Biologia da polinização de Paliavana tenuiflora (Gesneriaceae: Sinningeae) no nordeste do Brasil

Patrícia Alves Ferreira Blandina Felipe Viana Sobre os autores

No presente estudo a biologia floral, o sistema reprodutivo, os visitantes e os polinizadores de Paliavana tenuiflora foram analisados em campos rupestres na Chapada Diamantina, Mucugê, Bahia, Brasil. Paliavana tenuiflora é um arbusto com flores campanulares azul-violeta, com antese às 11:00 h, e duração das flores por aproximadamente seis dias. Grandes quantidades de néctar são produzidas (médias de volume 15,5µl, concentração 22,7% e teor de açúcar 5,0 mg µL-1). A produção de néctar não está relacionada com o período do dia, mas a concentração variou com o volume. A espécie é autocompatível, mas a formação de frutos depende de polinizadores. Apesar do néctar estar disponível de dia e de noite, P. tenuiflora se encaixa na síndrome de polinização por abelhas e, de fato, é polinizada por Bombus brevivillus. Entretanto, o beija-flor Phaethornis pretrei pode ser considerado polinizador ocasional, devido a seu comportamento e a baixa freqüência de visitas. Os resultados sugerem um sistema de polinização misto, porém a importância de P. pretrei como polinizador precisa ser mais bem avaliada.

Campos rupestres; polinização; sistema reprodutivo; Bombus brevivillus; Phaethornis pretrei; Bahia


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