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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Proteções solares no regulamento brasileiro de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Technical Quality Regulation on the Energy Efficiency of Commercial, Service and Public Buildings (RTQ-C) is the Brazilian reference for evaluating the energy performance of buildings. This study focuses on the influence of solar protection devices in building consumption based on this code. A building without solar devices is analysed under the prescriptive method of RTQ-C. Overhangs and lightshelves are designed for the building and the performance under RTQ-C is recalculated. Then, the same devices are applied to a room in the building. The total energy consumption of the room with and without solar devices is obtained through computer simulation. The results of this process are the basis for a discussion about the performance evaluation criterion of the prescriptive method of RTQ-C. The main results reinforce that the geometry and solar orientation of a device must be considered, although the prescriptive RTQ-C does not consider those aspects.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Código de energia em edifícios]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Prote&ccedil;&otilde;es    solares no regulamento brasileiro de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica de edif&iacute;cios    comerciais, de servi&ccedil;os e p&uacute;blicos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Solar protections    in the brazilian regulation on the energy efficiency of commercial, service    and public buildings</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Iara Gon&ccedil;alves dos Santos<sup>I</sup>; Roberta Vieira Gon&ccedil;alves de Souza<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Escola de Arquitetura. Universidade Federal de Minas Gerais. Rua Para&iacute;ba, 697, Sala 319, Funcion&aacute;rios. Belo Horizonte - MG -Brasil. CEP 30130-140. Tel.: (31) 3269-1823. E-mail: <a href="mailto:iaragds@yahoo.com.br">iaragds@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo. Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: <a href="mailto:robertavgs2@gmail.com">robertavgs2@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Regulamento T&eacute;cnico da Qualidade para Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edif&iacute;cios Comerciais, de Servi&ccedil;os e P&uacute;blicos (RTQ-C) &eacute; a refer&ecirc;ncia brasileira para avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho energ&eacute;tico de edif&iacute;cios. O presente trabalho enfoca a influ&ecirc;ncia de prote&ccedil;&otilde;es solares no desempenho de edif&iacute;cios a partir deste documento. Para isto, o RTQ-C &eacute; aplicado a um projeto de edifica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o possui tais dispositivos. Prote&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ent&atilde;o aplicadas ao edif&iacute;cio e o desempenho energ&eacute;tico &eacute; calculado pelo m&eacute;todo prescritivo do RTQ. Por simula&ccedil;&atilde;o computacional, as mesmas prote&ccedil;&otilde;es s&atilde;o inseridas em um ambiente-padr&atilde;o do pr&eacute;dio e obt&ecirc;m-se dados de consumo de energia total e com ilumina&ccedil;&atilde;o. Ao longo do estudo, discute-se os resultados obtidos pelo m&eacute;todo prescritivo e por simula&ccedil;&atilde;o com o objetivo de levantar considera&ccedil;&otilde;es sobre a metodologia de an&aacute;lise de envolt&oacute;ria pelo Regulamento. Paralelamente, buscou-se avaliar o desempenho de brises e de prateleiras de luz dimensionados pelo m&eacute;todo da Temperatura Neutra. Os principais resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de se considerar a geometria e a orienta&ccedil;&atilde;o solar dos dispositivos no desempenho, fatores que n&atilde;o s&atilde;o avaliados pelo RTQ-C prescritivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> C&oacute;digo de energia em edif&iacute;cios. Simula&ccedil;&atilde;o de desempenho de edif&iacute;cio. Dispositivo de prote&ccedil;&atilde;o solar.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The Technical Quality Regulation on the Energy Efficiency of Commercial, Service and Public Buildings (RTQ-C) is the Brazilian reference for evaluating the energy performance of buildings. This study focuses on the influence of solar protection devices in building consumption based on this code. A building without solar devices is analysed under the prescriptive method of RTQ-C. Overhangs and lightshelves are designed for the building and the performance under RTQ-C is recalculated. Then, the same devices are applied to a room in the building. The total energy consumption of the room with and without solar devices is obtained through computer simulation. The results of this process are the basis for a discussion about the performance evaluation criterion of the prescriptive method of RTQ-C. The main results reinforce that the geometry and solar orientation of a device must be considered, although the prescriptive RTQ-C does not consider those aspects.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> Building energy code. Building performance simulation. Solar protection device.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil entrou em vigor em 2009 o "Regulamento T&eacute;cnico da Qualidade para Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edif&iacute;cios Comerciais, de Servi&ccedil;os e P&uacute;blicos", aqui abreviado como RTQ- C. A primeira revis&atilde;o do documento ocorreu em 2010 e permanece em vigor. O documento permite a avalia&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio por um m&eacute;todo prescritivo ou por simula&ccedil;&atilde;o computacional, classificando o desempenho dele e de seus sistemas (envolt&oacute;ria, ilumina&ccedil;&atilde;o e ar condicionado) de n&iacute;vel "A", mais eficiente, a "E", menos eficiente (BRASIL, 2010a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No RTQ-C prescritivo, a influ&ecirc;ncia das prote&ccedil;&otilde;es solares no consumo &eacute; relacionada a apenas uma caracter&iacute;stica: aos &acirc;ngulos que formam com as aberturas. N&atilde;o s&atilde;o considerados geometrias, tipos de acabamento, refletividade da superf&iacute;cie, entre outros fatores relevantes para o desempenho dos dispositivos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, este trabalho discute como o m&eacute;todo prescritivo aborda o efeito de prote&ccedil;&otilde;es solares no desempenho energ&eacute;tico de envolt&oacute;rias a partir de um estudo de caso. S&atilde;o avaliados <i>brises</i> e prateleiras de luz, tanto pelo m&eacute;todo prescritivo do Regulamento quanto por simula&ccedil;&atilde;o computacional. Com isso s&atilde;o levantadas algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre a metodologia de an&aacute;lise desses dispositivos presentes no Regulamento brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Regulamento, a avalia&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria de um edif&iacute;cio baseia-se em dois fatores: no cumprimento de itens prescritivos e no resultado do chamado Indicador de Consumo da Envolt&oacute;ria (ICenv). Esse indicador resulta da combina&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas do edif&iacute;cio numa equa&ccedil;&atilde;o, a qual varia para cada Zona Bioclim&aacute;tica brasileira (ABNT, 2005) e conforme a &aacute;rea de proje&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio. Todas as equa&ccedil;&otilde;es foram geradas a partir de estudos de consumo energ&eacute;tico em prot&oacute;tipos de edif&iacute;cios simulados por computador. O exemplo abaixo apresenta a equa&ccedil;&atilde;o utilizada neste trabalho, v&aacute;lida para edif&iacute;cios localizados na Zona Bioclim&aacute;tica 3 e cuja &aacute;rea de proje&ccedil;&atilde;o &eacute; superior a 500 m<sup>2 </sup>(BRASIL, 2010a):</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ac/v12n1/a15equ01.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Onde:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ICenv: indicador de consumo da envolt&oacute;ria (adimensional);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FA: fator altura (adimensional) = A<sub>pe</sub> / A<sub>tot</sub>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FF: fator de forma (adimensional) = A<sub>env</sub> / V<sub>tot</sub>;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A<sub>pe</sub>: &aacute;rea de proje&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio (m<sup>2</sup>);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A<sub>tot</sub>: &aacute;rea total de piso (m<sup>2</sup>);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A<sub>env</sub>: &aacute;rea da envolt&oacute;ria (m<sup>2</sup>);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V<sub>tot</sub>: volume total da edifica&ccedil;&atilde;o (m<sup>3</sup>);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PAF<sub>T</sub>: percentual de abertura na fachada total (%);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FS: fator solar m&eacute;dio dos vidros (adimensional);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AVS: &acirc;ngulo vertical de sombreamento, relativo a prote&ccedil;&otilde;es solares horizontais (adimensional); e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AHS: &acirc;ngulo horizontal de sombreamento, relativo a prote&ccedil;&otilde;es solares verticais (adimensional).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O IC<sub>env</sub> determina, em parte, o n&iacute;vel de classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria de "A" a "E". Seu valor &eacute; enquadrado em uma escala num&eacute;rica, cujos intervalos s&atilde;o calculados conforme limites de consumo admiss&iacute;veis para cada n&iacute;vel (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15tab01m.jpg">Tabela 1</a> e Equa&ccedil;&atilde;o 2, em nota da Tabela). O limite m&aacute;ximo &eacute; encontrado aumentando-se a &aacute;rea de aberturas do edif&iacute;cio e reduzindo-se o fator solar dos vidros (retoma-se Eq.1 com PAFt = 0,60; FS = 0,61). Para o limite m&iacute;nimo, o percentual de &aacute;rea de abertura &eacute; reduzido e &eacute; usado fator solar t&iacute;pico de vidros comuns de 3 mm de espessura (faz-se PAFt = 0,05; FS = 0,87). Nessa escala, as prote&ccedil;&otilde;es solares s&atilde;o eliminadas (faz-se AVS=0; AHS=0).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os par&acirc;metros AVS e AHS da equa&ccedil;&atilde;o de IC<sub>env</sub> ponderam a influ&ecirc;ncia das prote&ccedil;&otilde;es solares no consumo do edif&iacute;cio. Resultam da m&eacute;dia dos &acirc;ngulos formados entre o plano do vidro e a extremidade da prote&ccedil;&atilde;o horizontal (AVS) ou vertical (AHS) de todas as aberturas. Pelo Regulamento, o &acirc;ngulo m&aacute;ximo que pode ser aplicado na equa&ccedil;&atilde;o &eacute; 45ºpara "&#91;...&#93; evitar o uso de prote&ccedil;&otilde;es excessivas que possam prejudicar a penetra&ccedil;&atilde;o da luz natural difusa nos ambientes internos&#91;...&#93;" (BRASIL, 2008b, p. 18). Para algumas zonas, o &acirc;ngulo m&aacute;ximo &eacute; ainda mais restritivo. Contudo, o documento adverte que</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>  <i>&#91;...&#93; esta exig&ecirc;ncia n&atilde;o determina o dimensionamento das prote&ccedil;&otilde;es solares. Elas devem ser projetadas para evitar o sobreaquecimento dos ambientes internos considerando as necessidades de sombreamento espec&iacute;ficas do edif&iacute;cio, as condi&ccedil;&otilde;es sazonais do clima local (trajet&oacute;ria solar e temperaturas) e a orienta&ccedil;&atilde;o de cada fachada &#91;...&#93; (BRASIL, 2010a, p. 31).</i>  </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Gutierrez e Labaki (2003), a efetividade da prote&ccedil;&atilde;o solar sobre a envolt&oacute;ria depende da dist&acirc;ncia relativa &agrave; fachada, o que influi na transmiss&atilde;o de calor, do coeficiente de reflex&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o do material relativo &agrave; radia&ccedil;&atilde;o solar, e da geometria do elemento, a qual influi na capacidade de sombreamento em fun&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria solar. Entretanto, nessa vers&atilde;o prescritiva do RTQ-C, somente o &acirc;ngulo do dispositivo pode ser considerado. Al&eacute;m disso, as tipologias de prote&ccedil;&atilde;o solar que podem ser contabilizadas restringem-se &agrave;quelas cont&iacute;nuas em contato direto com a fachada, &agrave;s vazadas (tipo pergolado ou laminadas), cujas aletas est&atilde;o paralelas &agrave; abertura e sem grande distanciamento entre si, &agrave;s prote&ccedil;&otilde;es paralelas externas &agrave; abertura (p&oacute;rticos, chapas perfuradas, etc.), que est&atilde;o fisicamente conectadas ao edif&iacute;cio e distanciadas do plano de vidro a at&eacute; uma altura equivalente &agrave; do v&atilde;o. E n&atilde;o h&aacute; diferencia&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&otilde;es m&oacute;veis, as quais devem ser avaliadas como fixas considerando seu &acirc;ngulo m&aacute;ximo de sombreamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisa apresentada pelo Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) relata que 15,7% dos edif&iacute;cios comerciais brasileiros utilizam algum tipo de prote&ccedil;&atilde;o externa. Toldos e venezianas s&atilde;o os mais usados; juntos n&atilde;o chegam a 10% da amostra avaliada. Brises correspondem a 2,8%, prateleiras de luz, a 0,3%. O Minist&eacute;rio reconhece que a ocorr&ecirc;ncia &eacute; baixa, havendo espa&ccedil;o para incentivo de uso desses dispositivos atrav&eacute;s de programa de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica (BRASIL, 2008a).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos trabalhos no Brasil investigaram a redu&ccedil;&atilde;o no consumo de energia el&eacute;trica anual de edif&iacute;cios com a utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>brises</i>, atrav&eacute;s de simula&ccedil;&atilde;o computacional. Como exemplo, Signor (1999) desenvolveu equa&ccedil;&otilde;es para caracterizar o consumo de edif&iacute;cios de escrit&oacute;rios para diversas capitais brasileiras. A partir dos dados apresentados, pode-se inferir que a redu&ccedil;&atilde;o por <i>brises </i>horizontais ficou entre 3% e 14%. Santana (2006) inseriu <i>brises</i> verticais e horizontais com um &acirc;ngulo m&aacute;ximo de 45ºem um caso-base de escrit&oacute;rio de Florian&oacute;polis, encontrando at&eacute; 11,6% de diminui&ccedil;&atilde;o. Carlo (2008) variou caracter&iacute;sticas construtivas de prot&oacute;tipos de edifica&ccedil;&otilde;es comerciais atrav&eacute;s do software EnergyPlus, identificando que as prote&ccedil;&otilde;es solares est&atilde;o atr&aacute;s apenas do percentual de &aacute;rea de janela na fachada como medida de conserva&ccedil;&atilde;o de energia (MCE), com maior potencial de proporcionar resultados vantajosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre as prateleiras de luz, foram feitos estudos de desempenho t&eacute;rmico e luminoso. Macedo e Pereira (2003) usaram modelos em escala sob o c&eacute;u real de Florian&oacute;polis (latitude 27ºS) e comprovaram que a prateleira de luz espelhada promoveu melhor distribui&ccedil;&atilde;o interna da luz e menor ganho de calor em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; abertura sem prote&ccedil;&atilde;o. Santos e Bastos (2008) analisaram por software um escrit&oacute;rio de planta livre no Rio de Janeiro (latitude 22ºS) e conclu&iacute;ram que prateleiras de luz usadas como prote&ccedil;&atilde;o solar externa, com vidros de baixa transmiss&atilde;o vis&iacute;vel at&eacute; o n&iacute;vel dos olhos do usu&aacute;rio e maior transmiss&atilde;o no alto da janela, melhoram a distribui&ccedil;&atilde;o da luz natural sem afetar o conforto visual do ocupante. Diferenciando o desempenho por orienta&ccedil;&atilde;o solar, conclu&iacute;ram que a prateleira a sul foi menos eficiente do que a norte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aspecto importante das prote&ccedil;&otilde;es solares &eacute; seu dimensionamento correto. Pereira e Souza (2008) prop&otilde;em um m&eacute;todo orientado ao conforto t&eacute;rmico, que correlaciona os seguintes fatores: o tamanho da abertura em rela&ccedil;&atilde;o ao piso, o uso do edif&iacute;cio, a radia&ccedil;&atilde;o solar incidente na fachada e, por fim, a temperatura na qual uma popula&ccedil;&atilde;o local em atividade sedent&aacute;ria est&aacute; aclimatada e sente-se confort&aacute;vel. Esta &eacute; denominada Temperatura Neutra (T<sub>n</sub>), a qual depende da temperatura m&eacute;dia mensal do ar (T<sub>e</sub>):</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ac/v12n1/a15equ03.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O &acirc;ngulo da prote&ccedil;&atilde;o &eacute; obtido por transferidor auxiliar sobreposto a um diagrama de radia&ccedil;&atilde;o incidente em plano vertical e a uma carta solar para a latitude local. Essa carta &eacute; previamente colorida segundo faixas de temperatura aceit&aacute;veis segundo o conceito da Temperatura Neutra, a partir de dados de Normais Climatol&oacute;gicas (BRASIL, 1992).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir apresenta-se como exemplo a tabela temperatura hor&aacute;ria m&eacute;dia mensal para a cidade de Belo Horizonte, colorida conforme os limites de Temperatura Neutra (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig01m.jpg">Figura 1</a>). Essa identifica&ccedil;&atilde;o hor&aacute;ria de cores &eacute; adaptada para a carta solar (<a href="#fig02">Figura 2</a>), sobre a qual &eacute; poss&iacute;vel determinar os &acirc;ngulos de prote&ccedil;&atilde;o desej&aacute;veis para um ambiente conforme a temperatura externa.</font></p>     <p><a name="fig02"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse m&eacute;todo de dimensionamento por Temperatura Neutra foi desenvolvido inicialmente no Laborat&oacute;rio de Conforto Ambiental da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. Posteriormente, foi incorporado ao primeiro regulamento brasileiro aplic&aacute;vel a edif&iacute;cios residenciais (BRASIL, 2010b). Nesse documento para habita&ccedil;&otilde;es encontram-se informa&ccedil;&otilde;es mais detalhadas sobre o dimensionamento de prote&ccedil;&otilde;es solares por esse m&eacute;todo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; prov&aacute;vel que tal m&eacute;todo seja introduzido tamb&eacute;m no Regulamento para Edif&iacute;cios Comerciais, P&uacute;blicos e de Servi&ccedil;os. O tema est&aacute; sob avalia&ccedil;&atilde;o, pois podem ser necess&aacute;rias adapta&ccedil;&otilde;es no m&eacute;todo para que n&atilde;o haja conflito entre ele e a equa&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo prescritivo, a qual j&aacute; incorpora  &acirc;ngulos de sombreamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora n&atilde;o nesta ordem, a metodologia deste estudo organiza-se sob a seguinte estrutura:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(a) an&aacute;lise param&eacute;trica da equa&ccedil;&atilde;o de ICenv para avaliar como ela considera a influ&ecirc;ncia de prote&ccedil;&otilde;es solares quaisquer no consumo de um edif&iacute;cio real;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(b) dimensionamento de prote&ccedil;&otilde;es consideradas ideais para o edif&iacute;cio segundo:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- a equa&ccedil;&atilde;o de ICenv do RTQ-C; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- o m&eacute;todo da Temperatura Neutra (T<sub>n</sub>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(c) avalia&ccedil;&atilde;o do efeito dessas prote&ccedil;&otilde;es no desempenho energ&eacute;tico atrav&eacute;s de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- resultado da equa&ccedil;&atilde;o de ICenv e classifica&ccedil;&atilde;o geral da envolt&oacute;ria pelo RTQ-C; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">- simula&ccedil;&atilde;o computacional de um ambiente padr&atilde;o do edif&iacute;cio nos quais as prote&ccedil;&otilde;es foram aplicadas. S&atilde;o avaliados dados de consumo energ&eacute;tico total, consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o, ganho de calor atrav&eacute;s da fachada e do vidro, contemplando varia&ccedil;&otilde;es na geometria da prote&ccedil;&atilde;o e no tipo de vidro aplicado na abertura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(d) avalia&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica comparativa entre os dois m&eacute;todos, tanto pela equa&ccedil;&atilde;o de RTQ-C quanto por simula&ccedil;&atilde;o computacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Detalhamento do m&eacute;todo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como estudo de caso, foi escolhido um edif&iacute;cio sujeito ao RTQ-C e cujo projeto original n&atilde;o prev&ecirc; prote&ccedil;&otilde;es sobre as aberturas. E, nesse edif&iacute;cio, selecionou-se um ambiente representativo em termos de consumo cuja abertura serviu de refer&ecirc;ncia para o dimensionamento de prote&ccedil;&otilde;es pelo m&eacute;todo da Temperatura Neutra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi escolhido o projeto do edif&iacute;cio-sede do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de Minas Gerais (TJMG, <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig03m.jpg">Figura 3</a>). O pr&eacute;dio ser&aacute; localizado na &aacute;rea urbana central da cidade de Belo Horizonte (19º55'S e 43º56'O, Zona Bioclim&aacute;tica 3). Projetado com &aacute;rea total de 136.647,36 m<sup>2</sup>, possui duas torres externas de onze pavimentos e duas torres internas de sete pavimentos cada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ambiente de refer&ecirc;ncia &eacute; denominado gabinete. Possui 29,5 m<sup>2</sup>, projetado para ser um escrit&oacute;rio. Repete-se no edif&iacute;cio em quatro orienta&ccedil;&otilde;es solares, totalizando 12.093,00 m<sup>2</sup>. Representa cerca de 17,5% da &aacute;rea &uacute;til do edif&iacute;cio e cerca de 9% da &aacute;rea total do pr&eacute;dio. Portanto, an&aacute;lises de seu consumo podem ser ampliadas a parte significativa da edifica&ccedil;&atilde;o. Como equipamentos, possui seis lumin&aacute;rias para duas l&acirc;mpadas fluorescentes de 28 W/220 V, com reatores eletr&ocirc;nicos, com fileira de lumin&aacute;rias pr&oacute;ximo &agrave; janela com acionamento independente. A climatiza&ccedil;&atilde;o &eacute; feita por fancoletes apenas para resfriamento, com condi&ccedil;&otilde;es internas mantidas a 24 ºC (TBS), ±2 ºC, e umidade relativa de 50%. As maiores dimens&otilde;es internas do ambiente s&atilde;o 3,83 m x 8,13 m. O gabinete possui p&eacute;-direito total de 4,02 m, sendo 2,75 m do piso elevado ao forro. As reflet&acirc;ncias de paredes e forro s&atilde;o consideradas de 90%, e do piso, de 30%. H&aacute; uma &uacute;nica abertura para ao exterior, de 3,83 m x 1,55 m / 1,05 m. A <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig04m.jpg">Figura 4</a> apresenta a planta do pavimento-tipo e destaca um exemplo desse ambiente padr&atilde;o com leiaute interno e lumin&aacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Escolhido o edif&iacute;cio, aplicou-se a equa&ccedil;&atilde;o de ICenv para obter seu n&iacute;vel de classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria pelo m&eacute;todo prescritivo do RTQ-C (Equa&ccedil;&otilde;es 1 e 2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de avaliar-se a influ&ecirc;ncia das prote&ccedil;&otilde;es na classifica&ccedil;&atilde;o final de desempenho da envolt&oacute;ria, fez-se um estudo do comportamento da equa&ccedil;&atilde;o de indicador de consumo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas desse edif&iacute;cio. Para isso, baseandose em trabalho semelhante de Carlo (2008), variaram-se apenas dados de AVS e AHS na Equa&ccedil;&atilde;o 1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessa an&aacute;lise, identificou-se a combina&ccedil;&atilde;o de AVS e AHS que produz o menor ICenv para o edif&iacute;cio. Ou seja, quais &acirc;ngulos de prote&ccedil;&otilde;es solares contribuiriam para a redu&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima no consumo de energia do TJMG, conforme os crit&eacute;rios do RTQ-C. Com esses &acirc;ngulos determinaram-se dois <i>brises</i> horizontais, nomeados RTQ e RTQ-2 (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig06m.jpg">Figura 6</a>). Ambos oferecem a mesma prote&ccedil;&atilde;o contra a radia&ccedil;&atilde;o solar direta. Entretanto, RTQ &eacute; uma l&acirc;mina &uacute;nica e RTQ-2 possui duas l&acirc;minas paralelas. Por simula&ccedil;&atilde;o, esses <i>brises </i>foram aplicados ao ambiente padr&atilde;o para investigar o efeito no consumo de energia, que &eacute; provocado por geometrias diferentes advindas de um mesmo conjunto de &acirc;ngulos. Como o Regulamento n&atilde;o estabelece distin&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios para as prote&ccedil;&otilde;es solares dependendo da orienta&ccedil;&atilde;o da fachada na equa&ccedil;&atilde;o de ICenv, o mesmo racioc&iacute;nio foi aplicado no estudo dessas prote&ccedil;&otilde;es por simula&ccedil;&atilde;o: repetem-se sem altera&ccedil;&atilde;o em todas as orienta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seguida, definiram-se &acirc;ngulos de prote&ccedil;&otilde;es horizontais pelo m&eacute;todo da Temperatura Neutra (T<sub>n</sub>) para a janela do ambiente de refer&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tomou-se a varia&ccedil;&atilde;o da orienta&ccedil;&atilde;o dessa abertura para norte, sul, leste e oeste, ou seja, considerandose apenas os pontos cardeais, conforme demanda o RTQ-C prescritivo. Novo ICenv foi calculado considerando-se as prote&ccedil;&otilde;es estendidas sobre as fachadas correspondentes. Para a etapa de simula&ccedil;&atilde;o, com os &acirc;ngulos obtidos por T<sub>n</sub>, dimensionaram-se <i>brises </i>e prateleiras de luz (Figura 5), com o objetivo de avaliar o desempenho desses dois dispositivos e complementar o estudo de geometrias. Na simula&ccedil;&atilde;o das prateleiras, testaram-se tr&ecirc;s diferentes vidros da abertura (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15tab02m.jpg">Tabela 2</a>) para avaliar o efeito deles sobre o consumo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como mostrado na <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig05m.jpg">Figura 5</a>, para a simula&ccedil;&atilde;o de todas as prote&ccedil;&otilde;es foram gerados v&aacute;rios modelos computacionais do ambiente:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(a) um para o <i>brise</i> RTQ;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(b) outro para <i>brise</i> RTQ-2;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(c) quatro de <i>brises</i> por T<sub>n</sub>, sendo um para cada orienta&ccedil;&atilde;o solar; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(d) tamb&eacute;m quatro para prateleiras por T<sub>n</sub>, cujos vidros foram alterados tr&ecirc;s vezes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As prote&ccedil;&otilde;es foram aplicadas a um modelo original sem prote&ccedil;&otilde;es. O software EnergyPlus com arquivo clim&aacute;tico da cidade em formato TMY3 foi utilizado. Os padr&otilde;es de uso, bem como as cargas de equipamentos, de ilumina&ccedil;&atilde;o e de ocupa&ccedil;&atilde;o foram inseridos conforme caracter&iacute;sticas de projeto: ambiente em funcionamento ao longo do ano durante os dias &uacute;teis, entre 9h e 18h, contendo equipamentos para atividade de escrit&oacute;rio (computador e impressora, basicamente), iluminado por lumin&aacute;rias com pot&ecirc;ncia de 62 W cada e ocupado por uma pessoa. Para estudo do potencial de aproveitamento da ilumina&ccedil;&atilde;o natural, foram posicionados sensores internos em cada modelo, com regulagem cont&iacute;nua. O n&iacute;vel m&iacute;nimo de ilumin&acirc;ncia foi estabelecido em 300 lux, a partir da norma brasileira NBR-5413 (ABNT, 1992). O sistema de ar condicionado &eacute; por expans&atilde;o indireta com fancoletes, funcionando apenas para resfriamento do ambiente, com temperatura mantida a 24 ºC no hor&aacute;rio de 8h &agrave;s 18h. A infiltra&ccedil;&atilde;o do ar atrav&eacute;s das aberturas foi anulada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como resultados da simula&ccedil;&atilde;o do ambiente, foram obtidos dados de consumo de energia el&eacute;trica total, de consumo de energia el&eacute;trica devido &agrave; ilumina&ccedil;&atilde;o artificial e de ganho de calor pela fachada, em kWh ao ano. Tais sa&iacute;das foram geradas por orienta&ccedil;&atilde;o solar (azimute 0º, 90º, 180ºe 270º), sendo depois convertidas em m&eacute;dias por prot&oacute;tipo para facilitar a compara&ccedil;&atilde;o entre as prote&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>An&aacute;lise dos resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos resultados foi feita em tr&ecirc;s partes: an&aacute;lise pelo m&eacute;todo prescritivo, an&aacute;lise por simula&ccedil;&atilde;o e, ap&oacute;s essas an&aacute;lises, foram feitas compara&ccedil;&otilde;es entre os m&eacute;todos prescritivo e o de simula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de estudo de caso pelo m&eacute;todo prescritivo do RTQ-C</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os par&acirc;metros utilizados na equa&ccedil;&atilde;o de ICenv (Equa&ccedil;&atilde;o 1) foram levantados do projeto original, sendo eles:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ape = 8380,0 m<sup>2</sup>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atot = 136647,36 m<sup>2</sup>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FA = 0,06;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aenv = 38771,8 m<sup>2</sup>;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FF = 0,09;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PAFT=0,17;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">FS = 0,65;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AVS = 0; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">AHS=7,32.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se que o AHS n&atilde;o &eacute; nulo por causa do autossombreamento do pr&eacute;dio, que foi contabilizado. Com tais dados aplicados nas Equa&ccedil;&otilde;es 1 e 2, obteve-se um Icenv de 34,72, com enquadramento da envolt&oacute;ria ao n&iacute;vel de efici&ecirc;ncia "A" (Caso 1). Realizou-se ent&atilde;o a an&aacute;lise param&eacute;trica da Equa&ccedil;&atilde;o 1 para o edif&iacute;cio, substituindo os valores originais de AVS e AHS pelos &acirc;ngulos 0º, 10º, 20º, 30º, 40º, 50º. O &acirc;ngulo 7,32º, devido ao autossombreamento do edif&iacute;cio, tamb&eacute;m foi inclu&iacute;do. Os resultados s&atilde;o mostrados na Tabela 3 e deram origem aos gr&aacute;ficos &Acirc;ngulos x Indicador de Consumo apresentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15tab03m.jpg">Tabela 3</a> observa-se que as varia&ccedil;&otilde;es de AVS n&atilde;o influenciam na classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria. Ou seja, a classifica&ccedil;&atilde;o seria sempre "A", independentemente da exist&ecirc;ncia e/ou das caracter&iacute;sticas de prote&ccedil;&otilde;es horizontais sobre as aberturas, nessas condi&ccedil;&otilde;es avaliadas. Em contraponto, varia&ccedil;&otilde;es em AHS fazem a classifica&ccedil;&atilde;o mudar de "A" para "B" e deste para "C". O n&iacute;vel "A" &eacute; obtido se o edif&iacute;cio n&atilde;o adotar qualquer tipo de prote&ccedil;&atilde;o vertical. A partir da inser&ccedil;&atilde;o de pequenos <i>brises</i> verticais, resultando num AHS m&eacute;dio entre 9,7º e 49,3º, o n&iacute;vel do edif&iacute;cio &eacute; rebaixado para "B". O n&iacute;vel "C" seria obtido a partir de 49,4º, mas destaca-se que essa situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, j&aacute; que o RTQ-C limita o &acirc;ngulo de sombreamento em 45º para favorecer o aproveitamento da luz difusa, conforme exposto anteriormente. Como observado no gr&aacute;fico correspondente, um aumento de AHS produz um aumento em ICenv, contradizendo a expectativa difundida de que prote&ccedil;&otilde;es solares verticais reduzem o consumo de energia no clima e latitude locais. Se a equa&ccedil;&atilde;o do RTQ-C para a Zona Bioclim&aacute;tica 3 tiver sido gerada a partir de simula&ccedil;&otilde;es em cidade de clima frio (Florian&oacute;polis) considerando calefa&ccedil;&atilde;o, sup&otilde;e-se que o comportamento observado advenha do fato de que as prote&ccedil;&otilde;es verticais provoquem o acionamento do sistema de calefa&ccedil;&atilde;o em uma cidade de clima frio no inverno, ao bloquearem &acirc;ngulos solares baixos. Como em Belo Horizonte n&atilde;o &eacute; usada a calefa&ccedil;&atilde;o para aquecimento como pr&aacute;tica de mercado, esse comportamento n&atilde;o seria observado. Entretanto, maiores estudos devem dedicar-se a esse tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dessa an&aacute;lise percebe-se que o menor indicador de consumo &eacute; obtido quando AVS &eacute; o maior poss&iacute;vel e, opostamente, quando AHS for o menor poss&iacute;vel. Adotou-se ent&atilde;o a combina&ccedil;&atilde;o AVS=45º e AHS=0º para compor a prote&ccedil;&atilde;o ideal para o edif&iacute;cio. Com esses &acirc;ngulos, portanto, foram dimensionados os dois <i>brises</i> por RTQ-C. Entende-se que tais &acirc;ngulos, por defini&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio RTQ-C, resultam da m&eacute;dia ponderada de todas as aberturas de todas as fachadas do edif&iacute;cio. Mas, para este estudo admitiu-se que esses valores sejam aplicados diretamente sobre uma abertura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com esses novos &acirc;ngulos aplicados nas Equa&ccedil;&otilde;es 1 e 2, obteve-se um ICenv de 20,51 com enquadramento da envolt&oacute;ria ainda no n&iacute;vel "A" (Caso 2). Essa classifica&ccedil;&atilde;o foi antecipada pela an&aacute;lise param&eacute;trica. Salienta-se que o AHS aplicado foi equivalente a 7,32ºpor causa do autossombreamento. De fato, se AHS=0º fosse aplicado, o ICenv seria igual a 18,86, mas a condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o representaria a realidade do edif&iacute;cio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Prosseguiu-se com o dimensionamento dos &acirc;ngulos pela Temperatura Neutra. As m&aacute;scaras de sombra com as quais se obtiveram os &acirc;ngulos por T<sub>n</sub> s&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig07m.jpg">Figura 7</a>. Considerando o tipo de clima e tamanho de abertura, as m&aacute;scaras proporcionam sombreamento sobre a janela quando:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(a) a temperatura do ar exterior est&aacute; no m&iacute;nimo 3 ºC acima da T<sub>n</sub> mensal; e/ou</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(b) a temperatura do ar &eacute; no m&iacute;nimo 2 ºC acima de T<sub>n</sub> e a radia&ccedil;&atilde;o &eacute; maior que 600 W/m<sup>2</sup> .</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aplicando-se esses &acirc;ngulos &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es correspondentes no edif&iacute;cio, obteve-se uma m&eacute;dia de AVS=55,54º e de AHS=19,47. Com eles, o ICenv reduziu-se para 18,51 (Caso 3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse resultado n&atilde;o contradiz o c&aacute;lculo de <i>brise</i> por RTQ, no qual foi mostrado que o ICenv m&iacute;nimo poss&iacute;vel para o TJMG &eacute; gerado pela combina&ccedil;&atilde;o AVS=45º, AHS=7,32º. Explica-se o motivo: em T<sub>n</sub> foi feita a redu&ccedil;&atilde;o do percentual de &aacute;rea de abertura na fachada total (PAFt) do edif&iacute;cio, o que contribuiu para seu menor indicador entre todos os tr&ecirc;s casos avaliados. Quando a extens&atilde;o da l&acirc;mina gerada pelo &acirc;ngulo de T<sub>n</sub> resultou num tamanho excessivamente longo, a prote&ccedil;&atilde;o foi redimensionada. A solu&ccedil;&atilde;o mais pratica foi a substitui&ccedil;&atilde;o de l&acirc;minas &uacute;nicas por outras paralelas, menos longas. Essa substitui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o afetou o PAFt porque a espessura de todas as l&acirc;minas foi considerada desprez&iacute;vel. Mas, a oeste foi necess&aacute;rio inclinar as chapas, o que obstruiu significativamente a &aacute;rea envidra&ccedil;ada e demandou recalculo do PAFt. Nota-se que a redu&ccedil;&atilde;o do valor do PAFt foi muito pequena, mas afetou ICenv de modo a demonstrar a sensibilidade da equa&ccedil;&atilde;o &agrave; varia&ccedil;&atilde;o desse par&acirc;metro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Tabela 4 apresenta os valores encontrados de ICenv e a possibilidade de classifica&ccedil;&atilde;o de envolt&oacute;ria por ele permitida nos tr&ecirc;s casos analisados pelo RTQ-C. A depender de ICenv, a envolt&oacute;ria do edif&iacute;cio poder&aacute; alcan&ccedil;ar o n&iacute;vel "A" nos tr&ecirc;s casos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o de estudo de caso por simula&ccedil;&atilde;o computacional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir s&atilde;o feitas an&aacute;lises dos prot&oacute;tipos com prote&ccedil;&atilde;o solar. Adotou-se para todas as prote&ccedil;&otilde;es um material refletivo opaco de cor clara, com absort&acirc;ncia de 0,20.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Brises por RTQ-C</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A prote&ccedil;&atilde;o solar do prot&oacute;tipo "RTQ" e do "RTQ2" possui os &acirc;ngulos AVS=45º e AHS=0º. Optouse por dimensionar o <i>brise </i>de RTQ a partir da geometria mais simples poss&iacute;vel, a l&acirc;mina &uacute;nica, com 1,55 m sem afastamento relativo &agrave; abertura, perpendicular &agrave; fachada e fixa. O brise de RTQ-2 adota os mesmos &acirc;ngulos, mas usa duas l&acirc;minas paralelas de 0,78 m de extens&atilde;o cada. Em nenhum caso h&aacute; extens&atilde;o do <i>brise</i> &agrave; esquerda ou direita da abertura (n&atilde;o h&aacute; &acirc;ngulo gama).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As l&acirc;minas paralelas apresentaram desempenho melhor que a l&acirc;mina &uacute;nica (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15tab05m.jpg">Tabela 5</a> e Gr&aacute;fico 1). O consumo m&eacute;dio de energia de "RTQ- 2" &eacute; 4,6% menor que o de "RTQ". Em rela&ccedil;&atilde;o ao prot&oacute;tipo sem prote&ccedil;&atilde;o "Original", "RTQ- 2" reduziu o consumo m&eacute;dio total em 12,9%, e "RTQ", em 8,9%. Essas foram as maiores redu&ccedil;&otilde;es obtidas entre todas as prote&ccedil;&otilde;es solares avaliadas neste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O consumo m&eacute;dio com ilumina&ccedil;&atilde;o em "RTQ-C-2" &eacute; 27,4% inferior ao de "RTQ-C". Isso era esperado, visto que em "RTQ-C-2" a menor extens&atilde;o da l&acirc;mina favorece a entrada de luz difusa, al&eacute;m de a l&acirc;mina inferior de cor clara refletir luz para o interior do ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, RTQ-2 tem maior ganho anual de calor pela fachada: a menor extens&atilde;o da l&acirc;mina piora a condi&ccedil;&atilde;o de sombreamento da fachada opaca, e a l&acirc;mina inferior aumenta o ganho de calor pelo vidro ao refletir radia&ccedil;&atilde;o para o interior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando os resultados por orienta&ccedil;&atilde;o solar, h&aacute; maior similaridade no consumo em "RTQ". Na fachada sul, o uso de prote&ccedil;&atilde;o aumentou o consumo total em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; "Original": acr&eacute;scimo de 10% no caso de "RTQ" e de 3,8% para "RTQ2". Isso reitera a necessidade de considerar-se a orienta&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o nas an&aacute;lises energ&eacute;ticas. Nas demais orienta&ccedil;&otilde;es, houve redu&ccedil;&atilde;o do consumo total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Brise "RTQ-2" x Brise T<sub>n</sub></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se compara o <i>brise</i> de melhor desempenho dimensionado por RTQ, com l&acirc;mina dupla, e o <i>brise </i>dimensionado pela Temperatura Neutra para cada orienta&ccedil;&atilde;o solar, entende-se que o desempenho de "RTQ-2" &eacute; melhor em termos de consumo quando tomadas as m&eacute;dias de todas as fachadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realmente, o consumo m&eacute;dio anual de energia de "RTQ-2" &eacute; 5,9% inferior ao consumo de "Brise T<sub>n</sub>". Comparando-se os dados por fachada, tem-se que o consumo &eacute; sempre menor em "RTQ-2", exceto na fachada a sul. A maior diferen&ccedil;a est&aacute; na orienta&ccedil;&atilde;o oeste, condi&ccedil;&atilde;o na qual "RTQ-2" apresenta consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o 210,4% inferior ao de "Brise T<sub>n</sub>". Isso se deve fundamentalmente pelo <i>brise</i> inclinado de T<sub>n</sub> que obstrui o vidro nessa orienta&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, acredita-se que o menor consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o a oeste ocorre em "RTQ-C-2", que contribuiu tanto para que a m&eacute;dia de consumo desse prot&oacute;tipo fosse inferior a de T<sub>n</sub>, seja poss&iacute;vel com certo desconforto dos ocupantes, sujeitos &agrave; penetra&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o solar direta pela abertura na maior parte da tarde. O ganho m&eacute;dio de calor pelo vidro em "RTQ-C-2" &eacute; quase 40% maior que em "Brise T<sub>n</sub>", o que confirma que a prote&ccedil;&atilde;o da abertura em "Brise T<sub>n</sub>" &eacute; mais eficiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa etapa aproveitou-se para avaliar se o consumo de energia diminui com a redu&ccedil;&atilde;o do AHS, conforme previsto na an&aacute;lise param&eacute;trica de ICenv x AHS. Retiraram-se os <i>brises</i> verticais de "Brise T<sub>n</sub>" nas orienta&ccedil;&otilde;es em que existiam: a sul e a norte. Como resultado da simula&ccedil;&atilde;o, o consumo anual de energia diminuiu na fachada sul, e aumentou a norte. Ao final, a m&eacute;dia de consumo total de "Brise T<sub>n</sub> - Sem vertical", considerando-se as quatro orienta&ccedil;&otilde;es, aumentou 0,4%. Como na orienta&ccedil;&atilde;o sul a placa vertical protege a abertura em hor&aacute;rios de menor carga t&eacute;rmica da radia&ccedil;&atilde;o, a carga acrescentada provavelmente n&atilde;o foi suficiente para aumentar o consumo com ar condicionado, enquanto a &aacute;rea de penetra&ccedil;&atilde;o de luz natural foi aumentada e reduziu o consumo de ilumina&ccedil;&atilde;o. A norte a radia&ccedil;&atilde;o incidente fez aumentar o consumo de energia, e tamb&eacute;m houve redu&ccedil;&atilde;o do consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Prote&ccedil;&otilde;es por T<sub>n</sub>: Prateleiras de Luz</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta se&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o avaliados os resultados das simula&ccedil;&otilde;es das prateleiras de luz por T<sub>n</sub>. Antes, por&eacute;m, observa-se que houve altera&ccedil;&atilde;o da abertura para instala&ccedil;&atilde;o das prateleiras. A altura do peitoril da janela foi mantida em 105,0 cm (<a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig08m.jpg">Figura 8</a>). A janela foi dividida em duas pela prateleira instalada a 210,0 cm de altura, paralelamente ao piso. O segmento inferior ficou com 105,0 cm de altura. A janela superior foi limitada a 60,0 cm, demandando a redu&ccedil;&atilde;o em 15 cm tanto da altura do fechamento opaco acima da prote&ccedil;&atilde;o quanto do forro. Este ficou com 97,0 cm de altura, dimens&atilde;o que n&atilde;o inviabiliza a passagem das instala&ccedil;&otilde;es el&eacute;tricas ou do ar condicionado especificado no projeto original. O material escolhido para as prateleiras tem as superf&iacute;cies refletoras para um maior aproveitamento da luz natural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observa-se que na orienta&ccedil;&atilde;o oeste a dimens&atilde;o interna da prateleira foi limitada em 150,00 cm, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel o bloqueio total da radia&ccedil;&atilde;o direta a partir das 17h no ver&atilde;o e das 16h no inverno, aproximadamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Criaram-se tr&ecirc;s prot&oacute;tipos variando-se o tipo de vidro das aberturas. A "Prateleira - Controle Duplo" mant&eacute;m o vidro duplo de controle solar convencional previsto em projeto. Este foi o mesmo vidro utilizado nas simula&ccedil;&otilde;es do prot&oacute;tipo original e dos <i>brises</i>. J&aacute; em "Prateleira - Controle e <i>Low-e</i>", permanece o vidro de controle solar na parte inferior e substituiu-se o vidro da janela superior pelo <i>low-e</i>, de maior transmiss&atilde;o luminosa. E em "Prateleira - Laminado" as duas aberturas recebem vidro laminado de controle solar convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As prateleiras com vidro de controle solar convencional aplicado nas duas aberturas tiveram melhor desempenho. O vidro duplo reduziu mais o consumo m&eacute;dio de energia total, e o laminado reduziu mais o consumo m&eacute;dio com ilumina&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O consumo m&eacute;dio total de energia de "Prateleira-Controle e <i>Low-e</i>" &eacute; muito pr&oacute;ximo de "Prateleira - Laminado". J&aacute; "Prateleira - Controle Duplo" apresentou um consumo m&eacute;dio cerca de 6,5% inferior ao dos demais, demonstrando ser o mais eficiente dos tr&ecirc;s nesse aspecto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As maiores diferen&ccedil;as est&atilde;o no consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o. O consumo m&eacute;dio de "Prateleira - Laminado" &eacute; o menor, sendo 3,7% inferior ao de "Prateleira - Controle e <i>Low-e</i>". O consumo m&eacute;dio com ilumina&ccedil;&atilde;o em "Prateleira - Controle Duplo" tem diferen&ccedil;a de 46,6% em rela&ccedil;&atilde;o a "Prateleira - Laminado", com valor muito pr&oacute;ximo ao obtido em "RTQ-2". Em todas as prateleiras a fachada norte &eacute; a de menor consumo, mas a sequ&ecirc;ncia de orienta&ccedil;&otilde;es que se segue depende do tipo de vidro utilizado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desempenho geral dos prot&oacute;tipos em rela&ccedil;&atilde;o a "Original"</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando as prote&ccedil;&otilde;es solares foram inseridas em "Original", houve redu&ccedil;&otilde;es de at&eacute; 12,9% no consumo m&eacute;dio total, percentual alcan&ccedil;ado com "Brise RTQ-2" (Tabela 7 e <a href="/img/revistas/ac/v12n1/a15fig09m.jpg">Figura 9</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o no consumo total proporcionada pelo "Brise T<sub>n</sub>" foi de 7,8%, valor equivalente ao da prateleira de luz com vidro duplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As prateleiras com vidro laminado e com vidro <i>low-e </i>proporcionaram redu&ccedil;&otilde;es pouco significativas no consumo total de "Original", com valores inferiores a 2%. Por&eacute;m, foram as &uacute;nicas prote&ccedil;&otilde;es solares avaliadas que provocaram diminui&ccedil;&atilde;o no consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a "Original".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se estimar que, apesar de "RTQ-2" ter alcan&ccedil;ado a maior redu&ccedil;&atilde;o no consumo m&eacute;dio total, "Prateleira - Laminado" apresenta melhor desempenho entre as prote&ccedil;&otilde;es. Isso porque combina tanto a redu&ccedil;&atilde;o no consumo total quanto no de ilumina&ccedil;&atilde;o, devido ao tipo de vidro utilizado e ao dimensionamento das l&acirc;minas por T<sub>n</sub>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pode-se estimar que, apesar de "RTQ-2" ter alcan&ccedil;ado a maior redu&ccedil;&atilde;o no consumo m&eacute;dio total, "Prateleira - Laminado" apresenta melhor desempenho entre as prote&ccedil;&otilde;es. Isso porque combina tanto a redu&ccedil;&atilde;o no consumo total quanto no de ilumina&ccedil;&atilde;o, devido ao tipo de vidro utilizado e ao dimensionamento das l&acirc;minas por T<sub>n</sub>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise dos dados revela que nem sempre um menor ganho de calor total ou pela abertura implica menor consumo de energia. Por exemplo, o ganho de calor total de "Original" &eacute; quase a metade do de "Prateleira - Laminado", mas o consumo &eacute; um pouco maior, de 1,6%, o que se atribui ao maior consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o artificial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Houve aumento de consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o na fachada sul com a aplica&ccedil;&atilde;o de todas as prote&ccedil;&otilde;es analisadas em "Original".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo abordou o tema das prote&ccedil;&otilde;es solares no contexto do "Regulamento T&eacute;cnico da Qualidade para Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edif&iacute;cios Comerciais, de Servi&ccedil;os e P&uacute;blicos" (RTQ-C-C). O Regulamento foi aplicado em projeto real de edifica&ccedil;&atilde;o. Foi avaliada a influ&ecirc;ncia de prote&ccedil;&otilde;es solares na classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria e no consumo de um de seus ambientes. Uma proposta de prote&ccedil;&otilde;es solares calculadas pelo m&eacute;todo da Temperatura Neutra foi aplicada, e seus efeitos no consumo foram avaliados. Tamb&eacute;m foi comparado o desempenho de <i>brises</i> e de prateleiras de luz com vidros diversos. O trabalho baseou-se no uso do m&eacute;todo prescritivo do documento e em simula&ccedil;&atilde;o computacional com os programas EnergyPlus e DesignBuilder.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pela equa&ccedil;&atilde;o de indicador de consumo (IC<sub>env</sub>) para o edif&iacute;cio, a classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria alcan&ccedil;a o n&iacute;vel m&aacute;ximo no RTQ-C, "A".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na simula&ccedil;&atilde;o verificou-se que o consumo do ambiente foi reduzido em at&eacute; 12,9% com a instala&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&otilde;es horizontais (<i>brises</i>) sobre a abertura. Esse percentual &eacute; resultado da m&eacute;dia de consumo das quatro orienta&ccedil;&otilde;es de fachada a qual o prot&oacute;tipo foi submetido. Se o consumo for observado por orienta&ccedil;&atilde;o, as redu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o ainda maiores. Por&eacute;m, pela equa&ccedil;&atilde;o de ICenv, a classifica&ccedil;&atilde;o da envolt&oacute;ria do edif&iacute;cio em nada &eacute; alterada pela exist&ecirc;ncia de prote&ccedil;&atilde;o horizontal para a edifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A equa&ccedil;&atilde;o de ICenv para essa zona tamb&eacute;m indica que o uso de <i>brises </i>verticais aumentaria o consumo do edif&iacute;cio, contradizendo a concep&ccedil;&atilde;o usual de projetistas segundo a qual o uso desse tipo de prote&ccedil;&atilde;o ajudaria a reduzir o consumo nesse local em qualquer orienta&ccedil;&atilde;o. A previs&atilde;o de ICenv, em parte, converge com os resultados da simula&ccedil;&atilde;o. Em um prot&oacute;tipo orientado a sul, retirando-se o <i>brise</i> vertical, o consumo reduziu-se. No mesmo prot&oacute;tipo, por&eacute;m orientado a norte, essa retirada fez o consumo aumentar. Na avalia&ccedil;&atilde;o final pela m&eacute;dia dos resultados, como o aumento a norte foi muito superior em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; redu&ccedil;&atilde;o a sul, tem-se que o consumo geral do prot&oacute;tipo aumentou com a retirada dos <i>brises</i>. Esses resultados refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de considerar-se a orienta&ccedil;&atilde;o da fachada em an&aacute;lises de consumo. De qualquer modo, esse tema da redu&ccedil;&atilde;o de AHS merece estudos complementares, nos quais sejam experimentadas mais varia&ccedil;&otilde;es em fatores como dimens&otilde;es das prote&ccedil;&otilde;es, orienta&ccedil;&otilde;es de fachada, condi&ccedil;&otilde;es de clima e latitude.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O RTQ-C prescritivo da envolt&oacute;ria considera apenas o &acirc;ngulo da prote&ccedil;&atilde;o solar na avalia&ccedil;&atilde;o. As simula&ccedil;&otilde;es realizadas confirmaram a import&acirc;ncia de outros fatores no desempenho energ&eacute;tico, como a geometria das prote&ccedil;&otilde;es solares, ao evidenciar as diferen&ccedil;as no consumo provocadas por prote&ccedil;&otilde;es diferentes de um mesmo conjunto de &acirc;ngulos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o RTQ-C prescritivo, o ambiente analisado cumpre o requisito de aproveitamento da luz natural ao especificar o acionamento independente da fileira de lumin&aacute;rias pr&oacute;ximo &agrave; janela. No entanto, como demonstrado, esse aproveitamento pode ser otimizado. As prateleiras de luz melhoram esse aproveitamento e reduzem o consumo com ilumina&ccedil;&atilde;o, especialmente quando associadas aos tipos de vidros de alta transmiss&atilde;o luminosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Concordando com a equa&ccedil;&atilde;o do RTQ-C, na simula&ccedil;&atilde;o os <i>brises</i> gerados pela combina&ccedil;&atilde;o de &acirc;ngulos que gera um ICenv m&iacute;nimo tiveram um consumo inferior ao dos <i>brises</i> definidos pelo m&eacute;todo da Temperatura Neutra. Todavia, esse resultado converge se forem tomados os resultados m&eacute;dios, e n&atilde;o por orienta&ccedil;&atilde;o. Lembra-se que o m&eacute;todo da Temperatura Neutra, al&eacute;m do interesse na redu&ccedil;&atilde;o do consumo de energia, leva em conta aspectos de conforto t&eacute;rmico e visual do usu&aacute;rio que n&atilde;o s&atilde;o avaliados diretamente pelo RTQ-C.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como resultado importante, a simula&ccedil;&atilde;o comprovou que o m&eacute;todo de T<sub>n</sub> &eacute; eficiente na redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de radia&ccedil;&atilde;o solar direta sobre a abertura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao final, fazem-se algumas considera&ccedil;&otilde;es. Pondera-se que o potencial de aproveitamento de luz natural pode ter sido superestimado neste trabalho, porque foi relacionado a um controle por dimeriza&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua. Novas simula&ccedil;&otilde;es nas quais sejam configurados outros tipos de dimeriza&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de software espec&iacute;fico de ilumina&ccedil;&atilde;o natural, esclareceriam melhor esse potencial. Lembra-se tamb&eacute;m que os resultados percentuais apresentados neste estudo devem ser tomados com cuidado, pois dependem da configura&ccedil;&atilde;o dos prot&oacute;tipos, assim como das propriedades dos elementos construtivos e das cargas internas. Entende-se que futuras analises do RTQ- C e simula&ccedil;&otilde;es relativas ao tema devem incluir a interfer&ecirc;ncia do ocupante, o que &eacute; relevante para representar melhor a din&acirc;mica de consumo de energia no ambiente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O BRASILEIRA DE NORMAS T&Eacute;CNICAS. <b>NBR 5413:</b> ilumin&acirc;ncia de interiores. Rio de Janeiro, 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1678-8621201200010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ASSOCIA&Ccedil;&Atilde;O BRASILEIRA DE NORMAS T&Eacute;CNICAS. <b>NBR 15220-3:</b> desempenho t&eacute;rmico de edifica&ccedil;&otilde;es - parte 3: zoneamento bioclim&aacute;tico brasileiro e diretrizes construtivas para habita&ccedil;&otilde;es unifamiliares de interesse social. Rio de Janeiro, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1678-8621201200010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. Minist&eacute;rio da Agricultura e Reforma Agr&aacute;ria. Departamento Nacional de Meteorologia. <b>Normais Climatol&oacute;gicas 1961-1990</b>. Bras&iacute;lia, 1992. 84 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1678-8621201200010001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Eletrobr&aacute;s. Procel Edifica. <b>Pesquisa de Posse de Equipamentos e H&aacute;bitos de Uso (Ano-Base 2005):</b> classe comercial alta tens&atilde;o: relat&oacute;rio Brasil. 2008a. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.eletrobras.com/" target="_blank">http://www.eletrobras.com/</a>&gt;. Acesso em: 12 mar. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1678-8621201200010001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. Minist&eacute;rio de Minas e Energia. Eletrobr&aacute;s. <b>Manual de Uso da "Regulamenta&ccedil;&atilde;o Para Etiquetagem Volunt&aacute;ria de N&iacute;vel de Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edif&iacute;cios Comerciais, de Servi&ccedil;os e P&uacute;blicos"</b>. Vers&atilde;o eletr&ocirc;nica 4. 2008. &#91;mensagem pessoal, 26 jan. 2009&#93;. 2008b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1678-8621201200010001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior. Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza&ccedil;&atilde;o e Qualidade Industrial. <b>Portaria INMETRO nº 372:</b> aprova o Regulamento T&eacute;cnico da Qualidade para Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edif&iacute;cios Comerciais, de Servi&ccedil;os e P&uacute;blicos. 17 de setembro de 2010. 2010. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.inmetro.gov.br/legislacao/detalhe.asp?seq_classe=1&amp;seq_ato=1462" target="_blank">http://www.inmetro.gov.br/legislacao/detalhe.asp?seq_classe=1&seq_ato=1462</a>&gt;. Acesso em: 5 set. 2011.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">BRASIL. Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior. Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza&ccedil;&atilde;o e Qualidade Industrial. <b>Portaria INMETRO nº 449:</b> aprova o Regulamento T&eacute;cnico da Qualidade para Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica de Edifica&ccedil;&otilde;es Residenciais. 25 de novembro de 2010b. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/regulamentos/RTAC001627.pdf" target="_blank">http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtosPBE/regulamentos/RTAC001627.pdf</a>&gt;. Acesso em 10 out. 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S1678-8621201200010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">CARLO, J. C. <b>Desenvolvimento de Metodologia de Avalia&ccedil;&atilde;o da Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica do Envolt&oacute;rio de Edifica&ccedil;&otilde;es N&atilde;o-Residenciais</b>. Florian&oacute;polis, 2008. Tese (Doutorado em Engenharia Civil) - Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S1678-8621201200010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">GUTIERREZ, G. C. R.; LABAKI, L. C. Avalia&ccedil;&atilde;o de Desempenho T&eacute;rmico de Dispositivos de Prote&ccedil;&atilde;o Solar. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE CONFORTO NO AMBIENTE CONSTRU&Iacute;DO, 7.; CONFER&Ecirc;NCIA LATINO-AMERICANA SOBRE CONFORTO E DESEMPENHO ENERG&Eacute;TICO DE EDIFICA&Ccedil;&Otilde;ES, 3., Curitiba, 2003. <b>Anais... </b>Curitiba: ANTAC, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S1678-8621201200010001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">INSTITUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DE ENERGIAS ALTERNATIVAS NA AMERICA LATINA. <b>Concurso Nacional de Monografias Energias Renov&aacute;veis e Efici&ecirc;ncia Energ&eacute;tica:</b> trabalhos selecionados. Florian&oacute;polis: IDEAL, 2009. Eco-L&oacute;gicas: renovar &eacute; pensar diferente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S1678-8621201200010001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">MACEDO, C. C.; PEREIRA, F. O. R. Thermal and Luminous Performance of Direct Sunlighting Systems. In: PASSIVE AND LOW ENERGY ARCHITECTURE- PLEA, Santiago, 2003. <b>Anais... </b>Santiago, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1678-8621201200010001500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PEREIRA, I. M.; SOUZA, R. V. G. Prote&ccedil;&atilde;o Solar em Edifica&ccedil;&otilde;es Residenciais e Comerciais: Desenvolvimento de Metodologia. In: ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRU&Iacute;DO- ENTAC, 12, Fortaleza, 2008.<b> Anais... </b>Fortaleza: ANTAC, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1678-8621201200010001500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SANTANA, M. V. <b>Influ&ecirc;ncia de Par&acirc;metros Construtivos no Consumo de Energia de Edif&iacute;cios de Escrit&oacute;rio Localizados em Florian&oacute;polis, SC</b>. Florian&oacute;polis, 2006. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia Civil) - Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1678-8621201200010001500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SANTOS, C. M.; BASTOS, L. E. G. Influ&ecirc;ncia dos Elementos de Fachada no Desempenho da Ilumina&ccedil;&atilde;o Natural em Edif&iacute;cios de Escrit&oacute;rios de Planta Livre. In: ENCONTRO NACIONAL DE TECNOLOGIA DO AMBIENTE CONSTRU&Iacute;DO- ENTAC, 12., Fortaleza, 2008. <b>Anais... </b>Fortaleza: ANTAC, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1678-8621201200010001500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">SIGNOR, R. <b>An&aacute;lise de Regress&atilde;o do Consumo de Energia El&eacute;trica Frente a Vari&aacute;veis Arquitet&ocirc;nicas Para Edif&iacute;cios Comerciais Climatizados em 14 Capitais Brasileiras</b>. Florian&oacute;polis, 1999. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Engenharia Civil) - Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina, Florian&oacute;polis, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1678-8621201200010001500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 10/10/11    <br>   Aceito em 06/03/12</font></p>     ]]></body>
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