Equações alométricas para estimar carbono e biomassa total, aérea e de raízes de campinaranas da Amazônia

Cecilia P.I.B. WOORTMANN Niro HIGUCHI Joaquim dos SANTOS Roseana P. da SILVA Sobre os autores

RESUMO

Entre as diversas fitofisionomias da Floresta Amazônica estão as campinas e campinaranas, que ocorrem sobre solos arenosos, ocupando 2,65% de seu território. Baseando-se no método direto, com a finalidade de estimar carbono e biomassa de uma campinarana na Amazônia Central, derrubamos, medimos e pesamos 89 árvores e outros componentes florestais em dez parcelas de 100 m² (10 x 10m) alocadas aleatoriamente, e mais 11 árvores fora das parcelas. A partir dos dados coletados, desenvolvemos equações alométricas para estimar a biomassa total, aérea e de raízes e o estoque de carbono para esse tipo florestal. A função Weibull foi utilizada para comprovar que a distribuição diamétrica das árvores coletadas é análoga a esse tipo florestal. Verificamos, ainda, qual o erro gerado ao se estimar a biomassa da campinarana utilizando equações desenvolvidas para florestas densas de terra-firme, e se o uso de um fator de correção baseado na altura dominante reduziria esse erro. O uso de equações alométricas é considerado o método mais preciso e rápido na obtenção da biomassa florestal, e é utilizado em questões ligadas, entre outras, às áreas de manejo florestal e de clima. Essas são as primeiras equações de biomassa total desenvolvidas para campinaranas nesta região da Amazônia. A melhor equação ajustada para estimar a biomassa total foi: ln(PFtotal) = -1,373 + 2,546 * ln(DAP) (R²=0,98; Sxy%= 4,19).

PALAVRAS-CHAVE:
modelagem; florestas sobre areia; mudanças climáticas

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