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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Agricultura e biodiversidade nas Ciências Sociais brasileiras: alimentando a comunicação entre ciência e políticas públicas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present article comes up from a reflection upon what lies in the intersection between two premises: a) that science, and in particular, the social sciences, can contribute towards informing both decision making and the formulation of public policies, aiming at improving the welfare of people in the planet, and, b) that the role of agriculture in the conservation of biodiversity is an extremely relevant contemporary issue, hence the need to study it in greater depth. The relationship between agriculture and biodiversity has been subjected to recent questionings, both in society and in the realm of public policies, as a result of growing concerns about the environmental changes caused by anthropic action. However, despite the increase in number of studies on family-based agriculture, and on biodiversity in Brazil, the research funding available for researching the relationship between those two broad themes is still incipient. Against this backdrop, we shall pursue two main objectives with this study: 1) to investigate how the role of family-based agriculture in the preservation of biodiversity has been approached by the Social Sciences in Brazil, particularly in articles published in Brazilian journals during the latter 20 years and available online; 2) to test a thorough literature review methodology aimed at helping decision makers involved with public policies and others concerned with this issue.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Política baseada em evidências]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGO</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agricultura e biodiversidade nas Ci&ecirc;ncias Sociais brasileiras: alimentando a comunica&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agriculture   and biodiversity in Brazilian Social Sciences: fostering   communication between science and public policies</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Maria Jos&eacute; Carneiro<sup>I</sup>; Thais Danton<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Antrop&oacute;loga, professora associada da Universidade Federal Rural do Rio de   Janeiro/Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade   (CPDA); bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento   Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e bolsista Cientista de Nosso Estado, Funda&ccedil;&atilde;o   de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). (Brasil). E-mail: <a href="mailto:tsrosaprof@yahoo.com.br">tsrosaprof@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup></font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Antrop&oacute;loga, integrante do Grupo de Pesquisa CINAIS (Ci&ecirc;ncia, Natureza,     Informa&ccedil;&atilde;o e Saberes)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente artigo decorre de uma reflex&atilde;o sustentada   em dois pressupostos: a) que as ci&ecirc;ncias e, em particular, as sociais, podem   contribuir para informar as tomadas de decis&atilde;o e a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas visando a melhoria da vida das pessoas no planeta e b) que o papel da   agricultura na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade &eacute; uma quest&atilde;o atual de extrema   relev&acirc;ncia e que merece ser aprofundada. A rela&ccedil;&atilde;o entre a agricultura e a   biodiversidade tem sido objeto de questionamentos recentes na sociedade e no   campo das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Contudo, se os estudos relacionados &agrave; biodiversidade   e &agrave; agricultura, separadamente, t&ecirc;m observado um consider&aacute;vel crescimento no   Brasil, poucos s&atilde;o os investimentos de pesquisa sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre esses   dois grandes temas. A partir dessas considera&ccedil;&otilde;es, seguimos dois objetivos   principais: 1) investigar como o papel da agricultura familiar na preserva&ccedil;&atilde;o   da biodiversidade tem sido abordado pelas Ci&ecirc;ncias Sociais no Brasil,   particularmente nos artigos publicados em peri&oacute;dicos brasileiros nos &uacute;ltimos 20   anos; 2) testar uma metodologia de revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica, criteriosa, que possa   ser &uacute;til aos tomadores de decis&atilde;o em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e demais interessados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> Pol&iacute;tica baseada em evid&ecirc;ncias.   Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Agricultura familiar-biodiversidade. Estado da arte.   Comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The present article comes up from a reflection upon   what lies in the intersection between two premises: a) that science, and in   particular, the social sciences, can contribute towards informing both decision   making and the formulation of public policies, aiming at improving the welfare   of people in the planet, and, b) that the role of agriculture in the   conservation of biodiversity is an extremely relevant contemporary issue, hence   the need to study it in greater depth. The relationship between agriculture and   biodiversity has been subjected to recent questionings, both in society and in   the realm of public policies, as a result of growing concerns about the   environmental changes caused by anthropic action. However, despite the increase   in number of studies on family-based agriculture, and on biodiversity in   Brazil, the research funding available for researching the relationship between   those two broad themes is still incipient. Against this backdrop, we shall   pursue two main objectives with this study: 1) to investigate how the role of   family-based agriculture in the preservation of biodiversity has been   approached by the Social Sciences in Brazil, particularly in articles published   in Brazilian journals during the latter 20 years and available online; 2) to   test a thorough literature review methodology aimed at helping decision makers   involved with public policies and others concerned with this issue.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Family-based   agriculture. Biodiversity. Brazilian environmental sociology. Scientific   communication. State of the art. Evidence-based policy.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo apresenta e discute os   resultados de um levantamento do conhecimento dispon&iacute;vel sobre o papel da   agricultura familiar na manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade em peri&oacute;dicos brasileiros   de ci&ecirc;ncias sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metodologia empregada segue, em linhas gerais e com as   adapta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, os procedimentos empregados por institui&ccedil;&otilde;es de   pesquisa adeptas da abordagem conhecida como <i>Evidence-based     policy (EBP), </i>que tem por objetivo facilitar o acesso ao conhecimento   cient&iacute;fico pelos tomadores de decis&atilde;o em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Preocupados com a   qualidade e a efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, pesquisadores comprometidos com   essa abordagem sugerem que a formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, assim como as   decis&otilde;es a elas relacionadas, sejam informadas por evid&ecirc;ncias produzidas   cientificamente. Como se trata de uma abordagem ainda pouco conhecida no   Brasil, consideramos necess&aacute;ria uma r&aacute;pida explana&ccedil;&atilde;o sobre o que v&ecirc;m a ser   "Pol&iacute;ticas Baseadas em Evid&ecirc;ncia" (PBE), antes de entrarmos diretamente no   objetivo do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   comunica&ccedil;&atilde;o entre conhecimento</font> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">cient&iacute;fico e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tomada de decis&atilde;o no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas visando   regular a&ccedil;&otilde;es do Estado que afetam a sociedade civil pode se dar de diferentes   maneiras. Informa&ccedil;&otilde;es de origem desconhecida tidas como consensuais, intui&ccedil;&atilde;o,   conhecimento advindo da pr&aacute;tica e press&otilde;es de grupos de interesse sustentam   grande parte das decis&otilde;es de gestores p&uacute;blicos em diversos &acirc;mbitos.   Normalmente, a refer&ecirc;ncia a pesquisas ou a consulta a especialistas no   embasamento da formula&ccedil;&atilde;o de uma determinada medida p&uacute;blica, quando ocorre, n&atilde;o   &eacute; resultado de uma busca sistematizada sobre o tema em quest&atilde;o, mas sim fruto   da casualidade e da facilidade de acesso a obras e textos cient&iacute;ficos ou mesmo   a cientistas conhecidos, ocorrendo muitas vezes para validar ou legitimar uma   decis&atilde;o j&aacute; tomada (Carneiro <i>et     al</i>, 2010; Unesco 2010; Laurent <i>et       al</i>., 2009a). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seria ing&ecirc;nuo supor que as decis&otilde;es pol&iacute;ticas seriam tomadas   em fun&ccedil;&atilde;o de uma racionalidade t&eacute;cnico-cient&iacute;fica, ainda que alguns autores   sustentem que o maior acesso ao conhecimento cient&iacute;fico pelos gestores p&uacute;blicos   pode resultar em pol&iacute;ticas mais eficazes (Holmes <i>et al</i>., 2008). N&atilde;o se trata, no entanto, de   submeter a decis&atilde;o pol&iacute;tica ao argumento cient&iacute;fico, mas de ampliar o leque de   alternativas e promover uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica de maneira a aprofundar a   avalia&ccedil;&atilde;o sobre as conseq&uuml;&ecirc;ncias da regula&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica sobre a sociedade. No   caso espec&iacute;fico das pol&iacute;ticas voltadas para a manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade,   sobretudo no que se refere &agrave; regula&ccedil;&atilde;o da atividade agr&iacute;cola e,   consequentemente, da popula&ccedil;&atilde;o envolvida, a complexidade das quest&otilde;es debatidas   pela sociedade, incluindo setores governamentais, tem apontado para a   exist&ecirc;ncia de uma grande lacuna entre o conhecimento cient&iacute;fico dispon&iacute;vel e a   decis&atilde;o pol&iacute;tica. A necessidade de constru&ccedil;&atilde;o de vias de comunica&ccedil;&atilde;o entre   esses dois campos tem sido um tema bastante debatido, tanto na esfera acad&ecirc;mica   como na governamental de diferentes pa&iacute;ses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde a d&eacute;cada de 1990, alguns governos e organismos   internacionais t&ecirc;m procurado institucionalizar o recurso sistem&aacute;tico ao conhecimento   baseado em evid&ecirc;ncias<a id="tx1"></a><a href="#nt1"><sup>1</sup></a>, o que ficou conhecido na l&iacute;ngua inglesa como <i>Evidence based policy</i> - <i>EBP</i> ou <i>Evidence based decision </i>- <i>EBD</i> (Davies <i>et al</i>., 2001 e Laurent<i> et al.</i>, 2009b).<a id="tx2"></a><a href="#nt2"><sup>2</sup></a>Pa&iacute;ses   como Inglaterra, Estados Unidos, &Aacute;frica do Sul, entre outros, t&ecirc;m criado   institui&ccedil;&otilde;es encarregadas de colocar em pr&aacute;tica mecanismos para facilitar o uso   criterioso dos conhecimentos cient&iacute;ficos nas decis&otilde;es p&uacute;blicas. Dentre os   mecanismos empregados por estes governos e outras institui&ccedil;&otilde;es adeptas da PBE,   os mais referenciados s&atilde;o a elabora&ccedil;&atilde;o de estados da arte sistematizados,   elabora&ccedil;&atilde;o de meta-an&aacute;lises e divulga&ccedil;&atilde;o de bases de dados bibliogr&aacute;ficos na   internet. No entanto, essa comunica&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; f&aacute;cil, haja vista os   desafios colocados pelas diferen&ccedil;as entre os modos de fazer e o tempo de   trabalho caracter&iacute;sticos da ci&ecirc;ncia e da pol&iacute;tica, as dificuldades de   compreens&atilde;o da linguagem cient&iacute;fica, a falta de pr&aacute;tica de busca em bases de   dados pelos gestores p&uacute;blicos, a dificuldade de ampliar para outras &aacute;reas o   conhecimento produzido sobre uma realidade espec&iacute;fica, etc. (Carneiro <i>et al.</i>, 2010; Laurent <i>et al.</i> 2009a; Holmes <i>et al</i>, 2008). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A elabora&ccedil;&atilde;o de metaconhecimentos a partir de quest&otilde;es espec&iacute;ficas   propostas por um gestor p&uacute;blico &eacute; um instrumento que visa suprir a dificuldade   de tempo desse p&uacute;blico para consultas em bases de dados. Este procedimento deve   ser sustentado em uma metodologia rigorosa de levantamento bibliogr&aacute;fico   sistem&aacute;tico, guiado por uma quest&atilde;o previamente definida, considerando que,   quanto mais espec&iacute;fica for a quest&atilde;o, mais f&aacute;cil ser&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o do   levantamento e a subseq&uuml;ente produ&ccedil;&atilde;o de metaconhecimentos sobre o assunto   (Sutherland <i>et al</i>., 2004). Trata-se, primeiramente, de saber formular adequadamente   uma quest&atilde;o, o que recoloca em outros termos as dificuldades de comunica&ccedil;&atilde;o   entre o corpo de especialistas e os gestores p&uacute;blicos, pois nem sempre a   quest&atilde;o que interessa a este p&uacute;blico &eacute; pass&iacute;vel de ser traduzida em um objeto   cient&iacute;fico. Isso pode dificultar a realiza&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e   fomentar posturas criticas &agrave; PEB, como j&aacute; observaram Nutley <i>et al</i> (2002) e   Davies <i>et al</i> (2001).&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo central dessa metodologia reside, portanto, n&atilde;o apenas em   produzir uma s&iacute;ntese de boa qualidade que possa ser &uacute;til aos gestores p&uacute;blicos,   mas tamb&eacute;m em como tornar esse conhecimento dispon&iacute;vel para eles. Isso requer   que se tenha um conhecimento tamb&eacute;m da pol&iacute;tica, como lembra Hoppe: <i>the more and     better knowledge of policy, the easier it is to mobilize knowledge production     for and application in policy</i> (2005, p.202).&nbsp; As limita&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia para dar conta   de novos problemas colocados pelas crescentes incertezas do conhecimento &#150;   particularmente sobre as quest&otilde;es ambientais &#150; e, por outro lado, a crescente   produ&ccedil;&atilde;o de artigos cient&iacute;ficos s&atilde;o outra dimens&atilde;o do mesmo desafio. No momento   n&atilde;o entraremos em detalhes sobre a efic&aacute;cia e o uso dessa metodologia, sendo o   objetivo aqui apresentar o estado da arte do debate sobre o tema do papel da   agricultura familiar na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Contudo, a motiva&ccedil;&atilde;o   para a realiza&ccedil;&atilde;o de tal levantamento bibliogr&aacute;fico assim como os procedimentos   e a reflex&atilde;o que se seguem foram informados pela abordagem da Pol&iacute;tica Baseada   em Evid&ecirc;ncias. Em relat&oacute;rio recentemente publicado sobre o estado da arte das   Ci&ecirc;ncias Sociais no Mundo, (Unesco, 2010), a UNESCO chama a aten&ccedil;&atilde;o para o   interesse crescente nas decis&otilde;es baseadas em evid&ecirc;ncias, o que aponta para uma   mudan&ccedil;a de orienta&ccedil;&atilde;o no uso do conhecimento na decis&atilde;o pol&iacute;tica: os gestores   p&uacute;blicos est&atilde;o mais interessados em <i>evid&ecirc;ncias transparentes e claras sobre o que funciona em     determinados contextos e por qu&ecirc;</i> do que em estudos <i>mais gen&eacute;ricos</i> (<i>idem</i>, 317). A   quest&atilde;o pol&ecirc;mica levantada &eacute; sobre a capacidade das Ci&ecirc;ncias Sociais em   informar as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas devido &agrave; especificidade dos contextos em que os   pesquisadores trabalham e dos limites de generaliza&ccedil;&atilde;o de suas conclus&otilde;es, o   que remete a outra quest&atilde;o: a da possibilidade de se fazer uso de conhecimentos   j&aacute; produzidos e dispon&iacute;veis ou, em outras palavras, da necessidade de se   adequar os objetivos da pesquisa aos da pol&iacute;tica. O emprego das Ci&ecirc;ncias   Sociais na abordagem das pol&iacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncia enfrenta outro limite,   que &eacute; o pr&oacute;prio sentido de evid&ecirc;ncia. O que pode ser considerado evid&ecirc;ncia na   pesquisa social? O que &eacute; evid&ecirc;ncia em um dado contexto vale para outro? &Eacute;   poss&iacute;vel separar as evid&ecirc;ncias apresentadas em uma pesquisa da pergunta que as   produziu? Tais quest&otilde;es, sem d&uacute;vida, merecem uma reflex&atilde;o aprofundada de   maneira a levar em conta a especificidade do fazer cient&iacute;fico das Ci&ecirc;ncias   Sociais sem, contudo, comprometer o seu rigor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro complicador surge quando nos dispomos a realizar uma   revis&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Sociais sobre uma quest&atilde;o como a que nos ocupamos no   presente artigo, que abrange discuss&otilde;es e conceitos de outras disciplinas, como   &eacute; o caso do conceito de biodiversidade, cunhado pela Biologia. &Eacute; nesse sentido   que se aceita, quase como um consenso, que o estudo de quest&otilde;es ambientais envolve   a interlocu&ccedil;&atilde;o com diferentes &aacute;reas do conhecimento. A interdisciplinaridade   tem sido colocada como uma necessidade e at&eacute; mesmo como a &uacute;nica possibilidade   de produzir um conhecimento criterioso sobre a problem&aacute;tica ambiental, muitas   das quest&otilde;es levantadas n&atilde;o podendo ser suficientemente desenvolvidas quando se   recorre unicamente &agrave;s ci&ecirc;ncias sociais ou &agrave;s naturais. Essa caracter&iacute;stica   tamb&eacute;m est&aacute; presente no levantamento bibliogr&aacute;fico sistematizado que   apresentamos neste artigo, &agrave; qual voltaremos mais tarde.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Porque   investigar a rela&ccedil;&atilde;o entre </font> <font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">agricultura familiar e     biodiversidade?</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como parte de um projeto internacional sobre o tema da   Agricultura e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel<a id="tx3"></a><a href="#nt3"><sup>3</sup></a>, o levantamento   bibliogr&aacute;fico foi orientado por uma quest&atilde;o em conson&acirc;ncia com esse projeto: o   papel da agricultura familiar na conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. A escolha dessa   quest&atilde;o se justifica tamb&eacute;m por alimentar um debate pol&iacute;tico e acad&ecirc;mico   controverso, com repercuss&atilde;o na formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas ambientais e no   cotidiano das popula&ccedil;&otilde;es afetadas. Por exemplo, a chamada agricultura   tradicional &eacute; tida, de um lado, como uma das principais respons&aacute;veis pelo   decl&iacute;nio da biodiversidade e, de outro, como estimuladora da biodiversidade,   como veremos abaixo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Percorrendo uma trajet&oacute;ria hist&oacute;rica de exclus&atilde;o e   invisibilidade pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas agr&iacute;colas e agr&aacute;rias, a agricultura   familiar s&oacute; entrou no debate pol&iacute;tico e foi reconhecida como forma peculiar de   produ&ccedil;&atilde;o e benefici&aacute;ria de uma pol&iacute;tica espec&iacute;fica no Brasil em 1996, com a   elabora&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar -   PRONAF (Carneiro, 1997; Leonard <i>et     al.</i>, 2009). Al&eacute;m de quebrar o mito do atraso e da aus&ecirc;ncia de peso   econ&ocirc;mico dessa forma de produ&ccedil;&atilde;o, que at&eacute; ent&atilde;o era reconhecida como   "pequena", o debate que se seguiu &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica chamou a   aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m para a possibilidade de a forma de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola familiar de   pequena escala ser mais sustent&aacute;vel em termos econ&ocirc;micos, sociais e ambientais.   No entanto, opini&atilde;o contr&aacute;ria &eacute; defendida por alguns pesquisadores e pelo setor   do agroneg&oacute;cio, com eco no Minist&eacute;rio da Agricultura que sustenta ser a grande   produ&ccedil;&atilde;o com base no uso de tecnologias avan&ccedil;adas mais racional em termos   econ&ocirc;micos e ambientais.&nbsp; </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Procedimentos metodol&oacute;gicos<a id="tx4"></a><a href="#nt4"><sup>4</sup></a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O levantamento   bibliogr&aacute;fico realizado teve o objetivo tamb&eacute;m de testar uma metodologia   francamente utilizada em outros pa&iacute;ses, mas aplicada principalmente a outras   &aacute;reas que n&atilde;o as Ci&ecirc;ncias Sociais. Esta metodologia se baseia, como mencionado   acima, na aplica&ccedil;&atilde;o de procedimentos criteriosos de busca e de sele&ccedil;&atilde;o do   material consultado &#150; artigos, no nosso caso &#150; levando-se em conta dois   crit&eacute;rios na sele&ccedil;&atilde;o do material: a conformidade com a quest&atilde;o em foco e a   qualidade da valida&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica<a id="tx5"></a><a href="#nt5"><sup>5</sup></a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para realizar uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica nas Ci&ecirc;ncias Sociais a   partir da quest&atilde;o definida, procedeu-se uma busca na base de dados eletr&ocirc;nica   WebQualis<a id="tx6"></a><a href="#nt6"><sup>6</sup></a>, da CAPES, pelos peri&oacute;dicos das tr&ecirc;s &aacute;reas de interesse   para nosso estudo: Antropologia, Ci&ecirc;ncia Pol&iacute;tica e Sociologia. Devido ao   car&aacute;ter desse levantamento, realizado com poucos recursos humanos e materiais,   decidiu-se limitar o universo da pesquisa de maneira a torn&aacute;-lo realiz&aacute;vel.   Como primeiro passo, estabeleceu-se como crit&eacute;rio de corte os conceitos   atribu&iacute;dos aos peri&oacute;dicos pelo pr&oacute;prio sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da CAPES, o Qualis,   sendo selecionados&nbsp; os peri&oacute;dicos classificados como de n&iacute;vel "A" e&nbsp; n&iacute;vel "B"   com circula&ccedil;&atilde;o "Internacional" e "Nacional". Segundo a CAPES, tal classifica&ccedil;&atilde;o   expressa uma hierarquia que tem por base um padr&atilde;o de qualidade dos artigos   publicados pelos peri&oacute;dicos, sendo o n&iacute;vel A de circula&ccedil;&atilde;o internacional o mais   elevado, comparado ao padr&atilde;o internacional dos melhores peri&oacute;dicos. Seguiram na   escala hier&aacute;rquica os classificados como B de circula&ccedil;&atilde;o nacional, B de   circula&ccedil;&atilde;o local e finalmente os peri&oacute;dicos de n&iacute;vel C, menos cotados<a id="tx7"></a><a href="#nt7"><sup>7</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, apesar dos avan&ccedil;os na produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica em   sociologia ambiental, ainda se observa uma resist&ecirc;ncia, j&aacute; apontada por   Ferreira (2004a), por parte de setores fortemente disciplinares das Ci&ecirc;ncias   Sociais brasileiras. Isso se expressa na pouca quantidade de artigos publicados   sobre o tema nos peri&oacute;dicos mais conceituados, o que nos levou a incluir   peri&oacute;dicos com classifica&ccedil;&atilde;o mais baixa, desde que suas linhas editoriais   fossem especificamente relacionadas ao tema em quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A base WebQualis apresentou em 2007 um total de 627   peri&oacute;dicos nas &aacute;reas selecionadas. Ap&oacute;s aplicados os nossos crit&eacute;rios de   sele&ccedil;&atilde;o, restaram 50 (<a href="#tab01">tabela 1</a>). Como cada uma dessas &aacute;reas tem a sua pr&oacute;pria   classifica&ccedil;&atilde;o, alguns peri&oacute;dicos constaram repetidamente nas tr&ecirc;s &aacute;reas e,   muitas vezes, com avalia&ccedil;&otilde;es distintas. De acordo com informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel na   p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da Capes <a id="tx8"></a><a href="#nt8"><sup>8</sup></a>,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>o mesmo peri&oacute;dico, ao ser classificado em duas ou mais     &aacute;reas distintas, pode receber diferentes avalia&ccedil;&otilde;es. Isto n&atilde;o constitui inconsist&ecirc;ncia,     mas expressa o valor atribu&iacute;do, em cada &aacute;rea, &agrave; pertin&ecirc;ncia do conte&uacute;do     veiculado. Por isso, n&atilde;o se pretende com esta classifica&ccedil;&atilde;o, que &eacute; espec&iacute;fica     para o processo de avalia&ccedil;&atilde;o de cada &aacute;rea, definir qualidade de peri&oacute;dicos de     forma absoluta. </i></font></p> </blockquote>     <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/soc/v14n30/09tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   neutralizar a dupla ou tripla inser&ccedil;&atilde;o de um mesmo peri&oacute;dico, tomamos como   refer&ecirc;ncia a classifica&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea da Sociologia, desconsiderando-se a classifica&ccedil;&atilde;o   nas outras &aacute;reas. No entanto, foi respeitada a inser&ccedil;&atilde;o de origem dos   peri&oacute;dicos estritamente disciplinares.<a id="tx9"></a><a href="#nt9"><sup>9</sup></a> Como a consulta foi feita   pela internet, foram exclu&iacute;dos os peri&oacute;dicos que n&atilde;o disponibilizavam os   sum&aacute;rios <i>on line</i>. Foram exclu&iacute;dos   tamb&eacute;m os t&iacute;tulos que j&aacute; constavam na base de Economia tais como: Agricultura   em S&atilde;o Paulo: Revista de Economia Agr&iacute;cola; Estudos Econ&ocirc;micos; Nova Economia;   Organiza&ccedil;&otilde;es Rurais e Agroindustriais; Revista de Economia e Sociologia Rural;   Revista de Economia Pol&iacute;tica que foram objeto de levantamento do mesmo tipo<a id="tx10"></a><a href="#nt10"><sup>10</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a localiza&ccedil;&atilde;o dos 50   peri&oacute;dicos selecionados, utilizou-se a base Scielo (<a href="http://www.scielo.br" target="_blank">www.scielo.br</a>) e o portal de peri&oacute;dicos da Capes<a id="tx11"></a><a href="#nt11"><sup>11</sup></a>. Quando n&atilde;o encontrados nestas   p&aacute;ginas, lan&ccedil;ou-se m&atilde;o do site de busca Google<a id="tx12"></a><a href="#nt12"><sup>12</sup></a>. A pesquisa cobriu   os n&uacute;meros publicados entre 1990<a id="tx13"></a><a href="#nt13"><sup>13</sup></a> e 2010. A sele&ccedil;&atilde;o dos artigos foi   realizada por uma busca no t&iacute;tulo pelas seguintes palavras-chave: <i>agricultura,     sustentabilidade/desenvolvimento sustent&aacute;vel </i>(quando referidas &agrave; agricultura e/ou meio ambiente)<i>, unidades de conserva&ccedil;&atilde;o,       biodiversidade, natureza/natural, ambiente/ambiental, desenvolvimento rural/rural</i><a id="tx14"></a><a href="#nt14"><sup>14</sup></a>. Esse procedimento tamb&eacute;m foge dos   indicados pelos par&acirc;metros da revis&atilde;o sistem&aacute;tica sugeridos pelo CEBC, que   sugere uma varredura a mais ampla poss&iacute;vel, incluindo at&eacute; mesmo artigos n&atilde;o   publicados e sem se limitar &agrave; busca por palavras-chaves.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Resumidamente,   o processo de sele&ccedil;&atilde;o de artigos a serem analisados na revis&atilde;o percorreu tr&ecirc;s   etapas: (1) leitura de cada um dos 12. 295 t&iacute;tulos dos artigos apresentados nos   sum&aacute;rios de cada n&uacute;mero de cada peri&oacute;dico, em busca da ocorr&ecirc;ncia de alguma das   palavras-chave<a id="tx15"></a><a href="#nt15"><sup>15</sup></a>, o que resultou em 295 artigos; (2) leitura dos   resumos desses 295 artigos, selecionando dentre estes os considerados pertinentes   &agrave; quest&atilde;o da pesquisa, mesmo que indiretamente, o que resultou em 18 artigos   (3) leitura dos 18 artigos selecionados distribu&iacute;dos em: 1 de Antropologia, e   17 de Sociologia (ver <a href="/img/revistas/soc/v14n30/09tab02.jpg">tabela 2</a>). Foram descartados artigos que se referiam a   pesquisas realizadas em outros pa&iacute;ses ou em outros per&iacute;odos hist&oacute;ricos.&nbsp;&nbsp; </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conte&uacute;do do conhecimento dispon&iacute;vel </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A leitura da bibliografia levantada foi orientada por um   conjunto de quest&otilde;es: quais os argumentos desenvolvidos pelos autores a   respeito do nosso tema? A que tipo de instrumental anal&iacute;tico recorrem, para   embasar seus argumentos? Qual o universo emp&iacute;rico a que se referem? Tentou-se   tamb&eacute;m verificar a produ&ccedil;&atilde;o de evid&ecirc;ncias. Ainda que o sentido dessa no&ccedil;&atilde;o nas   Ci&ecirc;ncias Sociais seja bastante problem&aacute;tico, como foi colocado acima, buscou-se   identificar se os artigos baseavam seus argumentos em algum tipo comprova&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica.   A leitura foi sistematizada em uma ficha, com objetivo de padronizar as   informa&ccedil;&otilde;es do conjunto dos artigos e tamb&eacute;m para servir de prot&oacute;tipo de um   instrumento de sistematiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento, com vistas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o futura de   s&iacute;nteses a serem disponibilizadas na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica do grupo de pesquisa<a id="tx16"></a><a href="#nt16"><sup>16</sup></a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A primeira observa&ccedil;&atilde;o a ser feita &eacute; que, embora os artigos   tenham sido selecionados por fazerem refer&ecirc;ncia, mesmo que indireta, &agrave; quest&atilde;o   formulada por n&oacute;s, a maior parte deles n&atilde;o tinha nesse tema o seu fio condutor.   As men&ccedil;&otilde;es ao papel atribu&iacute;do &agrave; agricultura familiar na manuten&ccedil;&atilde;o da   biodiversidade encontravam-se, quase sempre, dispersas ao longo dos textos, ou   impl&iacute;citas em outras quest&otilde;es abordadas, como foi o caso, por exemplo, dos   artigos que tratavam da situa&ccedil;&atilde;o das "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais" em &aacute;reas de   conserva&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa sistematiza&ccedil;&atilde;o, resultou um conjunto de quest&otilde;es de   ordem metodol&oacute;gica ou de conte&uacute;do tem&aacute;tico que agrupam distintamente os   artigos, de modo que um mesmo artigo pode estar referido em mais de uma   quest&atilde;o.<a id="tx17"></a><a href="#nt17"><sup>17</sup></a> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A multidisciplinaridade da autoria</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de a sele&ccedil;&atilde;o dos artigos ter sido feita em   peri&oacute;dicos registrados nas &aacute;reas de Ci&ecirc;ncias Sociais do WebQualis da CAPES,   observou-se que alguns autores n&atilde;o tinham forma&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncias sociais em   nenhum n&iacute;vel. &Eacute; o caso de Almeida (2006), Floriani (2007), Martins (2005),   Paterniani (2001), Pedlowski <i>et al</i>. (1999), Queiroz (2005), Rodrigues <i>et al</i>. (2003) e   Silva (2009) . Este fato poderia sugerir um desvio do objetivo da an&aacute;lise cujo   interesse centrava-se na produ&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias sociais. Contudo, decidimos   considerar os artigos desses autores tendo em vista contemplar o debate   interdisciplinar. Al&eacute;m disso, pareceu-nos arbitr&aacute;rio excluir artigos de   especialistas de outras &aacute;reas disciplinares que tinham sido aceitos em   peri&oacute;dicos com circula&ccedil;&atilde;o entre os cientistas sociais e reconhecidos pelo   sistema Qualis da Capes. Essa aproxima&ccedil;&atilde;o entre &aacute;reas tais como Biologia,   Agronomia, Geografia, Sociologia e Antropologia,&nbsp; refor&ccedil;a a dimens&atilde;o   interdisciplinar da problem&aacute;tica ambiental j&aacute; apontada por diversos autores   (Da-Silva-Rosa <i>et al.</i>, no prelo). No entanto, &eacute; dif&iacute;cil afirmar que tenha   ocorrido um di&aacute;logo entre os autores com base na troca de conhecimentos e   buscando a converg&ecirc;ncia de estruturas te&oacute;ricas com o prop&oacute;sito de construir uma   nova abordagem que poderia vir a constituir um novo campo de conhecimento, como   sugere Leff (2001) a respeito de um saber ambiental. Entre os artigos   selecionados, 7 foram escritos somente por autores com forma&ccedil;&atilde;o integral em   Ci&ecirc;ncias Sociais, 4 por autores com forma&ccedil;&atilde;o em diferentes disciplinas e 7 por   autores com forma&ccedil;&atilde;o em outras disciplinas, principalmente na agronomia.   Torna-se evidente, assim, que nossa quest&atilde;o instiga pesquisadores de diferentes   campos de conhecimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetividade x subjetividade</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O debate sobre o impacto de "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais",   incluindo a&iacute; os pequenos agricultores familiares, sobre a biodiversidade, em   particular em &aacute;reas de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, se apresenta, de modo geral,   carregado de emo&ccedil;&otilde;es, como j&aacute; foi observado (Ferreira, 2004b; Gerhardt, 2008).   Mais do que apresentar evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas que sustentem os argumentos, os   autores tendem a polarizar o debate expressando opini&otilde;es favor&aacute;veis ou   contr&aacute;rias &agrave; dimens&atilde;o conservacionista da agricultura familiar sem, contudo,   confrontar suas interpreta&ccedil;&otilde;es com&nbsp; posi&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias ou apresentar provas   consistentes. Alguns artigos n&atilde;o apresentam explicitamente o material emp&iacute;rico   sobre o qual sustentam seus argumentos, mesmo aqueles que se baseiam em estudos   de caso ou em pesquisas emp&iacute;ricas realizadas pelo pr&oacute;prio autor ou por   terceiros. Observou-se a aus&ecirc;ncia de rigor na apresenta&ccedil;&atilde;o da valida&ccedil;&atilde;o   emp&iacute;rica conforme os&nbsp; padr&otilde;es comuns a outras &aacute;reas disciplinares,   especificamente nas ci&ecirc;ncias naturais. Esta caracter&iacute;stica acrescentou outra   dificuldade &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das diretrizes para revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, a qual   incita a reflex&atilde;o sobre os limites e a validade da recorr&ecirc;ncia &agrave;s ci&ecirc;ncias   sociais para fins de PBE.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A agricultura tradicional (ou sistema de pousio) como uma   pr&aacute;tica sustent&aacute;vel&nbsp; </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A principal   controv&eacute;rsia sobre o impacto da agricultura praticada por pequenos agricultores   familiares sobre o meio ambiente se refere &agrave; especificidade da agricultura   itinerante. &Agrave;s "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais", em suas diferentes conforma&ccedil;&otilde;es, &eacute;   atribu&iacute;da a pr&aacute;tica do sistema de <i>pousio</i> que consiste em deixar uma parte   da &aacute;rea agricult&aacute;vel "em descanso" para recuperar a fertilidade do solo,   enquanto se trabalha em outras &aacute;reas. Algum tempo depois, que varia por regi&atilde;o,   a vegeta&ccedil;&atilde;o &eacute; derrubada e, em alguns casos, segue-se a queima da vegeta&ccedil;&atilde;o mais   rala para ent&atilde;o preparar o solo para o plantio.&nbsp; Essa t&eacute;cnica que alguns   consideram herdada dos &iacute;ndios brasileiros, outros dos africanos trazidos como   escravos, &eacute; bastante disseminada tanto no litoral (pelos <i>cai&ccedil;aras</i>) como no interior do pa&iacute;s (pelos <i>caboclos, caipiras, sertanejos</i> etc). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A derrubada   da vegeta&ccedil;&atilde;o e, mais ainda, a queimada t&ecirc;m sido interpretadas na aplica&ccedil;&atilde;o da   legisla&ccedil;&atilde;o ambientalista como "amea&ccedil;a &agrave; regenera&ccedil;&atilde;o da floresta" o que tem   levado os fiscais ambientais a acionar um conjunto de medidas repressoras aos   agricultores. Para os que advogam o modelo de preserva&ccedil;&atilde;o ambiental sem a   presen&ccedil;a humana, esse &eacute; um dos mais fortes argumentos em que se apoiam para   justificar a amea&ccedil;a &agrave; biodiversidade que tais pr&aacute;ticas representam. De outro   lado, alguns estudiosos argumentam justamente o contr&aacute;rio ao sustentarem que   certas popula&ccedil;&otilde;es humanas contribuem para o aumento da variabilidade das   plantas, atrav&eacute;s de suas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas que implicam tamb&eacute;m a troca de esp&eacute;cimes   entre grupos sociais de distintos lugares, especialmente as plantas   aliment&iacute;cias b&aacute;sicas da popula&ccedil;&atilde;o rural, como &eacute; o caso da mandioca. O sistema   de <i>pousio</i> aqui &eacute; tido como respons&aacute;vel pela   maior <i>variabilidade     prim&aacute;ria no &acirc;mbito da ro&ccedil;a</i>,   afirma Martins<a id="tx18"></a><a href="#nt18"><sup>18</sup></a> (2005, p. 216). Apoiado em estudos de Gen&eacute;tica   sobre as variedades de mandioca encontradas nas ro&ccedil;as pesquisadas (na Mata   Atl&acirc;ntica e na Amaz&ocirc;nia), esse autor conclui que as <i>popula&ccedil;&otilde;es humanas tradicionais </i>n&atilde;o apenas s&atilde;o<i> mantenedoras da diversidade     gen&eacute;tica </i>como<i> geram e amplificam a variabilidade       num processo cont&iacute;nuo</i> (Martins, 2005, p. 218).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Autores como Arruda<a id="tx19"></a><a href="#nt19"><sup>19</sup></a> (1999), Dumora<a id="tx20"></a><a href="#nt20"><sup>20</sup></a> (2006),   Rodrigues<a id="tx21"></a><a href="#nt21"><sup>21</sup></a> <i>et al.</i> (2003) e Silva<a id="tx22"></a><a href="#nt22"><sup>22</sup></a> (2009) apresentam argumentos   similares aos do geneticista na defesa do papel conservacionista das   "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais", mas n&atilde;o se sustentam em resultados de pesquisa desenvolvidos   por eles pr&oacute;prios. Recorrem a fontes secund&aacute;rias, algumas delas citadas   repetidamente, tais como Gomez-Pompa <i>et al</i>. (1990), Posey (1986), Bal&eacute;e (1988 e 1989) para   corroborar suas posi&ccedil;&otilde;es em defesa do que denominam de <i>agricultura     rudimentar</i>. &Eacute; o que acontece com Arruda (1999), que refor&ccedil;a as   conclus&otilde;es de Martins, sem cit&aacute;-lo, contudo, ao afirmar que <i>a variabilidade     induzida pelo homem no meio ambiente tropical (principalmente atrav&eacute;s da     agricultura itinerante e do adensamento de esp&eacute;cies &uacute;teis) favoreceu e favorece     a diversidade biol&oacute;gica e o processo de especia&ccedil;&atilde;o</i> (Arruda,   1999, p. 87). Recorrendo a fatores hist&oacute;ricos, como a din&acirc;mica da coloniza&ccedil;&atilde;o   do Brasil, e culturais, como o da heran&ccedil;a ind&iacute;gena, explica a "adapta&ccedil;&atilde;o" das   "sociedades tradicionais" ao meio ambiente por meio da elabora&ccedil;&atilde;o <i>de um extenso e     minucioso conhecimento dos processos naturais, </i>sendo <i>at&eacute; hoje, as &uacute;nicas       pr&aacute;ticas de manejo adaptadas &agrave;s florestas tropicais</i> (Arruda,   1999, p. 83). A situa&ccedil;&atilde;o de <i>comunidades humanas em regi&otilde;es isoladas do pa&iacute;s</i> teria   for&ccedil;ado-as a essa adapta&ccedil;&atilde;o no que se refere ao uso dos recursos naturais e &agrave;s   pr&aacute;ticas agr&iacute;colas. Por <i>sociedades tradicionais</i>, o autor identifica <i>as comunidades     cai&ccedil;aras, os sitiantes e roceiros tradicionais, comunidades quilombolas,     comunidades ribeirinhas, os pescadores artesanais, os grupos extrativistas e     ind&iacute;genas</i> que se distinguiriam pelo isolamento, formas de   coopera&ccedil;&atilde;o social e rela&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis no manejo da natureza<i>.</i> Ao enfatizar   o potencial conservacionista desses segmentos populacionais, Arruda se   contrap&otilde;e &agrave;s abordagens tecnicistas e desenvolvimentistas que enxergariam   nessas culturas e pr&aacute;ticas agr&iacute;colas um exemplo de atraso ou de resist&ecirc;ncia ao   desenvolvimento. Ao contrario, o autor sustenta que tais <i>culturas     r&uacute;sticas</i>, assim como as ind&iacute;genas, deveriam servir de inspira&ccedil;&atilde;o para um manejo   sustentado do meio ambiente (Arruda, 1999, p. 90). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Argumento semelhante &eacute; sustentado por Silva (2009). Recorrendo &agrave; no&ccedil;&atilde;o   de <i>sociobiodiversidade</i>, esse autor contrap&otilde;e <i>modelos sustent&aacute;veis de ocupa&ccedil;&atilde;o,     produ&ccedil;&atilde;o e gera&ccedil;&atilde;o de riquezas</i> implementados pelas <i>comunidades tradicionais</i> do Cerrado ao   modelo do agroneg&oacute;cio, que usa os recursos naturais e o espa&ccedil;o como um <i>neg&oacute;cio     (mercadoria)</i> (Silva, 2009, p. 99). Com base em ampla pesquisa   bibliogr&aacute;fica, imagens de sat&eacute;lite e informa&ccedil;&otilde;es de pesquisas realizadas por   ele pr&oacute;prio, Silva pretende demonstrar como as <i>comunidades     tradicionais</i> e <i>comunidades rurais mesti&ccedil;as (camponesas)</i> conseguiram   se manter por um longo per&iacute;odo no Cerrado sem provocar quase nenhuma altera&ccedil;&atilde;o   na sua fisionomia natural. O mesmo tipo de fonte &eacute; usado por Rodrigues <i>et al.</i> (2003) como   evid&ecirc;ncia emp&iacute;rica do baixo impacto ambiental causado pelos agricultores   familiares na regi&atilde;o de Mata Atl&acirc;ntica em Guaraque&ccedil;aba, no estado do Paran&aacute;. Recorrendo   a imagens de sat&eacute;lite, os autores argumentam que em 1999, a pequena   agricultura, praticada h&aacute; d&eacute;cadas na regi&atilde;o, ocupava 7,9% do territ&oacute;rio   municipal, enquanto que 91,4% da &aacute;rea era coberta por floresta.&nbsp; Tais dados s&atilde;o   utilizados como evid&ecirc;ncia da sustentabilidade do sistema de <i>pousio </i>praticado no   local<i>, </i>argumento este refor&ccedil;ado com a refer&ecirc;ncia a autores como Diegues (1996)   e Harwood (1996), que questionam o efeito nefasto dessa pr&aacute;tica agr&iacute;cola para o   meio ambiente:<i> h&aacute; ind&iacute;cios de que essa atividade, se adequadamente     praticada, pode incrementar a biodiversidade e contribuir para um maior grau de     sustentabilidade dos sistemas agr&iacute;colas </i>(Harwood, 1996 citado por   Rodrigues <i>et al.</i> 2003, p. 122).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A defesa do sistema de <i>pousio</i> como pr&aacute;tica sustent&aacute;vel conduz, em muitos casos, a uma   critica &agrave; esfera p&uacute;blica (e &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o ambiental por ela elaborada) acusada   de desconhecer o real impacto dessa pr&aacute;tica sobre o meio ambiente e o   conhecimento emp&iacute;rico <i>tradicional</i> que o sustenta. Dumora lembra que mesmo quando   pretensamente protegida por meio da cria&ccedil;&atilde;o de uma &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental,   justificada pela presen&ccedil;a e necessidade de preserva&ccedil;&atilde;o de comunidades cai&ccedil;aras,   as pr&aacute;ticas de <i>pousio</i>, base de toda a organiza&ccedil;&atilde;o produtiva e social dessas   comunidades, foram reprimidas (Dumora, 2006; Teixeira, 2005). Estas   contradi&ccedil;&otilde;es entre o discurso de fundo da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental e a fiscaliza&ccedil;&atilde;o   exercida pelos &oacute;rg&atilde;os ambientais s&atilde;o tidas como fonte de v&aacute;rios conflitos e   rela&ccedil;&otilde;es tensas entre estes e as popula&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas protegidas. O argumento   quanto ao desconhecimento da legisla&ccedil;&atilde;o sobre as evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas da   contribui&ccedil;&atilde;o da agricultura de <i>corte e queima</i> ao incremento da biodiversidade, evocado na obra mais   conhecida de Diegues (1996), &eacute; ecoado em diversos autores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da   &ecirc;nfase na diversidade social, cultural e ambiental dessas comunidades, o que   pressup&otilde;e modos de apropria&ccedil;&atilde;o da natureza e de organiza&ccedil;&atilde;o social   diferenciados, os argumentos apresentados n&atilde;o chegam a romper com uma abordagem   dualista onde, de um lado, estaria a diversidade das comunidades tradicionais,   unificadas pelo <i>modo     sustent&aacute;vel</i> de   rela&ccedil;&atilde;o com a natureza e por uma <i>l&oacute;gica     n&atilde;o mercantil</i> de   apropria&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e, de outro, um todo indiferenciado   reconhecido como <i>agroneg&oacute;cio</i>. Essa dualidade est&aacute; no cerne do   debate, polarizando-o em duas posi&ccedil;&otilde;es antag&ocirc;nicas: de um lado a defesa das <i>popula&ccedil;&otilde;es tradicionais</i> e, de outro, o argumento favor&aacute;vel   aos grupos de produtores orientados pela racionalidade t&eacute;cnica, sendo este   minorit&aacute;rio na bibliografia consultada. O fato mesmo da ocorr&ecirc;ncia dessa   polariza&ccedil;&atilde;o expressa uma caracter&iacute;stica desse debate marcado muito mais por   defesas de posi&ccedil;&otilde;es acaloradas, emocionais, do que pela apresenta&ccedil;&atilde;o de provas   que sustentem cientificamente a argumenta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O debate   inclui tamb&eacute;m uma discuss&atilde;o semelhante, mas cujo foco de observa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute;   diretamente sobre a agricultura familiar, mas no extrativismo vegetal. Como a   maioria dos grupos extrativistas pratica, com maior ou menor intensidade, uma   pequena agricultura voltada para o auto-consumo, e como muitos dos agricultores   familiares recorrem a alguma forma de extrativismo, consideramos que a situa&ccedil;&atilde;o   dessas duas categorias sociais em rela&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente e &agrave; sociedade &eacute;   estruturalmente equivalente, o que nos levou a incorpor&aacute;-la &agrave; an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o   dos grupos extrativistas com o meio ambiente passa pela quest&atilde;o do uso comum de   recursos naturais, o que leva ao questionamento de no&ccedil;&otilde;es, muitas vezes   impl&iacute;citas na an&aacute;lise, de propriedade privada e apropria&ccedil;&atilde;o individual dos bens   naturais.&nbsp; Azevedo <i>et     al.</i> (2009)   desenvolvem esse tema com base na teoria dos bens (Ostrom, 1990) aplicada em   estudos de caso realizados em duas localidades do cerrado mineiro. Recorrendo   tamb&eacute;m a dados secund&aacute;rios origin&aacute;rios de estudos realizados em regi&otilde;es e   contextos ambientais distintos, os autores se contrap&otilde;em &agrave; id&eacute;ia da <i>trag&eacute;dia dos recursos comuns</i> ("the tragedy of the commons")   desenvolvida por Hardin (1968). Ao contr&aacute;rio da <i>inevit&aacute;vel destrui&ccedil;&atilde;o ambiental</i> observada por Hardin nos campos de   pastagens abertos, Azevedo <i>et     al</i>. argumentam que   o esgotamento dos recursos naturais em &aacute;reas de uso coletivo seria decorr&ecirc;ncia   do esfacelamento dos grupos sociais pela submiss&atilde;o &agrave; l&oacute;gica de produ&ccedil;&atilde;o   capitalista, intensiva e predat&oacute;ria, al&eacute;m de estranha ao grupo. Nessa dire&ccedil;&atilde;o,   os autores v&atilde;o buscar nos arranjos coletivos dos grupos extrativistas os   princ&iacute;pios explicativos para a efic&aacute;cia ambiental da explora&ccedil;&atilde;o extrativista do   pequi nas localidades observadas. Algo similar &eacute; proposto por Mota <i>et al.</i> (2008), baseado em pesquisa sobre   as coletoras de mangaba no estado do Sergipe. Ao chamar aten&ccedil;&atilde;o para o papel   desempenhado por este grupo como agente no processo de desenvolvimento   sustent&aacute;vel, as autoras tamb&eacute;m criticam os gestores p&uacute;blicos pela falta de   conhecimento sobre as formas de manejo dos recursos naturais praticadas por   grupos deste tipo. Entendem ainda que a necessidade de se preservar os recursos   naturais, dada a sua "import&acirc;ncia para a sobreviv&ecirc;ncia", pode levar os grupos   extrativistas a experi&ecirc;ncias de institucionaliza&ccedil;&atilde;o de determinados arranjos   (comportamentos individuais ou comunit&aacute;rios) que s&atilde;o respons&aacute;veis pelo uso   regulado e n&atilde;o predat&oacute;rio dos bens naturais. Observam que a din&acirc;mica da vida   social est&aacute; atrelada aos ciclos da natureza na medida em que a reprodu&ccedil;&atilde;o   social das comunidades depende da continuidade dos recursos naturais que elas   usam. Nesse sentido, refor&ccedil;am a import&acirc;ncia dos conhecimentos tradicionais,   assim como os cient&iacute;ficos, para a formula&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma cr&iacute;tica   ao estilo ensa&iacute;stico dos estudos ambientais nas ci&ecirc;ncias   sociais </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   necessidade de mais estudos em profundidade sobre o uso que certas popula&ccedil;&otilde;es   fazem dos ecossistemas, com vistas a compreender melhor sua diversidade e os   crit&eacute;rios de sustentabilidade, &eacute; observada por Lima <i>et al</i>. (2005), Ferreira (2004b) e Castro <i>et al</i>. (2006). Essa demanda por abordagens   emp&iacute;ricas no lugar de meras suposi&ccedil;&otilde;es reflete a preocupa&ccedil;&atilde;o destes autores   acerca de uma percep&ccedil;&atilde;o naturalizada que v&ecirc; as "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais" como   intrinsecamente sustent&aacute;veis e organicamente em harmonia com o meio ambiente.   Os autores citados rejeitam este pressuposto argumentando que o mesmo n&atilde;o leva   em considera&ccedil;&atilde;o a din&acirc;mica interna e a hist&oacute;ria de cada comunidade. Com esta   cr&iacute;tica, os autores enfatizam a necessidade de se romper com a dualidade que   associa o <i>tradicional </i>&agrave;<i> sustentabilidade </i>e o<i> moderno</i> &agrave; <i>degrada&ccedil;&atilde;o ambiental</i>. Esta oposi&ccedil;&atilde;o, tida como   generalizante e superficial, &eacute; criticada por estar baseada em um falso   paradigma: a reifica&ccedil;&atilde;o do <i>tradicional</i> reconhecido como intr&iacute;nseco &agrave;s   pr&aacute;ticas agr&iacute;colas das pequenas comunidades. Tal cr&iacute;tica aponta para a   necessidade de ampliar os estudos emp&iacute;ricos que apresentem com maior rigor os   resultados de pesquisa, de maneira a se contrapor &agrave;s an&aacute;lises sustentadas em   posi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sustentabilidade da   agricultura familiar n&atilde;o &eacute; intr&iacute;nseca &nbsp;&nbsp; </font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como alternativa &agrave; percep&ccedil;&atilde;o essencialista que atribui a determinadas   culturas ou grupos sociais um comportamento intrinsecamente "conservacionista",   alguns autores apresentam outros crit&eacute;rios para explicar seja a   sustentabilidade de determinados modos de vida ou pr&aacute;ticas sociais, seja o   sucesso de projetos e medidas de conserva&ccedil;&atilde;o ambiental em dadas localidades.   Crit&eacute;rios esses que incluem a orienta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o (Lima <i>et al.,</i> 2005;   Rodrigues <i>et al</i>., 2003), as caracter&iacute;sticas da forma&ccedil;&atilde;o social do grupo,   a exist&ecirc;ncia de uma <i>cultura ecol&oacute;gica</i> (Lima <i>et al</i>., 2005) e   arranjos pol&iacute;tico-institucionais locais (Ferreira, 2004b; Castro <i>et al</i>., 2006). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Lima <i>et al</i>. o grau de depend&ecirc;ncia do grupo ao mercado interfere em   seu grau de sustentabilidade. &Eacute; poss&iacute;vel dizer que o argumento desses autores   pressup&otilde;e a ideia de um <i>continuum</i> onde as pontas seriam ocupadas, de um lado, por   economias mais independentes do mercado - <i>aut&oacute;ctones</i> -   representada pelas popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas e, de outro, a economia de orienta&ccedil;&atilde;o <i>lucrativa</i> representada   pelas empresas que visam a acumula&ccedil;&atilde;o capitalista. Com base nas categorias   sociais do meio rural amaz&ocirc;nico, constroem uma escala em que o espa&ccedil;o   intermedi&aacute;rio entre os mais sustent&aacute;veis (orienta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica <i>aut&oacute;ctone</i>) e os menos   (orienta&ccedil;&atilde;o <i>lucrativa</i>), seria ocupado pelos grupos de orienta&ccedil;&atilde;o <i>consuntiva</i> (pautados   pelo consumo) que, tamb&eacute;m centrados na satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades do grupo   dom&eacute;stico, como os <i>autoct&oacute;nes</i>, se relacionariam com o mercado somente para adquirir   bens indispens&aacute;veis &agrave; sua reprodu&ccedil;&atilde;o. Em posi&ccedil;&atilde;o equivalente estariam as   oligarquias tradicionais, que recorreriam ao mercado para garantir o seu <i>conforto</i> (Lima <i>et al</i>., 2005). A   cada um desses tipos de orienta&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica corresponderiam <i>culturas ecol&oacute;gicas</i> (valores,   percep&ccedil;&otilde;es e conhecimentos ambientais) diferenciadas que informariam as   pr&aacute;ticas em rela&ccedil;&atilde;o ao mercado. Contudo, ainda que em alguns momentos os   autores pare&ccedil;am oscilar ora para uma abordagem mais mercadol&oacute;gica, ora mais   culturalista, eles t&ecirc;m o cuidado de recusar uma vis&atilde;o determinista optando por   uma orienta&ccedil;&atilde;o mais hol&iacute;stica ao considerar que os comportamentos dos grupos   sociais sobre o meio ambiente est&atilde;o relacionados <i>a uma     conjuga&ccedil;&atilde;o particular de suas caracter&iacute;sticas sociais em um dado momento e     lugar</i> (Lima <i>et al.,</i> 2005, p. 50), chamando a aten&ccedil;&atilde;o assim para a dimens&atilde;o   multicausal e hist&oacute;rica dessa rela&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Numa vis&atilde;o   cr&iacute;tica ao modelo anal&iacute;tico que reconhece na orienta&ccedil;&atilde;o para o mercado um   crit&eacute;rio de insustentabilidade da produ&ccedil;&atilde;o, Almeida (2006), argumenta que a   op&ccedil;&atilde;o de pequenos agricultores pela agricultura org&acirc;nica, mais conservacionista   em detrimento da agricultura convencional, pode ser pautada por uma l&oacute;gica   comercial orientada pelo desejo de aumentar os ganhos. Al&eacute;m disso, podem ser   motivados por uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria sa&uacute;de, o que foi tamb&eacute;m observado   por Brandenburg et. al. (2004), que pesquisou a mesma regi&atilde;o estudada por   Almeida (&aacute;rea metropolitana de Curitiba). H&aacute;, nestes autores, uma cr&iacute;tica   impl&iacute;cita &agrave; abordagem culturalista que interpreta a atitude de grupos sociais   tidos como <i>tradicionais</i> ou coletores como ecologicamente   correta. Refor&ccedil;ando esta cr&iacute;tica, Allegretti (2008) argumenta que o combate ao   desmatamento empreendido pelos seringueiros atrav&eacute;s dos <i>empates</i><a id="tx23"></a><a href="#nt23"><sup>23</sup></a> n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da a uma <i>concep&ccedil;&atilde;o abstrata de natureza</i> (...)<i>; o questionamento ao desmatamento     n&atilde;o se dava por raz&otilde;es ambientais, mas por motivos sociais e econ&ocirc;micos, na     medida em que dependiam para viver de uma floresta que estava sendo derrubada</i> (2008, p. 45). Nesse caso, os seringueiros se aproximam dos   movimentos ambientalistas, mas n&atilde;o podem ser confundidos com eles. Suas   pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis n&atilde;o se devem a uma suposta consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, mas a   um tipo de organiza&ccedil;&atilde;o social secular voltada para a garantia do sustento de   suas fam&iacute;lias.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseado em material etnogr&aacute;fico sobre os Ashaninka do Acre, um grupo   reconhecido como <i>povo modelo</i> entre os povos ind&iacute;genas, com rela&ccedil;&atilde;o ao desenvolvimento   sustent&aacute;vel, e em outros estudos de etnologia ind&iacute;gena amaz&ocirc;nica, Pimenta   (2004) contribui para o estudo da diversidade de rela&ccedil;&otilde;es entre homem e   natureza, mostrando que o desenvolvimento sustent&aacute;vel n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com as   pr&aacute;ticas ind&iacute;genas e pode realmente melhorar seu bem estar, tendo-se em mente   que pr&aacute;ticas que s&atilde;o entendidas como sustent&aacute;veis, tais como a agricultura   itinerante e a ca&ccedil;a controlada, s&atilde;o parte do universo cognitivo-simb&oacute;lico deste   povo. La&ccedil;os estreitos entre ca&ccedil;ador e animal ca&ccedil;ado definem o princ&iacute;pio regulador   da ca&ccedil;a e n&atilde;o um pretenso compromisso com a ideologia ocidental do   ambientalismo. Contudo, essa ret&oacute;rica ambientalista &eacute; utilizada como   instrumento pol&iacute;tico desse povo para viabilizar a obten&ccedil;&atilde;o de recursos e de   novas alternativas econ&ocirc;micas. A converg&ecirc;ncia entre essas duas l&oacute;gicas n&atilde;o se   deve puramente &agrave; imposi&ccedil;&atilde;o de uma concep&ccedil;&atilde;o de fora. A boa recep&ccedil;&atilde;o dos   ind&iacute;genas &agrave; ideia do desenvolvimento sustent&aacute;vel se deve a seus pr&oacute;prios   esquemas cognitivos: se os Ashaninka ca&ccedil;am de maneira "sustent&aacute;vel" &eacute; porque   eles temem Manikari e n&atilde;o porque t&ecirc;m consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A (imposi&ccedil;&atilde;o   da) sustentabilidade como fator de refor&ccedil;o da exclus&atilde;o da   agricultura familiar</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em   disson&acirc;ncia com o argumento do car&aacute;ter sustent&aacute;vel da agricultura familiar,   Moreira (1997) e Floriani (2007) levantam uma cr&iacute;tica contra o que consideram   uma imposi&ccedil;&atilde;o que se soma a outros tipos de obst&aacute;culos &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o social   enfrentados pelos agricultores familiares. A obrigatoriedade da ado&ccedil;&atilde;o de   pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis seria uma sobrecarga imputada a um segmento da popula&ccedil;&atilde;o   que j&aacute; sofre com a desvaloriza&ccedil;&atilde;o cultural-ideol&oacute;gica e com a car&ecirc;ncia de   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que permitam seu desenvolvimento: <i>carecem historicamente de     assist&ecirc;ncia social e de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de desenvolvimento rural, mas &#91;...&#93;     s&atilde;o cobrados &#91;...&#93; pela preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais</i> (Floriani, 2007, p. 60).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na   contracorrente da <i>onda     verde,</i> Moreira   sustenta uma cr&iacute;tica a duas no&ccedil;&otilde;es centrais do que chama de <i>a contemporaneidade ecol&oacute;gica</i>: a de agricultura de subsist&ecirc;ncia   e a de sustentabilidade. Para ele, no&ccedil;&atilde;o de agricultura familiar, tal como   aparece nos discursos ambientalistas, &eacute; informada pela pr&eacute;-no&ccedil;&atilde;o   cultural-ideol&oacute;gica de <i>agricultura     de subsist&ecirc;ncia</i>,   que pressup&otilde;e a gera&ccedil;&atilde;o de renda somente para satisfazer as necessidades   imediatas da fam&iacute;lia, o que impede de se pensar a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de   vida dessas fam&iacute;lias. Imagem que seria agravada com a ideia de se imputar a   essa forma de produ&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;stica ou obriga&ccedil;&atilde;o de uso dos recursos naturais   de forma sustent&aacute;vel. Essa proposi&ccedil;&atilde;o seria um impeditivo a se pensar a   possibilidade do progresso social da pequena agricultura familiar e de sua   reprodu&ccedil;&atilde;o social ampliada (Moreira, 1997).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   sustentabilidade da agricultura e conhecimentos tecnocient&iacute;ficos</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; vimos   acima que a racionalidade t&eacute;cnica foi apontada como fator de garantia de uma   produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mais pautada na conserva&ccedil;&atilde;o ambiental. Nessa abordagem, o   meio ambiente &eacute; visto como riqueza ("recursos") e a t&eacute;cnica como um instrumento   que permite explor&aacute;-lo de maneira menos desgastante, mais poupadora, na medida   em que aumenta a produtividade. O uso da tecnologia, no entanto, est&aacute;   normalmente associado &agrave; grande produ&ccedil;&atilde;o, o agroneg&oacute;cio, restando saber at&eacute; que   ponto esse modelo &eacute; aplic&aacute;vel &agrave; agricultura familiar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contrapondo-se   &agrave;queles majorit&aacute;rios que argumentam a favor da agricultura <i>tradicional </i>baseada no <i>pousio</i> como mais sustent&aacute;vel   ambientalmente, Paterniani (2001) defende uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a   agricultura moderna e a conserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente desde que pautada em   pr&aacute;ticas referenciadas cientificamente. O emprego racional das t&eacute;cnicas,   possibilitado pelo avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia aplicada &agrave; agricultura, permitiria um   aumento da produtividade dos alimentos, atrav&eacute;s da melhora da fertilidade do   solo, e a redu&ccedil;&atilde;o dos danos ambientais: </font></p>     <blockquote>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Ao longo do tempo, com os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos, os     pesquisadores procuraram incorporar &agrave; agricultura novas tecnologias para tornar     as plantas cada vez mais eficientes na produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, minimizando a sua     vulnerabilidade &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es adversas, de tal modo que se tornasse poss&iacute;vel     utilizar racionalmente os recursos naturais dispon&iacute;veis, preservando, ao mesmo     tempo, &aacute;reas para a vida silvestre</i> (Paterniani, 2001, p. 1-2). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo,   essa racionalidade produtiva (e ambiental) n&atilde;o seria compat&iacute;vel com a produ&ccedil;&atilde;o   agr&iacute;cola familiar designada pelo autor como <i>de subsist&ecirc;ncia</i>. Revelando uma vis&atilde;o evolucionista, Paterniani prop&otilde;e   a supera&ccedil;&atilde;o dessa forma de produ&ccedil;&atilde;o (a agricultura familiar) na dire&ccedil;&atilde;o de uma <i>agricultura nos moldes empresariais</i> para a supera&ccedil;&atilde;o da <i>mis&eacute;ria permanente</i>. Pautada em crit&eacute;rios econ&ocirc;mico-produtivos,   essa abordagem deixa de fora as rela&ccedil;&otilde;es sociais impl&iacute;citas em qualquer forma   de produ&ccedil;&atilde;o, sustentando seu argumento exclusivamente na racionalidade t&eacute;cnica   promovida pelo progresso cient&iacute;fico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao entender que o emprego de conhecimentos cient&iacute;ficos e tecnol&oacute;gicos &eacute;   uma condi&ccedil;&atilde;o imprescind&iacute;vel para a sustentabilidade ambiental da agricultura,   Queiroz (2005) se aproxima de Paterniani, com a grande diferen&ccedil;a de n&atilde;o opor a   racionalidade t&eacute;cnica ao saber tradicional. Queiroz, que se dedica mais a   discutir o <i>manejo participativo</i> dos recursos naturais como um   caminho para a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade, prop&otilde;e a incorpora&ccedil;&atilde;o dos saberes   das popula&ccedil;&otilde;es locais a uma <i>forte base cient&iacute;fica</i> para que se alcance a melhoria   da qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es locais, respeitando suas caracter&iacute;sticas   culturais de maneira compat&iacute;vel com a conserva&ccedil;&atilde;o da biodiversidade. Em suas   palavras, <i>uma vez estabelecida esta rela&ccedil;&atilde;o, decorre consequentemente a redu&ccedil;&atilde;o da     press&atilde;o antr&oacute;pica sobre o meio ambiente e sobre aquelas esp&eacute;cies nas quais     estava anteriormente focalizado quase todo o impacto da a&ccedil;&atilde;o humana</i> (Queiroz,   2005, p. 190).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que o   material de nossa pesquisa n&atilde;o abarque a totalidade da produ&ccedil;&atilde;o brasileira das   Ci&ecirc;ncias Sociais<a id="tx24"></a><a href="#nt24"><sup>24</sup></a> sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre agricultura e   biodiversidade, o levantamento realizado permitiu identificar as quest&otilde;es   centrais em debate assim como a maneira como o tema vem sendo abordado em um   dado per&iacute;odo de tempo (1990 a 2010). A partir desses textos acad&ecirc;micos   publicados nos peri&oacute;dicos mais importantes segundo a classifica&ccedil;&atilde;o do sistema   Qualis da Capes, &eacute; poss&iacute;vel apontar algumas tend&ecirc;ncias na bibliografia   analisada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como   observamos, a quest&atilde;o que orientou essa revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica n&atilde;o aparece   formulada tal e qual pelos artigos selecionados. Contudo verifica-se que o tema   est&aacute; em debate, ainda que indiretamente, por meio de diferentes enunciados mais   especificamente voltados para o impacto das chamadas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais e   povos ind&iacute;genas na biodiversidade, sobretudo em &aacute;reas protegidas. Em outras   palavras a preocupa&ccedil;&atilde;o central &eacute; de como conservar o meio ambiente mantendo a   popula&ccedil;&atilde;o local. Tal indaga&ccedil;&atilde;o &eacute; motivada pela legisla&ccedil;&atilde;o ambiental brasileira   que restringe o uso dos recursos ou mesmo a perman&ecirc;ncia de moradores em alguns   tipos de &aacute;reas protegidas. O papel da agricultura nessa rela&ccedil;&atilde;o aparece quando   o argumento que defende a compatibilidade desses grupos com a conserva&ccedil;&atilde;o   ambiental se volta para as t&eacute;cnicas de manejo agr&iacute;cola e extrativistas. Nesses   casos, as an&aacute;lises j&aacute; partem de uma concep&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via sobre a "sustentabilidade"   dessas pr&aacute;ticas, havendo pouca investiga&ccedil;&atilde;o sobre como elas realmente se   processam em contextos s&oacute;cio-ambientais espec&iacute;ficos. Predomina uma vis&atilde;o   naturalizada sobre a rela&ccedil;&atilde;o "harmoniosa" das "popula&ccedil;&otilde;es tradicionais" com o   meio ambiente, sem estar sustentada por evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas, o que, ali&aacute;s, foi   observado pelos autores de tr&ecirc;s artigos (Lima <i>et al.</i>,   2005; Ferreira, 2004b; Teixeira, 2005). A partir de uma extrapola&ccedil;&atilde;o linear de   resultados de pesquisas em outros contextos emp&iacute;ricos, alguns autores assumem,   com pouca media&ccedil;&atilde;o (te&oacute;rica ou emp&iacute;rica), as conclus&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o de   outros grupos com seus ambientes. Esse tipo de abordagem nos conduz &agrave; reflex&atilde;o   sobre os limites da generaliza&ccedil;&atilde;o de conclus&otilde;es de pesquisas sociais, o que   acrescenta obst&aacute;culos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da abordagem das Pol&iacute;ticas Baseadas em   Evid&ecirc;ncias a temas de conte&uacute;do sociol&oacute;gico.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por que uma   quest&atilde;o que est&aacute; no cerne das preocupa&ccedil;&otilde;es no campo da interven&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, e   com repercuss&atilde;o na sociedade atrav&eacute;s da m&iacute;dia e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade   civil, n&atilde;o ocupa um espa&ccedil;o equivalente na agenda de pesquisa dos cientistas   sociais brasileiros? S&oacute; podemos responder essa indaga&ccedil;&atilde;o com outras perguntas.   Teriam as Ci&ecirc;ncias Sociais instrumentos anal&iacute;ticos para tratar adequadamente a   quest&atilde;o proposta? Dever&iacute;amos esperar que as Ci&ecirc;ncias Sociais lidassem com   conhecimentos oriundos de outras &aacute;reas tais como Agronomia e Biologia? Em se   tratando de um conceito formulado originalmente no &acirc;mbito das Ci&ecirc;ncias   Naturais, qual o sentido que os cientistas sociais conferem &agrave; "biodiversidade"?   Como este conceito &eacute; operacionalizado nesse novo contexto? Seria poss&iacute;vel   desenvolver a quest&atilde;o proposta para a revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica sem uma abordagem   multidisciplinar? Qual seria a contribui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica das Ci&ecirc;ncias Sociais   sobre esse tema? </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas   inquieta&ccedil;&otilde;es, que surgiram no decorrer da nossa pesquisa, nos levaram &agrave;   compreens&atilde;o de que a quest&atilde;o colocada por n&oacute;s como norteadora de nossa revis&atilde;o   sistem&aacute;tica talvez n&atilde;o tenha sido bem formulada; ela n&atilde;o seria pertinente ao   campo das Ci&ecirc;ncias Sociais, o que explicaria o pequeno n&uacute;mero de artigos   encontrados que, direta ou indiretamente, apresentem alguma conex&atilde;o com o nosso   tema (18 em 12.295). Ainda que se trate de uma quest&atilde;o relevante para a   formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica de reprodu&ccedil;&atilde;o   social de fam&iacute;lias de agricultores, ela s&oacute; poderia ser respondida atrav&eacute;s de   uma colabora&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, o que teria motivado a autoria conjunta de   especialistas em disciplinas da &aacute;rea das ci&ecirc;ncias naturais e das sociais;   somente sete autores t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o exclusiva na &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias Humanas e   Sociais e alguns com forma&ccedil;&atilde;o em mais de uma &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deve-se   levar em conta tamb&eacute;m o atraso das Ci&ecirc;ncias Sociais na incorpora&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es   ambientais como objeto de estudo se comparadas &agrave;s Ci&ecirc;ncias Naturais. Como os   temas relacionados &agrave; natureza foram (e s&atilde;o ainda para alguns) percebidos como   pertencentes ao dom&iacute;nio das Ci&ecirc;ncias Naturais, os cientistas sociais s&oacute;   recentemente se voltaram para esse debate. Isso significa que existe ainda um   caminho a ser percorrido, no sentido de desenvolver instrumentos anal&iacute;ticos   apropriados &agrave; an&aacute;lise dos elementos sociais, cada vez mais presente no debate   ambiental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso,   observamos que, se o di&aacute;logo entre &aacute;reas disciplinares se viabilizou, o mesmo   n&atilde;o se verificou no interior das Ci&ecirc;ncias Sociais. &Eacute; o que pudemos perceber ao   constatar a falta de rigor no uso das categorias sociais utilizadas para   designar os grupos focalizados em muitos dos artigos analisados &#150; express&atilde;o de   uma grande lacuna entre a sociologia rural e o que poder&iacute;amos chamar, por falta   de uma designa&ccedil;&atilde;o melhor, de "sociologia ambiental". A maioria dos autores   mant&eacute;m as denomina&ccedil;&otilde;es nativas ou do senso comum (<i>cai&ccedil;aras, caipiras, roceiros,     sertanejos</i>) ao se   referirem aos grupos estudados, sem se preocuparem em qualific&aacute;-los   sociologicamente. Essa reifica&ccedil;&atilde;o das categorias de uso corrente se soma ao uso   de outras no&ccedil;&otilde;es de pouco alcance e j&aacute; bastante criticadas como as de <i>pequena produ&ccedil;&atilde;o, pequena     agricultura, agricultura local</i>,   ou mesmo a da t&atilde;o questionada <i>popula&ccedil;&atilde;o     (ou agricultura) tradicional</i>.   Essa imprecis&atilde;o nos termos revela o desconhecimento da extensa contribui&ccedil;&atilde;o da   Sociologia Rural sobre a atribui&ccedil;&atilde;o de significados &agrave; no&ccedil;&atilde;o de agricultor   familiar e de seu similar conceitual, campon&ecirc;s (Wanderley, 2003). O recurso a   tais instrumentais anal&iacute;ticos, sem d&uacute;vida, teria contribu&iacute;do para uma an&aacute;lise   mais rigorosa e aprofundada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se   estivermos certas na dire&ccedil;&atilde;o desses questionamentos, o que sup&otilde;e a necessidade   de uma autocr&iacute;tica, o que dizer ent&atilde;o sobre as dificuldades supostamente   enfrentadas por um gestor p&uacute;blico que fosse buscar apoio na bibliografia sobre   essa quest&atilde;o? </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   dificuldade de realizar uma s&iacute;ntese a partir de um levantamento bibliogr&aacute;fico   criterioso se deve tanto ao tempo necess&aacute;rio para se realizar a busca, que ser&aacute;   tanto maior quanto menor for a equipe de trabalho, como tamb&eacute;m da boa   formula&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o a que se pretende responder. Nem sempre o problema   levantado pelos gestores p&uacute;blicos pode ser transposto tal e qual para o campo   acad&ecirc;mico e vice-versa. A formula&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es para serem sintetizadas a   servi&ccedil;o dos formuladores de pol&iacute;ticas deve ser feita em conjunto, com a   participa&ccedil;&atilde;o de cientistas e pol&iacute;ticos, j&aacute; que &eacute; comum a incompatibilidade   entre as necessidades dos pol&iacute;ticos e as quest&otilde;es tratadas pelos pesquisadores   (Hoppe, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre esse   tipo de metodologia vale a pena ponderar sobre os seguintes aspectos: i) a   constru&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de levantamento da bibliografia fica condicionada aos   instrumentos existentes de busca, disponibiliza&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o   acad&ecirc;mica que se quer acessar; ii) isto, por sua vez, demanda que o indiv&iacute;duo   respons&aacute;vel pela sistematiza&ccedil;&atilde;o da bibliografia domine a utiliza&ccedil;&atilde;o destes   instrumentos e disponha de tempo para elaborar e reelaborar os crit&eacute;rios da   pesquisa &agrave; medida que as falhas dos mesmos forem surgindo e as limita&ccedil;&otilde;es dos   recursos de pesquisa dispon&iacute;veis forem restringindo a possibilidade de se   executar a busca de acordo com os crit&eacute;rios elaborados; iii) a produ&ccedil;&atilde;o   dispon&iacute;vel pode n&atilde;o oferecer, no conjunto, caracter&iacute;sticas que facilitem ou at&eacute;   mesmo permitam uma sistematiza&ccedil;&atilde;o que siga fielmente a quest&atilde;o focada pelo   levantamento, como, por exemplo, no plano da forma, a aus&ecirc;ncia de qualquer   padr&atilde;o na estrutura dos artigos, ou, no plano do conte&uacute;do, a aus&ecirc;ncia de discuss&otilde;es   e argumenta&ccedil;&otilde;es especificamente referentes &agrave; quest&atilde;o escolhida para o   levantamento; acrescenta-se a aus&ecirc;ncia de apresenta&ccedil;&atilde;o de demonstra&ccedil;&otilde;es   emp&iacute;ricas dos argumentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tempo necess&aacute;rio e a demanda de m&atilde;o de obra especializada demonstram   que n&atilde;o se trata de uma iniciativa a ser desenvolvida por um &uacute;nico grupo de   pesquisa se quisermos tornar as revis&otilde;es sistem&aacute;ticas um instrumento &uacute;til e   operacional para fins de elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias.   Trata-se de uma empreitada que deve ficar a cargo de um Centro de pesquisa   espec&iacute;fico para esse fim, nos moldes do <i>Centre for Evidence Based     Conservation</i> (CEBC) da Universidade de Bangor, ou, alternativamente,   sob o dom&iacute;nio p&uacute;blico que deve criar meios espec&iacute;ficos para elaborar revis&otilde;es   bibliogr&aacute;ficas sistematizadas para responder a suas necessidades. O   estabelecimento de um espa&ccedil;o institucional para este prop&oacute;sito parece ser o   caminho mais eficiente para assegurar um recurso rigoroso ao conhecimento no   processo de tomada de decis&atilde;o p&uacute;blica, de acordo com a abordagem baseada em   evid&ecirc;ncia. Com isso n&atilde;o estamos defendendo que as decis&otilde;es devem ser baseadas   somente em tais conhecimentos, por mais confi&aacute;veis que eles possam ser.   Trata-se de disponibilizar meios para ampliar o leque de escolha dos formuladores   de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e de evitar uma rela&ccedil;&atilde;o simplista e c&iacute;nica entre   especialistas e gestores p&uacute;blicos como alguns autores j&aacute; alertaram (Nutley <i>et al</i>., 2002;   Hoppe, 2005) e como a nossa pr&oacute;pria pesquisa observou (Da-Silva-Rosa e   Carneiro, 2010).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto,   al&eacute;m destas dificuldades operacionais, as pondera&ccedil;&otilde;es acima apontam para os   limites no uso da abordagem das Pol&iacute;ticas Baseadas em Evid&ecirc;ncia visando a   facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncias sociais e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Por   exemplo, a elabora&ccedil;&atilde;o de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, seguindo os modelos sugeridos pelos especialistas, pressup&otilde;e a   universaliza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos cient&iacute;ficos sem levar em conta as diferen&ccedil;as   das pr&aacute;ticas entre os campos de conhecimento. Como mencionamos acima, uma   dessas diferen&ccedil;as reside na maneira de apresentar os dados emp&iacute;ricos nos   artigos acad&ecirc;micos, o que permite questionar o pr&oacute;prio significado de evid&ecirc;ncia   ou prova para as Ci&ecirc;ncias Sociais.&nbsp; Para respeitar o pluralismo metodol&oacute;gico,   talvez seja necess&aacute;rio estabelecer um acordo sobre o que se considera valida&ccedil;&atilde;o   emp&iacute;rica em cada quest&atilde;o particular, tal como propuseram Davies <i>et al.</i> (2001). Essa   tarefa torna-se ainda mais complexa quando se trata de problem&aacute;ticas que se   situam na interface de diferentes campos do conhecimento, como &eacute; o caso das ci&ecirc;ncias   socioambientais, abordadas nesse texto. As Ci&ecirc;ncias Sociais encontram-se   normalmente exclu&iacute;das da consulta feita por gestores p&uacute;blicos sobre quest&otilde;es   ambientais devido &agrave; compreens&atilde;o de que existe uma separa&ccedil;&atilde;o entre natureza e   sociedade, de maneira que temas relativos &agrave; primeira devam ser tratados por   ci&ecirc;ncias da natureza. Mas acreditamos que essa compreens&atilde;o se deva tamb&eacute;m &agrave;   desvaloriza&ccedil;&atilde;o do conhecimento produzido pelos cientistas sociais, decorrente   da avalia&ccedil;&atilde;o de que a valida&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica a&iacute; &eacute; menos rigorosa do que na Biologia   ou na Ecologia, n&atilde;o se distinguindo, portanto, do senso comum.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente,   retomando os artigos da revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica aqui apresentada, cabe destacar   os principais resultados da nossa leitura.&nbsp; Dentro da diversidade de abordagens   e de universos emp&iacute;ricos trabalhados pelos autores que de alguma maneira tratam   da quest&atilde;o por n&oacute;s levantada &#150; o papel da agricultura familiar na conserva&ccedil;&atilde;o   da biodiversidade &#150; destacam-se: a) a imagem de que a <i>agricultura tradicional</i>, praticada por pequenos grupos   residentes no interior de &aacute;reas protegidas, &eacute; uma pr&aacute;tica agr&iacute;cola sustent&aacute;vel;   contrapondo-se a essa suposi&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o &eacute; empiricamente demonstrada, outros   autores v&atilde;o argumentar que b) a sustentabilidade da agricultura familiar   (incluindo a chamada <i>agricultura     tradicional</i>) n&atilde;o &eacute;   intr&iacute;nseca, dependendo, portanto da conjun&ccedil;&atilde;o de outros fatores; criticando   essa posi&ccedil;&atilde;o que estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria entre agricultura familiar e   sustentabilidade, argumenta-se que c) a imposi&ccedil;&atilde;o da sustentabilidade &agrave;s   atividades dos agricultores familiares &eacute; mais um fator, entre muitos, que   refor&ccedil;a a sua exclus&atilde;o dos processos competitivos do mercado; d) j&aacute; alguns   autores argumentam a favor da incorpora&ccedil;&atilde;o de conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico   nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas como meio de torn&aacute;-las&nbsp; sustent&aacute;veis; e) finalmente   alguns artigos contribuem com a cr&iacute;tica ao estilo ensa&iacute;stico dos estudos da   sociologia ambiental, estimulando a realiza&ccedil;&atilde;o de mais pesquisas emp&iacute;ricas para   se contrapor &agrave;s generaliza&ccedil;&otilde;es baseadas em suposi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agradecimentos</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Somos   gratas ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq)   e &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) pelos   recursos para pesquisa concedidos a Maria Jos&eacute; Carneiro, e &agrave; Agence Nationale   de la Recherche (ANR) da Fran&ccedil;a, pelo apoio financeiro. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BAL&Eacute;E,   W. Indigenous Adaptation to Amazonian Palm Forests. <b>Principles</b>, v. 32, n. 2, p. 47-54, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1517-4522201200020000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BAL&Eacute;E, W. Cultura na vegeta&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia brasileira.   In: NEVES, W. (org.) <b>Biologia e ecologia humana na Amaz&ocirc;nia</b>: avalia&ccedil;&atilde;o e   perspectivas. Bel&eacute;m: SCT/PR/Cnpq - Museu Paraense Em&iacute;lio Goeldi. Cole&ccedil;&atilde;o   Eduardo Galv&atilde;o, p. 95-109, 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1517-4522201200020000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARNEIRO,   M.J., Pol&iacute;tica p&uacute;blica e agricultura familiar: uma leitura do Pronaf. <b>Estudos, Sociedade e Agricultura</b>, n. 8, p.70-81, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1517-4522201200020000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARNEIRO,   M .J., GUEDES-BRUNI, R.,   LEITE, S. Conhecimento   cient&iacute;fico e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: mobiliza&ccedil;&atilde;o e apropria&ccedil;&atilde;o do saber em medidas   de conserva&ccedil;&atilde;o da Mata Atl&acirc;ntica. <b>Estudos     Sociedade e Agricultura</b>,   v.17, n. 2, p. 254-303, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1517-4522201200020000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CENTRE   FOR EVIDENCE-BASED CONSERVATION. <b>Guidelines     for Systematic Review in Conservation and Environmental Management</b>. School of the Environment &amp;   Natural Resources. Bangor University, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1517-4522201200020000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DA-SILVA-ROSA,   T., CARNEIRO, M .J.&nbsp; O acesso livre &agrave; produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica como subs&iacute;dios para   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: um exerc&iacute;cio sobre o Banco de Teses da CAPES. <b>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de</b>, v.17, n. 4, p.955-974, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1517-4522201200020000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DA-SILVA-ROSA,   T., CARNEIRO, M .J., GUEDES-BRUNI, R., SILVA, A. (in press). Natural Sciences and Social Sciences:   Dialogues on knowledge   production concerning biodiversity conservation and agriculture in Brazil. <i> In</i>: BUREL, F., LAURENT, C., <b>Plurality of science for     interdisciplinarity and policy making</b>:   Theoretical findings from analyses of sustainable development in agriculture.   London: Bentham E-books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1517-4522201200020000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DAVIES,   H. T. O., NUTLEY, S. M.,&nbsp; <b>Evidence-based     policy and practice: moving from rhetoric to reality.</b> Third International,   Inter-disciplinary Evidence-Based Policies and Indicator Systems Conference,   2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1517-4522201200020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DIEGUES,   A. C. <b>O mito moderno     da natureza intocada</b>.   S&atilde;o Paulo: Hucitec, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1517-4522201200020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA,   L. Id&eacute;ias para uma sociologia da quest&atilde;o ambiental: teoria social, sociologia   ambiental e interdisciplinaridade. <b>Desenvolvimento     e Meio Ambiente</b>,   n. 10, p. 77-89, 2004a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1517-4522201200020000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FLORIANI,   N. O planejamento do espa&ccedil;o rural periurbano:da abordagem funcional do   tyerrit&oacute;rio &agrave;s territorialidades da autonomia. <b>Desenvolvimento e Meio Ambiente</b>. n. 16, PP. 55-68 jul-dez, 2007</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1517-4522201200020000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Funtowics, S., Ravetz, J.&nbsp; Ci&ecirc;ncia p&oacute;s-normal e comunidades   ampliadas de pares face aos desafios ambientais. <b>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de</b>. Rio de Janeiro, v. IV, n. 2, p.   219-330, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1517-4522201200020000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GERHARDT,   C. H., <b>Pesquisadores,     Popula&ccedil;&otilde;es Locais e &Aacute;reas Protegidas: entre a instabilidade dos "lados" e a     multiplicidade estrutural das "posi&ccedil;&otilde;es"</b><i>.</i> Tese (Doutorado em Ci&ecirc;ncias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e   Sociedade), CPDA/UFRRJ, Rio de Janeiro. 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1517-4522201200020000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GOMESZ-POMPA,   KAUS, A. Traditional management of tropical forest in M&eacute;xico. In: ANDERSON, A.   B (ed). <b>Alternative to     deforestation</b>:   steps to ward sustainable use of the Amazon rain. New York: Columbia University   Press, p. 45-64, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1517-4522201200020000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HARDIN,   G. The tragedy of the commons. <b>Science</b>, n.162, p. 1243-1248, 1968.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1517-4522201200020000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HARWOOD,   R. Development pathways toward sustainable systems following slash-and-burn. <b>Agricultural Systems &amp; Environment</b> , n. 58, p. 75-86, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1517-4522201200020000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOLMES,   J., CLARK, R. Enhancing the use of science in environmental policy-making and   regulation. <b>Environmental     Sicence &amp; Policy</b>,   v. II, p. 702-711, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1517-4522201200020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">HOPPE,   R., Rethink the science-policy nexus: from knowledge utilization and science   technology studies to types of boundary arrangements. <b>Poiesis Prax</b>. n. 3, p. 199-215, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1517-4522201200020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAURENT,   C., LABARTHE, P., TROUV&Eacute;, A., BERRIET-SOLLIEC, M., BONNAFOUS, P. Les connaissances   scientifiques et techniques : une ressource de plus en plus rare pour la   d&eacute;cision publique ? <b>Communication     for the Forum of the Regulation</b>. Paris:   &Eacute;cole Normale   Sup&eacute;rieure/Maison des Sciences Economiques Paris-Sorbonne, 2009a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1517-4522201200020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAURENT,   C., TROUV&Eacute;, A, PERRAUD, D. A emerg&ecirc;ncia do debate sobre as abordagens <i>Evidence-based ou Evidence-aware     policy</i> no campo da   agricultura.&nbsp; <b>Estudos     Sociedade e Agricultura</b>,   v. 17, n. 2, p. 193-226, 2009b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1517-4522201200020000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LAURENT,   C. <b>Validit&eacute;     des connaissances scientifiques et intervention publique : </b>le cas de l'agriculture   dans le d&eacute;veloppement durable (EBP-BIOSOC).&nbsp; Paris: ANR Research Project, INRA,   2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1517-4522201200020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEFF,   E. <b>Epistemologia     Ambiental</b>. S&atilde;o   Paulo: Cortez, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1517-4522201200020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LEONARD,   E., BONNAL, P., FOYER, J., LEITE, S.P. La construction normative Du   d&eacute;veloppement durable dans les contexts de sa "mise en politiques". Une analyse   par les d&eacute;pendances de sentier au Br&eacute;sil e au Mexique. <b>Mondes em D&eacute;veloppement</b>, v. 37, n. 148, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1517-4522201200020000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NEVES,   F. O. C. Os guaranis invadem o Parque Estadual Intervales : como destruir   a biodiversidade sendo politicamente correto. <b>ADCOAS-IBAP Revista de Direitos     Difusos</b>,   v. 20 Ocupa&ccedil;&atilde;o territorial e meio ambiente I, p. 2719-2748, jul/ago. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1517-4522201200020000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">NUTLEY,   D. <i>et all</i>. <b>Evidence Based Policy and Practice:</b> cross sector lessons from the UK.   ESRC UK Centre for Evidence Based Policy and Practice: Working Paper 9, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1517-4522201200020000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">OSTROM,   E. <b>Governing the     commons</b>: the   evolution of institutions for collective action. New York: Cambridge University   Press, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1517-4522201200020000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">POSEY,   D. A. 1986. Manejo da floresta secund&aacute;ria, capoeiras e cerrados (Kayap&oacute;). In:   Ribeiro, B. (org). <b>Suma     Etnol&oacute;gica Brasileira</b> (1): Etnobiologia. Petr&oacute;polis: FINEP/Vozes, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1517-4522201200020000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PULLIN,   A. S., STEWART, G. B., Guidelines   for Systematic Review in Conservation and Environmental Management. <b>Conservation Biology</b>., v. 20, n. 6, p.   1647-1656, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1517-4522201200020000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SUTHERLAND,   W.; PULLIN, A.S.; DOLMAN, P.M.; KNIGHT, T.M. The need for evidence based   conservation. <b>Trends     in Ecology and Evolution</b>,   v.19, n.6, june, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1517-4522201200020000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UNESCO.   2010. <b>World Social     Science Report</b><i>.</i> Dispon&iacute;vel em:   &lt;<a href="http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/resources/reports/world-social-science-report" target="_blank">http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/resources/reports/world-social-science-report</a>&gt;.   Acesso em: 30&nbsp; ago 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1517-4522201200020000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">WANDERLEY,   M. N. Agricultura familiar e campesinato: rupturas e continuidade. <b>Estudos, Sociedade e Agricultura</b>, v. 21, p. 42-61, out. 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1517-4522201200020000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Refer&ecirc;ncias da bibliografia revisada:</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALLEGRETTI, M. A constru&ccedil;&atilde;o social de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Chico   Mendes e o movimento dos seringueiros.&nbsp; <b>Desenv. e Meio Amb</b>. n. 18,&nbsp; p. 39-59, jul/dez.&nbsp; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1517-4522201200020000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ALMEIDA, L.   Elementos   para pensar a transi&ccedil;&atilde;o agroambiental: as l&oacute;gicas da mudan&ccedil;a t&eacute;cnica na   agricultura familiar.&nbsp; <b>Desenv.     e Meio Amb</b>. n.14,   p. 33-45, jul/dec. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1517-4522201200020000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARRUDA,   R., "Popula&ccedil;&otilde;es tradicionais" e a prote&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais em unidades de   conserva&ccedil;&atilde;o. <b>Ambient.     Soc</b>.,&nbsp; n. 5, p.   79-92, jul-dec. 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1517-4522201200020000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AZEVEDO,   A.I., MARTINS, H.T., DRUMMOND, J.A., <b>A     din&acirc;mica institucional de uso comunit&aacute;rio dos produtos nativos do cerrado no     munic&iacute;pio de Japonvar (Minas Gerais). </b>Bras&iacute;lia,   v. 24, n. 1, p. 193-228, jan./abr. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1517-4522201200020000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRANDENBURG,   A., FERREIRA, A. D. D., SANTOS, L. J. C., Dimens&otilde;es socioambientais do rural   contempor&acirc;neo. <b>Desenv.     e Meio Amb</b>. n. 10,   p. 119-125, jul/dez. 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1517-4522201200020000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CASTRO,   F., SIQUEIRA, A. D., BRONDIZIO, E. S., FERREIRA, L., Uso e abuso dos conceitos   de tradi&ccedil;&atilde;o e direitos de propriedade na conserva&ccedil;&atilde;o de recursos naturais na   Mata Atl&acirc;ntica, Brasil. <b>Ambient.     Soc</b>., v. 9, n. 1,   p. 23-39, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1517-4522201200020000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DUMORA, C. Viver e sobreviver numa &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental: o   caso da pequena agricultura familiar em uma das comunidades rurais da APA de   Guaraque&ccedil;aba. <b>Desenv. e Meio Amb. n. </b>14, p. 47-67, jul/dec. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1517-4522201200020000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FERREIRA,   L. C. Dimens&otilde;es humanas da biodiversidade: mudan&ccedil;as sociais e conflitos em   torno de &aacute;reas protegidas no Vale do Ribeira, SP, Brasil. <b>Ambient. Soc</b>., v.7, n. 1, p. 47-66, 2004b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1517-4522201200020000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LIMA,   D., POZZOBON, J., Amaz&ocirc;nia socioambiental: sustentabilidade ecol&oacute;gica e   diversidade social. <b>Estud.     av</b>. v. 19, n. 54,   p. 45-76, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000192&pid=S1517-4522201200020000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MARTINS,   P. Din&acirc;mica evolutiva em ro&ccedil;as de caboclos amaz&ocirc;nicos. <b>Estud. av.,</b> v. 19, n. 53, p. 209-220, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000194&pid=S1517-4522201200020000900041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MOREIRA,   R. Agricultura familiar e sustentabilidade: valoriza&ccedil;&atilde;o e desvaloriza&ccedil;&atilde;o   econ&ocirc;mica e cultural das t&eacute;cnicas.&nbsp; <b>Est.     Soc. e Agric</b>., n. 8, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000196&pid=S1517-4522201200020000900042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MOTA,   D. M. J., SANTOS, V. Uso e conserva&ccedil;&atilde;o dos remanescentes de mangabeira por   popula&ccedil;&otilde;es extrativistas em Barra dos Coqueiros, Estado de Sergipe. <b>Acta Scientiarium</b>. Human and Social Sciences.    Maring&aacute;, v. 30, n. 2, p. 173-180, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000198&pid=S1517-4522201200020000900043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PATERNIANI,   E.&nbsp; Agricultura sustent&aacute;vel nos tr&oacute;picos. <b>Estud. av</b>.,   v. 15, n.&nbsp; 43, p. 303-326, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000200&pid=S1517-4522201200020000900044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PEDLOWSKI,   M.; DALE,V.; MATRICARDI,G. A cria&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea protegidas e os limites da   conserva&ccedil;&atilde;o ambiental em Rond&ocirc;nia. <b>Ambiente   &amp; Sociedade</b> -   Ano II &#150; n. 5 &#150; 2º Semestre de 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000202&pid=S1517-4522201200020000900045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PIMENTA,   J.&nbsp; Desenvolvimento sustent&aacute;vel e povos ind&iacute;genas: os paradoxos de um exemplo   amaz&ocirc;nico. <b>Anu&aacute;rio     Antropol&oacute;gico</b>,   2002/2003, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000204&pid=S1517-4522201200020000900046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">QUEIROZ,   H. L. A reserva de desenvolvimento sustent&aacute;vel Mamirau&aacute;. <b>Estud. av</b>., v.19, n. 54, p. 183-203, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000206&pid=S1517-4522201200020000900047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RODRIGUES,   A., TOMMASINO, H., FOLADORI, G. &Eacute; correto pensar a sustentabilidade em n&iacute;vel   local? Uma an&aacute;lise metodol&oacute;gica de um estudo de caso em uma &Aacute;rea de Prote&ccedil;&atilde;o   Ambiental no litoral sul do Brasil. <b>Ambient.     soc.</b>, v. 6, n. 1,   p. 109-127, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000208&pid=S1517-4522201200020000900048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SILVA, C. E. M. Ordenamento Territorial no Cerrado brasileiro:   da fronteira monocultora a modelos baseados na sociobiodiversidade. <b>Desenv. e Meio Amb.</b> n.19, p. 189-109, jan/jun. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S1517-4522201200020000900049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">TEIXEIRA, C.   O desenvolvimento sustent&aacute;vel em unidade de conserva&ccedil;&atilde;o: a "naturaliza&ccedil;&atilde;o" do   social. <b>Rev. bras. Ci.     Soc.</b>, v.20, n. 59,   p. 51-66, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S1517-4522201200020000900050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em: 20/07/2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt1"></a><a href="#tx1">1</a> Diversos organismos, tais como o Banco Mundial, a   Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de e a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura   e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO), t&ecirc;m recorrido a esse m&eacute;todo. No campo da governan&ccedil;a   ambiental internacional, especificamente, vale a pena mencionar o Painel   Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC), o Clearing House Mechanism   (CHM) e a Plataforma Intergovernamental Ci&ecirc;ncia-Pol&iacute;tica sobre Biodiversidade e   servi&ccedil;os de Ecossistemas (IPBES).    <br>   <a id="nt2"></a><a href="#tx2">2</a> No presente artigo adotaremos a express&atilde;o Pol&iacute;tica   Baseada em Evid&ecirc;ncia (PBE).    <br>   <a id="nt3"></a><a href="#tx3">3</a> Referimo-nos aqui ao projeto de pesquisa <i>Agricultura e desenvolvimento sustent&aacute;vel nas     problem&aacute;ticas das 'Pol&iacute;ticas baseadas em evid&ecirc;ncias'</i> envolvendo estudos de caso na   Fran&ccedil;a, no Brasil e na &Aacute;frica do Sul, financiado pela ANR (Ag&ecirc;ncia Nacional de   Pesquisa), CNPq e Faperj.    <br>   <a id="nt4"></a><a href="#tx4">4</a> O   levantamento bibliogr&aacute;fico apresentado aqui foi realizado em 2007 por Camila   Medeiros, e atualizado por Thais Danton em 2010, ambas pesquisadoras do Grupo   de Pesquisa CINAIS/UFRRJ (<a href="http://www.ufrrj.br/cpda/cinais" target="_blank">www.ufrrj.br/cpda/cinais</a>). Al&eacute;m desse, foram feitos   levantamentos semelhantes nos peri&oacute;dicos de Economia por Andrea Rente e Sandro   Le&atilde;o, coordenado por Sergio Leite, e nas teses dos programas de Ci&ecirc;ncias   Sociais (Cf. Da-Silva-Rosa <i>et.     al.</i>, 2010).    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a id="nt5"></a><a href="#tx5">5</a> Revis&otilde;es sistem&aacute;ticas de temas espec&iacute;ficos   relacionados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o ambiental, e tamb&eacute;m um Guia para a produ&ccedil;&atilde;o deste   tipo de s&iacute;ntese, podem ser resgatados no site do Centre for Evidence-Based   Conservation: <a href="http://www.cebc.bangor.ac.uk/" target="_blank">http://www.cebc.bangor.ac.uk/</a>.    <br>   <a id="nt6"></a><a href="#tx6">6</a> Conforme a p&aacute;gina eletr&ocirc;nica da Capes, "Qualis &eacute; o conjunto de   procedimentos utilizados pela Capes para estratifica&ccedil;&atilde;o da qualidade da   produ&ccedil;&atilde;o intelectual dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o. &#91;...&#93; Como resultado,   disponibiliza uma lista com a classifica&ccedil;&atilde;o dos ve&iacute;culos utilizados pelos   programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o para a divulga&ccedil;&atilde;o da sua produ&ccedil;&atilde;o. &#91;...&#93; A   classifica&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos &eacute; realizada pelas &aacute;reas de avalia&ccedil;&atilde;o e passa por   processo anual de atualiza&ccedil;&atilde;o".&nbsp; <a href="http://www.capes.gov.br/avaliacao/qualis" target="_blank">http://www.capes.gov.br/avaliacao/qualis</a> (em   30/08/10)    <br>   <a id="nt7"></a><a href="#tx7">7</a> Nas listagens dispon&iacute;veis em 2007 no WebQualis, estes eram   classificados por n&iacute;vel A, B ou C, segundo avalia&ccedil;&atilde;o do corpo editorial,   seguido do crit&eacute;rio de circula&ccedil;&atilde;o (Internacional, Nacional, Local). Esses   crit&eacute;rios foram modificados pela CAPES em 2009, mas nosso levantamento&nbsp; manteve   a sele&ccedil;&atilde;o de peri&oacute;dicos j&aacute; realizada com crit&eacute;rios vigentes em 2007. <a href="http://qualis.capes.gov.br/webqualis/" target="_blank">http://qualis.capes.gov.br/webqualis/</a>    <br>   <a id="nt8"></a><a href="#tx8">8</a> <a href="http://www.capes.gov.br/avaliacao/qualis" target="_blank">www.capes.gov.br/avaliacao/qualis</a> (acessado em 16 de agosto de   2010)    <br>   <a id="nt9"></a><a href="#tx9">9</a> Foram   exclu&iacute;dos os peri&oacute;dicos espec&iacute;ficos de Arqueologia que se encontram   classificados junto com a Antropologia, e outros que, embora inclu&iacute;dos nas   listagens das tr&ecirc;s &aacute;reas de conhecimento, s&atilde;o afins a outras &aacute;reas, como   Psicologia, Direito, Servi&ccedil;o Social, entre outros.    <br>   <a id="nt10"></a><a href="#tx10">10</a> Esse levantamento seguiu os mesmos crit&eacute;rios aqui   explicitados, foi realizado por Sandro Le&atilde;o e Andr&eacute;ia Rente, sob a coordena&ccedil;&atilde;o   do professor&nbsp; Sergio Leite.    <br>   <a id="nt11"></a><a href="#tx11">11</a> Enquanto o   portal de Peri&oacute;dicos da Capes direciona para a p&aacute;gina do peri&oacute;dico procurado, o   Scielo disponibiliza artigos de revistas variadas (artigos estes que, em alguns   casos, n&atilde;o se encontram na &iacute;ntegra na pr&oacute;pria p&aacute;gina do peri&oacute;dico, quando   existente).    <br>   <a id="nt12"></a><a href="#tx12">12</a> A pesquisa   contemplou tamb&eacute;m alguns poucos peri&oacute;dicos que n&atilde;o disponibilizavam os resumos   e/ou artigos na &iacute;ntegra, mas que puderam ser consultados (e eventualmente   fotocopiados) quando dispon&iacute;veis em bibliotecas da cidade do Rio de Janeiro.    <br>   <a id="nt13"></a><a href="#tx13">13</a> O ano de   1990 foi escolhido como ponto de partida do levantamento em fun&ccedil;&atilde;o da   realiza&ccedil;&atilde;o da&nbsp; Rio 92 que fomentou a produ&ccedil;&atilde;o das Ci&ecirc;ncias Sociais sobre os   temas ambientais.    <br>   <a id="nt14"></a><a href="#tx14">14</a> Estas foram consideradas separadamente, sem   cruzamentos; ou seja, se qualquer uma delas aparecesse no t&iacute;tulo, resumo ou   palavras-chave, o artigo era selecionado.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <a id="nt15"></a><a href="#tx15">15</a> No caso dos   t&iacute;tulo de artigos que n&atilde;o apresentavam nenhuma das palavras-chaves,&nbsp;   prosseguiu-se a busca no resumo e nas palavras-chave do artigo (quando   dispon&iacute;veis).    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt16"></a><a href="#tx16">16</a> <a href="http://www.ufrrj.br/cpda/cinais" target="_blank">www.ufrrj.br/cpda/cinais</a>.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt17"></a><a href="#tx17">17</a> A listagem dos artigos analisados encontra-se ao     final.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt18"></a><a href="#tx18">18</a> Paulo Sodero Martins foi professor do Departamento     de Gen&eacute;tica da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).     Destacou-se pela &ecirc;nfase na multidisciplinaridade para a compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o     e da gen&eacute;tica ecol&oacute;gica.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt19"></a><a href="#tx19">19</a> Rinaldo Arruda &eacute; doutor em ci&ecirc;ncias sociais.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt20"></a><a href="#tx20">20</a> Catherine Dumora &eacute; antrop&oacute;loga    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt21"></a><a href="#tx21">21</a> An&iacute;bal Rodrigues &eacute; doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt22"></a><a href="#tx22">22</a> Carlos Eduardo Mazzetto Silva &eacute; engenheiro agr&ocirc;nomo e doutor     em Geografia.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt23"></a><a href="#tx23">23</a> "Empate" &eacute; um termo nativo que designa a&ccedil;&otilde;es     organizadas para parar, ou "criar um impasse",&nbsp; a derrubada de florestas em   &aacute;reas de conflito.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a id="nt24"></a><a href="#tx24">24</a> Grande parte dessa produ&ccedil;&atilde;o &eacute; publicada em forma de     livros que n&atilde;o foram considerados nessa pesquisa.</font></p>     ]]></body>
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