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Article References

BORGES, Maria Eliza Linhares. Cultura dos ofícios patrimônio cultural, história e memória. Varia hist. [online]. 2011, vol.27, n.46, pp. 481-508. ISSN 0104-8775.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-87752011000200005.


    2 Sobre este debate, ver: ABREU, Regina e CHAGAS, Mário. (orgs.) Memória e Patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: Lamparina, 2009. [ Links ]


    3 MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. Memória e cultura material: documentos pessoais no espaço público. Estudos Históricos, n.21, v.11, p.91, 1998. http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/issue/view/287 (Acesso em 2005). [ Links ]


    4 Vale lembrar que já nos anos de 1920/30 Marc Bloch chamava a atenção para a dimensão social e cultural das técnicas: BLOCH, Marc. La tierra y el campesino. Barcelona: Crítica, 2002. [ Links ]

    Nos anos 70, E. P. Thompson considera a experiência como um fator de mudança da tradição. A nosso ver, este conceito estimula o diálogo entre os polos do par cultura material/cultura imaterial porque nos faz considerar fatores que, a exemplo das migrações de trabalhadores, geram novas vivências com a natureza e a cultura, podendo mudar as formas de se produzir, consumir e significar um mesmo objeto. Sobre o conceito de experiência, ver principalmente: THOMPSON, E.P. Mesa, você existe? In: A miséria da teoria - ou um planetário de erros, uma crítica ao pensamento de Altusser. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p.13-18. [ Links ]

    Sobre o conceito de cultura material, ver: BUCAILLE, Richard e PESEZ, Jean-Marie. Cultura Material. In: Encliclopédia Einaud. Lisboa: Casa da Moeda, 1989, v.16, p.11-47; [ Links ]

    REDE, Marcelo. História a partir das coisas: tendências recentes nos estudos de cultura material. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v.4, p.265-82, jan/dez/1996. http://www.scielo.br/pdf/anaismp/v4n1/a18v4n1.pdf (Acesso em 2010). [ Links ]


    7 LIBBY, Douglas C. Habilidades, artífices e ofícios na sociedade escravista do Brasil colonial. In: LIBBY, Douglas C. e FURTADO, Júnia F. (orgs). Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVIII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, p.57-74 (Coleção Olhares). [ Links ]


    8 GRANIER, Régis. Les métiers disparus. Bourdeaux: Ed. Sud Ouest, 1999, p.15. [ Links ]


    9 GOURDEN, Jean-Michel. Gens de métiers & sans-culottes, les artisants dans la Revolution. Paris: Gréaphis, 1988, p.7, 55. [ Links ]


    10 Segundo Le Goff, as confrarias e/ou irmandades foram criadas no século X; a instituição corporação de ofícios foi fruto de um processo mais longo que só se completou, pelo menos na França, com a criação da compagnonnage, no século XVI. LE GOFF, Jacques. Du silence à la parole : une histoire du droit du travail, des années 1830 à nos jours. Rennes: UHB, 2004, p.128. [ Links ]


    11 PAMUK, Orhan. Meu nome é vermelho. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. [ Links ]


    12 MENESES, José Newton C. O Continente Rústico: abastecimento alimentar nas Minas setecentistas. Diamantina: Maria Fumaça, 2000, p.229; [ Links ]

    do mesmo autor, ver: Homens que não mineram: oficiais mecânicos nas Minas Gerais Setecentistas. In: RESENDE, M. Efigênia L. de e VILLALTA, Luis Carlos. História de Minas Gerais: as Minas Setecentistas. Belo Horizonte: Autêntica, 2007, v.1, p.377-402. [ Links ]


    14 BOSCHI, Caio C. Irmandades, religiosidade e sociabilidades. In: RESENDE, M. Efigênia Lage de e VILLLALTA, Luis Carlos. (orgs.) História de Minas Gerais: as Minas setecentistas, v.2, p.77-108. [ Links ]


    15 Sobre essas questões, ver: TACHOT, Louise Bénat. La navegación hispánica en el Atlántico: aspectos laborales y técnicos (siglos XVI-XVII). In: PAIVA, Eduardo F. e ANASTASIA, Carla J. (orgs.) O trabalho mestiço: maneiras de pensar e formas de viver, séculos XVI a XIX. São Paulo: Annablume, 2002, p.79-104; [ Links ]

    Já no século XVIII, Colbert introduziu mudanças no sistema corporativo francês ligado à tecelagem. A produção de gobelins e de outros artigos de luxo, destinados à exportação, tornaram-se monopólio estatal. Sobre isso ver: DADOY, Mireille. La notion de métier: um operateur dans la formation et le marche du travaille. Educação & tecnologia. Belo Horizonte: CEFET, n.3, v.13, p.40, set/dez 2008. [ Links ]


    16 CHOLEAU, Jean. Métiers, confraries et corporations de Vitré avant la Revolution. Vitré: Imprimerie Chatelaudren, s/d, t.1, p.11-12. [ Links ]


    17 Sobre o trabalho indígena no Brasil, ver: LIMA, Carlos A. M. Artífices do Rio de Janeiro, 1790-1808. Rio de Janeiro: Apicuri, 2008, p.238-241; [ Links ]

    sobre o aluguel de escravos: LIBBY, Douglas C. Trabalho escravo e capital estrangeiro no Brasil: o caso do Morro Velho. Belo Horizonte: Itatiaia, 1984, [ Links ]


    18 SILVA, Marilene Rosa Nogueira da. Negros ao ganho: a nova face da escravidão. São Paulo: Hucitec, 1988. [ Links ]


    21 Sobre o cotidiano dos ateliês ver: GOURDEN, Gens de métiers & sans-culottes, p.55-96; ver também: MONTEIL, Alexis. Histoire de l'industrie française e de gens de métiers. Paris: Bibliothèque Nouvelle, t.2, 1872. [ Links ]


    22 SEWELL, William. Lavoro e rivoluzione in Francia. Il linguaggio operaio dall' ancient régime al 1848. Bologna: Il Mulino, 1987. [ Links ]


    23 Trecho da canção dos sapateiros, extraído de: GRIGAUT, M. Histoire du travail et des travailleurs, Paris: Delagrave, 1931. [ Links ]


    24 GOURDEN, Jean-Michel. Le peuple des Ateliers: les artisants du XIXe siècle. Paris: Ed Creaphis, 1992, p.28/29. [ Links ]


    25 DADOY, Mireille. La notion de metiér: un operateur dan la formation et le marche du travail. Educação & tecnologia, Belo Horizonte, v.13, n.3, 2008, p.40. [ Links ]


    26 SEE, H. Histoire economique de France. Paris: Armand Colin 1939, t.1, p.381. [ Links ]


    28 LIBBY, Douglas C. Habilidades, artífices e ofícios na sociedade escravista do Brasil colonial, p.57-74. Além dos trabalhos referenciados em sua bibliografia, ver; MARTINS, Monica de Souza N. Entre a cruz e o capital - as corporações de ofícios no Rio de Janeiro após a chegada da Família Real (1808-1824). Rio de Janeiro: Garamond, 2008, [ Links ]


    30 DEMBOUR & GANCEL. Le jeune industriel Alphabet complet des Arts et Métiers: contenant des connaissances utiles. Metz: Litographie Dembour e Gangel, 1850.p.32. [ Links ]


    34 HARDEY, J-P. e RUDDEL,D.T. Les apprentis artisans à Quebec, 1660-1815. Montreal: Presses de L'Université de Quebec, 1977, p.37-58. [ Links ]


    35 CLAES, Marie-Christine. Marcelin Jobard et le musée de l'industrie de Bruxelles. La revue: musée des arts et métiers-Innovations, collections, musées. Paris: CNAM, n.51/52, p.44-55, fev/2010. [ Links ]


    36 GUINOT, Jean-Pierre. Formation professionnelle et travailleurs qualifies depuis 1789. Paris: Domat-Mont chrestiaen, 1946, p.140-149. [ Links ]


    37 DEBRET, J. B. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. São Paulo: Martins Fontes/EDUSP, 1972. (Tradução e notas de Sérgio Milliet, notícia bibliográfica de Rubens Borba de Moraes). [ Links ]


    38 AZEVEDO, Paulo César e LISSOVSKY, Mauricio. (orgs.) Escravos brasileiros do século XIX na fotografia de Christiano Jr. São Paulo: Ex Libris, 1987. [ Links ]


    39 ALEXANDER, Abel e PRIAMO, Luiz. Recordando a Christiano. In: ALEXANDER, Abel, PRIAMO, Luiz e BRAGONI, Beatriz. Un país en transición: fotografias de Buenos Aires, Cuyo y el Noroeste:Christiano Jr., 1867-1883. Buenos Aires: Fundación Antorchas, 2002, p.22. [ Links ]


    41 Um estudo mais completo sobre a cultura visual dos chamados "tipos de rua", produzida por brasileiros e estrangeiros no Brasil do período encontra-se em: BORGES, Maria Eliza L. A escravidão em imagens no Brasil oitocentista. In: FURTADO, Júnia F. (org.) Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica: Europa, Américas e África. São Paulo: Annablume, 2005, p.333. [ Links ]


    42 Para as imagens de Marc Ferrez, ver: VASQUEZ, Pedro Karp. O Brasil na fotografia oitocentista. São Paulo: Metalivros, 2003; [ Links ]

    e O Brasil de Marc Ferrez. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2005; sobre o ateliê de Vincenzo Patore, ver: Vita Meridonale. Il Giorno - político, letterario ilustrato del mattino- Mercoledi-Giovedi, Napoli, n.327, Anno XII, p.s., 25-26 novembre, 1914 (a imagem aqui utiliza pertence ao Instituto Moreira Salles); para a produção de Eugène Atget, ver: LE GALL, Guillaume. Atget, Paris pittoresque. Paris: Hazan & Lumières, 1998. [ Links ]


    43 LODY, Raul. (curador) Arte do Barro e o olhar da arte/ Vitalino e Verger. Recife: Instituto Cultural Banco Real, 2009. [ Links ]


    45 BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, Marieta de M. e AMADO, Janaina. Usos & abusos da historia oral. 3 ed. Rio de Janeiro: FGV, 2000, p.183-192. [ Links ]