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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Complicações psiquiátricas do uso crônico do álcool: síndrome de abstinência e outras doenças psiquiátricas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Alcohol withdrawal syndrome is an acute condition secondary to total or partial reduction of alcohol consumption, characterized by self limited signs and symptoms and different degrees of severity. It can be complicated by several clinical and/or other psychiatric related problems. The objective of this article is to review the most important psychiatric complications to alcohol withdrawal syndrome as well as other psychiatric disorders associated with alcohol dependence as Wernicke Korsakoff and Marchiava Bignami syndromes. We aim to promote early diagnosis and treatment of these conditions, minimizing morbidity and mortality associated with them.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndrome de abstinência a substâncias]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="Verdana"><B><a name="tx"></a>Complicações psiquiátricas    do uso crônico do álcool: síndrome de abstinência e outras doenças psiquiátricas</B></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Cláudia Maciel<SUP>I</SUP>; Florence Kerr-Corrêa<SUP>II</SUP>    </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</SUP>Instituto de Educação Continuada    da PUC Minas e FATEC – Minas Gerais    <br>   <SUP>II</SUP>Faculdade de Medicina de Botucatu, Unesp</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"><b>RESUMO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A síndrome de abstinência alcoólica é um quadro    agudo, caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas autolimitados, com    gravidade variada, secundário à interrupção total ou parcial do consumo de álcool,    podendo ser associado a inúmeros problemas clínicos e/ou outros transtornos    psiquiátricos. O objetivo deste artigo é rever as principais complicações psiquiátricas    secundárias à síndrome de abstinência alcoólica, como convulsões e delirium    tremens, bem como algumas outras condições psiquiátricas associadas à dependência    de álcool, como as síndromes de Wernicke Korsakoff e de Marchiava Bignami.    <br>   Pretende-se, com isso, auxiliar no diagnóstico precoce e tratamento adequado,    minimizando assim a morbidade e a mortalidade associadas a tais complicações.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Descritores: </b>Síndrome de abstinência a    substâncias. Síndrome de Korsakoff. Convulsões. Delirium tremens.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdução </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA) é responsável    por um aumento significativo na morbidade e mortalidade associadas ao consumo    de álcool e é um dos critérios diagnósticos da síndrome de dependência de álcool.    Caracteriza-se por sinais e sintomas decorrentes de uma interrupção total ou    parcial de consumo de bebidas alcoólicas em dependentes que apresentam um consumo    prévio significativo. Esses sinais e sintomas não são específicos somente da    síndrome de abstinência alcoólica, podendo estar presentes em outras síndromes    de abstinência (por benzodiazepínicos, por exemplo). São, ainda, insidiosos    e pouco específicos, o que torna seu reconhecimento e avaliação processos complexos;    variam quanto à intensidade e gravidade, podendo aparecer, como dito, após uma    redução parcial ou total da dose usualmente utilizada. Os sinais e sintomas    mais comuns da SAA são, entre outros, agitação, ansiedade, alterações de humor    (disforia), tremores, náuseas, vômitos, taquicardia e hipertensão arterial.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo tem por objetivo descrever as principais    complicações secundárias à SAA, bem com o seu tratamento. Algumas delas são    bastante comuns (convulsões e alucinações); outras, mais graves e menos comuns    (delirium tremens). Além disso, esse artigo descreve e propõe o tratamento de    outras complicações associadas à dependência de álcool, como a síndrome de Wernicke    Korsakoff e a de Marchiava Bignami.<SUP>12</SUP></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Convulsões</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quadros convulsivos secundários ao abuso/dependência    de álcool não são raros, bem como não é incomum a piora do controle de convulsões    em pacientes com história prévia de convulsões (idiopáticas ou não)<SUP>10</SUP>.    As convulsões secundárias a quadros de abstinência alcoólica são, geralmente,    do tipo tônico-clônicas (ou "grande mal"), únicas, e incidem nas primeiras    48 horas (com pico entre 13 e 24 horas) após a suspensão ou redução do consumo    de álcool. Entretanto, sintomas focais podem aparecer em cerca de 5% dos quadros    convulsivos secundários à abstinência alcoólica. Quase sempre, o aparecimento    de convulsões está associado a quadros mais graves de abstinência alcoólica    e grande parte dos pacientes que não são tratados adequadamente evolui para    <I>delirium tremens</I>.<SUP>7,18</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Há indicação para avaliação de imagem de quadros    de convulsão secundária à abstinência alcoólica (tomografia computadorizada,    por exemplo), para que se detectem doenças comórbidas – hemorragia subdural    crônica e traumatismos cranianos, por exemplo. Cerca de 4% das tomografias realizadas    em pacientes com quadro convulsivo secundário à abstinência alcoólica evidenciam    lesões estruturais. A tomografia computadorizada é também indicada em casos    de convulsões outras, que não do tipo grande mal, em pacientes abstinentes,    devido à maior prevalência de co-ocorrência de lesões nesse grupo.<SUP>16</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A chance de ocorrência de outra crise convulsiva,    em seis meses, é de 41%, e essa prevalência aumenta com o passar do tempo, chegando    a 55%, em três anos.<SUP>11,16</SUP> Novos episódios de crises convulsivas poderiam    desencadear quadros de alterações secundárias na excitabilidade cerebral <I>(kindling)</I>    que parecem ser somatórios, ou seja, a cada nova crise convulsiva, o quadro    se agrava. Define-se o <I>kindling</I> como um fenômeno em que um estímulo elétrico    ou químico, fraco, que normalmente não causaria resposta comportamental importante,    quando administrado várias vezes, desencadeia o processo. O <I>kindling</I>    pode resultar de alterações em neurotransmissores cerebrais (GABA e NMDA, principalmente)    que, conseqüentemente, aumentam a excitabilidade cerebral, predispondo ao risco    de novas crises convulsivas, quadros ansiosos e aumento da neurotoxicidade.<SUP>1    </SUP>Se alterações estruturais não são identificadas no paciente com crise    convulsiva secundária à abstinência alcoólica, se ele não tem história prévia    de crises convulsivas e nem usou anticonvulsivantes previamente, os anticonvulsivantes    não parecem ser indicados, podendo, em alguns casos, precipitar a ocorrência    de convulsões por abstinência (dos anticonvulsivantes, inclusive).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento de escolha é o controle da crise    convulsiva por meio de infusão de benzodiazepínicos e tratamento específico    para controle da dependência de álcool<SUP>11</SUP>. Deve-se administrar, no    máximo, 10 mg de diazepam durante quatro minutos, sem diluição, e a administração    de benzodiazepínicos por via intravenosa requer técnica específica e retaguarda    para manejo de eventual parada respiratória.<SUP>12</SUP> O uso crônico de anticonvulsivantes    (fenitoína e fenobarbital, dentre outros) tem uma ação limitada na prevenção    de quadros convulsivos decorrentes de abstinência alcoólica, uma vez que o problema    central do paciente é o uso do álcool e, na imensa maioria dos casos em que    há manutenção do consumo de álcool (portanto, risco de novas crises convulsivas),    a não-adesão ao tratamento medicamentoso é quase uma regra, podendo essa ação,    por si só, precipitar uma nova crise convulsiva. Entretanto, em pacientes com    uso prévio de anticonvulsivantes, a medicação deve ser mantida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prevenção mais efetiva, nesse grupo de pacientes,    é, sem dúvida, o tratamento para suspensão do consumo de álcool e indica-se,    quando necessário, o uso de benzodiazepínicos de ação longa (diazepam, por exemplo)    na dose de 10 a 20 mg, ou uso de lorazepam, em dose equivalente, em paciente    hepatopata ou senil.<SUP>1,12</SUP> Não se justifica a introdução de anticonvulsivantes    nessa população, nem para o tratamento da crise convulsiva nem para a prevenção    de novas crises. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estado de mal epiléptico é um quadro grave,    com alta taxa de mortalidade (cerca de 10%) e não é raro entre pacientes com    síndrome de abstinência alcoólica. Um estudo realizado em 1980 demonstrou que    21% dos pacientes em estado de mal do tipo tônico-clônico estavam em abstinência    alcoólica. O tratamento desse quadro deve ser instituído o mais brevemente possível,    em unidades de atendimento de urgências clínicas. <SUP>7,12 </SUP></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><I><b>Delirium tremens</b></I><b> (DT)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O delirium é uma causa comum de comportamento    alterado em pessoas com alguma doença física que não foi diagnosticada nem tratada    de forma adequada. Vários termos ao longo dos anos foram usados para descrever    essa síndrome, incluindo estados confusionais agudos, síndrome cerebral aguda,    psicossíndrome cerebral aguda e reação orgânica aguda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O DT é um quadro específico de delirium, relacionado    à abstinência do álcool. Quadros de delirium usualmente apresentam sintomas    flutuantes, com piora significativa à noite. São comuns alterações cognitivas,    da memória e da atenção e desorientação temporo-espacial. A atenção diminuída    e distúrbios do pensamento resultam em fala incoerente. Parentes e outros informantes    podem relatar um rápido e drástico declínio no funcionamento pré-mórbido de    um paciente, o que o diferencia dos que apresentam quadros demenciais. São comuns    alterações senso-perceptivas (alucinações e ilusões), sendo as alucinações visuais    bastante comuns. Delírios também são freqüentes, em geral persecutórios e relacionados    à desorientação temporo-espacial. Alterações do humor são usuais e variam desde    intensa apatia até quadros de ansiedade intensa; a presença de alterações no    ciclo sono-vigília é constante. Infelizmente, como dito, muitos casos não são    adequadamente detectados e, portanto, não são tratados.<SUP>3</SUP></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nem toda abstinência é um DT. Na verdade, o DT    é uma condição pouco freqüente entre os dependentes de álcool, ocorrendo em    menos de 5% da população em abstinência. No entanto, ele é responsável por grande    morbidade e mortalidade associadas à SAA, já que quadros de DT não são, como    se disse, adequadamente diagnosticados. O DT, habitualmente, inicia-se até 72    horas (embora possa começar depois de até sete dias) após a abstinência e compreende    sinais e sintomas variados, como confusão mental, alucinações, tremores, febre    (com ou sem sinais de infecção) e hiper-responsividade autonômica, com hipertensão,    taquicardia e sudorese. Deve-se suspeitar de DT em todos os casos de agitação    em um paciente com SAA cuja pressão arterial esteja acima de 140/90mm Hg, a    freqüência cardíaca seja maior que 100 bpm e a temperatura superior a 37ºC.    Taxas de mortalidade são elevadas, variando de 5% a 15% dos pacientes com essa    condição. Poucos estudos, no entanto, definem adequadamente quadros de DT levando    em consideração comorbidades clínicas/psiquiátricas, traumas, etc. A causa mais    freqüente de morte é falência cárdio-respiratória. A fisiopatologia dos quadros    de DT continua pouco compreendida. As mudanças fisiológicas resultantes do DT    decorreriam de interações de neurorreceptores (principalmente sistemas gabaérgico    e catecolaminérgico), bem como de alterações iônicas (potássio e magnésio, principalmente).<SUP>5,8</SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tratamento dessa condição é feito, usualmente,    com benzodiazepínicos, visando diminuir a hiperatividade autonômica e o risco    de agitação psicomotora. Dá-se preferência ao diazepam em dose mais elevada    que as usualmente utilizadas (60 mg/dia) ou lorazepam (12 mg), se o paciente    for hepatopata ou senil. Eventualmente, a associação de neurolépticos, em doses    baixas, pode ser indicada (haloperidol 5 mg/dia). No caso de ocorrer distonia    induzida por neurolépticos (particularmente se forem administrados por via parenteral),    ela pode ser controlada com o uso de anticolinérgicos (biperideno 2 mg).<SUP>5,12</SUP></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Síndrome de Wernicke Korsakoff (SWK)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SWK é uma complicação potencialmente fatal    associada à deficiência de vitamina B1 ou tiamina. Foi descrita como duas entidades    distintas – encefalopatia de Wernicke e psicose de Korsakoff.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A síndrome é composta por uma tríade de anormalidades    clínicas descritas por Wernicke – oftalmoplegia, ataxia e confusão mental. Esses    seriam os pilares no diagnóstico da síndrome; porém, a presença de todos esses    sintomas não é necessária para o diagnóstico de SWK, sendo mais rotineiramente    encontrados sinais isolados (de oftalmoplegia e/ou desorientação e/ou estupor    e/ou coma). Os movimentos oculares podem consistir em nistagmo horizontal e    vertical, fraqueza ou paralisia do músculo reto lateral e do olhar conjugado.    Em casos avançados, pode-se encontrar oftalmoplegia completa. A confusão mental    é caracterizada por diminuição do estado de alerta e atenção e alteração senso-perceptual    e da memória. Quadros de confabulação são comuns nesse grupo de pacientes. Algumas    vezes há progressão para coma.<SUP>14 </SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As necessidades diárias de tiamina são estimadas    em 1,0 a 1,5 mg/dia em pacientes normais. A tiamina é um importante co-fator    da enzima piruvato desidrogenase e alfa-cetoglutarato desidrogenase, envolvida    no metabolismo de carboidratos e da transcetolase, uma enzima importante da    via das pentoses. A tiamina está naturalmente presente em cereais e muitas farinhas.    No entanto, o processamento desses grãos resulta em perda de grande parte dessa    vitamina. Vários países (EUA, Inglaterra, Canadá e Dinamarca) enriquecem as    farinhas com tiamina; com essa medida, a deficiência de tiamina ficou restrita    a alguns grupos de pacientes. A SWK é uma síndrome comumente associada à dependência    de álcool e, em alguns casos, a alguns tipos de câncer, hiperemese gravídica,    obstrução de intestino delgado, anorexia nervosa e gastroplastia. O consumo    crônico de álcool está relacionado à baixa absorção de tiamina pelas células    intestinais, bem como à menor fosforilação da mesma, em sua forma ativa, e diminuição    do estoque hepático de tiamina. Esses fatores, associados à menor ingestão de    alimentos contendo tiamina, podem ser em uma das causas da baixa concentração    de tiamina nos dependentes de álcool.<SUP>9 </SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vários mecanismos têm sido implicados na patogênese    dessa síndrome, mas ainda não são totalmente compreendidos. Uma das explicações    são as perdas neuronais e os mecanismos para essa morte cerebral incluem deficiência    energética cerebral, excitoxicidade mediada pelo glutamato, acidose láctica    focal e alteração da barreira hematoencefálica. A acidose láctica focal pode    ser um dos mecanismos que levam a uma deficiência de tiamina cerebral (reduzindo    a permeabilidade à tiamina no cérebro). A explicação mais plausível para esse    fenômeno parece ser uma diminuição da oxidação do piruvato, resultante da diminuição    da atividade das desidrogenases dependentes de tiamina. Com o acúmulo de lactato    nos neurônios, há uma alteração de pH (acidose), gerando morte celular. A intensa    formação de radicais livres também está associada a quadros de SWK. A administração    crônica de álcool em ratos, com subseqüente SAA, causa um aumento na formação    de radicais livres em várias regiões cerebrais, bem como aumento da molécula    de óxido nítrico pela metabolização do etanol.<SUP>6 </SUP></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em animais nos quais a deficiência de tiamina    foi induzida experimentalmente, a microdiálise demonstrou aumento significativo    de glutamato extracelular, seletivo para o tálamo posterior ventral. Essas mudanças    são reversíveis com administração de tiamina no córtex e na ponte cerebral,    mas não no tálamo. Nas regiões onde há esse excesso da atividade glutamatérgica,    pode haver uma neurodegeneração excitotóxica. Não obstante, evidências diretas    são necessárias para apoiar uma relação entre deficiência de tiamina e mudanças    no receptor de NMDA.<SUP>6,19</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As características anátomo-patológicas variam    de acordo com o estágio e a gravidade da patologia. Pacientes em fase aguda    podem ter alterações em corpos mamilares, hipotálamo e região periventricular    do tálamo (acima do aqueduto). Os corpos mamilares, especialmente os núcleos    mediais, são as estruturas mais amiúde afetadas e estão acometidos em quase    todos os casos. Exames histopatológicos, em casos agudos, demonstram edema,    necrose, desmielinização, discreta perda neuronal, degeneração esponjosa e aumento    de vasos sangüíneos como resultante da hiperplasia; quando há hemorragia petequial,    eritrócitos e hemossiderina estão presentes, bem como macrófagos. Nos casos    crônicos, há perda neuronal mais marcante e gliose.<SUP>2</SUP> O diagnóstico    é clínico, sendo a ressonância nuclear magnética um exame complementar útil    na detecção dessas lesões cerebrais, enquanto a tomografia cerebral é, em muitos    casos, ineficaz. A SWK é mais uma das complicações da dependência de álcool    freqüentemente subdiagnosticada.<SUP>3,8 </SUP></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O tratamento dessa condição ainda não está adequadamente    estabelecido no que tange à via e à dose de tiamina necessária, tanto para a    prevenção quanto para o tratamento, não sendo do conhecimento das autoras deste    artigo nenhum estudo bem conduzido; a maioria das recomendações de suplementação    vitamínica é de base empírica.<SUP>8</SUP> A dose de tiamina preconizada pelo    consenso sobre a síndrome de abstinência do álcool foi de doses acima de 300    mg de tiamina por dia, por via intramuscular, por um período de 7 a 15 dias.    O uso por via oral não está indicado para prevenção de Síndrome de Wernicke    Korsakoff, pois a absorção de tiamina pode estar prejudicada em função do consumo    de álcool e, com isso, haver uma diminuição da sua eficácia. Na Inglaterra,    após a suspensão do uso de vitaminas do complexo B de alta potência (250 mg    de tiamina em cada ampola), houve um aumento dos casos de "psicose alcoólica"    e os autores sugerem que o aumento da ocorrência desses quadros seja secundária    à suplementação vitamínica em baixas doses.<SUP>17 </SUP></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Síndrome de Marchiava Bignami </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Também denominada "degeneração primária    do corpo caloso", a Síndrome de Marchiava Bignami é uma doença mais comumente    definida pelos aspectos patológicos que pelos clínicos. A principal alteração    é encontrada na porção medial do corpo caloso onde, ao exame de olho nu, vê-se    uma diminuição da densidade do tecido, com leve depressão avermelhada ou amarelada,    dependendo do tempo da lesão. Do ponto de vista microscópico, observam-se, claramente,    zonas de desmielinização com abundância de macrófagos, embora não haja alterações    inflamatórias. Menos consistentes, lesões de natureza similar são encontradas    na porção central das comissuras anterior e posterior e ponte. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É uma doença rara, que afeta pessoas mais idosas    e, com poucas exceções, todos os pacientes acometidos são dependentes de álcool.    Alguns apresentam, no estágio terminal, quadros de estupor e coma, e outros,    sintomas compatíveis com quadro de intoxicação crônica e síndrome de abstinência.    Em alguns casos, descreveram-se quadros de demência progressiva, com sintomas    como disartria, movimentos vagarosos e instáveis, incontinência esfincteriana    transitória, hemiparesia e afasia. O diagnóstico dessa patologia raramente é    feito durante a vida mas, via de regra, na necropsia, por meio de exame anátomo-patológico.    A ocorrência, em paciente dependente de álcool, de sintomas semelhantes à síndrome    do lobo frontal, à doença de Alzheimer ou, ainda, de sintomas semelhantes a    quadros de tumor na região frontal, mas que remitam espontaneamente, sugere    síndrome de Marchiava Bignami, e exames de imagem auxiliarão no diagnóstico.    A etiologia e a patologia desse quadro não foram bem esclarecidas até o momento.<SUP>20</SUP>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusão</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de, acima, terem sido abordadas complicações    graves da dependência de álcool que surgem independentemente do nível de consumo,    todos os dependentes precisam e devem ter acesso a tratamento em qualquer fase    de sua doença, bem como seus familiares. O artigo expõe as bases para o reconhecimento    dessas complicações e propõe algumas intervenções para o tratamento, minimizando    a morbidade e a mortalidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Existem intervenções eficazes e algumas intervenções    propostas – como o uso de tiamina na prevenção de Síndrome de Wernicke Korsakoff    –, que ainda carecem de maiores pesquisas para estabelecimento de dose, via    de administração e tempo de uso. Outras, no entanto, estão bem estabelecidas    – como o uso de benzodiazepínicos visando impedir a progressão da SAA para quadros    mais graves, tais como o DT. Esse uso deve ser instituído o mais precocemente    possível em um paciente com história de SAA grave no passado, em que se propõe    abstinência, ou quando este se encontra em abstinência há menos de três dias    e apresenta um quadro sintomatológico importante que justifique o emprego dessa    medicação. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O envolvimento da família no tratamento do paciente    é fundamental, pois propicia uma maior adesão do mesmo ao tratamento, bem como    melhor qualidade de vida aos integrantes do núcleo familiar. Quando não é possível    o tratamento ambulatorial ou quando a gravidade do quadro se impõe, a hospitalização    pode ser necessária para assegurar a abstinência. Todas essas medidas podem    e devem ser implementadas e integradas nos sistemas de saúde público e privado    e, para que isso ocorra de maneira apropriada, mais profissionais devem ser    adequadamente treinados para realizá-las. </font></p>     ]]></body>
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Int J Neuroradiology 1996;2:216-30.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1516-4446200400050001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>Brown TM, Boyle MF. ABC of psychological medicine:    Delirium. BMJ 2002;325:644-7.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S1516-4446200400050001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>3. Brown LM, Rowe AE, Ryle PR, Majumdar SK,    Jones D, Thomson AD, et al. Effi&shy; cacy of vitamin supplementation in chronic    alcoholics undergoing detoxification. Alcohol and Alcoholism 1983;18:157-66.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1516-4446200400050001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>4. Burin MRMJ, Cook CCH. Alcohol Withdrawal    And Hypokalaemia: A Case Report. Alcohol and Alcoholism 2000;(35)2:188-9. </I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S1516-4446200400050001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>5. 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Prevalence of Wernicke-Korsakoff syndrome in Australia:    has thiamine fortification made a difference?. MJA 1998;168:542-5.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000063&pid=S1516-4446200400050001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>8. Hauser AW. Epidemiology of alcohol use    and of Epilepsy: the magnitude of the problem. In: Porter RJ, Mattson RH, Cramer    JA, Diamond I, Schoenberg DG, editors. 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Laranjeira R, Nicastri S, Jerônimo C,    Marques AC, Gigliotti A, Campana A, et al. Consenso sobre a Síndrome de Abstinência    do Álcool (SAA) e o seu tratamento. Rev Bras Psiquiatr 2000;1.</I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1516-4446200400050001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>11. Leong DK, Butterworth RF. Neuronal cell    death in Wernicke’s encephalopathy: pathophysiologic mechanisms and implications    for PET imaging. 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Alcohol    Health &amp; Research World 1998;22(1):61-6. </I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1516-4446200400050001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>17. Tsai G, Gastfriend DR, Coyle JT. The Glutamatergic    Basis of Human Alcoholism. Am J Psych 1995;152(3):332-40. </I></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S1516-4446200400050001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><I>18. Victor M. The Effects of Alcohol on the    Nervous System. In: Mello NK, Mendelson JH, editors. 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