Polymorphisms in CYP2E1, GSTM1 and GSTT1 and anti-tuberculosis drug-induced hepatotoxicity

TAIS C. BRITO LIA G. POSSUELO ANDREIA R.M. VALIM PÂMELA F. TODENDI ANDREZZA W. RIBEIRO TATIANA S. GREGIANINI CARLA A. JARCZEWSKI MARA H. HUTZ MARIA LUCIA R. ROSSETTI ARNALDO ZAHA Sobre os autores

Durante o tratamento para tuberculose (TB) um dos efeitos adversos mais graves é a hepatite induzida por drogas (ATD) que tem sido associada a mutações nos genes que codificam as enzimas metabolizadoras destas drogas. A terapia de seis meses é composta por isoniazida, (INH), rifampicina (RMP), pirazinamida (PZA) e etambutol (EMB). N-acetiltransferase 2 (NAT2), citocromo P450 2E1 (CYP2E1) e glutationa-S-transferase (loci GSTM1 e GSTT1) estão envolvidos no metabolismo da isoniazida, o fármaco mais tóxico no tratamento da TB. Este estudo foi desenhado para estimar a frequência dos polimorfismos nos genes CYP2E1, GSTM1 e GSTT1 que estão relacionados com a resposta à essas drogas, e também identificar fatores clínicos de risco para ATD. Foram incluídos no estudo 245 pacientes brasileiros em tratamento para TB que foram genotipados utilizando a reação em cadeia de polímeras e sequenciamento dos polimorfismos. As frequências de alelos polimórficos CYP2E1 Rsal, Dral e PstIencontradas forame 8%, 8,5% e 12%, respectivamente. Os genes GSTM1 e GSTT1 estão ausentes em 42,9% e 12,4% da população, respectivamente. Quinze pacientes (6,1%) desenvolveram hepatotoxicidade. As características clínicas (HIV, sexo feminino e TB extrapulmonar) e NAT2 perfil de acetilação lenta estão em maior risco de ATD nesta população. Genótipo para GSTM1 e GSTT1 não mostrou nenhuma influência na resposta à droga.

Hepatotoxicidade; isoniazida; polimorfismos; tuberculose


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