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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Observando o céu, quantificando as nuvens e praticando modelagem: um exercício de apoio ao aprendizado das ciências atmosféricas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Itajubá Instituto de Recursos Naturais ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Modern pedagogical concepts agree with the fact that activities that allow students to experience processes are fundamental for the perfect and complete understanding of these processes. Thus, this paper presents a didactic activity which involved the combined use of observation and modeling of the process. The goal of this paper is to encourage the teachers and educators to the importance of relatively simple experiments in bring out facilitations to physics teaching]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESENVOLVIMENTO EM ENSINO DE F&Iacute;SICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="enda"></a><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Observando o c&eacute;u, quantificando as nuvens e praticando modelagem: um exerc&iacute;cio de apoio ao aprendizado das ci&ecirc;ncias atmosf&eacute;ricas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Observation, measurement and modeling of clouds as a way to facilitate the atmospheric sciences teaching</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Arcilan Trevenzoli Assireu<a href="#nt1"><sup>1</sup></a>; Michelle Sim&otilde;es Reboita; Marcelo de Paula Corr&ecirc;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Instituto de Recursos Naturais, Universidade Federal de Itajub&aacute;, Itajub&aacute;, MG, Brasil </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As concep&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas modernas concordam com o fato de que atividades que levem o aluno a experimentar processos s&atilde;o fundamentais para uma perfeita e integral compreens&atilde;o destes processos. Assim, neste artigo apresentamos uma atividade did&aacute;tica que envolveu o uso conjunto da observa&ccedil;&atilde;o seguida pela formaliza&ccedil;&atilde;o e modelagem do processo. O elevado empenho e motiva&ccedil;&atilde;o demonstrados pelos alunos, somado &agrave; facilidade de reprodu&ccedil;&atilde;o desta pr&aacute;tica deixam a certeza da efetividade destes procedimentos para o ensino de ci&ecirc;ncias, particularmente, das ci&ecirc;ncias atmosf&eacute;ricas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> ensino de ci&ecirc;ncias, observa&ccedil;&atilde;o de processos, recursos did&aacute;ticos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Modern pedagogical concepts agree with the fact that activities that allow students to experience processes are fundamental for the perfect and complete understanding of these processes. Thus, this paper presents a didactic activity which involved the combined use of observation and modeling of the process. The goal of this paper is to encourage the teachers and educators to the importance of relatively simple experiments in bring out facilitations to physics teaching.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Keywords:</b> physics teaching, observations of processes, didactic resources.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As concep&ccedil;&otilde;es pedag&oacute;gicas modernas concordam com o fato de que atividades que levem o aluno a experimentar processos s&atilde;o fundamentais para a perfeita e integral compreens&atilde;o destes processos. Como afirma o educador Gutierrez &#91;1&#93;, "o mero fato de interpretar ou apropriar-se de um saber n&atilde;o &eacute; suficiente para que, com propriedade de termos, possamos falar de aprendizagem 'aut&ecirc;ntica'. Somente pode chamar-se aut&ecirc;ntico o conhecimento que em si mesmo e por si mesmo seja produtivo e transformador, o que requer do preceptor que ele o transforme em conhecimento seu e reestruture &agrave; sua maneira a informa&ccedil;&atilde;o". Em trabalho recente, Kiouranis e cols. &#91;2&#93; indicam a import&acirc;ncia dos experimentos mentais na aprendizagem de fen&ocirc;menos dif&iacute;ceis de serem observados em condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio. Estes autores tamb&eacute;m evidenciaram o fato de que todo experimento &eacute; um experimento mental, pela simples raz&atilde;o de que o cientista precisa fazer todo o desenho experimental, que envolve a metodologia, instrumenta&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, suporte te&oacute;rico e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste trabalho ser&aacute; apresentada uma discuss&atilde;o em torno de um experimento realizado com os alunos do rec&eacute;m criado Programa de Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas da Universidade Federal de Itajub&aacute; (Unifei). O experimento consistiu de observa&ccedil;&otilde;es, ao longo do dia, da cobertura de nuvens. Assim, durante os dias letivos entre 14 de abril e 11 junho, os alunos, organizados em grupos de cinco, contabilizaram a fra&ccedil;&atilde;o de cobertura de nuvens em v&aacute;rios hor&aacute;rios e geraram, para cada dia, valores m&eacute;dios di&aacute;rios. Estes valores foram cotejados com valores estimados por um modelo de cobertura de nuvens a fim de valid&aacute;-lo e calibr&aacute;-lo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A din&acirc;mica da cobertura de nuvens &eacute; algo que faz parte do cotidiano das pessoas. Al&eacute;m disso, as nuvens t&ecirc;m uma forte influ&ecirc;ncia para o balan&ccedil;o de energia da Terra e para o clima, e, portanto, desempenham fun&ccedil;&atilde;o reguladora da temperatura m&eacute;dia do planeta. Algumas nuvens contribuem para o resfriamento ao refletirem parte da energia solar - as chamadas radia&ccedil;&otilde;es de onda curta - de volta para o espa&ccedil;o. Outras nuvens contribuem para o aquecimento ao aprisionarem, na baixa atmosfera, parte da energia emitida pela superf&iacute;cie as chamadas radia&ccedil;&otilde;es de onda longa &#91;3&#93;. Pequenas mudan&ccedil;as na quantidade ou distribui&ccedil;&atilde;o das nuvens possuem maior potencial para mudar o clima do que as mudan&ccedil;as associadas aos gases de efeito estufa, aos aeross&oacute;is produzidos pelo homem, ou ainda, a outros fatores associados com mudan&ccedil;as globais &#91;4&#93;. Dependendo de suas caracter&iacute;sticas e altura na atmosfera, as nuvens podem influenciar o balan&ccedil;o de energia em diferentes formas, ao bloquear uma por&ccedil;&atilde;o significativa da radia&ccedil;&atilde;o solar que atingiria a superf&iacute;cie da Terra. Devido a este efeito de sombra, a superf&iacute;cie da Terra tende a ser mais fria do que seria na aus&ecirc;ncia de nuvens. Outro efeito n&atilde;o t&atilde;o &oacute;bvio, e que as nuvens funcionam como uma esp&eacute;cie de "cobertor radiativo" ao absorver a radia&ccedil;&atilde;o na faixa do infravermelho termal (calor) que a superf&iacute;cie da Terra emite para o espa&ccedil;o. Como resultado, a superf&iacute;cie sob as nuvens n&atilde;o se resfriam t&atilde;o rapidamente como ocorreria na aus&ecirc;ncia de nuvens. A altura das nuvens na atmosfera influ&ecirc;ncia a efetividade com que a energia ser&aacute; "aprisionada". Uma nuvem na alta atmosfera emitir&aacute; menos calor para o espa&ccedil;o do que uma nuvem na baixa altitude.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que os cientistas consigam criar simula&ccedil;&otilde;es computacionais mais realistas do clima presente e futuro da Terra, eles precisam incluir representa&ccedil;&otilde;es mais acuradas do comportamento das nuvens. Todas estas raz&otilde;es fazem com que o tema Nuvens desperte, naturalmente, interesse e entusiasmo por parte dos alunos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2. Descri&ccedil;&atilde;o das atividades</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.1. Observa&ccedil;&otilde;es das nuvens</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A observa&ccedil;&atilde;o visual da cobertura de nuvens &eacute; tradicionalmente realizada atrav&eacute;s da inspe&ccedil;&atilde;o do c&eacute;u por t&eacute;cnicos treinados que trabalham em esta&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, seguindo padr&otilde;es definidos pela Organiza&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica Mundial (OMM). Durante a observa&ccedil;&atilde;o, o observador deve escolher um ponto que ofere&ccedil;a uma visada a mais desobstru&iacute;da poss&iacute;vel e dividir a ab&oacute;bada celeste em oito quadrantes. A quantidade total de nuvens, ou a cobertura total de nuvens, &eacute; a fra&ccedil;&atilde;o da ab&oacute;bada celeste coberta por nebulosidade. Portanto, a quantidade total de nuvens consiste em estimar quanto da &aacute;rea aparente do c&eacute;u est&aacute; coberta. Por exemplo, 8/8 corresponde a uma situa&ccedil;&atilde;o de c&eacute;u totalmente nublado &#91;5, 6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a etapa de levantamento observacional da cobertura de nuvens, os alunos, organizados em grupos de cinco, receberam treinamento te&oacute;rico e pr&aacute;tico sobre como fazer estas estimativas visuais. Cada uma das equipes ficou encarregada de observar o c&eacute;u em seis hor&aacute;rios ao longo do dia: 10:00 h, 12:00 h, 13:00 h, 15:20 h, 16:30 h e 17:30 h. Os hor&aacute;rios coincidem com per&iacute;odos de intervalo entre aulas, almo&ccedil;o, enfim, hor&aacute;rios em que os alunos n&atilde;o tinham aulas. Nestes mesmos hor&aacute;rios , o t&eacute;cnico em meteorologia da Unifei, que tem longa experi&ecirc;ncia neste tipo de observa&ccedil;&atilde;o, realizou observa&ccedil;&otilde;es independentes, as quais foram usadas ao final do experimento para compara&ccedil;&otilde;es com as medidas realizadas por cada grupo de alunos. A <a href="#fig1a">Fig. 1</a> resume os resultados destas observa&ccedil;&otilde;es. Os valores obtidos ao longo de cada dia pelos diferentes grupos de alunos foram cotejados com os valores observados pelo t&eacute;cnico, que atuou como o monitor das atividades de observa&ccedil;&atilde;o. Embora o monitor estivesse sempre &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para tirar d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; observa&ccedil;&atilde;o, os valores gerados por cada grupo s&atilde;o independentes e as diferen&ccedil;as refletem a subjetividade natural associada a este tipo de observa&ccedil;&atilde;o. O fator de correla&ccedil;&atilde;o igual a 0,79 (<a href="#fig1a">Fig. 1a</a>) indica que houve uma grande concord&acirc;ncia entre a observa&ccedil;&atilde;o dos alunos e a do monitor. Isto tamb&eacute;m pode ser constatado a partir da compara&ccedil;&atilde;o entre os valores observados pelos diferentes grupos (G1, G2, G3, G4 e G5) e o monitor, cujos valores co-oscilam de forma bastante clara (<a href="#fig1b">Fig. 1b</a>). No entanto, &eacute; poss&iacute;vel observar pelo menos dois pontos mais isolados dos demais (<a href="#fig1a">Fig. 1a</a> - delimitados por c&iacute;rculos), onde os alunos descreveram um c&eacute;u com 50% e 10% de cobertura de nuvens enquanto o monitor encontrou, respectivamente, valores iguais a 15% e 65%. Isto demonstra como fatores subjetivos podem comprometer a precis&atilde;o das medidas de superf&iacute;cie realizadas por inspe&ccedil;&atilde;o visual. Este resultado foi trabalhado com os alunos de forma a explorar a interpreta&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica dos resultados e a sub jetividade envolvida nas observa&ccedil;&otilde;es. Estas discrep&acirc;ncias confirmam que a descri&ccedil;&atilde;o visual da cobertura de nuvens, embora amplamente aceita, &eacute; um m&oacute;etodo bastante subjetivo &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.2. Modelo de cobertura de nuvens</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme discutido anteriormente, embora a descri&ccedil;&atilde;o visual da cobertura de nuvens seja amplamente aceita, &eacute; um m&eacute;todo bastante subjetivo e invi&aacute;vel para finalidades de monitoramento cont&iacute;nuo. Por outro lado, c&acirc;meras autom&aacute;ticas de registro de imagem da cobertura de nuvens s&atilde;o muito caras e de dif&iacute;cil manuten&ccedil;&atilde;o. Isto motiva a busca de modelos que, a partir de medidas cont&iacute;nuas de radia&ccedil;&atilde;o de onda curta, regularmente realizadas por esta&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas automa&iacute;ticas, permita estimativas quanto &agrave; cobertura de nuvens. Esta foi a oportunidade para trabalhar, com os alunos, os conceitos b&aacute;sicos envolvidos com a modelagem de processos. A seguir ser&aacute; apresentada uma descri&ccedil;&atilde;o detalhada desse modelo, em que termos espec&iacute;ficos e comumente utilizados em modelagem ser&atilde;o exemplificados a partir das pr&iacute;oprias formula&ccedil;&otilde;es e considera&ccedil;&otilde;es presentes no modelo. No decorrer da descri&ccedil;&atilde;o ser&atilde;o invocadas posturas cr&iacute;ticas diante de proposi&ccedil;&otilde;es e simplifica&ccedil;&otilde;es inerentes &agrave; modelagem e ser&aacute; investigada, sempre que poss&iacute;vel, qual a contribui&ccedil;&atilde;o relativa que as considera&ccedil;&otilde;es assumidas no modelo t&ecirc;m para o resultado final.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A import&acirc;ncia de estimativas do balan&ccedil;o de calor para o entendimento do clima no planeta incentivou oceano&iacute;grafos e meteorologistas a buscarem um formalismo baseado na altura solar e na cobertura de nuvens, para estimativas da insola&ccedil;&atilde;o incidente na superf&iacute;cie do mar. Reed (1977)&#91;7&#93; examinou 40 meses de dados e prop&ocirc;s a seguinte f&oacute;rmula emp&iacute;rica</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form01.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">onde <i>Q</i> &eacute; a insola&ccedil;&atilde;o sob condi&ccedil;&otilde;es de nuvens (Wm <sup>-2</sup>), <i>C</i> &eacute; a cobertura total de nuvens (em d&eacute;cimos), </font><i>&#945;</i><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> &eacute; o &acirc;ngulo solar ao meio-dia, definido como o &acirc;ngulo formado entre a vertical local de um observador e o sol quando este astro culmina em rela&ccedil;&atilde;o ao observador &#91;8&#93;, e <i>Q<sub>0</sub></i> (Wm<sup>-2</sup>)e a insola&ccedil;&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de c&eacute;u sem nebulosidade que &eacute; obtida pela f&oacute;rmula de Smithsonian &#91;7&#93;</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form02.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Regi&atilde;o 1: para latitudes entre 20º S e 40º N os coeficientes s&atilde;o</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><i>A</i><sub>0</sub> = -15, 82 + 326, 87 cos <i>L</i>;</p>       <p><i>A</i><sub>1</sub> = 9, 63 + 192,44 cos(<i>L</i> + 90);</p>       <p><i>B</i><sub>1</sub> = -3, 27 + 108, 70sen<i>L</i></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>A</i><sub>2</sub> = -0, 64 + 7, 80sen2(<i>L</i>- 45)</p>       <p><i>B</i><sub>2</sub> = -0, 50 + 14,42 cos 2(<i>L</i>- 5)</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Regi&otilde;es 2: para latitudes entre 40º N e 60º N os coeficientes s&atilde;o,</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       <p><i>A</i><sub>0</sub> = 342, 61- 1, 97<i>L</i>-0,018<i>L</i><sup>2</sup>;</p>       <p><i>A</i><sub>1</sub> = 52, 08- 5, 86<i>L</i> + 0, 043<i>L</i><sup>2</sup>;</p>       <p><i>B</i><sub>1</sub> = -4, 80 + 2, 46<i>L</i>- 0, 017<i>L</i><sup>2</sup>;</p>       <p><i>A</i><sub>2</sub> = 1, 08- 0,47<i>L</i> + 0, 011<i>L</i><sup>2</sup>;</p>       <p><i>B</i><sub>2</sub> = -38, 79 + 2, 43<i>L</i>-0,034<i>L</i><sup>2</sup>,</p> </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">onde </font><i>&#952;</i><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> = (<i>t</i> - 21)(360/365), onde <i>t</i> e o dia Juliano e <i>L </i>a latitude.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a medida de <i>Q</i> pode ser obtida a partir de esta&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, j&aacute; que representa o valor de radia&ccedil;&atilde;o de onda curta incidente, a Eq. (1) foi rearranjada de forma a permitir estimativas da cobertura de nuvens no c&eacute;u</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form03.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores de radia&ccedil;&atilde;o incidente de onda curta <i>(Q) </i>na Eq. (3) foram obtidos a partir da esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica da Unifei ( 22º 24' 46" S, 45º 27' 06" W e 850 m acima do n&iacute;vel do mar). As m&eacute;dias di&aacute;rias para cada um dos par&acirc;metros da Eq. (3) permitiu as estimativas di&aacute;rias de cobertura de nuvens ao mesmo tempo em que eram feitas as estimativas visuais. Neste ponto cabe chamar a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de que o modelo representado pela Eq. (3) &eacute; determin&oacute;stico, ou seja, conhecido o valor de <i>Q</i>, <i>Q<sub>0</sub></i> e </font><i>&#945;</i><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">, tem-se o respectivo valor de <i>C.</i> Um exemplo de modelo n&atilde;o determin&oacute;stico (estoc&aacute;stico) s&atilde;o, por exemplo, os modelos de previs&atilde;o do tempo e do clima. A informa&ccedil;&atilde;o advinda de modelos estoc&aacute;sticos e do tipo: "existe 40% de chance de chover amanh&atilde; &agrave; tarde em Itajub&aacute;". Se os modelos de clima fossem determin&oacute;sticos a informa&ccedil;&atilde;o seria, por exemplo, do tipo: "amanh&atilde; chover&aacute; em Itajub&aacute; &agrave;s 15 horas". Al&eacute;m de determin&oacute;stico, o modelo proposto na Eq. (3) &eacute; diagn&oacute;stico. Os modelos diagn&oacute;sticos s&atilde;o modelos em que o tempo n&atilde;o aparece explicitamente na formula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sendo, portanto, aplic&aacute;vel em tentativas de previs&atilde;o do cen&aacute;rio em tempos futuros &#91;9&#93;. Portanto, os modelos de previs&atilde;o do tempo e clima s&atilde;o progn&oacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os coeficientes da Eq. (2) foram, originalmente, a justados para duas regi&otilde;es do globo (latitudes entre 20º S e 40º N e latitudes entre 40º N e 60º N), conforme apresentado acima. A fim de verificar qual o comprometimento da utiliza&ccedil;&atilde;o da Eq. (2) para a latitude de  Itajub&aacute; (22º 24' 46" S), os valores de insola&ccedil;&atilde;o para c&eacute;u aberto estimados para Itajub&aacute; foram comparados com valores estimados para a latitude de 18º S (valor dentro do limite previsto para a utiliza&ccedil;&atilde;o da Eq. (2)). Resultados baseados no erro relativo percentual (<a href="#fig2">Fig. 2</a>), indicam que a diferen&ccedil;a m&aacute;xima, inferior a 6%, ocorre no m&ecirc;s de julho. O erro m&eacute;dio foi 2%, o que indica que as estimativas de insola&ccedil;&atilde;o para c&eacute;u claro, obtidas a partir da Eq. (2), s&atilde;o v&aacute;lidas para Itajub&aacute;. A abrang&ecirc;ncia te&oacute;rica de aplica&ccedil;&atilde;o para a Eq. (2) &eacute; at&eacute;  20º S. Assim, se a compara&ccedil;&atilde;o apresentada na <a href="#fig2">Fig. 2</a> tivesse sido realizada para esta latitude os erros seriam ainda menores.</font></p>     <p><a name="fig1a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig01a.jpg">    <br>   <a name="fig1b"></a><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig01b.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2.3. Calibra&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise de confiabilidade do modelo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia &eacute; marcada por considera&ccedil;&otilde;es, hip&oacute;teses e correla&ccedil;&otilde;es que, de antemao, acreditava-se n&atilde;o serem aceit&aacute;veis e que posteriormente foram demonstradas. Esta mesma hist&oacute;ria tamb&eacute;m e marcada por exemplos de correla&ccedil;&otilde;es, hip&oacute;teses e considera&ccedil;&otilde;es que mais tarde foram rejeitadas. Neste ponto, foi lembrado aos alunos que todo modelo precisa passar por etapas de valida&ccedil;&atilde;o e calibra&ccedil;&atilde;o que v&atilde;o indicar a capacidade do modelo de reproduzir, dentro das limita&ccedil;&otilde;es, a realidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A efici&ecirc;ncia do modelo foi avaliada a partir do erro quadr&aacute;tico m&eacute;dio (EQM), baseado na soma da raiz do erro quadr&aacute;atico entre os valores de cobertura de nuvens observados <i>(C<sub>0</sub></i>) e os valores estimados pelo modelo (<i>C<sub>m</sub></i> ) , tendo-se utilizado a implementa&ccedil;&atilde;o destas f&oacute;rmulas como motivadoras para a inicializa&ccedil;&atilde;o dos alunos na linguagem cient&iacute;fica Matlab (<a href="http://www.mathworks.com" target="_blank">www.mathworks.com</a>). Por&eacute;m, estes c&aacute;lculos podem ser realizados tamb&eacute;m no Microsoft Excel</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form04.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A efici&ecirc;ncia da calibra&ccedil;&atilde;o foi tamb&eacute;m quantificada utilizando a formula&ccedil;&atilde;o proposta por Nash e Sutcliffe &#91;10&#93;</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form05.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">onde <img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15car01.jpg"align="absmiddle"> &eacute; a cobertura de nuvens m&eacute;dia dos valores medidos (observados).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O erro medio percentual foi estimado a partir de</font></p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15form06.jpg"></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como o modelo de estimativas de nuvens (Eq. (3)) reproduz valores m&eacute;dios di&aacute;rios, os alunos converteram as medidas de cobertura de nuvens realizadas em v&aacute;rios hor&aacute;rios do dia para m&eacute;dias di&aacute;rias. Estes valores foram cotejados com os valores do modelo, tendo em vista investigar a efici&ecirc;ncia deste (<a href="#fig3a">Fig. 3</a>). Para avaliar quantitativamente a converg&ecirc;ncia entre modelo e observa&ccedil;&atilde;o foi usado o par&acirc;metro de Nash, chamado aqui de fator de ajuste - FA (Eq. (5)). O fator de ganho do modelo (primeiro termo do lado direito da Eq. (3)) foi variado de forma a obter o melhor ajuste (maiores valores de FA).</font></p>     <p><a name="fig3a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig03a.jpg">    <br>   <a name="fig3b"></a><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig03b.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O melhor ajuste, 0,65 (<a href="#fig3b">Fig. 3b</a>), foi obtido para um par&acirc;metro de ganho igual a 1,350. Quando se aplica o modelo em sua vers&atilde;o original (fator de ganho igual a 1,613) (<a href="#fig3a">Fig. 3a</a>) percebe-se que o fator de ajuste (FA = 0,53) reflete um ajuste pior entre modelo e observa&ccedil;&atilde;o. Percebe-se tamb&eacute;m que os valores de cobertura do modelo ultrapassam 100%. Uma inspe&ccedil;&atilde;o visual mostra que valores observados e modelados, em geral, mostraram variabilidades fidedignas e que, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o das leituras realizadas no tempo centrado em 115, o modelo mostrou boa acur&aacute;cia. A descontinuidade na s&eacute;rie de dados observados coincide com feriados e finais de semana em que as observa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram realizadas. O fato do modelo n&atilde;o ter apresentado boa efici&ecirc;ncia com o fator de ganho original, foi providencial para que pudesse ser trabalhado com os alunos temas como regionaliza&ccedil;&atilde;o e calibra&ccedil;&atilde;o do modelo. Os alunos puderam perceber, na pr&aacute;tica , estes procedimentos. Os valores do fator de ganho foram variados e mapeados atrav&eacute;s do fator de ajuste (<a href="#fig4">Fig. 4</a>). Note que, a princ&iacute;pio, &agrave; medida que o fator de ganho diminui h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de melhora do ajuste entre modelo e observa&ccedil;&atilde;o (FA aumenta). Esta tend&ecirc;ncia inverte a partir do fator de ganho 1,35 e o ajuste passa a ficar cada vez pior at&eacute; o valor limite do fator de ganho, igual a 1. Assim, para latitudes pr&oacute;ximas a de Itajub&aacute; recomenda-se a utiliza&ccedil;&atilde;o do fator de ganho igual a 1,350 ao inves de 1,631 na Eq. (3).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rbef/v34n1/a15fig04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>3. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O n&iacute;vel    de disposi&ccedil;&atilde;o dos alunos, verificado durante experimentos realizados    durante as aulas, bem como o interesse demonstrado diante dos fatos concretamente    expostos e discutidos, deixam a certeza da import&acirc;ncia destes procedimentos    para os processos cognitivos. Os coment&aacute;rios que os alunos apresentaram    acerca desta pr&aacute;tica em seus relat&oacute;rios deixam a certeza que procedimentos    deste tipo despertam o interesse. O par&aacute;grafo a seguir foi retirado na    &iacute;ntegra de um dos relat&oacute;rios apresentados pelos alunos e demonstra    a efetividade do procedimento metodol&oacute;gico apresentado aqui para o aprendizado    dos alunos: "O efeito mais positivo do trabalho, embora possa parecer l&uacute;dico    e rom&acirc;ntico, foi </font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o    de incutir em cada membro de nossa equipe o costume de observar o c&eacute;u    diariamente em v&aacute;rios per&iacute;odos do dia. Al&eacute;m de nos fazer    enxergar um espet&aacute;culo visual diferente a cada dia, a observa&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;tica das condi&ccedil;&otilde;es do c&eacute;u nos tornou mais    pr&oacute;ximos da an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas,    mesmo que essa an&aacute;lise tenha sido feita de modo primitivo, pessoal e    leigo. Prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as de cobertura    de nuvens durante o dia, assim como aos distintos tipos de nuvens ocorrentes,    fez com que n&oacute;s pass&aacute;ssemos a associar mais as v&aacute;rias constantes    meteorol&oacute;gicas. Verificar o estado de cobertura de nuvens de um determinado    per&iacute;odo do dia estava atrelado a tamb&eacute;m tentar verificar as outras    condi&ccedil;&otilde;es do tempo, como a umidade do ar, a temperatura, a possibilidade    de precipita&ccedil;&atilde;o e a radia&ccedil;&atilde;o solar incidente sobre    a superf&iacute;cie terrestre". Outro relato retirado na &iacute;ntegra: "O    mais importante de tudo e concluirmos que este trabalho nos tornou muito mais    vizinhos da observa&ccedil;&atilde;o visual do c&eacute;u , do estabelecimento    de rela&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios componente atmosf&eacute;ricos,    da necessidade de se conhecer as nuvens e suas peculiaridades e de uma an&aacute;lise    mais pr&aacute;tica do tempo de uma regi&atilde;o e suas caracter&iacute;sticas.    Assim, inferimos que este trabalho foi de imenso prazer por ter sido pr&aacute;tico,    simples e por nos ter aproximado mais da observa&ccedil;&atilde;o visual do    c&eacute;u , da an&aacute;lise do car&aacute;ter mut&aacute;vel do c&eacute;u    , e das formas quantitativas que o cientista desenvolveu para tentar quantificar    estes processos".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar que o presente estudo n&atilde;o se ateve somente ao binomio ensino-pesquisa, mas atingiu tamb&eacute;m o terceiro pilar b&aacute;sico das atividades de uma Universidade, a extens&atilde;o. Os resultados obtidos pelos alunos s&atilde;o atualmente usados nos boletins meteorol&oacute;gicos mensais de divulga&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es sin&oacute;ticas locais &agrave; comunidade, perfazendo uma importante lacuna na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os &agrave; sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os autores s&atilde;o gratos ao t&eacute;cnico em Meteorologia da Universidade Federal de Itajub&aacute; (UNIFEI) Daniel Luiz Andrade Mortl (em mem&oacute;ria), pela assist&ecirc;ncia nas etapas observacionais e aos alunos da primeira turma do curso de Ci&ecirc;ncias Atmosf&eacute;ricas da UNIFEI.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Referencias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;1&#93; F. Gutierrez, <i>Linguagem Total: Uma Pedagogia dos Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o</i> (Summus, S&atilde;o Paulo, 1979).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S1806-1117201200010001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;2&#93;	 N.M.M. Kiouranis, A.R. de Souza e O.S. Santin Filho, Revista Brasileira de Ensino de F&iacute;sica <b>32,</b> 1 (2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S1806-1117201200010001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;3&#93;	 M. Rieland and R. Stuhlmann, J. Appl. Meteorol. <b>32, </b>825 (1993).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S1806-1117201200010001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;4&#93; D.L. Hartman, <i>Global Physical Climatology. International Geophysics s&eacute;ries,</i> v. 56 (Academic Press, New York, 1994).</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;5&#93;	 T.A. Blair, <i>Meteorologia</i> (Centro de Publica&ccedil;&otilde;es T&eacute;cnico de Alian&ccedil;a, Rio de Janeiro, 1964).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1806-1117201200010001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;6&#93;	 M.P. Souza Echer, F.R. Martins e E.B. Pereira, Revista Brasileira de Ensino de F&iacute;sica <b>28,</b> 3 (2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1806-1117201200010001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;7&#93;	 R.K. Reed, J. Phys. Oceanog. <b>7,</b> 482 (1977).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1806-1117201200010001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;8&#93; M.A. Varej&atilde;o-Silva, <i>Meteorologia e Climatologia</i> (IN-MET, Bras&iacute;lia, 2006).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1806-1117201200010001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;9&#93; Z. Kowalik and T.S.	 Murty, <i>Numerical Modeling of Ocean Dynamics</i> (World Scientific, London, 1993).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1806-1117201200010001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;10&#93;	 J.E. Nash and J. Suctcliffe, J. Hydrology, <b>10,</b> 282 (1970).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1806-1117201200010001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 14/10/2010; Aceito em 9/11/2010; Publicado em 2/3/2011</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="nt1"></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#enda">1</a> E-mail: <a href="mailto:arcilan@unifei.edu.br">arcilan@unifei.edu.br</a>.</font></p>      ]]></body><back>
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