Toxicidade do cobre em Scinax ruber e Rhinella granulosa (Amphibia: Anura): Potencial do Modelo do Ligante Biótico para predizer a toxicidade em igarapés urbanos

Nos últimos anos foram registrados muitas extinções e declínios de populações de anuros. Eles estavam relacionados com a poluição do ambiente, a mudanças no uso da terra e ao surgimento de doenças. O principal objetivo deste estudo foi determinar a sensibilidade dos anuros amazônicos ao cobre. Os girinos de Scinax ruber e Rhinella granulosa no estadio 25 e os ovos de Scinax ruber foram expostos por 96 horas a concentrações de cobre entre 15 µg Cu L-1 a 94 µg Cu L-1. A CL50 -96 h dos girinos de Rhinella granulosa, dos girinos de Scinax ruber e dos ovos de Scinax ruber em águas pretas da Amazônia foram 23,48; 36,37 e 50,02 µg Cu L-1, respectivamente. O modelo do ligante biótico foi usado para prever os valores de CL50 para essas duas espécies e pode ser considerado uma ferramenta promissora para essas espécies tropicais e para essas condições de água. A Toxicidade de cobre depende da composição físico-química da água e do estagio larval dos girinos. O estadio 19-21 de Gosner (relacionados ao aparecimento das brânquias externas) são os mais vulnerável e o estagio de ovo é o mais resistente. Em caso de contaminação por cobre, os igarapés naturais devem ter uma atenção especial, uma vez que o cobre é mais biodisponível nesse ambiente.

anfíbios; CL50-96h; cobre; BLM; poluição das águas


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