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Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Volume: 121, Número: 2, Publicado: 2024
  • Associação do Nível de ST2 Solúvel com Mortalidade em 6 Meses e/ou Hospitalização Recorrente Relacionada a Doenças Cardiovasculares em Embolia Pulmonar Artigo Original

    Gunes, Hakan; Gunes, Handan; Dagli, Musa; Kirişçi, Mehmet; Özbek, Meryem; Atilla, Nurhan; Yılmaz, Mehmet Birhan

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: A associação de supressão solúvel da tumorigênese-2 (sST2) com prognóstico em embolia pulmonar (EP) é desconhecida. Objetivo: Este estudo teve como objetivo investigar a relação entre os níveis de sST2 em pacientes com EP aguda e mortalidade em 6 meses e hospitalizações recorrentes. Métodos: Este estudo prospectivo incluiu 100 pacientes com EP aguda. Os pacientes foram classificados em dois grupos de acordo com a mortalidade em 6 meses e a presença de hospitalizações recorrentes relacionadas a doenças cardiovasculares. Dois grupos foram comparados. Um valor de p de 0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados: Os níveis de ST2 solúvel foram significativamente maiores no grupo com mortalidade e internações recorrentes. (138,6 ng/mL (56,7-236,8) vs. 38 ng/mL (26,3-75,4); p<0,001) O melhor limite de corte para níveis de sST2 na previsão de um desfecho composto de mortalidade em 6 meses e/ou a hospitalização recorrente relacionada a doenças cardiovasculares foi >89,9, com especificidade de 90,6% e sensibilidade de 65,2%, de acordo com a curva Receiver Operating Characteristic (área sob a curva = 0,798; IC 95%, 0,705–0,891; p <0,0001). Após ajuste para fatores de confusão que foram estatisticamente significativos na análise univariada ou para as variáveis correlacionadas com os níveis de sST2, nível de sST2 (OR = 1,019, IC 95%: 1,009-1,028, p 0,001) e proteína C reativa (PCR). (OR = 1,010, IC 95%: 1,001-1,021, p = 0,046) continuaram a ser preditores significativos de mortalidade em 6 meses e/ou hospitalização recorrente relacionada a doenças cardiovasculares no modelo de regressão logística múltipla através do método backward stepwise. Conclusões: O nível de ST2 solúvel parece ser um biomarcador para prever mortalidade em 6 meses e/ou hospitalização recorrente relacionada a doenças cardiovasculares em pacientes com EP aguda.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: The association of soluble suppression of tumorigenesis-2 (sST2) levels with prognosis in pulmonary embolism (PE) is unknown. Objective: This study aimed to investigate the relationship between sST2 levels in patients with acute PE and 6-month mortality and recurrent hospitalizations. Methods: This prospective study included 100 patients with acute PE. Patients were classified into two groups according to 6-month mortality and the presence of recurrent Cardiovascular-Related hospitalizations. Two groups were compared. A p-value of 0.05 was considered statistically significant. Results: Soluble ST2 levels were significantly higher in the group with mortality and recurrent hospitalizations. (138.6 ng/mL (56.7-236.8) vs. 38 ng/mL (26.3-75.4); p<0.001) The best cut-off threshold for sST2 levels in the prediction of a composite outcome of 6-month mortality and/or recurrent Cardiovascular-Related hospitalization was found to be >89.9 with a specificity of 90.6% and a sensitivity of 65.2%, according to the receiver operating characteristic curve (area under the curve = 0.798; 95% CI, 0.705–0.891; p <0.0001). After adjusting for confounding factors that were either statistically significant in the univariate analysis or for the variables correlated with the sST2 levels, sST2 level (OR = 1.019, 95% CI: 1.009-1.028, p 0.001) and C-reactive protein (CRP ) (OR = 1.010, 95% CI: 1.001-1.021, p = 0.046) continued to be significant predictors of 6-month mortality and/or recurrent Cardiovascular-Related hospitalization in the multiple logistic regression model via backward stepwise method. Conclusion: Soluble ST2 level seems to be a biomarker to predict 6-month mortality and/or recurrent Cardiovascular-Related hospitalization in patients with acute PE.
  • Relação entre a Complacência Pulmonar Estática e a Falha de Extubação em Pacientes Pós-Operatório de Cirurgia Cardíaca Artigo Original

    Ramos, Thais Bento Rudge; Figueiredo, Luciana Castilho; Martins, Luiz Claudio; Falcão, Antonio Luis Eiras; Ratti, Lígia dos Santos Roceto; Petrucci, Orlando; Dragosavac, Desanka

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: Pouco explorada na decisão de extubação no pós-operatório de cirurgia cardíaca, a complacência pulmonar estática seriamente afetada no procedimento cirúrgico pode levar à insuficiência respiratória e à falha na extubação. Objetivo: Avaliar a complacência pulmonar estática no pós-operatório de cirurgia cardíaca e relacionar sua possível redução aos casos de falha na extubação dos pacientes submetidos ao método fast-track de extubação. Métodos: Foram incluídos pacientes que realizaram cirurgia cardíaca com uso de circulação extracorpórea (CEC) em um hospital universitário estadual admitidos na UTI sob sedação e bloqueio residual. Tiveram sua complacência pulmonar estática avaliada no ventilador mecânico por meio do software que utiliza o least squares fitting (LSF) para a medição. No período de 48 horas após a extubação os pacientes foram observados respeito à necessidade de reintubação por insuficiência respiratória. O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi de 5%, ou seja, p<0,05. Resultados: Obtiveram sucesso na extubação 77 pacientes (75,49%) e falharam 25 (24,51%). Os pacientes que falharam na extubação tiveram a complacência pulmonar estática mais baixa quando comparados aos que tiveram sucesso (p<0,001). Identificamos o ponto de corte para complacência por meio da análise da curva Receiver Operating Characteristic Curve (ROC) sendo o ponto de corte o valor da complacência <41ml/cmH2O associado com maior probabilidade de falha na extubação (p<0,001). Na análise de regressão múltipla, verificou-se a influência da complacência pulmonar (dividida pelo ponto de corte da curva ROC) com risco de falha 9,1 vezes maior para pacientes com complacência <41ml/cmH2O (p< 0,003). Conclusões: A complacência pulmonar estática <41ml/cmH2O é um fator que compromete o sucesso da extubação no pós-operatório de cirurgia cardíaca.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Static lung compliance, which is seriously affected during surgery, can lead to respiratory failure and extubation failure, which is little explored in the decision to extubate after cardiac surgery. Objective: To evaluate static lung compliance in the postoperative period of cardiac surgery and relate its possible reduction to cases of extubation failure in patients submitted to the fast-track method of extubation. Methods: Patients undergoing cardiac surgery using cardiopulmonary bypass (CPB) at a state university hospital admitted to the ICU under sedation and residual block were included. Their static lung compliance was assessed on the mechanical ventilator using software that uses least squares fitting (LSF) for measurement. Within 48 hours of extubation, the patients were observed for the need for reintubation due to respiratory failure. The level of significance adopted for the statistical tests was 5%, i.e., p<0.05. Results: 77 patients (75.49%) achieved successful extubation and 25 (24.51%) failed extubation. Patients who failed extubation had lower static lung compliance compared to those who succeeded (p<0.001). We identified the cut-off point for compliance through analysis of the Receiver Operating Characteristic Curve (ROC), with the cut-off point being compliance <41ml/cmH2O associated with a higher probability of extubation failure (p<0.001). In the multiple regression analysis, the influence of lung compliance (divided by the ROC curve cut-off point) was found to be 9.1 times greater for patients with compliance <41ml/cmH2O (p< 0.003). Conclusions: Static lung compliance <41ml/cmH2O is a factor that compromises the success of extubation in the postoperative period of cardiac surgery.
  • Marcadores de Perfusão Tecidual como Preditores de Desfechos Adversos em Pacientes com Disfunção Ventricular Esquerda Submetidos à Revascularização Miocárdica (Bypass Coronário) Artigo Original

    Yamaguti, Thiana; Auler Junior, José Otavio Costa; Dallan, Luís Alberto Oliveira; Galas, Filomena Regina Barbosa Gomes; Cunha, Ligia Cristina Câmara; Piccioni, Marilde de Albuquerque

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: Pacientes submetidos à cirurgia cardíaca podem estar expostos à hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico. Objetivo: Verificar se os biomarcadores de hipoperfusão tecidual têm valor preditivo para permanência prolongada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em pacientes com disfunção ventricular esquerda submetidos à cirurgia de bypass da artéria coronária. Métodos: Após aprovação pelo comitê de ética institucional e assinatura do termo de consentimento, 87 pacientes com disfunção ventricular esquerda (fração de ejeção <50%) submetidos à cirurgia de bypass coronário foram incluídos. Biomarcadores hemodinâmicos e metabólicos foram coletados em cinco momentos: após anestesia, ao final da cirurgia, na admissão na UTI, e a seis e 12 horas depois. Uma análise de variância para medidas repetidas seguida de um teste post-hoc de Bonferroni foi usado para variáveis contínuas repetidas (variáveis metabólicas e hemodinâmicas) para determinar diferenças entre os dois grupos ao longo do estudo. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Trinta e oito pacientes (43,7%) que apresentaram desfechos adversos eram mais velhos, apresentaram um Euroscore mais alto (p<0,001), e gradiente venoarterial de CO2 (ΔPCO2) elevado, analisados 12 horas após a admissão na UTI (p<0,01), enquanto uma concentração de lactato arterial aumentada seis horas após a cirurgia foi um fator preditivo negativo (p<0,01). Conclusões: EuroSCORE, lactato arterial seis horas após a cirurgia, ΔPCO212 horas após a cirurgia e QRe são preditores independentes de desfechos adversos em pacientes com disfunção ventricular esquerda após cirurgia cardíaca.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Cardiac surgery patients may be exposed to tissue hypoperfusion and anaerobic metabolism. Objective: To verify whether the biomarkers of tissue hypoperfusion have predictive value for prolonged intensive care unit (ICU) stay in patients with left ventricular dysfunction who underwent coronary artery bypass surgery. Methods: After approval by the institution's Ethics Committee and the signing of informed consent, 87 patients with left ventricular dysfunction (ejection fraction < 50%) undergoing coronary artery bypass surgery were enrolled. Hemodynamic and metabolic biomarkers were collected at five time points: after anesthesia, at the end of the surgery, at ICU admission, and at six and twelve hours after. An analysis of variance for repeated measures followed by a Bonferroni post hoc test was used for repeated, continuous variables (hemodynamic and metabolic variables) to determine differences between the two groups over the course of the study period. The level of statistical significance adopted was 5%. Results: Thirty-eight patients (43.7%) who presented adverse outcomes were older, higher Euro score (p<0.001), and elevated ΔpCO2 as analyzed 12 hours after ICU admission (p<0.01), while increased arterial lactate concentration at 6 hours postoperatively was found to be a negative predictive factor (p<0.01). Conclusions: Euro SCORE, six-hour postoperative arterial lactate, 12-hour postoperative ΔPCO2, and eRQ are independent predictors of adverse outcomes in patients with left ventricular dysfunction after cardiac surgery.
  • Diferenças Étnicas na Sobrevida entre Medalhistas Olímpicos Brasileiros da Era Moderna de 1920 a 1992: Um Estudo de Coorte Artigo Original

    Braga, Fabricio; Medeiros, Paula de; Neno, Ana Carolina; Meira, Diogo; Magalhães, João; Emery, Michael S.

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: As disparidades nos resultados de saúde entre grupos raciais merecem investigação, mesmo em atletas de elite. Portanto, compreender o impacto da raça na sobrevida pós-medalha em atletas olímpicos brasileiros torna-se essencial. Objetivo: Comparar a sobrevida pós-medalha entre medalhistas olímpicos brasileiros brancos e não brancos de 1920 a 1992. Métodos: Utilizamos dados disponíveis publicamente para um estudo de coorte retrospectivo de todos os medalhistas olímpicos brasileiros de 1920 a 1992 (somente homens). Os atletas foram classificados nos grupos brancos e não brancos usando determinação estruturada de etnia. As análises de Kaplan-Meier calcularam o tempo médio de sobrevida restrito (TMSR) para cada grupo étnico. Uma análise de riscos proporcionais de Cox avaliou as diferenças de sobrevida baseadas na etnia, ajustando para a idade da conquista da medalha e ano de nascimento (p<0,05). Resultados: Entre 123 atletas (73,9% brancos), a idade média da conquista de medalhas foi de 25,03 ± 4,8 anos. Durante o estudo, 18,7% dos atletas brancos e 37,5% dos atletas não brancos morreram (p=0,031). Os atletas brancos tiveram média de idade ao óbito de 75,10 ± 18,01 anos, enquanto os atletas não brancos tiveram idade média de 67,13 ± 14,90 anos (p=0,109). O TMSR para atletas brancos foi de 51,59 (IC 95%, 49,79 - 53,39) anos, e para atletas não brancos foi de 45,026 (IC 95%, 41,31 - 48,74) anos, resultando em um ΔTMSR de 6,56 (IC 95%, 2,43 - 10,70; p=0,0018). A análise multivariada mostrou que atletas não brancos apresentavam maior risco de mortalidade do que atletas brancos (RC 5,58; IC 95%, 2,18 - 14,31). Conclusão: Após a primeira medalha, os atletas olímpicos brasileiros brancos normalmente desfrutam de uma expectativa de vida seis anos mais longa do que seus colegas não brancos, ilustrando uma acentuada diferença de mortalidade e disparidades de saúde entre indivíduos saudáveis no Brasil.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Disparities in health outcomes among racial groups warrant investigation, even among elite athletes. Therefore, understanding the impact of race upon post-medal survival in Brazilian Olympians becomes essential. Objective: To compare post-medal survival between white and non-white Brazilian Olympic medalists from 1920 to 1992. Methods: This study used publicly available data for a retrospective cohort study on all Brazilian Olympic medalists from 1920 to 1992 (males only). Athletes were classified into white and non-white groups using structured ethnicity determination. Kaplan–Meier analyses computed the restricted mean survival time (RMST) for each ethnic group. A Cox proportional hazards analysis assessed ethnicity-based survival differences, adjusting for medal-winning age and birth year (p<0.05) Results: Among 123 athletes (73.9% white), the mean age of medal achievement was 25.03±4.8 years. During the study, 18.7% of white and 37.5% of non-white athletes died (p=0.031). White athletes had a mean age at death of 75.10±18.01 years, while non-white athletes had an age of 67.13±14.90 years (p=0.109). The RMST for white athletes was 51.59 (95% CI 49.79-53.39) years, while for non-white athletes, it was 45.026 (95% CI 41.31-48.74) years, resulting in a ΔRMST of 6.56 (95% CI 2.43-10.70; p=0.0018). Multivariate analysis showed that non-white athletes had a higher mortality risk than did white athletes (HR 5.58; 95% CI, 2.18-14.31). Conclusion: Following their first medal, white Brazilian Olympians typically enjoy a six-year longer lifespan than their non-white counterparts, illustrating a marked mortality gap and health disparities among healthy individuals in Brazil.
  • Identificação de Potenciais Biomarcadores Cruciais em IAMCSST por Meio de Análise Bioinformática Integrada Artigo Original

    Zhao, Li-Zhi; Liang, Yi; Yin, Ting; Liao, Hui-Ling; Liang, Bo

    Resumo em Português:

    Figura Central : Identificação de Potenciais Biomarcadores Cruciais em IAMCSST por Meio de Análise Bioinformática Integrada Identificação de potenciais biomarcadores cruciais em IAMCSST por meio de análise bioinformática integrada. IAMCSST: infarto do miocárdio com elevação do segmento ST; DACE: doença arterial coronariana estável.

    Resumo em Inglês:

    Central Illustration : Identification of Potential Crucial Biomarkers in STEMI Through Integrated Bioinformatic Analysis Identification of Potential Crucial Biomarkers in STEMI Through Integrated Bioinformatic Analysis. STEMI: ST-segment elevation myocardial infarction; SCAD: stable coronary artery disease.
  • Efeito Anti-Hipertensivo de Novos Agonistas do Receptor de Adenosina em Ratos Espontaneamente Hipertensos Artigo Original

    de Souza Rocha, Bruna; Silva, Jaqueline Soares da; Pedreira, Júlia Galvez Bulhões; Montagnoli, Tadeu Lima; Barreiro, Eliezer Jesus; Zapata-Sudo, Gisele
  • Alterações Eletrocardiográficas e do Sistema Nervoso Autônomo com a Mudança de Postura em Crianças e Adolescentes com Distrofia Muscular de Duchenne Artigo Original

    Silva, Rose Mary Ferreira Lisboa da; Monteze, Nathalia Mussi; Giannetti, Juliana Gurgel; Meira, Zilda Maria Alves

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença neuromuscular hereditária rara. O acometimento cardíaco inicial pode ser assintomático. Portanto, a avaliação por métodos não invasivos pode auxiliar sua abordagem. Objetivos: Analisar o eletrocardiograma (ECG) e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) do grupo com DMD, e comparar com a do grupo controle pareado por idade. Métodos: Estudo prospectivo com 27 pacientes masculinos com DMD (idade de 11,9 anos) que foram submetidos à avaliação clínica, ECG, ecocardiograma e Holter. ECG (aumento de 200%) foi avaliado por dois observadores independentes. VFC foi feita no domínio do tempo (24 h) e da frequência na posição supina e sentada. O grupo saudável foi de nove pacientes (11,0 anos). Um valor de p < 0,05 foi considerado estatisticamente significante. Resultados: A média da fração de ejeção (FE) foi de 60% (34 a 71%). O coeficiente de Kappa para as medidas do ECG variou de 0,64 a 1,00. Foram verificados aumento da relação R/S em V1 em 25,9%, onda Q patológica em 29,6% e QRS fragmentado em 22,2% em regiões inferior/lateral alta, este com correlação negativa com FE (p = 0,006). Houve baixa VFC, sem influência de nenhuma variável, inclusive tratamento. Com a mudança da posição, houve aumento da FC (p = 0,004), porém não houve alteração da VFC. A relação LF/HF foi de 2,7 na DMD e de 0,7 no controle (p = 0,002). Conclusões: Nos participantes com DMD, as ondas R proeminentes em V1 e alterações nas regiões inferior/lateral alta ocorreram em quase 30% dos casos. Houve menor tônus vagal sem influência das variáveis idade, fração de ejeção, dispersão do QT e tratamento. Apesar do aumento da FC, não houve resposta adequada da VFC com a mudança de posição.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Duchenne Muscular Dystrophy (DMD) is a rare inherited neuromuscular disease. At first, cardiac involvement may be asymptomatic. Therefore, assessing patients using non-invasive methods can help detect any changes. Objectives: Analyze the electrocardiogram (ECG) test and heart rate variability (HRV) of the DMD group and compare the information with that of the age-matched control group. Methods: A prospective study with 27 male patients with DMD (11.9 years old), who underwent clinical evaluation, ECG, echocardiogram, and Holter monitoring. ECG (200% increase) was assessed by two independent observers. HRV was measured over time (24 h) and in the frequency domain, in the supine and sitting positions. The healthy group consisted of nine patients (11.0 years old). A value of p < 0.05 was considered statistically significant. Results: The mean ejection fraction (EF) was 60% (34 to 71%). The Kappa coefficient for ECG measurements ranged from 0.64 to 1.00. An increase in the R/S ratio in V1 was observed in 25.9% of the subjects, pathological Q wave in 29.6%, and fragmented QRS in 22.2% in inferior/high lateral regions, with a negative correlation with EF (p = 0.006). There was low HRV, without the influence of any variable, including treatment. With the change in position, there was an increase in HR (p = 0.004), but there was no change in HRV. The LF/HF ratio was 2.7 in the DMD group and 0.7 in the control group (p = 0.002). Conclusions: In DMD subjects, prominent R waves in V1 and changes in the inferior/high lateral regions occurred in almost 30% of the cases. Lower vagal tone was observed without the influence of the variables age, ejection fraction, QT dispersion, and treatment. Despite the increase in HR, there was no adequate HRV response to the change in position.
  • A Relação entre o Índice de Imuno-Inflamação Sistêmica e Isquemia com Artérias Coronárias Não Obstrutivas em Pacientes Submetidos à Angiografia Coronária Artigo Original

    Karakayali, Muammer; Altunova, Mehmet; Yakisan, Turab; Aslan, Serkan; Omar, Timor; Artac, Inanc; Ilis, Doğan; Arslan, Ayca; Cagin, Zihni; Karabag, Yavuz; Rencuzogullari, Ibrahim

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: A isquemia com artéria coronária não obstrutiva (INOCA) é uma doença cardíaca isquêmica que inclui principalmente disfunção microvascular coronariana e/ou vasoespasmo coronariano epicárdico devido à disfunção vascular coronariana subjacente e pode ser observada mais comumente em pacientes do sexo feminino. O índice de inflamação imunológica sistêmica (SII, relação plaquetas × neutrófilos/linfócitos) é um novo marcador que prediz resultados clínicos adversos na doença arterial coronariana (DAC). Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a relação entre INOCA e SII, um novo marcador associado à inflamação. Métodos: Um total de 424 pacientes (212 pacientes com INOCA e 212 controles normais) foram incluídos no estudo. Amostras de sangue venoso periférico foram recebidas de toda a população do estudo antes da angiografia coronária para medir o SII e outros parâmetros hematológicos. Em nosso estudo o valor de p<0,05’ foi considerado estatisticamente significativo. Resultados: O valor de corte ideal do SII para prever o INOCA foi 153,8, com sensibilidade de 44,8% e especificidade de 78,77% (Área sob a curva [AUC]: 0,651 [IC 95%: 0,603–0,696, p=0,0265]). Suas curvas ROC foram comparadas para avaliar se o SII tinha um efeito preditivo adicional valor sobre os componentes. O valor da AUC do SII foi significativamente maior do que o do linfócito (AUC: 0,607 [IC 95%: 0,559–0,654, p = 0,0273]), neutrófilos (AUC: 0,559 [IC 95%: 0,511–0,607, p = 0,028]) e plaquetas (AUC: 0,590 [IC 95%: 0,541–0,637, p = 0,0276]) em pacientes INOCA. Conclusões: Verificou-se que um nível elevado de SII estava independentemente associado à existência de INOCA. O valor do SII pode ser usado como um indicador para adicionar aos métodos tradicionais e caros comumente usados na previsão do INOCA.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Ischemia with the non-obstructive coronary artery (INOCA) is an ischemic heart disease that mostly includes coronary microvascular dysfunction and/or epicardial coronary vasospasm due to underlying coronary vascular dysfunction and can be seen more commonly in female patients. The systemic immune-inflammation index (SII, platelet × neutrophil/lymphocyte ratio) is a new marker that predicts adverse clinical outcomes in coronary artery disease (CAD). Objective: This study aims to investigate the relationship between INOCA and SII, a new marker associated with inflammation. Methods: A total of 424 patients (212 patients with INOCA and 212 normal controls) were included in the study. Peripheral venous blood samples were received from the entire study population prior to coronary angiography to measure SII and other hematological parameters. In our study, the value of p<0.05’ was considered statistically significant. Results: The optimal cut-off value of SII for predicting INOCA was 153.8 with a sensitivity of 44.8% and a specificity of 78.77% (Area under the curve [AUC]: 0.651 [95% CI: 0.603–0.696, p=0.0265]). Their ROC curves were compared to assess whether SII had an additional predictive value over components. The AUC value of SII was found to be significantly higher than that of lymphocyte (AUC: 0.607 [95% CI: 0.559–0.654, p = 0.0273]), neutrophil (AUC: 0.559 [95%CI: 0.511–0.607, p=0.028]) and platelet (AUC: 0.590 [95% CI: 0.541–0.637, p = 0.0276]) in INOCA patients. Conclusions: A high SII level was found to be independently associated with the existence of INOCA. The SII value can be used as an indicator to add to the traditional expensive methods commonly used in INOCA prediction.
  • Combinação de Ferramentas de Telecardiologia para Estratificação de Risco Cardiovascular na Atenção Primária: Dados do Estudo PROVAR+ Artigo Original

    Fraga, Lucas Leal; Nascimento, Bruno Ramos; Haiashi, Beatriz Costa; Ferreira, Alexandre Melo; Silva, Mauro Henrique Agapito; Ribeiro, Isabely Karoline da Silva; Silva, Gabriela Aparecida; Vinhal, Wanessa Campos; Coimbra, Mariela Mata; Silva, Cássia Aparecida; Machado, Cristiana Rosa Lima; Pires, Magda C.; Diniz, Marina Gomes; Santos, Luiza Pereira Afonso; Amaral, Arthur Maia; Diamante, Lucas Chaves; Fava, Henrique Leão; Sable, Craig; Nunes, Maria Carmo Pereira; Ribeiro, Antonio Luiz P.; Cardoso, Clareci Silva

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: As ferramentas de telecardiologia são estratégias valiosas para melhorar a estratificação de risco. Objetivo: Objetivamos avaliar a acurácia da tele-eletrocardiografia (ECG) para predizer anormalidades no ecocardiograma de rastreamento na atenção primária. Métodos: Em 17 meses, 6 profissionais de saúde em 16 unidades de atenção primária foram treinados em protocolos simplificados de ecocardiografia portátil. Tele-ECGs foram registrados para diagnóstico final por um cardiologista. Pacientes consentidos com anormalidades maiores no ECG pelo código de Minnesota e uma amostra 1:5 de indivíduos normais foram submetidos a um questionário clínico e ecocardiograma de rastreamento interpretado remotamente. A doença cardíaca grave foi definida como doença valvular moderada/grave, disfunção/hipertrofia ventricular, derrame pericárdico ou anormalidade da motilidade. A associação entre alterações maiores do ECG e anormalidades ecocardiográficas foi avaliada por regressão logística da seguinte forma: 1) modelo não ajustado; 2) modelo 1 ajustado por idade/sexo; 3) modelo 2 mais fatores de risco (hipertensão/diabetes); 4) modelo 3 mais história de doença cardiovascular (Chagas/cardiopatia reumática/cardiopatia isquêmica/AVC/insuficiência cardíaca). Foram considerados significativos valores de p < 0,05. Resultados: No total, 1.411 pacientes realizaram ecocardiograma, sendo 1.149 (81%) com anormalidades maiores no ECG. A idade mediana foi de 67 anos (intervalo interquartil de 60 a 74) e 51,4% eram do sexo masculino. As anormalidades maiores no ECG se associaram a uma chance 2,4 vezes maior de doença cardíaca grave no ecocardiograma de rastreamento na análise bivariada (OR = 2,42 [IC 95% 1,76 a 3,39]) e permaneceram significativas (p < 0,001) após ajustes no modelo 2 (OR = 2,57 [IC 95% 1,84 a 3,65]), modelo 3 (OR = 2,52 [IC 95% 1,80 a 3,58]) e modelo 4 (OR = 2,23 [IC 95% 1,59 a 3,19]). Idade, sexo masculino, insuficiência cardíaca e doença cardíaca isquêmica também foram preditores independentes de doença cardíaca grave no ecocardiograma. Conclusões: As anormalidades do tele-ECG aumentaram a probabilidade de doença cardíaca grave no ecocardiograma de rastreamento, mesmo após ajustes para variáveis demográficas e clínicas.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Tele-cardiology tools are valuable strategies to improve risk stratification. Objective: We aimed to evaluate the accuracy of tele-electrocardiography (ECG) to predict abnormalities in screening echocardiography (echo) in primary care (PC). Methods: In 17 months, 6 health providers at 16 PC units were trained on simplified handheld echo protocols. Tele-ECGs were recorded for final diagnosis by a cardiologist. Consented patients with major ECG abnormalities by the Minnesota code, and a 1:5 sample of normal individuals underwent clinical questionnaire and screening echo interpreted remotely. Major heart disease was defined as moderate/severe valve disease, ventricular dysfunction/hypertrophy, pericardial effusion, or wall-motion abnormalities. Association between major ECG and echo abnormalities was assessed by logistic regression as follows: 1) unadjusted model; 2) model 1 adjusted for age/sex; 3) model 2 plus risk factors (hypertension/diabetes); 4) model 3 plus history of cardiovascular disease (Chagas/rheumatic heart disease/ischemic heart disease/stroke/heart failure). P-values < 0.05 were considered significant. Results: A total 1,411 patients underwent echo; 1,149 (81%) had major ECG abnormalities. Median age was 67 (IQR 60 to 74) years, and 51.4% were male. Major ECG abnormalities were associated with a 2.4-fold chance of major heart disease on echo in bivariate analysis (OR = 2.42 [95% CI 1.76 to 3.39]), and remained significant after adjustments in models (p < 0.001) 2 (OR = 2.57 [95% CI 1.84 to 3.65]), model 3 (OR = 2.52 [95% CI 1.80 to3.58]), and model 4 (OR = 2.23 [95%CI 1.59 to 3.19]). Age, male sex, heart failure, and ischemic heart disease were also independent predictors of major heart disease on echo. Conclusions: Tele-ECG abnormalities increased the likelihood of major heart disease on screening echo, even after adjustments for demographic and clinical variables.
  • O Índice Nutricional Prognóstico está Associado ao Grau de Circulação Colateral Coronariana em Pacientes com Angina Estável e Oclusão Total Crônica Artigo Original

    Esenboga, Kerim; Kurtul, Alparslan; Yamanturk, Yakup Yunus; Kozluca, Volkan; Tutar, Eralp

    Resumo em Português:

    Resumo Fundamento: A circulação colateral coronária (CCC) pode efetivamente melhorar o suprimento sanguíneo miocárdico para a área de OCT (oclusão coronariana total crônica) e pode, assim, melhorar o prognóstico de pacientes com síndrome coronariana estável (SCE). O grau de inflamação e alguns marcadores de inflamação foram associados ao desenvolvimento de colaterais. Objetivo: Investigar se o índice nutricional prognóstico (INP) tem associação com o desenvolvimento de CCC em pacientes com SCE. Métodos: Um total de 400 pacientes com SCE com presença de OTC em pelo menos uma importante artéria coronária epicárdica foi incluído neste estudo. Os pacientes foram divididos em dois grupos de acordo com o escore Rentrop. Escores de 0 a 1 foram considerados CCC pouco desenvolvidas e escores de 2 a 3 foram aceitos como CCC bem desenvolvidas. A significância estatística foi definida como um valor p < 0,05 para todas as análises. Resultados: A média de idade da coorte do estudo foi de 63±10 anos; 273 (68,3%) eram do sexo masculino. O grupo CCC pouco desenvolvido apresentou um nível de INP significativamente mais baixo em comparação com o grupo CCC bem desenvolvido (38,29±5,58 vs 41,23±3,85, p<0,001). Na análise multivariada, o INP (odds ratio 0,870; intervalo de confiança de 95% 0,822-0,922; p<0,001) foi um preditor independente de CCC pouco desenvolvida. Conclusão: O INP pode ser utilizado como um dos preditores independentes da formação do CCC. Foi positivamente associado ao desenvolvimento de colaterais coronárias em pacientes com SCE com OTC.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Background: Coronary collateral circulation (CCC) can effectively improve myocardial blood supply to the area of CTO (chronic total coronary occlusion) and can, thus, improve the prognosis of patients with stable coronary syndrome (SCS). The degree of inflammation and some inflammation markers were associated with the development of collaterals. Objective: To investigate whether prognostic nutritional index (PNI) has an association with the development of CCC in patients with SCS. Methods: A total of 400 SCS patients with the presence of CTO in at least one major epicardial coronary artery were included in this study. The patients were divided into two groups according to the Rentrop score. Scores of 0 to 1 were considered poor developed CCC, and scores of 2 to 3 were accepted as good developed CCC. Statistical significance was set as a p-value < 0.05 for all analyses. Results: The mean age of the study cohort was 63±10 years; 273 (68.3%) were males. The poor-developed CCC group had a significantly lower PNI level compared with the good-developed CCC group (38.29±5.58 vs 41.23±3.85, p< 0.001). In the multivariate analysis, the PNI (odds ratio 0.870; 95% confidence interval 0.822-0.922; p< 0.001) was an independent predictor of poorly developed CCC. Conclusion: The PNI can be used as one of the independent predictors of CCC formation. It was positively associated with the development of coronary collaterals in SCS patients with CTO.
  • Evolução da Captação Miocárdica de 18F-FDG em Paciente com Diagnóstico de Cardiotoxicidade Carta Científica

    Berenguer, Diego Rafael Freitas; de Moraes Chaves Becker, Monica; de Oliveira Buril, Roberto; Bertão, Paula Araruna; Markman Filho, Brivaldo; Brandão, Simone Cristina Soares

    Resumo em Português:

    Resumo O objetivo deste relato é mostrar a evolução da cardiotoxicidade (CTX) por quimioterápicos em paciente com linfoma por exames de imagens, destacando a importância da captação miocárdica de flúor-18 fluordeoxiglicose (18F-FDG) pela tomografia por emissão de pósitrons, acoplada à tomografia computadorizada (PET/CT). Feminino, 43 anos, com linfoma uterino, submetida a histerectomia, três esquemas de quimioterapia (QT), sucessivamente, e radioterapia. Apresentou episódios de insuficiência cardíaca aguda dois anos após QT. Ecocardiograma mostrou redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE). Análise retrospectiva do 18F-FDG PET/CT observou elevação da captação miocárdica em todos os exames durante o seguimento oncológico. Apesar da remissão oncológica, a paciente desenvolveu IC com FEVE reduzida. Durante a QT, ocorreu aumento difuso e significativo da captação miocárdica de 18F-FDG, que precedeu a queda do desempenho cardíaco, e pareceu refletir alterações metabólicas nos cardiomiócitos relacionadas à CTX. A análise da captação miocárdica de 18F-FDG modificaria o desfecho cardiológico da paciente? Esse questionamento é relevante, visto que outros pacientes podem se beneficiar desse método como marcador precoce de CTX. Os exames de imagem são imprescindíveis no acompanhamento de pacientes com risco de CTX. O ecocardiograma permanece como principal auxílio diagnóstico, porém o 18F-FDG PET/CT pode estar surgindo como uma poderosa ferramenta para um diagnóstico mais precoce dessa condição clínica.

    Resumo em Inglês:

    Abstract The objective of this case report was to present the progression of chemotherapy-induced cardiotoxicity in a patient with lymphoma, highlighting the importance of myocardial fluor-18-fluorodeoxyglucose (18F-FDG) uptake by positron emission tomography coupled with computed tomography (PET/CT). 43-year-old female patient with uterine lymphoma, who underwent hysterectomy followed by three chemotherapy regimens and radiotherapy. The patient had episodes of acute heart failure two years after chemotherapy. Echocardiogram revealed a reduction in left ventricular ejection fraction (LVEF). A retrospective analysis of 18F-FDG PET/CT showed an increase in myocardial uptake in all tests performed during oncologic treatment. Despite disease remission, the patient developed heart failure with reduced LVEF. During chemotherapy, there was a diffuse, significant increase in myocardial 18F-FDG uptake, which preceded the decrease in myocardial performance and seemed to reflect metabolic changes in cardiomyocytes, related to cardiotoxicity. Would an analysis of myocardial 18F-FDG uptake yield a different cardiac outcome in this patient? This question is relevant, considering that other patients may benefit from the use of PET as an early marker of cardiotoxicity. Imaging tests are essential in the follow-up of patients at risk of cardiotoxicity. Although echocardiography remains the main imaging test in the diagnosis of cardiotoxicity, 18F-FDG PET/CT may be a powerful tool for the early diagnosis of this condition.
  • Morte Súbita em Lactante Portadora de Prolapso da Válvula Mitral Arritmogênico Carta Científica

    Bragança, Erika Olivier Vilela; Silva, Fabio Luis Valério da
  • Impressão 3D na Avaliação de Pericardite Constritiva Carta Científica

    Abrantes, Juliana Cadilho; Turque, Fernanda; Demier, Bernardo Fróes; Neves, Daniel Gama; Yahiro, Davi Shunji; Kubo, Tadeu Takao Almodovar; Canale, Leonardo; Mesquita, Claudio Tinoco
  • Cardio-Obstetrícia: Uma Subespecialidade Essencial em Ascensão Carta Ao Editor

    Avila, Walkiria Samuel; Lucena, Alexandre Jorge Gomes de
  • Fibroelastoma, uma Doença Incidentaloma? – Imagem de Casos de Fibroelastomas como Achados Incidentais em Quatro Pacientes, Quatro Valvas Diferentes Imagem

    Lopes, Joana Lima; Freitas, Antonio; Augusto, João Bicho

    Resumo em Português:

    Resumo Os fibroelastomas são o segundo tumor cardíaco benigno mais comum. São estruturas pequenas, avasculares, com uma dimensão média de 9mm, podendo atingir até 70mm, habitualmente aderentes à superfície das válvulas cardíacas (válvulas aórtica e mitral são as mais comumente afetadas, seguidas das válvulas tricúspide e pulmonar). A etiologia não é clara, sendo a hipótese de formação de microtrombos nas margens de coaptação das válvulas a mais aceite. Na ecocardiografia apresentam aspeto pediculado, móvel, com superfície filamentosa, tipicamente com uma aparência pontilhada nas margens e ecolucente. Do ponto de vista clínico, podem estar associados a fenómenos embólicos, no entanto, na maioria dos casos o diagnóstico é incidental. Apresentamos de seguida quatro casos de diagnóstico incidental de fibroelastomas nas quatro válvulas cardíacas, diagnosticados por ecocardiograma transtorácico (ETT) (Vídeo 1; Figura 1). Vídeo 1 Da esquerda para a direita, de cima para baixo: fibroelastomas no folheto anterior da válvula tricúspide, folheto anterior da válvula mitral, cúspide esquerda da válvula pulmonar e cúspide esquerda da válvula aórtica, cada um correspondendo a um doente diferente. Em: http://abccardiol.org/supplementary-material/2024/12102/2023-0222_IM_video01.mp4 Figura 1 Da esquerda para a direita, de cima para baixo: fibroelastomas no folheto anterior da válvula tricúspide, folheto anterior da válvula mitral, cúspide esquerda da válvula pulmonar e cúspide esquerda da válvula aórtica, cada um correspondendo a um doente diferente.

    Resumo em Inglês:

    Abstract Fibroelastomas are the second most common benign cardiac tumor1. They are small avascular structures with a mean size of 9mm, ranging up to 70mm, usually attached to the heart valves’ surface (aortic and mitral are the most affected, followed by tricuspid and pulmonary valves). Their etiology is unclear, but the hypothesis of coalescence of microthrombus at the coaptation margins of valves is the most widely accepted theory. On echocardiography, they are pedicled, mobile, with a filamentous surface, and usually have a speckled appearance with echolucencies and a stippled pattern near the edges. Clinically, they may be associated with embolic phenomena; however, in most cases, the diagnosis is incidental. We present a series of four clinical cases with an incidental diagnosis of fibroelastomas across the four cardiac valves as assessed by transthoracic echocardiography (Video 1; Figure 1). Video 1 From left to right and top to bottom: fibroelastomas of the anterior leaflet of the tricuspid valve, anterior leaflet of the mitral valve, left cusp of the pulmonary valve and left cuspid of the aortic valve, each corresponding to a different patient. Link: http://abccardiol.org/supplementary-material/2024/12102/2023-0222_IM_video01.mp4 Figure 1 From left to right and top to bottom: fibroelastomas of the anterior leaflet of the tricuspid valve, anterior leaflet of the mitral valve, left cusp of the pulmonary valve and left cuspid of the aortic valve, each corresponding to a different patient.
  • Posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre o Uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar – 2024 Posicionamento

    Scholz, Jaqueline R.; Malta, Deborah Carvalho; Fagundes Júnior, Antonio Aurélio de Paiva; Pavanello, Ricardo; Bredt Júnior, Gerson Luiz; Rocha, Mário de Seixas
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