SciELO - Scientific Electronic Library Online

SciELO - Scientific Electronic Library Online

Referências do Artigo

BELLINI, Lígia  e  PACHECO, Moreno Laborda. Memória conventual e política em Portugal no Antigo Regime. Tempo [online]. 2012, vol.18, n.32, pp. 49-68. ISSN 1413-7704.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-77042012000100003.


    1 Não há um padrão estabelecido quanto às denominações que os autores dão aos seus escritos. Os termos "crônica", "história", "tratado" e "notícia" são em geral usados como equivalentes e intercambiáveis, fato também observado por Kate Lowe em seu estudo sobre crônicas conventuais femininas na Itália moderna. LOWE, K. Nuns' chronicles and convent culture in Renaissance and Counter-Reformation Italy. Cambridge: Cambridge University Press, 2003. cap. 1. [ Links ]

    É preciso notar, no entanto, que formulações encontradas em diversas crônicas religiosas setecentistas indicam uma valorização da história como superior às demais formas. Uma discussão das concepções estabelecidas no meio historiográfico moderno, as quais discriminam três tipos básicos de representação histórica - anais, crônicas e histórias - tendo como referência seu grau de "narratividade", encontra-se em WHITE, Hayden. The value of narrativity in the representation of reality. Critical Inquiry, Chicago, v. 7, n. 1, "On Narrative", p. 5-27, outono 1980. [ Links ]


    2 Ver BELLINI, Lígia; PACHECO, Moreno Laborda. Experiência e ideais de vida religiosa em mosteiros portugueses clarianos, nos séculos XVII e XVIII. Revista de História (USP), São Paulo, v. 160, p. 147-167, 2009; [ Links ]

    e BELLINI, Lígia. Cultura escrita, oralidade e gênero em conventos portugueses (séculos XVII e XVIII). Tempo, Rio de Janeiro, v. 29, p. 211-233, 2010. [ Links ]


    3 Diogo Barbosa Machado, na compilação de autores portugueses que produziu no século XVIII, atribui a obra a Maria do Sacramento. Biblioteca lusitana histórica, crítica e cronológica. 2. ed. Lisboa: Academia Real da História Portuguesa, 1930-1934. 4 v., t. 3, p. 423. [ Links ]

    Outros autores supõem uma autoria tripla, de Catarina das Chagas, Joanna da Piedade e Margarida da Trindade. Ver SOUSA, Ivo Carneiro de. Rainha D. Leonor (1458-1525). Poder, misericórdia, religiosidade e espiritualidade no Portugal do Renascimento. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2002. p. 499-500. [ Links ]


    4 PIEDADE, Antonio da. Espelho de penitentes, e chronica da Provincia de Santa Maria da Arrabida da regular, e mais estreita observancia da Ordem do Serafico Patriarca S. Francisco, no Instituto Capucho. Lisboa: Joseph Antonio da Sylva, Impressor da Academia Real, 1728. t. I; [ Links ]

    MARIA, Joseph de Jesus. Espelho de penitentes, e chronica de Santa Maria da Arabida em que se manifestam as vidas de muntos santos varoens de abalizadas virtudes, e outros que pella verdade da Fé sacrificàraõ as vidas destribuidas por todos os dias do anno. Lisboa Occidental: Officina de Joseph Antonio da Sylva, Impressor da Academia Real, 1737. [ Links ]


    7 PACHECO, Moreno Laborda. Quando as freiras faziam história: crônicas conventuais, autoria feminina e poder em Portugal no século XVII. Anais do Simpósio Nacional de História - Anpuh, História e ética, p. 6, jul. 2009. [ Links ]


    9 ALGRANTI, Leila Mezan. Livros de devoção, atos de censura: ensaios de história do livro e da leitura na América portuguesa (1750-1821). São Paulo: Hucitec/Fapesp, 2004. p. 60. [ Links ]


    10 CURTO, Diogo Ramada. A Restauração de 1640: nomes e pessoas. Península. Revista de Estudos Ibéricos, Porto, n. 0, p. 321-336 [p. 336], 2003. [ Links ]


    12 SÃO JOÃO. Tratado..., fol. 30; SOUSA, Ivo Carneiro de. Rainha D. Leonor (1458-1525). Poder, misericórdia... Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2002. p. 493. [ Links ]


    25 SARAIVA, António José; LOPES, Óscar. História da literatura portuguesa. Porto: Porto Editora, 2001. p. 85. [ Links ]


    26 BARANDA, Nieves. Mujer, escritura y fama: la Hespaña libertada (1618) de Doña Bernarda Ferreira de Lacerda. Península. Revista de Estudos Ibéricos, Porto, n. 0, p. 225-239, 2003. [ Links ]


    27 HERCULANO, Alexandre. Memória sobre a origem provável dos livros de linhagens. In: HERCULANO, Alexandre. Composições várias. Lisboa: Aillaud e Bertrand, 19[ [ Links ]


    28 MAGALHÃES, Joaquim Romero de. A sociedade. In: MATTOSO, José (Org.). História de Portugal: no alvorecer da modernidade. Lisboa: Editorial Estampa, 1993. v. III, p. 469-509. [ Links ]


    31 VALENSI, Lucette. Fábulas da memória - a batalha de Alcácer Quibir e o mito do sebastianismo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. [ Links ]


    33 HERMANN, Jacqueline. El Ksar El-Kebir. Narrativas e história sebástica na batalha dos três reis. Marrocos, 1578. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 45, p. 11-28 [p. 25], 2006. [ Links ]


    44 Portugal, Lisboa e a Corte nos reinados de D. Pedro II e D. João V. Memórias históricas de Tristão da Cunha de Ataíde, 1o conde de Povolide. Introdução António Vasconcelos de Saldanha e Carmen M. Radulet. Lisboa: Chaves Ferreira Publicações, 1990. p. 324-438; [ Links ]

    Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid. Documentos organizados e anotados por Jaime Cortesão. Rio de Janeiro: Ministério das Relações Exteriores, 1952. t. I. [ Links ]


    53 MOTA, Isabel Ferreira da. A Academia Real da História. Os intelectuais, o poder cultural e o poder monárquico no século XVIII. Coimbra: Edições Minerva, 2003. p. 21. [ Links ]