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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Influência do nível de desempenho de jogadores de badminton em aspectos neuromotores durante uma tarefa de apontar um alvo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Badminton is a racket sport where athletes have to accurately react to powerful and rapid strokes from their opponents. Therefore, the aim of the study was to investigate whether expert badminton players (members of the national team) would present better indices of neuromuscular performance than intermediate level badminton players in a target-pointing task. Twelve expert badminton players (EPG), who currently play or have already played for the Brazilian national team, and 12 intermediate-level players (IPG) participated in the study. The standing participant was instructed to press a switch placed in front of him and at his midline with the tip of the index finger and touch a target displayed in a touch screen located in front of him as soon as this target was lighted. The target was shown either ipsi- or contralateral to the dominant upper limb and either in blocks (simple reaction time - SRT) or randomly (choice reaction time - CRT). The dependent variables reaction time (RT), movement time (MT), and radial error (RE) were calculated. The results revealed no effect of group on MT and RE, but revealed that RT was shorter for EPG than for IPG. Moreover, RT was lower in SRT than in CRT condition and RT and MT was lower when the target was ipsilaterally presented and during STR condition. The shorter RT presented by expert badminton players when compared to intermediate level players could indicate that RT could be a key neuromuscular variable to distinguish expert from non-expert badminton players. Finally, although the experimental protocol does not integrally represent the actions performed during the game, it is a progress when compared to the tests commonly used to investigate the response time (RT and MT) in athletes, and should be used to assess those neuromuscular variables in athletes of sports that use the upper extremity.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tempo de reação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[upper extremity]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"> <font size="2"><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGO ORIGINAL    <br>   CI&Ecirc;NCIAS DO EXERC&Iacute;CIO E DO ESPORTE</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Influ&ecirc;ncia do n&iacute;vel de desempenho de jogadores de <i>badminton</i> em aspectos neuromotores durante uma tarefa de apontar um alvo </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luiz de Fran&ccedil;a Bahia Loureiro Jr.<sup>I</sup>; Paulo Barbosa de Freitas<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto de Ci&ecirc;ncias de Atividade F&iacute;sica e Esporte,   Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>II</sup>Instituto de Ci&ecirc;ncias de Atividade F&iacute;sica e Esporte,     Universidade Cruzeiro do Sul, S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>badminton</i> &eacute; um esporte no qual os atletas devem responder a golpes r&aacute;pidos e potentes de   maneira acurada. Assim, o objetivo do estudo foi investigar se jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel   apresentam melhores &iacute;ndices de desempenho neuromuscular do que jogadores de   n&iacute;vel intermedi&aacute;rio na tarefa de apontar um alvo. Doze jogadores de alto n&iacute;vel   (GAN), que defendem ou defenderam a sele&ccedil;&atilde;o brasileira de <i>badminton</i>, e 12 jogadores de   n&iacute;vel intermedi&aacute;rio (GNI) participaram do estudo. Eles permaneceram em p&eacute;, com   o dedo indicador da m&atilde;o dominante sobre um interruptor localizado &agrave; frente e   direcionado &agrave; linha m&eacute;dia do corpo, e foram instru&iacute;dos a tocar um alvo em uma   tela sens&iacute;vel ao toque posicionada &agrave; frente assim que ele se tornasse luminoso.   O alvo foi apresentado ipsilateralmente ou contralateralmente ao membro   superior dominante, em blocos (tempo de rea&ccedil;&atilde;o simples) ou randomicamente   (tempo de rea&ccedil;&atilde;o de escolha). As vari&aacute;veis tempo de rea&ccedil;&atilde;o (TR), tempo de   movimento (TM) e erro radial (ER) foram computadas. Os resultados n&atilde;o revelaram   efeito de grupo para TM e ER, mas revelaram que o GAN apresentou TR menor que o   GNI. Ainda, o TR foi menor para a condi&ccedil;&atilde;o em blocos e o TR e o TM foram   menores para o alvo ipsilateral. O fato de o GAN apresentar TR menor que o GNI   indica que jogadores de alto n&iacute;vel teriam melhor capacidade reativa que   jogadores de n&iacute;veis inferiores. Assim, conclu&iacute;mos que o TR poderia ser uma   vari&aacute;vel importante na sele&ccedil;&atilde;o de atletas que teriam maiores chances de   alcan&ccedil;ar altos n&iacute;veis de desempenho no <i>badminton</i>.   Ainda, apesar de o teste utilizado n&atilde;o representar integralmente as a&ccedil;&otilde;es de   jogo, ele &eacute; um avan&ccedil;o quando comparado aos testes comumente utilizados na   investiga&ccedil;&atilde;o do TR e TM em atletas e deveria ser utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o de   atletas de outros esportes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> tempo de rea&ccedil;&atilde;o, tempo de movimento, acur&aacute;cia, raquete.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>badminton</i> &eacute; considerado o esporte de raquete mais r&aacute;pido do mundo e, desse modo, exige   dos jogadores rapidez no planejamento e execu&ccedil;&atilde;o dos movimentos e acur&aacute;cia   temporal e espacial no posicionamento da raquete para intercepta&ccedil;&atilde;o do volante   (peteca). Estudos anteriores mostraram que jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel de   desempenho (i.e., que atuam por sele&ccedil;&otilde;es nacionais ou bem posicionados no <i>ranking</i> mundial) possuem uma   melhor capacidade de utilizar dicas visuais obtidas a partir dos movimentos do   advers&aacute;rio quando comparados a jogadores de n&iacute;veis inferiores e, por   conseguinte, conseguem ter um maior &iacute;ndice de acertos do destino da peteca na   quadra<sup>1-4</sup>. Tal capacidade permite que esses atletas consigam   planejar e iniciar a execu&ccedil;&atilde;o dos movimentos antes da finaliza&ccedil;&atilde;o do golpe do   oponente e, consequentemente, tenham mais chances de obter sucesso nas jogadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todavia, &eacute; de conhecimento de t&eacute;cnicos e jogadores de <i>badminton</i> que jogadores de   alto n&iacute;vel utilizam certos tipos de golpes (i.e., fintas) que fazem com que a   trajet&oacute;ria e a posi&ccedil;&atilde;o final aproximada da peteca sejam conhecidas pelo   oponente apenas ap&oacute;s o toque da raquete na mesma, o que evita que o jogador   planeje seu movimento de resposta de forma antecipada (i.e., antes do contato   da peteca com a raquete). Assim, para que o atleta tenha sucesso nesse esporte   e atinja altos n&iacute;veis de desempenho, ele tamb&eacute;m deve ser capaz de reagir   rapidamente nos momentos em que fica impossibilitado de antecipar o destino da   peteca. Isso nos faz hipotetizar que os jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel tamb&eacute;m possuem uma melhor   capacidade reativa do que atletas de n&iacute;veis inferiores. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Duas vari&aacute;veis neuromotoras t&ecirc;m sido comumente utilizadas para   avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade reativa de atletas de diferentes modalidades esportivas<sup>5-8</sup>,   incluindo o <i>badminton</i><sup>9,10</sup>:   tempo de rea&ccedil;&atilde;o (TR) e tempo de movimento (TM). O TR &eacute; definido como o   intervalo entre a apresenta&ccedil;&atilde;o repentina de um est&iacute;mulo e o in&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o   motora, enquanto o TM &eacute; definido como o intervalo entre o in&iacute;cio e o final da   a&ccedil;&atilde;o motora. As vari&aacute;veis TR e TM representam, respectivamente, o tempo   necess&aacute;rio para o processamento da informa&ccedil;&atilde;o (i.e., detec&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o   do est&iacute;mulo, sele&ccedil;&atilde;o da resposta e planejamento do movimento) no sistema   nervoso central e a capacidade do sistema musculoesquel&eacute;tico em deslocar um ou   mais segmentos corporais ou o corpo como um todo de uma posi&ccedil;&atilde;o inicial a uma   posi&ccedil;&atilde;o final<sup>11,12</sup>, na maioria dos casos, o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de reagir e mover rapidamente, outra vari&aacute;vel que poderia   diferenciar o n&iacute;vel de desempenho dos jogadores &eacute; a acur&aacute;cia dos movimentos.   Nesse caso, o jogador de <i>badminton</i> deve ser capaz de levar rapidamente o membro superior que empunha a raquete a   uma determinada posi&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o, acertando o ponto de contato entre ela e a   peteca. O alcance incorreto ou inapropriado do ponto de contato interfere   negativamente no resultado da a&ccedil;&atilde;o de rebatida. Assim, o desempenho de atletas   de <i>badminton</i> de   diferentes n&iacute;veis tamb&eacute;m pode ser caracterizado por qu&atilde;o acurados eles s&atilde;o em   alcan&ccedil;ar o alvo (i.e., peteca)<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar se   jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel de desempenho apresentam melhores &iacute;ndices de desempenho   neuromuscular durante a execu&ccedil;&atilde;o de uma tarefa de apontar um alvo quando   comparados a atletas de n&iacute;veis inferiores de desempenho no <i>badminton</i>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vinte e quatro atletas de <i>badminton</i>,   do sexo masculino, com idade entre 18 e 32 anos foram avaliados. Eles foram   divididos em dois grupos, sendo 12 jogadores de <i>badminton</i> considerados de alto n&iacute;vel (GAN) e 12   considerados de n&iacute;vel intermedi&aacute;rio (GNI). Para o GAN foram recrutados atletas   com mais de cinco anos de experi&ecirc;ncia em competi&ccedil;&otilde;es oficiais, que defendem ou   defenderam a sele&ccedil;&atilde;o brasileira de <i>badminton</i> e que se mant&ecirc;m em atividade em competi&ccedil;&otilde;es nacionais ou internacionais &#91;idade:   24,2 &plusmn; 4,8 (m&eacute;dia &plusmn; desvio padr&atilde;o) anos; massa corporal: 74,5 &plusmn; 14,8kg;   estatura: 1,8 &plusmn; 0,07m&#93;. Os atletas do GNI tinham entre dois e cinco anos de   pr&aacute;tica no <i>badminton</i> e competiam em campeonatos estaduais e nacionais &#91;22,8 &plusmn; 4,4 anos; 70,8 &plusmn; 10kg;   1,74 &plusmn; 0,05m&#93;. Todos eles assinaram um Termo de Consentimento Livre e   Esclarecido aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Universidade Cruzeiro do Sul antes   do in&iacute;cio do estudo. </font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Procedimento experimental</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar simultaneamente os tr&ecirc;s aspectos neuromusculares   (TR, TM e acur&aacute;cia) houve a necessidade de elabora&ccedil;&atilde;o de um protocolo   experimental que fosse mais pr&oacute;ximo da realidade da modalidade esportiva do <i>badminton</i> e que fosse   diferente dos testes comumente utilizados para avalia&ccedil;&atilde;o do TR e do TM, onde os   participantes, sentados, s&atilde;o instru&iacute;dos a pressionar uma tecla de painel ou   teclado de computador o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o de um est&iacute;mulo   visual e/ou auditivo<sup>5-9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante toda a parte experimental, o participante permaneceu   em p&eacute; com o membro superior dominante (i.e., usado para manipular a raquete)   posicionado &agrave; frente e o n&atilde;o dominante solto ao lado do corpo (<a href="#fig01ab">figura 1</a>, <a href="#fig01cd">C</a> e <a href="#fig01cd">D</a>). Esta posi&ccedil;&atilde;o foi escolhida por ser similar &agrave; posi&ccedil;&atilde;o inicial assumida por   atletas de <i>badminton</i> em situa&ccedil;&otilde;es de jogo (i.e., em p&eacute;, p&eacute;s alinhados mediolateralmente e raquete   posicionada &agrave; frente do tronco). A posi&ccedil;&atilde;o dos p&eacute;s do participante foi marcada   com fitas adesivas colocadas no solo ao redor dos mesmos para garantir que as   posi&ccedil;&otilde;es fossem mantidas durante todas as tentativas do experimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"> <a name="fig01ab" id="fig01ab"></a> <img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a14fig01ab.jpg"> <br />     <a name="fig01cd" id="fig01cd"></a> <img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a14fig01cd.jpg"> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um monitor sens&iacute;vel ao toque (<a href="#fig01ab">figura 1A</a>) foi posicionado &agrave;   frente do participante, a uma dist&acirc;ncia equivalente a 85% do comprimento total   do seu bra&ccedil;o (acr&ocirc;mio da esc&aacute;pula at&eacute; a ponta do dedo indicador) e a uma altura   que permitia a realiza&ccedil;&atilde;o do movimento de apontar de forma confort&aacute;vel (i.e.,   limite inferior da tela &agrave; altura da articula&ccedil;&atilde;o do cotovelo). Dois alvos com   di&acirc;metros de 2,5cm foram mostrados nas extremidades laterais direita e esquerda   do monitor, &agrave; altura do ponto m&eacute;dio (50%) da dist&acirc;ncia entre o acr&ocirc;mio da   esc&aacute;pula e o epic&ocirc;ndilo lateral do &uacute;mero. Os alvos eram inicialmente   apresentados na cor verde escuro e tal cor representava que os alvos estavam   desativados. Al&eacute;m do monitor sens&iacute;vel ao toque, um interruptor de tens&atilde;o foi   utilizado (<a href="#fig01ab">figura 1B</a>). Ele foi posicionado &agrave; frente do participante, com uma   dist&acirc;ncia equivalente a 50% da dist&acirc;ncia total entre o monitor e o centro da   articula&ccedil;&atilde;o do ombro do participante, na altura da cicatriz umbilical e   alinhado com a linha m&eacute;dia do corpo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio de cada tentativa, o participante foi orientado a   assumir a posi&ccedil;&atilde;o descrita enquanto pressionava o interruptor de tens&atilde;o com a   ponta do dedo indicador da m&atilde;o dominante. Neste momento um sinal sonoro foi   dado indicando que em at&eacute; quatro segundos (entre 0,5 e 4s) um dos alvos iria se   acender. O participante foi instru&iacute;do a alcan&ccedil;ar e tocar o centro do alvo   utilizando o dedo indicador do membro superior dominante, o mais r&aacute;pido e   acurado poss&iacute;vel, assim que o alvo se acendesse (i.e., quando o alvo mudasse da   cor verde escura para a cor verde clara). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de avaliar os diferentes grupos, manipulamos o local de   apresenta&ccedil;&atilde;o do alvo (i.e., contralateral e ipsilateral ao membro superior   dominante) e o conhecimento pr&eacute;vio de qual alvo deveria ser atingido (condi&ccedil;&atilde;o   em blocos e rand&ocirc;mica). Na condi&ccedil;&atilde;o em blocos, os participantes sabiam de   antem&atilde;o qual alvo iria se acender e realizava todas as tentativas de apontar   direcionadas &agrave;quele alvo (ipsilateral ou contralateral), o que caracterizava   essa condi&ccedil;&atilde;o como de tempo de rea&ccedil;&atilde;o simples (TRS). Na condi&ccedil;&atilde;o rand&ocirc;mica, os   participantes n&atilde;o tinham conhecimento pr&eacute;vio de qual dos dois alvos iria se   acender, o que a caracterizava como uma condi&ccedil;&atilde;o de tempo de rea&ccedil;&atilde;o de escolha   (TRE). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram realizados tr&ecirc;s blocos de tentativas. Em dois blocos, os   participantes realizaram 10 tentativas ou para o alvo ipsilateral ou para o   alvo contralateral (condi&ccedil;&atilde;o em blocos, TRS). Em outro bloco de tentativas, os   participantes n&atilde;o tiveram conhecimento pr&eacute;vio de qual dos dois alvos   (contralateral ou ipsilateral) iria acender (condi&ccedil;&atilde;o rand&ocirc;mica, TRE). Nesse   bloco, os participantes realizaram 30 tentativas, com 10 para o lado   ipsilateral, 10 para o lado contralateral e em 10 tentativas nenhum dos alvos   se acendeu. A ordem das tentativas dentro desse bloco foi definida de forma aleat&oacute;ria.   As 10 tentativas sem acendimento do alvo foram realizadas para minimizar a   antecipa&ccedil;&atilde;o da resposta. A ordem da realiza&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s blocos ocorreu de forma   balanceada entre os participantes de cada grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As tr&ecirc;s primeiras tentativas para cada condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foram   utilizadas para a an&aacute;lise por se tratarem de tentativas de familiariza&ccedil;&atilde;o &agrave;   tarefa. Deste modo, foram analisadas apenas as cinco tentativas com os menores   TR das sete restantes em cada bloco, pois estas (i.e., tentativas com menores   TRs) indicariam maior aten&ccedil;&atilde;o e comprometimento do participante com a tarefa. </font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">An&aacute;lise dos dados</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram coletados e imediatamente processados e as   vari&aacute;veis dependentes calculadas foram salvas para an&aacute;lises posteriores. Todos   esses procedimentos foram feitos por meio de uma rotina computacional escrita   em linguagem <i>LabView</i> (Vers&atilde;o 7.1, National Instruments, Austin, TX, EUA). Os sinais de voltagem   gerados pelo interruptor e a posi&ccedil;&atilde;o do indicador durante o contato no monitor,   fornecida pelos sensores do monitor sens&iacute;vel ao toque, foram utilizados para os   c&aacute;lculos das vari&aacute;veis dependentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tr&ecirc;s vari&aacute;veis dependentes foram calculadas e analisadas:   tempo de rea&ccedil;&atilde;o (TR), tempo de movimento (TM) e erro radial (ER). O TR foi   calculado como o intervalo entre o momento de apresenta&ccedil;&atilde;o do est&iacute;mulo (alvo   tornou-se verde claro) at&eacute; o momento de in&iacute;cio da resposta, determinado pelo   momento em que o participante retirou o dedo do interruptor posicionado &agrave; sua   frente &#91;voltagem passou de 10V (circuito fechado) a 0V (com a abertura do   circuito) ap&oacute;s a retirada do dedo&#93;. Durante o experimento, tentativas nas quais   o TR foi inferior a 100ms ou superior a 500ms n&atilde;o foram consideradas e foram   repetidas no final do bloco, por se caracterizarem como um comportamento   antecipat&oacute;rio ou desvio de aten&ccedil;&atilde;o, respectivamente. J&aacute; o TM foi calculado como   o tempo entre o momento da retirada do dedo do interruptor at&eacute; o final da   resposta, determinado pelo momento do primeiro toque do dedo indicador no   monitor. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, calculamos o erro radial (ER) que diz respeito &agrave;   dist&acirc;ncia entre o ponto tocado pelo participante e o centro do alvo. O ER foi   calculado como o vetor resultante dos erros constantes medidos nos eixos   horizontal e vertical, dando a dist&acirc;ncia direta entre a posi&ccedil;&atilde;o tocada e o centro   do alvo (ER = &radic;P<sub>h</sub><sup>2</sup> + P<sub>v</sub><sup>2</sup>,   onde P<sub>h</sub> &eacute; a dist&acirc;ncia entre a posi&ccedil;&atilde;o do toque correspondente ao   eixo horizontal e o centro do alvo, e P<sub>v</sub> &eacute; a mesma medida para o   eixo vertical). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tr&ecirc;s an&aacute;lises de vari&acirc;ncia (ANOVA) de tr&ecirc;s fatores foram realizadas   para testar os efeitos de grupo (GAN e GNI), do lado da apresenta&ccedil;&atilde;o do alvo   (ipsilateral e contralateral), condi&ccedil;&atilde;o (apresenta&ccedil;&atilde;o do alvo em blocos e   apresenta&ccedil;&atilde;o do alvo de forma rand&ocirc;mica) e a intera&ccedil;&atilde;o entre esses fatores para   as vari&aacute;veis dependentes TR, TM e ER. Os dois &uacute;ltimos fatores foram tratados   como medidas repetidas. O valor de alfa foi estabelecido em 0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig02">figura 2</a> mostra os valores m&eacute;dios das vari&aacute;veis TR (gr&aacute;fico   superior), TM (gr&aacute;fico do meio) e ER (gr&aacute;fico inferior) para cada grupo em cada   condi&ccedil;&atilde;o e lado em que o alvo foi apresentado. A ANOVA para o TR n&atilde;o revelou   efeito principal de lado e nem qualquer intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores avaliados.   Por&eacute;m, a ANOVA revelou que o TR foi menor para o grupo de jogadores de alto n&iacute;vel   (GAN) do que para o grupo de jogadores de n&iacute;vel intermedi&aacute;rio (GNI) &#91;F<sub>(1,22)</sub> = 9,25, p &lt; 0,01, &#951;<sup>2</sup> = 0,3&#93; e que o TR foi menor para a   condi&ccedil;&atilde;o em blocos do que para a condi&ccedil;&atilde;o rand&ocirc;mica &#91;F<sub>(1,22)</sub> = 76,5,   p &lt; 0,001, &#951;<sup>2</sup> = 0,78&#93;. </font></p>     <p><a name="fig02" id="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/a14fig02.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel TM, a ANOVA n&atilde;o revelou efeito   principal de grupo, mas revelou que o TM foi menor para a condi&ccedil;&atilde;o em blocos do   que para a condi&ccedil;&atilde;o rand&ocirc;mica &#91;F<sub>(1,22)</sub> = 5,78, p &lt; 0,05, &#951;<sup>2</sup> = 0,21&#93; e que o TM foi menor quando o alvo foi apresentado ipsilateralmente do   que quando apresentado contralateralmente &#91;F<sub>(1,22)</sub> = 9,34, p &lt;   0,01, &#951;<sup>2</sup> = 0,29&#93; ao membro que realizou os movimentos. Por fim,   a ANOVA para a vari&aacute;vel ER n&atilde;o revelou qualquer efeito principal e nem   intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do estudo foi investigar se jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel de   desempenho (GAN) apresentam altera&ccedil;&otilde;es neuromusculares que os distinguem de   atletas de n&iacute;vel de desempenho intermedi&aacute;rio (GNI) durante uma tarefa de   apontar um alvo. A &uacute;nica diferen&ccedil;a encontrada entre os grupos foi no TR (i.e.,   os atletas do GAN apresentaram menor TR quando comparados aos atletas GNI). Uma   vez que as intera&ccedil;&otilde;es entre grupos e os fatores condi&ccedil;&atilde;o e lado n&atilde;o foram   significantes, tal resultado do TR sugere que os atletas com alto n&iacute;vel de desempenho   reagem mais rapidamente ao est&iacute;mulo visual independente do lado de apresenta&ccedil;&atilde;o   dos alvos (ipsilateral <i>versus</i> contralateral) ou do n&uacute;mero de est&iacute;mulos e respostas (em blocos <i>versus</i> rand&ocirc;mica). No entanto,   ambos os grupos de atletas movem a m&atilde;o e alcan&ccedil;am o alvo mais rapidamente na   condi&ccedil;&atilde;o em blocos, ou seja, na situa&ccedil;&atilde;o em que o alvo tocado &eacute; predeterminado   (i.e., TRS). Al&eacute;m disso, os resultados mostraram que os participantes demoram   mais tempo (i.e., maior TM) quando t&ecirc;m que tocar o alvo contralateral. J&aacute; os   resultados da vari&aacute;vel ER sugerem que o n&iacute;vel de desempenho dos atletas, a   localiza&ccedil;&atilde;o do alvo e a condi&ccedil;&atilde;o de apresenta&ccedil;&atilde;o dos alvos n&atilde;o tiveram nenhum   efeito sobre a acur&aacute;cia na tarefa de apontar. Uma vez que os efeitos principais   de lado e condi&ccedil;&atilde;o j&aacute; s&atilde;o vastamente discutidos na literatura de controle motor   e o objetivo principal era investigar as diferen&ccedil;as entre os grupos,   discutiremos a seguir apenas os resultados que envolvem compara&ccedil;&otilde;es entre os   grupos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>badminton</i> &eacute; uma modalidade na qual o atleta, em diversas situa&ccedil;&otilde;es, precisa responder o   mais r&aacute;pido poss&iacute;vel a um est&iacute;mulo visual. Testes t&ecirc;m registrado altas   velocidades de voo da peteca durante as partidas, desafiando os jogadores a   realizar movimentos em fra&ccedil;&otilde;es de segundo<sup>14,15</sup>. Como os jogadores de <i>badminton</i> de alto   n&iacute;vel iniciaram seu movimento em dire&ccedil;&atilde;o ao alvo mais cedo que os atletas de   n&iacute;vel intermedi&aacute;rio (aproximadamente 30ms mais cedo), poder&iacute;amos sugerir que   esses jogadores t&ecirc;m uma melhor capacidade reativa do que os jogadores de n&iacute;vel   intermedi&aacute;rio e essa diferen&ccedil;a poderia ser crucial para determinar o sucesso ou   o insucesso de uma a&ccedil;&atilde;o durante o jogo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados de alguns estudos v&ecirc;m mostrando que atletas   experientes e com melhores n&iacute;veis de desempenho apresentam menor TR que atletas   menos experientes e de n&iacute;veis de desempenho inferior. Por&eacute;m, tais diferen&ccedil;as   s&atilde;o encontradas, na maioria dos casos, em tarefas que envolvem mais de um   est&iacute;mulo (i.e., tempo de rea&ccedil;&atilde;o de escolha &#150; TRE e tempo de rea&ccedil;&atilde;o de discrimina&ccedil;&atilde;o   &#150; TRD). Barcelos <i>et al.</i><sup>6</sup> avaliaram o TR de jogadoras de voleibol mais e menos experientes em duas   tarefas: pressionar uma tecla do computador ap&oacute;s o aparecimento de um est&iacute;mulo   (TRS) e ap&oacute;s o aparecimento de um est&iacute;mulo espec&iacute;fico que aparecia no meio de   outros (TRD). Enquanto n&atilde;o foi verificada diferen&ccedil;a entre os grupos para a   tarefa de TRS, para a tarefa que envolvia discrimina&ccedil;&atilde;o o grupo experiente   apresentou menor TR que o grupo pouco experiente. Ainda, os resultados de um   estudo com caratecas revelaram que atletas de desempenho superior e com maior   experi&ecirc;ncia competitiva n&atilde;o reagiram mais r&aacute;pido que atletas menos experientes   e de desempenho inferior numa tarefa de TRS, mas foram mais r&aacute;pidos em tarefa   que envolvia TRE<sup>16</sup>. Al&eacute;m disso, os resultados mostraram que a   diferen&ccedil;a entre grupos foi ainda maior quando a tarefa envolveu est&iacute;mulos espec&iacute;ficos   do esporte (i.e., imagens de v&iacute;deos mostrando golpes de carat&ecirc;) do que quando o   est&iacute;mulo era dado por pontos luminosos no monitor, novo a ambos os grupos. Os   autores desse estudo conclu&iacute;ram que a familiaridade com o est&iacute;mulo   influenciaria diretamente em favor dos caratecas de alto n&iacute;vel e mais   experientes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, um experimento feito com jogadores de <i>badminton</i> chineses de 15 a 17   anos n&atilde;o mostrou diferen&ccedil;a entre grupos classificados como de "desempenho   excelente" e de "desempenho gen&eacute;rico" para o TR quando era dado um sinal e uma   op&ccedil;&atilde;o de resposta (TRS) ou dois sinais e duas op&ccedil;&otilde;es de respostas (TRE). Por&eacute;m,   quando o n&uacute;mero de est&iacute;mulos e op&ccedil;&otilde;es de respostas foi aumentado para quatro, o   que os autores chamaram de "tempo de rea&ccedil;&atilde;o de alta complexidade", o grupo de   desempenho excelente mostrou TRs menores<sup>10</sup>. Tais achados indicariam   que jogadores com "desempenho excelente" reagiam mais r&aacute;pido que jogadores de <i>badminton</i> com "desempenho   gen&eacute;rico", mas isso s&oacute; seria evidente quando a complexidade da tarefa (i.e., o   n&uacute;mero de op&ccedil;&otilde;es de resposta) fosse alta. Em contraste, os resultados do   presente estudo j&aacute; indicaram diferen&ccedil;as entre grupos para o TRS. A principal   diferen&ccedil;a do nosso estudo para o estudo de Young-min <i>et al.</i> foi a tarefa realizada. No estudo de   Young-min <i>et al.</i><sup>10</sup>,   os jogadores permaneceram sentados e responderam a est&iacute;mulos luminosos   apresentados em um painel pressionando teclas. J&aacute; no presente estudo, os   jogadores de <i>badminton</i> realizaram uma tarefa de apontar alvos a partir de uma posi&ccedil;&atilde;o em p&eacute;, similar &agrave;   posi&ccedil;&atilde;o neutra de espera pela peteca adotada pelos atletas. Assim, fica claro   que a utiliza&ccedil;&atilde;o de um teste que envolve demandas motoras mais complexas e   pr&oacute;ximas &agrave;s encontradas na pr&aacute;tica esportiva poderia oferecer resultados mais   fidedignos que os resultados obtidos em testes que envolvem apenas o toque de   teclas de computador. Ainda, atletas com n&iacute;veis de desempenho diferentes podem   ser distinguidos em fun&ccedil;&atilde;o de suas capacidades reativas com o uso desse novo   teste, o que poderia torn&aacute;-lo uma ferramenta promissora para detec&ccedil;&atilde;o de   talentos em v&aacute;rios esportes que utilizam o membro superior.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de termos encontrado diferen&ccedil;as entre os grupos para o   TR, essa diferen&ccedil;a n&atilde;o se refletiu para a vari&aacute;vel TM. Apesar do aumento na   complexidade na tarefa utilizada neste estudo (i.e., alcan&ccedil;ar e tocar um alvo)   comparada &agrave;s tarefas realizadas em testes tradicionais de TR (pressionar uma   tecla com um dedo), a mesma n&atilde;o foi t&atilde;o complexa em termos motores se   compararmos com os movimentos realizados pelos atletas durante as partidas de <i>badminton</i>. Neste estudo foi   solicitado aos participantes para mover a m&atilde;o at&eacute; uma determinada posi&ccedil;&atilde;o no   espa&ccedil;o a fim de acertar com a ponta do dedo indicador o centro do alvo est&aacute;tico   apresentado, o mais r&aacute;pido que conseguissem. Esses movimentos envolveram   principalmente as articula&ccedil;&otilde;es de ombro e cotovelo. Na situa&ccedil;&atilde;o de jogo tamb&eacute;m   &eacute; necess&aacute;rio que o jogador leve a m&atilde;o a uma determinada posi&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o com   limita&ccedil;&atilde;o de tempo. Contudo, o jogador, durante as partidas, utiliza um   implemento (raquete) e tem que mover o corpo como um todo para aumentar sua   possibilidade de alcance. Essas a&ccedil;&otilde;es exigem o controle de um maior n&uacute;mero de   graus de liberdade articulares, al&eacute;m do controle envolvido na manuten&ccedil;&atilde;o de um   equil&iacute;brio corporal. Consequentemente, a tarefa motora realizada no estudo,   apesar de complexa, n&atilde;o pode ser comparada, em n&iacute;vel de complexidade, &agrave; tarefa   motora envolvida nas rebatidas da peteca no <i>badminton</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Corroborando este resultado, um estudo com esgrimistas n&atilde;o   mostrou diferen&ccedil;a significativa entre grupos de desempenho superior e inferior   para o TM em tarefa de reagir a est&iacute;mulos auditivos, t&aacute;teis e visuais com   movimentos do membro superior dominante para apertar um bot&atilde;o colocado a 35mm   de dist&acirc;ncia da posi&ccedil;&atilde;o inicial<sup>17</sup>. Outro estudo mostrou que tenistas   idosos, mesmo usando mais as m&atilde;os em a&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas de jogo, n&atilde;o tiveram TM   menores que idosos corredores de rua na tarefa de atingir com a m&atilde;o dominante   um bot&atilde;o luminoso colocado a 20cm da posi&ccedil;&atilde;o inicial<sup>18</sup>. No entanto,   em teste em que foi exigido de caratecas a realiza&ccedil;&atilde;o de golpes, isto &eacute;,   movimentos espec&iacute;ficos do esporte, o grupo de caratecas experientes teve TM   menor que o grupo menos experiente<sup>19</sup>. Em suma, a medida de TM como   fator determinante no desempenho parece n&atilde;o estar ligada aos resultados de   testes gen&eacute;ricos de movimentos de alguns segmentos usados na pr&aacute;tica, mas sim   em medidas de movimentos que representam a t&eacute;cnica espec&iacute;fica do esporte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; acur&aacute;cia (ER), a nossa hip&oacute;tese de que os   jogadores de alto n&iacute;vel de desempenho seriam mais acurados no experimento   devido ao fato que estes apresentam, em geral, mais sucesso na tarefa de   atingir os locais desejados na quadra com a peteca que jogadores n&atilde;o   experientes<sup>13,20</sup> foi rejeitada. A rejei&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese levantada nos   faz remeter novamente &agrave; complexidade da tarefa. Al&eacute;m do movimento do membro   superior de um jogador de <i>badminton</i> em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; peteca ter uma complexidade maior que o movimento de apontar   utilizado neste estudo, o alvo a ser atingido (peteca) est&aacute; sempre em   movimento, ao contr&aacute;rio do alvo apresentado neste estudo. &Eacute; poss&iacute;vel que   diferen&ccedil;as na acur&aacute;cia entre os grupos fossem evidentes se os alvos mudassem   inesperadamente de dire&ccedil;&atilde;o (paradigma do alvo m&oacute;vel). Tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio   ressaltar que a medida de acur&aacute;cia dos golpes em situa&ccedil;&atilde;o de jogo<sup>20</sup> &eacute; feita em condi&ccedil;&otilde;es de competi&ccedil;&atilde;o que exigem altas demandas f&iacute;sicas e   psicol&oacute;gicas. O nosso teste, ao contr&aacute;rio, n&atilde;o exigiu qualquer desgaste f&iacute;sico   e barreiras psicol&oacute;gicas muito abaixo das de uma competi&ccedil;&atilde;o esportiva. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Baseados nos resultados do presente estudo, podemos concluir   que os jogadores de <i>badminton</i> de alto n&iacute;vel avaliados reagem mais rapidamente a um est&iacute;mulo visual do que   jogadores de n&iacute;vel inferior durante uma tarefa de apontar um alvo, o que poderia   indicar que a capacidade de reagir a um est&iacute;mulo visual poderia atuar como uma   restri&ccedil;&atilde;o aos atletas com desempenho inferior para que os mesmos atinjam altos   n&iacute;veis de desempenho nesse esporte. Al&eacute;m disso, podemos concluir que jogadores   com n&iacute;vel de desempenho intermedi&aacute;rio s&atilde;o capazes de realizar movimentos t&atilde;o   r&aacute;pidos e acurados quanto os atletas de alto n&iacute;vel de desempenho. Por&eacute;m, eles   precisam de um tempo maior para planejar esses movimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda, podemos concluir que o teste utilizado, apesar de n&atilde;o   representar integralmente as a&ccedil;&otilde;es de jogo, pode ser considerado um avan&ccedil;o   quando comparado aos testes comumente utilizados na investiga&ccedil;&atilde;o do tempo de   resposta (TR e TM) em atletas, e, por esse motivo, deve ser utilizado para   avalia&ccedil;&atilde;o de atletas, principalmente daqueles que praticam esportes com grande   participa&ccedil;&atilde;o dos membros superiores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Abernethy   B, Russell DG. Expert-Novice Differences in an Applied   Selective Attention Task. J Sport Psychol 1987;9:326-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1517-8692201200030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Cheng KC, Liu YT. Information of badminton forehand shots from   dynamic point light display. J Sport Exerc Psychol 2009:31,S55-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1517-8692201200030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Hagemann N, Memmert D. Coaching anticipatory skill in badminton:   Laboratory versus field-based perceptual training. J Hum Mov Stud   2006;50:381-98.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S1517-8692201200030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Jin H, Xu GP, Zhang JX, Ye ZE, Wang SF, Zhao L, et al. Athletic   training in badminton players modulates the early C1 component of visual evoked   potentials: A preliminary investigation. Int J Psychophysiol 2010;78:308-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S1517-8692201200030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Akarsu S, Caliskan E, Dane S. Athletes have faster eye-hand visual   reaction times and higher scores on visuospatial intelligence than nonathletes.   Turk J Med Sci 2009;39,871-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S1517-8692201200030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Barcelos   JL, Morales AP, Maciel RN, Azevedo MMA, Silva VF. Tempo de pr&aacute;tica: estudo   comparativo do tempo de rea&ccedil;&atilde;o motriz entre jogadoras de voleibol. Fit Perf J 2009;8:103-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S1517-8692201200030001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Junge A, Dvorak J, Rosch D, Graf-Baumann T, Chomiak J, Peterson L.   Psychological and sport-specific characteristics of football players. Am J   Sports Med 2000;28:S22-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S1517-8692201200030001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Zwierko T. Differences in peripheral perception between athletes and   nonathletes. J Hum Kin 2007;19:53-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S1517-8692201200030001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Dane S, Hazar F, Tan U. Correlations between eye-hand reaction time   and power of various muscles in badminton players. Int J Neurosci   2008;118,349-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1517-8692201200030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Yong-min C, Yue-Ping W, Cheng-mou L. Reaction time and competitive   ability of badminton players. Zhejiang Sport Sci 2006;28:60-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1517-8692201200030001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Ghez C, Krakauer J. 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Champaign: Human Kinetics, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S1517-8692201200030001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Sakurai S, Ohtsuki T. Muscle activity and accuracy of performance of   the smash stroke in badminton with reference to skill and practice. J Sports Sci   2000;18:901-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1517-8692201200030001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Jaitner T, Gawin W. A mobile measure device for the analysis of   highly dynamic movement techniques. Procedia Eng 2010;2:3005-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1517-8692201200030001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Tsai CL, Chang SS. Biomechanical analysis of differences in the   badminton smash and jump smash between Taiwan elite and collegiate players.   Proceedings of the XVI International Symposium on Biomechanics in Sports.   1998;259-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1517-8692201200030001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Mori S, Ohtani Y, Imanaka K. Reaction times and anticipatory skills   of karate athletes. Hum Mov Sci 2002;21:213-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S1517-8692201200030001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Borysiuk Z. Psychomotor reactions in fencing dependence of stimuli   type. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2008;10:223-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1517-8692201200030001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Spirduso WW, Clifford P. Replication of age and physical activity   effects on reaction and movement time. J Gerontol 1978;33:26-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1517-8692201200030001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Bessa   LMPS. Tempo de Reac&ccedil;&atilde;o Simples e Tempo de Movimento no karate. Estudo   comparativo entre atletas com e sem experi&ecirc;ncia de competi&ccedil;&atilde;o &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de   Licenciatura&#93;. Porto: Universidade do Porto; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1517-8692201200030001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Hughes M, Hughes T, Behan H. The evolution of computerised   notational analysis through the example of racket sport. Korean J Meas   Eval Phys Educ Sport Sci 2008;10:1-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1517-8692201200030001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbme/v18n3/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia:</b><br />   Paulo Barbosa de Freitas    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Universidade Cruzeiro do Sul    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rua Galv&atilde;o Bueno, 868 &#150; Bloco B, 13º andar, Sala 1.301 -     Liberdade    <br>   </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">01506-000 &#150; S&atilde;o Paulo, SP, Brasil.<br />     E-mail: <a href="mailto:deFreitasPB@gmail.com">deFreitasPB@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os autores declararam n&atilde;o haver qualquer potencial conflito   de interesses referente a este artigo.</font></p>      ]]></body><back>
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