Genetic and chemical diversity in seeds of cactus mandacaru (Cereus sp.) from two edaphoclimatic regions contrasting

Maycon R.R. Bevilaqua Arquimedes P. Santana Filho Claudete A. Mangolin Arildo J.B. Oliveira Maria De Fátima P.S. Machado Sobre os autores

A proposta deste estudo foi avaliar diferenças químicas, fisiológicas e genéticas em sementes de cactos do gênero Cereus (mandacaru) cultivadas nas regiões Nordeste (Picos, Estado do Piauí) e Sul (Maringá, Estado do Paraná) do Brasil. No período de oito dias, as temperaturas de 25°C e 30°C foram igualmente adequadas para a germinação de todas as sementes. O ácido oleico (C18:1) foi o ácido graxo mais comum encontrado nas sementes coletadas nas regiões Sul (41%) e Nordeste (45,5%). A análise de lipases indicou que as sementes de Maringá têm alta heterozigosidade média observada e esperada e que as sementes de Picos têm número mais alto de alelos por locos. Portanto, as sementes de mandacaru da região semiárida do Nordeste assim como as sementes do Sul (as duas regiões contrastantes do Brasil) são promissoras para a preservação da biodiversidade no genoma de mandacaru. A baixa identidade genética entre as sementes de Maringá e de Picos na análise do loco Lipase-5 (I = 0,77) sugere que as plantas de mandacaru de Maringá e de Picos podem corresponder a duas espécies: C. peruvianus e C. jamacaru, respectivamente.

Cactos; Cereus peruvianus; Cereus jamacaru; germinação de sementes; ácidos graxos; lípases; diversidade genética


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