ESTUDO MULTICÊNTRICO BRASILEIRO E ARGENTINO NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DO CISTO PILONIDAL POR TÉCNICA MINIMAMENTE INVASIVA

Carlos Ramon Silveira MENDES Luciano Santana de Miranda FERREIRA Leonardo SALIM Sobre os autores

ABSTRACT

Background:

The pilonidal cyst is an infection of the skin and the subcutaneous tissue, secondary to a chronic inflammation with a greater frequency in the sacrococcygeal region, and associated to the presence of hair. The treatment is eminently surgical.

Aim:

To demonstrate the endoscopic treatment of pilonidal cyst.

Method:

Prospective study with 67 patients who had as surgical indication the diagnosis of pilonidal cyst. They were submitted to a surgical procedure from June 2014 to March 2018. The equipment used was the Meinero fistuloscope, a shutter, a monopolar electrode, a brush and endoscopic forceps.

Results:

Of the 67 patients, 67% (n=45) were male and 33% (n=22) female, with a mean age of 25 years (17-45). Surgical time in average was 40 min (20-120) and mean healing time of four weeks (3-12). Surgical complications were presented in 7% cases (n=5) and recurrences in 9% (n=6).

Conclusion:

The endoscopic treatment of the pilonidal cyst is feasible and presents good surgical results.

HEADINGS:
Laparoscopy; Pilonidal cyst; Minimally invasive surgical procedures

RESUMO

Racional:

O cisto pilonidal é infecção da pele e do tecido subcutâneo, secundário à inflamação crônica, com maior frequência na região sacrococcígea, e associado à presença de pelos nesta região. O tratamento é eminentemente cirúrgico.

Objetivo:

Demonstrar os resultados do tratamento endoscópico de cisto pilonidal.

Método:

Estudo prospectivo, com 67 pacientes que tiveram como indicação cirúrgica o diagnóstico de cisto pilonidal. Os equipamentos utilizados foram o fistuloscópio Meinero, um obturador, um eletrodo monopolar, uma escova e pinça endoscópica.

Resultados:

Dos 67 pacientes 67% (n=45) eram homens e 33% (n=22) mulheres, com média de idade de 25 anos (17-45). O tempo cirúrgico teve com média 40 min (20-120) e o tempo médio de cicatrização de quatro semanas (3-12). Complicações cirúrgicas ocorreram em 7% da amostra (n=5) e recidivas da doença em 9% (n=6).

Conclusão:

O tratamento endoscópico do cisto pilonidal é viável e apresenta bons resultados cirúrgicos.

DESCRITORES:
Laparoscopia; Cisto pilonidal; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos

INTRODUÇÃO

O cisto pilonidal é doença da pele e tecido subcutâneo bem conhecida, ocorrendo predominantemente em homens com idade média de 30 anos e incidência de 26 casos por 100.0001818 Tien T, Athem R, Arulampalam T. Outcomes of endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT): a systematic review. Tech Coloproctol 2018; 22: 325-331.. A doença apresenta sintomas complexos, caracterizados por quadros assintomáticos até lesões dolorosas localizadas na região sacrococcígea66 Chintapatla S, Safrani N, Kumar S, Haboubi N. Sacrococcygeal pilonidal sinus: historical review, pathological insight and surgical options. Tech Coloproctol2003; 7: 3-8.. A causa não está completamente elucidada; no entanto, alguns fatores de risco como a obesidade, higiene pessoal inadequada, histórico familiar e longos períodos em posição sentada estão associados a maior ocorrência da doença1919 Tas, Sukru et al. Management of flap dehiscense after Limberg procedure for recurrent pilonidal disease by negative pressure wound therapy (NPWT). ABCD, Arq. Bras. Cir. Dig., Mar 2017;30(1): 73-74..

O tratamento é essencialmente cirúrgico, verificando-se grande diversidade de técnicas que incluem a remoção do cisto por meio de procedimentos de retalho, como observado nos métodos de Karydakis e Limberg11 Bali I, Aziret M, Sozem S, Emir S, Erdem H, Çetinkunar S, et al. Effectiveness of Limberg and Karydakis flap in recurrent pilonidal sinus disease. Clinics. 2015; 70(5): 350-355. modificado. Além disso, outras técnicas menos invasivas como curetagem da cavidade com aplicação de fenol44 Calikoglu I, Gulpinar K, Oztuna D, Elhan A, Dogru O, Akyol C, et al. Phenol injection versus excision with open healing in pilonidal disease: a prospective randomized trial. Dis Colon Rectum 2017; 60: 161-169. ou mesmo a utilização de laser são comumente empregadas22 Benedetto A, Lewis A. Pilonidal sinus disease treated by depilation using an 800nm diode laser and review of the literature. Dermatol Surg 2006; 31: 587-591.,88 Dragoni F, Moretti S, Cannarozzo G, Campolini P. Treatment of recurrent pilonidal cyst with nd-YAG laser: report of our experience. J Dermtolog Treat 2018; 29: 65-67.,1616 Pappas A, Christodoulou D. A new minimally invasive treatment of pilonidal sinus disease with the use of a diode laser: a prospective large series of patients. Colorectal Dis2018; 587-591.. As técnicas menos invasivas constituem-se como alternativa aos métodos de excisão cirúrgica, apresentando vantagens como menor dor no período pós-operatório, retorno precoce do paciente às suas atividades e menores cicatrizes1313 Mendes CRS, Ferreira LSM, Sapucaia RA, Lima MA. Endoscopic pilonidal sinus treatment (E.P.Si.T): a minimally invasive approach. J. Coloproctol 2015; 35: 72-75..

O tratamento endoscópico minimamente invasivo do cisto pilonidal (EPSiT) proposto por Meinero et al.1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392. baseia-se no tratamento da fístula anal por vídeo, e para tanto utiliza um fistuloscópio, um obturador, um eletrodo monopolar, escova e fórceps. A técnica é subdividida em duas etapas caracterizadas pela fase do diagnóstico e fase operatória. A diagnóstica destina-se a identificar e caracterizar o cisto bem como identificar cavidades secundários contendo abcessos1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392.,1818 Tien T, Athem R, Arulampalam T. Outcomes of endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT): a systematic review. Tech Coloproctol 2018; 22: 325-331.. Alternativamente Milone (2014)1515 Milone M, Musella M, Sardo A, Bifulco G, Salvatore G, Fernandez L, et al. Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - a pilot study. Surgery2014; 155: 562-566. modificou a técnica, utilizando histeroscópio e solução salina.

O objetivo deste trabalho foi demonstrar a efetividade do tratamento endoscópico minimamente invasivo.

MÉTODOS

Este estudo foi aprovado pelas comissões de ética em pesquisa nas instituições argentina e brasileira, e os pacientes forneceram o termo de consentimento livre e esclarecido antes da realização do procedimento cirúrgico.

Características do estudo

Trata-se de um estudo prospectivo, realizado no período de junho de 2014 a março de 2018, compreendendo pacientes com quadros sintomáticos de cisto pilonidal que deram entrada no Hospital Provincial de Rosário em Santa Fé na Argentina e no Hospital Santa Izabel em Salvador no Brasil.

Técnica cirúrgica

A técnica endoscópica foi executada conforme o método idealizado por Meinero et al. (2014)1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392., utilizando o fistuloscópio de Meinero (Karl Storz GmbH - Tuttlingen, Alemanha, Figura 1A). Os pacientes foram submetidos à raquianestesia e o procedimento teve início em posição pronada, com as nádegas separadas com auxílio de adesivos, e o cirurgião posicionado entre as pernas do paciente.

FIGURA 1
A) Fistuloscópio Karl-Storz; B) exploração do cisto; C) aspecto cirúrgico final do procedimento; D) pós-operatório após 15 dias

O procedimento tem início com a fase de identificação e caracterização da extensão do cisto, bem como de cavidades secundárias por meio da inserção do fistuloscópio com infusão de glicina ou manitol na abertura espontânea do cisto (Figura 1B). A seguir, o cisto é aberto com auxílio de jato destes líquidos a fim de identificar pelos e eliminar tecidos danificados. Os pelos presentes no trato são removidos com auxílio do fórceps e o tecido granular é tratado por meio do eletrodo monopolar1313 Mendes CRS, Ferreira LSM, Sapucaia RA, Lima MA. Endoscopic pilonidal sinus treatment (E.P.Si.T): a minimally invasive approach. J. Coloproctol 2015; 35: 72-75.. Todo tecido granular é destruído e removido, os pelos retirados e, em seguida, o trato é limpo e ficando cavidade aberta para facilitar a drenagem (Figuras 1C e 1D).

RESULTADOS

As características dos pacientes e os resultados obtidos estão na Tabela 1.

TABELA 1
Características dos pacientes e resultados obtidos

Entre o período de junho de 2014 a março de 2018 foram selecionados 67 pacientes, dos quais 67% eram homens e com idade média de 31 anos (17-45). O procedimento cirúrgico durou em média 40 min; os pacientes receberam alta no mesmo dia após a realização do procedimento e o tempo médio de cicatrização foi de quatro semanas (3-12).

Complicações maiores não foram observadas; no entanto, cinco casos apresentaram complicações menores tais como sangramento e dor por período prolongado. A taxa de cura foi de 91%, verificando-se que cinco pacientes apresentaram recidiva e nenhum outro caso de falha no tratamento ou persistência do cisto.

DISCUSSÃO

Embora o cisto pilonidal tenha sido descrito há mais de 150 anos66 Chintapatla S, Safrani N, Kumar S, Haboubi N. Sacrococcygeal pilonidal sinus: historical review, pathological insight and surgical options. Tech Coloproctol2003; 7: 3-8., e apesar do tratamento ser majoritariamente cirúrgico existem diversas técnicas cirúrgicas descritas na literatura que incluem a excisão do cisto, técnicas de retalho e mais recentemente técnicas minimamente invasivas99 Emile SH, Elfeki H, Shalaby M, Sakr A, Giaccaglia V, Sileri P, et al. Endoscopic pilonidal sinus treatment: a systematic review and meta-analysis. Surg Endosc. 2018; 1-9.. Stauffer et al. (2018)1717 Stauffer VK, Luedi MM, Kauf P, Schmid M, Dieckmann M, Weiferich K, et al. Common surgical procedures in pilonidal sinus disease: A meta-analysis, merged data analysis, and comprehensive study on recurrence. Sci Rep. 2018; 15: 3058. por meio de revisão sistemática identificaram pelo menos 14 estratégias terapêuticas para o tratamento do cisto e sua recorrência.

Nesse cenário, Meinero et al.1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392. empregaram a técnica de tratamento da fístula anal assistida por vídeo para o tratamento da doença pilonidal, visando evitar um dos maiores inconvenientes dos procedimentos que objetivam a remoção da área infectada por excisão que é a cicatrização da ferida cirúrgica, aberta ou fechada. Em ambos os casos o período pós-operatório necessita da realização de curativos, o que aumenta o tempo necessário para a cura, além de causar dor1010 Giarratano G, Toscana C, Shalaby M, Buonomo O, Petrella G, Sileri P. Endoscopic pilonidal sinus treatment: Long-term results of a prospective series. J. Soc. Laparendosc. Surgeons. 2017; 21: e2017.0043.,1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392..

A técnica endoscópica para o tratamento do cisto pilonidal ocasiona menor dor pós-operatória, rápida cura e menor tempo para o retorno às atividades diárias. Além disso, ela apresenta grande eficiência nos casos de recorrência do cisto.

O tratamento endoscópico requer menor tempo operatório se comparado aos métodos de excisão; a técnica de retalho de Limberg11 Bali I, Aziret M, Sozem S, Emir S, Erdem H, Çetinkunar S, et al. Effectiveness of Limberg and Karydakis flap in recurrent pilonidal sinus disease. Clinics. 2015; 70(5): 350-355. leva em média 54 min, enquanto que a de Karydakis11 Bali I, Aziret M, Sozem S, Emir S, Erdem H, Çetinkunar S, et al. Effectiveness of Limberg and Karydakis flap in recurrent pilonidal sinus disease. Clinics. 2015; 70(5): 350-355. 48 min (Tabela 2). A utilização do laser demonstrou ainda menor tempo cirúrgico1616 Pappas A, Christodoulou D. A new minimally invasive treatment of pilonidal sinus disease with the use of a diode laser: a prospective large series of patients. Colorectal Dis2018; 587-591.; no entanto, há maior recidiva e falhas no tratamento se comparado às outras técnicas.

TABELA 2
Abordagens terapêuticas para o tratamento do cisto pilonidal

A técnica endoscópica apresenta vantagens em relação às outras menos invasivas que são realizadas às cegas, o que explica a maior ocorrência de recidivas. O tratamento endoscópico é favorecido pela observação do interior do cisto, possibilitando ao cirurgião identificar o local dos pelos, bem como de tecidos danificados, contribuindo para a maior taxa de sucesso99 Emile SH, Elfeki H, Shalaby M, Sakr A, Giaccaglia V, Sileri P, et al. Endoscopic pilonidal sinus treatment: a systematic review and meta-analysis. Surg Endosc. 2018; 1-9..

O tempo necessário para cicatrização após a técnica EPSiT foi menor do que outras abordagens cirúrgicas, apresentando ainda menor número de complicações. Segundo Bernier et al. (2015)33 Bernier GV, Johnson EK, Maykel JA, Steele SR. Reoperative surgery for pilonidal disease. Sem. Colon Rectal Surgery. 2015; 26: 211-217. cerca de 10-30% dos pacientes submetidos a mais de um tratamento cirúrgico poderão evoluir para cronicidade. O tratamento endoscópico está associado com baixa ocorrência de recorrência1515 Milone M, Musella M, Sardo A, Bifulco G, Salvatore G, Fernandez L, et al. Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - a pilot study. Surgery2014; 155: 562-566., sobretudo se comparado às técnicas menos invasivas77 Dodaro CA, Renda A. Comment on: »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - A pilot study »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ . Surgery. 2014; 155: 1097..

As complicações associadas ao tratamento EPSiT observadas neste estudo foram de 7%, verificando-se sangramento autolimitado em três pacientes e dois relataram dor por período prolongado, necessitando uso de analgésicos. Nenhum paciente demonstrou complicações como necrose ou seroma durante o acompanhamento. Dor prolongada necessitando de analgésicos foi descrita em dois (22%) pacientes por Chia et al (2015)55 Chia CLK, Tay VWY, Mantoo SK. Endoscopic pilonidal sinus treatment in the Asian population. Surg. Laparosc. Endosc Percutan Techn 2015; 25: e95-e97. e por Meinero et al1111 Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392. em 9.7%. Desta forma as complicações observadas neste estudo são comparáveis ou melhores às demais experiências constantes na literatura55 Chia CLK, Tay VWY, Mantoo SK. Endoscopic pilonidal sinus treatment in the Asian population. Surg. Laparosc. Endosc Percutan Techn 2015; 25: e95-e97..

Segundo Umesh et al (2018)2020 Umesh V, Sussman RH, Smith J, Whyte C. Long term outcome of the Bascom cleft lift procedure for adolescent pilonidal sinus. J Ped Surg 2018; 53: 295-297. as técnicas de excisão podem comprometer a fáscia sacral e serem associadas à maior morbidade e aumento do tempo de cicatrização; por outro lado, o uso do fistuloscópio reduz essas circunstâncias, e ele apresenta menores cicatrizes.

Dentre os diversos tratamentos para o cisto pilonidal, a técnica EPSiT apresenta-se como alternativa segura; no entanto, sua utilização depende de equipamento específico, o que pode limitá-la1313 Mendes CRS, Ferreira LSM, Sapucaia RA, Lima MA. Endoscopic pilonidal sinus treatment (E.P.Si.T): a minimally invasive approach. J. Coloproctol 2015; 35: 72-75.. Milone et al. (2014)1414 Milone M, Fernandez LM, Musella M, Milone F. Safety and efficacy of minamally invasive video-assisted ablation of pilonidal sinus: a randomized clinical trial. JAMA Surg. 2016; 151: 547-53. descreveram procedimento semelhante, utilizando um histeroscópio para a realização da operação assistida por vídeo. Este procedimento utiliza ainda solução salina para auxiliar a distensão do cisto.

Dodaro e Renda (2014)77 Dodaro CA, Renda A. Comment on: »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - A pilot study »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ . Surgery. 2014; 155: 1097. esclarecem que o fistuloscópio de Meinero pode ser também utilizado para tratamento de fístulas anais, além de cisto pilonidal, o que contribui para reduzir os custos e a curva de aprendizagem necessárias à execução da técnica.

Esta técnica empregada com pioneirismo no Brasil e na Argentina, representa alternativa segura e reprodutível para o tratamento do cisto pilonidal, permitindo ainda que o paciente retome suas atividades diárias em curto período de tempo e de maneira mais estética, pois resulta em poucas cicatrizes se comparada a outros tratamentos.

CONCLUSÃO

O tratamento endoscópico para o tratamento do cisto pilonidal demonstrou grande segurança e eficiência. A técnica oferece benefícios como bons resultados, tempo reduzido de recuperação e baixo índice de complicações.

Referências bibliográficas

  • 1
    Bali I, Aziret M, Sozem S, Emir S, Erdem H, Çetinkunar S, et al. Effectiveness of Limberg and Karydakis flap in recurrent pilonidal sinus disease. Clinics. 2015; 70(5): 350-355.
  • 2
    Benedetto A, Lewis A. Pilonidal sinus disease treated by depilation using an 800nm diode laser and review of the literature. Dermatol Surg 2006; 31: 587-591.
  • 3
    Bernier GV, Johnson EK, Maykel JA, Steele SR. Reoperative surgery for pilonidal disease. Sem. Colon Rectal Surgery. 2015; 26: 211-217.
  • 4
    Calikoglu I, Gulpinar K, Oztuna D, Elhan A, Dogru O, Akyol C, et al. Phenol injection versus excision with open healing in pilonidal disease: a prospective randomized trial. Dis Colon Rectum 2017; 60: 161-169.
  • 5
    Chia CLK, Tay VWY, Mantoo SK. Endoscopic pilonidal sinus treatment in the Asian population. Surg. Laparosc. Endosc Percutan Techn 2015; 25: e95-e97.
  • 6
    Chintapatla S, Safrani N, Kumar S, Haboubi N. Sacrococcygeal pilonidal sinus: historical review, pathological insight and surgical options. Tech Coloproctol2003; 7: 3-8.
  • 7
    Dodaro CA, Renda A. Comment on: »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - A pilot study »,» ®,® §,§ ­,­ ¹,¹ ²,² ³,³ ß,ß Þ,Þ þ,þ ×,× Ú,Ú ú,ú Û,Û û,û Ù,Ù ù,ù ¨,¨ Ü,Ü ü,ü Ý,Ý ý,ý ¥,¥ ÿ,ÿ ¶,¶ . Surgery. 2014; 155: 1097.
  • 8
    Dragoni F, Moretti S, Cannarozzo G, Campolini P. Treatment of recurrent pilonidal cyst with nd-YAG laser: report of our experience. J Dermtolog Treat 2018; 29: 65-67.
  • 9
    Emile SH, Elfeki H, Shalaby M, Sakr A, Giaccaglia V, Sileri P, et al. Endoscopic pilonidal sinus treatment: a systematic review and meta-analysis. Surg Endosc. 2018; 1-9.
  • 10
    Giarratano G, Toscana C, Shalaby M, Buonomo O, Petrella G, Sileri P. Endoscopic pilonidal sinus treatment: Long-term results of a prospective series. J. Soc. Laparendosc. Surgeons. 2017; 21: e2017.0043.
  • 11
    Meinero P, Mori L, Gasloli G. Endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT). Tech Coloproctol. 2014; 18: 389-392.
  • 12
    Meinero P, Stazi A, Carbone A, Dasolini F, Regusci L, Torre ML. Endoscopic pilonidal sinus treatment: a prospective multicentre trial. Colorectal Dis 2016; 18 O164-O17
  • 13
    Mendes CRS, Ferreira LSM, Sapucaia RA, Lima MA. Endoscopic pilonidal sinus treatment (E.P.Si.T): a minimally invasive approach. J. Coloproctol 2015; 35: 72-75.
  • 14
    Milone M, Fernandez LM, Musella M, Milone F. Safety and efficacy of minamally invasive video-assisted ablation of pilonidal sinus: a randomized clinical trial. JAMA Surg. 2016; 151: 547-53.
  • 15
    Milone M, Musella M, Sardo A, Bifulco G, Salvatore G, Fernandez L, et al. Video-assisted ablation of pilonidal sinus: a new minimally invasive treatment - a pilot study. Surgery2014; 155: 562-566.
  • 16
    Pappas A, Christodoulou D. A new minimally invasive treatment of pilonidal sinus disease with the use of a diode laser: a prospective large series of patients. Colorectal Dis2018; 587-591.
  • 17
    Stauffer VK, Luedi MM, Kauf P, Schmid M, Dieckmann M, Weiferich K, et al. Common surgical procedures in pilonidal sinus disease: A meta-analysis, merged data analysis, and comprehensive study on recurrence. Sci Rep. 2018; 15: 3058.
  • 18
    Tien T, Athem R, Arulampalam T. Outcomes of endoscopic pilonidal sinus treatment (EPSiT): a systematic review. Tech Coloproctol 2018; 22: 325-331.
  • 19
    Tas, Sukru et al. Management of flap dehiscense after Limberg procedure for recurrent pilonidal disease by negative pressure wound therapy (NPWT). ABCD, Arq. Bras. Cir. Dig., Mar 2017;30(1): 73-74.
  • 20
    Umesh V, Sussman RH, Smith J, Whyte C. Long term outcome of the Bascom cleft lift procedure for adolescent pilonidal sinus. J Ped Surg 2018; 53: 295-297.

  • Fonte de financiamento:

    não há

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    21 Out 2019
  • Data do Fascículo
    2019

Histórico

  • Recebido
    14 Out 2018
  • Aceito
    16 Jan 2019
Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 278 - 6° - Salas 10 e 11, 01318-901 São Paulo/SP Brasil, Tel.: (11) 3288-8174/3289-0741 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revistaabcd@gmail.com