ABSCESSO HEPÁTICO PIOGÊNICO: MANEJO DOS RECURSOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS

Otto Mauro dos SANTOS-ROSA Henrique Simonsen LUNARDELLI Marcelo Augusto Fontenelle RIBEIRO-JUNIOR Sobre os autores

RESUMO

Racional:

O abscesso hepático piogênico tem incidência de 1,1 por 1.000 habitantes com mortalidade podendo chegar a 100%. O uso de recursos menos invasivos diminuem morbimortalidade e tempo de internação hospitalar.

Objetivo:

Identificar fatores de risco no abscesso hepático piogênico tratado por drenagem percutânea guiada por ultrassom.

Método:

Total de 10 pacientes foram submetidos ao procedimento. Foram avaliadas características epidemiológicas, marcadores laboratoriais exames de imagem (ultrassom e tomografia).

Resultados:

Na amostra houve predominância do sexo masculino, com média de idade de 50 anos. Hepatopatia, etilismo e doença da via biliar foram os pródromos mais frequentes. Dor abdominal (90%), febre (70%) e icterícia (40%) foram manifestações clínicas mais comuns. Houve mortalidade de 20% nesta série. Hipoalbuminemia e dias de internação hospitalar tiveram associação positiva com óbito estatisticamente significante.

Conclusão:

O abscesso hepático piogênico tem evolução subaguda o que dificulta o diagnóstico. Exames de imagem têm sensibilidade alta na propedêutica diagnóstica, notadamente a tomografia computadorizada. A drenagem percutânea, associada à antibioticoterapia, mostrou ser recurso terapêutico seguro e eficaz.

DESCRITORES:
Abscesso hepático piogênico; Drenagem; Ultrassonografia de intervenção; Hipoalbuminemia.

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