Cicatrização gástrica com uso do extrato da Euphorbia Tirucalli L.: estudo em ratos

Orlando José dos Santos Francisco Felipe de Carvalho-Júnior Euler Nicolau Sauaia-Filho Rayan Haquim Pinheiro Santos Rennan Abud Pinheiro Santos Wilwana Guimarães Barbalho Sobre os autores

Resumos

RACIONAL: A utilização de plantas na prevenção e no tratamento de doenças é prática milenar. O aveloz (Euphorbia tirucalli) é uma planta originária da África e tem sido relacionada com efeitos antimicrobiano, antiulceroso, anticarcinogênico, antivirais, cicatrizante, antihelmíntico e antisifilítico. OBJETIVO: Avaliar o uso do extrato bruto de Euphorbia tirucalli no processo de cicatrização de estômago de camundongo. MÉTODOS: Dezesseis camundongos da espécie Swiss, adultos, fêmeas foram submetidos à incisão longitudinal de 1 cm no corpo gástrico e síntese em plano único com pontos separados de polipropilene 6-0. Após o procedimento os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de oito. Eles foram redistribuídos em quatro subgrupos: Aveloz (GA7) e Controle (GC7) com morte programada para 7º dia de pós-operatório e Aveloz (GA14) e Controle (GC14) com morte programada para 14º dia de pós-operatório. No seguimento o grupo GA utilizou-se 1 mL de solução hidroalcoólica do extrato bruto de Euphorbia tirucalli L. na concentração de 30 mg/ml por via oral através de gavagem e no GC, soro fisiológico 0,9%, no mesmo volume e via. Após a morte, foi realizado o inventário da cavidade abdominal e procedeu-se a retirada do estômago, fixação no formol e enviado para a análise microscópica. Na análise comparativa entre os dois grupos foram avaliados parâmetros macroscópicos e microscópicos da cicatrização. RESULTADOS: Não foram detectados sinais de peritonite, fístulas ou hematomas nos animal. Houve aderências do estômago, principalmente, com o fígado e omento, nos animais dos 7º e 14º dias do período pós-operatório nos dois grupos. A análise dos parâmetros histológicos não demonstrou diferença estatisticamente significante em nenhum dos parâmetros avaliados. CONCLUSÃO: A avaliação do uso do extrato bruto de Euphorbia tirucalli L. em cicatrização de lesões em estômago de camundogos mostrou equivalência em comparação ao grupo controle.

Fitoterapia; Estômago; Rato; Aveloz; Euphorbia


BACKGROUND: The use of plants in the prevention and treatment of disease is age-old practice. The aveloz (Euphorbia tirucalli) is a plant native of Africa and has been associated with antimicrobial, antiulcers, anticarcinogenic, antiviral, healing, anti-helminthic, antisiphilitic effects. AIM: To analyze the effect of the crude extract of Euphorbia tirucalli L. in the stomach healing process of mice. METHODS: Sixteen Swiss mice, adult females were subjected to 1 cm longitudinal incision in the gastric body and sutured with 6-0 polypropylene stitches. After the procedure, the animals were randomly divided into two groups of eight animals. These were redistributed into four subgroups: Aveloz (GA7) and Control (CG7) with programmed death for 7th day postoperatively and Aveloz (GA14) and Control (GC14) with programmed death for 14 days postoperatively. The group GA used 1 ml of hydroalcoholic solution of the crude extract of Euphorbia tirucalli at 30 mg/ml orally by gavage route and the CG, 0.9% saline solution at the same volume and route. After death, the inventory of the abdominal cavity was conducted and the stomach removal was performed, fixing in formalin and sent for microscopic analysis. In the comparative analysis between the two groups were evaluated the macroscopic and microscopic parameters of healing. RESULTS: There were no signs of peritonitis, fistulas or hematomas in the animals. There were adhesions of the stomach, especially with the liver and omentum in the animals at 7 and 14 days postoperatively in both groups. The analysis of histological parameters showed no statistically significant difference between groups in any of the parameters evaluated. CONCLUSION: The evaluation of the use of the crude extract of Euphorbia tirucalli L. on stomach wound healing in mice showed equivalence in comparison to the control group.

Phytotherapy; Stomach; Mouse; Aveloz, Euphorbia


ARTIGO ORIGINAL

Cicatrização gástrica com uso do extrato da Euphorbia Tirucalli L.: estudo em ratos

Orlando José dos SantosI; Francisco Felipe de Carvalho-JúniorII; Euler Nicolau Sauaia-FilhoII; Rayan Haquim Pinheiro SantosIII; Rennan Abud Pinheiro SantosII; Wilwana Guimarães BarbalhoIII

IDepartamento de Medicina II, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

IIHospital Universitário Presidente Dutra - UFMA, São Luís, MA

IIIUniversidade Federal da Paraíba - UFPB, João Pessoa, PB, Brasil

Correspondência

RESUMO

RACIONAL: A utilização de plantas na prevenção e no tratamento de doenças é prática milenar. O aveloz (Euphorbia tirucalli) é uma planta originária da África e tem sido relacionada com efeitos antimicrobiano, antiulceroso, anticarcinogênico, antivirais, cicatrizante, antihelmíntico e antisifilítico.

OBJETIVO: Avaliar o uso do extrato bruto de Euphorbia tirucalli no processo de cicatrização de estômago de camundongo.

MÉTODOS: Dezesseis camundongos da espécie Swiss, adultos, fêmeas foram submetidos à incisão longitudinal de 1 cm no corpo gástrico e síntese em plano único com pontos separados de polipropilene 6-0. Após o procedimento os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de oito. Eles foram redistribuídos em quatro subgrupos: Aveloz (GA7) e Controle (GC7) com morte programada para 7º dia de pós-operatório e Aveloz (GA14) e Controle (GC14) com morte programada para 14º dia de pós-operatório. No seguimento o grupo GA utilizou-se 1 mL de solução hidroalcoólica do extrato bruto de Euphorbia tirucalli L. na concentração de 30 mg/ml por via oral através de gavagem e no GC, soro fisiológico 0,9%, no mesmo volume e via. Após a morte, foi realizado o inventário da cavidade abdominal e procedeu-se a retirada do estômago, fixação no formol e enviado para a análise microscópica. Na análise comparativa entre os dois grupos foram avaliados parâmetros macroscópicos e microscópicos da cicatrização.

RESULTADOS: Não foram detectados sinais de peritonite, fístulas ou hematomas nos animal. Houve aderências do estômago, principalmente, com o fígado e omento, nos animais dos 7º e 14º dias do período pós-operatório nos dois grupos. A análise dos parâmetros histológicos não demonstrou diferença estatisticamente significante em nenhum dos parâmetros avaliados.

CONCLUSÃO: A avaliação do uso do extrato bruto de Euphorbia tirucalli L. em cicatrização de lesões em estômago de camundogos mostrou equivalência em comparação ao grupo controle.

Descritores: Fitoterapia. Estômago. Rato. Aveloz. Euphorbia.

INTRODUÇÃO

Brasil está entre os países com a maior diversidade ambiental que existe. No entanto, a pesquisa relacionada com os medicamentos fitoterápicos está ainda abaixo do potencial e dos benefícios que eles têm para o conhecimento científico mundial9. Apesar disso, atualmente muito se tem evoluído na busca de substâncias de efeitos anticâncer, antimicrobianos, cicatrizante, entre outros.

Espécies da Euphorbia têm sido descritas e utilizadas na medicina popular como antimicrobiano, antiúlceras, anticancerígenas, antivirais, cicatrizante, anti-helmínticos e anti-sifilíticos4,5,7,14. Euphorbia tirucalli L. (Euphorbiaceae) é conhecida no Brasil como "aveloz".

Alguns autores têm estudado os benefícios cicatrizantes de espécies Euphorbia, e essa propriedade é explicada pela ação de fitoconstituintes desta planta, que aumentam o colágeno da matriz extracelular, como taninos e flavonóides3,10.

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato bruto de E. tirucalli no processo de cicatrização de lesões no estômago de ratos, enfatizando suas características macroscópicas e histológicas.

MÉTODO

O projeto foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), sob o protocolo n º 00386/2004. O estudo seguiu as diretrizes para pesquisas com animais, tal como estabelecido pelo Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA).

A amostra foi composta de 16 camundongos Swiss machos (Swiss Webster, Rodentia Mammalia), fornecidos pelo Biotério da UFMA. Eles estavam entre 40 e 60 dias de idade (idade média de 46 dias). O peso era entre 24g e 30g (peso médio de 25,3 g). Eles foram mantidos em grupos de quatro por gaiola-padrão para a espécie no Laboratório de Pesquisa do Departamento de Fisiologia, onde o ciclo claro-escuro foi de 12 horas e a umidade era a mesma que em ambiente normal, sem qualquer regulação artificial. A temperatura foi constante de 20±2º C. Os animais foram alimentados com ração comercial padrão e livre acesso à água durante todo o experimento.

Cada animal foi submetido à anestesia com cloridrato de xilazina à 2 % (5 mg/kg, IM - Kensol®) e cloridrato de quetamina à 5% (22 mg/kg, IM -Vetanarcol®), conjuntamente na mesma seringa.

Os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de oito, um grupo controle (GC) e um grupo Aveloz (GA). Cada grupo foi redistribuído em dois subgrupos GC7 e GC14 e subgrupos GA7 e GA14, conforme os dias da morte, programada para o 7º e 14º dias de pós-operatório, respectivamente.

O ato operatório seguiu metodização para os animais de ambos os grupos. Após anestesiado cada camundongo foi posicionado em decúbito dorsal e imobilizado e preparado campo cirúrgico com técnica asséptica. Realizou-se laparotomia mediana longitudinal a partir de 1 cm abaixo do processo xifóide, estendendo-se por 3 cm caudalmente; procedeu-se a diérese da pele e do tecido celular subcutâneo com o bisturi lâmina nº 15 e do plano musculoaponeurótico e peritônio com tesoura; inspecionou-se a cavidade abdominal, fez-se a identificação e exteriorização do estômago e realizou-se incisão longitudinal de 1 cm de comprimento ao maior eixo do mesmo na parede anterior do corpo gástrico, equidistante da pequena e grande curvaturas envolvendo todos os planos e sutura da lesão com quatro pontos separados com fio polipropileno azul (Prolene® Ethicon) 6-0 com agulha circular atraumática de 1,3 cm. Posteriormente realizou-se síntese do peritônio, plano musculoaponeurótico e pele, de forma contínua com fio monofilamentar de náilon preto (Mononylon® Ethicon)) 5-0 com agulha circular cortante de 2,5 cm. Neste momento fez-se analgesia com dipirona, 25 mg/ kg/ IM.

Após a recuperação anestésica, cada animal dos subgrupos controle (GC7 e GC14) recebeu via gavagem solução salina à 0,9% diariamente. Nos animais dos subgrupos aveloz (GA7 e GA14), administrou-se 100 mg/kg do extrato bruto da Euphorbia tirucalli L. na concentração de 100 mg/ml, pela manhã obedecendo os dias previamente estabelecidos de observação. Os animais foram colocados em suas gaiolas com livre acesso à água e ração, acondicionados nas mesmas condições de temperatura e luminosidade do pré-operatório. No seguimento foram avaliados parâmetros clínicos diariamente.

Na data programada de morte, os animais receberam dose letal de cloridrato de xilazina à 2 % (20 mg/kg/ IM) e cloridrato de quetamina à 5% (30 mg/kg/IM), sendo ambos aplicados conjuntamente na mesma seringa.

Após a morte foi feita a inspeção da cicatriz abdominal, avaliou-se a presença ou não de hematoma, infecção de sítio operatório e deiscências da ferida. Realizou-se em seguida a abertura da parede abdominal mediante duas incisões transversas e uma longitudinal ligando as anteriores, distando 1 cm à esquerda da cicatriz mediana decorrente do ato operatório prévio. Avaliou-se a presença de aderências perigástricas graduando-as segundo o escore de Nair, como também os aspectos da mucosa gástrica11,16.

Procedeu-se a retirada do estômago, sendo ele fixado em formol a 10% no interior de frascos individuais e enviados ao estudo histopatológico. O patologista desconhecia o grupo correspondente a cada frasco.

Utilizou-se um microscópio tetraocular, no qual o campo histológico de cada lâmina da ferida da mucosa gástrica foi avaliado, utilizando-se as objetivas de 5, 10 e 40 vezes de aumento e ocular de 10 vezes. Os critérios histológicos incluíram: inflamação aguda, inflamação crônica inespecífica, proliferação fibroblástica, colagenização e epitelização da ferida, classificados em leve, moderado e intenso de acordo com a gradação de intensidade em cruzes.

Utilizou-se o programa Biostat 5.0 (Microsoft), os testes t de Student e Mann-Whitney, para análise dos dados que se obteve; o valor-p era significante quando p< 0,05.

RESULTADOS

Na avaliação clínica todos os animais evoluíram de forma semelhante, com boa aceitação da dieta e ausência de secreções, abaulamento, retração, deiscência ou fístulas na ferida operatória.

A análise da cavidade abdominal dos animais em estudo mostrou que 25% do subgrupo GC7 apresentou aderências omentais e hepáticas, enquanto 50% do subgrupo GA7 revelaram a mesma alteração. Nos subgrupos cuja morte foi realizada no 14º dia de observação, tais alterações corresponderam a 50% no subgrupo controle e 75% dos animais do subgrupo aveloz. Não foi notado durante o tempo de estudo qualquer indicativo de peritonite ou outras coleções.

No âmbito da avaliação histológica, principal vertente desse estudo, os resultados obtidos encontram-se discriminados nas tabelas de 1 a 3. Somando-se ao restante da avaliação histológica, pode-se constatar a ausência, em todas as peças analisadas de hemorragia, atrofia glandular e metaplasia intestinal.

Aplicando os métodos estatísticos sobre as variantes classificatórias conseguidas a partir do estudo histopatológico, houve diferença tanto entre os subgrupos do 7º e 14º dias em comparação do aveloz com o grupo controle, sem no entanto ser estatisticamente significante(Tabelas 1-3).

DISCUSSÃO

O efeito do extrato da Euphorbia tirucalli L. na cicatrização ainda não foi demonstrado cientificamente, apesar de ser usado na medicina popular como cicatrizante há longo tempo. Este fato leva à proposição deste estudo, e ao modelo experimental aqui utilizado. No entanto, várias propriedades farmacológicas foram demonstradas em trabalhos experimentais como o seu efeito anti-bacteriano, molucicida, anti-herpético e anti-mutagênico2,6,8,12,17.

A gastrorrafia foi executada no corpo, equidistantemente da pequena e grande curvaturas em plano único e suturado com três pontos separados, por ser esta técnica habitualmente utilizada na literatura, de fácil execução e segura. A escolha do fio de polipropileno 6-0 foi pautada na sua força tênsil e resistência na confecção da sutura e pouca reação inflamatória; e, por estes motivos, ele é recomendado frequentemente em estudos semelhantes.

A sutura da parede abdominal foi avaliada diariamente. Nenhum dos animais apresentou deiscência e nem infecção. Vários graus de aderências foram vistos, sendo que o índice de aderências cresceu com o aumento do tempo de pós-operatório. Estes fatos já foram também reconhecidos por outros autores; contudo, eles não interferiram com as anastomoses que puderam ser analisadas com isenção de intercorrências13.

No referente à escolha dos animais, os camundongos foram os eleitos, pela maior facilidade de transporte e manuseio, pela alta resistência às infecções e para maior representatividade no analisar com outros trabalhos com objetivos semelhantes, pois os animais de pequeno porte são os mais presentes neste tipo de estudo. Exemplos são os de Silva et al.13 que pesquisou as propriedades cicatrizantes da Passiflora edulis (maracujá) em gastrorrafias de ratos e de Santos et al.15 que usou ratos adultos para testar possíveis efeitos pró-regenerativos do extrato de Schinus terebinthifolius Raddi (aroeira).

Escolheram-se os períodos de morte dos camundongos no 7º e 14º dias de pós-operatório para que se pudesse estudar a cicatrização gástrica em suas fases mais posteriores, contrapondo-se à maioria dos experimentos que utilizaram o 3º e o 7º dias. Exemplos são os de Batista et al.1 que avaliaram a ação regenerativa do extrato aquoso de Orbignya phalerata (babaçu) em lesões gástricas, e de Silva et al.15 no estudo morfológico e tensiométrico de gastrorrafias em ratos usando o extrato de Passiflora edulis.

A via de aplicação do extrato por gavagem, baseou-se na maior facilidade na realização das administrações diárias, para se evitar absorção mais rápida, manter a ação protetora da biotransformação hepática (primeira passagem), fatores protetores estes que não existiriam se fosse optada pela via parenteral. A via intra-peritoneal foi escolhida por alguns trabalhos, como o de Silva et al.15 que realizaram estudo morfológico com extrato de Passiflora edulis em gastrorrafias. A preocupação na manutenção destes elementos de defesa se faz necessária devido ao fato de existirem poucos trabalhos sobre a toxicidade dos derivados vegetais da espécie alvo.

O estudo histopatológico adotou como método de coloração a H&E que foi o padrão para outros experimentos com aroeira, o babaçu, pião roxo e maracujá1,2,13,15.

Quanto aos resultados obtidos pode-se inferir que houve incidência 25% maior de aderências (gastrohepáticas e gastroepiplóicas) nos subgrupos dos casos em comparação com os subgrupos controle correspondentes; no entanto, na análise histológica não se notou qualquer diferencial estatisticamente relevante no tocante às variáveis estudadas. Portanto, o processo fibrótico que originou as aderências citadas não mantém relação ampla e direta com um favorecimento à cicatrização das gastrorrafias, até mesmo porque tal melhoria não foi notada.

CONCLUSÃO

A avaliação do uso do extrato bruto de Euphorbia tirucalli L. em cicatrização de lesões em estômago de camundogos mostrou equivalência no em comparação ao grupo controle.

  • Correspondência:
    Orlando José dos Santos
    E-mail:
  • Recebido para publicação: 16/04/2013

    Aceito para publicação: 09/07/2013

    Fonte de financiamento: não há

    Conflito de interesses: não há

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    Correspondência: Orlando José dos Santos E-mail: orlanddojs@hotmail.com

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      05 Fev 2014
    • Data do Fascículo
      Dez 2013

    Histórico

    • Recebido
      16 Abr 2013
    • Aceito
      09 Jul 2013
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