CONSENSO BRASILEIRO DE CARCINOMA INCIDENTAL DE VESÍCULA BILIAR

Grupo Internacional de Estudos de Câncer Hepatopancreatobiliar - ISG-HPB-Cancer Felipe Jose F COIMBRA Orlando Jorge M TORRES Ruslan ALIKHANOV Anil AGARWAL Patrick PESSAUX Eduardo de Souza M FERNANDES Claudemiro QUIREZE-JUNIOR Raphael Leonardo C ARAUJO André Luis GODOY Fabio Luis WAECHTER Alexandre Prado de RESENDE Marcio Fernando BOFF Gustavo Rego COELHO Marcelo Bruno de REZENDE Marcelo Moura LINHARES Marcos BELOTTO Jose Maria A MORAES-JUNIOR Paulo Cezar G AMARAL Rinaldo Danesi PINTO Tercio GENZINI Agnaldo Soares LIMA Heber Salvador C RIBEIRO Eduardo José RAMOS Marciano ANGHINONI Lucio Lucas PEREIRA Marcelo ENNE Adriano SAMPAIO André Luis MONTAGNINI Alessandro DINIZ Victor Hugo Fonseca de JESUS Bhawna SIROHI Shailesh V SHRIKHANDE Renata D`Alpino PEIXOTO Antonio Nocchi KALIL Nicolas JARUFE Martin SMITH Paulo HERMAN Sobre os autores

RESUMO

Racional:

Carcinoma incidental da vesícula biliar é definido como uma neoplasia descoberta por exame histológico após colecistectomia videolaparoscópica. É potencialmente uma doença curável. Entretanto algumas questões relacionadas ao seu manuseio permanecem controversas e uma estratégia definida está associada com melhor prognóstico.

Objetivo:

Desenvolver o primeiro consenso baseado em evidências para o manuseio de pacientes com carcinoma incidental da vesícula biliar no Brasil.

Métodos:

Dezesseis questões foram selecionadas e para responder as questões e 36 membros das sociedades brasileiras e internacionais foram incluídos. As recomendações foram baseadas em evidências da literatura atual. Um relatório final foi enviado para os membros do painel para avaliação de concordância.

Resultados:

Avaliação intraoperatória da peça cirúrgica, uso de bolsas para retirar a peça cirúrgica e exame histopatológico de rotina, foram recomendados. Avaliação pré-operatória completa é necessária e deve ser realizada assim que o estadiamento final esteja disponível. Avaliação da margem do ducto cístico e biópsia de rotina do linfonodo 16b1 são recomendadas. Quimioterapia deve ser considerada e quimioradioterapia indicada se a margem cirúrgica microscópica seja positiva. Os portais devem ser ressecados excepcionalmente. O estadiamento laparoscópico antes da operação é recomendado, mas o tratamento radical por abordagem minimamente invasiva deve ser realizado apenas em centros especializados em cirurgia hepatopancreatobiliar minimamente invasiva. A extensão da ressecção hepática é aceitável até que seja alcançada a ressecção R0. A linfadenectomia padrão é indicada para tumores iguais ou superiores a T2, mas a ressecção da via biliar não é recomendada de rotina.

Conclusões:

Recomendações seguras foram preparadas para carcinoma incidental da vesícula biliar, destacando os mais frequentes tópicos do trabalho diário do cirurgião do aparelho digestivo e hepatopancreatobiliar.

DESCRITORES:
Vesícula biliar; Câncer; Câncer da vesícula biliar; Carcinoma incidental; Consenso

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