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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0102-47442001000400005</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O efeito termoiônico: uma nova proposta experimental]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,USP Instituto de Física de São Carlos ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The thermoionic effect plays an important role in development of science and understanding of matter properties. In this present an experiment was performed to study this effect using a simple car lamp with two laments. From this experiment we determined the Richardson - Dushman equation, Child's Law and measured rectification properties. From these results we conclude through this simple experiment was possible to study the thermoionic effect in its entirety.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><font size=5><b>O Efeito Termoi&#244;nico: Uma Nova Proposta    Experimental </b></font></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="4">E.F. de Lima, M. Foschini e M. Magini<sup>&#134;</sup>    </font><i>    <br>   Instituto de F&#237;sica de S&#227;o Carlos, USP</i> <i>    <br>   Caixa Postal 369, CEP.:13560 - 970, S.P., Brazil</i> <i><sup><font face="helvetica">    <br>   </font></sup></i><sup>&#134;</sup><i>Autor    de Contato: <a href="mailto:magini@if.sc.usp.br">magini@if.sc.usp.br</a></i>  </p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Recebido em 11 de Abril de 2001. Aceito em 30 de Outubro de    2001.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>       <p>O efeito termoi&ocirc;nico desempenha um importante papel no desenvolvimento      da ci&ecirc;ncia e da compreens&atilde;o das propriedades da mat&eacute;ria.      Aqui &eacute; feita uma proposta simples visando o estudo deste efeito com      o uso de uma l&acirc;mpada de carro de dois lamentos. Atrav&eacute;s da experiencia,      foi poss&iacute;vel determinar a equa&ccedil;&atilde;o de <i>Richardson -      Dushman, a Lei de child</i> e observar propriedades de retifica&ccedil;&atilde;o.      Estes resultados mostram que, atrav&eacute;s de uma proposta simples, &eacute;      poss&iacute;vel estudar o efeito termoi&ocirc;nico em toda a sua riqueza f&iacute;sica.    </p>       <p>The thermoionic effect plays an important role in development of science      and understanding of matter properties. In this present an experiment was      performed to study this effect using a simple car lamp with two laments. From      this experiment we determined the <i>Richardson - Dushman </i>equation, <i>Child's      Law </i>and measured rectification properties. From these results we conclude      through this simple experiment was possible to study the thermoionic effect      in its entirety.</p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p> <b>I&nbsp;&nbsp;Introdu&#231;&#227;o</b></p>      <p> O <i>efeito termoi&#244;nico</i> &#233; definido como a emiss&#227;o de el&#233;trons    por uma superf&#237;cie met&#225;lica aquecida. Os primeiros sinais do fen&#244;meno    foram observados em meados do s&#233;culo XVIII por Charles DuFay [1, 2], que    notou que um um g&#225;s conduzia eletricidade quando colocado pr&#243;ximo    a um s&#243;lido aquecido. Ap&#243;s as observa&#231;&#245;es de DuFay, em 1853    o f&#237;sico franc&#234;s Edmund Becquerel mostrou que &#233; poss&#237;vel    produzir corrente el&#233;trica a partir de um potencial gerado entre dois eletrodos    de platina quente com ar aquecido entre estes [2]. Finalmente, em 1883, Thomas    A. Edison verificou que el&#233;trons s&#227;o emitidos quando um metal &#233;    aquecido [3, 4, 5]. </p>      <p> Podemos compreender o <i>efeito termoi&#244;nico </i>de uma maneira simples. Ao fornecer energia t&#233;rmica a um material, seus el&#233;trons ganham energia cin&#233;tica. Haver&#225; portanto a emiss&#227;o desses el&#233;trons se sua energia for suficiente para superar a barreira de potencial da superf&#237;cie do material.  </p>      <p> &#201; poss&#237;vel associar aos el&#233;trons que saem do material uma densidade    de corrente a que depende das caracter&#237;sticas do material. Uma dessas caracter&#237;sticas    &#233; a <i>fun&#231;&#227;o trabalho</i>, que &#233; a energia m&#237;nima    que se deve fornecer a um el&#233;tron para remov&#234;-lo do metal, por exemplo,    a <i>fun&#231;&#227;o trabalho</i> do Tungst&#234;nio &#233; cerca de 4,52<i>eV</i>    [4]. </p>      <p> A dedu&#231;&#227;o da forma da densidade de corrente para <i>efeito termoi&#244;nico</i>    requer um conhecimento de Mec&#226;nica Qu&#226;ntica Estat&#237;stica. Como    a incurs&#227;o aprofundada nesse assunto est&#225; fora das pretens&#245;es    deste trabalho, nos limitaremos em apresentar a f&#243;rmula da densidade de    corrente, proposta inicialmente por Richardson em 1916 e corrigida por Dushman    em 1930 [1, 2], dada por: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fo01.gif"></p>      
<p> onde <i>A</i> &#233; uma constante que &#233; igual a 120,4 amperes/cm<sup>2</sup>,    <i>k</i> &#233; a constante de Boltzman, <i>T</i> &#233; a temperatura em graus    Kelvin, <font face="symbol">Y</font > &#233; a fun&#231;&#227;o trabalho do material em el&#233;tron-volts. </p>     <p> As experi&#234;ncias envolvendo a observa&#231;&#227;o deste efeito s&#227;o realizadas comumente em v&#225;lvulas, que s&#227;o dispositivos constitu&#237;dos basicamente de um tubo onde se faz v&#225;cuo com dois eletrodos internos. O efeito &#233; verificado atrav&#233;s da gera&#231;&#227;o de uma diferen&#231;a de potencial el&#233;trico entre os eletrodos, sendo o terminal negativo chamado de catodo e o positivo, de anodo. Aquecendo-se suficientemente o catodo, observar-se-&#225; uma corrente el&#233;trica no terminal positivo (anodo).  </p>      <p> Para se obter uma express&#227;o para a corrente coletada pelo anodo, faz-se    necess&#225;ria a an&#225;lise de toda a din&#226;mica que vai desde da emiss&#227;o    do el&#233;tron pelo catodo at&#233; a sua absor&#231;&#227;o pelo anodo. Portanto,    fatores como a geometria do catodo, a forma do potencial el&#233;trico entre    o catodo e o anodo, como tamb&#233;m a presen&#231;a de outros el&#233;trons    emitidos devem ser levados em considera&#231;&#227;o. Para eletrodos planos    a densidade de corrente &#233; dada pela <i>lei de Child</i> [4, 5], segundo    a equa&#231;&#227;o: </p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fo02.gif"></p>      
<p>   onde <i>B</i> &#233; uma constante que depende da geometria da v&#225;lvula e <i>V</i> &#233; a diferen&#231;a de potencial entre o catodo e o anodo.  </p>      <p> No presente trabalho apresentamos uma nova montagem para o estudo deste efeito    utilizando-se uma l&#226;mpada de carro de dois filamentos como v&#225;lvula.    A montagem experimental &#233; bastante simples, possibilitando seu uso para    fins did&#225;ticos, tanto no ensino m&#233;dio como em cursos superiores introdut&#243;rios.    Exibimos tamb&#233;m, juntamente com os resultados experimentais, uma calibra&#231;&#227;o    que pode ser usada como padr&#227;o nas experi&#234;ncias de mesma natureza.  </p>     <p>&nbsp; </p>      <p> <b><a name="1"></a>II&nbsp;&nbsp;Montagem Experimental</b></p>      <p> A experi&#234;ncia pode ser montada de forma simples utilizando uma l&#226;mpada    de carro comum. Existem v&#225;rios tipos de l&#226;mpada, no nosso caso utilizamos    uma l&#226;mpada<sup><a href="#ref1">1</a></sup> de duplo filamento usada em    geral como lanterna e luz de freio na parte traseira do carro. O ponto forte    da experi&#234;ncia &#233; o seu baixo custo e sua facilidade de montagem. A    <a href="#fig01">Fig. 1</a> mostra esquematicamente a experi&#234;ncia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fi01.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> O sistema consiste em:  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Duas fontes CC vari&#225;veis: uma de 12<i>V</i> e outra de 200<i>V</i>.  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Uma fonte CA de 50<i>V</i>.  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Dois amper&#237;metros.  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Dois volt&#237;metros.  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Uma l&#226;mpada de carro de dois filamentos.  </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <font face="symbol">*</font > Um oscilosc&#243;pio.  </p>      <p> <font face="symbol">*</font > Um resistor de 10<i>k</i><font face="symbol">W</font >  </p>      <p> A fonte de 12<i>V</i> &#233; utilizada para aquecer o filamento 1 por efeito    <i>Joule</i>. Sua temperatura pode ser estimada atrav&#233;s da pot&#234;ncia    dissipada no filamento com a ajuda da <a href="#fig02">Fig. 2</a>, na qual as    medidas de temperatura foram feitas utilizando-se um <i>pir&#244;metro &#243;ptico</i>.    Nessa figura, assim como nas <a href="#fig04">Figs. 4</a> e <a href="#fig05">5</a>,    foi feito um ajuste linear dos pontos experimentais representado pela reta tracejada.  </p>     <p><a name="fig02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fi02.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fi03.gif"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig04"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fi04.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig05"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05fi05.gif"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> Na <a href="#fig02">Fig. 2</a>, pode-se observar que, de forma aproximada,    <i>P</i><font face="symbol"> ~ </font ><i>T</i><sup>4</sup>, onde <i>P</i> &#233; a pot&#234;ncia dissipada no filamento    e <i>T</i> &#233; sua temperatura. Essa rela&#231;&#227;o vai a favor &#224;    <i>Lei de Stefan - Boltzmann</i> onde <i>E</i> = <font face="symbol">s</font > &times; <i>T</i><sup>4</sup>, sendo <font face="symbol">s</font > a <i>constante de Stefan</i> que vale 5,64 &times; 10<sup><font face="symbol">-</font >8</sup><i>Jm</i><sup><font face="symbol">-</font >2</sup><i>K</i><sup><font face="symbol">-</font >4</sup><i>s</i><sup><font face="symbol">-</font >1</sup> [6]. A constante obtida atrav&#233;s da <a href="#fig02">Fig. 2</a>,    estimando-se que a &#225;rea efetiva do eletrodo &#233; da ordem de 10<sup><font face="symbol">-</font >5</sup><i>m</i><sup>2</sup>, &#233; igual a 5,6 &times; 10<sup><font face="symbol">-</font >8</sup><i>Jm</i><sup><font face="symbol">-</font >2</sup><i>K</i><sup><font face="symbol">-</font >4</sup><i>s</i><sup><font face="symbol">-</font >1</sup>, que &#233; da ordem correta de magnitude esperada para <font face="symbol">s</font >. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando aquecido, o filamento 1 emite el&#233;trons que ser&#227;o coletados    pelo filamento 2 e geram uma corrente el&#233;trica, medida no amper&#237;metro    2. A fonte vari&#225;vel de 200<i>V</i> &#233; usada para gerar uma diferen&#231;a    de potencial entre os filamentos 1 e 2, a qual tem por objetivo atrair os el&#233;trons    para o anodo. </p>        <p>&nbsp; </p>      <p> <b>III&nbsp;&nbsp;Procedimentos e Resultados</b></p>      <p> Atrav&#233;s da montagem experimental proposta pela <a href="#fig01">Fig.    1</a>, podemos obter a corrente <i>versus</i> tens&#227;o no filamento 2 para    diferentes voltagens do filamento 1. Para tanto, fixa-se o valor da voltagem    na fonte de 12<i>V</i>, varia-se a tens&#227;o na fonte de 200<i>V</i> e, ent&#227;o,    mede-se a corrente no amper&#237;metro 2. Repetindo o procedimento para diferentes    voltagens na fonte de 12<i>V</i>, obtemos a <a href="#fig03">Fig. 3</a>. </p>        <p> Verifica-se pela figura anterior que, para cada temperatura do catodo (voltagem do filamento 1), temos uma corrente no anodo evidenciando o <i>efeito termoi&#244;nico</i>.  </p>      <p> <b>III.1 Equa&#231;&#227;o de Richardson Dushman</b>  </p>      <p> De acordo com a <a href="#fig03">Fig. 3</a>, observa-se que a corrente no    anodo tende a um valor constante, chamada corrente de satura&#231;&#227;o, para    tens&#245;es no filamento 1 de 9 a 10 volts. O mesmo n&#227;o &#233; claro para    os demais valores de tens&#227;o. Nesse caso, para verificar que a tens&#227;o    no anodo tende a um valor constante, ter&#237;amos que aumentar a tens&#227;o    no filamento 2 acima de 200<i>V</i>, o que est&#225; acima das especifica&#231;&#245;es    da l&#226;mpada utilizada. Por&#233;m, ainda podemos fazer algumas estimativas    se considerarmos que os valores m&#225;ximos da corrente da <a href="#fig03">Fig.    3</a> est&#227;o pr&#243;ximos dos valores de satura&#231;&#227;o. Pois, quando    &#233; atingida a corrente de satura&#231;&#227;o, praticamente todos os el&#233;trons    emitidos pelo catodo s&#227;o coletados no anodo, o que nos permite utilizar    a <i>equa&#231;&#227;o de Richardson Dushman</i>, eq.(1), para estimar a <i>fun&#231;&#227;o    trabalho</i> do catodo. </p>      <p> A <a href="#fig04">Fig. 4</a>, ln<img src="/img/fbpe/rbef/v23n4/05eq01.gif" align="absmiddle">    <i>versus</i> <i>T</i><sup><font face="symbol">-</font >1</sup>, foi constru&#237;da usando-se os valores m&#225;ximos da corrente do    anodo para os diferentes valores de tens&#227;o (temperatura) do catodo. Atrav&#233;s    do coeficiente angular da reta, estimamos o valor da <i>fun&#231;&#227;o trabalho</i>    do catodo em aproximadamente 3,6<i>eV</i>. </p>        
<p> <b>III.2 Lei de Child</b>  </p>      <p> Como foi dito anteriormente, temos que levar em considera&#231;&#227;o, para    o c&#225;lculo da densidade de corrente no anodo, a din&#226;mica entre a emiss&#227;o    e a absor&#231;&#227;o dos el&#233;trons, assim como a geometria dos eletrodos.    Na <a href="#fig05">Fig. 5</a> est&#227;o os valores da corrente <i>versus</i>    o potencial (<i>V</i>) no anodo em escala logar&#237;tmica, obtidos para o valor    da tens&#227;o (temperatura) no catodo de 11,5<i>V</i>. Pelo ajuste linear verificamos    que o coeficiente angular da reta (= 1,55) &#233; pr&#243;ximo do valor esperado    pela <i>Lei de Child</i> (= 1,5) eq.(2). O valor do coeficiente linear refere-se    a ln(<i>B</i>) dado pela eq.(2). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <b>III.3  Retifica&#231;&#227;o: a l&#226;mpada como um diodo</b>  </p>      <p> Modificando ligeiramente o esquema da <a href="#fig01">Fig. 1</a>, podemos    verificar que a corrente na l&#226;mpada flui em um &#250;nico sentido, ou seja,    funciona como um diodo. Para tanto, substitu&#237;mos a fonte ajust&#225;vel    de 200<i>V</i> pela fonte de tens&#227;o alternada em s&#233;rie com o resistor    de 10<i>k</i><font face="symbol">W</font >, mantendo a fonte ajust&#225;vel de 12<i>V</i> ligada ao catodo. Para observar    a propriedade de retifica&#231;&#227;o, basta conectar o oscilosc&#243;pio aos    terminais do resistor e verficar que a corrente passa em um &#250;nico sentido.    Deve-se notar que somente a parte positiva da tens&#227;o da fonte alternada    &#233; medida no resistor. Isso acontece pois os el&#233;trons somente atingir&#227;o    o filamento 2 quando o potencial neste terminal for positivo. </p>      <p> Com este procedimento ilustra-se o funcionamento do diodo, cuja utiliza&#231;&#227;o em circuitos eletr&#244;nico &#233; abundante. Uma poss&#237;vel utiliza&#231;&#227;o desse tipo de dispositivo &#233; <i>circuitos retificadores</i> ou seja, aqueles que t&#234;m como objetivo converter um sinal alternado (que varia no tempo) em um sinal cont&#237;nuo (constante). Estes circuitos est&#227;o presentes na grande maioria dos aparelhos eletr&#244;nicos, pois h&#225; a necessidade de uma tens&#227;o cont&#237;nua para que este funcione.  </p>      <p> O emprego do diodo se justifica pelo fato de que o primeiro passo para obter-se um sinal cont&#237;nuo &#233; que ele passe apenas em um &#250;nico sentido. De fato, &#233; preciso mais que diodos para construir um bom circuito retificador, contudo uma combina&#231;&#227;o de diodos, conhecida como ponte de diodos, est&#225; sempre presente nos retificadores mais tradicionais.  </p>      <p> No nosso caso, o interesse se volta na montagem experimental. Esta vem mostrar    como &#233; poss&#237;vel usar a l&#226;mpada como um diodo e entender o seu    funcionamento, dada a sua import&#226;ncia nas diversas aplica&#231;&#245;es    tecnol&#243;gicas. </p>     <p>&nbsp; </p>      <p> <b>IV&nbsp;&nbsp;Conclus&#245;es</b></p>      <p> Neste trabalho, foi poss&#237;vel verificar o <i>efeito termoi&#244;nico </i>    atrav&#233;s da <a href="#fig03">Fig. 3</a>. A <i>fun&#231;&#227;o trabalho</i>    obtida para filamento (3,6<i>eV</i>) atrav&#233;s da equa&#231;&#227;o de <i>Richardson    Dushman, </i>apesar das aproxima&#231;&#245;es feitas,<i>&nbsp;</i>&#233; da    mesma ordem de grandeza da <i>fun&#231;&#227;o trabalho</i> do Tungst&#234;nio    (4,52<i>eV</i>) mostrando uma coer&#234;ncia dos resultados com o valor encontrado    na literatura [4]. Observamos tamb&#233;m que a corrente no anodo &#233; aproximadamente    proporcional a <i>V</i><sup>3/2</sup>, <a href="#fig05">Fig. 5</a>, para uma    dada temperatura no catodo, como previsto pela <i>Lei de Child</i>. Al&#233;m    disso, observamos que a l&#226;mpada pode funcionar como um diodo. </p>      <p> Apesar da simplicidade da experi&#234;ncia, os resultados apresentados est&#227;o    de acordo com a teoria e os valores da literatura [1, 2, 3]. Como n&#227;o foi    feito v&#225;cuo na l&#226;mpada, a presen&#231;a de um g&#225;s na v&#225;lvula    modifica a din&#226;mica entre a emiss&#227;o do el&#233;tron pelo catodo e    sua absor&#231;&#227;o no anodo, justificando os desvios entre os resultados    obtidos experimentalmente e aqueles encontrados na literatura. Outro fator que    deve ser notado &#233; o limite de tens&#227;o e corrente suportado por tais    l&#226;mpadas, o que nos desviou de um resultado mais preciso para a <i>fun&#231;&#227;o    trabalho</i> do filamento. </p>      <p> Essa experi&#234;ncia pode ser utilizada para fins did&#225;ticos, como tamb&#233;m    em aulas demonstrativas ou de laborat&#243;rio, tendo em vista seu baixo custo    como tamb&#233;m a riqueza de conceitos e fen&#244;menos envolvidos. Desta forma,    tratamos de temas corriqueiros nos cursos de f&#237;sica, como a <i>emiss&#227;o    termoi&#244;nica, fun&#231;&#227;o trabalho </i>e <i>retifica&#231;&#227;o</i>,    que podem ser abordados em cursos introdut&#243;rios, al&#233;m de discutidos    com mais facilidade atrav&#233;s da experi&#234;ncia. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>      <p> <b>References</b></p>      <!-- ref --><p>[1] John D. McGervey: <i>Intorduction to Modern Physics</i>, Academic Press,    INC. Lodon, UK. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S1806-1117200100040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[2] <i>The New Encyclopedia Britannica</i>,vol. 18, p&#225;gina 315, MACROPAEDIA,    UK. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S1806-1117200100040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[3] Hans Mark e N. Thomas Olson: <i> Experiments in Modern Physics</i>, McGraw    - Hill Book Company, New York, USA. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S1806-1117200100040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[4] A. C. Melissimos: <i>Experiments in Modern Physics </i>, Academic Press    INC., Florida, USA. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S1806-1117200100040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[5] Fred Huffman: <i>Thermoinonic Energy Conversion</i>, Encyclopedia of Physical    Science and Technology, vol. 13, Academic Press, NY, USA. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S1806-1117200100040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>[6] R. Eisberg e R. Resnick: <i> F&#237;sica Qu&#226;ntica: &#193;tomos, Mol&#233;culas,    S&#243;lidos, N&#250;cleos e Part&#237;culas</i>, reimpress&#227;o, Editora    Campus LTDA., RJ, Brasil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S1806-1117200100040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><sup><a name="ref1"></a><a href="#1">1</a></sup>Especifica&#231;&#245;es da    l&#226;mpada: OSRAM 7528 12V P21/5 W - Brasil. </p>       ]]></body>
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