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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Plataformas Tecnológicas e as práticas de pesquisa em biomedicina - observações preliminares sobre o uso de dispositivos globais e instituições locais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Technological platforms and the biomedical research practices - preliminary notes on the use of global mechanisms and local institutions]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Brazilian Policy on Health Sciences and Technology, inspired both by the action of international bodies such as OECD and WHO and by the emergence of the concepts of innovation and national innovation system, encourages the introduction of mechanisms for coordinating scientific research within public research institutions (PRIs). Thus, during the last decade, the PRIs have made use of coordination mechanisms such as technology platforms. In this article I analyze the use of the mechanism "Platform" in a local and specific area of science production in the field of biomedicine. For this purpose, we analyzed the experience of a public research institution in the field of biomedicine in organizing a network of Technology Platforms. The analysis focuses on the heterogeneous and circumstantial relationships that support the adoption and particularly the use of the platform in the coordination of practices between research groups and laboratories in the area of biomedicine. In summary, this study investigates the local use of mechanisms related to the contemporary international production of scientific knowledge, thus joining the studies that promote systematic investigations on the process of dissemination of global entities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>INTERFACE</b></font> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="title"></a>Plataformas Tecnol&oacute;gicas e as pr&aacute;ticas de pesquisa em biomedicina &#150; observa&ccedil;&otilde;es preliminares sobre o uso de dispositivos globais e institui&ccedil;&otilde;es locais<a href="#nt01"><sup>1</sup></a><sup>,</sup><a href="#nt02"><sup>2</sup></a></b></FONT></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Technological platforms and the biomedical research practices &#150; preliminary notes on the use of global mechanisms and local institutions</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&aacute;rcia de Oliveira Teixeira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pesquisadora Adjunta da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) / Escola Polit&eacute;cnica de Sa&uacute;de Joaquim Ven&acirc;ncio (EPSJV) &#150; Brasil. Docente dos programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o em Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de (Instituto de Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica em Sa&uacute;de/FIOCRUZ) e Ensino de Bioci&ecirc;ncias em Sa&uacute;de (Instituto Oswaldo Cruz / FIOCRUZ). E&#45;mail: <a href="mailto:marciat@fiocruz.br">marciat@fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></FONT></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Pol&iacute;tica Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em Sa&uacute;de, inspirada pela a&ccedil;&atilde;o de organismos internacionais, como a OCDE e OMS, pela emerg&ecirc;ncia das no&ccedil;&otilde;es de inova&ccedil;&atilde;o e de Sistema Nacional de Inova&ccedil;&atilde;o, estimula a introdu&ccedil;&atilde;o de dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o das atividades de pesquisa cient&iacute;fica em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa (IPP). Assim, na &uacute;ltima d&eacute;cada, alguns dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o foram adotados por IPPs, a exemplo das plataformas tecnol&oacute;gicas. Neste artigo, analisamos o uso do dispositivo "Plataforma" em um espa&ccedil;o local e espec&iacute;fico de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia na &aacute;rea de biomedicina. Para tanto, analisamos a experi&ecirc;ncia de uma (IPP) na &aacute;rea de biomedicina na organiza&ccedil;&atilde;o de uma Rede de Plataformas Tecnol&oacute;gicas. A an&aacute;lise concentra&#45;se nas rela&ccedil;&otilde;es heterog&ecirc;neas e circunstanciais que sustentam a ado&ccedil;&atilde;o e, particularmente, o uso da plataforma na coordena&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de pesquisa entre grupos e laborat&oacute;rios na &aacute;rea de biomedicina. Em s&iacute;ntese, este trabalho investiga o uso local de dispositivos associados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o internacional e contempor&acirc;nea de conhecimentos cient&iacute;ficos, filiando&#45;se, portanto, aos estudos que promovem investiga&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas do processo de dissemina&ccedil;&atilde;o global de entidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavra&#45;chave:</b> Biomedicina. Plataformas Tecnol&oacute;gicas. Coaliza&ccedil;&atilde;o Concorrencial. Capitalismo Acad&ecirc;mico. Translocaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The Brazilian Policy on Health Sciences and Technology, inspired both by the action of international bodies such as OECD and WHO and by the emergence of the concepts of innovation and national innovation system, encourages the introduction of mechanisms for coordinating scientific research within public research institutions (PRIs). Thus, during the last decade, the PRIs have made use of coordination mechanisms such as technology platforms. In this article I analyze the use of the mechanism "Platform" in a local and specific area of science production in the field of biomedicine. For this purpose, we analyzed the experience of a public research institution in the field of biomedicine in organizing a network of Technology Platforms. The analysis focuses on the heterogeneous and circumstantial relationships that support the adoption and particularly the use of the platform in the coordination of practices between research groups and laboratories in the area of biomedicine. In summary, this study investigates the local use of mechanisms related to the contemporary international production of scientific knowledge, thus joining the studies that promote systematic investigations on the process of dissemination of global entities.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords:</b> Biomedicine. Technology platforms. Competition coalition. Capitalism academic. Translocalization.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A Pol&iacute;tica Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia em Sa&uacute;de, inspirada pelo ambiente de pesquisa norte&#45;americano e da Europa Ocidental, pela a&ccedil;&atilde;o de organismos internacionais, como a Organiza&ccedil;&atilde;o de Coopera&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), pela emerg&ecirc;ncia das no&ccedil;&otilde;es de inova&ccedil;&atilde;o e de Sistema Nacional de Inova&ccedil;&atilde;o no ambiente local de pesquisa, estimula a introdu&ccedil;&atilde;o de novos dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o das atividades de pesquisa cient&iacute;fica em Institui&ccedil;&otilde;es P&uacute;blicas de Pesquisa (IPP). Assim, na &uacute;ltima d&eacute;cada alguns dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o foram adotados por IPPs, a exemplo das redes cooperativas (Teixeira <I>et al.</I>, 2009) e das plataformas tecnol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As plataformas tecnol&oacute;gicas, como dispositivo de coordena&ccedil;&atilde;o, promovem a utiliza&ccedil;&atilde;o em larga escala, em diferentes &aacute;reas de pesquisa e disciplinas, de equipamentos de grande porte e multiusu&aacute;rios associada &agrave; pesquisa cient&iacute;fica colaborativa e &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica entre diferentes setores econ&ocirc;micos. As plataformas atuam na aquisi&ccedil;&atilde;o, na manuten&ccedil;&atilde;o e na coordena&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o da infraestrutura da pesquisa experimental, sobretudo desses equipamentos, por equipes de pesquisa inter ou multi&#45;institucional (Chompalov, 1999). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, as plataformas tecnol&oacute;gicas como instrumentos de coordena&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;fica e de est&iacute;mulo ao desenvolvimento de tecnologias remetem &agrave; a&ccedil;&atilde;o do CNPq, mais especificamente &agrave; terceira fase do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (PADCT)<a name="tx03"></a><a href="#nt03"><sup>3</sup></a>. Nessa fase, decidiu&#45;se pelo "desenho detalhado de um processo de gera&ccedil;&atilde;o de demanda junto ao setor produtivo privado e junto aos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos, potenciais clientes e atores na implementa&ccedil;&atilde;o de projetos cooperativos" (Rocha, 2000), incorporado ao componente de desenvolvimento tecnol&oacute;gico (CDT) do PADCT III. Segundo Ivan Rocha, "C. Weiss, consultor do Banco Mundial, cunhou a palavra 'plataforma' como a emula&ccedil;&atilde;o de um ambiente de comunica&ccedil;&atilde;o entre os atores envolvidos, tomando emprestado (por inspira&ccedil;&atilde;o) este termo da Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o" (Rocha, 2000). Marileusa Chiarello (2000), todavia, ressalta que o Subprograma de Biotecnologia do PADCT II foi pioneiro ao estimular parcerias entre atores de cadeias produtivas para a identifica&ccedil;&atilde;o de gargalos tecnol&oacute;gicos e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As plataformas tecnol&oacute;gicas do PADCT III buscavam associa&ccedil;&otilde;es entre institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de pesquisa, ind&uacute;strias, servi&ccedil;os e organismos governamentais vinculados a um mesmo setor da economia. O intuito era identificar gargalos tecnol&oacute;gicos e, a partir deles, estimular a formula&ccedil;&atilde;o de projetos cooperativos para o desenvolvimento de produtos e processos. A primeira rodada financiou uma plataforma dedicada a medicamento para uma doen&ccedil;a negligenciada, no caso Medicamento para o combate &agrave; tuberculose proposto pela Sociedade de Qu&iacute;mica Fina para Combate a Doen&ccedil;as Tropicais (QTROP) (Chiarello, 2000: 99). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O prop&oacute;sito do PADCT, ao sugerir a ado&ccedil;&atilde;o das plataformas, &eacute; similar aos programas financiados e/ou apoiados pela Comiss&atilde;o Europeia e pela OCDE. "Las Plataformas Tecnol&oacute;gicas son una agrupaci&oacute;n de entidades interesadas en un sector concreto, lideradas por la industria, con el objetivo de definir una Agenda Estrat&eacute;gica de Investigaci&oacute;n (..) sobre temas estrat&eacute;gicamente importantes y con una gran relevancia social, en los cuales lograr los objetivos europeos de crecimiento, competitividad y sostenibilidad dependen de los avances tecnol&oacute;gicos y de investigaci&oacute;n a medio y largo plazo. Las Plataformas Tecnol&oacute;gicas se basan en la definici&oacute;n de una Agenda Estrat&eacute;gica de investigaci&oacute;n y en la movilizaci&oacute;n de la masa cr&iacute;tica de investigaci&oacute;n y de esfuerzo innovador necesarios" (Fundaci&oacute;n para el conocimiento, 2004). Em s&iacute;ntese, &eacute; poss&iacute;vel caracterizar as plataformas tecnol&oacute;gicas adotadas pelo CNPq, no contexto do PADCT, e pela Comiss&atilde;o Europeia como instrumento para associar entidades p&uacute;blicas e privadas ligadas a um determinado setor produtivo e concorrendo para a defini&ccedil;&atilde;o de uma agenda estrat&eacute;gica de investiga&ccedil;&atilde;o (Fundaci&oacute;n para el conocimiento, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recentemente, o uso de plataformas tecnol&oacute;gicas aparece relacionado a processos de reorganiza&ccedil;&atilde;o de IPPs, em especial a introdu&ccedil;&atilde;o de estruturas mais flex&iacute;veis. Todavia, h&aacute; pouco conhecimento sistematizado sobre o uso desse dispositivo pelas IPPs nacionais e seus poss&iacute;veis efeitos nos conhecimentos cient&iacute;ficos produzidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste artigo, portanto, &eacute; analisar o uso do dispositivo "plataforma" em um espa&ccedil;o local e espec&iacute;fico de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia na &aacute;rea de biomedicina<a name="tx04"></a><a href="#nt04"><sup>4</sup></a>. Selecionamos, por conseguinte, a experi&ecirc;ncia de uma IPP da &aacute;rea de biomedicina na organiza&ccedil;&atilde;o de uma rede<a name="tx05"></a><a href="#nt05"><sup>5</sup></a> de Plataformas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O trabalho est&aacute; organizado em torno de 4 se&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m desta introdu&ccedil;&atilde;o. A primeira traz considera&ccedil;&otilde;es acerca do ambiente global de pesquisa, no qual as plataformas se disseminaram. A seguir, discorre sobre as principais t&eacute;cnicas e os referenciais te&oacute;ricos utilizados para sistematiza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o. Na terceira se&ccedil;&atilde;o, uma descri&ccedil;&atilde;o do ambiente local de pesquisa e das Plataformas Tecnol&oacute;gicas. Na quarta e &uacute;ltima, as conclus&otilde;es preliminares. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>2. Plataformas &#150; Ambiente e situa&ccedil;&otilde;es de uso</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A emerg&ecirc;ncia das plataformas tecnol&oacute;gicas, das redes cooperativas, dos cons&oacute;rcios de pesquisa, das alian&ccedil;as estrat&eacute;gicas e dos centros de excel&ecirc;ncia avizinha&#45;se da dissemina&ccedil;&atilde;o da pesquisa cient&iacute;fica colaborativa nos &uacute;ltimos 30 anos (Shrum <I>et al</I>, 2007; Chompalov <I>et al</I>, 1999). Na literatura, a intensifica&ccedil;&atilde;o da pesquisa colaborativa &eacute; relacionada, por sua vez, &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o de projetos que requerem grandes volumes de recursos, a expertise em diferentes &aacute;reas de conhecimento, al&eacute;m de instrumenta&ccedil;&otilde;es complexas e diversificadas, incorporadas ou n&atilde;o a equipamentos (Larsen, 2008; Chompalov <I>et al.</I>, 1999). Essas caracter&iacute;sticas isoladamente ou em pares se manifestam em diferentes ambientes e momentos da produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia. Por&eacute;m, quando associadas, descrevem a configura&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea para a produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia nos centros de pesquisa norte&#45;americanos e da Europa Ocidental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outras caracter&iacute;sticas somam&#45;se para a produ&ccedil;&atilde;o dessa configura&ccedil;&atilde;o. As a&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais de fomento &agrave; C&amp;T secundarizam os fundos orientados para apoiar projetos individuais de pesquisa, ancorado em um laborat&oacute;rio, com predom&iacute;nio de uma &aacute;rea de conhecimento, com perspectivas difusas de interse&ccedil;&atilde;o com setores da sociedade, em especial com a ind&uacute;stria. Em contrapartida, valorizam&#45;se os fundos orientados para apoiar, fortalecer e expandir a pesquisa cient&iacute;fica colaborativa, marcada por projetos de grande envergadura, executado por equipes de pesquisa de diferentes laborat&oacute;rios (p&uacute;blicos e privados / industriais ou universit&aacute;rios), os quais suportam subcontrata&ccedil;&atilde;o de pequenas empresas, situados em regi&otilde;es e pa&iacute;ses diferentes, com diversidade de &aacute;reas de conhecimento, divis&atilde;o de tarefas, com perspectivas de interse&ccedil;&atilde;o com setores espec&iacute;ficos da sociedade bem delineados, em especial, com o setor produtivo industrial. Logo, a colabora&ccedil;&atilde;o informal entre pesquisadores transfigura&#45;se em uma forma de colabora&ccedil;&atilde;o sustentada pelo trabalho cooperativo entre equipes de diferentes laborat&oacute;rios e/ou institui&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, duas caracter&iacute;sticas distinguem a atual configura&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia &#45; a &ecirc;nfase na pesquisa de objetos e temas com alto potencial de absor&ccedil;&atilde;o pelos setores produtivos e o uso intensivo de equipamentos de grande porte e multiusu&aacute;rios. Ambas est&atilde;o na base da dissemina&ccedil;&atilde;o da pesquisa cient&iacute;fica colaborativa e do uso de dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o da pesquisa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sheila Slaughter e Gary Rhoades consideram que essa din&acirc;mica e seus efeitos para as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e forma&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica assumem a forma do "capitalismo acad&ecirc;mico" (Slaughter <I>et al.</I>, 2004). Fuller (1995) e Simon Schwartzman (1999), por sua vez, prop&otilde;em pensar em um processo gradual de penetra&ccedil;&atilde;o do modo industrial na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento, por conseguinte, a constitui&ccedil;&atilde;o de um ambiente prop&iacute;cio &agrave; acelera&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o industrial baseada em ci&ecirc;ncia por meio da aproxima&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o de centros de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia com o setor produtivo, notadamente o industrial. Nos EUA, essa aproxima&ccedil;&atilde;o conhece momentos de maior e menor intensidade, por&eacute;m seu &aacute;pice &eacute; a coaliza&ccedil;&atilde;o entre Estado, as universidades e centros de pesquisa com o setor industrial em torno das tecnologias militares no p&oacute;s&#45;guerra (Slaughter <I>et al.</I>, 1996). Slaughter e Rhoades (1996; 2004), entre outros autores, elegeram o per&iacute;odo p&oacute;s&#45;guerra fria como marco da atual configura&ccedil;&atilde;o, na qual a coaliz&atilde;o em torno da guerra descola&#45;se para a competitividade comercial entre empresas, pa&iacute;ses e bloco de pa&iacute;ses (Slaughter <I>et al.</I>, 1996). A C&amp;T torna&#45;se componente estrat&eacute;gico do desenvolvimento nacional, baseado no recrudescimento da competitividade econ&ocirc;mica das corpora&ccedil;&otilde;es. Estamos, de fato, tratando da posi&ccedil;&atilde;o da C&amp;T na nova fase de acumula&ccedil;&atilde;o do capital, marcada pela expans&atilde;o do capital financeiro e pela reestrutura&ccedil;&atilde;o produtiva baseada amplamente na incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o e na flexibiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho. Trata&#45;se de um processo de expans&atilde;o da globaliza&ccedil;&atilde;o da acumula&ccedil;&atilde;o do capital e translocaliza&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de socializa&ccedil;&atilde;o que transbordam para as pr&aacute;ticas cient&iacute;ficas e de organiza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa (Nunes, 2002). A cria&ccedil;&atilde;o de ambientes favor&aacute;veis &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es entre universidades e centros de pesquisa acad&ecirc;mica e a ind&uacute;stria passa por mudan&ccedil;as no marco regulat&oacute;rio, fundos de financiamento, constitui&ccedil;&atilde;o de agendas de pesquisa induzidas e pela dissemina&ccedil;&atilde;o de redes, cons&oacute;rcios e demais dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o do trabalho de equipes dispersas em diferentes institui&ccedil;&otilde;es em torno de um tem&aacute;rio comum. Um elemento central do processo &eacute; o recrudescimento da ci&ecirc;ncia propriet&aacute;ria, traduzida pela dissemina&ccedil;&atilde;o de legisla&ccedil;&otilde;es e acordos internacionais em torno da propriedade intelectual. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, os impactos na C&amp;T s&atilde;o sentidos com maior &ecirc;nfase a partir da d&eacute;cada de 1990 com a organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, da distribui&ccedil;&atilde;o e do consumo de bens e servi&ccedil;os, segundo uma estrat&eacute;gia mundial e para a competitividade no mercado mundial. Nesse per&iacute;odo, al&eacute;m de um aumento sem precedentes dos recursos para C&amp;T, temos o in&iacute;cio do processo de reformula&ccedil;&atilde;o e posterior implanta&ccedil;&atilde;o do novo marco regulat&oacute;rio (Teixeira <I>et. al</I>. 2009), bem como de pol&iacute;ticas setoriais, a exemplo da Pol&iacute;tica Nacional de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. A despeito do esfor&ccedil;o nacional de afina&ccedil;&atilde;o com as a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas e pol&iacute;ticas globais, no tocante &agrave; C&amp;T o Brasil mant&eacute;m algumas caracter&iacute;sticas singulares.  A exemplo de outros pa&iacute;ses, como Fran&ccedil;a (Shinn <I>et al.</I>, 2005) e os EUA (Shapin, 2008), o Estado segue como maior financiador da atividade de pesquisa. Entretanto, as institui&ccedil;&otilde;es e os organismos p&uacute;blicos s&atilde;o os maiores consumidores do conhecimento cient&iacute;fico produzido. Consideramos que essa singularidade talvez influencie o modo como utilizamos localmente os dispositivos e as estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas globais de C&amp;T. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse ambiente de transbordamento de formas de coordena&ccedil;&atilde;o, controle do trabalho e concep&ccedil;&otilde;es organizacionais do mundo produtivo industrial para as institui&ccedil;&otilde;es de C&amp;T, as plataformas e redes s&atilde;o dispositivos emergentes. Assim, quando investigamos o uso local de dispositivos associados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o internacional e contempor&acirc;nea de conhecimentos cient&iacute;ficos, estamos reunindo elementos sobre a din&acirc;mica local da atual configura&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia, ou seja, sua translocaliza&ccedil;&atilde;o (Nunes, 2002).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>3. T&eacute;cnicas de pesquisa e referenciais te&oacute;ricos </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Selecionamos a experi&ecirc;ncia da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz) na organiza&ccedil;&atilde;o e no uso de uma Rede de Plataformas Tecnol&oacute;gicas. &Eacute; importante salientar que o fen&ocirc;meno em estudo &eacute; um processo em desenvolvimento, assim consideramos que algumas de suas caracter&iacute;sticas certamente mudar&atilde;o ao longo do desenvolvimento do estudo. Esse aspecto tem sido fundamental para a aproxima&ccedil;&atilde;o com os trabalhos de Howard Becker (1998) e, em especial, de Anselm Strauss (Strauss <I>et al</I>, 2008; 1997) sobre a estrutura&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento da pesquisa social. Muito embora, &eacute; importante salientar, o estudo (bem como este artigo) n&atilde;o possa ser tomado como um exemplo de uso da teoria ancorada (Strauss <I>et al</I>, 1997). &Eacute; mais uma inspira&ccedil;&atilde;o, uma lembran&ccedil;a permanente de como a an&aacute;lise dessa experi&ecirc;ncia tem exigido mudan&ccedil;as de rumo em fun&ccedil;&atilde;o dos dados coletados e analisados concomitantemente no processo de idas e vindas a campo; assim, o quadro te&oacute;rico torna&#45;se uma vers&atilde;o moment&acirc;nea da carta cognitiva da problem&aacute;tica explorada pelo pesquisador (Becker, 1998). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s t&eacute;cnicas, utilizamos basicamente entrevistas semiestruturadas, a observa&ccedil;&atilde;o de momentos coletivos e a an&aacute;lise cr&iacute;tica de documentos diversos e do invent&aacute;rio dos atores (compreendendo pesquisadores, t&eacute;cnicos e objetos t&eacute;cnicos constituintes das Plataformas). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O estudo do uso do dispositivo "plataforma" observa princ&iacute;pios, proposi&ccedil;&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es do campo de Estudos Sociais da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (ESCT), filiando&#45;se &agrave;s problematiza&ccedil;&otilde;es do processo de dissemina&ccedil;&atilde;o global de entidades (Nunes, 2002; Mol <I>et al</I>, 1994), das intera&ccedil;&otilde;es entre espa&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e de bens (Slaughter <I>et al.</I>, 1996, 2004; Shapin, 2008), bem como das transforma&ccedil;&otilde;es do processo de organiza&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e objetos t&eacute;cnicos (Law, 2002, 1994; Shapin, 2008). A an&aacute;lise considera as din&acirc;micas institucionais locais; as rela&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, os fatores conjunturais e as injun&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas, o ordenamento jur&iacute;dico; as pr&aacute;ticas culturais locais; os quadros conceituais; as t&eacute;cnicas; os instrumentos cient&iacute;ficos pr&oacute;prios a cada &aacute;rea de pesquisa como elementos essenciais &agrave; an&aacute;lise. Nesse sentido, h&aacute; uma grande influ&ecirc;ncia das cr&iacute;ticas &agrave; Teoria do Ator Rede, notadamente de John Law (2002; 2004), que destacam a posi&ccedil;&atilde;o dos processos pol&iacute;ticos e sua an&aacute;lise para a compreens&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia em espa&ccedil;os espec&iacute;ficos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para analisar essa situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, formulamos duas quest&otilde;es: a) Quais processos sustentam a ado&ccedil;&atilde;o das Plataformas?; b) Quais sentidos s&atilde;o atribu&iacute;dos pelos atores &agrave;s "plataformas tecnol&oacute;gicas"?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adotamos tamb&eacute;m as seguintes premissas: primeiro, pensar nas categorias, nos conceitos e nos dispositivos como contextos espec&iacute;ficos, nos quais as formas variam com as condi&ccedil;&otilde;es locais de produ&ccedil;&atilde;o. Tratamos os fatos, os artefatos, as plataformas e a gest&atilde;o do processo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos cient&iacute;ficos como processos situados, logo sujeitos a varia&ccedil;&otilde;es locais (Law, 2002). A an&aacute;lise concentra&#45;se nas rela&ccedil;&otilde;es heterog&ecirc;neas e circunstanciais que sustentam a ado&ccedil;&atilde;o e, particularmente, o uso da plataforma na coordena&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de pesquisa entre grupos e laborat&oacute;rios na &aacute;rea de biomedicina. Segundo, se o uso desses dispositivos promove mudan&ccedil;as no processo de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos como propugna a literatura, altera&ccedil;&otilde;es no uso poder&atilde;o produzir efeitos no conte&uacute;do e na forma dos fatos e artefatos cient&iacute;ficos. Por outro lado, se o uso altera a forma, &eacute; poss&iacute;vel indagar se as plataformas locais s&atilde;o o mesmo dispositivo que a literatura descreve e analisa ao investigar espa&ccedil;os de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia no centro<a name="tx06"></a><a href="#nt06"><sup>6</sup></a> (Nunes, 2002). Assim, embora o ambiente de pesquisa apresente similaridades com os ambientes situados no centro (Nunes, 2002) e sofra as influ&ecirc;ncias das atuais rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia, talvez elas n&atilde;o sejam determinantes para a configura&ccedil;&atilde;o da forma, do conte&uacute;do, bem como do processo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimentos cient&iacute;ficos. As singularidades locais produzem deslocamentos e novas configura&ccedil;&otilde;es (Mol <I>et al.</I>, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra importante influ&ecirc;ncia s&atilde;o as contribui&ccedil;&otilde;es de Alberto Cambrosio e Peter Keating. Al&eacute;m dos trabalhos sobre plataformas (Keating <I>et al</I>, 2006), destacamos a no&ccedil;&atilde;o de biomedicina empregada para designar o processo iniciado depois da Segunda Guerra Mundial de articula&ccedil;&atilde;o entre biologia, medicina, ci&ecirc;ncia, tecnologia, inova&ccedil;&atilde;o e rotinas. &Eacute; poss&iacute;vel abrigarmos os grupos e as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa envolvidas com as grandes &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de e das Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas sob o conceito de Biomedicina, bem como temas e objetos como a pesquisa com insumos em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>4. Descri&ccedil;&atilde;o do Ambiente de Pesquisa </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Fiocruz &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica centen&aacute;ria, vinculada ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de brasileiro e constitu&iacute;da por quinze Institutos distribu&iacute;dos por seis cidades (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Recife e Manaus) situadas em quatro diferentes regi&otilde;es geogr&aacute;ficas do pa&iacute;s, mas com forte concentra&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o sudeste. As atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnol&oacute;gico concentram&#45;se na &aacute;rea de biomedicina (pesquisa cl&iacute;nica, das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, das bioci&ecirc;ncias) e das ci&ecirc;ncias sociais e humanas em sa&uacute;de, com &ecirc;nfase no estudo das doen&ccedil;as infecto&#45;parasit&aacute;rias (Brasil, 2007). Em 2009, a Fiocruz contabilizava 281 Grupos de Pesquisa cadastrados junto &agrave; base do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), dos quais 253 na &aacute;rea de biomedicina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A estrutura organizacional da Fiocruz &eacute; composta por uma Presid&ecirc;ncia (eleita para per&iacute;odo de quatro anos e nomeada pelo Presidente da Rep&uacute;blica do Brasil), quatro vice&#45;presid&ecirc;ncias (organizadas a partir dos programas institucionais definidos no Plano Anual  &#45; PA), al&eacute;m de &oacute;rg&atilde;os assessores. Internamente, os Institutos da Fiocruz at&eacute; 2007 organizavam&#45;se em departamentos com forte presen&ccedil;a das disciplinas cient&iacute;ficas. Em 2007, uma nova estrutura foi aprovada, cujo foco foram a extin&ccedil;&atilde;o gradativa da l&oacute;gica departamental e o est&iacute;mulo &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de estruturas mais flex&iacute;veis (redes; plataformas de equipamentos; laborat&oacute;rios flex&iacute;veis), &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis hier&aacute;rquicos e &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o de grupos em laborat&oacute;rios concebidos a partir dos objetos e temas de pesquisa (Buss <I>et al</I>, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa cient&iacute;fica e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico s&atilde;o complementados pelo ensino de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o <I>latu </I>e<I> stricto sensu</I>. A expans&atilde;o do ensino iniciou&#45;se no segundo quartel da d&eacute;cada de 1990. Em 2001, contabilizava oito programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o e, em 2008, esse n&uacute;mero atingiu o total de treze cursos (Brasil, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Fiocruz mant&eacute;m dois Institutos dedicados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o fabril de medicamentos, vacinas e insumos diagn&oacute;sticos para suprir, fundamentalmente, os programas coordenados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de brasileiro. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A atividade de pesquisa &eacute; financiada com recursos pr&oacute;prios, oriundos do or&ccedil;amento do Tesouro nacional. Eles s&atilde;o complementados com fomentos individuais obtidos junto a ag&ecirc;ncias nacionais e internacionais de financiamento &agrave; pesquisa, al&eacute;m dos recursos obtidos junto &agrave; Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) (Brasil, 2009). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A despeito do seu reconhecimento internacional, a Fiocruz inicia o s&eacute;culo XXI discutindo a posi&ccedil;&atilde;o das atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnol&oacute;gico e produ&ccedil;&atilde;o em seu projeto institucional. De fato, as discuss&otilde;es que se sucedem compartilham preocupa&ccedil;&otilde;es e temas presentes nos debates sobre o setor sa&uacute;de no per&iacute;odo. E &eacute; preciso considerar que, embora a ci&ecirc;ncia e a tecnologia (C&amp;T) apare&ccedil;am como eixos estruturantes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de desde seus prim&oacute;rdios, estiveram afastadas do n&uacute;cleo duro da reforma sanit&aacute;ria. Durante uma d&eacute;cada, houve um acentuado descolamento entre a pol&iacute;tica de sa&uacute;de e a pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia (Guimar&atilde;es, 2004, 2005; Alburquerque <I>et al.</I>, 2002), descolamento agravado, em parte, pela descontinuidade de a&ccedil;&otilde;es governamentais focadas na ci&ecirc;ncia e na tecnologia, comprometendo assim a implementa&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica nacional e a institui&ccedil;&atilde;o de um marco legal regulat&oacute;rio (Guimar&atilde;es, 2005; 2004; 2003; Campos, 2005). Nos &uacute;ltimos 10 anos, a necessidade de conectar a pesquisa e o desenvolvimento tecnol&oacute;gico &agrave; pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de ganhou express&atilde;o no setor sa&uacute;de e no Governo por interm&eacute;dio dos Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de (MS) e da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT). Em tela, o fortalecimento da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia em Sa&uacute;de (CTS) como componentes da pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de e, sobretudo, do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) (Guimar&atilde;es, 2005; 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro importante debate, ainda em curso, relaciona a fragilidade da base produtiva nacional em sa&uacute;de com a baixa capacidade de inova&ccedil;&atilde;o dos produtores p&uacute;blicos e privados. Em contrapartida, a capacidade de absor&ccedil;&atilde;o de conhecimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico pelo setor produtivo p&uacute;blico e privado e pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de tamb&eacute;m &eacute; t&iacute;mida. Entre as consequ&ecirc;ncias, est&atilde;o a alta depend&ecirc;ncia da importa&ccedil;&atilde;o de produtos intensivos em conhecimentos cient&iacute;ficos e a incipiente avalia&ccedil;&atilde;o de tecnologias (Gadelha, 2008). A revers&atilde;o dessa situa&ccedil;&atilde;o passaria, entre outras a&ccedil;&otilde;es, pela maior articula&ccedil;&atilde;o entre a pol&iacute;tica de sa&uacute;de, a pol&iacute;tica industrial e a pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia, resultando em incentivos &agrave; pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias afinadas com as necessidades de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis (Gadelha, 2008; Buss<I> et al.</I>, 2008; 2005; Brasil; 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe observar que essa &uacute;ltima estrat&eacute;gia avizinha&#45;se da diretriz da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) que preconiza o aumento dos investimentos em pesquisa pelos pa&iacute;ses de menor desenvolvimento, relativo na &aacute;rea das doen&ccedil;as negligenciadas pela grande ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica mundial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; nesse ambiente que a Fiocruz discute estrat&eacute;gias capazes de redirecionarem sua pol&iacute;tica institucional de pesquisa e de desenvolvimento tecnol&oacute;gico (Buss<I> et al.</I>, 2002). O intuito dos redirecionamentos &eacute; priorizar o desenvolvimento de pesquisas de tecnologias com alto potencial de absor&ccedil;&atilde;o pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, compreendendo os produtores nacionais de insumos em sa&uacute;de p&uacute;blicos e privados, al&eacute;m dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de (Brasil, 2005). Assim, a partir de 2002, a Fiocruz concebe e implementa as seguintes iniciativas: Programas de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico em Insumos (PDTIS), em Sa&uacute;de P&uacute;blica (PDTSP), o Centro de Desenvolvimento Tecnol&oacute;gico em Sa&uacute;de (CDTS), o reordenamento do setor de Gest&atilde;o Tecnol&oacute;gica (GESTEC) e a estrutura&ccedil;&atilde;o de Plataformas Tecnol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa fase, algumas ideias que circulavam no ambiente norte&#45;americano e europeu, notadamente nos EUA, no in&iacute;cio dos anos 80 figuram em documentos e pronunciamentos institucionais. Nesse per&iacute;odo, especialmente nos EUA, a ci&ecirc;ncia e tecnologia figuram entre os principais fatores para o aumento da competitividade econ&ocirc;mica e reestrutura&ccedil;&atilde;o da base produtiva (Slaughter <I>et al.</I>, 1996; Shapin, 2008). Os debates que precederam a escolha do novo presidente da Fiocruz, em 2008, oferecem alguns exemplos dessas ideias: a "sa&uacute;de, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia s&atilde;o instrumentos para o desenvolvimento social, para o crescimento econ&ocirc;mico, para a gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda e para a democratiza&ccedil;&atilde;o de oportunidades" (Gadelha, 2008); ou, ainda, a defesa da "acelera&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento de um ambiente favor&aacute;vel &agrave; inova&ccedil;&atilde;o (...) fortalecimento da sua base produtiva e de inova&ccedil;&atilde;o" (Gadelha, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No discurso de posse da presid&ecirc;ncia, proferido em janeiro de 2009, encontramos o refor&ccedil;o &agrave; tese do descolamento entre a pol&iacute;tica de sa&uacute;de e a pol&iacute;tica de ci&ecirc;ncia e tecnologia &#45; "predomina ainda, em nosso pa&iacute;s, o fosso entre a pesquisa e a produ&ccedil;&atilde;o" (Gadelha, 2009). Em outro trecho, agora referindo&#45;se ao lugar da Fiocruz nos pr&oacute;ximos anos, "ser uma das &acirc;ncoras do processo de desenvolvimento nacional em sa&uacute;de em parceria com outras institui&ccedil;&otilde;es nacionais e locais, ajudando a formar uma grande articula&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, cient&iacute;fica, produtiva e pol&iacute;tica, para estruturar uma rede nacional de inova&ccedil;&atilde;o voltada para as necessidades de sa&uacute;de do cidad&atilde;o brasileiro" (Gadelha, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os documentos dos Congressos Internos<a name="tx07"></a><a href="#nt07"><sup>7</sup></a> da Fiocruz s&atilde;o outra fonte de circula&ccedil;&atilde;o dessas ideias, a exemplo do seguinte trecho: "a sa&uacute;de enquanto direito de cidadania e o desenvolvimento da base produtiva e de inova&ccedil;&atilde;o est&atilde;o intimamente relacionados. A primeira postula&ccedil;&atilde;o, sem o suporte de uma base produtiva que lhe d&ecirc; sustenta&ccedil;&atilde;o, torna&#45;se um ideal sem materialidade. Uma base produtiva que n&atilde;o atenda &agrave;s aspira&ccedil;&otilde;es da melhoria da qualidade de vida e da sa&uacute;de de toda a popula&ccedil;&atilde;o gera iniquidade e sofrimento" (Fiocruz, 2010, p. 6). Adiante, a "sa&uacute;de contribui de forma crescente para o dinamismo econ&ocirc;mico das sociedades e sua integra&ccedil;&atilde;o com outros setores, como ci&ecirc;ncia e tecnologia, com&eacute;rcio exterior e pol&iacute;tica industrial, entre outros, pode influir decisivamente no modelo de desenvolvimento de nosso pa&iacute;s" (Fiocruz, 2010, p. 7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 2001 e 2010, al&eacute;m das iniciativas identificadas, multiplicaram&#45;se pronunciamentos, documentos e a&ccedil;&otilde;es que procuraram intensificar o desenvolvimento de tecnologias com alto potencial de absor&ccedil;&atilde;o para o setor produtivo nacional e para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Essas a&ccedil;&otilde;es priorizaram a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica diante do conjunto de atividades da institui&ccedil;&atilde;o (Teixeira <I>et al.</I>, 2009). Dois exemplos concretos da a&ccedil;&atilde;o de tornar a inova&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica e priorit&aacute;ria &eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o de uma Vice&#45;presid&ecirc;ncia de Inova&ccedil;&atilde;o e Produ&ccedil;&atilde;o, em 2007, e do Portf&oacute;lio de Inova&ccedil;&atilde;o da Fiocruz, em meados de 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4.1 <i>Descri&ccedil;&atilde;o das Plataformas Tecnol&oacute;gicas</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No documento que instituiu o PDTIS, n&atilde;o h&aacute; men&ccedil;&atilde;o &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede de plataformas (Brasil, 2002). A iniciativa surge no processo de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa, mas especificamente como resultado do acompanhamento e da avalia&ccedil;&atilde;o de projetos. As Plataformas Tecnol&oacute;gicas foram constitu&iacute;das em 2004 a partir do primeiro workshop de avalia&ccedil;&atilde;o dos projetos apoiados pelo PDTIS. O N&uacute;cleo Gestor do PDTIS mapeou a expertise t&eacute;cnica na opera&ccedil;&atilde;o de equipamentos multiusu&aacute;rios e t&eacute;cnicas de base molecular dispon&iacute;vel na Fiocruz, bem como novas necessidades frente &agrave;s demandas apresentadas pelos projetos apoiados pelo Programa. Entretanto, a organiza&ccedil;&atilde;o de Plataformas novas, para as quais n&atilde;o havia uma infraestrutura e capacidade t&eacute;cnica, foi posterior. Um exemplo s&atilde;o as Subunidades de Criopreserva&ccedil;&atilde;o e Transgenia (Plataforma de Animais de Laborat&oacute;rio) organizadas em 2008. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O PDTIS utiliza como dispositivo de organiza&ccedil;&atilde;o a "rede cooperativa" (Teixeira <I>et al.</I>, 2009 a,b). O mesmo dispositivo foi adotado para as Plataformas Tecnol&oacute;gicas. Sendo assim, a Fiocruz, por interm&eacute;dio do PDTIS, possui uma Rede de Plataformas Tecnol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora possua uma rela&ccedil;&atilde;o umbilical com o PDTIS, a Rede de Plataformas foi concebida para funcionar segundo uma l&oacute;gica de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho bastante espec&iacute;fica &#45; a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos para laborat&oacute;rios de pesquisa na &aacute;rea da biomedicina. Portanto, originalmente, ela n&atilde;o deveria restringir&#45;se aos projetos apoiados pelo Programa institucional de indu&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento tecnol&oacute;gico de insumo. No documento <I>Consulta sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de Plataformas Tecnol&oacute;gicas &agrave; comunidade cient&iacute;fica da Fiocruz</I> (Brasil, 2004), lemos que: "essas plataformas tecnol&oacute;gicas objetivar&atilde;o, pela concentra&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, prestar servi&ccedil;os &agrave;s pesquisas da Fiocruz e de outras entidades de pesquisa e desenvolvimento nacionais e eventualmente internacionais" (Brasil, 2004). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Rede de Plataformas Tecnol&oacute;gicas &eacute; constitu&iacute;da por 12 Plataformas, subdivididas em 39 subunidades / laborat&oacute;rios, distribu&iacute;das por 5 dos 6 <I>campis</I> da Fiocruz. Durante a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo explorat&oacute;rio, verificamos que h&aacute; 22 subunidades instaladas no campus do Rio de Janeiro, representando 56% do total. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua distribui&ccedil;&atilde;o entre os institutos t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;ficos da Fiocruz, observamos alta concentra&ccedil;&atilde;o no Instituto Oswaldo Cruz (IOC) no Rio de Janeiro. O IOC participa de 9 plataformas, subdivididas em 17 subunidades, correspondendo a 75% das plataformas instaladas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As Plataformas Tecnol&oacute;gicas da Fiocruz foram instaladas em laborat&oacute;rios de pesquisa com compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica na realiza&ccedil;&atilde;o de ensaios e com alguma capacidade t&eacute;cnica para a realiza&ccedil;&atilde;o de um maior volume de an&aacute;lises. As Plataformas Tecnol&oacute;gicas compartilham o espa&ccedil;o f&iacute;sico, a chefia do laborat&oacute;rio e, em grande parte, a mesma equipe de pesquisa dos laborat&oacute;rios nos quais est&atilde;o localizadas. A Fiocruz investiu no melhoramento das instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, na aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos mais modernos e/ou que possibilitam maior capacidade de processamento de amostras e amplia&ccedil;&atilde;o da equipe t&eacute;cnica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Registramos, entretanto, uma expressiva presen&ccedil;a de discentes vinculados aos programas de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o mantidos pela Fiocruz, notadamente de doutores, nas equipes t&eacute;cnicas. E h&aacute; outros ind&iacute;cios das rela&ccedil;&otilde;es entre a Rede de Plataformas e a atividade de pesquisa &#45; das 12 Plataformas, 10 foram instaladas em laborat&oacute;rios de pesquisa. Apenas duas foram instaladas em espa&ccedil;os sem rela&ccedil;&atilde;o direta e imediata com a atividade de pesquisa, no caso, a Plataforma de M&eacute;todos Anal&iacute;ticos, instalada no Instituto de Tecnologia em F&aacute;rmacos (Farmanguinhos), e a Plataforma de Animais de Laborat&oacute;rio, estruturada no Centro de Cria&ccedil;&atilde;o de Animais de Laborat&oacute;rio (CECAL) da Fiocruz. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso das Plataformas observa uma escala de prioridade, a saber: a) projetos apoiados pelo PDTIS; b) os demais projetos institucionais da Fiocruz; c) projetos desenvolvidos por parceiros institucionais da Fiocruz. Ainda n&atilde;o reunimos informa&ccedil;&otilde;es sobre como se organiza a demanda dos grupos B e C. Do mesmo modo, at&eacute; o momento, n&atilde;o temos dados e ind&iacute;cios suficientes que permitam qualificar as rela&ccedil;&otilde;es entre a Rede de Plataformas e os departamentos de P&amp;D dos institutos de produ&ccedil;&atilde;o de vacinas e medicamento da Fiocruz. Todavia, n&atilde;o identificamos nenhum ind&iacute;cio de que empresas que participam dos processos de transfer&ecirc;ncia de tecnologias para os institutos estejam utilizando a Rede para realiza&ccedil;&atilde;o de algum ensaio t&eacute;cnico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s propriedades do ensaio, at&eacute; o momento, podemos organizar as Plataformas em dois subgrupos. No primeiro grupo, est&atilde;o os ensaios organizados em torno do uso intensivo de um equipamento multiusu&aacute;rio, a exemplo da Plataforma de Prote&ocirc;mica/subunidade de Espectrometria de Massa. No segundo grupo, est&atilde;o os ensaios que requerem o uso de uma ou mais t&eacute;cnicas especializadas e que podem ou n&atilde;o requerer a conjuga&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios equipamentos. Como exemplo, a Plataforma de Bioensaios / subunidade Dengue. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coordena&ccedil;&atilde;o da rede de plataformas, a partir de 2006, estruturou uma agenda de reuni&otilde;es individuais, com gerentes de plataformas, e coletivas, com todos os gerentes. As reuni&otilde;es coletivas contavam com a participa&ccedil;&atilde;o de gestores do PDTIS e da Vice&#45;presid&ecirc;ncia de Pesquisa da Fiocruz, &agrave; qual a rede de plataformas est&aacute; vinculada. O objetivo era identificar e discutir problemas e gargalos e socializar solu&ccedil;&otilde;es encontradas pelas plataformas. Em 2009, a coordena&ccedil;&atilde;o implantou outro dispositivo de coordena&ccedil;&atilde;o, um workshop anual de avalia&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m dos objetivos anteriores, o workshop envolvia a apresenta&ccedil;&atilde;o dos objetivos, a base t&eacute;cnica instalada e o volume de an&aacute;lises de cada plataforma. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo participa do esfor&ccedil;o investigativo sobre o processo de dissemina&ccedil;&atilde;o global de entidades associado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o internacional e contempor&acirc;nea de conhecimentos cient&iacute;ficos (Nunes, 2002). Seu objetivo imediato &eacute; analisar o uso do dispositivo "plataforma tecnol&oacute;gica" em um espa&ccedil;o local e espec&iacute;fico de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia na &aacute;rea de biomedicina; no caso, a experi&ecirc;ncia da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. A caracteriza&ccedil;&atilde;o do uso permite vislumbrar como a produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e dos pr&oacute;prios dispositivos se configura localmente. Duas quest&otilde;es informaram a elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo: a) Quais processos sustentam a ado&ccedil;&atilde;o das Plataformas?; b) Quais sentidos s&atilde;o atribu&iacute;dos pelos atores &agrave;s "plataformas tecnol&oacute;gicas"?. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As plataformas da Fiocruz s&atilde;o espa&ccedil;os especializados para o desenvolvimento de ensaios tecnocient&iacute;ficos. Logo, &eacute; poss&iacute;vel compreender a rede de plataformas tecnol&oacute;gicas como uma rede de facilidades necess&aacute;rias &agrave; P&amp;D de insumos em sa&uacute;de. N&atilde;o h&aacute; assim uma grande discrep&acirc;ncia com usos relatados pela literatura (Keating <I>et al.</I>, 2006).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A biomedicina como &aacute;rea de conhecimento &eacute; fortemente globalizada e sofre a influ&ecirc;ncia de organismos internacionais comprometidos, como o que Fuller (1995) descreve como penetra&ccedil;&atilde;o do modo industrial na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento (Slaughter <I>et al</I>,. 1996). Ela tamb&eacute;m se distingue pela intensa tecnifica&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas experimentais, pelo uso nas estrat&eacute;gias experimentais de equipamentos de grande porte e multiusu&aacute;rio, al&eacute;m de projetos reunindo equipes transnacionais (Shrum <I>et al.</I>, 2007; Keating <I>et al.</I>, 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando analisamos a Fiocruz, identificamos estrat&eacute;gias que enfatizam a otimiza&ccedil;&atilde;o de processos; o uso de outros dispositivos de coordena&ccedil;&atilde;o (rede cooperativa); a &ecirc;nfase em objetos com forte apelo junto ao setor produtivo em sa&uacute;de, no caso tecnologias de vacinas, reativos ao diagn&oacute;stico e medicamentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Analisamos documentos orais e escritos que aproximam as estrat&eacute;gias institucionais de caracter&iacute;sticas da coaliz&atilde;o concorrencial (Slaughter <I>et al.</I>, 1996). &Eacute; poss&iacute;vel dizer que a ado&ccedil;&atilde;o de dispositivos (redes cooperativas e plataformas) e pr&aacute;ticas (indu&ccedil;&atilde;o) sofre a influ&ecirc;ncia desse ordenamento (coaliz&atilde;o concorrencial). No entanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estimar at&eacute; que ponto o processo de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia &eacute; afetado pelo uso desses dispositivos e pr&aacute;ticas, assim como qual o peso dessa influ&ecirc;ncia na conforma&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica institucional de P&amp;D. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma forte inconformidade entre o ambiente Fiocruz e aquele identificado pela literatura como centro da constitui&ccedil;&atilde;o da plataforma como dispositivo de coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; a posi&ccedil;&atilde;o do setor privado. H&aacute; uma s&eacute;rie de caracter&iacute;sticas que explicam essa inconformidade (Schwartzman, 1999). Destaco aqui a debilidade da P&amp;D no setor industrial nacional, o financiamento e a demanda da P&amp;D ser essencialmente p&uacute;blicos. &Eacute; poss&iacute;vel que essa caracter&iacute;stica afete o uso das plataformas e de outros dispositivos, bem como da l&oacute;gica concorrencial associada ao processo contempor&acirc;neo de produ&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A literatura especializada associa algumas caracter&iacute;sticas e fatores com a ado&ccedil;&atilde;o do dispositivo plataforma (Pirr&oacute; e Longo <I>et al.</I>, 2000; Chiarello, 2000; Shrum <I>et al.</I>, 2007). A eleva&ccedil;&atilde;o dos custos com a tecnifica&ccedil;&atilde;o da pesquisa experimental (Chompalov <I>et al.</I>, 1999; Shrum <I>et al.</I>, 2007), al&eacute;m da necessidade de coordenar o trabalho de equipes espalhadas por diferentes institui&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o recorrentes em v&aacute;rios trabalhos (Mart&iacute;n&#45;Rodr&iacute;guez, 2005). Quando tentamos analisar a posi&ccedil;&atilde;o desses fatores no ambiente local da Fiocruz e correlacion&aacute;&#45;los com a ado&ccedil;&atilde;o da plataforma, outros elementos surgiram. A men&ccedil;&atilde;o aos custos para manuten&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o do parque de equipamentos &eacute; frequente. Mas nas entrevistas e na observa&ccedil;&atilde;o das reuni&otilde;es, problemas nos contratos de manuten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o insistentemente mencionados, bem como na libera&ccedil;&atilde;o de recursos para manuten&ccedil;&atilde;o. Contratos de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o de recursos nas IPPs n&atilde;o significam imediatamente aus&ecirc;ncia ou insufici&ecirc;ncia de recurso, tal qual apontado pela literatura internacional especializada. Consideramos que contratos e mecanismos de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento p&uacute;blico s&atilde;o especificidades locais.  A quest&atilde;o &eacute; se as plataformas s&atilde;o uma estrat&eacute;gia vi&aacute;vel e efetiva para contornar essas restri&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda com rela&ccedil;&atilde;o aos custos, a an&aacute;lise dos relat&oacute;rios de gest&atilde;o e atividades da Fiocruz entre 2004 e 2009 registra aumento cont&iacute;nuo dos recursos destinados &agrave; atividade de P&amp;D em biomedicina. &Eacute; cedo para descartar a possibilidade do impacto dos custos de manuten&ccedil;&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o do parque de equipamentos no or&ccedil;amento ser superior ao aumento dos recursos (Teixeira <I>et al.</I>, 2009).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coordena&ccedil;&atilde;o de trabalho entre equipes de pesquisa localizadas em diferentes institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o parece estar na origem da ado&ccedil;&atilde;o pela Fiocruz das plataformas. Isso porque as plataformas ainda s&atilde;o end&oacute;genas &agrave; Fiocruz, particularmente aos projetos apoiados pelo PDTIS. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O dispositivo "Plataformas Tecnol&oacute;gicas" em geral est&aacute; associado &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os t&eacute;cnicos. No caso da Fiocruz, julgamos que a institucionaliza&ccedil;&atilde;o da atividade de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &eacute; mais um dos elementos do processo de centraliza&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, passados sete anos, a efetiva&ccedil;&atilde;o do projeto de institucionalizar uma base para presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos &eacute; um objetivo n&atilde;o alcan&ccedil;ado. A Rede de Plataformas &eacute; bastante exitosa ao propiciar o acesso de projetos do PDTIS, de discentes de p&oacute;s&#45;gradua&ccedil;&atilde;o e pesquisadores da Fiocruz a facilidades tecnocient&iacute;ficas na &aacute;rea de biomedicina. Todavia, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que essa rede de facilidades atenda a projetos extramuros, nacionais ou internacionais. Ao menos, n&atilde;o de forma consistente. H&aacute; duas poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es. Primeiro, a necessidade de amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade de opera&ccedil;&atilde;o das plataformas. Segundo, talvez a amplia&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os tecnol&oacute;gicos seja um projeto em disputa ou ao menos n&atilde;o completamente consensual. Nesse sentido, &eacute; interessante observar que quando contrapomos a escala de prioridade de projetos para uso das plataformas ao documento <I>Consulta sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de Plataformas Tecnol&oacute;gicas &agrave; comunidade cient&iacute;fica da Fiocruz</I> (Brasil, 2004), as prioridades apontam "projetos desenvolvidos por parceiros institucionais da Fiocruz", enquanto o documento de 2004 &eacute; bem mais amplo ("outras entidades de pesquisa e desenvolvimento nacionais e eventualmente internacionais"). &Eacute; certo que as prioridades podem mudar em fun&ccedil;&atilde;o da maior ou menor capacidade de opera&ccedil;&atilde;o das plataformas, todavia elas indicam as normas que operam e organizam o cotidiano da rede de plataformas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALBUQUERQUE, E. da M. E.; CASSIOLATO, J. E. As especificidades do Sistema de Inova&ccedil;&atilde;o do Setor Sa&uacute;de. <B>Revista de Economia Pol&iacute;tica</B>, Rio de Janeiro, 22 (4), p. 134&#45;15, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1517-4522201200010001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. <B>PDTIS</B>.  Rio de Janeiro: Fiocruz. 84 p. 2002. Mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1517-4522201200010001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRASIL. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. <B>Consulta sobre utiliza&ccedil;&atilde;o de Plataformas Tecnol&oacute;gicas &agrave; comunidade cient&iacute;fica da Fiocruz</B>. 2004. Mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1517-4522201200010001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->BUSS, P. M.; GADELHA, P. Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz &#45; experi&ecirc;ncia centen&aacute;ria em biologia e sa&uacute;de p&uacute;blica. <B>S&atilde;o Paulo em Perspectiva</B>, v.16, n.4. p.73&#45;83,  2002. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n4/13578.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/spp/v16n4/13578.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S1517-4522201200010001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CALLON, M.; LAR&Eacute;DO, P.; MUSTAR, P. <B>La gestion strat&eacute;gique de la recherche et de la tecnologie. </B>L'&eacute;valuation des programmes. Paris: Economica, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S1517-4522201200010001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHIARELLO, Marileusa. As Plataformas tecnol&oacute;gicas e a promo&ccedil;&atilde;o de parcerias para a inova&ccedil;&atilde;o. <B>Parcerias Estrat&eacute;gicas</B>, n. 8, p. 93 &#150; 102, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S1517-4522201200010001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHOMPALOV, Ivan; SHRUM, Wesley. Institutional Collaboration in Science: a Typology of Technological Practice. <B>Science, Technology &amp; Human Values</B>, Vol. 24, nº3, p. 338&#45;372, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S1517-4522201200010001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FIOCRUZ. Documento Base do VI Congresso Interno da Fiocruz. 2010. Dispon&iacute;vel em:&lt;<a href="http://www.fiocruz.br/congressointerno/media/documento_congresso_interno_01092010%5B1%5D.pdf" target="_blank">http://www.fiocruz.br/congressointerno/media/documento_congresso_interno_01092010%5B1%5D.pdf</a>&gt;. Acesso em: 02 de setembro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S1517-4522201200010001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GADELHA, Carlos G. <B>Complexo Econ&ocirc;mico&#45;Industrial da Sa&uacute;de:</B> uma vis&atilde;o geral. In: SEMIN&Aacute;RIO SOBRE COMPLEXO ECON&Ocirc;MICO&#45;INDUSTRIAL DA SA&Uacute;DE, Rio de Janeiro, BNDES / Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2008. Mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1517-4522201200010001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GADELHA, Paulo. <B>Programa de Campanha</B>. 2008. Mimeo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1517-4522201200010001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GADELHA, Paulo. <B>Discurso de Posse</B>. 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2273&sid=9" target="_blank">http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2273&amp;sid=9</a>. Acesso em: 02 de setembro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1517-4522201200010001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUIMAR&Atilde;ES, R. F<B>. Avalia&ccedil;&atilde;o de tecnologia em sa&uacute;de</B>. Palestra proferida no II Semin&aacute;rio sobre o Complexo Industrial da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro, BNDES, 29 de setembro de 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1517-4522201200010001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUIMAR&Atilde;ES, R. F. Bases para uma pol&iacute;tica nacional de ci&ecirc;ncia, tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. <B>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</B>, Rio de Janeiro, 9 (2), p. 375&#45;387, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1517-4522201200010001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GUIMAR&Atilde;ES, R. F. Pronunciamento de Abertura. In: 2ª CONFER&Ecirc;NCIA NACIONAL DE CI&Ecirc;NCIA, TECNOLOGIA E INOVA&Ccedil;&Atilde;O EM SA&Uacute;DE. <B>Anais...</B> Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1517-4522201200010001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KEATING, P.; CAMBROSIO, A. <B>Biomedical Platforms:</B> realigning the normal and the pathological in late&#45;twentieth&#45;century medicine. Cambridge, MA: The MIT Press, 2006. 560 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1517-4522201200010001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LARSEN K. Knowledge network hubs and measures of research impact, science structure and publication output in nanostructured solar cell research. <B>Scientometrics</B>, 74 (1), p. 123&#45;142, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1517-4522201200010001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAW, John. <B>Aircraft Stories:</B> decentering the object in technoscience. Duke: Duke University Press, 2002. 264 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1517-4522201200010001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAW, John. <B>Organizing modernity.</B> Oxford. Blackwell Publishing, 1994. 219 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1517-4522201200010001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAW, John; HASSARD, John. <B>Actor network theory and after</B>. Oxford: Blackwell Publishing, 2004. 257 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1517-4522201200010001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MART&Iacute;N&#45;RODR&Iacute;GUEZ, L. S.; BEAULIEU, M. D.; D'AMOUR, D.; FERRADA&#45;VIDELA, M.  The determinants of successful collaboration: A review of theoretical and empirical studies. <B>Journal of Interprofessional Care</B>, Supplement 1, p.132&#150;147, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1517-4522201200010001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MOL, A.; LAW, J. Regions, networks and fluids: anaemia and social topology. <B>Social Studies of Science</B>, 24  (4), p. 641&#45;672, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1517-4522201200010001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">NUNES, Jo&atilde;o Arriscado. As din&acirc;micas da(s) ci&ecirc;ncia(s) no per&iacute;metro do centro: Uma cultura cient&iacute;fica de fronteira. <B>Revista Cr&iacute;tica de Ci&ecirc;ncias Sociais</B>, 63, p. 189&#45;198, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1517-4522201200010001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PIRR&Oacute; E LONGO W.; OLIVEIRA, A. R. P. Pesquisa Cooperativa e Centros de Excel&ecirc;ncia. <B>Parcerias Estrat&eacute;gicas</B>, 9, p. 129&#45;144, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1517-4522201200010001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">POLANCO, Xavier. Une science&#45;monde: la mondialisation de la science europ&eacute;enne et la cr&eacute;ation de traditions scientifiques locales. In: POLANCO, Xavier (Org.). <B>Naissance et d&eacute;veloppment de la science&#45;monde</B>. Paris: La Decouverte, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1517-4522201200010001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROCHA, Ivan. <B>Plataforma: </B>conceito e opera&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.abipti.org.br/plataforma2/pla_ivanrocha.htm" target="_blank">http://www.abipti.org.br/plataforma2/pla_ivanrocha.htm</a>. Acesso em: 02 de setembro de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1517-4522201200010001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SHAPIN, Steve. The scientific entrepreneur, money, motives and the place of virtue. In: SHAPIN, Steve<B>. The Scientific life: </B>a moral history of a late modern vocation. Chicago; London: The University of Chicago Press, 2008. Chapter 7. p 209 &#150; 267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1517-4522201200010001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SHINN, Terry; RAGOUET, P. <B>Controverses sur la science.</B> Pour une sociologie transversaliste de l'activit&eacute; scientifique. Paris: Raisons d'Agir &Eacute;ditions, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1517-4522201200010001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SHRUM, W.; GENUTH, J.; CHOMPALOV, I. <B>Structures of Scientific Collaboration</B>. Cambridge: The MIT Press, 2007. 296p </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1517-4522201200010001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SLAUGHTER, Sheila; RHOADES, Gary. The emergence of a competitiveness research and development policy coalition and the commercialization of academic science and technology. <B>Science, Technology, and Human Values</B>, 21, p 303&#45;39, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1517-4522201200010001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SLAUGHTER, Sheila; RHOADES, Gary. <B>Academic capitalism and the new economy: </B>markets, state, and higher education. The Johns Hopkins University Press, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1517-4522201200010001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STRAUSS, A; CORBIN, J. <B>Grounded theory in practice</B>. Thousand Oaks, CA: Sage, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1517-4522201200010001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">STRAUSS, A; CORBIN, J. <B>Pesquisa Qualitativa</B>. T&eacute;cnicas e Procedimentos para o Desenvolvimento de Teoria Fundamentada. Porto Alegre: Artmed Editora, 2008. 288p</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1517-4522201200010001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TEIXEIRA, M. O.; MACHADO, C. J. S; FILIPECKI, A. T. P.; KLEIN, H. E. A din&acirc;mica da organiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa em biomedicina no Brasil: anatomia de uma experi&ecirc;ncia recente na Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. <B>RECIIS</B>, 3 (2), p 1&#45;26, 2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="htttp://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/255/277" target="_blank">htttp://www.reciis.cict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/255/277</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1517-4522201200010001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TEIXEIRA, Marcia O.; MACHADO, C. J. S; FILIPECKI, A. T.; Descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise do uso de um instrumento de coordena&ccedil;&atilde;o em um instituto p&uacute;blico de pesquisa em biomedicina.<B> Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva </B>&#91;online&#93;, vol.16, n.3, p. 1835&#45;1847, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1517-4522201200010001200034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido em: 29/03/2011    <br> Aceite final: 30/08/2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nt01"></a><a href="#title">1</a> Trabalho apresentado no 12º Semin&aacute;rio Nacional de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia / 7º Congresso Latino&#45;Americano de Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia e da Tecnologia, Salvador, 2010 no Simp&oacute;sio 17 (Ci&ecirc;ncia&amp;Tecnologia&#45;Sociedade&#45;Hist&oacute;ria: Abordagens construtivistas).    <br> <a name="nt02"></a><a href="#title">2</a> Agrade&ccedil;o ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) pelo apoio para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa e elabora&ccedil;&atilde;o deste artigo. Agrade&ccedil;o tamb&eacute;m aos professores Carlos Saldanha e Ana Filipecki pelos coment&aacute;rios, pelas sugest&otilde;es e pela parceria em uma s&eacute;rie de trabalhos sobre temas relacionados ao estudo das Plataformas Tecnol&oacute;gicas.    <br> <a name="nt03"></a><a href="#tx03">3</a> H&aacute; experi&ecirc;ncias correlatas e ligeiramente anteriores de parcerias estrat&eacute;gicas entre institui&ccedil;&otilde;es e organismos p&uacute;blicos e o setor produtivo privado, citadas por Marileusa Chiarello (2000), as Miss&otilde;es Tecnol&oacute;gicas de Minas Gerais e os Diagn&oacute;sticos da demanda em setores industriais do Rio Grande do Sul, que podem ser associadas &agrave; ideia de Plataforma.    <br> <a name="nt04"></a><a href="#tx04">4</a> Ver adiante.    <br> <a name="nt05"></a><a href="#tx05">5</a> Para uma an&aacute;lise do uso de redes cooperativas, ver Teixeira et al. (2009; 2011).    <br> <a name="nt06"></a><a href="#tx06">6</a> Seguindo as proposi&ccedil;&otilde;es de Jo&atilde;o Arriscado Nunes (2002) e de Xavier Polanco (1990), centro designa o conjunto de pa&iacute;ses e institui&ccedil;&otilde;es que definem a din&acirc;mica contempor&acirc;nea da produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de conhecimentos cient&iacute;ficos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <a name="nt07"></a><a href="#tx07">7</a> Ver Buss et al. (2002).</font></p>      ]]></body><back>
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