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USO ROTINEIRO DO TESTE DO AZUL DE METILENO NA GASTRECTOMIA VERTICAL: POR QUE NÃO?

Álvaro A. B. FERRAZ Fernando SANTA-CRUZ João Victor BELFORT Vladimir C. T. SÁ Luciana T. SIQUEIRA José Guido C. ARAÚJO-JÚNIOR Sobre os autores

RESUMO

Racional:

Embora considerada procedimento seguro, a gastrectomia vertical (GV) apresenta risco não desprezível de complicações pós-operatórias importantes relacionadas a ela, com atenção especial para fístulas gástricas

Objetivo:

Avaliar a aplicabilidade clínica do teste do azul de metileno (TAM) na predição da ocorrência de fístulas após a GV.

Método:

Estudo retrospectivo que incluiu 1136 pacientes operados entre 2012 e 2016 com aplicação do TAM intraoperatório. Sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo (VPP) e valor preditivo negativo (VPN) foram calculados na tentativa de determinar a correlação clínica entre os resultados do TAM e a ocorrência de fístulas pós-operatórias. Sobressutura da linha de grampos foi realizada em todos os pacientes que apresentaram TAM positivo.

Resultados:

GV laparoscópica foi realizada em 97,0% dos casos; por laparotomia em 2,3% e roboticamente em 0,7%. TAM foi positivo em 19 casos (1,67%). Um dos casos positivos ocorreu na laparotomia e os outros 18 na laparoscopia. Ainda, houve nove casos (0,8%) de fístulas pós-operatórias, dentre os quais, apenas dois apresentaram TAM positivo. O valor diagnóstico do TAM foi avaliado através dos cálculos de sensibilidade (22,0%), especificidade (98,0%), VPP (11,0%) e VPN (99,0%). Não houve casos de reação alérgica ou qualquer outro efeito colateral advindo do uso da solução de azul de metileno.

Conclusão:

TAM mostrou alta especificidade e VPN, apresentando importância em descartar a ocorrência de fístulas pós-operatórias.

DESCRITORES:
Cirurgia bariátrica; Fístula; Azul de metileno

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