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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O treinamento físico aeróbio corrige a rarefação capilar e as alterações nas proporções dos tipos de fibra muscular esquelética em ratos espontaneamente hipertensos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aerobic exercise training corrects capillary rarefaction and alterations in proportions of the muscle fibers types in spontaneously hypertensive rats]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Aerobic exercise training (ET) has been established as an important non-pharmacological treatment of hypertension, since it decreases blood pressure. Studies show that the skeletal muscle abnormalities in hypertension are directly associated with capillary rarefaction, higher percentage of fast-twitch fibers (type II) with glycolytic metabolism predominance and increased muscular fatigue. However, little is known about these parameters in hypertension induced by ET. We hypothesized that ET corrects capillary rarefaction, potentially contributing to the restoration of the proportion of muscle fiber types and metabolic proprieties. Twelve-week old Spontaneously Hypertensive Rats (SHR, n=14) and Wistar Kyoto rats (WKY, n=14) were randomly assigned into 4 groups: SHR, trained SHR (SHR-T), WKY and trained WKY (WKY-T). As expected, ten weeks of ET was effective in reducing blood pressure in SHR-T group. In addition, we analyzed the main markers of ET. Resting bradycardia, increase of exercise tolerance, peak oxygen uptake and citrate synthase enzyme activity in trained groups (WKY-T and SHR-T) showed that the aerobic condition was achieved. ET also corrected the skeletal muscle capillary rarefaction in SHR-T. In parallel, we observed reduction in percentage of type IIA and IIX fibers and simultaneous augmented percentage of type I fibers induced by ET in hypertension. These data suggest that ET prevented changes in soleus fiber type composition in SHR, since angiogenesis and oxidative enzyme activity increased are important adaptations of ET, acting in the maintenance of muscle oxidative metabolism and fiber profile.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[treinamento físico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO ORIGINAL     <br>   CI&Ecirc;NCIAS DO EXERC&Iacute;CIO E DO ESPORTE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="enda"></a><b>O treinamento f&iacute;sico aer&oacute;bio corrige a rarefa&ccedil;&atilde;o  capilar e as altera&ccedil;&otilde;es nas propor&ccedil;&otilde;es dos  tipos de fibra muscular esquel&eacute;tica em ratos espontaneamente hipertensos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tiago Fernandes; Fernanda Roberta Roque; Fl&aacute;vio de Castro Magalh&atilde;es; Everton Crivoi do Carmo; Edilamar Menezes de Oliveira </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Laborat&oacute;rio de Bioqu&iacute;mica e Biologia Molecular do Exerc&iacute;cio, Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, Universidade de S&atilde;o Paulo-USP - S&atilde;o Paulo, SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a href="#end">Correspond&ecirc;ncia </a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O treinamento f&iacute;sico (TF) aer&oacute;bio tem sido utilizado como um importante tratamento n&atilde;o farmacol&oacute;gico na hipertens&atilde;o arterial (HA), uma vez que ele reduz a press&atilde;o arterial. Estudos mostram que as anormalidades do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico na HA est&atilde;o associados &agrave; rarefa&ccedil;&atilde;o capilar, um aumento na porcentagem de fibras de contra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida (tipo II), com predomin&acirc;ncia do metabolismo glicol&iacute;tico e um aumento da fadiga muscular. Entretanto, pouco se conhece sobre os efeitos do TF sobre estes par&acirc;metros na HA. N&oacute;s hipotetizamos que o TF corrija a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar potencialmente contribuindo para a restaura&ccedil;&atilde;o da propor&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras musculares. Ratos espontaneamente hipertensos (SHR, n=14) e Wistar Kyoto (WKY, n=14) com 12 semanas de vida e divididos em 4 grupos: SHR, SHR treinado (SHR-T), WKY e WKY treinado (WKY-T) foram estudados. Como esperado, 10 semanas de TF foi efetivo em reduzir a press&atilde;o arterial em SHR-T. Al&eacute;m disso, avaliamos os principais marcadores de TF. A bradicardia de repouso, o aumento da toler&acirc;ncia a realiza&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o, do consumo de oxig&ecirc;nio de pico e da atividade da enzima citrato sintase muscular nos grupos de animais treinados (WKY-T e SHR-T) mostram que a condi&ccedil;&atilde;o aer&oacute;bia foi alcan&ccedil;ada com este TF. O TF tamb&eacute;m corrigiu a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar no m&uacute;sculo s&oacute;leo em SHR-T. Em paralelo, foi observada uma redu&ccedil;&atilde;o na porcentagem de fibras do tipo IIA e IIX, ao passo que aumentou a porcentagem de fibras do tipo I induzidas pelo TF na HA. Estes resultados sugerem que o TF previne as altera&ccedil;&otilde;es na composi&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras no m&uacute;sculo s&oacute;leo em SHR, uma vez que a angiog&ecirc;nese e o aumento da atividade da enzima citrato sintase s&atilde;o umas das mais importantes adapta&ccedil;&otilde;es ao TF aer&oacute;bio, atuando na manuten&ccedil;&atilde;o do metabolismo oxidativo e do perfil de fibras do m&uacute;sculo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b>  treinamento f&iacute;sico, hipertens&atilde;o arterial, angiog&ecirc;nese, tipo de fibra. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hipertens&atilde;o arterial (HA) &eacute; uma s&iacute;ndrome multifatorial caracterizada por n&iacute;veis elevados e sustentados de press&atilde;o arterial (PA), considerada um dos fatores de risco mais relevantes na etiologia das doen&ccedil;as cardiovasculares (DCV)<sup>1,2</sup>. Estudos experimentais e cl&iacute;nicos mostram que a disfun&ccedil;&atilde;o no t&ocirc;nus vasomotor e altera&ccedil;&otilde;es na estrutura microvascular s&atilde;o os processos prim&aacute;rios na patog&ecirc;nese da HA<sup>3-6</sup>. Diversos estudos t&ecirc;m mostrado rarefa&ccedil;&atilde;o capilar no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico de animais e pacientes hipertensos<sup>3-6</sup>, com aumento na porcentagem de fibras de contra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida, as quais apresentam predom&iacute;nio de metabolismo glicol&iacute;tico<sup>8,12</sup> e classificadas como fibras do tipo II<sup>7-11</sup>. O m&uacute;sculo esquel&eacute;tico apresenta alta plasticidade e sofre transi&ccedil;&atilde;o de tipo de fibra pela mudan&ccedil;a nas isoformas de miosina de cadeia pesada (MHC) em v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es, tais como: desuso, crescimento, envelhecimento, est&iacute;mulo el&eacute;trico, exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; microgravidade, exerc&iacute;cios f&iacute;sicos e DCV<sup>8,11</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando as alternativas e uma maior efetividade de tratamento para HA, o TF aer&oacute;bio tem sido intensivamente investigado. Modifica&ccedil;&otilde;es no estilo de vida, tais como a introdu&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cio f&iacute;sico aer&oacute;bio, t&ecirc;m-se mostrado efetivas como medidas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas no tratamento da HA, prevenindo e reduzindo os n&iacute;veis press&oacute;ricos elevados<sup>13,14</sup>. Estudos epidemiol&oacute;gicos v&ecirc;m demonstrando, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a rela&ccedil;&atilde;o inversa existente entre o n&iacute;vel de condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e o desenvolvimento de DCV<sup>15</sup>. Assim, a inatividade f&iacute;sica est&aacute; associada ao maior risco do desenvolvimento de HA, sendo o TF considerado um componente chave na preven&ccedil;&atilde;o e no tratamento da HA, contribuindo para melhora de outros fatores de risco cardiovascular<sup>13-15</sup>. Estudos apontam importantes efeitos do TF aer&oacute;bio sobre a microcircula&ccedil;&atilde;o em SHR, tais como aumento na densidade capilar e raz&atilde;o capilar: fibra no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico, promovendo uma revers&atilde;o da rarefa&ccedil;&atilde;o capilar ocorrida na HA. Al&eacute;m disso, o exerc&iacute;cio aer&oacute;bio normaliza a resist&ecirc;ncia vascular perif&eacute;rica para a musculatura esquel&eacute;tica e a raz&atilde;o parede: luz arteriolar<sup>16-18</sup>. O restauro da rede microvascular pode contribuir determinantemente para o efeito da diminui&ccedil;&atilde;o da PA por meio da redu&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia vascular perif&eacute;rica, a qual vem sendo mostrada como a respons&aacute;vel pela HA prim&aacute;ria em adultos<sup>3,4,16-18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o efeito terap&ecirc;utico do TF aer&oacute;bio sobre a PA na HA tenha sido mostrado implicado sobremaneira na recupera&ccedil;&atilde;o da rede microvascular, estudos com abordagem n&atilde;o farmacol&oacute;gica, como o TF, no que concerne a regula&ccedil;&atilde;o do perfil de tipos de fibras muscular esquel&eacute;tica, ainda foram pouco estudados. Portanto, a proposta para este estudo &eacute; verificar: 1) a poss&iacute;vel altera&ccedil;&atilde;o na propor&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras musculares associada ao dano microvascular em ratos espontaneamente hipertensos (SHR); e 2) o efeito do TF sobre a corre&ccedil;&atilde;o da rarefa&ccedil;&atilde;o capilar e a restaura&ccedil;&atilde;o da distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra muscular na HA. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Animais experimentais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a realiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo foram utilizados 28 SHR, com 12 semanas de vida em que o quadro de HA j&aacute; est&aacute; estabelecido e 28 ratos machos Wistar Kyoto (WKY), como controles do SHR. Os animais foram provenientes do Biot&eacute;rio Central do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas da Universidade de S&atilde;o Paulo (ICB-USP). Os ratos estavam pesando entre 240 e 270g no in&iacute;cio do protocolo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os animais utilizados neste estudo foram mantidos em gaiolas pl&aacute;sticas em grupos de tr&ecirc;s ou quatro animais por caixa e separados por grupo experimental. A temperatura ambiente do biot&eacute;rio foi mantida entre 22 e 24ºC, com luz controlada em ciclo invertido de claro-escuro de 12 em 12 horas. &Aacute;gua e comida foram administradas <i>ad libitum.</i> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos os procedimentos foram realizados de acordo com os Princ&iacute;pios &Eacute;ticos de Experimenta&ccedil;&atilde;o Animal adotados pelo Col&eacute;gio Brasileiro de Experimenta&ccedil;&atilde;o Animal, sendo este projeto de pesquisa aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte da Universidade de S&atilde;o Paulo (EEFE-USP) (nº 2007/35). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Identifica&ccedil;&atilde;o dos animais</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os animais foram divididos aleatoriamente em quatro grupos com sete animais em cada grupo, conforme o protocolo experimental: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; ratos Wistar Kyoto (WKY); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; ratos Wistar Kyoto treinados (WKY-T); </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; ratos espontaneamente hipertensos (SHR); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#149; ratos espontaneamente hipertensos treinados (SHR-T). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Protocolo de treinamento f&iacute;sico aer&oacute;bio</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O TF de nata&ccedil;&atilde;o foi realizado segundo protocolo de Fernandes <i>et al.</i><sup>19</sup>. Os animais foram treinados durante 10 semanas, sess&otilde;es de 60 min, uma vez ao dia, cinco vezes por semana, com aumento gradual da sobrecarga de trabalho (peso na cauda em porcentagem do peso corporal) at&eacute; atingir 4% do peso corporal. O protocolo utilizado foi caracterizado como treinamento de baixa a moderada intensidade e longa dura&ccedil;&atilde;o, sendo efetivo na promo&ccedil;&atilde;o de adapta&ccedil;&otilde;es cardiovasculares e no aumento da capacidade oxidativa muscular. Os ratos foram identificados e pesados semanalmente, para a corre&ccedil;&atilde;o da sobrecarga de treinamento em fun&ccedil;&atilde;o do aumento do peso corporal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pr&eacute; e p&oacute;s o per&iacute;odo de TF, os animais foram submetidos a an&aacute;lises hemodin&acirc;micas, teste de toler&acirc;ncia ao esfor&ccedil;o e consumo de oxig&ecirc;nio de pico. Ap&oacute;s 24 horas da &uacute;ltima sess&atilde;o de treinamento, os animais foram mortos por anestesia com inje&ccedil;&atilde;o intraperitoneal de pentobarbital de s&oacute;dio (80mg/kg). As amostras necess&aacute;rias foram coletadas e armazenadas adequadamente para an&aacute;lises histol&oacute;gicas e bioqu&iacute;micas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> Avalia&ccedil;&atilde;o das respostas hemodin&acirc;micas</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A PA foi realizada pr&eacute; e p&oacute;s o per&iacute;odo de TF por pletismografia de cauda (sistema da KENT SCIENTIFIC RTBP1001 para ratos e camundongos, Litchfield, EUA), nos quatro grupos de animais. Os animais estavam acordados, em repouso e mantidos sob restri&ccedil;&atilde;o de movimentos para que as medidas fossem realizadas. Para evitar erros de medida e an&aacute;lise, os ratos foram submetidos a um per&iacute;odo de uma semana de ambienta&ccedil;&atilde;o com a t&eacute;cnica de medida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O equipamento de registro da PA de cauda consiste em um manguito de borracha que &eacute; adaptado &agrave; regi&atilde;o proximal da cauda, que est&aacute; ligado ao pletism&oacute;grafo para insuflar e desinsuflar gradualmente o manguito de 1 a 250/300mmHg. Em uma regi&atilde;o mais distal da cauda, &eacute; acoplado um transdutor de pulso pneum&aacute;tico para detec&ccedil;&atilde;o dos sinais de passagem da onda de pulso de PA na art&eacute;ria caudal e registrado no sistema de aquisi&ccedil;&atilde;o de sinais. Este m&eacute;todo de medida indireta da PA permite quantificar a PA e a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca (FC) ao longo de todo o per&iacute;odo do protocolo experimental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da toler&acirc;ncia ao esfor&ccedil;o f&iacute;sico m&aacute;ximo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para realiza&ccedil;&atilde;o do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o f&iacute;sico m&aacute;ximo, os animais dos quatro grupos foram posicionados individualmente sobre a esteira rolante. Imediatamente ap&oacute;s o posicionamento do animal, foi iniciado o teste de esfor&ccedil;o. A velocidade inicial foi de 6m/min (sem inclina&ccedil;&atilde;o), que constitui em um protocolo escalonado com incrementos de velocidade de 3m/min a cada 3min, at&eacute; que fosse atingida a velocidade m&aacute;xima suportada pelos animais. O crit&eacute;rio para a determina&ccedil;&atilde;o da exaust&atilde;o do animal e a interrup&ccedil;&atilde;o do teste foi o momento em que  o rato n&atilde;o foi mais capaz de correr dentro da caixa metab&oacute;lica mediante  o incremento de velocidade da esteira. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta avalia&ccedil;&atilde;o foi feita pr&eacute; e p&oacute;s o per&iacute;odo de treinamento, para comparar a resposta de desempenho do animal entre os grupos. Embora o teste em esteira n&atilde;o seja espec&iacute;fico ao TF realizado no presente estudo, utilizamos esse teste para auxiliar na verifica&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia do TF como predi&ccedil;&atilde;o de uma melhora na capacidade de realiza&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o. Foram comparados o tempo (min), a velocidade (m/min) e a dist&acirc;ncia  (m) percorrida para cada rato. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do consumo de oxig&ecirc;nio (VO<sub>2</sub>) de pico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a semana de adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; caixa metab&oacute;lica, os ratos foram submetidos a um teste progressivo de esfor&ccedil;o m&aacute;ximo em esteira rolante adaptado de Brooks e White<sup>20</sup>, com incremento de carga de 3m/min a cada 3min, at&eacute; a exaust&atilde;o, para a obten&ccedil;&atilde;o do VO<sub>2</sub> pico. O VO<sub>2</sub> pico foi mensurado por determina&ccedil;&atilde;o da fra&ccedil;&atilde;o expirada de oxig&ecirc;nio (FeO<sub>2</sub>) durante o teste de exerc&iacute;cio progressivo at&eacute; a exaust&atilde;o. Neste protocolo os ratos foram colocados numa caixa metab&oacute;lica sobre a esteira rolante, que serviu como c&acirc;mara de mistura dos gases expirados. Esta c&acirc;mara &eacute; conectada a um tubo na forma de "T", para a retirada de amostras de ar (1.000ml/min) para ser analisada a FeO<sub>2</sub> em um analisador de gases. A outra via do tubo em "T" &eacute; utilizada para a aspira&ccedil;&atilde;o do ar em fluxo cont&iacute;nuo (2.500ml/min), regul&aacute;vel por bomba aspiradora. A parte da frente da caixa metab&oacute;lica possui uma abertura de 2mm da superf&iacute;cie, que permite a entrada de ar ambiente unidirecional sugado pela bomba aspiradora. O fluxo de ar na caixa metab&oacute;lica &eacute; de 3.500ml/min. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rato foi colocado dentro da caixa metab&oacute;lica por um per&iacute;odo de repouso de 30 minutos para o registro do estado basal e, em seguida, o teste foi iniciado com velocidade de 3m/min. Durante cada est&aacute;gio (3 min) de exerc&iacute;cio realizado, foram analisadas as FeO<sub>2</sub> dos gases contidos no ar da caixa metab&oacute;lica. Foram consideradas as fra&ccedil;&otilde;es expiradas dos 30 &uacute;ltimos segundos de cada est&aacute;gio para a determina&ccedil;&atilde;o do VO<sub>2</sub> pico de cada est&aacute;gio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao atingir a exaust&atilde;o, o rato foi mantido na caixa metab&oacute;lica por aproximadamente 3 min e as fra&ccedil;&otilde;es expiradas foram registradas para verificar a recupera&ccedil;&atilde;o do animal e o funcionamento dos analisadores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O VO<sub>2</sub> foi calculado atrav&eacute;s da seguinte f&oacute;rmula matem&aacute;tica: VO<sub>2</sub> = fluxo de ar x (FiO<sub>2</sub>-FeO<sub>2</sub>)/peso corporal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Onde: VO<sub>2</sub> = mL.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>, Fluxo de ar = 1.000ml/min (analisador) + 2.500ml/min (bomba de aspira&ccedil;&atilde;o) = 3.500ml/min, FiO<sub>2</sub> = fra&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio inspirada (ar ambiente), FeO<sub>2</sub> = fra&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio expirada (caixa de mistura), peso corporal = kg. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o histoqu&iacute;mica do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O m&uacute;sculo esquel&eacute;tico s&oacute;leo foi dissecado e extra&iacute;do cuidadosamente e fixado em uma massa de montagem a base de tissue tek (para manter o tecido na posi&ccedil;&atilde;o correta pr&eacute;-congelamento) pela regi&atilde;o tendinosa. Posteriormente &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o na massa de montagem &agrave; base de tissue tek, o s&oacute;leo foi mergulhado em isopentano (crioprotetor que evita artefatos nas amostras) e em seguida em nitrog&ecirc;nio l&iacute;quido para o congelamento, em que foram mantidos at&eacute; que os cortes fossem realizados. Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dos cortes de 10&#181;m realizado em Criostato M&iacute;cron HM505E (Zeiss, Walldorf, Germany), foram realizadas rea&ccedil;&otilde;es adaptadas de Brooke e Kaiser<sup>21</sup>, que permitiram a avalia&ccedil;&atilde;o da atividade da enzima ATPase mios&iacute;nica por meio de solu&ccedil;&otilde;es com diferentes pHs (4,3 e 10,3), com o intuito de realizar a tipagem das fibras e a marca&ccedil;&atilde;o dos capilares. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Determina&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sec&ccedil;&atilde;o transversa e tipos de fibras musculares</b> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A captura das imagens foi realizada com amplifica&ccedil;&atilde;o de 200x em objetiva de 20x. A aquisi&ccedil;&atilde;o das imagens foi processada em computador, acoplado a um sistema de v&iacute;deo, por meio de um programa de imagens (Image-Pro Plus; Media Cybernetics, Silver Spring, MD). Foram analisados 10 campos de cada corte histol&oacute;gico, na tentativa de avaliar o tecido por inteiro. Foi calculada a &aacute;rea de sec&ccedil;&atilde;o transversa por cada tipo de fibra muscular em &#181;m<sup>2</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a identifica&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras pela t&eacute;cnica da ATPase mios&iacute;nica em pH 10,3 (alcalino), as fibras escuras foram caracterizadas de tipo IIA, as de cor cinza de tipo IIX e as claras de tipo I. J&aacute; no pH 4,3 (&aacute;cido), a marca&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra &eacute; contr&aacute;rio ao alcalino, sendo este utilizado para confirma&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise em pH 10,3. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise da raz&atilde;o capilar por fibra</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A raz&atilde;o capilar por fibra do m&uacute;sculo s&oacute;leo foi avaliada por meio da rea&ccedil;&atilde;o histoqu&iacute;mica para ATPase mios&iacute;nica no pH 10,3, como descrito por Sillau e Banchero<sup>22</sup>. Resumidamente, ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o dos cortes histol&oacute;gicos realizados no criostato, o ATP presente no meio de incuba&ccedil;&atilde;o da rea&ccedil;&atilde;o histoqu&iacute;mica &eacute; hidrolisado pela ATPase endotelial dos capilares, o qual &eacute; revelado pela deposi&ccedil;&atilde;o de sulfeto. Uma vez visualizados, os capilares foram quantificados pela an&aacute;lise de 10 campos aleat&oacute;rios e n&atilde;o sobrepostos, com uma amplifica&ccedil;&atilde;o de 200x, usando um sistema computacional morfom&eacute;trico (Leica Quantimet 500, Cambridge, UK). Para calcular a raz&atilde;o capilar por fibra, o n&uacute;mero total de capilares foi dividido pelo n&uacute;mero total de fibras contadas no mesmo campo. Somente vasos com um di&acirc;metro menor que 12&#181;m foram quantificados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da atividade da enzima citrato sintase</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avaliar a atividade da enzima citrato sintase, o m&uacute;sculo s&oacute;leo foi homogeneizado a 4ºC em tamp&atilde;o de extra&ccedil;&atilde;o (pH 7,4) contendo Tris-base (50mM) e EDTA (1mM). As amostras foram centrifugadas a 3.000g durante 15 minutos a 4ºC e o sobrenadante foi utilizado para a realiza&ccedil;&atilde;o da cin&eacute;tica enzim&aacute;tica. A quantifica&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na no homogeneizado foi realizada segundo o m&eacute;todo de Bradford. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atividade da enzima foi determinada segundo Alp <i>et al.</i> <sup>23</sup>, a partir da quantifica&ccedil;&atilde;o do complexo formado entre a coenzima A com o &aacute;cido 5,5'ditio-bis 2 nitrobenzoico (DTNB), adicionado ao meio, formando um complexo amarelo. O tamp&atilde;o de ensaio consistiu de Tris-base (100mM), DTNB (0,4mM), acetil-CoA (1,24mM) e Triton X-100 1% (v/v) no qual foi acrescentado o homogeneizado. A rea&ccedil;&atilde;o foi iniciada pela adi&ccedil;&atilde;o de oxaloacetato (18,9mM) ao meio e a leitura foi realizada a 25ºC durante um intervalo de 10 minutos, em 412nm com o uso do Victor (Victor3 1420 Multilabel Counter/PerkinElmer, MA, EUA). O resultado da atividade da enzima foi expresso em valores de nmol.min<sup>-1</sup>.mg prote&iacute;na<sup>-1</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados foram analisados utilizando a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia ANOVA de duas vias (TF e HA como fatores independentes), para comparar os valores dos grupos e teste de Tukey como <i>post hoc</i> (Statistica software, StatSoft, Inc., Tulsa, OK, EUA). Todos os resultados foram apresentados na forma de m&eacute;dia ± erro padr&atilde;o da m&eacute;dia (EPM) e foi adotado um p &lt; 0,05 de signific&acirc;ncia para todos os experimentos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Par&acirc;metros hemodin&acirc;micos: press&atilde;o arterial e frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores de PA expressos em mil&iacute;metros de merc&uacute;rio (mmHg) e da FC expressos em batimentos por minuto (bpm) pr&eacute; e p&oacute;s-TF foram sumarizados na <a href="#tab1">tabela 1</a>.  Pr&eacute;-TF, podemos observar que os grupos de SHR apresentavam n&iacute;veis elevados de PAS comparados aos grupos controle, WKY, indicando que a HA estava estabelecida. N&atilde;o houve altera&ccedil;&otilde;es da FC entre os grupos, pr&eacute;-TF. </font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">P&oacute;s-TF, observa-se que o TF de nata&ccedil;&atilde;o de baixa intensidade e de longa dura&ccedil;&atilde;o foi eficaz em reduzir a PAS do grupo SHR-T (162 ± 4,4mmHg) comparado ao grupo SHR (207 ± 5,5mmHg), sem nenhuma altera&ccedil;&atilde;o da PAS nos grupos de animais controle, WKY e WKY-T. Al&eacute;m disso, observamos bradicardia de repouso nos grupos de animais treinados, portanto, reduzindo os valores de FC destes grupos quando comparado aos grupos mantidos sedent&aacute;rios no mesmo per&iacute;odo experimental (p&oacute;s-TF- WKY: 393 ± 12; WKY-T: 322 ± 14; SHR: 407 ± 11; SHR-T: 338 ± 8bpm). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Teste de esfor&ccedil;o f&iacute;sico m&aacute;ximo</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O teste de toler&acirc;ncia ao esfor&ccedil;o foi um dos par&acirc;metros avaliados para comprovarmos a efic&aacute;cia do TF. Os resultados do teste realizado antes e ap&oacute;s as 10 semanas de protocolo experimental est&atilde;o apresentados na <a href="#fig1">figura 1</a>. As <a href="#fig1">figuras 1A</a>, <a href="#fig1b">1B</a> e <a href="#fig1c">1C</a> mostram que os valores de velocidade (WKY: 30 ± 1,5; WKY-T: 30,5 ± 0,9; SHR: 31,8 ± 0,7; SHR-T: 31,5 ± 1m.min<sup>-1</sup>), tempo (WKY: 27 ± 0,5; WKY-T: 27 ± 0,6; SHR: 28 ± 0,6; SHR-T: 27 ± 0,3min) e dist&acirc;ncia percorrida (WKY: 475 ± 17,5; WKY-T: 467 ± 22; SHR: 508 ± 28; SHR-T: 478 ± 10m), respectivamente, foram semelhantes entre os grupos pr&eacute;-TF. Entretanto, os animais treinados aumentaram significativamente a velocidade (WKY: 28,5 ± 0,7; WKY-T: 37 ± 1; SHR: 31 ± 1,2; SHR-T: 39,5 ± 0,9m.min<sup>-1</sup>), o tempo (WKY: 24 ± 0,4; WKY-T: 31 ± 0,9; SHR: 26 ± 1; SHR-T: 35 ± 0,6min) e a dist&acirc;ncia percorrida (WKY: 381 ± 15; WKY-T: 601 ± 3,5; SHR: 449 ± 32; SHR-T: 739 ± 36,8m) no teste p&oacute;s-TF. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig01a.jpg">    <br>   <a name="fig1b"></a><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig01b.jpg">    <br>   <a name="fig1c"></a><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig01c.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Medida do consumo de oxig&ecirc;nio de pico</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig2">figura 2</a> mostra o VO<sub>2</sub> pico dos animais pr&eacute; e p&oacute;s o protocolo experimental. No per&iacute;odo pr&eacute;-TF observa-se que todos os grupos apresentaram o mesmo n&iacute;vel m&eacute;dio de VO<sub>2</sub> pico (pr&eacute;-TF- WKY: 69 ± 3,5; WKY-T: 69 ± 2,5; SHR: 72 ± 2; SHR-T: 73 ± 36mL. kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>); entretanto, p&oacute;s-TF observa-se a efic&aacute;cia do treinamento com aumento do VO<sub>2</sub> para os grupos que treinaram (WKY-T e SHR-T) e redu&ccedil;&atilde;o para os grupos controle (WKY e SHR) (p&oacute;s-TF- WKY: 58 ± 2,5; WKY-T: 78 ± 4; SHR: 61 ± 2; SHR-T: 84,5 ± 2mL.kg<sup>-1</sup>.min<sup>-1</sup>). </font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Medida da atividade da enzima citrato sintase</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="#fig3">figura 3</a> mostra que houve aumento da atividade da enzima citrato sintase no m&uacute;sculo s&oacute;leo de ratos dos grupos controle e hipertenso treinados em rela&ccedil;&atilde;o aos grupos controles sedent&aacute;rios (WKY: 86 ± 12, WKY-T: 120± 11, SHR: 76 ± 9 e SHR-T: 144 ± 15nmol.min<sup>-1</sup>.mg prote&iacute;na<sup>-1</sup>). </font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Determina&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sec&ccedil;&atilde;o transversa, tipos de fibra e raz&atilde;o capilar por fibra muscular esquel&eacute;tica</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">An&aacute;lises morfol&oacute;gicas ap&oacute;s o processamento histol&oacute;gico revelaram importantes mudan&ccedil;as na microcircula&ccedil;&atilde;o muscular esquel&eacute;tica induzida pelo TF em ratos normotensos e hipertensos. A <a href="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig04.jpg">figura 4</a> mostra os resultados obtidos atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o histoqu&iacute;mica do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico s&oacute;leo por meio da rea&ccedil;&atilde;o da ATPase mios&iacute;nica. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como esperado, a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar foi observada no grupo SHR comparado ao grupo WKY. Por outro lado, o TF foi efetivo em aumentar 47%  o n&uacute;mero de capilares pela an&aacute;lise da raz&atilde;o capilar por fibra no grupo WKY-T e corrigiu a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar no grupo SHR-T quando comparados ao grupo WKY (WKY: 1,2 ± 0,06; WKY-T: 1,8 ± 0,04; SHR: 0,7 ± 0,02 e SHR-T: 1,1 ± 0,04 nº de capilares/fibra muscular) (<a href="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig04.jpg">figura 4A</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foi observada altera&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea de sec&ccedil;&atilde;o transversa nos diferentes tipos de fibra, como as do tipo I (WKY: 2.987 ± 52, WKY-T: 3.053 ± 152, SHR: 2.884 ± 145 e SHR-T: 2.939 ± 109&#181;m<sup>2</sup>), tipo IIA (WKY: 2171 ± 44, WKY-T: 2.167 ± 20, SHR: 1.982 ± 107 e SHR-T: 2.149 ± 47&#181;m<sup>2</sup>) e tipo IIX (WKY: 1.846 ± 169, WKY-T: 1.851 ± 65, SHR: 1.770 ± 160 e SHR-T: 1.731 ± 144&#181;m<sup>2</sup>) no m&uacute;sculo s&oacute;leo dos quatro grupos estudados (<a href="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig04.jpg">figura 4B</a>). Entretanto, o TF foi efetivo em recuperar a propor&ccedil;&atilde;o na distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibras no grupo SHR-T, reduzindo a porcentagem de fibras do tipo IIA (tipo IIA - WKY: 4,8 ± 1,5; WKY-T: 2,7 ± 1; SHR: 18,5 ± 1,4 e SHR-T: 11 ± 0,9%) e tipo IIX (tipo IIX - WKY: 1,1 ± 0,2; WKY-T: 0,88 ± 0,1; SHR: 3,9 ± 0,4 e SHR-T: 1,9 ± 0,5%) em detrimento do aumento na porcentagem de fibras do tipo I (tipo I - WKY: 92,7 ± 1,5; WKY-T: 96,5 ± 1,1; SHR: 77,5 ± 1,8 e SHR-T: 87,2 ± 1,3%), equiparando-se ao animal controle (<a href="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig04.jpg">figura 4C</a>).  &Eacute; poss&iacute;vel observar essas altera&ccedil;&otilde;es na <a href="/img/revistas/rbme/v18n4/a10fig04.jpg">figura 4D</a> pelas imagens representativas dos cortes histol&oacute;gicos do m&uacute;sculo s&oacute;leo para cada grupo estudado, pela caracteriza&ccedil;&atilde;o histoqu&iacute;mica da atividade da ATPase mios&iacute;nica. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>DISCUSS&Atilde;O</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, foi avaliado o efeito do TF aer&oacute;bio sobre as altera&ccedil;&otilde;es estruturais e metab&oacute;licas da musculatura esquel&eacute;tica associadas &agrave; HA prim&aacute;ria. Os principais resultados do estudo mostram que o TF aer&oacute;bio sobre a HA: 1) reduziu a PAS acompanhado de bradicardia de repouso; 2) aumentou a toler&acirc;ncia &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o; 3) aumentou  o VO<sub>2</sub> de pico; 4) aumentou a atividade da enzima citrato sintase; e 5) corrigiu a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar recuperando a propor&ccedil;&atilde;o na distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para determinar se o protocolo de TF utilizado foi efetivo em produzir adapta&ccedil;&otilde;es aer&oacute;bias, nos grupos de animais treinados foram mensurados os principais marcadores fisiol&oacute;gicos de treinamento. A melhora na capacidade de trabalho aer&oacute;bio representada pela maior toler&acirc;ncia &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;o f&iacute;sico e maior VO<sub>2</sub>, concomitante com  o aumento da atividade oxidativa muscular esquel&eacute;tica e a presen&ccedil;a de bradicardia de repouso s&atilde;o as mais leg&iacute;timas adapta&ccedil;&otilde;es musculares esquel&eacute;ticas e card&iacute;acas do condicionamento aer&oacute;bio<sup>19,24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada de 60 foram realizados os primeiros estudos que constataram o potencial efeito preventivo do TF aer&oacute;bio no controle e no tratamento da PA, surgindo as primeiras evid&ecirc;ncias de redu&ccedil;&atilde;o na PA em indiv&iacute;duos hipertensos que faziam exerc&iacute;cio f&iacute;sico regular<sup>25</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como esperado, observamos que os grupos hipertensos apresentavam n&iacute;veis elevados de PA comparados aos grupos normotensos no in&iacute;cio do protocolo experimental. Entretanto, ao t&eacute;rmino de 10 semanas de TF, comprovamos a efic&aacute;cia do treinamento de baixa intensidade e longa dura&ccedil;&atilde;o em reduzir a PAS do grupo SHR-T comparado ao grupo SHR. Estes resultados est&atilde;o de acordo com os encontrados na literatura, confirmando a efic&aacute;cia do TF aer&oacute;bio em reduzir a PA tanto de animais geneticamente hipertensos quanto de humanos hipertensos<sup>16-18,26</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento da resist&ecirc;ncia vascular perif&eacute;rica, a respons&aacute;vel pela manuten&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis press&oacute;ricos elevados na HA prim&aacute;ria, &eacute; consequ&ecirc;ncia de altera&ccedil;&otilde;es estruturais e funcionais na microcircula&ccedil;&atilde;o, que regulam o fluxo sangu&iacute;neo e a press&atilde;o<sup>3-6</sup>. Estudos mostram que a redu&ccedil;&atilde;o da PA induzida pelo TF em SHR foi correlacionada com a normaliza&ccedil;&atilde;o de ambos, raz&atilde;o parede/luz vascular e um maior aumento da raz&atilde;o capilar por fibra no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico<sup>16-18</sup>. De acordo com os estudos pr&eacute;vios<sup>16-18</sup>, os resultados do presente estudo confirmam que o TF de nata&ccedil;&atilde;o normaliza a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico de SHR, o qual contribui para a redu&ccedil;&atilde;o da elevada resist&ecirc;ncia perif&eacute;rica total, por promover o aumento da condut&acirc;ncia paralela da microcircula&ccedil;&atilde;o, ou seja, facilita a passagem do fluxo sangu&iacute;neo em decorr&ecirc;ncia do aumento do n&uacute;mero de vasos da musculatura esquel&eacute;tica. Al&eacute;m disso, o TF aumenta a raz&atilde;o capilar por fibra no m&uacute;sculo esquel&eacute;tico de ratos normotensos treinados como demonstrado em v&aacute;rios estudos<sup>16-18</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabidamente, a angiog&ecirc;nese representa uma resposta adaptativa prim&aacute;ria do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico ao TF aer&oacute;bio, contribuindo para a melhora da capacidade aer&oacute;bia muscular (transporte, fornecimento e extra&ccedil;&atilde;o de oxig&ecirc;nio)<sup>27</sup>. Por outro lado, m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos com altera&ccedil;&atilde;o do suporte capilar e, consequentemente, preju&iacute;zo na oferta de oxig&ecirc;nio e nutrientes, sob v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es, tais como, fatores de risco cardiovascular e DCV, est&atilde;o relacionados com uma mudan&ccedil;a na distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra muscular em dire&ccedil;&atilde;o ao aumento de fibras do tipo II. A origem da transi&ccedil;&atilde;o de fibras do tipo I para II em m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR ainda permanece pouco conhecida, por&eacute;m estudos demonstram estar relacionadas com a rarefa&ccedil;&atilde;o capilar acompanhada de mudan&ccedil;as nas propriedades metab&oacute;licas<sup>11,28</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos mostram que, quando ocorre a transi&ccedil;&atilde;o entre os tipos de fibras do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico, as diferentes propriedades morfol&oacute;gicas da fibra muscular s&atilde;o transformadas da seguinte forma: a densidade capilar e as atividades das enzimas do metabolismo energ&eacute;tico s&atilde;o alteradas precocemente durante a transi&ccedil;&atilde;o e precedem a mudan&ccedil;a na atividade da ATPase miofibrilar e as caracter&iacute;sticas contr&aacute;teis do m&uacute;sculo<sup>8,29</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em mam&iacute;feros, as fibras do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico s&atilde;o geralmente classificadas em fibras do tipo I e tipo II de acordo com as diferentes atividades da ATPase mios&iacute;nica ap&oacute;s a pr&eacute;-incuba&ccedil;&atilde;o em diferentes pHs, podendo as fibras do tipo II ser subclassificadas em IIA, IIX/D e IIB. As fibras do tipo II s&atilde;o caracterizadas por serem fibras de contra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida com predomin&acirc;ncia do metabolismo glicol&iacute;tico, ao passo que as fibras do tipo I s&atilde;o caracterizadas por serem fibras de contra&ccedil;&atilde;o lenta com predomin&acirc;ncia do metabolismo oxidativo<sup>11,30</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rias evid&ecirc;ncias na literatura mostram que o m&uacute;sculo esquel&eacute;tico de indiv&iacute;duos hipertensos, assim como de SHR, cont&ecirc;m maior porcentagem de fibras de contra&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e glicol&iacute;tica, ou seja, as do tipo II comparadas aos seus controles normotensos<sup>7-11</sup>. Interessantemente, os resultados obtidos na composi&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico s&oacute;leo, m&uacute;sculo este utilizado neste estudo, que apresenta em m&eacute;dia 90% de fibras do tipo I e 10% de fibras do tipo II, realizado tanto pela t&eacute;cnica de histoqu&iacute;mica pela rea&ccedil;&atilde;o da ATPase mios&iacute;nica quanto pela t&eacute;cnica de eletroforese em gel SDS-PAGE para detec&ccedil;&atilde;o das miosinas de cadeia pesada (MHC) para cada tipo de fibra, foram positivamente correlacionadas independente da t&eacute;cnica empregada<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Bortolotto <i>et al.</i> <sup>10</sup>, o principal resultado obtido em seu estudo &eacute; que em todos os est&aacute;gios de hipertens&atilde;o (quatro, 16 e 24 semanas), o m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR apresenta maior propor&ccedil;&atilde;o de fibras do tipo II do que o m&uacute;sculo s&oacute;leo de ratos WKY, bem como de fibras h&iacute;bridas, fibras estas que cont&ecirc;m dois tipos de MHC em uma mesma fibra muscular isolada, no caso do SHR, maior propor&ccedil;&atilde;o de fibras h&iacute;bridas IIA+IIX. A presen&ccedil;a de maior propor&ccedil;&atilde;o de fibras h&iacute;bridas &eacute; um indicador de transi&ccedil;&atilde;o do tipo de fibra muscular no m&uacute;sculo em quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Similar aos resultados dos estudos expostos acima, no presente estudo, observamos no m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR comparado ao seu controle WKY significante altera&ccedil;&atilde;o na distribui&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra, ou seja, uma diminui&ccedil;&atilde;o de fibras de contra&ccedil;&atilde;o lenta e oxidativa, fibras do tipo I, e um simult&acirc;neo aumento na porcentagem de fibras do tipo IIA e IIX em paralelo com uma redu&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o capilar por fibra dessa musculatura, assim como uma pequena diminui&ccedil;&atilde;o (12%) da atividade da citrato sintase. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos recentes t&ecirc;m associado os efeitos do TF ao tratamento farmacol&oacute;gico. Minam<i>i et al.</i> <sup>31</sup> mostraram os efeitos do TF, associado ou n&atilde;o ao tratamento com perindopril (inibidor da enzima conversora de angiotensina), sobre a capilaridade e os tipos de fibra no m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR. Os autores observaram que o tratamento cr&ocirc;nico com perindopril aumenta a capacidade de exerc&iacute;cio em animais n&atilde;o treinados; entretanto, esse efeito n&atilde;o foi sin&eacute;rgico &agrave; capacidade de exerc&iacute;cio adquirida como resultado somente de TF. Por outro lado, o tratamento com perindopril associado ao TF promove mudan&ccedil;as adaptativas no m&uacute;sculo s&oacute;leo, como aumento da densidade capilar e da porcentagem de fibras do tipo I<sup>31</sup>. Embora n&atilde;o tenha sido observada altera&ccedil;&atilde;o na composi&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra nos grupos SHR treinado e SHR tratado com perindopril quando comparado ao grupo SHR sedent&aacute;rio, os autores observaram uma maior capilariza&ccedil;&atilde;o nestes grupos, o que pode ter contribu&iacute;do para melhora na capacidade de exerc&iacute;cio. Outro estudo mais recente do mesmo grupo mostrou que o tratamento farmacol&oacute;gico com um bloqueador de canal de c&aacute;lcio (azelnidipine), ou um antagonista do receptor de angiotensina II tipo I (olmesartan) ou mesmo o TF significativamente aumentaram a densidade capilar e a porcentagem de fibras do tipo I no m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR<sup>32</sup>. Embora os resultados na literatura ainda sejam controversos no que se refere &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es na propor&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra em resposta ao TF, tamb&eacute;m n&atilde;o foi poss&iacute;vel observar a compara&ccedil;&atilde;o entre o perfil dos tipos de fibra no grupo SHR treinado comparado ao seu controle normotenso WKY, com intuito de averiguar uma normaliza&ccedil;&atilde;o perante a composi&ccedil;&atilde;o nos tipos de fibra. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Notavelmente, n&oacute;s mostramos pela primeira vez a evid&ecirc;ncia de que o TF aer&oacute;bio corrigiu as mudan&ccedil;as na composi&ccedil;&atilde;o dos tipos de fibra no m&uacute;sculo s&oacute;leo de SHR quando comparado ao seu controle WKY, uma vez que a capilariza&ccedil;&atilde;o e o aumento da atividade da enzima citrato sintase s&atilde;o umas das mais importantes adapta&ccedil;&otilde;es ao TF aer&oacute;bio, atuando na manuten&ccedil;&atilde;o do metabolismo oxidativo e do perfil de fibra do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico. Portanto, esses resultados em conjunto contribuem para o aumento do consumo de oxig&ecirc;nio, capacidade de toler&acirc;ncia ao esfor&ccedil;o e queda dos n&iacute;veis press&oacute;ricos observados no grupo hipertenso treinado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>AGRADECIMENTOS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; FAPESP (No. 2007/56771-4; 2009/18370-3 e 2010/50048-1) e ao MCT/CNPq 14/2009 (No. 480391/2009-2) e CNPq (No. 307591/2009-3 e 159827/2011-6) pelo apoio financeiro e incentivo &agrave; pesquisa. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Chobanian AV, Bakris GL, Black HR, Cushman WC, Green LA, Izzo JL Jr, et al. Seventh report of the Joint National Committee on Prevention, Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Pressure. Hypertension 2003;42:1206-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1517-8692201200040001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Pereira M, Lunet N, Azevedo A, Barros H. Differences in prevalence, awareness, treatment and control of hypertension between developing and developed countries. J Hypertens 2009;27:963-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1517-8692201200040001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. L&eacute;vy BI, Ambrosio G, Pries AR, Struijker-Boudier HAJ. Microcirculation in hypertension: a new target for treatment? Circulation 2001;104:735-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1517-8692201200040001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Feihl F, Liaudet L, Waeber B, L&eacute;vy BI. Hypertension: A disease of the microcirculation? Hypertension 2006;48:1012-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1517-8692201200040001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Greene AS, Tonellato PJ, Lui J, Lombard JH, Cowley AW Jr. Microvascular rarefaction and tissue vascular resistance in hypertension. Am J Physiol 1989;256:126-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1517-8692201200040001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Antonios TF, Singer DR, Markandu ND, Mortimer PS, MacGregor GA. Rarefaction of skin capillaries in borderline essential hypertension suggests an early structural abnormality. Hypertension 1999;34:655-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1517-8692201200040001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Juhlin-Dannfelt A, Frisk-Holmberg M, Karlsson J, Tesch P. Central and peripheral circulation in relation to muscle-fiber composition in normo-and hypertensive man. Clin Sci 1979;56:335-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1517-8692201200040001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Ben Bachir-Lamrini L, Sempore B, Mayet MH, Favier RJ. Evidence of a slow-to-fast fiber type transition in skeletal muscle from spontaneously hypertensive rats. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol 1990;258:352-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1517-8692201200040001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lewis DM, Levi AJ, Brooksby P, Jones JV. A faster twitch contraction of soleus in the spontaneously hypertensive rat is partly due to changed fiber type composition. Exp Physiol 1994;79:377-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1517-8692201200040001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Bortolotto SK, Stephenson DG, Stephenson GMM. Fiber type populations and Ca<sup>2+</sup> activation properties of single fibers in soleus muscles from SHR and WKY rats. Am J Physiol Cell Physiol 1999;276:628-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1517-8692201200040001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Nagatomo F, Gu N, Fujino H, Takeda I, Tsuda K, Ishihara A. Skeletal muscle characteristics of rats with obesity, diabetes, hypertension, and hyperlilidemia. J Atheroscler Thromb 2009;16:576-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1517-8692201200040001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Carlsen RC, Gray S. Decline of isometric force and fadigue resistance in skeletal muscle from spontaneously hypertensive rats. Exp Neurol 1987;95:249-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1517-8692201200040001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Hagberg JM, Park JJ, Brown MD. The role of exercise training in the treatment of hypertension: an update. Sports Med 2000;30:193-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1517-8692201200040001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Whelton SP, Chin A, Xin X, He J. Effect of aerobic exercise on blood pressure: a metaanalysis of randomized, controlled trials. Ann Intern Med 2002;136:493-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1517-8692201200040001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Myers J, Prakash M, Froelicher V, Do D, Partington S, Atwood JE. Exercise capacity and mortality among men referred for exercise testing. N Engl J Med 2002;346:793-801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1517-8692201200040001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Amaral SL, Zorn TM, Michelini LC. Exercise training normalizes wall-to-lumen ratio of the gracilis muscle arterioles and reduces pressure in spontaneously hypertensive rats. J Hypertens 2000;18:1563-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1517-8692201200040001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Amaral SL, Silveira NP, Zorn TM, Michelini LC. Exercise training causes skeletal muscle venular growth and alters hemodynamic responses in spontaneously hypertensive rats. J Hypertens 2001;19:931-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1517-8692201200040001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Melo RP, Jr Martinho E, Michelini LC. Training-induced, pressure-lowering effect in SHR wide effects on circulatory profile of exercised and nonexercised muscles. Hypertension 2003;42:851-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1517-8692201200040001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Fernandes T, Hashimoto NY, Magalh&atilde;es FC, Fernandes FB, Casarini DE, Carmona AK, et al. Aerobic exercise training-induced left ventricular hypertrophy involves regulatory MicroRNAs, decreased angiotensin-converting enzyme-angiotensin ii, and synergistic regulation of angiotensin-converting enzyme 2-angiotensin (1-7). Hypertension 2011;58:182-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1517-8692201200040001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Brooks GA, White TP. Determination of metabolic and rate response of rats to treadmill exercise. Am J Physiol 1978;45:1009-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S1517-8692201200040001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Brooke MH, Kaiser KK. Muscle fiber types: how many and what kind? Arch Neurol 1970;23:369-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S1517-8692201200040001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Sillau AH, Banchero N. Visualization of capillaries in skeletal muscle by the ATPase reaction. Pfl&uuml;gers Arch 1977;369:269-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S1517-8692201200040001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Alp PR, Newsholme EA, Zammit VA. Activities of citrate synthase and NAD+-linked and NADP+-linked isocitrate dehydrogenase in muscle from vertebrates and invertebrates. Biochem J 1976;154:689-700.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S1517-8692201200040001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Wibom R, Hultman E, Johansson M, Matherei K, Constantin-Teodosiu D, Schantz PG. Adaptation of mitochondrial ATP production in human skeletal muscle to endurance training and detraining. J Appl Physiol 1992;73:2004-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1517-8692201200040001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Hamer NK. Effect of walking on blood-pressure in systemic hypertension. Lancet 1967;2:114-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1517-8692201200040001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Laterza MC, De Matos LD, Trombetta IC, Braga AM, Roveda F, Alves MJ, et al. Exercise training restores baroreflex sensitivity in never-treated hypertensive patients. Hypertension 2007;49:1298-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1517-8692201200040001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Amaral SL, Papanek PE, Greene AS. Angiotensin II and VEGF are involved in angiogenesis induced by short-term exercise training. Am J Physiol Heart Circ Physiol 2001;281:H1163-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1517-8692201200040001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Bacurau AVN, Jardim MA, Ferreira JCB, Bechara LRG, Bueno J&uacute;nior C, Alba-Loureiro TC, et al. Sympathetic hyperactivity differentially affects skeletal muscle mass in developing heart failure: role of exercise training. J Appl Physiol 2009;106:1631-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1517-8692201200040001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Brown MD, Cotter MA, Hudlicka O, Vrbova G. The effects of different patterns of muscle activity on capillary density, mechanical properties and structure of slow a fast rabbit muscle. Pfl&uuml;gers Arch 1976;361:241-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1517-8692201200040001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Hori A, Ishihara A, Kobayashi S, Ibata Y. Immunohistochemical classification of skeletal muscle fibers. Acta Histochem Cytochem 1998;31:375-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1517-8692201200040001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Minami N, Li Y, Guo Q, Kawamura T, Mori N, Nagasaka M, et al. Effects of angiotensin-converting enzyme inhibitor and exercise training on exercise capacity and skeletal muscle. J Hypertens 2007;25:1241-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1517-8692201200040001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Guo Q, Minami N, Mori N, Nagasaka M, Ito O, Kurosawa H, et al. Effects of antihypertensive drugs and exercise training on insulin sensitivity in spontaneously hypertensive rats. Hypertens Res 2008;31:525-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1517-8692201200040001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#enda"><img src="/img/revistas/rbme/v18n4/seta.jpg" border="0"></a><b> Correspond&ecirc;ncia:</b>     <br>   Edilamar Menezes de Oliveira    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte da Universidade de S&atilde;o Paulo, Departamento de Biodin&acirc;mica do Movimento do Corpo Humano    <br>   Av. Professor Mello Moraes, 65, Butant&atilde;    <br>   05508-900 - S&atilde;o Paulo, SP, Brasil     <br>   E-mail: <a href="mailto:edilamar@usp.br">edilamar@usp.br</a> </font></p>            ]]></body><back>
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