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Open-access Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Publication of: Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC
Area: Ciências Da Saúde
ISSN printed version: 0066-782X
ISSN online version: 1678-4170
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Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Volume: 123, Issue: 7, Published: 2026

Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Volume: 123, Issue: 7, Published: 2026

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Editorial
Population Precision Medicine in Cardiology: Bridging Health Gaps Through Integrated Risk Stratification Carvalho, Leonardo Pinto de Chan, Mark Y.
Original Article
Arterial Stiffness, Clinical-Functional Outcomes, and Quality of Life in Post-COVID-19 Patients: A Cross-Sectional Study Luna, Bruna Cavon Lamezon, Ana Cristina Lima Junior, Emilton Rabelo, Lêda Maria Valderramas, Silvia

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento O remodelamento arterial que culmina no aumento da rigidez arterial envolve mecanismos como estresse oxidativo, produção de espécies reativas de oxigênio, alterações neuroendócrinas e predisposição genética. Esses processos também estão presentes na fisiopatologia da covid-19. Entretanto, a relação entre rigidez arterial, parâmetros hemodinâmicos e desfechos clínico-funcionais em pacientes pós-covid-19 ainda não foi adequadamente investigada. Objetivos Investigar a rigidez arterial, os parâmetros hemodinâmicos centrais e periféricos, o desempenho funcional, a qualidade de vida, a fadiga, a dispneia e a qualidade do sono em pacientes pós-covid-19. Métodos Estudo transversal conduzido com indivíduos do grupo pós-covid-19 (GpC) e indivíduos pareados do grupo controle (n = 32). A rigidez arterial foi avaliada por meio da velocidade da onda de pulso (VOP) e do índice de aumentação corrigido para frequência cardíaca de 75 bpm (AIx@75). Foram avaliados o desempenho funcional pelo teste de sentar e levantar cinco vezes, a força de preensão manual, a qualidade de vida (avaliada pelo 12-Item Short Form Survey), a fadiga (avaliada pela Fatigue Severity Scale – versão brasileira), a dispneia (avaliada pela escala modificada do Medical Research Council) e a qualidade do sono. Resultados O GpC apresentou valores mais elevados de VOP (Δ = 0,80 m/s; intervalo de confiança de 95% [IC95%], 0,08 a 1,52; p = 0,03) e AIx@75 (Δ = 8,34; IC95%, 2,02 a 14,66; p = 0,01), além de níveis mais elevados de pressão arterial central e periférica. Observou-se pior desempenho funcional (Δ = 4,39 s; IC95%, 2,70 a 6,08; p < 0,01) e pior qualidade de vida no componente físico (Δ = −9,35; IC95%, −12,45 a −6,25; p < 0,01). Fadiga, dispneia e qualidade do sono também apresentaram resultados significativamente piores no GpC. Na análise ajustada, a VOP associou-se independentemente à idade e à pressão arterial sistólica, mas não à condição pós-covid-19. Conclusão Pacientes pós-covid-19 apresentam maior rigidez arterial, alterações hemodinâmicas e pior desempenho clínico-funcional. Contudo, a rigidez arterial parece ser predominantemente determinada por fatores hemodinâmicos e pelo envelhecimento, e não pela condição pós-covid-19 de forma independente, sugerindo que o comprometimento funcional observado decorra de mecanismos multifatoriais.

Abstract in English:

Abstract Background Arterial remodeling leading to increased arterial stiffness involves mechanisms such as oxidative stress, reactive oxygen species production, neuroendocrine alterations, and genetic predisposition. These processes are also involved in the pathophysiology of COVID-19. However, the relationship between arterial stiffness, hemodynamic parameters, and clinical-functional outcomes in post-COVID-19 patients has not yet been adequately investigated. Objectives To investigate arterial stiffness, central and peripheral hemodynamic parameters, functional performance, quality of life, fatigue, dyspnea, and sleep quality in post-COVID-19 patients. Methods This cross-sectional study was conducted with individuals in the post-COVID-19 group (PCG) and matched individuals in the control group (n = 32). Arterial stiffness was assessed using pulse wave velocity (PWV) and the augmentation index corrected to a heart rate of 75 bpm (AIx@75). Functional performance was evaluated using the five-times sit-to-stand test, handgrip strength, quality of life (assessed with the 12-Item Short Form Survey), fatigue (assessed with the Brazilian version of the Fatigue Severity Scale), dyspnea (assessed with the modified Medical Research Council scale), and sleep quality. Results The PCG showed higher PWV values (Δ = 0.80 m/s; 95%CI, 0.08 to 1.52; p = 0.03) and AIx@75 (Δ = 8.34; 95%CI, 2.02 to 14.66; p = 0.01) as well as higher levels of central and peripheral blood pressure. Worse functional performance was observed (Δ = 4.39 s; 95%CI, 2.70 to 6.08; p < 0.01), along with poorer quality of life in the physical component (Δ = −9.35; 95%CI, −12.45 to −6.25; p < 0.01). Fatigue, dyspnea, and sleep quality outcomes were also significantly worse in the PCG. In the adjusted analysis, PWV was independently associated with age and systolic blood pressure, but not with post-COVID-19 status. Conclusion Post-COVID-19 patients exhibit greater arterial stiffness, hemodynamic alterations, and poorer clinical-functional performance. However, arterial stiffness appears to be predominantly determined by hemodynamic factors and aging rather than by post-COVID-19 status independently, suggesting that the observed functional impairment results from multifactorial mechanisms.
Original Article
Sacubitril/Valsartan versus Enalapril or Losartan at Maximum Doses in Heart Failure with Reduced Ejection Fraction: Real-World Data Barros, Renato de Carvalho Fiusa, Vinícius C. Tim, Gabrielle N. Goulart, Victoria T. V. Nascimento, Caio Henrique M. Moura, Gustavo T. de Guimarães, Adriana J. B. A. Ramalho, Sergio Henrique Rodolpho Jreige Jr., Armindo Moura, Filipe A. Carvalho, Luiz Sérgio Fernandes de

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento: Sacubitril/valsartana reduziu a mortalidade e as hospitalizações em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) em comparação com enalapril em estudos clínicos pivotais. No entanto, os dados de mundo real sob doses otimizadas continuam limitados. Objetivo: Comparar os desfechos de pacientes com ICFEr tratados com sacubitril/valsartana versus enalapril ou losartana nas doses máximas recomendadas pelas diretrizes. Métodos: Analisamos dados de uma coorte observacional de insuficiência cardíaca (n = 2.314), incluindo pacientes atendidos entre agosto de 2010 e setembro de 2024 em seis hospitais públicos de uma grande área metropolitana. A análise primária incluiu 254 pacientes com ICFEr que receberam as doses máximas recomendadas pelas diretrizes dos medicamentos investigados. Uma análise de sensibilidade incluiu 452 pacientes que receberam quaisquer doses submáximas. O desfecho primário foi a combinação de hospitalização ou óbito. As diferenças basais foram ajustadas por meio do pareamento por escore de propensão. Foram considerados significativos valores de p < 0,05. Resultados: Entre 254 pacientes com ICFEr (idade média de 63,6 ± 12,3 anos, 61,4% do sexo masculino), 115 receberam sacubitril/valsartana 97/103 mg duas vezes ao dia, 33 enalapril 20 mg duas vezes ao dia e 106 losartana 100 mg ao dia. Durante um seguimento mediano de 23,9 meses (intervalo interquartil 11,9–41,1), ocorreram 70 eventos do desfecho primário (56 primeiras hospitalizações e 32 óbitos). Em comparação com doses equivalentes de enalapril ou losartana, sacubitril/valsartana não foi associado a reduções significativas na combinação de hospitalização ou mortalidade (odds ratio 0,650, intervalo de confiança de 95% 0,354–1,195, p = 0,165), mas foi associado à melhora do estado funcional (odds ratio 3,902, intervalo de confiança de 95% 1,745–8,726, p = 0,001). Conclusão: O presente estudo de mundo real não demonstrou reduções significativas de hospitalização ou mortalidade com sacubitril/valsartana em comparação a enalapril ou losartana nas doses máximas recomendadas pelas diretrizes; no entanto, sacubitril/valsartana foi associado à melhora da classe funcional.

Abstract in English:

Abstract Background: Sacubitril/valsartan reduced mortality and hospitalizations in patients with heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) compared to enalapril in pivotal clinical trials. However, real-world data under optimized dosing remain limited. Objective: To compare the outcomes of HFrEF patients treated with sacubitril/valsartan versus either enalapril or losartan at guideline-recommended maximum dosages. Methods: We analyzed data from an observational heart failure cohort (n = 2,314) including patients receiving care between August 2010 and September 2024 at six public hospitals in a large metropolitan area. The primary analysis included 254 HFrEF patients receiving the guideline-recommended maximum dosages of the investigated drugs. A sensitivity analysis included 452 patients receiving any submaximal dosages. The primary outcome was combined hospitalization or death. Baseline differences were adjusted using propensity score matching. A p-value < 0.05 was considered significant. Results: Among 254 HFrEF patients (mean age 63.6 ± 12.3 years, 61.4% male), 115 received sacubitril/valsartan 97/103mg twice daily, 33 enalapril 20 mg twice daily, and 106 losartan 100 mg daily. Over the median follow-up of 23.9 months (interquartile range 11.9–41.1), there were 70 primary endpoint events (56 first hospitalizations, 32 deaths). Compared to equivalent dosages of enalapril or losartan, sacubitril/valsartan was not associated with significant reductions in combined hospitalization or death (odds ratio 0.650, 95% confidence interval 0.354–1.195, p = 0.165), but it was associated with functional status improvement (odds ratio 3.902, 95% confidence interval 1.745–8.726, p = 0.001). Conclusion: This real-world study did not demonstrate significant reductions in hospitalization or mortality for sacubitril/valsartan compared with enalapril or losartan at guideline-recommended maximum dosages; however, sacubitril/valsartan was associated with improved functional status.
Original Article
Cardiovascular Disease and Risk Factors in Women in Latin America and the Caribbean Mesquita, Claudio T. Peix, Amalia Rodríguez, Diana I. Dueñas-Criado, Karen A. Gutiérrez-Villamil, Claudia Puente, Adriana Massardo, Teresa Berrocal, Isabel Astesiano, Andrea Agüero, Roberto N. Bañolas, Ryenne Hiplan, Enrique Sánchez, Mayra Barreda, Ana Ma. Gómez, Vanessa V. Fernández, Cynthia Portillo, Silvia Herrera, Yariela Mendoza, Aurelio Kapitan, Miguel Castellanos, Carlos Estrada-Lobato, Enrique Paez, Diana Azevedo Junior, Giovane L.

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A doença cardiovascular (DCV) permanece como a principal causa de morte entre mulheres na América Latina e no Caribe (ALC), sendo a doença isquêmica do coração o principal componente. Apesar desse importante impacto, os programas de saúde da mulher na região tradicionalmente priorizaram a prevenção do câncer, frequentemente negligenciando a DCV. Objetivo Analisar a carga de DCV e a distribuição dos fatores de risco cardiovascular entre mulheres na ALC, destacando diferenças relacionadas ao sexo e disparidades regionais. Métodos Este estudo analisou dados epidemiológicos sobre mortalidade por DCV e fatores de risco cardiovascular nos países da ALC, incluindo fatores comportamentais, metabólicos e específicos do sexo feminino, além de comparações com países selecionados fora da região. Resultados As mulheres na ALC apresentaram maior prevalência de sedentarismo, dislipidemia, glicemia de jejum elevada e sobrepeso/obesidade, enquanto o tabagismo foi mais frequente entre os homens. Fatores de risco específicos do sexo feminino – como gravidez na adolescência, parto prematuro, diabetes gestacional e distúrbios hipertensivos da gestação – foram altamente prevalentes, porém sub-reconhecidos, sendo amplamente influenciados por determinantes socioeconômicos. Em 2021, a COVID-19 superou temporariamente a doença isquêmica do coração e o acidente vascular cerebral como principal causa de morte nas Américas (176,7 óbitos por 100.000 habitantes), evidenciando a vulnerabilidade de mulheres com risco cardiometabólico prévio. A mortalidade prematura por DCV variou amplamente: as maiores probabilidades de morte entre 30 e 70 anos foram observadas no Haiti (21,9%) e na Guiana (15,2%), associadas, respectivamente, à hipertensão mal controlada e ao colesterol elevado. Em contraste, o Canadá apresentou a menor mortalidade prematura (1,7%), refletindo sistemas de saúde mais robustos e menor prevalência de fatores de risco metabólicos. Conclusão A DCV continua sendo a principal causa de mortalidade entre mulheres na ALC, caracterizada por importantes disparidades regionais e elevada carga de fatores de risco tradicionais e específicos do sexo feminino. Esses achados reforçam a necessidade urgente de estratégias específicas ao sexo e sensíveis ao contexto, integrando a prevenção cardiovascular às políticas abrangentes de saúde da mulher, superando abordagens centradas exclusivamente no câncer.

Abstract in English:

Abstract Background Cardiovascular disease (CVD) remains the leading cause of death among women in Latin America and the Caribbean (LAC), with ischemic heart disease as the primary contributor. Despite this burden, women’s health programs in the region have traditionally prioritized cancer prevention, often neglecting CVD. Objective To analyze the burden of CVD and the distribution of cardiovascular risk factors among women in LAC, highlighting sex-related differences and regional disparities. Methods This study analyzed epidemiological data on CVD mortality and cardiovascular risk factors across LAC countries, including behavioral, metabolic, and female-specific risk factors, and conducted comparisons with selected countries outside the region. Results Women in LAC showed a higher prevalence of sedentary lifestyle, dyslipidemia, elevated fasting blood glucose, and overweight/obesity, whereas smoking was more frequent among men. Female-specific risk factors – such as teenage pregnancy, preterm birth, gestational diabetes, and hypertensive disorders of pregnancy – were highly prevalent yet under-recognized, largely shaped by socioeconomic determinants. In 2021, COVID-19 temporarily surpassed ischemic heart disease and stroke as the leading cause of death in the Americas (176.7 deaths per 100,000 population), highlighting the vulnerability of women with underlying cardiometabolic risk. Premature CVD mortality varied widely, with the highest female probabilities of death between ages 30 and 70 observed in Haiti (21.9%) and Guyana (15.2%), associated with poorly controlled hypertension and elevated cholesterol, respectively. In contrast, Canada showed the lowest premature mortality (1.7%), reflecting stronger healthcare systems and lower prevalence of metabolic risk factors. Conclusion CVD remains the leading cause of mortality among women in LAC, marked by substantial regional disparities and a significant burden of both traditional and female-specific risk factors. These findings highlight the urgent need for sex-specific, context-sensitive strategies that integrate cardiovascular prevention into comprehensive women’s health policies, moving beyond cancer-centered approaches.
Original Article
HALP Score as a Novel Marker Associated with Coronary Collateral Circulation in Patients with Chronic Total Occlusion Akkaya, Hasan Öztürk, Muhammet

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A circulação colateral coronariana (CCC) é um determinante fundamental da viabilidade miocárdica e do prognóstico em pacientes com oclusão total crônica (OTC). O escore de hemoglobina, albumina, linfócitos e plaquetas (HALP) reflete o estado nutricional, a competência imunológica e a inflamação sistêmica. Objetivos Investigar a associação entre o escore HALP e a CCC em pacientes com OTC. Métodos Este estudo retrospectivo, unicêntrico, incluiu 269 pacientes com síndrome coronariana crônica e OTC confirmada por angiografia. Os pacientes foram classificados de acordo com os graus de Rentrop e dicotomizados em CCC ruim (Rentrop 0–1; n=119) e CCC boa (Rentrop 2–3; n=150). O escore HALP, marcadores inflamatórios, índices aterogênicos e escores angiográficos foram comparados entre os grupos. Foram realizadas análises de regressão logística multivariada e de curva ROC (característica de operação do receptor). Um valor de p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo. Resultados O escore HALP aumentou significativamente ao longo dos graus de Rentrop (p<0,001) e foi maior em pacientes com boa consistência interna do que naqueles com consistência interna ruim (75,52±13,91 vs. 35,10±11,29; p<0,001). Na análise multivariada, o escore HALP (OR: 0,88; IC 95%: 0,83–0,93; p<0,001), o escore de Gensini (OR: 1,14; p=0,002) e o Índice Prognóstico Nutricional (OR: 0,73; p=0,003) foram preditores independentes de boa consistência interna. A análise ROC mostrou alta capacidade discriminativa (AUC=0,958; IC 95%: 0,93–0,98), com um valor de corte >49,08 (91,3% de sensibilidade, 90,8% de especificidade). Os índices lipídicos aterogênicos não apresentaram associação significativa com a CCC. Conclusões O escore HALP é um marcador independente e facilmente disponível associado à CCC em pacientes com OTC e pode servir como uma ferramenta prática para estratificação de risco, destacando a importância das vias inflamatórias, nutricionais e imunológicas no desenvolvimento de circulação colateral.

Abstract in English:

Abstract Background Coronary collateral circulation (CCC) is a key determinant of myocardial viability and prognosis in patients with chronic total occlusion (CTO). The hemoglobin, albumin, lymphocyte, and platelet (HALP) score reflects nutritional status, immune competence, and systemic inflammation. Objectives To investigate the association between HALP score and CCC in patients with CTO. Methods This retrospective, single-center study included 269 patients with chronic coronary syndrome and angiographically confirmed CTO. Patients were classified according to Rentrop grades and dichotomized into poor CCC (Rentrop 0–1; n=119) and good CCC (Rentrop 2–3; n=150). HALP score, inflammatory markers, atherogenic indices, and angiographic scores were compared between groups. Multivariate logistic regression and receiver operating characteristic (ROC) analyses were performed. A p-value <0.05 was considered statistically significant. Results HALP score increased significantly across Rentrop grades (p<0.001) and was higher in patients with good CCC than in those with poor CCC (75.52±13.91 vs. 35.10±11.29; p<0.001). In multivariable analysis, HALP score (OR:0.88, 95% CI: 0.83–0.93; p<0.001), Gensini score (OR:1.14; p=0.002), and Prognostic Nutritional Index (OR:0.73; p=0.003) were independent predictors of good CCC. ROC analysis showed high discriminative ability (AUC=0.958; 95% CI: 0.93–0.98), with a cut-off value of >49.08 (91.3% sensitivity, 90.8% specificity). Atherogenic lipid indices were not significantly associated with CCC. Conclusions HALP score is an independent and readily available marker associated with CCC in CTO patients and may serve as a practical tool for risk stratification, highlighting the importance of inflammatory, nutritional, and immune pathways in collateral development.
Original Article
Effects of Acupuncture on Arterial Hypertension and Endothelial Dysfunction: The AHEaD Trial Bitencourt, Amanda Rodrigues Sousa, Ana Luiza Lima Veiga Jardim, Paulo Cesar B. Yoshizumi, Alexandre Massao Correia, Mikaelle Costa Vitorino, Priscila Valverde de Oliveira Batista, Sandro Rogério Rodrigues Barroso, Weimar Kunz Sebba

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento A hiperatividade simpática, o estresse oxidativo e a vasodilatação mediada por óxido nítrico (NO) prejudicada são mecanismos fundamentais envolvidos na patogênese da hipertensão arterial sistêmica (HAS). A acupuntura pode reduzir a pressão arterial por meio da modulação da atividade do sistema nervoso autônomo, do aumento da biodisponibilidade de NO, da atenuação das respostas simpatoexcitatórias e da promoção da vasodilatação. Objetivo Avaliar se a acupuntura reduz a pressão arterial sistólica periférica (PASp), a pressão arterial diastólica periférica (PADp), a pressão arterial sistólica central (PASc), a pressão arterial diastólica central (PADc) e a velocidade da onda de pulso (VOP), além de melhorar a dilatação mediada por fluxo (DMF). Métodos Este ensaio clínico randomizado prospectivo, unicêntrico, placebo-controlado e simples-cego incluiu adultos com pré-hipertensão ou HAS estágio 1, de baixo risco cardiovascular e que não estavam recebendo terapia anti-hipertensiva. Os participantes foram randomizados para um grupo intervenção submetido à acupuntura manual (n = 14) ou para um grupo controle submetido à acupuntura simulada não penetrante (n = 16). Ambos os grupos realizaram duas sessões de 30 minutos por semana durante 12 semanas. O desfecho primário foi a diferença entre os grupos na PASp, medida no início do estudo (V1), após 12 semanas de tratamento (V2) e na visita de final de 30 dias (V3). O nível de significância estatística foi definido como p < 0,05. Resultados As características basais foram comparáveis entre os grupos. Em V2, a acupuntura reduziu a PASp em 13,2 mmHg (p = 0,003) e aumentou a DMF em 2,7% (p = 0,016). No grupo controle, a PASp reduziu-se em 4,1 mmHg (p = 0,035), enquanto a DMF aumentou em 1,6% (p = 0,029). Em comparação com o grupo controle, o grupo intervenção apresentou melhorias significativamente maiores na PASp (−9,1 mmHg, p = 0,006) e na DMF (+3,0%, p = 0,037) em V2. Essas diferenças entre os grupos permaneceram significativas em V3 (PASp: −8,4 mmHg, p = 0,038; DMF: +2,9%, p = 0,028). Conclusão A acupuntura melhorou significativamente a função endotelial e reduziu a PASp em adultos com pré-hipertensão ou HAS estágio 1 que não estavam recebendo terapia anti-hipertensiva após 12 semanas de tratamento.

Abstract in English:

Abstract Background Sympathetic overactivity, oxidative stress, and impaired nitric oxide (NO)-mediated vasodilation are key mechanisms involved in the pathogenesis of hypertension. Acupuncture may decrease blood pressure by modulating autonomic nervous system activity, increasing NO bioavailability, attenuating sympathoexcitatory responses, and promoting vasodilation. Objective To evaluate whether acupuncture decreases peripheral systolic blood pressure (pSBP), peripheral diastolic blood pressure (pDBP), central systolic blood pressure (cSBP), central diastolic blood pressure (cDBP), and pulse wave velocity (PWV), and improves flow-mediated dilation (FMD). Methods This prospective, single-blind, placebo-controlled, single-center randomized clinical trial included adults with prehypertension or stage 1 hypertension who were at low cardiovascular risk and were not receiving antihypertensive therapy. Participants were randomly assigned to an intervention group receiving manual acupuncture (n = 14) or a control group receiving nonpenetrating sham acupuncture (n = 16). Both groups underwent two 30-minute sessions per week for 12 weeks. The primary outcome was the between-group difference in pSBP measured at baseline (V1), after 12 weeks of treatment (V2), and at the 30-day end-study visit (V3). Statistical significance was defined as p < 0.05. Results Baseline characteristics were comparable between the groups. At V2, acupuncture decreased pSBP by 13.2 mmHg (p = 0.003) and increased FMD by 2.7% (p = 0.016). In the control group, pSBP decreased by 4.1 mmHg (p = 0.035), whereas FMD increased by 1.6% (p = 0.029). Compared with the control group, the intervention group demonstrated significantly greater improvements in pSBP (−9.1 mmHg, p = 0.006) and FMD (+3.0%, p = 0.037) at V2. These between-group differences remained significant at V3 (pSBP: −8.4 mmHg, p = 0.038; FMD: +2.9%, p = 0.028). Conclusion Acupuncture significantly improved endothelial function and decreased pSBP in adults with prehypertension or stage 1 hypertension who were not receiving antihypertensive therapy after 12 weeks of treatment.
Original Article
Risk Factors Associated with Preeclampsia and Their Impact on Maternal and Neonatal Morbidity and Mortality in the Dominican Republic Severino, Patricia Severino, Fulgencio Cueto, Rosa

Abstract in Portuguese:

Resumo Fundamento Os distúrbios hipertensivos da gestação complicam 5%-10% das gestações e são responsáveis por 23%-38% das mortes maternas na República Dominicana. Objetivo Identificar os fatores associados ao desenvolvimento da pré-eclâmpsia e avaliar sua relação com a morbidade e mortalidade materna e perinatal. Métodos Este estudo multicêntrico, prospectivo, observacional, transversal e analítico incluiu 469 parturientes de 17 hospitais da República Dominicana durante um período de 30 dias. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05. Resultados A pré-eclâmpsia esteve significativamente associada à hipertensão crônica (44,15% vs 16,87%; odds ratio [OR], 3,91; intervalo de confiança de 95% [IC95%], 2,51-6,09), à pré-eclâmpsia prévia (44,64% vs 18,60%; OR, 3,53; IC95%, 2,24-5,56) e ao histórico familiar de pré-eclâmpsia (42,0% vs 19,38%; OR, 3,01; IC95%, 1,96-4,62). A pré-eclâmpsia também esteve associada à prematuridade (54,6% vs 33,4%; OR, 2,40; IC95%, 1,62-3,55), ao baixo peso ao nascer (37,6% vs 18,5%; OR, 2,65; IC95%, 1,73-4,07) e ao descolamento prematuro de placenta (5,0% vs 2,4%; OR, 2,14; IC95%, 0,81-5,62). A mortalidade materna e fetal não esteve significativamente associada à pré-eclâmpsia. Na análise de regressão logística multivariável, hipertensão crônica (OR ajustada [AOR], 3,64; IC95%, 2,25-5,88), histórico familiar de pré-eclâmpsia (AOR, 2,86; IC95%, 1,85-4,42) e obesidade pré-gestacional (AOR, 2,26; IC95%, 1,52-3,36) emergiram como preditores independentes de pré-eclâmpsia (todos p < 0,05). Conclusão A pré-eclâmpsia está associada a um risco aumentado de desfechos maternos e neonatais adversos, particularmente prematuridade e baixo peso ao nascer.

Abstract in English:

Abstract Background Hypertensive disorders of pregnancy complicate 5%-10% of pregnancies and account for 23%-38% of maternal deaths in the Dominican Republic. Objective To identify factors associated with the development of preeclampsia and evaluate their relationship with maternal and perinatal morbidity and mortality. Methods This multicenter, prospective, observational, cross-sectional, analytical study included 469 parturients from 17 hospitals across the Dominican Republic over a 30-day period. Statistical significance was set at p < 0.05. Results Preeclampsia was significantly associated with chronic hypertension (44.15% vs 16.87%; odds ratio [OR], 3.91; 95%CI, 2.51-6.09), previous preeclampsia (44.64% vs 18.60%; OR, 3.53; 95%CI, 2.24-5.56), and a family history of preeclampsia (42.0% vs 19.38%; OR, 3.01; 95%CI, 1.96-4.62). Preeclampsia was also associated with prematurity (54.6% vs 33.4%; OR, 2.40; 95%CI, 1.62-3.55), low birth weight (37.6% vs 18.5%; OR, 2.65; 95%CI, 1.73-4.07), and placental abruption (5.0% vs 2.4%; OR, 2.14; 95%CI, 0.81-5.62). Maternal and fetal mortality were not significantly associated with preeclampsia. In the multivariable logistic regression analysis, chronic hypertension (adjusted OR [AOR], 3.64; 95%CI, 2.25–5.88), a family history of preeclampsia (AOR, 2.86; 95%CI, 1.85-4.42), and pregestational obesity (AOR, 2.26; 95%CI, 1.52-3.36) emerged as independent predictors of preeclampsia (all p < 0.05). Conclusion Preeclampsia is associated with an increased risk of adverse maternal and neonatal outcomes, particularly prematurity and low birth weight.
Short Editorial
Arterial Stiffness and Functional Impairment in Post-COVID-19 Syndrome: A Multifactorial Puzzle
Short Editorial
Beyond Lesion Complexity: Do We Need a New Score for Chronic Total Occlusions? Andrade, Pedro Beraldo de Furquim, Thyago
Review Article
Artificial Intelligence Applied to Electrocardiogram-Based Cardiovascular Risk Assessment: A Systematic Review Pinheiro, Maria Clara Mantoan Felberg, Lívia Bozzi, Isadora Cristine Reis Sguizzato Ribeiro, Antônio Luiz Pinho Paixão, Gabriela Miana de Mattos

Abstract in Portuguese:

RESUMO As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade no mundo, destacando a necessidade de estratégias eficazes de predição de risco e detecção precoce. Embora o eletrocardiograma (ECG) seja um exame amplamente disponível e de baixo custo, sua interpretação tradicional é limitada pela subjetividade. A inteligência artificial (IA) surgiu como uma abordagem promissora, capaz de extrair informações prognósticas ocultas dos sinais de ECG. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar estudos originais que aplicaram técnicas de IA a ECGs para predição de risco cardiovascular e mortalidade. Foram incluídos estudos originais que utilizaram sinais de ECG como única variável de entrada para modelos de IA, com foco em desfechos de risco cardiovascular. Uma busca sistemática foi realizada em diferentes bases de dados, e os dados fora msintetizados de forma narrativa. Onze estudos foram incluídos, predominantemente coortes retrospectivas que aplicaram redes neurais convolucionais (CNNs) para prever risco cardiovascular ou mortalidade. As amostras eram majoritariamente compostas por populações adultas de países de alta renda. Os desfechos primários incluíram mortalidade por todas as causas, morte cardiovascular e eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE). Os valores de AUROC variaram de 0,63 a 0,961 nos conjuntos de treinamento, com alguns modelos superando escores tradicionais de risco. Os modelos de IA‑ECG demonstraram potencial para detectar doença subclínica, permitindo estratificação precoce de risco mesmo em ECGs normais. No entanto, persistem desafios relacionados à diversidade populacional, interpretabilidade dos modelos e validação prospectiva. A aplicação de IA à análise de ECG representa um avanço promissor na avaliação personalizada do risco cardiovascular. Contudo, mais pesquisas são necessárias para garantir a segurança, a eficácia e a integração clínica equitativa dessas tecnologias.

Abstract in English:

Abstract Cardiovascular diseases (CVDs) are the leading cause of mortality worldwide, underscoring the need for effective risk prediction and early detection. Although the electrocardiogram (ECG) is a widely available and low-cost diagnostic tool, its traditional interpretation is limited by subjectivity. Artificial intelligence (AI) has emerged as a promising approach, capable of extracting hidden prognostic information from ECG signals. This systematic review aimed to assess original studies applying AI techniques to ECGs for cardiovascular risk prediction and mortality. Original studies that used ECG signals as the sole input variable for AI models, focusing on cardiovascular risk outcomes, were included. A systematic search was conducted in different databases, and data were synthesized narratively. Eleven studies were included, predominantly retrospective cohorts applying convolutional neural networks (CNNs) to predict cardiovascular risk or mortality. The sample primarily consisted of adult populations in high-income countries. Primary outcomes included all-cause mortality, cardiovascular death, and major adverse cardiovascular events (MACE). Reported AUROC values ranged from 0.63 to 0.961 in training sets, with some models outperforming traditional risk scores. AI-ECG models demonstrated the potential to detect subclinical disease, enabling early risk stratification even in normal ECGs. However, challenges remain regarding population diversity, model interpretability, and prospective validation. The application of AI to ECG analysis represents a promising advancement in personalized cardiovascular risk assessment. Nonetheless, further research is needed to ensure the safety, effectiveness, and equitable clinical integration of these technologies.
Research Letter
Extraction of Totally Implantable Venous Access Devices Using the PISA Technique: A Small Case Series Figueiredo, Margarida G. Santos, Hélder Valente, Bruno Oliveira, Mário
Brief Communication
A Prospective Study of Lipid Profile in Incident Patients on Peritoneal Dialysis Araújo, Luiza K. R. P. Dias, Dayana B. Santana, Monique F. M. Pereira, Benedito J. Abensur, Hugo Moyses, Rosa Passarelli, Marisa Elias, Rosilene M.
Image
Positron Emission Tomography Identification of Cardiovascular Implantable Electronic Device Infection Montalvão, Raquel Matias, Margarida Trabulo, Marisa
Letter to the Editor
Geometric Models in Left Main Coronary Bifurcation: Mathematical Accuracy and Clinical Limits in the Era of Intravascular Imaging Araújo, Guilherme O. Ribeiro, Henrique Barbosa
Letter to the Editor
Pulmonary Regurgitation in Heart Failure: Causality or a Marker of Disease Severity?
Erratum
Erratum: Guideline for Chronic Coronary Syndrome – 2025
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