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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do déficit de rotação medial e do encurtamento posterior do ombro em jogadores profissionais de basquetebol]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Assessment of deficit in medial rotation and posterior shortening of the shoulder in professional basketball players]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de São Paulo Centro de Traumatologia do Esporte ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Throwing is distinguished as one of the main gestures that involve the shoulder joint. Athletes who practice throwing over the head are more prone to develop lesions in the shoulder and can provide significant increase in lateral rotation (LR) and decreased medial rotation (MR). The deficit of MR is called GIRD (Glenohumeral Internal Rotation Deficit). The objective of this study was to verify the existence of changes in mobility of the glenohumeral joint in basketball professional athletes and if there is a correlation between range of motion (ROM) of MR and shoulder posterior shortening. METHOD: 19 professional basketball players were evaluated. The MR and LR shoulder were measured through goniometry and photogrammetry in addition to the test for shoulder posterior shortening. RESULTS: There were no significant differences between genders or between rotations (LR and MR) when dominant and non-dominant shoulders were compared. Concerning the shortening test, no statistically significant differences were observed either. There were no correlations between RM decrease and the test for shoulder posterior shortening. CONCLUSION: No changes in mobility of the glenohumeral joint in professional basketball athletes in this sample, or correlation between ROM of MR and shortening of the shoulder posterior shortening were found.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[arremesso]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cápsula posterior]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[amplitude de movimento]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <font size="2"><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGO ORIGINAL    <br>   APARELHO LOCOMOTOR NO EXERC&Iacute;CIO E NO ESPORTE</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avalia&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit de rota&ccedil;&atilde;o medial e do encurtamento posterior do ombro em jogadores profissionais de basquetebol </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Valqu&iacute;ria Nunes; Ricardo Vin&iacute;cius dos   Santos; Fabricio Wodewotzky; Hugo Maxwell Pereira; L&iacute;gia Leme; Benno Ejnisman; Carlos Vicente Andreoli</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Centro de Traumatologia do Esporte da Universidade   Federal de S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O arremesso destaca-se como um dos principais   gestos que envolvem a articula&ccedil;&atilde;o do ombro. Atletas que praticam arremessos   acima da cabe&ccedil;a possuem maior propens&atilde;o a desenvolver les&otilde;es no ombro e podem   apresentar significativo aumento da rota&ccedil;&atilde;o lateral (RL) e diminui&ccedil;&atilde;o da   rota&ccedil;&atilde;o medial (RM). O d&eacute;ficit de RM &eacute; chamado GIRD <i>(glenohumeral internal rotation deficit)</i>. O objetivo do estudo foi verificar a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es na   mobilidade da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral em atletas profissionais de basquetebol,   bem como verificar se existe correla&ccedil;&atilde;o entre a ADM de RM e o encurtamento   posterior do ombro.     <br>   <b>M&Eacute;TODO:</b> Foram avaliados 19 jogadores profissionais de   basquetebol. A mensura&ccedil;&atilde;o da RM e RL do ombro foi realizada atrav&eacute;s dos m&eacute;todos   de goniometria e biofotogrametria, e tamb&eacute;m foi realizado o teste para encurtamento   posterior do ombro. <br />   <b>RESULTADOS:</b> N&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significantes entre os   g&ecirc;neros e tamb&eacute;m entre as rota&ccedil;&otilde;es (RL e RM) quando comparados o ombro dominante e o n&atilde;o dominante, assim como, no teste de   encurtamento posterior, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente   significantes. N&atilde;o houve correla&ccedil;&otilde;es entre a diminui&ccedil;&atilde;o de RM e o teste para   encurtamento posterior do ombro. <br />   <b>CONCLUS&Atilde;O:</b> Altera&ccedil;&otilde;es na   mobilidade da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral em atletas profissionais de basquetebol   n&atilde;o foram encontradas nessa amostra, assim como n&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o entre a   ADM de RM e o encurtamento posterior do ombro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> arremesso, c&aacute;psula posterior,   amplitude de movimento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ombro desempenha um papel vital em muitas atividades   atl&eacute;ticas. O arremesso destaca-se como um dos principais gestos que envolvem   essa articula&ccedil;&atilde;o estando presente em diversos esportes como beisebol, handebol,   t&ecirc;nis, e basquete, por&eacute;m com t&eacute;cnicas diferentes dependendo de cada esporte.   Atletas que praticam arremessos acima da cabe&ccedil;a possuem maior propens&atilde;o a   desenvolver les&otilde;es no ombro<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O exame f&iacute;sico de atletas arremessadores pode apresentar   adapta&ccedil;&otilde;es na amplitude de movimento (ADM) de rota&ccedil;&atilde;o medial e lateral do ombro   dominante quando comparado ao n&atilde;o dominante<sup>2</sup>. Isso pode ser   confirmado pelos resultados de diversos estudos que demonstram significativo   aumento da rota&ccedil;&atilde;o lateral (RL) e diminui&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o medial (RM) glenoumeral   no ombro de arremessadores<sup>2-7</sup>. O d&eacute;ficit de rota&ccedil;&atilde;o   medial do ombro dominante em rela&ccedil;&atilde;o ao n&atilde;o dominante &eacute; chamado GIRD (<i>glenohumeral internal rotation     deficit</i>). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acredita-se que a raz&atilde;o para esta altera&ccedil;&atilde;o seja   o resultado de uma natural adapta&ccedil;&atilde;o do ombro desenvolvida   em atletas arremessadores. Teorias relacionam o aumento da rota&ccedil;&atilde;o lateral e o   GIRD com a presen&ccedil;a de microtraumas nos restritores est&aacute;ticos e din&acirc;micos,   envolvendo contratura da c&aacute;psula posterior e adapta&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas na vers&atilde;o do &uacute;mero<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; muitas hip&oacute;teses sobre a etiologia do d&eacute;ficit   de rota&ccedil;&atilde;o medial, uma delas afirma que &eacute; resultado   de uma contratura e espessamento da por&ccedil;&atilde;o posteroinferior da c&aacute;psula glenoumeral, que ocorre devido aos   repetitivos microtraumas durante as fases de arma&ccedil;&atilde;o tardia e desacelera&ccedil;&atilde;o do   movimento de arremesso<sup>1,2,8</sup>. Neste caso, a perda de rota&ccedil;&atilde;o medial   excede o ganho de rota&ccedil;&atilde;o lateral; assim, o d&eacute;ficit &eacute; atribu&iacute;do &agrave;s mudan&ccedil;as nos tecidos moles, sendo considerado patol&oacute;gico<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns autores sugerem que as adapta&ccedil;&otilde;es &oacute;sseas   interferem na altera&ccedil;&atilde;o da ADM tanto quanto as adapta&ccedil;&otilde;es de tecidos moles.   Eles apontam que o aumento da retrovers&atilde;o do &uacute;mero proximal resulta no aumento   da rota&ccedil;&atilde;o lateral com consequente diminui&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o medial. Nesses casos,   &eacute; notado pelos autores que a ADM total de rota&ccedil;&atilde;o do ombro (rota&ccedil;&atilde;o lateral   mais rota&ccedil;&atilde;o medial) &eacute; igual tanto no ombro dominante quanto no n&atilde;o dominante,   ou seja, para cada grau de rota&ccedil;&atilde;o lateral adquirido, um grau de rota&ccedil;&atilde;o medial   &eacute; perdido. Acredita-se que essa seja uma adapta&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica que n&atilde;o causa   danos para fun&ccedil;&atilde;o do ombro<sup>2,4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido &agrave; sugestiva rela&ccedil;&atilde;o   entre altera&ccedil;&otilde;es da mobilidade do ombro em arremessadores e les&otilde;es, aliado &agrave; falta de publica&ccedil;&otilde;es envolvendo atletas de basquetebol, o objetivo do estudo foi   verificar a exist&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es na mobilidade da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral   em atletas profissionais de basquetebol, bem como verificar a exist&ecirc;ncia de   correla&ccedil;&atilde;o entre a ADM de RM e o encurtamento posterior do ombro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sujeitos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram avaliados 19 jogadores profissionais de   basquetebol, sendo 10 indiv&iacute;duos do sexo feminino (25,8 &plusmn; 4,1 anos) e nove indiv&iacute;duos do sexo masculino (25,1 &plusmn;   3,4). As caracter&iacute;sticas desses sujeitos s&atilde;o apresentadas na <a href="#tab01">tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o, os sujeitos n&atilde;o deveriam apresentar   hist&oacute;ria de cirurgia ou les&atilde;o no ombro e cotovelo, que resultou em afastamento   do esporte nos &uacute;ltimos 12 meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os participantes assinaram um Termo de Consentimento   Livre e Esclarecido, e o estudo foi aprovado pelo comit&ecirc; de &eacute;tica da   institui&ccedil;&atilde;o (CEP 1467/08).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Previamente ao estudo, foi realizado um piloto com sujeitos   n&atilde;o arremessadores com o objetivo de treinar e familiarizar os examinadores com   as t&eacute;cnicas de mensura&ccedil;&otilde;es. Todas as mensura&ccedil;&otilde;es foram realizadas por dois   fisioterapeutas. As t&eacute;cnicas de mensura&ccedil;&otilde;es foram similares &agrave;s descritas em   estudos anteriores<sup>2-4,9,10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mensura&ccedil;&atilde;o da ADM de rota&ccedil;&atilde;o lateral e medial foi realizada   de duas maneiras: goniometria e biofotogrametria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Goniometria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ADM isolada de RL e RM da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral foi obtida   por meio da estabiliza&ccedil;&atilde;o da esc&aacute;pula e da rota&ccedil;&atilde;o do &uacute;mero na glenoide. O   sujeito foi posicionado em dec&uacute;bito dorsal sobre a maca com o quadril e joelho   flexionados em, aproximadamente, 90&deg; cada um. O ombro a ser examinado estava na   posi&ccedil;&atilde;o inicial de 90&deg; de abdu&ccedil;&atilde;o e 90&deg; de flex&atilde;o do cotovelo, com o bra&ccedil;o   perpendicular ao solo. O &uacute;mero foi estabilizado em posi&ccedil;&atilde;o horizontal neutra   (&uacute;mero no n&iacute;vel do processo acromial) por meio de uma toalha. A partir dessa   posi&ccedil;&atilde;o (0&deg; de rota&ccedil;&atilde;o glenoumeral), o examinador A, passivamente, realizou a   rota&ccedil;&atilde;o do ombro enquanto o examinador B estabilizou a esc&aacute;pula. A ADM m&aacute;xima   foi definida como o final da rota&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; que o movimento da esc&aacute;pula fosse   notado (<a href="#fig01">figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig01" id="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para ambas as mensura&ccedil;&otilde;es de rota&ccedil;&atilde;o lateral e medial o eixo   do goni&ocirc;metro foi o ol&eacute;crano, o bra&ccedil;o fixo foi alinhado perpendicularmente ao   ch&atilde;o e o bra&ccedil;o m&oacute;vel foi alinhado entre o ol&eacute;crano e o processo   estiloide da ulna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Biofotogrametria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A biofotogrametria consiste na mensura&ccedil;&atilde;o da ADM por um <i>software </i>de computador atrav&eacute;s   de uma fotografia digital em condi&ccedil;&otilde;es predeterminadas e com marcadores fixados   sob a superf&iacute;cie corporal do indiv&iacute;duo avaliado, a fim de servirem como pontos   de refer&ecirc;ncia para a posterior mensura&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a obten&ccedil;&atilde;o das imagens, foi utilizada uma c&acirc;mera   fotogr&aacute;fica digital da marca Sony, modelo <i>Cyber-Shot</i> DSC-S750, com 7,2Mp de resolu&ccedil;&atilde;o. Foi utilizada resolu&ccedil;&atilde;o de 5,0Mp para todas   as imagens. A c&acirc;mera foi fixada a um trip&eacute; a 200cm da maca, ajustado na mesma   altura desta. O trip&eacute; foi nivelado horizontalmente e verticalmente atrav&eacute;s de   um n&iacute;vel de bolha. Para refer&ecirc;ncia vertical da foto, foi utilizado um fio de   prumo com dois marcadores circulares e reflexivos de 13mm de di&acirc;metro,   distanciados entre si por 50cm (<a href="#fig02">figura 2</a>). Para a an&aacute;lise das fotografias foi   utilizado o <i>software</i> para avalia&ccedil;&atilde;o postural <i>SAPO</i>,   vers&atilde;o 0,67. </font></p>     <p><a name="fig02" id="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sujeitos foram posicionados da mesma maneira descrita para   a goniometria e neles foram fixados dois marcadores circulares, autoadesivos e   reflexivos, de 13mm de di&acirc;metro em cada membro superior: um posicionado no   processo estiloide da ulna e o outro posicionado no ol&eacute;crano. O examinador A   com uma m&atilde;o estabilizou a esc&aacute;pula e com a outra, passivamente, realizou a   rota&ccedil;&atilde;o do ombro do atleta (<a href="#fig03">figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig03" id="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim como na goniometria, a ADM m&aacute;xima foi definida como o   final da rota&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; que o movimento da esc&aacute;pula fosse notado. Alcan&ccedil;ada a   ADM m&aacute;xima, a fotografia foi realizada pelo examinador B. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto na goniometria quanto na biofotogrametria, as   mensura&ccedil;&otilde;es foram realizadas bilateralmente, sempre pelo mesmo examinador. A   sequ&ecirc;ncia do tipo de mensura&ccedil;&atilde;o (goniometria e biofotogrametria), assim como o   ombro (direito e   esquerdo), foi definida por sorteio simples para cada um dos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mensura&ccedil;&atilde;o do GIRD</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O GIRD foi calculado pela diferen&ccedil;a em graus da rota&ccedil;&atilde;o medial   entre o ombro dominante e o n&atilde;o dominante. Da mesma forma, foi calculada a   diferen&ccedil;a de rota&ccedil;&atilde;o lateral e da ADM total (rota&ccedil;&atilde;o lateral mais medial) entre   os ombros.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mensura&ccedil;&atilde;o do encurtamento posterior do ombro</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mensura&ccedil;&atilde;o do encurtamento posterior do ombro foi realizada   pelo m&eacute;todo descrito e validado por Tyler <i>et     al</i>., 1999<sup>9</sup>. O sujeito foi posicionado em dec&uacute;bito   lateral, sobre o lado n&atilde;o testado, com o quadril e joelho flexionados em 90&deg;, e   com o corpo todo em contato com a maca. O bra&ccedil;o n&atilde;o testado estava sob a cabe&ccedil;a   do atleta. O movimento escapular foi restrito passivamente pela estabiliza&ccedil;&atilde;o   da borda lateral da esc&aacute;pula numa posi&ccedil;&atilde;o de retra&ccedil;&atilde;o, e o ombro avaliado   iniciou o teste com 90&deg; de abdu&ccedil;&atilde;o e com o &uacute;mero em 0&deg; de rota&ccedil;&atilde;o (<a href="#fig04">figura 4</a>). O   examinador A, passivamente, realizou adu&ccedil;&atilde;o horizontal enquanto manteve o &uacute;mero   em rota&ccedil;&atilde;o neutra e a esc&aacute;pula estabilizada.</font></p>     <p><a name="fig04" id="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ADM m&aacute;xima foi definida como o final da adu&ccedil;&atilde;o horizontal ou   at&eacute; que o movimento da esc&aacute;pula fosse notado. Alcan&ccedil;ada a ADM m&aacute;xima, o   examinador B mensurou a dist&acirc;ncia do epic&ocirc;ndilo medial at&eacute; a maca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O encurtamento posterior do ombro foi calculado por meio da   diferen&ccedil;a na mensura&ccedil;&atilde;o da adu&ccedil;&atilde;o horizontal entre o membro dominante e o   membro n&atilde;o dominante. Quanto maior a dist&acirc;ncia entre o epic&ocirc;ndilo medial e a   maca maior o encurtamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mensura&ccedil;&otilde;es foram realizadas bilateralmente, sempre pelo   mesmo examinador.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AN&Aacute;LISE ESTAT&Iacute;STICA</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram testados quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o de   normalidade pelo teste de Shapiro-Wilk e s&atilde;o apresentados como m&eacute;dia e desvio   padr&atilde;o. Para compara&ccedil;&atilde;o entre as amplitudes de movimento de rota&ccedil;&atilde;o medial,   lateral e amplitude total entre o lado dominante, contralateral, g&ecirc;nero   masculino ou feminino foi utilizada a   an&aacute;lise de vari&acirc;ncia de medidas repetidas. Para isso, foi   verificada a esfericidade pelo teste de Mauchly W. e este n&atilde;o foi violado. As   correla&ccedil;&otilde;es entre o teste de encurtamento da c&aacute;psula e d&eacute;ficit de rota&ccedil;&atilde;o   interna foram feitas pelo coeficiente de Pearson. A signific&acirc;ncia foi   estipulada em 5% (<i>P </i>&lt; 0,05). Todas as an&aacute;lises foram feitas pelo programa   SPSS 13.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre os   m&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o, goniometria e biofotogrametria (<a href="#tab02">tabela 2</a>). Dessa forma,   para an&aacute;lise dos dados foram utilizados apenas os valores da biofotogrametria. </font></p>     <p><a name="tab02" id="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07tab02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a significante entre os g&ecirc;neros,   mulheres e homens, que apresentam ADM de rota&ccedil;&atilde;o do ombro semelhante (<a href="#tab03">tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab03" id="tab03"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07tab03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferen&ccedil;as significantes de ADM de RL e RM entre o ombro   dominante e o ombro n&atilde;o dominante n&atilde;o foram encontradas nessa amostra (<a href="#tab03">tabela 3</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No teste de encurtamento posterior, n&atilde;o foram observadas   diferen&ccedil;as estatisticamente significantes quando comparados o ombro dominante (<i>P </i>= 1,00) e o n&atilde;o dominante (<i>P </i>= 1,00). O mesmo teste n&atilde;o   mostrou diferen&ccedil;as entre os g&ecirc;neros (<a href="#tab04">tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab04" id="tab04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a07tab04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es entre a diminui&ccedil;&atilde;o de RM e o   teste para encurtamento posterior do ombro nos homens (<i>r </i>= 0,21), nas mulheres (<i>r</i> = 0,24) e nem no total de   sujeitos (<i>r</i> = 0,17).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o do GIRD e do encurtamento posterior do   ombro com les&otilde;es n&atilde;o est&aacute; bem clara na literatura; por&eacute;m, Harryman <i>et al.</i>,   em 1990, afirmam que assim&eacute;trica tens&atilde;o na c&aacute;psula pode resultar em altera&ccedil;&otilde;es   da artrocinem&aacute;tica glenoumeral, predispondo ao desenvolvimento de les&otilde;es<sup>11</sup>. Quando em posi&ccedil;&atilde;o de arremesso (abdu&ccedil;&atilde;o 90ºe rota&ccedil;&atilde;o lateral   m&aacute;xima do ombro), o encurtamento da c&aacute;psula posterior ir&aacute; promover uma   subluxa&ccedil;&atilde;o posterossuperior da cabe&ccedil;a umeral que, como consequ&ecirc;ncia,   deslocar&aacute; o centro de rota&ccedil;&atilde;o da articula&ccedil;&atilde;o. Esse deslocamento predisp&otilde;e ao impacto   do manguito rotador entre o l&aacute;bio glenoidal e a cabe&ccedil;a umeral. Assim, o l&aacute;bio   tamb&eacute;m estar&aacute; sujeito a les&otilde;es, uma vez que a nova posi&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a umeral   pode aumentar o mecanismo de <i>peel-back</i> devido ao aumento do torque rotacional do tend&atilde;o do b&iacute;ceps sobre a   regi&atilde;o superior do l&aacute;bio da glenoide predispondo a les&otilde;es em SLAP<sup>1-5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Myers <i>et al.</i>, 2006, demonstraram que   arremessadores de beisebol com impacto interno apresentaram significante   aumento do GIRD e rigidez posterior do ombro<sup>2</sup>. Tehranzadeh <i>et al.</i>,   2007, verificaram, por meio de resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, que atletas de beisebol   com GIRD possu&iacute;am: espessamento da c&aacute;psula posterior, subluxa&ccedil;&atilde;o   posterossuperior da cabe&ccedil;a umeral, les&otilde;es parciais do supraespinal,   infraespinal e les&otilde;es do tipo SLAP. Os resultados desses estudos sugerem que   pode haver uma rela&ccedil;&atilde;o entre encurtamento de c&aacute;psula posterior, d&eacute;ficit de   rota&ccedil;&atilde;o medial e disfun&ccedil;&otilde;es do ombro<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a do GIRD nos esportes que envolvem arremesso acima   da cabe&ccedil;a j&aacute; est&aacute; bem documentada em literatura e s&atilde;o mais frequentes no   beisebol, t&ecirc;nis e handebol. Apesar de o basquete ser considerado um esporte de   arremesso, n&atilde;o foi observado nenhum estudo que avalie a mobilidade do ombro   nesses atletas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Downar e Sauers, 2005, avaliaram o GIRD em 27   jogadores profissionais de beisebol, por meio da goniometria passiva. O ombro   dominante apresentou diferen&ccedil;a estatisticamente significante na RM comparado ao   n&atilde;o dominante (<i>P </i>= 0,001)<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ellenbecker <i>et al.</i>, em 1996,   avaliaram 203 tenistas, os quais apresentaram diferen&ccedil;a significante (<i>P </i>&lt;   0,001) de RM entre os ombros (GIRD). Em um estudo subsequente em 2002, os   autores avaliaram 117 tenistas, os quais apresentaram diminui&ccedil;&atilde;o de ADM total   de rota&ccedil;&atilde;o do ombro dominante (<i>P</i> &lt; 0,001); no entanto, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significante na RM<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pieper, em 1994, p&ocirc;de   constatar um aumento na rota&ccedil;&atilde;o lateral m&aacute;xima do ombro dominante em compara&ccedil;&atilde;o   com o n&atilde;o dominante de jogadores profissionais de handebol, com m&eacute;dia de 10 a   15º, assim com uma consider&aacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o medial. O   autor sugere que essa perda se deva a um encurtamento de c&aacute;psula posterior   devido a mudan&ccedil;as fibr&oacute;ticas ocorridas em consequ&ecirc;ncia da repetitividade   do gesto esportivo<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em nosso estudo foram avaliadas as rota&ccedil;&otilde;es e o   encurtamento posterior em 19 jogadores profissionais de basquete, os quais n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as estatisticamente   significantes entre o ombro dominante e o n&atilde;o dominante, e nem entre os g&ecirc;neros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acredita-se que a falta de concord&acirc;ncia dos   nossos resultados, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s publica&ccedil;&otilde;es   citadas, deva-se ao fato de tratar-se de esportes   distintos, com tipos de arremesso diferentes no aspecto biomec&acirc;nico. Al&eacute;m do fato de o basquete ser considerado   um esporte de atividades bilaterais acima da cabe&ccedil;a, em que altera&ccedil;&otilde;es   unilaterais n&atilde;o s&atilde;o necessariamente esperadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No beisebol, durante a fase de arma&ccedil;&atilde;o tardia, o   ombro assume a posi&ccedil;&atilde;o de rota&ccedil;&atilde;o lateral m&aacute;xima (170&deg;-180&deg;) e abdu&ccedil;&atilde;o entre   90&deg; e 100&deg;<sup>14</sup>. Essa extrema ADM requerida no arremesso do beisebol   est&aacute; estreitamente relacionada &agrave; pot&ecirc;ncia e velocidade que   determinar&atilde;o o desempenho do gesto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Adrian e Cooper, 1995, descrevem o basquete como   um esporte que envolve tr&ecirc;s tipos de arremesso: superior (arremesso), lateral   (passe) e inferior (passe por baixo). O arremesso superior no basquete prioriza t&eacute;cnica e precis&atilde;o, ao   contr&aacute;rio do beisebol e outros esportes que buscam a for&ccedil;a e   velocidade para obter melhor desempenho. Baseado nisso, o arremesso do basquete   &eacute; realizado com baixas velocidades e menor for&ccedil;a, por isso acredita-se que as   adapta&ccedil;&otilde;es osteomioarticulares possam ser diferentes em compara&ccedil;&atilde;o ao arremesso   do beisebol. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao encurtamento posterior, foi utilizado o teste   descrito e validado por Tyler <i>et     al.</i>, em 1999, realizado em dec&uacute;bito lateral e adu&ccedil;&atilde;o horizontal m&aacute;xima.   Os autores mostraram alta confiabilidade do teste intraexaminador (ICC = 0,92),   al&eacute;m de boa confiabilidade interexaminador (ICC = 0,80)<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tyler <i>et al.</i>,   em subsequente artigo em 2000, referiram-se ao teste como encurtamento da   c&aacute;psula posterior, modificando o nome do teste<sup>10</sup>. Essa nova defini&ccedil;&atilde;o pode trazer   alguma confus&atilde;o sobre quais estruturas s&atilde;o mensuradas no teste, pois clinicamente   &eacute; extremamente dif&iacute;cil separar a c&aacute;psula posterior do manguito rotador   (infraespinal e redondo menor), considerando, assim, que ambas as estruturas   poderiam assumir o papel de limitar a adu&ccedil;&atilde;o horizontal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tyler <i>et al.</i>,   em 1999, aplicaram seu teste em jogadores de beisebol e encontraram aumento   significante do encurtamento posterior no ombro dominante. Al&eacute;m disso, mostraram   em seus resultados uma correla&ccedil;&atilde;o moderada (r = -0,61) entre o aumento do   encurtamento posterior do ombro com o GIRD<sup>9</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contrapartida, Downar e Sauers, em 2005, n&atilde;o observaram diferen&ccedil;a significante no teste para   encurtamento posterior (<i>P</i> = 0,09) ou na correla&ccedil;&atilde;o entre RM e o teste para encurtamento posterior do   ombro (<i>r = &#150;</i>0,15) em   atletas de beisebol, corroborando os resultados do nosso estudo<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses conflitos de resultados mostram que a rela&ccedil;&atilde;o entre   encurtamento posterior do ombro e o GIRD n&atilde;o est&aacute; bem definida nas publica&ccedil;&otilde;es,   necessitando de mais estudos. </font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M&eacute;todos de avalia&ccedil;&atilde;o de ADM</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos estudos utilizam a goniometria para mensurar a ADM do   ombro<sup>2,4,5,15</sup>. Contudo, a confiabilidade desse m&eacute;todo &eacute; discut&iacute;vel.   Dessa forma, utilizamos, al&eacute;m da goniometria, a biofotogrametria para a   mensura&ccedil;&atilde;o da ADM do ombro, com o objetivo de comparar os m&eacute;todos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em nosso estudo n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significante entre a   goniometria e a biofotogrametria (<i>P </i>= 1,00). Por isso, para an&aacute;lise dos outros dados, foram utilizados   apenas os valores da biofotogrametria, o que difere nossa metodologia de   estudos anteriores. Apesar de n&atilde;o existir confiabilidade desse m&eacute;todo de   avalia&ccedil;&atilde;o, o que representa uma limita&ccedil;&atilde;o do nosso estudo, n&oacute;s o utilizamos por   ser uma t&eacute;cnica mais objetiva e control&aacute;vel em compara&ccedil;&atilde;o com a goniometria.   Sugerimos que estudos subsequentes devem realizar essa confiabilidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realiza&ccedil;&atilde;o de apenas uma mensura&ccedil;&atilde;o das rota&ccedil;&otilde;es e do teste   para encurtamento posterior &eacute; outra limita&ccedil;&atilde;o deste estudo. Isto ocorreu devido   &agrave; pouca disponibilidade de tempo dos atletas. Sugerimos que futuros estudos   realizem a m&eacute;dia de tr&ecirc;s mensura&ccedil;&otilde;es para maior confiabilidade dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Altera&ccedil;&otilde;es na mobilidade da articula&ccedil;&atilde;o glenoumeral em atletas   profissionais de basquetebol n&atilde;o foram encontradas nessa amostra, assim como   n&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o entre a ADM de RM e o encurtamento posterior do ombro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Clabbers   KM, Kelly JD, Bader D, Eager M, Imhauser C, Siegler S, et al. Effect of   Posterior Capsule Tightness on Glenoumeral Translation in Late-Cocking Phase of   Pitching. J Sport Rehabil 2007;16:41-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1517-8692201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Myers JB, Laudner KG, Pasquale MR, Bradley JP, Lephart SM.   Glenoumeral Range of Motion D&eacute;ficits and Posterior Shoulder Tightness in   Throwers With Pathologic Internal Impingement. Am J Sports Med 2006;34:385-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1517-8692201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Downar JM, Sauers EL. Clincal measures of shoulder mobility in   professional baseball player. J Athl Train 2005;40:23-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1517-8692201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Lintner D, Mayol M, Uzodinma O, Jones R, Labossiere D. Glenohumeral   internal rotation deficits in professional pitchers enrolled in an internal   rotation stretching program. Am J Sports Med   2007;35:617-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1517-8692201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Meister K, Day T, Horodyski MB, Kaminski T, Tillman S. Glenohumeral   rotational motion changes in the adolescent baseball player. Am J Sports Med 2005;33:693-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1517-8692201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Ellenbecker   TS, Roetert EP, Bailie DS, Davies GJ, Brown SW. Glenoumeral joint total   rotation range of motion in elite tennis players and baseball pitchers. Med Sci   Sports Exerc. 2002;34:2052-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1517-8692201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Pieper   HG. Overload reactions in the shoulder joint due to sports-specific strain. Int   J Sports Med 1994;15:357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1517-8692201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Myers JB, Oyama S, Wassinger CA, Ricci RD, Abt JP, Conley KM, et al.   Reliability, precision, accuracy, and validity of posterior shoulder tightness   assesment in overhead athletes. Am J Sports Med 2007;35:1922-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1517-8692201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Tyler FT, Roy T, Nicholas SJ, Gleim GW. Reliability and Validity of   a New Method of Measuring Posterior Shoulder Tightness. J   Orthop Sports Phys Ther 1999;29:262-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1517-8692201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Tyler TF, Nicholas SJ, Roy T, Gleim GW. Quantification of posterior capsule tightness and motion loss in   patients with shoulder impingement. Am J Sports Med   2000;28:668-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1517-8692201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Harryman DT, Sidles JA, Clark JM. Translation of the humerus on the   glenoid with passive glenohumeral motion. J Bone Joint   Surg Am 1990;72:1334-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1517-8692201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Tehranzadeh AD, Fronek J, Resnick D. Posterior capsular fibrosis in   professional baseball pitchers: case series of MR arthrographic findings in six   patients with glenoumeral internal rotational deficit. Clin   Imaging 2007;31:343-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1517-8692201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Ellenbecker TS, Roetert EP, Piorkowski PA, Schulz DA. Glenohumeral   joint internal and external rotation range motion in elite junior tennis   players. J Orthop Sports Phys Ther 1996;24:336-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1517-8692201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Meister K. Injuries to the Shoulder in the Throwing Athlete. Part   One: Biomechanics/ Pathophysiology/ Classification of Injury. Am J Sports Med 2000;28:265-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1517-8692201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Borsa PA, Dover GC, Wilk KE, Reinold MM. Glenohumeral range of   motion and stiffness in professional baseball pitchers. Med   Sci Sports Exerc 2006;38:21-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1517-8692201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Adrian, M. e Cooper, J. Biomechanics of Human Movement. McGraw-Hill.   Boston 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1517-8692201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia:</b><br />   Fabricio Wodewotzky</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rua Doutor Ivo Define Frasca, 74/81    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">04545-090 &#150; Vila Ol&iacute;mpia    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o Paulo, SP, Brasil<br />     E-mail: <a href="mailto:wodewotzky@hotmail.com">wodewotzky@hotmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os   autores declararam n&atilde;o haver qualquer potencial conflito de interesses   referente a este artigo.</font></p>      ]]></body><back>
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