HÁ BENEFÍCIOS EM REALIZAR GASTRO-OMENTOPEXIA NA GASTRECTOMIA VERTICAL LAPAROSCÓPICA?

Maíra Danielle Gomes de SOUZA Lyz Bezerra SILVA Álvaro A. B. FERRAZ Josemberg Marins CAMPOS Sobre os autores

ABSTRACT

Background:

Gastro-omentopexy promotes the reconnection of the stomach to the gastroesplenic and gastrocolic ligaments and constitutes an alternative for the prevention of complications in laparoscopic vertical gastrectomy.

Aim:

To demonstrate the benefits of the gastro-omentopexy technique in patients undergoing sleeve gastrectomy, with possible reduction in postoperative complications.

Methods:

Prospective, non-randomized, case series type study, consisting of a clinical population of 179 patients who underwent the technique in 2018, with follow-up between 6-12 months in the postoperative period.

Results:

From the participants 71.5% were women, aged between 30-40 years (36.3%). As for the prevalence of complications in the postoperative period, the low prevalence was evident, with emphasis on readmission (1.1%); reoperation (1.1%); wound infection (1.1%); bleeding hemorrhage (0.5%); and stricture (1.1%). However, temporary symptoms were present such as nausea/vomiting, food intolerance, epigastric pain and feeling of fullness, right after surgery.

Conclusion:

The technique promoted a significant improvement in quality of life and control of comorbidities. In addition, it was associated with a low prevalence of stenosis, and with no fistula, making the method safer.

HEADINGS:
Obesity; Bariatric surgery; Postoperative Complications; Weight loss; Quality of life

RESUMO

Racional:

A gastro-omentopexia promove a reconexão do estômago aos ligamentos gastroesplênico e gastrocólico e pode constituir alternativa para prevenção de complicações na gastrectomia vertical laparoscópica.

Objetivo:

Demonstrar os benefícios da gastro-omentopexia em pacientes submetidos à gastrectomia vertical laparoscópica com redução de complicações.

Métodos:

Estudo prospectivo, não randomizado, do tipo série de casos, constituído por população de 179 pacientes que realizaram a técnica, com acompanhamento entre 6-12 meses no pós-operatório.

Resultados:

Dos participantes 71,5% eram mulheres, com faixa etária entre 30-40 anos (36,3%). Quanto às complicações no pós-operatório evidenciou-se baixa prevalência delas com destaque para reinternação (1,1%); reoperação (1,1%); infecção de ferida (1,1%); sangramento/hemorragia (0,5%); e estenose gástrica (1,1%). Entretanto, surgiram sintomas temporários como náusea/vômito, intolerância alimentar, dor epigástrica e sensação de plenitude, logo após a operação. Houve melhora nas variáveis de qualidade de vida analisadas.

Conclusão:

A técnica promoveu melhora na qualidade de vida e no controle das comorbidades. Além disso, esteve associada à baixa prevalência de estenose, e sem ocorrência de fístula, tornando o método mais seguro.

DESCRITORES:
Obesidade; Cirurgia bariátrica; Complicações pós-operatórias; Perda de peso; Qualidade de vida

INTRODUÇÃO

A gastrectomia vertical por via laparoscópica é técnica cirúrgica para tratamento da obesidade que se baseia na confecção de um tubo gástrico a partir da ressecção do fundo, parte do corpo e do antro gástrico; não apresenta anastomoses e possui caráter majoritariamente restritivo1515 Kassir R, Tiffet O, Blanc P, Ben Amor I, Gugenheim J. Sleeve gastrectomy. A point of technique. Int J Surg. 2014 Dec;12(12):1450-1. doi: 10.1016/j.ijsu.2014.10.021. PMID: 25448670.
https://doi.org/10.1016/j.ijsu.2014.10.0...
. Ela tem apresentado bons resultados, tornando-se o procedimento bariátrico que mais cresce nos EUA, e o segundo mais realizado do mundo, correspondendo a 37% do total33 Angrisani L, Santonicola A, Iovino P, Formisano G, Buchwald H, Scopinaro N. Bariatric Surgery Worldwide 2013. Obesity surgery. 2015;25(10):1822-32. doi: 10.1007/s11695-015-1657-z. PMID: 25835983.
https://doi.org/10.1007/s11695-015-1657-...
.

A gastrectomia vertical apresenta vantagens como a preservação do trânsito gastroduodenal e o menor risco de carência nutricional; no entanto, algumas complicações pós-operatórias podem ser evidenciadas, pois sua realização promove a desconexão do tubo gástrico aos ligamentos fundamentais para sua fixação, como o gastroesplênico e o gastrocólico. Desta forma, o estômago remanescente se torna mais susceptível à diminuição do diâmetro do lúmen, causando sintomas como estase gástrica, refluxo gastroesofágico, pirose e regurgitação2424 Valadão JA, Leal PC, Oliveira EJSG, Torres OJM, Pinto LEV, De Marchi DD, Gama-Filho OP, Santo MA, Nassif PAN. Vertical gastrectomy vs. Extended vertical gastrectomy: what is the impact on gastroesophageal reflux disease in obese rats? ABCD Arq Bras Cir Dig. 2020 Aug;33(2),e1513. doi: 10.1590/0102-672020190001e1513. ISSN 0102-6720.
https://doi.org/10.1590/0102-67202019000...
. Além disso, pode ocorrer rotação axial que leva à angulação do estômago, desencadeando aumento da pressão intraluminal e surgimento de estenoses, predispondo ao desenvolvimento de fístulas11 Abdallah E, Emile SH, Elfeki H. Laparoscopic Sleeve Gastrectomy With or Without Staple Line Inversion and Distal Fixation to the Transverse Mesocolon: Impact on Early Postoperative Outcomes. Obesity surgery. 2017;27(2):323-9. doi: 10.1007/s11695-016-2277-y. PMID: 27379770.
https://doi.org/10.1007/s11695-016-2277-...
,66 Baumann T, Grueneberger J, Pache G, Kuesters S, Marjanovic G, Kulemann B, et al. Three-dimensional stomach analysis with computed tomography after laparoscopic sleeve gastrectomy: sleeve dilation and thoracic migration. Surgical endoscopy. 2011 Jul;25(7):2323-9. doi: 10.1007/s00464-010-1558-0. PMID: 21298527.
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,99 de Godoy EP, Coelho D. Gastric sleeve fixation strategy in laparoscopic vertical sleeve gastrectomy. ABCD Arq. Bras. Cir. Dig.2013;26 (Suppl 1):79-82. doi: 10.1590/S0102-67202013000600017. PMID: 24463905.
https://doi.org/10.1590/S0102-6720201300...
,1010 Del Castillo Dejardin D, Sabench Pereferrer F, Hernandez Gonzalez M, Blanco Blasco S, Cabrera Vilanova A. Gastric volvulus after sleeve gastrectomy for morbid obesity. Surgery. 2013 Mar;153(3):431-3. doi:10.1016/j.surg.2011.12.023. PMID: 22316437.
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,2323 Subhas G, Gupta A, Sabir M, Mittal VK. Gastric remnant twist in the immediate post-operative period following laparoscopic sleeve gastrectomy. World J Gastrointest Surg. 2015 Nov 27;7(11):345-8. doi: 10.4240/wjgs.v7.i11.345. PMID: 26649158.
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.

Considerando que a ausência de fixação do estômago poderá determinar tais complicações, a gastro-omentopexia tem sido discutida recentemente como uma das prováveis medidas preventivas1010 Del Castillo Dejardin D, Sabench Pereferrer F, Hernandez Gonzalez M, Blanco Blasco S, Cabrera Vilanova A. Gastric volvulus after sleeve gastrectomy for morbid obesity. Surgery. 2013 Mar;153(3):431-3. doi:10.1016/j.surg.2011.12.023. PMID: 22316437.
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,2323 Subhas G, Gupta A, Sabir M, Mittal VK. Gastric remnant twist in the immediate post-operative period following laparoscopic sleeve gastrectomy. World J Gastrointest Surg. 2015 Nov 27;7(11):345-8. doi: 10.4240/wjgs.v7.i11.345. PMID: 26649158.
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. Esta técnica promove a fixação do remanescente gástrico aos ligamentos gastroesplênico e gastrocólico com o objetivo de reduzir a mobilidade da bolsa gástrica, prevenindo rotação axial, doença do refluxo gastroesofágico, hérnia hiatal ou migração intratorácica da bolsa gástrica. Entretanto, ainda há poucos trabalhos na literatura científica que comprovem a sua eficácia.

O presente estudo buscou demonstrar benefícios da realização da gastro-omentopexia durante a gastrectomia vertical laparoscópica, com possível redução de complicações e melhora na qualidade de vida no pós-operatório.

MÉTODOS

Todos os participantes foram informados sobre a pesquisa e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (CEP/CCS/UFPE), de acordo com a Resolução nº 466/12, do Conselho Nacional de Saúde, com parecer Nº 3.328.904, sob o CAAE Nº. 11737319.0.0000.5208.

Esta pesquisa foi prospectiva, não randomizada, do tipo série de casos, constituído por uma população de 179 pacientes que realizou gastrectomia vertical com a técnica da gastro-omentopexia por via laparoscópica. Foram incluídos todos os submetidos a ela no período de janeiro a dezembro de 2018 em Recife, PE, Brasil. A seleção de pacientes seguiu os critérios tradicionais, como índice de massa corpórea (IMC) acima de 40 kg/m2 ou acima de 35 kg/m2 associado à comorbidade e idade superior a 18 anos.

Técnica operatória

A realização da gastro-omentopexia inicia-se com a liberação de toda a grande curvatura gástrica através da secção dos ligamentos gastrocólico (próximo ao piloro), seguido pelo gastroesplênico; o ligamento gastrofrênico não é liberado. Após a liberação dos ligamentos, é realizada a introdução da sonda de Fouchet no 32 no estômago com o objetivo de evitar estenose e guiar o diâmetro do grampeamento. O estômago é dividido usando-se um grampeador laparoscópico de 60 mm, o primeiro grampeamento inicia-se a cerca 3 cm do piloro, seguido de mais disparos em direção cefálica, até 1-2 cm do ângulo esofagogástrico. Concluído o processo de grampeamento, inicia-se a fixação de toda a linha de grampo nos ligamentos gastrocólico e gastroesplênico, utilizando fio farpado (Stratafix® Ethicon Inc., Somerville, NJ). A linha de grampeamento dos primeiros 5 cm da porção proximal do tubo gástrico é invaginada com sutura contínua. A sutura invaginante tem como objetivo ajustar o diâmetro, reforçando a região e evitando assim complicações como fístulas, mais comum na porção proximal. Os pontos aplicados aos ligamentos são realizados de forma cuidadosa a fim de evitar lesões vasculares nos vasos gastro-omentais, que passam pela grande curvatura do estômago.

Os pacientes foram contactados por via telefônica para retorno à consulta, onde se realizou a aplicação de um questionário estruturado elaborado pelos pesquisadores, com as seguintes variáveis: gênero, faixa etária, estado civil, IMC pré e pós-operatório, grau de satisfação quanto à perda de peso. O acompanhamento se deu entre 6-12 meses do período pós-operatório. As perguntas referentes à qualidade de vida foram baseadas no questionário do protocolo BAROS - Bariatric Analysis and Reporting Outcome System (autoestima, prática de exercício físico, motivação no trabalho, relações sociais e interesse sexual)1818 Oria HE, Moorehead MK. Bariatric analysis and reporting outcome system (BAROS). Obes Surg. 1998 Oct;8(5):487-99. doi: 10.1381/096089298765554043. PMID: 9819079.
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. Avaliou-se ainda a presença/ausência de comorbidades (diabete, hipertensão, refluxo, pirose/azia/queimação, regurgitação, náuseas/vômito, dor no epigástrio ou no peito, sensação de plenitude, tosse ou disfagia) e a sintomatologia de refluxo nos momentos pré-operatório e pós-operatório, a presença/ausência de complicações no pós-operatório (reinternação, reoperação, infecção de ferida operatória, sangramento/hemorragia, estenose, fístula, migração torácica da bolsa, rotação axial, volvo gástrico e vazamentos na linha de grampo).

Análise estatística

O banco de dados foi construído no programa Microsoft Excel 2010, e exportado para software SPSS 13.0 (Statistical Package for the Social Sciences) para Windows. Os dados foram analisados através da construção de tabelas e gráficos, com suas respectivas frequências absolutas e relativas. O teste qui-quadrado utilizado para comparações entre proporção/percentual foi aplicado para verificar a existência de comparação entre as variáveis categóricas na qualidade de vida (satisfação quanto ao peso, autoestima, prática de exercício físico, motivação no trabalho, relacionamentos sociais e interesse sexual) e comorbidades (diabete, HAS, pirose, regurgitação, náusea/vômito, entalo, dor no epigástrio/peito, sensação de plenitude e tosse). Na análise de medidas repetidas (momentos: pré-operatório, pós-operatório e atual), foi utilizado o modelo de regressão linear misto, que leva em consideração a possível correlação entre os valores da variável resposta que constituem medidas repetidas. Todos os testes foram aplicados com 95% de confiança e as conclusões foram obtidas considerando o nível de significância de 5% e força da verdade de 95% (p=0,05).

RESULTADOS

Foram avaliados 179 pacientes, destes 71,5% eram mulheres, com predomínio na faixa etária entre 30-40 anos (36,3%). Houve baixa prevalência de complicações no pós-operatório, com destaque para reinternação (1,1%); reoperação (1,1%); infecção de ferida (1,1%); sangramento/hemorragia (0,5%) e estenose (1,1%). As demais complicações como fístula, migração torácica da bolsa, rotação axial e volvo gástrico não estiveram presentes na população em estudo (Figura 1).

Em relação à prevalência e evolução das comorbidades nos momentos pré e pós-operatório, ocorreu redução nas taxas de diabete (0,6% pós-operatório vs. 15,6% pré-operatório); hipertensão (4,5% pós-operatório vs. 36,3% pré-operatório) e pirose (26,3% pós-operatório vs. 51,4% pré-operatório). No entanto, ocorreu aumento de sintomas como náusea/vômito, entalo, dor em epigástrio/peito e sensação de plenitude. Nota-se ainda diferença estatisticamente significativa em quase todas as variáveis analisadas em relação aos momentos, exceto na regurgitação e tosse (Tabela 1).

FIGURA 1
Complicações no pós-operatório

TABELA 1
Prevalência e evolução das comorbidades avaliadas nos momentos pré e pós-operatório

Quanto ao grau de satisfação nos aspectos relacionados à qualidade de vida, verificou-se diferença estatisticamente significativa (p<0,001) em todas as variáveis analisadas em relação aos momentos pré e pós-operatório. Ao analisar a variável satisfação do peso, nota-se inversão: no pré-operatório 100% dos participantes estavam pouco satisfeitos com o seu peso, no pós-operatório 100% tornaram-se satisfeitos com a perda de peso (Tabela 2).

Na análise da evolução do peso, houve diferença estatisticamente significativa após a operação (Figura 2), a média de peso no pré-operatório foi de 111,19±18,06 kg; 93,27±16,60 kg com três meses do pós-operatório; e 77,41±13,34 kg no acompanhamento entre seis meses e um ano da intervenção cirúrgica (peso momento pesquisa).

TABELA 2
Avaliação da qualidade de vida quanto ao grau de satisfação no pré e pós-operatório

FIGURA 2
Evolução do peso

DISCUSSÃO

Apesar das vantagens da gastrectomia vertical laparoscópica, como a perda suficiente de peso, ausência de anastomoses, acessibilidade do estômago e da via biliar por endoscopia, baixo índice de deficiência nutricional e menor risco de dumping, as complicações como fístula, estenose, hemorragia e refluxo gastroesofágico são passíveis de acontecer1010 Del Castillo Dejardin D, Sabench Pereferrer F, Hernandez Gonzalez M, Blanco Blasco S, Cabrera Vilanova A. Gastric volvulus after sleeve gastrectomy for morbid obesity. Surgery. 2013 Mar;153(3):431-3. doi:10.1016/j.surg.2011.12.023. PMID: 22316437.
https://doi.org/10.1016/j.surg.2011.12.0...
,1313 Fischer L, Hildebrandt C, Bruckner T, Kenngott H, Linke GR, Gehrig T, Büchler MW, Müller-Stich BP. Excessive weight loss after sleeve gastrectomy: a systematic review. Obes Surg. 2012 May;22(5):721-31. doi: 10.1007/s11695-012-0616-1. PMID: 22411568.
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,2020 Pimenta GP, Moura Dd, Adorno Filho ET, Jaudy TR, Jaudy TR, de Aguilar-Nascimento JE. Avaliação da qualidade de vida tardia após gastroplastia vertical. Rev Col Bras Cir. 2013 Nov-Dec;40(6):453-7. English, Portuguese. doi: 10.1590/s0100-69912013000600006. PMID: 24573622.
https://doi.org/10.1590/s0100-6991201300...
. Dessa forma, estudos estão sendo realizados para avaliar os benefícios da fixação do estômago na gastrectomia vertical, promovendo a reconexão do remanescente gástrico aos ligamentos gastroesplênico e gastrocólico com a finalidade de reduzir as complicações11 Abdallah E, Emile SH, Elfeki H. Laparoscopic Sleeve Gastrectomy With or Without Staple Line Inversion and Distal Fixation to the Transverse Mesocolon: Impact on Early Postoperative Outcomes. Obesity surgery. 2017;27(2):323-9. doi: 10.1007/s11695-016-2277-y. PMID: 27379770.
https://doi.org/10.1007/s11695-016-2277-...
,99 de Godoy EP, Coelho D. Gastric sleeve fixation strategy in laparoscopic vertical sleeve gastrectomy. ABCD Arq. Bras. Cir. Dig.2013;26 (Suppl 1):79-82. doi: 10.1590/S0102-67202013000600017. PMID: 24463905.
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.

A maioria da população deste estudo (71,5%) era de mulheres, o mesmo fato ocorreu nas pesquisas realizadas por Goulart et al.14 em Portugal, onde 88,4% da população era feminina, e por Pimenta et al.2020 Pimenta GP, Moura Dd, Adorno Filho ET, Jaudy TR, Jaudy TR, de Aguilar-Nascimento JE. Avaliação da qualidade de vida tardia após gastroplastia vertical. Rev Col Bras Cir. 2013 Nov-Dec;40(6):453-7. English, Portuguese. doi: 10.1590/s0100-69912013000600006. PMID: 24573622.
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no Brasil com 61,3%. Estudo sobre as cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde no período 2010-2016 demonstrou que 85,4% dos procedimentos realizados no país foram em mulheres77 Carvalho AS, Rosa RS. Cirurgias bariátricas realizadas pelo Sistema Único de Saúde no período 2010-2016: estudo descritivo das hospitalizações no Brasil. Epidemiol. Serv. Saúde. 2019; 28(1):e2018260. doi: 10.5123/S1679-49742019000100023. PMID: 30970075.
https://doi.org/10.5123/S1679-4974201900...
. Esse fato sugere que as mulheres são mais cuidadosas e preocupadas com a sua saúde quando comparadas aos homens; além disso, existe motivação estética na sociedade onde há padrões de beleza imposta pela mídia, aumentando a procura e a realização da cirurgia bariátrica por esse público11 Abdallah E, Emile SH, Elfeki H. Laparoscopic Sleeve Gastrectomy With or Without Staple Line Inversion and Distal Fixation to the Transverse Mesocolon: Impact on Early Postoperative Outcomes. Obesity surgery. 2017;27(2):323-9. doi: 10.1007/s11695-016-2277-y. PMID: 27379770.
https://doi.org/10.1007/s11695-016-2277-...
,1111 Dias-da-Costa JS, Koltermann AP, Cappellesso B, Lisowski JF, Bernardelli M, Xavier PB, et al. Characteristics of women who do not consult a doctor: a population-based study. Rev Saude Publica. 2018;52:54. doi: 10.11606/s1518-8787.2018052000190. PMID: 29791527.
https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2018...
.

As complicações mais temidas no pós-operatório da gastrectomia vertical são a fístula gástrica (1-3,9%), hemorragia (<5%) e estenose (2-5%). Estudo realizado por Arslan et al.44 Arslan E, Banli O, Sipahi M, Yagci G. Effects and Results of Omentopexy During Laparoscopic Sleeve Gastrectomy. Surgical laparoscopy, endoscopy & percutaneous techniques. 2018;28(3):174-7. doi: 10.1097/SLE.0000000000000526. PMID: 29668667.
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demonstrou que sintomas gástricos e complicações podem ser minimizados com a realização da omentopexia, apresentando como resultado a taxa de fístula gástrica em 0,07%, hemorragia 0,2% e estenose 0%. Abdallah et al.11 Abdallah E, Emile SH, Elfeki H. Laparoscopic Sleeve Gastrectomy With or Without Staple Line Inversion and Distal Fixation to the Transverse Mesocolon: Impact on Early Postoperative Outcomes. Obesity surgery. 2017;27(2):323-9. doi: 10.1007/s11695-016-2277-y. PMID: 27379770.
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realizaram estudo com 252 pacientes, divididos em grupos controle e estudo. Nessa série, conseguiram comprovar com relevância estatística que a técnica de fixação diminui a incidência de sangramento de linha de grampeamento e de rotação axial. Estudo retrospectivo com 1200 pacientes submetidos à gastrectomia vertical e à omentopexia constatou como complicações operatórias estenose em 1,33%, sangramento em 0,58%, vazamento na linha de grampo em 0,25% e infecção da ferida em 0,08%55 Batman B, Altun H. Benefits of Suture Reinforcement in Laparoscopic Sleeve Gastrectomy. Surgical laparoscopy, endoscopy & percutaneous techniques. 2019 Dec;29(6):539-542. doi: 10.1097/SLE.0000000000000722. PMID: 31517747.
https://doi.org/10.1097/SLE.000000000000...
. Pilone et al.1919 Pilone V, Tramontano S, Renzulli M, Romano M, Monda A, Albanese A, Foletto M. Omentopexy with Glubran(r)2 for reducing complications after laparoscopic sleeve gastrectomy: results of a randomized controlled study. BMC Surg. 2019 Nov;19(Suppl 1):56. doi: 10.1186/s12893-019-0507-7. PMID: 31690312.
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utilizaram dois grupos, um deles com omentopexia associada a selante sintético, o outro não realizou omentopexia. A taxa geral de complicações foi significativamente reduzida no grupo que realizou a omentopexia, sugerindo possível padronização e abordagem reprodutível que pode ser utilizada para proteger a sutura por tempo prolongado, prevenindo e reduzindo complicações em pacientes de gastrectomia vertical. Os dados publicados na literatura assemelham-se com este estudo, onde não ocorreram casos de fístula, migração torácica da bolsa, rotação axial e volvo gástrico, e baixa prevalência de algumas complicações no pós-operatório como reinternação (1,1%); reoperação (1,1%); infecção de ferida (1,1%); sangramento/hemorragia (0,5%) e estenose (1,1%).

Quanto à melhora de comorbidades, estudos relatam que a cirurgia bariátrica no geral pode levar a remissão do diabete em até 60% após um ano do procedimento cirúrgico; outros, especificam a remissão do diabete melito quanto à técnica da gastrectomia vertical pode ocorrer entre 79-81%2020 Pimenta GP, Moura Dd, Adorno Filho ET, Jaudy TR, Jaudy TR, de Aguilar-Nascimento JE. Avaliação da qualidade de vida tardia após gastroplastia vertical. Rev Col Bras Cir. 2013 Nov-Dec;40(6):453-7. English, Portuguese. doi: 10.1590/s0100-69912013000600006. PMID: 24573622.
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,2222 Silva CV, Sivieri FJM, Sivieri T, Pacca CC. Cirurgia bariátrica e controle glicêmico: relato de um caso. Arquivos de ciências da saúde. 2018 jul-dez;25(3):15-17. doi: 10.17696/2318-3691.25.3.2018.1234.
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. Desse modo, os achados na literatura corroboram com os deste estudo, uma vez que apenas um paciente (0,6%) manteve o quadro de diabete após a gastrectomia vertical com gastro-omentopexia; entretanto, é indispensável que esses pacientes mantenham o acompanhamento em longo prazo após o procedimento cirúrgico. Vargas et al.2525 Vargas GP, Mendes GA, Pinto RD. Quality of life after vertical gastrectomy evaluated by the BAROS questionnaire. ABCD Arq Bras Cir Dig. 2017 Oct-Dec;30(4):248-251. doi: 10.1590/0102-6720201700040005. PMID: 29340547.
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demonstraram que 77% dos participantes da pesquisa que apresentavam hipertensão arterial no pré-operatório obtiveram resolução total da doença e 38,4% conseguiram manter o controle com menor número de medicamentos anti-hipertensivos. No presente estudo, os pacientes apresentaram melhora clínica na hipertensão arterial que caiu de 36,3% no pré para 4,5% no pós-operatório.

Em relação à pirose/queimação retroesternal, um dos principais sintomas da doença do refluxo gastroesofágico, houve declínio que foram de 51,4% no pré para 26,3% no pós-operatório, este fato pode estar relacionado com a realização da gastro-omentopexia, uma vez que a literatura sugere que a secção de ligamentos na gastrectomia vertical sem omentopexia pode estar relacionado ao aumento de sintomas do refluxo1717 Nassif PA, Malafaia O, Ribas-Filho JM, Czeczko NG, Garcia RF, Ariede BL. Vertical gastrectomy and gastric bypass in Roux-en-Y induce postoperative gastroesophageal reflux disease? ABCD Arq Bras Cir Dig. 2014;27 Suppl 1(Suppl 1):63-8. doi: 10.1590/s0102-6720201400s100016. PMID: 25409970.
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. No entanto, apesar da melhora da pirose, ocorreu o aumento de sintomas como náusea/vômito, entalo (relacionado ao consumo de determinados alimentos), dor no epigástrio/peito e sensação de plenitude, especialmente nos primeiros meses de pós-operatório. O entalo é sintoma precoce frequente, devido à fase de readaptação alimentar, com tendência à redução no período tardio. Alguns estudos demonstraram que as queixas de refluxo gastroesofágico podem tanto melhorar quanto piorar ou até mesmo manter-se após a gastrectomia vertical - em alguns casos os pacientes deixam de usar o inibidor da bomba de prótons22 Afaneh C, Costa R, Pomp A, Dakin G. A prospective randomized controlled trial assessing the efficacy of omentopexy during laparoscopic sleeve gastrectomy in reducing postoperative gastrointestinal symptoms. Surgical endoscopy. 2015;29(1):41-7. doi: 10.1007/s00464-014-3651-2. PMID: 24962864.
https://doi.org/10.1007/s00464-014-3651-...
,1212 Filho AMM, Silva LB, Godoy ES, Falcao AM, de Quadros LG, Zotarelli Filho IJ, et al. Omentopexy in Sleeve Gastrectomy Reduces Early Gastroesophageal Reflux Symptoms. Surg laparosc endosc percutan tech. 2019;29(3):155-61. doi:10.1097/SLE.0000000000000597. PMID: 30499891.
https://doi.org/10.1097/SLE.000000000000...
,2121 Santoro S, Lacombe A, Aquino CG, Malzoni CE. Sleeve gastrectomy with anti-reflux procedures. Einstein (São Paulo). 2014 Sep;12(3):287-94. doi: 10.1590/s1679-45082014ao2885. PMID: 25295447.
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. Estes achados corroboram com as divergências entre os autores e apontam quanto à necessidade de estudos prospectivos, com amostra robustas e realização de exames mais apurados como manometria esofágica e seriografia esofagogastroduodenal para avaliar melhor tal desfecho.

No presente estudo, todos os pacientes relataram melhora significativa nos aspectos relacionados à qualidade de vida, especialmente quanto à satisfação na perda de peso, além de melhora na autoestima, na prática de exercício físico, motivação no trabalho, relacionamentos sociais e interesse sexual. O mesmo acontece com os dados encontrados na literatura, onde os escores avaliados referentes à qualidade de vida demonstraram que os pacientes apresentaram melhora na autoestima e prazer em realizar atividades rotineiras após a gastrectomia vertical88 Castanha CR, Ferraz AAB, Castanha AR, Belo GdQMB, Lacerda RMR, Vilar L. Avaliação da qualidade de vida, perda de peso e comorbidades de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Rev. Col. Bras. Cir. 2018 Jul;45(3):e1864. doi:10.1590/0100-6991e-20181864. PMID: 30020323.
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,1616 Kirkil C, Aygen E, Korkmaz MF, Bozan MB. Quality of life after laparoscopic sleeve gastrectomy using BAROS system. ABCD Arq Bras Cir Dig. 2018 Aug;31(3):e1385. doi: 10.1590/0102-672020180001e1385. PMID: 30133677.
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. Pimenta et al.2020 Pimenta GP, Moura Dd, Adorno Filho ET, Jaudy TR, Jaudy TR, de Aguilar-Nascimento JE. Avaliação da qualidade de vida tardia após gastroplastia vertical. Rev Col Bras Cir. 2013 Nov-Dec;40(6):453-7. English, Portuguese. doi: 10.1590/s0100-69912013000600006. PMID: 24573622.
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demonstraram que houve redução significativa do peso no acompanhamento durante o período de três anos em pacientes que realizaram a gastrectomia vertical laparoscópica, o mesmo aconteceu com os resultados apresentados por Goulart et al.1414 Goulart A, Branco C, Manso F, Pereira M, Fernandes A, Carvalho D et al. Gastrectomia Vertical Laparoscópica: Estudo Retrospetivo de 250 Casos. Rev. Port. Cir. [Internet]. 2017 Set [citado 2020 Dez 11];(42):7-16. Disponível em: http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1646-69182017000300002 ISSN 1646-6918.
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que confirmaram a eficácia nessa perda após um ano e na manutenção dessa perda de peso após 2-3 anos da gastrectomia vertical. Na pesquisa em questão, mesmo utilizando variação da técnica da gastrectomia vertical laparoscópica com a gastro-omentopexia apontou também para decréscimo evolutivo no peso com acompanhamento entre seis meses e um ano. É importante ressaltar que a perda de peso é semelhante à gastrectomia vertical sem omentopexia; assim, a escolha pelo uso dessa técnica está associada ao aumento de segurança no controle das complicações pós-operatórias nas primeiras semanas ou meses após a operação.

O estudo apresenta algumas limitações, principalmente quanto à ausência de grupo controle; isto acontece devido à escolha da técnica padrão da gastrectomia vertical com omentopexia, realizada em todos os pacientes. Outra limitação é quanto à melhora do refluxo, uma vez que para a avaliação mais detalhada dessa doença torna-se necessário a realização de exames mais específicos como manometria esofágica e seriografia esofagogastroduodenal. De modo geral, a gastro-omentopexia na gastrectomia vertical laparoscópica apontou resultados significativos na qualidade de vida, e comorbidades. É técnica simples e de baixo custo; no entanto, mais estudos precisam ser realizados para a confirmação da sua eficácia no que tange a redução de complicações.

CONCLUSÃO

O uso da técnica da gastro-omentopexia na gastrectomia vertical laparoscópica esteve associado à baixa prevalência de complicações como estenose e ausência de outras, como fístula, aumentando a segurança dos pacientes no pós-operatório.

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  • Fonte de financiamento:

    não há.
  • 3

    Complicações no pós-operatório
  • Mensagem central

    O uso da técnica da gastro-omentopexia na gastrectomia vertical laparoscópica esteve associado à baixa prevalência de complicações como sangramento/hemorragia, estenose e ausência de outras, como fístula, aumentando a segurança dos pacientes no pós-operatório.
  • Perspectiva

    A técnica da gastro-omentopexia promove a reconexão do estômago aos ligamentos gastroesplênico e gastrocólico, fundamentais para a sua fixação na cavidade abdominal prevenindo assim possíveis complicações na gastrectomia vertical laparoscópica. De modo geral, essa técnica é simples e de baixo custo promovendo resultados significativos na melhora da qualidade de vida e comorbidades.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    05 Jan 2022
  • Data do Fascículo
    2021

Histórico

  • Recebido
    18 Nov 2020
  • Aceito
    20 Mar 2021
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