O gênero Phacus (Euglenophyceae) em lago urbano subtropical, no Jardim Botânico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

The genus Phacus (Euglenophyceae), in a subtropical urban lake, in the Jardim Botânico of Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

Resumos

Este trabalho apresenta o gênero Phacus Duj. do "Lago da Ponte", localizado no Jardim Botânico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a 30°03'05"S e 51°10'34"W. O estudo do "Lago da Ponte" tem como objetivo a identificação de Phacus provenientes de 24 amostras coletadas com rede de plâncton, em duas margens do lago, com periodicidade mensal, de julho/2007 a junho/2008. Ainda, realizar a comparação da riqueza desse gênero nesse ambiente depois de sua transformação de banhado para lago, assim como, fornecer a amplitude das variáveis ambientais de ocorrência de cada táxon. Da análise qualitativa resultou o registro de 22 táxons em nível específico e infraespecífico, distribuídos em 18 variedades típicas, três variedades que não as típicas da espécie e uma forma que não a típica. Phacus brachykentron Pochm. e P. stokesii Lemm. são citados pela primeira vez no Rio Grande do Sul. Os táxons mais freqüentes foram: Phacus brachykentron Pochm., P. longicauda (Ehr.) Duj., P. hamatus Pochm, P. orbicularis Hübner e P. raciborskii Drez.var. longus Conf. A comparação da riqueza do banhado versus lago, segundo o índice de Sörensen, indicou baixa similaridade entre estes biótopos aquáticos, ocorrendo maior riqueza de Phacus no sistema lago.

Euglenophyta; taxonomia de Phacus; distribuição; sul do Brasil


This study focused on the genus Phacus Duj. of "Lago da Ponte," located in the Jardim Botânico of Porto Alegre, Rio Grande do Sul (30°03'05"S and 51°10'34"W). The study of "Lago da Ponte" aimed to identify Phacus species from 24 samples collected monthly (from July/2007 to June/2008) using a plankton net along two margins of the lake. Other goals of this study were to compare the richness of this genus in this environment because it was transformed from a swamp to a lake, and to supply with the amplitude of the environmental variable of occurrence of each taxon. Based on the qualitative analysis, 22 specific and infra-specific taxa were recorded. These were distributed in 18 typical varieties, three varieties that were not typical of the species, and one in a form that was not typical. Phacus brachykentron Pochm. and P. stokesii Lemm. are cited for the first time for Rio Grande do Sul. The most frequent taxa were the following: Phacus brachykentron Pochm., P. longicauda (Ehr.) Duj., P. hamatus Pochm, P. orbicularis Hübner and P. raciborskii Drez.var. longus Conf. The comparison of richness of the swamp versus lake, according to the Sörensen index, indicated low similarity between these aquatic biotopes, with a greater Phacus richness in the lake system.

Euglenophyta; taxonomy of Phacus; distribution; south of Brazil


ARTIGOS ARTICLES

O gênero Phacus (Euglenophyceae) em lago urbano subtropical, no Jardim Botânico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

The genus Phacus (Euglenophyceae), in a subtropical urban lake, in the Jardim Botânico of Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil

Sandra Maria Alves-da-Silva1 1 Autor para correspondência: alvesdasilva@fzb.rs.gov.br ; Viviane Camejo Pereira; Clarissa Silva Moreira; Francieli Friedrich

Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Seção de Botânica de Criptógamas, Porto Alegre, RS, Brasil

RESUMO

Este trabalho apresenta o gênero Phacus Duj. do "Lago da Ponte", localizado no Jardim Botânico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a 30°03'05"S e 51°10'34"W. O estudo do "Lago da Ponte" tem como objetivo a identificação de Phacus provenientes de 24 amostras coletadas com rede de plâncton, em duas margens do lago, com periodicidade mensal, de julho/2007 a junho/2008. Ainda, realizar a comparação da riqueza desse gênero nesse ambiente depois de sua transformação de banhado para lago, assim como, fornecer a amplitude das variáveis ambientais de ocorrência de cada táxon. Da análise qualitativa resultou o registro de 22 táxons em nível específico e infraespecífico, distribuídos em 18 variedades típicas, três variedades que não as típicas da espécie e uma forma que não a típica. Phacus brachykentron Pochm. e P. stokesii Lemm. são citados pela primeira vez no Rio Grande do Sul. Os táxons mais freqüentes foram: Phacus brachykentron Pochm., P. longicauda (Ehr.) Duj., P. hamatus Pochm, P. orbicularis Hübner e P. raciborskii Drez.var. longus Conf. A comparação da riqueza do banhado versus lago, segundo o índice de Sörensen, indicou baixa similaridade entre estes biótopos aquáticos, ocorrendo maior riqueza de Phacus no sistema lago.

Palavras-chave: Euglenophyta, taxonomia de Phacus, distribuição, sul do Brasil

ABSTRACT

This study focused on the genus Phacus Duj. of "Lago da Ponte," located in the Jardim Botânico of Porto Alegre, Rio Grande do Sul (30°03'05"S and 51°10'34"W). The study of "Lago da Ponte" aimed to identify Phacus species from 24 samples collected monthly (from July/2007 to June/2008) using a plankton net along two margins of the lake. Other goals of this study were to compare the richness of this genus in this environment because it was transformed from a swamp to a lake, and to supply with the amplitude of the environmental variable of occurrence of each taxon. Based on the qualitative analysis, 22 specific and infra-specific taxa were recorded. These were distributed in 18 typical varieties, three varieties that were not typical of the species, and one in a form that was not typical. Phacus brachykentron Pochm. and P. stokesii Lemm. are cited for the first time for Rio Grande do Sul. The most frequent taxa were the following: Phacus brachykentron Pochm., P. longicauda (Ehr.) Duj., P. hamatus Pochm, P. orbicularis Hübner and P. raciborskii Drez.var. longus Conf. The comparison of richness of the swamp versus lake, according to the Sörensen index, indicated low similarity between these aquatic biotopes, with a greater Phacus richness in the lake system.

Key words: Euglenophyta, taxonomy of Phacus, distribution, south of Brazil

Introdução

Os estudos de fitoplâncton de lagos urbanos vêem assumindo grande importância, principalmente devido esses lagos propiciarem benefícios promovidos pela qualidade cênica à população urbana (Nogueira et al. 2008).

A capital do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre é rica em corpos d'água artificiais distribuídos em parques que são destinados a áreas de lazer da população, mas quase inexistem estudos da comunidade fitoplanctônica nesses lagos, especialmente trabalhos ecológicos que abordem o grupo das Euglenophyta. No Rio Grande do Sul, estudos taxonômicos de Euglenophyta em lagos urbanos foram realizados por Franceschini (1992), Alves-da-Silva & Torres (1992, 1994 a, b, c), Alves-da-Silva & Ávila (1995). No país destacam-se os trabalhos de Branco & Senna (1996), Ferragut et al. (2005), Ferreira & Menezes (2000), Giani et al. (1999), Goulart et al. (2002), Heckmann et al. (1993), Huzsar et al. (1990), Kepeller et al. (2002), Martins et al. (1991), Nogueira & Rodrigues (1999), Nogueira et al. (2008), Silva (1999), Tucci et al. (2006), entre outros que citam Euglenophyta em lagos ou lagoas urbanas. No Brasil e no exterior existem poucos estudos de cunho ecológico de Euglenophyta (Alves-da-Silva et al. 2007, Conforti 2005, Pereira & Azeiteiro 2003, Wolowski 1998), via de regra, espécies do grupo são citadas integrando a comunidade fitoplanctônica.

Com objetivo de ampliar o conhecimento destas algas neste tipo de ambiente foi iniciado em agosto de 2007 o trabalho "Estudo taxonômico e variação sazonal de Euglenophyceae pigmentadas no "Lago da Ponte" do Jardim Botânico de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil", que revelou alta riqueza de Euglenophytceae, razão dos resultados serem publicados em vários artigos, sendo Phacus Duj. o primeiro gênero a ser abordado.

O Jardim Botânico de Porto Alegre possui dois lagos denominados localmente de "Lago das Tartarugas" e "Lago da Ponte". Para o estudo das Euglenophyceae pigmentadas foi escolhido o "Lago da Ponte" que anteriormente era um banhado que foi transformado em lago em 2003, com a retirada de gramíneas e adição de água. Este ambiente foi transformado com a finalidade de harmonia paisagística. Atualmente é mantido predominantemente pela água das chuvas, possuindo em seu espelho d´água uma macrófita aquática do gênero Salvinia auriculata Aubl., abrigando peixes como carpa capim, dois cisnes preto e cágados. A decomposição da macrófita associada à ração fornecida aos cisnes e às fezes dos animais de espécies ali existentes propicia a existência de Euglenophyta, pois este grupo de algas tem sido amplamente citado como importante indicador de águas com alto teor de matéria orgânica (Sladecék 1973, Reynolds et al. 2002; Round 1983).

O gênero Phacus pertence à divisão Euglenophyta, classe Euglenophyceae, possuindo cerca de 150 espécies (Bourrelly 1970). Os indivíduos são organismos unicelulares, livres natantes graças à presença de um flagelo emergente, possuem células nuas, achatadas (foliáceas), película rígida, com estrias longitudinais ou helicoidais, forma ovada a fusiforme, alguns têm projeções aliformes (em forma de asas), no pólo posterior da célula possuem processo caudal de comprimento variável conforme a espécie. Em vista apical podem apresentar forma elíptica, botuliforme, triangular ou trirradiada. Podem ocorrer em lagos, banhados, canais, lagoas, rios, arroios e açudes ricos em matéria orgânica, sendo muitos euplantonicos. Segundo Pereira & Azeiteiro (2003) os gêneros Phacus, Euglena e Trachelomonas podem ser encontrados em locais com fezes e urina podendo aí se desenvolver facilmente e em alta abundância.

Alves-da-Silva & Torres (1994 b) realizaram estudo do gênero Phacus no antigo banhado do Jardim Botânico, resultados que serão comparados com os presentemente obtidos. Destaca-se que a comparação da comunidade de Euglenophyceae pigmentadas de um banhado transformado em lago é pioneira para o estado e país.

O objetivo do presente trabalho foi realizar o levantamento de Phacus do Lago da Ponte, ampliar o conhecimento e a distribuição geográfica do gênero no estado e país, além de realizar a comparação da riqueza dos táxons registrados no banhado, e agora no lago, e fornecer amplitudes de variáveis abióticas do ambiente em que cada táxon ocorreu durante o estudo.

Material e métodos

O estudo do gênero Phacus Duj. foi realizado no Jardim Botânico de Porto Alegre, com área de 39 ha, localizado a 30°03'05"S e 51°10'34"W, em Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul. A coleta das amostras no "Lago da Ponte" foi realizada em duas margens opostas (estações 1 e 2), através da passagem de rede de plâncton, com 25 μm de abertura de malha, na subsuperfície da água, com periodicidade mensal, entre julho/2007 a junho/2008, abrangendo as quatro estações do ano. As amostras foram conservadas com formaldeído a 4%. Concomitantemente, foi coletada água do local para análise em laboratório de oxigênio dissolvido, sílica, matéria orgânica, amônia e, em alguns meses ortofosfato, segundo APHA (1995). No local foi medida a temperatura da água, pH (com potenciômetro modelo DMPH-P, profundidade e transparência com disco de Secchi e condutividade elétrica da água com condutivímetro Digimed, modelo CD-28). Enquanto as coletas das amostras no banhado foram realizadas também com a passagem da rede de plâncton na subsuperfície da água, com periodicidade mensal entre março de 1988 a março de 1989, abrangendo as quatro estações do ano.

Os dados da precipitação pluviométrica foram obtidos do 8º Distrito de Meteorologia - INMET, Instituto Nacional de Meteorologia do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, que possuem uma Estação Meteorológica próxima da área de estudo.

A análise do material qualitativo foi realizada com amostras viva e fixada entre lâmina e lamínula com auxílio de um microscópio Leica-DMLS com ocular-micrometrada e os desenhos confeccionados com auxílio de câmara-clara acoplada a este sistema óptico.

Para avaliação da similaridade entre as riquezas de Phacus no banhado e no lago foi utilizado o IS - Índice de Similaridade de Sörensen. A riqueza específica é o número de táxons presentes em cada amostra.

Com relação à freqüência de ocorrência, os gêneros de Phacus foram classificados como: constantes (freqüência maior do que 50%), comuns (freqüência entre 10% e 50%) e raros (freqüência menor que 10%).

Todas as amostras estão depositadas na coleção de algas do Herbário Prof. Dr. Alarich R. H. Schultz (HAS) no Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (Tab. 1).

O trabalho apresenta as dimensões celulares, relação entre o comprimento e a largura celular (Rc/l), ilustrações, distribuição geográfica no país, alguns comentários e descrições completa somente dos táxons ainda não citados no Rio Grande do Sul, além da amplitude de variáveis abióticas em que cada espécime ocorreu na área de estudo (Tab. 2).

Para a identificação específica e infra-específica dos táxons foram utilizadas obras básicas como: Huber-Pestalozzi (1955), Németh (1980), Pochmann (1942), Shi et al. (1999), Starmach (1983), Tell & Conforti (1986), Weik (1967), além de trabalhos do grupo como: Alves-da-Silva & Bridi (2004), Alves-da-Silva & Torres (1994b), Cecy (1990), Conforti (1994), De-Lamonica-Freire, C. Bicudo & Castro (1992), Jati & Train (1994), Menezes (1991), Menezes & Ferreira (2000) e Xavier (1989; 1994), além de trabalhos recentes envolvendo biologia molecular como: Kosmala et al. ( 2007), entre outros.

Resultados e discussão

Dentre as 24 amostras analisadas, 23 apresentaram representantes do gênero Phacus Duj., permitindo a identificação de 22 táxons em nível específico e infraespecífico, distribuídos em 18 variedades típicas, três variedades que não as típicas da espécie e uma forma que não a típica.

Levantamento taxonômico

EUGLENACEAE

Phacus Dujardin 1841.

1. Phacus acuminatus Stokes var. variabilis (Lemm.) Pochm. Arch. Protistenk., 95(2): 143, fig. 32g-h. 1942.

Fig. 1 - 2

Célula amplamente ovada, 26-30 µm compr., 20-23 µm larg.; Rc/l=1,2-1,3

Material examinado: HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107576, HAS 107577, HAS 107794, HAS 107797, HAS107821.

Distribuição Geográfica no Brasil: Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.

2. Phacus brachykentron Pochm., Arch. Protistenk. 95: 145, fig. 33. 1942.

Fig. 3-8

Célula ovada, 26-29 µm compr., 17-20 µm larg.; Rc/l=1,4-1,6; vista apical amplamente elíptica; sulco subapical com 2/3 do comprimento celular; pólo anterior ligeiramente afilado, arredondado; pólo posterior com processo caudal breve e curto; película hialina, estrias longitudinais acompanhando a torção da célula; cloroplastos numerosos, discóides; grãos paramidos anelares centrais 2, e outro excêntrico, o paramido central maior, com margem levemente crenulada ou não; em vista lateral paramidos em forma de carretel; núcleo posterior; flagelo 0,5 a uma vez do comprimento celular.

Material examinado: HAS107568, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107576, HAS107577, HAS107794, HAS107797, HAS107803, HAS107809, HAS107812, HAS107815, HAS107818.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraná. Primeira citação para o Rio Grande do Sul.

3. Phacus caudatus Hübner, Prog. r. Stral., p. 5, fig. 5. 1886.

Fig. 9-12

Célula elíptica; 32-34 µm compr., 14-15 µm larg.; Rc/l=2,3-2,5.

Material examinado: HAS107574, HAS107577, HAS107794, HAS107597.

Distribuição Geográfica no Brasil: Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro.

4. Phacus contortus Bour., In Bourrelly & Manguin, Algues d'eau douce Guad. Dep., 177, pl. 22, figs. 271-277, 1952.

Fig. 13-16

Célula ovada, assimétrica, torcida, margens diferentemente espessadas, a maior aliforme expandida posteriormente, 40-48,5 µm compr., 30-32 µm larg.; Rc/l=1,3-1,6.

Material examinado: HAS107568, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS 107576, HAS107794, HAS 107797, HAS107812, HAS107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo.

5.Phacus curvicauda Swir., Arch. Hydrobiol. Planktonk., 10: 333, pl. 2, fig. 13-16. 1915.

Fig. 17-20

Célula amplamente ovada, assimétrica, torcida, margens igual ou desigualmente espessadas 32-34 µm compr., 23-25 µm larg.; Rc/l=1,3-1,4.

Material examinado: HAS107568, HAS107577.

Distribuição Geográfica no Brasil: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins.

6.Phacus hamatus Pochm., Arch. Protistenk., 95(2):182, fig. 86a-f, 1942.

Fig. 21-24

Célula ovada; lado ventral côncavo, lado dorsal convexo; corte óptico transversal poculiforme, 35-48 µm compr., 25-35 µm larg.; Rc/l= 1,3-1,7

Material examinado: HAS107566, HAS107568, HAS107569, HAS107570, HAS107571, HAS107572, HAS107573, HAS107575, HAS107576, HAS107577, HAS107794, HAS107797, HAS107803, HAS107806, HAS107809, HAS107812, HAS107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia.

7. Phacus horridus Pochm., Arch. Protistenk., 95(2): 239, fig. 163 a- b. 1942.

Fig. 25

Célula napiforme; película com espinhos curvados em direção ao pólo posterior, 36-40 µm compr., 24-26,5 µm larg.; Rc/l=1,4 -1,5.

Material examinado: HAS107570, HAS107571, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107794, HAS107803, HAS107812

Distribuição Geográfica no Brasil: Acre, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul.

8. Phacus lefevreiBour., In Bourrely & Manguin, Algues d'eau douce Guad. Dep., 177, pl. 21, figs. 235-240, 1952.

Fig. 26-27

Células amplamente ovada, 50-55 µm compr., 42-44 µm larg.; Rc/l=1,1-1,3.

Material examinado: HAS107569, HAS107794.

Distribuição Geográfica no Brasil: Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia.

9.Phacus longicauda (Ehr.) Duj., Infus., p. 337, pl. 5, fig. 6, 1841.

Fig. 28

Célula obovada, 95-126 µm compr., 38-48 µm larg.; Rc/l=2,4-3,0.

Material examinado: HAS107567, HAS107569, HAS107571,HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107576, HAS107577, HAS107794, HAS107797, HAS107800, HAS 107803, HAS107806, HAS107809, HAS107812, HAS107815, HAS107818, HAS 107821.

Distribuição Geográfica no Brasil: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina, São Paulo.

10.Phacus onyx Pochm., Arch. Protistenk. 95:192, fig. 98. 1942.

Fig. 29

Célula ovada, com reentrância na margem lateral; processo caudal curvado, 43-51 µm compr., 32-36 µm larg.; Rc/l=1,3-1,5.

Material examinado: HAS103571, HAS107573, HAS107574, HAS107575.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rondônia, Tocantins.

11. Phacus onyx Pochm. var. simetrica Tell & Domitrovic, Nova Hedwigia 41: 360, pl. 7, fig. 9. 1985.

Fig. 30

Célula arredondada, ovada, simétrica; com reentrância ou não na margem lateral da película; processo caudal reto; 40-53 µm compr., 29 -34 µm larg.; Rc/l=1,4-1,6.

Material examinado: HAS107568, HAS107569, HAS103571, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107794, HAS107800.

Distribuição Geográfica no Brasil: Goiás, Rio Grande do Sul.

12. Phacus orbicularis Hübner, Prog. Realgym. Stralsund., p. 5, fig. 41, 1886.

Fig. 31-32

Célula ovada; película com estrias transversais entre as longitudinais; 63-87 µm compr., 42-52 µm larg.; Rc/l=1,3-1,6

Material examinado: HAS107568, HAS107569, HAS107570, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107577, HAS107794, HAS107797, HAS107800, HAS 107803, HAS107806, HAS107809, HAS107821.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo.

13. Phacus orbicularis Hübner f. communis Pop., Opred. Presnov. Vodor. SSSR 7:229, fig. 99: 2-4. 1955.

Fig. 33-34

Célula ovada, 42-45 µm compr., 34-35 µm larg.; Rc/l=1,2-1,3. Diferencia-se da variedade típica pelas menores dimensões e pela presença de um paramido discóides, central ocupando quase toda largura celular.

Material examinado: HAS 107567, HAS107572, HAS107575, HAS107794, HAS107797, HAS107800, HAS107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Rio Grande do Sul. Segundo registro para o Brasil.

14.Phacus pleuronectes (O. F. Müller) Duj., Hist. Nat. Zooph.: 336, pl. 5, fig. 5, 1841.

Fig. 35-36

Célula ovada; 43-46 µm compr., 36-38 µm larg.; Rc/l=1,1-1,3.

Material examinado: HAS107565, HAS107569, HAS1075570, HAS107572, HAS107573, HAS107575, HAS107797.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins.

15. Phacus pseudobicarinatus Alves-da-Silva & C. Bicudo, Revista Brasil. Bot., 32 (2): 253-270, fig. 66-76. 2009.

Fig. 37-42

Célula ovada, fortemente assimétrica; 28-32 µm compr., 23-25µm larg.; Rc/l=1,2-1,4; com expansão no lado dorsal aliforme oblíqua; estrias transversais entre as longitudinais.

Material examinado: HAS107571, HAS107572, HAS107574, HAS107575.

Distribuição Geográfica no Brasil: Rio Grande do Sul. Segundo registro para o Brasil.

16. Phacus raciborskii Drez. var. longus Conforti, Cryptogamie, Algol., 10 (1): 73, fig. 3 a-e. 1989.

Fig. 43, 44

Célula retangular ou oblonga, dobradas em forma de sela, 43-50 µm compr., 15-18 µm larg.; Rc/l=2,6 -2,8.

Material examinado: HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107577, HAS107594, HAS107797, HAS107803, HAS107806, HAS107809, HAS107812, HAS 107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Rio Grande do Sul.

17. Phacus stokesii Lemm., Ber. Dtsch. Bot. Ges.19: 88. 1901.

Fig. 45-47

Célula amplamente elíptica; 56-58 µm compr., 42,5-43 µm larg.; Rc/l=1,3; vista apical levemente triangular; pólo anterior arredondado, abertura do canal subapical que se extende quase até o extremo posterior; pólo posterior atenuado em processo caudal muito curto, mamilado; película com estrias longitudinais; cloroplastos numerosos, discóides, ca. de 2 µm de diâmetro; paramidos numerosos, discóides, de 6-8 µm de diâmetro.

Material examinado: HAS107572, HAS107794.

Distribuição Geográfica no Brasil: Rio de Janeiro. Primeira citação para o Rio Grande do Sul.

18. Phacus suecicus Lemm., Süsswar.-Flora Detl. Ost. Schweiz, 2(2):139, fig. 49, 1913.

Fig. 48-49

Célula napiforme a ovada, simétrica; 26-36,5 µm compr., 18-23 µm larg.; Rc/l=1,5-1,6.

Material examinado: HAS107570, HAS107571, HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS 107575, HAS 107797, HAS107812, HAS107815, HAS107821.

Distribuição Geográfica no Brasil: Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo.

19.Phacus tortus (Lemm.) Skv., Ber. dt. Bot. Ges., 46(2):110, pl.2, fig. 9-10. 1928

Fig. 50,51

Célula ovada, torcida 1 volta completa na região mediana, estrias transversais entre as longitudinais; 68 - 85,5 µm compr., 32-38 µm larg.; Rc/l=1,8-2,2.

Material examinado: HAS107572, HAS107573, HAS107574, HAS107575, HAS107576, HAS107794, HAS107797, HAS107800, HAS107806, HAS107809.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul (como P. longicauda var. tortus), Rondônia, Santa Catarina (como P. longicauda var. tortus), São Paulo.

A circunscrição de P. tortus é confusa, por apresentar morfologia semelhante a outros táxons que apresentam torção celular, ao ponto de ser difícil distingui-lo de P. sesquitortus Pochm. e P. helicoides Pochm., pois somente o grau de torção da célula é que separa as espécies. Segundo bibliografia Phacus tortus apresenta uma torção completa na região mediana da célula, P. sesquitortus uma e meia e P. helicoides duas torções celulares. No presente estudo foram observados indivíduos que poderiam ser identificados como P. tortus e P. sesquitortus. Mas como os espécimes semelhantes a P. sesquitortus apresentaram estrias transversais entre as longitudinais, optou-se por considerar estes indivíduos como sinônimo taxonômico de P. tortus. Corroborando a proposta de Huber-Pestalozzi (1955) que se considerasse P. helicoides Pochm. e P. sesquitortus Pochm. em nível de variedade de P. tortus (Lemm.) Skv., porque fatores ambientais como temperatura, luz e pH podem afetar o grau de torção celular.

20.Phacus triqueter (Ehr.) Perty, Kenntn. Kleinst. Lebensf. 164. 1852.

Fig. 52-53

Células ovada, vista apical triangular, 70 -83 µm compr., 45,5-49 µm larg.; Rc/l=1,6 -1,8.

Material examinado: HAS107574, HAS107794, HAS107800, HAS107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins.

21.Phacus undulatus (Skv.) Pochm., Arch. Protistenk., 95(2): 191, fig. 95-96. 1942.

Fig. 54

Célula ovada, com reentrâncias nas margens laterais, 75 -78 µm compr., 43-44 µm larg.; Rc/l=1,7

Material examinado: HAS107800, HAS107803.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul.

22.Phacus viguieri Allorge & Lef., Bull. Soc. Bot. France 72: 129, figs. 52-54. 1931.

Fig. 55-56

Célula amplamente ovada, 22,5-26 µm compr., 20-22,5 µm larg.; Rc/l=1,0.

Material examinado: HAS107573, HAS107815.

Distribuição Geográfica no Brasil: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul.

Variáveis ambientais

O "Lago da Ponte" é um ambiente raso com profundidade máxima de 1 m. Entre os dois locais amostrados, a estação 1 possui maior profundidade, variando de 0,30 m a 1 m e a estação 2, de 0,10 m a 0,35 m. A transparência foi alta e quase total em todo período de estudo. É um lago ácido com pH que oscilou de 5,7 a 6,3, apresentou ampla variação de: oxigênio dissolvido (1,3 e 8,2 mg L-1), de temperatura da água (11,3 a 27,3 ºC), de sílica (1,0 a 32,3 mg L-1), de condutividade elétrica (72,4 a 164,1 µS cm-1), de concentrações de matéria orgânica (6,7 e 11 mg L-1) e de amônio (50 a 150 µg L-1) e o ortofosfato (apesar de não ser medido em todo o período) apresentou alta concentração com até 190 µg L-1 (Tab.2). Pereira & Azeiteiro (2003) e Alves-da-Silva et al. (2007) também registraram algumas espécies de Phacus em condições de ambientes moderadamente à poluído por matéria orgânica. Corroborando os estudos de Sladecék (1973) que cita espécies deste gênero como indicadoras de tais condições. A Tab. 2 mostra as amplitudes mínimas e máximas de ocorrência dos táxons de Phacus no lago.

Apesar de Weik (1967) citar que Phacus mostra preferência por águas quentes, ricas em nutrientes orgânicos com pH neutro a levemente alcalino, existindo, entretanto, algumas espécies que podem tolerar condições mais ácidas, tal como ocorreu no Lago da Ponte. No Rio Grande do Sul este gênero tem sido encontrado mais em ambientes ácidos a levemente alcalinos (Alves-da-Silva & Torres 1994 a; Alves-da-Silva & Bicudo 2009 e Alves-da-Silva & Bridi 2004).

Riqueza e variação sazonal

Os ecossistemas artificiais urbanos são desenvolvidos com a finalidade de harmonia paisagística e proporcionar ao homem maior contato com a natureza. Entretanto, nos ecossistemas fechados, alguns grupos de algas podem desenvolver altas densidades populacionais, inibindo, até mesmo, o crescimento de outros organismos (Round 1983). No lago da Ponte foi observada ao longo do estudo intensas florações de duas bacilariofíceas, Aulacoseira granulata (Ehr.) Sim. e Aulacoseira ambigua (Grunow) Sim. (média de 2500 filamentos por lâmina) e de uma dinofícea Peridinium gatunense Nyg. (média de 2000 indivíduos por lâmina). Em alguns meses destacaram-se, também, pelo elevado número, as clorofíceas Desmodesmus opoliensis (Richter) Heg., Desmodesmus quadricauda (Turp.) Bréb., Scenedesmus acuminatus (Lag.) Chod., Ankistrodesmus bibraianus (Reinsch) Kors., Dictyosphaerium pulchellum Wood e Pediastrum duplex Meyen. Devido às florações de bacilariofíceas e dinofíceas, apesar da alta riqueza de Euglenofíceas foi verificado baixo número de indivíduos por lâmina de Phacus (<cinco indivíduos). Destacando-se, entretanto Phacus longicauda por apresentar em maio de 2008 na estação 1 (20 indivíduos por lâmina), e na estação 2 (> 60 indivíduos por lâmina).

O lago apresentou riqueza máxima de 15 táxons (Fig. 57) que pode ser considerada alta se comparada com os resultados de Alves-da-Silva & Bridi (2004) e Alves-da-Silva & Fortuna (2008) que estudaram, respectivamente, 26 e 11 diferentes ambientes aquáticos registrando riqueza máxima de 19 e 30 táxons de Phacus ou Alves-da-Silva & Bicudo (2009) que estudaram um reservatório raso e registraram riqueza máxima de somente 10 táxons do gênero.

A Fig. 57 mostra a variação sazonal qualitativa de Phacus, com maiores riquezas verificadas na primavera e verão (novembro, dezembro/2007 e fevereiro/2008). Resultados semelhantes aos registrados por Alves-da-Silva & Bridi (2004); Alves-da-Silva & Bicudo (2009); Alves-da-Silva & Fortuna (2008); Alves-da-Silva & Torres (1994 b); corroborando que a riqueza das Euglenophyta é favorecida em temperaturas mais elevadas (> 17ºC). A exceção no verão foi janeiro/2008 quando a riqueza foi baixa, possivelmente pela precipitação pluviométrica que foi metade da média histórica do mês, altas temperaturas (>26º), cobertura quase total do lago pela Salvinia auriculata, intensa floração de Peridinium gatunsense (média de 3500 indivíduos por lâmina) e Aulacoseira ambigua (média de 3000 filamentos por lâmina) e também alto número de indivíduos por lâmina de várias espécies de clorofíceas.

As menores riquezas foram verificadas no inverno e outono, destacando-se a estação 1, em julho/2007, quando não foi registrado nenhum táxon do Phacus. Mas apesar da ausência de representantes deste gênero foram registrados quatro táxons de Euglenophyta. Neste mês a precipitação foi 178,6 mm, bem superior a média histórica do mês (121,7 mm), chovendo 72,6 mm na semana que antecedeu a coleta. Possivelmente a alta pluviosidade, com conseqüente diluição dos nutrientes e temperatura da água baixa (12,9 ºC) foram fatores que podem ter influenciado a ausência do gênero, neste local.

Frequência

Quanto à freqüência de ocorrência os táxons constantes foram: P. brachykentron, P. hamatus, P. longicauda, P. orbicularis e P. raciborskii var. longus; os comuns: P. acuminatus var. variabilis, P. contortus, P. horridus, P. tortus, P. pseudobicarinatus, P. onyx var. onyx, P. onyx var. simetrica, P. orbicularis f. communis, P. pleuronectes, P. suecicus e P. triqueter, enquanto os raros foram: P. curvicauda, P. lefevrei, P. undulatus e P. viguieri.

Distribuição

Phacus longicauda e P. hamatus apresentaram a maior distribuição no lago, ocorrendo em 79,2 e 71%, respectivamente, do total das amostras analisadas.

Phacus brachykentron, P. contortus, P. hamatus, P. longicauda, P. orbicularis, P. orbicularis f. communis e P. tortus ocorreram nas quatro estações do ano, enquanto os demais foram registrados em uma, duas ou três estações.

Phacus brachykentron e P. stokesii são registrados pela primeira vez no Rio Grande do Sul e P. pseudobicarinatus, P. orbicularis f. communis e P. stokesii são segundo registros no país. Enquanto os outros táxons já haviam sido reportados em ecossistemas aquáticos do Estado.

Dos 22 táxons registrados P. contortus. P. curvicauda, P. longicauda, P. pleuronectes, P. tortus, e P. orbicularis apresentam maior distribuição no Brasil.

Comparação entre ambientes aquáticos

Phacus hamatus, P. onyx var. simetrica, P. orbicularis, P. pleuronectes e P. tortus ocorreram tanto no sistema banhado como no lago, estes táxons já foram registrados em diferentes biótopos aquáticos no estado e país e se caracterizam por suportarem grandes amplitudes ambientais. Com exceção de P. onyx var. simetrica, os quatro outros táxons possuem distribuição cosmopolita.

A comparação do número de táxons de Phacus registrados no banhado (10) e agora no lago (22) utilizando-se o índice de Sorensen foi baixo (31,2%), indicando baixa similaridade entre estes dois biótopos aquáticos, ocorrendo maior riqueza de Phacus no sistema lago. Resultado inverso ao encontrado por Alves-da-Silva & Fortuna (2008) que verificaram maior riqueza do gênero em banhados na Planície Costeira do Rio Grande do Sul, ambientes com grande decomposição de macrófitas aquáticas. Este estudo confirma que a riqueza deste gênero independe do tipo de sistema aquático, sendo mais importante que o ambiente apresente mediana eutrofização natural ou antropogênica.

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela concessão das Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) às co-autoras Francieli Friedich (Proc. 100246/2007-9), Viviane Camejo Pereira (Proc. 104846/2008-9) e Clarissa Silva Moreira (Proc.103528/2009-1). Ao químico da Seção de Botânica de Criptógamas do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Manoel Luis Nunes pelo auxílio nas coletas e análises químicas. À Saionara Eliane Salomoni pela identificação de Aulacoseira ambigua. À Rejane Rosa pela cobertura à nanquim dos desenhos.

Recebido em 7/06/2010

Aceito em 29/07/2011

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    30 Nov 2011
  • Data do Fascículo
    Set 2011

Histórico

  • Recebido
    07 Jun 2010
  • Aceito
    29 Jul 2011
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