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All green, but equal? Morphological traits and ecological implications on spores of three species of mosses in the Brazilian Atlantic forest

ADAÍSES S. MACIEL-SILVA FLÁVIA C.L. DA SILVA IVANY F.M. VÁLIO Sobre os autores

Esporos dos musgos tropicais Pyrrhobryum spiniforme, Neckeropsis undulata e N. disticha foram caracterizados quanto ao tamanho, número por cápsula e viabilidade. Substâncias químicas foram analisadas para P. spiniforme e N. undulata. O comprimento da seta esporofítica (habilidade de dispersão dos esporos) foi analisado em P. spiniforme. Quatro a seis colônias por espécie em cada localidade de estudo (Floresta de restinga e montana no Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil) foram visitadas para coleta de cápsulas (2008 – 2009). Neckeropsis undulata na Floresta montana produziu os maiores esporos (ca. 19 µm), com maior viabilidade. Os menores esporos foram encontrados em N. disticha na Floresta de restinga (ca. 13 µm). Pyrrhobryum spiniforme produziu mais esporos por cápsula na Floresta montana (ca. 150.000) do que na Floresta de restinga (ca. 40.000); setas esporofíticas mais longas na Floresta de restinga (ca. 64 mm) do que na montana (ca. 43 mm); e esporos de tamanho similar em ambas localidades (ca. 16 µm). Esporos de N. undulata e P. spiniforme contiveram lipídios e proteínas no citoplasma, e lipídios ácidos/neutros e pectinas na parede. Corpúsculos lipídicos foram maiores em N. undulata do que em P. spiniforme. Amido não foi registrado nos esporos. Pyrrhobryum spiniforme na Floresta montana, diferente da Floresta de restinga, caracterizou-se pelo baixo esforço reprodutivo, mas muitos esporos por cápsula.

briófitas; histoquímica; histórias de vida; tamanho do esporo; produção de esporos; florestas pluviais tropicais


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