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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição de diferentes conteúdos das aulas de educação física no ensino fundamental I para o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution of different contents of physical education classes in elementary school I for the development of basic motor skills]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[INTRODUCTION AND OBJECTIVE: This study investigated the contribution of physical education (PE) classes in elementary school I for the development of basic motor skills of children from two public schools in the same neighborhood of São Paulo city, and if the practice of extreme sports besides the PE classes could differently contribute to the development of those skills. METHODS: Nineteen children (9.5 ± 0.3 years) who had two weekly PE classes composed the control group (CG) and 22 children (9.6 ± 0.5 years) who had two weekly PE classes and three extreme sports classes composed the experimental group (EG). All children were videotaped while performing locomotor and object control motor skill subtests from the Test of Gross Motor Development (TGMD-2). The videos were analyzed and raw scores were obtained according to the quality of the observed movement, and equivalent motor age was also estimated for both subtests. RESULTS: The results indicated that the EG presented higher raw scores compared to CG in the locomotor subtest and both groups presented similar scores in the object control subtest. Moreover, EG presented higher equivalent motor age in the locomotor subtest compared to CG and neither group presented differences between equivalent motor age and chronological age in the object control subtest. CONCLUSION: Based on these results we conclude that PE classes in elementary school appropriately contributed to the development of basic motor skills, since neither group presented difference between equivalent motor age and chronological age, and that extreme sports classes contributed even more for the development of locomotor skills.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[desenvolvimento motor]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <font size="2"><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGO ORIGINAL    <br>   CL&Iacute;NICA M&Eacute;DICA DO EXERC&Iacute;CIO E DO ESPORTE</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contribui&ccedil;&atilde;o de diferentes conte&uacute;dos das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica no ensino fundamental I</font> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">para o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mauricio Pires de Araujo<sup>I,II</sup>; Jos&eacute; Angelo Barela<sup>I,III</sup>; Melissa Leandro Celestino<sup>I</sup>; Ana Maria Forti Barela<sup>I</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Laborat&oacute;rio de An&aacute;lise do Movimento &#150; LAM, Programa de   P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias do Movimento Humano, Instituto de Ci&ecirc;ncias da   Atividade F&iacute;sica e Esporte &#150; ICAFE, Universidade Cruzeiro do Sul &#150; S&atilde;o Paulo,   SP, Brasil<br />   <sup>II</sup>Universidade Nove de Julho &#150; S&atilde;o Paulo, Brasil<br />   <sup>III</sup>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Instituto Bioci&ecirc;ncias,   Universidade Estadual Paulista &#150; Rio Claro, SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O E <b>OBJETIVO:</b> </b> Este estudo investigou a contribui&ccedil;&atilde;o   das aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (EF) no ensino fundamental I para o   desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais de crian&ccedil;as de duas escolas   p&uacute;blicas da mesma regi&atilde;o da cidade de S&atilde;o Paulo, e se a pr&aacute;tica de esportes   radicais, al&eacute;m das aulas de EF, poderia diferenciar tal desenvolvimento. <br />   <b>M&Eacute;TODOS:</b> Dezenove crian&ccedil;as (9,5 &plusmn; 0,3 anos) que tiveram semanalmente duas aulas   de EF formaram o grupo controle (GC) e 22 crian&ccedil;as (9,6 &plusmn; 0,5 anos) que tiveram   semanalmente duas aulas de EF e tr&ecirc;s aulas de esportes radicais formaram o   grupo experimental (GE). Todas as crian&ccedil;as foram filmadas realizando as   habilidades motoras dos subtestes locomotor e controle de objetos do <i>Test of Gross Motor Development</i> (TGMD-2). As filmagens foram analisadas posteriormente e escores brutos foram   atribu&iacute;dos de acordo com a qualidade do movimento observado, e idade motora   equivalente tamb&eacute;m foi estimada para os dois subtestes. <br />   <b>RESULTADOS:</b> Os   resultados indicaram que as crian&ccedil;as do GE apresentaram escores brutos maiores   que as crian&ccedil;as do GC no subteste locomotor e os dois grupos apresentaram   escores brutos similares no subteste controle de objetos. Ainda, as crian&ccedil;as do   GE apresentaram idade motora equivalente maior que a idade cronol&oacute;gica no   subteste locomotor enquanto que as crian&ccedil;as do GC n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;a   entre as duas idades, e os dois grupos n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as entre idade   motora equivalente e idade cronol&oacute;gica no subteste controle de objetos. <br />   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Com base nos resultados, conclu&iacute;mos que aulas de EF nos quatro   primeiros anos do ensino fundamental I contribu&iacute;ram adequadamente para o   desenvolvimento de habilidades motoras fundamentais, uma vez que os dois grupos   n&atilde;o apresentaram idade motora equivalente inferior &agrave; idade cronol&oacute;gica; e que   aulas de esportes radicais contribu&iacute;ram ainda mais para o desenvolvimento de   habilidades locomotoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> desenvolvimento motor, esportes radicais, avalia&ccedil;&atilde;o motora, TGMD-2.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desenvolvimento motor pode ser entendido como mudan&ccedil;as no   comportamento motor ao longo da vida e os processos que formam a base dessas   mudan&ccedil;as<sup>1</sup>. Dentre as habilidades motoras que podem ser consideradas   dentro do contexto desenvolvimental, as habilidades motoras fundamentais s&atilde;o   aquelas que envolvem os grandes grupos musculares do tronco, bra&ccedil;os e pernas<sup>2</sup>.   Essas habilidades abrangem as tarefas posturais para manter o corpo em   orienta&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas em rela&ccedil;&atilde;o ao ambiente, a locomo&ccedil;&atilde;o para transportar o   corpo pelo espa&ccedil;o e as tarefas manipulativas para explorar e interagir com os   objetos no ambiente. O desenvolvimento dessas habilidades possibilita o   desenvolvimento de habilidades motoras finas ou especializadas<sup>2</sup>, que   s&atilde;o utilizadas em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de esporte, dan&ccedil;a e atividades   recreativas<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento motor humano, na primeira metade do s&eacute;culo   XX, era entendido como sendo decorrente de mudan&ccedil;as maturacionais no sistema   nervoso central<sup>4</sup>, sendo, portanto, exclusivamente inerentes ao   organismo e com pouca influ&ecirc;ncia do ambiente. Mais recentemente, desenvolvimento   motor tem sido entendido como um processo din&acirc;mico, resultante da intera&ccedil;&atilde;o   entre as exig&ecirc;ncias da tarefa, condi&ccedil;&otilde;es ambientais e as caracter&iacute;sticas do   executante<sup>2,5</sup>. Com base nessa vis&atilde;o mais atual de desenvolvimento   motor, podemos sugerir que oportunidades de pr&aacute;tica estruturada, resultantes da   manipula&ccedil;&atilde;o do ambiente e da tarefa pelo profissional de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (EF),   poderiam favorecer o desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais de   maneira mais adequada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao considerar que o desenvolvimento de habilidades motoras   fundamentais &eacute; a base para o desenvolvimento de habilidades espec&iacute;ficas,   proporcionando melhores condi&ccedil;&otilde;es para uma vida mais ativa, como participa&ccedil;&atilde;o   efetiva em programas de atividades f&iacute;sicas e esportivas, &eacute; de extrema import&acirc;ncia   investigar a contribui&ccedil;&atilde;o das aulas de EF no ensino fundamental I para a   aquisi&ccedil;&atilde;o e refinamento das habilidades motoras fundamentais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avaliar o desenvolvimento motor no contexto escolar n&atilde;o &eacute;   tarefa simples e comum entre os profissionais da &aacute;rea, e estudos que   investiguem a forma mais apropriada devem ser realizados. Cools <i>et al.</i><sup>6</sup> compararam   sete testes utilizados para avaliar o desenvolvimento motor no contexto   educacional, e apontaram as principais caracter&iacute;sticas de cada um com intuito   de esclarecer as vantagens e desvantagens encontradas ao se empregar cada um   deles. Dos testes selecionados por esses autores, selecionamos para o presente   estudo o <i>Test of Gross Motor     Development, Second Edition </i>(teste de desenvolvimento de habilidades   motoras grossas) &#150;   TGMD-2<sup>7</sup>, que compreende a faixa et&aacute;ria investigada neste estudo e   avalia o processo desenvolvimental. Sendo assim, informa&ccedil;&otilde;es sobre esse teste   s&atilde;o apresentadas a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O TGMD foi proposto para examinar a qualidade do movimento   referente &agrave;s habilidades motoras fundamentais pela primeira vez em 1985, e,   mais recentemente, a segunda vers&atilde;o desse teste (TGMD-2) foi proposta<sup>7</sup>.   Esse teste &eacute; constitu&iacute;do por dois subtestes: subteste locomotor e subteste   controle de objetos, e cada um cont&eacute;m seis habilidades motoras fundamentais. O   subteste locomotor contempla correr, galopar, saltar com um p&eacute;, saltar sobre um   objeto, saltar &agrave; horizontal e deslocamento lateral. O subteste controle de   objetos contempla rebater uma bola estacionada, quicar sem deslocamento,   receber, chutar, arremessar por cima e arremessar por baixo. Todas essas   habilidades s&atilde;o avaliadas isoladamente por meio de crit&eacute;rios preestabelecidos,   e quando o executante atende a esses crit&eacute;rios, um ponto &eacute; atribu&iacute;do, do   contr&aacute;rio, nenhum ponto &eacute; atribu&iacute;do. Os pontos atribu&iacute;dos s&atilde;o somados e o valor   total de pontos obtidos para cada subteste reflete o padr&atilde;o do movimento   realizado. Esse valor pode ser considerado, por exemplo, como um escore bruto   ou, caso seja de interesse, a idade motora equivalente pode ser definida a   partir do escore bruto de cada subteste<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rios estudiosos da &aacute;rea t&ecirc;m utilizado o TGMD-2 para   investigar o desenvolvimento motor de crian&ccedil;as (avalia&ccedil;&atilde;o) sem<sup>8-11</sup> ou com<sup>12-15</sup> necessidades especiais, grupos de crian&ccedil;as submetidas a diferentes   programas de atividade f&iacute;sica (compara&ccedil;&atilde;o)<sup>16,17</sup>, e os efeitos de um   determinado per&iacute;odo de interven&ccedil;&atilde;o<sup>9,18-20</sup>. De modo geral, esses   estudos constataram que as crian&ccedil;as apresentam n&iacute;vel desenvolvimental inferior   &agrave;s normas referenciais<sup>7</sup> e que diferentes programas de atividade   f&iacute;sica e per&iacute;odos de interven&ccedil;&atilde;o melhoram o n&iacute;vel desenvolvimental das   crian&ccedil;as. No entanto, a maioria desses estudos, exceto Cotrim<sup>9,10</sup>,   n&atilde;o informa se as crian&ccedil;as tiveram aulas de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica no ensino   fundamental I e, no caso afirmativo, se as aulas foram ministradas por   profissionais da &aacute;rea. Com isso, a quest&atilde;o que surge &eacute; se o n&iacute;vel de   desenvolvimento motor de crian&ccedil;as que tiveram aulas de EF no ensino fundamental   I com profissionais da &aacute;rea e se a pr&aacute;tica de uma determinada atividade   extracurricular na escola, denominada esporte radical, al&eacute;m dessas aulas de EF,   levaria a um n&iacute;vel desenvolvimental diferenciado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A referida atividade extracurricular (esporte radical) foi   escolhida por apresentar um repert&oacute;rio motor muito espec&iacute;fico que as crian&ccedil;as   normalmente n&atilde;o vivenciam no seu cotidiano, e que n&atilde;o requer ou predisp&otilde;e uma   pr&aacute;tica direcionada para desempenho de alto n&iacute;vel. No entanto, mais importante   para o presente estudo, foi que a atividade utilizada poderia ser realizada por   crian&ccedil;as no ensino fundamental I sem promover especializa&ccedil;&atilde;o ou restri&ccedil;&atilde;o de   desempenho motor, sendo, portanto, pass&iacute;vel de ser praticada por todas as   crian&ccedil;as. Dessa forma, os objetivos deste estudo foram investigar o   desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais de crian&ccedil;as que tiveram   aulas de EF no ensino fundamental I e se a pr&aacute;tica de esportes radicais, al&eacute;m   das aulas de EF, promoveria um desenvolvimento diferente dessas habilidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Amostra</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quarenta e uma crian&ccedil;as entre nove e 11 anos e matriculadas no   quarto ano do ensino fundamental I da rede estadual de ensino de duas escolas   situadas em Pirituba, S&atilde;o Paulo, SP, participaram deste estudo. Desse total, 19   crian&ccedil;as (10 meninos e nove meninas) estudavam na Escola Professor Raul Antonio   Fragoso e formaram o grupo experimental (GE), e 22 crian&ccedil;as (15 meninos e sete   meninas) estudavam na Escola Pio XII, e formaram o grupo controle (GC). A   primeira escola foi escolhida por se tratar de uma escola de per&iacute;odo integral   em que os alunos tinham duas aulas semanais de EF, com o profissional da &aacute;rea,   e tr&ecirc;s aulas semanais de esportes radicais, que faziam parte de um projeto   proposto pelo mesmo professor que ministrava as aulas de EF. A segunda escola   foi escolhida por se tratar de uma escola de meio per&iacute;odo, e que os alunos   tinham somente duas aulas semanais de EF, tamb&eacute;m com o profissional da &aacute;rea, e   por se situar no mesmo bairro da primeira escola e, consequentemente, englobar   uma popula&ccedil;&atilde;o com caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas similares, em que a maioria   se encontrava na faixa de um e meio a menos de tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos, segundo a   Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as do GE, as tr&ecirc;s aulas semanais de   esportes radicais englobavam atividades com <i>skate</i>,   patins, escalada e <i>parkour</i>.   Informa&ccedil;&otilde;es sobre idade cronol&oacute;gica, massa, estatura e &iacute;ndice de massa corporal   (IMC) das crian&ccedil;as que participaram do estudo s&atilde;o apresentadas na <a href="#tab01">tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a02tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para participar do estudo, as crian&ccedil;as deveriam: estar   regularmente matriculadas nas referidas escolas desde o primeiro ano do ensino   fundamental I; estar presentes na escola em que estudavam na ocasi&atilde;o agendada   previamente pelos examinadores do estudo para realizar os testes motores   propostos; e apresentar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado   por seu respons&aacute;vel legal, que foi previamente aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em   Pesquisa da Institui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Procedimentos</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As crian&ccedil;as que atenderam aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o do estudo   tiveram massa e estatura aferidas antes de serem filmadas realizando as tarefas   motoras que comp&otilde;em os subtestes locomotor e controle de objetos, propostos por   Ulrich<sup>7</sup>. Para dinamizar as filmagens das crian&ccedil;as, duas filmadoras   digitais (Sony, Modelo DCR-HC96) foram utilizadas, sendo cada uma posicionada   perpendicularmente &agrave; &aacute;rea demarcada para realiza&ccedil;&atilde;o do subteste locomotor e do   subteste controle de objetos, respectivamente, em duas &aacute;reas distintas em que   essas crian&ccedil;as normalmente participavam das aulas de EF nas respectivas   escolas. Sendo assim, duas crian&ccedil;as eram filmadas simultaneamente realizando   cada um dos subtestes. As instru&ccedil;&otilde;es e demonstra&ccedil;&otilde;es de cada tarefa motora   foram apresentadas por um dos examinadores para cada crian&ccedil;a individualmente,   que, em seguida, realizava uma tentativa pr&aacute;tica para assegurar o que tinha que   fazer, e, logo ap&oacute;s, realizava duas tentativas consideradas para an&aacute;lise   subsequente.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">An&aacute;lise dos dados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As imagens obtidas das filmagens foram analisadas isoladamente   por tr&ecirc;s avaliadores devidamente treinados conforme os crit&eacute;rios de desempenho<sup>7</sup>,   sendo eles um dos experimentadores do estudo e dois avaliadores que n&atilde;o tinham   conhecimento sobre os objetivos do estudo. Cada avaliador registrou em fichas   individuais os escores brutos correspondentes ao desempenho apresentado por   cada crian&ccedil;a nas duas &uacute;ltimas tentativas realizadas de cada tarefa motora.   Esses escores foram somados posteriormente, sendo que cada crian&ccedil;a poderia   alcan&ccedil;ar 48 pontos no m&aacute;ximo em cada subteste. Para verificar a concord&acirc;ncia   entre os avaliadores (CEO), os escores atribu&iacute;dos por cada avaliador foram   computados e a raz&atilde;o entre o n&uacute;mero de concord&acirc;ncia (C) pela soma de   concord&acirc;ncias e discord&acirc;ncias (D) foi calculada (CEO = C/(C+D), conforme   proposto por Thomas e Nelson<sup>22</sup> e realizado em outros estudos<sup>8,9</sup>.   A <a href="#tab02">tabela 2</a> apresenta os valores de concord&acirc;ncia entre os tr&ecirc;s avaliadores dos   subtestes locomotor e controle de objetos, que indicam n&iacute;vel de concord&acirc;ncia   elevado.</font></p>     <p><a name="tab02" id="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a02tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dos escores brutos obtidos em cada subteste, a idade   motora equivalente, que indica o n&iacute;vel desenvolvimental da crian&ccedil;a, foi   determinada conforme tabela normativa<sup>7</sup>. Cabe ressaltar que esse   autor definiu escores brutos diferentes entre os g&ecirc;neros masculino e feminino   para o subteste controle de objetos e n&atilde;o fez distin&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero para o   subteste locomotor. Tal fato elimina a necessidade de separar por g&ecirc;nero as   crian&ccedil;as dos grupos investigados neste estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AN&Aacute;LISE ESTAT&Iacute;STICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   verificar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre os grupos, uma an&aacute;lise de vari&acirc;ncia   (ANOVA) e tr&ecirc;s an&aacute;lises de vari&acirc;ncia m&uacute;ltipla (MANOVA) foram empregadas, tendo   como fator os grupos (GC e GE). As vari&aacute;veis dependentes foram: idade   cronol&oacute;gica para ANOVA; massa, estatura e IMC para primeira MANOVA; escore   bruto dos subtestes locomotor e controle de objetos para a segunda MANOVA; e   idade motora equivalente para os subtestes locomotor e controle de objetos para   a terceira MANOVA. An&aacute;lises univariadas foram empregadas quando necess&aacute;rio.   Para verificar diferen&ccedil;as entre idade cronol&oacute;gica e idade motora equivalente,   quatro testes <i>t</i> de Student pareados foram   empregados para os subtestes locomotor e controle de objetos, em cada grupo, respectivamente.   O n&iacute;vel de signific&acirc;ncia foi mantido em 0,05 para todos os testes estat&iacute;sticos,   que foram realizados com o <i>software </i>Statistical Package for the Social Sciences &#150; SPSS</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(vers&atilde;o 10.0, SPSS Inc.).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#tab01">tabela 1</a> apresenta valores m&eacute;dios (&plusmn; desvio padr&atilde;o)   referentes &agrave; idade cronol&oacute;gica, massa, estatura e IMC dos dois grupos (GE e   GC). ANOVA revelou que a idade cronol&oacute;gica foi similar entre os grupos, F<sub>1,39 </sub>= 0,59, p &gt; 0,1. Quanto &agrave; massa, estatura e IMC, MANOVA revelou   diferen&ccedil;a entre os grupos, Wilks' Lambda = 0,41, F<sub>3,37 </sub>= 17,35, p   &lt; 0,001. Testes univariados revelaram que GC e GE apresentaram massa   corporal semelhante, F<sub>1,39 </sub>= 0,45, p &gt; 0,5, que GC apresentou   maior estatura, F<sub>1,39</sub> = 28,15, p &lt; 0,001, e menor IMC, F<sub>1,39</sub> = 5,67, p &lt; 0,05, do que o GE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As <a href="#fig01">figuras 1</a> e <a href="#fig02">2</a> apresentam os valores m&eacute;dios (&plusmn; desvio   padr&atilde;o) dos escores brutos e da idade motora equivalente, respectivamente, para   os subtestes locomotor e controle de objetos do TGMD-2. No que se refere ao   escore bruto, MANOVA revelou diferen&ccedil;a entre os grupos, Wilks' Lambda = 0,82, F<sub>2,38 </sub>= 4,26, p &lt; 0,05. Testes univariados indicaram que GC apresentou menor   escore do que o GE no subteste locomotor, F<sub>1,39 </sub>= 6,85, p &lt; 0,05,   e que os dois grupos apresentaram escores similares no subteste controle de   objetos, F<sub>1,39</sub> = 0,62, p &gt; 0,1 (<a href="#fig01">figura 1</a>). No que se refere &agrave;   idade motora equivalente, MANOVA n&atilde;o revelou diferen&ccedil;a entre os grupos para os   subtestes locomotor e controle de objetos, Wilks' Lambda = 0,92, F<sub>2,38 </sub>=   1,57, p &gt; 0,1 (<a href="#fig02">figura 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01" id="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a02fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig02" id="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a02fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, testes <i>t</i> n&atilde;o revelaram diferen&ccedil;a, para o GC, entre idade cronol&oacute;gica e idade motora   equivalente para os subtestes locomotor, t<sub>18 </sub>= &#150;0,20, p &gt; 0,5, e   controle de objetos, t<sub>18 </sub>= 0,50, p &gt; 0,5. Para o GE, testes <i>t</i> revelaram idade motora   equivalente avan&ccedil;ada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade cronol&oacute;gica para o subteste locomotor,   t<sub>21 </sub>= &#150;2,41 p &lt; 0,05, e nenhuma diferen&ccedil;a entre idade cronol&oacute;gica   e idade motora equivalente para o subteste controle de objetos, t<sub>21</sub> = 0,06, p &gt; 0,1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo investigou o desenvolvimento das habilidades   motoras fundamentais de crian&ccedil;as que tiveram aulas de EF no ensino fundamental   I, e se a pr&aacute;tica de esportes radicais, al&eacute;m das aulas de EF, promoveria um   desenvolvimento diferente dessas habilidades. De modo geral, os resultados   indicaram que as crian&ccedil;as no final do ensino fundamental I apresentaram   desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais compat&iacute;veis com a idade   cronol&oacute;gica. Al&eacute;m disso, as aulas de esportes radicais, em conjunto com as   aulas regulares de EF, propiciaram desenvolvimento das habilidades locomotoras   al&eacute;m do esperado, indicando que a pr&aacute;tica de tais atividades promove o   desenvolvimento adicional do desenvolvimento motor. Os resultados observados no   presente estudo indicam a import&acirc;ncia da pr&aacute;tica sistem&aacute;tica de atividades, na   forma de aulas de EF e atividades adicionais, ao longo dos anos do ensino   fundamental I para o desenvolvimento pleno, mesmo das habilidades motoras   fundamentais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados do presente estudo corroboram resultados de   estudos recentes<sup>9-11</sup>, que, utilizando o TGMD-2, constataram que   crian&ccedil;as apresentavam desenvolvimento motor esperado considerando a idade   cronol&oacute;gica delas. No presente estudo, as crian&ccedil;as que apenas tiveram aulas   regulares de EF e as crian&ccedil;as que tiveram aulas de EF e suplementa&ccedil;&atilde;o de   atividades extracurriculares de esportes radicais apresentaram desenvolvimento   de acordo com a idade cronol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por   outro lado, os resultados apresentados no presente estudo diferem dos   resultados de alguns poucos estudos que examinaram o desenvolvimento motor de   crian&ccedil;as na mesma faixa et&aacute;ria (de nove e 11 anos), quando foram constatados   atrasos motores das crian&ccedil;as examinadas nos respectivos estudos<sup>16,17</sup>.   Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para a discrep&acirc;ncia nos resultados observados nestes   estudos pode decorrer das experi&ecirc;ncias que as crian&ccedil;as tiveram nos primeiros   anos do ensino fundamental. Cotrim <i>et     al.</i><sup>10</sup> identificaram diferen&ccedil;as no n&iacute;vel de   desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais de crian&ccedil;as que tiveram   aulas regulares de EF ao longo do ensino fundamental I</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">e de crian&ccedil;as que n&atilde;o tiveram aulas     regulares. Portanto, diferen&ccedil;as desenvolvimentais podem ser decorrentes das     experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias que os alunos vivenciaram, considerando que as habilidades     motoras fundamentais n&atilde;o se desenvolvem naturalmente<sup>3,5</sup>, sendo que o     professor tem papel fundamental neste processo<sup>23</sup>. Os resultados do     presente estudo corroboram essas proposi&ccedil;&otilde;es, considerando que as crian&ccedil;as que     tiveram aulas regulares de EF apresentaram, ao final do ensino fundamental I,     desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais condizentes com o     esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo investigou tamb&eacute;m a contribui&ccedil;&atilde;o de atividades   denominadas de esportes radicais, como atividades extracurriculares e em   conjun&ccedil;&atilde;o &agrave;s aulas de EF, na escola para o desenvolvimento de habilidades   motoras fundamentais das crian&ccedil;as. Ao contr&aacute;rio de estudos que investigaram   outras pr&aacute;ticas alternativas, tais como minivoleibol<sup>16</sup>, capoeira<sup>17</sup> e que apresentaram idade motora equivalente inferior &agrave; idade cronol&oacute;gica, as   crian&ccedil;as que vivenciaram a pr&aacute;tica extracurricular de esportes radicais al&eacute;m   das aulas regulares de EF apresentaram idade motora equivalente esperada para   as habilidades de controle de objeto e superior &agrave; idade cronol&oacute;gica para o   subteste locomotor. A constata&ccedil;&atilde;o de que a pr&aacute;tica da referida atividade   extracurricular pode estar relacionada &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento espec&iacute;fico   pode ser atribu&iacute;da ao fato de que o conte&uacute;do dessas aulas compreende   predominantemente habilidades locomotoras. Diferentemente, as atividades de   esportes radicais n&atilde;o envolvem o manuseio e a manipula&ccedil;&atilde;o de objetos e   implementos relacionados com as habilidades manipulativas avaliadas no subteste   controle de objetos e, portanto, a pr&aacute;tica das atividades pelas crian&ccedil;as ao   longo do ensino fundamental I n&atilde;o propiciou qualquer benef&iacute;cio adicional para o   desenvolvimento das habilidades motoras de controle de objeto. Portanto, as   atividades extracurriculares denominadas esportes radicais em conjunto com as   aulas regulares de EF propiciam desenvolvimento al&eacute;m do esperado para a idade,   por&eacute;m, para aquelas habilidades que comp&otilde;em a base motora da pr&aacute;tica de   esportes radicais, que foram as habilidades locomotoras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante considerar alguns aspectos espec&iacute;ficos do   presente estudo em termos de aulas de EF ministradas no ensino fundamental I.   Primeiro, os efeitos de atividades extracurriculares no desenvolvimento de   habilidades motoras fundamentais em crian&ccedil;as foram observados em outros   estudos, na forma de programas especiais<sup>19,24</sup>, pr&aacute;tica de atividades   espec&iacute;ficas<sup>16,17</sup>, por&eacute;m, apenas recentemente os poss&iacute;veis efeitos   decorrentes da disponibilidade de EF escolar, ministrada no ensino fundamental   I, foram observados<sup>9,10</sup>. Assim, o presente estudo avan&ccedil;a o   conhecimento sobre os poss&iacute;veis efeitos de pr&aacute;tica estruturada no   desenvolvimento motor, pois envolveu a combina&ccedil;&atilde;o de aulas regulares de EF e   pr&aacute;tica de atividades extracurriculares (esportes radicais). Outro aspecto que   necessita ser discutido &eacute; a import&acirc;ncia e at&eacute; mesmo a necessidade de atividades   regulares, ao longo do ensino fundamental I, propiciando pr&aacute;tica estruturada e   organizada com conte&uacute;do espec&iacute;fico visando o desenvolvimento das habilidades   motoras fundamentais no contexto escolar. Os resultados do presente estudo, em   conjunto com resultados observados em estudos recentes<sup>10,11</sup>, indicam   claramente que crian&ccedil;as por volta dos 10 anos de idade t&ecirc;m capacidade de demonstrar   profici&ecirc;ncia motora no desempenho de habilidades motoras fundamentais, desde   que tenham vivenciado experi&ecirc;ncias e atividades regulares voltadas para o   desenvolvimento dessas habilidades motoras. No entanto, n&atilde;o s&atilde;o todas as   crian&ccedil;as que t&ecirc;m oportunidade de vivenciar tais experi&ecirc;ncias fora do contexto   escolar. Portanto, a inclus&atilde;o de aulas regulares de EF no ensino fundamental I,   que pode ser em conjunto com outras atividades, &eacute; primordial para o   desenvolvimento esperado das habilidades motoras fundamentais<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando que o n&iacute;vel de profici&ecirc;ncia para realizar as   habilidades motoras fundamentais pode ser primordial para o envolvimento em   atividades e programas de atividade f&iacute;sica e at&eacute; mesmo nas aulas regulares de   EF futuras<sup>3,5,10</sup>, aulas regulares de EF, em conjunto ou n&atilde;o com   atividades extracurriculares na escola, s&atilde;o imprescind&iacute;veis na perspectiva de   manter a crian&ccedil;a, futuro adolescente e adulto, ativa nos anos futuros.   Envolvimento em atividade ou programas de atividade f&iacute;sica tem sido apontado   como uma das formas de pelo menos minimizar os efeitos delet&eacute;rios da sociedade   moderna, tais como estresse e obesidade. Portanto, as crian&ccedil;as do presente   estudo que ganharam profici&ecirc;ncia, de acordo com o esperado, na realiza&ccedil;&atilde;o das   habilidades motoras fundamentais, teriam condi&ccedil;&otilde;es de manter o envolvimento em   atividades futuras, evitando, assim, o fen&ocirc;meno denominado de barreira de   profici&ecirc;ncia motora<sup>3,5</sup>, que poderia ser um impeditivo de   envolvimento em tais atividades futuras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente estudo apresenta algumas limita&ccedil;&otilde;es que necessitam   ser apontadas. A primeira limita&ccedil;&atilde;o &eacute; que n&atilde;o apresenta um desenho experimental   verdadeiro, com as atividades n&atilde;o sendo totalmente controladas e manipuladas   pelos experimentares. Apesar disso, tomou-se o cuidado de garantir que todas as   crian&ccedil;as, em ambos os grupos, estivessem matriculadas nas respectivas escolas   em todos os anos do ensino fundamental I na mesma regi&atilde;o da cidade para   garantir homogeneidade dos grupos, e que tivessem tido oportunidade de   envolvimento nas mesmas atividades, nos respectivos grupos. Outra poss&iacute;vel   limita&ccedil;&atilde;o pode decorrer da sugest&atilde;o de que as atividades extracurriculares   denominadas no presente estudo de esportes radicais podem ser consideradas   arriscadas para serem praticadas por crian&ccedil;as no ensino fundamental. Realmente,   as atividades de esportes radicais s&atilde;o complexas e requerem diversos cuidados e   procedimentos diferenciados. Entretanto, as mesmas envolvem pr&aacute;tica e   experi&ecirc;ncias motoras &uacute;nicas para as crian&ccedil;as, que, em muito, podem ampliar o   repert&oacute;rio motor, pelo menos no conjunto de habilidades motoras, conforme   observado no presente estudo. Dessa forma, ao inv&eacute;s de evitar ou n&atilde;o propiciar   a pr&aacute;tica de tais experi&ecirc;ncias motoras, a sua pr&aacute;tica deve ser devidamente   planejada e organizada, tornando o risco de sua pr&aacute;tica similar ao risco de   pr&aacute;tica de qualquer outra atividade. Finalmente, as atividades de esportes   radicais certamente propiciam envolvimento e motiva&ccedil;&atilde;o diferenciada,   tornando-se um est&iacute;mulo &uacute;nico e &iacute;mpar para que crian&ccedil;as tenham envolvimento nas   atividades propostas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nos resultados encontrados neste estudo, podemos   concluir que aulas de EF nos quatro primeiros anos do ensino fundamental I,   ministradas por profissionais da &aacute;rea de EF, contribu&iacute;ram para o   desenvolvimento esperado de habilidades motoras fundamentais. Ainda, aulas de   esportes radicais desenvolvidas no contexto escolar, em conjunto com as aulas   de EF, contribu&iacute;ram para uma <i>performance</i> al&eacute;m do esperado para a idade entre nove e 11 anos no que se refere ao   desenvolvimento das habilidades locomotoras. Sendo assim, cabe destacar a   import&acirc;ncia de aulas de EF nos primeiros anos do ensino fundamental I,   ministradas por profissionais da &aacute;rea, os quais deveriam obrigatoriamente   oferecer aos seus alunos oportunidade de pr&aacute;tica organizada e estruturada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Clark JE, Whitall J. What is motor development? The lessons of   history. Quest 1989;41:183-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1517-8692201200030000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Clark JE. Motor development. In: Ramachandran VS, editor.   Encyclopedia of human behavior. New York: Academic Press; 1994. p. 245-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1517-8692201200030000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Gallahue   DL, Donnelly FC. Educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica desenvolvimentista para todas as crian&ccedil;as. S&atilde;o Paulo: Phorte, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1517-8692201200030000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Gesell A. Maturing and the patterning of behavior. In: Murchison C,   editor. A handbook of child psychology. 2nd ed. New York: Russell &amp;   Russell; 1933. p. 209-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1517-8692201200030000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Clark JE. On the problem of motor skill development. JOPERD   2007;78:39-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1517-8692201200030000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Cools W, Martelaer K, Samaey C, Andries C. Movement skill assessment   of typically developing preschool children: A review of seven movement skill   assessment tools. J Sports Sci &amp; Med 2008;8:154-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1517-8692201200030000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Ulrich DA. Test of gross motor development. 2nd ed. Austin:   Pro-Ed, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1517-8692201200030000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Catenassi   FZ, Marques I, Bastos CB, Basso L, Ronque ERV, Gerage AM. Rela&ccedil;&atilde;o entre &iacute;ndice   de massa corporal e habilidade motora grossa em crian&ccedil;as de quatro a seis anos.   Rev Bras Med Esporte 2007;13:227-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1517-8692201200030000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Cotrim   JR. Desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais em crian&ccedil;as com   diferentes oportunidades de pr&aacute;tica e instru&ccedil;&atilde;o no ensino fundamental   &#91;Mestrado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade Cruzeiro do Sul; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1517-8692201200030000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Cotrim   JR, Lemos AG, N&eacute;ri-J&uacute;nior JE, Barela JA. Desenvolvimento de habilidades motoras   fundamentais em crian&ccedil;as com diferentes contextos escolares. Rev Educ Fis   Aceito para publica&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1517-8692201200030000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Pang   AW-Y, Fong DT-P. Fundamental motor skill proficiency of Hong   Kong children aged 6-9 years. Res Sports Med 2009;17:125-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1517-8692201200030000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Houwen S, E. H, Jonker L, Visscher C. Reliability and validity of   the TGMD-2 in primary-school-age children with visual impairments. Adapt Phys   Activ Q 2010;27:143-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1517-8692201200030000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Simons J, Daly D, Theodorou F, Caron C, Simons J, Andoniadou E.   Validity and reliability of the TGMD-2 in 7&#150;10-year-old flemish children with   intellectual disability. Adapt Phys Activ Q 2007;25:71-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1517-8692201200030000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Staples KL, Reid G. Fundamental movement skills and autism spectrum   disorders. J Autism Dev Disord 2010;40:209-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1517-8692201200030000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Celestino   ML, Pereira JC, Barela AMF. Avalia&ccedil;&atilde;o das habilidades motoras grossas de   adolescente com s&iacute;ndrome de Down. Brazilian Journal of Motor Behavior   2011;6:16-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1517-8692201200030000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Ripka   WL, Mascarenhas LPG, Hreczuck DV, Luz TGR, Afonso CA. Estudo comparativo da   performance motora entre crian&ccedil;as praticantes e n&atilde;o praticantes de minivoleibol   Fit Perf J 2009;8:412-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1517-8692201200030000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Tkac   CM, Oliveira AS. O efeito da capoeira regional no perfil motor de crian&ccedil;as. Rev   Teoria e Pr&aacute;tica da Educa&ccedil;&atilde;o 2006;9:217-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1517-8692201200030000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Souza   MC, Berleze M, Valentini N. Efeitos de um programa de educa&ccedil;&atilde;o pelo esporte no   dominio das habilidades motoras fundamentais e especializadas: &ecirc;nfase na dan&ccedil;a.   Rev Educ F&iacute;s 2008;19:509-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1517-8692201200030000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Braga   RK, Krebs RJ, Valentini NC, Tkac CM. A influ&ecirc;ncia de um programa de interven&ccedil;&atilde;o   motora no desempenho das habilidades locomotoras de crian&ccedil;as com idade entre 6   e 7 anos. Rev Educ Fis 2009;20:171-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1517-8692201200030000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Palma   MS, Pereira B, Valentini NC. Jogo com orienta&ccedil;&atilde;o: uma proposta metodol&oacute;gica   para a educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica pr&eacute;-escolar. Rev Educ Fis 2009;20:529-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1517-8692201200030000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. SEAD.   Distribui&ccedil;&atilde;o dos domic&iacute;lios por faixas de renda per capita segundo distritos.   Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. 2000 &#91;Acesso: 04/01/2011&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.seade.gov.br/produtos/msp/ren/ren2_001.htm" target="_blank">http://www.seade.gov.br/produtos/msp/ren/ren2_001.htm</a>.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Thomas   JR, Nelson JK. M&eacute;todos de pesquisa em atividade f&iacute;sica. Porto Alegre: Artmed,   2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1517-8692201200030000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Pellegrini   AM, Barela JA. O que o professor deve saber sobre o desenvolvimento motor de   seus alunos. In: Micotti MCO, editor. Alfabetiza&ccedil;&atilde;o: assunto para pais e   mestres. Rio Claro: Instituto de Bioci&ecirc;ncias; 1998. p. 69-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1517-8692201200030000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Brauner   LM, Valentini NC. An&aacute;lise do desempenho motor de crian&ccedil;as participantes de um   programa de atividades f&iacute;sicas. Rev Educ Fis 2009;20:205-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1517-8692201200030000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia:</b><br />   Ana Maria Forti Barela</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instituto de Ci&ecirc;ncias da Atividade F&iacute;sica e Esporte &#150; ICAFE</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Cruzeiro do Sul</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rua Galv&atilde;o Bueno, 868, Bloco B,</font> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13º andar    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">01506-000 &#150; S&atilde;o Paulo, SP </font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E-mail: <a href="mailto:ana.barela@cruzeirodosul.edu.br">ana.barela@cruzeirodosul.edu.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os   autores declararam n&atilde;o haver qualquer potencial conflito de interesses   referente a este artigo.</font></p>      ]]></body><back>
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