo&ccedil;&otilde;es    agrad&aacute;veis" de uma ocupa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-remunerada por livre    escolha, mas, antes de tudo, por ser uma ocupa&ccedil;&atilde;o agrad&aacute;vel    para si mesmo (ELIAS e DUNNING, 1992: 111), &eacute; uma forma de socializa&ccedil;&atilde;o    (SIMMEL,1983: 168) por meio da qual os indiv&iacute;duos atuam aumentando a    intera&ccedil;&atilde;o e "fazendo" mais sociedade. A rela&ccedil;&atilde;o    lazer e prote&ccedil;&atilde;o da natureza &eacute; uma aposta nos valores que    adv&ecirc;m desse "fazer" mais sociedade a partir do afloramento de "emo&ccedil;&otilde;es    agrad&aacute;veis". </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao longo deste    artigo, procurei mostrar que a quest&atilde;o das &aacute;reas protegidas e    as intera&ccedil;&otilde;es sociais constituem um problema sociol&oacute;gico    significativo, segundo Wright Mills (1965): o problema tem rela&ccedil;&atilde;o    com quest&otilde;es de relev&acirc;ncia p&uacute;blica. H&aacute; um entendimento    de que o modelo de prote&ccedil;&atilde;o da natureza proposto pela legisla&ccedil;&atilde;o    brasileira carece de conhecimentos sobre realidades espec&iacute;ficas das Unidades    de Conserva&ccedil;&atilde;o criadas a partir das regras do Sistema Nacional    de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (SNUC). A descri&ccedil;&atilde;o e    a an&aacute;lise de processos sociais que constitu&iacute;ram as condi&ccedil;&otilde;es    para a cria&ccedil;&atilde;o de uma reserva biol&oacute;gica, uma &aacute;rea    de prote&ccedil;&atilde;o integral com maior restri&ccedil;&atilde;o ao uso,    as intera&ccedil;&otilde;es entre diferentes atores sociais, os conflitos e    as coopera&ccedil;&otilde;es motivadas ou n&atilde;o pelo problema da conserva&ccedil;&atilde;o    da natureza permitem ampliar a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    sociais associadas &agrave;s &aacute;reas protegidas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A regi&atilde;o    florestada, localizada por este estudo, tem seu significado associado &agrave;    oferta de um bem natural - a &aacute;gua - como um atrativo central para o lazer    da popula&ccedil;&atilde;o da periferia metropolitana do Rio de Janeiro e arredores.    O recorte do lazer &eacute; feito por reconhecer a quest&atilde;o como uma din&acirc;mica    expressiva de sociabilidade local, seja na mobiliza&ccedil;&atilde;o de interesses    econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos, conservacionistas, seja na aposta de forma&ccedil;&atilde;o    de sensibilidades a partir do que foi denominado como o afloramento de "emo&ccedil;&otilde;es    agrad&aacute;veis".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Apoio</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Faperj/ Pibic-Cnpq.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias    bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ACSELRAD, H.(org.).    <b>Conflitos ambientais no Brasil.</b> Rio de Janeiro: Relume-Dumar&aacute;,    2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1414-753X201100020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ACSELRAD, H.; HERCULANO,    S. e P&Aacute;DUA, J. <b>A justi&ccedil;a ambiental e cidadania.</b> Rio de    Janeiro: Relume-Dumar&aacute;, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1414-753X201100020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BECK, U. <b>Risk    society. Towards a new modernity</b>. London: Sage Publications, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1414-753X201100020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOURDIEU, P. <b>O    poder simb&oacute;lico.</b> 3ª edi&ccedil;&atilde;o. Bertrand Brasil: Rio de    Janeiro, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1414-753X201100020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CARNEIRO, E. J.    <b>O GT de conflitos ambientais da ANPOCS (2004-2008): um balan&ccedil;o cr&iacute;tico</b>.    33&#186; Encontro Anual da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Ci&ecirc;ncias Sociais (ANPOCS), Caxambu, MG, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1414-753X201100020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CAVALCANTE, M.    S. C. <b>&Aacute;reas com necessidades de prote&ccedil;&atilde;o ambiental,    na reserva biol&oacute;gica do Tingu&aacute; e sua borda (RJ), definidas por    geoprocessamento.</b> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Geologia, mimeo,    Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro: Serop&eacute;dica, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1414-753X201100020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CATTON, W. e DUNLOP,    R. Environmental sociology: a new paradigm. <b>The American Sociologist,</b>    v.13, n.1, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1414-753X201100020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CORBIN, A. <b>Hist&oacute;ria    dos tempos livres. O advento do lazer.</b> Editoria Teorema: Lisboa, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1414-753X201100020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COSTA FERREIRA,    L. Id&eacute;ias para uma sociologia da quest&atilde;o ambiental - teoria social,    sociologia ambiental e interdisciplinaridade. <b>Desenvolvimento e Ambiente,</b>    n.10, Editora UFPR, 2004, pp.77-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1414-753X201100020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CUST&Oacute;DIO,    I. <b>A Hist&oacute;ria da Paisagem da Regi&atilde;o de Tingu&aacute; e Arredores    da Ba&iacute;a da Guanabara, Rio de Janeiro, RJ.</b> Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado em Bot&acirc;nica. Escola Nacional de Bot&acirc;nica Tropical. Instituto    de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1414-753X201100020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">DESCOLA, P. Postface.    Les coulisses de la nature. <b>Gouverner La Nature.</b> Cahiers d'antropologie    sociale. &Eacute;ditions de L'Herne: Paris, 2007, pp:123-127</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1414-753X201100020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">. 'A qui appartient    la nature'. <b>Laviedesid&eacute;es.</b> Fr. 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.laviedesidees.fr" target="_blank">http://www.laviedesidees.fr</a>.    Acesso em: 21/08/2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1414-753X201100020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ELIAS, N. e DUNNING,    E. <b>A busca da excita&ccedil;&atilde;o.</b> Difel: Lisboa, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1414-753X201100020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">FERREIRA, F. J.    S. e MARTINS, A. L. L. Lazer e Preserva&ccedil;&atilde;o na Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o    Rebio-Tingu&aacute;: Po&ccedil;os, Cachoeiras e Piscinas. XIX Jornada de Inicia&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Anais CD-ROM,    Rio de Janeiro, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1414-753X201100020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOMES, C. M. <b>Dumazedier    e os estudos do lazer no Brasil: breve trajet&oacute;ria hist&oacute;rica</b>.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ufsj.edu.br" target="_blank">http://<u>www.ufsj.edu.br</u></a>.    Acesso em: 05/06/2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1414-753X201100020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HANNIGAN, J. <b>Environmental    sociology - a social constructionist perspective</b>. Routledge: London and    New York, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1414-753X201100020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Instituto Brasileiro    de Estat&iacute;stica e Geografia</b> - Censo IBGE 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1414-753X201100020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MARCELINO, W. <b>Conflitos    socioambientais na Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;: o caso de Duarte    da Silveira.</b> Monografia em Geografia . Instituto de Geoci&ecirc;ncias IGEO/UFRJ:    Petr&oacute;polis, RJ, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1414-753X201100020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MELO, V. A. e GOMES,    L. C. 'Lazer no Brasil: trajet&oacute;ria de estudos, possibilidades de pesquisa'.    <b>Movimento</b>, v.9, n.1, 2003, pp:23-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1414-753X201100020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MILLS, W. <b>A    imagina&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica</b>. Zahar Editores: Rio de Janeiro,    1965.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1414-753X201100020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O'CONNOR, J. Desarrollo    desigual y combinado y crises ecol&oacute;gica. <b>Ambiente e Sociedade</b>,    vol. VI n.2, Annablume Ed.: S&atilde;o Paulo, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1414-753X201100020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">PAIGE W.; JAMES    I. e DAN B. Parks and Peoples: the social impact of protected areas. <b>Annual    Review of Anthropology,</b> 2006, 35: pp: 251-77 . Acesso by UFRJ on 03/12/10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1414-753X201100020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Plano de manejo    reserva biol&oacute;gica de Tingu&aacute;</b>. Bourscheid S. A. Engenharia e    Meio Ambiente, Porto Alegre, RS, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1414-753X201100020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SAMPAIO, G. B.    <b>O ambientalismo em Nova Igua&ccedil;u: pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e    movimentos sociais</b>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Psicossociologia    de Comunidades e Ecologia Social, mimeo, EICOS/UFRJ. Rio de Janeiro, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1414-753X201100020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SCHAMA, S. <b>Paisagem    e Mem&oacute;ria.</b> Companhia das Letras: S&atilde;o Paulo, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1414-753X201100020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SIMMEL, G. A natureza    sociol&oacute;gica do conflito. In Moraes Filho (org) <b>Sociologia.</b> &Aacute;tica:    S&atilde;o Paulo, 1983, pp: 122-134</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1414-753X201100020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SPAARGAREN, G.    e MOL, A. Environment, modernity and risk society. <b>International Sociology,</b>    v.8, n.4, 1993, pp: 431-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1414-753X201100020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SOUZA, J. C. de.    <b>Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;, RJ - Discutindo o processo de    cogest&atilde;o a partir de uma iniciativa local.</b> Rio de Janeiro: Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado. Escola Nacional de Ci&ecirc;ncias Estat&iacute;sticas / Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica, Rio de Janeiro, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1414-753X201100020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TERBORGH, J. e    SCHAIK, C. van. Por que o mundo necessita de parques. In John Terborgh <b>et    al</b>. (org.). <b>Tornando os parques eficientes. Estrat&eacute;gias para a    conserva&ccedil;&atilde;o da natureza nos tr&oacute;picos.</b> Funda&ccedil;&atilde;o    O Botic&aacute;rio: Curitiba, 2002, pp:25-36</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1414-753X201100020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">THOMAS, K. <b>O    homem e o mundo natural.</b> Editora Schwarcz: S&atilde;o Paulo, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1414-753X201100020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VIANNA, L. P. <b>De    invis&iacute;veis a protagonistas: popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e unidades    de conserva&ccedil;&atilde;o.</b> Annablume/Fapesp: S&atilde;o Paulo, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1414-753X201100020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">WIESE, L. Von.    Os Processos de intera&ccedil;&atilde;o social. IN Cardoso, F.H. e Ianni O.    (orgs.) <b>Homem e sociedade</b>. 13ª edi&ccedil;&atilde;o. Companhia Editora    Nacional: S&atilde;o Paulo, 1983, pp: 217-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1414-753X201100020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YEARLEY, S. <b>Sociology,    environmentalism and globalization</b>. Sage: London, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1414-753X201100020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Notas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1"><sup>1</sup></a>    Existem 105.000 &aacute;reas protegidas no mundo, o que representa 12% a 16%    do planeta, e 4,3% de &aacute;reas protegidas que imp&otilde;em restri&ccedil;&otilde;es    ao uso e ocupa&ccedil;&atilde;o. Paige West; James Igoe; Dan Brockington. <b>Parks    and Peoples: the social impact of protected &aacute;reas.</b> Annual Review    of Anthropology 2006.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back2"></a><a href="#top2"><sup>2</sup></a>    Na d&eacute;cada de 1930, o Brasil criou suas primeiras &aacute;reas protegidas.    Na d&eacute;cada de 40, surgiram quatro unidades, n&uacute;mero que dobrou nos    anos 50. Da d&eacute;cada de 70 para a d&eacute;cada de 80, mais que triplicou    o n&uacute;mero de decretos de cria&ccedil;&atilde;o de unidades de conserva&ccedil;&atilde;o:    nos anos 80, temos a cria&ccedil;&atilde;o de 136 novas &aacute;reas protegidas,    em compara&ccedil;&atilde;o com 38 novas unidades da d&eacute;cada de 70. A    parti dos anos 80, constata-se que a quantidade de &aacute;reas protegidas apresenta    um aumento gradual, visto que entre 1990 e 1999 s&atilde;o criadas mais 202    &aacute;reas naturais protegidas. E, finalmente, entre 2000 e abril de 2010    foram criadas mais 270 unidades de conserva&ccedil;&atilde;o perfazendo um total    de 692 unidades. Estes dados s&atilde;o oriundos do banco de dados do Cadastro    Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel no site    do Minist&eacute;rio do Meio Ambiente (&lt;<a href="http://www.mma.gov.br" target="_blank">www.mma.gov.br</a>&gt;)    e correspondem a decretos de cria&ccedil;&atilde;o das unidades segundo as duas    categorias de manejo do Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o    (2000), unidades de prote&ccedil;&atilde;o integral e unidades de uso sustent&aacute;vel.    Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.mma.gov.br" target="_blank">www.mma.gov.br</a>&gt;,    acesso em 06/04/2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back3"></a><a href="#top3"><sup>3</sup></a>    Dados sobre a evolu&ccedil;&atilde;o de grupos de trabalhos de dois dos principais    f&oacute;runs acad&ecirc;micos da sociologia no Brasil, a Associa&ccedil;&atilde;o    Nacional de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais (ANPOCS)    e Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS). Os dados foram verificados a partir    de 2000.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back4"></a><a href="#top4"><sup>4</sup></a>    Foi consultado o trabalho<b><i>"</i></b>O GT de conflitos ambientais da ANPOCS    (2004-2008): um balan&ccedil;o cr&iacute;tico", Caxambu (MG), 2009, de Eder    Jurandir Carneiro, cujas fontes s&atilde;o as comunica&ccedil;&otilde;es dos    grupos de trabalho do congresso e a plataforma Lattes, CNPQ.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back5"></a><a href="#top5"><sup>5</sup></a>    A regi&atilde;o Sudeste &eacute; composta pelos seguintes estados: Rio de Janeiro,    S&atilde;o Paulo, Minas Gerais e Esp&iacute;rito Santo. A regi&atilde;o se define    pelos elevados padr&otilde;es de urbaniza&ccedil;&atilde;o, industrializa&ccedil;&atilde;o    e com amea&ccedil;as a biomas, em particular, o bioma Mata Atl&acirc;ntica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back6"></a><a href="#top6"><sup>6</sup></a>    Capital de min&eacute;rio e siderurgia; hidroeletricidade, monoculturas, celulose,    pecu&aacute;ria, madeireira, irriga&ccedil;&atilde;o, turismo, biotecnologia,    imobili&aacute;rio, ind&uacute;stria qu&iacute;mica, petr&oacute;leo (CARNEIRO,    2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back7"></a><a href="#top7"><sup>7</sup></a>    Estes grupos s&atilde;o definidos como popula&ccedil;&otilde;es ribeirinhas,    extrativistas, caatingueiros, geraizeiros, pescadores, ind&iacute;genas, quilombolas,    vazanteiros, quebradeiras de coco, camponeses, cai&ccedil;aras (CARNEIRO, 2009).    A categoria 'popula&ccedil;&otilde;es tradicionais' &eacute; objeto de muita    controv&eacute;rsia. Para maiores defini&ccedil;&otilde;es ver Lucila Pinsard    Vianna, <b>De invis&iacute;veis a protagonistas: popula&ccedil;&otilde;es tradicionais    e unidades de conserva&ccedil;&atilde;o.</b> Annablume/Fapesp: S&atilde;o Paulo,    2008. H&aacute; o Decreto 6040 de fevereiro de 2007 que institui a EPol&iacute;tica    Nacional de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel de Povos e Comunidades Tradicionais    (PNPCT) que cria defini&ccedil;&otilde;es para a categoria "popula&ccedil;&otilde;es    tradicionais".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back8"></a><a href="#top8"><sup>8</sup></a>    O autor cita o <b><i>Poder Simb&oacute;lico</i></b> de Pierre Bourdieu (2000)    e os livros <b><i>Conflitos Ambientais no Brasil</i></b>,organizado por Henri    Acselrad de 2004 (com cita&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria nos trabalhos    do artigo "As pr&aacute;ticas sociais e o campo dos conflitos ambientais") e    o livro <b><i>Justi&ccedil;a Ambiental e Cidadania</i></b> organizado por H.    Acselrad, Selene Herculano e Jos&eacute; Augusto P&aacute;dua, 2004.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back9"></a><a href="#top9"><sup>9</sup></a>    No caso dos estudos brasileiros, este paradigma, est&aacute; representado na    teoria social contempor&acirc;nea da seguinte modo: a) moderniza&ccedil;&atilde;o    reflexiva - teoria do risco em Beck (1992), moderniza&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica    em Spaargaren e Mol (1993) e perspectivas construcionistas em Yearley (1996)    e Hannigan,(2000); b) materialismo durkheiminiano (realismo) em Catton e Dunlap    (1998); e c) materialismo marxista em O'Connor (2003) e Costa Ferreira (2004).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back10"></a><a href="#top10"><sup>10</sup></a>    Verifiquei os grupos de trabalho (GTs) da SBS do per&iacute;odo de 1999 a 2007.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back11"></a><a href="#top11"><sup>11</sup></a>    A Reserva Biol&oacute;gica &eacute; uma categoria de unidade de prote&ccedil;&atilde;o    integral do Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (SNUC).    Suas finalidades s&atilde;o a prote&ccedil;&atilde;o da biodiversidade e a pesquisa    cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back12"></a><a href="#top12"><sup>12</sup></a>    A regi&atilde;o do Tingu&aacute;, situada em Nova Igua&ccedil;u, Baixada Fluminense,    comp&otilde;e uma das nove &Aacute;reas de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental    (APA) que constituem o entorno da Reserva Biol&oacute;gica do Tingu&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back13"></a><a href="#top13"><sup>13</sup></a>    Os "caminhos novos" eram as novas aberturas entre Rio de Janeiro atrav&eacute;s    da Baixada Fluminense e a regi&atilde;o das Gerais abertos no s&eacute;culo    XVIII para o transporte de ouro, tropas e tropeiros, viajantes. Isabel Cust&oacute;dio.    <b><i>A Hist&oacute;ria da Paisagem da Regi&atilde;o de Tingu&aacute; e Arredores    da Ba&iacute;a da Guanabara</i></b>, Disserta&ccedil;&atilde;o em Bot&acirc;nica,    Instituto de Pesquisas Jardim Bot&acirc;nico do Rio de Janeiro. Escola Nacional    de Bot&acirc;nica Tropical. Rio de Janeiro, RJ, ,mimeo, 2007.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back14"></a><a href="#top14"><sup>14</sup></a>    A Estrada Real do Com&eacute;rcio, de grande import&acirc;ncia econ&ocirc;mica    e social, foi idealizada a partir de 1811 e &eacute; considerada a primeira    estrada brasileira aberta para escoar o caf&eacute; da produ&ccedil;&atilde;o    cafeeira do Maci&ccedil;o do Tingu&aacute; e vizinhan&ccedil;as (CUST&Oacute;DIO,    2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back15"></a><a href="#top15"><sup>15</sup></a>    A esta&ccedil;&atilde;o de trem marca um momento de decad&ecirc;ncia econ&ocirc;mica    da regi&atilde;o com o abandono de um dos portos mais importantes da Prov&iacute;ncia,    Porto da Estrela. A ferrovia inaugurada em 1858 pelo Imperador D. Pedro II &eacute;    o novo caminho para circula&ccedil;&atilde;o de mercadorias (CUST&Oacute;DIO,    2007).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back16"></a><a href="#top16"><sup>16</sup></a>    As nascentes desses mananciais, oriundas das antigas Fazendas da Concei&ccedil;&atilde;o,    Tabuleiro e Provedor, bem conservadas, motivaram o primeiro ato de prote&ccedil;&atilde;o    das florestas. Foi D. Pedro II quem declarou o ato em 1871 tornando Floresta    Protetora todas as &aacute;reas ocupadas pelas referidas fazendas. <b><i>Plano    de manejo reserva biol&oacute;gica de Tingu&aacute;</i></b>. Bourscheid S. A.    Engenharia e Meio Ambiente, Porto Alegre, RS, 2006.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back17"></a><a href="#top17"><sup>17</sup></a>    Conforme definido pelo antigo C&oacute;digo Florestal de 1934, Florestas Protetoras    eram "&aacute;reas extensas n&atilde;o habitadas, de dif&iacute;cil acesso e    em estado natural, das quais ainda s&atilde;o necess&aacute;rios conhecimentos    e tecnologia para o uso". <b><i>Plano de manejo reserva biol&oacute;gica de    Tingu&aacute;</i></b>. Bourscheid S. A. Engenharia e Meio Ambiente, Porto Alegre,    RS, 2006.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back18"></a><a href="#top18"><sup>18</sup></a>    "&Aacute;reas com necessidades de prote&ccedil;&atilde;o ambiental, na reserva    biol&oacute;gica do Tingu&aacute; e sua borda (RJ), definidas por geoprocessamento".    Maria Sandra Gomes Cavalcante. Serop&eacute;dica. UFRRJ, 2001, mimeo. Disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back19"></a><a href="#top19"><sup>19</sup></a>    O Sistema Nacional de Unidades de Conserva&ccedil;&atilde;o (SNUC) foi institu&iacute;do    em 18 de julho de 2000 com a san&ccedil;&atilde;o da Lei n&#186; 9.985 com o    objetivo de estabelecer crit&eacute;rios e normas para cria&ccedil;&atilde;o,    implanta&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das unidades de conserva&ccedil;&atilde;o    (Ucs). Ele &eacute; constitu&iacute;do pelo conjunto das Ucs federais, estaduais    e municipais que, por sua vez, s&atilde;o divididas em duas categorias de manejo:    Unidade de Prote&ccedil;&atilde;o Integral e Unidade de Uso Sustent&aacute;vel.    <br>   <a name="back20"></a><a href="#top20"><sup>20</sup></a> A Baixada Fluminense    abrange 13 munic&iacute;pios e tem popula&ccedil;&atilde;o estimada de 2.797,452    habitantes. (Fontes: Instituto Brasileiro de Estat&iacute;stica e Geografia    - Censo IBGE 2010).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back21"></a><a href="#top21"><sup>21</sup></a>    As posi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio est&atilde;o no depoimento gravado    do ent&atilde;o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em 4/6/2010. No final    de 2009, foi divulgada a proposta que envolveu interesses do poder pol&iacute;tico    local, a Comiss&atilde;o de Meio Ambiente da C&acirc;mara Municipal de Nova    Igua&ccedil;u, de empres&aacute;rios do setor de turismo e lazer e ONGs (SAMPAIO,    2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back22"></a><a href="#top22"><sup>22</sup></a>    O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) era uma autarquia    federal do governo brasileiro criada em 1967, vinculada ao Minist&eacute;rio    da Agricultura e respons&aacute;vel pelos assuntos relativos &agrave;s florestas    e afins . Foi extinta em 1989 para dar lugar ao Instituto Brasileiro do Meio    Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis (Ibama).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back23"></a><a href="#top23"><sup>23</sup></a>    <b>Jornal &Uacute;ltima Hora</b> 26/7/1988; 8/11/1988; 15/11/1988; <b>O Dia</b>    2/2/1992;2 9/07/1990 ; 21/06/1992; <b>O Globo</b> 2/2/1992;19/4/1992.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back24"></a><a href="#top24"><sup>24</sup></a>    Os conflitos resultaram em atos d<sup>e</sup> viol&ecirc;ncia, como o assassinato    do ativista ambiental e morador local, Dion&iacute;sio J&uacute;lio Ribeiro    Filho, atribu&iacute;do a um morador envolvido com atividades de ca&ccedil;a,    em 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back25"></a><a href="#top25"><sup>25</sup></a>    O ICM-Bio, criado em 2007, &eacute; uma autarquia vinculada ao Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente respons&aacute;vel pela gest&atilde;o das unidades de conserva&ccedil;&atilde;o    nacionais substituindo a compet&ecirc;ncia legal anterior do Ibama, cuja fun&ccedil;&atilde;o    atual &eacute; o licenciamento ambiental.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back26"></a><a href="#top26"><sup>26</sup></a>    No per&iacute;odo de 1998-2005 foram expedidas 43 autoriza&ccedil;&otilde;es    de pesquisa para a Rebio-Tingu&aacute; pelo Ibama. As principais institui&ccedil;&otilde;es    envolvidas empesquisas de m&eacute;dio e longo prazo s&atilde;o: o Instituto    de Pesquisa Jardim Bot&acirc;nico, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro,    a Funda&ccedil;&atilde;o Padre Leonel Franca, o Instituto Oswaldo Cruz e a Universidade    Federal do Rio de Janeiro. Fonte: <b>Plano de manejo reserva biol&oacute;gica    de Tingu&aacute;</b>. Bourscheid S. A. Engenharia e Meio Ambiente,Porto Alegre,    RS, 2006.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back27"></a><a href="#top27"><sup>27</sup></a>    A reserva &eacute; uma unidade de conserva&ccedil;&atilde;o federal (ICM-Bio),    a capta&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no interior da reserva &eacute; atributo    de um &oacute;rg&atilde;o estadual Companhia Estadual de &Aacute;guas e Esgotos    (CEDAE) e as &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o ambiental( APAs), no entorno    da reserva onde vive a popula&ccedil;&atilde;o local, s&atilde;o de jurisdi&ccedil;&atilde;o    municipal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back28"></a><a href="#top28"><sup>28</sup></a>    Segundo dados do Censo Demogr&aacute;fico do IBGE-Unidades Regionais de Governo/    Tabula&ccedil;&atilde;o Especial Observat&oacute;rio das Metr&oacute;polis 2000,    o entorno da Unidade de Conserva&ccedil;&atilde;o tem uma popula&ccedil;&atilde;o    de 13.328 habitantes sendo que na &aacute;rea recortada para estudo, a regi&atilde;o    do Tingu&aacute;, a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; de 3.803 com 1629 domic&iacute;lios.    (SAMPAIO, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back29"></a><a href="#top29"><sup>29</sup></a>    Um decreto presidencial de 1967 introduz a proibi&ccedil;&atilde;o da ca&ccedil;a    no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back30"></a><a href="#top30"><sup>30</sup></a>    Cerca de 13 ONGs atuam na regi&atilde;o do Tingu&aacute;. De uma maneira geral,    elas s&atilde;o classificadas como ONGs de "milit&acirc;ncia" e ONGs de "projetos",    estas com perfil mais pragm&aacute;tico e propostas de desenvolvimento de projetos    locais atrav&eacute;s de financiamentos. (SAMPAIO, 2008)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back31"></a><a href="#top31"><sup>31</sup></a>    Atualmente, a regi&atilde;o de Tingu&aacute; tem 52 s&iacute;tios e fazendas,    funcionando como empreendimentos de lazer (FERREIRA e MARTINS, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back32"></a><a href="#top32"><sup>32</sup></a>    Em 2009 foi criado o Movimento de Agricultura na Baixada que re&uacute;ne os    munic&iacute;pios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mag&eacute;, Mesquita,    Nil&oacute;polis, Nova Igua&ccedil;u, Paracambi, Queimados, S&atilde;o Jo&atilde;o    de Meriti e Serop&eacute;dica. (Fonte: Blog da Secretaria de Meio Ambiente,    Agricultura e Abastecimento de Duque de Caxias, RJ, &lt;<a href="http://caxiasmaisverde.blogspot.com/2009" target="_blank">http://caxiasmaisverde.blogspot.com/2009</a>&gt;,    acesso em 06/04/2010).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back33"></a><a href="#top33"><sup>33</sup></a>    Os estudos precursores sobre lazer no Brasil datam do final dos anos de 1950    (Cristina Mendes Gomes, Dumazedier e os estudos do lazer no Brasil: breve trajet&oacute;ria    hist&oacute;rica. <a href="http://www.ufsj.edu.br" target="_blank">www.ufsj.edu.br</a>).    Um significativo balan&ccedil;o dos estudos encontra-se em Melo e Gomes (2003).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back34"></a><a href="#top34"><sup>34</sup></a>    As outras esferas seriam: trabalho privado e administra&ccedil;&atilde;o familiar,    repouso e provimento das necessidades biol&oacute;gicas (ELIAS e DUNNING, 1992:    108-109).</font></p>      ]]></body><back>
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