BIÓPSIA HEPÁTICA PÓS-REPERFUSÃO E SUA UTILIZAÇÃO NA PREDIÇÃO DA MORTALIDADE E DA DISFUNÇÃO HEPÁTICA PÓS-TRANSPLANTE

Marcos Vinícius ZANCHET Larissa Luvison Gomes da SILVA Jorge Eduardo Fouto MATIAS Júlio Cezar Uili COELHO Sobre os autores

RESUMO

Racional:

A evolução dos pacientes após transplante hepático é complexa e caracterizar o risco para complicações nem sempre é fácil. Nesse contexto, a biópsia hepática pós-reperfusão é capaz de retratar alterações de importância prognóstica.

Objetivo:

Avaliar os resultados no primeiro ano após transplante hepático, correlacionando as alterações histológicas à biópsia hepática pós-reperfusão com a sobrevida, a disfunção e o não-funcionamento primário do enxerto.

Método:

Dos 377 transplantes ocorridos de 1996 a 2008, 164 pacientes foram selecionados para estudo. Os seguintes desfechos clínicos foram registrados: mortalidade em 1, 3, 6 e 12 meses, disfunção do enxerto em graus variados e o não-funcionamento primário do enxerto. As biópsias pós-reperfusão foram examinadas por um patologista sem conhecimento dos resultados. As seguintes variáveis histológicas foram avaliadas: alterações isquêmicas, congestão, esteatose, exsudato neutrofílico, infiltrado monomorfonuclear e necrose.

Resultados:

As variáveis associadas com aumento da mortalidade foram: esteatose (p=0.02209), infiltrado monomorfonuclear (p=0.03935) e necrose (p<0.00001). O infiltrado neutrofílico reduziu a mortalidade neste estudo (p=0.00659). O não-funcionamento primário do enxerto mostrou associação significativa (p<0.05) com a necrose, a esteatose e com o infiltrado monomorfonuclear.

Conclusão:

A biópsia hepática pós-reperfusão é ferramenta útil em prever complicações após o transplante hepático.

DESCRITORES:
Biópsia Hepática; Reperfusão; Transplante Hepático; Disfunção Primária do Enxerto; Complicações; Sobrevida.

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