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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Agricultura familiar e agroecologia: perfil da produção de base agroecológica do município de Pelotas/RS]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Family agriculture and agroecology: profile of the agroecological production in the city of Pelotas/rs]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The segment of family agriculture presents specific characteristics in its organization, like the utilization of family labor, minor territorial dimension of the production unit and the logic or peasant rationalization is focused to attend the demands of the own family and not immediately the necessities of the market. These are some of the features which allowed their reproduction meanwhile the process of capitalist development. On the other hand, these characteristics represent the possibility of transition of one model of conventional agriculture, registered in the excessive use of the natural sources of sustainability (ecological, economical, social, cultural, space/geographic). The agroecology intends, this way, to reestablish the harmonious relations between men and its natural space, minimizing the impact of the agricultural activities in the environment and maximizing the agricultural benefits beyond the rural space. This way, this work, intends to set a profile of production of agroecological base in the city of Pelotas/RS, making a general characterization of it, identifying its situation and importance as a productive strategy to the family farmers of the city.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4" face="verdana"><b>Agricultura familiar e agroecologia: perfil    da produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica do munic&iacute;pio de    Pelotas/RS </b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Family agriculture and agroecology: profile    of the agroecological production in the city of Pelotas/rs</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Roberto Ant&ocirc;nio Finatto<sup>I</sup>;    Giancarla Salamoni<sup>II</sup> </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestrando em Geografia da Universidade    Federal de Santa Catarina, <a href="mailto:robertofinatto@gmail.com ">robertofinatto@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Profª Doutora do Departamento de Geografia da Universidade Federal    de Pelotas, <a href="mailto:gi.salamoni@yahoo.com.br">gi.salamoni@yahoo.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><B>RESUMO</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segmento da agricultura familiar apresenta    caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas na sua organiza&ccedil;&atilde;o,    como a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o&#45;de&#45;obra familiar, menor dimens&atilde;o    territorial da unidade produtiva e a l&oacute;gica ou racionalidade camponesa    est&aacute; voltada em atender as demandas da pr&oacute;pria fam&iacute;lia    e n&atilde;o, de imediato, as necessidades do mercado. Estes s&atilde;o alguns    dos tra&ccedil;os que permitiram sua reprodu&ccedil;&atilde;o ao longo do processo    de desenvolvimento capitalista. Por outro lado, estas caracter&iacute;sticas    representam a possibilidade de transi&ccedil;&atilde;o de um modelo de agricultura    convencional, pautado no excessivo uso dos recursos naturais n&atilde;o&#45;renov&aacute;veis,    para um sistema de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gico, que tem como    base os pilares da sustentabilidade (ecol&oacute;gica, econ&ocirc;mica, social,    cultural, espacial/geogr&aacute;fica). A agroecologia pretende, assim, restabelecer    as rela&ccedil;&otilde;es harm&ocirc;nicas entre o homem e seu espa&ccedil;o    natural, minimizando o impacto das atividades agr&iacute;colas no ambiente e    ampliando os benef&iacute;cios da agricultura para al&eacute;m do espa&ccedil;o    rural. Desta forma, este trabalho, pretende tra&ccedil;ar um perfil da produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica no munic&iacute;pio de Pelotas/RS, fazendo uma    caracteriza&ccedil;&atilde;o geral da mesma, identificando sua situa&ccedil;&atilde;o    e import&acirc;ncia enquanto estrat&eacute;gia produtiva para os agricultores    familiares do munic&iacute;pio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B> Palavras&#45;Chave:</B> Agricultura familiar.    Agroecologia. Desenvolvimento rural sustent&aacute;vel. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>ABSTRACT</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The segment of family agriculture presents specific    characteristics in its organization, like the utilization of family labor, minor    territorial dimension of the production unit and the logic or peasant rationalization    is focused to attend the demands of the own family and not immediately the necessities    of the market. These are some of the features which allowed their reproduction    meanwhile the process of capitalist development. On the other hand, these characteristics    represent the possibility of transition of one model of conventional agriculture,    registered in the excessive use of the natural sources of sustainability (ecological,    economical, social, cultural, space/geographic). The agroecology intends, this    way, to reestablish the harmonious relations between men and its natural space,    minimizing the impact of the agricultural activities in the environment and    maximizing the agricultural benefits beyond the rural space. This way, this    work, intends to set a profile of production of agroecological base in the city    of Pelotas/RS, making a general characterization of it, identifying its situation    and importance as a productive strategy to the family farmers of the city.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><B>Key words:</B> Family agriculture. Agroecology.    Sustainable rural development. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>AGRICULTURA FAMILIAR: O MARCO TE&Oacute;RICO</B>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segmento da agricultura familiar, internamente,    apresenta&#45;se bastante diversificado nas v&aacute;rias estruturas agr&aacute;rias.    Muitos estudos continuam a ser produzidos visando aprofundar o conhecimento    acerca da produ&ccedil;&atilde;o familiar na agricultura, especulando sobre    o seu destino, as formas de como este segmento ir&aacute; se desenvolver no    sistema capitalista de produ&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;neo, seu processo    de adapta&ccedil;&atilde;o ao sistema de mercado, seu desenvolvimento paralelo    ao sistema capitalista, ou ainda, a possibilidade de seu desaparecimento por    completo com a intensifica&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o    capitalistas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O que se deve levar em considera&ccedil;&atilde;o,    entretanto, &eacute; que este segmento se reproduz de maneiras t&atilde;o diversas,    que se faz necess&aacute;rio uma an&aacute;lise espec&iacute;fica em cada espa&ccedil;o,    situa&ccedil;&atilde;o e tempo, devido &agrave; diversidade de estrat&eacute;gias    que o agricultor encontra para permanecer no campo. Al&eacute;m disso, o referencial    te&oacute;rico dos autores cl&aacute;ssicos, que se dedicaram ao estudo da agricultura    utilizado para a an&aacute;lise, deve ser considerado sempre inserido em seu    contexto hist&oacute;rico, considerando a especificidade espa&ccedil;o&#45;temporal    em que as id&eacute;ias e teorias foram desenvolvidas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, uma constata&ccedil;&atilde;o    merece destaque, &eacute; ineg&aacute;vel que o segmento da agricultura familiar    se desenvolve e persiste at&eacute; hoje. Isso fica evidenciado na significativa    quantidade de m&atilde;o&#45;de&#45;obra relativa &agrave; fam&iacute;lia empregada    no campo e &agrave; diversidade (em quantidade e qualidade) de produtos oferecidos,    por este segmento, para atender as demandas do mercado consumidor interno e    mesmo o externo. Por isso, os agricultores familiares, s&atilde;o considerados    essenciais para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos tanto da popula&ccedil;&atilde;o    rural quanto urbana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos principais te&oacute;ricos que se dedicaram    a analisar as rela&ccedil;&otilde;es capitalistas de produ&ccedil;&atilde;o    foi o economista, fil&oacute;sofo e socialista alem&atilde;o Karl Marx. Para    Marx, os camponeses s&atilde;o considerados como uma classe espec&iacute;fica    no sistema social, pois re&uacute;nem as caracter&iacute;sticas das duas outras    classes sociais. Ou seja, ao mesmo tempo em que s&atilde;o donos dos meios de    produ&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o trabalhadores. Nesse sentido,    Marx considera o campesinato como uma classe em transi&ccedil;&atilde;o, seja    rumando para a burguesia, tornando&#45;se um empres&aacute;rio capitalista, seja    para o proletariado, tornando&#45;se um trabalhador assalariado livre. Assim, no    desenvolvimento do capitalismo o campesinato seria extinto enquanto classe social    (SILVA, 1986). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda, o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o    do campo levaria para este espa&ccedil;o as ind&uacute;strias, promovendo o    desaparecimento da pequena propriedade. A penetra&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es    capitalistas tenderia a dissolver as rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;capitalistas,    o que exigiria uma reorganiza&ccedil;&atilde;o das propriedades e o surgimento    de novas rela&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Silva (1986), ao    analisar o campesinato na obra Forma&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas Pr&eacute;&#45;Capitalistas    de Marx, destaca que: </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; se tomar&#45;se ao p&eacute; da letra as      palavras de Marx, nestes trechos, tem&#45;se que a penetra&ccedil;&atilde;o do      capital no campo implica, 'em primeira inst&acirc;ncia', a dissolu&ccedil;&atilde;o      'por toda a parte', n&atilde;o de algumas formas, mas 'das diversas formas'      de produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tipicamente capitalistas, inclusive 'tipos      intermedi&aacute;rios ou h&iacute;bridos'. Portanto, n&atilde;o deve restar      pedra sobre pedra: qualquer forma de produ&ccedil;&atilde;o que se assemelhe      &agrave; camponesa deve inexoravelmente ser destru&iacute;da pelo capital.      (SILVA, 1986, p. 106). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entretanto, n&atilde;o se pode analisar a teoria    marxista para o campesinato de maneira ortodoxa, concluindo que o capitalismo    ao penetrar no campo extinguiria por completo o modo de produ&ccedil;&atilde;o    campon&ecirc;s familiar. Em algumas obras, Marx ao analisar as rela&ccedil;&otilde;es    sociais, faz refer&ecirc;ncia &agrave; possibilidade de, em determinados contextos,    ser poss&iacute;vel a sobreviv&ecirc;ncia e reprodu&ccedil;&atilde;o do segmento    campon&ecirc;s. Dessa forma, ainda segundo Silva, Marx, "&#91;...&#93; apontava,    sim, uma tend&ecirc;ncia, mas uma tend&ecirc;ncia geral e estrutural para o    desenvolvimento do capitalismo no campo. Em 'escala social', o capital expropria    os produtores familiares transformando&#45;os, 'potencialmente', em trabalhadores    assalariados." (SILVA, 1986, p.116). </font> </p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora n&atilde;o seja poss&iacute;vel encontrar    um conceito espec&iacute;fico para o campesinato nas obras de Marx, nas an&aacute;lises    marxistas o campesinato &eacute; tratado como uma classe social espec&iacute;fica    denominada de classe para si, isto devido &agrave; falta de coes&atilde;o, representa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica e de organiza&ccedil;&atilde;o entre seus componentes. Apesar    de internamente no grupo familiar haver harmonia entre os componentes, externamente    este segmento n&atilde;o possui capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o, fator    este, que n&atilde;o os torna uma classe social em si, que seria uma classe    organizada politicamente com objetivos definidos e atitudes engajadas na resolu&ccedil;&atilde;o    de seus problemas estruturais coletivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Seguindo a linha do pensamento marxista, posteriormente,    surgem L&ecirc;nin e Kautsky, considerados neomarxistas, pois ampliaram a tese    de Marx sobre o destino do campesinato no desenvolvimento do sistema capitalista    de produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">L&ecirc;nin, revolucion&aacute;rio russo e l&iacute;der    do Partido Comunista, ao analisar a realidade Russa, prop&ocirc;s sua tese de    que o campon&ecirc;s que, n&atilde;o possuiria um m&iacute;nimo de terra e de    condi&ccedil;&otilde;es de trabalho necess&aacute;rios &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o    da fam&iacute;lia num contexto capitalista tenderia a desaparecer. Reconhece,    tamb&eacute;m, que o agricultor familiar possui apenas dois caminhos a seguir,    ou se torna parte de uma burguesia agr&aacute;ria com a obten&ccedil;&atilde;o    de mais terras tornando&#45;se apenas propriet&aacute;rio dos meios de produ&ccedil;&atilde;o,    ou ser&aacute; expropriado, juntando&#45;se a massa de trabalhadores assalariados.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">J&aacute; o te&oacute;rico pol&iacute;tico alem&atilde;o    Karl Kautsky estudou a superioridade das grandes explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas    frente &agrave;s pequenas, enfocando o processo de aproxima&ccedil;&atilde;o    da ind&uacute;stria na agricultura. Ao analisar o livro a Quest&atilde;o Agr&aacute;ria    de Kautsky, Abramovay (1992) afirma que, "Kautsky procura provar teoricamente    que ali onde os camponeses sobrevivem, isso n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo    de efici&ecirc;ncia, mas de superexplora&ccedil;&atilde;o, do fato de venderem    seus produtos a pre&ccedil;os que n&atilde;o cobrem sequer sua subsist&ecirc;ncia"    (ABRAMOVAY, 1992, p. 46). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Kautsky realiza sua an&aacute;lise observando    o campon&ecirc;s da Idade M&eacute;dia, onde a unidade familiar era praticamente    aut&ocirc;noma, pois, al&eacute;m de cultivar os produtos, por meio da ind&uacute;stria    dom&eacute;stica transformava&#45;os em bens que necessitava. Neste caso, o mercado    servia apenas para atender ou suprir suas demandas secund&aacute;rias n&atilde;o    era exclusivamente dele que dependia a sobreviv&ecirc;ncia da propriedade. Essa    capacidade de organiza&ccedil;&atilde;o fortalecia a unidade familiar, considerada    livre, uma vez que permitia a ela reproduzir&#45;se impulsionada por seus recursos    internos, n&atilde;o dependendo de subs&iacute;dios oriundos externamente a    unidade produtiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, com o desenvolvimento do processo    capitalista e o fortalecimento da ind&uacute;stria que, vai aos poucos penetrando    no campo, surgem novas necessidades. O que anteriormente era produzido/transformando    pelos camponeses na propriedade, passa a ser produzido pela ind&uacute;stria    e, portanto, para adquirir estes produtos o campon&ecirc;s necessita de dinheiro,    assim, </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">Quanto mais tal processo avan&ccedil;a, e mais      se desagrega a ind&uacute;stria dom&eacute;stica a que se dedicava primitivamente      o campon&ecirc;s, tanto mais aumenta a sua necessidade de dinheiro, n&atilde;o      apenas para a compra de coisas dispens&aacute;veis, e mesmo sup&eacute;rfluas,      mas tamb&eacute;m para a compra de coisas necess&aacute;rias. Ele n&atilde;o      pode mais lavrar sua terra, n&atilde;o pode mais prover a sua manuten&ccedil;&atilde;o      sem dinheiro. (KAUTSKY, 1980, p. 3). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana"> Neste sentido, ocorre um movimento contradit&oacute;rio,    ao mesmo tempo em que a ind&uacute;stria se une &agrave; agricultura, acaba    se distanciando dela (a ind&uacute;stria dom&eacute;stica). Aquela ind&uacute;stria    dom&eacute;stica primitiva, onde o campon&ecirc;s era livre para produzir o    que necessitava deixa de existir. Surge, assim, um novo padr&atilde;o de ind&uacute;stria    que integra o agricultor a um &uacute;nico processo produtivo, de car&aacute;ter    urbano&#45;industrial, tornando&#45;o dependente, pois necessita dos produtos industrializados,    justamente pelo fato de ter deixado de produz&iacute;&#45;los. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, a aproxima&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria    com a agricultura cria duas situa&ccedil;&otilde;es novas, aquela anteriormente    citada, onde o agricultor torna&#45;se dependente, e uma outra que aproxima as grandes    propriedades da ind&uacute;stria, enquanto que as pequenas seriam cada vez mais    marginalizadas, pois a infra&#45;estrutura exigida pela ind&uacute;stria, para ser    usada nas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas, demanda elevados investimentos monet&aacute;rios    e o pequeno propriet&aacute;rio, via de regra, n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es    de adequar&#45;se ao novo padr&atilde;o produtivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro autor que se dedicou aos estudos da din&acirc;mica    funcional da agricultura familiar foi Alexander Chayanov (1974), centrando sua    an&aacute;lise na estrutura interna da organiza&ccedil;&atilde;o familiar, considera    que este segmento &eacute; desprovido de uma l&oacute;gica capitalista, a qual    tem na produ&ccedil;&atilde;o a oportunidade de retirar mais&#45;valia, por meio    da explora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o&#45;de&#45;obra e pelos abusivos pre&ccedil;os    dos produtos comercializados. A l&oacute;gica camponesa, por outro lado, &eacute;    mediada por rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o&#45;capitalistas ou minimamente capitalistas,    essa caracter&iacute;stica primordial torna&#45;se fundamental para se estudar este    segmento, balizados por essas rela&ccedil;&otilde;es &eacute; que os camponeses    desenvolvem suas atividades, trabalham a terra e a consideram como patrim&ocirc;nio    familiar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Chayanov, a produ&ccedil;&atilde;o familiar    n&atilde;o se apresenta como uma forma residual, que n&atilde;o possui capacidade    de evolu&ccedil;&atilde;o, mas se adapta, no interior do sistema capitalista    de produ&ccedil;&atilde;o de acordo com suas possibilidades, e por estar condicionada    a este sistema econ&ocirc;mico, muitas vezes, &eacute; auto&#45;explorada, sendo    esta, a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o para suprir suas necessidades. Assim,    o agricultor se sujeita &agrave;s demandas do mercado, n&atilde;o se imp&otilde;e,    repensando suas estrat&eacute;gias se o mercado exigir uma nova postura de trabalho    (WANDERLEY, 1989). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante analisar que a auto&#45;explora&ccedil;&atilde;o    &eacute; uma caracter&iacute;stica presente nas unidades de produ&ccedil;&atilde;o    familiar. Quando o produtor necessita aumentar sua renda para pagar um financiamento    ou adquirir alguma mercadoria que melhore o conforto da fam&iacute;lia, por    exemplo, ao contr&aacute;rio da empresa capitalista que aumenta o valor do produto    para o mercado; o agricultor familiar aumenta a quantidade da sua produ&ccedil;&atilde;o,    assim intensifica a for&ccedil;a de trabalho, se necess&aacute;rio dobra sua    jornada para a obten&ccedil;&atilde;o do dinheiro necess&aacute;rio. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Outra contribui&ccedil;&atilde;o importante de    Chayanov foi a cria&ccedil;&atilde;o da teoria da "diferencia&ccedil;&atilde;o    demogr&aacute;fica". A fam&iacute;lia, neste caso, &eacute; orientada em    suas estrat&eacute;gias, pelo n&uacute;mero de pessoas que contribuem para as    atividades necess&aacute;rias &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da unidade familiar,    a quantidade de for&ccedil;a de trabalho dispon&iacute;vel regula a quantidade    de terra a ser adquirida e cultivada, bem como, as aspira&ccedil;&otilde;es    que o agricultor projeta pra o seu futuro. O equil&iacute;brio entre bra&ccedil;os    e bocas &eacute; uma busca constante na agricultura familiar. Chayanov analisa    esta quest&atilde;o na R&uacute;ssia, quando as fam&iacute;lias escolhiam o    tamanho da propriedade a ser explorada de acordo com a m&atilde;o&#45;de&#45;obra dispon&iacute;vel    para o desenvolvimento das atividades agr&iacute;colas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, em meio aos questionamentos, investiga&ccedil;&otilde;es    e suposi&ccedil;&otilde;es acerca do destino das explora&ccedil;&otilde;es familiares,    tem&#45;se como primeiro desafio sua pr&oacute;pria conceitua&ccedil;&atilde;o.    Estabelecer crit&eacute;rios que permitam mensurar a l&oacute;gica familiar    de determinada explora&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola &eacute; bastante complexo.    Para Lamarche, </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">A explora&ccedil;&atilde;o familiar, tal como      a concebemos, corresponde a uma unidade de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola      onde propriedade e trabalho est&atilde;o intimamente ligados &agrave; fam&iacute;lia.      A interdepend&ecirc;ncia desses tr&ecirc;s fatores no funcionamento da explora&ccedil;&atilde;o      engendra necessariamente no&ccedil;&otilde;es mais abstratas e complexas,      tais como a transmiss&atilde;o do patrim&ocirc;nio e a reprodu&ccedil;&atilde;o      da explora&ccedil;&atilde;o. (LAMARCHE, 1993, p. 15). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">O segmento familiar apresenta&#45;se como singular    e, portanto, remete a uma complexidade tamb&eacute;m peculiar, para ser poss&iacute;vel    caracterizar determinada explora&ccedil;&atilde;o como familiar ou n&atilde;o    familiar faz&#45;se necess&aacute;rio que se tome como refer&ecirc;ncia v&aacute;rios    crit&eacute;rios, que abranjam a amplitude das formas que este segmento encontrou    e encontra para se reproduzir em meio as rela&ccedil;&otilde;es capitalistas    de produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Lamarche, as estrat&eacute;gias de produ&ccedil;&atilde;o    e reprodu&ccedil;&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o familiar s&atilde;o organizadas    e pensadas mediante dois dom&iacute;nios, seu passado hist&oacute;rico, ou o    "modelo original", onde est&atilde;o presentes suas ra&iacute;zes    culturais e um modo de vida mais tradicional e no outro extremo o que projetam    para o seu futuro, o que e como pretendem desenvolver internamente na pr&oacute;pria    unidade produtiva. Entretanto, o que balizar&aacute; e determinar&aacute; seu    ritmo de desenvolvimento para o que Lamarche denomina de "modelo ideal",    depende, tamb&eacute;m, da sociedade, do que ela elaborou para o segmento familiar,    principalmente, no que se refere ao desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas,    como acesso ao cr&eacute;dito, &eacute; disso que resulta o estado em que este    segmento se encontra, seja de desenvolvimento, explora&ccedil;&atilde;o ou at&eacute;    mesmo extin&ccedil;&atilde;o (LAMARCHE, 1993). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um aspecto importante e que tem contribu&iacute;do    para uma reorganiza&ccedil;&atilde;o das unidades produtivas familiares &eacute;    o processo de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura que altera a face da    organiza&ccedil;&atilde;o familiar tradicional, um desses tra&ccedil;os que    marcam esta transforma&ccedil;&atilde;o &eacute; que, com o passar do tempo,    a estrutura familiar &eacute; marcada pela diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero    de filhos, isso deve ser pensado de maneira integrada ao modelo vigente que    cria novas necessidades onde a estrutura familiar anteriormente consolidada    j&aacute; n&atilde;o tem como suportar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas palavras de Wanderley, "esta agricultura    moderna tem, a este respeito, uma dupla caracter&iacute;stica: sua integra&ccedil;&atilde;o,    sob formas diversas aos mecanismos de mercado e aos processos de reprodu&ccedil;&atilde;o    do capital e a 'abertura' do mundo rural ao modo de vida moderno" (WANDERLEY,    1989, p. 25) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro tra&ccedil;o presente na organiza&ccedil;&atilde;o    familiar de produ&ccedil;&atilde;o &eacute; a m&atilde;o&#45;de&#45;obra empregada nas    atividades agr&iacute;colas, em determinados per&iacute;odos do ano quando a    quantidade de trabalho se intensifica em especial nas &eacute;pocas do plantio    e na colheita da produ&ccedil;&atilde;o, tem&#45;se a necessidade de aumentar a    m&atilde;o&#45;de&#45;obra dispon&iacute;vel o que faz com que o agricultor recorra    ao aux&iacute;lio de membros de outras unidades produtivas, geralmente pr&oacute;ximas    a sua. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, as rela&ccedil;&otilde;es de parentesco    ou mesmo os la&ccedil;os afetivos de vizinhan&ccedil;a acentuam&#45;se e os produtores    prestam aux&iacute;lios uns para com os outros. Essa rela&ccedil;&atilde;o &eacute;    desprovida de qualquer l&oacute;gica capitalista, ou seja, como retribui&ccedil;&atilde;o    pela ajuda prestada o produtor que recebeu o aux&iacute;lio em outra oportunidade    retribui com sua pr&oacute;pria for&ccedil;a de trabalho (ou de algum outro    componente da fam&iacute;lia) o aux&iacute;lio recebido. Esse tipo de troca    de servi&ccedil;o &eacute; conhecido como ajuda m&uacute;tua. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">De maneira mais isolada e menos freq&uuml;ente,    o produtor familiar recorre &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o&#45;de&#45;obra    para atender as demandas de trabalho da unidade, tal situa&ccedil;&atilde;o    acontece, geralmente, quando os filhos est&atilde;o pequenos e ainda n&atilde;o    representam for&ccedil;a de trabalho agr&iacute;cola ou ainda quando algum dos    membros da fam&iacute;lia est&aacute; impossibilitado de se dedicar &agrave;s    atividades produtivas. Este sistema de ajuda &eacute; desprovido de qualquer    contrato formal, e resume&#45;se a execu&ccedil;&atilde;o de trabalhos pontuais,    ou que exigem poucos dias ou semanas para serem executados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o com a propriedade &eacute;    outro tra&ccedil;o marcante no segmento da agricultura familiar, a no&ccedil;&atilde;o    de propriedade, o apego a terra est&aacute; muito presente. Geralmente, &eacute;    nessa mesma unidade produtiva que os antepassados do atual produtor viveram    e constitu&iacute;ram suas fam&iacute;lias, ainda a possibilidade de trabalhar    a terra, cultivar os produtos que preferir conferem ao campon&ecirc;s uma sensa&ccedil;&atilde;o    de autonomia e uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca com sua unidade produtiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, torna&#45;se ineg&aacute;vel que o segmento    familiar &eacute; movido por uma racionalidade camponesa espec&iacute;fica e    que se organiza e reorganiza com o intuito de perman&ecirc;ncia no atual sistema    econ&ocirc;mico. Estas caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas ao segmento    de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola familiar permitem aproxim&aacute;&#45;la    aos princ&iacute;pios/estrat&eacute;gias dos ideais da sustentabilidade, favorecendo    o surgimento de uma nova perspectiva no espa&ccedil;o rural, na busca por novas    rela&ccedil;&otilde;es entre o homem e o ambiente, configurando novas din&acirc;micas    nos &acirc;mbitos sociais, econ&ocirc;micos e culturais no espa&ccedil;o agr&aacute;rio.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>DESENVOLVIMENTO SUSTENT&Aacute;VEL E A SUA    RELA&Ccedil;&Atilde;O COM A AGRICULTURA FAMILIAR</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na medida em que, aparentemente, ocorre uma homogeneiza&ccedil;&atilde;o    espacial, comandada pelo capital internacional, que se polariza pelos diferentes    pa&iacute;ses, sobressaem os custos ambientais, e, principalmente, sociais.    Entretanto, este padr&atilde;o produtivo capitalista que busca se expandir tanto    sobre o espa&ccedil;o urbano quanto rural, objetivando atingir taxas m&aacute;ximas    de lucro, age de forma desigual nos lugares, pois estes apresentam n&iacute;veis    diferenciados quanto &agrave; capacidade de absor&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica,    condicionados por suas caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas e historicamente    consolidadas. Esta rela&ccedil;&atilde;o dial&eacute;tica resulta numa disparidade    acerca das possibilidades de desenvolvimento local, que cria desigualdades entre    as diferentes regi&otilde;es geogr&aacute;ficas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, tem&#45;se o uso indiscriminado dos recursos    naturais tanto dos renov&aacute;veis quanto dos n&atilde;o&#45;renov&aacute;veis    para dar suporte &agrave;s a&ccedil;&otilde;es da supra&#45;estrutura pol&iacute;tica    e da estrutura econ&ocirc;mica na tentativa de promover uma maximiza&ccedil;&atilde;o    dos lucros. A l&oacute;gica do capital nacional e/ou internacional &eacute;,    desta forma, sobreposta aos interesses locais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, dadas as altera&ccedil;&otilde;es    espaciais ocorridas, o espa&ccedil;o pode ser considerado como "um sistema    de objetos cada vez mais artificiais, povoado por sistemas de a&ccedil;&otilde;es    igualmente imbu&iacute;dos de artificialidade, e cada vez mais tendente a fins    estranhos ao lugar e a seus habitantes" (SANTOS, 1997, p. 51). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa artificializa&ccedil;&atilde;o do meio natural,    n&atilde;o poderia deixar de causar significativas altera&ccedil;&otilde;es    na din&acirc;mica dos ecossistemas. Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento    da t&eacute;cnica criou comodidades e proporcionou o desenvolvimento de um modo    de vida moderno (aos que, dispondo de recursos financeiros, conseguiram ter    acesso a ele), em alguns locais acarretou impactos negativos significativos    ao meio natural, priorizando um padr&atilde;o de vida incompat&iacute;vel com    a capacidade de regenera&ccedil;&atilde;o da natureza. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante desta problem&aacute;tica, principalmente    no que concerne ao uso e dilapida&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais, surgem    propostas alternativas de desenvolvimento que privilegiam as v&aacute;rias dimens&otilde;es    do espa&ccedil;o geogr&aacute;fico (ambiente, sociedade, cultura, pol&iacute;tica,    economia, etc.). &Eacute; importante destacar que, embora os problemas econ&ocirc;micos    e sociais j&aacute; fossem bastante representativos e graves ao longo do s&eacute;culo    XX, &eacute; com a tem&aacute;tica ambiental, levantada pelos movimentos ambientalistas,    que se buscam novas estrat&eacute;gias de desenvolvimento e n&atilde;o mais    um "modelo" que seja sin&ocirc;nimo apenas de crescimento econ&ocirc;mico.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, vive&#45;se, atualmente, como defendem    alguns autores, um momento de transi&ccedil;&atilde;o de paradigmas que, de    acordo com Becker "&eacute; uma transi&ccedil;&atilde;o que se revela nas    m&uacute;ltiplas dimens&otilde;es de uma crise decorrente do esgotamento do    paradigma dominante e se pr&eacute;&#45;anuncia na emerg&ecirc;ncia de um novo paradigma"    (BECKER, 2002, p. 31). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este paradigma emergente, inicialmente, convencionou&#45;se    denominar de eco desenvolvimento, tendo como foco a implanta&ccedil;&atilde;o    de um relacionamento mais harmonioso do homem com o meio natural. Posteriormente,    o termo foi substitu&iacute;do por desenvolvimento sustent&aacute;vel, distinguindo&#45;se    do anterior pelo seu car&aacute;ter auto&#45;sustent&aacute;vel (MONTIBELLER, 2004).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Surge, assim, o termo desenvolvimento sustent&aacute;vel    amparado na id&eacute;ia de repensar as formas de apropria&ccedil;&atilde;o    do meio natural pelo homem, elaborando novas estrat&eacute;gias produtivas na    tentativa de minimizar os custos socioambientais ocasionados pelo atual modelo    produtivo. De diferentes formas e defendidas por distintos atores sociais, como    organiza&ccedil;&otilde;es&#45;n&atilde;o&#45;governamentais, cientistas, poder p&uacute;blico    e sociedade em geral, emerge a preocupa&ccedil;&atilde;o acerca das necessidades    de revis&atilde;o dos efeitos devastadores ocasionados pela explora&ccedil;&atilde;o    dos recursos naturais pelo homem. Cabe destacar o papel desempenhado pelos movimentos    ambientalistas, organizados com mais intensidade por volta da metade do s&eacute;culo    XX, na busca pela preserva&ccedil;&atilde;o ambiental e que se revestem de import&acirc;ncia    significativa para contestar o modelo de desenvolvimento proposto para as sociedades    contempor&acirc;neas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo Montibeller (2004), no Brasil, a presen&ccedil;a    do ambientalismo deve ser situada nos anos 1970, quando sociedade e estado passam    a manter rela&ccedil;&otilde;es complementares e contradit&oacute;rias, a sociedade    civil tende a pressionar o estado a adequar a legisla&ccedil;&atilde;o em favor    das causas ambientais. Ainda, segundo o mesmo autor, "na d&eacute;cada    seguinte a dissemina&ccedil;&atilde;o da preocupa&ccedil;&atilde;o social com    a deterioriza&ccedil;&atilde;o ambiental transforma o ambientalismo brasileiro    em um movimento multissetorial e complexo" (MONTIBELLER, 2004, p. 39).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da d&eacute;cada de 1970 definem&#45;se,    tamb&eacute;m, em n&iacute;vel mundial, a&ccedil;&otilde;es que promovem o debate    em torno do desenvolvimento sustent&aacute;vel. Entre as principais destacam&#45;se    a Confer&ecirc;ncia de Estocolmo em 1972, que chamou a aten&ccedil;&atilde;o    para a gravidade do desgaste ambiental frente a sua explora&ccedil;&atilde;o    indiscriminada, a Confer&ecirc;ncia Mundial sobre Conserva&ccedil;&atilde;o    e Desenvolvimento, em 1986, realizada na cidade de Ottawa no Canad&aacute; e,    mais recentemente, em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, realizou&#45;se    a Eco&#45;92, tendo como principal resultado a constru&ccedil;&atilde;o de um conjunto    de estrat&eacute;gias de desenvolvimento que prezem por um novo padr&atilde;o    de desenvolvimento, que seja o sustent&aacute;vel, sendo denominada de <I>Agenda    21</I>. Sobre este &uacute;ltimo evento Candiotto e Corr&ecirc;a (2004) esclarecem:    </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">O principal aspecto da Rio&#45;92 foi a constitui&ccedil;&atilde;o      de um espa&ccedil;o p&uacute;blico global com relativa capacidade para construir      consensos sobre a quest&atilde;o ambiental, al&eacute;m da formula&ccedil;&atilde;o      da Agenda 21 global, que indicaria as diretrizes para o desenvolvimento sustent&aacute;vel      no planeta. (CANDIOTTO ; CORR&Ecirc;A, 2004, p. 268). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">A sustentabilidade &eacute; percebida como um    instrumento de transforma&ccedil;&atilde;o com diferentes escalas temporais    entre os autores. Para muitos, a sustentabilidade &eacute; considerada como    um caminho, um meio de se atingir outras formas de desenvolvimento, enquanto    que para outros ela &eacute; considerada como um resultado, j&aacute; formatado,    de uma nova abordagem de desenvolvimento. De acordo com Becker, </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">sustentabilidade deve ser compreendida como      as m&uacute;ltiplas alternativas que cada localidade, regi&atilde;o ou na&ccedil;&atilde;o      t&ecirc;m, pelas suas diferen&ccedil;as culturais, ambientais e valores (&eacute;ticos      e morais) de se inserir no processo geral de desenvolvimento. Em outras palavras,      sustentabilidade deve ser entendida como a capacidade de uma regi&atilde;o      em constituir seu padr&atilde;o de desenvolvimento, num padr&atilde;o de desenvolvimento      diferenciado. (BECKER, 2002, p. 77). </font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Esta vis&atilde;o pretende considerar a sustentabilidade    como um meio para se atingir uma situa&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento pautado    nas potencialidades locais, pensando&#45;se assim em um sistema de desenvolvimento    local e regional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A id&eacute;ia central em que est&aacute; amparado    o ideal da sustentabilidade remete, de imediato, a uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica    onde possam ser contemplados todos os aspectos que conduzem ao desenvolvimento,    as estrat&eacute;gias devem ser orientadas no sentido de reaproveitar os fluxos    de mat&eacute;ria e energia tanto naturais quanto &agrave;s artificialmente    criadas. O termo desenvolvimento reveste&#45;se assim de um significado qualitativo    com a finalidade de atingir uma vida digna a todos, pautado nas necessidades    locais de cada popula&ccedil;&atilde;o com crit&eacute;rios preservacionistas    quanto ao uso dos recursos naturais dispon&iacute;veis (SALAMONI , 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Um vi&eacute;s importante nas a&ccedil;&otilde;es    do desenvolvimento sustent&aacute;vel refere&#45;se tamb&eacute;m &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o    das potencialidades locais, sejam elas relacionadas ao meio f&iacute;sico, da&iacute;    propor o aproveitamento dos recursos paisag&iacute;sticos (turismo rural, por    exemplo) ou, ao patrim&ocirc;nio cultural, por meio da valoriza&ccedil;&atilde;o    de uma heran&ccedil;a cultural t&iacute;pica de determinado lugar ou regi&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os agroecossistemas familiares tamb&eacute;m    representam tra&ccedil;os compat&iacute;veis com os princ&iacute;pios do desenvolvimento    sustent&aacute;vel. A identifica&ccedil;&atilde;o e a sistematiza&ccedil;&atilde;o    destas caracter&iacute;sticas permitem o redesenho dos agroecossistemas, adaptando&#45;os    aos princ&iacute;pios de uma nova proposta de desenvolvimento, que priorize    os pilares da sustentabilidade. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A AGRICULTURA FAMILIAR NO CONTEXTO DO DESENVOLVIMENTO    RURAL SUSTENT&Aacute;VEL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante das buscas por novos sistemas produtivos    e organizacionais que primem por estrat&eacute;gias produtivas sustent&aacute;veis,    o segmento da agricultura familiar apresenta caracter&iacute;sticas compat&iacute;veis    com o ide&aacute;rio da sustentabilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao trabalhar movida por uma l&oacute;gica espec&iacute;fica,    a agricultura familiar possui valores constru&iacute;dos na unidade produtiva,    decorrentes de uma simbiose entre o ecossistema e o agricultor que trabalha    diretamente na terra. Desta forma, as tradi&ccedil;&otilde;es culturais s&atilde;o    fortemente influenciadas pelo meio, onde h&aacute; uma significativa intera&ccedil;&atilde;o,    representando um tra&ccedil;o a ser mantido pelos sucessores do grupo familiar    que, amparados por t&eacute;cnicas tradicionais, se relacionam mais harmoniosamente    com o ambiente natural em que desenvolvem suas atividades, tanto as relacionadas    &agrave;s atividades t&eacute;cnicas na agricultura quanto &agrave;s sociais.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estas caracter&iacute;sticas ganham maior import&acirc;ncia    quando comparadas &agrave;s explora&ccedil;&otilde;es patronais que, devido    &agrave;s suas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e a l&oacute;gica empresarial    adotada nas atividades, tendem a ocasionar significativos preju&iacute;zos ambientais    (contamina&ccedil;&atilde;o de mananciais h&iacute;dricos pelo elevado uso de    agrot&oacute;xicos, esgotamento do solo, lixivia&ccedil;&atilde;o, etc.) e sociais    (baixo emprego de m&atilde;o&#45;de&#45;obra ocasionando o &ecirc;xodo rural, entre    outras conseq&uuml;&ecirc;ncias). De acordo com Franklin, </font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma das principais diferen&ccedil;as entre      o produtor familiar e o empres&aacute;rio capitalista &eacute; que o primeiro      precisa produzir, de certa forma, independente&#45;mente do mercado, pois ele      e sua fam&iacute;lia vivem dos produtos da terra, enquanto que o segundo pode      decidir mais livremente onde e como investir seu capital. Ao mesmo tempo,      enquanto que o empres&aacute;rio capitalista pode despedir empregados considerados      'excedentes', numa l&oacute;gica de racionaliza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica,      o produtor familiar n&atilde;o pode fazer o mesmo com seus trabalhadores,      membros de sua fam&iacute;lia: seu comprometimento de trabalho pode ser considerado      como total; seu objetivo &eacute; maximizar a utiliza&ccedil;&atilde;o de      trabalho em lugar de maximizar o lucro ou algum outro indicador de efici&ecirc;ncia      (apud BRUMER, 1994, p. 90). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">O agricultor familiar torna&#45;se, neste contexto,    importante foco de transforma&ccedil;&atilde;o na medida em que pode alterar    seus sistemas produtivos, seus cultivos, a utiliza&ccedil;&atilde;o de insumos,    de acordo com suas necessidades sem precisar contratar m&atilde;o&#45;de&#45;obra extra.    O grupo familiar &eacute; que orienta as mudan&ccedil;as no sistema produtivo.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o do agricultor familiar    com sua terra n&atilde;o se pauta apenas na produ&ccedil;&atilde;o para a comercializa&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o, mas ele se identifica com o lugar que trabalha e    vive. Em muitos casos, foi no mesmo "peda&ccedil;o" de terra que seus    antepassados viveram, o que torna o lugar carregado de um sentimento de posse    e identifica&ccedil;&atilde;o (valores simb&oacute;licos). Nestes sistemas de    organiza&ccedil;&atilde;o familiar, "a ecologia n&atilde;o representa somente    a base de sua estrutura de produ&ccedil;&atilde;o, mas uma dimens&atilde;o abrangente,    relacionada &agrave; totalidade da vida do agricultor e fundamento de reprodu&ccedil;&atilde;o    social da fam&iacute;lia" (CANUTO; SILVEIRA; MARQUES, 1994, p.61). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda de acordo com Canuto, Silveira e Marques    (1994) os agricultores familiares, a quem denominam de oikol&oacute;gicos, representam    grande potencial para outro sistema de desenvolvimento, </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua import&acirc;ncia      enquanto grupo econ&ocirc;mico, os oikol&oacute;gicos s&atilde;o sistemas      minorit&aacute;rios e cada vez mais escassos. No entanto, representam as &uacute;ltimas      fontes preservadas de biodiversidade e do conhecimento necess&aacute;rio para      gerir tal diversidade em sistemas agr&iacute;colas complexos. Desse modo,      s&atilde;o sistemas com potencial para fornecer informa&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica      e tecnol&oacute;gica para incrementar a sustentabilidade de outros sistemas.      (CANUTO; SILVEIRA; MARQUES, 1994, p. 61 e 62). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, o espa&ccedil;o rural reveste&#45;se    de especial interesse na medida em que fornece possibilidades para propiciar    um desenvolvimento sustent&aacute;vel que priorize os aspectos sociais, como    a qualidade de vida das popula&ccedil;&otilde;es. Tal situa&ccedil;&atilde;o    deve ser visionada por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas adequadas que fomentem    a substitui&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas, a valoriza&ccedil;&atilde;o    das tradi&ccedil;&otilde;es locais, para a partir da&iacute; ser poss&iacute;vel    a constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias pautadas em potencialidade    locais e regionais, promovendo o desenvolvimento do grupo local que encontra&#45;se    diretamente vinculado a atividade desenvolvida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao impacto da agricultura no ambiente,    intensificaram&#45;se h&aacute; alguns anos o debate sobre t&eacute;cnicas de agricultura    org&acirc;nica, com a substitui&ccedil;&atilde;o de insumos convencionais por    alternativos, que representa um importante recurso para minimizar o impacto    no espa&ccedil;o natural, entretanto, para uma sistematiza&ccedil;&atilde;o    mais eficiente do processo produtivo, a fim de concretizar um projeto agroecol&oacute;gico,    tornando&#45;o sustent&aacute;vel, &eacute; necess&aacute;rio pensar a agricultura    nas suas multifacetadas dimens&otilde;es, e &eacute; o segmento de produ&ccedil;&atilde;o    familiar que apresenta caracter&iacute;sticas nada desprez&iacute;veis para    esta transforma&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>CARACTERIZA&Ccedil;&Atilde;O DO MUNIC&Iacute;PIO    DE PELOTAS/RS</B> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O munic&iacute;pio de Pelotas, considerando&#45;se    as coordenadas geogr&aacute;ficas, situa&#45;se entre os paralelos de 31 e 32 graus    de latitude sul, estendendo&#45;se de 31º20' a 31º48', caracterizado assim por uma    latitude m&eacute;dia, inserido na zona temperada do sul (ROSA, 1985) &#45; conforme    mapa 1. Ainda, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    &#150; IBGE, o munic&iacute;pio possui popula&ccedil;&atilde;o de 339.934 habitantes.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O munic&iacute;pio de Pelotas apresenta caracter&iacute;sticas    geogr&aacute;ficas bastante peculiares, inserido na Encosta do Sudeste, uma    das regi&otilde;es fisiogr&aacute;ficas do Rio Grande do Sul, seu territ&oacute;rio    "se estende das mais baixas ondula&ccedil;&otilde;es da encosta oriental    da Serra dos Tapes at&eacute; a plan&iacute;cie sedimentar da margem ocidental    do Canal S&atilde;o Gon&ccedil;alo" (ROSA, 1985, p. 11). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, este munic&iacute;pio &eacute;    caracterizado por apresentar distintas configura&ccedil;&otilde;es espaciais    na sua estrutura agr&aacute;ria. Apresenta pequenas unidades agr&iacute;colas,    ou seja, de menor dimens&atilde;o territorial, marcadas pela forte presen&ccedil;a    da agricultura familiar com o desenvolvimento da policultura, nas &aacute;reas    com maiores declividades e n&atilde;o apropriadas para a mecaniza&ccedil;&atilde;o.    Neste espa&ccedil;o, tamb&eacute;m, predomina a coloniza&ccedil;&atilde;o alem&atilde;,    italiana, pomerana, francesa, entre outras. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, na &aacute;rea localizada na    plan&iacute;cie sedimentar h&aacute; uma forte presen&ccedil;a de lavouras empresariais,    onde as grandes lavouras patronais s&atilde;o as principais representantes,    configurando um espa&ccedil;o geometricamente organizado, sendo que a orizicultura    predomina como principal atividade produtiva e a forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica    apresenta&#45;se mais variada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segmento que merece destaque, neste caso, &eacute;    o da agricultura familiar caracterizado pelo sistema agr&iacute;cola de policultura,    com a produ&ccedil;&atilde;o de frutas, como o p&ecirc;ssego, hortigranjeiros,    e o fumo, entre outros produtos. &Eacute; no segmento da agricultura familiar,    que se apresenta bastante representativo no munic&iacute;pio, que a produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica encontra suas possibilidades de expans&atilde;o    facilitadas pelos elementos internos e externos da produ&ccedil;&atilde;o que    caracterizam a agricultura familiar. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><B>A AGROECOLOGIA NO MUNIC&Iacute;PIO DE PELOTAS</B>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No munic&iacute;pio de Pelotas foi a partir de    1984 que se iniciaram as atividades relacionadas &agrave; agroecologia. A Pastoral    Rural (ligada &agrave; Diocese da Igreja Cat&oacute;lica) come&ccedil;ou um    trabalho de incentivo &agrave; agroecologia junto aos produtores familiares    do munic&iacute;pio, por meio de cursos de forma&ccedil;&atilde;o, visitas a    Centros de Agricultura Ecol&oacute;gica e implementa&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias    locais, com trabalhos de refer&ecirc;ncia em unidades familiares do munic&iacute;pio.    No ano de 1995, a Pastoral Rural priorizou o trabalho de assessoria na organiza&ccedil;&atilde;o    dos agricultores que adotaram o sistema agroecol&oacute;gico, a fim de que estes    pudessem comercializar adequadamente seus produtos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Prestando assessoria aos grupos de pequenos agricultores    no munic&iacute;pio, a Pastoral Rural busca disponibilizar t&eacute;cnicas alternativas    sustent&aacute;veis de manejo de culturas integrando os princ&iacute;pios de    preserva&ccedil;&atilde;o ambiental com rendimentos satisfat&oacute;rios na    produ&ccedil;&atilde;o dos alimentos cultivados, buscando ainda, garantir a    comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos visando que o produtor rural obtenha    renda em detrimento da diferencia&ccedil;&atilde;o de sua produ&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Pastoral firmou tamb&eacute;m conv&ecirc;nio    com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor &#150; CAPA (S&atilde;o Louren&ccedil;o    do Sul), com o objetivo de oferecer assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, na &aacute;rea    da agroecologia, aos produtores familiares de Pelotas. Como resultado desta    a&ccedil;&atilde;o conjunta, em 1995, foi fundada a Associa&ccedil;&atilde;o    Regional de Produtores Agroecol&oacute;gicos da Regi&atilde;o Sul &#45; ARPASUL    e, em novembro do mesmo ano, foi inaugurada a primeira feira de produtos agroecol&oacute;gicos    da regi&atilde;o sul do estado, na cidade de Pelotas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, a produ&ccedil;&atilde;o de base    agroecol&oacute;gica, dos produtores cadastrados que recebem assessoria da ARPASUL    da regi&atilde;o de Pelotas, &eacute; destinada para a feira ecol&oacute;gica    realizada semanalmente na cidade e parte para os programas de bolsa alimenta&ccedil;&atilde;o    do governo federal. Est&atilde;o cadastradas na ARPASUL, recebendo assist&ecirc;ncia    t&eacute;cnica na produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o, em    torno de 56 fam&iacute;lias de produtores rurais, distribu&iacute;das nos munic&iacute;pios    de Cangu&ccedil;u, Pelotas, Morro Redondo e Cap&atilde;o do Le&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Destaca&#45;se a import&acirc;ncia do Centro de Apoio    ao Pequeno Agricultor &#45; CAPA como respons&aacute;vel pela sistematiza&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o e extens&atilde;o rural, o referido centro foi fundado    em 1978 pela Igreja Evang&eacute;lica de Confiss&atilde;o Luterana no Brasil    &#150; IECLB, e suas atividades come&ccedil;aram em 1979 com a implanta&ccedil;&atilde;o    do escrit&oacute;rio no munic&iacute;pio de Santa Rosa/RS, n&uacute;cleo este,    que em 1988 foi transferido para Erechim/RS. No munic&iacute;pio de Pelotas,    o CAPA surgiu depois da transfer&ecirc;ncia do escrit&oacute;rio de S&atilde;o    Louren&ccedil;o para o munic&iacute;pio, no ano de 2001 (BUCHWEITZ ; MENEZES,    2003). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O CAPA trabalha diretamente com os agricultores    familiares abrangendo desde aspectos t&eacute;cnicos voltados para a extens&atilde;o    e aux&iacute;lio na produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica como aspectos sociais,    engajando os agricultores e fomentando sua forma&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.    Os princ&iacute;pios do CAPA est&atilde;o diretamente vinculados aos ideais    da sustentabilidade, percebendo o potencial altamente favor&aacute;vel da agricultura    familiar para a convers&atilde;o dos agroecossistemas convencionais em agroecossistemas    de base agroecol&oacute;gico. O Centro sistematiza suas a&ccedil;&otilde;es    no desenvolvimento de estrat&eacute;gias que consolidem uma estrutura de produ&ccedil;&atilde;o    e comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos org&acirc;nicos por meio de metodologias    participativas onde os agricultores participam ativamente do processo decis&oacute;rio.    Mesmo tendo sido criado pela IECLB o CAPA "trabalha com agricultores familiares    de todos os credos e ra&ccedil;as, sem distin&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico&#45;ideol&oacute;gica"    (BUCHWEITZ ; MENEZES, 2003, p. 192). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outra importante cooperativa que trabalha com    a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica no munic&iacute;pio &eacute;    a Sul &#45; Ecol&oacute;gica. Uma cooperativa fundada em dezembro de 2001, surgindo    a partir de associa&ccedil;&otilde;es e cooperativas de agricultores familiares    da regi&atilde;o sul do Rio Grande do Sul, como necessidade frente ao modelo    de moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura que se intensificava no meio rural.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No total, a cooperativa possui 250 associados,    sendo 67 pertencentes ao munic&iacute;pio de Pelotas, e os demais se distribuem    pelos munic&iacute;pios de Cangu&ccedil;u, Herval, S&atilde;o Louren&ccedil;o    do Sul, Turu&ccedil;u, Cap&atilde;o do Le&atilde;o, Arroio do Padre e Morro    Redondo. A cooperativa tamb&eacute;m possui um significativo n&uacute;mero de    associados constitu&iacute;dos de assentados da reforma agr&aacute;ria e remanescentes    de quilombolas. A Sul &#45; Ecol&oacute;gica busca fomentar a produ&ccedil;&atilde;o    ecol&oacute;gica incentivando sua produ&ccedil;&atilde;o e sistematizando a    comercializa&ccedil;&atilde;o da mesma, ainda, agregar valor aos produtos da    agricultura familiar melhorando a qualidade de vida no meio rural, formando    e capacitando seus associados para a agroecologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero total de associados da cooperativa    Sul&#45;Ecol&oacute;gica no munic&iacute;pio de Pelotas &eacute; de 67 agricultores,    entretanto, em uma mesma fam&iacute;lia &eacute; encontrado mais de um s&oacute;cio,    o que reduz o n&uacute;mero de fam&iacute;lias que trabalham com a produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica deste total de 67 associados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>METODOLOGIA DA PESQUISA</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a efetiva&ccedil;&atilde;o do projeto foi    realizada uma revis&atilde;o te&oacute;rica sobre o segmento da produ&ccedil;&atilde;o    agr&iacute;cola familiar e sobre os princ&iacute;pios te&oacute;rico&#45;metodol&oacute;gicos    da agroecologia, a fim de fornecer subs&iacute;dios para a interpreta&ccedil;&atilde;o    e confronta&ccedil;&atilde;o das teorias existentes com a realidade emp&iacute;rica    encontrada, no caso, a realidade dos produtores familiares de base agroecol&oacute;gica    do munic&iacute;pio de Pelotas/RS. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para um diagn&oacute;stico da atual situa&ccedil;&atilde;o    em que se encontram os produtores do munic&iacute;pio e a produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica foram utilizados dados fornecidos por fontes secund&aacute;rias    como a cooperativa Sul&#45;Ecol&oacute;gica, al&eacute;m do Centro de Apoio ao Pequeno    Agricultor &#150; CAPA do munic&iacute;pio de Pelotas. &Eacute; importante    justificar a escolha da cooperativa Sul&#45;Ecol&oacute;gica como consulta para    base cadastral, pois isso se deve ao fato que esta cooperativa &eacute; a que    possui o maior n&uacute;mero de associados que trabalham com a produ&ccedil;&atilde;o    org&acirc;nica do munic&iacute;pio e tamb&eacute;m seu cadastro de produtores    apresenta&#45;se bastante completo, com informa&ccedil;&otilde;es como localiza&ccedil;&atilde;o/endere&ccedil;o    das unidades produtivas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para conhecimento da realidade emp&iacute;rica    foram realizadas entrevistas baseadas em roteiros semi&#45;estruturados que possibilitassem    abranger a totalidade das vari&aacute;veis a serem analisadas no projeto (indicadores    sociais, t&eacute;cnicos e de produ&ccedil;&atilde;o). As entrevistas foram    realizadas com 11 agricultores e como se trata de um estudo de caso, n&atilde;o    foi utilizado nenhum m&eacute;todo estat&iacute;stico de car&aacute;ter quantitativo    para defini&ccedil;&atilde;o da amostra, mas, um m&eacute;todo amostral qualitativo,    que possa dar conta da abrang&ecirc;ncia de vari&aacute;veis previamente definidas    a serem investigadas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>PERFIL DA PRODU&Ccedil;&Atilde;O DE BASE AGROECOL&Oacute;GICA    DO MUNIC&Iacute;PIO DE PELOTAS/RS</B></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso analisado no munic&iacute;pio de Pelotas,    encontramos um total de 27 pessoas das fam&iacute;lias que trabalham diretamente    na produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica, desenvolvendo todas    as atividades necess&aacute;rias, desde a produ&ccedil;&atilde;o at&eacute;    a colheita dos produtos, esta quantidade &eacute; bastante baixa visto que encontramos    uma m&eacute;dia de menos de 03 pessoas por fam&iacute;lia, em cada unidade    produtiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, em apenas 02 unidades foi citada    a utiliza&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o&#45;de&#45;obra externa, esta for&ccedil;a    de trabalho &eacute; apenas empregada temporariamente, quando as atividades    agr&iacute;colas apresentam&#45;se mais intensas. Esta caracter&iacute;stica &eacute;    central deste tipo de organiza&ccedil;&atilde;o, o uso da m&atilde;o&#45;de&#45;obra    familiar &eacute; um tra&ccedil;o fundamental na organiza&ccedil;&atilde;o familiar    de produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A faixa et&aacute;ria do grupo familiar &eacute;    bastante diversificada, mas, apenas em uma fam&iacute;lia foi encontrada uma    pessoa acima de 60 anos de idade, o grupo mais representativo foi encontrado    entre a faixa et&aacute;ria de 50 a 60 anos, representando 10 pessoas do total    de que comp&otilde;em os grupos familiares. Pode&#45;se perceber assim, que no caso    analisado h&aacute; um processo de envelhecimento do campo, pois, mesmo se apresentando    significativamente o grupo compreendido entre os 11 e 30 anos, as pessoas desta    faixa et&aacute;ria, geralmente, s&atilde;o os filhos de agricultores que, posteriormente,    tendem a abandonar a unidade produtiva, principalmente no caso das filhas, que    se direcionam para a cidade na busca de empregos e/ou para continuarem seus    estudos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escolaridade das pessoas que comp&otilde;em    o grupo familiar &eacute; considerada baixa, entre os propriet&aacute;rios,    apenas 01 possui o ensino superior completo, a mesma quantidade &eacute; encontrada    para o ensino m&eacute;dio incompleto, enquanto que 02 propriet&aacute;rios    possuem o ensino m&eacute;dio completo, e 07 propriet&aacute;rios possuem apenas    o ensino fundamental incompleto, caracterizado muitas vezes somente pela conclus&atilde;o    das s&eacute;ries iniciais. Todas as crian&ccedil;as e adolescentes que comp&otilde;em    o grupo familiar dos produtores de base agroecol&oacute;gica em idade escolar    freq&uuml;entam a escola regularmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;rea    f&iacute;sica das unidades familiares, de acordo com a <a href="#tab01">tabela    1</a>, percebe&#45;se que as mesmas n&atilde;o possuem uma &aacute;rea f&iacute;sica    representativa, 07 unidades apresentam &aacute;rea entre 01 e 10 hectares, sendo    que deste total, 05 unidades possuem &aacute;rea inferior a 05 hectares, ainda,    n&atilde;o foi encontrada nenhuma unidade de produ&ccedil;&atilde;o que ultrapassasse    os 40 hectares. Esta caracter&iacute;stica no caso espec&iacute;fico da produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica reveste&#45;se de import&acirc;ncia, pois facilita    a transi&ccedil;&atilde;o total do agroecossistema de uma agricultura convencional    para o de base agroecol&oacute;gica. </font></p>     <p><a name="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/sn/v20n2/a12tab01.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar as possibilidades de desenvolvimento    da agroecologia relacionada &agrave; sua escala de ocorr&ecirc;ncia, Gliessman    afirma: </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">Os princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos      s&atilde;o melhor aplicados em uma escala relativamente pequena. Isso encoraja      a produ&ccedil;&atilde;o para o consumo regional, em vez da exporta&ccedil;&atilde;o.      S&atilde;o tamb&eacute;m mais compat&iacute;veis com formas mais equitativas      de propriedade da terra e de reparti&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios      econ&ocirc;micos, do que com a concentra&ccedil;&atilde;o de terras agr&iacute;colas      nas m&atilde;os de poucos. (GLIESSMAN, 2005, p. 609). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">No que concerne ao n&uacute;mero de anos trabalhados    com as atividades de base agroecol&oacute;gica todos os produtores entrevistados    trabalham h&aacute; 03 anos ou mais com estas atividades (01 agricultor desenvolve    atividades h&aacute; 03 anos; 04 produtores trabalham h&aacute; 04 anos; 05    produtores trabalham h&aacute; 03 anos; 01 produtor trabalha com a produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica h&aacute; 06 anos e 02 j&aacute; fazem h&aacute;    mais de dez anos). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos produtos cultivados pelos agricultores,    apenas uma agricultora cultiva frutas com objetivo comercial, como amoras e    goiabas, que s&atilde;o transformadas em suco e, posteriormente, comercializado    na sede da cooperativa Sul&#45;Ecol&oacute;gica. Os demais agricultores entrevistados    desenvolvem atividades produtivas ligadas &agrave; olericultura (cenoura, beterraba,    repolho, couve&#45;flor, etc.). Assim, 09 produtores cultivam tanto olericulturas    quanto frutas (comercializadas eventualmente, quando dispon&iacute;veis na unidade    produtiva) e apenas 2 produtores cultivam somente olericulturas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cria&ccedil;&atilde;o de animais &eacute; considerada    como atividade secund&aacute;ria, e os produtos dela obtidos s&atilde;o consumidos    diretamente na unidade produtiva, sendo eventualmente destinados ao consumidor    externo. O &uacute;nico produto que adquire import&acirc;ncia para a comercializa&ccedil;&atilde;o    &eacute; o leite, que em alguns casos &eacute; uma das principais fontes de    renda para os agricultores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica    adquire import&acirc;ncia econ&ocirc;mica para as fam&iacute;lias do munic&iacute;pio    de Pelotas, quando os agricultores foram perguntados sobre qual(is) recurso(s)    representava ou representavam as principais fontes de receita da unidade produtiva,    as olericulturas foram citadas 07 vezes, a fruticultura 05 vezes, seguida pela    aposentadoria e pelo leite que representam 04 respostas cada um. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nota&#45;se que os agricultores possuem mais de um    produto entre os principais respons&aacute;veis pela renda da fam&iacute;lia.    Neste sentido, pode&#45;se inserir a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica    no contexto das estrat&eacute;gias econ&ocirc;micas de reprodu&ccedil;&atilde;o    da agricultura familiar como alternativa de renda para os agricultores do munic&iacute;pio.    A renda gerada pela comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos &eacute; fundamental    no contexto das unidades produtivas familiares. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ainda pode&#45;se perceber o desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica no munic&iacute;pio de Pelotas, 06 agricultores    entrevistados trabalham apenas com a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica,    em contrapartida, 05 trabalham com produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica    e com algum outro produto em sistema convencional. Esta ainda &eacute; uma barreira    a ser superada, pois alguns produtores ainda se dividem entre a produ&ccedil;&atilde;o    de base agroecol&oacute;gica e a convencional que exige altos &iacute;ndices    de agrot&oacute;xicos, como a produ&ccedil;&atilde;o de fumo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica    &eacute; destinada, de acordo com a <a href="#tab02">tabela 2</a>, em sua maioria,    para o Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &#150; PAA, sendo que    10 produtores destinam sua produ&ccedil;&atilde;o para este programa. O Programa    de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o do governo    federal que, "busca garantir o acesso aos alimentos em quantidade, qualidade    e regularidade necess&aacute;rias &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es em situa&ccedil;&atilde;o    de inseguran&ccedil;a alimentar e nutricional e promover a inclus&atilde;o social    no campo por meio do fortalecimento da agricultura familiar." (Minist&eacute;rio    do Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome, 2007). </font></p>     <p><a name="tab02"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/sn/v20n2/a12tab02.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As feiras livres representam um importante destino    para a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica, sendo que 04 produtores    comercializam em feiras que s&atilde;o realizadas semanalmente no centro da    cidade de Pelotas. J&aacute; o com&eacute;rcio atacadista representa, para 03    produtores, um meio de escoamento da produ&ccedil;&atilde;o e no posto de comercializa&ccedil;&atilde;o,    localizado na sede da Cooperativa Sul &#150; Ecol&oacute;gica, s&atilde;o comercializados,    no varejo, os produtos de base agroecol&oacute;gica do munic&iacute;pio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar o perfil do feirante ecol&oacute;gico    do munic&iacute;pio de Pelotas, Sacco dos Anjos, Godoy e Caldas (2005) escrevem    que, </font></p>     <blockquote>        <p><font size="2" face="Verdana">&#91;...&#93; os feirantes ecol&oacute;gicos trabalham      com base em princ&iacute;pios associativos. Sob uma mesma lona, vendem seus      produtos e respondem pela gest&atilde;o do espa&ccedil;o de comercializa&ccedil;&atilde;o,      assim como por etapas que envolvem a log&iacute;stica de funcionamento do      ponto de vista da coleta dos produtos junto &agrave;s propriedades rurais.      (SACCO DOS ANJOS; GODOY; CALDAS, 2005, p. 145). </font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Este princ&iacute;pio de coopera&ccedil;&atilde;o    &eacute; percept&iacute;vel entre os agricultores do munic&iacute;pio, estes    se ajudam mutuamente desde o processo de recolhimento da produ&ccedil;&atilde;o    no interior do munic&iacute;pio at&eacute; no momento da comercializa&ccedil;&atilde;o    na cidade. Esta coopera&ccedil;&atilde;o insere&#45;se no contexto das estrat&eacute;gias    para os agricultores, na medida em que organizados em grupos, ele podem diversificar    a oferta de produtos oferecidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante destacar que os agricultores    possuem mais de um local para comercializa&ccedil;&atilde;o e dependendo do    ritmo de sua produ&ccedil;&atilde;o podem possuir dois ou tr&ecirc;s locais    de comercializa&ccedil;&atilde;o, a fim de conseguir mercado consumidor que    possa absorver a quantidade de produtos dispon&iacute;veis. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apenas uma fam&iacute;lia entrevistada destina    sua produ&ccedil;&atilde;o por meio de entrega diretamente com o com&eacute;rcio    varejista, principalmente em fruteiras, realizada 2 ou 3 vezes durante a semana.    Esta mesma fam&iacute;lia &eacute; a que apresenta o maior grupo familiar entre    os agricultores entrevistados, ou seja, como possui m&atilde;o&#45;de&#45;obra suficiente    tende a produzir mais e a encontrar outros meios para comercializar seus produtos.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a rede de comercializa&ccedil;&atilde;o    organizada pela cooperativa, os agricultores a consideram bastante importante,    pois, de acordo com um agricultor, "tu tira o atravessador que &eacute;    um dos problemas que o pequeno agricultor tem (Agricultor A, pesquisa de campo,    2007). Outra produtora comenta: "A melhor forma que foi implantada &eacute;    essa pela cooperativa que junto com o pr&oacute;prio agricultor resolve e n&atilde;o    tem intermedi&aacute;rio, ele produz e comercializa" (Agricultora B, pesquisa    de campo, 2007), referindo&#45;se &agrave; feira ecol&oacute;gica organizada pela    cooperativa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o trabalho nas lavouras, de acordo com a    <a href="#tab03">tabela 3</a>, as atividades s&atilde;o basicamente manuais,    os agricultores n&atilde;o possuem maquin&aacute;rio agr&iacute;cola em n&uacute;mero    representativo. Apenas 03 produtores possuem trator, 09 possuem pulverizador,    09 possuem arado, 10 possuem grade e apenas 04 possuem motoserra. Os equipamentos,    como o arado e a grade, s&atilde;o movidos &agrave; tra&ccedil;&atilde;o animal.    Como apenas 03 produtores possuem trator, os demais preferem pagar por hora    de servi&ccedil;o utilizada com o trator de um vizinho, pois seu uso ocorre    de maneira limitada, e, assim, n&atilde;o h&aacute; custos com manuten&ccedil;&atilde;o    do equipamento. </font></p>     <p><a name="tab03"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/sn/v20n2/a12tab03.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para o cultivo dos produtos, todos os produtores    entrevistados (11 agricultores) recebem assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica dos    agr&ocirc;nomos e t&eacute;cnicos agr&iacute;colas do Centro de Apoio ao Pequeno    Agricultor/CAPA que trabalha juntamente com a Sul&#45;Ecol&oacute;gica na promo&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica, 03 produtores tamb&eacute;m    recebem assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos    como a Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural &#45;    EMATER e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria &#45; EMBRAPA. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O uso da assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica ocorre    01 vez a cada dois meses por 05 agricultores, 01 vez por m&ecirc;s por 04 agricultores,    01 vez a cada tr&ecirc;s meses por 01 agricultor, e apenas 01 agricultor respondeu    que utiliza a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica 01 vez ao ano. Em muitos casos,    a assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica n&atilde;o possui regularidade, os t&eacute;cnicos    s&atilde;o chamados de acordo com as necessidades dos agricultores. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante destacar, tamb&eacute;m,    que al&eacute;m da assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica na unidade produtiva, a    Cooperativa Sul &#45; Ecol&oacute;gica realiza palestras e reuni&otilde;es na sede    das comunidades ou na casa de algum produtor onde os demais se re&uacute;nem    para discutir meios de comercializa&ccedil;&atilde;o e outros aspectos relacionados    &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os agricultores consideram importante a cooperativa,    n&atilde;o apenas pelas possibilidades de assessoria, mas pela coopera&ccedil;&atilde;o    coletiva que ela proporciona na busca por ideais comuns aos agricultores, de    acordo com um agricultor o grupo &eacute; importante pois, por meio dele, </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os agricultores conseguem melhores incentivos,    eles podem sentir que eles tamb&eacute;m t&ecirc;m for&ccedil;a, tem poder estando    organizados, e uma coisa &eacute; um sozinho pedindo e outra coisa &eacute;    onde v&aacute;rias pessoas que reivindicam, cobram, ent&atilde;o &eacute; um    peso maior quando tu tem um n&uacute;mero maior de pessoas. (Agricultor C, pesquisa    de campo, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido quando perguntados em quantos cursos,    palestras ou atividades t&eacute;cnicas os agricultores participaram no &uacute;ltimo    ano, 8 agricultores responderam que participaram de duas a cinco destas atividades    e 3 responderam que participaram em mais de 5 cursos, palestras ou atualiza&ccedil;&otilde;es    t&eacute;cnicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os agricultores tamb&eacute;m utilizam financiamento    para sua produ&ccedil;&atilde;o, 07 produtores utilizam o Programa Nacional    de Fortalecimento da Agricultura Familiar/PRONAF, de origem federal, 01 produtor    utiliza financiamento de origem estadual, 01 produtor utiliza financiamento    da Cooperativa de Cr&eacute;dito Rural com Intera&ccedil;&atilde;o Solid&aacute;ria    (destinado para constru&ccedil;&atilde;o de benfeitorias) e 04 produtores n&atilde;o    utilizam financiamento para produzir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O que merece destaque &eacute; que nenhum produtor    utiliza o PRONAF Agroecologia, que &eacute; uma linha de cr&eacute;dito destinado    especificamente para a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica ou,    para a convers&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o convencional em agroecol&oacute;gica.    De acordo com informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no site do Banco    Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (2007), o PRONAF agroecologia,    &eacute; considerado um "apoio financeiro para agricultores familiares    enquadrados nos Grupos "C", "D" ou "E", destinado    ao investimento em sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica,    incluindo&#45;se os custos relativos &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o    do empreendimento" (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e    Social, 2007). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diferencia&ccedil;&atilde;o de grupos do PRONAF    ocorre devido a diversidade da renda do agricultor. Assim, O PRONAF Grupo C    beneficia os agricultores familiares com renda familiar anual bruta superior    a R$ 4 mil e inferior a R$ 18 mil; o Grupo D &eacute; espec&iacute;fico para    agricultores que possuem uma renda familiar anual bruta superior a R$ 16 mil    e at&eacute; R$ 45 mil; o Grupo E abrange os agricultores com renda familiar    bruta entre R$ 50 mil at&eacute; o limite de R$ 110 mil. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Riechel considera que,</font></p>     <blockquote>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O Programa foi lan&ccedil;ado oficialmente      pelo governo brasileiro em 1995, como uma linha especial de cr&eacute;dito      de custeio, denominada de Plano Nacional da Agricultura Familiar (PLANAF).      Sua institucionaliza&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o como      programa governamental ocorreu em junho de 1996, quando passou a integrar      o Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o. Em 1999, passa a ter a denomina&ccedil;&atilde;o      atual. (RIECHEL, 2006, p. 08 e 09). </font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda, sobre o PRONAF, Sacco dos Anjos escreve    que "foi concebido como programa destinado a potencializar o desenvolvimento    rural, tendo na agricultura familiar o referente e eixo central de sustenta&ccedil;&atilde;o,    orientando&#45;se fundamentalmente rumo &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de emprego    e renda no meio rural." (SACCO DOS ANJOS, 2003, p. 272) </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Acerca das dificuldades relacionadas &agrave;    agricultura e &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica,    os agricultores, apesar de considerarem que sua vida tem melhorado nos &uacute;ltimos    anos e que a associa&ccedil;&atilde;o representou um significativo avan&ccedil;o    na organiza&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva dos produtos, reconhecem que    ainda existem dificuldades que, se superadas, promoveriam o desenvolvimento    da produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As dificuldades relacionadas ao acesso ao cr&eacute;dito,    insumos e quanto ao local de comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o    foram as mais citadas, posteriormente, aparecem as dificuldades relacionadas    &agrave; falta de m&atilde;o&#45;de&#45;obra para trabalhar nas atividades agr&iacute;colas    e as relacionadas &agrave;s pesquisas, principalmente as de mercado para diagn&oacute;stico    das demandas do mesmo, o que possivelmente favorecer&aacute; uma melhor comercializa&ccedil;&atilde;o    dos produtos. A dificuldade relacionada &agrave; assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica    foi citada apenas uma vez, o que representa um fator positivo, visto que os    agricultores est&atilde;o amparados pela Cooperativa Sul&#45;Ecol&oacute;gica e    pelo Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</B> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso espec&iacute;fico do munic&iacute;pio    de Pelotas &#45; RS, constatou&#45;se que a produ&ccedil;&atilde;o de base agroecol&oacute;gica    est&aacute; se expandindo ao longo do tempo, tanto no aspecto quantitativo,    em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de produtores trabalhando nesta atividade,    quanto na diversidade dos produtos cultivados dispon&iacute;veis para comercializa&ccedil;&atilde;o.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tanto, destaca&#45;se a import&acirc;ncia da    Cooperativa Sul&#45;Ecol&oacute;gica e do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor    &#150; CAPA, entre outras Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o&#45;Governamentais    e cooperativas, para a sistematiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o    e comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos. Surgida devido &agrave; necessidade    de uma organiza&ccedil;&atilde;o dos produtores a Sul &#45; Ecol&oacute;gica iniciou    seus trabalhos voltados diretamente para o est&iacute;mulo da produ&ccedil;&atilde;o    agroecol&oacute;gica no munic&iacute;pio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As unidades produtivas apresentam, em sua maioria,    menor dimens&atilde;o territorial o que representa a possibilidade de uma convers&atilde;o    total em seus sistemas agr&iacute;colas, de convencionais para agroecol&oacute;gicos.    Isto se justifica pelo pr&oacute;prio interesse dos agricultores, visto que,    todos eles responderam que t&ecirc;m interesse em ampliar sua produ&ccedil;&atilde;o    se houvesse um suporte t&eacute;cnico e um sistema de comercializa&ccedil;&atilde;o    que absorvesse os produtos cultivados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; diversidade da produ&ccedil;&atilde;o,    apesar do relativo aumento, percebe&#45;se que ainda est&aacute; restrita aos hortigranjeiros,    pois estes produtos necessitam de menor emprego de m&atilde;o&#45;de&#45;obra durante    o cultivo. A disponibilidade de m&atilde;o&#45;de&#45;obra &eacute; reflexo da situa&ccedil;&atilde;o    do grupo familiar que, em sua maioria, n&atilde;o apresenta um n&uacute;mero    significativo de componentes para realizar as atividades agr&iacute;colas e,    os filhos dividem seu tempo entre o trabalho na unidade produtiva e a escola.    Ainda, em alguns casos, os filhos mais velhos deixaram a propriedade, seja para    estudar ou trabalhar, n&atilde;o podendo ser contabilizados como for&ccedil;a    de trabalho dispon&iacute;vel. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Percebeu&#45;se que a dificuldade de comercializa&ccedil;&atilde;o    ainda &eacute; um problema encontrado pelos agricultores, ainda que a cooperativa    desempenhe a fun&ccedil;&atilde;o de mediar as rela&ccedil;&otilde;es entre    produtores e consumidores, se faz necess&aacute;rio ampliar tanto o volume da    produ&ccedil;&atilde;o, quanto a sua diversidade, garantindo um mercado est&aacute;vel    que atenda as necessidades de escoamento da produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o    entre a agricultura de base agroecol&oacute;gica, praticada no munic&iacute;pio    e, os pilares da sustentabilidade, algumas lacunas ficam evidentes. Amparada    nos pilares da sustentabilidade a agroecologia prop&otilde;e uma maior amplitude    dos benef&iacute;cios gerados pela agricultura e os setores que a ela se vinculam,    como mercado consumidor, origem dos insumos, disponibilidade e acesso a cr&eacute;dito    rural, entre outros. Por&eacute;m, no caso analisado, percebe&#45;se que os sistemas    produtivos est&atilde;o muito mais pr&oacute;ximos de uma agricultura org&acirc;nica    (de car&aacute;ter mais t&eacute;cnico) do que propriamente da agroecologia    que expande os benef&iacute;cios da agricultura para al&eacute;m do campo e    da organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda, para a concretiza&ccedil;&atilde;o da    organiza&ccedil;&atilde;o de um sistema agroecol&oacute;gico, portador de transforma&ccedil;&otilde;es    econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e socioambientais, a agricultura como um    todo deve tornar&#45;se verdadeiramente sustent&aacute;vel e, os aspectos da produ&ccedil;&atilde;o,    distribui&ccedil;&atilde;o e consumo de alimentos precisam estar compat&iacute;veis    com os pressupostos da agroecologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conclui&#45;se afirmando que, no munic&iacute;pio    de Pelotas, a agroecologia apresenta possibilidades de desenvolvimento, desde    que sejam efetuadas a&ccedil;&otilde;es conjuntas entre agricultores, cooperativas/associa&ccedil;&otilde;es    e a comunidade em geral. Cabe, de imediato, ao poder p&uacute;blico garantir    maiores incentivos a estes agricultores e democratizar as linhas de cr&eacute;dito    para que facilite o acesso dos agricultores &agrave;s mesmas, criando condi&ccedil;&otilde;es    para que os princ&iacute;pios da produ&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica    possam ser adotados pelo segmento da agricultura familiar. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><B>REFER&Ecirc;NCIAS </B> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ABRAMOVAY, Ricardo. <B>Paradigmas do Capitalismo    Agr&aacute;rio em Quest&atilde;o.</B> S&atilde;o Paulo: Hucitec/ANPOCS/UNICAMP,    1992. 275p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1982-4513200800020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALTIERI, Miguel M. <B>Agroecologia: </B>a din&acirc;mica    produtiva da agricultura sustent&aacute;vel. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS,    1998. 95 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1982-4513200800020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico    e Social. Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.bndes.gov.br/programas/agropecuarios/pronaf.asp" target="_blank">www.bndes.gov.br/programas/agropecuarios/pronaf.asp</a>    &gt; Acesso em 08 dez. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1982-4513200800020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BECKER, Dinizar Fermiano (Org.). <B>Desenvolvimento    Sustent&aacute;vel:</B> Necessidade e/ou Possibilidade?. Santa Cruz do Sul:    EDUNISC, 2002. 134 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1982-4513200800020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BEZERRA, Maria do Carmo Lima; VEIGA, Jos&eacute;    Eli da (Orgs.) <B>Agricultura sustent&aacute;vel: </B>subs&iacute;dios &agrave;    elabora&ccedil;&atilde;o da agenda 21 brasileira. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais    Renov&aacute;veis; Cons&oacute;rcio Museu Em&iacute;lio Goeldi, 2000. 190p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1982-4513200800020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRUMER, Anita. Transforma&ccedil;&otilde;es e    estrat&eacute;gias produtivas na produ&ccedil;&atilde;o familiar na agricultura    ga&uacute;cha. <B>Cadernos de Sociologia.</B> Porto Alegre, v.6, n.1,p. 98&#45;11,    1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1982-4513200800020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCHWEITZ, Suzanne; MENEZES, Paulino. <B>O tempo    compartilhado</B>: 25 anos do CAPA. Porto Alegre/RS, Centro de Apoio ao Pequeno    Agricultor, 2003. 200p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1982-4513200800020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CANUTO, J. C.; SILVEIRA, M. A. da; MARQUES, J.    F. O sentido da agricultura familiar para o futuro da agroecologia. <B>Ci&ecirc;ncia    &amp; Ambiente, </B>Santa Maria, v. 1, n.1, p. 57&#45;63, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1982-4513200800020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CANUTO, Jo&atilde;o Carlos. A pesquisa e os desafios    da transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica. <B>Ci&ecirc;ncia &amp; Ambiente,    </B>Santa Maria, v. 1, n. 27, p. 133&#45;140, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1982-4513200800020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CANDIOTTO, Luciano Z. P.; CORR&Ecirc;A, Walqu&iacute;ria    Kruger. Desenvolvimento rural sustent&aacute;vel: algumas considera&ccedil;&otilde;es    sobre o discurso oficial do governo federal.<B> Geografia,</B> Rio Claro, v.    29, n. 2, p. 265&#45;280, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1982-4513200800020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> CAPORAL, Francisco Roberto; COSTABEBER, Jos&eacute;    Ant&ocirc;nio. An&aacute;lise Multidimensional da Sustentabilidade: Uma proposta    metodol&oacute;gica a partir da Agroecologia. <B>Revista Agroecologia e Desenvolvimento    Rural Sustent&aacute;vel</B>, Porto Alegre, v.3, n.3, p. 70&#45;85, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1982-4513200800020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAPORAL, Francisco Roberto; COSTABEBER, Jos&eacute;    Ant&ocirc;nio. <B>Agroecologia: </B>Alguns conceitos e princ&iacute;pios. Bras&iacute;lia:    MDA/SAF/DATER&#45;IICA, 2004. 24p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1982-4513200800020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHAYANOV, Alexander V. <B>La Organizaci&oacute;n    de la Unidad Econ&oacute;mica Campesina.</B> Buenos Aires: Ediciones Nueva Visi&oacute;n,    1974. 338p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1982-4513200800020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GLIESSMAN, Stephen R. <B>Agroecologia</B>: processos    ecol&oacute;gicos em agricultura sustent&aacute;vel.Porto Alegre: Editora da    UFRGS, 2005. 653 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1982-4513200800020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KAUTSKY, Karl. <B>A Quest&atilde;o Agr&aacute;ria.    </B>S&atilde;o Paulo: Proposta Editorial, 1980. 329 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1982-4513200800020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">LAMARCHE, Huges. <B>Agricultura familiar</B>:    Compara&ccedil;&atilde;o Internacional. Campinas/SP: Ed: UNICAMP, 1993. 336p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S1982-4513200800020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> LAMARCHE, Huges. <B>Agricultura familiar</B>:    do mito &agrave; realidade. Campinas&#45;SP: Ed. UNICAMP, 1998. 348 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S1982-4513200800020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Social e    Combate &agrave; Fome. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.mds.gov.br" target="_blank">http://www.mds.gov.br</a>&gt;.    Acesso em 10 ago. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1982-4513200800020001200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MONTIBELLER Fº, Gilberto. <B>O Mito do Desenvolvimento    Sustent&aacute;vel</B>: meio ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor    de mercadorias. Florian&oacute;polis: Ed. Da UFSC, 2004. 306p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1982-4513200800020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">N&uacute;cleo de Estudos Agr&aacute;rios e Desenvolvimento    Rural &#150; NEAD. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.nead.org.br" target="_blank">www.nead.org.br</a>/    Acesso em 08 dez. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1982-4513200800020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. <B>A Agricultura    Camponesa no Brasil. </B>S&atilde;o Paulo: Contexto, 1991.164 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1982-4513200800020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PASTORAL RURAL DA DIOCESE DE PELOTAS. <B>Agricultura    Ecol&oacute;gica &#150; insumos alternativos. </B>Pelotas, 1998. (Cadernos    Subs&iacute;dio n.1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1982-4513200800020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">_______________________________________ . <B>Agroecologia    Proposta de assessoria da Pastoral Rural. </B>Pelotas, 1998. (Cadernos Subs&iacute;dio    nº 2).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1982-4513200800020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RIECHEL Damaris. <B>Cr&eacute;dito rural, extens&atilde;o    rural e agroecologia: </B>Uma experi&ecirc;ncia com produtores de base agroecol&oacute;gica    no Distrito de Cerrito Alegre &#150; Pelotas/RS. (Artigo do curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Geografia). Universidade Federal de Pelotas. 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S1982-4513200800020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROSA, M&aacute;rio. <B>Geografia de Pelotas</B>.    Pelotas: UFPel, 1985. 333 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S1982-4513200800020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SACHS, Ignacy. <B>Estrat&eacute;gias de transi&ccedil;&atilde;o    para o s&eacute;culo XXI: </B>desenvolvimento e meio ambiente. S&atilde;o Paulo:    Studio Nobel, 1993. 103 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S1982-4513200800020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SACCO DOS ANJOS, Fl&aacute;vio. <B>Agricultura    Familiar, Pluriatividade e Desenvolvimento Rural no Sul do Brasil.</B> Pelotas/RS:    EGUFPEL, 2003. 374p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S1982-4513200800020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SACCO DOS ANJOS, Fl&aacute;vio; GODOY, Wilson    Itamar; CALDAS, N&aacute;dia Velleda. <B>As feiras&#45;livres de Pelotas sob o imp&eacute;rio    da globaliza&ccedil;&atilde;o: </B>perspectivas e tend&ecirc;ncias. Pelotas/RS:    Editora e Gr&aacute;fica Universit&aacute;ria, 2005. 195 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S1982-4513200800020001200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SALAMONI, Giancarla. <B>Produ&ccedil;&atilde;o    familiar: </B>possibilidades e restri&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento    sustent&aacute;vel&#150;o exemplo de Santa Silvana&#150; Pelotas&#150; RS.    2000. 331f. Tese. (Doutorado em Geografia.). Universidade Estadual Paulista    J&uacute;lio de Mesquita Filho, Rio Claro &#45; SP, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S1982-4513200800020001200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SANTOS, Milton. <B>A Natureza do Espa&ccedil;o:    </B>espa&ccedil;o e tempo, raz&atilde;o e emo&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo:    HUCITEC, 1997. 308 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S1982-4513200800020001200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SILVA, Osvaldo Heller da. Alguns coment&aacute;rios    sobre o destino do campesinato em Marx. <B>Revista Economia Rural, </B>Bras&iacute;lia,    v.24, n.1, p. 101&#45;116, 1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S1982-4513200800020001200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SIMON, A. L. H. <B>A Din&acirc;mica do Uso da    Terra e sua Interfer&ecirc;ncia na Morfohidrografia da Bacia do Arroio Santa    B&aacute;rbara &#45; Pelotas (RS).</B> 2007.185f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado    em. Geografia) Universidade Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho,    Rio Claro&#45;SP, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1982-4513200800020001200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. <B> Em Busca    da Modernidade Social. Uma Homenagem a Alexander V. Chayanov.</B> Campinas:    UNICAMP, 1989. 33p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1982-4513200800020001200033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Artigo recebido para publica&ccedil;&atilde;o    em 27/03/08 e aceito para publica&ccedil;&atilde;o em 01/10/08 </font></p>      ]]></body><back>
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