<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1806-3713</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Jornal Brasileiro de Pneumologia]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[J. bras. pneumol.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1806-3713</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1806-37132008000300008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1806-37132008000300008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnóstico dos transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Diagnosis of circadian rhythm sleep disorders]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martinez]]></surname>
<given-names><![CDATA[Denis]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lenz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Carmo Sfreddo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Menna-Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luiz]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Departamento de Medicina Interna ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Clínica do Sono  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Instituto de Ciências Biomédicas Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo SP]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>03</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<volume>34</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>173</fpage>
<lpage>180</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1806-37132008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1806-37132008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1806-37132008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Queixas de insônia e sonolência excessiva são comuns na investigação dos distúrbios respiratórios do sono; os transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano talvez sejam as causas mais freqüentemente esquecidas no diagnóstico diferencial destes sintomas. Estes transtornos se manifestam por desalinhamento entre o período do sono e o ambiente físico e social de 24 h. Os dois transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano mais prevalentes são o de fase atrasada (comum em adolescentes) e avançada do sono (comum em idosos), situações nas quais o período de sono se desloca para mais tarde e mais cedo, respectivamente. As possíveis confusões com insônia e sonolência excessiva tornam importante ter sempre em mente estes transtornos. Entretanto, há nove possíveis diagnósticos, e todos são de interesse clínico. Como a luz é o principal sinal para sincronizar os relógios biológicos, pessoas cegas e trabalhadores em turnos e noturno são os mais propensos a desenvolver transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano. Neste artigo, revisa-se a nova classificação internacional dos transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Insomnia and excessive sleepiness are common in the investigation of sleep-disordered breathing. Circadian rhythm sleep disorders are perhaps the most often overlooked conditions in the differential diagnosis of these symptoms. Circadian rhythm sleep disorders manifest as misalignment between the sleep period and the physical/social 24-h environmental cycle. The two most prevalent circadian rhythm sleep disorders are delayed sleep phase (common in adolescents) and advanced sleep phase (common in the elderly), situations in which the sleep period is displaced to a later or earlier time, respectively. It is important to keep these two disorders in mind, since they can be confused with insomnia and excessive sleepiness. However, there are nine possible diagnoses, and all nine are of clinical interest. Since light is the principal cue used in synchronizing the biological clock, blind individuals and night-shift/swing-shift workers are more prone to develop circadian rhythm sleep disorders. In this article, the new international classification of circadian rhythm sleep disorders is reviewed.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ritmo circadiano]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Transtornos do sono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Distúrbios do início e da manutenção do sono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fases do sono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Síndromes da apnéia do sono]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Circadian rhythm]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep initiation and maintenance disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep stages]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Sleep apnea syndromes]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ARTIGO DE REVIS&Atilde;O </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="tit"></a>Diagn&oacute;stico dos transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano<a href="#not"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Denis Martinez<sup>I</sup>; Maria do Carmo Sfreddo Lenz<sup>II</sup>; Luiz Menna-Barreto<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor Associado do Departamento de Medicina Interna. Universidade Federal do Rio Grande do Sul &#150; UFRGS &#150; Porto Alegre (RS) Brasil    <br>   <sup>II</sup>Respons&aacute;vel T&eacute;cnica. Cl&iacute;nica do Sono, Porto Alegre (RS) Brasil    <br>   <sup>III</sup>Coordenador do Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biol&oacute;gicos. Instituto de Ci&ecirc;ncias Biom&eacute;dicas da Universidade de S&atilde;o Paulo &#150; USP &#150; S&atilde;o    Paulo (SP) Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade="noshade">     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Queixas de ins&ocirc;nia e sonol&ecirc;ncia excessiva s&atilde;o comuns na investiga&ccedil;&atilde;o dos dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios do sono; os transtornos do sono rela</b>cionados ao ritmo circadiano talvez sejam as causas mais freq&uuml;entemente esquecidas no diagn&oacute;stico diferencial destes sintomas. Estes transtornos se manifestam por desalinhamento entre o per&iacute;odo do sono e o ambiente f&iacute;sico e social de 24 h. Os dois transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano mais prevalentes s&atilde;o o de fase atrasada (comum em adolescentes) e avan&ccedil;ada do sono (comum em idosos), situa&ccedil;&otilde;es nas quais o per&iacute;odo de sono se desloca para mais tarde e mais cedo, respectivamente. As poss&iacute;veis confus&otilde;es com ins&ocirc;nia e sonol&ecirc;ncia excessiva tornam importante ter sempre em mente estes transtornos. Entretanto, h&aacute; nove poss&iacute;veis diagn&oacute;sticos, e todos s&atilde;o de interesse cl&iacute;nico. Como a luz &eacute; o principal sinal para sincronizar os rel&oacute;gios biol&oacute;gicos, pessoas cegas e trabalhadores em turnos e noturno s&atilde;o os mais propensos a desenvolver transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano. Neste artigo, revisa-se a nova classifica&ccedil;&atilde;o internacional dos transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Descritores:</b> Ritmo circadiano; Transtornos do sono; Dist&uacute;rbios do in&iacute;cio e da manuten&ccedil;&atilde;o do sono; Fases do sono; S&iacute;ndromes da apn&eacute;ia do sono.</font></p> <hr size="1" noshade="noshade">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ins&ocirc;nia e sonol&ecirc;ncia s&atilde;o sintomas complexos e dif&iacute;ceis de se quantificar devido &agrave;s diversas dimens&otilde;es que cada um apresenta. Ins&ocirc;nia, por exemplo, pode causar sofrimento importante, com preju&iacute;zo funcional, mas, se quantificada em termos de n&uacute;mero de horas de sono perdidas, pode ser trivial. Da mesma forma, a sonol&ecirc;ncia pode passar despercebida ou ser negada pelo paciente, enquanto causa enorme preocupa&ccedil;&atilde;o aos familiares que observam cochilos em situa&ccedil;&otilde;es inapropriadas, inclusive ao volante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A causa mais comum de sonol&ecirc;ncia entre indiv&iacute;duos que consultam o m&eacute;dico por transtorno do sono &eacute; a s&iacute;ndrome da apn&eacute;ia e hipopn&eacute;ia obstrutiva do sono (SAHOS). Apn&eacute;ias e hipopn&eacute;ias s&atilde;o dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios relacionados ao sono, com dura&ccedil;&atilde;o de mais de 10 segundos, que causam hipoxemia e terminam com o despertar. O diagn&oacute;stico de SAHOS exige a ocorr&ecirc;ncia de sintomas de sono perturbado, como sonol&ecirc;ncia ou ins&ocirc;nia, associados a cinco ou mais apn&eacute;ias ou hipopn&eacute;ias por hora de sono.<sup>(1,2)</sup> A SAHOS, geralmente, causa sonol&ecirc;ncia, gerando elevado risco de acidentes, principalmente no tr&acirc;nsito. Se envolve motoristas profissionais,<sup>(3)</sup> a SAHOS pode ter seu perigo amplificado, levando &agrave; morte de passageiros e circunstantes.<sup>(4)</sup> A import&acirc;ncia cl&iacute;nica da SAHOS cresceu a ponto de o conhecimento sobre os dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios do sono ter passado a ser parte obrigat&oacute;ria da resid&ecirc;ncia em pneumologia. A relev&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da SAHOS faz com que, atualmente, existam mais pneumologistas do que neurologistas e psiquiatras com especializa&ccedil;&atilde;o em sono. O tratamento da SAHOS traz benef&iacute;cios tanto &agrave; qualidade de vida como &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade. Para que se institua o tratamento, deve-se levantar a hip&oacute;tese e conduzir a investiga&ccedil;&atilde;o, incluindo a etapa de diagn&oacute;stico diferencial. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre as causas n&atilde;o-respirat&oacute;rias de ins&ocirc;nia e sonol&ecirc;ncia, talvez as mais negligenciadas sejam aquelas relacionadas aos circadian rhythm sleep disorders (CRSDs, transtornos do sono relacionados ao ritmo circadiano). Estes transtornos se manifestam por desalinhamento entre o per&iacute;odo do sono e o ambiente f&iacute;sico e social de 24 h, relacionado a altera&ccedil;&otilde;es dos sistemas de temporiza&ccedil;&atilde;o internos. Existem dois padr&otilde;es freq&uuml;entes destes transtornos, vistos principalmente no adolescente e no idoso. A queixa do adolescente pode simular quadro de ins&ocirc;nia quando deita no hor&aacute;rio normal e demora horas para adormecer, mas tamb&eacute;m simula sonol&ecirc;ncia quando ele n&atilde;o consegue levantar pela manh&atilde;. O quadro do idoso pode aparentar sonol&ecirc;ncia quando ele adormece &agrave;s 20 h, assistindo televis&atilde;o, mas tamb&eacute;m aparenta ins&ocirc;nia ao acordar de madrugada, sendo incapaz de voltar a dormir (<a href="#fig1">Figura 1</a>). Estes casos de falsa ins&ocirc;nia ou sonol&ecirc;ncia s&atilde;o, na verdade, os modelos mais comuns de CRSD, com s&eacute;rias conseq&uuml;&ecirc;ncias para a qualidade de vida do indiv&iacute;duo. Por isso, devem estar sempre em mente no diagn&oacute;stico diferencial de SAHOS.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jbpneu/v34n3/a08fig01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sono e sistemas de temporiza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Praticamente todas as formas de vida contam com sistemas de temporiza&ccedil;&atilde;o, ou osciladores, que melhoram suas chances de sobreviv&ecirc;ncia em um planeta marcado por ciclos de dia e noite e por esta&ccedil;&otilde;es do ano. Para os vegetais, a presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia de sol representa fornecimento de energia ou necessidade de poupar energia. Para os animais, al&eacute;m de seu 'nicho espacial', &eacute; necess&aacute;rio um 'nicho temporal', um hor&aacute;rio em que se exponham menos a predadores e tenham mais chance de obter alimento. Esses nichos temporais identificam, por exemplo, esp&eacute;cies diurnas ou noturnas, como &eacute; o caso do sabi&aacute; e da coruja, respectivamente. Al&eacute;m dos ciclos diurnos, existem adapta&ccedil;&otilde;es &agrave;s esta&ccedil;&otilde;es do ano, que s&atilde;o essenciais &agrave; sobreviv&ecirc;ncia. Os comportamentos sazonais tamb&eacute;m s&atilde;o controlados por calend&aacute;rios internos.<sup>(5)</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O homo sapiens &eacute; uma esp&eacute;cie diurna, adaptada para exercer suas atividades na fase clara do ciclo claro/escuro e repousar na fase escura. O desenvolvimento de nosso sistema visual e nossa depend&ecirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o luminosa nos caracterizam como esp&eacute;cie diurna.<sup>(6)</sup> O per&iacute;odo principal de sono na nossa esp&eacute;cie situa-se, portanto, na fase escura, mas podem ocorrer outros momentos de repouso ao longo do dia. O sistema que controla os comportamentos relacionados ao sono &eacute; complexo<sup>(7)</sup> e conta com diversos elementos,<sup>(8)</sup> sendo comparado a uma orquestra.<sup>(9)</sup> O centro que rege o concerto da cronobiologia dos mam&iacute;feros &eacute; o n&uacute;cleo supraquiasm&aacute;tico (NSQ) do hipot&aacute;lamo.<sup>(10)</sup> Localizada junto ao nervo &oacute;ptico, essa &aacute;rea do hipot&aacute;lamo recebe conex&otilde;es da retina que informam o sistema sobre a exist&ecirc;ncia de luz. A melatonina<sup>(11)</sup> &eacute; secretada pela gl&acirc;ndula pineal, obedecendo a est&iacute;mulo do NSQ na aus&ecirc;ncia de luz, traduzindo a informa&ccedil;&atilde;o f&oacute;tica em est&iacute;mulo qu&iacute;mico a todas as c&eacute;lulas. A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz interage com o NSQ e pode alterar os ciclos do rel&oacute;gio. Luz intensa no final da tarde atrasa o rel&oacute;gio. Luz intensa no in&iacute;cio da manh&atilde; adianta o rel&oacute;gio.<sup>(12)</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A repeti&ccedil;&atilde;o regular dos epis&oacute;dios de sono noturno caracteriza o que chamamos de ciclo sono-vig&iacute;lia. Al&eacute;m do sono, todas as fun&ccedil;&otilde;es do sistema nervoso apresentam oscila&ccedil;&otilde;es. Consideram-se, erradamente, os diversos componentes do desempenho humano como fen&ocirc;menos est&aacute;veis. Evid&ecirc;ncias derivadas de estudos de laborat&oacute;rio, em condi&ccedil;&otilde;es controladas e por manipula&ccedil;&otilde;es do ciclo sono-vig&iacute;lia, demonstram ser o desempenho fortemente afetado por fen&ocirc;menos c&iacute;clicos.<sup>(13)</sup> Os organismos vivos n&atilde;o s&atilde;o m&aacute;quinas que, uma vez ligadas, funcionam ininterruptamente, com oscila&ccedil;&otilde;es desprez&iacute;veis.<sup>(14)</sup> As oscila&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e mentais no ser humano s&atilde;o de magnitude relevante e de alto risco.<sup>(15)</sup> Acidentes com mortes representam a face mais sombria da queda de desempenho associada aos ritmos circadianos. Os ciclos envolvendo o sono e os processos que o controlam sofrem perturba&ccedil;&otilde;es de interesse cl&iacute;nico,<sup>(16,17)</sup> as quais revisaremos neste artigo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como qualquer sistema biol&oacute;gico, os osciladores respons&aacute;veis pela regularidade do ciclo sono-vig&iacute;lia s&atilde;o sujeitos a muta&ccedil;&otilde;es,<sup>(18)</sup> como no caso da s&iacute;ndrome familiar de fase avan&ccedil;ada do sono, uma condi&ccedil;&atilde;o autoss&ocirc;mica dominante, com hor&aacute;rios de sono precoces e despertar durante a madrugada. Al&eacute;m dos aspectos gen&eacute;ticos, ocorrem transtornos cronobiol&oacute;gicos secund&aacute;rios a diversos fatores, como: envelhecimento;<sup>(19)</sup> estresse;<sup>(20)</sup> cronotipo (matutino ou vespertino);<sup>(21)</sup> e doen&ccedil;as org&acirc;nicas.<sup>(22)</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar da relativa flexibilidade dos hor&aacute;rios de dormir e acordar, o ser humano tende a manter os per&iacute;odos de sono-vig&iacute;lia com dura&ccedil;&otilde;es em torno de 24 h por ciclo. Desvios dessa regularidade ocorrem, usualmente, nos finais de semana, f&eacute;rias e mudan&ccedil;as de fuso hor&aacute;rio. No entanto, h&aacute; altera&ccedil;&otilde;es desse ciclo que ultrapassam os limites da normalidade, presentes, sobretudo, em condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas como aquela evidenciada em trabalhadores em turnos alternantes ou noturnos. Essas altera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o identificadas como transtornos dos ritmos circadianos do sono secund&aacute;rios e merecem tratamento espec&iacute;fico, ap&oacute;s o correto diagn&oacute;stico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O diagn&oacute;stico de transtornos do sono &eacute; abordado em v&aacute;rias classifica&ccedil;&otilde;es, mas o esfor&ccedil;o internacional mais consistente &eacute; o das sociedades de medicina do sono. A segunda vers&atilde;o da <i>International Classification of Sleep Disorders</i> (ICSD, Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional dos Dist&uacute;rbios do Sono)<sup>(23)</sup> inclui dois novos CRSDs que s&atilde;o de interesse cl&iacute;nico, totalizando nove poss&iacute;veis diagn&oacute;sticos (<a href="#qd1">Quadro 1</a>). </font></p>     <p><a name="qd1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jbpneu/v34n3/a08quad01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para diagnosticar CRSD s&atilde;o necess&aacute;rias algumas condi&ccedil;&otilde;es. Em primeiro lugar, o transtorno deve estar acompanhado por queixas de ins&ocirc;nia, sonol&ecirc;ncia excessiva, ou ambas, com preju&iacute;zo social, ocupacional ou em outras &aacute;reas. Em segundo lugar, o padr&atilde;o do transtorno deve ser persistente ou recorrente e, por &uacute;ltimo, a causa deve ser ou altera&ccedil;&atilde;o no sistema do controle do tempo ou a falta de sincroniza&ccedil;&atilde;o entre o ritmo circadiano end&oacute;geno e os fatores ex&oacute;genos que afetam a hora ou a dura&ccedil;&atilde;o do sono. Essas considera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes na medida em que, normalmente, o ciclo sono-vig&iacute;lia apresenta alguma variabilidade, o que, ali&aacute;s, permite adapta&ccedil;&otilde;es a mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos nos finais de semana, por exemplo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Preenchidos estes crit&eacute;rios gerais, procuram-se diagn&oacute;sticos espec&iacute;ficos como os que se revisam a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Transtornos do sono relacionados  ao ritmo circadiano</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Tipo s&iacute;ndrome da fase atrasada do sono</b></i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este transtorno se caracteriza por dormir e acordar tardios, na maioria das noites, geralmente com atraso de mais de 2 h al&eacute;m dos hor&aacute;rios conven</b>cionais ou socialmente aceit&aacute;veis. O paciente tem dificuldade para iniciar o sono e prefere acordar mais tarde. Quando lhe &eacute; permitido seguir seus hor&aacute;rios preferenciais, o seu ritmo circadiano &eacute; atrasado, de forma cr&ocirc;nica e persistente, provocando transtorno &agrave; vida social do paciente. Com exce&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio atrasado, o sono &eacute; normal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hist&oacute;ria familiar pode estar presente em at&eacute; 40% dos indiv&iacute;duos com fase atrasada. A preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o geral &eacute; em torno de 7 a 16%. &Eacute; mais comum entre adolescentes e adultos jovens, com pico em torno dos 20 anos de idade.<sup>(24,25)</sup> Dos pacientes com ins&ocirc;nia cr&ocirc;nica, que buscam ajuda em cl&iacute;nicas do sono, estima-se que em torno de 10% dos casos sofram de fase atrasada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mecanismo exato para o desenvolvimento da s&iacute;ndrome da fase atrasada &eacute; desconhecido. Fatores gen&eacute;ticos, tais como polimorfismo no sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o, principalmente do gene hPer3, est&atilde;o associados a essa s&iacute;ndrome. Fatores ambientais, incluindo o decr&eacute;scimo na exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz da manh&atilde;, excesso de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz ao entardecer e hor&aacute;rios tardios para televis&atilde;o e v&iacute;deo-games podem exacerbar o atraso de fase. Mudan&ccedil;as de turno no trabalho e viagens com mudan&ccedil;a de fuso hor&aacute;rio podem precipitar esse transtorno. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todos os CRSDs, &eacute; fundamental a supervis&atilde;o da adequada aplica&ccedil;&atilde;o das medidas de higiene do sono (<a href="#qd2">Quadro 2</a>). Apesar de essas medidas parecerem &oacute;bvias, muitos pacientes as ignoram totalmente e inviabilizam o tratamento, em virtude de comportamentos arraigados, como, por exemplo, ingerir altas doses de cafe&iacute;na &agrave; noite. Uma forma simples de tratar a fase do sono atrasada &eacute; atrasar ainda mais o hor&aacute;rio de sono, numa taxa de 2 a 3 h a cada 2    dias, at&eacute; alcan&ccedil;ar o hor&aacute;rio desejado do per&iacute;odo de sono, idealmente das 23 h 30 min &agrave;s 7 h. Este m&eacute;todo pode ser bem aceito porque &eacute; mais f&aacute;cil prolongar a vig&iacute;lia do que antecipar o sono, mas, na pr&aacute;tica, a necessidade de ader&ecirc;ncia rigorosa ao esquema e os inconvenientes dos hor&aacute;rios intermedi&aacute;rios tornam o tratamento pouco eficiente. Luz intensa aplicada no hor&aacute;rio desejado de levantar, por 1 ou 2 h, reajusta o rel&oacute;gio biol&oacute;gico em poucos dias, mas tamb&eacute;m sofre limita&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas. Melatonina na dose de 0,3    a 3 mg ao entardecer contribui para avan&ccedil;ar a fase do sono.</font></p>     <p><a name="qd2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/jbpneu/v34n3/a08quad02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Tipo s&iacute;ndrome da fase avan&ccedil;ada do sono</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A caracter&iacute;stica deste transtorno &eacute; o hor&aacute;rio de dormir e acordar precoce, na maioria das noites, geralmente com avan&ccedil;o de v&aacute;rias horas em rela&ccedil;&atilde;o aos hor&aacute;rios convencionais ou socialmente aceit&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pacientes queixam-se de sonol&ecirc;ncia (ataques de sono) no final da tarde ou in&iacute;cio da noite, bem como despertar espont&acirc;neo e precoce pela manh&atilde;. Quando &eacute; permitido ao paciente manter sua escala de hor&aacute;rios, seu sono &eacute; normal para a idade, evidenciando apenas a fase avan&ccedil;ada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mecanismo exato para o desenvolvimento do avan&ccedil;o de fase &eacute; desconhecido, e fatores gen&eacute;ticos e ambientais est&atilde;o envolvidos. V&aacute;rios membros da mesma fam&iacute;lia s&atilde;o acometidos pelo avan&ccedil;o de fase. A muta&ccedil;&atilde;o do gene hPer2 foi localizada em indiv&iacute;duos da mesma fam&iacute;lia acometidos por essa s&iacute;ndrome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o geral &eacute; desconhecida e aumenta com a idade. Estima-se acometer 1% dos adultos de meia idade e idosos. A incid&ecirc;ncia &eacute; semelhante em ambos os sexos. Uma das complica&ccedil;&otilde;es relatadas &eacute; o uso de &aacute;lcool, sedativos, hipn&oacute;ticos ou estimulantes para tratar sintomas da ins&ocirc;nia e sonol&ecirc;ncia, o que pode levar ao abuso destas subst&acirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento mais simples seria atrasar o hor&aacute;rio de sono, numa taxa de 1 a 3 h a cada 2    dias, at&eacute; alcan&ccedil;ar o hor&aacute;rio desejado do per&iacute;odo de sono. Este m&eacute;todo &eacute; mais bem aceito na fase avan&ccedil;ada do que na fase atrasada, porque os hor&aacute;rios intermedi&aacute;rios n&atilde;o atravessam o per&iacute;odo de vig&iacute;lia desejada. O problema com os idosos &eacute; a falta de atividades f&iacute;sicas, mentais ou sociais capazes de mant&ecirc;-los despertos at&eacute; o hor&aacute;rio desejado de sono. Fototerapia com exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz intensa, aplicada ao entardecer, por 1    ou 2 h, reajusta o rel&oacute;gio biol&oacute;gico em poucos dias. As varia&ccedil;&otilde;es sazonais da dura&ccedil;&atilde;o do ciclo de claro-escuro, nas localidades afastadas do equador, podem exigir exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz artificial nos meses de inverno. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Tipo padr&atilde;o irregular </i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O individuo acometido por este transtorno apresenta um padr&atilde;o indefinido do ritmo circadiano do ciclo sono-vig&iacute;lia. Dependendo do hor&aacute;rio do dia, pode apresentar tanto ins&ocirc;nia como sonol&ecirc;ncia excessiva cr&ocirc;nicas. Cochilos s&atilde;o comuns, a qualquer hora do dia ou da noite, nessa s&iacute;ndrome.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os fatores predisponentes, encontram-se a higiene do sono inadequada e a falta de exposi&ccedil;&atilde;o aos agentes externos sincronizadores, tais como, luz solar, atividades f&iacute;sicas e atividades sociais, particularmente em idosos institucionalizados, que podem predispor ao padr&atilde;o irregular do ciclo sono-vig&iacute;lia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A fisiopatologia envolve anormalidades anat&ocirc;micas ou funcionais do sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o circadiana que podem resultar no padr&atilde;o an&aacute;rquico de vig&iacute;lia e sono. Este padr&atilde;o tamb&eacute;m pode ser observado em associa&ccedil;&atilde;o a doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas, tais como dem&ecirc;ncia, e em crian&ccedil;as com retardo mental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Polissonografia, di&aacute;rios do sono e actimetria registram, como esperado, a falta de padr&atilde;o regular do ciclo sono-vig&iacute;lia. A monitoriza&ccedil;&atilde;o de outros ritmos circadianos, tais como temperatura corporal, tamb&eacute;m demonstra a falta de ritmicidade. Di&aacute;rios do sono ou actimetria devem ser registrados por pelo menos sete dias para demonstrar o padr&atilde;o irregular do ciclo sono-vig&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A soma do tempo total de sono nas 24 h &eacute; essencialmente normal para a idade. Para fechar o diagn&oacute;stico, o transtorno n&atilde;o seria melhor explicado por outro transtorno do sono ou problema cl&iacute;nico, neurol&oacute;gico, ou uso de medicamentos ou drogas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ader&ecirc;ncia rigorosa ao hor&aacute;rio desejado do per&iacute;odo de sono, com preenchimento do hor&aacute;rio de vig&iacute;lia por atividades f&iacute;sicas e sociais, podem corrigir o transtorno. Luz intensa aplicada no hor&aacute;rio desejado de levantar, por 1 ou 2 h, oferece um sincronizador para os rel&oacute;gios biol&oacute;gicos. Melatonina na dose de 3 mg ao entardecer foi &uacute;til para crian&ccedil;as com d&eacute;ficit psicomotor grave, mas n&atilde;o teve utilidade em idosos com Alzheimer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Tipo ciclo sono-vig&iacute;lia diferente de 24 h</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este transtorno tamb&eacute;m &eacute; chamado de s&iacute;ndrome de sono-vig&iacute;lia sem padr&atilde;o de 24 h, ou hypernyctohemeral syndrome (s&iacute;ndrome hipernictem&eacute;rica). Caracteriza-se por sintomas do sono que ocorrem em fun&ccedil;&atilde;o da maior dura&ccedil;&atilde;o do ciclo do sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o circadiana, que apresenta per&iacute;odo em torno de 25 h. Pode ocorrer tanto queixa de ins&ocirc;nia como de sonol&ecirc;ncia excessiva relacionadas &agrave; sincroniza&ccedil;&atilde;o anormal entre o ciclo claro/escuro das 24 h e o ritmo circadiano end&oacute;geno de sono/vig&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indiv&iacute;duos cegos s&atilde;o os mais predispostos. Cerca de 70% desses indiv&iacute;duos com perda total da vis&atilde;o queixam-se de transtorno do sono, e 40% destes apresentam transtorno c&iacute;clico e cr&ocirc;nico do sono. Casos raros s&atilde;o descritos em pessoas de vis&atilde;o normal, e o transtorno pode ser induzido por certas condi&ccedil;&otilde;es ambientais, como o isolamento. O in&iacute;cio pode ocorrer a qualquer idade e &eacute; cong&ecirc;nito nas crian&ccedil;as cegas. Se n&atilde;o tratado, o curso &eacute; cr&ocirc;nico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tentativa de regular o ciclo sono/vig&iacute;lia pode levar ao uso abusivo de &aacute;lcool, hipn&oacute;ticos, sedativos e estimulantes, o que pode exacerbar o transtorno. Sintomas depressivos e transtornos do humor s&atilde;o co-morbidades freq&uuml;entemente associadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A falta de <i>input</i> luminoso para o marca-passo circadiano &eacute;, claramente, a causa do ritmo circadiano diferente de 24 h. Di&aacute;rios do sono ou actimetria, por pelo menos sete dias, demonstram um padr&atilde;o de sono/vig&iacute;lia que tipicamente atrasa a cada dia, com per&iacute;odo em torno de 25 h. O transtorno n&atilde;o &eacute; melhor explicado por outro transtorno do sono ou problema cl&iacute;nico, neurol&oacute;gico ou uso de medicamentos ou drogas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Melatonina administrada em hor&aacute;rios apropriados, na dose de 0,5 mg, ao entardecer, regulariza a fase do sono.<sup>(26)</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Secund&aacute;rio &agrave; mudan&ccedil;a r&aacute;pida  do fuso hor&aacute;rio</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; um transtorno tempor&aacute;rio, tamb&eacute;m chamado de s&iacute;ndrome de <i>jet lag</i>, causado pela dessincroniza&ccedil;&atilde;o entre o hor&aacute;rio de sono/vig&iacute;lia e o ciclo gerado pelo sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o circadiana, geralmente, ap&oacute;s viagem em que se ultrapassam pelo menos dois fusos hor&aacute;rios. A s&iacute;ndrome &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria e auto-limitada. Os sintomas iniciam-se, aproximadamente, um a dois dias ap&oacute;s viagem e desaparecem em uma semana. As queixas mais comuns s&atilde;o de transtorno do sono, diminui&ccedil;&atilde;o do alerta, altera&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o cognitiva, mal-estar e sintomas gastrointestinais. A gravidade dos sintomas depende do n&uacute;mero de fusos hor&aacute;rios viajados e da dire&ccedil;&atilde;o da viagem. Viagens para o leste, que requerem avan&ccedil;o do ritmo circadiano, geralmente, s&atilde;o as de mais dif&iacute;cil adapta&ccedil;&atilde;o. A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz em hor&aacute;rios inapropriados pode prolongar o tempo de ajuste do ritmo circadiano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O transtorno afeta todos os grupos et&aacute;rios. Entretanto, pessoas mais idosas podem apresentar sintomas mais pronunciados. A causa &eacute; a dessincroniza&ccedil;&atilde;o entre os ciclos dia-noite ambientais e os end&oacute;genos, sendo agravada por perda de sono. N&atilde;o est&aacute; indicada investiga&ccedil;&atilde;o mais elaborada nem h&aacute; justificativa para a realiza&ccedil;&atilde;o de polissonografia. Deve-se recomendar cautela aos viajantes, quando se expuserem a situa&ccedil;&otilde;es de risco que exijam reflexos r&aacute;pidos nos dias que se seguem &agrave; viagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em v&ocirc;os para o leste, deve-se acordar cedo e evitar luz brilhante pela manh&atilde;, procurando, por&eacute;m, se expor ao m&aacute;ximo de luz no final da tarde. Em v&ocirc;os para o oeste, deve-se for&ccedil;ar a vig&iacute;lia durante o dia e de modo algum dormir antes que anoite&ccedil;a. Existe evid&ecirc;ncia de que melatonina na dose de 2    a 5    mg, nas primeiras noites ap&oacute;s a chegada, ao deitar, &eacute; eficaz na preven&ccedil;&atilde;o ou redu&ccedil;&atilde;o do <i>jet lag</i> e deveria ser recomendada para quem cruza mais de quatro fusos hor&aacute;rios.<sup>(27)</sup> Medidas n&atilde;o-farmacol&oacute;gicas t&ecirc;m sido sugeridas, como: evitar bebidas alco&oacute;licas;    manter hidrata&ccedil;&atilde;o; e fazer cochilos programados.<sup>(28)</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Secund&aacute;rio ao trabalho em hor&aacute;rio irregular</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; caracterizado por queixas de ins&ocirc;nia ou sonol&ecirc;ncia excessiva, que ocorrem em fun&ccedil;&atilde;o de as horas de trabalho coincidirem com a fase habitual de sono, causando tempo total de sono encurtado e qualidade do sono insatisfat&oacute;ria. Neste quadro, a ins&ocirc;nia ou a sonol&ecirc;ncia excessiva devem estar temporalmente associadas &agrave; escala de trabalho recorrentemente sobreposta ao hor&aacute;rio habitual de sono e devem se manifestar no m&iacute;nimo uma vez por m&ecirc;s. O trabalho em turno pode ter hor&aacute;rio fixo ou ser rotativo. O transtorno do sono &eacute; mais freq&uuml;ente quando os turnos s&atilde;o noturnos ou muito cedo nas manh&atilde;s. Al&eacute;m do preju&iacute;zo ao desempenho no trabalho, a redu&ccedil;&atilde;o do alerta pode aumentar o risco de acidentes. Habitualmente, o transtorno persiste enquanto permanecer o trabalho em hor&aacute;rio irregular. Entretanto, em alguns indiv&iacute;duos, o transtorno mant&eacute;m-se mesmo ap&oacute;s o abandono do trabalho em hor&aacute;rio irregular.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por n&atilde;o existir um tratamento comprovadamente eficaz para este transtorno, os pacientes obrigam-se a conviver com os sintomas ou a abandonar o incremento de renda decorrente do trabalho em turno. Recentemente, o uso de estimulantes para amenizar a sonol&ecirc;ncia do trabalhador em turno teve sua efic&aacute;cia comprovada.<sup>(29)</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A preval&ecirc;ncia do transtorno do trabalho em hor&aacute;rio irregular depende da preval&ecirc;ncia do trabalho em hor&aacute;rios irregulares na popula&ccedil;&atilde;o. Em pa&iacute;ses industrializados, &eacute; estimado que 20% da for&ccedil;a de trabalho seja composta por trabalhadores em hor&aacute;rios irregulares e que 2 a 5% destes trabalhadores sofram de algum tipo de transtorno do sono. As conseq&uuml;&ecirc;ncias deste transtorno ainda s&atilde;o pouco conhecidas, mas acredita-se que possa estar envolvido no desenvolvimento de v&aacute;rias doen&ccedil;as, inclusive hipertens&atilde;o,<sup>(30)</sup> c&acirc;ncer de mama e de colo.<sup>(31)</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A monitoriza&ccedil;&atilde;o pela actimetria ou por di&aacute;rios do sono por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de sete dias, incluindo epis&oacute;dios de trabalho noturno, pode contribuir para a comprova&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o temporal. A polissonografia pode ser &uacute;til quando o transtorno &eacute; grave ou a etiologia do transtorno do sono est&aacute; em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Luz intensa no hor&aacute;rio de trabalho e uso de &oacute;culos escuros pela manh&atilde; &agrave; sa&iacute;da do trabalho servem para impedir a secre&ccedil;&atilde;o de melatonina &agrave; noite e facilit&aacute;-la de dia, sincronizando o per&iacute;odo de sono com o per&iacute;odo de secre&ccedil;&atilde;o de melatonina. O uso de hipn&oacute;tico ou de melatonina ao deitar, por prazo limitado, pode ajudar a combater a ins&ocirc;nia. A sonol&ecirc;ncia pode ser evitada com cochilos antes do in&iacute;cio ou durante o intervalo do turno, e pelo uso de cafe&iacute;na. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Secund&aacute;rio a doen&ccedil;as</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este CRSD &eacute; causado, primariamente, por processo m&oacute;rbido cl&iacute;nico ou traum&aacute;tico<sup>(32)</sup> e suas caracter&iacute;sticas dependem da enfermidade associada. O paciente pode apresentar in&uacute;meros sintomas, incluindo ins&ocirc;nia ou sonol&ecirc;ncia excessiva, e padr&otilde;es alterados do ciclo sono/vig&iacute;lia como fase atrasada, fase adiantada, ou padr&atilde;o irregular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocorrem ins&ocirc;nia ou sonol&ecirc;ncia excessiva relacionadas a altera&ccedil;&otilde;es do sistema de temporiza&ccedil;&atilde;o circadiana ou, ainda, falta de sincroniza&ccedil;&atilde;o entre o ritmo circadiano end&oacute;geno e fatores ex&oacute;genos, que afetam o hor&aacute;rio ou dura&ccedil;&atilde;o do sono. O problema m&eacute;dico do paciente pode explicar porque houve a perda de sincroniza&ccedil;&atilde;o que levou ao CRSD. A qualidade inadequada do sono pode causar sintomas neurocognitivos e prejudicar o desempenho f&iacute;sico, agravando ou confundindo-se com o quadro subjacente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A monitoriza&ccedil;&atilde;o pela actimetria e/ou por di&aacute;rios do sono, registrando o transtorno circadiano por um per&iacute;odo de ao menos sete dias, pode comprovar a associa&ccedil;&atilde;o do CRSD com a doen&ccedil;a de base. Devem ser exclu&iacute;dos os CRSDs prim&aacute;rios, abordados acima, e o uso de drogas ou medicamentos que alterem o sono ou o ritmo circadiano. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Secund&aacute;rio a uso de drogas ou medicamentos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste grupo, incluem-se os casos que satisfazem o crit&eacute;rio geral de CRSD e nos quais se identifique serem causados por drogas ou medicamentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Outros tipos</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta categoria foi criada para acomodar os casos que satisfazem o crit&eacute;rio geral de CRSD e que n&atilde;o preenchem crit&eacute;rios para outras classifica&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considerac&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste artigo, revisamos todas as categorias diagn&oacute;sticas listadas na edi&ccedil;&atilde;o mais recente da ICSD, ressaltando os aspectos diagn&oacute;sticos. Com avan&ccedil;os no entendimento das causas destes transtornos e com o desenvolvimento de novos testes,<sup>(33)</sup> o diagn&oacute;stico dever&aacute; evoluir, permitindo maior acur&aacute;cia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante que o diagn&oacute;stico seja correto, para que indiv&iacute;duos com CRSD n&atilde;o se exponham a riscos de acidentes ou de tratamentos desnecess&aacute;rios, &agrave;s vezes durante toda a vida,<sup>(34)</sup> como, por exemplo, o uso de hipn&oacute;ticos sem indica&ccedil;&atilde;o precisa. A higiene adequada do sono, a fototerapia, consistindo de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz intensa em hor&aacute;rios programados, de acordo com o transtorno do sono,<sup>(35)</sup> e o emprego de melatonina<sup>(36,37)</sup> ou agonistas dos receptores da melatonina<sup>(38)</sup> s&atilde;o op&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Flemons WW. Clinical practice. Obstructive sleep apnea. N Engl J Med. 2002;347(7):498-504.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S1806-3713200800030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Martins AB, Tufik S, Moura SM. Physiopathology of obstructive sleep apnea-hypopnea syndrome. J Bras Pneumol. 2007;33(1):93-100.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S1806-3713200800030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Viegas CA, de Oliveira HW. Prevalence of risk factors for obstructive sleep apnea syndrome in interstate bus drivers. J Bras Pneumol. 2006;32(2):144-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1806-3713200800030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Martinez D. Obstructive sleep apnea: a contagious disease? J Bras Pneumol. 2006;32(2):ix-x.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S1806-3713200800030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 5. Hofman MA. The brain's calendar: neural mechanisms of seasonal timing. Biol Rev Camb Philos Soc. 2004;79(1):61-77.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1806-3713200800030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 6. Arendt J. Melatonin and human rhythms. Chronobiol Int. 2006;23(1-2):21-37.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S1806-3713200800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Mauk MD, Buonomano DV. The neural basis of temporal processing. Annu Rev Neurosci. 2004;27:307-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1806-3713200800030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Herzog ED, Schwartz WJ. A neural clockwork for encoding circadian time. J Appl Physiol. 2002;92(1):401-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1806-3713200800030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Dijk DJ, von Schantz M. Timing and consolidation of human sleep, wakefulness, and performance by a symphony of oscillators. J Biol Rhythms. 2005;20(4):279-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1806-3713200800030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 10. Hastings MH, Herzog ED. Clock genes, oscillators, and cellular networks in the suprachiasmatic nuclei. J Biol Rhythms. 2004;19(5):400-13.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1806-3713200800030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 11. Scheer FA, Czeisler CA. Melatonin, sleep, and circadian rhythms. Sleep Med Rev. 2005;9(1):5-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1806-3713200800030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 12. Horowitz TS, Cade BE, Wolfe JM, Czeisler CA. Efficacy of bright light and sleep/darkness scheduling in alleviating circadian maladaptation to night work. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2001;281(2):E384-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1806-3713200800030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. Akerstedt T. Altered sleep/wake patterns and mental performance. Physiol Behav. 2007;90(2-3):209-18.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1806-3713200800030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. Rosekind MR. Underestimating the societal costs of impaired alertness: safety, health and productivity risks. Sleep Med. 2005;6(Suppl 1):S21-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1806-3713200800030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 15. Folkard S, Lombardi DA, Spencer MB. Estimating the circadian rhythm in the risk of occupational injuries and accidents. Chronobiol Int. 2006;23(6):1181-92.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1806-3713200800030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 16. Lu BS, Zee PC. Circadian rhythm sleep disorders. Chest. 2006;130(6):1915-23.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1806-3713200800030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 17. Reid KJ, Burgess HJ. Circadian rhythm sleep disorders. Prim Care. 2005;32(2):449-73.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1806-3713200800030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 18. Xu Y, Toh KL, Jones CR, Shin JY, Fu YH, Pt&aacute;cek LJ. Modeling of a human circadian mutation yields insights into clock regulation by PER2. Cell. 2007;128(1):59-70.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1806-3713200800030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 19. Hofman MA. The human circadian clock and aging. Chronobiol Int. 2000;17(3):245-59.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1806-3713200800030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 20. Grandin LD, Alloy LB, Abramson LY. The social zeitgeber theory, circadian rhythms, and mood disorders: review and evaluation. Clin Psychol Rev. 2006;26(6):679-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1806-3713200800030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 21. Taillard J, Philip P, Chastang JF, Diefenbach K, Bioulac B. Is self-reported morbidity related to the circadian clock? J Biol Rhythms. 2001;16(2):183-90.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1806-3713200800030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 22. Copinschi G, Spiegel K, Leproult R, Van Cauter E. Pathophysiology of human circadian rhythms. Novartis Found Symp. 2000;227:143-57; discussion 157-62.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1806-3713200800030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 23. American Academy of Sleep Medicine. The international classification of sleep disorders diagnostic &amp; coding manual. Westchester: American Academy of Sleep Medicine; 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1806-3713200800030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 24. Duffy JF, Czeisler CA. Age-related change in the relationship between circadian period, circadian phase, and diurnal preference in humans. Neurosci Lett. 2002;318(3):117-20.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1806-3713200800030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 25. Garcia J, Rosen G, Mahowald M. Circadian rhythms and circadian rhythm disorders in children and adolescents. Semin Pediatr Neurol. 2001;8(4):229-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1806-3713200800030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 26. Skene DJ, Arendt J. Circadian rhythm sleep disorders in the blind and their treatment with melatonin. Sleep Med. 2007;8(6):651-5. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1806-3713200800030000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 27. Herxheimer A, Petrie K. Melatonin for the prevention and treatment of jet lag. Cochrane Database Syst 2002, 2    CD001520.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1806-3713200800030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 28. Waterhouse J, Reilly T, Atkinson G, Edwards B. Jet lag: trends and coping strategies. Lancet. 2007;369(9567):1117-29.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1806-3713200800030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 29. Czeisler CA, Walsh JK, Roth T, Hughes RJ, Wright KP, Kingsbury L, et al. Modafinil for excessive sleepiness associated with shift-work sleep disorder. N Engl J Med. 2005;353(5):476-86. Erratum in: N Engl J Med. 2005;353(10):1078.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1806-3713200800030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 30. Pickering TG. Could hypertension be a consequence of the 24/7 society? The effects of sleep deprivation and shift work. J Clin Hypertens (Greenwich). 2006;8(11):819-22.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1806-3713200800030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 31. Haus E, Smolensky M. Biological clocks and shift work: circadian dysregulation and potential long-term effects. Cancer Causes Control. 2006;17(4):489-500.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1806-3713200800030000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 32. Ayalon L, Borodkin K, Dishon L, Kanety H, Dagan Y. Circadian rhythm sleep disorders following mild traumatic brain injury. Neurology. 2007;68(14):1136-40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1806-3713200800030000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 33. Kunz D. Chronobiotic protocol and circadian sleep propensity index: new tools for clinical routine and research on melatonin and sleep. Pharmacopsychiatry. 2004;37(4):139-46.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1806-3713200800030000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 34. Dagan Y, Abadi J. Sleep-wake schedule disorder disability: a lifelong untreatable pathology of the circadian time structure. Chronobiol Int. 2001;18(6):1019-27.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1806-3713200800030000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 35. Fahey CD, Zee PC. Circadian rhythm sleep disorders and phototherapy. Psychiatr Clin North Am. 2006;29(4):989-1007; abstract ix.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1806-3713200800030000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 36. Van Reeth O, Weibel L, Olivares E, Maccari S, Mocaer E, Turek FW. Melatonin or a melatonin agonist corrects age-related changes in circadian response to environmental stimulus. Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol. 2001;280(5):R1582-91.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1806-3713200800030000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 37. Lewy AJ, Emens J, Jackman A, Yuhas K. Circadian uses of melatonin in humans. Chronobiol Int. 2006;23(1-2):403-12.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1806-3713200800030000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 38. Turek FW, Gillette MU. Melatonin, sleep, and circadian rhythms: rationale for development of specific melatonin agonists. Sleep Med. 2004;5(6):523-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1806-3713200800030000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="end"></a><a href="#tit"><img src="/img/revistas/jbpneu/v34n3/seta.gif" border="0"></a> Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia: </b>    <br>   Denis Martinez    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Ramiro Barcelos, 2350    <br>   Bairro Rio Branco, CEP 90035-9030    <br>   Porto Alegre, RS, Brasil    <br>   Tel 55 51 2101-8344    <br>   E-mail: <a href="mailto:dm@ufrgs.br">dm@ufrgs.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido para publica&ccedil;&atilde;o em 10/6/2007    <br>   Aprovado, ap&oacute;s revis&atilde;o, em 10/9/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="not"></a><a href="#tit">*</a> Trabalho realizado no Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul &#150; UFRGS &#150; e Servi&ccedil;o de Cardiologia do Hospital de Cl&iacute;nicas de Porto Alegre, Porto Alegre (RS) Brasil. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Flemons]]></surname>
<given-names><![CDATA[WW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clinical practice: Obstructive sleep apnea]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2002</year>
<volume>347</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>498-504</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tufik]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physiopathology of obstructive sleep apnea-hypopnea syndrome]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bras Pneumol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>33</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>93-100</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Viegas]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[de Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[HW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prevalence of risk factors for obstructive sleep apnea syndrome in interstate bus drivers]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bras Pneumol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>144-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Martinez]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Obstructive sleep apnea: a contagious disease?]]></article-title>
<source><![CDATA[J Bras Pneumol]]></source>
<year>2006</year>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>ix-x</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hofman]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The brain's calendar: neural mechanisms of seasonal timing]]></article-title>
<source><![CDATA[Biol Rev Camb Philos Soc]]></source>
<year>2004</year>
<volume>79</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>61-77</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arendt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melatonin and human rhythms]]></article-title>
<source><![CDATA[Chronobiol Int]]></source>
<year>2006</year>
<volume>23</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>21-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mauk]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Buonomano]]></surname>
<given-names><![CDATA[DV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The neural basis of temporal processing]]></article-title>
<source><![CDATA[Annu Rev Neurosci]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>307-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herzog]]></surname>
<given-names><![CDATA[ED]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[WJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A neural clockwork for encoding circadian time]]></article-title>
<source><![CDATA[J Appl Physiol]]></source>
<year>2002</year>
<volume>92</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>401-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dijk]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[von Schantz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Timing and consolidation of human sleep, wakefulness, and performance by a symphony of oscillators]]></article-title>
<source><![CDATA[J Biol Rhythms]]></source>
<year>2005</year>
<volume>20</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>279-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hastings]]></surname>
<given-names><![CDATA[MH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herzog]]></surname>
<given-names><![CDATA[ED]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Clock genes, oscillators, and cellular networks in the suprachiasmatic nuclei]]></article-title>
<source><![CDATA[J Biol Rhythms]]></source>
<year>2004</year>
<volume>19</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>400-13</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scheer]]></surname>
<given-names><![CDATA[FA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Czeisler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melatonin, sleep, and circadian rhythms]]></article-title>
<source><![CDATA[Sleep Med Rev]]></source>
<year>2005</year>
<volume>9</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>5-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Horowitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[TS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cade]]></surname>
<given-names><![CDATA[BE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wolfe]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Czeisler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Efficacy of bright light and sleep/darkness scheduling in alleviating circadian maladaptation to night work]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Physiol Endocrinol Metab]]></source>
<year>2001</year>
<volume>281</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>E384-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Akerstedt]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Altered sleep/wake patterns and mental performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Physiol Behav]]></source>
<year>2007</year>
<volume>90</volume>
<numero>2-3</numero>
<issue>2-3</issue>
<page-range>209-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rosekind]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Underestimating the societal costs of impaired alertness: safety, health and productivity risks]]></article-title>
<source><![CDATA[Sleep Med]]></source>
<year>2005</year>
<volume>6</volume>
<numero>^s1</numero>
<issue>^s1</issue>
<supplement>1</supplement>
<page-range>S21-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Folkard]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lombardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spencer]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimating the circadian rhythm in the risk of occupational injuries and accidents]]></article-title>
<source><![CDATA[Chronobiol Int]]></source>
<year>2006</year>
<volume>23</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1181-92</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lu]]></surname>
<given-names><![CDATA[BS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zee]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythm sleep disorders]]></article-title>
<source><![CDATA[Chest]]></source>
<year>2006</year>
<volume>130</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1915-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reid]]></surname>
<given-names><![CDATA[KJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burgess]]></surname>
<given-names><![CDATA[HJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythm sleep disorders]]></article-title>
<source><![CDATA[Prim Care]]></source>
<year>2005</year>
<volume>32</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>449-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Xu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Toh]]></surname>
<given-names><![CDATA[KL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jones]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shin]]></surname>
<given-names><![CDATA[JY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fu]]></surname>
<given-names><![CDATA[YH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ptácek]]></surname>
<given-names><![CDATA[LJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modeling of a human circadian mutation yields insights into clock regulation by PER2]]></article-title>
<source><![CDATA[Cell]]></source>
<year>2007</year>
<volume>128</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>59-70</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hofman]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The human circadian clock and aging]]></article-title>
<source><![CDATA[Chronobiol Int]]></source>
<year>2000</year>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>245-59</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grandin]]></surname>
<given-names><![CDATA[LD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alloy]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abramson]]></surname>
<given-names><![CDATA[LY]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The social zeitgeber theory, circadian rhythms, and mood disorders: review and evaluation]]></article-title>
<source><![CDATA[Clin Psychol Rev]]></source>
<year>2006</year>
<volume>26</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>679-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Taillard]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Philip]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chastang]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Diefenbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bioulac]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Is self-reported morbidity related to the circadian clock?]]></article-title>
<source><![CDATA[J Biol Rhythms]]></source>
<year>2001</year>
<volume>16</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>183-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Copinschi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spiegel]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leproult]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Cauter]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pathophysiology of human circadian rhythms]]></article-title>
<source><![CDATA[Novartis Found Symp]]></source>
<year>2000</year>
<volume>227</volume>
<page-range>143-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>American Academy of Sleep Medicine</collab>
<source><![CDATA[The international classification of sleep disorders diagnostic & coding manual]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Westchester ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Academy of Sleep Medicine]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duffy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Czeisler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age-related change in the relationship between circadian period, circadian phase, and diurnal preference in humans]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurosci Lett]]></source>
<year>2002</year>
<volume>318</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>117-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosen]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mahowald]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythms and circadian rhythm disorders in children and adolescents]]></article-title>
<source><![CDATA[Semin Pediatr Neurol]]></source>
<year>2001</year>
<volume>8</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>229-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Skene]]></surname>
<given-names><![CDATA[DJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arendt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythm sleep disorders in the blind and their treatment with melatonin]]></article-title>
<source><![CDATA[Sleep Med]]></source>
<year>2007</year>
<volume>8</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>651-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herxheimer]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petrie]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melatonin for the prevention and treatment of jet lag]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane Database Syst]]></source>
<year>2002</year>
<volume>2</volume>
<page-range>CD001520</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Waterhouse]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reilly]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edwards]]></surname>
<given-names><![CDATA[B]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Jet lag: trends and coping strategies]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2007</year>
<volume>369</volume>
<numero>9567</numero>
<issue>9567</issue>
<page-range>1117-29</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Czeisler]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walsh]]></surname>
<given-names><![CDATA[JK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roth]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hughes]]></surname>
<given-names><![CDATA[RJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wright]]></surname>
<given-names><![CDATA[KP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kingsbury]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Modafinil for excessive sleepiness associated with shift-work sleep disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[N Engl J Med]]></source>
<year>2005</year>
<volume>353</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>476-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pickering]]></surname>
<given-names><![CDATA[TG]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Could hypertension be a consequence of the 24/7 society?: The effects of sleep deprivation and shift work]]></article-title>
<source><![CDATA[J Clin Hypertens (Greenwich)]]></source>
<year>2006</year>
<volume>8</volume><volume>11</volume>
<page-range>819-22</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Haus]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smolensky]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Biological clocks and shift work: circadian dysregulation and potential long-term effects]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Causes Control]]></source>
<year>2006</year>
<volume>17</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>489-500</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ayalon]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borodkin]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dishon]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kanety]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dagan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythm sleep disorders following mild traumatic brain injury]]></article-title>
<source><![CDATA[Neurology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>68</volume>
<numero>14</numero>
<issue>14</issue>
<page-range>1136-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<label>33</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kunz]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Chronobiotic protocol and circadian sleep propensity index: new tools for clinical routine and research on melatonin and sleep]]></article-title>
<source><![CDATA[Pharmacopsychiatry]]></source>
<year>2004</year>
<volume>37</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>139-46</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<label>34</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dagan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Abadi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sleep-wake schedule disorder disability: a lifelong untreatable pathology of the circadian time structure]]></article-title>
<source><![CDATA[Chronobiol Int]]></source>
<year>2001</year>
<volume>18</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>1019-27</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<label>35</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fahey]]></surname>
<given-names><![CDATA[CD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zee]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian rhythm sleep disorders and phototherapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatr Clin North Am]]></source>
<year>2006</year>
<volume>29</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>989-1007</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<label>36</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Reeth]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weibel]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Olivares]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maccari]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mocaer]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Turek]]></surname>
<given-names><![CDATA[FW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melatonin or a melatonin agonist corrects age-related changes in circadian response to environmental stimulus]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Physiol Regul Integr Comp Physiol]]></source>
<year>2001</year>
<volume>280</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>R1582-91</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<label>37</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lewy]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Emens]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jackman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yuhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Circadian uses of melatonin in humans]]></article-title>
<source><![CDATA[Chronobiol Int]]></source>
<year>2006</year>
<volume>23</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>403-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<label>38</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Turek]]></surname>
<given-names><![CDATA[FW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gillette]]></surname>
<given-names><![CDATA[MU]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Melatonin, sleep, and circadian rhythms: rationale for development of specific melatonin agonists]]></article-title>
<source><![CDATA[Sleep Med]]></source>
<year>2004</year>
<volume>5</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>523-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
