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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamento da frequência cardíaca em adulto jovem durante exercício físico e atividade sexual]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-86922012000500013&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1517-86922012000500013&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1517-86922012000500013&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O comportamento da frequência cardíaca (FC) frente às atividades físicas e no ato sexual se configura como uma das principais preocupações dos pacientes após um evento cardiovascular. Apesar de o esforço intenso ser um dos fatores precipitantes de infarto agudo do miocárdio e morte súbita, o dispêndio metabólico nas atividades cotidianas é discreto e pode ser mantido pela grande maioria dos pacientes. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação da FC no teste de esforço máximo com aquela encontrada durante as atividades cotidianas. Trata-se de estudo de caso com um homem, 36 anos, sem evidência de doença cardiovascular. O sujeito foi submetido a um teste ergométrico máximo em esteira rolante, sob o protocolo de rampa. O comportamento da FC foi monitorado durante 14 dias, através de um frequencímetro portátil. No período, seis atividades distintas foram selecionadas: uma sessão de caminhada a 5km/h, uma de trote/corrida a 6,5km/h, uma partida de futebol recreativo, uma atividade sexual com a parceira, autoestimulação através da masturbação e um período de sono. Como resultado, a prática de futebol recreativo foi caracterizada como intensa e muito intensa e a atividade sexual e a masturbação tiveram elevações discretas na FC, e o orgasmo atingiu intensidade semelhante à da caminhada.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The heart rate behavior during physical activities and sexual intercourse is considered a major concern for patients after a cardiovascular event. Despite the intense physical effort being a precipitating factor for myocardial infarction and sudden death, the metabolic expenditure in daily activities is discreet and can be maintained by most patients. The objective of this study was to evaluate the relationship of heart rate at maximal exercise test in comparison with daily activities. The participant of this case study is a 36 year-old man without evidence of cardiovascular disease. The participant was submitted to an exercise test. The heart rate behavior was monitored during 14 days, with a portable frequency counter. During the 14 days, six activities were chosen: an ordinary 5 Km/h walk, a 6.5 Km/h run, recreational soccer, sexual intercourse, self-stimulation through masturbation and sleep time. As a result, the recreational soccer practice was characterized as intense and very intense effort, the sexual intercourse and the masturbation had slight increase in heart rate and the orgasm reached similar intensity to ordinary walk.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[frequência cardíaca]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comportamento sexual]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[sexual behavior]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[exercise]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana">RELATO DE CASO</font></b>    <br> <b><font size="2" face="Verdana">CL&Iacute;NICA M&Eacute;DICA DO EXERC&Iacute;CIO E DO ESPORTE</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="top"></a>Comportamento da frequ&ecirc;ncia   card&iacute;aca em adulto jovem durante exerc&iacute;cio f&iacute;sico e   atividade sexual</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">C&iacute;cero Augusto de   Souza<sup>I</sup>; Fernando Luiz Cardoso<sup>II</sup>; Rozana Aparecida   Silveira<sup>II</sup>; Priscilla Geraldine   Wittkopf<sup>II</sup></font><font size="2" face="Verdana"></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Servi&ccedil;o de   Reabilita&ccedil;&atilde;o Cardiovascular do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina    <br>     <sup>II</sup>Laborat&oacute;rio de   G&ecirc;nero, Sexualidade e Corporeidade da Universidade do Estado de Santa Catarina   &#150; UDESC</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O comportamento da   frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca (FC) frente &agrave;s atividades f&iacute;sicas e no ato sexual se   configura como uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es dos pacientes ap&oacute;s um evento   cardiovascular. Apesar de o esfor&ccedil;o intenso ser um dos fatores precipitantes de   infarto agudo do mioc&aacute;rdio e morte s&uacute;bita, o disp&ecirc;ndio metab&oacute;lico nas   atividades cotidianas &eacute; discreto e pode ser mantido pela grande maioria dos   pacientes. O objetivo deste estudo foi avaliar a rela&ccedil;&atilde;o da FC no teste de   esfor&ccedil;o m&aacute;ximo com aquela encontrada durante as atividades cotidianas. Trata-se   de estudo de caso com um homem, 36 anos, sem evid&ecirc;ncia de doen&ccedil;a cardiovascular.   O sujeito foi submetido a um teste ergom&eacute;trico m&aacute;ximo em esteira rolante, sob o   protocolo de rampa. O comportamento da FC foi monitorado durante 14 dias,   atrav&eacute;s de um frequenc&iacute;metro port&aacute;til. No per&iacute;odo, seis atividades distintas   foram selecionadas: uma sess&atilde;o de caminhada a 5km/h, uma de trote/corrida a   6,5km/h, uma partida de futebol recreativo, uma atividade sexual com a   parceira, autoestimula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da masturba&ccedil;&atilde;o e um per&iacute;odo de sono. Como   resultado, a pr&aacute;tica de futebol recreativo foi caracterizada como intensa e   muito intensa e a atividade sexual e a masturba&ccedil;&atilde;o tiveram eleva&ccedil;&otilde;es discretas   na FC, e o orgasmo atingiu intensidade semelhante &agrave; da caminhada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>frequ&ecirc;ncia   card&iacute;aca, comportamento sexual, exerc&iacute;cio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O medo de morte s&uacute;bita   durante o ato sexual &eacute; queixa frequente entre pacientes convalescentes de   infarto agudo do mioc&aacute;rdio (IAM). O aumento na frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca (FC)   proveniente do cl&iacute;max, somado &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o do grau de ofeg&acirc;ncia e a sensa&ccedil;&atilde;o de   fadiga p&oacute;s-coito causam ansiedade e dificultam o retorno &agrave; atividade sexual   ap&oacute;s evento card&iacute;aco<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O primeiro grande estudo   sobre o comportamento cardiovascular durante a atividade sexual, publicado em   1966 com dados de casais monitorados em ambientes de laborat&oacute;rio, revelaram que   o disp&ecirc;ndio de energia era semelhante ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico vigoroso, com   eleva&ccedil;&otilde;es da FC alcan&ccedil;ando 140-180bpm e a press&atilde;o arterial subindo, em m&eacute;dia,   80mmHg de sist&oacute;lica e 50mmHg de diast&oacute;lica<sup>2</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Embora naquela &eacute;poca fosse   dif&iacute;cil avaliar com precis&atilde;o o comportamento do cora&ccedil;&atilde;o, o advento de aparelhos   port&aacute;teis e que pudessem ser utilizados no conforto do lar trouxeram   informa&ccedil;&otilde;es mais fidedignas. Os par&acirc;metros hemodin&acirc;micos da atividade sexual   dos estudos mais recentes revelam que o ato sexual se assemelha ao exerc&iacute;cio de   leve a moderada intensidade, e a FC atinge 60 a 70% da FC m&aacute;xima<sup>3,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, o objetivo   deste estudo foi conhecer a rela&ccedil;&atilde;o entre a FC das atividades do dia a dia com   a obtida no teste ergom&eacute;trico m&aacute;ximo. Para tanto, o volunt&aacute;rio recebeu   instru&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; participa&ccedil;&atilde;o na pesquisa e assinou o Termo de   Consentimento Livre e Esclarecido, cumprindo as normas da resolu&ccedil;&atilde;o 196/96. O   estudo foi registrado no Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto de   Cardiologia de Santa Catarina sob o n&uacute;mero 127/2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>RELATO DO CASO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de estudo de caso   com um homem, 36 anos, uni&atilde;o conjugal e parceira sexual est&aacute;vel, fisicamente   ativo (2x/semana) e sem evid&ecirc;ncia de doen&ccedil;a cardiovascular. Apresenta &iacute;ndice de   massa corporal de 26,2kg/m&sup2;   (84kg e 1,79m), normotenso, nega tabagismo, diabetes e hipercolesterolemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sujeito foi submetido a um teste   ergom&eacute;trico (TE) m&aacute;ximo em esteira rolante, sob o protocolo de rampa, com   incremento de carga a cada minuto at&eacute; a exaust&atilde;o, atingindo 183bpm. O   comportamento da FC foi monitorado durante 14 dias, atrav&eacute;s de um   frequenc&iacute;metro port&aacute;til da marca Polar, modelo RS400 (Polar Inc, Finl&acirc;ndia). A   intensidade do esfor&ccedil;o foi padronizada e considerou exerc&iacute;cio leve aquele at&eacute;   70% da FC m&aacute;xima, moderado de 71 a 80%, intenso de 81 a 90% e muito intenso   acima de 91%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo, seis atividades distintas foram   selecionadas: uma sess&atilde;o de caminhada a 5km/h, uma de trote/corrida a 6,5km/h,   uma partida de futebol recreativo, uma atividade sexual com a parceira, uma   autoestimula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da masturba&ccedil;&atilde;o e um per&iacute;odo de sono (<a href="#fig01">figura 1</a>). As   sess&otilde;es de exerc&iacute;cio foram realizadas ao ar livre e as atividades sexuais no   conforto do lar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig01"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n5/a13fig01.jpg" width="398" height="310"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As atividades externas foram precedidas de   10 minutos de aquecimento e o pico de FC para caminhada, trote/corrida e   futebol recreativo foi de 76%, 86% e 95% da FC m&aacute;xima, respectivamente. A   atividade sexual e a masturba&ccedil;&atilde;o mantiveram a FC entre 40 e 55% da capacidade   no per&iacute;odo de intromiss&atilde;o, com picos de 78% e 64% no orgasmo, respectivamente.   A FC retornou aos n&iacute;veis pr&oacute;ximos ao basal em tr&ecirc;s a quatro minutos. Outras   informa&ccedil;&otilde;es podem ser vistas na <a href="#tab01">tabela 1</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbme/v18n5/a13tab01.jpg" width="400" height="222"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de diversos fatores estarem   associados ao desencadeamento de IAM e morte s&uacute;bita, o exerc&iacute;cio f&iacute;sico e a   atividade sexual representam as principais preocupa&ccedil;&otilde;es dos estudos com   sujeitos convalescentes de eventos cardiovasculares<sup>5,6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora se acredite que a atividade sexual   seja um est&iacute;mulo intenso ao sistema cardiovascular, existem evid&ecirc;ncias de que o   disp&ecirc;ndio metab&oacute;lico &eacute; discreto e que o aumento na FC se assemelha aos   exerc&iacute;cios de leve a moderada intensidade<sup>3,4,7,8</sup>. Seguindo o mesmo   racioc&iacute;nio, nosso estudo comparou diferentes intensidades de atividades f&iacute;sicas   e corroborou que o comportamento da FC no ato sexual &eacute; de leve intensidade e   que o orgasmo atinge o equivalente a caminhada a 5km/h, com o pico do esfor&ccedil;o   atingindo 78% da FC m&aacute;xima (intensidade moderada).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudando jovens adultos de 24 a 40 anos,   Nemec <i>et al.</i><sup>4</sup> observaram que a FC oscilou de 60 a 92bpm (31 a   48%) durante o per&iacute;odo de intromiss&atilde;o, atingindo 117bpm (61%) no orgasmo e   retornando a 69bpm em 120 segundos ap&oacute;s o t&eacute;rmino da atividade. Nesse estudo   n&atilde;o foi encontrada diferen&ccedil;a na FC nas diferentes posi&ccedil;&otilde;es sexuais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em homens de meia-idade (40 a 61 anos),   Larson <i>et al.</i><sup>7</sup> encontraram FC m&eacute;dia de 98bpm (57%) durante a   fase de intromiss&atilde;o e 123bpm (72%) no orgasmo. Resultados similares foram   encontrados em portadores de doen&ccedil;a coronariana, com FC m&eacute;dia de 93bpm (54%) e   115bpm (68%) na intromiss&atilde;o e orgasmo, respectivamente. Em ambos os grupos, a   FC retornou aos valores basais em tr&ecirc;s a quatro minutos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudo mais recente, Palmeri <i>et al.</i><sup>3</sup> relacionaram a FC obtida num teste ergom&eacute;trico m&aacute;ximo com aquela encontrada na   atividade sexual de 19 homens de 40 a 75 anos (55 anos) e conclu&iacute;ram que a   rela&ccedil;&atilde;o com a parceira habitual apresenta demanda cardiovascular moderada,   semelhante &agrave;quela encontrada no segundo est&aacute;gio do protocolo de Bruce.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As recomenda&ccedil;&otilde;es para a libera&ccedil;&atilde;o segura &agrave;   atividade sexual ap&oacute;s algum evento card&iacute;aco se baseiam em estudos realizados   entre parceiros habituais e com mensura&ccedil;&otilde;es de FC e PA no conforto de seus   lares. Em situa&ccedil;&otilde;es extraconjugais, al&eacute;m da falta de crit&eacute;rios &eacute;ticos para sua   avalia&ccedil;&atilde;o, h&aacute; dificuldade em avaliar o quanto a excita&ccedil;&atilde;o proveniente de uma   rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o convencional interfere nos aspectos metab&oacute;licos e cardiovasculares.   Por&eacute;m, sabe-se que a demanda cardiovascular no orgasmo extraconjugal &eacute; mais   alta<sup>9</sup>, o que pode ser um fator que justifique o maior risco de morte   s&uacute;bita que a rela&ccedil;&atilde;o com a parceira habitual. Dados de dois grandes estudos   retrospectivos realizados em mais de 40 mil aut&oacute;psias revelaram que a atividade   sexual estava relacionada com menos de 1% das mortes e que, em ambos, rela&ccedil;&otilde;es   extraconjugais representavam mais de 60% dos casos<sup>10,11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Enquanto a atividade sexual &eacute; respons&aacute;vel   pelo desencadeamento de menos de 1% dos casos de IAM<sup>5</sup>, o exerc&iacute;cio   de alta intensidade responde por 7% dos eventos card&iacute;acos agudos. O risco   relativo de um epis&oacute;dio isolado de exerc&iacute;cio intenso desencadear IAM e MS &eacute; de   3,45 e 4,98, respectivamente. Paradoxalmente, a pr&aacute;tica regular diminui esse   risco, e cada dia a mais de exerc&iacute;cio na semana reduz em 45% a chance de IAM e   em 30% a chance morte s&uacute;bita<sup>6</sup>. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores agradecem ao volunt&aacute;rio pela   participa&ccedil;&atilde;o e aos profissionais do Instituto de Cardiologia pelo apoio durante   as fases deste projeto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Kavanagh   T, Shephard RJ. Sexual activity after myocardial infarction. Can Med Assoc J   1977;116:1250-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000052&pid=S1517-8692201200050001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Masters   WH, Johnson VE. Human sexual response. Boston: Little, Brown, 1966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000054&pid=S1517-8692201200050001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Palmeri   ST, Kostis JB, Casazza L, Sleeper LA, Lu M, Nezgoda J, Rosen RS, et al. Heart   rate and blood pressure response in adult men and women during exercise and   sexual activity. Am J Cardiol 2007;100:1795-801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000056&pid=S1517-8692201200050001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Nemec   ED, Mansfield L, Kennedy JW. Heart rate and blood pressure responses during   sexual activity in normal males. Am Heart J 1976;92:274-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000058&pid=S1517-8692201200050001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Muller   JE, Mittleman MA, Maclure M, Sherwood, JB, Tofler GH. Triggering myocardial   infarction by sexual activity: low absolute risk and prevention by regular   physical exertion. JAMA 1996;275:1405-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000060&pid=S1517-8692201200050001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Dahabreh   IJ, Paulus JK. Association of episodic physical and sexual activity with   triggering of acute cardiac events. JAMA 2011;305:1225-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000062&pid=S1517-8692201200050001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Larson   JL, McNaughton, Kennedy JW, Mansfield LW. Heart rate and blood pressure   responses to sexual activity and stair-climbing test. Heart &amp; Lung   1980;9:1025-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000064&pid=S1517-8692201200050001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Xue-rui   T, Ying L, Da-zhong Y, Xiao-jun C. Changes of bloor pressure and heart rate   during sexual activity in health adults. Blood Press Monit 2008;13:211-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S1517-8692201200050001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Cantwell   JD. Sex and the heart. Med Aspects Hum Sex 1981;15:14-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S1517-8692201200050001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Parzeller   M, Bux R, Raschka C, Bratzke H. Sudden cardiovascular death associated with   sexual activity: A forensic autopsy study 1972-2004. Forensic Sci Med Pathol 2006;2:109-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S1517-8692201200050001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Ueno M. The   so-called coital death. Jpn   J Legal Med 1963;127:333-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S1517-8692201200050001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rbme/v18n5/seta.jpg" width="15" height="17" border="0"></a><b>Correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Adolfo Donato   Silva, s/n, Praia Comprida, S&atilde;o Jos&eacute;&nbsp;     <br>   88103-450 &#150; Santa   Catarina, Brasil.    <br>   E-mail: <a href="mailto:grdpri@hotmail.com">grdpri@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todos os autores declararam n&atilde;o haver qualquer potencial conflito   de interesses referente a este artigo.</font></p>     ]]></body>
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