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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O amor em tempos de cólera: direitos LGTB na Colômbia]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El amor en tiempos de cólera: derechos LGBT en Colombia]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Love in the time of cholera: LGBT rights in Colombia]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In a recent hearing before the Inter-American Commission for Human Rights, human rights activists denounced the violence in Colombia besetting lesbian, gay, bisexual, transvestite, transsexual and transgendered individuals (LGBT). Amongst the problems enumerated were abuse of police power, sexual violence in the prisons, murders fueled by hate, as well as several kinds of discrimination. This contrasts with the jurisprudence of the Constitutional Court, where there has been advancement in the protection of individuals' sexual rights. This article, which describes both the violence as well as the Court's sentencing, analyzes the symbolic role of the law and argues that these activists have an ambivalent relationship with the law: while wary of it, for its inefficacy, they mobilize for legal reform and benefit from the Court's progressive jurisprudence.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En una audiencia reciente ante la Comisión Interamericana de Derechos Humanos activistas denunciaron la violencia que enfrentan en Colombia las personas lesbianas, gays, bisexuales, travestis, transexuales y transgeneristas (LGBT). Entre los hechos denunciados estaban el abuso policial, las violaciones sexuales en las cárceles, los asesinatos motivados por el odio, así como múltiples formas de discriminación. Ello contrasta con la jurisprudencia de avanzada de la Corte Constitucional que ha desarrollado la protección de la libre opción sexual. Este artículo a partir de una descripción tanto de la violencia como de las sentencias la Corte Constitucional analiza el papel simbólico del derecho y argumenta que los activistas tienen una relación ambivalente con el derecho: al mismo tiempo que recelan de este, por su ineficacia, se movilizan por la reforma legal y gozan con la jurisprudencia progresista de la Corte.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>O amor em tempos    de c&oacute;lera: direitos LGTB na Col&ocirc;mbia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Julieta Lemaitre    Ripoll</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em uma audi&ecirc;ncia    realizada em novembro de 2009 perante a Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos    Humanos, ativistas denunciaram a viol&ecirc;ncia que as pessoas l&eacute;sbicas,    gays, bissexuais, travestis, transexuais e transg&ecirc;neros (LGBT) enfrentam    na Col&ocirc;mbia. Entre os fatos denunciados estavam o abuso policial, as viola&ccedil;&otilde;es    sexuais nas pris&otilde;es, os assassinatos motivados pelo &oacute;dio, bem    como m&uacute;ltiplas formas de discrimina&ccedil;&atilde;o. Isso contrasta    com a jurisprud&ecirc;ncia avan&ccedil;ada da Corte Constitucional da qual decorre    a prote&ccedil;&atilde;o da livre op&ccedil;&atilde;o sexual. A partir de uma    descri&ccedil;&atilde;o tanto da viol&ecirc;ncia como das senten&ccedil;as,    este artigo analisa o papel simb&oacute;lico do direito e argumenta que os ativistas    t&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o ambivalente com o direito: ao mesmo tempo    em que desconfiam dele, por sua inefic&aacute;cia, mobilizam-se pela reforma    legal e se beneficiam da jurisprud&ecirc;ncia progressista da Corte.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:    </b> Direitos dos homossexuais - Direitos LGBT - Direitos sexuais - Igualdade    - Casais do mesmo sexo - Corte Constitucional colombiana - Viol&ecirc;ncia por    preconceito</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 5 de novembro    de 2009, um grupo de organiza&ccedil;&otilde;es colombianas<a href="#back1"><a name="top1"></a><a href="#back1"><sup>1</sup></a></a>    <a name="top1"></a>compareceu a uma audi&ecirc;ncia especial perante a Comiss&atilde;o    Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre os direitos da popula&ccedil;&atilde;o    LGBT.<a href="#back2"><a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a></a> <a name="top2"></a>O fato de a Col&ocirc;mbia    ser uma das primeiras na&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o a ter uma audi&ecirc;ncia    sobre esse tema pode ser considerado surpreendente j&aacute; que, sem d&uacute;vida,    e em boa parte gra&ccedil;as &agrave; Corte Constitucional, os direitos LGBT    s&atilde;o objeto de uma prote&ccedil;&atilde;o especial, a qual supera a dos    demais pa&iacute;ses e at&eacute; mesmo a oferecida pelo direito internacional.    A jurisprud&ecirc;ncia n&atilde;o somente considerou a discrimina&ccedil;&atilde;o    por orienta&ccedil;&atilde;o sexual um crit&eacute;rio suspeito de distin&ccedil;&atilde;o,    como proibiu de maneira expressa a discrimina&ccedil;&atilde;o por esse motivo,    inclusive nas For&ccedil;as Armadas, nas escolas e nos escoteiros. Al&eacute;m    disso, os casais do mesmo sexo gozam de muitos dos direitos dos casais heterossexuais,    inclusive o direito &agrave; uni&atilde;o marital, &agrave; heran&ccedil;a,    &agrave; transmiss&atilde;o de pens&atilde;o, a ser benefici&aacute;rios no    seguro de sa&uacute;de e a exigir alimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que poderia ent&atilde;o    levar essas organiza&ccedil;&otilde;es, entre elas a Col&ocirc;mbia Diversa,    l&iacute;der na defesa de direitos LGBT, &agrave; CIDH? Por um lado, sua presen&ccedil;a    &eacute; resultado do pr&oacute;prio &ecirc;xito das campanhas de reforma legal,    o qual n&atilde;o somente se reflete na jurisprud&ecirc;ncia mais recente, mas    que tamb&eacute;m formou uma gera&ccedil;&atilde;o versada no discurso dos direitos    humanos e em sua utiliza&ccedil;&atilde;o para pressionar e envergonhar as autoridades.    Mais do que isso, essa presen&ccedil;a corresponde ao paradoxo colombiano, tantas    vezes apontado, de um pa&iacute;s que, ao mesmo tempo em que produz uma luminosa    jurisprud&ecirc;ncia, &eacute; dessangrado pelo terror e a viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na Col&ocirc;mbia,    como mostram os informes e a imprensa, convivem normas progressistas com a impunidade    cotidiana das viola&ccedil;&otilde;es estatais dos direitos humanos, o controle    territorial de atores armados ilegais e o terror produzido pelas guerras das    drogas e a persist&ecirc;ncia da guerrilha marxista-leninista.<a href="#back3"><a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a></a>    <a name="top3"></a>Nenhuma realidade &eacute; mais ou menos verdadeira do que    a outra: os ju&iacute;zes, os advogados, as organiza&ccedil;&otilde;es sociais    t&ecirc;m genuinamente esse n&iacute;vel de criatividade, intelig&ecirc;ncia    e compromisso com uma vis&atilde;o liberal-progressista dos direitos. Ao mesmo    tempo, s&atilde;o igualmente verdadeiros os grupos armados, legais e ilegais,    que por convic&ccedil;&atilde;o, por conveni&ecirc;ncia ou por lucro, semeiam    os campos e rios de cad&aacute;veres e peda&ccedil;os deles. Neste artigo, falarei    desse paradoxo no caso particular dos direitos LGBT: mostrarei tanto a viol&ecirc;ncia    denunciada &agrave; CIDH como a exemplar jurisprud&ecirc;ncia constitucional    e ainda falarei da persist&ecirc;ncia da f&eacute; no direito (e o amor por    este) em meio &agrave; viol&ecirc;ncia (ou &agrave; c&oacute;lera.)</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na apresenta&ccedil;&atilde;o    perante a Comiss&atilde;o, Marcela S&aacute;nchez, diretora da Col&ocirc;mbia    Diversa, fez uma lista de viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos; os abusos    e mortes descritos n&atilde;o eram novos para os membros da Comiss&atilde;o,    j&aacute; que reproduzem o mesmo formato e conte&uacute;do tantas vezes ouvido    naquele recinto, o mesmo repert&oacute;rio limitado da capacidade humana de    infligir dor e humilha&ccedil;&atilde;o a um corpo. Como tantos fizeram antes,    ela descreveu um panorama sombrio de discrimina&ccedil;&atilde;o, assassinatos,    torturas, persegui&ccedil;&otilde;es, viola&ccedil;&otilde;es e medo. Al&eacute;m    disso, evidentemente, n&atilde;o h&aacute; sistema nacional de informa&ccedil;&atilde;o;    as autoridades policiais, quando n&atilde;o perseguem abertamente os LGBT, s&atilde;o    indolentes em rela&ccedil;&atilde;o aos crimes cometidos contra eles; mesmo    assim, a Col&ocirc;mbia Diversa, no per&iacute;odo 2006-07, contou pelo menos    67 assassinatos de &oacute;dio em toda a Col&ocirc;mbia (ALBARRAC&Iacute;N;    NOGUERA; S&Aacute;NCHEZ, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao apresentar o    informe e a lista de defensores dos direitos humanos mortos, Marcela S&aacute;nchez    teve tamb&eacute;m de lembrar daqueles que nomeava com rosto e voz tang&iacute;veis,    colaboradores e conhecidos da Col&ocirc;mbia Diversa, como &Aacute;lvaro Miguel    Rivera, jovem ativista que havia participado do informe de direitos humanos    dessa ONG em 2005. Ele foi encontrado morto em seu apartamento de Cali em 6    de mar&ccedil;o de 2009, amarrado e amorda&ccedil;ado, com os dentes quebrados    e golpes no corpo (ALBARRAC&Iacute;N; NOGUERA; S&Aacute;NCHEZ, 2008; EL TIEMPO,    2009; YANED; VALENCIA, 2009). Seu assassinato, como o do conhecido l&iacute;der    gay dos anos 80, Le&oacute;n Zuleta, permanece impune; ningu&eacute;m parece    saber quem o assassinou nem por qu&ecirc;.<a href="#back4"><a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a></a>    <a name="top4"></a>Exceto o &oacute;bvio: que eram homossexuais vis&iacute;veis,    tanto por estarem fora do arm&aacute;rio como por seu ativismo, e que o eram    em um pa&iacute;s viciosamente intolerante em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    homossexualidade, onde ser defensor dos direitos humanos &eacute; uma profiss&atilde;o    de alto risco.<a href="#back5"><a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a></a><a name="top5"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao ouvir Marcela    S&aacute;nchez contar para a Comiss&atilde;o n&atilde;o somente os abusos, mas    tamb&eacute;m o n&atilde;o-cumprimento das normas, uma pergunta obrigat&oacute;ria    &eacute;: por que insistir no direito como motor da mudan&ccedil;a social, tanto    na audi&ecirc;ncia como perante a Corte Constitucional?<a href="#back6"><a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a></a>    <a name="top6"></a>Por que se cumpriria mais o que diz a Comiss&atilde;o do    que as atuais e progressistas normas que vigoram na Col&ocirc;mbia? N&atilde;o    se trata somente de que o direito n&atilde;o se cumpra pela "falta de vontade    pol&iacute;tica" materializada em alguns funcion&aacute;rios conservadores,    que repudiam a igualdade entre homossexuais e heterossexuais e insistem no privil&eacute;gio    heterossexual, como os tabeli&atilde;es que se negam a celebrar as uni&otilde;es    maritais (SARMENTO, 2009). Tampouco se trata apenas de controlar alguns loucos    armados e obstinados pela "limpeza social." Trata-se de um problema mais profundo    de debilidade do pr&oacute;prio direito como instrumento de mudan&ccedil;a,    em particular das senten&ccedil;as que n&atilde;o tem apoio dos outros ramos    do poder, como veremos neste caso (ROSENBERG, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A debilidade do    direito, dos direitos defendidos pela Corte, torna inevit&aacute;vel a pergunta    sobre a utilidade da jurisprud&ecirc;ncia constitucional e, em todo caso, mesmo    que seja &uacute;til, se vale a pena tanto esfor&ccedil;o, se ela merece tanto    entusiasmo. Ou seja, se subtrairmos dos benef&iacute;cios concretos de cada    campanha os custos do lit&iacute;gio e da mobiliza&ccedil;&atilde;o legal (n&atilde;o    somente em termos de legitimar os poderes, mas em termos de dinheiro, de trabalho,    de esfor&ccedil;o), &eacute; poss&iacute;vel que a diferen&ccedil;a entre os    custos e os benef&iacute;cios reflita um excesso inexplic&aacute;vel de f&eacute;    nas possibilidades transformadoras da jurisprud&ecirc;ncia constitucional e    de afeto por elas. A pergunta que este artigo pretende responder &eacute;: por    que tantas pessoas inteligentes e experientes insistem nos direitos LGBT, apesar    de conhecer as limita&ccedil;&otilde;es do direito como instrumento de transforma&ccedil;&atilde;o    social?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>1 Quinze anos    de luminosa jurisprud&ecirc;ncia constitucional</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; muito    prov&aacute;vel que a raz&atilde;o principal pela qual o direito &eacute; um    marco de refer&ecirc;ncia t&atilde;o importante para as organiza&ccedil;&otilde;es    LGBT seja a jurisprud&ecirc;ncia. A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1991 e, em    especial, a interpreta&ccedil;&atilde;o que lhe deu a Corte Constitucional,    foram centrais para mobilizar lideran&ccedil;as, oferecer um vocabul&aacute;rio    e um cen&aacute;rio para fazer exig&ecirc;ncias. Embora a pr&oacute;pria Constitui&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o mencione os direitos dos homossexuais, a Corte, em uma s&eacute;rie    de senten&ccedil;as liberais, estendeu os direitos &agrave; igualdade e &agrave;    dignidade humana para incluir a prote&ccedil;&atilde;o contra a discrimina&ccedil;&atilde;o    por orienta&ccedil;&atilde;o sexual. Com essas decis&otilde;es, deu um novo    marco de significado &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o sexual, de tal forma    que esta deixou de ser uma quest&atilde;o de cultura e de "estilo de vida" para    ser um problema de direitos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A jurisprud&ecirc;ncia    sobre orienta&ccedil;&atilde;o sexual surgiu em meados da d&eacute;cada de 1990,    gra&ccedil;as &agrave;s demandas de cust&oacute;dia de indiv&iacute;duos que,    em geral sem rela&ccedil;&atilde;o entre eles, enquadravam seus sofrimentos    como viola&ccedil;&otilde;es de direitos. Dessa &eacute;poca, destaca-se o advogado    Germ&aacute;n Rinc&oacute;n Perfetti, que come&ccedil;ou a utilizar de maneira    mais ou menos sistem&aacute;tica a a&ccedil;&atilde;o de cust&oacute;dia para    proteger os direitos de indiv&iacute;duos discriminados por serem homossexuais.    No entanto, essas primeiras cust&oacute;dias foram negadas pela Corte em senten&ccedil;as    que reproduziam estere&oacute;tipos homof&oacute;bicos dizendo, por exemplo,    que a homossexualidade era anormal e insistindo na id&eacute;ia de que a sua    express&atilde;o estava limitada pelos "direitos dos outros", direitos que pareciam    incluir a repugn&acirc;ncia como direito (COL&Ocirc;MBIA, T-539, 1994b; T-037,    1995a).<a href="#back7"><a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a></a><a name="top7"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma das senten&ccedil;as    mais difundidas dessa primeira &eacute;poca foi a demanda feita contra a Comiss&atilde;o    Nacional de Televis&atilde;o por censurar um comercial de preven&ccedil;&atilde;o    da AIDS que mostrava dois homens se beijando na Plaza de Bol&iacute;var, em    Bogot&aacute; (COL&Ocirc;MBIA, T-539, 1994b).<a href="#back8"><a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a></a>    <a name="top8"></a>Nesse caso, a Corte disse que a decis&atilde;o da Comiss&atilde;o    era "t&eacute;cnica" e que se enquadrava dentro de suas compet&ecirc;ncias;    n&atilde;o obstante, acrescentou pela primeira vez que os direitos dos homossexuais    tinham efetivamente alguma prote&ccedil;&atilde;o constitucional: "Os homossexuais    t&ecirc;m seu interesse juridicamente protegido sempre e quando, na exterioriza&ccedil;&atilde;o    de sua conduta, n&atilde;o lesem os interesses de outras pessoas nem se convertam    em motivo de esc&acirc;ndalo, principalmente da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia"    (COL&Ocirc;MBIA, T-539, 1994b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As decis&otilde;es    da Corte come&ccedil;aram a mudar em meados dos anos 90. Em 1995, a Corte confirmou    a negativa do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF) de dar a um    homem homossexual a cust&oacute;dia de uma menina de quem cuidava; n&atilde;o    obstante, a senten&ccedil;a esclareceu que esta decis&atilde;o n&atilde;o se    devia &agrave; orienta&ccedil;&atilde;o sexual, mas &agrave; pobreza extrema    do demandante e &agrave; sua incapacidade material para cuidar da menina (COL&Ocirc;MBIA,    T-290, 1995b). A partir dessa senten&ccedil;a, a Corte come&ccedil;ou a adotar    com vigor um discurso a favor dos direitos dos homossexuais, baseado no direito    fundamental de escolher a orienta&ccedil;&atilde;o sexual e no direito dos indiv&iacute;duos    de n&atilde;o ser discriminados por sua escolha de companheiro (COL&Ocirc;MBIA,    C-098, 1996).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ironicamente, o    discurso se apresentou de maneira mais articulada em uma senten&ccedil;a de    1997 que precisamente negava as pretens&otilde;es de igualdade da demanda, declarando    constitucional a lei de uni&otilde;es maritais, inclusive quando exclu&iacute;am    casais homossexuais de seus benef&iacute;cios. Mesmo assim, a senten&ccedil;a    afirmava que, se fosse provado que isso era lesivo ao direito &agrave; igualdade,    deveria haver reconsidera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os casos que se    seguiram a essa senten&ccedil;a repeliram a discrimina&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos    por sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual em diversos cen&aacute;rios. Em 1998,    a Corte relacionou o direito ao livre desenvolvimento da personalidade &agrave;    op&ccedil;&atilde;o sexual em um caso no qual defendeu o direito dos adolescentes    homossexuais de expressar sua identidade nas escolas atrav&eacute;s de sua roupa,    corte de cabelos, atitudes etc.<a href="#back9"><a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a></a> <a name="top9"></a>Em    outras duas senten&ccedil;as do mesmo ano, a Corte estabeleceu que era inconstitucional    que a homossexualidade fosse causa de san&ccedil;&atilde;o disciplinar para    os professores de escolas p&uacute;blicas e que a homossexualidade fosse uma    viola&ccedil;&atilde;o da honra militar (COL&Ocirc;MBIA, C-481, 1998b; C-507,    1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessas senten&ccedil;as    e, em particular, na senten&ccedil;a sobre a honra militar, a Corte deu mais    corpo ao que chamou de direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o sexual    fundamentado em uma dupla prote&ccedil;&atilde;o: por um lado, est&aacute; protegida    pelo direito &agrave; igualdade e, por outro, pelo direito ao livre desenvolvimento    da personalidade. Essa dupla prote&ccedil;&atilde;o d&aacute; origem a um direito    &agrave; identidade pessoal, isto &eacute;, o direito &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o,    autopossess&atilde;o e autogoverno. Em palavras da Corte:</font></p>     <blockquote>        <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>"Se a orienta&ccedil;&atilde;o      sexual est&aacute; biologicamente determinada, como sustentam algumas pesquisas,      ent&atilde;o a marginaliza&ccedil;&atilde;o dos homossexuais &eacute; discriminat&oacute;ria      e violadora da igualdade, pois equivale a uma segrega&ccedil;&atilde;o em      raz&atilde;o do sexo (CP art. 13). Ao contr&aacute;rio, se a prefer&ecirc;ncia      sexual &eacute; assumida livremente pela pessoa, como sustentam outros enfoques,      ent&atilde;o essa escolha est&aacute; protegida como um elemento essencial      de sua autonomia, sua intimidade e, em particular, de seu direito ao livre      desenvolvimento da personalidade (CP art. 16). (...) O n&uacute;cleo do livre      desenvolvimento da personalidade se refere ent&atilde;o &agrave;quelas decis&otilde;es      que uma pessoa toma durante sua exist&ecirc;ncia e que s&atilde;o consubstanciais      &agrave; determina&ccedil;&atilde;o aut&ocirc;noma de um modelo de vida e      de uma vis&atilde;o de sua dignidade como pessoa. Em uma sociedade respeitosa      da autonomia e da dignidade, &eacute; a pr&oacute;pria pessoa que define,      sem interfer&ecirc;ncias alheias, o sentido de sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia      e o significado que atribui &agrave; vida e ao universo, pois tais determina&ccedil;&otilde;es      constituem a base mesma do que significa ser uma pessoa humana."    <br>     (COL&Ocirc;MBIA, C-481, 1998b).</i></font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    a Corte estabeleceu que a orienta&ccedil;&atilde;o sexual era um crit&eacute;rio    suspeito de distin&ccedil;&atilde;o e que, por conseguinte, sua presen&ccedil;a    em uma norma ou pol&iacute;tica exigia a aplica&ccedil;&atilde;o do teste estrito    de discrimina&ccedil;&atilde;o para determinar sua constitucionalidade. Assim,    qualquer diferencia&ccedil;&atilde;o por orienta&ccedil;&atilde;o sexual, assim    como por ra&ccedil;a, etnia e sexo, devia cumprir os requisitos de ser necess&aacute;ria    para cumprir fins constitucionais, proporcional na considera&ccedil;&atilde;o    do preju&iacute;zo causado para cumprir tais fins, e n&atilde;o lesar nenhum    direito fundamental de n&iacute;vel superior.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar dessa defesa    dos direitos dos homossexuais &agrave; n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o,    at&eacute; 2006 a Corte n&atilde;o se havia decidido por uma posi&ccedil;&atilde;o    progressista frente aos casais homossexuais (LEMAITRE, 2005; MONCADA, 2002).    Em 2000, a Corte impediu sua amplia&ccedil;&atilde;o dos direitos em algumas    senten&ccedil;as justificando com o argumento das compet&ecirc;ncias org&acirc;nicas    (discricionariedade do legislativo e do executivo) a exclus&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o    de casal do mesmo sexo na previd&ecirc;ncia social e no seguro obrigat&oacute;rio    de sa&uacute;de (COL&Ocirc;MBIA, T-999, 2000a; T-1426, 2000b). Nesse mesmo ano,    justificou com o argumento do interesse superior da crian&ccedil;a a exclus&atilde;o    dos casais do mesmo sexo da possibilidade de adotar (COL&Ocirc;MBIA, SU-623    de 2001a; C-814, 2001b). Em ambos os casos, a Corte n&atilde;o aplicou o teste    estrito de discrimina&ccedil;&atilde;o que havia ordenado antes porque as leis    n&atilde;o diziam "homossexual", mas limitavam os benef&iacute;cios somente    a casais heterossexuais e, portanto, para a Corte, n&atilde;o usavam o crit&eacute;rio    suspeito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, o que parecia    claro nos primeiros anos da d&eacute;cada de 2000 era que a Corte Constitucional    protegia os indiv&iacute;duos em sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual, mas n&atilde;o    os casais. A prote&ccedil;&atilde;o aos indiv&iacute;duos n&atilde;o cessou:    a Corte decretou que a orienta&ccedil;&atilde;o sexual n&atilde;o podia ser    falta disciplinar para os tabeli&atilde;es (COL&Ocirc;MBIA, C-373, 2002), e    que a Associa&ccedil;&atilde;o dos Escoteiros da Col&ocirc;mbia n&atilde;o podia    expulsar um membro por ser homossexual (COL&Ocirc;MBIA, T-808, 2003b). Insistiu    em que a visita &iacute;ntima de casal homossexual na pris&atilde;o era parte    do livre desenvolvimento da personalidade (COL&Ocirc;MBIA, T-499, 2003a), e    que a pol&iacute;cia n&atilde;o podia proibir as reuni&otilde;es p&uacute;blicas    de pessoas por serem homossexuais (COL&Ocirc;MBIA, T-301, 2004a). Al&eacute;m    disso, a Corte tamb&eacute;m disse que o Departamento de San Andr&eacute;s y    Providencia podia negar resid&ecirc;ncia a uma pessoa quando invocava como justifica&ccedil;&atilde;o    de seu direito o ser c&ocirc;njuge homossexual de um residente das ilhas; as    resid&ecirc;ncias s&atilde;o somente para casais heterossexuais, definiu a Corte    (COL&Ocirc;MBIA, T-725, 2004b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As senten&ccedil;as    da Corte tiveram um papel fundamental na mobiliza&ccedil;&atilde;o de ativistas    pelos direitos dos homossexuais (GARC&Iacute;A; UPRIMNY, 2004) e talvez at&eacute;    no surgimento de uma atitude social mais tolerante em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; diversidade sexual (RESTREPO, 2002). Mauricio Garcia Villegas e Rodrigo    Uprimny fizeram um estudo emp&iacute;rico preliminar do impacto das decis&otilde;es    da Corte em ativistas dos direitos dos homossexuais e chegaram &agrave; conclus&atilde;o    de que as senten&ccedil;as geraram organiza&ccedil;&atilde;o e ativismo legal    al&eacute;m de fortalecerem a identidade e o respeito por si mesmos na comunidade    gay. Isso n&atilde;o s&oacute; aconteceu, como forneceu base para a pr&oacute;pria    cria&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es e sua mobiliza&ccedil;&atilde;o    no Congresso em busca de uma amplia&ccedil;&atilde;o da prote&ccedil;&atilde;o    dos homossexuais enquanto indiv&iacute;duos e enquanto casais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>2 Da Corte ao    Congresso e de volta</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Depois que o lit&iacute;gio    chegou a esse impasse, no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 2000, alguns ativistas,    motivados pelas senten&ccedil;as favor&aacute;veis, dirigiram-se com entusiasmo    ao Congresso, pressionando por reformas legais, especialmente pela ado&ccedil;&atilde;o    de uma lei chamada de matrim&ocirc;nio gay. Essa linha de a&ccedil;&atilde;o    foi inclusive uma sugest&atilde;o da pr&oacute;pria Corte que, em princ&iacute;pio,    considerou que a compet&ecirc;ncia na mat&eacute;ria era do legislador. No entanto,    o projeto de lei de direitos dos casais do mesmo sexo foi rejeitado diversas    vezes.<a href="#back10"><a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a></a> <a name="top10"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde que foi apresentado    em 2001, o projeto de igualdade de direitos para os casais do mesmo sexo foi    bombardeado pelos conservadores, cat&oacute;licos e crist&atilde;os. Ele foi    apresentado pela senadora Piedad C&oacute;rdoba; depois de ser aprovado na Comiss&atilde;o    Primeira, e provocou alarme entre diversos opositores que publicaram uma p&aacute;gina    inteira no <i>Espectador</i>, com assinaturas de personalidades que pediam arquivar    a iniciativa por ser imoral. A Igreja Cat&oacute;lica tamb&eacute;m se op&ocirc;s,    advertindo que disso poderia advir a aceita&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia    formada por homossexuais e at&eacute; a ado&ccedil;&atilde;o de filhos por casais    do mesmo sexo (EL TIEMPO, 2002). O projeto foi rejeitado e a situa&ccedil;&atilde;o    foi similar nos anos seguintes: era apresentado por algu&eacute;m progressista    e rejeitado em meio &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica que inclu&iacute;a    a&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica, de diversas igrejas crist&atilde;s    e de proeminentes pol&iacute;ticos conservadores. Em todos os casos, o projeto    teve algum tipo de apoio de ativistas; com o passar dos anos, a diferen&ccedil;a    &eacute; que a qualidade e quantidade do acompanhamento dos projetos de lei    foram crescendo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mais pr&oacute;ximo    que o projeto esteve de ser transformado em lei foi no per&iacute;odo 2006-2007;    ele foi aprovado, com dificuldades, pelas comiss&otilde;es e plen&aacute;rios    de ambas casas do Congresso e recebeu o respaldo dos partidos do governo.<a href="#back11"><a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a></a>    <a name="top11"></a>V&aacute;rios senadores e deputados se opuseram, entre eles    o presidente da C&acirc;mara Alfredo Cuello, e tentaram protelar a vota&ccedil;&atilde;o:    conseguiram finalmente que na comiss&atilde;o de concilia&ccedil;&atilde;o,    o &uacute;ltimo tr&acirc;mite antes da san&ccedil;&atilde;o presidencial, o    Senado votasse contra o projeto, sem dar explica&ccedil;&otilde;es e em viola&ccedil;&atilde;o    da lei de bancadas que ordena votar conforme a linha do partido. O projeto foi    por &aacute;gua abaixo tamb&eacute;m por desinteresse do governo de Uribe, embora    fosse uma promessa de campanha de 2006: o ministro do Interior disse que embora    o presidente apoiasse a lei, o projeto n&atilde;o lhe parecia ter nenhuma transcend&ecirc;ncia    e por isso n&atilde;o se havia preocupado em lhe dar seguimento.<a href="#back12"><a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a>    </a><a name="top12"></a><a href="#back12"> </a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Unidos em uma s&eacute;rie    de organiza&ccedil;&otilde;es jovens, os ativistas voltaram ao lit&iacute;gio    estrat&eacute;gico em 2006 como uma possibilidade real de obter a prote&ccedil;&atilde;o    tantas vezes negada no Congresso. Col&ocirc;mbia Diversa e o Grupo de Lit&iacute;gio    de Direito de Interesse P&uacute;blico da Universidade dos Andes apresentaram    uma nova demanda contra a exclus&atilde;o dos casais do mesmo sexo do regime    patrimonial da uni&atilde;o marital.<a href="#back13"><a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a></a> <a name="top13"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em 7 de fevereiro    de 2007, a Corte Constitucional anunciou uma mudan&ccedil;a em sua posi&ccedil;&atilde;o    anterior sobre a uni&atilde;o marital de casais do mesmo sexo.<a href="#back14"><a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a></a>    <a name="top14"></a>A Corte afirmou que agora considerava que a exclus&atilde;o    desses casais dos benef&iacute;cios patrimoniais da uni&atilde;o marital era    uma viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos fundamentais (COL&Ocirc;MBIA,    C-075, 2007a; C-098, 2007b). Ela destacava que a lei era inconstitucional porque    impunha a heterossexualidade como condi&ccedil;&atilde;o para ter acesso a esses    benef&iacute;cios. Essa senten&ccedil;a deu aos casais do mesmo sexo a possibilidade    de criar uma comunidade de bens igual &agrave; dos casais heterossexuais. Al&eacute;m    disso, a Corte argumentou que a lei que limitava esses efeitos da coabita&ccedil;&atilde;o    a casais de homens e mulheres impunha limita&ccedil;&otilde;es contr&aacute;rias    "aos postulados constitucionais de respeito &agrave; dignidade humana, dever    de prote&ccedil;&atilde;o do Estado a todas as pessoas em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es    e o direito fundamental de livre desenvolvimento da personalidade".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir dessa    senten&ccedil;a, a Corte adotou v&aacute;rias outras decis&otilde;es que consolidam    a igualdade dos casais homossexuais. Nos anos seguintes, estendeu a igualdade    a outras situa&ccedil;&otilde;es nas quais o ser casal cria direitos e obriga&ccedil;&otilde;es:    em 2007, disse que as pessoas tinham o direito de incluir o companheiro do mesmo    sexo no seguro obrigat&oacute;rio de sa&uacute;de (COL&Ocirc;MBIA, C-811, 2007c)    e, em 2008, que existia o direito &agrave; pens&atilde;o de sobreviventes para    os casais do mesmo sexo (COL&Ocirc;MBIA, C-336, 2008a) e tamb&eacute;m que a    eles se aplicava o delito de falta de assist&ecirc;ncia alimentar (COL&Ocirc;MBIA,    C-798, 2008b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em janeiro de 2009,    em consequ&ecirc;ncia da "grande demanda" da Col&ocirc;mbia Diversa, a Corte    estabeleceu que as express&otilde;es "fam&iacute;lia", "familiar", "grupo familiar",    "companheiro ou companheira permanente", "Uni&atilde;o singular, permanente    e cont&iacute;nua" e "uni&atilde;o permanente" em diversas normas inclu&iacute;a    os casais do mesmo sexo (COL&Ocirc;MBIA, C-029, 2009). Algumas das consequ&ecirc;ncias    da "grande demanda" incluem o reconhecimento de que os casais do mesmo sexo    t&ecirc;m o direito &agrave; reunifica&ccedil;&atilde;o familiar no conflito    armado, podem criar um patrim&ocirc;nio de fam&iacute;lia que n&atilde;o pode    ser embargado, receber como casal o subs&iacute;dio de moradia e possuir um    im&oacute;vel como moradia familiar. O companheiro estrangeiro do mesmo sexo    de um cidad&atilde;o colombiano tem a mesma possibilidade de obter a cidadania    que um heterossexual e pode fixar sua resid&ecirc;ncia com as mesmas regras    que os casais homossexuais no arquip&eacute;lago de San Andr&eacute;s. A igualdade    se aplica tamb&eacute;m ao processo penal. Desse modo, os casais do mesmo sexo    n&atilde;o est&atilde;o obrigados a incriminar seus companheiros ou companheiras    em nenhum processo penal, aplicam-se as mesmas circunst&acirc;ncias de agrava&ccedil;&atilde;o    punitiva e tamb&eacute;m os tipos especiais como os de viol&ecirc;ncia intrafamiliar    e o regime de impedimento por proximidade familiar. Tamb&eacute;m gozam da mesma    prote&ccedil;&atilde;o quando o c&ocirc;njuge &eacute; sequestrado ou desaparecido    ou quando perece em um acidente de tr&acirc;nsito (seguro SOAT).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>3 Os LGBT e    o fetichismo legal</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na audi&ecirc;ncia    perante a Comiss&atilde;o Interamericana, o comiss&aacute;rio Paulo S&eacute;rgio    Pinheiro reconheceu tanto os avan&ccedil;os significativos feitos pela Corte    colombiana e o que a CIDH tem de aprender com ela, como a tens&atilde;o entre    as normas e a pr&aacute;tica: "a pr&aacute;tica geral no continente &eacute;    de uma temporada de ca&ccedil;a que jamais se encerra".<a href="#back15"><a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a></a>    <a name="top15"></a>A diferen&ccedil;a entre os direitos e o seu gozo efetivo    n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico paradoxo: o outro &eacute; o contraste entre    a viol&ecirc;ncia relatada e a fraqueza que parecem diante dela, tanto em termos    de direitos defendidos (de beneficiar-se de um seguro e n&atilde;o ser despedido    de um trabalho, por exemplo), bem como dos danos que n&atilde;o s&atilde;o protegidas    por direitos (discrimina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-contratual; o recurso a    opera&ccedil;&otilde;es perigosas nos travestis) no contexto dos crimes de &oacute;dio.&Agrave;s    vezes de maneira expressa, quase sempre de forma velada, o discurso de direitos    tem sentido como o desmentido da viol&ecirc;ncia, sem importar sua gravidade.    Os direitos n&atilde;o negam que a viol&ecirc;ncia exista, mas negam seus efeitos    interpretativos, os significados sociais que constroem. Assim, enquanto a viol&ecirc;ncia    afirma que os/as homossexuais merecem castigo p&uacute;blico e privado por serem    homossexuais, os direitos negam que isso seja verdadeiro. E enquanto a vida    cotidiana aceita a sorte das v&iacute;timas da limpeza social, especialmente    quando s&atilde;o travestis ou homossexuais, o discurso dos direitos reclama    a humanidade de cada morto, sua dignidade materializada em pequenas vit&oacute;rias    como o seguro, as pens&otilde;es, o trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa refer&ecirc;ncia    &agrave; viol&ecirc;ncia, embora esteja presente em outros movimentos sociais    que recorrem ao direito (LEMAITRE, 2009), &eacute; particularmente evidente    quando se trata dos direitos LGBT. Por tr&aacute;s das hist&oacute;rias sangrentas    que chegam &agrave; Comiss&atilde;o est&atilde;o milhares de hist&oacute;rias    menores, inclassific&aacute;veis para o direito, da nega&ccedil;&atilde;o agressiva    e persistente de reconhecer sua humanidade plena. Com efeito, os informes de    direitos humanos n&atilde;o d&atilde;o conta dos epis&oacute;dios de discrimina&ccedil;&atilde;o    cotidiana que certamente formaram os ativistas que os escrevem - os olhares,    as risadinhas, a perda de empregos e de trabalho, a preocupa&ccedil;&atilde;o    e press&atilde;o por parte de familiares e amigos, a rejei&ccedil;&atilde;o,    a necessidade de dissimular e de esconder as emo&ccedil;&otilde;es. Tampouco    d&aacute; conta da forma como devem aprender a viver com a corrente viciosa    do &oacute;dio que permeia gestos que parecem inocentes, coment&aacute;rios    que se pretendem ligeiros e picha&ccedil;&otilde;es que se apagam com o tempo.    Trata-se de atos sutis como os encontrados em uma pesquisa de estudantes secund&aacute;rios    em Bogot&aacute;: seis em dez admitiram ter zombado de meninos e meninas percebidos    como homossexuais, tr&ecirc;s em dez admitiram t&ecirc;-los insultado; 37,9%    disseram que tinham medo dos homossexuais; 17,6% disseram que tinham asco deles.<a href="#back16"><a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a></a><a name="top16"></a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cotidianidade    violenta, que n&atilde;o chega a configurar viola&ccedil;&otilde;es de direitos    humanos, ou, pelo menos, n&atilde;o os tipos de viola&ccedil;&otilde;es que    s&atilde;o denunciadas perante a Comiss&atilde;o, ainda &eacute; esmagadora.    O informe de 2006-2007 da Col&ocirc;mbia Diversa (2007) documenta o ass&eacute;dio    por parte de policiais e cidad&atilde;os &agrave;s express&otilde;es p&uacute;blicas    de afeto dos casais do mesmo sexo, deten&ccedil;&otilde;es arbitr&aacute;rias    por esse motivo, discrimina&ccedil;&atilde;o no trabalho e na escola. Os dados    mais reveladores, por&eacute;m, surgem da pesquisa feita em 2007 por CLAM, Profamilia    e a Universidade Nacional (2008) com os participantes da marcha de orgulho gay.    Eles revelam que 77% sofreram alguma forma de discrimina&ccedil;&atilde;o e    67,7% alguma forma de agress&atilde;o. Ambas est&atilde;o imbricadas em todos    os espa&ccedil;os do dia a dia: 49,3% dos que disseram ter sido discriminados    o foram nas escolas e universidades, por professores e companheiros; 43,8%,    na rua, por policiais; 42,8%, em suas casas, por vizinhos e 34,1% por suas fam&iacute;lias.    E embora a agress&atilde;o mais comum seja a verbal (87,9%) seguida pelas amea&ccedil;as    (36,2%), n&atilde;o deixa de surpreender como &eacute; frequente a agress&atilde;o    f&iacute;sica: dos 67,7% que sofreram alguma forma de agress&atilde;o, em 31,6%    dos casos ela foi f&iacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Que os fatos narrados    na audi&ecirc;ncia da Comiss&atilde;o sejam mais cru&eacute;is que essa cotidianidade    por uma quest&atilde;o de grau, mas n&atilde;o de inten&ccedil;&atilde;o, mostra    t&atilde;o somente de maneira mais evidente como &eacute; duro ser LGBT em uma    sociedade profundamente homof&oacute;bica. As pessoas homossexuais vivem sob    a amea&ccedil;a da viol&ecirc;ncia em todos os espa&ccedil;os sociais em que    habitam, e de uma viol&ecirc;ncia provocada por sua orienta&ccedil;&atilde;o    sexual, por sua identidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na intimidade,    muitos crescem em suas fam&iacute;lias em meio &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o    e &agrave;s recrimina&ccedil;&otilde;es que facilmente passam a insultos e golpes.    No espa&ccedil;o p&uacute;blico, est&atilde;o sujeitos a um controle social    permanente que reage de maneira agressiva diante de qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica de sexualidade ou afeto. O controle parece ser ainda mais aterrador    nas zonas rurais e quando h&aacute; dom&iacute;nio territorial dos ex&eacute;rcitos    ilegais. At&eacute; em Bogot&aacute;, um abra&ccedil;o, um andar de m&atilde;os    dadas ou um beijo provocam a interven&ccedil;&atilde;o de vigilantes particulares,    da pol&iacute;cia e at&eacute; de simples transeuntes, que tratam de agredir    verbal e fisicamente, de expulsar, e no caso da pol&iacute;cia, de deter os    casais. Os lugares de com&eacute;rcio onde podem se encontrar s&atilde;o invadidos    com frequ&ecirc;ncia e agressividade pela pol&iacute;cia. Nas pris&otilde;es,    s&atilde;o objeto imediato de todo tipo de agress&atilde;o sexual e de intimida&ccedil;&otilde;es,    se sua identidade &eacute; conhecida. Al&eacute;m disso, sofrem uma vulnerabilidade    especial diante de muitos tipos de crimes violentos, desde os homic&iacute;dios    em s&eacute;rie em resid&ecirc;ncias particulares, os homic&iacute;dios em s&eacute;rie    nos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, do tipo "limpeza social", a extors&atilde;o    por parte de chantagistas que amea&ccedil;am revelar a identidade dos que mant&ecirc;m    suas prefer&ecirc;ncias ocultas e os abusos de diversas autoridades, especialmente    da pol&iacute;cia, em todos os processos de deten&ccedil;&atilde;o e controle.    Sup&otilde;em-se, ao ver as evid&ecirc;ncias, inclusive em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;queles que nunca sofreram diretamente essas viol&ecirc;ncias, que o    fato de saber que s&atilde;o potencialmente v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias    espec&iacute;ficas contra sua identidade sexual deve gerar graus persistentes    de estresse e ang&uacute;stia, al&eacute;m de levar ao ocultamento ao menos    das manifesta&ccedil;&otilde;es mais p&uacute;blicas de afeto e de sexualidade    que s&atilde;o permitidas aos heterossexuais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Maria Mercedes    G&oacute;mez (2006; 2008) explica essa viol&ecirc;ncia a partir da distin&ccedil;&atilde;o    entre a discrimina&ccedil;&atilde;o e a exclus&atilde;o. A viol&ecirc;ncia discriminat&oacute;ria    &eacute; exercida contra as pessoas que se consideram parte da sociedade, mas    em um lugar subordinado; o objetivo dessa viol&ecirc;ncia, tanto instrumental    como simb&oacute;lico, &eacute; manter a subordina&ccedil;&atilde;o. Por sua    vez, a viol&ecirc;ncia por exclus&atilde;o pretende expulsar do corpo social    certos elementos que n&atilde;o podem fazer parte dela. Esse tipo de viol&ecirc;ncia    se exacerba quando se trata, como no caso da orienta&ccedil;&atilde;o sexual,    de uma caracter&iacute;stica que &eacute; relativamente invis&iacute;vel e percebida    como mut&aacute;vel: nesse caso, o castigo &eacute; tanto uma forma de expuls&atilde;o    do corpo distinto como uma forma de visibilizar e ao mesmo tempo erradicar a    diferen&ccedil;a nesse mesmo corpo (como a id&eacute;ia de que a viola&ccedil;&atilde;o    sexual elimina o desejo l&eacute;sbico).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sem d&uacute;vida,    o direito foi c&uacute;mplice dessas viol&ecirc;ncias em muitas ocasi&otilde;es,    excluindo expl&iacute;cita ou implicitamente as pessoas LGBT (por exemplo, os    direitos somente para casais heterossexuais) ou tornando-as vis&iacute;veis    de uma maneira que as exclui da sociedade (por exemplo, com tipos de pres&iacute;dios    especiais). N&atilde;o obstante, tamb&eacute;m &eacute; certo que o direito    liberal em sua vers&atilde;o mais contempor&acirc;nea, como aquela desenvolvida    em muitas senten&ccedil;as da Corte Constitucional colombiana, insiste, ao contr&aacute;rio,    na normalidade da op&ccedil;&atilde;o homossexual, ou seja, em sua <i>inclus&atilde;o</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa medida, o    direito, ou certo direito, insurge-se frente &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncias e o que elas revelam da vida coletiva. Esse efeito simb&oacute;lico    se reflete como alternativa significante, por exemplo, na forma como os relatos    no informe da Col&ocirc;mbia Diversa de 2006-2007 est&atilde;o precedidos por    cita&ccedil;&otilde;es de senten&ccedil;as da Corte Constitucional e das normas    que pro&iacute;bem os comportamentos descritos. Como em tantos informes de direitos    humanos, o horror das narrativas contrasta com a dist&acirc;ncia profissional    do discurso jur&iacute;dico, criando uma estranha ambival&ecirc;ncia entre o    reconhecimento da realidade da viola&ccedil;&atilde;o, uma realidade que enfatiza    a fragilidade do direito, e o desejo intenso de escapar de amea&ccedil;antes    m&atilde;os, p&ecirc;nis, facas e pistolas para refugiar-se nos bra&ccedil;os    da lei.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os direitos, independentemente    de seus efeitos, significam tanto uma equival&ecirc;ncia plena entre homossexuais    e heterossexuais como a rejei&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia, porque os    direitos criam a normalidade &agrave; qual se aspira. Os direitos, por defini&ccedil;&atilde;o,    s&atilde;o o normal, isto &eacute;, o que estabelece a norma, o que est&aacute;    inclu&iacute;do no corpo social. O que o direito pro&iacute;be &eacute; o "anormal,"    o contr&aacute;rio &agrave; norma, em dois sentidos. Primeiro, porque se sup&otilde;e    que o proibido n&atilde;o &eacute; o que ocorre de forma cotidiana, mas o ocasional,    o raro; segundo, porque o proibido &eacute; o rejeitado moralmente, o anormal.    Nessa medida, o direito &eacute; uma forma poderosa de criar significados sociais    profundamente morais, e o apelo LGBT ao direito tamb&eacute;m est&aacute; marcado    pelo desejo desses significados morais inclusivos de sua identidade; marcado    pelo desejo ao direito como s&iacute;mbolo e objeto de desejo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>4 O direito    como fetiche</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os efeitos das    reformas legais n&atilde;o s&atilde;o meramente simb&oacute;licos; sem d&uacute;vida,    a jurisprud&ecirc;ncia descrita trar&aacute; benef&iacute;cios reais para al&eacute;m    da cria&ccedil;&atilde;o de significados sociais. Haver&aacute; pessoas que    se beneficiem de uma diminui&ccedil;&atilde;o na discrimina&ccedil;&atilde;o,    seja porque ganhem casos concretos nos tribunais ou pela elimina&ccedil;&atilde;o    de normas como a que proibia que os docentes das escolas p&uacute;blicas fossem    homossexuais. &Eacute; poss&iacute;vel que alguns familiares, empregadores e    institui&ccedil;&otilde;es educativas mudem seu comportamento em consequ&ecirc;ncia    das senten&ccedil;as e sejam mais tolerantes ou mais respeitosos.<a href="#back17"><a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a></a>    <a name="top17"></a>Al&eacute;m disso, podemos supor que os casais do mesmo    sexo que assim o solicitem ter&atilde;o acesso a uma s&eacute;rie de benef&iacute;cios    antes limitados aos heterossexuais, benef&iacute;cios de grande amplitude que    incluam o direito &agrave; pens&atilde;o de sobreviventes, seguro de sa&uacute;de    etc.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao mesmo tempo,    os limites dessas normas s&atilde;o relativamente claros. Primeiro, ter direitos    como LBGT n&atilde;o protege contra a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica ou sexual;    pelo menos, n&atilde;o mais que os direitos gerais &agrave; vida e &agrave;    integridade f&iacute;sica. Segundo, a prote&ccedil;&atilde;o contra a n&atilde;o    discrimina&ccedil;&atilde;o, para se tornar efetiva em um tribunal, requer alguns    padr&otilde;es de prova t&atilde;o altos que raramente se conseguem fora dos    casos mais grotescos; na maioria dos casos, &eacute; dif&iacute;cil provar a    causalidade entre o sucedido e o &acirc;nimo discriminat&oacute;rio. Em certas    quest&otilde;es como a discrimina&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-contratual, o    menor sal&aacute;rio ou o "teto de cristal" &eacute; praticamente imposs&iacute;vel    provar a causalidade. Terceiro, para ter acesso a quase todos os direitos como    casal homossexual, as pessoas devem caber dentro de um perfil muito particular    que inclui o ter um c&ocirc;njuge est&aacute;vel e estar e <i>poder estar</i>    fora do arm&aacute;rio. No entanto, estar fora do arm&aacute;rio, como vimos,    cria uma vulnerabilidade permanente que muitas pessoas n&atilde;o est&atilde;o    dispostas a assumir. Al&eacute;m disso, como tamb&eacute;m foi documentado,    a resist&ecirc;ncia cultural dos funcion&aacute;rios a conceder direitos se    converte em uma barreira a mais no acesso a eles. Por essas raz&otilde;es, &eacute;    f&aacute;cil concluir que o entusiasmo que esta jurisprud&ecirc;ncia desperta    pode ser um excesso de entusiasmo; um fervor e admira&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o    correspondem &agrave; magnitude dos benef&iacute;cios materiais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo assim, as    senten&ccedil;as da Corte t&ecirc;m um peso que supera a avalia&ccedil;&atilde;o    de custos e benef&iacute;cios instrumentais, um peso que surge de seu valor    simb&oacute;lico, de seus efeitos sobre a autopercep&ccedil;&atilde;o e a identidade    social das pessoas, um efeito que, como argumentam Garc&iacute;a e Uprimny,    &eacute; "anticonformista" (GARC&Iacute;A; UPRIMNY, 2004, p. 493-495). Esse    efeito simb&oacute;lico &eacute; um ant&iacute;doto poderoso contra a percep&ccedil;&atilde;o    de si mesmo e da vida social que a experi&ecirc;ncia da discrimina&ccedil;&atilde;o    oferece e talvez seja tamb&eacute;m uma esp&eacute;cie de ant&iacute;doto ou    conjuro contra as sequelas emocionais da viol&ecirc;ncia - um "contra" que se    baseia na possibilidade de resistir ao poder interpretativo da viol&ecirc;ncia    usando para isso a for&ccedil;a simb&oacute;lica do direito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A lei confronta    e nega a dimens&atilde;o simb&oacute;lica da viol&ecirc;ncia e n&atilde;o se    limita &agrave; viol&ecirc;ncia simb&oacute;lica definida por Bourdieu, aos    significados sociais negativas com que os grupos discriminados e exclu&iacute;dos    est&atilde;o sobrecarregados, como parte de sua oppression.<a href="#back18"><a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a></a>    <a name="top18"></a>A pura viol&ecirc;ncia f&iacute;sica tamb&eacute;m destr&oacute;i    e cria significados silenciosos sobre si mesmo e sobre a vida coletiva: significados    sobre quanto vale um corpo, o que &eacute; a dignidade do ser humano, o que    &eacute; poss&iacute;vel fazer a outro corpo impunemente. A viol&ecirc;ncia    e sua amea&ccedil;a penetram na vida dos homossexuais em todos os n&iacute;veis,    criando significados sobre sua identidade e seu lugar na vida social. Talvez    seja mais intensa na vida dos homens, pelas muitas formas como a viol&ecirc;ncia    est&aacute; imbricada na socializa&ccedil;&atilde;o masculina, mas sem d&uacute;vida    est&aacute; presente na vida das mulheres. Manifesta-se n&atilde;o somente como    viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, mas tamb&eacute;m como formas de rejei&ccedil;&atilde;o,    zombaria, insulto e hostilidade sem tr&eacute;gua, uma hostilidade que se percebe    tamb&eacute;m entre aqueles que se declaram tolerantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como entender,    por exemplo, a pr&aacute;tica dos anos 80 na qual jovens adolescentes de classe    m&eacute;dia e alta faziam passeios &agrave;s zonas frequentadas por travestis,    como a Carrera Quince de Bogot&aacute;, com o &uacute;nico prop&oacute;sito    de agredi-los de diferentes formas?<a href="#back19"><a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a></a> <a name="top19"></a>Que    sentia o rapaz que n&atilde;o sabia como entender sua atra&ccedil;&atilde;o    sexual por travestis, ou pelos amigos com os quais ia &agrave; ca&ccedil;a de    travestis? Ou o que sentia ao ser travesti? Alguns deles come&ccedil;aram a    carregar facas para cortar os pr&oacute;prios bra&ccedil;os, pois descobriram    que a vis&atilde;o do sangue acalmava os diversos agressores, inclusive a pol&iacute;cia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O efeito simb&oacute;lico    positivo das senten&ccedil;as da Corte n&atilde;o deve ser entendido apenas    como o de produzir auto-estima entre a popula&ccedil;&atilde;o LGBT, embora    isso certamente ocorra. Ou, talvez, o que faz falta &eacute; uma defini&ccedil;&atilde;o    mais complexa do que &eacute; a auto-estima, mais imbricada com a possibilidade    de articular uma identidade e um sentido da vida coletiva dentro de uma rede    social de significados. Porque o que est&aacute; em jogo nos direitos n&atilde;o    &eacute; somente o "sentir-se bem consigo mesmo" da auto-estima, mas o poder    dar um significado social &agrave; pr&oacute;pria vida, dar nome a sua conviv&ecirc;ncia,    a sua cotidianidade, assim como dar nome e peso moral &agrave;s viol&ecirc;ncias    que sofreram. Sua vida de casal passa a ser leg&iacute;tima e normal e a viol&ecirc;ncia,    a ser ileg&iacute;tima e anormal; na defini&ccedil;&atilde;o do direito, sua    vida de casal &eacute; uma uni&atilde;o marital e a viol&ecirc;ncia se converte    em uma viola&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estas defini&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o ganham sentido pleno sen&atilde;o como resposta a anos de sofrer    ou temer ser objeto de todo tipo de agress&atilde;o, al&eacute;m da necessidade    de parecer duplo, de ocultar, de exercer um sil&ecirc;ncio permanente que desfaz    a confian&ccedil;a na inteligibilidade moral do mundo social. A viol&ecirc;ncia,    o &oacute;dio e o desprezo real ou temido recodificam a vida coletiva inclusive    para aqueles n&atilde;o a experimentam na pr&oacute;pria carne, e representam    um desafio profundo &agrave; possibilidade de oferecer um fundamento moral para    a sociedade secular. O ser objeto, ou objeto potencial, desse tipo de &oacute;dio    tem tr&ecirc;s efeitos poss&iacute;veis: dois apol&iacute;ticos e um que leva    &agrave; participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na vida coletiva. A primeira    op&ccedil;&atilde;o &eacute; aceitar com a viol&ecirc;ncia seus s&iacute;mbolos    e justificar a express&atilde;o da viol&ecirc;ncia negando a validade da pr&oacute;pria    hist&oacute;ria, dos pr&oacute;prios desejos etc. Em boa parte, assim &eacute;    a vida no arm&aacute;rio, aceita n&atilde;o como uma necessidade estrat&eacute;gica,    mas como uma necessidade moral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A segunda op&ccedil;&atilde;o    para as pessoas que s&atilde;o objeto do &oacute;dio homof&oacute;bico &eacute;    a aceita&ccedil;&atilde;o da realidade da viol&ecirc;ncia, ao mesmo tempo em    que se rejeita a moralidade social que a alimenta. &Eacute; uma postura "realista"    que leva a um desencantamento com a vida coletiva, com a pol&iacute;tica, com    a vida social, e que tem como sa&iacute;da principal refugiar-se na intimidade    dos espa&ccedil;os privados. Certamente, essa foi uma solu&ccedil;&atilde;o    recorrente entre as minorias sexuais, assim como entre outras minorias odiadas    e desprezadas. Desse modo, para muitos, as experi&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia    s&oacute; ensinam que a vida coletiva &eacute; imoral, ou amoral, ou hip&oacute;crita    ou simplesmente hostil e, &agrave;s vezes, letal. Refugiam-se ent&atilde;o em    guetos sociais dos quais raramente emergem.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma terceira op&ccedil;&atilde;o    &eacute; negar n&atilde;o somente a viol&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m negar    que a moral homof&oacute;bica seja "realmente" a moral dominante. &Eacute; uma    posi&ccedil;&atilde;o de cruzada, uma posi&ccedil;&atilde;o de idealismo e,    evidentemente, a posi&ccedil;&atilde;o de um movimento social que se nega a    aceitar a moral que os rejeita, e que recorre a outros argumentos para demonstrar    que a moral homof&oacute;bica &eacute; antes de tudo uma mentira sobre a vida    social. O direito &eacute; central para esta terceira posi&ccedil;&atilde;o,    pois em boa parte &eacute; o discurso jur&iacute;dico dos direitos que permite    negar a moralidade homof&oacute;bica e suas viol&ecirc;ncias e apelar para uma    moral coletiva distinta ou tentar constru&iacute;-la.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse processo,    as senten&ccedil;as da Corte Constitucional desempenharam um papel decisivo.    As decis&otilde;es favor&aacute;veis da Corte resignificam a vida coletiva,    negando os efeitos interpretativos da viol&ecirc;ncia e insistindo, ao contr&aacute;rio,    em um discurso p&uacute;blico de dignidade que produz uma enorme satisfa&ccedil;&atilde;o    e mobiliza&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o depende da aplica&ccedil;&atilde;o    da lei. Ao nomear a homossexualidade como normal e a viol&ecirc;ncia como anormal,    a Corte resignifica os homossexuais como plenamente humanos em um mundo social    onde a viol&ecirc;ncia seria por defini&ccedil;&atilde;o anormal, contra a norma.    Levar a s&eacute;rio essa resignifica&ccedil;&atilde;o faz mudar a forma como    se compreende rela&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e a pessoalidade o que    permite, com essa mudan&ccedil;a, a possibilidade de se engajar de novo com    uma vida social resignificada, ou, ao menos, oferece uma medida de valor, ou    de confian&ccedil;a. E isso nos permite sentir prazer com o direito materializado    nas palavras da Corte Constitucional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; o direito    como fetiche, mas n&atilde;o somente em seu sentido negativo de ser um objeto    "falso" do desejo (LEMAITRE 2007; 2008; 2009). &Eacute; tamb&eacute;m esse aspecto    positivo da met&aacute;fora do fetiche sexual (n&atilde;o do das mercadorias):    &eacute; gozo que n&atilde;o se esgota, &eacute; rejei&ccedil;&atilde;o de certas    conven&ccedil;&otilde;es e moralidades antigas, &eacute; nega&ccedil;&atilde;o    de um "realismo" que angustia, &eacute; uma aposta em uma realidade alternativa.    E &eacute;, est&aacute; claro, profundamente amb&iacute;guo: sem d&uacute;vida    as pessoas que como Marcela S&aacute;nchez acorreram e acorrem &agrave;s Cortes    para reclamar direitos, as que insistem em seus direitos de igualdade e dignidade    reconhecem as limita&ccedil;&otilde;es do direito como instrumento de transforma&ccedil;&atilde;o    social. Inclusive as conhecem em seu corpo e talvez melhor do que aqueles que    teorizam a respeito. Ao mesmo tempo, celebram e gozam com a lei, com cada senten&ccedil;a    que diz que t&ecirc;m direitos, dignidade, igualdade, que os nomeia como iguais    e sua vida cotidiana como parte da normalidade da na&ccedil;&atilde;o. Essa    rela&ccedil;&atilde;o ambivalente com o direito &eacute; a que lhes leva perante    a Comiss&atilde;o; conhecendo seus limites, mesmo assim buscam a lei. Recusam-se    a aceitar que as normas n&atilde;o sejam cumpridas, n&atilde;o porque n&atilde;o    entendam as limita&ccedil;&otilde;es do direito, mas porque escolhem n&atilde;o    deixar de indignar-se com seu n&atilde;o-cumprimento, n&atilde;o deixar de gozar    tampouco com os significados que ele cria. &Eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o    que compartilham centenas de milhares, talvez milh&otilde;es, de colombianos    que, em meio &agrave;s extenuantes viol&ecirc;ncias dos &uacute;ltimos trinta    anos decidiram, decidimos, &agrave; sombra da Constitui&ccedil;&atilde;o de    1991, n&atilde;o deixar de crer em (e de amar) o direito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Bibliografia    e outras fontes</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ALBARRACIN, Mauricio;    AZUERO, Alejandra. 2009. <b>Activismo Judicial y Derechos de los LGBT en Colombia:    Sentencias Emblem&aacute;ticas</b>. Bogot&aacute;: ILSA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261232&pid=S1806-6445200900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______.; NOGUERA,    Mauricio; S&Aacute;NCHEZ, Marcela. 2008. <b>Situaci&oacute;n de los derechos    humanos de lesbianas, gays, bisexuales y transgeneristas en Colombia 2006-2007</b>.    Bogot&aacute;: Colombia Diversa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261234&pid=S1806-6445200900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BONILLA, Daniel.    2008. Igualdad, orientaci&oacute;n sexual y derecho de inter&eacute;s p&uacute;blico.    La historia de la sentencia C-075/07. In: COLOMBIA DIVERSA; UNIVERSIDAD DE LOS    ANDES. <b>Parejas del mismo sexo el camino hacia la igualdad</b>. Bogot&aacute;:    Uniandes, p. 11-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261236&pid=S1806-6445200900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BOURDIEU, Pierre;    WAQUANT, Loic. 1992. <b>An Invitation to Reflective Sociology</b>. Chicago:    University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261238&pid=S1806-6445200900020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">BRIGEIRO, Mauro;    CASTILLO, Elisabeth; MURAD, Roc&iacute;o. 2009. <b>Encuesta LGBT: Sexualidad    y Derechos Participantes de la Marcha de la Ciudadan&iacute;a LGBT Bogot&aacute;    2007.</b> Bogot&aacute;: CLAM; Profamilia; Universidad Nacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261240&pid=S1806-6445200900020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COLOMBIA DIVERSA.    2007. <b>Informe de derechos humanos de lesbianas, gays, bisexuales y transgeneristas    en Colombia 2006 - 2007</b>. Bogot&aacute;: Colombia Diversa. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.colombiadiversa.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=563&amp;Itemid=370" target="_blank">http://www.colombiadiversa.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=    <!-- ref --><br>   563&amp;Itemid=370</a>&gt;. &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261243&pid=S1806-6445200900020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COMISS&Atilde;O    INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS &#91;CIDH&#93;. 2006. <b>Las mujeres frente    a la violencia y la discriminaci&oacute;n derivadas del conflicto armado en    Colombia.</b> OEA/Ser.L/V/II. Doc. 67, 18 de outubro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261245&pid=S1806-6445200900020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007. Colombia.    In: ______. <b>Informe Anual de la Comisi&oacute;n Interamericana de Derechos    Humanos 2007.</b> OEA/Ser.L/V/II.130 Doc. 22 rev. 1, 29 dezembro. Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.cidh.org/annualrep/2007sp/cap4colombia.sp.htm" target="_blank">http://www.cidh.org/annualrep/2007sp/cap4colombia.sp.htm</a>&gt;.    &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261247&pid=S1806-6445200900020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2009a.    Colombia. In: ______. <b>Informe Anual de la Comisi&oacute;n Interamericana    de Derechos Humanos 2008.</b>&nbsp;OEA/Ser.L/V/II.134 Doc. 5 rev. 1, 25 fevereiro.    Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cidh.oas.org/annualrep/2008sp/cap4.Colombia.sp.htm" target="_blank">http://www.cidh.oas.org/annualrep/2008sp/cap4.Colombia.sp.htm</a>&gt;.    &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261249&pid=S1806-6445200900020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2009b.    <b>Reporte de prensa: CIDH expresa preocupaci&oacute;n ante operaciones de inteligencia    sobre actividades de la Comisi&oacute;n Interamericana en Colombia.</b> &nbsp;Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.oas.org/oaspage/press_releases/press_release.asp?sCodigo=CIDH59/09" target="_blank">http://www.oas.org/oaspage/press_releases/press_release.asp?sCodigo=CIDH59/09</a>&gt;.    &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261251&pid=S1806-6445200900020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CRENSHAW, Kimberl&eacute;.    1991. Mapping the Margins: Intersectionality, Identity Politics, and Violence    against Women of Color. <b>Stanford Law Review</b>, Palo Alto, v. 43, n. 6.,    p.&nbsp;1241-1299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261253&pid=S1806-6445200900020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">EL TIEMPO. 2002.    Se calienta debate gay. <b>El Tiempo</b>, Bogot&aacute;, 12 de novembro, Pol&iacute;tica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261255&pid=S1806-6445200900020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2006. Agreden    a activista homosexual en el centro de Medell&iacute;n. <b>El Tiempo</b>, Bogot&aacute;,    4 de outubro, Naci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261257&pid=S1806-6445200900020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007a.    Una encuesta revela altos niveles de homofobia en algunos colegios. <b>El Tiempo</b>,    Bogot&aacute;, 26 de mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261259&pid=S1806-6445200900020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007b.    Encuesta revela preocupantes prejuicios y tendencias agresivas en escuelas hacia    homosexuales. <b>El Tiempo</b>, Bogot&aacute;, 02 de abril.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261261&pid=S1806-6445200900020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007c.    Maltrato agobia a integrantes de la comunidad transexual en Cali. <b>El Tiempo</b>,    Bogot&aacute;, 28 de fevereiro, Naci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261263&pid=S1806-6445200900020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007d.    Amenazan de muerte a gays. <b>El Tiempo</b>, Bogot&aacute;, 29 de junho, Naci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261265&pid=S1806-6445200900020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2009. Alerta    por homofobia en Cali desata asesinato de activista de la causa LGBT. <b>El    Tiempo.</b> Bogot&aacute;, 22 de mar&ccedil;o, Naci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261267&pid=S1806-6445200900020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GARCIA, Mauricio;    UPRIMNY, Rodrigo. 2004. Corte Constitucional y Emancipaci&oacute;n Social en    Colombia. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; GARCIA, Mauricio (Eds.). <b>Emancipaci&oacute;n    Social y Violencia en Colombia</b>. Bogot&aacute;: Editorial Norma.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261269&pid=S1806-6445200900020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOLDBERG-HILLER,    Johnathan. 2002. <b>The Limits of Union: Same sex marriage and the politics    of civil rights.</b> Ann Arbor: University of Michigan Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261271&pid=S1806-6445200900020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GOMEZ, Mar&iacute;a    Mercedes. 2006. Usos jer&aacute;rquicos y excluyentes de la violencia. In: MOTTA,    Cristina; CABAL, Luisa (Eds.). <b>Mas All&aacute; del Derecho: G&eacute;nero    y Justicia en Am&eacute;rica Latina</b>. Bogot&aacute;: Siglo del Hombre Editores,    CESO, Centro de Derechos Reproductivos, Red Alas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261273&pid=S1806-6445200900020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2008. Cap&iacute;tulo    8: Violencia por Prejuicio Sexual. In: MOTTA, Cristina; SAEZ, Macarena. <b>La    Mirada de los Jueces: sexualidades diversas en la jurisprudencia latinoamericana:    Tomo II</b>. Bogot&aacute;: Siglo del Hombre Editores, Red Alas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261275&pid=S1806-6445200900020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">HUMAN RIGHTS FIRST;    FRONT LINE; FEDERA&Ccedil;&Atilde;O INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS &#91;FIDH&#93;;    ORGANIZA&Ccedil;&Atilde;O MUNDIAL CONTRA A TORTURA &#91;OMCT&#93;. 2008. <b>Presentaci&oacute;n    conjunta a la Oficina del Alto Comisionado para los Derechos Humanos.</b> Dispon&iacute;vel    em: &lt;<a href="http://www.humanrightsfirst.org/pdf/080902-HRD-colombia-upr-span.pdf" target="_blank">http://www.humanrightsfirst.org/pdf/080902-HRD-colombia-upr-span.pdf</a>&gt;.    &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261277&pid=S1806-6445200900020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LEMAITRE, Julieta.    2005. Los derechos de los homosexuales y la Corte Constitucional: (casi) una    narrativa de progreso. In: BONILLA, Daniel; ITURRALDE, Manuel (Eds). <b>Derecho    Constitucional Nuevas Perspectivas</b>. Bogot&aacute;: Editorial Legis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261279&pid=S1806-6445200900020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007. Legal    Fetishism. <b>Unbound Journal of the Legal Left</b>, Cambridge, v. 3, n. 6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261281&pid=S1806-6445200900020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2008. Legal    fetishism: law and social movements in Colombia. <b>Puerto Rico Law Review</b>,    San Juan, v. 77, n. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261283&pid=S1806-6445200900020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2009. <b>El    Derecho como conjuro: fetichismo legal, violencia y movimientos sociales.</b>    Bogot&aacute;: Siglo del Hombre, Uniandes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261285&pid=S1806-6445200900020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MONCADA, Patricia.    2002. La hu&iacute;da de la Corte: el derecho al onanismo. <b>Revista Tutela</b>,    Bogot&aacute;, v. 3, n. 25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261287&pid=S1806-6445200900020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MUNGER, Frank;    ENGEL, David. 2003. <b>Rights of Inclusion Law and Identity in the Life Stories    of Americans With Disabilities.</b> Chicago: University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261289&pid=S1806-6445200900020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NA&Ccedil;&Otilde;ES    UNIDAS. 2008. Oficina del Alto Comisionado para los Derechos Humanos &#91;OACDH&#93;.    <b>Informe anual de la Alta Comisionada de las Naciones Unidas para los Derechos    Humanos sobre la situaci&oacute;n de los derechos humanos en Colombia.</b> A/HRC/10/032.    Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.hchr.org.co/documentoseinformes/informes/altocomisionado/informes.php3?cod=12&amp;cat=11" target="_blank">http://www.hchr.org.co/documentoseinformes/informes/altocomisionado/informes.    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><br>   php3?cod=12&amp;cat=11</a>&gt;. &Uacute;ltimo acesso em: 15 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261292&pid=S1806-6445200900020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RESTREPO, Esteban.    2002. Reforma Constitucional y progreso social: la constitucionalizaci&oacute;n    de la vida cotidiana en Colombia. In: SABA, Roberto (Ed.). <b>El Derecho como    objeto e instrumento de transformaci&oacute;n.</b> Buenos Aires: Editores del    Puerto, p. 73-88.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261294&pid=S1806-6445200900020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">ROSENBERG, Gerald.    2008. <b>The Hollow Hope Can Courts Bring About Social Change?</b> 2ª. ed. Chicago:    University of Chicago Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261296&pid=S1806-6445200900020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">SARMIENTO, Juan    Pablo. 2009. Las uniones maritales de hecho entre parejas del mismo sexo: una    lucha inconclusa contra la discriminaci&oacute;n. <b>Revista de Derecho de la    Universidad del Norte,</b> Barranquilla, n. 32 (no prelo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261298&pid=S1806-6445200900020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">TAUSSIG, Michael.    2003. Law in a Lawless Land: <b>Diary of a Limpieza in Colombia</b>. Nova York:    The New Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261300&pid=S1806-6445200900020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">VELANDIA, Manuel.    1999. <b>Y s&iacute; el cuerpo grita... Dej&eacute;monos de maricadas.</b> Bogot&aacute;.    Equilateros.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261302&pid=S1806-6445200900020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">YANED, Ram&iacute;rez;    VALENCIA, Jos&eacute; Luis. 2009. Asesinatos Prenden Alarmas Sobre Homofobia.    <b>El Tiempo,</b> Bogot&aacute;, 22 de mar&ccedil;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261304&pid=S1806-6445200900020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Jurisprud&ecirc;ncia</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COL&Ocirc;MBIA.    1994a. Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-097. 7 Mar. &#91;Juiz Relator:    Eduardo Cifuentes Mu&ntilde;oz&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261307&pid=S1806-6445200900020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1994b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-539. 30 Nov. &#91;Juiz Relator: Vladimiro    Naranjo Mesa&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261309&pid=S1806-6445200900020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1995a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-037. 06 Fev. &#91;Juiz Relator: Jos&eacute;    Greg&oacute;rio Hernandez Galindo&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261311&pid=S1806-6445200900020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1995b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-290. 05 Jul. &#91;Juiz Relator: Carlos    Gaviria D&iacute;az&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261313&pid=S1806-6445200900020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1996. Corte    Constitucional. Senten&ccedil;a C-098. 07 Mar. &#91;Juiz Relator: Eduardo Cifuentes    Mu&ntilde;oz&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261315&pid=S1806-6445200900020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1998a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-101. 24 Mar. &#91;Juiz Relator: Fabio    Moron Diaz&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261317&pid=S1806-6445200900020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1998b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-481. 9 Set. &#91;Juiz Relator: Alejandro    Mart&iacute;nez Caballero&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261319&pid=S1806-6445200900020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 1999. Corte    Constitucional. Senten&ccedil;a C-507. 14 Jul. &#91;Juiz Relator: Vladimiro    Naranjo Mesa&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261321&pid=S1806-6445200900020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2000a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-999. 02 Ag. &#91;Juiz Relator:: Fabio    Moron Diaz&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261323&pid=S1806-6445200900020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2000b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-1426. 19 Out. &#91;Juiz Relator: Alvaro    Tafur Galvis&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261325&pid=S1806-6445200900020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2001a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a SU-623. 4 Jun. &#91;Juiz Relator: Rodrigo    Escobar Gil&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261327&pid=S1806-6445200900020000500047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2001b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-814. 02 Ago. &#91;Juiz Relator: Marco    Gerardo Monroy Cabra&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261329&pid=S1806-6445200900020000500048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2002. Corte    Constitucional. Senten&ccedil;a C-373. 15 Maio. &#91;Juiz Relator: Jaime C&oacute;rdoba    Trivi&ntilde;o&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261331&pid=S1806-6445200900020000500049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2003a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-499. 12 Jun. &#91;Juiz Relator: Alvaro    Tafur Galvis&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261333&pid=S1806-6445200900020000500050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2003b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-808. 18 Set. &#91;Juiz Relator: Alfredo    Beltr&aacute;n Sierra&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261335&pid=S1806-6445200900020000500051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2004a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-301. 25 Mar. &#91;Juiz Relator: Eduardo    Montealegre Lynett&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261337&pid=S1806-6445200900020000500052&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2004b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a T-725. 30 Jul. &#91;Juiz Relator: Rodrigo    Escobar Gil&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261339&pid=S1806-6445200900020000500053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-075. 7 Fev. &#91;Juiz Relator: Rodrigo    Escobar Gil&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261341&pid=S1806-6445200900020000500054&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-098. 14 Fev. &#91;Juiz Relator: Rodrigo    Escobar Gil&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261343&pid=S1806-6445200900020000500055&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2007c.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-811. 10 Out. &#91;Juiz Relator: Marco    Gerardo Monroy Cabra&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261345&pid=S1806-6445200900020000500056&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2008a.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-336. 16 Abr. &#91;Juiz Relator: Clara    In&eacute;s Vargas H&eacute;rnandez&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261347&pid=S1806-6445200900020000500057&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2008b.    Corte Constitucional. Senten&ccedil;a C-798. 20 Ag. &#91;Juiz Relator: Jaime    C&oacute;rdoba Trivi&ntilde;o&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261349&pid=S1806-6445200900020000500058&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">______. 2009. Corte    Constitucional. Senten&ccedil;a C-029. 28 Jan. &#91;Juiz Relator: Rodrigo Escobar    Gil&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261351&pid=S1806-6445200900020000500059&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">COMISS&Atilde;O    INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS &#91;CIDH&#93;. 2008. Peti&ccedil;&atilde;o    1271-04. <b>Karen Atala e Hijas v. Chile</b>. 23 Jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261353&pid=S1806-6445200900020000500060&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">NA&Ccedil;&Otilde;ES    UNIDAS &#91;NU&#93;. 2000. Comiss&atilde;o de Direitos Humanos das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas. <b>Young vs. Australia.</b> Comunica&ccedil;&atilde;o Nº 941/2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=8261355&pid=S1806-6445200900020000500061&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>NOTAS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>.</b>    As organiza&ccedil;&otilde;es presentes foram: Asociaci&oacute;n para la Promoci&oacute;n    Social Alternativa MINGA, Colectivo de Abogados "Jos&eacute; Alvear Restrepo",    Comisi&oacute;n Intereclesial de Justicia y Paz, Comisi&oacute;n Colombiana    de Juristas, Corporaci&oacute;n Jur&iacute;dica Libertad, Corporaci&oacute;n    para la Defensa y Promoci&oacute;n de los Derechos Humanos REINICIAR, Fundaci&oacute;n    Comit&eacute; de Solidaridad con los Presos Pol&iacute;ticos, Grupo Interdisciplinario    por los Derechos Humanos GIDH, Sisma Mujer e Colombia Diversa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back2"></a><a href="#top2">2</a>.</b>    O tema dos direitos LGBT &eacute; relativamente novo no direito internacional    e n&atilde;o est&aacute; mencionado nos tratados e conven&ccedil;&otilde;es.    O Comit&ecirc; de Direitos Humanos das Na&ccedil;&otilde;es Unidas tem alguns    pronunciamentos a respeito disso. Entre esses posicionamentos, destaca-se a    transmiss&atilde;o de pens&atilde;o de casais do mesmo sexo decidida pela primeira    vez no caso Young vs. Austr&aacute;lia (comunica&ccedil;&atilde;o Nº. 941/2000).    A Comiss&atilde;o Interamericana ainda n&atilde;o se pronunciou definitivamente,    mas em 2008 aceitou o caso Karen Atala e Filhas vs. Chile (Peti&ccedil;&atilde;o    1271-04), 23 de julho de 2008, sobre a perda de cust&oacute;dia das filhas de    uma m&atilde;e l&eacute;sbica. Na comunidade de ativistas se espera que a Comiss&atilde;o    se pronuncie de maneira definitiva contra a discrimina&ccedil;&atilde;o por    orienta&ccedil;&atilde;o sexual quando decidir este caso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back3"></a><a href="#top3">3</a>.</b>    Informa&ccedil;&otilde;es adicionais podem ser encontradas em informes de direitos    humanos das diversas organiza&ccedil;&otilde;es mundiais. Algumas das men&ccedil;&otilde;es    mais recentes da Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que    analisam o conflito e os direitos est&atilde;o no informe sobre as mulheres    no conflito armado (CIDH, 2006) e o cap&iacute;tulo sobre a Col&ocirc;mbia no    &uacute;ltimo informe anual da CIDH (2009b). Diversos informes da Human Rights    Watch sobre a Col&ocirc;mbia est&atilde;o dispon&iacute;veis em: &lt;<a href="http://www.hrw.org/americas/Colombia" target="_blank">http://www.hrw.org/americas/Colombia</a>&gt;    e os da Amnesty International em: &lt;<a href="http://www.amnesty.org/em/region/Colombia" target="_blank">http://www.amnesty.org/em/region/Colombia</a>&gt;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back4"></a><a href="#top4">4</a>.</b>    Le&oacute;n Zuleta, assassinado em 1993, foi um conhecido ativista dos direitos    humanos e da liberta&ccedil;&atilde;o gay na cidade de Medell&iacute;n. Seu    assassinato nunca foi esclarecido. Sua biografia foi escrita por Manuel Velandia    (1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back5"></a><a href="#top5">5</a>.</b>    Em dezembro de 2008, uma s&eacute;rie de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais    para defensores de direitos humanos alegou perante o Exame Peri&oacute;dico    Universal da Col&ocirc;mbia que entre 2002 e 2007 foram assassinados 75 defensores    de direitos humanos, sem contar sindicalistas (HUMAN RIGHTS FIRST; FRONT LINE;    FIDH; OMCT, 2008). A mesma comiss&aacute;ria, em seu informe sobre a Col&ocirc;mbia    em 2008, informou que havia um n&uacute;mero significativo de ataques contra    defensores e defensoras de direitos humanos naquele ano, incluindo homic&iacute;dios,    danos &agrave; propriedade, roubos, invas&otilde;es de domic&iacute;lio e amea&ccedil;as.    Destacou tamb&eacute;m que era "motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o que alguns    altos funcion&aacute;rios governamentais continuassem com a pr&aacute;tica de    estigmatizar publicamente os defensores e defensoras de direitos humanos e os    sindicalistas, acusando-os de serem simpatizantes de grupos guerrilheiros."    (NA&Ccedil;&Otilde;ES UNIDAS, 2008). A Comiss&atilde;o Interamericana de Direitos    Humanos pronunciou-se recentemente no mesmo sentido em seus informes anuais    de 2007 e 2008; al&eacute;m disso, expressou preocupa&ccedil;&atilde;o pela    espionagem e persegui&ccedil;&atilde;o de defensores de direitos humanos feitas    pelo organismo de seguran&ccedil;a do governo e recentemente reveladas (CIDH,    2009b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back6"></a><a href="#top6">6</a>.</b>    &Eacute; interessante notar que o nome da marcha, que havia sido do orgulho    gay, foi mudado para marcha pela cidadania, indicando a import&acirc;ncia do    marco legal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back7"></a><a href="#top7">7</a>.</b>    Em uma senten&ccedil;a de 1994 (COL&Ocirc;MBIA, T-097), a Corte havia protegido    um estudante da Escola de Carabineiros de Villavicencio que foi expulso por    pr&aacute;ticas homossexuais. Neste caso, no entanto, a prote&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o foi por discrimina&ccedil;&atilde;o, mas porque se violava o devido    processo por n&atilde;o haver provas dos fatos nem oportunidade de defesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back8"></a><a href="#top8">8</a>.</b>    As senten&ccedil;as da Corte Constitucional se encontram dispon&iacute;veis    em: &lt;<a href="http://www.corteconstitucional.gov.co/relatoria/" target="_blank">http://www.corteconstitucional.gov.co/relatoria/</a>&gt;    As senten&ccedil;as referentes aos direitos dos indiv&iacute;duos e casais LGBT    s&atilde;o encontradas com mais facilidade por temas no website da ONG Col&ocirc;mbia    Diversa atrav&eacute;s do seguinte link: &lt;<a href="http://www.colombiadiversa.org" target="_blank">www.colombiadiversa.org</a>&gt;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back9"></a><a href="#top9">9</a>.</b>    Esta &eacute; a primeira decis&atilde;o em que a Corte defende o direito dos    alunos gays &agrave; n&atilde;o discrimina&ccedil;&atilde;o, e ordena que se    receba de novo na institui&ccedil;&atilde;o os dois meninos expulsos por ser    gays. A Corte protegeu seus direitos &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e ao livre    desenvolvimento da personalidade. (COL&Ocirc;MBIA, T-101, 1998a).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back10"></a><a href="#top10">10</a>.</b>    Projeto de Lei 85 de 2001, Projeto de Lei 43 de 2002, Projeto 113 de 2004, Projeto    130 de 2005.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back11"></a><a href="#top11">11</a>.</b>    O projeto de lei inclu&iacute;a a sociedade conjugal, a inclus&atilde;o no seguro    de sa&uacute;de e a pens&atilde;o de sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back12"></a><a href="#top12">12</a>.</b>    Para um relato mais detalhado desse processo legislativo, ver (Lemaitre, 2009).    Em 20 de julho de 2007, voltou-se a apresentar o projeto de lei: dessa vez,    foram apresentados tr&ecirc;s projetos similares de tr&ecirc;s partidos distintos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back13"></a><a href="#top13">13</a>.</b>    Entrevista com Marcela S&aacute;nchez, diretora de Col&ocirc;mbia Diversa, e    conversa&ccedil;&atilde;o com Esteban Restrepo, novembro de 2006. Ver tamb&eacute;m    &lt;<a href="http://www.colombiadiversa.org" target="_blank">www.colombiadiversa.org</a>&gt;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back14"></a><a href="#top14">14</a>.</b>    Para um relato mais detalhado dessa jurisprud&ecirc;ncia ver: (Albarrac&iacute;n;    Azuero, 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back15"></a><a href="#top15">15</a>.</b>    &Aacute;udio da interven&ccedil;&atilde;o de Paulo S&eacute;rgio Pinheiro nessa    audi&ecirc;ncia dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.colombiadiversa.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=738" target="_blank">http://www.colombiadiversa.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=738</a>&gt;.    &Uacute;ltimo acesso em: novembro de 2009.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back16"></a><a href="#top16">16</a>.</b>    Pesquisa da ONG Promover Ciudadania (EL TIEMPO 2007a; 2007b).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back17"></a><a href="#top17">17</a>.</b>    Este &eacute; o tipo de impacto documentado por Munger e Engel (2003) nos deficientes    dos Estados Unidos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back18"></a><a href="#top18">18</a>.</b>    Bourdieu explicou seu conceito de viol&ecirc;ncia simb&oacute;lica em diversos    textos. Em uma de suas obras mais did&aacute;ticas, com Loic Waquant (1992,    p. 167-168), ele a define como aquele elemento da domina&ccedil;&atilde;o que    parte da cumplicidade dos dominados enquanto estes aceitam como natural o mundo    social com suas estruturas de domina&ccedil;&atilde;o e, portanto, n&atilde;o    reconhecem a viol&ecirc;ncia das estruturas cognitivas do mundo social. Em nota    da p&aacute;gina 123, Waquant explica que a diferen&ccedil;a entre este conceito    e a hegemonia gramsciana &eacute; que para Bourdieu n&atilde;o h&aacute; um    processo de convencimento dos grupos dominados, uma vez que as estruturas cognitivas    s&atilde;o as dispon&iacute;veis no mundo social. No caso dos significados sociais    negativos de identidades estigmatizadas, eles s&atilde;o aceitos como naturais    n&atilde;o por convencimento, mas porque fazem parte das estruturas cognitivas    das sociedades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back19"></a><a href="#top19">19</a>.</b>    N&atilde;o sei se essa situa&ccedil;&atilde;o continua, pois n&atilde;o aparece    nos informes de direitos humanos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em novembro    de 2009.    <br>   Aceito em dezembro de 2009.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Original em Espanhol.    Traduzido por Pedro Maia Soares.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><img src="/img/revistas/sur/v6n11/05f01.jpg">    <br>   <b>JULIETA LEMAITRE RIPOLL</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Julieta Lemaitre    Ripoll (S.J.D., M.A.) &eacute; professora associada da Faculdade de Direito    da Universidade dos Andes em Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia, e diretora de Centro    de Pesquisas Sociojur&iacute;dicas, CIJUS, da mesma universidade. Sua publica&ccedil;&atilde;o    mais recente &eacute; o livro: <i>El Derecho como conjuro: Fetichismo legal,    violencia y movimientos sociales</i> ( (2009).    <br>   Email: <a href="mailto:jlemaitr@uniandes.edu.co">jlemaitr@uniandes.edu.co</a></font></p>      ]]></body><back>
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