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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transtornos invasivos do desenvolvimento não-autísticos: síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância e transtornos invasivos do desenvolvimento sem outra especificação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Non-autistic pervasive developmental disorders: Rett syndrome, disintegrative disorder and pervasive developmental disorder not otherwise specified]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The category "Pervasive Developmental Disorders" includes autistic disorder, Asperger's syndrome, Rett's syndrome, childhood disintegrative disorder, and a residual category, named pervasive developmental disorder not otherwise specified. In this review, Rett's syndrome and childhood disintegrative disorder, which are well-defined categories, will be discussed, as well as the not well defined categories that have been included in the Pervasive Developmental Disorder Not Otherwise Specified group. Different proposals of categorization have been created, some of which based on descriptive phenomenological approach, and others based upon other theoretical perspectives, such as neuropsychology. Current proposals are presented and discussed, followed by critical appraisals on the clinical advantages and disadvantages of these concepts.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><FONT size="4" face="verdana"> <B><a name="tx"></a>Transtornos invasivos do    desenvolvimento n&atilde;o-aut&iacute;sticos: s&iacute;ndrome de Rett, transtorno    desintegrativo da inf&acirc;ncia e transtornos invasivos do desenvolvimento    sem outra especifica&ccedil;&atilde;o</B></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B> Marcos T Mercadante<SUP>I</SUP>;    Rutger J Van der Gaag<SUP>II</SUP>; Jose S Schwartzman<sup>I</sup></B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><SUP>I</SUP>Programa de Dist&uacute;rbios do    Desenvolvimento, Universidade Presbiteriana Mackenzie, S&atilde;o Paulo (SP),    Brasil<SUP>    <br>   II</SUP>Centro Acad&ecirc;mico de Psiquiatria Infantil e da Adolesc&ecirc;ncia,    Centro M&eacute;dico Universit&aacute;rio St. Radboud Nijmegen, Nijmegen, Holanda</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="VERDANA"> <B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A categoria "transtorno invasivos do desenvolvimento"    inclui o autismo, a s&iacute;ndrome de Asperger, a s&iacute;ndrome de Rett,    o transtorno desintegrativo da inf&acirc;ncia e uma categoria residual denominada    transtornos invasivos do desenvolvimento sem outra especifica&ccedil;&atilde;o.    Nesta revis&atilde;o, a s&iacute;ndrome de Rett e o transtorno desintegrativo    da inf&acirc;ncia, que s&atilde;o categorias bem definidas, ser&atilde;o discutidas,    assim como as categorias n&atilde;o t&atilde;o bem definidas que foram inclu&iacute;das    no grupo transtornos invasivos do desenvolvimento sem outra especifica&ccedil;&atilde;o.    Diferentes propostas de categoriza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m sido feitas, algumas    baseadas em abordagem fenomenol&oacute;gica descritiva, outras baseadas em outras    perspectivas te&oacute;ricas, tais como a neuropsicologia. As propostas atuais    s&atilde;o apresentadas e discutidas, seguidas por avalia&ccedil;&otilde;es    cr&iacute;ticas sobre as vantagens e desvantagens desses conceitos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Descritores:</B> Psiquiatria infantil; Transtornos    invasivos do desenvolvimento infantil; S&iacute;ndrome de Rett; Transtorno desintegrativo    da inf&acirc;ncia; Diagn&oacute;stico cl&iacute;nico</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Introdu&ccedil;&atilde;o </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Defini&ccedil;&atilde;o de transtorno invasivo    do desenvolvimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conceito atual de transtorno invasivo do desenvolvimento    (TID) surgiu no final dos anos 60, derivado especialmente dos trabalhos de M.    Rutter, I. Kolvin e D. Cohen. A mudan&ccedil;a do t&iacute;tulo <I>Journal of    Autism and Childhood Schizophrenia </I>para <I>Journal of Autism and Development    Disorders </I>ao final dos anos 70, bem como a publica&ccedil;&atilde;o do DSM-III,    poderiam ser considerados marcos fundamentais desse conceito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s relatos de casos espor&aacute;dicos,    tais como o do menino selvagem de Aveyron, o termo psicose infantil foi introduzido    no come&ccedil;o do s&eacute;culo XX, quando Heller descreveu uma apresenta&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica que se conhece atualmente como transtorno desintegrativo. Apesar    disso, a categoria, como um todo, somente ganhou relev&acirc;ncia nos anos 50,    com a descri&ccedil;&atilde;o do autismo por Leo Kanner. At&eacute; a CID-9,    o autismo e a psicose desintegrativa eram classificados como psicoses infantis.    A recente nosografia baseada na fenomenologia descritiva come&ccedil;ou a ser    aplicada a partir do DSM-III e CID-10. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O fen&oacute;tipo proposto para o TID inclui    manifesta&ccedil;&otilde;es em tr&ecirc;s dom&iacute;nios: social, da comunica&ccedil;&atilde;o    e do comportamento. A intera&ccedil;&atilde;o social est&aacute; qualitativamente    prejudicada, bem como as habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o. O padr&atilde;o    de comportamento e os interesses s&atilde;o limitados, tendendo a ser repetitivos    e estereotipados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, os pesquisadores est&atilde;o tentando    olhar al&eacute;m do simples comportamento observ&aacute;vel, por meio da busca    de endofen&oacute;tipos, i.e. fen&oacute;tipos internos constitu&iacute;dos    por medidas bioqu&iacute;micas, neurofisiol&oacute;gicas, neuroanat&ocirc;micas    e neuropsicol&oacute;gicas.<SUP>1</SUP> No campo da pesquisa do TID, alguns    endofen&oacute;tipos t&ecirc;m sido estudados, tais como os modelos da Teoria    da Mente, o desempenho de coer&ecirc;ncia central, a fun&ccedil;&atilde;o executiva,    as estrat&eacute;gias de varredura visual, entre outros. Esses endofen&oacute;tipos    podem ser mais facilmente relacionados aos neurocircuitos e a suas fun&ccedil;&otilde;es.    Al&eacute;m disso, eles t&ecirc;m permitido estudos de genes candidatos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; verdade que o progresso na &aacute;rea    tem se apoiado principalmente no desenvolvimento da neuroci&ecirc;ncia; no entanto,    a proposta de novos modelos de compreens&atilde;o, tais como o conceito de transtornos    do espectro do autismo (TEA), foi tamb&eacute;m extremamente importante. Para    entender melhor o TEA, seria importante termos melhores defini&ccedil;&otilde;es    de todas as categorias de TID. Hoje em dia, os prot&oacute;tipos de TID, transtorno    autista (TA) e s&iacute;ndrome de Asperger s&atilde;o bem conhecidos e duas    categorias que n&atilde;o se assemelham ao autismo, a s&iacute;ndrome de Rett    e o transtorno desintegrativo, tamb&eacute;m est&atilde;o bem caracterizadas.    A categoria residual &eacute; denominada TID-SOE (transtorno invasivo de desenvolvimento    - sem outra especifica&ccedil;&atilde;o) e n&atilde;o possui crit&eacute;rios    espec&iacute;ficos. A classifica&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as que n&atilde;o    se encaixam em nenhum outro TID deve ser colocada nesta condi&ccedil;&atilde;o.<SUP>2</SUP>    Neste artigo, discutimos as duas categorias n&atilde;o-autistas e apresentamos    as v&aacute;rias categorias nosogr&aacute;ficas que t&ecirc;m sido propostas    para subdividir o TID-SOE. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Categorias nosogr&aacute;ficas </B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>1. S&iacute;ndrome de Rett</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse transtorno foi identificado em 1966 por    Andr&eacute;as Rett,<SUP>3</SUP> mas somente ap&oacute;s o trabalho de Hagberg    et al.<SUP>4</SUP> tornou-se mais conhecido. Nesse mesmo trabalho foi proposto    o ep&ocirc;nimo s&iacute;ndrome de Rett (SR). A descri&ccedil;&atilde;o original    de Rett enfatizava a deteriora&ccedil;&atilde;o neuromotora, predomin&acirc;ncia    em mulheres, sinais e sintomas particulares, a presen&ccedil;a de hiperamonemia,    tendo sido denominada "Atrofia Cerebral Associada &agrave; Hiperamonemia".    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se, hoje em dia, que a hiperamonemia n&atilde;o    &eacute; um achado necess&aacute;rio nem usual. A preval&ecirc;ncia estimada    de SR varia entre 1:10.000 e 1:15.000 em meninas.<SUP>4</SUP> O diagn&oacute;stico    cl&iacute;nico baseia-se nos crit&eacute;rios propostos pelo <I>Rett Syndrome    Diagnostic Criteria Work Group</I><SUP>5 </SUP>ou pelos que foram definidos    pelo DSM-IV-R. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1) Condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SR pode ser dividida em quatro etapas. A primeira    etapa, denominada <I>estagna&ccedil;&atilde;o precoce</I>, come&ccedil;a entre    os 6 e os 18 meses e caracteriza-se pela estagna&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento,    desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento do per&iacute;metro cef&aacute;lico    e tend&ecirc;ncia ao isolamento social. Esse est&aacute;gio dura alguns meses.    A segunda etapa, denominada <I>rapidamente destrutiva</I>, come&ccedil;a entre    o primeiro e o terceiro ano de vida e dura de semanas a meses. Nessa fase, uma    clara regress&atilde;o psicomotora &eacute; observada, da mesma forma como choro    imotivado, irritabilidade, perda da fala adquirida, comportamento autista e    movimentos estereotipados das m&atilde;os, com a perda de sua fun&ccedil;&atilde;o    pr&aacute;xica. Irregularidades respirat&oacute;rias (apn&eacute;ia durante    per&iacute;odo de vig&iacute;lia e epis&oacute;dios de hiperventila&ccedil;&atilde;o,    entre outras) e epilepsia podem estar presentes. A etapa subseq&uuml;ente, denominada    <I>pseudo-estacion&aacute;ria</I>, ocorre entre os dois e dez anos de idade    e caracteriza-se por uma certa melhora em alguns dos sinais e sintomas, particularmente    no que diz respeito ao contato social. Do ponto de vista motor, ataxia e apraxia,    espasticidade, escoliose e bruxismo est&atilde;o presentes. Epis&oacute;dios    de perda de f&ocirc;lego, aerofagia, expuls&atilde;o for&ccedil;ada de ar e    saliva ocorrem muito freq&uuml;entemente. A quarta etapa, a da <I>deteriora&ccedil;&atilde;o    motora tardia</I>, come&ccedil;a ao redor dos dez anos e se caracteriza por    uma lenta progress&atilde;o de preju&iacute;zos motores, pela ocorr&ecirc;ncia    de escoliose e desvio cognitivo grave. Coreo-atetose, distonia e dist&uacute;rbios    dos neur&ocirc;nios motores perif&eacute;ricos podem ocorrer. Meninas capazes    de caminhar independentemente apresentar&atilde;o piora das dificuldades de    marcha e geralmente necessitar&atilde;o de uma cadeira de rodas.<SUP>6</SUP>    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ainda que os crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos    aceitos hoje em dia sugiram que as crian&ccedil;as com SR apresentam um desenvolvimento    normal durante os primeiros anos de vida, evid&ecirc;ncias atuais sugerem que    existem sinais sutis de alguma anormalidade j&aacute; em uma idade bem precoce,    incluindo retardo motor discreto, presen&ccedil;a de hipotonia muscular e outras    altera&ccedil;&otilde;es motoras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Preju&iacute;zos graves da fala s&atilde;o a    regra. De fato, a maioria dessas crian&ccedil;as n&atilde;o falam; ainda que    algumas delas adquiram alguma fala, perdem essa habilidade na fase de regress&atilde;o.    Poucas meninas s&atilde;o capazes de falar, de forma que essa forma de SR foi    denominada <I>SR com fala preservada.</I><SUP>7</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A ocorr&ecirc;ncia de epilepsia &eacute; freq&uuml;ente    e pode se apresentar sob v&aacute;rios tipos de convuls&atilde;o, que podem    ser bem resistentes &agrave; medica&ccedil;&atilde;o. O eletroencefalograma    apresenta registros normais nas fases iniciais da enfermidade, mas se torna    mais lentificado &agrave; medida que a condi&ccedil;&atilde;o progride. Podem    aparecer ondas agudas nas regi&otilde;es centro-parietais. Mais adiante, na    fase 3, descargas em esp&iacute;cula-onda podem ocorrer e s&atilde;o mais facilmente    observ&aacute;veis no registro durante o sono. Na etapa 4, pode haver uma melhora    no eletroencefalograma, com uma redu&ccedil;&atilde;o dos elementos epiletiformes.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sobrevida na SR pode ser reduzida e a morte    ocorre, em geral, como resultado de causas infecciosas e complica&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias, possivelmente relacionadas &agrave; escoliose grave ou    durante o sono (morte s&uacute;bita). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 2) Gen&eacute;tica </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos casos de SR &eacute; isolada e    espor&aacute;dica, com rara ocorr&ecirc;ncia na fam&iacute;lia. No passado,    o transtorno era considerado como uma doen&ccedil;a dominante ligada ao cromossomo    X, letal para os homens, sendo exclusivamente observada entre mulheres. Mais    recentemente, poucos casos entre homens foram relatados, ainda que com sinais    at&iacute;picos e parciais da s&iacute;ndrome.<SUP>7</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1998,<SUP>8</SUP> foi descrito um caso de    um menino com dois anos e nove meses que tinha um fen&oacute;tipo t&iacute;pico    de SR e um cari&oacute;tipo XXY. Essa associa&ccedil;&atilde;o de SR com a s&iacute;ndrome    de Klinefelter tem uma ocorr&ecirc;ncia de provavelmente um a cada 10/15 milh&otilde;es    de nascimentos. Esse menino, como se confirmou afinal,<SUP>9</SUP> apresentou    uma das poss&iacute;veis muta&ccedil;&otilde;es encontradas no gene da SR. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 1999,<SUP>10 </SUP>as muta&ccedil;&otilde;es    do gene <I>MECP2</I> foram descritas em pacientes com SR. Estudos mais recentes    indicam que cerca de 75% a 80% dos pacientes com a forma cl&aacute;ssica de    SR cont&ecirc;m muta&ccedil;&otilde;es nesse gene.<SUP>7</SUP> O gene codifica    a prote&iacute;na <I>MECP2,</I> que opera como um repressor global da transcri&ccedil;&atilde;o.    Essa prote&iacute;na atua em diferentes sites e as diferentes muta&ccedil;&otilde;es    j&aacute; identificadas poderiam ser respons&aacute;veis pelos v&aacute;rios    padr&otilde;es fenot&iacute;picos que t&ecirc;m sido observados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabemos, hoje, que os homens podem ser afetados    por essa condi&ccedil;&atilde;o em algumas circunst&acirc;ncias: meninos que    possuem comorbidade com a s&iacute;ndrome de Klinefelter,<SUP>9</SUP> meninos    que apresentam uma grave encefalopatia e em irm&atilde;os de meninas afetadas    que nasceram com preju&iacute;zos neurol&oacute;gicos graves, tendo geralmente    morte precoce.<SUP>7</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3) Patologia </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Mesmo com a identifica&ccedil;&atilde;o do o    gene, os mecanismos envolvidos na SR ainda s&atilde;o desconhecidos. Redu&ccedil;&otilde;es    significativas no lobo frontal, no n&uacute;cleo caudato e no mesenc&eacute;falo    t&ecirc;m sido descritas e h&aacute; algumas evid&ecirc;ncias de que poderia    haver uma defici&ecirc;ncia p&oacute;s-natal no desenvolvimento sin&aacute;ptico.<SUP>11</SUP>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4) Modelo animal </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; existe um modelo animal da SR, um camundongo    transg&ecirc;nico com uma muta&ccedil;&atilde;o truncada no gene <I>MECP2.</I><SUP>12</SUP>    Esses animais n&atilde;o apresentam nenhuma anormalidade at&eacute; a sexta    semana, quando eles passam a apresentar resposta alterada ao teste da suspens&atilde;o    pela cauda. Depois de oito meses, algumas altera&ccedil;&otilde;es na pele aparecem,    assim como manifesta&ccedil;&otilde;es convulsivas. Um aumento da acetila&ccedil;&atilde;o    de histonas foi observado nesses animais, um fato que compromete a arquitetura    da cromatina em certas regi&otilde;es cerebrais, especialmente no c&oacute;rtex    e no cerebelo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>2. Transtorno desintegrativo da inf&acirc;ncia</B>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O transtorno desintegrativo da inf&acirc;ncia    (TDI) possui um hist&oacute;rico mais longo do que o autismo. Foi inicialmente    descrito por Heller, em 1908. Heller relatou seis casos de crian&ccedil;as jovens    que, ap&oacute;s um desenvolvimento aparentemente normal nos primeiros tr&ecirc;s    a quatro anos de vida, apresentaram uma perda muito grave das habilidades sociais    e comunicativas. Heller denominou a condi&ccedil;&atilde;o "<I>dementia    infantilis</I>". Essa defini&ccedil;&atilde;o &eacute; insatisfat&oacute;ria:    primeiro, porque a condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; compar&aacute;vel    &agrave; dem&ecirc;ncia, no sentido de que as caracter&iacute;sticas de perda    de mem&oacute;ria e de habilidades executivas n&atilde;o s&atilde;o proeminentes;    e, em segundo lugar, porque nenhuma causa org&acirc;nica da trajet&oacute;ria    do preju&iacute;zo pode ser encontrada.<SUP>13</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No DSM-III, a s&iacute;ndrome de Heller foi,    pela primeira vez, introduzida em um sistema de classifica&ccedil;&atilde;o    psiqui&aacute;trica. Foi inclu&iacute;da    sob a categoria abrangente de TID, pois a perda das habilidades sociais e comunicativas    era muito proeminente.<SUP>14</SUP> No entanto, o TDI n&atilde;o &eacute; caracterizado    em seu curso pela deteriora&ccedil;&atilde;o continuada nem por nenhum progresso.    Em outras palavras, ap&oacute;s a regress&atilde;o dram&aacute;tica no in&iacute;cio,    chega-se a um <I>status quo</I>, mas um tremendo impacto no desenvolvimento    pode ser observado durante toda a vida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TDI &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o extremamente    rara. Fombonne revisou 32 pesquisas epidemiol&oacute;gicas sobre autismo e TDI.<SUP>15</SUP>    O TDI foi mencionado somente em quatro estudos. A preval&ecirc;ncia da estimativa    total nesses estudos foi de 1,7 por 100.000 (Intervalo de Confian&ccedil;a 95%:    0,6-3,8 por 100.000). Os diagn&oacute;sticos diferenciais incluem os transtornos    metab&oacute;licos (e.g. mucopolisacaroidose San Filippo) e condi&ccedil;&otilde;es    neurol&oacute;gicas (e.g. encefalite por v&iacute;rus lento<SUP>16</SUP> ou    epilepsia), ainda que, no &uacute;ltimo caso, a linguagem seja muito mais afetada    do que nos relatos de casos de TDI. Deve tamb&eacute;m ser diferenciado do autismo    em que se observa um desenvolvimento pr&oacute;ximo do normal nos primeiros    um ou dois anos em at&eacute; 30% de todos os casos.<SUP>17</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A etiologia ainda &eacute; desconhecida. Portanto,    &eacute; poss&iacute;vel que o TDI esteja fadado a desaparecer como categoria    quando os instrumentos diagn&oacute;sticos tornarem poss&iacute;vel determinar    as causas gen&eacute;ticas, metab&oacute;licas ou infecciosas envolvidas nesses    casos ainda inexplicados. Um relato de caso aponta para um poss&iacute;vel v&iacute;nculo    gen&eacute;tico com o autismo em um caso em que o autismo e o TDI ocorreram    em dois meio-irm&atilde;os.<SUP>18</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o existe tratamento para TDI. Como as    complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, especialmente a epilepsia, s&atilde;o    comuns e essas crian&ccedil;as funcionam no n&iacute;vel de grave a profundo    retardo mental, &eacute; necess&aacute;rio uma abordagem multidisciplinar. Os    pais necessitar&atilde;o de psicoeduca&ccedil;&atilde;o focada nessa condi&ccedil;&atilde;o.    Na maioria das vezes, quando os pais de crian&ccedil;as com TDI aderem a associa&ccedil;&otilde;es    de pais de crian&ccedil;as com autismo ficam extremamente desapontados, pois    o progresso visto em outras crian&ccedil;as com transtornos do espectro do autismo    n&atilde;o ocorre com seu filho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabe-se pouco sobre o desfecho. O maior estudo    de acompanhamento foi realizado por Mouridsen,<SUP>19</SUP> em 39 casos pareados    com controles autistas em um per&iacute;odo de mais de 22 anos. Verificou-se    que os indiv&iacute;duos com TDI possu&iacute;am um funcionamento global pior,    estavam mais ausentes e tiveram uma grande incid&ecirc;ncia de epilepsia como    comorbidade. Isso confirma a no&ccedil;&atilde;o de que o desfecho no TDI &eacute;    pior do que nos transtornos do espectro autista em geral. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>3. Transtornos invasivos do desenvolvimento    sem outra especifica&ccedil;&atilde;o (TID-SOE)</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1) Defini&ccedil;&atilde;o de TID-SOE </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TID-SOE &eacute; uma categoria diagn&oacute;stica    de exclus&atilde;o e n&atilde;o possui regras especificadas para sua aplica&ccedil;&atilde;o.    Algu&eacute;m pode ser classificado como portador de TID-SOE se preencher crit&eacute;rios    no dom&iacute;nio social e mais um dos dois outros dom&iacute;nios (comunica&ccedil;&atilde;o    ou comportamento). Al&eacute;m disso, &eacute; poss&iacute;vel considerar a    condi&ccedil;&atilde;o mesmo se a pessoa possuir menos do que seis sintomas    no total (o m&iacute;nimo requerido para o diagn&oacute;stico do autismo), ou    idade de in&iacute;cio maior do que 36 meses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se o acordo entre os cl&iacute;nicos &eacute;    alto para os diagn&oacute;sticos de autismo, o mesmo n&atilde;o &eacute; verdadeiro    no caso do TID-SOE.<B><SUP>20</SUP></B> Ainda que os estudos epidemiol&oacute;gicos    tenham sugerido que o TID-SOE seja duas vezes mais comum do que o TA, essa categoria    continua a estar subinvestigada. Hoje em dia, diferentes   categoriza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido propostas, algumas baseadas no enfoque    fenomenol&oacute;gico descritivo, outras baseadas em outras perspectivas te&oacute;ricas,    tais como a neuropsicologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2) Subcategorias propostas </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">a) Propostas de categorias baseadas em descri&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">i) Transtorno de desenvolvimento m&uacute;ltiplo    e complexo </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em paralelo ao autismo cl&aacute;ssico, quadros    cl&iacute;nicos relacionados de transtornos de desenvolvimento t&ecirc;m sido    descritos sob v&aacute;rios nomes, come&ccedil;ando nos anos 40 do s&eacute;culo    passado.<SUP>21</SUP> Mesmo antes do estudo introdut&oacute;rio de Camberwell,    estava claro que nem todas as crian&ccedil;as e adolescentes eram arredias em    seus contatos sociais. Foram descritos clinicamente indiv&iacute;duos especialmente    passivos e arredios em seu engajamento social. Esses indiv&iacute;duos foram    descritos com r&oacute;tulos nosol&oacute;gicos como s&iacute;ndrome de Asperger    ou dist&uacute;rbios esquiz&oacute;ides da inf&acirc;ncia, dirigidos aos insistentemente    solit&aacute;rios. Por outro lado, foram descritos casos de crian&ccedil;as    que apresentam dificuldades sociais resultantes de um super-envolvimento unilateral.    Essas altera&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento receberam nomes como casos    <I>borderline</I> da inf&acirc;ncia,<SUP>22-23</SUP> psicose simbi&oacute;tica<SUP>24</SUP>    e crian&ccedil;as esquizot&iacute;picas.<SUP>25</SUP> Essas condi&ccedil;&otilde;es    (caracterizadas por sensibilidade social prejudicada reminiscente dos transtornos    do espectro do autismo em combina&ccedil;&atilde;o com graves problemas na regula&ccedil;&atilde;o    dos afetos, especialmente ansiedade e raiva e os d&eacute;ficits cognitivos    na regula&ccedil;&atilde;o da imagens e dos pensamentos) emergiram como um grupo    independente na an&aacute;lise de agrupamento,<SUP>26</SUP> em uma grande s&eacute;rie    de casos bem documentados, examinados na unidade de desenvolvimento da <I>Yale    Child Study Center</I> por Gesell e Provence durante mais de 20 anos. O fato    de ter sido encontrado esse grupo diferenciado levou Cohen et al. a proporem    os transtornos de desenvolvimento <I>multiplex</I> como uma categoria distinta    dentro do DSM-IV, junto com o transtorno aut&iacute;stico e a s&iacute;ndrome    de Asperger.<SUP>27</SUP> O prop&oacute;sito n&atilde;o teve &ecirc;xito no    sentido de que o <I>multiplex</I> (mais tarde transtorno de desenvolvimento    m&uacute;ltiplo e complexo - TDMC) n&atilde;o atingiu o limiar para a inclus&atilde;o    no DSM-IV. Entretanto, nos &uacute;ltimos 20 anos, muitos estudos deram suporte    para a validade de face e externa<SUP>28-31</SUP> dessa categoria que &eacute;    amplamente reconhecida na pr&aacute;tica cl&iacute;nica.<SUP>32</SUP> As distor&ccedil;&otilde;es    cognitivas nomeadas na defini&ccedil;&atilde;o podem, examinando-se mais de    perto, refletir d&eacute;ficits comunicativos mais do que caracter&iacute;sticas    psic&oacute;ticas em crian&ccedil;as jovens.<SUP>33</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas do    TDMC incluem: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Sensibilidade social prejudicada </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">• Elas s&atilde;o unilaterais e pegajosas    nos contatos com adultos e crian&ccedil;as; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• S&atilde;o exclusivistas em seus relacionamentos    e somente o aceitam &agrave; sua maneira; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• Esses indiv&iacute;duos possuem dificuldades    em sintonizar de forma emp&aacute;tica com as necessidades dos demais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Regula&ccedil;&atilde;o prejudicada dos afetos    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• A raiva transforma-se rapidamente em f&uacute;ria;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• A ansiedade se transforma facilmente em    p&acirc;nico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Distor&ccedil;&otilde;es cognitivas: transtorno    do racioc&iacute;nio </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• Esses indiv&iacute;duos ficam facilmente    confusos; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• Deixam-se levar pelas suas v&iacute;vidas    fantasias de grandiosidade; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">• Podem confundir fantasia e realidade;    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">• Tendem a ter uma l&oacute;gica idiossincr&aacute;tica.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muitas dessas crian&ccedil;as s&atilde;o diagnosticadas    equivocadamente como crian&ccedil;as com problemas de conduta ou Transtorno    de D&eacute;ficit de Aten&ccedil;&atilde;o com Hiperatividade (TDAH) combinado    com ansiedade. De fato, quase a metade das crian&ccedil;as com TDMC apresentam    comportamento hiperativo e, &agrave;s vezes, graves caracter&iacute;sticas externalizadas    e internalizadas.<SUP>29</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Somando-se ao TDAH grave, transtornos disruptivos    e transtornos de ansiedade combinados como descrito acima, os diagn&oacute;sticos    diferenciais incluem a condi&ccedil;&atilde;o muito rara da esquizofrenia infantil.    Ao procurar crian&ccedil;as com esquizofrenia infantil, a equipe do <I>National    Institute for Mental Health</I> (NIMH) encontrou que a maioria das crian&ccedil;as    que foram encaminhadas n&atilde;o era psic&oacute;tica, mas apresentava problemas    de desenvolvimento e foi descrita como tendo Preju&iacute;zo Multidimensional    (PM).<SUP>34</SUP> PM e TDMC s&atilde;o praticamente id&ecirc;nticos quando    se examina mais de perto os crit&eacute;rios.<SUP>35</SUP> Outra &aacute;rea    de confus&atilde;o &eacute; a categoria de transtorno bipolar na inf&acirc;ncia    que se tornou bem aceita recentemente.<SUP>36</SUP> A confus&atilde;o aqui &eacute;    que os epis&oacute;dios man&iacute;acos nessas crian&ccedil;as s&atilde;o descritos    como curtos e caracterizados em termos de irritabilidade e deixar-se levar por    fantasias, ao passo que n&atilde;o fica claro se essas crian&ccedil;as desenvolver&atilde;o    transtorno bipolar na adolesc&ecirc;ncia e na idade adulta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Quest&otilde;es sobre o tratamento </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Fazer com que uma condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    confusa se encaixe em uma condi&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento &eacute;    &uacute;til em muitos casos em que a escola e os pais est&atilde;o se culpando    mutuamente pelo mau comportamento dessas crian&ccedil;as. A abordagem de tratamento    deve ser multidisciplinar. &Eacute; de grande import&acirc;ncia que a crian&ccedil;a,    os pais e todos os envolvidos recebam psicoeduca&ccedil;&atilde;o. Os indiv&iacute;duos    com TDMC respondem favoravelmente aos programas educativos estruturados utilizados    nos indiv&iacute;duos com TEA. Um ambiente escolar e cuidados de apoio bem estruturados    s&atilde;o importantes. Se essas abordagens educacionais n&atilde;o conseguem    reduzir suficientemente a ansiedade e os acessos de agressividade, pode-se considerar    o uso de alguma medica&ccedil;&atilde;o em conjunto com terapia cognitivo-comportamental.    N&atilde;o h&aacute; ensaios cl&iacute;nicos, mas na pr&aacute;tica, como com    TEA, podem ser ben&eacute;ficas baixas doses de neurol&eacute;pticos at&iacute;picos,    ocasionalmente em combina&ccedil;&atilde;o com um ISRS (inibidores seletivos    de recapta&ccedil;&atilde;o de serotonina). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Progn&oacute;stico </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TDMC &eacute; altamente persistente. Mais de    60% dos pacientes apresentam um quadro cl&iacute;nico est&aacute;vel na adolesc&ecirc;ncia,<SUP>21</SUP>    ainda que as altera&ccedil;&otilde;es bruscas de humor sejam menos proeminentes    e os d&eacute;ficits sociais fiquem mais em primeiro plano. Na idade adulta,    pode ocorrer uma altera&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o a transtornos    do espectro da psicose e da esquizofrenia em at&eacute; 17% dos casos, o que    faz com que a detec&ccedil;&atilde;o precoce e o tratamento adequado sejam importantes    para prevenir esses epis&oacute;dios por meio do monitoramento cuidadoso do    processo.<SUP>29</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">ii) Transtorno de evita&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica    &agrave;s demandas </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Newson, depois de trabalhar por 25 anos no <I>Early    Years Diagnostic Centre</I> da Universidade de Nottingham, prop&ocirc;s uma    nova categoria nosogr&aacute;fica denominada evita&ccedil;&atilde;o patol&oacute;gica    &agrave; demanda (EPD). O grupo compreende crian&ccedil;as que foram encaminhadas    como TA at&iacute;pico. Essas crian&ccedil;as tinham capacidades imaginativas    e, &agrave;s vezes, eram extraordinariamente soci&aacute;veis; no entanto, outras    apresentaram preju&iacute;zo, ainda que suas habilidades comunicativas estivessem    menos prejudicadas que na s&iacute;ndrome de Asperger. Ap&oacute;s ter estudado    150 casos, a autora encontrou que a caracter&iacute;stica mais proeminente era    uma evita&ccedil;&atilde;o obsessiva das demandas di&aacute;rias. Como essas    crian&ccedil;as tinham algum grau de sociabilidade, uma grande habilidade em    manipula&ccedil;&atilde;o social, o cuidado dos pais tornava-se extremamente    dif&iacute;cil.<B><SUP>37</SUP></B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Essas crian&ccedil;as s&atilde;o usualmente    passivas durante o primeiro ano de vida. Ao redor do quarto ano, quase todas    elas apresentam evita&ccedil;&atilde;o de exig&ecirc;ncia, assim como habilidades    manipulativas. Essas caracter&iacute;sticas usualmente persistem at&eacute;    a idade adulta, ainda que os comportamentos socialmente manipulativos tendam    a se tornar mais leves do que antes. A maioria n&atilde;o possui o sentido de    orgulho, vergonha, responsabilidade ou identidade e, freq&uuml;entemente, agridem    os demais. Quase todas possuem atraso na fala e continuam a apresentar anormalidades    durante a vida, sendo o conte&uacute;do da fala superficial ou bizarro. A labilidade    do humor &eacute; freq&uuml;ente, assim como o comportamento impulsivo. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O comportamento obsessivo est&aacute; relacionado    &agrave; evita&ccedil;&atilde;o, da mesma forma como &agrave; representa&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is, o que d&aacute; a impress&atilde;o de uma certa sociabilidade.    Essas crian&ccedil;as possuem a representa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica    geral e a maioria &eacute; muito ligada &agrave; representa&ccedil;&atilde;o    de pap&eacute;is, freq&uuml;entemente perdendo o sentido de realidade. &Eacute;    interessante que essas caracter&iacute;sticas continuam na idade adulta. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o existem, hoje, hip&oacute;teses vindas    da neuroimagem, gen&eacute;tica ou neurobiologia para EPD. As crian&ccedil;as    com esse transtorno n&atilde;o respondem bem &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es    propostas para TA. As diretrizes educacionais e sobre como lidar com o transtorno    podem ser acessadas em <a href="http://www.pdacontact.org.uk/frames/index.html" target="_blank">http://www.pdacontact.org.uk/frames/index.html</a>.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">iii) Transtorno de preju&iacute;zo multidimensional    (TPM) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este subgrupo, ao contr&aacute;rio do outro,    &eacute; considerado como mais pr&oacute;ximo dos transtornos psic&oacute;ticos.    Essas crian&ccedil;as apresentam dificuldades em diferenciar a fantasia da realidade,    incluindo dist&uacute;rbios de percep&ccedil;&atilde;o, labilidade emocional,    inabilidade em relacionamentos sociais, d&eacute;ficits no processamento de    informa&ccedil;&otilde;es, sem dist&uacute;rbios de pensamento formal. Ainda    que as descri&ccedil;&otilde;es dessas crian&ccedil;as tenham inclu&iacute;do    algumas caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas observadas no TEA, seus preju&iacute;zos    sociais s&atilde;o mais leves do que no TA e o comportamento n&atilde;o &eacute;    t&atilde;o r&iacute;gido e estereotipado como o apresentado por crian&ccedil;as    com TEA. Como um todo, tem sido considerado que o TPM poderia ser uma variante    de esquizofrenia com in&iacute;cio muito precoce e n&atilde;o de TID.<SUP>34</SUP>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">iv) Transtorno esquiz&oacute;ide infantil </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Antes da introdu&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ndrome    de Asperger na literatura cl&iacute;nica em ingl&ecirc;s por Lorna Wing, v&aacute;rios    estudos que descreviam essas caracter&iacute;sticas foram conduzidos sob o nome    de estudos sobre crian&ccedil;as esquiz&oacute;ides. Elas eram descritas como    solit&aacute;rias, fantasiosas, apresentando interesses especiais e atrasos    de desenvolvimento espec&iacute;ficos, especialmente das habilidades relacionadas    &agrave; linguagem. N&atilde;o foi observado preju&iacute;zo cognitivo e as    comorbidades costumavam ser freq&uuml;entes.<SUP>38</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esses casos foram progressivamente considerados    como tendo a s&iacute;ndrome de Asperger, talvez um subgrupo com alguns desfechos    comuns, como uma maior incid&ecirc;ncia de conduta anti-social e menores desvantagens    sociais.<SUP>39</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, dados recentes com adultos sugerem    que &eacute; poss&iacute;vel diferenciar o transtorno de personalidade esquiz&oacute;ide    da s&iacute;ndrome de Asperger.<SUP>40</SUP> Hoje em dia, a marca distintiva    do transtorno de personalidade esquiz&oacute;ide &eacute; o desinteresse pela    intera&ccedil;&atilde;o social e os crit&eacute;rios operacionalizados exigem    a presen&ccedil;a de quatro entre sete sintomas listados. Ainda que os estudos    com adultos com transtorno de personalidade esquiz&oacute;ide tenham sugerido    um inicio do quadro j&aacute; na inf&acirc;ncia, h&aacute; falta de elementos    dirigidos a esse quesito, provavelmente devido aos manuais de classifica&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as que "desencorajam" o diagn&oacute;stico de personalidade    em crian&ccedil;as.<SUP>41</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">v) Transtornos de vincula&ccedil;&atilde;o </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa categoria est&aacute; no ponto de conflu&ecirc;ncia    entre duas abordagens distintas, uma cl&iacute;nico-descritivo e outra te&oacute;rica.    A partir dos trabalhos com orienta&ccedil;&atilde;o psicodin&acirc;mica de Spitz    e Bowlby, um grupo de crian&ccedil;as foi identificado por responder inapropriadamente    aos cuidadores. Uma variedade de fen&oacute;tipos pode ser observado e, por    defini&ccedil;&atilde;o, esses comportamentos est&atilde;o relacionados a um    hist&oacute;rico de grande abandono, falta de respostas contingentes e pouca    ou nenhuma aten&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o e afeto. Atualmente,    os crit&eacute;rios operacionalizados mostram que dois subtipos s&atilde;o propostos,    inibido e desinibido.<SUP>42</SUP> A crian&ccedil;a inibida n&atilde;o inicia    ou responde a intera&ccedil;&otilde;es sociais, ao passo que a desinibida o    faz de uma forma difusa e indiscriminada, mostrando uma excessiva familiaridade    com estranhos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Essa categoria est&aacute; fora do cap&iacute;tulo    sobre TID da CID-10, com base na falta de disfun&ccedil;&atilde;o global e de    uma estreita rela&ccedil;&atilde;o com priva&ccedil;&otilde;es ambientais. No    entanto, as fronteiras dessas condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o est&atilde;o    claramente definidas e pode-se assumir que o comprometimento por longo per&iacute;odo    na vida afetiva poderia ser o resultado da priva&ccedil;&atilde;o materna<SUP>43</SUP>    e poderia ter um efeito prejudicial global de longa dura&ccedil;&atilde;o para    as habilidades sociais e comunicativas, e no funcionamento adequado do sistema    l&iacute;mbico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">b) Classifica&ccedil;&otilde;es baseadas em outras    abordagens </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">i) Transtornos de aprendizado n&atilde;o-verbal    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa terminologia foi proposta para descrever    um grupo de pacientes com disfun&ccedil;&otilde;es nas capacidades n&atilde;o-verbais    em combina&ccedil;&atilde;o com contato visual pobre, comunica&ccedil;&atilde;o    gestual, express&atilde;o facial e pros&oacute;dia prejudicadas.<SUP>44</SUP>    De fato, essa &eacute; uma proposta baseada principalmente nos perfis neuropsicol&oacute;gicos,    em que deve se observar uma discrep&acirc;ncia entre QI verbal e QI de desempenho.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os d&eacute;ficits na intera&ccedil;&atilde;o    social n&atilde;o parecem depender dos problemas associados &agrave; linguagem,    que usualmente parece funcionar de forma normal. Comportamentos ritual&iacute;sticos    s&atilde;o comuns, bem como dificuldades em matem&aacute;tica, comprometimentos    visuo-motores, QI n&atilde;o-verbal reduzido, sinais motores neurol&oacute;gicos    no hemi-corpo esquerdo e hemi-neglig&ecirc;ncia do espa&ccedil;o &agrave; esquerda.<SUP>45</SUP>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os primeiros relatos consideravam-no como um    transtorno de desenvolvimento da linguagem. No entanto, a partir da descri&ccedil;&atilde;o    dos preju&iacute;zos envolvidos, tornou-se evidente que o quadro &eacute;, em    muitos aspectos, muito similar ao do TID, especialmente &agrave; s&iacute;ndrome    de Asperger. A diferen&ccedil;a poderia ser meramente na &ecirc;nfase posta    nos problemas comunicativos gerais ou nos dist&uacute;rbios de intera&ccedil;&atilde;o    social. Segundo Rourke,<SUP>45</SUP> o transtorno que ele estudou poderia ser    caracterizado, por um lado, pelas habilidades presentes nele e, por outro, pelos    preju&iacute;zos observados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s habilidades    preservadas, Rourke enfatiza as seguintes do ponto de vista neuropsicol&oacute;gico:    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- Habilidades primarias: atividade motor </B>(as    habilidades motoras repetitivas simples parecem estar intactas); <B>percep&ccedil;&atilde;o    auditiva </B>(parece haver um d&eacute;ficit nessa habilidade no come&ccedil;o,    mas com a evolu&ccedil;&atilde;o ela se desenvolve muito bem); <B>material memorizado    </B>(as tarefas repetitivas, principalmente as que dependem da avalia&ccedil;&atilde;o    auditiva, est&atilde;o muito bem desenvolvidas. As atividades motoras repetitivas,    incluindo certos aspectos da linguagem, e outras atividades, tais como a escrita,    podem estar presentes em um grau acima da m&eacute;dia); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- Habilidades secund&aacute;rias: aten&ccedil;&atilde;o    </B>(o uso da aten&ccedil;&atilde;o nas    atividades que envolvem material verbal simples e repetitivo - especialmente    quando fornecidos pela modalidade auditiva - parecem bem desenvolvidas); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- Habilidades terci&aacute;rias: mem&oacute;ria</B>    (o material verbal &eacute; facilmente memorizado, de forma que essa habilidade    se desenvolve bem); </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>- Habilidades verbais: fala e linguagem</B>    (as habilidades ling&uuml;&iacute;sticas parecem estar atrasadas em etapas precoces,    mas desenvolvem-se r&aacute;pido, a ponto de que a mem&oacute;ria mnem&ocirc;nica,    a segmenta&ccedil;&atilde;o de palavras, a repeti&ccedil;&atilde;o e as habilidades    de mem&oacute;ria levam a um vocabul&aacute;rio bem vasto e &agrave; possibilidade    de fazer associa&ccedil;&otilde;es verbais com bastante sentido. Todas essas    caracter&iacute;sticas tendem a se tornar mais evidentes com o passar do tempo);    <B>habilidades acad&ecirc;micas </B>(podem estar presentes dificuldades nas    etapas precoces do aprendizado devido aos d&eacute;ficits visuomotores, mas    a pr&aacute;tica leva a um desempenho de leitura e de escrita adequados). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os preju&iacute;zos neuropsicol&oacute;gicos    apresentados por esses pacientes s&atilde;o: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- D&eacute;ficits prim&aacute;rios: percep&ccedil;&atilde;o    t&aacute;til</B> (d&eacute;ficits na percep&ccedil;&atilde;o bilateral, com    alguma preval&ecirc;ncia no lado esquerdo, s&atilde;o usualmente evidentes,    mas tendem a diminuir com o tempo); <B>percep&ccedil;&atilde;o visual </B>(preju&iacute;zos    na discrimina&ccedil;&atilde;o e reconhecimento dos detalhes e na orienta&ccedil;&atilde;o    espacial est&atilde;o geralmente presentes; tendem a se tornar mais evidentes    com o passar dos anos); <B>atividade motora complexa</B> (observa-se, em geral,    defici&ecirc;ncia na coordena&ccedil;&atilde;o motora, geralmente prevalecendo    no lado esquerdo. Com exce&ccedil;&atilde;o da escrita, este comprometimento    tende a piorar com a idade); <B>material novo </B>(dificuldades com as modifica&ccedil;&otilde;es    na configura&ccedil;&atilde;o dos est&iacute;mulos s&atilde;o a regra). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- D&eacute;ficits secund&aacute;rios: aten&ccedil;&atilde;o    </B>(a aten&ccedil;&atilde;o aos est&iacute;mulos t&aacute;teis e visuais &eacute;    deficiente; a aten&ccedil;&atilde;o persistente &eacute; mais eficiente quando    se trata de est&iacute;mulos simples e repetitivos e menos eficiente em termos    de est&iacute;mulos n&atilde;o-verbais, novos e complexos); <B>comportamento    explorat&oacute;rio </B>(h&aacute; uma inclina&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o    explorar fisicamente o ambiente; o comportamento sedent&aacute;rio e as restri&ccedil;&otilde;es    ao funcionamento f&iacute;sico agravam-se com o decorrer dos anos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>- D&eacute;ficits terci&aacute;rios: mem&oacute;ria    </B>(pobre para eventos t&aacute;teis e visuais; a mem&oacute;ria de material    n&atilde;o-verbal n&atilde;o &eacute; boa); <B>constru&ccedil;&atilde;o de conceitos,    solu&ccedil;&atilde;o de problemas, desenvolvimento de estrat&eacute;gias, teste    de hip&oacute;teses</B> (importantes d&eacute;ficits est&atilde;o geralmente    presentes nesses dom&iacute;nios); <B>d&eacute;ficits verbais </B>(d&eacute;ficits    discretos podem ser observados na praxia oro-motora, na pros&oacute;dia e em    outros aspectos da linguagem). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido aos preju&iacute;zos listados acima, &eacute;    comum encontrar fracassos nas habilidades de aprendizado acad&ecirc;mico e nas    fun&ccedil;&otilde;es sociais e adaptativas. Especulou-se que o quadro de comprometimento    n&atilde;o-verbal poderia derivar do comprometimento do hemisf&eacute;rio cerebral    direito, como conseq&uuml;&ecirc;ncia de uma poss&iacute;vel destrui&ccedil;&atilde;o/disfun&ccedil;&atilde;o    da subst&acirc;ncia branca envolvida nos processos de integra&ccedil;&atilde;o    de modalidades diversas de est&iacute;mulos.<SUP>46</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante dizer que essa hip&oacute;tese    baseia-se em formula&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas que ainda n&atilde;o    foram comprovadas. O diagn&oacute;stico baseia-se na identifica&ccedil;&atilde;o    de sinais e sintomas definidos como caracter&iacute;sticos. Em uma tentativa    de facilitar o diagn&oacute;stico, Goldstein criou um question&aacute;rio espec&iacute;fico,    o <I>Children's Nonverbal Learning Disabilities Scale.</I><SUP>47</SUP> Por    outro lado, como uma s&iacute;ndrome sem&acirc;ntico-pragm&aacute;tica, pode-se    discutir se os preju&iacute;zos de aprendizado n&atilde;o-verbal devem ser vistos    como uma condi&ccedil;&atilde;o independente, ou se eles representam meramente    um meio de destacar uma das caracter&iacute;sticas presentes nos quadros de    TID. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">ii) S&iacute;ndrome sem&acirc;ntico-pragm&aacute;tica    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O termo s&iacute;ndrome sem&acirc;ntico-pragm&aacute;tica    (SSP) foi inicialmente introduzido por Rapin e Allen para se referir a uma das    seis condi&ccedil;&otilde;es que os autores categorizaram e denominaram <I>uma    classifica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica</I> de transtornos de desenvolvimento    de linguagem: agnosia auditiva verbal, transtorno do d&eacute;ficit sem&acirc;ntico-pragm&aacute;tico,    dispraxia verbal, transtorno fonol&oacute;gico-sint&aacute;tico e d&eacute;ficit    lexical-sint&aacute;tico. Essas categorias foram constitu&iacute;das pela identifica&ccedil;&atilde;o    das altera&ccedil;&otilde;es mais evidentes na linguagem expressiva, na intera&ccedil;&atilde;o    social e na compreens&atilde;o verbal.<SUP>48</SUP> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Crian&ccedil;as com esse transtorno apresentam    preju&iacute;zos de linguagem em grande escala e, geralmente, tamb&eacute;m    um atraso inicial no aprendizado da linguagem e d&eacute;ficits nas caracter&iacute;sticas    da linguagem receptiva, seguidos por adequado aprendizado da fala. Esse aprendizado    inclui o uso de senten&ccedil;as mais complexas, com dificuldades sem&acirc;nticas    e pragm&aacute;ticas que se tornam mais freq&uuml;entes &agrave; medida que    aumenta sua efici&ecirc;ncia verbal. Esse diagn&oacute;stico deve ser aplicado    quando a crian&ccedil;a n&atilde;o preenche os crit&eacute;rios para o diagn&oacute;stico    de autismo.<SUP>49</SUP> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Bishop e Rosenbloom alteraram o termo para s&iacute;ndrome    sem&acirc;ntico-pragm&aacute;tico (SSP) e sugeriram que esse quadro cl&iacute;nico    era meramente uma associa&ccedil;&atilde;o acidental de comportamentos que se    escondiam sob o TEA por um lado e por outro, sob a normalidade.<SUP>50</SUP>    Mesmo que eles admitissem que a maioria das crian&ccedil;as com esse diagn&oacute;stico    n&atilde;o seria identificada como autista, compreenderam que algumas delas    apresentavam anormalidades significativas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    intera&ccedil;&atilde;o social. J&aacute; naquele per&iacute;odo, eles notaram    que pacientes com a s&iacute;ndrome de Asperger apresentam um padr&atilde;o    de linguagem muito similar ao descrito em indiv&iacute;duos com SSP e, dessa    forma, conclu&iacute;ram que ainda que os preju&iacute;zos na linguagem e sociais    pudessem coexistir em certos casos, poderiam estar dissociados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em um artigo de 1989, Bishop discutiu os limites    entre autismo, s&iacute;ndrome de Asperger e SSP. Nesse artigo, sugere que o    autismo e os transtornos de desenvolvimento de linguagem n&atilde;o eram necessariamente    mutuamente excludentes.<SUP>49</SUP> Sugeriu ainda um cont&iacute;nuo bidimensional:    uma dimens&atilde;o que representa as habilidades comunicativas e outra, as    rela&ccedil;&otilde;es e interesses sociais. Segundo ele, crian&ccedil;as com    habilidades comunicativas relativamente normais, mas com relacionamentos sociais    anormais, poderiam ter a s&iacute;ndrome de Asperger, ao passo que crian&ccedil;as    com habilidades sociais normais, por&eacute;m com anormalidades comunicativas,    teriam SSP. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma cr&iacute;tica isolada dessa posi&ccedil;&atilde;o    foi feita por Happ&eacute;,<SUP>51</SUP> que afirmou que seria enganador pressupor    a inexist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o entre as compet&ecirc;ncias    sociais e comunicativas, pois h&aacute; raz&otilde;es para supor que as duas    habilidades podem envolver os mesmos mecanismos cognitivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns autores n&atilde;o admitem separar as    dificuldades sem&acirc;nticas e pragm&aacute;ticas do quadro cl&iacute;nico    do autismo e sugerem que um termo melhor para referir-se a essas altera&ccedil;&otilde;es    seria "dificuldades sem&acirc;nticas e pragm&aacute;ticas", em vez    de SSP.<SUP>52</SUP> No entanto, isso seria utilizado meramente de uma forma    descritiva e n&atilde;o como um r&oacute;tulo diagn&oacute;stico, j&aacute;    que o diagn&oacute;stico correto para as crian&ccedil;as acometidas deveria    ser autismo com alto grau de funcionamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos utilizando testes neuropsicol&oacute;gicos    que inclu&iacute;ram testes sobre a cogni&ccedil;&atilde;o    social em crian&ccedil;as autistas com alto grau de funcionamento e crian&ccedil;as    com SSP<SUP>53</SUP> mostraram claras semelhan&ccedil;as entre os dois grupos.<SUP>54</SUP>    Em ambos, os autores puderam verificar um padr&atilde;o de resultado indicativo    de disfun&ccedil;&atilde;o do hemisf&eacute;rio cerebral direito e disfun&ccedil;&atilde;o    nas habilidades sociais. Esses estudos tamb&eacute;m ratificaram a vis&atilde;o    de que a SSP poderia ser um transtorno do espectro autista e poderia indicar    que os problemas relacionados &agrave; habilidade comunicativa poderiam resultar    ou ser associados a uma falha cognitiva que n&atilde;o seria principalmente    de ordem ling&uuml;&iacute;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As similaridades que foram descritas entre as    falhas de comunica&ccedil;&atilde;o no SSP e nos pacientes que adquiriram les&otilde;es    no hemisf&eacute;rio direito s&atilde;o as seguintes: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">1) Em ambos os grupos, os pacientes possuem dificuldades    em integrar as informa&ccedil;&otilde;es, o que pode comprometer sua expressividade    verbal; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">2) Ambos os grupos possuem formas intactas de    linguagem, utilizando formas complexas e gramaticalmente corretas, mas a comunica&ccedil;&atilde;o    &eacute; prejudicada pelo conte&uacute;do e pelo uso; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">3) Ambos os grupos possuem falhas de compreens&atilde;o,    pros&oacute;dia e utiliza&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-verbal;    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4) Ambos os grupos cometem menos erros ao realizarem    tarefas concretas e literais; </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">5) Ambos os grupos possuem dificuldades em assimilar    e utilizar pistas contextuais; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6) Ambos os grupos tendem a produzir uma interpreta&ccedil;&atilde;o    literal e t&ecirc;m dificuldade de compreender uma linguagem metaf&oacute;rica    e figurativa, bem como humor&iacute;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esses estudos indicam tamb&eacute;m que ambos    os grupos n&atilde;o admitem facilmente seus problemas de comunica&ccedil;&atilde;o.<SUP>53</SUP>    Ainda que a maioria dos trabalhos publicados tendam a favorecer a vis&atilde;o    de que o SSP deve ser considerado como sendo parte do espectro do autismo, Rapin    e Allen consideram que, mesmo que o SSP afete fundamentalmente indiv&iacute;duos    autistas, menos frequentemente ele tamb&eacute;m afeta pessoas com hidrocefalia,    com a s&iacute;ndrome de Williams e outras formas de encefalopatia.<SUP>54</SUP>    Esses autores enfatizam a inadequa&ccedil;&atilde;o de utilizar o diagn&oacute;stico    de SSP em alguns casos com o prop&oacute;sito &uacute;nico de evitar o de autismo,    que &eacute; menos facilmente aceito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A opini&atilde;o mais consolidada entre os profissionais    que trabalham na &aacute;rea de transtornos do desenvolvimento &eacute; a de    considerar que o SSP integra o grupo do transtorno aut&iacute;stico, em vez    de ser um transtorno do desenvolvimento da linguagem. O uso do termo "dificuldades    sem&acirc;nticas e pragm&aacute;ticas" de uma forma descritiva pode ser    um meio interessante de indicar o tipo de dificuldades comunicativas encontrado.    No entanto, n&atilde;o deve ser utilizado como um r&oacute;tulo diagn&oacute;stico,    porque pode ser enganador: pode suscitar d&uacute;vidas na fam&iacute;lia e    levar a uma conduta equivocada do ponto de vista terap&ecirc;utico. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>Diagn&oacute;stico diferencial </B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico diferencial no grupo TID    possui algumas particularidades. O TID compreende v&aacute;rios grupos conceituais,    como a s&iacute;ndrome de Asperger, definida de acordo com crit&eacute;rios    que podem alterar-se com o passar do tempo, ou mesmo dependendo dos autores    que a conceituam.<SUP>55</SUP> Nesse sentido, fazer um diagn&oacute;stico diferencial    entre as categorias de TID n&atilde;o &eacute; uma tarefa f&aacute;cil. Juntamente    com os sintomas de preju&iacute;zo social, crian&ccedil;as com autismo e TID    relacionado apresentam altos n&iacute;veis de ansiedade, hiperatividade e oscila&ccedil;&otilde;es    de humor. Em alguns casos, esses sintomas podem preencher os crit&eacute;rios    para um TDAH com&oacute;rbido, transtorno de ansiedade ou transtorno bipolar.    Na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, &eacute; importante focar-se na an&aacute;lise    funcional dos comportamentos com&oacute;rbidos antes de come&ccedil;ar a tratar    condi&ccedil;&otilde;es com&oacute;rbidas como tais. Por outro lado, existe    uma sobreposi&ccedil;&atilde;o: crian&ccedil;as com TDAH podem ter um desempenho    pior nos testes da Teoria da Mente<SUP>56</SUP> e pode ser dif&iacute;cil discernir    a ansiedade social de uma falta de reciprocidade, como se v&ecirc; no TID. &Agrave;s    vezes, o diagn&oacute;stico definitivo tem que ser atrasado at&eacute; uma idade    mais avan&ccedil;ada, o que n&atilde;o deve significar que o cl&iacute;nico    tamb&eacute;m atrase o in&iacute;cio das interven&ccedil;&otilde;es. Em vez    de um diagn&oacute;stico definido, os pais e professores ter&atilde;o que se    adaptar com um diagn&oacute;stico que se postule como uma hip&oacute;tese de    trabalho. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico diferencial entre crian&ccedil;as    esquiz&oacute;ides e com TID parece n&atilde;o estar baseado em evid&ecirc;ncias,    j&aacute; que as crian&ccedil;as que eram classificadas como esquiz&oacute;ides    s&atilde;o atualmente classificadas como tendo s&iacute;ndrome de Asperger.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico diferencial entre TID e    Esquizofrenia pode ser feito de acordo com a idade de in&iacute;cio, precoce    no TID, a propor&ccedil;&atilde;o entre os sexos (mais homens em TID), hist&oacute;rico    familiar, presen&ccedil;a de del&iacute;rios e alucina&ccedil;&otilde;es na    esquizofrenia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel identificar duas categorias    entre as crian&ccedil;as descritas como tendo transtorno de personalidade <I>borderline</I>    (TPB)/espectro <I>borderline</I> propriamente e o transtorno de personalidade    esquizot&iacute;pico (TPE)/espectro esquizot&iacute;pico. Ambas apresentam epis&oacute;dios    psic&oacute;ticos transit&oacute;rios, pensamento m&aacute;gico, intensidade    de fantasias e perda do sentido de realidade. O TPB parece n&atilde;o ter hist&oacute;rico    familiar, dist&uacute;rbio do afeto e fala, evita&ccedil;&atilde;o social como    o TPE geralmente possui. Por outro lado, eles mostram um afeto intenso e dram&aacute;tico    e a falta de necessidade de intera&ccedil;&atilde;o social.<B><SUP>57</SUP></B>    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>Conclus&atilde;o</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O TID n&atilde;o-aut&iacute;stico compreende    duas categorias bem definidas, incluindo crit&eacute;rios operacionalizados    (transtornos desintegrativo e s&iacute;ndrome de Rett) e uma categoria residual    maior (TID-SOE). As pesquisas atuais est&atilde;o tentando identificar grupos    dentro da categoria de TID-SOE. H&aacute; algumas propostas de categorias com    base cl&iacute;nica (TDMC; EPD; transtorno de preju&iacute;zo multidimensional    e crian&ccedil;as esquiz&oacute;ides) e algumas categorias que est&atilde;o    relacionadas com hip&oacute;teses de um d&eacute;ficit etiol&oacute;gico prim&aacute;rio,    que poderia levar ao fen&oacute;tipo comportamental (transtornos do aprendizado    n&atilde;o verbal, SSP, transtornos de vincula&ccedil;&atilde;o). &Eacute; importante    notar que nem todos os indiv&iacute;duos que preenchem crit&eacute;rios de transtornos    do aprendizado n&atilde;o verbal, SSP ou transtorno de vincula&ccedil;&atilde;o    preencher&atilde;o crit&eacute;rios de TID (<a href="#fig01">Figura 1</a>).    No entanto, esses crit&eacute;rios globais t&ecirc;m sido &uacute;teis no planejamento    terap&ecirc;utico.</font></p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbp/v28s1/a03fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para compreender melhor os preju&iacute;zos observados    no TID, os neurocientistas est&atilde;o estudando fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas    nos tr&ecirc;s dom&iacute;nios. Tentando transitar do fen&oacute;tipo observado    ao endofen&oacute;tipo mensur&aacute;vel, os comportamentos complexos, tais    como as intera&ccedil;&otilde;es sociais, t&ecirc;m sido decodificados em suas    poss&iacute;veis origens. O estudo da aten&ccedil;&atilde;o comparitlhada poderia    ser um exemplo dessas iniciativas. Essa habilidade se refere &agrave; capacidade    de coordenar a aten&ccedil;&atilde;o em um objeto com um parceiro social. V&aacute;rios    comportamentos podem ser observados com base na capacidade de unificar a aten&ccedil;&atilde;o,    e.g. responder &agrave; aten&ccedil;&atilde;o partilhada, iniciar a aten&ccedil;&atilde;o    conjunta, entre outros. As complexas modula&ccedil;&otilde;es desses comportamentos    s&atilde;o realizadas por diversas &aacute;reas cerebrais, que podem ser disfuncionais    do ponto de vista individual, resultando em um espectro mais amplo de manifesta&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, tem sido poss&iacute;vel    identificar alguns dos mecanismos moleculares envolvidos na regula&ccedil;&atilde;o    dessas regi&otilde;es cerebrais, tais como os pap&eacute;is da oxitocina e da    vasopressina na mem&oacute;ria de reconhecimento social. Com as novas tecnologias    ser&aacute; poss&iacute;vel identificar as mol&eacute;culas disfuncionais nas    diferentes &aacute;reas cerebrais dos indiv&iacute;duos afetados. Quando se    puder fazer isso, uma nova nosografia talvez apare&ccedil;a. Desse ponto de    vista, &eacute; razo&aacute;vel considerar que, no futuro, novos subgrupos ir&atilde;o    provavelmente surgir dos grupos atuais TA e s&iacute;ndrome de Asperger, da    mesma forma que os novos subgrupos que est&atilde;o emergindo a partir do TID-SOE    atual.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><B>Refer&ecirc;ncias</B> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>1</b>. Gottesman II, Gould TD. The endophenotype    concept in psychiatry: etymology and strategic intentions. <I>Am J Psychiatry</I>.    2003;160(4):636-45. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1516-4446200600050000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>2</B>. Walker DR, Thompson A, Zwaigenbaum    L, Goldberg J, Bryson SE, Mahoney WJ, Strawbridge CP, Szatmari P. Specifying    PDD-NOS: a comparison of PDD-NOS, Asperger syndrome and Autism. <I>J Am Acad    Child Adolesc Psychiatry</I>. 2004;43(2):172-80.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1516-4446200600050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>3</B>. Rett A. On a unusual nrain atrophy    syndrome in hyperammonemia in childhood. <I>Wein Med Wochenschr</I>. 1966;116(37):723-6.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1516-4446200600050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>4</B>. Hagberg B, Aicardi J, Dias K, Ramos    O. A progressive syndrome of autism, dementia, ataxia, and loss of purposeful    hand use in girls: Rett's syndrome: report of 35 cases. <I>Ann Neurol</I>. 1983;14(4):471-9.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1516-4446200600050000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>5</B>. No authors listed. Diagnostic criteria    for Rett syndrome. The Rett Syndrome Diagnostic Criteria Work Group. <I>Ann    Neurol</I>. 1988;23(4):425-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1516-4446200600050000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>6</B>. Hagberg B, Witt-Engerstr&ouml;m J.    Rett syndrome: a suggested staging system for describing impairment profile    with increasing age towards adolescence. <I>Am J Med Genet</I>. 1986;1:47-59.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1516-4446200600050000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>7</B>. Schwartzman JS. Rett syndrome. <I>Rev    Bras Psiquiatr</I>. 2003;25(2):110-3. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1516-4446200600050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>8</B>. Schwartzman, JS, Souza AM, Faiwichow    G, Hercowitz LH. Fen&oacute;tipo Rett em paciente com cari&oacute;tipo XXY.    <I>Arq Neuropsiquiat</I>. 1998;56(4):824-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1516-4446200600050000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>9</B>. Schwartzman JS, Bernardino A, Nishimura    A, Gomes RR, Zatz M. Rett syndrome in a boy with a 47,XXY karyotype confirmed    by a rare mutation in the MECP2 gene. <I>Neuropediatrics</I>. 2001;32(3):162-4.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1516-4446200600050000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>10</B>. Amir RE, Van den Veyver IB, Wan M,    Tran CQ, Francke U, Zoghbi HY. Rett syndrome is caused by mutations in X-linked    MECP2, encoding methyl-CpG-binding protein 2. <I>Nat Genet</I>. 1999;23(2):185-8.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1516-4446200600050000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>11</B>. Belichenko PV, Hagberg B, Dahlstr&ouml;m    A. Morphological study of neocortical areas in Rett syndrome. <I>Acta Neuropathol    (Berl)</I>. 1997;93(1):50-61.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1516-4446200600050000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>12</B>. Shahbazian MD, Young JI, Yuva-Paylor    LA, Spencer CM, Antalffy BA, Noebels JL, Armstrong D, Paylor R,Zoghbi H. Mice    with truncated MeCP2 recapitulate many Rett Syndrome features and display hyperacetylation    of histone H3. <I>Neuron</I>. 2002;35(2):243-54. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1516-4446200600050000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>13</B>. Mouridsen. SE. Childhood disintegrative    disorder. <I>Brain Dev</I>. 2003;25(4):225-8. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1516-4446200600050000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>14</B>. Malhotra S, Gupta N. Childhood disintegrative    disorder. Re-examination of the current concept. <I>Eur Child Adolesc Psychiatry</I>.    2002;11(3):108-14. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1516-4446200600050000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>15</B>. Fombonne E. Prevalence of childhood    disintegrative disorder. <I>Autism</I>. 2002;6(2):149-57. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1516-4446200600050000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>16</B>. Dyken PR. Neuroprogressive disease    of post-infectious origin: a review of a resurging subacute sclerosing panencephalitis    (SSPE). <I>Ment Retard Dev Disabil Res Rev</I>. 2001;7(3):217-25. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1516-4446200600050000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>17</B>. Davidovitch M, Glick L, Holtzman G,    Tirosh E, Safir MP. Developmental regression in autism: maternal perception.    <I>J Autism Dev Disord</I>. 2000;30(2):113-9. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1516-4446200600050000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>18</B>. Zwaigenbaum L, Szatmari P, Mahoney    W, Bryson S, Bartolucci G, MacLean J. High functioning autism and Childhood    Disintegrative Disorder in half brothers. <I>J Autism Dev Disord</I>. 2000;30(2):121-6.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1516-4446200600050000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>19</B>. Mouridsen SE, Rich B, Isager T. The    natural history of somatic morbidity in disintegrative psychosis and infantile    autism: a validation study. <I>Brain Dev</I>. 1998;21(7):447-52. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1516-4446200600050000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>20</B>. Volkmar FR, Klin A, Siegel B, Szatmari    P, Lord C, Campbell M, Freeman BJ, Cicchetti DV, Rutter M, Kline W. Field trial    for autistic disorder in DSM-IV. <I>Am J Psychiatry</I>. 1994;151(9):1361-7.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1516-4446200600050000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>21</B>. Van der Gaag RJ. <I>Multiplex developmental    disorder: an exploration of borderlines on the autistic spectrum</I> Thesis.    Utrecht: Universiteit of Utrecht; 1993. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1516-4446200600050000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>22</B>. Rosenfeld SK, Sprince MP. An attempt    to formulate the meaning of the concept 'Borderline'. <I>Psychoanal Study Child.</I>    1963;18:603-35. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1516-4446200600050000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>23</B>. Pine F. On the Concept 'Borderline'    in Children. <I>Psychoanal Study Child.</I> 1974;29:341-68. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1516-4446200600050000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>24</B>. Mahler MS, Furer M. Development of    symbiosis, symbiotic psychosis, and the nature of separation anxiety. Remarks    on Weiland's paper. <I>Int J Psychoanal</I>. 1966;47(4):559-60. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1516-4446200600050000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>25</B>. Nagy J, Szatmari P. A chart review    of schizotypal personality disorders in Children. <I>J Autism Dev Dis</I>. 1986;16(3):35167.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1516-4446200600050000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>26</B>. Dahl EK, Cohen DJ, Provence S. Clinical    and multivariate approaches to the nosology of pervasive developmental disorders.    <I>J Am Acad Child Psychiatry.</I> 1986;25(2):17080. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1516-4446200600050000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>27</B>. Cohen DJ, Volkmar FR, Paul R. Issues    in the classification of pervasive developmental disorders: history and current    status of nosology. <I>J Am Acad Child Psychiatry</I>. 1986;25(2):15861. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1516-4446200600050000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>28</B>. Towbin KE, Dykens EM, Pearson GS,    Cohen DJ. Conceptualizing "borderline syndrome of childhood" and "childhood    schizophrenia" as a developmental disorder. <I>J Am Acad Child Adolesc    Psychiatry</I>. 1993;32(4):775-82. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1516-4446200600050000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>29</B>. Van der Gaag RJ, Buitelaar J, Van    den Ban E, Bezemer M, Njio L, Van Engeland H. 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Multiple    complex developmental disorder: the 'multiple and complex' evolution of the    'childhood borderline syndrome' construct. <I>J Am Acad Child Adolesc Psychiatry.</I>    2001;40(8):954-64. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1516-4446200600050000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>31</B>. Jansen LM, Gispen-de Wied CC, van    der Gaag RJ, van Engeland H. Differentiation between autism and multiple complex    developmental disorder in response to psychosocial stress. <I>Neuropsychopharmacology.</I>    2003;28(3):582-90. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1516-4446200600050000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>32</B>. Green J, Jacobs B. In-patient child    psychiatry: modern practice, research and the future. 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Tantam D. Lifelong eccentricity and    social isolation II: Asperger's syndrome or schizoid personality disorder? <I>Brit    J Psychiatry</I>. 1988;153:777-82. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1516-4446200600050000300040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>41</B>. Scheeringa MS. 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Attachment disorders in infancy and early childhood: a preliminary    investigation of diagnostic criteria. <I>Am J Psychiatry</I>. 1998;155(2):295-7.    </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1516-4446200600050000300042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>43</B>. Joseph R. Environmental influences    on neural plasticity, the limbic system, emotional development and attachment:    a review. <I>Child Psychiatry Hum Dev</I>. 1999;29(3):189-208. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1516-4446200600050000300043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>44</B>. Rourke BP, Finlayson MA. Neuropsychological    significance of variations in patterns of academic performance: verbal and visual-spatial    abilities. <I>J Abnorm Child Psychol</I>. 1978;6(1):121-33. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1516-4446200600050000300044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>45</B>. Rourke BP. Nonverbal Learning Disabilities:    the syndrome and the model. New York: Guilford Press; 1989. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1516-4446200600050000300045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>46</B>. Rourke BP. Introduction: the NLD Syndrome    and the White Matter Model. In: Syndrome of Nonverbal Learning Disabilities.    Neurodevelopmental Manifestations. New York: Guilford Press; 1995. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1516-4446200600050000300046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>47</B>. Rapin I, Allen DA. Developmental language    disorders: nosological considerations. In: Kirk U. Neuropsychology of language,    reading and spelling. New York: Academic Press; 1983. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1516-4446200600050000300047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>48</B>. Bishop DV. Autism, Asperger's syndrome    and semantic-pragmatic disorder: where are the boundaries? <I>Br J Dis Commun.</I>    1989;24(2):107-21. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1516-4446200600050000300048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>49</B>. Bishop DV, Rosenbloom L. Childhood    language disorders: classification and overview. In: Yule W, Rutter M, eds.    Language development and disorders. 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Semantic-pragmatic    disorder (or a little bit autistic?). <I>College of Speech and Language Therapists    Bulletin</I>. 1993;June:18. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1516-4446200600050000300051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>52</B>. Shields J, Varley R, Broks P, Simpson    A. Social cognition in developmental language disorders and high level autism.    <I>Dev Med Child Neurol</I>. 1996;38(6):487-95. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1516-4446200600050000300052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>53</B>. Brook SL, Bowler DM. Autism by other    name? Semantic and pragmatic impairments in children. <I>J Autism Dev Disord</I>.    1992;22:61-81. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1516-4446200600050000300053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>54</B>. Rapin I, Allen DA. The semantic-pragmatic    d&eacute;ficit disorder: classification issues. <I>Int J Lang Commun Disord</I>.    1998;33(1)82-7, discussion: 95-108. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1516-4446200600050000300054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"><B>55</B>. Volkmar FR, Klin A, Pauls D. 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Borderline disorders    of childhood: an overview. <I>J Am Acad Child Adolesc Psychiatry</I>. 1990;29(3):327-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1516-4446200600050000300057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <B><a name="end"></a><a href="#tx"><img src="/img/revistas/rbp/v28s1/seta.gif" border="0"></a>    Correspond&ecirc;ncia    <br>   </B>Marcos T. Mercadante    <br>   R. da Consola&ccedil;&atilde;o, 896 - 6º    andar, sala 62    <br>   CEP 01302-907 S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Financiamento: Os autores agradecem ao MackPesquisa    pelo suporte aos projetos de pesquisa do    Dr. Mercadante e Dr. Schwartzman    <br>   Conflito de interesses: Inexistente</font></p>      ]]></body><back>
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